{"id":1122,"date":"2015-04-06T12:22:12","date_gmt":"2015-04-06T12:22:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=1122"},"modified":"2015-04-06T12:22:12","modified_gmt":"2015-04-06T12:22:12","slug":"o-milagre-do-espinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/o-milagre-do-espinho\/","title":{"rendered":"O milagre do espinho"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h3 style=\"text-align: justify;\"><em>Li&ccedil;&otilde;es da experi&ecirc;ncia de um&nbsp;homem apaixonado pela miss&atilde;o<\/em><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo pastor ministra no contexto de um problema. At&eacute; mesmo o ap&oacute;stolo Paulo, que deixava boquiabertos os eruditos de seu tempo e cuja poderosa proclama&ccedil;&atilde;o era impressiva, tinha um problema. Somente uma vez o ouvimos falar desse assunto, como se ele n&atilde;o fosse muito importante. Por&eacute;m, essa &uacute;nica men&ccedil;&atilde;o &eacute; muito semelhante &agrave; nossa pr&aacute;tica atual de minimizar nossas lutas. Muitos pregadores vivem fora da realidade de seus problemas, porque s&atilde;o especialistas em ajudar outras pessoas a resolver os problemas delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escrevendo aos crist&atilde;os cor&iacute;ntios, Paulo revelou seu doloroso problema: &ldquo;foi-me dado um espinho na carne&rdquo; (2Co 12:7). Esse &ldquo;espinho&rdquo; &eacute; entendido como sendo de natureza f&iacute;sica, e lhe causava grande desconforto e sofrimento. Como pode algu&eacute;m liderar e pregar em meio ao sofrimento? O milagre do espinho Li&ccedil;&otilde;es da experi&ecirc;ncia de um homem apaixonado pela miss&atilde;o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os pastores levam consigo algum tipo de sofrimento. Algumas vezes, eles s&atilde;o tentados a atribuir &agrave;s pessoas a fonte desse sofrimento. Alguns acreditam que uma transfer&ecirc;ncia para um novo lugar ou fun&ccedil;&atilde;o poderia dissipar o problema. Mas, esse sofrimento n&atilde;o pode ser evitado por essa medida, porque ele est&aacute; na carne, &eacute; pessoal. Paulo o descreveu como sendo tamb&eacute;m persistente. Disse ter pedido tr&ecirc;s vezes para que Deus o removesse, mas o Senhor n&atilde;o atendeu seu desejo. Como pode um pastor, bem-sucedido na ora&ccedil;&atilde;o intercessora em favor de muitas pessoas, administrar o fato de que seu pr&oacute;prio sofrimento deva persistir, embora tenha orado pela remo&ccedil;&atilde;o dele?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos n&oacute;s podemos experimentar fases de inc&ocirc;modo ou desconforto, mas o sofrimento de Paulo era cr&ocirc;nico. Pior ainda, era permitido pelo pr&oacute;prio Deus que o havia chamado para pregar o evangelho. Paulo obedeceu e se ocupou em fazer avan&ccedil;ar o reino de Deus. Assim, talvez, um dos benef&iacute;cios desse trabalho devia ser a seguran&ccedil;a contra o sofrimento. Entretanto, ele tinha que falar &agrave;s pessoas a respeito de um Deus que lhe permitia sofrer pessoalmente, persistentemente.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O verdadeiro problema<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos ser levados a crer que a dor do espinho de Paulo fosse o problema, por&eacute;m, esse n&atilde;o era o real problema do ap&oacute;stolo, assim como n&atilde;o &eacute; o nosso problema hoje. Na verdade, a dor era o ant&iacute;doto para o verdadeiro problema. O problema potencial que todo pastor enfrenta &eacute; o sucesso de seu minist&eacute;rio. Ou seja, paradoxalmente, nosso maior perigo pode advir do fato de sermos poderosamente usados por Deus. Esse perigo pode vir dos sentimentos que nutrimos ao apresentar uma inspiradora mensagem, ser o convidado especial para algum evento, ou ser nomeados para uma destacada fun&ccedil;&atilde;o administrativa. O verdadeiro problema que Paulo enfrentava, e que todo pastor enfrenta, &eacute; o orgulho. Todo pastor deve lutar decididamente contra a tenta&ccedil;&atilde;o de se sentir superior &agrave; grandeza da mensagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como pastor, devo admitir que esse &eacute; o meu problema. Em meu curto minist&eacute;rio como pastor ordenado, tenho tido oportunidade de pregar em diversos pa&iacute;ses, e h&aacute; ocasi&otilde;es em que a Divindade tem brilhado acima dos meus pobres manuscritos e inflamado o lugar com celebra&ccedil;&atilde;o e convic&ccedil;&atilde;o. Frequentemente, tenho testemunhado o milagre de ver pessoas penitentes atendendo ao apelo da Palavra de Deus, em resposta ao que o Esp&iacute;rito Santo faz por meu interm&eacute;dio. Reconhe&ccedil;o que todo o louvor pertence a Deus, e que tudo &eacute; resultado do trabalho do Esp&iacute;rito Santo no cora&ccedil;&atilde;o e mente dos ouvintes. Entretanto, em muitos desses momentos de gl&oacute;ria homil&eacute;tica, tenho sido tentado a roubar ou pelo menos partilhar a gl&oacute;ria que pertence unicamente a Deus. Tenho sido tentado a crer que o poder que flui atrav&eacute;s de mim &eacute; originado em mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse inimigo interno frequentemente est&aacute; comigo no p&uacute;lpito. H&aacute; vezes em que uma luta invis&iacute;vel &eacute; travada, quando meu orgulho luta com o desejo que Deus tem de falar claramente a Seu povo. Nessas ocasi&otilde;es, sinto que Deus est&aacute; me pedindo que eu saia das anota&ccedil;&otilde;es estudadas e ensaiadas, mas reluto em obedecer porque quero terminar o fraseado cuidadosamente elaborado. &Agrave;s vezes, sinto que Deus est&aacute; me dizendo para terminar o serm&atilde;o mais cedo. Por&eacute;m, argumento que ainda tenho algumas &ldquo;p&eacute;rolas&rdquo; inteligentes para compartilhar. Assim, tristemente devo admitir, algumas vezes meu ego&iacute;smo acaba vencendo. Tamb&eacute;m tenho um espinho, e imagino que todo pregador o tenha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ego do pregador &eacute; fr&aacute;gil, facilmente alimentado pela oportunidade que temos de exercer o minist&eacute;rio. A proclama&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica coloca o mensageiro em uma situa&ccedil;&atilde;o inst&aacute;vel porque, embora todo o louvor perten&ccedil;a a Deus, que lhe d&aacute; a mensagem a ser transmitida, as pessoas n&atilde;o podem ver nem tocar Deus. Elas veem e tocam o pregador. Respondem &agrave; mensagem divinamente inspirada, embora mostrem aprecia&ccedil;&atilde;o por um imperfeito e fr&aacute;gil mensageiro humano. Isso representa uma sedutora tenta&ccedil;&atilde;o de narcisismo para o pregador. Como resultado, muitos pregadores sofrem feridas emocionais e psicol&oacute;gicas que turvam a vis&atilde;o e a pr&aacute;tica do minist&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, por causa das expectativas sobre-humanas que temos em rela&ccedil;&atilde;o a n&oacute;s mesmos ou nossa aceita&ccedil;&atilde;o por parte dos ouvintes, negligenciamos o verdadeiro quebrantamento de n&oacute;s mesmos, e come&ccedil;amos a curar nossa fr&aacute;gil e despeda&ccedil;ada autoestima com paliativos ministeriais. Isso nos permite pregar e liderar com a professa inten&ccedil;&atilde;o de glorificar a Cristo, embora, na realidade, estejamos alimentando nosso orgulho e nossa autoestima, em um esfor&ccedil;o subconsciente para tratar com nossas quest&otilde;es emocionais e psicol&oacute;gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comparando e competindo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lamentavelmente, a pr&aacute;tica de comparar e competir &agrave;s vezes tamb&eacute;m &eacute; usada no minist&eacute;rio, para alimentar nosso orgulho. Temos criado maneiras de medir nosso sucesso ministerial. N&uacute;mero de batismos parece ser o ponto de partida, edif&iacute;cios s&atilde;o vistos como expans&atilde;o do portf&oacute;lio da igreja, al&eacute;m de outros crit&eacute;rios estat&iacute;sticos. Usamos essas medidas para nos compararmos com outras igrejas competidoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por&eacute;m, esses instrumentos s&atilde;o inadequados e incongruentes com os princ&iacute;pios b&iacute;blicos. Embora devamos trabalhar pelo crescimento em n&uacute;mero e em mordomia crist&atilde; da igreja, n&atilde;o devemos nos esquecer do crit&eacute;rio empregado por Deus, segundo as palavras do ap&oacute;stolo Paulo, em 2 Cor&iacute;ntios 11:23-30. &ldquo;S&atilde;o eles servos de Cristo? &ndash; estou fora de mim para falar desta forma &ndash; eu ainda mais: trabalhei muito mais, fui encarcerado mais vezes, fui a&ccedil;oitado mais severamente e exposto &agrave; morte repetidas vezes&rdquo; (v. 23). Paulo define seu minist&eacute;rio pelo servi&ccedil;o prestado a Cristo, pelos desafios e sofrimentos enfrentados por causa de sua fidelidade ao chamado. Ele enumera esses desafios e perigos: &ldquo;Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove a&ccedil;oites. Tr&ecirc;s vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, tr&ecirc;s vezes sofri naufr&aacute;gio, passei uma noite e um dia exposto &agrave; f&uacute;ria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irm&atilde;os. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez&rdquo; (v. 24-27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sombria lista &eacute; conclu&iacute;da com estas palavras: &ldquo;Se devo orgulhar-me, que seja nas coisas que mostram a minha fraqueza&rdquo; (v. 30). Paulo media seu &ecirc;xito pastoral pelas feridas, enquanto n&oacute;s nos medimos por nossas estrelas conquistadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As experi&ecirc;ncias atuais parecem estar em oposi&ccedil;&atilde;o direta &agrave; experi&ecirc;ncia de Paulo e de muitos outros pregadores do Novo Testamento, os quais frequentemente eram amea&ccedil;ados de morte. Diferentemente do que ocorre no atual contexto de celebridade, a popularidade e a aceita&ccedil;&atilde;o do mensageiro n&atilde;o eram o foco. A defini&ccedil;&atilde;o do desempenho pastoral deve ser fidelidade ao comissionamento que o Senhor nos deu. Para isso, Deus pode at&eacute; mesmo permitir que sejamos atingidos por dolorosos espinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Paulo, o espinho &eacute; descrito como &ldquo;mensageiro de Satan&aacute;s&rdquo; (2Co 12:7), o que suscita uma intrigante quest&atilde;o: Quem &eacute; respons&aacute;vel pelo espinho? Parece que o ap&oacute;stolo culpa Satan&aacute;s por atorment&aacute;-lo com esse espinho. Entretanto, ele mesmo diz que o espinho &eacute; necess&aacute;rio para&nbsp;mant&ecirc;-lo humilde. Seria esse espinho agente de Satan&aacute;s ou de Deus? Tanto Deus como Satan&aacute;s podem usar espinhos em nossa vida. Na vida de todo pregador, existem dolorosas realidades que o inimigo usa para desanim&aacute;-lo e silenci&aacute;-lo. O espinho representa alguma coisa que nos causa grande ansiedade ou dor, bem como sentimento de insufici&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O inimigo usa esses espinhos para nos convencer de que n&atilde;o somos suficientemente bons, usa-os para nos dizer que somos in&uacute;teis. Em 2 Cor&iacute;ntios 12:7, a palavra traduzida como &ldquo;atormentar&rdquo; &eacute; kolaphizo. Essa palavra comunica a ideia de receber um soco no rosto. Isso pode se tornar um sentimento persistente e esmagador em nossa mente. Pode nos fazer sangrar internamente com d&uacute;vidas, enquanto estamos no p&uacute;lpito ou liderando comiss&otilde;es. Pensamentos persistentes de d&uacute;vida podem fazer com que o pregador sinta que &eacute; incapaz de cumprir suas tarefas ministeriais. Jamais seremos suficientemente bons ou dignos de nosso chamado. Isso &eacute; verdadeiro, mas precisamos ficar atentos. O inimigo pode usar esse pensamento para nos fazer desanimar e nos levar &agrave; ren&uacute;ncia da nossa voca&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por qu&ecirc;?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus permite esse espinho em nossa carne a fim de nos mostrar nossas fraquezas e debilidades. A pretens&atilde;o que o inimigo tem de nos desencorajar tem o potencial de nos humilhar. Humildade &eacute; a verdadeira posi&ccedil;&atilde;o de poder. Quando a experimentamos, as barreiras do ego&iacute;smo e das agendas humanas s&atilde;o derribadas, abrindo caminho para que Deus seja revelado em n&oacute;s. A verdadeira grandeza &eacute; sempre atingida pelas pessoas que n&atilde;o buscam a gl&oacute;ria pessoal. Essa &eacute; a raz&atilde;o pela qual frequentemente Jesus falou sobre humildade e a exemplificou na pr&oacute;pria vida. Ele sabia que o orgulho foi o pecado original no C&eacute;u e a cura &uacute;nica para ele &eacute; a humildade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus Cristo permite os espinhos a fim de colocar Paulo e todos os demais pregadores na posi&ccedil;&atilde;o de poder espiritual. Charles Spurgeon &eacute; conhecido como um dos maiores pregadores de sua gera&ccedil;&atilde;o. Seu espinho foi uma dolorosa enfermidade que o manteve muito depressivo. Martin Luther King J&uacute;nior foi um dos homens mais influentes do s&eacute;culo 20. Por&eacute;m, foi constantemente incompreendido por pessoas de sua pr&oacute;pria etnia e por muitos outros norte-americanos. O espinho parece ser marca registrada de todo pregador que busca transformar o mundo por meio da Palavra. Todos os pregadores de Deus t&ecirc;m espinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f&eacute; resoluta do ap&oacute;stolo Paulo, mantida depois de suplicar a remo&ccedil;&atilde;o do espinho, pode ser atribu&iacute;da &agrave; sua compreens&atilde;o do uso da palavra &ldquo;espinho&rdquo; no grego cl&aacute;ssico. A palavra skolops, traduzida como &ldquo;espinho&rdquo;, &eacute; utilizada apenas uma vez em toda a B&iacute;blia. Entretanto, no grego cl&aacute;ssico, essa palavra significa uma estaca usada para prender uma barraca no solo. O fato de Paulo ter sido fabricante de tendas n&atilde;o &eacute; coincid&ecirc;ncia. Ele usou essa palavra para nos dar a ideia do prop&oacute;sito do espinho em nosso minist&eacute;rio, ou seja, servir como estaca para manter o pregador em seu lugar. Paulo sabia que, sem a estaca, a tenda podia ser atirada para longe, por fortes ventos e tempestades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, o espinho age como estaca, firmando-nos em nosso lugar, de modo que n&atilde;o sejamos jogados para longe pelos inesperados inc&ocirc;modos do minist&eacute;rio. Deus sabe que, se n&atilde;o fosse meu espinho, eu teria deixado que as demandas do trabalho arruinassem meu casamento. Se n&atilde;o fosse o espinho, eu teria deixado o minist&eacute;rio, sob a amargura do tratamento injusto. Mas o espinho me mant&eacute;m no lugar em que devo estar. Ele me leva ao terreno da fervorosa e constante ora&ccedil;&atilde;o e me lembra de que nada sou al&eacute;m de p&oacute;. O espinho me convida a ficar calmo e me faz saber que Ele &eacute; Deus (Sl 46:10). O milagre do espinho &eacute; que justamente aquilo que eu pe&ccedil;o que Deus remova &eacute; o instrumento que Ele usa para salvar meu minist&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, existem duas realidades que salvam da destrui&ccedil;&atilde;o o minist&eacute;rio do pregador: espinho e gra&ccedil;a. O espinho nos humilha, a gra&ccedil;a nos anima. A resposta para nosso orgulho ministerial &eacute; o espinho representado pelas limita&ccedil;&otilde;es e situa&ccedil;&otilde;es dolorosas que enfrentamos. Deus respondeu a Paulo, dizendo-lhe que o que ele mais precisava n&atilde;o era a remo&ccedil;&atilde;o do espinho, mas mudan&ccedil;a de foco, ou seja, tirar a aten&ccedil;&atilde;o do sofrimento do pregador e centraliz&aacute;-la no prop&oacute;sito de Deus. As fraquezas pastorais t&ecirc;m o potencial de revelar o poder divino. A verdade &eacute; que os pregadores n&atilde;o t&ecirc;m que ser superhomens. N&atilde;o temos que estar cem por cento bem todo o tempo. Tamb&eacute;m podemos ficar mal, lutar e chorar. Nosso espinho nos revela a gra&ccedil;a de Deus. Assim, h&aacute; um inerente chamado para que todos os pregadores aceitem seu minist&eacute;rio &ldquo;espinhoso&rdquo;. Disse Paulo: &ldquo;Quando sou fraco &eacute; que sou forte&rdquo; (2Co 12:10). Nossa for&ccedil;a n&atilde;o adv&eacute;m de escondermos nossas inseguran&ccedil;as, nossos desapontamentos e afli&ccedil;&otilde;es, mas de confess&aacute;-los. Nossas congrega&ccedil;&otilde;es e a comunidade precisam compreender que somos seres humanos, pregamos e lideramos entre nossos espinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de Paulo aos cor&iacute;ntios &eacute; um ato de confiss&atilde;o p&uacute;blica. Ele sabia que jamais subjugaremos o que n&atilde;o confessarmos. Seu exemplo para todo pregador &eacute; viver na autenticidade das pr&oacute;prias limita&ccedil;&otilde;es humanas. Assim, devemos confessar o orgulho que procura minar nossa prega&ccedil;&atilde;o. Aceitar o fato de que nosso minist&eacute;rio deve apenas e t&atilde;o somente revelar a gl&oacute;ria de Deus. Lembrar-nos de que fidelidade &eacute; a verdadeira medida do sucesso ministerial. Deixar de lado a fachada e ser condutos imperfeitos da gra&ccedil;a de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, preguemos, ministremos e lideremos com nossos espinhos. Ao assim fazermos, em humildade e com a gra&ccedil;a de Deus, nosso problema se tornar&aacute; nosso poder!<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li&ccedil;&otilde;es da experi&ecirc;ncia de um&nbsp;homem apaixonado pela miss&atilde;o Todo pastor ministra no contexto de um problema. At&eacute; mesmo o ap&oacute;stolo Paulo, que deixava boquiabertos os eruditos de seu tempo e cuja poderosa proclama&ccedil;&atilde;o era impressiva, tinha um problema. 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