{"id":1810,"date":"2015-11-12T05:34:10","date_gmt":"2015-11-12T05:34:10","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=1810"},"modified":"2015-11-10T17:41:57","modified_gmt":"2015-11-10T17:41:57","slug":"a-reforma-e-o-principio-sola-scriptura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/a-reforma-e-o-principio-sola-scriptura\/","title":{"rendered":"A Reforma e o princi\u0301pio Sola Scriptura"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><div class=\"page\" title=\"Page 17\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><em>Por que os reformadores protestantes se empenharam tanto na defesa da Bi&#769;blia como u&#769;nica regra de fe&#769; e pra&#769;tica<\/em><\/h3>\n<div class=\"page\" title=\"Page 17\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O princi&#769;pio <em>Sola Scriptura<\/em> ganhou visibilidade durante a Reforma Protestante. Foi empregada para estabelecer a Bi&#769;blia como u&#769;nica autoridade normativa das crenc&#807;as e pra&#769;ticas crista&#771;s. De fato, a frase era comum desde a Idade Me&#769;dia.[1] Entretanto, o contexto em que ela tem sido usada cria nuances de significado que na&#771;o devem ser confundidas. Neste artigo, focalizamos o significado da frase conforme foi usada na Reforma, explorando seu intento e suas motivac&#807;o&#771;es.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>A intenc&#807;a&#771;o<\/strong><\/p>\n<p>O nome de Martinho Lutero esta&#769; ta&#771;o intimamente ligado ao conceito <em>Sola Scriptura<\/em> que e&#769; impossi&#769;vel discuti-lo sem fazer refere&#770;ncia a ele. A ideia foi o centro da luta de Lutero com a Igreja Cato&#769;lica Romana, mas essa na&#771;o foi uma luta pelo reconhecimento formal da autoridade da Bi&#769;blia. Como padra&#771;o da verdade revelada, a Bi&#769;blia tinha sido reconhecida atrave&#769;s dos se&#769;culos, incluindo a era cato&#769;lica medieval. Assim, Lutero compartilhou com seus oponentes as&nbsp;suposic&#807;o&#771;es teolo&#769;gicas de autoridade normativa formal da Bi&#769;blia.[2] Contudo, sua negac&#807;a&#771;o da compatibilidade entre a Bi&#769;blia e a hermene&#770;utica tradicional da Igreja Romana representou sua ruptura com a teologia medieval.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\">\n<p style=\"text-align: justify;\">No a&#770;mago do princi&#769;pio <em>Sola Scriptura<\/em> estava a questa&#771;o da interpretac&#807;a&#771;o, o direito de compreender a Bi&#769;blia. A Reforma se opo&#770;s &ldquo;a&#768; arbitrariedade que desprezava o reconhecimento das Escrituras como Palavra de Deus, negligenciando sua autoridade concreta&rdquo;.[3] Em contraste com&nbsp;outros princi&#769;pios de interpretac&#807;a&#771;o, no contexto da reforma, <em>Sola Scriptura<\/em> focalizou a atenc&#807;a&#771;o sobre a Bi&#769;blia.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 18\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Nos dias de Lutero, o maior princi&#769;pio de interpretac&#807;a&#771;o rival era a tradic&#807;a&#771;o. E&#769; importante lembrar que, primeiramente, Lutero na&#771;o criticava a tradic&#807;a&#771;o como fonte de autoridade religiosa. Sua forte denu&#769;ncia era contra o uso dela como princi&#769;pio de interpretac&#807;a&#771;o. Ele confrontou a ideia de que as Escrituras podem ser corretamente entendida apenas por alguns. John M. Headley captou a esse&#770;ncia do princi&#769;pio da tradic&#807;a&#771;o, combatido por Lutero, ao mencionar que &ldquo;tal princi&#769;pio leva ao sepultamento das Escrituras e a&#768; imersa&#771;o da teologia nos comenta&#769;rios humanos, onde os sofistas buscam na&#771;o a substa&#770;ncia das Escrituras, mas o que eles podem observar nelas.&rdquo;[4] Ver o princi&#769;pio <em>Sola Scriptura<\/em> como cri&#769;tico da hegemonia da tradic&#807;a&#771;o sobre a Bi&#769;blia realc&#807;a a importa&#770;ncia do termo <em>sola<\/em>.<\/p>\n<p>Esse termo aborda a intenc&#807;a&#771;o cri&#769;tica dos reformadores ao papel da Bi&#769;blia na Igreja. Geralmente e&#769; aceito que, para Lutero e os reformadores, &ldquo;<em>Sola Scriptura<\/em> se refere a&#768; Bi&#769;blia como fonte e norma do evangelho crista&#771;o&hellip; fonte e norma da doutrina da igreja&rdquo;.[5] Assim, <em>Sola Scriptura<\/em> interpreta a Bi&#769;blia como norma <em>normans<\/em> (a norma sobre todas as normas), na&#771;o norma <em>normata<\/em>, ou seja, governada por outras normas, a exemplo da tradic&#807;a&#771;o, da raza&#771;o ou da experie&#770;ncia religiosa. Entretanto, a fim de se apreciar plenamente a func&#807;a&#771;o da interpretac&#807;a&#771;o bi&#769;blica <em>sola Scriptura<\/em> na igreja, deve ser notado que o princi&#769;pio implica certa &ldquo;geografia lo&#769;gica&rdquo;.<\/p>\n<p>Nas palavras de Graham Cole, &ldquo;<em>Sola Scriptura<\/em>, em perspectiva sistema&#769;tica, e&#769; um enredo de perfeic&#807;o&#771;es das Escrituras. O apelo a&#768; Bi&#769;blia somente faz pouco sentido se as Escrituras na&#771;o tiverem autoridade, for desnecessa&#769;ria para o bem-estar humano, obscura em significado ou insuficiente em termos de seu propo&#769;sito divino&rdquo;.[6] A autoridade da Bi&#769;blia, sua necessidade, clareza e suficie&#770;ncia constituem-se no que tradicionalmente e&#769; conhecido como &ldquo;perfeic&#807;o&#771;es das Escrituras&rdquo;. Falar sobre as Escrituras sem tais perfeic&#807;o&#771;es e&#769; deixar de captar a profundidade de assuntos que o conceito foi designado para combater.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\">\n<div class=\"page\" title=\"Page 18\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Autoridade<\/strong><\/p>\n<p>As palavras de Lutero em Worms (18\/04\/1521) representavam a visa&#771;o dos reformadores sobre a autoridade da Bi&#769;blia, ligada ao conceito <em>sola Scriptura<\/em>: &ldquo;Na&#771;o posso submeter minha fe&#769; quer ao papa quer aos conci&#769;lios, porque e&#769; claro como o dia, que eles te&#770;m frequentemente errado e se contradito um ao outro. Portanto, a menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro racioci&#769;nio; a menos que eu seja persuadido por meio das passagens que citei; a menos que assim submetam minha conscie&#770;ncia pela Palavra de Deus, na&#771;o posso retratar-me e na&#771;o me retratarei, pois e&#769; perigoso a um crista&#771;o falar contra a conscie&#770;ncia. Aqui permanec&#807;o, na&#771;o posso fazer outra coisa; Deus queira ajudar-me. Ame&#769;m!&rdquo;[7] Comentando essa afirmac&#807;a&#771;o, disse J. I. Parker: &ldquo;O que Lutero falou em Worms mostra a motivac&#807;a&#771;o essencial e a preocupac&#807;a&#771;o teolo&#769;gica e religiosa da Reforma Protestante, ou seja, que somente a Palavra de Deus deve governar e nenhum crista&#771;o deve fazer mais que entroniza&#769;-la na mente e no corac&#807;a&#771;o.&rdquo;[8]<\/p>\n<p>Ja&#769; mencionamos que Lutero e seus oponentes afirmaram a autoridade formal da Bi&#769;blia. Tambe&#769;m vimos que a ruptura de Lutero com os oponentes consistiu em sua negac&#807;a&#771;o da presunc&#807;a&#771;o de que os ensinos tradicionais da Igreja estavam de acordo com a Bi&#769;blia. Agora podemos estabelecer de maneira mais sucinta que, com o princi&#769;pio <em>Sola Scriptura<\/em>, Lutero insistia em que a Bi&#769;blia e&#769; sua&nbsp;pro&#769;pria inte&#769;rprete. O contexto histo&#769;rico e&#769; digno de menc&#807;a&#771;o. Havia-se desenvolvido uma tradic&#807;a&#771;o aposto&#769;lica ficti&#769;cia que na&#771;o apenas considerava a Igreja como fonte do conhecimento teolo&#769;gico, mas a tratava como &ldquo;o fundamento necessa&#769;rio para a autoridade da Bi&#769;blia, e como o indispensa&#769;vel guia para a interpretac&#807;a&#771;o das Escrituras&rdquo;.[9] Evidentemente, a autoridade da Bi&#769;blia na&#771;o necessita de procurac&#807;a&#771;o. A doutrina das perfeic&#807;o&#771;es das Escrituras, em geral, foi desenvolvida para contrabalanc&#807;ar essa tende&#770;ncia. Mais especificamente, a autoridade das Escrituras, como uma dessas perfeic&#807;o&#771;es, enfatiza a natureza da autoridade bi&#769;blica, isto e&#769;, &ldquo;que por sua pro&#769;pria luz, as verdades da Bi&#769;blia se autenticam como divinas&rdquo;.[10]<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Necessidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra das perfeic&#807;o&#771;es das Escrituras, a necessidade das Escrituras, foram designadas para combater duas tende&#770;ncias. Por um lado, havia a autossuficiente garantia da Igreja Cato&#769;lica Romana, em relac&#807;a&#771;o a&#768; Bi&#769;blia, no sentido de que, embora necessitando da tradic&#807;a&#771;o, na&#771;o necessitava das Escrituras, apesar de professa&#769;-las uma norma. Pois, &ldquo;de acordo com Roma, e&#769; mais correto dizer que a Bi&#769;blia necessita mais da igreja, do que a igreja necessita da Bi&#769;blia&rdquo;.[11] Por outro lado, houve grupos, como os Ca&#769;taros, para quem a Bi&#769;blia era realmente supe&#769;rflua. Ao exaltar a palavra interna contra a externa, e considerando a Bi&#769;blia na&#771;o como Palavra de Deus mas como testemunho, esses grupos consideravam a real Palavra de Deus aquela que era falada pelo Espi&#769;rito Santo ao corac&#807;a&#771;o dos filhos de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contra as duas tende&#770;ncias, os reformadores insistiam na necessidade da Palavra escrita de Deus. Assim, eles na&#771;o estavam favorecendo a teoria da necessidade absoluta. Seu ponto era enfatizar a necessidade da palavra escrita como testemunha da revelac&#807;a&#771;o divina. A natureza das Escrituras como testemunha dessa revelac&#807;a&#771;o torna isso necessa&#769;rio. Estando ale&#769;m do esforc&#807;o humano&nbsp;realizar por si mesmo o verdadeiro conhecimento de Deus, a revelac&#807;a&#771;o divina e&#769; necessa&#769;ria e isso e&#769; o que as Escrituras proveem.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 19\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Clareza<\/strong><\/p>\n<p>No contexto da luta dos reformadores com a Igreja Cato&#769;lica Romana, a noc&#807;a&#771;o de clareza das Escrituras atingiu o corac&#807;a&#771;o do debate. Atribuir alguma autoridade ou necessidade a&#768; Bi&#769;blia, que e&#769; obscura, na&#771;o faria sentido. No tempo dos Reformadores, havia sido alimentada a ideia de obscuridade das Escrituras, raza&#771;o pela qual as pessoas na&#771;o eram encorajadas a le&#770;-las. &ldquo;Em 1199, Inoce&#770;ncio III declarou que a leitura da Bi&#769;blia devia ser recomendada, mas a leitura feita sem supervisa&#771;o do sacerdote na&#771;o devia ser tolerada, porque a profundidade das Escrituras e&#769; tal que nem o iletrado nem o douto podem captar seu significado.&rdquo;[12] O Si&#769;nodo de Toulouse (1929) tambe&#769;m havia proibido o laicato de ler o Antigo e o Novo Testamentos com propo&#769;sitos devocionais, exceto o Salte&#769;rio.[13]<\/p>\n<p>A suposta obscuridade das Escrituras tambe&#769;m foi a raza&#771;o pela qual os pais da Igreja, conci&#769;lios e papas foram elevados a&#768; condic&#807;a&#771;o de inte&#769;rpretes u&#769;ltimos. A clareza das Escrituras na&#771;o significa simplicidade. A questa&#771;o cri&#769;tica tem que ver com a diferenc&#807;a entre proposic&#807;o&#771;es e afirmac&#807;o&#771;es. Para Lutero, as Escrituras expressam de maneira absolutamente clara as proposic&#807;o&#771;es sobre seus assuntos, embora algumas afirmac&#807;o&#771;es possam na&#771;o ser claras para no&#769;s, por causa de nossa ignora&#770;ncia do seu vocabula&#769;rio e grama&#769;tica.[14]<\/p>\n<p><strong>Suficie&#770;ncia<\/strong><\/p>\n<p>E&#769; importante notar que a questa&#771;o da suficie&#770;ncia das Escrituras foi o antecedente imediato para <em>Sola<\/em> Scriptura. Na verdade, o <em>sola<\/em> foi planejado para realc&#807;ar sua suficie&#770;ncia. As va&#769;rias doutrinas, instituic&#807;o&#771;es e tradic&#807;o&#771;es que a igreja po&#770;s em pra&#769;tica sem base na Bi&#769;blia foram indicac&#807;o&#771;es para os reformadores de que Roma considerou a Bi&#769;blia insuficiente.[15] Na pole&#770;mica da situac&#807;a&#771;o da Reforma, a suficie&#770;ncia&nbsp;tem sido tradicionalmente descrita como um entrechoque do princi&#769;pio <em>Sola Scriptura<\/em> com as Escrituras e o princi&#769;pio da tradic&#807;a&#771;o. Heiko Oberman formalizou esse choque como conflito entre Tradic&#807;a&#771;o I e Tradic&#807;a&#771;o II. Assim ele contrasta os dois conceitos:<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>&ldquo;No primeiro caso, a exclusiva autoridade das Santas Escrituras e&#769; mantida como o ca&#770;non, ou padra&#771;o da verdade revelada, de tal maneira que as Escrituras na&#771;o sa&#771;o contrastadas com a tradic&#807;a&#771;o&hellip; No segundo caso, argumenta-se que os apo&#769;stolos na&#771;o consignaram tudo para ser escrito&hellip; os autores bi&#769;blicos relataram o que Cristo disse e fez durante Sua vida terrestre, mas na&#771;o o que Ele ensinou aos disci&#769;pulos durante o peri&#769;odo entre a ressurreic&#807;a&#771;o e a ascensa&#771;o. Durante aqueles quarenta dias, uma tradic&#807;a&#771;o oral originou o que deve ser considerado complemento a&#768;s Santas Escrituras.&rdquo;[16]<\/p>\n<p>Os reformadores tomaram clara posic&#807;a&#771;o contra a Tradic&#807;a&#771;o II. Mas, podia a posic&#807;a&#771;o tomada sobre a suficie&#770;ncia das Escrituras ser enquadrada com a Tradic&#807;a&#771;o I? Para Keith Mathison, &ldquo;o caso pode ter feito com que os reformadores aderissem a&#768; Tradic&#807;a&#771;o I.[17] Por sua vez, A. N. S. Lane estabeleceu uma sistema&#769;tica de quatro componentes: A visa&#771;o Coincidente (tradic&#807;a&#771;o coincide com as Escrituras; conforme a Tradic&#807;a&#771;o I); e visa&#771;o Suplementar (tradic&#807;a&#771;o e&#769; uma segunda fonte de revelac&#807;a&#771;o, conforme a Tradic&#807;a&#771;o II); a visa&#771;o Auxiliar (tradic&#807;a&#771;o e&#769; um acre&#769;scimo a&#768; interpretac&#807;a&#771;o das Escrituras) e a visa&#771;o Desdobrada (tradic&#807;a&#771;o e&#769; o processo pelo qual o significado da doutrina aposto&#769;lica e&#769; gradualmente desdobrado).[18]<\/p>\n<p>Lane identifica a posic&#807;a&#771;o dos reformadores com a visa&#771;o auxiliar. Na tentativa de avaliar a posic&#807;a&#771;o dos reformadores em relac&#807;a&#771;o a&#768; Tradic&#807;a&#771;o I, dois pontos cri&#769;ticos poderiam ser estabelecidos. Embora a Bi&#769;blia seja mantida como fonte exclusiva de revelac&#807;a&#771;o e a autoridade final para doutrina e pra&#769;tica, deve ser interpretada na igreja e pela igreja, e deve ser interpretada de acordo com a regra de fe&#769;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A declarac&#807;a&#771;o de Lutero sobre papas e conci&#769;lios, feita em Worms, pareceria negar a validade da Tradic&#807;a&#771;o I. Aparentemente, embora Lutero na&#771;o estivesse disposto a seguir o caminho da interpretac&#807;a&#771;o subjetiva das Escrituras, e ainda reconhecesse como va&#769;lidas algumas tradic&#807;o&#771;es, ele estava igualmente disposto a submeter formalmente a autoridade bi&#769;blica a&#768; tradic&#807;a&#771;o da Igreja, ou conci&#769;lios, ou aos papas. Pore&#769;m, Greg Krehbiel contrariou o pensamento de Mathison sobre a posic&#807;a&#771;o dos reformadores, a respeito da Tradic&#807;a&#771;o I: &ldquo;Mas Lutero foi ale&#769;m. Ele disse: &lsquo;Na&#771;o aceito a autoridade de papas e conci&#769;lios.&rsquo; O que quer que ele possa ter dito, essa e&#769; a mensagem do luteranismo: os conci&#769;lios na&#771;o te&#770;m nenhuma autoridade.&rdquo;[19]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista da suficie&#770;ncia da Bi&#769;blia, o conceito <em>Sola Scriptura<\/em>, de Lutero, parece desafiar as categorizac&#807;o&#771;es de Oberman. Ele negou os dois extremos dos reformadores radicais que nada teriam que ver com a tradic&#807;a&#771;o ou Igreja (Tradic&#807;a&#771;o I) e a posic&#807;a&#771;o da Igreja Cato&#769;lica Romana que incluiu as Escrituras na tradic&#807;a&#771;o (Tradic&#807;a&#771;o II). E, como tem sido apontado ate&#769; aqui, a posic&#807;a&#771;o de Lutero tambe&#769;m na&#771;o concordava com a Tradic&#807;a&#771;o I. Em tudo isso, o que parece claro e&#769; o distintivo intento do conceito <em>Sola Scriptura<\/em>. Como disse Graham Cole, &ldquo;a lo&#769;gica do <em>sola<\/em> tem que ver com a exclusa&#771;o dos rivais. Seu uso indica a presenc&#807;a de um princi&#769;pio restritivo&rdquo;.[20]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A motivac&#807;a&#771;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que a Bi&#769;blia era fonte autorizada para os reformadores? Como ja&#769; foi dito, a questa&#771;o entre Lutero e seus oponentes ia ale&#769;m da autoridade normativa das Escrituras. A ruptura de Lutero com a teologia patri&#769;stica e medieval centralizou-se na rejeic&#807;a&#771;o da assumida congrue&#770;ncia entre a Bi&#769;blia e a interpretac&#807;a&#771;o dela por meio da tradic&#807;a&#771;o. No centro do conflito estava a compreensa&#771;o correta da Bi&#769;blia, que tem que ver com o conteu&#769;do da Bi&#769;blia. Segue-se que, para Lutero, a questa&#771;o-chave, e&nbsp;talvez sua prima&#769;ria motivac&#807;a&#771;o para defender o<em> sola Scriptura<\/em>, na&#771;o estava relacionada com a autoridade formal das Escrituras. Por autoridade formal entenda-se a autoridade que pertence a&#768; Bi&#769;blia em virtude de seus atributos divinos.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 20\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A distinc&#807;a&#771;o entre os aspectos material e formal da Bi&#769;blia se refere a&#768; compreensa&#771;o de Lutero sobre a frase &ldquo;Palavra de Deus&rdquo;. Lutero usava os termos &ldquo;palavra&rdquo;, &ldquo;Escrituras&rdquo; e &ldquo;evangelho&rdquo; no mesmo contexto, sem distingui-los claramente. Para ele, a Palavra de Deus era um termo abrangente que assumia tre&#770;s formas: A Palavra viva (Cristo), a Palavra falada (o evangelho) e a Palavra escrita (as Escrituras). Essas formas sa&#771;o distintas e classificadas nessa ordem. Todavia, nessa esquematizac&#807;a&#771;o estava claro que a Escritura, a Palavra escrita, tinha um status servidor a Cristo, a Palavra pessoal. Assim, o argumento de Lutero contra seus adversa&#769;rios tomaria a seguinte forma: &ldquo;Portanto, se os adversa&#769;rios colocam as Escrituras contra Cristo, no&#769;s realc&#807;amos Cristo. No&#769;s temos o Senhor, eles te&#770;m o servidor; temos a Cabec&#807;a, eles te&#770;m os pe&#769;s ou membros, sobre os quais a Cabec&#807;a necessariamente domina e tem precede&#770;ncia.&rdquo;[21]<\/p>\n<p>Com isso, atingimos o a&#770;mago da compreensa&#771;o de Lutero sobre a Bi&#769;blia e sua autoridade. Isso parece explicar a e&#770;nfase que ele deu ao princi&#769;pio material de autoridade bi&#769;blica. Para ele, era impossi&#769;vel escrever formalmente sobre a Bi&#769;blia sem seu conteu&#769;do, Jesus Cristo e o evangelho. A pote&#770;ncia do princi&#769;pio material de Lutero sobre a autoridade bi&#769;blica esta&#769; evidente em sua avaliac&#807;a&#771;o dos livros bi&#769;blicos. Por exemplo, sobre essa base, a epi&#769;stola de Tiago foi chamada de &ldquo;a epi&#769;stola de palha&rdquo;, porque na&#771;o menciona a paixa&#771;o, a ressurreic&#807;a&#771;o ou o Espi&#769;rito de Cristo.[22] Semelhantemente, o status cano&#770;nico do livro de Apocalipse foi questionado. Nesse caso particular, inicialmente pareceu que a inspirac&#807;a&#771;o teria sido fator decisivo, pois afirmou: &ldquo;Na&#771;o posso detectar, de forma nenhuma, que o&nbsp;Espi&#769;rito Santo tenha produzido isto.&rdquo; Pore&#769;m, torna-se claro que a inspirac&#807;a&#771;o na&#771;o foi o fator cri&#769;tico, quando ele observou: &ldquo;Para mim, isto e&#769; raza&#771;o suficiente para na&#771;o considera&#769;-lo [o livro de Apocalipse]: Cristo na&#771;o e&#769; ensinado nem conhecido nele; e ensinar Cristo e&#769; algo que todo apo&#769;stolo foi comissionado a fazer.&rdquo;[23]<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Diante disso, qual era a lo&#769;gica ou motivac&#807;a&#771;o para Lutero haver estabelecido o princi&#769;pio <em>Sola Scriptura<\/em>? A resposta depende do significado que algue&#769;m atribua a&#768;s Escrituras. Para Lutero, elas eram a forma escrita da Palavra pessoal, de quem sa&#771;o servas. Na Palavra escrita esta&#769; a proclamac&#807;a&#771;o da Palavra pessoal, o evangelho, que e&#769; o corac&#807;a&#771;o da Bi&#769;blia. O evangelho, conforme revelado nas Escrituras e&#769; a autoridade interpretativa, um princi&#769;pio material de autoridade. Esse e&#769; o evangelho usado por Lutero para testar os decretos de papas e conci&#769;lios, e encontra&#769;-los deficientes. Essa ideia e&#769; o &ldquo;ca&#770;non dentro do ca&#770;non&rdquo;, um conceito atribui&#769;do a Lutero. O princi&#769;pio &ldquo;Somente as Escrituras&rdquo;, de Lutero, tinha em seu nu&#769;cleo o <em>Solus Christ<\/em>, &ldquo;Cristo somente&rdquo;. Sua motivac&#807;a&#771;o para defende&#770;-lo era o valor inestima&#769;vel do evangelho proclamado pelas Escrituras.<\/p>\n<p>Essa exposic&#807;a&#771;o sobre a e&#770;nfase cristolo&#769;gica de Lutero no conceito <em>Sola Scriptura<\/em> na&#771;o contradiz sua crenc&#807;a na inspirac&#807;a&#771;o da Bi&#769;blia. Na&#771;o se pode invocar a autoridade de Lutero para apoiar a visa&#771;o de que as Escrituras na&#771;o sa&#771;o a verdadeira Palavra e aute&#770;ntica revelac&#807;a&#771;o de Deus. Muito menos e&#769; possi&#769;vel, em nome de Lutero, colocar em xeque a Palavra escrita, a Palavra personificada e a Palavra falada.[24] A preocupac&#807;a&#771;o dos reformadores quanto a&#768; cuidadosa exegese e um clero biblicamente instrui&#769;do revela sua elevada considerac&#807;a&#771;o pelas Escrituras. Todavia, aparentemente por causa da hegemonia dos pais da Igreja, papas e conci&#769;lios, por pessoas que tambe&#769;m aceitaram a autoridade formal da Bi&#769;blia, talvez Lutero se encontrasse superenfatizando a autoridade material das Escrituras.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora Lutero possa ter superestimado alguns aspectos do princi&#769;pio <em>Sola Scriptura<\/em>, ele corretamente estabeleceu a Bi&#769;blia diante daqueles que a reconheciam como Palavra de Deus, mas negligenciavam sua autoridade concreta. Finalmente, <em>Sola Scriptura<\/em> implica que a Bi&#769;blia permanece u&#769;nica e acima de outras autoridades. Isto e&#769;, como norma na&#771;o regida por outras normas, as Escrituras funcionam como a norma final para avaliar e julgar a tradic&#807;a&#771;o, a raza&#771;o, a experie&#770;ncia e assim por diante. Como adventistas do se&#769;timo dia, e&#769; nosso privile&#769;gio dar continuidade a esse princi&#769;pio da Reforma, manter a autoridade, aceitar a necessidade e reconhecer a clareza das Escrituras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refere&#770;ncias:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Heiko A. Oberman, The Harvest of Medieval Theology (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1963), p. 390.<br>\n2 David W. Lotz, Sola Scriptura: Luther on Biblical Authority Interpretation 35\/3 (1981), p. 266.<br>\n3 Keith A. Mathison, The Chape of Sola Scriptura&nbsp;(Moscow, ID: Canon Press, 2001), p. 99. 4 John M. Headley, Luther&rsquo;s View of Church History (New Haven, CT: Yale University&nbsp;Press, 1963), p. 82.<br>\n5 &nbsp;Graham Cole, Churchman 104\/1 (1990).<br>\n6 &nbsp;Ibid., p. 12.<br>\n7 &nbsp;Citado em Ellen G. White, O Grande Conflito,&nbsp;p. 160.<br>\n8 &nbsp;J. I. Packer, em John W. Montgomery,&nbsp;ed., God&rsquo;s Inerrant Word: An International Symposium on the Trustworthiness of Scripture (Minneapolis, MN: Bethany Fellowship, 1973), p. 44.<br>\n9 &nbsp;Louis Berkhof, Systematic Theology (Grand Rapids, MI: Eerdmans Publishing Company, 1996), p. 163.<br>\n10 Ibid., p. 164.<br>\n11 Ibid., p. 166.<br>\n12 F. E. Mayer, Concordia Theological Monthly&nbsp;22\/5 (1951), p. 326.<br>\n13 Ibid.<br>\n14 Erling T. Teigen, Concordia Theological Quarterly 46 (1982), p. 148.<br>\n15 G. C. Berkouwer, Holy Scripture (Grand Rapids, MI: Eerdmans Publishing Company, 1975), p. 302.<br>\n16 Heiko Obernam, Forerunners of the Reformation: The Shape of Late Medieval Thought (Londres: Lutterworth Press, 1967), p. 60.<br>\n17 Keith A. Mathison, Op. Cit., p. 85.<br>\n18 Ibid., p. 86.<br>\n19 http:\/\/www.crowhill.net\/Mathison.html1,&nbsp;acessado em 30\/04\/2012.<br>\n20 Graham Cole, Op. Cit., p. 24, 25.<br>\n21 Luther&rsquo;s Works (Minneapolis: Fortress, 1960),&nbsp;34:112.<br>\n22 Ibid, 35:396.<br>\n23 Ibid., p. 398, 399.<br>\n24 J. I. Packer, Op. Cit., p. 263.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que os reformadores protestantes se empenharam tanto na defesa da Bi&#769;blia como u&#769;nica regra de fe&#769; e pra&#769;tica O princi&#769;pio Sola Scriptura ganhou visibilidade durante a Reforma Protestante. Foi empregada para estabelecer a Bi&#769;blia como u&#769;nica autoridade normativa das crenc&#807;as e pra&#769;ticas crista&#771;s. 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