23 de março de 2018

Administração Financeira da Família

Administração Financeira da Família

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DA FAMÍLIA

Lucas 16:11; Tiago 1:17; 1 Timóteo 5:8

 

 

INTRODUÇÃO

  1. “São necessários 20 anos para conseguir um sucesso da noite para o dia” (Eddie Cantor)
  2. “O dinheiro não é o mal; o seu mau uso é.” (Gandhi)
  3. “Ter dinheiro é bom, mandar no dinheiro é melhor ainda.” (Anônimo)
  4. “Compra por impulso atinge 85% dos consumidores”. (Alessandra Oggioni – portal de Notícias online IG, 06/03/2013).

 

I – O CONSUMISMO

  1. Os bens de consumo se divide em dois: Supérfluo e necessário.
  2. Significado da palavra consumir: “Gastar ou corroer até a destruição, devorar, destruir, extinguir, aniquilar, anular, enfraquecer, abater, desgostar, afligir, mortificar, fazer esquecer, apagar, gastar, esgotar.”
  3. Como visto, a palavra consumir possui um sentido que justifica a nossa apreensão e cuidado.
  4. O mercado capitalista não se importa com os malefícios do desajuste financeiro de uma família, pois a regra é uma só, CONSUMA o máximo possível.
  5. Há diversas frases ou chavões de mercado que tem por objetivo driblar a sua atenção e cuidado para instigar o consumo. Veja algumas delas:

– “O brasileiro consumindo mais leite, mais carne,  mais frutas, e também mais teatro, mais filmes,  mais livros; ele será, sem dúvida, um sujeito mais feliz.” (Revista Exame, 03/12/1997).

– “A edificação de uma sociedade de consumo  trará muitos benefícios aos brasileiros.” (Revista Exame, 03/12/1997).

– Ou seja, quanto maior o consumo, maior seu conceito, seu status, seus direitos.

– A PROVA DE QUE ESSA ESTRATÉGIA DE MARKETING TEM DADO CERTO É O ALTO ÍNDICE DE INADIMPLÊNCIA.

– A linha que separa a necessidade do supérfluo parece ser quase invisível. O que torna difícil fazer tal separação é o espírito consumista que se instalou na estrutura psíquica humana a fazendo crer que o seu sucesso, sua estabilidade emocional e o senso de realização está centrando no que você tem. Falsamente nos faz crer que somos aquilo que consumismo.

– Certa vez um jovem, que trabalhava em uma determinada empresa, ganhando apenas um salário mínimo, gastou todo o seu salário em um único tênis. Depois fez vários desfiles chamando a atenção dos seus amigos para o tênis. Na verdade, este jovem estava apenas se utilizando de um bem de consumo, que possuía um determinado valor de marca, diante da sociedade, para chamar a atenção para si mesmo. Ele tentou conquistar a atenção e o valor das pessoas através do valor que o determinado tênis  possuía. Este é um entre tantos exemplos de como somos enganados pela sociedade capitalista quando nos faz crer que teremos algum valor somente se comprarmos determinado produto,  se adquirirmos certo poder, título ou função na sociedade.

 II – REFORMA E PLANEJAMENTO

  1. O primeiro passo para se começar uma reforma financeira é a consciência de que ela precisa ocorrer.
  2. Estabilidade Financeira: “Uma Responsabilidade de toda Família”. Quem ajuda gastar deve ajudar a economizar”.

Todos os membros da família têm um papel imprescindível na administração e controle das finanças do lar, principalmente o casal.

– Quem ajuda a ganhar também deve ajudar a gastar. E quem ajuda a gastar deve ajudar a ganhar.

– Mesmo que um dos cônjuges tenha mais habilidade para lidar com o dinheiro do que o outro, isto não lhe dá o direito de gastá-lo como lhe apraz.

– “É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais.”  (Eclesiastes 4:9 – NTLH)

– Consequência das dívidas: Afeta as relações interpessoais;  Baixa a produtividade no trabalho;  Abala o estado emocional;  Afeta a saúde, podendo diminuir as defesas do organismo; Arruína muitos lares, desentendimentos conjugais frequentes.

 

  1. Pontos Fundamentais para o Equilíbrio Financeiro:

– 1º Planejamento: CURTO PRAZO: compra de móveis, férias fim de ano, pagamento de impostos. MÉDIO PRAZO: carro, terreno. LONGO PRAZO: casa própria, faculdade dos filhos. Num planejamento deve-se considerar o seguinte: O que vai ser comprado; Quanto custará; Quando vai ser comprado; Como vai ser pago; e de onde sairão os recursos para pagar.

–   2º   Orçamento  Familiar: Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele dizendo: Este homem começou a construir e não pode acabar.” (Lucas 14:28-30)

– Fazer orçamento significa ter que escolher onde cortar. E todo corte dói, machuca e sangra. Por isso, embora reconhecendo que é preciso fazer o orçamento, muitos não o fazem para evitar sofrimento antecipado.

Orçamento  não  é  relação de  gastos: O orçamento deve ser discutido com os familiares, analisando as prioridades e os valores financeiros, bem como as alternativas de pagamento.

–   3º Controle  de  Despesas: “Todos devem aprender a tomar notas de suas despesas. Alguns o negligenciam como não sendo coisa essencial; é um erro, porém. Todas as despesas devem ser anotadas com exatidão.” (Lar Adventista, p. 374).

– “Não gasteis vossos centavos na aquisição de coisas desnecessárias. Podeis pensar que essas pequenas importâncias não representarão muito, mas essas inúmeras somas pequenas provar-se-ão um grande todo.” (Lar Adventista, p. 383).

– Controle de Despesas: “Cuide para que suas despesas não vão além de sua renda.

Contenha seus desejos… Os pais devem aprender a viver dentro de seus recursos.” (Lar Adventista, p. 375 e 376).

– É importante o controle de despesas para fazer um comparativo entre as despesas orçadas e as realizadas. Com isso os desvios são identificados e feito os devidos ajustes.

III – FUNDO DE RESERVA

  1. “Um centavo poupado é igual a um centavo ganho.”  Benjamim Franklin
  2. “Poupar é a primeira Investir corretamente, fazendo seu dinheiro crescer, é a segunda. Usufruir os resultados obtidos é vencer a guerra.”
  3. “Toda semana você deve pôr em lugar seguro alguma quantia e não ser tocada salvo em caso de enfermidade. Com economia pode pôr alguma coisa a render. Manejando com sabedoria você pode economizar alguma coisa depois de haver pago as contas.” (Lar Adventista, p. 396).
  4. “É preferível ser dono de uma moeda a ser escravo de duas.” Provérbio Grego.
  5. Uma família que vive sem uma reserva financeira está andando na “beira do caminho”, e com os olhos vendados.
  6. A reserva é necessária para cobrir imprevistos e despesas que não são mensais.
  7. “O Senhor gostaria que Seu povo fosse previdente e cuidadoso. Gostaria que praticassem a economia em tudo, e nada desperdiçassem.” (Lar Adventista, p. 383).

CONCLUSÃO

“Muitos, muitíssimos, não se educaram de modo a poderem conservar seus gastos dentro do limite de suas entradas. Não aprendem a se adaptar às circunstâncias, e vez após vez tomam emprestado, tomam emprestado, ficando sobrecarregados de dívidas, e consequentemente desanimados.” (Administração Eficaz, p. 249).

“Tenho visto famílias pobres lutando com dívidas, e assim mesmo não serem os filhos ensinados a negarem a si mesmos, a fim de ajudar aos pais.” (Administração Eficaz, 251).

“Todos devem praticar economia. Nenhum obreiro deve manejar seus negócios de modo a incorrer em dívidas… Envolvendo-se voluntariamente em dívidas, ele se está emaranhado numa das redes de Satanás colocada para apanhar almas.” (O Colportor Evangelista, p. 67).

 

Gilberto Theiss – Graduado em Teologia e Filosofia. Pós-Graduado em Ensino de Filosofia, Ciências da Religião, História e Antropologia. Mestrando em Interpretação Bíblica. Atualmente é pastor no estado do Ceará.