{"id":2217,"date":"2016-04-07T07:00:54","date_gmt":"2016-04-07T07:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2217"},"modified":"2017-04-20T17:11:09","modified_gmt":"2017-04-20T20:11:09","slug":"como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-1\/","title":{"rendered":"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 1"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"> \n#cmsmasters_row_6a21d20fecda1 .cmsmasters_row_outer_parent { \n\tpadding-top: 0px; \n} \n\n#cmsmasters_row_6a21d20fecda1 .cmsmasters_row_outer_parent { \n\tpadding-bottom: 50px; \n} \n\n<\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><div id=\"cmsmasters_row_6a21d20fec725\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<div class=\"cmsmasters_column one_first\">\n<div class=\"cmsmasters_text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&nbsp;Kenneth A. Strand<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo<\/b><b>:<\/b>&nbsp;Esta primeira parte do artigo trata das evid&ecirc;ncias b&iacute;blicas e hist&oacute;ricas que corroboram a afirma&ccedil;&atilde;o de que o s&aacute;bado foi o dia de culto e descanso para os crist&atilde;os dos primeiros s&eacute;culos. Estas mesmas evid&ecirc;ncias tamb&eacute;m enfraquecem qualquer tentativa de se colocar o domingo como dia de culto observado pelos ap&oacute;stolos de Cristo ap&oacute;s Sua ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest&atilde;o de como o domingo, o primeiro dia, substituiu o s&aacute;bado, o s&eacute;timo dia da semana, como o principal dia do culto crist&atilde;o, tem recebido crescente aten&ccedil;&atilde;o em anos recentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo amplamente aclamado, por exemplo, sugere que domingo crist&atilde;o semanal, emergiu das celebra&ccedil;&otilde;es da ceia, nas noites de s&aacute;bado, imediatamente ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o, com o domingo sendo um dia de trabalho at&eacute; depois do tempo de Constantino, o Grande, no in&iacute;cio do quarto s&eacute;culo2. Eventualmente, contudo, o domingo deixou de ser um dia de trabalho e tornou-se um &ldquo;s&aacute;bado&rdquo; [dia de repouso] crist&atilde;o3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas teorias mais simples e mais populares defendem que: (1) o domingo substituiu o s&eacute;timo dia da semana, o s&aacute;bado, imediatamente ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo; ou (2) a guarda do domingo foi importada diretamente do paganismo, durante o segundo s&eacute;culo ou posteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas estariam estas compreens&otilde;es corretas? O que as fontes de materiais relacionados com a quest&atilde;o nos dizem?<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Ambos os dias observados<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma coisa &eacute; clara: o domingo crist&atilde;o semanal &ndash; n&atilde;o importa quando ele tenha surgido &ndash; n&atilde;o tornou-se inicialmente, em geral, um substituto para o s&aacute;bado b&iacute;blico, o s&eacute;timo dia da semana; pois ambos, tanto o s&aacute;bado quanto o domingo foram amplamente mantidos, lado a lado, por v&aacute;rios s&eacute;culos da hist&oacute;ria crist&atilde; primitiva. S&oacute;crates Scholasticus, um historiador eclesi&aacute;stico do quinto s&eacute;culo d.C., escreveu: &ldquo;Embora quase todas as igrejas atrav&eacute;s do mundo celebrem os mist&eacute;rios sagrados [a ceia do Senhor], no s&aacute;bado de cada semana, os crist&atilde;os de Alexandria e Roma, contudo, em fun&ccedil;&atilde;o de uma antiga tradi&ccedil;&atilde;o, cessaram de fazer isto.&rdquo;4&nbsp;Por sua vez, Sozomen, um contempor&acirc;neo de S&oacute;crates, escreveu: &ldquo;O povo de Constantinopla, em quase todos os lugares, re&uacute;nem-se juntos no s&aacute;bado, bem como no primeiro dia da semana, costume nunca observado em Roma ou em Alexandria.&rdquo;5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, &ldquo;em quase todos os lugares&rdquo;, atrav&eacute;s da cristandade, exceto em Roma e Alexandria, havia servi&ccedil;os de culto crist&atilde;o, tanto no s&aacute;bado quanto no domingo, no final do quinto s&eacute;culo. Um n&uacute;mero de outras fontes do terceiro ao quinto s&eacute;culos tamb&eacute;m descreve a observ&acirc;ncia crist&atilde; de ambos, s&aacute;bado e domingo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, a&nbsp;<i>Constitui&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica<\/i>, compilada no quarto s&eacute;culo, fornece instru&ccedil;&atilde;o para &ldquo;guardar o festival do s&aacute;bado [s&eacute;timo dia] e do dia do Senhor [domingo]; porque o primeiro &eacute; o memorial da cria&ccedil;&atilde;o e o &uacute;ltimo da ressurrei&ccedil;&atilde;o. Deixe-se que os escravos trabalhem cinco dias; mas no dia do s&aacute;bado [s&eacute;timo dia] e no dia do Senhor [domingo], que eles tenham folga para irem &agrave; igreja para instru&ccedil;&atilde;o em piedade&rdquo;6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao redor do mesmo tempo um escritor an&ocirc;nimo, conhecido como um interpolador de Ign&aacute;cio, advertiu: &ldquo;Que cada um de v&oacute;s guarde o s&aacute;bado de acordo com a maneira espiritual, regozijando-se na medita&ccedil;&atilde;o da lei. [&hellip;] E ap&oacute;s a observ&acirc;ncia do s&aacute;bado, que cada amigo de Cristo guarde o dia do Senhor como um festival, o dia da ressurrei&ccedil;&atilde;o, a rainha e o mais importante de todos os dias.&rdquo;7&nbsp;E no quinto s&eacute;culo, Jo&atilde;o Cassiano, refere-se &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia &agrave; igreja em ambos, s&aacute;bado e domingo, declarando que ele mesmo tinha visto um certo monge, que, algumas vezes, jejuava cinco dias por semana, mas que ia &agrave; igreja no s&aacute;bado ou no domingo e trazia h&oacute;spedes para casa para uma refei&ccedil;&atilde;o naqueles dois dias.8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Greg&oacute;rio de Nissa, no final do quarto s&eacute;culo refere-se ao s&aacute;bado e ao domingo como &ldquo;irm&atilde;os&rdquo;9. E por volta do ano 400 d.C., Ast&eacute;rio de Amasea declarou que era maravilhoso para os crist&atilde;os que &ldquo;estes dois dias viessem juntos, em dupla&rdquo; &ndash; &ldquo;o s&aacute;bado e o dia do Senhor&rdquo;10, os quais, a cada semana, re&uacute;nem juntos, o povo com os sacerdotes como seus instrutores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; claro que nenhum destes escritores primitivos confundiu o domingo com o s&aacute;bado b&iacute;blico. O domingo, o primeiro dia da semana, sempre seguiu o s&aacute;bado, o s&eacute;timo dia. Al&eacute;m disto, os registros hist&oacute;ricos s&atilde;o claros em demonstrar que o ciclo semanal permaneceu inalterado desde o tempo de Cristo at&eacute; agora, assim que o s&aacute;bado e o domingo destes primeiros s&eacute;culos s&atilde;o ainda o s&aacute;bado e o domingo de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente trataremos com informa&ccedil;&otilde;es vindas da igreja primitiva do segundo s&eacute;culo e dos s&eacute;culos subseq&uuml;entes, para tra&ccedil;ar a forma pela qual o domingo, eventualmente, chegou a obscurecer o s&aacute;bado. Mas primeiro &eacute; importante, aqui, analisar as evid&ecirc;ncias do Novo Testamento, considerando que o Novo Testamento &eacute; normativo para a pr&aacute;tica crist&atilde;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como Cristo e os ap&oacute;stolo consideraram o s&aacute;bado e o domingo?<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O s&aacute;bado no Novo Testamento<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Lc 4:16, era &ldquo;costume&rdquo; de Cristo freq&uuml;entar a sinagoga no dia do s&aacute;bado. Al&eacute;m disto, por ocasi&atilde;o da morte de Cristo e do Seu sepultamento, as mulheres que O haviam seguido da Galil&eacute;ia &ldquo;repousaram no s&aacute;bado, conforme o mandamento&rdquo; (Lc 23:56), indicando que n&atilde;o houvera dEle qualquer instru&ccedil;&atilde;o em contr&aacute;rio. Seus disc&iacute;pulos ainda observavam o s&eacute;timo dia da semana!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos, adicionalmente, observar que a implica&ccedil;&atilde;o deste texto &eacute; que, quando Lucas escreveu este registro, v&aacute;rias d&eacute;cadas depois da crucifix&atilde;o de Cristo, ele assumiu que nenhuma mudan&ccedil;a na observ&acirc;ncia do s&aacute;bado havia ocorrido. Ele informa esta observ&acirc;ncia como &ldquo;conforme o mandamento&rdquo;, de uma maneira totalmente factual, sem qualquer indica&ccedil;&atilde;o de que um novo dia de culto houvesse sido acrescentado neste &iacute;nterim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado devemos tamb&eacute;m reconhecer, naturalmente, que Cristo foi acusado pelos escribas e fariseus, de transgredir o s&aacute;bado. Podemos tomar, por exemplo, o incidente quando os disc&iacute;pulos de Cristo colheram espigas, enquanto caminhavam por um campo de cereais, as debulharam com as m&atilde;os e as comeram (Mt 12:1-8). Podemos observar ainda que em v&aacute;rias inst&acirc;ncias das obras de cura de Cristo, estas estiveram em conflito com a no&ccedil;&atilde;o dos l&iacute;deres judaicos quanto &agrave; observ&acirc;ncia do s&aacute;bado. Talvez, o incidente mais not&oacute;rio seja a cura do homem com a m&atilde;o ressequida (Mt 12:10-13). Qual o significado destas experi&ecirc;ncias?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para entender a situa&ccedil;&atilde;o devemos reconhecer que a observ&acirc;ncia do s&aacute;bado no juda&iacute;smo nos dias de Cristo, n&atilde;o significava simplesmente seguir os ensinos das Escrituras, mas tamb&eacute;m a ader&ecirc;ncia &agrave; estrita regulamenta&ccedil;&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o judaica oral. O Mishnah, que cont&eacute;m uma multid&atilde;o de regulamentos da assim chamada lei oral, foi escrito por volta do ano 200 d.C. e oferece uma ideia de como o s&aacute;bado era observado entre os escribas e fariseus. No Mishnah, sobre o s&aacute;bado, encontramos tanto leis maiores quanto leis menores.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Regulamenta&ccedil;&atilde;o adicional quanto a guarda do s&aacute;bado<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">As trinta e nove leis maiores relacionadas no tratado (ou se&ccedil;&atilde;o) do Mishnah, intitulado &ldquo;S&aacute;bado&rdquo; s&atilde;o apresentadas da seguinte forma: &ldquo;Os tipos principais de trabalho s&atilde;o quarenta menos um: semear, arar, colher, amarrar em molhos, raspar, debulhar, joeirar, limpar colheitas, moer, peneirar, amassar, cozer, tosquiar o algod&atilde;o, lavar, bater ou tingir, enrolar, tecer, fazer dois la&ccedil;os, tecer duas cordas, separar duas linhas, atar (em um n&oacute;), soltar (um n&oacute;), costurar dois pontos, ca&ccedil;ar uma cor&ccedil;a, abater, pendurar ou salg&aacute;-la, curtir sua pele, raspar ou cortar, escrever duas letras, apagar para escrever duas letras, construir, arrastar, apagar fogo, acender fogo, martelar, ou levar qualquer coisa de um lugar para outro. Estes s&atilde;o os principais tipos de trabalhos: quarenta menos um&rdquo;11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas trinta e nove leis tinham muitas varia&ccedil;&otilde;es e ramifica&ccedil;&otilde;es. Faria diferen&ccedil;a, por exemplo, se duas letras do alfabeto fossem escritas de tal forma que elas pudessem, ambas, serem lidas ao mesmo tempo. Se uma pessoa escrevesse uma letra em um dos lados de uma parede e a outra numa quina transversal da parede, de maneira que ambas as letras fossem escritas na parede e pudessem ser vistas ao mesmo tempo, a pessoa teria transgredido o s&aacute;bado.12<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um objeto poderia ser carregado no s&aacute;bado, mas se de maneira diferente da usual; alimento poderia ser levado para fora da casa em dois atos (at&eacute; a soleira, e ent&atilde;o o resto da jornada), ou por duas pessoas, porque ent&atilde;o n&atilde;o seria trabalho de um ponto de vista t&eacute;cnico, em sentido proposital; mas carregar qualquer coisa de uma casa de maneira normal, no s&aacute;bado, seria violar a lei maior do s&aacute;bado que proibia &ldquo;levar qualquer coisa de um lugar para outro&rdquo;13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se &aacute;gua devesse ser retirada de um po&ccedil;o, com um vaso, uma pedra [amarrada] como peso no vaso seria considerada parte dele, se ela n&atilde;o ca&iacute;sse ou se desprendesse. Contudo, se isto acontecesse, seria considerado como um objeto sendo levantando e, portanto, a pessoa em tal experi&ecirc;ncia seria culpada de transgredir o s&aacute;bado.14&nbsp;Objetos poderiam ser levados no s&aacute;bado, mas havia regras relacionadas com a dist&acirc;ncia permiss&iacute;vel e quanto a se o objeto sa&iacute;a de uma &aacute;rea privada para uma &aacute;rea p&uacute;blica, por exemplo.15<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que foi mencionado s&atilde;o apenas algumas das regras espec&iacute;ficas relacionadas no tratado &ldquo;S&aacute;bado&rdquo;. E em adi&ccedil;&atilde;o &agrave;s leis mencionadas nesse tratado, o Mishnah cont&eacute;m outras regulamenta&ccedil;&otilde;es sobre o s&aacute;bado, o n&uacute;mero maior delas trata com a jornada permitida num dia de s&aacute;bado. Estas s&atilde;o discutidas no trabalho &ldquo;Erubin&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto deste tipo de casu&iacute;stica relacionada com a observ&acirc;ncia do s&aacute;bado, &eacute; obvio por que os disc&iacute;pulos de Cristo foram acusados de transgress&atilde;o do s&aacute;bado, pelo ato de colher e debulhar as espigas de gr&atilde;os. Uma das trinta e nove principais leis do s&aacute;bado era &ldquo;colher&rdquo;; a outra &ldquo;debulhar&rdquo;. Assim os disc&iacute;pulos de Cristo, tanto colheram quanto debulharam &ndash; violando duas das leis maiores quanto &agrave; observ&acirc;ncia do s&aacute;bado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se eles assopraram a palha, ent&atilde;o, possivelmente, poderiam ter sido considerados envolvidos no ato de &ldquo;joeirar&rdquo; &ndash; e neste caso teriam violado tr&ecirc;s diferentes leis maiores do S&aacute;bado. Tais &ldquo;viola&ccedil;&otilde;es do s&aacute;bado&rdquo;, deve-se enfatizar, n&atilde;o eram contr&aacute;rias aos mandamentos de Deus, dados nas Escrituras, mas pura e exclusivamente contr&aacute;rias &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es judaicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cura de enfermidades e ao cuidado do sofrimento no s&aacute;bado, as leis rab&iacute;nicas faziam certas exce&ccedil;&otilde;es, tal como a que permitia que um animal fosse levantado de um po&ccedil;o.16Contudo, havia alguns judeus no tempo de Cristo que eram mais estritos do que os requerimentos rab&iacute;nicos e nem mesmo permitiriam que um animal rec&eacute;m-nascido fosse resgatado no dia do s&aacute;bado, se acontecesse de cair e um buraco. Eles tamb&eacute;m n&atilde;o permitiam que amas carregassem beb&ecirc;s no s&aacute;bado.17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando os v&aacute;rios milagres de Cristo realizados no s&aacute;bado, com o prop&oacute;sito de aliviar o sofrimento, &eacute; interessante observar que Cristo nunca aceitou a cr&iacute;tica dos fariseus de que Ele estivesse transgredindo o s&aacute;bado. De fato, em conex&atilde;o com o caso do homem da m&atilde;o ressequida, Ele levanta a quest&atilde;o: &ldquo;Qual de v&oacute;s ser&aacute; o homem que, tendo uma ovelha, e, no s&aacute;bado, ela cair numa cova, n&atilde;o vai apanh&aacute;-la e tir&aacute;-la de l&aacute;? Quanto mais vale um homem do que uma ovelha? Logo &eacute; l&iacute;cito fazer bem os s&aacute;bados&rdquo; (Mt 12:11, 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois disto, Ele realizou a cura do homem. Assim, Cristo enfatizou a legalidade deste tipo de a&ccedil;&atilde;o no s&aacute;bado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se algu&eacute;m l&ecirc; os detalhes de todas as atividades de Cristo, no s&aacute;bado, fica claro que (1) Ele frequentava os servi&ccedil;os de culto; (2) Ele realizou obras de miseric&oacute;rdia, as quais Ele, como Senhor do s&aacute;bado (Mt 12:8; Mr 2:28), declarou estarem em harmonia com a inten&ccedil;&atilde;o do s&aacute;bado; (3) Ele nunca declarou ter abolido o s&aacute;bado como um dia de repouso e culto para os Seus seguidores. Realmente, com respeito a tal ponto, Seus seguidores, como j&aacute; observado, repousaram no dia do s&aacute;bado, de acordo com o mandamento, quando Cristo esteve na sepultura.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">E os ap&oacute;stolos?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que podemos dizer acerca da pr&aacute;tica apost&oacute;lica depois da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo? O livro de Atos revela que o &uacute;nico dia no qual os ap&oacute;stolos estiveram envolvidos em servi&ccedil;os de culto, em base semanal foi o s&aacute;bado, o s&eacute;timo dia. O ap&oacute;stolo Paulo, e seu grupo, quando visitando Antioquia da Pis&iacute;dia, &ldquo;entrando na sinagoga, num dia de s&aacute;bado, assentaram-se&rdquo; (At 13:14). Depois da leitura das Escrituras, eles foram convidados a falar. Permanecendo em Antioquia por mais uma semana, &ldquo;no s&aacute;bado seguinte reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus&rdquo; (verso 44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Filipos Paulo e sua equipe sa&iacute;ram da cidade para a margem de um rio, no dia de s&aacute;bado, onde buscavam um lugar para ora&ccedil;&atilde;o (Atos 16:13). Em Tessal&ocirc;nica, &ldquo;como tinha por costume&rdquo;, Paulo foi &agrave; sinagoga e &ldquo;por tr&ecirc;s s&aacute;bados discutiu com eles [os judeus] sobre as Escrituras&rdquo; (At 17:2). E, em Corinto, onde Paulo permaneceu por um ano e meio, &ldquo;todos os s&aacute;bados ele discutia na sinagoga, e convencia a judeus e a gregos&rdquo; (At 18:4; compare com o verso 11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, as evid&ecirc;ncias do livro de Atos s&atilde;o m&uacute;ltiplas, concernente &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia apost&oacute;lica aos servi&ccedil;os de culto nos s&aacute;bados.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O domingo, como dia de culto?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o &uacute;nico caso em todo o livro de Atos onde ocorre o registro de uma reuni&atilde;o num domingo &eacute; At 20:7-11. Este foi um servi&ccedil;o noturno, provavelmente na noite do s&aacute;bado (sendo mesmo traduzido, em algumas vers&otilde;es, como a&nbsp;<i>New English Bible<\/i>, como &ldquo;s&aacute;bado &agrave; noite&rdquo;). Esta foi, obviamente, uma reuni&atilde;o especial que continuou por toda a noite, uma vez que Paulo planejava viajar (como de fato viajou) no dia seguinte).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, encontramos algum outro texto no Novo Testamento, indicando que houvesse, neste per&iacute;odo, servi&ccedil;o regular de culto no domingo? Nem&nbsp;<i>uma &uacute;nica refer&ecirc;ncia!<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; verdade, naturalmente, que em uma ou duas ocasi&otilde;es, Cristo Se encontrou com os disc&iacute;pulos numa noite de domingo. Ele veio a eles na mesma noite da Sua ressurrei&ccedil;&atilde;o; mas eles n&atilde;o estavam reunidos para celebrar a ressurrei&ccedil;&atilde;o, pois nem mesmo reconheciam que esta havia ocorrido (Jo 20:19-25; Mr 16:14). E oito dias depois, Ele, outra vez, Se encontrou como eles (Jo 20:26-29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de Sua ascens&atilde;o Jesus tamb&eacute;m apareceu aos disc&iacute;pulos em um n&uacute;mero de ocasi&otilde;es, e o registro de um ou dois encontros em domingos espec&iacute;ficos, n&atilde;o d&aacute; nenhuma indica&ccedil;&atilde;o que um novo dia de culto tivesse sido institu&iacute;do. De fato, em nenhuma vez no registro dos evangelhos, ou em qualquer outro lugar no Novo Testamento, encontramos qualquer declara&ccedil;&atilde;o de que os encontros de Cristo com os Seus disc&iacute;pulos tivessem estabelecido um precedente para o servi&ccedil;o de culto aos domingos, entre os crist&atilde;os. O s&aacute;bado continuou sendo, como temos visto, o dia regular quando os ap&oacute;stolos freq&uuml;entavam aos servi&ccedil;os de culto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois outros textos que alguns mencionam como evid&ecirc;ncias para o servi&ccedil;o de culto aos domingos nos tempos do Novo Testamento s&atilde;o 1Co 16:2 e Ap 1:10. Mas nota-se imediatamente que nenhum destes textos&nbsp;<i>nem mesmo mencionam um servi&ccedil;o de culto<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1Co 16:2, l&ecirc;-se: &ldquo;No primeiro dia da semana, cada um de v&oacute;s, ponha de parte, o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se n&atilde;o fa&ccedil;am coletas quando eu chegar.&rdquo; A express&atilde;o &ldquo;ponha de parte&rdquo; n&atilde;o significa mais do que um plano individualizado de economia. Outras vers&otilde;es traduzem o grego mais claramente neste ponto, indicando que o dinheiro deveria ser colocado &agrave; parte,&nbsp;<i>em casa&nbsp;<\/i>(veja, por exemplo, em portugu&ecirc;s, a vers&atilde;o Jo&atilde;o Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; interessante acrescentar aqui que o pai da igreja Jo&atilde;o Cris&oacute;stomo (falecido em 407 d.C.), comentando este verso diz: &ldquo;Ele [Paulo] n&atilde;o disse &lsquo;que traga para a Igreja&rsquo;, a menos que se sinta envergonhado, por causa da insignific&acirc;ncia da soma, mas &lsquo;tendo, por adi&ccedil;&otilde;es graduais aumentado sua contribui&ccedil;&atilde;o, que, ent&atilde;o, ser&aacute; apresentada, quando eu vier&rsquo;; mas no presente, &lsquo;coloque a parte&rsquo;, ele disse, &lsquo;em casa, e fa&ccedil;a de sua casa a igreja; sua pequena caixa, um tesouro&hellip;&rdquo;18&nbsp;Crisostomo, ele pr&oacute;prio, um observador do domingo, curiosamente, n&atilde;o parece pensar que 1Co 16:2, fosse uma evid&ecirc;ncia para o servi&ccedil;o de culto no domingo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O dia do Senhor<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela&ccedil;&atilde;o a Ap 1:10, Jo&atilde;o simplesmente afirma que ele &ldquo;estava em Esp&iacute;rito no dia do Senhor&rdquo;. Embora seja verdade que eventualmente a express&atilde;o &ldquo;dia do Senhor&rdquo; veio a ser usada para o domingo, n&atilde;o existe nenhuma evid&ecirc;ncia indicando que este fosse o caso at&eacute; cerca de um s&eacute;culo depois do livro do Apocalipse ter sido escrito!19&nbsp;De fato, como veremos adiante, existe a probabilidade de que o termo foi aplicado, primeiro, ao domingo da p&aacute;scoa, antes de ser aplicado ao domingo semanal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a prov&iacute;ncia romana da &Aacute;sia, &agrave; qual o livro do Apocalipse se aplica, n&atilde;o tinha nenhuma tradi&ccedil;&atilde;o do domingo da p&aacute;scoa, quer no tempo em que o Apocalipse foi escrito ou mesmo um s&eacute;culo mais tarde.20&nbsp;Assim, o &ldquo;dia do Senhor&rdquo;, em Ap 1:10 n&atilde;o poderia se referir a um domingo da p&aacute;scoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais significante ainda, &eacute; que n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia anterior ou contempor&acirc;nea de que o domingo tivesse alcan&ccedil;ado nos tempos do Novo Testamento, uma posi&ccedil;&atilde;o na qual pudesse ser chamado &ldquo;dia do Senhor&rdquo;. Outro dia &ndash; o s&aacute;bado, s&eacute;timo dia &ndash; tinha, naturalmente, sido o santo dia do Senhor, desde a antiguidade (veja Is 58:13) e fora o dia no qual o pr&oacute;prio Cristo e Seus seguidores, inclusive o ap&oacute;stolo Paulo, tinham frequentado os servi&ccedil;os religiosos, como j&aacute; vimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta conex&atilde;o, a afirma&ccedil;&atilde;o do ap&oacute;crifo &ldquo;Atos de Jo&atilde;o&rdquo;, pode ser de interesse hist&oacute;rico, a pesar de seu valor d&uacute;bio: &ldquo;E os soldados, tendo tomado transportes p&uacute;blicos, viajaram r&aacute;pido, tendo feito ele [Jo&atilde;o] assentar-se no meio deles. E quando chegaram &agrave; primeira troca, sendo isto na hora do desjejum, eles o encorajaram a se animar, tomar o p&atilde;o e comer com eles. E Jo&atilde;o disse: eu me regozijo, de fato, na alma, mas enquanto isto, n&atilde;o desejo tomar qualquer alimento&hellip; E no s&eacute;timo dia, sendo este o dia do Senhor, ele disse a eles: Agora &eacute; tempo para eu tamb&eacute;m participar do alimento.&rdquo;21&nbsp;O &ldquo;s&eacute;timo dia&rdquo; citado a&iacute; pode referir-se ao s&eacute;timo dia, s&aacute;bado, especificamente, ou ao s&eacute;timo dia da jornada. Se a refer&ecirc;ncia &eacute; &agrave; &uacute;ltima alternativa, este seria tamb&eacute;m o s&aacute;bado, considerando que a pr&aacute;tica na &aacute;rea de Jo&atilde;o era n&atilde;o jejuar aos s&aacute;bados.22<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conclus&atilde;o, n&atilde;o existe uma &uacute;nica pe&ccedil;a de evid&ecirc;ncia concreta, em qualquer lugar do Novo Testamento indicado que o domingo foi considerado um dia semanal de culto para os crist&atilde;os, em vez disto, o pr&oacute;prio Cristo, Seus seguidores por ocasi&atilde;o de Sua morte, e os ap&oacute;stolos depois de Sua ressurrei&ccedil;&atilde;o regularmente freq&uuml;entavam servi&ccedil;os de culto no s&aacute;bado, o s&eacute;timo dia da semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m disto, quando a observ&acirc;ncia crist&atilde; do domingo finalmente tornou-se evidente, do terceiro ao quinto s&eacute;culo, isto ocorreu lado ao lado com o s&eacute;timo dia, o s&aacute;bado, como j&aacute; visto. A quest&atilde;o que emerge agora tem que ver com&nbsp;<i>quando<\/i>&nbsp;e&nbsp;<i>como<\/i>&nbsp;a observ&acirc;ncia crist&atilde; do domingo surgiu. Este aspecto vital do nosso estudo ser&aacute; tratado na medida em que investigarmos, cuidadosamente, as fontes hist&oacute;ricas, no artigo seguinte desta s&eacute;rie.<\/p>\n<hr>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\">1<\/span>&nbsp;Artigo traduzido do original em ingl&ecirc;s por Amin A. Rodor, Th.D., diretor do Salt, no UNASP, Campus Engenheiro Coelho, SP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\">2<\/span>&nbsp;Willy Rordorf, Sunday:&nbsp;<i>The History of the Day of Rest and Worshi &ndash; in the Easlieste Centuries of the Christian Church.<\/i>&nbsp;Tradu&ccedil;&atilde;o da original alem&atilde;o, por. A.A. K. Graham, ed. 1962 (Filad&eacute;lfia, 1968).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\">3<\/span>&nbsp;Este desenvolvimento ser&aacute; tratado posteriormente nesta s&eacute;rie de artigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\">4<\/span>&nbsp;Socrates Scholasticus.&nbsp;<i>Ecclesiastical History<\/i>, livro 5, cap. 22 (The Nicene and Post-Nicene Fathers [NPNF] 2&ordf;. S&eacute;rie, Vol. 2, p. 132).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\">5<\/span>&nbsp;Sopzoomen,&nbsp;<i>Ecclesiastical History<\/i>, livro 7, cap. 19 (NPNF, 2a s&eacute;rie, vol. 12. p. 7, 8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\">6<\/span>&nbsp;<i>Apostolic Constitutions<\/i>, livro 7, cap. 23; livro 8, cap. 33 (The Ante-Nicene Fathers [ANF], vol. 7, p. 469, 495).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\">7<\/span>&nbsp;Pseudo-Ignatius<i>, To the Magnesians<\/i>, cap. 9 (ANF, Vol. 1, p. 62, 63).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\">8<\/span>&nbsp;Cassian,&nbsp;<i>Institutes of the Coenobia<\/i>, livro 5, cap. 26 (NPNF, 2a s&eacute;rie, vol. 11, p. 243). Cf. Institutes iii, 2 e Conferences iii. (NPNF, 2a s&eacute;rie, vol. 11, p. 213, 319).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\">9<\/span>&nbsp;Gregory of Nyssa,&nbsp;<i>De Castigatione<\/i>&nbsp;(&ldquo;On Reproof&rdquo;), Em Migne,&nbsp;<i>Patrologia Graeca<\/i>, vol. 46, col. 309 (Grego) e col. 310 (Latim).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\">10<\/span>&nbsp;Asterius, Homily 5, em Matthew 19:33, em Migne,&nbsp;<i>Patrologia Graeca<\/i>, vol. 40, col. 225 (Grego), e col. 226 (Latim).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\">11<\/span>&nbsp;&ldquo;Shabbath&rdquo;, 7:2 (Em Herbert Danby, trad. The Mishnah [Londrews, 1933], p. 106.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\">12<\/span>&nbsp;Ibid. 12.5 (Danby, p. 112).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\">13<\/span>&nbsp;Ibid. 10.2-5 (Danby, p. 109).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\">14<\/span>&nbsp;Ibid. 17.6 (Danby, p. 115).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\">15<\/span>&nbsp;Ibid. 11.1-6 (Danby, p. 110-111).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\">16<\/span>&nbsp;Cf. Mt 12:11 e Lc 14:5. A interpreta&ccedil;&atilde;o rab&iacute;nica tamb&eacute;m permitia o salvamento da vida (em emerg&ecirc;ncia real), como mais importante do que as regulamenta&ccedil;&otilde;es do s&aacute;bado. Ver &ldquo;Mekita Shabbath&rdquo;, 1, onde uma interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute; dada, sobre como o s&aacute;bado poderia ser desconsiderado em favor de salvar-se a vida de uma pessoa, para que ela pudesse observar muitos s&aacute;bados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\">17<\/span>&nbsp;<i>The Damascus Document<\/i>&nbsp;(Zadokite Document), x. 14-xi, 18, menciona esta e outras restri&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\">18<\/span>&nbsp;Coment&aacute;rio em 1Co 16:2, em Homily 43:1; 1Co 16:1-9 (NPNF, 1&ordf;. S&eacute;rie, vol 12, p. 259).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\">19<\/span>&nbsp;A fonte patr&iacute;stica mais antiga e clara &eacute; Clemente de Alexandria. Veja&nbsp;<i>Miscellanies<\/i>, cap. 14 (ANF, Vol. 2, p. 469). Refer&ecirc;ncias posteriores quanto a isto ser&atilde;o mencionadas na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o deste artigo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\">20<\/span>&nbsp;Na controv&eacute;rsia da p&aacute;scoa, aproximadamente no ano 190 d.C. a prov&iacute;ncia Romana da &Aacute;sia aderiu ao Quartodecimanismo (celebra&ccedil;&atilde;o em 14 de Nisan, independente do dia da semana), uma pr&aacute;tica que Polycrates de Ephesus conecta com os ap&oacute;stolos Jo&atilde;o e Felipe. A narrativa da controv&eacute;rsia &eacute; oferecida por Eus&eacute;bio, em&nbsp;<i>Ecclesiastical History<\/i>, livro 5, cap. 23-25 (NPNF, 2&ordf; s&eacute;rie, vol 1, p. 241-244).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\">21<\/span>&nbsp;Tradu&ccedil;&atilde;o para o ingl&ecirc;s de ANF, vol. 8, p. 560, 561).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\">22<\/span>&nbsp;O Oriente, incluindo a prov&iacute;ncia romana da &Aacute;sia, nunca adotou o jejum semanal do s&aacute;bado. Detalhes adicionais aparecer&atilde;o, nos pr&oacute;ximos artigos desta s&eacute;rie.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"cmsmasters_row_6a21d20fecda1\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<div class=\"cmsmasters_column one_first\">\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00a0Kenneth A. Strand Resumo:\u00a0Esta primeira parte do artigo trata das evid\u00eancias b\u00edblicas e hist\u00f3ricas que corroboram a afirma\u00e7\u00e3o de que o s\u00e1bado foi o dia de culto e descanso para os crist\u00e3os dos primeiros s\u00e9culos. 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