{"id":2138,"date":"2016-02-26T07:00:44","date_gmt":"2016-02-26T07:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2138"},"modified":"2016-03-03T11:01:11","modified_gmt":"2016-03-03T11:01:11","slug":"trindade-um-dogma-de-constantino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/trindade-um-dogma-de-constantino\/","title":{"rendered":"Trindade: um dogma de Constantino?"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:&nbsp;<\/b>Grupos antitrinitarianos dissidentes do adventismo t&ecirc;m alegado que a doutrina da Trindade foi formulada no Conc&iacute;lio de Nic&eacute;ia (325 d.C.), sob a influ&ecirc;ncia do imperador romano Constantino. O presente artigo demonstra a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rias alus&otilde;es &agrave; Trindade j&aacute; nos escritos dos Pais da Igreja pr&eacute;-nicenos. O autor analisa o significado hist&oacute;rico daquele evento e seus antecedentes teol&oacute;gicos, bem como o real papel de Constantino no processo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os v&aacute;rios ataques produzidos por movimentos antitrinitarianos est&aacute; o argumento hist&oacute;rico de que a Trindade &eacute; fruto do Conc&iacute;lio de Nic&eacute;ia e constitui, portanto, um dogma de Constantino. Tal alega&ccedil;&atilde;o pode ser encontrada tanto em sites da Internet quanto nos materiais publicados por grupos dissidentes do adventismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mat&eacute;ria veiculada pelo site www.adventistas.com, Ennis Meier declarou que &ldquo;o Conc&iacute;lio de Nic&eacute;ia deu origem &agrave; cren&ccedil;a em tr&ecirc;s deuses. A cren&ccedil;a na trindade de pessoas Divinas n&atilde;o teve origem na B&iacute;blia, mas no Conc&iacute;lio ou S&iacute;nodo de Nic&eacute;ia, o primeiro conc&iacute;lio ecum&ecirc;nico da hist&oacute;ria, no qual participaram 318 bispos, no ano 325 da era crist&atilde;&rdquo;.1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suas considera&ccedil;&otilde;es acerca do encontro chegam ao ponto de sustentar que &ldquo;a formula&ccedil;&atilde;o do dogma contra &Aacute;rio marcou oficialmente o surgimento da Besta do Apocalipse&rdquo;.2&nbsp;Tal afirma&ccedil;&atilde;o destoa fortemente de todas as interpreta&ccedil;&otilde;es do adventismo hist&oacute;rico,3&nbsp;inclusive de Ellen White,4&nbsp;que viam nesta besta uma alus&atilde;o n&atilde;o a Constantino, mas ao papado, especialmente a partir do quarto s&eacute;culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora com Constantino a Igreja enfrente um profundo processo de apostasia, &eacute; importante lembrar que as nuances prof&eacute;ticas de Apocalipse 13 aludem a um per&iacute;odo posterior que se inicia com a supremacia papal e o in&iacute;cio dos 1.260 anos em 538 d.C. Constantino n&atilde;o foi um papa. Mesmo que tenha agido como l&iacute;der da Igreja nalgum momento, nunca arvorou para si o t&iacute;tulo de Pontifex Maximus do cristianismo.&nbsp; Ademais, o bispo de Roma n&atilde;o possu&iacute;a no quarto s&eacute;culo o poder pol&iacute;tico-absolutista que faria do papado a maior autoridade no mundo ocidental. Logo, seria estranho vincular Constantino &agrave; imagem da Besta de Apocalipse 13.5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Munido da refer&ecirc;ncia a um site que promove o ate&iacute;smo, outro escritor que se denomina &ldquo;irm&atilde;o X&rdquo; tamb&eacute;m se valeu da contundente afirma&ccedil;&atilde;o de que &ldquo;com Constantino come&ccedil;a a cria&ccedil;&atilde;o da Trindade&rdquo;.6&nbsp;Ele ainda acrescenta que o voto dos bispos a favor da posi&ccedil;&atilde;o trinitariana se deu por press&atilde;o do imperador, que precisava do respaldo conciliar. Ora, o estranho &eacute; que Constantino n&atilde;o se valia de &ldquo;votos&rdquo; para fazer cumprir seus des&iacute;gnios. Apenas expedia um decreto (como o fez no edito de Mil&atilde;o e no decreto dominical) e todos se sujeitavam. Por que, ent&atilde;o, no caso da Trindade, dependeria do apoio episcopal da Igreja? Bastava-lhe um an&uacute;ncio imperial e o dogma estaria oficializado. Esta quest&atilde;o n&atilde;o parece ter sido avaliada por nenhum dos artigos at&eacute; agora apresentados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo no mesmo vi&eacute;s de Meier e do &ldquo;irm&atilde;o X&rdquo;, Ricardo Nicotra tamb&eacute;m advoga que este per&iacute;odo de &ldquo;paganiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; [sic] do cristianismo foi o ber&ccedil;o da trindade, e ainda acentua que &eacute; &ldquo;importante lembrar que o Conc&iacute;lio de Nic&eacute;ia n&atilde;o estabeleceu apenas os fundamentos para a doutrina da Trindade. Outras decis&otilde;es foram tomadas pelos bispos da igreja cat&oacute;lica em 325.&rdquo;7&nbsp;Estas decis&otilde;es, conforme exemplifica o autor, envolviam a transfer&ecirc;ncia do dia de descanso semanal do s&aacute;bado para o domingo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora este &uacute;ltimo autor, citando uma fonte da Internet (Wikipedia), cometa um erro de natureza hist&oacute;rica ao vincular o domingo a Nic&eacute;ia &ndash; pois &eacute; sabido que o decreto dominical de Constantino data de quatro anos antes do Conc&iacute;lio (321 d.C.)8&nbsp;&ndash; sua conclus&atilde;o deve ser analisada para ser bem compreendida. Para ele, uma vez que Constantino convocou a reuni&atilde;o, conclui-se que o mesmo homem que promulgou a primeira lei dominical foi o &ldquo;pai do dogma da Trindade&rdquo;. Isto, &eacute; claro, deduzindo como certa a id&eacute;ia de que tal doutrina teria seu in&iacute;cio em Nic&eacute;ia. Se for assim, a cren&ccedil;a em um Deus Tri&uacute;no seria t&atilde;o her&eacute;tica quanto a guarda do domingo, pois viriam da mesma fonte ap&oacute;stata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo, portanto, deste artigo &eacute; avaliar a proced&ecirc;ncia hist&oacute;rica de tal afirma&ccedil;&atilde;o. Ou seja, seria a Trindade um dogma de Constantino? Suas origens se devem ao Conc&iacute;lio de Nic&eacute;ia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para responder a estas perguntas, &eacute; necess&aacute;rio que recorramos aos escritos dos primeiros pensadores crist&atilde;os que viveram entre o segundo e o terceiro s&eacute;culo, isto &eacute;, imediatamente depois do per&iacute;odo apost&oacute;lico e antes do Conc&iacute;lio. A l&oacute;gica &eacute; simples: se o argumento antitrinitariano estiver certo, ou seja, se a Trindade &eacute; mesmo uma doutrina constantiniana, n&atilde;o devemos encontrar neste per&iacute;odo inicial nenhuma defesa &agrave; ideia de um Deus Tri&uacute;no. Pelo contr&aacute;rio, o ensinamento da &eacute;poca dever&aacute; ser bem diferente, afirmando que Cristo &eacute; apenas um segundo ser existente depois do Pai, e o Esp&iacute;rito Santo uma emana&ccedil;&atilde;o impessoal de ambos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida a este excurso pelos Pais da Igreja, apresentaremos brevemente uma an&aacute;lise dos elementos que motivaram o S&iacute;nodo Niceno. &Eacute; importante verificar qual a real atua&ccedil;&atilde;o de Constantino em todo o processo. Ademais, um balan&ccedil;o desapaixonado do evento revelar&aacute; que consequ&ecirc;ncias, de fato, Nic&eacute;ia trouxe para a Igreja, pois, pelo que se percebe nalguns autores, h&aacute; a tend&ecirc;ncia de se atribuir ao encontro elementos de apostasia que n&atilde;o fizeram parte de sua pauta.9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o se trata, portanto, de um artigo b&iacute;blico-exeg&eacute;tico, mas de uma pesquisa de cunho hist&oacute;rico. Logo, n&atilde;o se deve estranhar a aus&ecirc;ncia de textos b&iacute;blicos neste estudo. As bases b&iacute;blicas da Trindade s&atilde;o apresentadas noutros artigos e se mostram excelentes. A discord&acirc;ncia de alguns n&atilde;o autoriza concluir que tais bases n&atilde;o existam. Afinal, muitos tamb&eacute;m negam a validade do s&aacute;bado no Novo Testamento, embora os adventistas h&aacute; mais de um s&eacute;culo venham evidenciando a solidez b&iacute;blica deste ensinamento.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Pais da Igreja<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela&ccedil;&atilde;o ao recurso que se faz aos Pais da Igreja que viveram antes de Nic&eacute;ia,10&nbsp;percebe-se que existe uma aproxima&ccedil;&atilde;o por demais piedosa por parte de autores cat&oacute;licos e outra mais cautelosa por parte de autores protestantes. &Eacute; que o catolicismo sempre aceitou a tradi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-b&iacute;blica como leg&iacute;tima fonte de doutrinas,11&nbsp;o que eleva os Pais da Igreja &agrave; categoria de &ldquo; autores inspirados&rdquo;, cuja fun&ccedil;&atilde;o norteadora era a mesma atribu&iacute;da aos escritores b&iacute;blicos.12&nbsp;J&aacute; o protestantismo com seu ideal de&nbsp;<i>sola scriptura<\/i>&nbsp;preferiu ver nos escritos dos Pais apenas uma&nbsp;<i>loca probantia<\/i>&nbsp;da teologia sistem&aacute;tica, ou seja, estud&aacute;-los como testemunhas hist&oacute;ricas do comportamento progressivo de uma doutrina atrav&eacute;s dos tempos e n&atilde;o como fonte autoritativa de uma cren&ccedil;a.13<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com estes elementos em mente, &eacute; importante desdobrar alguns esclarecimentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s cita&ccedil;&otilde;es patr&iacute;sticas que, a seguir, ser&atilde;o feitas. Uma abordagem adventista destes escritores compreender&aacute; que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) Os Pais da Igreja testemunham o modo como o cristianismo primitivo, antes de sofrer qualquer influ&ecirc;ncia do catolicismo medieval, entendia certas passagens das Escrituras. Assim, podem oferecer uma vis&atilde;o mais desanuviada das doutrinas apost&oacute;licas, pois alguns deles, como Clemente de Roma e Policarpo, conheceram pessoalmente os ap&oacute;stolos e receberam aprova&ccedil;&atilde;o destes como l&iacute;deres da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) Embora n&atilde;o se possa dizer que houvesse uma perfeita &ldquo;unanimidade de pensamento&rdquo; neste per&iacute;odo, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que eles j&aacute; tinham bem n&iacute;tida a diferen&ccedil;a entre ensino apost&oacute;lico (ortodoxia)14&nbsp;e os movimentos her&eacute;ticos, especialmente aqueles oriundos de Marcion e do gnosticismo.15&nbsp;Elementos b&aacute;sicos da f&eacute; como a filia&ccedil;&atilde;o divina de Cristo, sua encarna&ccedil;&atilde;o, o ju&iacute;zo final e outros j&aacute; estavam firmemente estabelecidos desde os tempos antigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) Devido ao car&aacute;ter historicamente inicial de seus tratados, &eacute; importante que o leitor n&atilde;o busque em seus argumentos a nomenclatura teol&oacute;gica pr&oacute;pria dos tempos p&oacute;s-nicenos. Termos que mais tarde passaram a ser t&eacute;cnicos na teologia n&atilde;o possu&iacute;am ainda aquele tratamento un&acirc;nime e cuidadoso que se exigir&aacute; de um tratado teol&oacute;gico contempor&acirc;neo.&nbsp;<i>Hypostasis<\/i>, por exemplo, era um termo usado por alguns escritores para referir-se &agrave; pessoa, enquanto outros o empregavam como sin&ocirc;nimo de subst&acirc;ncia.16&nbsp; O mesmo se d&aacute; com seus conceitos que por estarem numa sistematiza&ccedil;&atilde;o inicial n&atilde;o abarcar&atilde;o todos os detalhes de uma discuss&atilde;o que lhes &eacute; posterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja n&atilde;o devem ser usados como fonte de doutrina. Na verdade nenhum deles reclamou para si inspira&ccedil;&atilde;o divina ou se declarou profeta. A fonte b&aacute;sica e &uacute;nica da f&eacute; crist&atilde; era e continua sendo a B&iacute;blia. Quaisquer escritos posteriores servir&atilde;o apenas para facilitar a compreens&atilde;o do que est&aacute; no Santo Livro e n&atilde;o para produzir novas cren&ccedil;as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5) O valor testemunhal destes escritores est&aacute; representado profeticamente na carta apocal&iacute;ptica &agrave; Igreja de Esmirna (Ap 2:8-11), pois foi neste per&iacute;odo que eles viveram. Note que nenhuma repreens&atilde;o &eacute; apresentada em rela&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os daquele tempo. Pelo contr&aacute;rio, sua f&eacute; &eacute; elogiada com muito vigor, pois muitos deles tiveram que assinar seu testemunho com o pr&oacute;prio sangue de seu mart&iacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6) &Eacute; importante repetir que o proposto neste artigo n&atilde;o &eacute; endossar indiscriminadamente toda doutrina dos Pais da Igreja, mas verificar, pelo seu testemunho, se a Trindade era crida na Igreja pr&eacute;-nicena ou se, como dizem alguns, seria fruto apenas do Conc&iacute;lio ocorrido no quarto s&eacute;culo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Trindade antes de Nic&eacute;ia<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Uso do termo &ldquo;Trindade&rdquo;<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma verifica&ccedil;&atilde;o no index geral da&nbsp;<i>Ante-Nicene Fathers&nbsp;<\/i>e da<i>&nbsp;Sources Chr&eacute;tiennes<\/i>17&nbsp;que formam a cole&ccedil;&atilde;o de todos os escritores crist&atilde;os mais antigos (inclusive os anteriores a Nic&eacute;ia) nos mostra que muito antes do Conc&iacute;lio, a cren&ccedil;a na Trindade j&aacute; havia sido sistematizada entre os crist&atilde;os. Ali&aacute;s, o pr&oacute;prio termo latino &ldquo;Trindade&rdquo; foi usado em 212 d.C. por Tertuliano, 113 anos antes de Nic&eacute;ia! Falando da Igreja de Deus, ele menciona o Esp&iacute;rito &ldquo;no qual est&aacute; a Trindade de uma Divindade: Pai, Filho e Esp&iacute;rito Santo&rdquo; (<i>in quo est trinitas unius diuinitatis, Pater et Filius et Spiritus sanctus<\/i>)18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tradu&ccedil;&atilde;o latina da obra de Or&iacute;genes tamb&eacute;m menciona o termo ao considerar que &ldquo;o batismo de salva&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; completo a n&atilde;o ser [que seja exercido] pela autoridade da excelent&iacute;ssima Trindade de todos eles, que &eacute; constitu&iacute;da do Pai, do Filho e do Esp&iacute;rito Santo. Assim, temos ajuntado o nome do Esp&iacute;rito Santo ao Deus eterno e ao seu &uacute;nico Filho&rdquo;.19&nbsp; Tal coment&aacute;rio torna-se relevante se entendermos que, talvez j&aacute; nesse tempo, houvesse alguma controv&eacute;rsia quanto &agrave; f&oacute;rmula batismal e a genuinidade de Mateus 28:19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Te&oacute;filo, escrevendo quase meio s&eacute;culo antes de Tertuliano e Or&iacute;genes, usa a express&atilde;o&nbsp;<i>Triados<\/i>, que certamente seria uma equival&ecirc;ncia sem&acirc;ntica de&nbsp;<i>trinitas&nbsp;<\/i>ou seu original em grego. Note a compara&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica que ele usa ao relacionar a Trindade ao primeiro cap&iacute;tulo de G&ecirc;nesis: &ldquo;os tr&ecirc;s dias que est&atilde;o antes dos tr&ecirc;s luminares [da Cria&ccedil;&atilde;o] s&atilde;o tipos da Trindade (<i>Triados<\/i>) de Deus&rdquo;.20<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levando-se em considera&ccedil;&atilde;o que Te&oacute;filo fala de &ldquo;tipos da Trindade&rdquo;, &eacute; razo&aacute;vel supor que ele n&atilde;o esteja falando de algo novo ou criando um neologismo. A express&atilde;o textual sup&otilde;e o uso de um termo j&aacute; conhecido entre os leitores. Logo, n&atilde;o seria estranho imaginar que o mesmo voc&aacute;bulo aparecesse em outros escritos do mesmo per&iacute;odo que se encontram perdidos em nossos dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, retrocede para cerca de um s&eacute;culo e meio antes de Nic&eacute;ia o uso t&eacute;cnico do termo Trindade, legitimamente reconhecido na literatura crist&atilde;. Mas talvez algu&eacute;m pergunte: por que este termo n&atilde;o aparece na B&iacute;blia? Para responder a esta quest&atilde;o &eacute; preciso compreender que, a partir do s&eacute;culo segundo, o centro missiol&oacute;gico da Igreja transferiu-se em definitivo do ambiente judeu-palestino para o mundo greco-romano. O trabalho iniciado por Paulo entre os gentios v&ecirc;-se finalmente estabilizado no ambiente gent&iacute;lico e come&ccedil;a a gravitar em torno de quest&otilde;es que n&atilde;o haviam sido levantadas no ambiente judaico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja viu-se, ent&atilde;o, obrigada a expressar sua f&eacute; de um modo compreens&iacute;vel para aqueles que n&atilde;o vinham de uma cultura v&eacute;tero-testament&aacute;ria, mas tinham seu pensamento regido pelos conceitos da filosofia grega. Quest&otilde;es ontol&oacute;gicas antes n&atilde;o sistematizadas come&ccedil;aram a invadir os c&iacute;rculos crist&atilde;os e, deste modo, os escritores tiveram de cunhar termos helen&iacute;sticos para tornar intelig&iacute;vel a f&eacute; do Novo Testamento. Contudo, tal exerc&iacute;cio n&atilde;o significava de modo nenhum uma apostasia do ensino apost&oacute;lico. O pr&oacute;prio Jo&atilde;o usou o conceito filos&oacute;fico do&nbsp;<i>logos<\/i>&nbsp;para expressar com continuidades e diferen&ccedil;as a doutrina da encarna&ccedil;&atilde;o numa linguagem compreens&iacute;vel aos ef&eacute;sios influenciados pela doutrina de Her&aacute;clito.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Conceitos patr&iacute;sticos sobre a Trindade<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clemente de Roma, que viveu no fim do primeiro s&eacute;culo, escreveu por volta do ano 96 uma carta de conforto aos crist&atilde;os de Corinto, que estavam sendo perseguidos por Domiciano (o mesmo imperador que deportou Jo&atilde;o para a ilha de Patmos). Ao falar da uni&atilde;o da Igreja ele diz: &ldquo;N&atilde;o temos n&oacute;s [todos] um &uacute;nico Deus e um &uacute;nico Cristo? E n&atilde;o h&aacute; um &uacute;nico Esp&iacute;rito da Gra&ccedil;a derramado sobre n&oacute;s?&rdquo;21&nbsp;Embora este n&atilde;o seja um texto de &ldquo;defesa&rdquo; da Trindade, chama-nos a aten&ccedil;&atilde;o sua &ldquo;linguagem trinitariana&rdquo; que subentende uma ideia tri&uacute;na de Deus. Outros autores s&atilde;o ainda mais claros em sua exposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">In&aacute;cio (&dagger; 105 d.C.), que foi o segundo sucessor de Pedro como pastor em Antioquia,22&nbsp;tamb&eacute;m ensinava a doutrina da Trindade. M&aacute;rtir durante o reinado de Trajano, ele escreveu uma ep&iacute;stola aos crist&atilde;os da Tr&aacute;lia, dizendo-lhes que, a despeito do sofrimento, continuassem &ldquo;em &iacute;ntima uni&atilde;o com Jesus Cristo, o nosso Deus&rdquo;23&nbsp;&ndash; o que acentua a ideia da divindade de Cristo. Num outro manuscrito, onde uma vers&atilde;o mais longa &eacute; preservada, o mesmo autor adverte os irm&atilde;os contra aqueles que ensinavam doutrinas contr&aacute;rias &agrave; f&eacute; dos ap&oacute;stolos. Entre seus ensinos equivocados estaria a ideia de que &ldquo;o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o existe&rdquo; e que &ldquo;o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo seriam a mesma pessoa&rdquo;.24<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Justino, cognominado &ldquo;o M&aacute;rtir&rdquo;, foi outro que escreveu v&aacute;rias apologias em favor do Cristianismo e contra a supremacia da filosofia grega. Num de seus textos, conclu&iacute;do por volta de 160 d.C., ele diz: &ldquo;J&aacute; que somos considerados ateus, n&oacute;s admitimos nosso ate&iacute;smo em rela&ccedil;&atilde;o a estes [v&aacute;rios] tipos de deuses [do polite&iacute;smo]. Mas, no que diz respeito ao verdadeiro Deus, o Pai da justi&ccedil;a e temperan&ccedil;a &hellip;, ao Filho, &hellip; e ao Esp&iacute;rito Prof&eacute;tico, [saibam que] n&oacute;s os adoramos e reverenciamos.&rdquo;25<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aten&aacute;goras, tamb&eacute;m respondendo &agrave; acusa&ccedil;&atilde;o de serem os crist&atilde;os chamados de ateus por n&atilde;o aceitarem o polite&iacute;smo pag&atilde;o, escreveu em 175 d.C.: &ldquo;Ora, quem n&atilde;o ficaria perplexo em ouvir chamar de ateus pessoas que pregam de Deus o Pai, de Deus o Filho e do Esp&iacute;rito Santo e que declaram serem um no poder, mas distintos na ordem?&rdquo;26&nbsp;Noutra passagem ele ainda diz:&nbsp; &ldquo;Os crist&atilde;os reconhecem a Deus e a seu Logos. Eles tamb&eacute;m reconhecem o tipo de unicidade que o Filho tem com o Pai e que tipo de comunh&atilde;o o Pai tem com o Filho. Ademais, eles sabem o que &eacute; o Esp&iacute;rito e que a unidade &eacute; [formada] destes tr&ecirc;s: O Esp&iacute;rito, o Filho e o Pai&rdquo;.27&nbsp;&ldquo;N&oacute;s reconhecemos um Deus, um Filho e um Esp&iacute;rito Santo, os quais s&atilde;o unidos na ess&ecirc;ncia.&rdquo;28<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ireneu de Lion &eacute; outro importante autor deste per&iacute;odo. Convertido na adolesc&ecirc;ncia, ele foi disc&iacute;pulo de Policarpo que, por sua vez, foi disc&iacute;pulo do ap&oacute;stolo Jo&atilde;o. Sua principal obra, intitulada&nbsp;<i>Contra heresias<\/i>, disp&otilde;e de cinco volumes e foi escrita por volta de 177 d.C. Respondendo &agrave;s id&eacute;ias gn&oacute;sticas de seu tempo, ele toma o cuidado de diferenciar, por exemplo, o &ldquo;f&ocirc;lego [esp&iacute;rito] de vida&rdquo; dados &agrave;s criaturas em geral, do &ldquo;Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, que &eacute; Deus habitando com o crente.29<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Explicando ainda que Deus &eacute; diferente dos homens, Ireneu fala da Palavra e da Sabedoria do Criador como sendo duas pessoas divinas unidas a uma terceira (o Pai) numa &uacute;nica divindade.30<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hip&oacute;lito (c. 205 d.C.), autor do mais antigo coment&aacute;rio de Daniel de que dispomos, disse que &ldquo;a Terra &eacute; movida por estes tr&ecirc;s: o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo&rdquo;.31&nbsp;Noutra passagem, ap&oacute;s citar a f&oacute;rmula batismal em nome do Pai, do Filho e do Esp&iacute;rito, ele demonstra que j&aacute; no seu tempo havia os que negavam esta doutrina, pois diz: &ldquo;qualquer um que omitir um destes tr&ecirc;s, falha em glorificar a Deus de um modo perfeito. Pois &eacute; por meio desta Trindade (<i>Triados<\/i>) que o Pai &eacute; glorificado.&rdquo;32<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo o &uacute;ltimo te&oacute;logo de peso a escrever em grego e n&atilde;o em latim, Hip&oacute;lito merece um destaque por ter sido, nas palavras de W. Walker, &ldquo;um dos primeiros antipapas&rdquo; da hist&oacute;ria.33&nbsp;Ele foi veemente em sua oposi&ccedil;&atilde;o a Calixto, bispo de Roma, que j&aacute; naqueles idos pretendia a centraliza&ccedil;&atilde;o do poder. Calixto chegou a disciplinar Hip&oacute;lito por sua teologia acerca do&nbsp;<i>Logos<\/i>&nbsp;divino, o que demonstra que seus conceitos trinitarianos provinham de sua consci&ecirc;ncia, e n&atilde;o de uma imposi&ccedil;&atilde;o arbitr&aacute;ria do bispo de Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cipriano ( &dagger; 250 d.C.), que tamb&eacute;m cita como v&aacute;lida a f&oacute;rmula batismal mateana,34&nbsp;explicando que &ldquo;ele [o evangelista] sugere aqui a Trindade, na qual as na&ccedil;&otilde;es foram batizadas&rdquo;.35<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a cr&iacute;tica textual coloque como esp&uacute;rio o texto de 1 Jo&atilde;o 5:7,36&nbsp; &eacute; digno de nota que Cipriano parece fazer refer&ecirc;ncia a esta interpola&ccedil;&atilde;o quando diz: &ldquo;O Senhor disse: &lsquo;Eu e o Pai somos um&rsquo;&nbsp; e novamente est&aacute; escrito acerca do pai do Filho e do Esp&iacute;rito Santo: &lsquo;e estes tr&ecirc;s s&atilde;o um&rsquo;&rdquo;.37&nbsp;&Eacute; claro que tal cita&ccedil;&atilde;o, indireta, n&atilde;o &eacute; suficiente para qualificar como digna a interpola&ccedil;&atilde;o da&nbsp;<i>comma joanina<\/i>. N&atilde;o obstante, &eacute; poss&iacute;vel assumir que esta interpola&ccedil;&atilde;o ou parte dela j&aacute; fosse conhecida pelos pais latinos bem antes de Nic&eacute;ia.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O que aconteceu em Nic&eacute;ia?<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Antecedentes teol&oacute;gicos<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta de 325 d.C. a igreja estava dividida por uma pol&ecirc;mica teol&oacute;gica iniciada no Egito. Um grupo liderado por &Aacute;rio e Eus&eacute;bio de Nicom&eacute;dia, ensinava que Cristo era um semi-deus &ldquo;semelhante&rdquo;, por&eacute;m n&atilde;o totalmente igual, ao Pai. Outro, liderado por Alexandre, ex-bispo de &Aacute;rio, e por Atan&aacute;sio, via nisto uma aproxima&ccedil;&atilde;o muito perigosa com o gnosticismo divulgado no Egito. Eles lembravam que a confiss&atilde;o mais antiga dos crist&atilde;os dizia que Cristo est&aacute; em p&eacute; de igualdade com Pai. J&aacute; um terceiro grupo liderado por Eus&eacute;bio de Cesar&eacute;ia (um adulador de Constantino, segundo Ellen White38), via com neutralidade a quest&atilde;o e preferia propor com urg&ecirc;ncia uma declara&ccedil;&atilde;o que abarcasse os dois lados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para entender as bases do ensino ariano e da preocupa&ccedil;&atilde;o de Atan&aacute;sio quanto a este tipo de abordagem, &eacute; importante compreender a sedu&ccedil;&atilde;o intelectual da filosofia grega sobre a teologia do quarto s&eacute;culo. Ellen White comenta de modo muito apropriado que &ldquo;mesmo antes do estabelecimento do papado, os ensinos filos&oacute;ficos pag&atilde;os haviam recebido aten&ccedil;&atilde;o e exercido influ&ecirc;ncia na igreja&rdquo;.39<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que era para ser apenas uma abordagem da f&eacute; para o mundo greco-romano tornou-se uma sobreposi&ccedil;&atilde;o do helenismo sobre a teologia crist&atilde;. Embevecidos pela cultura grega, &Aacute;rio e seus disc&iacute;pulos n&atilde;o conseguiram escapar &agrave; sedu&ccedil;&atilde;o da filosofia gn&oacute;stica t&atilde;o disseminada entre os alexandrinos. Para estes, o maior problema da exist&ecirc;ncia humana estava no dualismo idealizado por Plat&atilde;o e aprofundado por correntes posteriores. Era um pressuposto inquestion&aacute;vel acreditar que o esp&iacute;rito (naturalmente bom) e a mat&eacute;ria (naturalmente m&aacute;) jamais coexistiam em sintonia. Se assim o fosse, o primeiro seria contaminado pelo &uacute;ltimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, o desafio agora era adequar doutrinas judaico-crist&atilde;s a este universo de id&eacute;ias que n&atilde;o admitia a mat&eacute;ria como cria&ccedil;&atilde;o direta de um Deus-Esp&iacute;rito, nem a encarna&ccedil;&atilde;o como uma realidade tang&iacute;vel. Se Deus houvesse criado o mundo ou se encarnado de verdade, sua divindade estaria seriamente comprometida &ndash; pensavam os gn&oacute;sticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, modelos alternativos foram criados para acomodar a doutrina crist&atilde; a este padr&atilde;o filos&oacute;fico. Um destes pode ser visto nos manuscritos coptas (sahidico) encontrados por James Bruce, em 1769. Para resolver o problema da exist&ecirc;ncia da mat&eacute;ria que n&atilde;o poderia ser atribu&iacute;da a um Deus-Esp&iacute;rito, eles diziam que o Alt&iacute;ssimo criou um deus menor que exerceu o papel de art&iacute;fice (demiurgo) para a cria&ccedil;&atilde;o do mundo. Assim, a mat&eacute;ria veio &agrave; exist&ecirc;ncia sem que Deus se contaminasse criando-a diretamente com as m&atilde;os. Cristo era este art&iacute;fice que hoje se faz presente no mundo atrav&eacute;s do esp&iacute;rito (pneuma) que &eacute; sua energia impessoal. O conhecimento disto (<i>gnosis<\/i>) &eacute; o que salva a humanidade.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Convoca&ccedil;&atilde;o conciliar<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o cristianismo apost&oacute;lico era a democratiza&ccedil;&atilde;o do mist&eacute;rio de Deus &ndash; conceito herdado do juda&iacute;smo &ndash; o gnosticismo era a sofistica&ccedil;&atilde;o do mist&eacute;rio, pois o seu entendimento n&atilde;o advinha de uma revela&ccedil;&atilde;o mas da compreens&atilde;o racional dos iniciados que n&atilde;o tinham dificuldades intelectuais para explic&aacute;-lo. Para eles, o que fugia &agrave; compreens&atilde;o racional n&atilde;o era doutrina de Deus e isso estava causando uma preocupante divis&atilde;o no cristianismo do Egito e de Antioquia (cidade natal de &Aacute;rio). Por isso, Alexandre e Atan&aacute;sio escreveram cartas a Roma pedindo um encontro que pusesse termo &agrave; quest&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eus&eacute;bio e seus seguidores tamb&eacute;m queriam a todo custo p&ocirc;r fim &agrave; disputa, n&atilde;o porque estivessem preocupados com a ortodoxia da doutrina, mas porque temiam que uma divis&atilde;o, &agrave;quela altura dos acontecimentos, fizesse a Igreja perder os privil&eacute;gios que Constantino estava promovendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr&oacute;prio imperador, ao contr&aacute;rio do que muitos pensam, n&atilde;o tinha interesse algum em &ldquo;promulgar&rdquo; uma doutrina trinit&aacute;ria para a Igreja. J&aacute; fizemos men&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio de que, se este fosse o seu intento, n&atilde;o precisaria convocar um Conc&iacute;lio para endossar o seu desejo. Bastava-lhe repetir o ato de quatro anos antes, quando promulgou o decreto dominical, e assinar um edito ordenando a todos que adorassem ao Deus-Tri&uacute;no.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ademais, Constantino nem possu&iacute;a conhecimento suficiente para se posicionar diante da controv&eacute;rsia que ocupava a teologia grega.40&nbsp;Uma carta por ele enviada por meio do bispo H&oacute;sio de C&oacute;rdova confirma seu desconhecimento doutrin&aacute;rio a este respeito. Ali ele afirma que o problema que os bispos estavam discutindo acerca da natureza de Cristo era &ldquo;uma quest&atilde;o sem proveito&rdquo;.41<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram os pr&oacute;prios bispos que o convenceram a convocar o Conc&iacute;lio para resolver a quest&atilde;o e o partido trinitariano de Alexandre era, sem d&uacute;vida, o mais fraco de todos. Chega a ser um milagre que o texto de Nic&eacute;ia n&atilde;o tenha favorecido o arianismo porque estes, certamente, tinham mais recursos pol&iacute;ticos que Atan&aacute;sio e Alexandre. Tanto o &eacute; que, embora os arianos fossem derrotados no Conc&iacute;lio, os partid&aacute;rios de Eus&eacute;bio de Nicom&eacute;dia empreenderam uma verdadeira campanha, ap&oacute;s Nic&eacute;ia, para derrotar Atan&aacute;sio e restaurar &Aacute;rio ao poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais surpreendente &eacute; que, protegido pelo imperador, &Aacute;rio come&ccedil;ou, de fato, a reconquistar seu poder que perdera e a influenciar a pol&iacute;tica da igreja. Eus&eacute;bio, por sua vez, convenceu Constantino a enviar Atan&aacute;sio para o desterro e recolocar &Aacute;rio em seu lugar como bispo de Alexandria &ndash; o que quase aconteceu, n&atilde;o fosse o falecimento de &Aacute;rio na noite anterior &agrave; cerim&ocirc;nia de sua investidura, em 336 d.C. Assim, o plano era que o imperador convocasse um novo Conc&iacute;lio corrigindo Nic&eacute;ia e desse ganho de causa aos arianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob tais circunst&acirc;ncias, a f&eacute; trinit&aacute;ria parecia, se n&atilde;o oficialmente renegada, praticamente condenada, principalmente depois que Constantino declarou seu desejo de ser batizado por Eus&eacute;bio de Nicom&eacute;dia num ritual antitrinitariano. A chamada f&eacute; nicena s&oacute; n&atilde;o chegou ao fim, porque Constantino acabou morrendo em 22 de maio de 337, poucos dias depois de ser batizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois &uacute;ltimos aspectos ainda precisam ser esclarecidos: a grande discuss&atilde;o do Conc&iacute;lio de Nic&eacute;ia n&atilde;o era a Trindade em primeiro lugar, mas a natureza de Cristo em rela&ccedil;&atilde;o ao Pai. Foi somente no credo de Atan&aacute;sio, produzido posteriormente, que o assunto &ldquo;Trindade&rdquo; apareceu de modo mais claro. Al&eacute;m disto, &eacute; importante notar que o credo niceno n&atilde;o diz nada quanto ao Esp&iacute;rito Santo ser ou n&atilde;o uma pessoa. A literatura antitrinit&aacute;ria se confunde na seq&uuml;&ecirc;ncia hist&oacute;rica apresentando como &ldquo;Credo Ciceno&rdquo; o que na verdade seria o Credo Niceno-Constantinopolitano de 381, proclamado depois da morte de Constantino.42<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Confiss&atilde;o Nicena de 325 se apresenta da seguinte maneira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cremos em um s&oacute; Deus, Pai onipotente, criador de todas as coisas vis&iacute;veis e invis&iacute;veis; e em um s&oacute; Senhor Jesus cristo, o Filho de Deus gerado pelo Pai, unig&ecirc;nito, isto &eacute;, da subst&acirc;ncia do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado n&atilde;o feito, de uma s&oacute; subst&acirc;ncia com o Pai, pelo qual foram feitas todas as coisas, as que est&atilde;o no c&eacute;u e as que est&atilde;o na Terra; o qual, por n&oacute;s homens e por nossa salva&ccedil;&atilde;o, desceu, e se encarnou e se fez homem e sofreu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao c&eacute;u, e novamente deve vir e no Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segue-se a esta confiss&atilde;o os ju&iacute;zos emitidos em rela&ccedil;&atilde;o a alguns ensinos her&eacute;ticos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a quantos dizem: &ldquo;Ele era quando n&atilde;o era&rdquo; e &ldquo;antes de nascer, Ele n&atilde;o era&rdquo; ou que &ldquo;foi feito do n&atilde;o existente&rdquo;; bem como a quantos alegam ser o Filho de Deus &ldquo;de outra subst&acirc;ncia ou ess&ecirc;ncia&rdquo; ou &ldquo;feito&rdquo; ou &ldquo;mut&aacute;vel&rdquo; ou &ldquo;alter&aacute;vel&rdquo; a todos estes a igreja cat&oacute;lica e apost&oacute;lica anatematiza.43<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Conclus&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se v&ecirc;, a despeito das insatisfa&ccedil;&otilde;es de alguns, prevaleceu em Nic&eacute;ia a id&eacute;ia de formular um texto enxuto, sem muitas explica&ccedil;&otilde;es e que agradasse ao m&aacute;ximo a todas as correntes. Se houve, portanto, uma atmosfera pol&iacute;tica por detr&aacute;s do documento conciliar, esta foi a da neutralidade &ndash; desviar a quest&atilde;o para evitar mais divis&otilde;es. Constantino, &eacute; bom lembrar, havia acabado de vencer Lic&iacute;nio na luta pelo poder e sua prioridade era manter o imp&eacute;rio unido. Um cisma no cristianismo n&atilde;o seria bem-vindo naquele contexto. Da&iacute; o tom neutro sobre um assunto que, em princ&iacute;pio, geraria muitas controv&eacute;rsias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim das reuni&otilde;es, restou aos arianos o inc&ocirc;modo maior, pois, apesar das tentativas de neutralidade, o documento acabou ecoando uma antiga tradi&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica que apresentava a Cristo como consubstancial ao Pai. E o mais curioso &eacute; que Eus&eacute;bio e a maioria dos arianos assinaram o documento em conc&oacute;rdia com seu conte&uacute;do. Apenas &Aacute;rio e dois amigos se recusaram a faz&ecirc;-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sentido exato destas assinaturas &eacute; dif&iacute;cil precisar. Contudo, v&ecirc;-se como infundada a declara&ccedil;&atilde;o de que Constantino seria o Pai da doutrina trinit&aacute;ria usada para atrair o polite&iacute;smo para a Igreja. Pelo contr&aacute;rio, vinha de &Aacute;rio e Eus&eacute;bio a tentativa de trazer uma doutrina polite&iacute;sta para dentro do cristianismo, pois estes apresentavam a Cristo como um &ldquo;segundo&rdquo; deus, menor que o Pai, mas igualmente divino e que se assemelhava muito ao &ldquo;demiurgo&rdquo;, ou deus menor do gnosticismo alexandrino. Em Nic&eacute;ia, em todo o caso, a Igreja pelo menos n&atilde;o tentou penetrar o mist&eacute;rio de Deus ou descrev&ecirc;-lo como o fez &Aacute;rio imbu&iacute;do pela id&eacute;ia de transcend&ecirc;ncia vinda da filosofia grega. Esta foi a verdadeira natureza da discuss&atilde;o que de modo nenhum pode ser tomada como a genitora de uma teologia trinit&aacute;ria.<\/p>\n<hr>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\">1<\/span>&nbsp;Ennis Meier, &ldquo;O Conc&iacute;lio de Nic&eacute;ia, origem da cren&ccedil;a em tr&ecirc;s deuses&rdquo;<i>.<\/i>&nbsp;Dispon&iacute;vel em &lt;http:\/\/www.adventistas.com\/artigos\/html&gt;. Acesso em 13 de janeiro de 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\">2<\/span>&nbsp;Ennis Meier, &ldquo;Hist&oacute;ria: como Constantino tornou-se o pai do dogma cat&oacute;lico da Trindade&rdquo;. Dispon&iacute;vel em &lt;http:\/\/www.adventistas.com\/artigos\/html&gt;. Acesso em 13 de janeiro de 2004. Grifo acrescentado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\">3<\/span>&nbsp;Urias Smith,&nbsp;<i>Daniel and Revelation &ndash; The Response of History to the Voice of Prophecy A Verse by Verse Study of These Important Books of the Bible&nbsp;<\/i>(Mountain View, CA: Pacific Press, 1918), 558ss.; Stephen N. Haskell,&nbsp;<i>The Story of the Seer of Patmos<\/i>&nbsp;(Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1977), 228-230. Haskell ainda estabelece o fato de que a Besta papal de Apocalipse 13 &eacute; uma institu&ccedil;&atilde;o que deveria surgir ap&oacute;s a divis&atilde;o de Roma em dez reinos, o que aconteceu apenas em 476 d.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\">4<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>O<\/i>&nbsp;<i>Grande Conflito&nbsp;<\/i>(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), 52, 438 e 439.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\">5<\/span>&nbsp;Sobre a import&acirc;ncia da data de 538 d.C. para o entendimento adventista da profecia, ver A. Timm, &ldquo;A Import&acirc;ncia das datas de 508 e 538 d.C. para a supremacia papal&rdquo;, in&nbsp;<i>Parousia&nbsp;<\/i>(2005:1), 7-18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\">6<\/span>&nbsp;Irm&atilde;o X, &ldquo;Cristianismo &eacute; ridicularizado pelos ateus por causa da cren&ccedil;a na Trindade&rdquo;. Dispon&iacute;vel em &lt;http:\/\/www.arquivoxiasd.com.br\/ateu.htm&gt;, acesso em 22 de setembro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\">7<\/span>&nbsp;Ricardo Nicotra,&nbsp;<i>&ldquo;Eu e o Pai Somos Um&rdquo;<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Minist&eacute;rio B&iacute;blico Crist&atilde;o, 2004), 89.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\">8<\/span>&nbsp;O decreto dominical constantiniano foi promulgado em mar&ccedil;o de 321. Seu texto pode ser encontrado no&nbsp;<i>Codex Justinianus<\/i>,&nbsp;<i>Corpus J&uacute;ris Civilis Codicis&nbsp;<\/i>&nbsp;L&iacute;ber 3, tit. 12, par&aacute;grafo 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\">9<\/span>&nbsp;Al&eacute;m do j&aacute; mencionado erro de Nicotra, que atribui ao Conc&iacute;lio a mudan&ccedil;a do s&aacute;bado para o domingo (vide nota 7), autores como Dan Brown (autor do best seler&nbsp;<i>O C&oacute;digo Da Vinci<\/i>) sugerem que foi o Conc&iacute;lio de Nic&eacute;ia que&nbsp;<i>determinou<\/i>&nbsp;o C&acirc;non escritur&iacute;stico, de modo que a B&iacute;blia que temos hoje seria composta de acordo com o decreto constantiniano e n&atilde;o conforme um real des&iacute;gnio de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\">10<\/span>&nbsp;O t&iacute;tulo &ldquo;pais da Igreja&rdquo; ser&aacute; aqui usado em seu sentido t&eacute;cnico, conforme a ado&ccedil;&atilde;o dos estudos de patr&iacute;stica e n&atilde;o no sentido cat&oacute;lico de guardi&otilde;es absolutos da ortodoxia crist&atilde;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\">11<\/span>&nbsp;F. Ardusso, &ldquo;Tradizione&rdquo;, in: G. Barbaglio, S. Dianich,&nbsp;<i>Nuovo Dizionario di Teologia&nbsp;<\/i>(Roma: Paoline, 1979), 1772.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\">12<\/span>&nbsp;Esta equipara&ccedil;&atilde;o com a B&iacute;blia n&atilde;o &eacute; sempre expl&iacute;cita, na literatura cat&oacute;lica, mas &eacute; facilmente detectada nas entrelinhas do discurso. &Eacute; que o catolicismo, especialmente aquele posterior ao Vaticano II, parece ter compreendido a impopularidade teol&oacute;gica de tal afirma&ccedil;&atilde;o diante do mundo protestante.&nbsp; A primeira reda&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o dogm&aacute;tica&nbsp;<i>Dei Verbum<\/i>, que mantinha ainda a concep&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica de duas fontes de revela&ccedil;&atilde;o (B&iacute;blia e Tradi&ccedil;&atilde;o) recebeu uma severa interven&ccedil;&atilde;o do bispo belga De Smedt que convenceu o comit&ecirc; a reformular completamente o texto original. Ele declarou: &ldquo;Segundo o nosso parecer, o esquema atual falha notadamente em seu car&aacute;ter ecum&ecirc;nico. Ele n&atilde;o representa progresso para o encontro com n&atilde;o cat&oacute;licos, mas um empecilho; muito mais: &eacute; prejudicial.&rdquo; Citado por Jo&atilde;o Batista Lib&acirc;nio,&nbsp;<i>Teologia da Revela&ccedil;&atilde;o a partir da Modernidade&nbsp;<\/i>(S&atilde;o Paulo: Loyola, 1992), 386. Para uma discuss&atilde;o pr&eacute;-conciliar sobre esta quest&atilde;o veja: Pierre Benoit,&nbsp;<i>L&rsquo;actualit&eacute; d&ecirc;s p&egrave;res de l&rsquo;Eglise&nbsp;<\/i>(Neuch&acirc;tel: &Eacute;ditions Delachaux et Niestl&eacute; S.A., 1961), 10-15; F. Cayr&eacute;,&nbsp;<i>Patrologie et Histoire de la Theologie&nbsp;<\/i>(Paris: Descl&eacute;e &amp; Cie, 1953), 3-7; J. Quasten,&nbsp;<i>Iniciation aux peres de l&rsquo;Eglise&nbsp;<\/i>(Paris: Ed. Du Cerf, 1955), 4-8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\">13<\/span>&nbsp;Reynold Seeberg,&nbsp;<i>Manual de Historia de las Doctrinas&nbsp;<\/i>(Buenos Aires: Casa Bautista de Publicaciones, 1967), 1: 29-37; J. N. D. Kelly,&nbsp;<i>Early Christian Doctrines&nbsp;<\/i>(Londres: A&amp;C Black, 1977), 21-37.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\">14<\/span>&nbsp;Embora este termo seja tardio (s&eacute;culo XV), seu conceito j&aacute; est&aacute; presente nos primeiros escritos apolog&eacute;ticos do cristianismo. Cf. David W. Bercot, [ed.],&nbsp;<i>A Dictionary of Early Christian Beliefs&nbsp;<\/i>(Peabody, MA: Hendrickson Publishers, 2003), xiii.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\">15<\/span>&nbsp;Walter Bauer foi o pioneiro a chamar a aten&ccedil;&atilde;o para a falta de unidade doutrin&aacute;ria nos primeiros s&eacute;culos do cristianismo (<i>Orthodoxy and Heresy in Earliest Christianity,&nbsp;<\/i>eds. Robert A. Kraft, Gehard Krodel [Philadelphia: Fortress Press, 1971]). Mas hoje reconhece-se que, embora seu insight esteja correto, houve um exagero em suas conclus&otilde;es. Ele chega a afirmar que &ldquo;os hereges eram maioria em rela&ccedil;&atilde;o aos ortodoxos&rdquo; (p. 194). A tend&ecirc;ncia atual, conforme observa J. R. Flora &ndash; que fez uma tese sobre o trabalho de Bauer, &eacute; que, a despeito da diversidade, havia uma unidade de pensamento nalguns pontos centrais que permitia configurar o que constitu&iacute;a pensamento crist&atilde;o ou ensino dissidente. Cf. Jerry Rees Flora,&nbsp;<i>A Critical Analysis of Walter Bauer&rsquo;s Theory of Early Christian Orthodoxy and Heresy,&nbsp;<\/i>PhD Dissertation (Louisville: Southern Baptist Theological Seminary, 1972).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\">16<\/span>&nbsp;Compare, por exemplo, o uso do termo em Dion&iacute;sio de Alexandria (<i>Fragmentos extensos&nbsp;<\/i>V, 15) e Dion&iacute;sio de Roma (<i>Contra os sabelianos<\/i>&nbsp;1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\">17<\/span>&nbsp;A. Roberts., e J. Donaldson, [eds]&nbsp;<i>Ante-Nicene Fathers&nbsp;<\/i>(New York: Charles Scribner&rsquo;s Sons, 1913), esta cole&ccedil;&atilde;o antiga traz uma tradu&ccedil;&atilde;o em ingl&ecirc;s dos textos patr&iacute;sticos.&nbsp; H. Lubac, J. Danielou, et. alli,&nbsp;<i>Sources Chr&eacute;tiennes&nbsp;<\/i>(Paris: les &eacute;dition du Cerf, 1941), esta &eacute; a mais importante cole&ccedil;&atilde;o de textos dos Pais da Igreja. Ela traz o texto original em grego, latim, copta etc. ladeado de uma tradu&ccedil;&atilde;o para o franc&ecirc;s. Al&eacute;m disto apresenta as variantes que possam existir entre um e outro manuscrito. Salvo indica&ccedil;&otilde;es em contr&aacute;rio, vamos seguir aqui a numera&ccedil;&atilde;o da&nbsp;<i>Ante Nicene Fathers<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\">18<\/span>&nbsp;Tertuliano,&nbsp;<i>Sobre a Mod&eacute;stia,&nbsp;<\/i>XXI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\">19<\/span>&nbsp;Or&iacute;genes,&nbsp;<i>Dos Princ&iacute;pios<\/i>,&nbsp; I, 3,2. O original grego perdeu-se; o que nos resta s&atilde;o pequenas cita&ccedil;&otilde;es e uma tradu&ccedil;&atilde;o latina feita por Rufino. Assim, &eacute; poss&iacute;vel que Or&iacute;genes tenha utilizado o termo TriadoV que veremos nos textos de Te&oacute;filo de Antioquia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\">20<\/span>&nbsp;Te&oacute;filo,&nbsp;<i>A Aut&oacute;lico<\/i>, XV<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\">21<\/span>&nbsp;Clemente,&nbsp;<i>I Ep&iacute;stola aos Cor&iacute;ntios,&nbsp;<\/i>XLVI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\">22<\/span>&nbsp;Eus&eacute;bio de Cesar&eacute;ia,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria Eclesi&aacute;stica,&nbsp;<\/i>III, 36, 5-11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\">23<\/span>&nbsp;In&aacute;cio,&nbsp;<i>Ep&iacute;stola aos Tralianos,&nbsp;<\/i>VII, (recens&atilde;o curta).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\">24<\/span>&nbsp;Idem, (recens&atilde;o longa). Para uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica do debate acerca das recens&otilde;es textuais de In&aacute;cio, com acentuada defesa da recens&atilde;o longa, veja Ch. Monier,&nbsp;<i>O&ugrave; en est la question d&rsquo;Ignace d&rsquo;Antioche? Bilan d&rsquo;un si&egrave;cle de recherches 1870-1988,&nbsp;<\/i>in&nbsp;<i>Aufstieg und Niedergang der r&ouml;mischen Welt&nbsp;<\/i>[Hildergard Temporini e W. Haase, organizadores] (Berlim e Nova Iorque: Walter de Gruyter &amp; Co., 1993), II. 27.1, 359-484.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\">25<\/span>&nbsp;Justino,&nbsp;<i>I Apologia,<\/i>&nbsp;VI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-26\">26<\/span>&nbsp;Aten&aacute;goras,&nbsp;<i>S&uacute;plica pelos Crist&atilde;os<\/i>, X.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\">27<\/span>&nbsp;Idem, XI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\">28<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp; XXIII.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\">29<\/span>&nbsp;Ireneu,&nbsp;<i>Contra Heresias,&nbsp;<\/i>&nbsp;V, XI, 2<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\">30<\/span>&nbsp;Idem,<i>&nbsp;<\/i>IV, XX, 2 e 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\">31<\/span>&nbsp;Hip&oacute;lito:&nbsp;<i>Fragmentos de Coment&aacute;rios, 10<\/i>&nbsp;(ANF, vol. V, 174.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\">32<\/span>&nbsp;Hip&oacute;lito,&nbsp;<i>Contra Noeto,&nbsp;<\/i>14.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\">33<\/span>&nbsp;W. Walker,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da Igreja Crist&atilde;&nbsp;<\/i>(Rio de Janeiro: JUERP\/ASTE, 1980), 105.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\">34<\/span>&nbsp;Cipriano,&nbsp;<i>Ep&iacute;stolas<\/i>, LXXII, 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-35\">35<\/span>&nbsp;Idem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-36\">36<\/span>&nbsp;B&aacute;rbara Aland, et. alli., [eds],&nbsp;<i>The Greek New Testament, Forth Revised Edition&nbsp;<\/i>(Stutgart: Deutsche Bibelgesellschaft \/United Bible Societies, 2001), 819.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-37\">37<\/span>&nbsp;Cipriano,&nbsp;<i>Tratados,&nbsp;<\/i>I, 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-38\">38<\/span>&nbsp;E. G. White, Ibid., p. 580.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-39\">39<\/span>&nbsp;Idem, p. 56.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-40\">40<\/span>&nbsp;Bernard Lohse,&nbsp;<i>A F&eacute; Crist&atilde; Atrav&eacute;s dos Tempos&nbsp;<\/i>(S&atilde;o Leopoldo, RS: Sinodal, 1981), 57.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-41\">41<\/span>&nbsp;Uma reprodu&ccedil;&atilde;o da carta de Constantino pode ser encontrada em Eus&eacute;bio de Cesar&eacute;ia,&nbsp;<i>Vida de Constantino,&nbsp;<\/i>II, 64-72.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-42\">42<\/span>&nbsp;Um exemplo est&aacute; no livro de Ricardo Nicotra,&nbsp; 88.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-43\">43<\/span>&nbsp;O texto original em grego com uma antiga vers&atilde;o latina encontra-se em Henrique Dezinger e Clemente Bannwart,&nbsp;<i>Enchiridion Symbolorum<\/i>&nbsp;&ndash; definitionum et declarationum de rebus fidei et morum Friburgo: Herder and Co., 1922, , p. 29 [credo 54].<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo:&nbsp;Grupos antitrinitarianos dissidentes do adventismo t&ecirc;m alegado que a doutrina da Trindade foi formulada no Conc&iacute;lio de Nic&eacute;ia (325 d.C.), sob a influ&ecirc;ncia do imperador romano Constantino. 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