{"id":2142,"date":"2016-03-01T07:00:49","date_gmt":"2016-03-01T07:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2142"},"modified":"2016-03-03T10:38:59","modified_gmt":"2016-03-03T10:38:59","slug":"o-ajuntamento-de-israel-um-estudo-historico-de-primeiros-escritos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/o-ajuntamento-de-israel-um-estudo-historico-de-primeiros-escritos\/","title":{"rendered":"O Ajuntamento de Israel &#8211; Um Estudo Hist\u00f3rico de Primeiros Escritos"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Vi tamb&eacute;m que a velha Jerusal&eacute;m jamais seria reconstru&iacute;da&rdquo;, escreveu Ellen G. White em 1851. A que tipo de reconstru&ccedil;&atilde;o ela se referia? Estava ela enganada? Esta frase aparece em Primeiros Escritos num cap&iacute;tulo (p&aacute;gs. 74 a 76) intitulado &ldquo;O Tempo do Ajuntamento&rdquo;, que foi combinado a partir de duas vis&otilde;es e algumas linhas adicionais. Uma vis&atilde;o, de 23 de setembro de 1850, tratava (a) do &ldquo;tempo do ajuntamento&rdquo; de &ldquo;Israel&rdquo;, (b) das datas do diagrama milerita de 1843, (c) do &ldquo;cont&iacute;nuo&rdquo; e da fixa&ccedil;&atilde;o de datas, e (e) do erro de ir &agrave; velha Jerusal&eacute;m. A se&ccedil;&atilde;o (d), da vis&atilde;o de 21 de junho de 1851, trata da terceira mensagem ang&eacute;lica e da fixa&ccedil;&atilde;o de datas. Isto foi inserido quando a combina&ccedil;&atilde;o foi publicada pela primeira vez, em Experience and Views (agosto de 1851). Foram acrescentados tamb&eacute;m: (f) uma refer&ecirc;ncia adicional &agrave; ida a Jerusal&eacute;m, e (g) a declara&ccedil;&atilde;o sobre a velha Jerusal&eacute;m n&atilde;o ser reconstru&iacute;da. Isto tudo foi reimpresso com uma pequena revis&atilde;o verbal em Primeiros Escritos (1882).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que todos estes t&oacute;picos que aparentemente n&atilde;o tinham rela&ccedil;&atilde;o nenhuma entre si foram combinados?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mensagens Relacionadas &agrave; &Eacute;poca<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frase final dela fornece uma pista: &ldquo;Vi tamb&eacute;m . . . que Satan&aacute;s estava fazendo o m&aacute;ximo para levar as mentes dos filhos do Senhor para essas coisas agora, no tempo do ajuntamento, impedindo-os de dedicar todo o seu interesse &agrave; presente obra do Senhor.&rdquo;1 O repetido uso que ela faz da palavra agora indica que suas mensagens estavam relacionadas &agrave; &eacute;poca em que ela escreveu. Se examinarmos o registro do que estava acontecendo nas fileiras adventistas em 1850 e 1851, e se olharmos para o fundo hist&oacute;rico dos eventos que prepararam o caminho para este per&iacute;odo, verificamos que todas estas partes se encaixam no mesmo padr&atilde;o. Elas tratam de v&aacute;rios erros centralizados principalmente numa interpreta&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica conhecida naquela &eacute;poca como a doutrina da &ldquo;era por vir&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em agosto de 1851, mais ou menos na &eacute;poca em que estas mensagens do &ldquo;tempo do ajuntamento&rdquo; foram publicadas juntas, Tiago White escreveu um editorial na Review and Herald no qual repetia id&eacute;ias e at&eacute; frases destas vis&otilde;es de setembro de 1850 e junho de 1851. Ele falou da unidade que existia antes do desapontamento e dos &ldquo;conceitos distrativos&rdquo; que surgiram depois. Ele instou com seus irm&atilde;os agora, no &ldquo;tempo do ajuntamento&rdquo;, para que evitassem erros que poderiam distrair o interesse de nossa &ldquo;presente obra&rdquo; e para que se unissem em ensinar a ess&ecirc;ncia da terceira mensagem ang&eacute;lica, que &ldquo;n&atilde;o depende do tempo&rdquo;, mas que &eacute; &ldquo;mais forte do que o tempo&rdquo;.2 Ele tamb&eacute;m adverte contra dois pontos que desviam a mente: &ldquo;A hist&oacute;ria de &lsquo;Meshullam&rsquo; pode agradar os ouvidos, e a &lsquo;era por vir&rsquo; pode ocupar e dividir a mente&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meshullam ser&aacute; discutido um pouco mais adiante. O que era a &ldquo;era por vir&rdquo;? A Sr&ordf; White deu uma defini&ccedil;&atilde;o, alguns meses mais tarde, numa carta, equiparando-a com o &ldquo;olhar para a velha Jerusal&eacute;m&rdquo;.3 Joseph Marsh, editor do The Advent Harbinger, equiparou a &ldquo;era por vir&rdquo; com o mil&ecirc;nio. 4 Mas Josu&eacute; V. Himes, auxiliar de Guilherme Miller e editor do Advent Herald, chamou a doutrina da &ldquo;era por vir&rdquo; de Marsh de &ldquo;juda&iacute;smo&rdquo;, uma defec&ccedil;&atilde;o incompat&iacute;vel com o &ldquo;adventismo&rdquo;. 5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se combinarmos estas tr&ecirc;s defini&ccedil;&otilde;es, obtemos: &ldquo;uma doutrina juda&iacute;stica do mil&ecirc;nio que inclui a velha Jerusal&eacute;m&rdquo;. E isso, por mais auto-contradit&oacute;rio que possa parecer, &eacute; precisamente aquilo a que dizia respeito a controv&eacute;rsia sobre a &ldquo;era por vir&rdquo;. Essa guerra se desenvolveu no Advent Harbinger e no Advent Herald a partir de 1850, e forneceu o contexto das mensagens de Ellen White sobre o &ldquo;Tempo de Ajuntamento&rdquo;, como ir&aacute; demonstrar um estudo da situa&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica. O &ldquo;juda&iacute;smo&rdquo;, disse Himes, era algo contra o qual &ldquo;convocamos a igreja toda&rdquo;, e que &ldquo;repudiamos desde o princ&iacute;pio&rdquo;. 6<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisamos voltar, ent&atilde;o, ao princ&iacute;pio do movimento milerita para saber o que eram o &ldquo;adventismo&rdquo; e o &ldquo;juda&iacute;smo&rdquo; e por que eram incompat&iacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Adventistas e o Adventismo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome &ldquo;adventista&rdquo;, cunhado pelo povo apelidado de &ldquo;mileritas&rdquo;, foi aplicado por eles a seu pr&oacute;prio movimento.7 Ele tamb&eacute;m aparece em livros de refer&ecirc;ncia na frase &ldquo;corpora&ccedil;&otilde;es adventistas&rdquo; para designar as denomina&ccedil;&otilde;es (inclusive os adventistas do s&eacute;timo dia) derivadas dos adventistas originais, ou mileritas. Hoje em dia usamos frequentemente o termo &ldquo;adventista&rdquo; como uma abrevia&ccedil;&atilde;o de &ldquo;adventista do s&eacute;timo dia&rdquo;. Mas &agrave;s vezes encontramos este termo, ou a frase &ldquo;movimento do advento&rdquo; aplicada de maneira geral a um movimento maior, internacional, que precedeu e incluiu o movimento de Miller &ndash; o &ldquo;Despertamento do Advento&rdquo; que surgiu no princ&iacute;pio do s&eacute;culo dezenove (e teve suas ra&iacute;zes mesmo antes). Ele abrangia muitos indiv&iacute;duos e alguns grupos em muitos pa&iacute;ses que esperavam pra breve o Segundo Advento. Devido ao fato de esperarem a vinda de Cristo antes do mil&ecirc;nio, sua doutrina &eacute; chamada &ldquo;pr&eacute;-milenialismo&rdquo;. O adventismo, propriamente falando, era a doutrina dos adventistas, isto &eacute;, o tipo milerita de pr&eacute;-milenialismo. Os adventistas n&atilde;o estavam sozinhos em ensinar &ldquo;o breve advento&rdquo;, ou em marcar datas para as profecias b&iacute;blicas de tempo, ou mesmo para o segundo advento. Houve outros pr&eacute;-milenialistas, especialmente na Gr&atilde;-Bretanha, que fizeram a mesma coisa. (Estes eram chamados literalistas, por raz&otilde;es que explicaremos mais tarde.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas os adventistas se distinguiam dos outros ao ensinar (1) que o segundo advento &ndash; esperado no final dos 2300 dias-anos de Daniel &ndash; terminaria este mundo presente e introduziria o reino eterno; (2) que a vinda de Cristo destruiria todos os n&atilde;o-salvos e ressuscitaria e transformaria todos os redimidos, terminando portanto o tempo de gra&ccedil;a para toda a humanidade e deixando apenas os santos imortais para viver no reino; e (3) que ap&oacute;s o mil&ecirc;nio (que eles consideravam como os primeiros mil anos da eternidade na nova Terra), o restante dos mortos (isto &eacute;, todos os n&atilde;o-salvos) se levantariam na segunda ressurrei&ccedil;&atilde;o, e ent&atilde;o se revoltariam e portanto receberiam sua puni&ccedil;&atilde;o final. 8 (O ramo do S&eacute;timo Dia do adventismo acreditava na mesma coisa, exceto pelo fato de colocar o reino milenial no C&eacute;u e a renova&ccedil;&atilde;o da Terra no final desse per&iacute;odo.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambos os tipos de pr&eacute;-milenialistas (os adventistas e os literalistas) se opunham ao p&oacute;smilenialismo, que prevalecia naquele tempo, e que colocava o segundo advento ap&oacute;s o mil&ecirc;nio. Os p&oacute;s-milenialistas concebiam o reino milenial como o reino &ldquo;espiritual&rdquo; e, n&atilde;o, literal de Cristo &ndash; atrav&eacute;s do triunfo da igreja. Aguardavam a convers&atilde;o do mundo em geral e o reinado justo dos piedosos, sendo o homem ainda mortal mas estando numa condi&ccedil;&atilde;o grandemente melhorada. Esperavam a volta pessoal de Cristo, se &eacute; que ela ocorreria, ap&oacute;s os mil anos (ou talvez, segundo o princ&iacute;pio dia-ano, ap&oacute;s 360.000 anos), no distante futuro. 9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Juda&iacute;smo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi esta doutrina de utopia terrestre do p&oacute;s-milenialismo que os mileritas a princ&iacute;pio rotularam como &ldquo;judaizar&rdquo; e &ldquo;juda&iacute;smo&rdquo;. Estes termos, usados em sua primeira confer&ecirc;ncia geral adventista, realizada em Boston em 1840, foram tirados de dois credos protestantes do s&eacute;culo dezesseis.10 S&oacute; mais tarde &eacute; que eles os aplicaram aos pr&eacute; milenialistas literalistas. Eis a raz&atilde;o pela qual o fizeram: Os literalistas insistiam que as profecias messi&acirc;nicas do Antigo Testamento deviam se cumprir literalmente em detalhes no reino milenial, especialmente para o Israel e o Jud&aacute; literais segundo a carne. Segundo este ponto de vista, o reino, embora governado por Cristo e os santos ressuscitados e imortalizados, incluiria judeus mortais na Palestina; sua capital seria a Jerusal&eacute;m literal, com um templo literal, ao qual viriam os que fossem &ldquo;deixados das na&ccedil;&otilde;es&rdquo;, ainda em carne; e o tempo de oportunidade e a mortalidade continuariam durante o mil&ecirc;nio. 11 Contudo os adventistas, por ocasi&atilde;o de sua primeira confer&ecirc;ncia geral, em 1840, ainda considerava estes companheiros pr&eacute;-milenialistas (inclusive homens como Wolff, Irving e outros) como irm&atilde;os na proclama&ccedil;&atilde;o da &ldquo;proximidade do advento&rdquo;. 12 Eles recomendavam os escritos literalistas contra o p&oacute;s-milenialismo, sabendo embora que estes misturavam certos erros com a verdade central do Segundo Advento. Da mesma forma, hoje consideramos os mileritas como nossos precursores embora eles, ao corrigirem alguns dos erros dos literalistas, tivessem conservado outros de sua pr&oacute;pria autoria. Tamb&eacute;m reconhecemos os pr&eacute;-milenialistas brit&acirc;nicos e europeus como parte do &ldquo;grande despertamento religioso &hellip; predito na profecia da primeira mensagem ang&eacute;lica de Apocalipse 14&rdquo;, no sentido de que, a partir do &ldquo;estudo das Escrituras&rdquo;, eles viram e proclamaram &ldquo;que o advento do Salvador estava pr&oacute;ximo&rdquo; (O Grande Conflito, p&aacute;gs. 355 e 357) e n&atilde;o no distante futuro p&oacute;s-milenial. Consideramos que eles foram usados por Deus para despertar multid&otilde;es para a verdade central do Segundo Advento quando se cumpriu o tempo da primeira mensagem ang&eacute;lica, embora n&atilde;o possu&iacute;ssem as verdades mais avan&ccedil;adas que foram desenvolvidas pelos mileritas e, depois, pelos adventistas do s&eacute;timo dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mileritas enfatizavam o que tinham em comum com os literalistas &ndash; a presen&ccedil;a e reinado pessoais de Cristo durante o mil&ecirc;nio &ndash; e minimizavam o &ldquo;literalismo&rdquo; destes &uacute;ltimos como sendo uma aberra&ccedil;&atilde;o cur&aacute;vel. 13 Como disse mais tarde Litch: &ldquo;Em 1840 foi feita uma tentativa de abrir um interc&acirc;mbio entre os literalistas da Inglaterra e os adventistas dos Estados Unidos. Mas logo se descobriu que eles tinham t&atilde;o pouca afinidade por nossas no&ccedil;&otilde;es anti-judaicas quanto n&oacute;s t&iacute;nhamos pelo juda&iacute;smo deles; e o interc&acirc;mbio foi rompido.&rdquo; 14 O que os mileritas repudiavam como &ldquo;juda&iacute;smo&rdquo; n&atilde;o tinha nada a ver nem com os ensinos religiosos dos judeus nem com o s&aacute;bado. Era uma doutrina espec&iacute;fica sobre o mil&ecirc;nio, a saber, o ensino de que as profecias do Velho Testamento sobre a restaura&ccedil;&atilde;o de Israel e sua lideran&ccedil;a mundial deviam se cumprir atrav&eacute;s de um ajuntamento futuro de judeus literais no reino milenial de Cristo &ndash; um reino nesta Terra que teria como capital a Jerusal&eacute;m literal, &agrave; qual as na&ccedil;&otilde;es subiriam para participar do templo e seus servi&ccedil;os, os quais seriam restaurados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mileritas, ao contr&aacute;rio, viam no ajuntamento de Israel o ajuntamento dos santos imortais para encontrar a Cristo nos ares. Todos os verdadeiros filhos de Abra&atilde;o pela f&eacute; &ndash; judeus e gentios &ndash; seriam arrebatados ao soar da trombeta, e ent&atilde;o retornariam com Cristo para possuir a Terra renovada.15<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as tentativas de conquistar os literalistas para este ponto de vista falharam. A princ&iacute;pio havia alguns literalista entre os mileritas, mas em 1842 os mais preeminentes j&aacute; haviam sa&iacute;do e fundado seu pr&oacute;prio peri&oacute;dico. Nessa &eacute;poca j&aacute; havia ficado claro para os adventistas que o &ldquo;juda&iacute;smo&rdquo; tinha mais a ver com os pr&eacute;-milenialistas literalistas do que com os p&oacute;s-milenialistas; que era de fato um ponto b&aacute;sico para o sistema de cren&ccedil;a deles (como ainda &eacute; hoje para os literalistas modernos, os pr&eacute;-milenialistas futuristas dispensacionalistas).16<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Pol&iacute;tica Externa Literalista<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os literalistas brit&acirc;nicos &ndash; fortes entre os evang&eacute;licos anglicanos e em v&aacute;rias igrejas n&atilde;o conformistas &ndash; n&atilde;o estavam dispostos a abandonar suas esperan&ccedil;as de converterem judeus e envi&aacute;-los &agrave; Palestina para encontrar seu Messias, especialmente em torno de 1840, quando a pol&iacute;tica brit&acirc;nica de oferecer prote&ccedil;&atilde;o aos judeus que moravam na Palestina despertou grandes expectativas entre os pr&eacute;-milenialistas. Na verdade, a influ&ecirc;ncia literalista estava ajudando, extra-oficialmente, a moldar essa pol&iacute;tica. Um ardente literalista, Lord Ashley (mais tarde o Conde de Shaftesbury), era confidente de Lord Palmerston, o secret&aacute;rio brit&acirc;nico de pol&iacute;tica externa, e era casado com sua enteada. Ashely tinha esperan&ccedil;as particulares de realizar, atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica, a restaura&ccedil;&atilde;o de Israel &agrave; Palestina como preparo para o Segundo Advento. Em 1840 ele estimulou Palmerston, apresentando raz&otilde;es pol&iacute;ticas, a buscar apoio internacional para a migra&ccedil;&atilde;o de judeus para a Palestina, enquanto confidenciava em seu di&aacute;rio os verdadeiros motivos, que eram muito diferentes e distintamente religiosos: &ldquo;Jantei com Palmerston. Depois do jantar fiquei sozinho com ele. Propus meu esquema, que pareceu estimular sua fantasia. &hellip; Palmerston j&aacute; foi escolhido por Deus para ser um instrumento do bem para Seu antigo povo; para homenagear, por assim dizer, a heran&ccedil;a deles, e para lhes reconhecer os direitos mesmo sem crer no destino deles. &hellip; Sou for&ccedil;ado a argumentar politicamente, financeiramente, comercialmente; estas considera&ccedil;&otilde;es ele compreende; ele n&atilde;o chora como seu Mestre sobre Jerusal&eacute;m, nem ora para que agora, finalmente, ela possa colocar suas belas vestes.&rdquo; 17 A influ&ecirc;ncia de Ashley estava, semelhantemente, por tr&aacute;s do estabelecimento de um consulado em Jerusal&eacute;m em 1838, e tamb&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de uma diocese anglicana ali em 1841 e da nomea&ccedil;&atilde;o de um bispo judeu-crist&atilde;o para chefi&aacute;-la. Em 16 de outubro de 1841, ele escreveu em seu di&aacute;rio: &ldquo;Onde ter&iacute;amos conseguido a permiss&atilde;o do Sult&atilde;o [para construir a igreja do bispo] sem a interven&ccedil;&atilde;o de Palmerston em conseq&uuml;&ecirc;ncia de minhas repetidas e fervorosas apresenta&ccedil;&otilde;es dos fatos?&rdquo; 18 Mas o sonho de Ashley de uma migra&ccedil;&atilde;o dos judeus para a Palestina patrocinada pelos brit&acirc;nicos e protegida por um tratado n&atilde;o se concretizou. O tratado das quatro pot&ecirc;ncias, de 1840, ignorou o assunto. At&eacute; os pr&oacute;prios judeus mostraram pouco interesse; passou-se mais de um s&eacute;culo at&eacute; que surgisse o Sionismo. Contudo, a pol&iacute;tica brit&acirc;nica no s&eacute;culo vinte em rela&ccedil;&atilde;o ao Oriente M&eacute;dio deveu algo &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica dos literalistas da d&eacute;cada de 1830 e 1840. Como disse um escritor recente: &ldquo;A aventura do Lorde Shaftesbury marca o ponto em que os eventos come&ccedil;aram a levar logicamente ao Mandato [da Palestina].&rdquo; &hellip; &ldquo;[A pol&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o ao Oriente M&eacute;dio de] Palmerston marca o in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica oficial em favor da &ldquo;na&ccedil;&atilde;o judaica&rdquo; e de seu restabelecimento na Palestina.&rdquo; .. &ldquo;Ashley n&atilde;o havia labutado em v&atilde;o. &hellip; Todos estes eventos centralizados na Terra Santa [inclusive &lsquo;as perspectivas vision&aacute;rias suscitadas pela onda que surgiu entre os evang&eacute;licos em prol da convers&atilde;o dos judeus e da diocese de Jerusal&eacute;m&rsquo;] se combinaram para criar quase um sentimento de propriedade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Palestina. A id&eacute;ia de um anexo brit&acirc;nico ali atrav&eacute;s de uma restaura&ccedil;&atilde;o de Israel promovida pela Gr&atilde;-Bretanha come&ccedil;ou a atrair outras mentes al&eacute;m da de Ashley. 19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferen&ccedil;as Entre os Adventistas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao passo que o movimento milerita, que estava em desenvolvimento, divergia nitidamente dos literalistas, havia quase completo acordo entre os adventistas de que o fim do mundo e o in&iacute;cio da eternidade ocorreriam no Segundo Advento, sendo que apenas os santos imortais sobreviveriam durante o reino milenial. Contudo, alguns mileritas viam uma dificuldade: De que forma poderia a Terra ser purificada pelo fogo no Segundo Advento e os corpos dos &iacute;mpios serem ressuscitados na Terra renovada mil anos mais tarde? Em abril de 1843 George Storrs (o milerita mais ativo em ensinar a imortalidade condicional) conclu&iacute;ra que a destrui&ccedil;&atilde;o do Segundo Advento n&atilde;o seria completa. Ele afirmava que haveria alguns &ldquo;deixados das na&ccedil;&otilde;es&rdquo;, em carne, que ainda teriam oportunidade de salva&ccedil;&atilde;o e que seriam s&uacute;ditos do reino milenial de Cristo e dos santos, e que os fogos que destruiriam e renovariam a Terra viriam no final desse per&iacute;odo.20 Em outubro de 1844, segundo escreveu L. C. Gunn da Filad&eacute;lfia, alguns numa congrega&ccedil;&atilde;o l&aacute; haviam adotado um ponto de vista semelhante, e Charles Fitch estava, na mesma &eacute;poca (n&atilde;o muito antes de sua morte) ensinando oportunidade de salva&ccedil;&atilde;o para os pag&atilde;os ap&oacute;s o Advento. Outros, acrescentou Gunn, como era seu caso, criam que por ocasi&atilde;o do Advento ou pouco antes dele &ldquo;muitos dos judeus se converter&atilde;o miraculosamente, e saudar&atilde;o Sua vinda com a exclama&ccedil;&atilde;o: &lsquo;Bendito o que vem em nome do Senhor.&rsquo;&rdquo; Todos estes, disse ele, &ldquo;haviam mudado sua cren&ccedil;a anterior, discordando inteiramente do Sr. Miller, e do grande corpo dos crentes no advento neste pa&iacute;s &ndash; mas concordando com os literalistas.&rdquo; 21 Em 1845 Storrs foi ainda al&eacute;m. Desiludido com o desapontamento milerita, ele adotou inteiramente a doutrina literalista. &ldquo;Ele acabou indo para o juda&iacute;smo,&rdquo; reclamou Enoch Jacobs, editor do The Day Star (Cincinatti).22 Assim, considerou-se que Storrs haviam tomado uma posi&ccedil;&atilde;o fora das fileiras dos adventistas. Outros adventistas, contudo, como E. R. Pinney (1844) e Tiago White (1845) criam tamb&eacute;m que o reino s&oacute; seria estabelecido na Terra ap&oacute;s o mil&ecirc;nio,23 mas n&atilde;o adotaram qualquer parte do literalismo. Antes do desapontamento estas varia&ccedil;&otilde;es individuais, como as diferen&ccedil;as sobre a imortalidade inata ou condicional, n&atilde;o causaram dissens&atilde;o no movimento milerita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr&ecirc;s Divis&otilde;es Ap&oacute;s 1844<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi uma hist&oacute;ria diferente, por&eacute;m, ap&oacute;s outubro de 1844. Os adventistas que n&atilde;o sa&iacute;ram do movimento logo se dividiram na procura pela causa de seu desapontamento. Ser&aacute; que eles haviam se enganado em seu c&aacute;lculo dos 2300 anos e em soar o &ldquo;clamor da meianoite&rdquo; (&ldquo;A&iacute; vem o noivo&rdquo;) da par&aacute;bola prof&eacute;tica das dez virgens? Ou em considerar o Segundo Advento como cumprimento disto? Ou tinham estado enganados quanto &agrave; natureza do Advento?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante os primeiros meses a impress&atilde;o geral era de que eles estavam apenas num breve &ldquo;tempo de tardan&ccedil;a&rdquo; e que Cristo viria dentro de algumas semanas ou meses no m&aacute;ximo. Mas na ocasi&atilde;o em que o &ldquo;ano judaico de 1844&rdquo; se esgotou na primavera de 1845, emergiram tr&ecirc;s grupos principais. Nenhum destes tr&ecirc;s grupos adotaram os conceitos literalistas (isto s&oacute; se tornou um ponto de debate em 1850); contudo pode ser bom fazermos uma pausa aqui para tra&ccedil;ar a origem destas tr&ecirc;s divis&otilde;es, uma vez que elas ajudam a explicar a refer&ecirc;ncia da Sr&ordf; White ao &ldquo;tempo de ajuntamento&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. A maioria. Na primavera de 1845 a maioria dos adventistas j&aacute; havia abandonado a cren&ccedil;a de que 1844 havia marcado algum cumprimento de profecia &ndash; quer a dos 2300 dias de Daniel, quer a do &ldquo;clamor da meia-noite&rdquo; da par&aacute;bola. Eles conclu&iacute;ram que o cumprimento destas profecias, bem como o das tr&ecirc;s mensagens de Apocalipse 14, pertenciam a um ponto indeterminado do futuro. (Portanto, permaneceram abertos a outras marca&ccedil;&otilde;es de data.) Esta maioria continuou negando o ponto de vista literalista do mil&ecirc;nio &ldquo;judaico&rdquo;, durante o qual haveria oportunidade de salva&ccedil;&atilde;o. 24<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em abril, os principais l&iacute;deres mileritas, inclusive Miller e Himes, realizaram uma confer&ecirc;ncia em Albany, New York. Ali adotaram uma declara&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios e formaram uma organiza&ccedil;&atilde;o indefinida de congrega&ccedil;&otilde;es adventistas das quais, mais tarde vieram duas denomina&ccedil;&otilde;es &ndash; os adventistas evang&eacute;licos (que j&aacute; n&atilde;o existe mais) e os adventistas crist&atilde;os. Houve outros que n&atilde;o aprovaram nem a declara&ccedil;&atilde;o de f&eacute; adotada pela confer&ecirc;ncia de Albany nem a organiza&ccedil;&atilde;o, embora ela fosse rudimentar; mas estes tamb&eacute;m formavam parte da maioria que considerava o movimento de 1844 um erro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. As duas minorias. Um n&uacute;mero menor, por outro lado, afirmava que o movimento de 1844 havia de fato marcado um cumprimento de profecia. Eles consideravam que o grupo da maioria havia negado a dire&ccedil;&atilde;o de Deus nesse movimento, e portanto haviam abandonado a mensagem adventista. Chamavam a maioria de &ldquo;adventistas nominais&rdquo; ou &ldquo;professos adventistas&rdquo;. Esta minoria, que se apegou a &ldquo;sua experi&ecirc;ncia passada&rdquo; em 1844, dizia que os 2300 dias havia terminado e que a par&aacute;bola do Noivo havia se cumprido; e portanto que &ldquo;fechou-se a porta&rdquo; ap&oacute;s o Noivo ter vindo para as bodas. (Assim, a &ldquo;porta fechada&rdquo; tornou-se mais ou menos equivalente &agrave; cren&ccedil;a na validade do movimento de 1844.) Mas esta minoria era composta de dois grupos incompat&iacute;veis, divididos por duas interpreta&ccedil;&otilde;es mutuamente exclusivas da vinda do Noivo para as bodas. Cristo obviamente n&atilde;o havia vindo; se, portanto, Seu Segundo Advento havia ocorrido, n&atilde;o fora uma vinda vis&iacute;vel, pessoal; ou ent&atilde;o, se o Segundo Advento deve ser vis&iacute;vel, pessoal e glorioso, ent&atilde;o esse evento ainda n&atilde;o havia acontecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Grupo Minorit&aacute;rio A afirmava que eles haviam estado corretos tanto no tempo quanto no evento esperado. Insistiam em que o Segundo Advento n&atilde;o era um retorno literal, pessoal, mas uma vinda invis&iacute;vel e espiritual, &ldquo;nos Seus santos&rdquo;. Portanto, foram apelidados de &ldquo;espiritualizadores&rdquo; ou &ldquo;espiritualistas&rdquo;. 25 Estes, afirmando que Cristo havia de fato voltado e eles j&aacute; estavam no reino milenial, ca&iacute;ram no fanatismo de n&atilde;o trabalhar, e em outros. Muitos deles se uniram ao &ldquo;reino&rdquo; dos Shakers em 1846, enquanto outros logo se fragmentaram ou voltaram para os outros adventistas. 26 O Grupo Minorit&aacute;rio B afirmava que o tempo estava correto, mas que seu erro havia sido no evento esperado; que o cumprimento n&atilde;o era de maneira alguma o Segundo Advento; e que ainda devia ser esperada uma vinda vis&iacute;vel e pessoal. Mas recusavam-se a negar a validade de seu movimento de outubro de 1844 como sendo o cumprimento dos 2300 dias e do &ldquo;clamor da meia-noite&rdquo; da par&aacute;bola. Diziam que o Noivo havia de fato vindo para as bodas e fechado a porta (da&iacute; o serem conhecidos como o povo da &ldquo;porta fechada&rdquo;), mas, como explicavam alguns, o Segundo Advento seria o Noivo voltando das bodas.27 Este foi o grupo do meio entre os tr&ecirc;s, que evitou por um lado a insist&ecirc;ncia dos espiritualizadores na posi&ccedil;&atilde;o de que tanto o tempo quanto o evento tinham estado corretos, e que evitou por outro lado a posi&ccedil;&atilde;o do grupo da maioria, que defendia o abandono tanto do tempo quanto do evento.28 &Agrave; medida que o tempo foi passando, muitos desta classe se uniram ao grupo da maioria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Adventistas do S&eacute;timo Dia na Posi&ccedil;&atilde;o do Meio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os fundadores adventistas do s&eacute;timo dia &ndash; um mero punhadinho a princ&iacute;pio (os White, Bates e outros) &ndash; vieram deste grupo do meio. Adotaram a nova explica&ccedil;&atilde;o do santu&aacute;rio celestial &agrave; qual Hiram Edson chegara no dia posterior ao desapontamento; 29 proclamaram a doutrina do s&aacute;bado como a terceira dentre as tr&ecirc;s mensagens ang&eacute;licas, e vieram por fim a formar a igreja adventista do s&eacute;timo dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o princ&iacute;pio os fundadores adventistas do s&eacute;timo dia se opuseram aos espiritualizadores e enfatizaram a futura vinda pessoal de Cristo. Na verdade, verificaram que as fileiras de ex-espiritualizadores eram uma fonte muito pobre de conversos. Estes conversos, observou Tiago White, estavam t&atilde;o cheios de no&ccedil;&otilde;es de sua pr&oacute;pria superioridade espiritual que n&atilde;o se encaixavam entre seus irm&atilde;os; demonstravam-se membros inst&aacute;veis, propensos a apostatar novamente.30<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, parece que os primeiros adventistas do s&eacute;timo dia sa&iacute;ram principalmente do grupo do meio, j&aacute; que n&atilde;o obtinham a aten&ccedil;&atilde;o do grupo da maioria. Estes &uacute;ltimos os confundiam com os espiritualizadores porque tanto os adventistas do s&eacute;timo dia quanto os espiritualizadores defendiam a validade do movimento de 1844. 31<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o &eacute; de admirar, portanto, que durante estes primeiros anos de divis&atilde;o &ndash; o tempo da dispers&atilde;o, como a Sr&ordf; White disse em setembro de 1850 &ndash; &ldquo;os esfor&ccedil;os feitos para propagar a verdade tiveram pouco efeito, e realizaram pouco ou nada&rdquo;. Agora, em 1850, ela estava insistindo na unidade e na a&ccedil;&atilde;o neste &ldquo;tempo de ajuntamento&rdquo;, quando &ldquo;os esfor&ccedil;os para propagar a verdade ter&atilde;o o efeito planejado.&rdquo; 32 Mas nesta mesma ocasi&atilde;o, disse ela, Satan&aacute;s estava tentando desvi&aacute;-los da verdade presente e da tarefa presente atrav&eacute;s de outras distra&ccedil;&otilde;es ainda, principalmente a fixa&ccedil;&atilde;o de datas e a doutrina da era por vir. Uma vez que os adventistas do s&eacute;timo dia defendiam a data de 1844 para o final dos 2300 dias, n&atilde;o estavam procurando uma data substituta. Isto lhe deu uma certa imunidade &agrave;s febres de fixa&ccedil;&atilde;o de datas promovidas por v&aacute;rios indiv&iacute;duos entre os outros adventistas. (Houve umas poucas exce&ccedil;&otilde;es, por volta de 1850.) Quanto ao conceito da era futura, os adventistas do s&eacute;timo dia haviam conservado a cren&ccedil;a milerita original de que a volta de Cristo encerraria o tempo de gra&ccedil;a e tamb&eacute;m iniciaria o reino dos santos imortais, tanto judeus quanto gentios. Em 1850, tamb&eacute;m, j&aacute; haviam desenvolvido uma nova doutrina do mil&ecirc;nio &ndash; que n&atilde;o era defendida, tanto quanto eu saiba, por mais ningu&eacute;m &ndash; um ponto de vista que colocava o reino milenial no C&eacute;u, sendo que a Terra, durante este per&iacute;odo, seria deixada sem um &uacute;nico ser humano vivo. Este ponto de vista constitu&iacute;a uma vacina eficaz contra o milenialismo literalista, que estava sendo ensinado de maneira nova sob o nome de &ldquo;a era por vir&rdquo;. 33 O partido da era por vir, que poderia ser chamado de outro grupo minorit&aacute;rio, emergiu mais tarde do grupo original da maioria. J&aacute; que ele pertence &agrave; d&eacute;cada de 1850, ser&aacute; tratado mais adiante, ap&oacute;s um exame do per&iacute;odo de 1848 a 1850 e suas marca&ccedil;&otilde;es de data.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Levantes de 1848<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1848, enquanto uma onda de revolu&ccedil;&otilde;es irrompia na Europa, levantes populares derrubavam tronos e perturbavam a estrutura do poder em muitos pa&iacute;ses, levando at&eacute; mesmo o papa a fugir e tornando Roma uma rep&uacute;blica. Em 1849 havia o temor de uma invas&atilde;o da R&uacute;ssia pelo norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns adventistas viram estes eventos como o &ldquo;abalo das potestades do c&eacute;u&rdquo;. 34 Para muitos a revolu&ccedil;&atilde;o das &ldquo;pot&ecirc;ncias gentias&rdquo; da Europa pressagiava o fim dos &ldquo;tempos dos gentios&rdquo; e a restaura&ccedil;&atilde;o de Israel, especialmente j&aacute; que em alguns pa&iacute;ses as revolu&ccedil;&otilde;es trouxeram nova liberdade aos judeus. Geralmente se supunha que os &ldquo;tempos dos gentios&rdquo; se estendia at&eacute; o segundo advento. 35<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meados de 1848 Josias Litch, um dos principais autores mileritas, foi instigado pelas revolu&ccedil;&otilde;es que estava ocorrendo. Devido ao fato de que em alguns pa&iacute;ses elas trouxeram nova liberdade aos judeus, ele esperava, no final dos 2300 anos, uma emancipa&ccedil;&atilde;o iminente dos judeus e da Terra Santa, que vinham sendo pisados pela domina&ccedil;&atilde;o gentia. Ele concluiu (embora tenha duvidado disto mais tarde) 36 que &ldquo;estamos pr&oacute;ximos, se n&atilde;o bem no meio, dos eventos ligados &agrave; purifica&ccedil;&atilde;o do santu&aacute;rio&rdquo;. Em sua obra A Restitui&ccedil;&atilde;o ele disse que &ldquo;todo o Israel&rdquo; &ndash; os salvos dentre os judeus de todas as &eacute;pocas &ndash; seriam reunidos para herdar o reino na Nova Terra para sempre na primeira ressurrei&ccedil;&atilde;o, embora tenha acrescentados que os santos gentios o partilhariam junto com eles; e rejeitou algum tempo de oportunidade ap&oacute;s o Advento. 37 Em novembro de 1848, Mordecai M. Noah, um jornaleiro judeu da cidade de Nova Iorque, deu uma palestra &ndash; amplamente divulgada na imprensa &ndash; sobre a chegada de um &ldquo;mensageiro&rdquo; de Jerusal&eacute;m solicitando caridade para os judeus de l&aacute;. Sua orat&oacute;ria carregada de palavras emotivas transformou um apelo por fundos (para construir uma sinagoga em Jerusal&eacute;m) num sonido de trombeta anunciando a emancipa&ccedil;&atilde;o dos judeus e prenunciando sua restaura&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os trov&otilde;es come&ccedil;am a ribombar por toda a Europa; &hellip; o Sol da Liberdade come&ccedil;a a nascer; as cadeias dos judeus s&atilde;o rompidas, e eles s&atilde;o elevados &agrave; categoria de homens. &hellip; O Sult&atilde;o da Turquia, seguindo a marcha das na&ccedil;&otilde;es civilizadas, diz para os judeus que est&atilde;o dentro de seus dom&iacute;nios &ndash; &ldquo;Voc&ecirc;s est&atilde;o livres; voc&ecirc;s t&ecirc;m minha permiss&atilde;o para erigir uma sinagoga em Jerusal&eacute;m[&rdquo;]; e mensageiros s&atilde;o enviados, como o foram nos dias de Salom&atilde;o, para pedir a ajuda de seus irm&atilde;os no mundo todo. &hellip; Quando a trombeta soa no Monte Si&atilde;o, todo ouvido se abre, todo cora&ccedil;&atilde;o dispara. Sei muito bem que h&aacute; muitos judeus ao redor do mundo que olham apara a restaura&ccedil;&atilde;o de seus irm&atilde;os na Terra Santa como um evento poss&iacute;vel nas grandes mudan&ccedil;as que podem ocorrer daqui por diante. &hellip;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta permiss&atilde;o para lan&ccedil;ar uma pedra angular uma vez mais em Jerusal&eacute;m, para erigir um magnificente templo&hellip; &eacute; &hellip; um pren&uacute;ncio das grande promessas do futuro. 38<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Copiado de um jornal para outro, a verbosidade de Noah se reduzia a uma not&iacute;cia: &ldquo;Reconstru&ccedil;&atilde;o do Templo Judaico&rdquo;. 39 Havia outras interpreta&ccedil;&otilde;es prof&eacute;ticas jornal&iacute;sticas em circula&ccedil;&atilde;o. Uma hist&oacute;ria de jornal anunciava que ricos financistas judeus da fam&iacute;lia Rothschild estavam negociando a compra da terra de Cana&atilde; para os judeus. 40 &Agrave; medida que se aproximava o ano de 1850, a imprensa citava v&aacute;rios progn&oacute;sticos de eventos momentosos &ndash; sendo um deles uma &ldquo;profecia&rdquo; do s&eacute;culo dezessete de que haveria levantes das na&ccedil;&otilde;es no meio do s&eacute;culo dezenove, que um &ldquo;pr&iacute;ncipe do norte&rdquo; devastaria a Europa, e que &ldquo;um novo pastor, o &uacute;ltimo&rdquo; viria e traria paz. 41 Estas hist&oacute;rias de jornais eram coletadas por alguns escritores adventistas &ndash; por alguns, para serem refutadas; por outros, para serem apresentadas como sinais dos tempos. 42 Tornaram-se mais numerosos que nunca os indiv&iacute;duos que marcavam datas para 1850. Provavelmente uma das raz&otilde;es para isto, al&eacute;m dos eventos mundiais, era o fato de que 1850 era a data mais distante para a qual se podia estender os 2300 dias pela mudan&ccedil;a das 70 semanas, sem divorciar as &uacute;ltimas da data da crucifix&atilde;o (embora, de qualquer forma, quando 1850 passou alguns conseguiram estender os 2300 dias para 1851). 43<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Adventistas do S&eacute;timo dia e a Fixa&ccedil;&atilde;o de Datas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto Tiago e Ellen White estavam morando em Oswego, estado de Nova Iorque, em 1849 e 1850, viram-se tendo de contender com dois pregadores adeptos da fixa&ccedil;&atilde;o de datas que imprimiam ali um jornal, The Watchman, para proclamar o Advento em 1850. 44 Os adventistas do s&eacute;timo dia eram doutrinariamente imunes a qualquer mudan&ccedil;a dos 2300 dias ou 70 semanas, contudo estavam expostos a todas estas no&ccedil;&otilde;es que eram apresentadas ou refutadas nos outros peri&oacute;dicos adventistas. Embora Tiago White conservasse a fixa&ccedil;&atilde;o de datas fora de seus pr&oacute;prios peri&oacute;dicos (a Present Truth, a Advent Review, e a Review and Herald), dois de seus irm&atilde;os publicaram sua pr&oacute;pria fixa&ccedil;&atilde;o de datas: Hiram Edson para 1850 e Jos&eacute; Bates para 1851. O livreto de Edson publicado em 1849 predizia com grande certeza o encerramento da gra&ccedil;a naquele ano e o Segundo Advento em 1850; o panfleto de Bates publicado em 1850 n&atilde;o apresentava uma predi&ccedil;&atilde;o positiva, mas apresentava em sua conclus&atilde;o, de maneira suficientemente clara, o ponto de de que o minist&eacute;rio de Cristo no Santo dos Santos duraria sete anos (a partir de 1844). 45 Ambos datavam &ldquo;a plenitude dos gentios&rdquo; e o fim dos &ldquo;tempos dos gentios&rdquo; em 1844, e ambos acreditavam que isto traria uma mudan&ccedil;a a um &ldquo;remanescente&rdquo; de Israel, 46 contudo nenhum dos dois adotou o ponto de vista literalista. Vemos aqui a influ&ecirc;ncia da obra de Litch publicada em 1848 e j&aacute; mencionada?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora Bates se referisse s&oacute; ligeiramente &agrave; &ldquo;miseric&oacute;rdia sendo estendida a um remanescente do Israel literal&rdquo;, Edson escreveu todo um panfleto sobre &ldquo;o retorno final dos judeus em 1850&rdquo;. 47 Ele citou relatos de jornais dos levantes europeus, e o floreado discurso de Noah. Concluiu que em 1844 havia terminado o pisar o santu&aacute;rio, e que1850 veria 144.000 judeus reunidos em Jerusal&eacute;m e selados. Uma vez que seu termo &ldquo;judeus&rdquo; inclu&iacute;a tamb&eacute;m os gentios enxertados que recebem o selo (o s&aacute;bado), sua linguagem quase parece convidar o leitor a ir &agrave; &ldquo;velha Jerusal&eacute;m&rdquo;, embora ele na verdade n&atilde;o diga isso. 48 E ele definitivamente n&atilde;o era um literalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nenhuma dessas duas publica&ccedil;&otilde;es particulares parece ter tido vasta influ&ecirc;ncia sobre os adventistas do s&eacute;timo dia, e ambos os homens abandonaram seus conceitos at&iacute;picos quase antes da tinta secar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1850 David Arnold, escrevendo na Present Truth, citou semelhantemente o discurso de Noah como evid&ecirc;ncia de que os judeus j&aacute; n&atilde;o estavam pisados desde o final dos tempos dos gentios, em 1844. 49 Provavelmente Tiago White permitiu esse artigo em suas colunas porque se opunha &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o de datas em 1850, e n&atilde;o ensinava na verdade o literalismo. Estas produ&ccedil;&otilde;es mostram a necessidade das mensagens da Sr&ordf; White em 1850 e 1851 para guardar seus irm&atilde;os contra alguns dos ventos de doutrina da &eacute;poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Controv&eacute;rsia da Era Por Vir<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, os ventos de doutrina ganharam for&ccedil;a de um furac&atilde;o em 1850 entre os adventistas &ndash; especialmente entre o grupo da maioria &ndash; com respeito &agrave; &ldquo;era por vir&rdquo;. Este era um novo nome para o velho literalismo que os mileritas haviam denunciado como &ldquo;juda&iacute;smo&rdquo;. O resultado foi o surgimento de um partido da era por vir, n&atilde;o-organizado mas distinto, abrangendo aqueles que adotaram o conceito literalista do mil&ecirc;nio.50 Os principais expoentes o descreviam de forma ligeiramente variada, mas todos eles o viam como um per&iacute;odo de continua&ccedil;&atilde;o da gra&ccedil;a, com judeus mortais na Jerusal&eacute;m literal. Alguns adeptos do ensino da era por vir acabaram por fim se organizando em denomina&ccedil;&otilde;es que traziam o nome de Igreja de Deus: uma (que observava o domingo) foi a Igreja de Deus da F&eacute; Abra&acirc;mica (Oregon, Illinois), e o outro grupo (sabatista) &ndash; atrav&eacute;s de duas ramifica&ccedil;&otilde;es sa&iacute;das dos adventistas do s&eacute;timo dia &ndash; se tornou a Igreja de Deus (Denver, Colorado) e outras corpora&ccedil;&otilde;es relacionadas a ela, inclusive a que mais tarde se tornou conhecida como Igreja de Deus Mundial. 51 De onde veio a doutrina da era por vir que esteve em voga na d&eacute;cada de 1850? Possivelmente tenha se originado principalmente das publica&ccedil;&otilde;es literalistas brit&acirc;nicas que haviam circulado entre os mileritas. Contudo, o nome parece ter vindo do t&iacute;tulo dos editoriais de 1850, e do livro de 1851, ambos da autoria de Joseph Marsh. Certamente seu peri&oacute;dico, The Advent Harbinger (Rochester, New York), se tornou o ponto de an&uacute;ncio da doutrina, embora outros a tenham ensinado antes dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frase &ldquo;era por vir&rdquo;, e o que foi possivelmente um ligeiro pren&uacute;ncio do esquema milenial de Marsh, j&aacute; podia ser encontrado em 1846 numa obscura por&ccedil;&atilde;o do artigo de O. R. L. Crosier sobre o santu&aacute;rio num Day-Star Extra. Contudo, n&atilde;o fica evidente nenhuma influ&ecirc;ncia dele sobre Marsh; Crosier, embora fizesse parte da equipe editorial do Advent Harbinger desde 1847, s&oacute; escreveu alguma coisa ali sobre a era por vir em 1850, depois de Marsh ter escrito sobre isto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O artigo de Crosier no Day-Star continha a declara&ccedil;&atilde;o original por inteiro da doutrina do santu&aacute;rio, baseada na expli&ccedil;&atilde;o de Hiram Edson em 23 de outubro sobre o desapontamento milerita. Ele foi reimpresso em parte por Tiago White em setembro de 1850, 52 mas a se&ccedil;&atilde;o que tem o t&iacute;tulo &ldquo;A Era por Vir&rdquo; &eacute; pouco conhecida porque foi omitida na reimpress&atilde;o. (A omiss&atilde;o era l&oacute;gica, n&atilde;o s&oacute; porque era irrelevante para o tema principal, mas tamb&eacute;m porque nessa ocasi&atilde;o &ldquo;era por vir&rdquo; tinha se tornado o t&iacute;tulo do mil&ecirc;nio &ldquo;judaico&rdquo;. Nesta se&ccedil;&atilde;o Crosier descreve o mil&ecirc;nio como um tempo de restitui&ccedil;&atilde;o, uma transi&ccedil;&atilde;o gradual que precede a Nova Terra. Ele a chama de &ldquo;uma era de reparos, nos quais os santos imortais se empenhar&atilde;o&rdquo;, uma era em que &ldquo;os cativos de Si&atilde;o&rdquo; (que ele n&atilde;o define quem s&atilde;o) ser&atilde;o purificados do pecado e possuir&atilde;o &ldquo;sua &lsquo;pr&oacute;pria terra&rsquo;, e as ru&iacute;nas ser&atilde;o edificadas&rdquo;. Ent&atilde;o Satan&aacute;s reunir&aacute; &ldquo;os pag&atilde;os&rdquo; contra a cidade querida.53 As palavras usadas s&atilde;o demasiado indefinidas para indicar sua fonte ou seu poss&iacute;vel efeito sobre o desenrolar posterior dos fatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras poss&iacute;veis fontes de influ&ecirc;ncia sobre a doutrina da era por vir de Marsh, surgida em 1850, poderiam ser dois outros que apresentaram conceitos literalistas em 1846 e 1848: J. B. Cook, da Nova Inglaterra (que, como Crosier, guardou o s&aacute;bado por um pouco de tempo, escreveu em favor dele, e depois o abandonou), e Henry Grew, da Filad&eacute;lfia (que escreveu um tratado o qual levou Storrs ao conhecimento da doutrina da imortalidade condicional). 54<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda em novembro de 1849, Marsh reafirmou mais uma vez, em ess&ecirc;ncia, a posi&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o do mil&ecirc;nio defendida pelos mileritas, exceto pela omiss&atilde;o da renova&ccedil;&atilde;o da Terra no Advento. Contudo ele declarou que nunca havia tomado uma posi&ccedil;&atilde;o definitiva sobre a natureza do mil&ecirc;nio. Em dezembro, ao apresentar trechos de um autor literalista, ainda professava estar em desacordo com ele sobre o retorno literal dos judeus &agrave; Palestina e sobre a oportunidade de salva&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o Segundo Advento. 55 Ent&atilde;o vieram, a partir de janeiro de 1850, seus editoriais sobre a &ldquo;Era por Vir&rdquo;, que introduziram um conceito literalista ap&oacute;s o outro. Ou seu &ldquo;desacordo&rdquo; se limitava a pequenos detalhes, ou ele estava mudando de posi&ccedil;&atilde;o. A partir do in&iacute;cio de 1850 come&ccedil;aram a aparecer no Harbinger artigos de Grew, Cook, e outros que haviam defendido conceitos literalistas antes de Marsh. O Advent Herald se levantou em defesa da &ldquo;f&eacute; original adventista&rdquo;. Na confer&ecirc;ncia realizada em Nova Iorque em maio, Himes falou com &ecirc;nfase: Falamos da apostasia de conceitos adventistas. Sim, h&aacute; apostasias &ndash; e s&eacute;rias. O juda&iacute;smo est&aacute; sendo ensinado. Se os irm&atilde;os n&atilde;o pretendem ensin&aacute;-lo, que eles nos digam isso, e n&atilde;o que ensinem isto sob o disfarce de Adventismo. Juda&iacute;smo e Adventismo s&atilde;o duas coisas diferentes. Temos estado batalhando contra o primeiro desde o princ&iacute;pio; e quando quer que nossos irm&atilde;os o tenham adotado, eles os enfeiti&ccedil;ou completamente. 56<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marsh respondeu, objetando que seus artigos tinham sido mal compreendidos, mas a confer&ecirc;ncia nomeou uma comiss&atilde;o para escrever um &ldquo;discurso&rdquo; tratando das atuais &ldquo;apostasias&rdquo;. Este discurso, reafirmando a declara&ccedil;&atilde;o de 1845 de Albany e atacando a doutrina da era por vir, foi apresentado a uma segunda confer&ecirc;ncia, realizada em Boston no final de maio, e por ela adotado. 57<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marsh retorquiu editorialmente que sua doutrina tinha &ldquo;sido rotulada pelo Herald e pela Confer&ecirc;ncia de Boston com o odioso ep&iacute;teto &lsquo;Juda&iacute;smo&rsquo;&rdquo;, embora o Herald tivesse publicado os escritos dos literalistas brit&acirc;nicos, que &ldquo;defendem um retorno literal dos judeus &agrave; Palestina e a oportunidade de salva&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o advento&rdquo;. 58 Sua tentativa de dizer que n&atilde;o defendia estes dois pontos se baseava numa diferen&ccedil;a da espessura de um fio de cabelo no significado de algumas palavras. 59 Provavelmente a cont&iacute;nua oposi&ccedil;&atilde;o o levou a tomar uma posi&ccedil;&atilde;o mais firme em seu livro de 1851, A Era por Vir, o qual declarava seus conceitos literalistas mais amplamente. 60 Marsh ensinava as principais doutrinas literalistas do mil&ecirc;nio: continua&ccedil;&atilde;o da oportunidade de salva&ccedil;&atilde;o para os mortais deixados na Terra; os descendentes crentes de Israel numa posi&ccedil;&atilde;o especial no reino dav&iacute;dico; o templo de Ezequiel e os sacrif&iacute;cios comemorativos; a &ldquo;velha Jerusal&eacute;m&rdquo; reconstru&iacute;da, purificada e glorificada como a capital do imp&eacute;rio milenial (n&atilde;o a Nova Jerusal&eacute;m e a Nova Terra). 61 Contudo, nem ele nem seu associado Crozier (como o nome estava sendo escrito nessa &eacute;poca) defendia um retorno literal dos judeus para a Palestina antes do Advento, como Grew e Cook defendiam. 62 Marsh reimprimiu no Advent Harbinger sele&ccedil;&otilde;es de obras literalistas. Ele abriu suas colunas para Storrs, que ali promoveu um livro sobre o Israelismo Brit&acirc;nico, ensinando a heran&ccedil;a da Palestina pelos supostos descendentes brit&acirc;nicos das dez tribos, juntamente com um Jud&aacute; judaico. 63 Mas essa doutrina n&atilde;o parece ter sido uma quest&atilde;o importante na controv&eacute;rsia da era por vir. As principais cita&ccedil;&otilde;es mencionadas como erros no &ldquo;discurso&rdquo; da Confer&ecirc;ncia de 1850 de Boston, foram as seguintes, extra&iacute;das dos editoriais de Marsh sobre a era por vir, e que na maior parte tratam da Jerusal&eacute;m restaurada e do perd&atilde;o ap&oacute;s o Advento: &ldquo;Jerusal&eacute;m ser&aacute; recuperada das m&atilde;os dos gentios e adaptada para ser o local do trono de Sua gl&oacute;ria.&rdquo; 64<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Numerosas profecias predizem de maneira t&atilde;o clara e positiva a reconstru&ccedil;&atilde;o de Jerusal&eacute;m novamente como predizem sua queda. E como eles reconstruir&atilde;o Jerusal&eacute;m como a gloriosa cidade do Senhor durante Seu reino milenial, &eacute; evidente que a nova Jerusal&eacute;m, que n&atilde;o deve ser reconstru&iacute;da, n&atilde;o pode ser essa cidade.&rdquo; &hellip; &ldquo;Ela [a passagem de Isa&iacute;as 54] n&atilde;o fala da nova Jerusal&eacute;m que dever&aacute; estar localizada na Nova Terra, mas da Jerusal&eacute;m literal em seu estado redimido, purificado, embelezado e glorificado, na Era por vir, sob o reino milenial de Cristo.&ldquo; &hellip; &ldquo;Ap&oacute;s o encerramento desta era do evangelho, Cristo iria &lsquo;voltar&rsquo; e reconstruir novamente o tabern&aacute;culo de Davi, que foi derrubado. &hellip; Isto n&atilde;o pode ser a Nova Jerusal&eacute;m ou o &lsquo;tabern&aacute;culo de Deus&rsquo; (Apoc. 21:3), pois ele nunca foi derrubado.&rdquo; &hellip; Somos for&ccedil;ados a concluir que h&aacute; tr&ecirc;s Jerusal&eacute;ns mencionadas na B&iacute;blia: 1. Jerusal&eacute;m, que est&aacute; pisada, e agora em escravid&atilde;o. 2. Jerusal&eacute;m, redimida, reconstru&iacute;da,&hellip; a cidade querida durante Seu reino milenial sobre a Terra; e 3. A nova Jerusal&eacute;m que descer&aacute; do C&eacute;u da parte de Deus ap&oacute;s o t&eacute;rmino dos mil anos do reinado de Cristo. 65 &ldquo;Esta profecia [Isa. 66:15-24] primeiro prediz claramente a vinda do Senhor; depois nos informa que &lsquo;ser&atilde;o muitos os mortos da parte do Senhor&rsquo; naquele dia, mas nos d&aacute; a entender que &lsquo;alguns [ser&atilde;o] salvos&rsquo; desta destrui&ccedil;&atilde;o, os quais, cremos, n&atilde;o ser&atilde;o ent&atilde;o transformados para a imortalidade, mas ser&atilde;o enviados para declarar a fama e gl&oacute;ria do Senhor aos gentios, e &agrave;s ilhas que n&atilde;o ouviram Sua fama nem viram Sua gl&oacute;ria.&rdquo;&hellip;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Os restantes das na&ccedil;&otilde;es, que escaparem da grande destrui&ccedil;&atilde;o na vinda de Cristo ou pr&oacute;ximo a ela, ser&atilde;o favorecidos com o gracioso privil&eacute;gio de se submeterem a Sua lei universal; mas no caso de n&atilde;o-aceita&ccedil;&atilde;o de Sua oferta de miseric&oacute;rdia, em vez de repreens&otilde;es e s&uacute;plicas, como nesta era de gra&ccedil;a, os ofensores receber&atilde;o a r&aacute;pida execu&ccedil;&atilde;o de ju&iacute;zos.&rdquo; 66 Em v&aacute;rios editoriais e artigos no Harbinger em 1850 e 1851, as frases &ldquo;Jerusal&eacute;m reconstru&iacute;da&rdquo; ou &ldquo;reedificada&rdquo; e &ldquo;reedificar o tabern&aacute;culo de Davi&rdquo; ocorrem repetidamente em conex&atilde;o com o reino milenial. 67<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Resposta Adventista<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como Himes e o grupo da maioria reagiram &agrave; doutrina da era por vir? Sustentaram que n&atilde;o havia profecia que ainda precisasse ser cumprida numa era futura antes do final do tempo de gra&ccedil;a, e que as promessas feitas a Israel estavam sendo mal interpretadas. Contra o novo &ldquo;juda&iacute;smo&rdquo;, os escritores do Advent Herald repetiram os mesmos argumentos escritur&iacute;sticos que haviam sido empregados no per&iacute;odo de Miller, e os mesmos que foram usados mais tarde pelos pioneiros adventistas do s&eacute;timo dia. Alguns destes, quando usados hoje, s&atilde;o considerados novos por aqueles que n&atilde;o conhecem o que os antigos adventistas &ndash; e adventistas do s&eacute;timo dia &ndash; diziam sobre este assunto. Os principais pontos apresentados pelos v&aacute;rios escritores podem ser assim relacionados: 68 1. As promessas do Reino para o antigo Israel eram condicionais. &ldquo;Muitas delas foram feitas a eles [os judeus] condicionalmente, e como n&atilde;o houve cumprimento das condi&ccedil;&otilde;es, as promessas agora n&atilde;o s&atilde;o agora v&aacute;lidas para eles.&rdquo; . &ldquo;Aqui [em Jer. 18:7-10] temos as invari&aacute;veis condi&ccedil;&otilde;es sob as quais s&atilde;o dadas todas as promessas nacionais.&rdquo; 69 2. Estas promessas foram perdidas pelo n&atilde;o-cumprimento das condi&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Quando Ele [Cristo] veio, &hellip; e Sua na&ccedil;&atilde;o O rejeitou, o tempo de oportunidade para eles terminou. &hellip; O tempo de oportunidade nacional para receberem a heran&ccedil;a e o reino [de Deus] estava no fim.&rdquo; 70 [citado Mateus 21:43.] 3. Estas profecias retratam o que poderia ter sido se as condi&ccedil;&otilde;es tivessem sido cumpridas. &ldquo;Se eles [os judeus como na&ccedil;&atilde;o] tivessem sido fi&eacute;is a suas obriga&ccedil;&otilde;es de alian&ccedil;a, quer parecer que teriam sido finalmente aben&ccedil;oados de maneira semelhante &agrave;s b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os prometidas na Nova Terra.&rdquo; &hellip; &ldquo;[Ap&oacute;s o cativeiro babil&ocirc;nico] o completo arrependimento e a continuidade da obedi&ecirc;ncia lhes teriam novamente assegurado a promessa &hellip; das condi&ccedil;&otilde;es ideais de vida prometidas a seus pais, e por eles perdidas.&rdquo; 71 &ldquo;Se a na&ccedil;&atilde;o houvesse &hellip; aceitado a Cristo, n&atilde;o teria ca&iacute;do, mas teria, como na&ccedil;&atilde;o, tido as vantagens sobre todas as outras na&ccedil;&otilde;es. &hellip; Se com a queda deles e a diminui&ccedil;&atilde;o do seu n&uacute;mero, os gentios foram enriquecidos, quanto mais teriam eles sido enriquecidos se o pleno n&uacute;mero (a plenitude&hellip;) dos judeus tivesse crido.&rdquo; 72 4. Algumas destas profecias foram cumpridas para os judeus no passado. &ldquo;As profecias que se destinam a apresentar aos judeus e a Jerusal&eacute;m uma esperan&ccedil;a futura [incluem] as profecias que se referiam &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o dos judeus do cativeiro em Babil&ocirc;nia.&rdquo; 73 5. Algumas seer&atilde;o cumpridas para o &ldquo;verdadeiro Israel&rdquo; na recompensa final dos salvos. &ldquo;Ent&atilde;o [na ressurrei&ccedil;&atilde;o dos justos] ser&aacute; verificada a antiga promessa: &lsquo;Eis que abrirei as vossas sepulturas, &hellip; &oacute; povo Meu, e vos trarei &agrave; terra de Israel&rsquo;. Os patriarcas e sua verdadeira descend&ecirc;ncia herdar&atilde;o o territ&oacute;rio prometido quando viverem no estado ressuscitado.&rdquo; 74 6. As profecias do Velho Testamento devem ser compreendidas em harmonia com a interpreta&ccedil;&atilde;o inspirada do Novo Testamento &ldquo;[Algumas promessas] s&atilde;o explicadas pelos comentaristas inspirados do Novo Testamento, a fim de serem v&aacute;lidas para todos os que s&atilde;o da f&eacute; de nosso pai Abra&atilde;o, para todos os que s&atilde;o enxertados na boa oliveira.&rdquo; 75 &ldquo;Se n&atilde;o tiv&eacute;ssemos nenhuma exposi&ccedil;&atilde;o inspirada [do Novo Testamento] sobre as promessas relacionadas &agrave; heran&ccedil;a de &lsquo;Abra&atilde;o e a sua posteridade&rsquo;, haveria alguma desculpa para se aplicar as promessas a Abra&atilde;o e sua posteridade segundo a carne. &hellip; Mas precisar&iacute;amos de uma nova revela&ccedil;&atilde;o antes de ousarmos aplicar essas promessas aos judeus como tais, &hellip; pois Paulo as aplicou de outra forma.&rdquo; 76 Para todos estes argumentos contra a interpreta&ccedil;&atilde;o &ldquo;judaizante&rdquo; os escritores citavam v&aacute;rios textos b&iacute;blicos. &Eacute; verdade que nem todos eles ficaram dentros dos limites adequados da evid&ecirc;ncia b&iacute;blica. Alguns deles &ndash; da mesma forma que, infelizmente, certos sucessores adventistas do s&eacute;timo dia em anos posteriores &ndash; se meteram em apuros e disseram que, uma vez que as profecias n&atilde;o prometiam aos judeus literais uma restaura&ccedil;&atilde;o futura como teocracia, nunca haveria, de forma alguma, uma na&ccedil;&atilde;o judaica na Palestina. Mas alguns deles, mais de um s&eacute;culo atr&aacute;s, salientaram a distin&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida entre um retorno como uma entidade pol&iacute;tica, nacional, e um retorno como a teocracia predita nas profecias divinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o um Cumprimento de Profecia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tome Himes, por exemplo. O que ele teria dito se pudesse ter olhado numa bola de cristal e visto o estabelecimento do estado de Israel no s&eacute;culo vinte? Teria decidido que os conceitos prof&eacute;ticos dos adeptos da era por vir afinal de contas estavam certos? Dificilmente &ndash; n&atilde;o mais do que teria adotado a doutrina do Israel Brit&acirc;nico se tivesse visto Allenby entrando em Jerusal&eacute;m e a Liga das Na&ccedil;&otilde;es estabelecendo o Mandato Brit&acirc;nico na Palestina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele teria dito, presumivelmente, exatamente o que j&aacute; dizia em 1849, ao discutir as grandes expectativas de M. M. Noah: que mesmo que os judeus pudessem ser restaurados nacionalmente na Palestina sob condi&ccedil;&otilde;es de teste, sua ocupa&ccedil;&atilde;o da terra n&atilde;o constituiria um cumprimento das profecias. A promessa, diz Himes, era da &ldquo;terra &hellip; em possess&atilde;o perp&eacute;tua.&rdquo; &hellip; Uma simples peregrina&ccedil;&atilde;o na terra da promessa n&atilde;o poderia ser um cumprimento dela. &hellip; Assim como uma mera resid&ecirc;ncia naquela terra, quer como na&ccedil;&atilde;o ou como indiv&iacute;duos, n&atilde;o era a possess&atilde;o prometida, assim a continua&ccedil;&atilde;o mais longa dos judeus, ou outra restaura&ccedil;&atilde;o deles ali, sob as mesmas condi&ccedil;&otilde;es de teste, n&atilde;o seria ou n&atilde;o poderia ser um cumprimento da promessa.&rdquo; 77 Curiosamente, Crozier, no campo da era por vir, disse quase a mesma coisa mais tarde. Uma vez que ele ensinava a restaura&ccedil;&atilde;o literal de Israel durante o mil&ecirc;nio, contendia com aqueles que esperavam que ela come&ccedil;asse antes do Segundo Advento. Mesmo que Rothschild comprasse a Palestina, reunisse os judeus e reconstru&iacute;sse o templo, declarou ele, isso n&atilde;o seria um cumprimento da profecia. 78 E isso n&atilde;o era novo. J&aacute; em 1842 Henry Dana Ward havia escrito: &ldquo;Se eles fossem restaurados &agrave; Palestina hoje, n&atilde;o poderiam t&ecirc;-la mais do que Jeft&aacute; [sic], Samuel e Davi a tiveram; mas como a posse deles n&atilde;o foi a posse prometida [pois todos estes &lsquo;n&atilde;o obtiveram &hellip; a concretiza&ccedil;&atilde;o da promessa&rsquo; (Heb. 11:39 e 40 citados)], a posse por judeus modernos tamb&eacute;m n&atilde;o seria a posse prometida. &hellip; Aqueles que a herdarem com [Abra&atilde;o e Cristo] n&atilde;o a esperar&atilde;o nesta vida mortal, mas na ressurrei&ccedil;&atilde;o e na vida eterna.&rdquo; 79 Os adventistas do s&eacute;timo dia, ainda um pequeno grupo minorit&aacute;rio, permaneceu fora da controv&eacute;rsia de 1850; na verdade, dificilmente teriam sido aceitos como aliados por qualquer dos dois lados. O partido do Advent Herald de Himes e os adeptos da era por vir de Marsh reconheciam-se mutuamente como irm&atilde;os em erro, mas consideravam os adventistas do s&eacute;timo dia como totalmente fora de seu &acirc;mbito. Estes &uacute;ltimos, por sua vez, consideravam os outros dois como tendo se afastado da mensagem adventista original e rejeitado a nova luz sobre o s&aacute;bado. 80 Mas a doutrina adventista do s&eacute;timo dia sobre o mil&ecirc;nio impedia a aceita&ccedil;&atilde;o dos conceitos da era por vir: com todos os redimidos no C&eacute;u e nenhum ser humano deixado vivo na Terra, simplesmente n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o quer para uma oportunidade de salva&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o Segundo Advento ou para um reino milenial &ldquo;judaizante&rdquo; na Terra. Da mesma forma que o ponto de vista &ldquo;anti-judaizante&rdquo; dos mileritas, a cren&ccedil;a adventista do s&eacute;timo dia n&atilde;o tinha nada a ver com os judeus ou com sua religi&atilde;o ou status nacional. Ela se opunha a uma espec&iacute;fica interpreta&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica crist&atilde;, a saber: a aplica&ccedil;&atilde;o de certas profecias a um esperado ajuntamento e convers&atilde;o dos judeus, e ao lugar deles num reino &ldquo;dav&iacute;dico&rdquo; sobre a Terra durante o mil&ecirc;nio. (Uma opini&atilde;o a favor da interpreta&ccedil;&atilde;o literalista &ldquo;judaizante&rdquo; das profecias, ou contra ela, n&atilde;o torna algu&eacute;m pr&oacute; israelita ou anti-israelita, da mesma forma que a aceita&ccedil;&atilde;o ou rejei&ccedil;&atilde;o da alega&ccedil;&atilde;o do Israel Brit&acirc;nico n&atilde;o torna algu&eacute;m pr&oacute; ou anti-Brit&acirc;nico.) 81<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meshullam e a Velha Jerusal&eacute;m<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se em 1850 e 1851 os adventistas do s&eacute;timo dia defendiam doutrinas incompat&iacute;veis com os v&aacute;rios ensinos contempor&acirc;enos sobre &ldquo;o tempo&rdquo;, a &ldquo;era por vir&rdquo; e os judeus, por que ent&atilde;o eles precisavam dos conselhos da Sr&ordf; White sobre o &ldquo;Tempo do Ajuntamento&rdquo;? Porque eles n&atilde;o estavam isolados da guerra de id&eacute;ias que ocorria nos v&aacute;rios peri&oacute;dicos adventistas. Alguns, como Edson, tinham obviamente sido afetados pelas interpreta&ccedil;&otilde;es prof&eacute;ticas populares na &eacute;poca e pelas not&iacute;cias contempor&acirc;neas. Embora n&atilde;o pare&ccedil;a haver nenhum indicativo de que as insinua&ccedil;&otilde;es de Edson sobre um &ldquo;selamento&rdquo; em 1850 em Jerusal&eacute;m tenha suscitado qualquer interesse de se ir para l&aacute;, contudo de outras regi&otilde;es, nessa mesma &eacute;poca, vieram est&iacute;mulos &agrave; a&ccedil;&atilde;o em conex&atilde;o com &ldquo;a hist&oacute;ria de Meshulam&rdquo;. Em junho de 1850, a Sr&ordf; Clorinda Minor da Filad&eacute;lfia, ap&oacute;s ter retornado de uma visita &agrave; Palestina, publicou um breve esbo&ccedil;o biogr&aacute;fico de John Meshullam &ndash; um judeu crist&atilde;o nascido na Inglaterra que tinha uma fazenda perto de Bel&eacute;m e fazia o que podia para ajudar os judeus indigentes de Jerusal&eacute;m, dando-lhes produtos da colheita ou emprego. No princ&iacute;pio de 1851 ela ampliou sua narrativa, incluindo um relato de suas viagens tirado de seu di&aacute;rio. Neste livro, intitulado Meshullam! Or, Tidings From Jerusalem (Meshullam! ou: Boas Novas de Jerusal&eacute;m), ela solicitava fundos e pessoas para auxiliarem o projeto de Meshullam, 82 que ela investiu de significa&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica. Seu entusiasmo mission&aacute;rio via nas florescentes colheitas dele um sinal de que o favor de Deus estava voltando &agrave; &ldquo;terra&rdquo;. Sua imagina&ccedil;&atilde;o transformou o punhado de lavradores judeus que ele empregava na vanguarda do retorno de Israel a sua terra, e a fantasia dela os viu como conversos em perspectiva que constituiriam o &ldquo;remanescente&rdquo; reunido para dar as boas-vindas ao Messias que voltava a Sua capital, em preparo para a completa restaura&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o Segundo Advento. 83 O plano dela n&atilde;o era s&oacute; coletar dinheiro e suprimentos, mas tamb&eacute;m levar para l&aacute; um grupo de colonizadores. Eles deveriam lavrar o solo e trabalhar pela reabilita&ccedil;&atilde;o dos judeus indigentes de Jerusal&eacute;m, a fim de libert&aacute;-los da depend&ecirc;ncia de seus rabis e do favor financeiro da comunidade judaica internacional, e tamb&eacute;m para convert&ecirc;-los. Numerosos artigos apareceram em 1851 no Advent Harbinger, com J. B. Cook dando entusi&aacute;stico apoio &agrave; Sr&ordf; Minor, mas Marsh pedindo cautela e Crozier por fim desacreditando-a.84 Tanto Marsh quanto Crozier consideravam o projeto dela vision&aacute;rio, de sucesso duvidoso e tamb&eacute;m sem base b&iacute;blica, porque eles n&atilde;o esperavam nenhum retorno dos judeus antes do Advento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No outono seguinte a Sr&ordf; Minor de fato partiu para l&aacute; de navio com um grupo de sete pessoas. Logo, contudo, vieram problemas, m&aacute;s not&iacute;cias, e a separa&ccedil;&atilde;o de Meshullam, que disse n&atilde;o ter nada a ver com sua suposta ajudadora.85 A Sr&ordf; Minor, que observava o s&aacute;bado embora n&atilde;o fosse adventista do s&eacute;timo dia, parece ter tentado sem sucesso induzir os batistas do s&eacute;timo dia a continuarem o projeto dela.86 Uma vez que ela era bem conhecida de alguns dos primeiros adventistas do s&eacute;timo dia,87 &eacute; bem poss&iacute;vel que alguns deles tivesse sido atra&iacute;do por essa ideia de &ldquo;ir &agrave; velha Jerusal&eacute;m&rdquo; se n&atilde;o tivessem sido os conselhos da Sr&ordf;.White sobre o &ldquo;Tempo de Ajuntamento&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">An&aacute;lise das Mensagens<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas mensagens, que forneceram orienta&ccedil;&atilde;o numa &eacute;poca de confus&atilde;o e controv&eacute;rsia,88 revelam unidade e significado em vista de seu contexto. Um estudo deste conselho mostrar&aacute; que cada se&ccedil;&atilde;o era relevante para algum erro ligado direta ou indiretamente com a controv&eacute;rsia da era por vir que estava ocorrendo naquela &eacute;poca:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Tempo do Ajuntamento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[a] &ldquo;No dia 23 de setembro [de 1850], O Senhor mostrou-me que Ele havia estendido a Sua m&atilde;o pela segunda vez para reaver o remanescente de Seu povo, e que se deviam fazer esfor&ccedil;os redobrados neste tempo do ajuntamento. Na dispers&atilde;o, Israel fora castigado e maltratado, mas agora no tempo do ajuntamento, Deus sarar&aacute; o Seu povo e o unir&aacute;. Na dispers&atilde;o fizeram-se esfor&ccedil;os para espalhar a verdade com pouco &ecirc;xito, pouco ou nada tendo sido conseguido; mas no ajuntamento, quando Deus coloca a Sua m&atilde;o para readquirir o Seu povo, esfor&ccedil;os para disseminar a verdade ter&atilde;o o seu esperado efeito. Todos devem estar unidos e cheios de zelo na obra. Vi que era errado se referirem alguns &agrave; dispers&atilde;o, da&iacute; tirando exemplos para nos governar no ajuntamento; pois se Deus n&atilde;o fizesse mais por n&oacute;s agora do que fez ent&atilde;o, Israel jamais seria ajuntado.&rdquo;89 Esta se&ccedil;&atilde;o introdut&oacute;ria mostra claramente que ela aplicou o ajuntamento de Israel a &ldquo;n&oacute;s&rdquo;. Mais tarde ela aproveitou a oportunidade para inserir uma nota explicativa aplicando-o definidamente ao povo do movimento do Advento.90 [b] &ldquo;Tenho visto que o diagrama de 1843 foi dirigido pela m&atilde;o do Senhor, e que ele n&atilde;o deve ser alterado; que as figura&ccedil;&otilde;es eram o que Ele desejava que fossem, e que Sua m&atilde;o estava presente e ocultou um engano em alguma figura&ccedil;&atilde;o, de maneira que ningu&eacute;m pudesse v&ecirc;-lo, at&eacute; que Sua m&atilde;o fosse removida.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cronologia milerita, nos principais pontos, devia ser conservada. As fixa&ccedil;&otilde;es de data que ocorreram em 1850 e 1851 fora do grupo adventista do s&eacute;timo dia, estavam quase todas baseadas em mudan&ccedil;as na data&ccedil;&atilde;o dos 2300 anos. 91 [c] &ldquo;Vi ent&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao &lsquo;cont&iacute;nuo&rsquo; (Dan. 8:12), que a palavra &lsquo;sacrif&iacute;cio&rsquo; foi suprida pela sabedoria humana, e n&atilde;o pertence ao texto, e que o Senhor deu a vis&atilde;o correta [disto] &agrave;queles a quem deu o clamor da hora do ju&iacute;zo. Quando houve uni&atilde;o, antes de 1844, quase todos eram un&acirc;nimes quanto &agrave; maneira correta de entender o &lsquo;cont&iacute;nuo&rsquo;; mas na confus&atilde;o desde 1844, outras opini&otilde;es t&ecirc;m sido abrigadas, seguindo-se trevas e confus&atilde;o. O tempo n&atilde;o tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o ser&aacute;.&rdquo; A refer&ecirc;ncia dela ao &ldquo;cont&iacute;nuo&rdquo; e ao &ldquo;sacrif&iacute;cio&rdquo; n&atilde;o deixava de estar relacionada a um erro concernente ao &ldquo;ajuntamento de Israel&rdquo;. O que ela viu, em rela&ccedil;&atilde;o ao cont&iacute;nuo, foi que &ldquo;a palavra &lsquo;sacrif&iacute;cio&rsquo; foi suprida&rdquo;, e que os mileritas tinham &ldquo;a vis&atilde;o correta&rdquo; disto e que estavam unidos quanto a isto at&eacute; que outras opini&otilde;es surgiram ap&oacute;s 1844. O &ldquo;isto&rdquo; sobre o qual eles unidamente tinham a vis&atilde;o correta poderia gramaticalmente se referir ou (1) ao &ldquo;cont&iacute;nuo&rdquo; em si, ou (2) ao fato de &ldquo;que a palavra &lsquo;sacrif&iacute;cio&rsquo; foi suprida&hellip; e n&atilde;o pertence ao texto&rdquo;. Contra a posi&ccedil;&atilde;o (1) est&aacute; o fato de que ela mais tarde escreveu que n&atilde;o tivera &ldquo;nenhuma instru&ccedil;&atilde;o a respeito do ponto em discuss&atilde;o&rdquo;, sendo que o ponto, mencionado cinco linhas acima (1 ME 164), era &ldquo;o verdadeiro sentido de &lsquo;o cont&iacute;nuo&rsquo;&rdquo;. E em favor do ponto (2) est&aacute; o fato de que os mileritas haviam unida e repetidamente insistido que a palavra &ldquo;sacrif&iacute;cio&rdquo; n&atilde;o estava no texto. Eles usaram este argumento para refutar muitos de seus oponentes que defendiam que a remo&ccedil;&atilde;o do &ldquo;cont&iacute;nuo&rdquo; era a remo&ccedil;&atilde;o dos sacrif&iacute;cios judaicos por Ant&iacute;oco durante um per&iacute;odo de 2300 (ou 1150) dias literais. 92 Eles insistiam que o per&iacute;odo era de 2300 anos, n&atilde;o dias, e que a purifica&ccedil;&atilde;o no final desse tempo n&atilde;o tinha nada a ver com os sacrif&iacute;cios judaicos. Ademais, &eacute; interessante notar que, entre as &ldquo;outras opini&otilde;es&rdquo; abrigadas &ldquo;na confus&atilde;o desde 1844&rdquo; estava pelo menos a exposi&ccedil;&atilde;o de um literalista, a qual interpretava o &ldquo;cont&iacute;nuo&rdquo; como sendo &ldquo;os sacrif&iacute;cios judaicos cont&iacute;nuos que ainda devem ser restaurados&rdquo; num futuro templo, e que computava os 2300 como sendo dias literais.93 Assim, pode ser visto neste par&aacute;grafo que o &ldquo;cont&iacute;nuo&rdquo;, os supostos sacrif&iacute;cios, e &ldquo;o tempo&rdquo; t&ecirc;m, afinal de contas, uma liga&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[d] &ldquo;O Senhor me tem mostrado que a mensagem do terceiro anjo deve ir, e ser proclamada aos dispersos filhos do Senhor, mas n&atilde;o deve estar na depend&ecirc;ncia do tempo. Vi que alguns estavam conseguindo um falso excitamento, despertado por pregarem tempo; mas a mensagem do terceiro anjo &eacute; mais forte do que o tempo possa ser. Vi que esta mensagem pode sustentar o seu pr&oacute;prio fundamento e n&atilde;o necessita de tempo para fortalec&ecirc;-la; e que ela ir&aacute; em grande poder e far&aacute; a sua obra, e ser&aacute; abreviada em justi&ccedil;a.&rdquo; Esta advert&ecirc;ncia contra a liga&ccedil;&atilde;o da terceira mensagem ang&eacute;lica com a fixa&ccedil;&atilde;o de datas foi dada numa vis&atilde;o em 21 de junho de 1851. &Eacute; uma refer&ecirc;ncia direta &agrave; expectativa de Bates a respeito de 1851.94<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[e] &ldquo;Foram-me indicados ent&atilde;o alguns que est&atilde;o em grande erro de crer que &eacute; seu dever ir &agrave; antiga Jerusal&eacute;m, entendendo que t&ecirc;m uma obra a fazer ali antes que o Senhor venha. Tal opini&atilde;o &eacute; de molde a afastar a mente e o interesse da presente obra do Senhor, sob a mensagem do terceiro anjo, pois os que pensam que devem n&atilde;o obstante ir &agrave; velha Jerusal&eacute;m ter&atilde;o sua mente posta ali, e os seus recursos ser&atilde;o tirados da causa da verdade presente para permitir a eles e outros estar ali.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira refer&ecirc;ncia ao suposto dever de ir &agrave; &ldquo;antiga Jerusal&eacute;m&rdquo; (parte da vis&atilde;o de setembro de 1850) 95 rotula isto como um erro presente. [f] &ldquo;Vi que tal miss&atilde;o n&atilde;o realizaria nenhum bem real, que levaria um bom espa&ccedil;o de tempo para levar alguns judeus a se tornarem crentes mesmo na primeira vinda de Cristo, quanto mais no Seu segundo advento. Vi que Satan&aacute;s havia enganado sobremodo alguns neste ponto e que almas a todo o redor deles, neste pa&iacute;s, poderiam ser ajudadas por eles e levadas a guardar os mandamentos de Deus, mas eles as estavam deixando perecer.&rdquo; A segunda refer&ecirc;ncia a ir a Jerusal&eacute;m, e a futilidade disto, foi acrescentada em agosto de 1851, na ocasi&atilde;o em que ela estava reunindo estas mensagens para publica&ccedil;&atilde;o no Experience and Views. Isto foi pouco antes do grupo da Sr&ordf; Minor embarcar, e na pr&oacute;pria ocasi&atilde;o em que estavam sendo feitos apelos em favor de &ldquo;alguns fi&eacute;is colaboradores&rdquo;, para se conseguir mil d&oacute;lares a fim de envi&aacute;-los a Bel&eacute;m para ajudar Meshullam. 96<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[g] &ldquo;Vi tamb&eacute;m que a velha Jerusal&eacute;m jamais seria reconstru&iacute;da, e que Satan&aacute;s estava fazendo o m&aacute;ximo para levar a mente dos filhos do Senhor para essas coisas agora, no tempo do ajuntamento, impedindo-os de dedicar todo o seu interesse &agrave; presente obra do Senhor, levando-os assim a negligenciarem a necess&aacute;ria prepara&ccedil;&atilde;o para o dia do Senhor.&rdquo; A declara&ccedil;&atilde;o de que a velha Jerusal&eacute;m nunca seria reconstru&iacute;da (tamb&eacute;m acrescentada em agosto de 1851) indica claramente que alguns estavam esperando que ela fosse reconstru&iacute;da no futuro. Obviamente esta expectativa de uma futura reconstru&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o a imediata ida l&aacute;, era o olhar &ldquo;para a velha Jerusal&eacute;m&rdquo; que ela identificou com a &ldquo;era por vir&rdquo; do mil&ecirc;nio (por defini&ccedil;&atilde;o, uma era futura).97 Na verdade os escritores da era por vir enfatizavam repetidamente a futura reconstru&ccedil;&atilde;o de Jerusal&eacute;m como a gloriosa capital durante o mil&ecirc;nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito que a era por vir tinha disto fica claro pelo que Marsh escreveu no Advent Harbinger: &ldquo;Numerosas profecias predizem de maneira t&atilde;o clara e positiva a reconstru&ccedil;&atilde;o de Jerusal&eacute;m novamente como predizem sua queda. E como eles reconstruir&atilde;o Jerusal&eacute;m como a gloriosa cidade do Senhor durante Seu reino milenial, &eacute; evidente que a nova Jerusal&eacute;m, que n&atilde;o deve ser reconstru&iacute;da, n&atilde;o pode ser essa cidade. &hellip; N&atilde;o fala da nova Jerusal&eacute;m que dever&aacute; estar localizada na Nova Terra, mas da Jerusal&eacute;m literal em seu estado redimido, purificado, embelezado e glorificado, na Era por vir, sob o reino milenial de Cristo.&rdquo; 98 Portanto &eacute; &oacute;bvio que a nega&ccedil;&atilde;o, por parte da Sr&ordf; White, de que a velha Jerusal&eacute;m seria &ldquo;reconstru&iacute;da&rdquo;, refere-se ao tempo do mil&ecirc;nio, e n&atilde;o a alguma reconstru&ccedil;&atilde;o na era presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Early Writings, p&aacute;gs. 75-76 (it&aacute;licos acrescentados). Para as datas das duas vis&otilde;es, ver Present Truth, 1:86, Novembro de 1850, e Mensagens Escolhidas, livro 1, p&aacute;g. 188.Para os acr&eacute;scimos, ver A Sketch of the Christian Experience and Views of Ellen G. White (geralmente mencionado como Experience and Views), p&aacute;gs. 48 e 62.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Tiago White, Editorial, &ldquo;Our Present Work&rdquo; (Nossa Presente Obra), Review and Herald, 2:12 e 13, 19 de agosto de 1851.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 Ellen G.White, carta 8, 1851, escrita em 12 de novembro para o &ldquo;irm&atilde;o e a irm&atilde; Howland&rdquo;. Referindo-se a alguns que haviam ficado desapontados ao esperar o segundo advento em 1851, ela menciona que lhe havia sido mostrado que alguns, &ldquo;tentando conseguir um substituto ap&oacute;s a passagem do tempo . . . estariam olhando para a velha Jerusal&eacute;m, ou, como a denominavam, a era por vir&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Joseph Marsh, &ldquo;A Era Por Vir,&rdquo; parte 1, Advent Harbinger, n.s. 1:228, 5 de janeiro de 1851.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Josu&eacute; V. Himes, falando numa confer&ecirc;ncia em Nova Iorque, Advent Herald n.s. 5:125, 18 de maio de 1850 (ver tamb&eacute;m Isaac C. Wellcome, History of the Second Advent Message, p&aacute;g. 592). Que &ldquo;Juda&iacute;smo&rdquo; significava a doutrina da &ldquo;era por vir&rdquo; fica claro pelo &ldquo;discurso&rdquo; adotado logo ap&oacute;s uma confer&ecirc;ncia em Boston, que faz cita&ccedil;&otilde;es da s&eacute;rie de Marsh que tem esse t&iacute;tulo; veja os relatos na Advent Herald de 1o e 8 de junho de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Advent Herald, n.s. 5:124, 125, May 18, 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Ibid., p&aacute;g. 124; ver a declara&ccedil;&atilde;o de Miller, ibid., 9:130, 4 de junho de 1845 (tamb&eacute;m reimpresso no Seventh-day Adventist Bible Students&rsquo; Source Book, ed. de 1962, no. 7). Ver tamb&eacute;m o item &ldquo;Adventist,&rdquo; na Seventh-day Adventist Encyclopedia, p&aacute;g. 11<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 &ldquo;Declaration of Principles,&rdquo; Signs of the Times, 5:107, 108, 7 de junho de 1843; tamb&eacute;m reimpresso no Source Book (1962), no. 1084. Ver tamb&eacute;m o item &ldquo;Millerite Movement,&rdquo; na Seventh-day Adventist Encyclopedia, p&aacute;gs. 895, 896; e Source Book, no. 7, nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 Para uma explica&ccedil;&atilde;o milerita da diferen&ccedil;a entre os adventistas, os p&oacute;s-milenialistas (&ldquo;milenistas&rdquo;), e os pr&eacute;milenialistas literalistas (&ldquo;milen&aacute;rios&rdquo;), veja Josiah Litch, &ldquo;The Rise and Progress of Adventism,&rdquo; Advent Shield, 1:47, 48, maio de 1844 (tamb&eacute;m no Source Book, no. 1085). Litch fala do p&oacute;s-milenialismo como tendo &ldquo;prevalecido quase universalmente dez anos atr&aacute;s&rdquo; (Advent Shield, 1:89); e em 1840 ele ainda estava &ldquo;plenamente fixado na mentalidade popular&rdquo; (Henry DanaWard, &ldquo;History and Doctrine of the Millennium,&rdquo; p&aacute;g. 59, no Report of the [First] General Conference of Christians Expecting the Advent). Em 1841 Alexander Campbell o chamou de &ldquo;a teoria protestante&rdquo; em seu resumo destes tr&ecirc;s conceitos mileniais em seu peri&oacute;dico Millennial Harbinger, 5:8, 9, janeiro de 1841 (tamb&eacute;m no Source Book, no. 1077).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 Ward, op. cit., p&aacute;gs. 26, 28. Para estas duas exposi&ccedil;&otilde;es de credo, ver, respectivamente, Philip Schaff, Creeds of Christendom, vol. 3, p&aacute;g. 18, e vol. 1, p&aacute;g. 615, nota 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11 Ver Source Book, nos. 1052, 1073 e nota, 1077 (sobre &ldquo;Mr. Begg&rsquo;s theory&rdquo;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12 Para um exemplo, Henry Jones, Carta, no Signs of the Times, 1:109, 15 de outubro de 1840 (tamb&eacute;m no Source Book, no. 894). Para a diferen&ccedil;a entre Wolff e os adventistas, ver Advent Herald, n.s. 5:102, 27 de abril de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13 Ward, op. cit., p&aacute;g. 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14 Litch, em Advent Shield, 1:92, maio de 1844 (e Source Book, no. 896). Para a correspond&ecirc;ncia, ver Source Book, no. 894.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15 William Miller, Views of the Prophecies, p&aacute;gs. 33-34; Resolu&ccedil;&otilde;es da &ldquo;Confer&ecirc;ncia de Boston sobre o Segundo Advento&rdquo;, realizada em 1842, Signs of the Times, 3:69, 1o. de junho de 1842; &ldquo;Declara&ccedil;&atilde;o de Princ&iacute;pios&rdquo; formulada na Confer&ecirc;ncia de Boston de 1843, ibid., 5:107, 7 de junho de 1843 (tamb&eacute;m no Source Book, nos. 1083, 1084).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16 The American Millenarian, New York. Ver L. E. Froom, Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 4, p. 327 e nota. Sobre os dispensacionalistas, ver George E. Ladd, Crucial Questions About the Kingdom of God, p&aacute;gs. 50-52 (e no Source Book, no. 630); tamb&eacute;m Froom, op. cit., vol. 4, p&aacute;gs. 1220-1227; e Source Book, no. 1073, nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">17 Anthony Ashley, Conde de Shaftesbury, notas de Di&aacute;rio, citado em Edwin Hodder, The Life and Work of the Seventh Earl of Shaftesbury, vol. 1, p&aacute;gs. 310, 311. Ashley era a pessoa mencionada, mas n&atilde;o citada por nome (no Times de Londres, 17 de agosto de 1840, p&aacute;g. 3, col. 5), como o promotor da migra&ccedil;&atilde;o dos judeus para a Palestina patrocinada pelo ocidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18 Hodder, op. cit., vol. 1, p&aacute;g. 377 (cf. p&aacute;gs. 370, 374). Ver tamb&eacute;m Harold Temperley, England and the Near East: The Crimea (1936), p&aacute;g. 443, nota 275; Barbara W. Tuchman, Bible and Sword (1956, 1968), cap. 10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">19 Tuchman, op. cit. (1968 ed.), p&aacute;gs. xi, 197, 208.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20 George Storrs, Editorial, no Bible Examiner, 5:74, maio de 1850; ver tamb&eacute;m ibid., no. 17, 16 de agosto de 1844, p&aacute;gs. [1-5].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21 L. C. Gunn, no Midnight Cry, 7:147, 7 de novembro de 1844; sobre Fitch ver tamb&eacute;m Bible Examiner, no. 17, p&aacute;g. [5], 16 de agosto de 1844.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">22 Day-Star, 7:3, 11 de agosto de 1845. Para a declara&ccedil;&atilde;o de Storr, ver Bible Examiner, n.s. no. 1, p&aacute;gs. [1-3], 16 de julho de 1845; ap&oacute;s isto ele escreveu uma s&eacute;rie sobre &ldquo;Cumprimento Literal da Profecia&rdquo; nessa edi&ccedil;&atilde;o e em edi&ccedil;&otilde;es subseq&uuml;entes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">23 TiagoWhite, na Review and Herald, 7:61, 16 de outubro de 1855.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">24 Declarado nos princ&iacute;pios adotados na Confer&ecirc;ncia de Albany, N.Y., em abril de 1845, e reafirmado em duas confer&ecirc;ncias em 1850. Ver Advent Herald, n.s. 5:124-125, 141, 18 de maio e 1o de junho de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">25 Ver Enoch Jacobs, Editorial, Day-Star, 6:48, 29 de julho de 1845. Este &ldquo;espiritualismo&rdquo; n&atilde;o era o &ldquo;espiritismo&rdquo; (comunica&ccedil;&atilde;o com os esp&iacute;ritos); as batidas das irm&atilde;s Fox s&oacute; surgiram em 1848.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">26 Ver Day-Star, 8:24, novembro de 1845; ibid., 10:20, 21, 28, April 4, 11, 1846; Spiritual Gifts; vol. 2 pp. 58, 63, 68-75. Ver tamb&eacute;m &ldquo;Spiritualism,&rdquo; Seventh-day Adventist Encyclopedia, pp. 1415, 1416.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">27 Por exemplo, Hiram Edson (ver nota 29); Apollos Hale e Joseph Turner, no Advent Mirror, 1:[1,3], janeiro de 1845; Ellen G.White, &ldquo;Fim dos 2300 Dias&rdquo; (vis&atilde;o de fevereiro de 1845), em Primeiros Escritos, p&aacute;g. 55.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">28 Um escritor contempor&acirc;neo (C. B. Hotchkiss, Carta, no Day-Star, 9:63, 28 de fevereiro de 1846), ao resumir as diferen&ccedil;as entre as tr&ecirc;s divis&otilde;es dos adventistas ap&oacute;s 1844 em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; par&aacute;bola dos talentos, chama este grupo do meio de a classe dos dois talentos. Ele aplica os cinco talentos a seu pr&oacute;prio grupo, os &ldquo;espiritualizadores&rdquo;, e o talento enterrado ao grupo da maioria &ndash; a &ldquo;multid&atilde;o&rdquo; que &ldquo;negou que o movimento do d&eacute;cimo dia constituiu o clamor da meia-noite, e que foi um cumprimento de profecia&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">29 Hiram Edson, manuscrito sobre sua explica&ccedil;&atilde;o do desapontamento, citado em F. D. Nichol, The Midnight Cry (1944), p&aacute;gs. 457-458.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">30 Em Review and Herald, 2:96, 17 de fevereiro de 1852; 3:144, 20 de janeiro de 1853.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">31 Ver Present Truth, 1:74, nota 3, maio de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">32 Primeiros Escritos, p&aacute;g. 74.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">33 Ver o artigo &ldquo;Millennium,&rdquo; Seventh-day Adventist Encyclopedia, p&aacute;gs. 886-888. Para declara&ccedil;&otilde;es adventistas do s&eacute;timo dia publicadas em 1850, veja Ellen G. White, vis&atilde;o de 26 de janeiro, em Present Truth, 1:72, abril de 1850; Tiago White, &ldquo;O Dia do Ju&iacute;zo,&rdquo; Advent Review, 1:49-51, setembro de 1850; [Hiram Edson], &ldquo;A Era Por Vir,&rdquo; Advent Review, Extra, [Setembro de 1850], p&aacute;gs. 14, 15; Ellen G. White, em Present Truth, 1:86, novembro de 1850. Esta &uacute;ltima foi uma vis&atilde;o recebida em setembro (intitulada &ldquo;As &Uacute;ltimas Pragas e o Ju&iacute;zo&rdquo;, em Primeiros Escritos, p&aacute;g. 52), mais ou menos da mesma &eacute;poca da se&ccedil;&atilde;o datada de 23 de setembro (na mesma p&aacute;gina em Present Truth), que forma a primeira parte das mensagens sobre o &ldquo;Tempo de Ajuntamento&rdquo; em Primeiros Escritos, p&aacute;gs. 74-76.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">34 Primeiros Escritos, p&aacute;g. 41.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">35 Por exemplo, Guilherme Miller, &ldquo;Recapitula&ccedil;&atilde;o de Smith e Campbell&rdquo;, em sua obra Views, p&aacute;gs. 178, 179; Josias Litch, Prophetic Expositions, vol. 1, p&aacute;g. 70; Himes, Editorial, Advent Herald, n.s. 5:60, 61, 23 de mar&ccedil;o de 1850; [Storrs], no Bible Examiner, reimpresso no Advent Harbinger, n.s. 3:77, 23 de agosto de 1851; Marsh, Editorial, Advent Harbinger, n.s. 2:236, 11 de janeiro de 1851.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">36 Litch, Confer&ecirc;ncia 8 sobre Mateus 24, Advent Herald, n.s. 6:381, 28 de dezembro de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">37 Litch, The Restitution (1848), p&aacute;gs. 80-81, 94-112, 176-177.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">38 Mordecai M. Noah, Discurso de A&ccedil;&atilde;o de Gra&ccedil;as, Weekly Tribune (New York), 2 de dezembro de 1848, p&aacute;g.[3] (esta p&aacute;gina &eacute; datada de 27 de novembro, provavelmente da edi&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">39 Advent Harbinger, 18:5, 23 de dezembro de 1848, citando o Religious Telescope; ver tamb&eacute;m p&aacute;g. 20, 6 de janeiro de 1849, sobre um item do New York Express.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">40 Bible Examiner, 3:58, abril de 1848, citando o Sunday Dispatch.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">41 Uma suposta profecia, &ldquo;De Fluctibus Misticae Navis,&rdquo; encontrada num convento agostiniano, creditada ao Journal of Commerce (New York), 13 de junho de 1849, por D. T. Taylor no Advent Harbinger, n.s. 1:25 [i.e. 52], 4 de agosto de 1849.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">42 Por exemplo, ver os itens mencionados nas notas 38-40.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">43 Baseada na termina&ccedil;&atilde;o da 69a das 70 semanas na cruz, esta data&ccedil;&atilde;o foi apresentada por numerosos escritores nos peri&oacute;dicos adventistas, embora n&atilde;o tenha sido adotada pelos l&iacute;deres. Veja, por exemplo, Thomas Smith, no Advent Herald, n.s. 5: 71, 30 de mar&ccedil;o de 1850 (respondido por Himes); S. Bliss, refutando Stephen Reed, ibid., 6:220, 10 de agosto de 1850; C.Woodward, no Advent Harbinger, n.s. 3:19, 5 de julho de 1851; veja discuss&otilde;es e refuta&ccedil;&otilde;es sobre estas datas na Review and Herald, 1:23, dezembro de 1850; ibid., p&aacute;gs. 49, 52, mar&ccedil;o de 1851.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">44 Foram eles J. C. Bywater e JonasWendall; veja Spiritual Gifts, vol. 2, p&aacute;g. 122; veja tamb&eacute;m men&ccedil;&atilde;o no Present Truth, 1:61, 64, 78, mar&ccedil;o e maio de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">45 Hiram Edson, The Time of the End (1849), p&aacute;gs. 15, 13; Jos&eacute; Bates, An Explanation of the Typical and Antitypical Sanctuary (1850), p&aacute;gs. 10, 11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">46 Nisto discordavam do conceito prevalecente de que os tempos dos gentios se estendiam at&eacute; o Segundo Advento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">47 Bates, p&aacute;g. 12; Edson, An Exposition of Scripture Prophecy (impress&atilde;o particular, 1849; 41 p&aacute;gs.); sobre os Tempos dos Gentios veja p&aacute;gs. 4, 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">48 Edson, An Exposition, p&aacute;gs. 9-13, 19, 20, 30-32, 41.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">49 David Arnold, &ldquo;As Vis&otilde;es de Daniel,&rdquo; Present Truth, 1:59-63, mar&ccedil;o de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">50 Para o resumo feito por Joseph Marsh sobre a doutrina da era por vir, veja sua obra The Age to Come (1851), p&aacute;gs. 125-128. (Para um resumo posterior de um oponente, inclusive variantes desta doutrina, veja J. H. Waggoner, &ldquo;A Era por Vir,&rdquo; Review and Herald, 7: 84, 85, 11 de dezembro de 1855.) Outros adventistas haviam adotado o literalismo antes de Marsh. Storrs j&aacute; foi mencionado. Outros foram J. B. Cook e Henry Grew, ambos os quais escreveram no Advent Harbinger. O. R. L. Crosier tamb&eacute;m advogava este conceito. V&aacute;rios anos mais tarde alguns adventistas do s&eacute;timo dia, liderados por J. M. Stephenson and D. P. Hall, sa&iacute;ram da igreja e formaram uma ramifica&ccedil;&atilde;o da &ldquo;era por vir&rdquo; (ver &ldquo;Messenger Party,&rdquo; Seventh-day Adventist Encyclopedia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">51 Ibid.; tamb&eacute;m &ldquo;Marion Party&rdquo; no mesmo volume. Para as denomina&ccedil;&otilde;es ver tamb&eacute;m U.S. Bureau of the Census, Religious Bodies, 1936, vol. 2, part 1, p&aacute;gs. 36, 46; Frank S. Mead, Handbook of Denominations (1961), p&aacute;gs. 23, 75; sobre a Igreja de Deus no R&aacute;dio, ver as declara&ccedil;&otilde;es autobiogr&aacute;ficas de Herbert W. Armstrong no The Plain Truth, agosto de 1959, p&aacute;g. 15; dezembro de 1959, p&aacute;g. 7; setembro de 1960, p&aacute;gs. 16, 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">52 Advent Review 1:42-47, 57-63, setembro de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">53 Day-Star, Extra, 9:42, 43, 7 de fevereiro de 1846.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">54 J. B. Cook, Carta, no Bible Advocate, 1: 121-123, 24 de outubro de 1846 (sobre sua defesa do s&aacute;bado, ibid., 3:122-123, 129-130, 145-146, edi&ccedil;&otilde;es de 2, 9 e 23 de dezembro de 1847); Henry Grew, Carta, no Advent Harbinger, 17:20, 8 de julho de 1848. Estes dois, e Storrs, escreveram freq&uuml;entemente sobre este assunto no peri&oacute;dico de Marsh em 1850 e 1851.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">55 No Advent Harbinger, n.s. 1:172, 220, edi&ccedil;&otilde;es de 17 de novembro e 29 de dezembro de 1849.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">56 Atas da Confer&ecirc;ncia de New York, Advent Herald, n.s. 5:125, 18 de maio de 1850 (ver tamb&eacute;m suas observa&ccedil;&otilde;es &aacute; p&aacute;g. 124).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">57 Atas da Confer&ecirc;ncia de Boston, ibid., p&aacute;gs. 140-141, e 149-151, 1o e 8 de junho de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">58 Joseph Marsh, Editorial, Advent Harbinger, n.s. 2:12, 29 de junho de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">59 Ibid., n.s. 1:372, 380, 11 e 18 de maio, (cf. n.s. 2:220, 28 de dezembro de 1850, e p&aacute;g. 244, 18 de janeiro de 1851.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">60 Marsh, The Age to Come, p&aacute;gs. 98, 102, 125-128.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">61 Ibid.; tamb&eacute;m os editoriais de Marsh no Advent Harbinger, n.s. 1:284, 23 de fevereiro de 1850; ibid., p&aacute;gs.308, 324, 325, 16 e 30 de mar&ccedil;o de 1850; tamb&eacute;m n.s. 2:244, 245, 18 de janeiro de 1851; n.s. 3:52, 53, 2 de agosto de 1851.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">62 Marsh, The Age to Come, p&aacute;gs. 106-109; Crozier, no Advent Harbinger, n.s. 4:45, 24 de julho de 1852; Grew, ibid., n.s. 2:107, 21 de setembro de 1850, e n.s. 2:388, 24 de maio de 1851; Cook, ibid., n.s. 3:29, 12 de julho de 1851.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">63 Marsh, Advent Harbinger, n.s. 2:12., 29 de junho de 1850. Foram impressos extratos deste livro no Harbinger (Our Israelitish Origin, escrito por um ingl&ecirc;s, John Wilson), por exemplo &agrave; p&aacute;g. 21 da edi&ccedil;&atilde;o de 6 de julho de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">64 Ibid., n.s. 1:284, 23 de fevereiro de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">65 Ibid., p&aacute;gs. 324, 325, 30 de mar&ccedil;o de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">66 Ibid., p&aacute;g. 372, 11 de maio de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">67 Por exemplo, Jerusal&eacute;m reconstru&iacute;da: Advent Harbinger, n.s. 1:306, 324, 325, 349; n.s. 2:116, 117, 306, 332, 406; n.s. 3:84, 93. Para &ldquo;o tabern&aacute;culo de Davi&rdquo; reconstru&iacute;do: ibid. n.s. 1:300, 324, 329, 337, 373; n.s. 2:68, 212, 406; n.s. 3:45, 52-53, 69, 101. Em resposta &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o literalista, Himes cita o coment&aacute;rio inspirado sobre Am&oacute;s em Atos 15, aplicando-o &agrave; convers&atilde;o dos gentios (Advent Herald, n.s. 5:61, 23 de mar&ccedil;o de 1850).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">68 Para um resumo dos principais pontos aqui relacionados, ver [Himes], Editorial, Advent Herald, n.s. 5:44, 9 de mar&ccedil;o de 1850 (tamb&eacute;m ibid., 13:97, 1o de maio de 1847); &ldquo;Discurso&rdquo; adotado na confer&ecirc;ncia de Boston de 1850, ibid., n.s. 5:150, 8 de junho de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para discuss&otilde;es adventistas do s&eacute;timo dia sobre o assunto que cobre estes mesmos pontos, veja J. H. Waggoner, The Kingdom of God (1859; baseado nos artigos que apareceram na Review and Herald em 1856); Ellen G. White, Profetas e Reis, p&aacute;gs. 292-298, 703-714, 720; Par&aacute;bolas de Jesus, p&aacute;gs. 284-296; Evangelismo, p&aacute;g. 695 (veja ainda refer&ecirc;ncias de Ellen G. White nas duas obras citadas a seguir); para uma an&aacute;lise recente do assunto, ver &ldquo;The Role of Israel in Old Testament Prophecy,&rdquo; Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 4, p&aacute;gs. 25-38; &ldquo;Israel, Prophecies Concerning,&rdquo; Seventh-day Adventist Encyclopedia, p&aacute;gs. 683-686.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">69 [Himes], Editorial, Advent Herald, n.s. 5:44, 60, 9 e 23 de mar&ccedil;o de 1850. Sobre este item e sobre o item seguinte (2) ver tamb&eacute;m O. R. Fassett, no Advent Herald, n.s. 5:108, 4 de maio de 1850, e n.s. 9:30, 24 de janeiro de 1852; oponente citado no Advent Harbinger, n.s. 1:388, 25 de maio de 1850; &ldquo;Discurso&rdquo; adotado na Confer&ecirc;ncia de Boston, Advent Herald, n.s. 5:150, 8 de junho de 1850. Fazia tempo que esta era uma doutrina adventista; ver reimpress&atilde;o do Signs of the Times, 1842, na Review and Herald, 5:123, 9 de maio de 1854; Litch, Prophetic Expositions, vol. 1, p&aacute;g. 57; [Bliss?], no Advent Shield, 1:430-432, abril de 1845; [Himes], Editoriais no Advent Herald, 13:97, 1o de maio de 1847; n.s. 2:180-181, 6 de janeiro de 1849. 70 &uarr; Litch, Confer&ecirc;ncia 2 sobre Mateus 24, Advent Herald, n.s. 6:292, 293, 12 de outubro de 1850 (cf. a segunda parte, p&aacute;g. 300, 19 de outubro). Ver tamb&eacute;m nota 69.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">71 [Himes], Editorial, Advent Herald, n.s. 2:180, 6 de janeiro de 1849.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">72 Ibid., n.s. 5:45, 9 de mar&ccedil;o de 1850. Ver tamb&eacute;m [Bliss?], no Advent Shield, 1:432, abril de 1845; Litch, Confer&ecirc;ncia 2 sobre Mateus 24, Advent Herald, n.s. 6:293, 12 de outubro de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">73 &ldquo;Discurso&rdquo; adotado na Confer&ecirc;ncia de Boston, no Advent Herald, n.s. 5:150, 8 de junho de 1850. Ver tamb&eacute;m Guilherme Miller, &ldquo;Recapitula&ccedil;&atilde;o de Smith and Cambell&rdquo; em sua obra Views (1842), p&aacute;g. 179; tamb&eacute;m seu &ldquo;Sobre o Retorno dos Judeus,&rdquo; ibid., p&aacute;g. 229; William Sheldon, no Advent Harbinger, 18:43, 27 de janeiro de 1849; [Himes], Editorial, Advent Herald, n.s. 5:44, 60, 9 e 23 de mar&ccedil;o de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">74 R. Hutchinson, &ldquo;O Reino de Deus,&rdquo; parte 1, Advent Herald, n.s. 6:254, 7 de setembro de 1850 (cf. sua parte 2, ibid., p&aacute;g. 286, 5 de outubro). Ver tamb&eacute;m Guilherme Miller, &ldquo;Sobre o Retorno dos Judeus,&rdquo; em sua obra Views (1842), p&aacute;g. 229; Henry Dana Ward, &ldquo;A Esperan&ccedil;a de Israel&rdquo; (1842), reimpresso no Advent Herald, n.s. 5:130, 25 de maio de 1850; Litch, Prophetic Expositions (1842), vol. 1, p&aacute;g. 58; [Himes], Editoriais, Advent Herald, n.s. 2:181, 6 de janeiro de 1849; ibid., n.s. 5:44, 9 de mar&ccedil;o de 1850; &ldquo;Discurso&rdquo; da Confer&ecirc;ncia de Boston, ibid., n.s. 5:150, 8 de junho de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">75 [Himes], Editorial, Advent Herald, n.s. 5:44, 9 de mar&ccedil;o de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">76 L. D. Mansfield, &ldquo;A Era Futura,&rdquo; Advent Herald, n.s. 6:398, 11 de janeiro de 1851 (ver a parte anterior, p&aacute;g. 390, 4 de janeiro de 1851). Ver tamb&eacute;m Miller, &ldquo;Confer&ecirc;ncia sobre as Duas Varas,&rdquo; em sua obra Views (1842), p&aacute;gs. 96, 97. Himes (editorial n&atilde;o-assinado, Advent Herald, 13:97, 1o de maio de 1847) e O. R. Fassett (ibid., n.s. 5:108, 4 de maio de 1850) reclamaram do erro de n&atilde;o usar a interpreta&ccedil;&atilde;o do Novo Testamento sobre as profecias do Velho Testamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">77 [Himes], Editorial, Advent Herald, n.s. 2:180, 6 de janeiro de 1849.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">78 [Crozier], &ldquo;Rothschild e a Cidade de Jerusalem,&rdquo; Advent Harbinger, n.s. 4:45, 24 de julho de 1852.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">79 Ward, &ldquo;A Esperan&ccedil;a de Israel&rdquo; (1842), reimpresso no Advent Herald, n.s. 5:122, 18 de maio de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">80 Talvez esta situa&ccedil;&atilde;o tenha sido uma salvaguarda para os adventistas do s&eacute;timo dia, sua separa&ccedil;&atilde;o tendo ajudado a preservar sua identidade em seu per&iacute;odo formativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">81 E da mesma forma que nosso ensino de que as profecias indicam guerras, calamidades e persegui&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos dias n&atilde;o significa que nos alegramos com esses acontecimentos ou que os aprovamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">82 [Clorinda S. Minor], Meshullam! or, Tidings From Jerusalem, publicado pela autora em 1850 [i.e. 1851; ver p&aacute;g. 98]. (Para a identidade da autora, ver Advent Harbinger, 2:293, 1o de mar&ccedil;o de 1851.) Esta &eacute; a &ldquo;segunda edi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, sendo que a primeira foi a &ldquo;Narrativa&rdquo; (p&aacute;gs. 81-95 na segunda edi&ccedil;&atilde;o) publicada em junho de 1850 (ver p&aacute;g. 80). Quanto a apelos para pessoas que pudessem ajudar, ver p&aacute;gs. 77, 98.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">83 Ver Meshullam! p&aacute;gs. 73-74, 75, 77, 84-85, 98, 99; tamb&eacute;m os artigos dela no The Truth Seeker, 1:2, abril de 1851, e no Advent Harbinger, n.s. 4:149, 23 de outubro de 1852. Os sentimentos dela s&atilde;o ecoados por J. B. Cook, ibid., n.s. 3:77, 23 de agosto de 1851.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">84 Para Cook, ver Advent Harbinger, n.s. 2:293, 307, 321; n.s. 3:77, 85, 291. Para Marsh, ibid., n.s. 2:396; n.s. 3:101-102, 118, 156; n.s. 4: 189. Para Crozier, ibid., n.s. 4:174, 180, 204-206.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">85 Eles chegaram em mar&ccedil;o de 1852; antes do fim desse ano, Meshullam estava desiludido. John Meshullam, Carta (15 de janeiro de 1853), Advent Harbinger, n.s. 4:308, 12 de mar&ccedil;o de 1853; cf. n.s. 3:156, 1o de novembro de 1851; p&aacute;g. 291, 28 de fevereiro de 1852.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">86 Minor, Meshullam! p&aacute;g. 71 (parece ter havido um grupo sabatista na Filad&eacute;lfia; ver Day-Star, 8:25, 22 de novembro de 1845); ver tamb&eacute;m Advent Harbinger, n.s. 4:149, 23 de outubro de 1852; ibid., p&aacute;g. 168, 6 de novembro de 1852; ibid., p&aacute;g. 205, 11 de dezembro de 1852.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">87 Para Ellen Harmon (Spiritual Gifts, vol. 2, p&aacute;gs. 72-73) e E. L. H. Chamberlain (Day Star, 9:17, 10 de janeiro de 1846).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">88 De duas confer&ecirc;ncias adventistas do s&eacute;timo dia no outono de 1851 vieram os encorajadores relat&oacute;rios de que o &ldquo;tempo de sete anos&rdquo; e &ldquo;os conceitos in&uacute;teis e distrativos relacionados &agrave; velha Jerusal&eacute;m e aos judeus, etc.&rdquo; nem mesmo foram mencionados (Review and Herald, 2:32, 16 de setembro de 1851; ibid., p&aacute;g. 36, 7 de outubro).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">89 Esta cita&ccedil;&otilde;es e os par&aacute;grafos seguintes citados, at&eacute; o &ldquo;g&rdquo;, formam uma &uacute;nica se&ccedil;&atilde;o em Primeiros Escritos, p&aacute;gs. 74-76.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">90 Primeiros Escritos, p&aacute;g. 86, nota 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">91 Ver nota 43, acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">92 Por exemplo, Litch, Prophetic Expositions (1842), vol. 1, p&aacute;g. 127; S. Bliss, Inconsistencies of Colver&rsquo;s Literal Fulfilment (1843), p&aacute;gs. 11-18; este argumento ocorre repetidamente na literatura milerita aocombaterem seus oponentes que diziam que a purifica&ccedil;&atilde;o do santu&aacute;rio consistia na restaura&ccedil;&atilde;o do Templo e seus sacrif&iacute;cios ap&oacute;s a profana&ccedil;&atilde;o de Ant&iacute;oco que durou tr&ecirc;s anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">93 John Fondey, &ldquo;Os Dois Mil e Trezentos Dias,&rdquo; Bible Examiner, 3:175, 176, novembro de 1848.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">94 A publica&ccedil;&atilde;o original desta vis&atilde;o (Review and Herald, Extra, 21 de julho de 1851, p&aacute;g. [4]) inclu&iacute;a um segundo par&aacute;grafo referindo-se ao erro da fixa&ccedil;&atilde;o de datas para &ldquo;este pr&oacute;ximo outono&rdquo;. Numa edi&ccedil;&atilde;o extra de julho esta seria uma advert&ecirc;ncia importante, mas quando ela foi reimpressa em forma mais permanente, &ldquo;este pr&oacute;ximo outono&rdquo; seria irrelevante. Portanto, havia uma raz&atilde;o l&oacute;gica para omiti-lo posteriormente. Para a data e o texto mais longo, veja Mensagens Escolhidas, livro 1, p&aacute;gs. 188-189.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">95 Present Truth, 1:86, 87, novembro de 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">96 Cook, no Advent Harbinger, n.s. 3:85, 30 de agosto de 1851. A no&ccedil;&atilde;o de ira a Jerusal&eacute;m persistiu mesmo mais tarde. Veja uma refer&ecirc;ncia a ela na Review and Herald 4:30, 7 de julho de 1853. Essa no&ccedil;&atilde;o at&eacute; surgiu novamente, em anos recentes, em certos panfletos publicados por uma ramifica&ccedil;&atilde;o do Shepherd&rsquo;s Rod conhecida como The Branch.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">97 Ver nota 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">98 Marsh, &ldquo;A Era por Vir,&rdquo; Advent Harbinger, n.s. 1:324, 30 de mar&ccedil;o de 1850 (primeiros it&aacute;licos acrescentados).<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Vi tamb&eacute;m que a velha Jerusal&eacute;m jamais seria reconstru&iacute;da&rdquo;, escreveu Ellen G. White em 1851. A que tipo de reconstru&ccedil;&atilde;o ela se referia? Estava ela enganada? 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