{"id":2215,"date":"2016-04-06T07:00:47","date_gmt":"2016-04-06T07:00:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2215"},"modified":"2017-04-24T16:33:46","modified_gmt":"2017-04-24T19:33:46","slug":"a-trindade-nas-escrituras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/a-trindade-nas-escrituras\/","title":{"rendered":"A Trindade nas Escrituras"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"> \n#cmsmasters_row_6a615d482f99c .cmsmasters_row_outer_parent { \n\tpadding-top: 0px; \n} \n\n#cmsmasters_row_6a615d482f99c .cmsmasters_row_outer_parent { \n\tpadding-bottom: 50px; \n} \n\n\n.wp-post-image {\ndisplay: none;\n}<\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><div id=\"cmsmasters_row_6a615d482f0fd\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<div class=\"cmsmasters_column one_first\">\n<div class=\"cmsmasters_text\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Gerhard Pfandl, Ph.D<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:&nbsp;<\/b>O presente artigo prov&ecirc; uma investiga&ccedil;&atilde;o das evid&ecirc;ncias b&iacute;blicas que apoiam a doutrina da Trindade. V&aacute;rias refer&ecirc;ncias, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, s&atilde;o consideradas em seus respectivos contextos lingu&iacute;sticos hebraicos e\/ou gregos. O autor aponta, ainda, os erros mais comuns na interpreta&ccedil;&atilde;o de alguns desses textos.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a palavra Trindade (do lat.&nbsp;<i>trinitas<\/i>, &ldquo;tri-unidade&rdquo; ou &ldquo;tri-unicidade&rdquo;) n&atilde;o se encontre na B&iacute;blia (tampouco a palavra &ldquo;encarna&ccedil;&atilde;o&rdquo;), o ensinamento que ela descreve est&aacute; claramente contido nas Escrituras.1&nbsp;Brevemente definida, a doutrina da Trindade compreende o conceito de que &ldquo;Deus existe eternamente como tr&ecirc;s pessoas: Pai, Filho e Esp&iacute;rito Santo; cada pessoa &eacute; plenamente Deus; e h&aacute; um s&oacute; Deus.&rdquo;2<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr&oacute;prio Deus &eacute; um mist&eacute;rio &ndash; quanto mais a encarna&ccedil;&atilde;o ou a Trindade! Contudo, embora n&atilde;o sejamos capazes de compreender logicamente os v&aacute;rios aspectos da Trindade, precisamos tentar entender o melhor poss&iacute;vel o ensino escritur&iacute;stico a ela concernente. Todas as tentativas para explicar a Trindade n&atilde;o atingir&atilde;o o seu objetivo, &ldquo;especialmente quando refletimos sobre a rela&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s pessoas com a divina ess&ecirc;ncia [&hellip;] todas as analogias falham e nos tornamos plenamente c&ocirc;nscios do fato de que a Trindade &eacute; um mist&eacute;rio muito al&eacute;m do nosso entendimento. &Eacute; a incompreens&iacute;vel gl&oacute;ria da Divindade.&rdquo;3Portanto, procedemos melhor em admitir que &ldquo;o homem n&atilde;o pode compreend&ecirc;-la e torn&aacute;-la intelig&iacute;vel. &Eacute; intelig&iacute;vel em algumas de suas rela&ccedil;&otilde;es e modos de manifesta&ccedil;&otilde;es, mas inintelig&iacute;vel em sua natureza essencial.&rdquo;4<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisamos conscientizar-nos de que podemos atingir apenas uma compreens&atilde;o parcial do que &eacute; a Trindade. Ao ouvirmos a Palavra de Deus, certos elementos da Trindade se tornar&atilde;o claros, enquanto outros permanecer&atilde;o um mist&eacute;rio. &ldquo;As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, por&eacute;m as reveladas nos pertencem, a n&oacute;s e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei&rdquo; (Dt 29:29).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A Trindade no Antigo Testamento<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">V&aacute;rias passagens do Antigo Testamento sugerem ou mesmo implicam que Deus existe em mais do que uma pessoa, n&atilde;o necessariamente em uma Trindade, mas ao menos em uma rela&ccedil;&atilde;o bin&aacute;ria.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(1) G&ecirc;nesis 1<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">No relato da Cria&ccedil;&atilde;o em G&ecirc;nesis 1, a palavra hebraica para Deus &eacute;&nbsp;<i>&lsquo;Elohim<\/i>, a forma plural de&nbsp;<i>&lsquo;Eloha<\/i>. Geralmente, este plural tem sido interpretado como um plural majest&aacute;tico, em vez de uma pluralidade. Todavia, G. A. F. Knight tem argumentado corretamente que tomar esta forma como um plural majest&aacute;tico &eacute; ler no antigo texto hebraico um conceito moderno, desconsiderando que os reis de Israel e de Jud&aacute; s&atilde;o todos tratados no singular no texto b&iacute;blico.5Al&eacute;m disso, Knight ressalta que as palavras hebraicas para &ldquo;&aacute;gua&rdquo; e &ldquo;c&eacute;u&rdquo; s&atilde;o ambas plurais. Os gram&aacute;ticos t&ecirc;m denominado este fen&ocirc;meno de plural quantitativo. A &aacute;gua pode aparecer em forma de pequenas gotas ou grandes oceanos. Esta diversidade quantitativa em unidade, diz Knight, &eacute; uma maneira adequada de compreender o plural&nbsp;<i>&lsquo;Elohim<\/i>. Tamb&eacute;m explica por que o substantivo singular&nbsp;<i>&lsquo;Adonai<\/i>&nbsp;&eacute; escrito como um plural.6<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lemos em G&ecirc;nesis 1:26: &ldquo;Tamb&eacute;m disse [singular] Deus: Fa&ccedil;amos [plural] o homem &agrave; nossa [plural] imagem, conforme a nossa [plural] semelhan&ccedil;a.&rdquo; Mois&eacute;s n&atilde;o est&aacute; usando um verbo plural com&nbsp;<i>&lsquo;Elohim<\/i>, mas Deus, em sua fala, usa um verbo plural e pronomes plurais com refer&ecirc;ncia a Si mesmo. Alguns int&eacute;rpretes cr&ecirc;em que Deus aqui est&aacute; falando aos anjos. No entanto, segundo as Escrituras, os anjos n&atilde;o participaram da Cria&ccedil;&atilde;o. A melhor explica&ccedil;&atilde;o, portanto, &eacute; a de que j&aacute; no primeiro cap&iacute;tulo de G&ecirc;nesis h&aacute; uma indica&ccedil;&atilde;o de uma pluralidade de pessoas na pr&oacute;pria Divindade.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(2) G&ecirc;nesis 2:24<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com G&ecirc;nesis 2:24, o homem e a mulher devem tornar-se &ldquo;uma s&oacute; [heb.&nbsp;<i>&lsquo;echad<\/i>] carne&rdquo;, uma uni&atilde;o de duas pessoas distintas, individuais. Em Deuteron&ocirc;mio 6:4, a mesma palavra &eacute; empregada para Deus: &ldquo;Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, &eacute; o &uacute;nico [<i>&lsquo;echad<\/i>] Senhor.&rdquo; Diz Millard J. Erickson: &ldquo;Parece que aqui algo est&aacute; sendo afirmado acerca da natureza de Deus &ndash; Ele &eacute; um organismo, isto &eacute;, uma unidade de partes distintas.&rdquo;7&nbsp; Mois&eacute;s poderia ter usado a palavra&nbsp;<i>yachid<\/i>(somente um, singular) em Deuteron&ocirc;mio 6:4, mas o Esp&iacute;rito Santo preferiu que assim n&atilde;o fosse.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(3) Outros textos que expressam uma pluralidade<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disse Deus ap&oacute;s a queda do homem: &ldquo;Eis que o homem se tornou como um de n&oacute;s&rdquo; (Gn 3:22). E, algum tempo depois, quando os homens come&ccedil;aram a construir a torre de Babel, disse o Senhor: &ldquo;Des&ccedil;amos e confundamos ali a sua linguagem&rdquo; (Gn 11:7). Vez ap&oacute;s outra a pluralidade da Divindade &eacute; enfatizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua famosa vis&atilde;o do trono divino, Isa&iacute;as ouve o Senhor indagando: &ldquo;A quem enviarei, e quem h&aacute; de ir por n&oacute;s?&rdquo; (Is 6:8). Aqui vemos Deus utilizando o singular e o plural na mesma senten&ccedil;a. Muitos eruditos modernos tomam isto como uma refer&ecirc;ncia ao conc&iacute;lio celestial. Mas Deus alguma vez convocou Suas criaturas para conselho?&nbsp; Em Isa&iacute;as 40:13 e 14 Ele parece refutar esta mesma no&ccedil;&atilde;o. Ele n&atilde;o precisa aconselhar-Se com Suas criaturas, nem mesmo com os seres celestiais. Portanto, este plural, embora n&atilde;o prove a Trindade, sugere que h&aacute; uma pluralidade de seres nAquele que fala.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(4) O Anjo do Senhor<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A express&atilde;o &ldquo;Anjo do Senhor&rdquo; aparece cinq&uuml;enta e oito vezes no Antigo Testamento, e &ldquo;o anjo de Deus&rdquo;, onze vezes. A palavra hebraica&nbsp;<i>mal&rsquo;ak<\/i>&nbsp;(anjo) significa simplesmente &ldquo;mensageiro&rdquo;. Portanto, se o &ldquo;Anjo do Senhor&rdquo; &eacute; um mensageiro do Senhor, ele deve ser distinto do pr&oacute;prio Senhor. No entanto, em v&aacute;rios textos o &ldquo;Anjo do Senhor&rdquo; &eacute; tamb&eacute;m chamado &ldquo;Deus&rdquo; ou &ldquo;Senhor&rdquo; (Gn 16:7-13; Nm 22:31-38; Jz 2:1-4; 6:22). Os Pais da Igreja O identificavam com o Logos pr&eacute;-encarnado. Eruditos modernos O t&ecirc;m visto como um ser que representa a Deus, como o pr&oacute;prio Deus, ou alguma for&ccedil;a externa de Deus. Eruditos conservadores geralmente concordam que &ldquo;esse &lsquo;mensageiro&rsquo; deve ser visto como uma manifesta&ccedil;&atilde;o especial da exist&ecirc;ncia ou ess&ecirc;ncia do pr&oacute;prio Deus.&rdquo;8Se isto est&aacute; correto, temos aqui outro indicador da pluralidade de pessoas na Divindade.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A Trindade no Novo Testamento<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas Escrituras a verdade &eacute; progressiva. Quando chegamos, portanto, ao Novo Testamento, encontramos um quadro mais expl&iacute;cito da natureza trinit&aacute;ria de Deus. O pr&oacute;prio fato de se dizer de Deus que Ele &eacute; amor (1Jo 4:8) implica em que deve existir uma pluralidade dentro da Divindade, uma vez que o amor s&oacute; pode existir em uma rela&ccedil;&atilde;o entre seres diferentes.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(1) No Evangelho de Mateus<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) No batismo de Jesus encontramos os tr&ecirc;s membros da Divindade em atividade ao mesmo tempo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Batizado Jesus, saiu logo da &aacute;gua, e eis que se lhe abriram os c&eacute;us, e viu o Esp&iacute;rito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos c&eacute;us, que dizia:&nbsp; Este &eacute; o meu Filho amado, em quem me comprazo. (Mt 3:16-17)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relato do batismo de Jesus &eacute; uma not&aacute;vel manifesta&ccedil;&atilde;o da doutrina da Trindade &ndash; ali estava Cristo em forma humana, vis&iacute;vel a todos; o Esp&iacute;rito Santo descendo sobre Cristo em forma corp&oacute;rea, como uma pomba; e a voz do Pai falou do c&eacute;u: &ldquo;Este &eacute; o meu Filho amado, em quem me comprazo.&rdquo; Em Jo&atilde;o 10:30, Cristo reclama igualdade com o Pai, e, em Atos 5:3, o Esp&iacute;rito Santo &eacute; identificado como Deus. Portanto, &eacute; dif&iacute;cil, se n&atilde;o imposs&iacute;vel, explicar a cena do batismo de Cristo de qualquer outra forma a n&atilde;o ser admitir que h&aacute; tr&ecirc;s pessoas na natureza ou ess&ecirc;ncia divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No batismo de Jesus, o Pai O chamou de &ldquo;meu Filho amado&rdquo;.&nbsp; A filia&ccedil;&atilde;o de Jesus, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; ontol&oacute;gica, mas funcional. No plano da salva&ccedil;&atilde;o, cada membro da Trindade aceitou uma fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica.&nbsp; &Eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o com a finalidade de atingir um objetivo espec&iacute;fico, n&atilde;o uma mudan&ccedil;a de ess&ecirc;ncia ou condi&ccedil;&atilde;o. Millard J. Erickson explica isto deste modo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Filho n&atilde;o Se tornou menos do que o Pai durante Sua encarna&ccedil;&atilde;o terrestre, mas subordinou-Se funcionalmente &agrave; vontade do Pai. Igualmente, o Esp&iacute;rito Santo est&aacute; agora subordinado ao minist&eacute;rio do Filho (veja Jo&atilde;o 14-16), bem como &agrave; vontade do Pai, mas isto n&atilde;o implica em que Ele &eacute; menos do que s&atilde;o Eles.9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os termos &ldquo;Pai&rdquo; e &ldquo;Filho&rdquo;, no pensamento ocidental, trazem consigo as ideias de origem, depend&ecirc;ncia e subordina&ccedil;&atilde;o. Na mentalidade sem&iacute;tica ou oriental, por&eacute;m, eles enfatizam igualdade ou identidade de natureza. Desse modo, quando as Escrituras falam do &ldquo;Filho&rdquo; de Deus, elas afirmam Sua divindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(b) No final do Seu minist&eacute;rio, Jesus disse aos Seus disc&iacute;pulos que eles deveriam ir e fazer &ldquo;disc&iacute;pulos de todas as na&ccedil;&otilde;es, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Esp&iacute;rito Santo&rdquo; (Mt 28:19). Neste, que &eacute; o rito introdut&oacute;rio de cada crente na religi&atilde;o crist&atilde;, a doutrina da Trindade &eacute; claramente ensinada. Primeiro, notamos que &ldquo;em nome&rdquo; (gr.&nbsp;<i>eis to onoma<\/i>) &eacute; singular, n&atilde;o plural (&ldquo;nos nomes&rdquo;).&nbsp; Ser batizado em nome das tr&ecirc;s pessoas da Trindade significa identificar-se a si pr&oacute;prio com tudo o que a Trindade representa; confiar-se ou entregar-se ao Pai, ao Filho e ao Esp&iacute;rito Santo.10&nbsp;&nbsp; Segundo, a uni&atilde;o destes tr&ecirc;s nomes indica que o Filho e o Esp&iacute;rito Santo s&atilde;o iguais ao Pai. Seria um tanto estranho, para n&atilde;o dizer blasfemo, unir o nome do Deus eterno a um ser criado (quer tenha sido criado na eternidade ou em algum momento do tempo), e a uma for&ccedil;a ou poder impessoal nesta f&oacute;rmula batismal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o Esp&iacute;rito Santo &eacute; posto na mesma express&atilde;o e no mesmo n&iacute;vel que as outras duas pessoas, &eacute; dif&iacute;cil evitar a conclus&atilde;o de que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; tamb&eacute;m visto como uma pessoa e de igual posi&ccedil;&atilde;o que o Pai e o Filho.11<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(2) Nos escritos de Paulo<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo e os demais escritores do Novo Testamento geralmente usam a palavra &ldquo;Deus&rdquo; ao se referirem ao Pai, &ldquo;Senhor&rdquo; quando se referem ao Filho, e &ldquo;Esp&iacute;rito&rdquo; referindo-se ao Esp&iacute;rito Santo. Em 1 Cor&iacute;ntios 12:4-6, Paulo se refere aos tr&ecirc;s no mesmo texto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, os dons s&atilde;o diversos, mas o&nbsp;<i>Esp&iacute;rito<\/i>&nbsp;&eacute; o mesmo. E tamb&eacute;m h&aacute; diversidade nos servi&ccedil;os, mas o&nbsp;<i>Senhor<\/i>&nbsp;&eacute; o mesmo. E h&aacute; diversidade de realiza&ccedil;&otilde;es, mas o mesmo&nbsp;<i>Deus<\/i>&nbsp;&eacute; quem opera tudo em todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Semelhantemente, em 2 Cor&iacute;ntios 13:13, ele enumera as tr&ecirc;s pessoas da Trindade:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gra&ccedil;a do&nbsp;<i>Senhor Jesus Cristo<\/i>, e o amor de&nbsp;<i>Deus<\/i>, e a comunh&atilde;o do&nbsp;<i>Esp&iacute;rito Santo<\/i>&nbsp;sejam com todos v&oacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conquanto n&atilde;o possamos dizer que estes textos sejam uma enuncia&ccedil;&atilde;o formal da Trindade, estas passagens e outras semelhantes (p. ex., Ef&eacute;sios 4:4-6) s&atilde;o de car&aacute;ter distintamente trinitariano. Foi a Igreja em tempos posteriores quem elaborou os detalhes da Trindade, mas eles constru&iacute;ram sobre os fundamentos dos escritores b&iacute;blicos.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A divindade de Cristo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um elemento decisivo na doutrina da Trindade &eacute; a divindade de Cristo. Sendo que a doutrina da Trindade ensina que h&aacute; um Deus em tr&ecirc;s pessoas, e que cada uma dessas pessoas &eacute; plenamente Deus, torna-se importante verificar o que as Escrituras ensinam acerca da divindade de Cristo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A divindade de Cristo no Novo Testamento<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; v&aacute;rias passagens no Novo Testamento que afirmam claramente a plena divindade de Cristo:<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(1) Jo&atilde;o 1:1-3, 14<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;No princ&iacute;pio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.&rdquo; A frase introdut&oacute;ria &ldquo;no princ&iacute;pio&rdquo; (sem o artigo) nos leva de volta ao in&iacute;cio do tempo. Se o Verbo era &ldquo;no princ&iacute;pio&rdquo;, ent&atilde;o Ele mesmo era sem princ&iacute;pio, que &eacute; outra maneira de dizer que Ele era eterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;O Verbo estava com Deus&rdquo; nos diz que o Verbo &eacute; uma pessoa ou personalidade distinta. O Verbo n&atilde;o estava &ldquo;em&rdquo; (gr.&nbsp;<i>en<\/i>) Deus, mas &ldquo;com&rdquo; (<i>pros<\/i>) Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;E o Verbo era Deus&rdquo;, ou, mais literalmente: &ldquo;e Deus era o Verbo.&rdquo; O Verbo n&atilde;o era uma emana&ccedil;&atilde;o de Deus, mas o pr&oacute;prio Deus. Conquanto o verso 1 n&atilde;o nos diga quem &eacute; o Verbo, o verso 14 claramente O identifica com Cristo.&nbsp; &ldquo;Uma afirma&ccedil;&atilde;o mais enf&aacute;tica e inequ&iacute;voca da absoluta Divindade do Senhor Jesus Cristo &eacute; imposs&iacute;vel de conceber.&rdquo;12<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(2) Jo&atilde;o 20:28<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>&ldquo;<\/b>Respondeu-lhe Tom&eacute;: Senhor meu e Deus meu!&rdquo; Esta &eacute; a &uacute;nica ocasi&atilde;o nos Evangelhos em que algu&eacute;m diz a Cristo &ldquo;Deus meu&rdquo; (<i>ho The&oacute;s mou<\/i>). Quando Tom&eacute; viu o Cristo ressurreto, o duvidoso foi transformado num adorador. &Eacute; significativo que nem Cristo, na ocasi&atilde;o em que isto ocorreu, nem Jo&atilde;o ao escrever o Evangelho, tenham desaprovado o que Tom&eacute; disse. Ao contr&aacute;rio, tanto quanto se referia a Jo&atilde;o, esse epis&oacute;dio constituiu um ponto importante em sua narra&ccedil;&atilde;o, pois ele imediatamente diz ao leitor:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, fez Jesus diante dos disc&iacute;pulos muitos outros sinais que n&atilde;o est&atilde;o escritos neste livro. Estes, por&eacute;m, foram registados para que creiais que Jesus &eacute; o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (20:30, 31)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que Jo&atilde;o est&aacute; dizendo, portanto, &eacute; que &ldquo;este livro foi escrito para persuadir as pessoas a imitarem Tom&eacute;, que chamou Jesus de &lsquo;Senhor meu e Deus meu&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(3) Filipenses 2:5-7<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de esta passagem ter sido escrita para ilustrar a humildade, ela &eacute; um dos textos fundamentais do Novo Testamento para apoiar a divindade de Cristo. &ldquo;Tende em v&oacute;s o mesmo sentimento que houve tamb&eacute;m em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma [gr.&nbsp;<i>morf&ecirc;<\/i>] de Deus, n&atilde;o julgou como usurpa&ccedil;&atilde;o [<i>harpagm&oacute;s<\/i>] o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma [<i>morf&ecirc;<\/i>] de servo, tornando-se em semelhan&ccedil;a de homens.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Morf&ecirc;<\/i>&nbsp;(&ldquo;forma&rdquo; ou &ldquo;apar&ecirc;ncia vis&iacute;vel&rdquo;) descreve a natureza genu&iacute;na de uma coisa, sua ess&ecirc;ncia. &ldquo;N&atilde;o se refere a qualquer forma mut&aacute;vel, mas &agrave; forma espec&iacute;fica da qual dependem identidade e condi&ccedil;&atilde;o.&rdquo;13<i>Morf&ecirc;<\/i>&nbsp;contrasta com&nbsp;<i>sk&eacute;ma<\/i>&nbsp;(2:7), que tamb&eacute;m significa &ldquo;forma&rdquo;, mas no sentido de apar&ecirc;ncia superficial em vez de ess&ecirc;ncia.&nbsp; O substantivo&nbsp;<i>harpagm&oacute;s<\/i>&nbsp;aparece somente neste texto do Novo Testamento; o verbo correspondente significa &ldquo;roubar, tomar &agrave; for&ccedil;a&rdquo;. No grego secular o substantivo significa &ldquo;roubo&rdquo;.&nbsp; Todavia, o contexto esclarece que Jesus n&atilde;o cobi&ccedil;ou, ou n&atilde;o tentou roubar a &ldquo;igualdade com Deus&rdquo;. Ao contr&aacute;rio, Ele n&atilde;o tentou apegar-Se &agrave; igualdade com Deus que Ele possu&iacute;a de modo intr&iacute;nseco. Em outras palavras, Ele n&atilde;o tentou reter pela for&ccedil;a Sua igualdade com Deus, mas &ldquo;tratou-a como uma ocasi&atilde;o para renunciar a cada vantagem ou privil&eacute;gio que desse modo Lhe pudesse ter vindo, como uma oportunidade para auto-empobrecimento e sacrif&iacute;cio de Si mesmo sem reservas.&rdquo;14&nbsp;Este &eacute; o significado de &ldquo;a si mesmo se esvaziou&rdquo;. Sua igualdade com Deus era algo que Ele possu&iacute;a de maneira intr&iacute;nseca; e algu&eacute;m que &eacute; igual a Deus deve ser Deus. Por conseguinte, Filipenses 2:5-7 &ldquo;&eacute; uma passagem que exige para sua compreens&atilde;o a id&eacute;ia de que Jesus era divino no mais pleno sentido.&rdquo;15&nbsp;<b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/b><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(4) Colossenses 2:9<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Porquanto, nele habita, corporalmente [gr.&nbsp;<i>somatik&ocirc;s<\/i>], toda a plenitude [<i>pleroma<\/i>] da Divindade.&rdquo; A palavra&nbsp;<i>pleroma<\/i>&nbsp;tem o significado b&aacute;sico de &ldquo;plenitude, cumprimento&rdquo;. No Antigo Testamento, ela se refere repetidamente &agrave; terra e &ldquo;toda a sua plenitude&rdquo; (Sl 24:1; cf. 50:12; 89:11; 96:11; 98:7), que &eacute; citada em 1 Cor&iacute;ntios 1:26, 28. No grego secular,&nbsp;<i>pleroma<\/i>&nbsp;se referia ao pleno complemento da tripula&ccedil;&atilde;o de um navio ou &agrave; quantidade necess&aacute;ria para completar uma transa&ccedil;&atilde;o financeira. Em Colossenses 1:19 e 2:9, Paulo usa a palavra para descrever a soma total de cada fun&ccedil;&atilde;o da divindade.16&nbsp; Essa plenitude habita em Cristo &ldquo;corporalmente&rdquo;; isto &eacute;, mesmo durante Sua encarna&ccedil;&atilde;o, Cristo reteve todos os atributos essenciais da divindade, embora n&atilde;o os utilizasse em Seu pr&oacute;prio proveito. A plenitude da Divindade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">fez sua habita&ccedil;&atilde;o em Sua humanidade sem consumi-la ou deific&aacute;-la, ou mudar quaisquer de suas propriedades essenciais&hellip; Via-se facilmente que a Divindade habitava naquela humanidade (ou natureza humana), pois lampejos de Sua gl&oacute;ria brilhavam freq&uuml;entemente atrav&eacute;s de sua cobertura terrestre.17<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(5) Tito 2:13<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo descreve os santos como &ldquo;aguardando a bendita esperan&ccedil;a e o glorioso aparecimento do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo&rdquo; (NKJV [New King James Version]).&nbsp; A KJV traduz esta passagem como &ldquo;o glorioso aparecimento do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo&rdquo;, apresentando os santos &agrave; espera do Pai e do Filho. Conquanto esta tradu&ccedil;&atilde;o seja poss&iacute;vel, a NKJV deve ser preferida pelas seguintes raz&otilde;es: (1) Os dois substantivos &ldquo;Deus&rdquo; e &ldquo;Salvador&rdquo; est&atilde;o ligados por um s&oacute; artigo, indicando que, por via de regra, os dois substantivos s&atilde;o duas designa&ccedil;&otilde;es para um &uacute;nico objeto. (2) Todo o Novo Testamento aguarda a segunda vinda de Cristo.&nbsp; (3) O contexto do verso 14 fala somente de Cristo. (4) Esta interpreta&ccedil;&atilde;o est&aacute; em harmonia com outras passagens tais como Jo&atilde;o 20:28; Romanos 9:5; Hebreus 1:8; 2 Pedro 1:1. O texto de Tito 2:13 &eacute;, portanto, &eacute; uma asser&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita &agrave; divindade de Cristo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O testemunho da divindade de Cristo no Antigo Testamento<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o somente &eacute; Jesus chamado Deus no Novo Testamento, mas Ele &eacute; tamb&eacute;m chamado Senhor e Deus em cita&ccedil;&otilde;es do Antigo Testamento onde a palavra hebraica &eacute;&nbsp;<i>Yahweh<\/i>&nbsp;ou&nbsp;<i>Elohim<\/i>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(1) Mateus 3:3<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor.&rdquo; Segundo o verso 1, este texto de Isa&iacute;as se refere a Jo&atilde;o Batista, que foi o precursor de Jesus. Em Isa&iacute;as 40:3, a palavra para Senhor &eacute;&nbsp;<i>Yahweh<\/i>.&nbsp; Portanto , &ldquo;o Senhor&rdquo; cujo caminho Jo&atilde;o devia preparar n&atilde;o era nenhum outro sen&atilde;o o pr&oacute;prio Yahweh.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(2) Romanos 10:13<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>&ldquo;<\/b>Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor ser&aacute; salvo.&rdquo; O contexto (vs. 6-12) deixa claro que Paulo est&aacute; pensando em Cristo quando se refere ao&nbsp; &ldquo;nome do Senhor&rdquo;. O texto &eacute; uma cita&ccedil;&atilde;o de Joel 2:32 onde a palavra para Senhor no hebraico &eacute;, outra vez,&nbsp;<i>Yahweh<\/i>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(3) Romanos 14:10<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste texto, Paulo relembra a seus leitores que &ldquo;todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo&rdquo; (Vers&atilde;o Almeida Revista e Corrigida). Ele, ent&atilde;o, adiciona uma cita&ccedil;&atilde;o de Isa&iacute;as 45:23 que diz: &ldquo;Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrar&aacute; diante de mim, e toda l&iacute;ngua confessar&aacute; a Deus.&rdquo; Em Isa&iacute;as o que fala &eacute;&nbsp;<i>Yahweh<\/i>; no livro de Romanos, o mesmo texto &eacute; aplicado a Cristo.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(4) Hebreus 1:8, 9<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;O teu trono, &oacute; Deus, &eacute; para todo o sempre&hellip; Deus, o teu Deus te ungiu.&rdquo;&nbsp; Neste cap&iacute;tulo, sete textos do Antigo Testamento s&atilde;o usados para apoiar o argumento de que Cristo &eacute; superior aos anjos. O quinto texto, citado nos versos 8 e 9, vem do Salmo 45:6, 7, no qual um rei da casa de Davi &eacute; tratado como &ldquo;Deus&rdquo;. Trata-se de uma hip&eacute;rbole po&eacute;tica &ndash; como &eacute;, &agrave;s vezes, encontrada em cortes orientais &ndash; ou est&aacute; esse texto apontando para uma outra pessoa al&eacute;m do pr&iacute;ncipe do Antigo Testamento da casa de Davi?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os poetas e profetas hebreus, um pr&iacute;ncipe da casa de Davi era o vice-regente do Deus de Israel; ele pertencia a uma dinastia &agrave; qual Deus havia feito promessas especiais ligadas &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de Seu prop&oacute;sito no mundo. Al&eacute;m disso, o que era apenas parcialmente verdade de qualquer um dos governantes hist&oacute;ricos da linhagem de Davi, ou mesmo do pr&oacute;prio Davi, seria realizado em sua plenitude quando aparecesse o Filho de Davi em quem todas as promessas e ideais associados com a dinastia seriam incorporados. E agora, finalmente, o Messias havia surgido. Em um sentido mais amplo do que era poss&iacute;vel para Davi ou qualquer dos seus sucessores nos dias antigos, esse Messias pode ser tratado n&atilde;o meramente como Filho de Deus (verso 5) mas realmente como Deus, pois Ele &eacute; o Messias da linhagem de Davi e tamb&eacute;m o resplendor da gl&oacute;ria de Deus e a pr&oacute;pria imagem de Sua subst&acirc;ncia.18<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas estas passagens indicam que Cristo, Deus e Yahweh s&atilde;o um.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Jesus e a sua consci&ecirc;ncia de Si mesmo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus nunca afirmou diretamente Sua divindade; todavia, Seu ensino estava permeado de conceitos trinitarianos. De acordo com a ideia hebraica de filia&ccedil;&atilde;o (ou seja, tudo que o pai &eacute;, o filho &eacute; tamb&eacute;m), Jesus afirmou ser o Filho de Deus (Mt 9:27; 24:36; Lc 10:22; Jo 9:35-37; 11:4). Os judeus entenderam que pela reivindica&ccedil;&atilde;o de ser o Filho de Deus Ele estava reivindicando igualdade com Deus: &ldquo;Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam mat&aacute;-lo, porque n&atilde;o somente violava o s&aacute;bado, mas tamb&eacute;m dizia que Deus era seu pr&oacute;prio Pai, fazendo-se igual a Deus&rdquo; (Jo 5:18; cf. 10:33).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Repetidamente, Jesus afirmou possuir o que propriamente s&oacute; pertence a Deus. &ldquo;Ele falou dos anjos de Deus (Lc 12:8-9; 15:10) como Seus anjos (Mt 13:41). Ele considerava o reino de Deus (Mt 12:28; 19:14, 24; 21:31, 34) e os eleitos de Deus (Mc 13:20) como Sua propriedade.&rdquo;19Em Lucas 5:20, Jesus perdoou os pecados ao paral&iacute;tico, e os judeus, baseados em Isa&iacute;as 43:25, arguiram corretamente: &ldquo;Quem pode perdoar pecados, sen&atilde;o Deus?&rdquo; Destarte, estava impl&iacute;cita na a&ccedil;&atilde;o de Jesus de perdoar a pretens&atilde;o de ser Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A divindade de Cristo &eacute; tamb&eacute;m indicada pelo Seu uso do tempo presente em Sua resposta aos judeus: &ldquo;Antes que Abra&atilde;o existisse [<i>genesthai<\/i>], Eu Sou [<i>ego eimi<\/i>]&rdquo; (Jo 8:58). Usando os termos&nbsp;<i>genesthai&nbsp;<\/i>(&ldquo;nasceu&rdquo; ou &ldquo;se tornou&rdquo;) e&nbsp;<i>ego eimi<\/i>&nbsp;(Eu Sou), Jesus contrasta Sua exist&ecirc;ncia eterna com o in&iacute;cio hist&oacute;rico da exist&ecirc;ncia de Abra&atilde;o.&nbsp; &Eacute; a eternidade do ser, e n&atilde;o simplesmente a preexist&ecirc;ncia antes de Abra&atilde;o, que &eacute; expressa aqui. Ao menos os judeus entenderam isto desse modo; perceberam que Jesus reivindicava ser&nbsp;<i>Yahweh<\/i>, o Eu Sou da sar&ccedil;a ardente (&Ecirc;x 3:14), e pegaram em pedras para mat&aacute;-Lo (8:59).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, o fato de que Jesus aceitava a adora&ccedil;&atilde;o de outros &eacute; evid&ecirc;ncia de que Ele mesmo reconhecia Sua divindade. Ap&oacute;s Jesus ter vindo aos disc&iacute;pulos andando sobre a &aacute;gua, eles &ldquo;o adoraram&rdquo; (Mt 14:33). O cego cuja vista foi restaurada depois de lavar-se no tanque de Silo&eacute; &ldquo;o adorou&rdquo; (Jo 9:38). Depois da ressurrei&ccedil;&atilde;o, os disc&iacute;pulos foram para a Galil&eacute;ia, onde Jesus lhes apareceu e eles &ldquo;o adoraram&rdquo; (Mt 28:17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reiteradamente Jesus aceitou a adora&ccedil;&atilde;o como algo perfeitamente correto. Ele, desse modo, demonstrou direta pretens&atilde;o &agrave; divindade.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Textos dif&iacute;ceis20<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os antitrinitarianos usam v&aacute;rios textos b&iacute;blicos para apoiar sua alega&ccedil;&atilde;o de que Jesus foi &ldquo;gerado&rdquo; em algum tempo da eternidade (quer dizer, Ele teve um princ&iacute;pio e, portanto, n&atilde;o &eacute; absolutamente igual a Deus).<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(1) Apocalipse 3:14<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Jesus, o princ&iacute;pio da cria&ccedil;&atilde;o de Deus.&rdquo; Alega-se que Jesus foi criado em algum momento no passado, que Ele foi a primeira obra de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) A palavra grega&nbsp;<i>arqu&ecirc;&nbsp;<\/i>pode ser traduzida por &ldquo;princ&iacute;pio&rdquo;, &ldquo;ponto de origem&rdquo;, &ldquo;primeira causa&rdquo; ou &ldquo;governante&rdquo;.&nbsp; O pr&oacute;prio Pai &eacute; chamado &ldquo;princ&iacute;pio&rdquo; em Apocalipse 21:6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(b) O mesmo t&iacute;tulo &eacute; usado para Jesus em Apocalipse 22:13. Conquanto a palavra&nbsp;<i>arqu&ecirc;&nbsp;<\/i>possa ter um sentido passivo, que faria de Jesus o primeiro ser criado, o sentido ativo da palavra torna-O a primeira causa (ou causa prim&aacute;ria), agente motor, ou o Criador. Que Jesus n&atilde;o &eacute; o primeiro ser criado, mas o pr&oacute;prio Criador, &eacute; o testemunho de outros textos do Novo Testamento (veja Jo 1:3; Cl 1:16; Hb 1:2).<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(2) Prov&eacute;rbios 8:22-31<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Eu fui gerada.&rdquo; Afirma-se que esta passagem, se refere a Jesus e ensina que Jesus nasceu ou foi criado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) O contexto fala acerca da &ldquo;sabedoria&rdquo;, n&atilde;o de Jesus.&nbsp; A personifica&ccedil;&atilde;o da sabedoria &eacute; um artif&iacute;cio liter&aacute;rio que ocorre tamb&eacute;m noutras partes das Escrituras. No Salmo 85:10-13 temos &ldquo;miseric&oacute;rdia e verdade&rdquo; se encontrando, &ldquo;justi&ccedil;a e paz&rdquo; se beijando, e a &ldquo;verdade&rdquo; brotando da terra. No Salmo 96:12, &ldquo;o campo&rdquo; est&aacute; alegre, e &ldquo;todas as &aacute;rvores do bosque&rdquo; se regozijam &ldquo;na presen&ccedil;a do Senhor.&rdquo; (Veja tamb&eacute;m 1 Cr 16:33; Is 52:9; Ap 20:13-14). Esta esp&eacute;cie de linguagem n&atilde;o deve ser interpretada literalmente. &ldquo;A personifica&ccedil;&atilde;o &eacute; um artif&iacute;cio liter&aacute;rio e po&eacute;tico que serve para criar atmosfera, e para avivar ideias abstratas e objetos inanimados, representando-os como se fossem seres humanos.&rdquo;21<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(b) A personifica&ccedil;&atilde;o do divino atributo da sabedoria como uma mulher inicia-se no cap&iacute;tulo 1. &ldquo;Grita na rua a Sabedoria, nas pra&ccedil;as levanta a voz&rdquo; (1:20). No cap&iacute;tulo 3 nos &eacute; dito: &ldquo;Mais preciosa &eacute; do que p&eacute;rolas&rdquo; e &ldquo;todas as suas veredas&rdquo; s&atilde;o &ldquo;paz&rdquo; (3:15, 17). No cap&iacute;tulo 7, ela &eacute; chamada de &ldquo;irm&atilde;&rdquo; (7:4), e, no cap&iacute;tulo 8, a sabedoria habita com a prud&ecirc;ncia, outra personifica&ccedil;&atilde;o (8:12). A sabedoria personificada &eacute; tamb&eacute;m o assunto de Prov&eacute;rbios 9:1-5. A aplica&ccedil;&atilde;o destas passagens a Jesus requer um m&eacute;todo aleg&oacute;rico de interpreta&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica que conduz a pontos de vista incompat&iacute;veis com outras passagens. Foi esta esp&eacute;cie de hermen&ecirc;utica que levou os Reformadores a rejeitar o m&eacute;todo aleg&oacute;rico de interpreta&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m deve-se notar que nenhum verso desta passagem &eacute; citado no Novo Testamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(c) Prov&eacute;rbios 8:22-31 cont&eacute;m imagem po&eacute;tica que precisa ser cuidadosamente interpretada. A primeira frase do verso 22 pode ser traduzida por: &ldquo;O Senhor me possu&iacute;a&rdquo; (KJV, NIV); &ldquo;O Senhor me criou&rdquo; (RSV, NEB); ou &ldquo;O Senhor me gerou&rdquo; (NAB). O significado b&aacute;sico do verbo&nbsp;<i>qanah<\/i>&nbsp;&eacute; &ldquo;comprar, adquirir&rdquo;, donde vem &ldquo;possuir&rdquo;; mas as duas outras tradu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o poss&iacute;veis. Ao lado de&nbsp;<i>qanah<\/i>, duas outras palavras se referem &agrave; origem da sabedoria:&nbsp;<i>nasak<\/i>&nbsp;(&ldquo;estabelecer&rdquo;; 8:23), e&nbsp;<i>chil<\/i>&nbsp;(&ldquo;nascer&rdquo;; 8:24, 25). O pensamento b&aacute;sico desta passagem &eacute; sempre o mesmo: a sabedoria estava com Deus antes do in&iacute;cio da Cria&ccedil;&atilde;o. Quer Deus a tenha criado ou quer ela tenha sido gerada ou simplesmente possu&iacute;da, n&atilde;o &eacute; o ponto focal. O que &eacute; fundamental n&atilde;o &eacute; a maneira de sua origem, mas, antes, sua antiguidade e preced&ecirc;ncia dentro da Cria&ccedil;&atilde;o de Deus. Sendo que a linguagem &eacute; po&eacute;tica e metaf&oacute;rica, n&atilde;o deve ser usada para estabelecer coisa alguma concernente &agrave; suposta origem de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen White &agrave;s vezes aplicou Prov&eacute;rbios 8 homileticamente a Cristo, mas ela usou o texto para sugerir Sua preexist&ecirc;ncia eterna. Antes de citar Prov&eacute;rbios 8 ela diz: &ldquo;Cristo era, essencialmente e no mais alto sentido, Deus. Estava Ele com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito para todo o sempre.&rdquo;22<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(3) Colossenses 1:15<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Jesus, o primog&ecirc;nito.&rdquo; Sendo que Jesus &eacute; chamado o &ldquo;primog&ecirc;nito&rdquo; (<i>prototokos<\/i>), argumenta-se que Ele deve ter tido um princ&iacute;pio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) A express&atilde;o&nbsp;<i>prototokos&nbsp;<\/i>(&ldquo;primog&ecirc;nito&rdquo;) neste texto &eacute; um t&iacute;tulo, n&atilde;o uma defini&ccedil;&atilde;o de Sua condi&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica. De acordo com 1:16, tudo foi criado por Jesus. Portanto, Ele n&atilde;o pode ter criado a Si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(b) O termo &ldquo;primog&ecirc;nito&rdquo; tinha um significado especial para os hebreus. Em geral, o primog&ecirc;nito era o l&iacute;der de um grupo de pessoas ou de uma tribo, o sacerdote da fam&iacute;lia, e o que recebia duas vezes mais da heran&ccedil;a do que seus irm&atilde;os. Ele tinha certos privil&eacute;gios bem como responsabilidades. &Agrave;s vezes, por&eacute;m, o fato de que algu&eacute;m era o primog&ecirc;nito n&atilde;o importava aos olhos de Deus. Por exemplo, embora Davi fosse o filho mais novo, Deus o chamou de &ldquo;meu primog&ecirc;nito&rdquo; (Sl 89:20, 27). A segunda linha do paralelismo no verso 27, nos diz que isto significava que ele deveria se tornar o rei mais exaltado. Veja tamb&eacute;m a experi&ecirc;ncia de Jac&oacute; (Gn 25:25-26 e &Ecirc;x 4:22) e Efraim (Gn 41-50-52 e Jr 31:9). Nestes casos, o elemento tempo &ldquo;primeiro&rdquo; foi apagado. Era importante apenas a posi&ccedil;&atilde;o especial e a dignidade da pessoa chamada o &ldquo;primog&ecirc;nito&rdquo;. No caso de Jesus, este termo tamb&eacute;m se refere &agrave; Sua exaltada posi&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o a um momento do tempo no qual Ele nasceu. Em Colossenses 1:18, Cristo &eacute; chamado &ldquo;o primog&ecirc;nito de entre os mortos.&rdquo; Embora Ele n&atilde;o fosse cronologicamente o primeiro (Mois&eacute;s e outros O haviam precedido), Ele &eacute; o preeminente.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(4) Jo&atilde;o 1:1-3<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;No princ&iacute;pio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.&rdquo;&nbsp; Alega-se que h&aacute; uma distin&ccedil;&atilde;o entre Deus o Pai, que &eacute;&nbsp;<i>o Deus<\/i>, e Jesus, que &eacute; apenas&nbsp;<i>um deus<\/i>. O termo grego para Deus (<i>the&oacute;s<\/i>) &eacute; encontrado com o artigo&nbsp;<i>&lsquo;o<\/i>&nbsp;(<i>ho<\/i>), &ldquo;o Deus&rdquo;, ou sem o artigo, &ldquo;um deus&rdquo; ou &ldquo;Deus&rdquo;. Em Jo&atilde;o 1:1-3 o Pai &eacute; chamado&nbsp;<i>ho the&oacute;s<\/i>, ao passo que o Filho &eacute; chamado&nbsp;<i>the&oacute;s<\/i>. Justifica isto a alega&ccedil;&atilde;o de que o Pai &eacute; o Deus Todo-poderoso, enquanto que o Filho &eacute; apenas um deus?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) O termo&nbsp;<i>the&oacute;s<\/i>&nbsp;sem o artigo &eacute; freq&uuml;entemente usado tamb&eacute;m para o Pai, at&eacute; no mesmo cap&iacute;tulo (veja Jo 1:6, 13, 18; Lc 2:14; At 5:39; 1Ts 2:5; 1Jo 4:12 e 2Jo 9). Jesus &eacute; tamb&eacute;m &ldquo;o Deus&rdquo; (Hb 1:8-9; Jo 20:28). Em outras palavras, o uso do termo Deus &ndash; com ou sem o artigo &ndash; n&atilde;o pode ser usado para fazer uma distin&ccedil;&atilde;o entre Deus o Pai e Deus o Filho. Deus o Pai &eacute;&nbsp;<i>the&oacute;s<\/i>&nbsp;e&nbsp;<i>ho the&oacute;s<\/i>, e assim tamb&eacute;m &eacute; o Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas vezes, a aus&ecirc;ncia do artigo em grego denota qualidade especial e n&atilde;o deve ser traduzido com o artigo indefinido &ldquo;um&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(b) Se Jo&atilde;o tivesse usado o artigo definido cada vez que ocorre&nbsp;<i>the&oacute;s<\/i>, ele estaria afirmando que h&aacute; apenas uma pessoa divina. O Pai seria o Filho. Diz Jo&atilde;o 1:1: &ldquo;No princ&iacute;pio era o Verbo, e o Verbo estava com&nbsp;<i>ho the&oacute;s<\/i>, e o Verbo era&nbsp;<i>th&eacute;os<\/i>. Se Jo&atilde;o tivesse usado apenas&nbsp;<i>ho the&oacute;s<\/i>, ele estaria dizendo: &ldquo;No princ&iacute;pio era o Verbo, e o Verbo estava com&nbsp;<i>ho the&oacute;s<\/i>, e o Verbo era&nbsp;<i>ho the&oacute;s<\/i>. De acordo com Jo&atilde;o 1:14, o Verbo &eacute; Jesus. Portanto, substituindo &ldquo;Verbo&rdquo; por &ldquo;Jesus&rdquo; obtemos a senten&ccedil;a: &ldquo;No princ&iacute;pio era Jesus, e Jesus estava com&nbsp;<i>ho the&oacute;s<\/i>, e Jesus era&nbsp;<i>ho the&oacute;s<\/i>.&rdquo;&nbsp;<i>Ho the&oacute;s<\/i>&nbsp;se refere claramente ao Pai. O texto modificado diria: &ldquo;No princ&iacute;pio era o Verbo, e o Verbo estava com o Pai, e o Verbo era o Pai.&rdquo; Isso est&aacute; teologicamente errado. Falando acerca das duas pessoas da Divindade, Jo&atilde;o n&atilde;o tinha outra escolha sen&atilde;o usar uma vez&nbsp;<i>ho the&oacute;s<\/i>&nbsp;e na pr&oacute;xima vez the&oacute;s. Portanto, a aus&ecirc;ncia do artigo no segundo caso n&atilde;o pode ser usada para argumentar contra a igualdade entre o Pai e o Filho.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">(5) Jo&atilde;o 1:14, 18; 3:16, 18; 1 Jo&atilde;o 4:9<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;O Filho unig&ecirc;nito (<i>monoguen&ecirc;s<\/i>).&rdquo; Sugere-se que a palavra&nbsp;<i>monoguen&ecirc;s<\/i>&nbsp;aponta para uma gera&ccedil;&atilde;o literal de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) A palavra&nbsp;<i>monoguen&ecirc;s&nbsp;<\/i>significa &ldquo;&uacute;nico, &uacute;nico de uma esp&eacute;cie, singular&rdquo;. Ocorre nove vezes no Novo Testamento. Encontra-se tr&ecirc;s vezes em Lucas (7:12; 8:42; 9:38), onde sempre se refere a um &uacute;nico filho. &Eacute; encontrada cinco vezes nos escritos de Jo&atilde;o (Jo 1:14, 18; 3:16, 18; 1 Jo 4:9) como uma designa&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o de Jesus com Deus. Ocorre somente uma vez em Hebreus 11:17, onde Isaque &eacute; chamado o filho&nbsp;<i>monoguen&ecirc;s<\/i>&nbsp;de Abra&atilde;o. Isaque n&atilde;o era o filho &uacute;nico de Abra&atilde;o, mas era o filho singular, invulgar, o &uacute;nico filho da promessa. A &ecirc;nfase n&atilde;o &eacute; sobre o nascimento, mas sobre a singularidade do filho. Portanto, a tradu&ccedil;&atilde;o &ldquo;&uacute;nico&rdquo; ou &ldquo;singular&rdquo; deve ser preferida. A tradu&ccedil;&atilde;o &ldquo;unig&ecirc;nito&rdquo; pode ter se originado com os primeiros Pais da Igreja e se encontra na Vulgata. A &uacute;ltima, por sua vez, influenciou tradu&ccedil;&otilde;es posteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo normal para gerado &eacute;&nbsp;<i>gennao<\/i>, que se encontra em Hebreus 1:5 e pode apontar para a ressurrei&ccedil;&atilde;o ou encarna&ccedil;&atilde;o de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na LXX (Septuaginta) o termo&nbsp;<i>monoguen&ecirc;s&nbsp;<\/i>&eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o do hebraico&nbsp;<i>yachid<\/i>, que significa &ldquo;&uacute;nico, singular&rdquo; ou &ldquo;amado&rdquo; (cf. Mc 1:11, em conex&atilde;o com o batismo de Cristo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o est&aacute; claro se&nbsp;<i>monoguen&ecirc;s<\/i>&nbsp;se refere apenas ao Senhor hist&oacute;rico e ressurreto ou tamb&eacute;m ao Senhor preexistente.&nbsp; &Eacute; de interesse notar, por&eacute;m, que nem em 1:1-14, nem em 8:58, nem no cap&iacute;tulo 17, Jo&atilde;o usa o termo &ldquo;Filho&rdquo; para o Senhor preexistente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(6) Mateus 14:33<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Tu &eacute;s o Filho de Deus.&rdquo; Pode o t&iacute;tulo &ldquo;Filho de Deus&rdquo; ser compreendido literalmente?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) Esse t&iacute;tulo &eacute; um t&iacute;tulo messi&acirc;nico. (veja Sl 2:7; At 13:33; Hb 1:5). Enfatiza a divindade de Cristo. Jesus usou este t&iacute;tulo muito raramente para Si mesmo (somente em Jo&atilde;o, p. ex., Jo 11:4). &Eacute; um dos muitos t&iacute;tulos que Jesus possu&iacute;a. Na tentativa de compreender o que Jesus &eacute;, todos eles precisam ser investigados a fim de se obter uma vis&atilde;o coerente. Que o t&iacute;tulo &ldquo;Filho de Deus&rdquo; enfatiza a divindade de Cristo &eacute; evidente de Jo&atilde;o 10:29-36. Isso &eacute; ainda mais apoiado pelo fato de que o Filho &eacute; a imagem exata de Deus, sendo igual a Deus (Cl 1:15; Hb 1:3; Fp 2:6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(b) A palavra &ldquo;filho&rdquo; tem uma ampla extens&atilde;o de significados na l&iacute;ngua original. Portanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel reduzi-la aos estreitos limites da l&iacute;ngua inglesa (ou portuguesa) e defini-la de uma maneira puramente literal. A filia&ccedil;&atilde;o de Jesus &eacute; atestada em conex&atilde;o com o Seu nascimento (Lc 1:35), batismo (Lc 3:22), transfigura&ccedil;&atilde;o (Lc 9:35) e ressurrei&ccedil;&atilde;o (At 13:32-33). A B&iacute;blia silencia quanto &agrave; quest&atilde;o sobre se este t&iacute;tulo descreve a rela&ccedil;&atilde;o eterna entre Pai e Filho. Em qualquer caso, as Escrituras atribuem exist&ecirc;ncia eterna a Jesus (Is 6:6; Ap 1:17, 18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante Sua encarna&ccedil;&atilde;o, Jesus subordinou-Se voluntariamente ao Pai, sendo o Filho de Deus. Isto inclu&iacute;a a entrega das prerrogativas, mas n&atilde;o a natureza da divindade. O Senhor ressurreto, sendo entronizado como rei e sacerdote, tamb&eacute;m aceita voluntariamente a prioridade do Pai, mas Ele e o Pai s&atilde;o &ndash; segundo as Escrituras &ndash; ambos Deus, personalidades coeternas e coiguais de uma s&oacute; Divindade.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O Esp&iacute;rito Santo como a terceira pessoa da Trindade<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; uma pessoa divina, igual ao Pai e ao Filho em poder, subst&acirc;ncia e gl&oacute;ria, manifesta-se atrav&eacute;s das Escrituras.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O Esp&iacute;rito Santo como ser pessoal<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns t&ecirc;m indagado se o Esp&iacute;rito Santo &eacute; uma pessoa distinta ou apenas o &ldquo;poder&rdquo; ou a &ldquo;for&ccedil;a&rdquo; de Deus. H&aacute; v&aacute;rios versos onde o Esp&iacute;rito Santo &eacute; mencionado junto com o Pai e o Filho (Mt 28:19; 1Co 12:4-6; 2Co 13:13). Uma vez que o Pai e o Filho s&atilde;o pessoas, isto indica que o Esp&iacute;rito Santo deve ser tamb&eacute;m uma pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freq&uuml;entemente, o pronome masculino &ldquo;ele&rdquo; &eacute; usado com refer&ecirc;ncia ao Esp&iacute;rito Santo (Jo 14:26; 15:26; 16:13, 14) apesar do fato de que a palavra para Esp&iacute;rito em grego (<i>pneuma<\/i>) &eacute; neutra e n&atilde;o masculina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra &ldquo;conselheiro&rdquo; ou &ldquo;consolador&rdquo; (<i>parakletos<\/i>) uniformemente se refere a uma pessoa, n&atilde;o a uma for&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; dito que o Esp&iacute;rito Santo fala (At 8:29), ensina (Jo 14:26), d&aacute; testemunho (Jo 15:26), intercede em favor de outros (Rm 8:26-27), distribui dons a outros (1Co 12:11), e pro&iacute;be ou permite certas coisas (At 16:6-7). De acordo com Ef&eacute;sios 4:30, o Esp&iacute;rito Santo pode ser tamb&eacute;m entristecido pelas pessoas. Todas estas atividades s&atilde;o caracter&iacute;sticas de uma pessoa, n&atilde;o de uma for&ccedil;a.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O Esp&iacute;rito Santo como Deus<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">V&aacute;rios textos das Escrituras descrevem o Esp&iacute;rito Santo como Deus:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) Mateus 28:19&nbsp; &ldquo;&hellip;batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Esp&iacute;rito Santo.&rdquo; Este texto coloca o Esp&iacute;rito Santo em um n&iacute;vel igual ao do Pai e do Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(b) Pedro disse a Ananias que, mentindo ao Esp&iacute;rito Santo, ele havia mentido n&atilde;o &ldquo;aos homens, mas a Deus&rdquo; (At 5:3-4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(c) O Esp&iacute;rito Santo &eacute; onipotente. Ele distribui dons espirituais &ldquo;a cada um individualmente como lhe apraz&rdquo; (1Co 12:11). Ele &eacute; onipresente. Habitar&aacute; com o Seu povo &ldquo;para sempre&rdquo; (Jo 14:6). Ningu&eacute;m pode furtar-se &agrave; Sua influ&ecirc;ncia (Sl 139:7-10).&nbsp; Ele &eacute; tamb&eacute;m onisciente, &ldquo;porque o Esp&iacute;rito a todas as cousas perscruta, at&eacute; mesmo as profundezas de Deus&rdquo; e &ldquo;as cousas de Deus ningu&eacute;m as conhece, sen&atilde;o o Esp&iacute;rito de Deus&rdquo; (1Co 2:10, 11).23<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(d) Ellen White cria firmemente na personalidade do Esp&iacute;rito Santo. &ldquo;Precisamos reconhecer que o Esp&iacute;rito Santo, que &eacute; tanto uma pessoa como o pr&oacute;prio Deus, est&aacute; andando por esses terrenos.&rdquo;24<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Conclus&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora com a doutrina da Trindade haja certas dificuldades textuais e conceituais, nosso estudo do Antigo e do Novo Testamento tem produzido algumas poss&iacute;veis respostas. Temos visto que a Divindade existe em uma pluralidade, que Jesus &eacute; Deus, coexistente com o Pai desde a eternidade, e que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; a terceira pessoa da Divindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os textos dif&iacute;ceis da B&iacute;blia s&atilde;o melhor compreendidos em harmonia com o restante das Escrituras. &Eacute; de pouco valor para a Igreja causar divis&atilde;o por causa de diferentes compreens&otilde;es de alguns aspectos da Divindade. Conquanto o mist&eacute;rio da Trindade jamais possa ser plenamente compreendido pelo homem finito, &eacute; uma doutrina b&iacute;blica que faz parte da F&eacute; Crist&atilde;.<\/p>\n<hr>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\">1<\/span>&nbsp;Artigo traduzido do original em ingl&ecirc;s por Francisco Alves de Pontes. Salvo indica&ccedil;&atilde;o diversa, os textos b&iacute;blicos utilizados na tradu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o extra&iacute;dos da Vers&atilde;o Almeida Revista e Atualizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\">2<\/span>&nbsp;W. Grudem,&nbsp;<i>Teologia Sistem&aacute;tica<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Vida Nova, 2002), 165.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\">3<\/span>&nbsp;Louis Berkhof,&nbsp;<i>Systematic Theology<\/i>&nbsp;(Eerdmans, 1994), 88.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\">3<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\">4<\/span>&nbsp;G. A. F. Knight ,&nbsp;<i>A Biblical Approach to the Doctrine of the Trinity<\/i>&nbsp;(Edinburgh, 1953), 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\">5<\/span>&nbsp;Ibid.&uarr;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\">6<\/span>&nbsp;Millard J. Erickson,&nbsp;<i>Christian Theology<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Baker, 1983), 1:329.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\">7<\/span>&nbsp;G. Ch. Aalders,&nbsp;<i>Genesis<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Zondervan, 1981), 300.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\">8<\/span>&nbsp;Erickson, 1:338.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\">9<\/span>&nbsp;Alguns comentaristas cr&ecirc;em que por tr&aacute;s da f&oacute;rmula est&aacute; a linguagem das transfer&ecirc;ncias de dinheiro da era helen&iacute;stica, de sorte que a f&oacute;rmula expressa figurativamente que a pessoa batizada &eacute; &ldquo;transferida&rdquo; para a conta do Senhor e assim se torna Sua propriedade. Outros interpretam &ldquo;nome&rdquo; como &ldquo;autoridade&rdquo;. Destarte, algu&eacute;m &eacute; batizado pela autoridade do Pai, do Filho e do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\">10<\/span>&nbsp;Grudem, 230.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\">11<\/span>&nbsp;Arthur W. Pink,&nbsp;<i>Exposition of the Gospel of John<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Zondervan, 1945), 22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\">12<\/span>&nbsp;W. Poehlmann, &ldquo;Morf&ecirc;&rdquo;,<i>&nbsp;Exegetical Dictionary of the New Testament<\/i>, 3 vols., eds. H. Balz e G. Schneider (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1981), 2:443.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\">13<\/span>&nbsp;F. F. Bruce,&nbsp;<i>Philippians<\/i>, NIBC (Peabody, MA: Hendrickson, 1989), 69.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\">14<\/span>&nbsp;Leon Morris,&nbsp;<i>The Lord from Heaven: A Study of the New Testament Teaching in the Deity and Humanity of Jesus<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1958), 74.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\">15<\/span>&nbsp;Alguns comentaristas definem&nbsp;<i>pleroma<\/i>&nbsp;em fun&ccedil;&atilde;o do pensamento gn&oacute;stico, pelo qual&nbsp;<i>pleroma<\/i>significa o novo&nbsp;<i>&eacute;on<\/i>&nbsp;(ou emana&ccedil;&atilde;o gn&oacute;stica) que encarnou-se no Redentor (Kaeseman,&nbsp;<i>Essays on New Testament Themes<\/i>&nbsp;[Londres, 1964], 158). C. F. D. Moule, por&eacute;m, tem ressaltado que&nbsp;<i>pleroma<\/i>&nbsp; era uma palavra t&atilde;o comum na LXX que seria preciso forte evid&ecirc;ncia para levar algu&eacute;m a procurar em uma fonte externa seu significado prim&aacute;rio em um escritor t&atilde;o imergido no Antigo Testamento como Paulo (<i>The Epistles to the Colossians and to Philemon<\/i>, Cambridge Greek Testament Commentary [Cambridge, 1957], 166).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\">16<\/span>&nbsp;John Eadie,&nbsp;<i>Colossians<\/i>, Classic Commentary Library (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1957), 145.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\">17<\/span>&nbsp;F. F. Bruce,&nbsp;<i>Hebrews<\/i>, NICNT (Grand Rapids, MI: Eerdmans,. 1964), 19, 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\">18<\/span>&nbsp;Erickson, 326.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\">19<\/span>&nbsp;Sou grato ao meu colega Ekkehardt Mueller pelo material deste par&aacute;grafo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\">20<\/span>&nbsp;Kenneth T. Aitken,&nbsp;<i>Proverbs<\/i>&nbsp;(Westminster Press, 1986), 85.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\">21<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, 1:247.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\">22<\/span>&nbsp;<i>Nisto Cremos: 27 ensinos b&iacute;blicos dos adventistas do s&eacute;timo dia&nbsp;<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988), 90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\">23<\/span>&nbsp;<i>Evangelismo<\/i>, 616.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"cmsmasters_row_6a615d482f99c\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<div class=\"cmsmasters_column one_first\">\n<div class=\"custom_css\">\n\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gerhard Pfandl, Ph.D Resumo:\u00a0O presente artigo prov\u00ea uma investiga\u00e7\u00e3o das evid\u00eancias b\u00edblicas que apoiam a doutrina da Trindade. 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