{"id":2156,"date":"2016-03-08T10:53:39","date_gmt":"2016-03-08T10:53:39","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2156"},"modified":"2016-03-08T10:53:39","modified_gmt":"2016-03-08T10:53:39","slug":"os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/","title":{"rendered":"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h2 style=\"text-align: justify;\">L&iacute;nguas nos Prim&oacute;rdios de Nossa Hist&oacute;ria<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Experi&ecirc;ncias de &ecirc;xtase religioso n&atilde;o eram ocorr&ecirc;ncias raras entre crist&atilde;os sinceros as d&eacute;cadas de 1830 e 1840. Alguns daqueles que posteriormente se tornaram nossos antepassados espirituais, estiveram envolvidos nelas. Tais experi&ecirc;ncias podem ser consideradas sob os seguintes aspectos: (1) prostra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica; (2) exclama&ccedil;&atilde;o de louvores a Deus; (3) falar em l&iacute;nguas desconhecidas; (4) cura divina. Ao olharmos para tr&aacute;s desde a nossa atual posi&ccedil;&atilde;o, parece haver convincente evid&ecirc;ncia de que algumas dessas experi&ecirc;ncias contrafa&ccedil;&otilde;es foram genu&iacute;nas. H&aacute; tamb&eacute;m evid&ecirc;ncia de que algumas n&atilde;o passavam de ou eram auto provocadas em per&iacute;odos de excita&ccedil;&atilde;o. Numa s&eacute;rie de artigos, investigaremos estas experi&ecirc;ncias em seu contexto hist&oacute;rico e determinaremos o relacionamento de Ellen G. White com elas. Ao rememorar suas primeiras experi&ecirc;ncias no Movimento Adventista antes de receber vis&otilde;es, Ellen White relata uma por&ccedil;&atilde;o de ocasi&otilde;es em que ficou prostrada sob o poder da presen&ccedil;a do Esp&iacute;rito. Cr&ecirc;-se que uma dessas experi&ecirc;ncias teve lugar em 1843: &ldquo;Quando todos se ajoelharam para orar, prostei-me com eles, tr&ecirc;mula. Depois de algumas pessoas haverem orado, alcei a voz em ora&ccedil;&atilde;o, antes que disso me apercebesse. [&hellip;] Louvei a Deus de todo o meu cora&ccedil;&atilde;o. Tudo parecia exclu&iacute;do de mim, exceto Jesus e Sua gl&oacute;ria, e perdi a consci&ecirc;ncia do que se passava em redor. &ldquo;O Esp&iacute;rito de Deus pousou sobre mim com tal poder que n&atilde;o pude ir para casa aquela noite. Quando voltei para casa, no dia seguinte, grande mudan&ccedil;a ocorrera em meu esp&iacute;rito. Dificilmente parecia ser eu a mesma pessoa que deixara a casa de meu pai na noite anterior. Esta passagem estava continuamente em meu pensamento: &lsquo;O Senhor &eacute; meu pastor; nada me faltar&aacute;.&rsquo; (Sl 23:1). Meu cora&ccedil;&atilde;o transbordava de felicidade, enquanto eu suavemente repetia essas palavras.&rdquo; (<i>Testemunhos Para a Igreja<\/i>, vol. 1, p. 31).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Subjugada pelo Esp&iacute;rito<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relatando outro incidente durante sua experi&ecirc;ncia crist&atilde; dos primeiros tempos quando era uma jovem milerita, ela nos conta como, em companhia de outros, participou de uma reuni&atilde;o aproximadamente seis meses ap&oacute;s a descrita acima. O cap&iacute;tulo onde esta informa&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada intitula-se &ldquo;Oposi&ccedil;&atilde;o de Irm&atilde;os Formalistas&rdquo;. Eis sua narrativa: &ldquo;Por vezes, o Esp&iacute;rito do Senhor vinha sobre mim com tal poder que minhas for&ccedil;as diminu&iacute;am. Para alguns que haviam sa&iacute;do das igrejas tradicionais, isso era um teste e faziam observa&ccedil;&otilde;es que muito me afligiam. Muitos n&atilde;o podiam acreditar que algu&eacute;m pudesse ser t&atilde;o plena do Esp&iacute;rito Santo, enquanto separada de todas as suas for&ccedil;as. &ldquo;Hav&iacute;amos estabelecido diversos lugares na cidade para acomodar aqueles que desejavam assistir &agrave;s reuni&otilde;es de ora&ccedil;&atilde;o. A fam&iacute;lia que mais fortemente se opusera a mim assistiu a uma dessas reuni&otilde;es. Nessa ocasi&atilde;o, enquanto a congrega&ccedil;&atilde;o se achava em ora&ccedil;&atilde;o, o Esp&iacute;rito do Senhor Se fez presente &agrave; reuni&atilde;o, e um dos membros dessa fam&iacute;lia ficou prostrado como morto. Seus parentes choravam, friccionavam-lhe as m&atilde;os e procuravam reanim&aacute;-lo. Por fim, ele recuperou parcialmente as for&ccedil;as para louvar a Deus, abrandar seus temores e aclamar em triunfo a not&aacute;vel evid&ecirc;ncia do poder de Deus sobre si. O jovem n&atilde;o p&ocirc;de voltar para casa naquela noite.&rdquo; (<i>Testemunhos Para a Igreja<\/i>, vol. 1, p. 44 e 45).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Indisposi&ccedil;&atilde;o para crer<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a fam&iacute;lia envolvida aceitasse aquele fato como uma manifesta&ccedil;&atilde;o do poder do Esp&iacute;rito de Deus, havia, contudo, resist&ecirc;ncia em crer que era o poder divino que algumas vezes se manifestava sobre Ellen, retirando dela sua for&ccedil;a natural e enchendo sua alma com a paz e amor de Jesus. Consideravam-na como uma iludida e influenciada por excessos de sentimentalismo. Isto deixou Ellen em grande perplexidade, e ansiosamente buscou ao Senhor. Relata alguns dias depois daquilo: &ldquo;Enquanto est&aacute;vamos curvados diante do Senhor, meu cora&ccedil;&atilde;o se abriu em ora&ccedil;&atilde;o e se encheu com a paz que s&oacute; Cristo pode proporcionar. Eu me regozijava no amor do Salvador e minhas for&ccedil;as desapareceram. Com f&eacute; semelhante a de uma crian&ccedil;a eu apenas pude dizer: &lsquo;O C&eacute;u &eacute; meu lar e Cristo &eacute; o meu Redentor.&rsquo; &ldquo;Algu&eacute;m da fam&iacute;lia antes mencionada que era contra as manifesta&ccedil;&otilde;es do poder divino em mim, nessa ocasi&atilde;o afirmou crer estar eu sob incitamento, e achava ser meu dever domin&aacute;-lo. Mas, pensava ele, em lugar de fazer isso eu estava incentivando essas emo&ccedil;&otilde;es como evid&ecirc;ncia do favor divino. Suas d&uacute;vidas e oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o me afetavam mais, pois parecia estar escudada pelo Senhor e erguida acima de todas as influ&ecirc;ncias exteriores. Ele, por&eacute;m, mal acabara de falar, quando um homem forte, um consagrado&nbsp; e humilde crist&atilde;o, foi prostrado por terra pelo poder de Deus, diante de seus olhos, e a sala encheu-se com a presen&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo. &ldquo;Depois de ele se recuperar, eu estava muito feliz por dar meu testemunho em favor de Cristo e falar de Seu amor por mim. [&hellip;] &ldquo;O irm&atilde;o que se havia oposto a mim ergueu-se, e em l&aacute;grimas confessou que seus sentimentos a meu respeito haviam sido equivocados. Humildemente pediu-me perd&atilde;o e disse: &lsquo;Irm&atilde; Ellen, nunca mais porei sequer uma palha em seu caminho. Deus mostrou-me a frieza e obstina&ccedil;&atilde;o de meu cora&ccedil;&atilde;o, que foram subvertidas pela demonstra&ccedil;&atilde;o de Seu poder. Eu estava muito errado.&rsquo; [&hellip;] &lsquo;Meu cora&ccedil;&atilde;o est&aacute; convencido de que tenho estado lutando contra o Esp&iacute;rito Santo.&rsquo;&rdquo; (<i>Testemunhos Para a Igreja<\/i>, vol. 1, p. 45-47). Quando se reportava, em 1860, &agrave; hist&oacute;ria de sua vida no livro&nbsp;<i>Spiritual Gifts<\/i>, vol. 2, recordando o ano de 1843, escreveu: &ldquo;O Esp&iacute;rito do Senhor muitas vezes agia sobre mim em grande medida. Meu d&eacute;bil organismo n&atilde;o podia suportar o peso da gl&oacute;ria que a mente absorvia com avidez, e minha for&ccedil;a ami&uacute;de me deixava.&rdquo; (p. 29).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Uma Experi&ecirc;ncia em Seguida &agrave; Primeira Vis&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa vis&atilde;o que lhe foi dada, provavelmente no principio de 1845, e logo ap&oacute;s sua primeira vis&atilde;o, recebida em dezembro de 1844, ela declara: &ldquo;Minha for&ccedil;a me foi retirada e ca&iacute; ao solo. Parecia-me estar na presen&ccedil;a dos anjos.&rdquo; (<i>Life Sketches<\/i>, p. 71).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas experi&ecirc;ncias repetiam-se vez ap&oacute;s vez. E houve ocasi&otilde;es em que outros sob a influ&ecirc;ncia do Esp&iacute;rito de Deus, ficaram prostrados. Escrevendo com respeito a uma experi&ecirc;ncia vivida logo ap&oacute;s seu casamento em 1846, estando muito enferma a ponto de os vizinhos julgarem-na &agrave;s portas da morte, disse: &ldquo;Muitas ora&ccedil;&otilde;es foram oferecidas ao Senhor em meu favor, contudo pareceu bem ao Senhor provar nossa f&eacute;. Ap&oacute;s outros terem orado, o irm&atilde;o Henry [Nichols] come&ccedil;ou a faz&ecirc;-lo. Parecia inteiramente subjugado, e com o poder de Deus jazendo sobre si, ergueu-se de sobre os joelhos, atravessou o quarto e, depondo as m&atilde;os sobre minha cabe&ccedil;a, disse: &lsquo;Irm&atilde; Ellen, Jesus Cristo a torna s&atilde;&rsquo;. A seguir, caiu prostrado pelo poder de Deus. Acreditei que aquilo fora obra de Deus e a dor me deixou.&rdquo; (<i>Spiritual Gifts<\/i>, vol. 2, p. 84). Pouco depois desse incidente, o Sr. e a Sr&ordf;. Ralph tamb&eacute;m foram prostrados: &ldquo;No domingo passado est&aacute;vamos em casa do irm&atilde;o Ralph e or&aacute;vamos para que o Senhor nos instru&iacute;sse de modo especial sobre se dever&iacute;amos mudar-nos para Nova Iorque ou permanecer&iacute;amos em Connecticut. O Esp&iacute;rito veio, e tivemos uma poderosa&nbsp; manifesta&ccedil;&atilde;o. O irm&atilde;o e a irm&atilde; Ralph ficaram ambos prostrados e permaneceram dominados por algum tempo.&rdquo; (Carta 1, 1848).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Expressando Louvores a Deus<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos prim&oacute;rdios de 1850, o segundo filho de Tiago e Ellen White, James Edson, de apenas seis meses de idade, encontrava-se muito enfermo. Eis o relato que fez Tiago White: &ldquo;O beb&ecirc; estava doente e Ellen o ungiu e orou por ele. O poder veio mais e mais e todos clamamos e louvamos ao Senhor at&eacute; quanto nos demos conta. Nesse estado de esp&iacute;rito entre n&oacute;s, Ellen foi tomada em vis&atilde;o.&rdquo; (Carta de Tiago White para Leonardo Hastings, 10 de janeiro de 1850). No transcorrer do ano, por ocasi&atilde;o de uma assembl&eacute;ia realizada em Paris, Maine, os crentes manifestaram seu j&uacute;bilo em altos louvores a Deus. Ellen White rememora a experi&ecirc;ncia numa carta escrita a 7 de novembro: &ldquo;Nossa assembl&eacute;ia de Topsham foi de profundo interesse. Vinte e oito pessoas fizeram-se presentes e todas participaram da reuni&atilde;o. &ldquo;No domingo, o poder de Deus veio sobre n&oacute;s como um poderoso vendaval. Todos se levantaram sobre os p&eacute;s e louvaram a Deus em alta voz. Foi algo semelhante &agrave; ocasi&atilde;o em que os fundamentos da casa de Deus foram lan&ccedil;ados. As vozes de choro n&atilde;o podiam ser discernidas das vozes de j&uacute;bilo. Foi uma ocasi&atilde;o triunfante; todos foram fortalecidos e refrigerados. Nunca testemunhara antes uma tal exibi&ccedil;&atilde;o de poder.&rdquo; (Carta 28, 1850). Os registros, publicados e n&atilde;o publicados, em anos subsequentes, indicam que, em certas ocasi&otilde;es de especial derramamento do Esp&iacute;rito de Deus, os santos uniam-se em express&otilde;es de louvor a Deus.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Manifesta&ccedil;&otilde;es em l&iacute;nguas desconhecidas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; em nossa hist&oacute;ria dos primeiros tempos, quatro experi&ecirc;ncias registradas quanto ao falar em l&iacute;nguas. A primeira teve lugar em 1847, aparentemente com o fim de conduzir um jovem ao minist&eacute;rio. A segunda, em 1848, envolve um ponto doutrin&aacute;rio. A terceira, em 1849, representou dire&ccedil;&atilde;o para o esfor&ccedil;o mission&aacute;rio, e a quarta, em 1851, refere-se a um relato descrevendo o testemunho do Esp&iacute;rito Santo quando manifestava &ldquo;a presen&ccedil;a e poder de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O incidente envolvendo um ponto doutrin&aacute;rio ser&aacute; analisado posteriormente nesta s&eacute;rie. No presente artigo, cuidaremos das demais tr&ecirc;s experi&ecirc;ncias com mais pormenores. Dois nomes figuram com destaque nas primitivas experi&ecirc;ncias de l&iacute;nguas &ndash; Ralph e Chamberlain. As primeiras experi&ecirc;ncias de glossolalia de que temos registro est&atilde;o relatadas num depoimento assinado por crentes pioneiros de inquestion&aacute;vel integridade, conhecidos por sua respeitabilidade como membros de responsabilidade na igreja.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Dom de l&iacute;nguas&rdquo;<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;N&oacute;s tamb&eacute;m podemos testificar da manifesta&ccedil;&atilde;o do dom de l&iacute;nguas. Ao nos acharmos numa reuni&atilde;o em North Paris, Maine, talvez em 1847 ou 1848. Foi uma reuni&atilde;o geral. O irm&atilde;o e a irm&atilde; White estavam presentes e tamb&eacute;m os irm&atilde;os Ralph e Chamberlain, de Connecticut, bem como outros. Ao desenvolver-se a reuni&atilde;o, o Esp&iacute;rito de Deus manifestou-se numa maneira especial. O irm&atilde;o Ralph falou numa l&iacute;ngua desconhecida. Sua mensagem foi dirigida ao irm&atilde;o J. N. Andrews: de que o Senhor o chamara para trabalhar no minist&eacute;rio evang&eacute;lico e de que precisava preparar-se para isso. O irm&atilde;o E. L. H. Chamberlain imediatamente levantou-se e interpretou o que ele havia dito.&rdquo; (Sr&ordf;. S. Howland, Sr&ordf;. Frances Howland Lunt, Sr&ordf;. Rebeckah Howland Winslow, N. N. Lunt, Battle Creek, Michigan dos arquivos de documentos do Patrim&ocirc;nio Liter&aacute;rio Ellen G. White, n.&ordm; 311).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira experi&ecirc;ncia de l&iacute;nguas, em 1849, envolvia esfor&ccedil;o mission&aacute;rio pessoal. Hiram Edson narra sua experi&ecirc;ncia com S. W. Rhodes em&nbsp;<i>Present Truth&nbsp;<\/i>(dezembro de 1849) poucos dias ap&oacute;s o incidente: &ldquo;S. W. Rhodes havia trabalhado diligentemente no grande despertamento adventista sob a lideran&ccedil;a de Guilherme Miller. Era um homem de recursos, mas dedicara seus bens materiais &agrave; proclama&ccedil;&atilde;o da mensagem. Quando o tempo do ansiado advento de Cristo passou, Rhodes ficou humilhado. Isolou-se do contato p&uacute;blico, escondendo-se nas florestas do Estado de Nova Iorque. Manteve-se por meio da ca&ccedil;a e da pesca al&eacute;m de conservar uma pequena horta. Hiram Edson conhecia seu paradeiro, e por duas ocasi&otilde;es viajou a p&eacute; at&eacute; seu esconderijo tentando persuadir Rhodes a unir-se a seus irm&atilde;os. Ambas as tentativas foram in&uacute;teis. No dia 7 de novembro de 1849, Edson pela terceira vez tentou salvar o irm&atilde;o Rhodes. Ap&oacute;s caminhar 14 milhas (aproximadamente 22 km), sentiu-se constrangido a retornar, ao ser impressionado de que a ocasi&atilde;o n&atilde;o era oportuna. Com este assunto tendo prioridade em sua mente, o irm&atilde;o Edson assistiu a uma assembl&eacute;ia realizada em Centerport, Nova Iorque, no s&aacute;bado e domingo, dias 17 e 18 de novembro de 1849. Ali encontrou os irm&atilde;os Ralph e Belden vindos de Connecticut, e Tiago e Ellen White, do Maine. O relato &eacute; de que a reuni&atilde;o foi &ldquo;uma ocasi&atilde;o de refrig&eacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final da Assembl&eacute;ia, Edson apresentou o caso de Rhodes a Ralph e descobriu que tanto ele como Ralph estavam individualmente impressionados de que tinham um trabalho para fazer juntos. Naquela noite, umas seis pessoas reuniram-se para orar a respeito do caso de Rhodes. O irm&atilde;o Edson refere: &ldquo;O irm&atilde;o Ralph pediu ao Senhor, em segredo, que derramasse Seu Esp&iacute;rito sobre n&oacute;s e, caso fosse Sua vontade, que procur&aacute;ssemos o irm&atilde;o Rhodes. &ldquo;O Esp&iacute;rito foi derramado, e permaneceu entre n&oacute;s, de modo que o ambiente ficou tremendo e glorioso. Enquanto inquiria o Senhor se Ele enviara Seu servo at&eacute; ali para que fosse comigo em busca do irm&atilde;o Rhodes, nesse instante o irm&atilde;o Ralph manifestou-se numa nova l&iacute;ngua, desconhecida de todos n&oacute;s. Depois veio a interpreta&ccedil;&atilde;o. &lsquo;Sim, para ir contigo.&rsquo;&rdquo; (<i>Present Truth<\/i>, dezembro de 1849, p. 35). Era, contudo, sabido pelo grupo, que nem Tiago, nem Ellen White tinham confian&ccedil;a na sensa&ccedil;&atilde;o experimentada por Rhodes; ademais, Ellen White fora expl&iacute;cita em sua advert&ecirc;ncia a Ralph, &ldquo;para ter certeza de obter um claro dever da parte do Senhor&rdquo;. Ela contou-lhe que julgava serem de mera simpatia os sentimentos de Edson com respeito a Rhodes. Edson continua a hist&oacute;ria: &ldquo;Na manh&atilde; seguinte tivemos um per&iacute;odo de ora&ccedil;&atilde;o, e o Esp&iacute;rito foi ricamente derramado, e o Senhor deu &agrave; irm&atilde; White a seguinte vis&atilde;o, que contrariava sua opini&atilde;o e sentimentos anteriores com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; nossa ida em busca do irm&atilde;o Rhodes, at&eacute; que o Esp&iacute;rito a arrebatasse em vis&atilde;o.&rdquo; (<i>Present Truth<\/i>, dezembro de 1849, p. 35). Na descri&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o, quase uma coluna inteira &eacute; utilizada para apresent&aacute;-la. Mencionaremos alguns trechos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Quando estava em vis&atilde;o, o anjo apontou para a Terra onde vi o irm&atilde;o Rhodes em grandes trevas; mas ele ainda tinha a imagem de Jesus. Vi que era a vontade de Deus que os irm&atilde;os Edson e Ralph fossem ap&oacute;s ele. [&hellip;] Vi que os irm&atilde;os Edson e Ralph poderiam faz&ecirc;-lo crer que havia esperan&ccedil;a e miseric&oacute;rdia para ele, podiam atra&iacute;-lo e depois ele poderia vir para o rebanho; e anjos assisti-los-iam em sua jornada.&rdquo; (Ellen G. White,&nbsp;<i>Present Truth<\/i>, dezembro de 1849).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco depois da vis&atilde;o, os irm&atilde;os Edson e Ralph come&ccedil;aram seu trajeto para encontrar Rhodes. Encontraram-no trabalhando num campo &agrave;s margens do Rio Negro. Disseram-lhe que haviam vindo no nome do Senhor, desejando ter novamente comunh&atilde;o com ele para que, juntos, pudessem ir para o reino eterno.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Ralph fala em l&iacute;nguas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve, mais uma vez, o falar em nova l&iacute;ngua. Hiram Edson, uma testemunha visual, relata: &ldquo;Deus exibiu Seu convincente poder, e o irm&atilde;o Ralph falou numa nova l&iacute;ngua, dando-lhe a interpreta&ccedil;&atilde;o em poder e na revela&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo.&rdquo; (<i>Present Truth<\/i>, dezembro de 1849, p. 36). Triunfantemente, Hiram Edson aludiu ao fato: &ldquo;O irm&atilde;o Rhodes finalmente consentiu em vir conosco, e saiu arranjando suas coisas a fim de partir. [&hellip;]. Na sexta-feira, 23 de novembro, retornamos at&eacute; a casa do irm&atilde;o Arnold, de Volney. [&hellip;] Todos se regozijaram por ver o irm&atilde;o Rhodes.&rdquo; E o interessante relat&oacute;rio conclui nos seguintes termos: &ldquo;Ele permanece firme em toda a verdade presente; e todos alegremente desejamos-lhe &ecirc;xito ao sair para buscar e alimentar o disperso e precioso rebanho de Jesus.&rdquo; (<i>Present Truth<\/i>, dezembro de 1849). Com este relato de uma testemunha visual sobre tal experi&ecirc;ncia, publicado no&nbsp;<i>Present Truth<\/i>, uma publica&ccedil;&atilde;o vastamente lida, h&aacute; um generalizado conhecimento, tanto dentro como fora das fileiras da Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia, sobre esta experi&ecirc;ncia de l&iacute;nguas. Sua autenticidade n&atilde;o &eacute; questionada. N&atilde;o nos &eacute; revelado se a &ldquo;nova l&iacute;ngua&rdquo; falada pelo irm&atilde;o Ralph foi um idioma conhecido ou n&atilde;o. Um ponto em liga&ccedil;&atilde;o com esta experi&ecirc;ncia &eacute; de particular interesse, e consiste na indiferen&ccedil;a de Ellen White para com a experi&ecirc;ncia. Mesmo ap&oacute;s a demonstra&ccedil;&atilde;o de l&iacute;ngua desconhecida, a Sra. White n&atilde;o se convencera de que a tentativa para salvar o irm&atilde;o Rhodes fora uma provid&ecirc;ncia de Deus e uma empresa justific&aacute;vel. N&atilde;o at&eacute; que uma vis&atilde;o lhe foi dada diretamente por Deus, ent&atilde;o endossou ela os esfor&ccedil;os para recuperar o irm&atilde;o Rhodes. Este irm&atilde;o tornou-se um poderoso obreiro na causa de Deus e, no ano seguinte, seu nome apareceu no expediente da&nbsp;<i>Review and Herald&nbsp;<\/i>como um membro da comiss&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es. Uma quarta experi&ecirc;ncia de l&iacute;nguas teve lugar em Vermont no ver&atilde;o de 1851 e &eacute; referida na&nbsp;<i>Review and Herald&nbsp;<\/i>mediante uma carta escrita para Tiago White pela irm&atilde; F. M. Shimper. Ela fala da profunda experi&ecirc;ncia da igreja de East Bethel, no Vermont, e conta que o Senhor havia recentemente enviado &ldquo;e abundantemente aben&ccedil;oado os labores de Seu servo, irm&atilde;o Holt, entre n&oacute;s. Ap&oacute;s batizar seis dentre nosso n&uacute;mero, nosso querido irm&atilde;o Morse foi separado com a imposi&ccedil;&atilde;o de m&atilde;os, a fim de administrar as ordenan&ccedil;as da casa de Deus. O Esp&iacute;rito Santo testemunhou pelo dom de l&iacute;nguas, e solenes manifesta&ccedil;&otilde;es da presen&ccedil;a e poder de Deus. O lugar estava solene, contudo glorioso. N&oacute;s sentimos realmente que &lsquo;nunca o vemos deste modo.&rsquo;&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 19 de agosto de 1851).<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Estudo B&iacute;blico Enfrenta Experi&ecirc;ncias<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas quatro experi&ecirc;ncias registradas sobre a glossolalia nos prim&oacute;rdios da hist&oacute;ria da Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia, a segunda relacionava-se com o desenvolvimento da doutrina. Todo o relato da maneira em que o Senhor dirigiu o Seu povo numa quest&atilde;o doutrin&aacute;ria &eacute; digno de pormenorizado estudo. Ao faz&ecirc;-lo, devemos ter em mente que o Senhor guia Seu povo amante da verdade somente &agrave; medida que possam seguir sem que seja abalada sua confian&ccedil;a no que possa ser importante em sua experi&ecirc;ncia. Ele nunca conduz Seu povo numa maneira que minimize o estudo da B&iacute;blia. Entre os primeiros adventistas, Jos&eacute; Bates foi o ap&oacute;stolo da verdade do s&aacute;bado. Em agosto de 1846, publicara um livreto de 48 p&aacute;ginas sobre a obrigatoriedade da observ&acirc;ncia do s&aacute;bado do s&eacute;timo dia. Pelo estudo acurado das evid&ecirc;ncias escritur&iacute;sticas irrefut&aacute;veis apresentadas nesse livreto, Tiago e Ellen White aceitaram o s&aacute;bado do s&eacute;timo dia, unindo-se a um grupo de quase 50 adventistas observadores desse dia. Eles come&ccedil;avam a observ&acirc;ncia sab&aacute;tica na noite de sexta-feira. Somente seis ou sete meses depois de terem come&ccedil;ado a guarda do s&aacute;bado &eacute; que Ellen White teve uma vis&atilde;o confirmando esta verdade e chamando sua aten&ccedil;&atilde;o vividamente para a grande import&acirc;ncia disso (ver&nbsp;<i>Primeiros Escritos<\/i>, p. 32-35).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, embora a evid&ecirc;ncia b&iacute;blica indique claramente que o s&aacute;bado se inicia na tarde de sexta-feira, o tempo exato n&atilde;o parecia bem definido para os nossos pioneiros. Jos&eacute; Bates, o velho capit&atilde;o do mar, sabendo dos problemas quanto a esta observ&acirc;ncia baseada no tempo que varia em diferentes regi&otilde;es do mundo, concluiu que na quest&atilde;o da observ&acirc;ncia do s&aacute;bado o &ldquo;tempo equatorial&rdquo; deveria ser seguido. Ele, portanto, advogava que o s&aacute;bado devesse come&ccedil;ar &agrave;s seis horas da tarde na sexta-feira e findar &agrave;s seis horas da tarde do s&aacute;bado. (Isto estava em evidente contraste com o sistema normal de calcular o in&iacute;cio e fim do dia &agrave; meia-noite). Embora houvesse algumas diferen&ccedil;as de opini&atilde;o entre os crentes sobre quando exatamente deveria come&ccedil;ar o s&aacute;bado, a posi&ccedil;&atilde;o das seis horas da tarde prevaleceu. Em 1848, alguns poucos dentre os adventistas observadores do s&aacute;bado no Maine, lendo Mateus 28:1: &ldquo;Ao findar do s&aacute;bado, ao entrar o primeiro dia da semana&rdquo;, defenderam a opini&atilde;o de que o s&aacute;bado come&ccedil;ava e findava ao nascer do Sol. Foi dado a Ellen White uma vis&atilde;o em que ouvia um anjo repetindo Lev&iacute;tico 23:32: &ldquo;Duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso s&aacute;bado&rdquo;. Isto assentou a quest&atilde;o e provava a fal&aacute;cia do tempo do nascer do Sol. Por volta desse tempo, numa reuni&atilde;o em Connecticut, enquanto os adventistas estavam debatendo o problema de quando iniciar o s&aacute;bado, uma experi&ecirc;ncia de l&iacute;nguas teve lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tiago White escreveu: &ldquo;Tem havido certas divis&otilde;es quanto ao tempo do in&iacute;cio do s&aacute;bado. Alguns come&ccedil;am ao p&ocirc;r do sol. A maioria, contudo, &agrave;s seis da tarde. H&aacute; uma semana, fizemos disso um assunto de ora&ccedil;&atilde;o. O Esp&iacute;rito Santo Se manifestou e o irm&atilde;o Chamberlain ficou repleto de poder. Neste estado, come&ccedil;ou a clamar numa l&iacute;ngua desconhecida. A interpreta&ccedil;&atilde;o seguiu-se e foi a seguinte: &lsquo;Deem-me um giz, d&ecirc;em-me um giz&rsquo;&rdquo;. &ldquo;Bem, pensei. Se n&atilde;o houver nenhum na casa, ent&atilde;o duvidarei disso, mas num instante um irm&atilde;o aparecia com um bom peda&ccedil;o de giz. O irm&atilde;o Chamberlain tomou-o e, no poder, desenhou uma figura sobre o assoalho. &ldquo;Isto representa as palavras de Jesus: &lsquo;N&atilde;o h&aacute; doze horas no dia? Esta figura representa o dia, ou a &uacute;ltima metade do dia. A luz est&aacute; ao meio [no sentido de tempo de dura&ccedil;&atilde;o] quando o Sol se acha no z&ecirc;nite, isto &eacute; &ndash; exatamente no centro, entre cada horizonte, &agrave;s 12 horas da manh&atilde;. Assim, percorrendo-se seis horas em cada dire&ccedil;&atilde;o, ter-se-&aacute; &agrave;s doze horas do dia. A qualquer tempo do ano o dia termina &agrave;s seis horas da tarde. &Eacute; ent&atilde;o que o s&aacute;bado come&ccedil;a, &agrave;s seis da tarde. Satan&aacute;s quis afastar-nos desse tempo. Mas permanecemos firmes no s&aacute;bado do Senhor como Ele no-lo concedeu a n&oacute;s e ao irm&atilde;o Bates.&rdquo; (Carta de Tiago White para &ldquo;Meu querido irm&atilde;o&rdquo;, 2 de julho de 1848, escrita de Berlim, Connecticut).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta experi&ecirc;ncia teve peso entre os crentes. Eles continuaram a observar o come&ccedil;o do s&aacute;bado &agrave;s seis horas. Foi em meio a este contexto geral que Deus proveu algumas diretrizes de longo alcance para Seu povo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Vis&atilde;o concernente &agrave; confian&ccedil;a nas experi&ecirc;ncias ext&aacute;ticas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em dezembro de 1850, enquanto em Paris, Maine, assistindo a uma assembl&eacute;ia onde todos os presentes sentiam profunda necessidade do derramamento do Esp&iacute;rito de Deus, foi dada a Ellen White uma vis&atilde;o: &ldquo;Est&aacute;vamos unidos em ora&ccedil;&atilde;o a noite passada, para que o Esp&iacute;rito do Senhor viesse sobre n&oacute;s. Deus ouviu nossos ardentes clamores. Fui tomada em vis&atilde;o. Vi qu&atilde;o grande e santo era Deus. Disse o anjo: &lsquo;Andai cuidadosamente perante Ele, pois &eacute; elevado e majestoso e o s&eacute;quito de Sua gl&oacute;ria enche o templo.&rsquo; Vi que tudo no C&eacute;u estava em perfeita ordem [&hellip;] (O t&oacute;pico suprimido n&atilde;o se aplica ao presente estudo]). &ldquo;Disse o anjo: &lsquo;Contemplai e sabei qu&atilde;o perfeito, qu&atilde;o bela &eacute; a ordem no C&eacute;u; segui-a&rsquo; [&hellip;]. &ldquo;Vi que as experi&ecirc;ncias ext&aacute;ticas corriam o grande perigo de ser adulteradas, e a cren&ccedil;a e conhecimento que essas pessoas tinham antes influenciavam, em grande medida, essas pr&aacute;ticas. Portanto, n&atilde;o se podia ter confian&ccedil;a impl&iacute;cita nelas. Mas se algu&eacute;m se achasse insens&iacute;vel a tudo ao seu redor, deveria estar no estado em que Paulo se achava, (n&atilde;o podia dizer se no corpo ou fora dele) e Deus com Ele Se comunicava atrav&eacute;s de seu anjo &ndash; n&atilde;o haveria ent&atilde;o perigo algum de engano. &ldquo;Vi que dever&iacute;amos lutar em todo o tempo para estarmos isentos de excita&ccedil;&otilde;es prejudiciais e desnecess&aacute;rias. Vi que h&aacute; grande perigo em deixar a Palavra de Deus para confiar e apoiar-se em experi&ecirc;ncias ext&aacute;ticas. Vi que Deus Se movia mediante Seu Esp&iacute;rito sobre vossa assembl&eacute;ia em algumas experi&ecirc;ncias e excita&ccedil;&atilde;o deles; vi, por&eacute;m, perigo &agrave; frente [&hellip;].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Vi que o peso da mensagem agora era a verdade. A Palavra de Deus deveria ser estritamente seguida e soerguida para o povo de Deus. E seria maravilhoso e lindo se o povo de Deus fosse atra&iacute;do a um canto [lugar] para ver a opera&ccedil;&atilde;o de Deus mediante experi&ecirc;ncias de vis&otilde;es.&rdquo; (Manuscrito 11, 1850).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O par&aacute;grafo que se segue reitera o pernicioso efeito de depender de experi&ecirc;ncias de arroubo religioso, especialmente quando na busca de s&atilde; doutrina: &ldquo;Vi em nossa reuni&atilde;o de assembl&eacute;ia, alguns planejarem os trabalhos para que Deus Se manifestasse em experi&ecirc;ncias ext&aacute;ticas, e os rebeldes fossem expulsos da reuni&atilde;o. Ent&atilde;o, pessoas sinceras e conscienciosas come&ccedil;aram a tremer: &lsquo;Tenho medo de ser expulso&rsquo;, e assim desviavam suas mentes de Jesus e as fixavam neles pr&oacute;prios e em outros, e a reuni&atilde;o os deixava em condi&ccedil;&atilde;o mais baixa do que os havia encontrado. Vi que precisamos tentar elevar nossas mentes acima do eu e faz&ecirc;-las permanecer em Deus, o Grande e Sublime.&rdquo; (Manuscrito 11, 1850).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A significa&ccedil;&atilde;o desta vis&atilde;o, dadas em 24 de dezembro de 1850, n&atilde;o pode ser superestimada. &Eacute; um documento vital. Os crentes estavam orando por um derramamento do Esp&iacute;rito, possivelmente esperando observar alguma demonstra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. Os registros da &eacute;poca revelam uma acelera&ccedil;&atilde;o em experi&ecirc;ncias ext&aacute;ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegando ao ponto principal, foi-lhe mostrado que, nas experi&ecirc;ncias carism&aacute;ticas, havia grave perigo de adultera&ccedil;&atilde;o, dando-se que a cren&ccedil;a anterior da pessoa envolvida, &ldquo;influenciava, em grande medida, essa pr&aacute;tica&rdquo;. Sendo este o caso, n&atilde;o se podia ter confian&ccedil;a impl&iacute;cita em tais experi&ecirc;ncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas havia um meio de comunica&ccedil;&atilde;o no qual se poderia firmemente confiar, e eram as vis&otilde;es que Deus dava aos profetas, no que &ldquo;n&atilde;o haveria nenhum perigo de engano&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram-lhe mostrados os poss&iacute;veis efeitos negativos do excitamento &ldquo;desnecess&aacute;rio&rdquo;, e que havia grave perigo de desconsiderar a Palavra de Deus e &ldquo;confiar nas experi&ecirc;ncias carism&aacute;ticas&rdquo;. Foi-lhe mostrado que havia genu&iacute;nas experi&ecirc;ncias nas quais ocorriam provas carism&aacute;ticas, mas que havia perigo &agrave; frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta vis&atilde;o, a Palavra de Deus foi exaltada. Quando o povo de Deus se achasse em situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis, Ele daria instru&ccedil;&atilde;o e guia mediante as vis&otilde;es.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Insist&ecirc;ncia em mais estudo da B&iacute;blia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Provavelmente a insist&ecirc;ncia da parte de alguns membros com respeito &agrave; quest&atilde;o do tempo de in&iacute;cio do s&aacute;bado, e as repetidas instru&ccedil;&otilde;es, mediante o dom prof&eacute;tico, que os conduziram &agrave; B&iacute;blia, levou Tiago White1&nbsp;em 1855, a instar J. N. Andrews, um jovem ministro residente em Paris, Maine, a levar a cabo uma cuidadosa investiga&ccedil;&atilde;o das Escrituras para encontrar evid&ecirc;ncia da Palavra de Deus sobre quando o s&aacute;bado deveria come&ccedil;ar. No ver&atilde;o, ap&oacute;s v&aacute;rias semanas em cuidadosa investiga&ccedil;&atilde;o da B&iacute;blia, ele demonstrou por nove textos do Antigo Testamento e dois textos no Novo, que o s&aacute;bado come&ccedil;ava ao p&ocirc;r do sol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andrews leu suas conclus&otilde;es na assembl&eacute;ia de novembro de 1855 em Battle Creek, e, com base na evid&ecirc;ncia escritur&iacute;stica assim trazida &agrave; luz, os presentes aceitaram a responsabilidade de mudar de seis horas da tarde para o p&ocirc;r do sol o tempo de come&ccedil;ar o s&aacute;bado. A decis&atilde;o, por&eacute;m, n&atilde;o foi un&acirc;nime. Jos&eacute; Bates, o membro mais velho do grupo de pioneiros e ap&oacute;stolo da verdade do s&aacute;bado discordava. N&atilde;o se demonstrava disposto a renunciar &agrave;s suas opini&otilde;es fortemente estabelecidas. Ellen White, por seu turno, argumentava que, desde que j&aacute; vinham observando o s&aacute;bado daquela maneira por dez anos, por que deveriam agora mudar? Desse modo, uma divis&atilde;o come&ccedil;ou a se fazer notar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, ao final da assembl&eacute;ia Ellen White recebeu uma vis&atilde;o na qual lhe foi mostrado que o s&aacute;bado come&ccedil;a ao p&ocirc;r do sol. Seu di&aacute;logo com o anjo nesta vis&atilde;o &eacute; esclarecedor: &ldquo;Vi que isto era mesmo assim: &lsquo;&hellip; Duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso s&aacute;bado.&rsquo; (Lv 23:32). Disse o anjo: &lsquo;Tomem a Palavra de Deus, leiam-na, compreendam-na e voc&ecirc;s n&atilde;o errar&atilde;o. Estudem-na cuidadosamente, e ali descobrir&atilde;o&nbsp;<i>o que&nbsp;<\/i>&eacute; tarde e&nbsp;<i>quando&nbsp;<\/i>come&ccedil;a.&rsquo; Perguntei-lhe se o desagrado de Deus esteve sobre Seu povo por iniciarem o s&aacute;bado como haviam feito. Fui dirigida ao primeiro s&aacute;bado observado pelos adventistas e acompanhei o povo de Deus at&eacute; nossos dias, mas nada constatei que pudesse trazer sobre eles o desagrado divino. Indaguei porque as coisa haviam ocorrido dessa maneira e por que precis&aacute;vamos mudar agora o tempo de in&iacute;cio do s&aacute;bado. Disse o anjo: &lsquo;Voc&ecirc;s entender&atilde;o, mas n&atilde;o ainda, n&atilde;o ainda.&rsquo; E disse mais: &lsquo;Se houvesse luz a respeito e essa luz fosse rejeitada, ent&atilde;o haveria condena&ccedil;&atilde;o e o desagrado divino, mas antes que a luz venha n&atilde;o h&aacute; pecado, pois n&atilde;o existe luz rejeitada.&rsquo; Vi que alguns achavam que o Senhor havia mostrado iniciar-se o s&aacute;bado pontualmente &agrave;s seis horas da tarde, quando, na verdade, eu apenas vira que ele come&ccedil;ava &agrave; &lsquo;tarde&rsquo; e eles deduziram que &lsquo;tarde&rsquo; significava &agrave;s seis horas. Vi que os servos de Deus precisam unir-se e consolidar-se.&rdquo; (<i>Testimunhos Para a Igreja<\/i>, vol. 1, p. 116). Dois pontos salientam-se: Primeiramente, os crentes deveriam dirigir-se &agrave; Palavra de Deus para orientar-se em assuntos de doutrina. Em segundo lugar, deveriam marchar unidos. Em anos subsequentes, Tiago White usou esta experi&ecirc;ncia para ilustrar o lugar do dom de profecia na igreja. O dom n&atilde;o deveria ir adiante do estudo da B&iacute;blia, mas tinha o seu lugar em salvaguardar a igreja e confirmar a verdade. A B&iacute;blia sempre deveria situar-se em posi&ccedil;&atilde;o elevada, sua autoridade nunca ficar subordinada aos sentimentos ou experi&ecirc;ncias ext&aacute;ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o h&aacute; registro de Ellen White dando expl&iacute;cito apoio, ou expressando endosso a experi&ecirc;ncias ext&aacute;ticas com l&iacute;nguas desconhecidas, embora fosse testemunha visual de tr&ecirc;s dentre quatro de tais ocorr&ecirc;ncias. Ela provavelmente se manteve em sil&ecirc;ncio ao acompanhar o desenrolar do caso do irm&atilde;o Rhodes. Mesmo o falar em l&iacute;nguas pelo irm&atilde;o Ralph n&atilde;o logrou convenc&ecirc;-la. Posteriormente, foi-lhe mostrado que o pensamento e sentimentos de uma pessoa t&ecirc;m grande influ&ecirc;ncia sobre essas experi&ecirc;ncias. Ao delinear os eventos que conduziram &agrave; posi&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica quanto ao tempo para iniciar o s&aacute;bado, saltamos cinco anos al&eacute;m da vis&atilde;o de 1850, a qual advertia dos perigos advindos de se confiar desordenadamente em manifesta&ccedil;&otilde;es ext&aacute;ticas. Outras vis&otilde;es se seguiram e revelaram claramente que um esp&iacute;rito outro que n&atilde;o o Esp&iacute;rito Santo podia, em grande escala, afetar os sentimentos. Na vis&atilde;o de 1851 ela descreveu a experi&ecirc;ncia de certas pessoas que, independentemente de seu conhecimento, estavam sob a influ&ecirc;ncia de um &ldquo;esp&iacute;rito n&atilde;o santificado&rdquo;, e declara que &ldquo;tal esp&iacute;rito agia fortemente sobre os sentimentos, e esses sentimentos, muitos deles, ainda s&atilde;o considerados como sagrados, como [motivados pelo] Esp&iacute;rito Santo.&rdquo; (Carta 2, 1851).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m da depend&ecirc;ncia sobre sentimentos e experi&ecirc;ncias como a de l&iacute;nguas estranhas, havia perigo de falsa dire&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m nas prostra&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Satan&aacute;s opera em muitas maneiras<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Vi que Satan&aacute;s estava operando por interm&eacute;dio de instrumentalidades&nbsp;de diferentes maneiras. Estava operando por meio de ministros que rejeitaram a verdade e est&atilde;o se entregando &agrave; opera&ccedil;&atilde;o do erro, para crerem na mentira e serem condenados. Enquanto estavam pregando ou orando, alguns ca&iacute;ram prostrados em abandono, n&atilde;o pelo poder do Esp&iacute;rito Santo, mas pelo poder que Satan&aacute;s proporcionou a esses instrumentos, e por meio deles ao povo.&rdquo; (<i>Primeiros Escritos<\/i>, p. 43, 44). Em anos posteriores, Ellen White advertiu sobre contrafa&ccedil;&otilde;es em experi&ecirc;ncias est&aacute;ticas: &ldquo;&hellip;onde quer e quando quer que o Senhor opere no conceder genu&iacute;na b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o, revela-se sempre tamb&eacute;m uma falsifica&ccedil;&atilde;o, de modo a anular a obra verdadeira de Deus. Devemos, portanto, ser extremamente cuidadosos, e andar humildemente diante de Deus, para que possamos ter o col&iacute;rio espiritual e distinguir a opera&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito &nbsp;Santo de Deus da manifesta&ccedil;&atilde;o daquele esp&iacute;rito que quer introduzir desenfreada licen&ccedil;a e fanatismo. &ldquo;Pelos seus frutos os conhecereis.&rdquo; (Mt 7:20). Os que est&atilde;o realmente contemplando a Cristo ser&atilde;o transformados &agrave; Sua imagem, como pelo Esp&iacute;rito do Senhor, e crescer&atilde;o &agrave; plena estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus. O Esp&iacute;rito Santo de Deus inspirar&aacute; aos homens amor e pureza; e manifestar-se-&aacute; refinamento em seu car&aacute;ter.&rdquo; (<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 1, p. 142).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Em Face do Falso<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Deus n&atilde;o deixa Seu povo ao poder enganador de Satan&aacute;s sem um objetivo. H&aacute; uma causa para isto. Esta causa deveria ser investigada com o mais profundo sentimento de humildade para que um segundo engano n&atilde;o se siga, pior que o primeiro.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontros face a face com falsas experi&ecirc;ncias carism&aacute;ticas exerceram forte influ&ecirc;ncia modeladora sobre nossos pioneiros. O irm&atilde;o Loughbough relembra um incidente ocorrido durante a primeira visita dos White em Michigan em 1853. Deveriam, como o irm&atilde;o Loughborough, realizar reuni&otilde;es em quatro ou cinco lugares, como sejam Tyrone, Jackson, Bedford, Battle Creek e Vergennes, onde havia grupos de crentes. Numa vis&atilde;o, logo ap&oacute;s chegarem em Michigan, foram mostradas a Ellen White certas pessoas e certos grupos de irm&atilde;os que se deveriam reunir em conex&atilde;o com o itiner&aacute;rio deles. Quando ela escreveu a respeito disto, pediu ao irm&atilde;o Loughborough que lhe tirassem uma c&oacute;pia. Seu trabalho em copiar o material causou-lhe profunda impress&atilde;o. Leu a respeito de uma mulher que exercia consider&aacute;vel influ&ecirc;ncia entre os adventistas observadores do s&aacute;bado de sua comunidade, mas que n&atilde;o passava de uma impostora, e que quando reprovada, levantar-se-ia dizendo: &ldquo;Deus conhece meu cora&ccedil;&atilde;o.&rdquo; Chegando a Vergennes alguns dias depois, Ellen White reconheceu o lugar como aquele onde deveria encontrar a impostora. Tamb&eacute;m reconheceu os crentes, ao chegarem em seus carro&ccedil;&otilde;es para os servi&ccedil;os religiosos do s&aacute;bado de manh&atilde;. Ela assinalou para os que estavam pr&oacute;ximos a si que aqueles da primeira carro&ccedil;a n&atilde;o tinham simpatia pela mulher enquanto outro grupo tinha, e ainda outro estava dividido, e assim por diante. Enquanto Tiago White falava, uma mulher de not&aacute;vel porte entrou acompanhada de dois homens. Estes caminhavam para frente enquanto ela se assentava pr&oacute;ximo &agrave; porta. Ellen White logo teve oportunidade de falar, t&atilde;o logo o esposo terminou. Como introdu&ccedil;&atilde;o a suas considera&ccedil;&otilde;es, exortou os ministros a serem cuidadosos a fim de n&atilde;o macularem a obra de Deus. Disse que Deus n&atilde;o chamaria uma mulher para viajar pelo pa&iacute;s em companhia de um homem que n&atilde;o fosse seu esposo. Finalmente, disse (conforme o relato do irm&atilde;o Loughborough): &ldquo;Aquela mulher que est&aacute; ali, sentada perto da porta, professa ter sido chamada por Deus para pregar. Ela est&aacute; viajando com este rapaz que est&aacute; sentado bem aqui em frente da plataforma, enquanto esse velho homem, seu esposo &ndash; Deus tenha miseric&oacute;rdia dele! &ndash; fica em casa trabalhando para obter meios que eles est&atilde;o usando para levar avante sua iniquidade. Ela pretende passar por muito santa &ndash; ser santificada. Com todas as suas pretens&otilde;es e discursos a respeito de santidade, Deus me mostrou que ela e este rapaz t&ecirc;m violado o s&eacute;timo mandamento.&rdquo; (<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>6 de maio de 1884). Todos se volveram em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; mulher imaginando qual poderia ser sua resposta. Ap&oacute;s quase um minuto ela se p&ocirc;s em p&eacute;, e com uma apar&ecirc;ncia de grande santidade, disse: &ldquo;Deus conhece meu cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Estas palavras eram precisamente aquelas que foram preditas na vis&atilde;o de duas semanas antes. Durante um intervalo &agrave; hora do almo&ccedil;o na casa onde os White e o irm&atilde;o Loughborough estavam hospedados, a sra. White recebeu outra vis&atilde;o. Ao sair da vis&atilde;o, relatou mais alguns pormenores do que o Senhor lhe havia mostrado com respeito &agrave; mulher sobre quem se focalizara a aten&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Esta mulher professa falar em l&iacute;nguas [disse Ellen White], mas est&aacute; equivocada. Ela n&atilde;o fala as l&iacute;nguas que declara falar. Na verdade, n&atilde;o fala em l&iacute;ngua nenhuma. Se todas as na&ccedil;&otilde;es da terra estivessem reunidas, e pudessem ouvi-la falar, nenhuma delas saberia o que ela diz; pois t&atilde;o somente apresenta uma algaravia sem nexo.&rdquo;&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 10 de julho de 1884. Imagine-se a surpresa do irm&atilde;o Loughborough ao retornar ao local da reuni&atilde;o e encontrar uma mulher falando no que dizia ser um dialeto da tribo ind&iacute;gena de Garlic, das proximidades. O que o irm&atilde;o loughborough ouviu foi: &ldquo;Kene, keni, kene, keno, kene, kene,&rdquo; etc. (<i>Review and Herald<\/i>, 10 de julho de 1884). Numa reuni&atilde;o que realizou no dia seguinte, essa mulher falou sobre o tema da santidade, e durante seu discurso expressou-se novamente numa l&iacute;ngua desconhecida. Um &iacute;ndio que havia sido convidado para vir ouvi-la falar sua l&iacute;ngua levantou-se de um salto declarando: &ldquo;Isso &eacute; muito mau linguagem de &iacute;ndio! Muito mau linguagem de &iacute;ndio!&rdquo; Quando indagado sobre o que a mulher dissera, declarou: &ldquo;Nada; ela n&atilde;o fala l&iacute;ngua de &iacute;ndios&rdquo;. Poucos dias depois, na presen&ccedil;a de um int&eacute;rprete ind&iacute;gena que conhecia 17 daqueles idiomas, ela falou e orou em sua algaravia, mas ele declarou que n&atilde;o proferira uma s&oacute; palavra de qualquer idioma ind&iacute;gena. Sua influ&ecirc;ncia teve pouca dura&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; por causa desta experi&ecirc;ncia, mas porque se descobriu que o homem com quem viajava e vivia n&atilde;o era seu marido. Isto foi confessado a tempo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A experi&ecirc;ncia de Wisconsin<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda experi&ecirc;ncia envolvendo manifesta&ccedil;&otilde;es carism&aacute;ticas esp&uacute;rias teve lugar na regi&atilde;o central de Wisconsin em 1860 e 1861. Estiveram envolvidos T. M. Steward e esposa, crentes pioneiros naquele Estado, que alcan&ccedil;aram certa posi&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a, e um certo Salom&atilde;o Wellcome e fam&iacute;lia. A fam&iacute;lia Wellcome, adventistas do primeiro dia, procedentes do Maine, havia-se estabelecido em Wisconsin pelo fim de 1840. Em meados de 1850, dois filhos aceitaram a verdade do s&aacute;bado, e come&ccedil;aram a pregar suas novas convic&ccedil;&otilde;es. Salom&atilde;o Wellcome logo travou rela&ccedil;&otilde;es com T. M. Steward. Desde o in&iacute;cio fez-se claro que Wellcome abrigava falsas opini&otilde;es com respeito &agrave; santifica&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Foi-me mostrado que o pastor K [Salom&atilde;o Wellcome] se encontrava em terreno perigoso. Ele n&atilde;o est&aacute; em uni&atilde;o com o terceiro anjo [&hellip;]. Ele trouxe consigo uma teoria metodista de santifica&ccedil;&atilde;o, e apresenta-a, dando-lhe maior import&acirc;ncia. E as sagradas verdades pr&oacute;prias para este tempo s&atilde;o por ele tidas em pouca considera&ccedil;&atilde;o. [&hellip;] Satan&aacute;s lhe tem dominado a mente, e ele tem ocasionado grande dano &agrave; causa da verdade no norte de Wisconsin.&rdquo; (<i>Testemunhos Para a Igreja<\/i>, vol. 1, p. 335). Precisamente o que estava envolvido nesta falsa santifica&ccedil;&atilde;o Ellen White n&atilde;o revelou. H&aacute; um interessante registro hist&oacute;rico descrevendo experi&ecirc;ncias ext&aacute;ticas que estavam tendo lugar numa igreja metodista naquela &aacute;rea por volta daquele tempo:&nbsp; &ldquo;Algu&eacute;m come&ccedil;a a suspirar daqui um &lsquo;ah&rsquo; e outro dali um &lsquo;oh&rsquo;. E esses &lsquo;ahs&rsquo; e ohs&rsquo; tornam-se crescentemente mais fortes e numerosos at&eacute; que toda ordem e calma parecem ter sido desprezadas. Eu deveria dispor de, pelo menos, uns 30 olhos ou ouvidos para poder ver todas aquelas gesticula&ccedil;&otilde;es e ouvir todos os gemidos de devo&ccedil;&atilde;o. [&hellip;] Uma mulher arrancou seu chap&eacute;u da cabe&ccedil;a, atirou-o longe e desgrenhou os cabelos. [&hellip;] Acol&aacute; uma mulher olhando em dire&ccedil;&atilde;o ao alto, apoiava as m&atilde;os sobre o peito, como se nada mais do que emo&ccedil;&atilde;o espiritual nela houvesse, e proferia as palavras: &lsquo;Vem, meu Jesus, vem meu querido Jesus, meu querido amante&rsquo;, etc. Aqui e ali algu&eacute;m pronunciava somente as s&iacute;labas &lsquo;Ji! Ji!&rsquo; saltando no assento toda vez, como se houvesse sido picado por uma vespa. [&hellip;] Um correu para frente e caiu ao ch&atilde;o enquanto v&aacute;rios outros dan&ccedil;avam ao seu redor como se estivessem possessos e clamavam: &lsquo;O Esp&iacute;rito o dominou! Ele recebeu o Esp&iacute;rito Santo&rsquo;, etc.&rdquo; (<i>Wisconsin Magazine of History<\/i>, junho de 1942, p. 463-465).2&nbsp;Ap&oacute;s tomar conhecimento do crescente esp&iacute;rito de fanatismo em Wisconsin, Tiago White deixou sua esposa com um filho rec&eacute;m-nascido, John Herbert, em Battle Creek a fim de visitar a igreja de Mauston e outros grupos. Ele n&atilde;o foi bem recebido, e a publica&ccedil;&atilde;o de seus sentimentos de apreens&atilde;o quanto ao futuro da igreja em Wisconsin &eacute; significante: &ldquo;Pensamos ser nosso dever declarar algo sobre o aparecimento desta obra aqui, a qual &eacute; chamada por alguns de &lsquo;A Reforma&rsquo;, mas para n&oacute;s mais parece uma deforma&ccedil;&atilde;o&hellip; &ldquo;Enquanto est&aacute;vamos pregando, uma irm&atilde; interrompeu numa exclama&ccedil;&atilde;o de oposi&ccedil;&atilde;o, e assim tivemos que esperar algum tempo at&eacute; que parasse. Foi com dificuldade que conclu&iacute;mos a prega&ccedil;&atilde;o&hellip; &ldquo;Esta chamada reforma tem estabelecido alguns decretos muito importantes. &Eacute; dito que um ou mais t&ecirc;m o esp&iacute;rito de profecia, e que t&ecirc;m visto coisas do mais profundo interesse. Por exemplo, o grupo de observadores do s&aacute;bado que mant&eacute;m a&nbsp;<i>Review&nbsp;<\/i>tem recebido ep&iacute;tetos v&aacute;rios, como &lsquo;Advento&rsquo;, &lsquo;Babil&ocirc;nia&rsquo;, &lsquo;Ca&iacute;do&rsquo;, &lsquo;Organiza&ccedil;&atilde;o&rsquo;. Isto &eacute; muito significativo para carecer de mais coment&aacute;rios. Tamb&eacute;m [dizem] que os escritos da irm&atilde; White, com exce&ccedil;&atilde;o do primeiro livreto, est&atilde;o todos errados. [&hellip;] Deixamos estes queridos e enganados amigos com nossa comisera&ccedil;&atilde;o e nossas ora&ccedil;&otilde;es.&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 13 de novembro de 1860). Primeiramente, Steward e seus mais &iacute;ntimos associados responderam apenas parcialmente aos apelos e argumentos de Tiago White. Mas, n&atilde;o demorou muito, tornou-se claro que aquilo que era atribu&iacute;do a Deus originara-se com o grande advers&aacute;rio. A&nbsp;<i>Review and Herald&nbsp;<\/i>de 22 de janeiro de 1861 trazia uma declara&ccedil;&atilde;o intitulada &ldquo;Um Engano Confessado&rdquo; escrita por T. M. Steward: &ldquo;A todos os queridos santos espalhados por v&aacute;rios lugares: &ldquo;Quanto &agrave; pergunta que me tem sido repetidamente feita pelos que me escrevem, &lsquo;Qual &eacute; a natureza da obra de Mauston?&rsquo; Gostaria de agora apresentar minha opini&atilde;o a respeito. Ademais, sinto ser meu dever faz&ecirc;-lo. Sinto estar inteiramente preparado para tanto, e minha ora&ccedil;&atilde;o &eacute; que o Senhor nos salve de todos os enganos de Satan&aacute;s nestes &uacute;ltimos dias. &ldquo;Estais bem cientes de que a obra havia come&ccedil;ado h&aacute; pouco quando o irm&atilde;o White ali esteve, e, logicamente, eu n&atilde;o havia ainda me decidido. Roguei-lhes que me deixassem s&oacute; at&eacute; que houvesse investigado a quest&atilde;o para total elucida&ccedil;&atilde;o. Tinha raz&otilde;es para duvidar, mas queria submet&ecirc;-la a uma prova completa. &ldquo;A raz&atilde;o por que advogava tal atitude n&atilde;o era por teimar quanto a ela, mas porque eu n&atilde;o podia ver nada menosprezado sem ter os sentimentos afetados. &Agrave;s vezes descobria faltas, mas depois procuravam-nas justificar, dizendo: &lsquo;Tudo ser&aacute; tornado claro no futuro&rsquo;, o que me fazia procurar demonstra&ccedil;&otilde;es mais claras.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Lutas com a d&uacute;vida<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;&Agrave;s vezes eu expressava d&uacute;vidas e a resposta vinha &ndash; &lsquo;N&atilde;o duvides&rsquo;. Assim, tive que desistir disso por um tempo. Ent&atilde;o, tentava ponderar sobre o caso e aconselhava-os a deixarem o bom senso decidir. Mas ent&atilde;o mostravam-me que me achava sob terr&iacute;vel ju&iacute;zo e tenta&ccedil;&atilde;o. Desse modo, pensei finalmente em deixar que tudo viesse &agrave; tona por si.&rdquo; Depois, Steward debateu com alguns daqueles que estavam envolvidos nessas experi&ecirc;ncias, sobre as vis&otilde;es que alegavam ter tido, e como tais vis&otilde;es poderiam estar em harmonia com a Mensagem: &ldquo;T&iacute;nhamos, como imagin&aacute;vamos, muitos dos dons. Eu, por&eacute;m, n&atilde;o estava satisfeito com a maneira em que se manifestavam. Na noite de 2 de janeiro, contudo, enquanto estava em Portage, come&ccedil;ou a revelar-se um novo fen&ocirc;meno, e todos quantos estavam reunidos e sob sua influ&ecirc;ncia, perderam completamente o controle de si (ou submeteram-se a fim de serem controlados pelo poder invis&iacute;vel), e as cenas que se seguiram n&atilde;o as posso descrever. Encontrava-me distante, em Cascade, realizando reuni&otilde;es, tendo partido um dia antes. &ldquo;Estas cenas come&ccedil;aram na casa do irm&atilde;o Billings, onde se achavam presentes minha esposa, a irm&atilde; Kelley e o irm&atilde;o e irm&atilde; Billings. Tais cenas prosseguiram at&eacute; a noite posterior ao s&aacute;bado, quando ent&atilde;o se convenceram tratar-se de um engano. Agora somos un&acirc;nimes em atribuir tal obra ao inimigo. Livre e completamente a denunciamos. Eu amo as verdades da mensagem do terceiro anjo como sempre, e desejo advog&aacute;-lo perante o mundo. &ldquo;Irm&atilde;os, estai atentos para com os fortes enganos desses &uacute;ltimos dias! Este esbo&ccedil;o vos dar&aacute; nossos pontos de vista com respeito &agrave; natureza do assunto.&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 22 de janeiro de 1861). Quando Tiago White recebeu este relat&oacute;rio ficou alegre em saber que o fanatismo havia cessado, ou pelo menos assim parecia, e acrescentou &agrave; confiss&atilde;o suas pr&oacute;prias observa&ccedil;&otilde;es: &ldquo;Nota: N&atilde;o &eacute; coisa de pouca import&acirc;ncia cair sob os grandes enganos de Satan&aacute;s, especialmente quando as pessoas passam por experi&ecirc;ncias carism&aacute;ticas em que t&ecirc;m o corpo e a mente dominados pelo que imaginam ser o Esp&iacute;rito Santo. Tais pessoas perdem o equil&iacute;brio e o seu discernimento quanto a coisas espirituais de tal modo que raramente os recuperam. Durante os quinze anos passados temos observado a experi&ecirc;ncia crist&atilde; desses, e em nenhuma oportunidade temo-los visto seguirem uma rota serena de modo a exercerem uma influ&ecirc;ncia benfazeja, a menos que tenham escolhido uma posi&ccedil;&atilde;o humilde na igreja dependendo mais do julgamento daqueles que t&ecirc;m tido uma boa experi&ecirc;ncia do que sobre o seu pr&oacute;prio.&nbsp; &ldquo;Deus n&atilde;o permite que Seu povo seja submetido ao poder enganador de Satan&aacute;s sem uma finalidade. H&aacute; uma causa para isso. Esta causa deveria ser investigada com o mais profundo sentimento de humildade, para que n&atilde;o aconte&ccedil;a que um segundo engano surja causando maior dano do que o primeiro. O grande objetivo de Satan&aacute;s neste engano ocorrido no norte de Wisconsin sem d&uacute;vida teve por mira fazer com que o tema da perpetuidade dos dons espirituais ca&iacute;sse em desgra&ccedil;a e fosse objeto de d&uacute;vida. Um extremo &eacute; geralmente seguido de outro. E seremos grandemente surpreendidos se n&atilde;o descobrirmos que aqueles que estiveram sob o esp&iacute;rito do erro e do fanatismo abandonaram inteiramente a quest&atilde;o dos dons espirituais, erro este que ser&aacute; mais fatal do que o primeiro.&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 22 de janeiro de 1861).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o fanatismo haja cessado, a igreja ainda sofreu as consequ&ecirc;ncias por alguns anos. Os Steward, que precisaram de algum tempo para se recuperar totalmente, tornaram-se finalmente obreiros de confian&ccedil;a. A filha da fam&iacute;lia, Maria, trabalhou por muito tempo como revisora na&nbsp;<i>Review and Herald&nbsp;<\/i>e como secret&aacute;ria da Sr&ordf;. White.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O Dom de L&iacute;nguas em Portland, Maine<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>T&ecirc;m uma algaravia sem sentido a que chamam l&iacute;ngua desconhecida, desconhecida n&atilde;o s&oacute; ao homem, mas ao Senhor e a todo o C&eacute;u.&nbsp;<\/i>A terceira experi&ecirc;ncia dos tempos primitivos que Ellen White comenta em espa&ccedil;o consider&aacute;vel passou-se em Portland, Maine, nos anos de 1864 e 1865. Ao que parece, Portland, local onde Ellen White recebera a primeira vis&atilde;o, tornou-se alvo especial do inimigo. Por anos a obra fora enfraquecida por manifesta&ccedil;&atilde;o de fanatismo. Um desses epis&oacute;dios teve lugar em meados de 1860 envolvendo um tal S. C. Hancock. Era ele um observador do s&aacute;bado, mas se envolvera profundamente com experi&ecirc;ncias carism&aacute;ticas, particularmente ligadas a l&iacute;nguas. Na&nbsp;<i>Review and Herald&nbsp;<\/i>de 14 de mar&ccedil;o de 1865 h&aacute; uma breve nota em que uma certa Sr&ordf;. D. A. Parker, de Portland, Maine, descreve sua experi&ecirc;ncia. Ela reporta-se a 1854, quando de um movimento de marca&ccedil;&atilde;o de data. Foi por esse tempo que ela ouviu a doutrina do advento e, em suas palavras, &ldquo;alegremente acatei a opini&atilde;o de que Jesus voltaria no outono de 1854&rdquo;. Esse movimento com base em tempo, por&eacute;m, provou-se inconsistente e falso. A Sr&ordf;. Parker narra a hist&oacute;ria: &ldquo;Por essa ocasi&atilde;o um grupo surgiu advogando possuir a verdadeira luz sobre o &lsquo;levantar-se e preparar as l&acirc;mpadas&rsquo;, &lsquo;a chuva ser&ocirc;dia&rsquo;, e &lsquo;a restaura&ccedil;&atilde;o dos dons na igreja&rsquo;. Pesquisei as Escrituras e verifiquei que os dons eram para a igreja, e crendo que &eacute;ramos o povo de Deus, aderi inteiramente ao movimento e recebi pouco depois o que cria na realidade ser o &lsquo;dom de l&iacute;nguas&rsquo;, e sinceramente segui neste rumo at&eacute; cerca de seis meses atr&aacute;s, quando em minha mente surgiram d&uacute;vidas a respeito da genuinidade daquilo tudo. Havia algumas coisas que me pareciam &agrave;s vezes bastante estranhas. Ouvia coisas em &lsquo;l&iacute;nguas&rsquo; em que n&atilde;o confiava, e ap&oacute;s constatar os resultados, ficava ainda mais abalada em minha posi&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Em nossa assembl&eacute;ia em Portland, h&aacute; aproximadamente tr&ecirc;s meses, cheguei a ficar completamente desgostosa com nossa posi&ccedil;&atilde;o. [&hellip;] &ldquo;Descreverei alguns dos cultos: falar em l&iacute;nguas, dan&ccedil;ar no Esp&iacute;rito e contorcer-se no Esp&iacute;rito. Eu concordava plenamente com as l&iacute;nguas, mas n&atilde;o com aquelas dan&ccedil;as e contor&ccedil;&otilde;es, que eram pr&aacute;ticas peculiares ao irm&atilde;o Hancock.&nbsp; &ldquo;Poderia falar muito mais, por&eacute;m isto &eacute; suficiente. Posso agora dizer que sou grata por meus olhos se terem aberto para ver esses enganos que compartilhei em parte desde 54; pois partilhava das mesmas opini&otilde;es e sentimentos daqueles com quem me unira.&rdquo; (p. 116, 117). Dentro deste contexto hist&oacute;rico, volvamo-nos agora a&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 1, onde Ellen White tece coment&aacute;rios referentes ao que se passou em Portland: &ldquo;Algumas dessas pessoas t&ecirc;m formas de culto a que chamam dons, e dizem que o Senhor os p&ocirc;s na igreja. T&ecirc;m uma algaravia sem sentido a que chamam l&iacute;ngua desconhecida, desconhecida n&atilde;o s&oacute; ao homem, mas ao Senhor e a todo o C&eacute;u. Tais dons s&atilde;o manufaturados por homens e mulheres ajudados pelo grande enganador. O fanatismo, a exalta&ccedil;&atilde;o, o falso falar l&iacute;nguas e os cultos ruidosos, t&ecirc;m sido considerados dons postos na igreja por Deus. Alguns t&ecirc;m sido iludidos a esse respeito. Os frutos de tudo isto n&atilde;o t&ecirc;m sido bons. &lsquo;Pelos seus frutos os conhecereis.&rsquo; (Mt 7:20). O fanatismo e o ru&iacute;do t&ecirc;m sido considerados ind&iacute;cios especiais de f&eacute;. &ldquo;<i>Algumas pessoas n&atilde;o se satisfazem com uma reuni&atilde;o, a menos que experimentem momentos de poder e de alegria. Esfor&ccedil;am-se por isso, e chegam a uma confus&atilde;o dos sentimentos. A influ&ecirc;ncia dessas reuni&otilde;es, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; ben&eacute;fica. Ao passar o auge do sentimento, essas pessoas imergem mais fundo que antes da reuni&atilde;o, pois sua satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o proveio da devida fonte. As mais proveitosas reuni&otilde;es para o bem espiritual s&atilde;o as que se caracterizam pela solenidade e o profundo exame do cora&ccedil;&atilde;o, cada um procurando conhecer-se a si mesmo e, com sinceridade e profunda humildade, buscando aprender de Cristo. &hellip;&nbsp;<\/i>[&ldquo;De acordo com a luz que Deus me concedeu, haver&aacute; ainda uma grande classe suscitada no Leste que obedecer&aacute; &agrave; verdade.&nbsp;<i>Aqueles que seguem no rumo desviado que escolheram, ser&atilde;o deixados a admitir erros que finalmente provocar&atilde;o sua ru&iacute;na<\/i>; mas por algum tempo ser&atilde;o pedras de trope&ccedil;o para aqueles que receberiam a verdade.3]&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Os pastores que trabalham na palavra e na doutrina devem ser obreiros competentes, e apresentarem a verdade em sua pureza, todavia com simplicidade. Devem alimentar o rebanho com forragem limpa, cabalmente joeirada.&nbsp;<i>H&aacute; estrelas errantes que professam ser ministros enviados por Deus<\/i>, os quais andam pregando o s&aacute;bado de lugar em lugar, mas&nbsp;<i>que t&ecirc;m a verdade misturada com o erro<\/i>, e est&atilde;o lan&ccedil;ando ao povo a massa de seus discordantes pontos de vista. Satan&aacute;s os empurrou para dentro a fim de causar desagrado aos inteligentes e judiciosos que n&atilde;o s&atilde;o membros. Alguns desses t&ecirc;m muito a dizer sobre os dons, e s&atilde;o muitas vezes especialmente agitados. Entregam-se a sentimentos desordenados e produzem sons inintelig&iacute;veis, a que chamam o dom de l&iacute;nguas, e certa classe parece encantada com essas estranhas manifesta&ccedil;&otilde;es. Reina entre essa classe um esp&iacute;rito estranho, que subjuga e passa por cima de quem quer que os reprove. O Esp&iacute;rito de Deus n&atilde;o est&aacute; nessa obra e n&atilde;o acompanha a tais obreiros. Eles t&ecirc;m outro esp&iacute;rito. Todavia, esses pregadores t&ecirc;m &ecirc;xito entre certa classe. Isto, por&eacute;m, aumenta grandemente o trabalho dos servos a quem Deus enviou, os quais se acham habilitados a apresentar perante o povo o s&aacute;bado e os dons em seu devido aspecto, e cuja influ&ecirc;ncia e exemplo s&atilde;o dignos de imita&ccedil;&atilde;o.&rdquo; (p. 161, 163)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E depois, Ellen White comenta: Alguns se regozijam e exultam em possuir os dons que os outros n&atilde;o t&ecirc;m. &ldquo;Que Deus guarde Seu povo de tais dons.&rdquo; (p. 167). Pergunta a seguir se eles &ldquo;mediante o exerc&iacute;cio desses dons, [s&atilde;o] levados &agrave; unidade da f&eacute;?&rdquo;, e se &ldquo;convencem os descrentes de que Deus est&aacute; em verdade com eles?&rdquo; Suas observa&ccedil;&otilde;es subsequentes s&atilde;o significantes: &ldquo;Quando esses dissidentes, sustentando suas v&aacute;rias ideias, se re&uacute;nem e h&aacute; consider&aacute;vel agita&ccedil;&atilde;o, e l&iacute;ngua desconhecida, fazem sua luz brilhar de tal modo, que os descrentes dizem: Esta gente n&atilde;o est&aacute; em seu ju&iacute;zo; s&atilde;o levados por um falso reavivamento, e conhecemos que n&atilde;o possuem a verdade. Esses tais colocam-se diretamente no caminho dos pecadores; sua influ&ecirc;ncia &eacute; eficaz em impedir outros de aceitar o s&aacute;bado. Essas pessoas ser&atilde;o recompensadas segundo suas obras. Prouvera a Deus que eles se reformassem ou abandonassem o s&aacute;bado! Assim n&atilde;o se atravessariam no caminho dos descrentes.&rdquo; (p. 168).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com este conselho imperativo de Ellen White, baseado nas vis&otilde;es que Deus lhe concedera, logo o fermento de fanatismo entre os observadores do s&aacute;bado em Portland, Maine, se extinguiu. N&atilde;o admira, pois, que ao defrontar-se em anos futuros com experi&ecirc;ncias carism&aacute;ticas, ela se haja comportado de maneira reservada e cautelosa, procurando apreender os verdadeiros elementos envolvidos.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O caso do sr. Ralph Mackin e sua esposa<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi o que fez no epis&oacute;dio de 1908 em que o Sr. e Sr&ordf;. Ralph Mackin apelaram ao seu conselho para esclarecer se sua experi&ecirc;ncia de falar em l&iacute;nguas e cantar no esp&iacute;rito seriam divinamente inspirados. Com rela&ccedil;&atilde;o a isto, Ralph Mackin insistia com Ellen White para que tornasse clara a quest&atilde;o de conveni&ecirc;ncia de esperar-se alguma demonstra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica em conex&atilde;o com a obra do derramamento do Esp&iacute;rito de Deus. Citamos sua indaga&ccedil;&atilde;o e a declara&ccedil;&atilde;o de Ellen White em resposta: &ldquo;<i>R. Mackin<\/i>: Em conex&atilde;o com o recebimento de poder do alto, h&aacute; uma pergunta que me parece t&atilde;o pertinente agora como o foi nos dias dos ap&oacute;stolos &ndash; qual &eacute; a evid&ecirc;ncia? Se o recebemos, n&atilde;o se produzir&aacute; o mesmo efeito fisiol&oacute;gico sobre n&oacute;s como se deu naquela ocasi&atilde;o? Pode-se esperar que falaremos conforme o Esp&iacute;rito nos d&ecirc; palavras.&rdquo; &ldquo;<i>Ellen G. White<\/i>: No futuro teremos sinais especiais da influ&ecirc;ncia do Esp&iacute;rito de Deus &ndash; especialmente em ocasi&otilde;es em que nossos inimigos se mostram mais poderosos contra n&oacute;s. Vir&aacute; o tempo em que testemunharemos coisas estranhas; mas exatamente de que maneira &ndash; se semelhante a algumas das experi&ecirc;ncias dos disc&iacute;pulos ap&oacute;s terem recebido o Esp&iacute;rito Santo depois da ascens&atilde;o de Cristo &ndash; n&atilde;o posso precisar.&rdquo; (Manuscrito 115, 1908, publicado na&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 17 de agosto de 1972). Pouco depois disso, foi-lhe mostrado em vis&atilde;o que a experi&ecirc;ncia de Mackin era esp&uacute;ria. &Eacute; interessante observar que Ellen White, a despeito das muitas e muitas vis&otilde;es que lhe foram dadas atrav&eacute;s dos anos, e defrontando-se com muitas e muitas experi&ecirc;ncias, sentia-se incapaz de declarar sem sombra de d&uacute;vida que haveria experi&ecirc;ncias carism&aacute;ticas, tais como o falar em l&iacute;nguas desconhecidas, em liga&ccedil;&atilde;o com o derramamento do Esp&iacute;rito &ndash; &agrave;s vezes referido como batismo do Esp&iacute;rito Santo &ndash; a experi&ecirc;ncias carism&aacute;ticas. Ensinou que a experi&ecirc;ncia do Pentecostes capacitara os disc&iacute;pulos a falar fluentemente em l&iacute;nguas conhecidas. Isto tamb&eacute;m se aplica ao epis&oacute;dio registrado em Atos 19:6.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Curas Miraculosas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Cristo enviou seus disc&iacute;pulos &ldquo;a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos&rdquo; (Lc 9:2), assegurou-lhes que em nome dEle expeliriam dem&ocirc;nios, falariam novas l&iacute;nguas, imporiam as m&atilde;os sobre os enfermos e curariam tais pessoas (ver Mr 16:17, 18). Antigas fontes de informa&ccedil;&otilde;es sobre os adventistas referiam-se frequentemente a milagres de cura. Certas ocorr&ecirc;ncias na Igreja, hoje em dia, indicam que o dom de curar ainda est&aacute; entre n&oacute;s. Ao examinar os relatos antigos, devemos ter em mente que em meados do s&eacute;culo 19 havia grande ignor&acirc;ncia a respeito da causa e do tratamento das enfermidades. Desconhecia-se a no&ccedil;&atilde;o acerca dos micr&oacute;bios. O ar da noite era considerado delet&eacute;rio. Subst&acirc;ncias t&oacute;xicas eram receitadas livremente, ocasionando elevado &iacute;ndice de mortalidade. Se algu&eacute;m estivesse com febre, o m&eacute;dico extrairia provavelmente cerca de meio litro a um litro de sangue das veias do paciente, pois era voz corrente que a febre denotava excesso de sangue. Desconheciam-se analg&eacute;sicos. A cirurgia era rudimentar e, quando encerrava certa amplitude, quase sempre era fatal. Quando surgiam epidemias, elas dizimavam a popula&ccedil;&atilde;o. Quase todas as esp&eacute;cies de doen&ccedil;as eram motivo de terror. Quando a doen&ccedil;a se agravava, dizia-se que o sofredor estava &ldquo;destinado para a sepultura&rdquo;. Qu&atilde;o preciosa parecia ser, ent&atilde;o, a promessa de Tiago 5, que recomendava a un&ccedil;&atilde;o com &oacute;leo e a ora&ccedil;&atilde;o pela cura, afirmando que &ldquo;E a ora&ccedil;&atilde;o da f&eacute; salvar&aacute; o enfermo, e o Senhor o levantar&aacute;.&rdquo; (v. 15). Relatos da d&eacute;cada de 1840 cont&ecirc;m diversas narrativas sobre a maneira em que Deus atendeu as ora&ccedil;&otilde;es durante o desespero, os sofrimentos e as enfermidades daquele per&iacute;odo. Por exemplo: num dia primaveril, v&aacute;rios crentes estavam reunidos em Topsham, Maine, no lar de Stockbridge Howland. Sua filha, Frances, estava deitada no quarto de cima, acometida de febre reum&aacute;tica e sob cuidados m&eacute;dicos. Suas m&atilde;os estavam t&atilde;o terrivelmente inchadas que n&atilde;o se podiam distinguir as juntas. Ellen G. White relata o seguinte: &ldquo;Quando, sentados, falamos de seu caso, o irm&atilde;o Howland foi interrogado se tinha f&eacute; que sua filha poderia ser curada em resposta &agrave; ora&ccedil;&atilde;o. Respondeu que procuraria crer que sim, e imediatamente declarou que cria ser poss&iacute;vel. &ldquo;Ajoelhamo-nos todos em ora&ccedil;&atilde;o fervorosa a Deus em favor dela. [&hellip;] Um dos irm&atilde;os presentes exclamou: &lsquo;H&aacute; aqui uma irm&atilde; que tenha f&eacute; para tom&aacute;-la pela m&atilde;o e mandar que, em nome do Senhor, se levante?&rsquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;A irm&atilde; Frances estava deitada no quarto de cima, e antes que ele acabasse de falar, a irm&atilde; Curtis j&aacute; se dirigia &agrave; escada. Entrou no quarto da enferma, com o Esp&iacute;rito de Deus sobre si, e tomando a doente pela m&atilde;o, disse: &lsquo;Irm&atilde; Frances, em nome do Senhor, levante-se e sare.&rsquo; Nova vida atravessou as veias da jovem enferma, f&eacute; santa se apoderou dela e, obedecendo-lhe aos impulsos, levantou-se do leito, ficou em p&eacute;, e andou pelo quarto, louvando a Deus pelo seu restabelecimento&rdquo;. (<i>Vida e Ensinos<\/i>, p. 71). Frances vestiu-se e desceu &agrave; sala em que se achavam os crentes, &ldquo;com o rosto iluminado de indiz&iacute;vel alegria e gratid&atilde;o.&rdquo; No dia seguinte, ela andou a cavalo quatro e meio quil&ocirc;metros; e, posto que estivesse chovendo, n&atilde;o lhe adveio disso mal algum, e continuou melhorando. No mesmo relato, Ellen G. White fala de Guilherme Hyde, que se achava gravemente acometido de disenteria. &ldquo;Seus sintomas eram alarmantes, e o m&eacute;dico declarou que o seu caso quase era desesperador.&rdquo; (<i>Life Sketches<\/i>, p. 75).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco depois, os que tinham f&eacute; reuniram-se ao lado da cama, implorando que Deus curasse o doente. Ellen G. White acrescenta: &ldquo;Raras vezes tenho testemunhado tal apego &agrave;s promessas de Deus. Manifestou-se a salva&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, e o poder do Alto desceu sobre nosso irm&atilde;o enfermo e sobre todos os presentes. O irm&atilde;o Hyde vestiu-se rapidamente e andou para fora do quarto, louvando a Deus e com a luz do C&eacute;u estampada no semblante.&rdquo; (p. 76). Ele sentou-se &agrave; mesa com os familiares, comeu com sofreguid&atilde;o, e Ellen G. White afirma que &ldquo;seu restabelecimento foi completo e permanente&rdquo;. Em 1848 Ellen G. White narrou a cura da irm&atilde; Penfield, logo ap&oacute;s a primeira das confer&ecirc;ncias sobre o s&aacute;bado, em Rocky Hill, Connecticut: &ldquo;Na &uacute;ltima quarta-feira, por volta das seis horas da tarde, chegou um irm&atilde;o de Portland, a uns 18 quil&ocirc;metros daqui, pedindo que f&ocirc;ssemos orar em favor de sua esposa, pois ela simplesmente estava viva, e isso era tudo! Ficou t&atilde;o mal que tiveram que chamar um m&eacute;dico. Ele procurou ajud&aacute;-la, mas n&atilde;o p&ocirc;de causar-lhe bem, e disse que ela iria morrer. Consultaram um outro m&eacute;dico mais famoso de Middletown, Connecticut.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;A irm&atilde; Penfield recomendara que o marido recorresse ao povo de Deus, e nos mandou buscar. Foi-me um tanto penoso partir para l&aacute;, pois estava chovendo e eu me sentira muito fraca o dia todo, mas resolvi ir. Tiago achou que deveria fazer o mesmo. O irm&atilde;o e a irm&atilde; Ralph tamb&eacute;m foram a pedido daquela irm&atilde;. Oramos em seu favor &agrave;s dez horas da noite, e o seu esp&iacute;rito come&ccedil;ou a acalmar-se. Ela estivera em grande agonia, mas n&oacute;s a ungimos com &oacute;leo em nome do Senhor, e ent&atilde;o nossas fervorosas s&uacute;plicas ascenderam a Deus em busca de poder restaurador. &ldquo;Deus come&ccedil;ou a operar, cessou a dor, mas n&atilde;o alcan&ccedil;amos aquela noite a vit&oacute;ria completa que almej&aacute;vamos. Ela repousou bem &agrave; noite, e n&atilde;o sentiu dores. De manh&atilde; tornamos a unir-nos em ora&ccedil;&atilde;o em seu favor. O poder desceu como forte vento impetuoso, o aposento encheu-se da gl&oacute;ria de Deus, e eu fui absorvida pela gl&oacute;ria e arrebatada em vis&atilde;o. Vi a boa vontade de Deus para curar os aflitos e atribulados. [&hellip;] &ldquo;A obra sanadora foi efetuada de modo cabal. Ela adquiriu maior vigor f&iacute;sico e mental. [&hellip;] A irm&atilde; Penfield est&aacute; forte. Louvado seja o Senhor!&rdquo; (Carta 1, 1848).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Ora&ccedil;&atilde;o pelo milagre de curar<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes exemplos particulares (de que h&aacute; muitos outros) ilustram a &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o que os crentes primitivos discerniam entre a cura f&iacute;sica e o derramamento do Esp&iacute;rito Santo. A conveni&ecirc;ncia de pedir que Deus opere um milagre para curar os doentes nos tem sido apresentada em muitas mensagens de Ellen G. White. Em 1890 ela aconselhou: &ldquo;Quanto a orar em favor dos enfermos, &eacute; assunto importante demais para que dele se trate de maneira descuidosa. Creio que devemos levar tudo ao Senhor e tornar conhecidas a Deus todas as nossas debilidades, e especificar todas as nossas perplexidades. (&hellip;) Se estamos enfermos do corpo, &eacute; sem d&uacute;vida coerente confiarmos&nbsp;Senhor, dirigindo s&uacute;plicas ao nosso Deus em nosso pr&oacute;prio caso, e se nos sentirmos inclinados a pedir a outros, em quem confiamos, para se unirem conosco em ora&ccedil;&atilde;o a Jesus, que &eacute; o Poderoso Restaurador, por certo nos vir&aacute; aux&iacute;lio, se pedirmos com f&eacute;. Acho que somos todos muito sem f&eacute;, muito frios e indiferentes. &ldquo;Entendo que o texto de Tiago deva ser posto em pr&aacute;tica quando a pessoa est&aacute; enferma em seu leito, se ela chama os anci&atilde;os da igreja, e eles seguem as indica&ccedil;&otilde;es de Tiago, ungindo o doente com &oacute;leo em nome do Senhor, orando sobre ele a ora&ccedil;&atilde;o da f&eacute;. Lemos: &ldquo;A ora&ccedil;&atilde;o da f&eacute; salvar&aacute; o doente, e o Senhor o levantar&aacute;; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-&atilde;o perdoados.&rsquo; (Tg 5:15). [&hellip;] &ldquo;Oh! qu&atilde;o gratos devemos ser por Jesus estar desejoso e ser capaz de levar todas as nossas enfermidades, e fortalecer-nos e sarar todas as nossas doen&ccedil;as, se for para o nosso bem e para Sua gl&oacute;ria! &ldquo;Alguns morreram nos dias de Cristo e nos dias dos ap&oacute;stolos, porque o Senhor sabia precisamente o que era melhor para eles.&rdquo; (<i>Medicina e Salva&ccedil;&atilde;o<\/i>, p. 16, 17). E em seu popular livro,&nbsp;<i>A Ci&ecirc;ncia do Bom Viver<\/i>, Ellen G. White dedica um cap&iacute;tulo inteiro &agrave; &ldquo;Ora&ccedil;&atilde;o pelos Doentes&rdquo;, em que escreve animadoramente: &ldquo;&rsquo;E Ele os livrou das suas necessidades. Enviou a Sua palavra, e os sarou, E os livrou da sua destrui&ccedil;&atilde;o.&rdquo; (Sl 107:19, 20). &ldquo;Deus est&aacute; hoje t&atilde;o desejoso de restabelecer os doentes como quando o Esp&iacute;rito Santo proferiu estas palavras por interm&eacute;dio do salmista. E Cristo &eacute; agora o mesmo compassivo m&eacute;dico que era durante Seu minist&eacute;rio terrestre. NEle h&aacute; b&aacute;lsamo curativo para toda doen&ccedil;a, poder restaurador para toda enfermidade.&rdquo; (p. 225, 226).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela deu amplos conselhos sobre a prega&ccedil;&atilde;o requerida &agrave; pessoa enferma e aos que ir&atilde;o orar, sobre a import&acirc;ncia de orar em harmonia com a vontade de Deus, e sobre a sensatez de usar os melhores meios terap&ecirc;uticos dispon&iacute;veis. Fazer isto n&atilde;o constitui uma nega&ccedil;&atilde;o de nossa f&eacute;. Somos admoestados a n&atilde;o depender na doen&ccedil;a inteiramente de curas miraculosas. Precisamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. Devemos estudar a natureza da doen&ccedil;a, descobrir sua causa e lutar inteligentemente contra ela, empregando todas as facilidades dispon&iacute;veis. Se Deus atendesse a todos os pedidos referentes &agrave; cura de enfermidades, isto redundaria em presun&ccedil;&atilde;o. Bem poucos alterariam o sistema de vida que originou a doen&ccedil;a. Por este motivo deveriam ser estabelecidas entre n&oacute;s institui&ccedil;&otilde;es em que as pessoas n&atilde;o somente pudessem recuperar a sa&uacute;de mediante tratamento apropriado, mas aprendessem tamb&eacute;m como evitar a doen&ccedil;a.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Curas esp&uacute;rias<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, assim como t&ecirc;m sido falsificadas outras b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os especiais conferidas pelo Esp&iacute;rito Santo, tamb&eacute;m h&aacute; curas miraculosas esp&uacute;rias. Ellen G. White adverte: &ldquo;N&atilde;o nutra ningu&eacute;m a ideia de que provid&ecirc;ncias especiais ou manifesta&ccedil;&otilde;es miraculosas devam ser a prova da genuinidade de sua obra ou das ideias que defende. [&hellip;] &ldquo;Satan&aacute;s operar&aacute; de maneira sutil&iacute;ssima para introduzir inven&ccedil;&otilde;es humanas revestidas de roupagens ang&eacute;licas. Mas a luz da Palavra est&aacute; a resplandecer por entre a escurid&atilde;o moral; e a B&iacute;blia nunca ser&aacute; suplantada por manifesta&ccedil;&otilde;es miraculosas. A verdade precisa ser estudada, precisa ser pesquisada como tesouros escondidos. N&atilde;o ser&atilde;o dadas maravilhosas ilumina&ccedil;&otilde;es &agrave; parte da Palavra, ou para tomar o lugar dela. Apegai-vos &agrave; Palavra, recebei o enxerto da Palavra, que torna os homens s&aacute;bios para salva&ccedil;&atilde;o. [&hellip;] &ldquo;Ser&aacute; representado e apresentado o admir&aacute;vel, o maravilhoso. Mediante enganos sat&acirc;nicos, maravilhosos milagres, ser&atilde;o instantemente recomendadas as pretens&otilde;es dos instrumentos humanos. Acautelai-vos de tudo isso. &ldquo;Cristo deu advert&ecirc;ncias, de maneira que ningu&eacute;m necessita aceitar a mentira pela verdade. O &uacute;nico ve&iacute;culo por que o Esp&iacute;rito opera, &eacute; o da verdade. [&hellip;] Nossa f&eacute; e esperan&ccedil;a fundamentam-se, n&atilde;o em sentimento, mas em Deus.&rdquo; (<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 2, p. 48, 49).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela explica por que n&atilde;o podemos confiar em milagres hoje em dia, embora Cristo trabalhasse frequentemente por meio de milagres: &ldquo;A maneira por que Cristo trabalhava era pregar a Palavra, e aliviar o sofrimento por obras miraculosas de cura.&nbsp;<i>Estou, por&eacute;m, instru&iacute;da de que n&atilde;o podemos agora trabalhar dessa maneira, pois Satan&aacute;s exercer&aacute; seu poder pela opera&ccedil;&atilde;o de milagres. Os servos de Deus hoje n&atilde;o poderiam trabalhar mediante milagres, pois esp&uacute;rias obras de cura, pretendendo ser divinas, ser&atilde;o operadas<\/i>. &ldquo;Por essa raz&atilde;o o Senhor destinou um meio pelo qual Seu povo deve executar uma obra de cura f&iacute;sica, aliada ao ensino da Palavra. Devem estabelecer-se hospitais, e com essas institui&ccedil;&otilde;es devem estar ligados obreiros que fa&ccedil;am genu&iacute;na obra m&eacute;dico-mission&aacute;ria. Estende-se assim protetora influ&ecirc;ncia em torno dos que v&atilde;o aos sanat&oacute;rios em busca de cura.&rdquo; (<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 2, p. 54). (it&aacute;licos acrescentados) Foram feitas muitas advert&ecirc;ncias semelhantes a estas: &ldquo;<i>O homem que torna a opera&ccedil;&atilde;o de milagres a prova de sua f&eacute; verificar&aacute; que Satan&aacute;s pode, por meio de uma variedade de enganos, efetuar prod&iacute;gios que parecer&atilde;o genu&iacute;nos milagres<\/i>. [&hellip;] &ldquo;N&atilde;o permitais que passem os dias e preciosas oportunidades sejam perdidas de buscar o Senhor de todo o cora&ccedil;&atilde;o e mente e alma. Se n&atilde;o aceitamos a verdade no amor dela, podemos achar-nos no meio do n&uacute;mero dos que ver&atilde;o os milagres operados por Satan&aacute;s nestes &uacute;ltimos dias, e neles crer&atilde;o. Muitas coisas estranhas parecer&atilde;o admir&aacute;veis milagres, que deviam ser considerados enganos manipulados pelo pai das mentiras. [&hellip;] &ldquo;Homens, sob a influ&ecirc;ncia de esp&iacute;ritos maus, operar&atilde;o milagres. Eles far&atilde;o com que as pessoas fiquem doentes mediante lan&ccedil;arem sobre elas encantamentos, removendo-os depois de repente, levando outros a dizerem que a pessoa doente foi miraculosamente curada. Isto Satan&aacute;s tem repetidamente feito.&rdquo; (<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 2, p. 52, 53).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Ningu&eacute;m necessita ser enganado<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos a categ&oacute;rica afirma&ccedil;&atilde;o de que, embora os enganos e as tenta&ccedil;&otilde;es sejam fortes, os que se apegaram &agrave; Palavra de Deus estar&atilde;o seguros: &ldquo;&rsquo;A voz dos estranhos&rdquo; (Jo 10:5) &eacute; a voz de algu&eacute;m que nem respeita nem obedece &agrave; santa, justa e boa lei de Deus. Muitos t&ecirc;m grandes pretens&otilde;es &agrave; santidade, e gabam-se das maravilhas que operam curando os doentes, quando n&atilde;o consideram essa grande norma de justi&ccedil;a. Mas pelo poder de quem s&atilde;o essas curas efetuadas? Acham-se os olhos de ambas as partes abertos a suas transgress&otilde;es da lei? e tomam eles sua posi&ccedil;&atilde;o como filhos humildes, obedientes, prontos a obedecer a todas as reivindica&ccedil;&otilde;es de Deus? Jo&atilde;o testifica dos professos filhos de Deus: &lsquo;Aquele que diz: Eu conhe&ccedil;o-O, e n&atilde;o guarda os Seus mandamentos, &eacute; mentiroso, e nele n&atilde;o est&aacute; a verdade.&rsquo; (I Jo 2:4). &ldquo;Ningu&eacute;m, precisa ser enganado. A lei de Deus &eacute; t&atilde;o sagrada como Seu trono, e por ela ser&aacute; julgado todo homem que vem ao mundo. [&hellip;] &ldquo;Se aqueles por quem s&atilde;o realizadas curas acham-se dispostos, por causa dessas manifesta&ccedil;&otilde;es, a desculpar sua neglig&ecirc;ncia da lei de Deus, e continuam em desobedi&ecirc;ncia, ainda que possuam poder em qualquer e toda extens&atilde;o, n&atilde;o se segue que possuam o grande poder de Deus. Ao contr&aacute;rio, &eacute; o poder operador de milagres do grande enganador. Ele &eacute; transgressor da lei moral, e emprega todo ardil que possa usar para cegar os homens a seu verdadeiro car&aacute;ter. Somos advertidos de que nos &uacute;ltimos dias ele trabalhar&aacute; com sinais e prod&iacute;gios de mentira. E continuar&aacute; esses prod&iacute;gios at&eacute; ao fim da gra&ccedil;a, para que os indique como prova de que ele &eacute; um anjo de luz e n&atilde;o de trevas. &ldquo;Irm&atilde;os, precisamos acautelar-nos com a pretendida santidade que permite transgress&atilde;o da lei de Deus. N&atilde;o podem ser santificados aqueles que pisam essa lei e se colocam como norma por sua pr&oacute;pria iniciativa.&rdquo; (<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 2, p. 50, 51). Seria poss&iacute;vel apresentar este assunto de maneira mais clara? Qu&atilde;o atualizado &eacute; esse conselho! Que seguran&ccedil;a confere ao povo de Deus!<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White e o Batismo do Esp&iacute;rito Santo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrav&eacute;s dos 70 anos de seu minist&eacute;rio para a Igreja Adventista e para o mundo, Ellen White esteve intimamente ligada &agrave; obra do Esp&iacute;rito Santo &ndash; t&atilde;o ligada que o esp&iacute;rito concedeu-lhe 2000 vis&otilde;es. Ela p&ocirc;de declarar, por exemplo: &ldquo;Enquanto eu estava orando junto ao altar da fam&iacute;lia, o Esp&iacute;rito Santo me sobreveio&hellip;&rdquo; (<i>Primeiros Escritos<\/i>, p. 14). Meio s&eacute;culo depois, disse: &ldquo;O Esp&iacute;rito Santo &eacute; o autor das Escrituras e do Esp&iacute;rito de Profecia.&rdquo; (Carta 92, 1900;&nbsp;<i>Notes and Papers<\/i>, p. 94). Repetidamente falava ela de estar abundantemente imbu&iacute;da do Esp&iacute;rito, mas n&atilde;o h&aacute; qualquer registro de ter falado em l&iacute;ngua desconhecida ou em qualquer outro idioma que n&atilde;o o ingl&ecirc;s. Em artigo anterior, em que examinamos quatro experi&ecirc;ncias registradas na hist&oacute;ria da &eacute;poca pioneira da igreja quando ocorreram manifesta&ccedil;&otilde;es de l&iacute;nguas estranhas, n&atilde;o encontramos nenhuma palavra de aprova&ccedil;&atilde;o da parte de Ellen White, mas tampouco temos qualquer conhecimento de ter ela repudiado tais demonstra&ccedil;&otilde;es. No que diz respeito &agrave; experi&ecirc;ncia de certos observadores do s&aacute;bado em Portland, Maine, que estavam exibindo o que consideravam &ldquo;dom de l&iacute;nguas&rdquo;, Ellen White caracterizou as manifesta&ccedil;&otilde;es como &ldquo;algaravia sem sentido [&hellip;]desconhecida n&atilde;o s&oacute; ao homem, mas ao Senhor e a todo o C&eacute;u&rdquo;, e como sendo um falso falar em l&iacute;nguas (ver&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 1, p. 161). Escreveu sobre certos observadores do s&aacute;bado que pareciam fascinados ao se entregarem &ldquo;sentimentos desordenados e produzem sons inintelig&iacute;veis, a que chamam o dom de l&iacute;nguas.&rdquo; Neste sentido, escreveu ainda: &ldquo;as impress&otilde;es e os sentimentos n&atilde;o s&atilde;o seguras provas de que uma pessoa esteja sendo dirigida pelo Senhor. Se n&atilde;o estivermos apercebidos,&nbsp;<i>Satan&aacute;s dar&aacute; sentimentos e impress&otilde;es.<\/i>&rdquo; (p. 163). Ao mesmo tempo, atrav&eacute;s dos anos Ellen White fez repetidas refer&ecirc;ncias &agrave; necessidade do Esp&iacute;rito Santo, ao batismo do Esp&iacute;rito Santo, e a experi&ecirc;ncias em que o Esp&iacute;rito foi derramado. No&nbsp;<i>Comprehensive Index to the Writings of Ellen G. White&nbsp;<\/i>h&aacute; 31 refer&ecirc;ncias espec&iacute;ficas ao batismo do Esp&iacute;rito Santo. Em nenhum caso ela liga as manifesta&ccedil;&otilde;es ext&aacute;ticas de l&iacute;nguas com o batismo do Esp&iacute;rito, seja numa perspectiva hist&oacute;rica ou prof&eacute;tica. Nas declara&ccedil;&otilde;es referidas nas 29 p&aacute;ginas do&nbsp;<i>Index<\/i>, dedicadas exclusivamente ao Esp&iacute;rito Santo, n&atilde;o faz qualquer refer&ecirc;ncia a experi&ecirc;ncias ext&aacute;ticas como sinal de que Deus haja favorecido Seu povo com Seu Esp&iacute;rito. A evid&ecirc;ncia do verdadeiro batismo do Esp&iacute;rito, reiterava ela, revelar-se-ia por si mesma na crescente uni&atilde;o entre os crentes e em nova motiva&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o para espalhar a mensagem do evangelho.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O derramamento de Battle Creek<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em vista um incidente ocorrido no Col&eacute;gio de Battle Creek em 1893 em que ocorrera um derramamento especial do Esp&iacute;rito de Deus, escreveu da Austr&aacute;lia: &ldquo;Regozijo-me ao ouvir que o Esp&iacute;rito Santo foi derramado sobre nosso povo na &nbsp;Am&eacute;rica e tenho aguardado ansiosamente novos acontecimentos na Am&eacute;rica como os vistos ap&oacute;s a descida do Esp&iacute;rito Santo no dia de Pentecostes. Pensei que frutos semelhantes haveriam de ser testemunhados, que o esp&iacute;rito mission&aacute;rio de Deus arderia nos cora&ccedil;&otilde;es de todos a quem o Esp&iacute;rito de Deus estava manifestamente movendo.&rdquo; (Carta B-9 a, 1893). Ellen White indica claramente os resultados do batismo do Esp&iacute;rito Santo. Note-se o seguinte trecho, escrito em 1887: &ldquo;Batizados com o Esp&iacute;rito de Jesus, haver&aacute; um amor, uma harmonia, uma mansid&atilde;o, um ocultar do eu em Jesus que a sabedoria de Cristo ser&aacute; dada, o entendimento iluminado; aquilo que parece escuro far-se-&aacute; claro. As faculdades ser&atilde;o ampliadas e santificadas. Ele pode conduzir aqueles que est&aacute; preparando para a traslada&ccedil;&atilde;o ao C&eacute;u a mais elevadas alturas do conhecimento e mais ampla vis&atilde;o da verdade.&nbsp; &ldquo;A raz&atilde;o por que o Senhor pode realizar t&atilde;o pouco em favor daqueles que manejam verdades solenes &eacute; que tantos conservam estas verdades apartadas de suas vidas. Conservam-nas em injusti&ccedil;a. Suas m&atilde;os n&atilde;o est&atilde;o limpas, seus cora&ccedil;&otilde;es est&atilde;o maculados pelo pecado, e se o Senhor operasse por eles no poder de Seu Esp&iacute;rito correspondendo &agrave; magnitude da verdade que tem aberto &agrave; sua compreens&atilde;o, seria como se sancionasse o pecado.&rdquo; (<i>Counsels to Writers and Editors<\/i>, p. 81). Declara&ccedil;&otilde;es lindas tamb&eacute;m aparecem nos&nbsp;<i>Testemunhos<\/i>: &ldquo;Imprimam sobre todos a necessidade do batismo do Esp&iacute;rito Santo, a santifica&ccedil;&atilde;o dos membros da igreja, de modo que venham a se tornar &aacute;rvores da planta&ccedil;&atilde;o do Senhor, vivas, crescentes e produtoras de frutos.&rdquo; (<i>Testemunhos Para a Igreja<\/i>, vol. 6, p. 86). &ldquo;Deus deseja refrigerar Seu povo pelo dom do Esp&iacute;rito Santo, batizando-os de novo com Seu amor. N&atilde;o h&aacute; necessidade de haver escassez do Esp&iacute;rito na igreja. Depois da ascens&atilde;o de Cristo, o Esp&iacute;rito Santo desceu sobre os disc&iacute;pulos, que com f&eacute; e ora&ccedil;&atilde;o O estavam esperando, e desceu com plenitude e poder tais que atingiu todos os cora&ccedil;&otilde;es. Futuramente a Terra h&aacute; de ser iluminada com a gl&oacute;ria de Deus. Santa influ&ecirc;ncia h&aacute; de irradiar para o mundo, procedente dos que s&atilde;o santificados pela verdade. A Terra h&aacute; de ser circundada de uma atmosfera de gra&ccedil;a. O Esp&iacute;rito Santo h&aacute; de operar em cora&ccedil;&otilde;es humanos, revelando aos homens as coisas de Deus.&rdquo; (<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 3, p. 305).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen White descreve os efeitos do batismo do Esp&iacute;rito: &ldquo;O batismo do Esp&iacute;rito Santo dissipar&aacute; as imagina&ccedil;&otilde;es humanas, derrubar&aacute; as barreiras criadas pelo pr&oacute;prio eu, e far&aacute; cessar os sentimentos de &lsquo;eu sou mais santo do que tu&rsquo;. Haver&aacute; um esp&iacute;rito humilde em todos, mais f&eacute; e amor; n&atilde;o ser&aacute; exaltado o pr&oacute;prio eu. [&hellip;] O esp&iacute;rito de Cristo, Seu exemplo ser&atilde;o manifestados em Seu povo. Seguiremos mais estritamente os caminhos e obras de Jesus. [&hellip;] O amor de Jesus nos permear&aacute; o cora&ccedil;&atilde;o.&rdquo; (<i>Para Conhec&ecirc;-lo<\/i>, Medita&ccedil;&otilde;es Matinais de 1965, p. 114).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Evid&ecirc;ncias do batismo discern&iacute;veis facilmente<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reportando-se a uma reuni&atilde;o campal de 1875, Ellen White disse: &ldquo;Nossa campal desde seu come&ccedil;o at&eacute; agora tem sido muito solene e o Esp&iacute;rito do Senhor tem se manifestado numa maneira bastante assinalada nas reuni&otilde;es sociais e nos cultos. [&hellip;] &ldquo;Fiz uma aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica destas palavras [Lc 19:14, 42] ao povo de Deus. O solene poder de Deus estava sobre mim e sobre os ouvintes. Os olhos lacrimosos e os olhares ansiosos revelavam o verdadeiro estado dos sentimentos.&rdquo; (Carta B-16, 1875).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descrevendo uma reuni&atilde;o em 1889, escreveu: &ldquo;Sexta-feira foi um dia precioso. [&hellip;] Tudo se passou sem excitamento ou extravag&acirc;ncia. O fermento da justi&ccedil;a de Cristo foi introduzido na experi&ecirc;ncia e retemperou a alma. Oh, que continue a operar em seu misterioso poder at&eacute; que sua difusa influ&ecirc;ncia aque&ccedil;a as almas mornas com que entrar em contato.&nbsp; &ldquo;Suave e silenciosamente o poder do Esp&iacute;rito divino realiza sua obra, despertando os sentidos adormecidos, aquecendo a alma e estimulando suas sensibilidades at&eacute; que cada membro da igreja seja verdadeiramente a luz do mundo.&rdquo; (Carta 85, 1889). Enquanto na Austr&aacute;lia, Ellen White referiu-se a um derramamento especial do Esp&iacute;rito de Deus que se dera no Gin&aacute;sio de South Lancaster. &ldquo;Num lugar em que estivermos trabalhando na Am&eacute;rica [South Lancaster, Massachusetts], e ali todos os jovens em nosso col&eacute;gio [&hellip;] se converteram ao contornarmos a eles a singela hist&oacute;ria da cruz, vindo a Jesus tal qual se achavam [&hellip;]. &ldquo;Parecia &agrave;s vezes, ao in&iacute;cio da reuni&atilde;o, que a gl&oacute;ria de Deus estava a ponto de sobrevir-nos, mas n&atilde;o vinha apenas a uns poucos, por&eacute;m desta vez despejava-se como uma grande vaga sobre a congrega&ccedil;&atilde;o, e que tempo de regozijo. &ldquo;N&atilde;o havia demonstra&ccedil;&otilde;es selvagens, pois o louvor a Deus n&atilde;o leva a tanto. Nunca ouvimos de coisas dessa natureza na vida de Cristo, como pular e girar, gritar e clamar. N&atilde;o; as obras de Deus apelam aos sentidos e &agrave; raz&atilde;o dos homens e mulheres. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; tais demonstra&ccedil;&otilde;es exteriores. O Esp&iacute;rito de Deus, contudo, tem uma influ&ecirc;ncia sobre o cora&ccedil;&atilde;o humano que se revela no semblante, e o resplendor de toda face revela o Jesus inerente. Foi, pois, um milagre da miseric&oacute;rdia de Deus que se apossou de todo estudante naquela escola e os transformou em car&aacute;ter e os enviou como mission&aacute;rios. Dois dos professores que est&atilde;o agora no Taiti como mission&aacute;rios estavam naquela reuni&atilde;o. A luz da gl&oacute;ria de Deus esteve ali.&rdquo; (Manuscrito 49, 1894).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Um sentimento tempor&aacute;rio de entusiasmo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1900 ela estabeleceu uma compara&ccedil;&atilde;o entre a experi&ecirc;ncia genu&iacute;na e a falsa assinalando que as experi&ecirc;ncias esp&uacute;rias geram sentimentos de entusiasmo que logo desvanecem: &ldquo;Toda influ&ecirc;ncia ser&aacute; posta em a&ccedil;&atilde;o pelas ag&ecirc;ncias sat&acirc;nicas a fim de desviar as mentes da obra genu&iacute;na que por&aacute; os homens a trabalharem em associa&ccedil;&atilde;o com Deus. Todos quantos n&atilde;o se empenharem agressivamente na campanha onde Cristo, o poderoso general dos ex&eacute;rcitos, &eacute; o l&iacute;der, estar&aacute; no partido oposto, fazendo parte dos ex&eacute;rcitos do pr&iacute;ncipe das trevas. Estes desviar&atilde;o as pessoas dos assuntos importantes que deviam ocupar suas mentes e cora&ccedil;&otilde;es e prepar&aacute;-las para distinguir entre a voz do mundo e a voz de Jesus Cristo. Precisamos, de nossa parte, ser muito vigilantes e sempre orar para que possamos ser capazes de compreender a voz do enganador em contraste com a voz dAquele que sempre fala a verdade. Aqueles que recebem a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o s&atilde;o levados por um sentimento de entusiasmo que logo se desfaz em trevas. O fasc&iacute;nio da influ&ecirc;ncia de Cristo &eacute; permanente. &lsquo;Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus&rsquo;. Esta &eacute; uma solene e perdur&aacute;vel quietude em Deus. &ldquo;H&aacute; perigo de que todos n&oacute;s teremos excessivo zelo, e demasiado pouco de prud&ecirc;ncia e plena sabedoria de Cristo. Cada um deve permanecer individualmente como uma ag&ecirc;ncia ativa e operosa para o Mestre, contemplando Sua obra como &eacute; ela indicada em Sua Palavra para nossa pr&aacute;tica. Individualmente, devem pensar por si mesmos. Com uma B&iacute;blia aberta perante si, devem estudar sob a influ&ecirc;ncia e presen&ccedil;a de Jesus Cristo, inquirindo e sabendo para seu proveito individual qual &eacute; o caminho do Senhor.&rdquo; (Carta 77, 1900).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Evitar uma religi&atilde;o sentimental<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos registros da sess&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Geral de 1901 em Battle Creek, encontramos uma interessante declara&ccedil;&atilde;o de Ellen White feita num tempo em que s&eacute;rias e abarcantes decis&otilde;es tinham de ser tomadas. Tendo permanecido por nove anos na Austr&aacute;lia, ela se encontrava em Battle Creek para sua primeira sess&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Geral em dez anos. Pouco antes de a assembl&eacute;ia ser aberta falou das importantes decis&otilde;es que deviam ser tomadas e de como o Senhor desejava que cada um se pusesse em acertada posi&ccedil;&atilde;o para com Ele. Falou de como havia necessidade de mais ora&ccedil;&atilde;o e menos conversa&ccedil;&atilde;o. E assegurou que &ldquo;Deus far&aacute; Sua luz brilhar no cora&ccedil;&atilde;o de quantos nesta assembl&eacute;ia se situem em correta rela&ccedil;&atilde;o com Ele.&rdquo; Depois, declarou: &ldquo;Alguns disseram que julgavam que nesta assembl&eacute;ia v&aacute;rios dias deveriam ser dedicados a orar a Deus pedindo o Esp&iacute;rito Santo, como se deu no Pentecostes. Desejo dizer que as quest&otilde;es que se levar&atilde;o a termo nesta assembl&eacute;ia s&atilde;o tanto uma parte do servi&ccedil;o de Deus como o &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o. A assembl&eacute;ia em reuni&atilde;o deve estar tanto sob a dire&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito quanto a reuni&atilde;o de ora&ccedil;&atilde;o. H&aacute; perigo de que obtenhamos uma religi&atilde;o sentimental, impulsiva. &ldquo;Que os assuntos tratados nesta assembl&eacute;ia sejam mantidos em car&aacute;ter t&atilde;o sagrado que a hoste ang&eacute;lica possa aprov&aacute;-la. Devemos conservar os ramos comerciais de nossa obra de maneira muito sagrada. Cada ramo de neg&oacute;cios promovidos aqui deve estar de acordo com os princ&iacute;pios celestiais. &ldquo;Deus deseja que vos estabele&ccedil;ais numa posi&ccedil;&atilde;o onde Ele possa soprar sobre v&oacute;s o Santo Esp&iacute;rito, onde Cristo possa habitar no cora&ccedil;&atilde;o. Ele deseja que, ao in&iacute;cio desta assembleia, deixeis de lado quaisquer controv&eacute;rsias, disputas, dissens&otilde;es ou murmura&ccedil;&otilde;es que tiverdes albergando. Precisamos &eacute; de ter muito mais de Cristo e nada do ego. O Salvador diz, &lsquo;Sem Mim, nada podeis fazer&rsquo;. [&hellip;] &ldquo;Temos chegado a um ponto em que Deus est&aacute; pronto para trabalhar por Seu povo. Ele deseja que este seja um povo representativo, distinto de todos os demais povos de nosso mundo. Deseja que se poste em terreno vantajoso porque Ele deu Sua vida a fim de que pudesse permanecer ali. N&atilde;o desapontemos ao Senhor.&rdquo; (Manuscrito 29, 28 de mar&ccedil;o de 1901). Este incidente deveria merecer muita pondera&ccedil;&atilde;o. A ocasi&atilde;o apela urgentemente para a guia e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito de Deus. Ellen White, contudo, n&atilde;o encoraja um abandono do trabalho a ser feito para que se passe um per&iacute;odo apenas buscando o Esp&iacute;rito de Deus. Torna claro que esta experi&ecirc;ncia de buscar ao Esp&iacute;rito deveria ser tal que permeasse nossas dedicadas atividades no servi&ccedil;o de Deus. Podemos ser levados a perguntar: haveria no cora&ccedil;&atilde;o de alguns o sentimento de que deveriam estar procurando uma demonstra&ccedil;&atilde;o? O conselho de Ellen White dirigiu-os a um melhor caminho.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Outras l&iacute;nguas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen White fez v&aacute;rias declara&ccedil;&otilde;es concernentes &agrave; obra do Esp&iacute;rito Santo ao preparar homens e mulheres para espalharem a mensagem entre aqueles que falam outros idiomas: &ldquo;Deus dispensa Seus dons como Lhe agrada. Concede um dom a um, e outro dom a outro, mas todos para o bem de todo o corpo. &Eacute; plano de Deus que alguns sejam de utilidade em algum ramo da obra, e outros em outros ramos &ndash; todos operando sob o mesmo esp&iacute;rito. [&hellip;] &ldquo;Se na provid&ecirc;ncia inicial de Deus tornar-se necess&aacute;rio erigir uma casa de cultos em alguma localidade, o Senhor [&hellip;] concede sabedoria e prepara-o para a realiza&ccedil;&atilde;o da obra necess&aacute;ria. &ldquo;Ele envia homens para levarem Sua verdade a povos de l&iacute;ngua estranha, e &agrave;s vezes tem aberto as mentes de Seus mission&aacute;rios, capacitando-os a aprender rapidamente o idioma. Aqueles mesmos a quem vieram para ajudar espiritualmente, ser-lhes-&atilde;o uma ajuda na aprendizagem do idioma. Por esta rela&ccedil;&atilde;o os nativos est&atilde;o preparados para ouvir a mensagem do evangelho quando for transmitida em sua pr&oacute;pria l&iacute;ngua.&rdquo; (<i>Special Testimonies<\/i>, S&eacute;ries B, n.&ordm; 11, p. 26). Em outra ocasi&atilde;o, enquanto realizava sua viagem de dois anos &agrave; Europa, durante a qual muitas vezes percorria as igrejas, falando mediante int&eacute;rpretes, relatou &agrave;&nbsp;<i>Review and Herald&nbsp;<\/i>um de seus itiner&aacute;rios e depois declarou: &ldquo;&Eacute; com ardente expectativa que vislumbro o tempo em que os eventos do dia de Pentecostes ser&atilde;o repetidos com poder ainda maior do que por aquela ocasi&atilde;o. Jo&atilde;o declara: &lsquo;Vi descer do c&eacute;u outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua gl&oacute;ria&rsquo;. Ent&atilde;o, como por ocasi&atilde;o do Pentecostes, o povo ouvir&aacute; a verdade proclamada a cada um em seu pr&oacute;prio idioma. Deus pode insuflar nova vida a cada alma que sinceramente deseja servi-lo, e pode tocar os l&aacute;bios com uma brasa viva do altar, e torn&aacute;-los eloquentes com seu louvor. &ldquo;Milhares de vozes ser&atilde;o imbu&iacute;das com o poder para falar das maravilhosas verdades da Palavra de Deus. A l&iacute;ngua gaguejante ser&aacute; feita livre e o t&iacute;mido ser&aacute; feito forte para dar destemido testemunho da verdade.&rdquo; (<i>The Seventh-day Adventist Bible Commentary<\/i>, vol. 7-A, p. 1.055).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Crit&eacute;rios de Origens Divinas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como podemos distinguir entre o genu&iacute;no e o esp&uacute;rio? Podemos estar certos de que Deus n&atilde;o nos deixar&aacute; confundidos numa &eacute;poca em que as quest&otilde;es envolvidas s&atilde;o t&atilde;o cruciais que, se fosse poss&iacute;vel, seriam enganados at&eacute; os pr&oacute;prios eleitos. Ellen G. White apontou reiteradas vezes para a Palavra de Deus como nossa seguran&ccedil;a. Encontramos na Palavra de Deus os crit&eacute;rios a serem usados para julgar entre o verdadeiro e o simulado, entre o genu&iacute;no e o esp&uacute;rio. Se h&aacute; um ponto sobre o qual Deus fez as mais solenes e enf&aacute;ticas advert&ecirc;ncias, acima de qualquer outro, &eacute; sobre este ponto. Ningu&eacute;m precisa ser enganado; muitos, por&eacute;m, ser&atilde;o iludidos. Referindo-se ao tempo da chuva ser&ocirc;dia, no cap&iacute;tulo &ldquo;Como Alcan&ccedil;ar Paz de Alma&rdquo;, Ellen White declara o seguinte na p&aacute;gina 464 de&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>: &ldquo;O Esp&iacute;rito e o poder de Deus ser&atilde;o derramados sobre Seus filhos. Naquele tempo muitos se separar&atilde;o das igrejas em que o amor deste mundo suplantou o amor a Deus e &agrave; Sua Palavra. Muitos, tanto pastores como leigos, aceitar&atilde;o alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fossem proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor.&rdquo; Ent&atilde;o, em linguagem prof&eacute;tica, ela descreve como o inimigo impor&aacute; a sua presen&ccedil;a: &ldquo;O inimigo das almas deseja estorvar esta obra; e antes que chegue o tempo para tal movimento, esfor&ccedil;ar-se-&aacute; para impedi-la, introduzindo uma contrafa&ccedil;&atilde;o. Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, far&aacute; parecer que a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o especial de Deus foi derramada; manifestar-se-&aacute; o que ser&aacute; considerado como grande interesse religioso. Multid&otilde;es exultar&atilde;o de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra &eacute; de outro esp&iacute;rito.&rdquo; Em outro lugar ela deu &ecirc;nfase &agrave; sutileza do conflito: &ldquo;Satan&aacute;s tem descido nestes &uacute;ltimos dias, a fim de operar com todo o engano de injusti&ccedil;a naqueles que perecem. Sua majestade sat&acirc;nica realiza milagres &agrave; vista de falsos profetas, em presen&ccedil;a de homens, alegando que ele &eacute; realmente o pr&oacute;prio Cristo. Satan&aacute;s confere seu poder aos que o auxiliam em seus enganos; por isso, os que pretendem ter o grande poder de Deus s&oacute; podem ser discernidos pelo grande revelador &ndash; a lei de Jeov&aacute;. &ldquo;O Senhor declara que, se fosse poss&iacute;vel, eles enganariam os pr&oacute;prios eleitos. A cobertura de pele de ovelha parece t&atilde;o real, t&atilde;o genu&iacute;na, que o lobo s&oacute; pode ser discernido quando recorremos ao grande padr&atilde;o de moral dado por Deus, descobrindo assim que eles s&atilde;o transgressores da lei de Jeov&aacute;.&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 25 de agosto de 1885).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Onde encontrar seguran&ccedil;a<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa declara&ccedil;&atilde;o encontra-se a chave para os crit&eacute;rios que dar&atilde;o seguran&ccedil;a aos adventistas do s&eacute;timo dia e a outros que buscam a verdade &ndash; a lei de Deus. Os que pretendem possuir a salva&ccedil;&atilde;o e os dons do Esp&iacute;rito ao mesmo tempo que &nbsp;desconsideram os reclamos da lei de Deus, n&atilde;o se acham em harmonia com a B&iacute;blia. &Eacute; mantido na B&iacute;blia um importante equil&iacute;brio entre a f&eacute; e as obras. Ouvimos o grito: &ldquo;Creia somente em Jesus, e ser&aacute; salvo&rdquo;. A salva&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;, por&eacute;m t&atilde;o simples assim. Ellen G. White adverte: &ldquo;A f&eacute; em Cristo que salva a alma n&atilde;o &eacute; o que muitos dizem a esse respeito. &lsquo;Creia, creia&rsquo;, &eacute; o seu clamor; &lsquo;creia somente em Cristo, e ser&aacute; salvo. &Eacute; s&oacute; isso que lhe compete fazer&rsquo;. &ldquo;Conquanto a verdadeira f&eacute; confie inteiramente em Cristo para salva&ccedil;&atilde;o, resultar&atilde;o em perfeita conformidade com a lei de Deus. A f&eacute; &eacute; manifestada pelas obras. E o ap&oacute;stolo Jo&atilde;o declara: &lsquo;Aquele que diz: Eu O conhe&ccedil;o, e n&atilde;o guarda os Seus mandamentos, &eacute; mentiroso, e nele n&atilde;o est&aacute; a verdade&rsquo;.&nbsp; &ldquo;&Eacute; perigoso confiar nos sentimentos ou nas impress&otilde;es; eles n&atilde;o s&atilde;o guias seguros. A lei de Deus &eacute; o &uacute;nico padr&atilde;o correto de santidade. &Eacute; por esta lei que deve ser avaliado o car&aacute;ter. Se algu&eacute;m que anda em busca da salva&ccedil;&atilde;o perguntasse: &lsquo;Que farei para herdar a vida eterna?&rsquo; os modernos mestres de santifica&ccedil;&atilde;o responderiam: &lsquo;Creia somente que Jesus salva a voc&ecirc;&rsquo;. Mas quando esta pergunta foi feita para Cristo, Ele disse: &lsquo;Que est&aacute; escrito na lei? Como l&ecirc;s?&rsquo;&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 5 de outubro de 1886). Ellen G. White n&atilde;o est&aacute; ensinando a salva&ccedil;&atilde;o pelas obras. Ningu&eacute;m expressou esta quest&atilde;o com mais clareza do que ela: &ldquo;Mas o homem n&atilde;o se pode transformar pelo exerc&iacute;cio de sua vontade. N&atilde;o possui faculdade por cujo meio esta mudan&ccedil;a possa ser efetuada. [&hellip;] A energia renovadora precisa vir de Deus. A mudan&ccedil;a s&oacute; pode ser efetuada pelo Esp&iacute;rito Santo. Todos que quiserem ser salvos, nobres ou humildes, ricos ou pobres, precisam submeter-se &agrave; atua&ccedil;&atilde;o deste poder.&rdquo; (<i>Par&aacute;bolas de Jesus<\/i>, p. 96, 97). &ldquo;Para ser salvos, temos de conhecer por experi&ecirc;ncia o significado da verdadeira convers&atilde;o. &Eacute; erro funesto, seguirem os homens e mulheres, dia a dia, a rotina da vida, professando-se crist&atilde;os, sem ter direito a esse nome. &Agrave; vista de Deus, a profiss&atilde;o nada &eacute;, nada &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o. Ele pergunta: Est&aacute; a vida em harmonia com os Meus preceitos? H&aacute; muitos que sup&otilde;em estar convertidos, mas n&atilde;o suportam a prova do car&aacute;ter apresentada na Palavra de Deus. [&hellip;] &ldquo;N&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que em sua convers&atilde;o e santifica&ccedil;&atilde;o, o homem deve cooperar com Deus. &lsquo;Operai a vossa salva&ccedil;&atilde;o com temor e tremor&rsquo;, diz a Palavra; &lsquo;porque Deus &eacute; o que opera em v&oacute;s tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade.&rsquo; (Fp 2:12, 13).&rdquo; (<i>Nos Lugares Celestiais<\/i>, Medita&ccedil;&atilde;o Matinal de 1968, p. 20).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Dois remos<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela ilustrou a rela&ccedil;&atilde;o entre a f&eacute; e as obras do seguinte modo: &ldquo;O Senhor insta com todos os que julgam saber o que &eacute; f&eacute; a que tenham certeza de n&atilde;o estarem fazendo tra&ccedil;&atilde;o com um s&oacute; remo, de que seu pequeno barco n&atilde;o esteja dando voltas e mais voltas, sem sair do lugar. A f&eacute; sem obras inteligentes &eacute; morta, se estiver sozinha. A f&eacute; no poder restaurador de Deus s&oacute; poder&aacute; salvar se estiver unida a boas obras.&rdquo; (Manuscrito 86, 1897). Deixou tamb&eacute;m a seguinte advert&ecirc;ncia: &ldquo;Se formos fi&eacute;is no cumprimento da parte que nos toca, cooperando com Ele, Deus operar&aacute; por nosso interm&eacute;dio [para executar] o Seu benepl&aacute;cito. Mas Ele n&atilde;o poder&aacute; operar por nosso interm&eacute;dio, se n&atilde;o fizermos nenhum esfor&ccedil;o. Se temos de alcan&ccedil;ar a vida eterna, precisamos trabalhar, e trabalhar fervorosamente. [&hellip;] N&atilde;o nos permitamos ser enganados pela asser&ccedil;&atilde;o constantemente repetida: &lsquo;Tudo o que tendes que fazer &eacute; crer&rsquo;. F&eacute; e obras s&atilde;o dois remos que precisam ser usados com igualdade, se esperamos progredir contra a corrente da incredulidade. [&hellip;] Pela f&eacute; e boas obras ele [o crist&atilde;o] mant&eacute;m sua espiritualidade forte e saud&aacute;vel, e sua for&ccedil;a espiritual cresce ao procurar ele praticar as obras de Deus.&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 11 de junho de 1901).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela declarou enfaticamente que a genu&iacute;na experi&ecirc;ncia da plenitude do Esp&iacute;rito Santo ser&aacute; assinalada por &ldquo;conscienciosa considera&ccedil;&atilde;o a todos os mandamentos de Deus&rdquo;. &ldquo;Nossa f&eacute; deve aumentar diariamente. Embora digamos: &lsquo;Sei que sou um pecador&rsquo;, tamb&eacute;m podemos dizer: &lsquo;Sei que tenho um Salvador&rsquo;. Jesus morreu pelos pecadores, e perdoar&aacute; meus pecados, se eu me arrepender sinceramente. &Eacute; in&uacute;til pretender crer em Cristo se n&atilde;o reconhecemos os reclamos da lei de Deus e n&atilde;o procuramos obedecer diariamente a seus preceitos.&rdquo;&nbsp;<i>(<\/i>Manuscrito 25, 1886). &ldquo;A verdadeira santifica&ccedil;&atilde;o ser&aacute; evidenciada por conscienciosa considera&ccedil;&atilde;o a todos os mandamentos de Deus, por meticuloso aproveitamento de todos os talentos, por conversa&ccedil;&atilde;o no falar, e revelando em todos os atos a mansid&atilde;o de Cristo. [&hellip;] &ldquo;Conquanto professam estar sem pecado, e se vangloriem de sua justi&ccedil;a, os &nbsp;pretensos possuidores de santifica&ccedil;&atilde;o ensinam que os homens est&atilde;o livres para transgredir a lei de Deus, e que os que obedecem a seus preceitos ca&iacute;ram da gra&ccedil;a. A apresenta&ccedil;&atilde;o dos reclamos dessa lei desperta oposi&ccedil;&atilde;o da parte deles, e suscita rancor e desd&eacute;m. [&hellip;] &Eacute; a lei de Deus que traz convic&ccedil;&atilde;o ao pecador.&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 5 de outubro de 1886). Ellen G. White salientou qu&atilde;o dif&iacute;cil &eacute; persuadir os que julgam possuir as evid&ecirc;ncias da aprova&ccedil;&atilde;o divina enquanto transgridem Sua lei. Ela declara que at&eacute; mesmo os adventistas do s&eacute;timo dia ser&atilde;o tentados neste ponto: &ldquo;Durante as reuni&otilde;es em Orebro, fui incentivada pelo Esp&iacute;rito do Senhor a apresentar Sua lei como a grande norma de justi&ccedil;a, e advertir nosso povo contra a falsa santifica&ccedil;&atilde;o moderna que tem sua origem no culto &agrave; vontade pr&oacute;pria, e n&atilde;o na submiss&atilde;o &agrave; vontade de Deus. Este erro est&aacute; inundando rapidamente o mundo, e como testemunhas de Deus seremos chamados a dar decidido testemunho contra ele. &Eacute; um dos maiores enganos dos &uacute;ltimos dias, e ser&aacute; uma tenta&ccedil;&atilde;o para todos os que cr&ecirc;em na verdade presente. &ldquo;Aqueles cuja f&eacute; n&atilde;o est&aacute; firmemente estabelecida na Palavra de Deus ser&atilde;o iludidos. O aspecto mais deplor&aacute;vel de tudo isso &eacute; que bem poucos dos que s&atilde;o enganados por esse erro encontram o caminho de volta para a luz.&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 5 de outubro de 1886). &ldquo;Ningu&eacute;m que teve a luz da verdade entrar&aacute; na cidade de Deus como transgressor dos mandamentos. Sua lei &eacute; o fundamento de Seu governo na Terra e no C&eacute;u. Se eles espezinharam e desprezaram intencionalmente Sua lei na Terra, n&atilde;o ser&atilde;o levados para o C&eacute;u a fim de realizarem ali a mesma obra; n&atilde;o haver&aacute; mudan&ccedil;a de car&aacute;ter quando Cristo vier. [&hellip;] &ldquo;Haver&aacute; apenas duas classes de pessoas sobre a Terra: os obedientes filhos de Deus e os desobedientes.&rdquo; (<i>Review and Herald<\/i>, 25 de agosto de 1885).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Jo&atilde;o, nosso exemplo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qu&atilde;o cuidadosos dever&iacute;amos ser para que n&atilde;o sejamos arrastados pelo moderno movimento ecum&ecirc;nico que pretende unir os homens em toda a parte sob o estandarte do amor. O ap&oacute;stolo Jo&atilde;o deparou com este problema, e escreveu palavras de advert&ecirc;ncia em suas Ep&iacute;stolas. Seu amor pelas almas impregnou os seus escritos, mas ele recusou transigir com o mal.&nbsp; &ldquo;As ep&iacute;stolas de Jo&atilde;o respiram o esp&iacute;rito de amor. &Eacute; assim como se ele escrevesse com a pena molhada no amor. Mas quando entrou em contato com os que estavam a quebrar a lei de Deus, embora declarando estar vivendo sem pecado, n&atilde;o hesitou em adverti-los de seu perigoso engano. [&hellip;] &ldquo;Estamos autorizados a ter na mesma considera&ccedil;&atilde;o indicada pelo disc&iacute;pulo amado os que alegam permanecer em Cristo ao mesmo tempo que vivem em transgress&atilde;o da lei de Deus. Existem nestes &uacute;ltimos dias males semelhantes &agrave;queles que amea&ccedil;avam a prosperidade da igreja primitiva; e os ensinos do ap&oacute;stolo Jo&atilde;o sobre estes pontos deveriam ser cuidadosamente considerados. [&hellip;] &ldquo;Conquanto devamos amar as almas por quem Cristo morreu, n&atilde;o nos devemos comprometer com o mal. N&atilde;o nos podemos unir aos rebeldes e chamar a isto caridade [amor]. Deus requer de Seu povo nesta fase do mundo que permane&ccedil;a firme pelo direito tanto quanto Jo&atilde;o, em oposi&ccedil;&atilde;o aos erros que arru&iacute;nam a alma. &ldquo;O ap&oacute;stolo ensina que embora devamos manifestar cortesia crist&atilde;, estamos autorizados a tratar em termos claros com o pecado e os pecadores; que isto n&atilde;o est&aacute; em desarmonia com a verdadeira caridade [amor].&rdquo; (<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, p. 554, 555). Qu&atilde;o astuta e desveladamente o grande advers&aacute;rio conseguiu enlear os que pretendiam permanecer firmes e leais &agrave; Palavra de Deus! O que se requer que fa&ccedil;amos n&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil nem nos tornar&aacute; populares. Precisamos abster-nos dos outros com amor no cora&ccedil;&atilde;o; mas a nossa seguran&ccedil;a reside unicamente em manter diante de n&oacute;s os crit&eacute;rios estabelecidos por Deus.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Refer&ecirc;ncia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1&nbsp;Tiago White na&nbsp;<i>Review and Herald&nbsp;<\/i>de 1855, declarou: &ldquo;Nunca nos convencemos totalmente com o testemunho apresentado em favor da [posi&ccedil;&atilde;o das] seis horas [&hellip;]. O assunto nos perturbou, contudo jamais encontramos tempo para investig&aacute;-lo inteiramente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2&nbsp;Este fato hist&oacute;rico foi fornecido por um de nossos ministros de Wisconsin, Adriel Chilson. Embora n&atilde;o identifiquemos positivamente esta experi&ecirc;ncia particular com a obra de Salom&atilde;o Wellcome, h&aacute; forte evid&ecirc;ncia de que muitas semelhan&ccedil;as existiam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3&nbsp;O trecho entre colchetes n&atilde;o consta da tradu&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s dos&nbsp;<i>Testemunhos Para a Igreja<\/i>, mas no original aparece na p&aacute;gina 414 do vol. 1, exatamente neste contexto, com it&aacute;licos acrescentados.<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L&iacute;nguas nos Prim&oacute;rdios de Nossa Hist&oacute;ria Experi&ecirc;ncias de &ecirc;xtase religioso n&atilde;o eram ocorr&ecirc;ncias raras entre crist&atilde;os sinceros as d&eacute;cadas de 1830 e 1840. Alguns daqueles que posteriormente se tornaram nossos antepassados espirituais, estiveram envolvidos nelas. Tais experi&ecirc;ncias podem ser consideradas sob os seguintes aspectos: (1) prostra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica; (2) exclama&ccedil;&atilde;o de louvores a Deus; (3) falar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2157,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[430],"tags":[],"class_list":["post-2156","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-igreja"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas - Pastor Adventista<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas - Pastor Adventista\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"L&iacute;nguas nos Prim&oacute;rdios de Nossa Hist&oacute;ria Experi&ecirc;ncias de &ecirc;xtase religioso n&atilde;o eram ocorr&ecirc;ncias raras entre crist&atilde;os sinceros as d&eacute;cadas de 1830 e 1840. Alguns daqueles que posteriormente se tornaram nossos antepassados espirituais, estiveram envolvidos nelas. Tais experi&ecirc;ncias podem ser consideradas sob os seguintes aspectos: (1) prostra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica; (2) exclama&ccedil;&atilde;o de louvores a Deus; (3) falar...\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pastor Adventista\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/pastoradv\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-03-08T10:53:39+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"500\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@pastorAdv\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@pastorAdv\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"85 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/\"},\"author\":{\"name\":\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705\"},\"headline\":\"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas\",\"datePublished\":\"2016-03-08T10:53:39+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/\"},\"wordCount\":16974,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg\",\"articleSection\":[\"Art - Lideran\u00e7a e ADM\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/\",\"url\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/\",\"name\":\"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas - Pastor Adventista\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg\",\"datePublished\":\"2016-03-08T10:53:39+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg\",\"width\":800,\"height\":500},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/\",\"name\":\"Pastor Adventista\",\"description\":\"Site do Pastor | Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705\",\"name\":\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas - Pastor Adventista","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas - Pastor Adventista","og_description":"L&iacute;nguas nos Prim&oacute;rdios de Nossa Hist&oacute;ria Experi&ecirc;ncias de &ecirc;xtase religioso n&atilde;o eram ocorr&ecirc;ncias raras entre crist&atilde;os sinceros as d&eacute;cadas de 1830 e 1840. Alguns daqueles que posteriormente se tornaram nossos antepassados espirituais, estiveram envolvidos nelas. Tais experi&ecirc;ncias podem ser consideradas sob os seguintes aspectos: (1) prostra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica; (2) exclama&ccedil;&atilde;o de louvores a Deus; (3) falar...","og_url":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/","og_site_name":"Pastor Adventista","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/pastoradv","article_published_time":"2016-03-08T10:53:39+00:00","og_image":[{"width":800,"height":500,"url":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@pastorAdv","twitter_site":"@pastorAdv","twitter_misc":{"Escrito por":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","Est. tempo de leitura":"85 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/"},"author":{"name":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705"},"headline":"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas","datePublished":"2016-03-08T10:53:39+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/"},"wordCount":16974,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg","articleSection":["Art - Lideran\u00e7a e ADM"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/","url":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/","name":"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas - Pastor Adventista","isPartOf":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg","datePublished":"2016-03-08T10:53:39+00:00","author":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#primaryimage","url":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg","contentUrl":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2016\/03\/carismatismo.jpg","width":800,"height":500},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/os-adventistas-do-setimo-dia-e-as-experiencias-carismaticas\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Os adventistas do S\u00e9timo Dia e as Experi\u00eancias Carism\u00e1ticas"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website","url":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/","name":"Pastor Adventista","description":"Site do Pastor | Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705","name":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g","caption":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial"},"sameAs":["http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/"]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2156"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2158,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2156\/revisions\/2158"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2157"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}