{"id":2219,"date":"2016-04-08T07:00:54","date_gmt":"2016-04-08T07:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2219"},"modified":"2017-04-20T16:14:51","modified_gmt":"2017-04-20T19:14:51","slug":"como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/","title":{"rendered":"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h4 style=\"text-align: justify;\"><em>&nbsp;Kenneth A. Strand<\/em><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b>&nbsp;Esta segunda parte do artigo demonstra a maneira gradual com que a observ&acirc;ncia do dia de repouso b&iacute;blico foi transferida do s&eacute;timo para o primeiro dia da semana. Por um lado, as evid&ecirc;ncias liter&aacute;rias dos primeiros s&eacute;culos da era crist&atilde; atestam que, num primeiro momento, ambos os dias coexistiam lado a lado como sagrados. Por outro, diversas legisla&ccedil;&otilde;es imperiais se encarregaram, porteriormente, de oficializar a transi&ccedil;&atilde;o, que alcan&ccedil;ou seu ponto culminante na decreta&ccedil;&atilde;o de leis proibindo o trabalho no domingo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meu artigo anterior, mostrei que durante o terceiro at&eacute; o quinto s&eacute;culo da Era Crist&atilde;, o s&aacute;bado e o domingo eram geralmente observados lado a lado em toda a Cristandade.1&nbsp;Tamb&eacute;m verificamos que no Novo Testamento o dia para os servi&ccedil;os de adora&ccedil;&atilde;o semanal tinha sido o s&aacute;bado, sem absolutamente nenhuma sugest&atilde;o de que o domingo havia gozado tal posi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, quando, onde e como ocorreu a transi&ccedil;&atilde;o que fez o domingo tornar-se conhecido como um dia especial para os crist&atilde;os?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira evid&ecirc;ncia clara para a observ&acirc;ncia semanal do domingo vem do segundo s&eacute;culo de dois lugares: Alexandria e Roma. Por volta de 130 d.C., Barnab&eacute; de Alexandria, em um discurso altamente aleg&oacute;rico, refere-se ao s&aacute;bado do s&eacute;timo dia como representando o s&eacute;timo mil&ecirc;nio da hist&oacute;ria terrestre. Ele prossegue dizendo que os presentes s&aacute;bados eram inaceit&aacute;veis a Deus, que faria &ldquo;um in&iacute;cio do oitavo dia [domingo], isto &eacute;, um in&iacute;cio de outro mundo. Portanto, guardamos tamb&eacute;m o oitavo dia com j&uacute;bilo, que &eacute; tamb&eacute;m o dia em que Jesus ressurgiu dos mortos.&rdquo;2<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de 150 d.C., Justino M&aacute;rtir de Roma se refere direta e mais claramente &agrave; observ&acirc;ncia do domingo, realmente descrevendo com brevidade em sua&nbsp;<i>Apologia<\/i>&nbsp;o servi&ccedil;o de adora&ccedil;&atilde;o realizado no domingo: &ldquo;E no dia chamado domingo, todos os que moram nas cidades ou no campo se re&uacute;nem num certo lugar, e as mem&oacute;rias dos ap&oacute;stolos ou os escritos dos profetas s&atilde;o lidos enquanto o tempo permite; ent&atilde;o, quando o leitor termina, o presidente instrui verbalmente, e exorta &agrave; imita&ccedil;&atilde;o dessas boas coisas.&rdquo; Segue-se a ora&ccedil;&atilde;o, a comunh&atilde;o, e uma oferta para os pobres.3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo escritor em seu&nbsp;<i>Di&aacute;logo Com o Judeu Trifo<\/i>&nbsp;manifesta uma inclina&ccedil;&atilde;o anti-sab&aacute;tica em v&aacute;rias declara&ccedil;&otilde;es, inclusive a seguinte: &ldquo;Voc&ecirc; v&ecirc; que os elementos n&atilde;o est&atilde;o ociosos, e n&atilde;o guardam nenhum s&aacute;bado? Permane&ccedil;a como voc&ecirc; nasceu.&rdquo;4<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Roma e Alexandria<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, Barnab&eacute; de Alexandria e Justino M&aacute;rtir de Roma n&atilde;o apenas se referem &agrave; pr&aacute;tica da observ&acirc;ncia do domingo, mas tamb&eacute;m manifestam uma atitude negativa para com o s&aacute;bado.&nbsp; Causa interesse que precisamente essas duas cidades, Alexandria e Roma, sejam mencionadas pelos historiadores do quinto s&eacute;culo S&oacute;crates Escol&aacute;stico e Sozomen, como exce&ccedil;&otilde;es &agrave; regra geral de que os servi&ccedil;os de adora&ccedil;&atilde;o em todo o mundo crist&atilde;o eram ainda realizados no s&aacute;bado numa &eacute;poca t&atilde;o tardia quanto o quinto s&eacute;culo (as declara&ccedil;&otilde;es desses dois historiadores foram anotadas em nosso primeiro artigo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que circunst&acirc;ncias especiais poderiam ter levado Roma e Alexandria &agrave; sua ado&ccedil;&atilde;o precoce da observ&acirc;ncia do domingo? Al&eacute;m disso, por que a observ&acirc;ncia do domingo foi cedo (por volta do terceiro s&eacute;culo) e t&atilde;o prontamente aceita pelo restante da cristandade, mesmo quando o s&aacute;bado ainda n&atilde;o havia sido abandonado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obviamente, a evid&ecirc;ncia at&eacute; aqui apresentada lan&ccedil;a por terra a teoria de que o s&aacute;bado do s&eacute;timo dia foi substitu&iacute;do pelo domingo imediatamente ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo. Mas igualmente incorreta &eacute; a opini&atilde;o oposta de que o domingo crist&atilde;o foi emprestado diretamente do paganismo no in&iacute;cio dos tempos p&oacute;s-Novo Testamento.&nbsp; N&atilde;o apenas esta teoria carece de prova, mas a absoluta improbabilidade de que virtualmente toda a cristandade de s&uacute;bito mudasse para uma pr&aacute;tica puramente pag&atilde; deve alertar-nos para a necessidade de uma explica&ccedil;&atilde;o mais plaus&iacute;vel. Especialmente &eacute; isto verdade quando nos lembramos de que numerosos crist&atilde;os primitivos aceitaram o mart&iacute;rio em vez de comprometer sua f&eacute;.&nbsp; O pr&oacute;prio Justino foi um deles, sofrendo o mart&iacute;rio em Roma por volta de 165 d.C.5<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Festa das prim&iacute;cias<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num tempo como esse, teria um dia de culto puramente pag&atilde;o subitamente captado a aten&ccedil;&atilde;o de todo o mundo crist&atilde;o sem qualquer oposi&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria? Al&eacute;m disso, se fosse esse o caso, como esclarecer&iacute;amos o fato de que o domingo crist&atilde;o, quando surgiu, era regularmente considerado como um dia em honra &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, n&atilde;o como um s&aacute;bado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este &uacute;ltimo ponto merece aten&ccedil;&atilde;o especial. No Novo Testamento, a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo est&aacute; simbolicamente relacionada com as prim&iacute;cias da colheita, precisamente como Sua morte est&aacute; relacionada com a imola&ccedil;&atilde;o do cordeiro pascal (veja 1Co 15:20 e 5:7). A oferta do molho movido (amostra de cereais) das prim&iacute;cias da colheita era um evento anual entre os judeus. Mas nos tempos do Novo Testamento havia dois diferentes m&eacute;todos da contagem do dia para essa celebra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Lev&iacute;tico 23:11, o molho movido devia ser oferecido por ocasi&atilde;o dos p&atilde;es asmos &ldquo;na manh&atilde; ap&oacute;s o s&aacute;bado&rdquo; ou &ldquo;o dia imediato ao s&aacute;bado&rdquo;. Os fariseus interpretavam isto como o dia ap&oacute;s o s&aacute;bado da P&aacute;scoa. Eles matavam o cordeiro pascal em 14 de Nis&atilde;, celebravam o s&aacute;bado da P&aacute;scoa em 15 de Nis&atilde;, e ofereciam o molho movido das prim&iacute;cias em 16 de Nis&atilde;, independentemente dos dias da semana em que essas datas pudessem cair. Desse modo, sua celebra&ccedil;&atilde;o era an&aacute;loga ao nosso m&eacute;todo de contar o Natal, que cai em diferentes dias da semana em anos diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, os ess&ecirc;nios e os saduceus boetusianos interpretavam &ldquo;o dia imediato ao s&aacute;bado&rdquo; como&nbsp;<i>o dia ap&oacute;s um s&aacute;bado semanal&nbsp;<\/i>(sempre um domingo). Tamb&eacute;m seu dia de Pentecostes sempre ca&iacute;a em um domingo, &ldquo;o dia imediato ao s&eacute;timo s&aacute;bado&rdquo; desde o dia da oferta das prim&iacute;cias (veja Lv 23:15, 16).6<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria natural que os crist&atilde;os continuassem a celebra&ccedil;&atilde;o das prim&iacute;cias. Eles a observaram, n&atilde;o como um festival judaico, mas em honra da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo. Afinal, n&atilde;o era Cristo as&nbsp;<i>Verdadeiras Prim&iacute;cias<\/i>&nbsp;(1Co 15:20), e n&atilde;o era Sua ressurrei&ccedil;&atilde;o da m&aacute;xima import&acirc;ncia (1Co 15:14, 17-19)?<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">In&iacute;cio da guarda do domingo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas quando come&ccedil;aram os crist&atilde;os<b>&nbsp;<\/b>a guardar tal festival da ressurrei&ccedil;&atilde;o? Faziam-no cada semana? N&atilde;o. De prefer&ecirc;ncia, eles faziam isto&nbsp;<i>anualmente<\/i>, como havia sido seu costume na celebra&ccedil;&atilde;o judaica das prim&iacute;cias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas qual destes dois tipos de contagem eles escolheram: a farisaica ou a ess&ecirc;nio-boetusiana? Provavelmente ambas. Aqueles que tinham sido influenciados pelos fariseus realizavam sua festa da P&aacute;scoa em um diferente dia da semana cada ano, e aqueles que tinham sido influenciados pelos boetusianos e ess&ecirc;nios celebravam sua festividade anual da P&aacute;scoa sempre num domingo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E esta &eacute; precisamente a situa&ccedil;&atilde;o que encontramos na controv&eacute;rsia da P&aacute;scoa que irrompeu por volta do final do segundo s&eacute;culo.7&nbsp; Naquele tempo os crist&atilde;os asi&aacute;ticos (da prov&iacute;ncia romana da &Aacute;sia na &Aacute;sia Menor ocidental) celebravam os eventos da P&aacute;scoa com base em 14-15-16 de Nis&atilde;, sem levar em considera&ccedil;&atilde;o os dias da semana. Mas os crist&atilde;os na maior parte do restante do mundo, incluindo G&aacute;lia, Corinto, Ponto (no Norte da &Aacute;sia Menor), Alexandria, Mesopot&acirc;mia e Palestina (mesmo em Jerusal&eacute;m), mantinham-se fi&eacute;is a uma P&aacute;scoa no domingo. Fontes antigas indicam que ambas as pr&aacute;ticas provinham da tradi&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica.8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta &eacute; uma opini&atilde;o mais plaus&iacute;vel do que aquela de que o domingo da P&aacute;scoa foi uma tardia inova&ccedil;&atilde;o romana. Afinal, em um tempo em que as influ&ecirc;ncias crist&atilde;s estavam se mudando do Oriente para o Ocidente, como poderia uma inova&ccedil;&atilde;o romana ter desarraigado t&atilde;o s&uacute;bita e t&atilde;o completamente uma arraigada pr&aacute;tica apost&oacute;lica em praticamente todo o mundo crist&atilde;o, Oriente e Ocidente?9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma reconstru&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria da igreja que v&ecirc; o mais antigo domingo crist&atilde;o como uma P&aacute;scoa&nbsp;<i>anual&nbsp;<\/i>em vez de uma observ&acirc;ncia semanal faz sentido hist&oacute;rico. O h&aacute;bito de observar o dia de festa judaico anual das prim&iacute;cias poderia ser facilmente transferido para uma celebra&ccedil;&atilde;o&nbsp;<i>anual<\/i>&nbsp;da ressurrei&ccedil;&atilde;o em honra de Cristo, as Prim&iacute;cias. Mas n&atilde;o havia tal h&aacute;bito ou ambiente psicol&oacute;gico para a observ&acirc;ncia de uma celebra&ccedil;&atilde;o&nbsp;<i>semanal<\/i>&nbsp;da ressurrei&ccedil;&atilde;o. &Eacute; prov&aacute;vel que o domingo crist&atilde;o semanal desenvolveu-se posteriormente como uma extens&atilde;o do anual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V&aacute;rios fatores podem ter tido uma parte em tal desenvolvimento. Em primeiro lugar, n&atilde;o somente quase todos os crist&atilde;os primitivos observavam a P&aacute;scoa e o Pentecostes no domingo, mas todo o per&iacute;odo de sete semanas entre os dois feriados tinha significado especial.10<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como tem sugerido J. van Goudoever, talvez os domingos entre as duas festividades anuais tamb&eacute;m tivessem import&acirc;ncia especial.11&nbsp;Assim sendo, elementos j&aacute; presentes poderiam ter ajudado a estender a observ&acirc;ncia do domingo para uma base semanal, espalhando-se primeiro para os domingos durante o pr&oacute;prio per&iacute;odo P&aacute;scoa-a-Pentecostes e, ent&atilde;o, eventualmente pelo ano inteiro.12<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destarte, a celebra&ccedil;&atilde;o anual do domingo poderia ter suprido uma fonte da qual os primeiros crist&atilde;os de Alexandria e Roma inauguraram um domingo semanal como um substituto para o s&aacute;bado. Mas n&atilde;o h&aacute; nenhuma raz&atilde;o por que esta esp&eacute;cie de festival semanal da Ressurrei&ccedil;&atilde;o tivesse de suplantar o s&aacute;bado. E de fato, em qualquer outra parte da Cristandade o encontramos simplesmente surgindo como um dia especial&nbsp;<i>observado junto com o s&aacute;bado<\/i>.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O domingo substitui o s&aacute;bado em Roma<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas que fator ou fatores instigaram a substitui&ccedil;&atilde;o do s&aacute;bado por um domingo semanal em Roma e Alexandria? Sem d&uacute;vida, o mais significativo foi o crescente sentimento anti-judaico no in&iacute;cio do segundo s&eacute;culo.&nbsp; V&aacute;rias revoltas judaicas, culminando com a de Bar Cocheba de 132 a 135 d.C., despertaram o antagonismo romano contra os judeus a um n&iacute;vel t&atilde;o alto, que o Imperador Adriano os expulsou da Palestina.&nbsp; Seu antecessor, Trajano, tamb&eacute;m estivera irritado com as insurrei&ccedil;&otilde;es dos judeus; e o pr&oacute;prio Adriano, antes da revolta de Bar Cocheba, havia proscrito pr&aacute;ticas judaicas tais como circuncis&atilde;o e observ&acirc;ncia do s&aacute;bado.13<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialmente em Alexandria, onde havia um forte contingente de judeus, e na pr&oacute;pria capital romana os crist&atilde;os eram inclinados a se sentir em perigo de identifica&ccedil;&atilde;o com os judeus. &Eacute; prov&aacute;vel, portanto, que especialmente nesses dois lugares que eles procuraram um substituto para o s&aacute;bado semanal a fim de evitar que fossem associados com os judeus observadores do s&aacute;bado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, em rela&ccedil;&atilde;o a Roma (e algumas outras partes do Ocidente), a pr&aacute;tica de jejuar no s&aacute;bado cada semana tamb&eacute;m tendia a real&ccedil;ar o desenvolvimento da observ&acirc;ncia do domingo por tornar o s&aacute;bado um dia triste.14&nbsp;Isto obviamente tinha efeitos negativos sobre o s&aacute;bado e poderia ter servido como incentivo em Roma e em algumas regi&otilde;es vizinhas para substituir um s&aacute;bado t&atilde;o triste e faminto por uma jubilosa festividade semanal da Ressurrei&ccedil;&atilde;o no domingo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indubitavelmente, outras influ&ecirc;ncias tamb&eacute;m estavam operando em Roma e Alexandria nas primeiras medidas tomadas para substituir o s&aacute;bado pelo domingo naqueles lugares. Talvez deva ser feita concess&atilde;o a&nbsp;<i>alguma<\/i>&nbsp;influ&ecirc;ncia do paganismo nesta conex&atilde;o, embora a observ&acirc;ncia do domingo n&atilde;o entrasse na Igreja diretamente dessa fonte no segundo s&eacute;culo. De fato, o efeito do domingo pag&atilde;o sobre o Cristianismo foi principalmente um desenvolvimento p&oacute;s-Constantino.15<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o domingo semanal surgiu lado a lado com o s&aacute;bado na cristandade fora de Roma e Alexandria, talvez fosse inevit&aacute;vel que&nbsp;<i>eventualmente&nbsp;<\/i>os dois dias se chocassem em muitos lugares, como havia acontecido no segundo s&eacute;culo naquelas cidades. Isto de fato ocorreu, e o artigo final desta s&eacute;rie examinar&aacute; o processo pelo qual o domingo finalmente substituiu o s&aacute;bado como o principal dia crist&atilde;o de adora&ccedil;&atilde;o em toda a cristandade.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Qual &eacute; o &ldquo;dia do Senhor&rdquo;?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisamos agora olhar rapidamente para uma outra linha de evid&ecirc;ncia: certas refer&ecirc;ncias ao &ldquo;dia do Senhor&rdquo;. Poderia o termo &ldquo;dia do Senhor&rdquo; em seu uso mais antigo se referir, como tem sugerido C. W. Dugmore, a um domingo de P&aacute;scoa anual?16<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira refer&ecirc;ncia p&oacute;s-b&iacute;blica ao domingo semanal como &ldquo;dia do Senhor&rdquo; deriva de Clemente de Alexandria perto do final do segundo s&eacute;culo. Ele menciona &ldquo;o dia do Senhor que Plat&atilde;o fala profeticamente no d&eacute;cimo livro de&nbsp;<i>A Rep&uacute;blica<\/i>, nestas palavras: &lsquo;E quando sete dias se passaram para cada um deles no campo, no oitavo eles devem partir e chegar em quatro dias.&rsquo;&ldquo;17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco antes disto, por&eacute;m, Irineu, da G&aacute;lia, fez uma curiosa declara&ccedil;&atilde;o falando do Pentecostes como &ldquo;de igual significado que o dia do Senhor.&rdquo;18&nbsp; Como t&ecirc;m observado os editores do&nbsp;<i>Ante-Nicene Fathers&nbsp;<\/i>(<i>Pais Ante-Nicenos<\/i>), esta refer&ecirc;ncia deve ser &agrave; P&aacute;scoa.19&nbsp; Parece claro que s&atilde;o compreendidos dois eventos&nbsp;<i>anuais<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda mais cedo, contudo, h&aacute; duas outras refer&ecirc;ncias patr&iacute;sticas que&nbsp; frequentemente s&atilde;o consideradas como declara&ccedil;&otilde;es do &ldquo;dia do Senhor&rdquo;, embora nenhuma delas contenha no texto a palavra&nbsp;<i>dia<\/i>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(1)&nbsp;<i>Didaqu&ecirc; 14:1:<\/i>&nbsp;&ldquo;No pr&oacute;prio [dia] do Senhor, se re&uacute;nem&rdquo;, ou, possivelmente, &ldquo;Segundo o pr&oacute;prio (mandamento) do Senhor, se re&uacute;nem.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se &ldquo;[dia] do Senhor&rdquo; &eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o correta, pode significar P&aacute;scoa, visto que o&nbsp;<i>Didaqu&ecirc;<\/i>&nbsp;&eacute; uma esp&eacute;cie de manual batismal, e o batismo parece ter estado ligado com a P&aacute;scoa na Igreja primitiva.20<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(2) In&aacute;cio,&nbsp;<i>Aos Magn&eacute;sios<\/i>, cap. 9: &ldquo;N&atilde;o mais&hellip; [sabatizando], mas vivendo na observ&acirc;ncia do Dia do Senhor&rdquo; ou, possivelmente, &ldquo;vivendo de acordo com a [vida] do Senhor&rdquo;, na qual tamb&eacute;m nossa vida brotou novamente.21<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo que &ldquo;dia&rdquo; seja a tradu&ccedil;&atilde;o correta, In&aacute;cio ainda n&atilde;o poderia estar se referindo a uma observ&acirc;ncia semanal do domingo, porque o povo que ele descreve como &ldquo;n&atilde;o mais sabatizando, mas vivendo de acordo com o [dia] do Senhor&rdquo; era, como mostra o contexto, nenhum outro sen&atilde;o os profetas do&nbsp;<i>Antigo Testamento<\/i>. Como In&aacute;cio bem sabia, os profetas do Antigo Testamento guardavam o s&aacute;bado do s&eacute;timo dia, n&atilde;o o domingo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consequentemente, a frase &ldquo;n&atilde;o mais sabatizando&rdquo; n&atilde;o pode significar &ldquo;n&atilde;o mais guardando o dia de s&aacute;bado&rdquo;, mas antes sugere evitar o legalismo judaico (como deixa claro todo o contexto). Nem pode a frase &ldquo;vivendo de acordo com o [dia] do Senhor&rdquo; significar a guarda do domingo. Todo o intento &eacute; com vistas a viver uma vida de acordo com a &ldquo;vida do Senhor&rdquo; (que &eacute;, sem d&uacute;vida, a melhor tradu&ccedil;&atilde;o).22<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At&eacute; mesmo o interpolador de In&aacute;cio, do terceiro ou quarto s&eacute;culo, reconhecia que o conflito n&atilde;o era entre dois dias diferentes, porque ele aprovava a observ&acirc;ncia de ambos os dias: o s&aacute;bado de uma &ldquo;maneira espiritual&rdquo;, depois do qual o &ldquo;dia do Senhor&rdquo; tamb&eacute;m devia ser observado.23<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Um dia de jejum<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; um fato curioso que as refer&ecirc;ncias que tratam do s&aacute;bado e do domingo aumentaram acentuadamente no quarto s&eacute;culo d.C. e que muitas dessas tinham implica&ccedil;&otilde;es de controv&eacute;rsia. Em alguns exemplos, houve uma &ecirc;nfase para guardar ambos os dias (como, por exemplo, nas&nbsp;<i>Constitui&ccedil;&otilde;es Apost&oacute;licas<\/i>), e Greg&oacute;rio de Nissa e Ast&eacute;rio de Amas&eacute;ia puderam se referir ao s&aacute;bado e domingo como &ldquo;irm&atilde;s&rdquo; e como uma &ldquo;parelha&rdquo;, respectivamente. Estas estavam entre as refer&ecirc;ncias discutidas em nosso primeiro artigo.24<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado, por&eacute;m, estavam os l&iacute;deres da Igreja que eram anti-sab&aacute;ticos. Por exemplo, Jo&atilde;o Cris&oacute;stomo, contempor&acirc;neo de Greg&oacute;rio e Ast&eacute;rio, foi t&atilde;o longe a ponto de declarar: &ldquo;Agora h&aacute; muitos entre n&oacute;s que jejuam no mesmo dia que os judeus, e guardam os s&aacute;bados da mesma maneira; e n&oacute;s suportamos isto nobremente ou antes ign&oacute;bil e desprezivelmente!&rdquo;25<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No artigo anterior desta s&eacute;rie, notamos que o jejum sab&aacute;tico &ndash; que fez do s&aacute;bado um dia triste e faminto ajudou a ocasionar o surgimento da observ&acirc;ncia do domingo em Roma e em outros lugares do Ocidente. De fato, j&aacute; no primeiro quartel do terceiro s&eacute;culo, Tertuliano de Cartago, no Norte da &Aacute;frica, discutia contra a pr&aacute;tica.26&nbsp; Por volta do mesmo tempo, Hip&oacute;lito em Roma discordava daqueles que observavam o jejum no s&aacute;bado.27<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, no quarto e quinto s&eacute;culos se intensificou a evid&ecirc;ncia da controv&eacute;rsia sobre este assunto. Agostinho (falecido em 430 d.C.) tratou do assunto em v&aacute;rias de suas cartas, inclusive uma em que ele refutou um zeloso defensor romano do jejum sab&aacute;tico, que mordazmente denunciava aqueles que recusavam jejuar no s&aacute;bado.28<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como outra evid&ecirc;ncia da controv&eacute;rsia, o C&acirc;non 64 das&nbsp;<i>Constitui&ccedil;&otilde;es Apost&oacute;licas<\/i>&nbsp;especifica que &ldquo;se qualquer um do clero for encontrado jejuando no dia do Senhor, ou no dia de s&aacute;bado, excetuando-se somente um, seja ele destitu&iacute;do; mas se for um dos leigos, seja ele suspenso.&rdquo;29<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O interpolador de In&aacute;cio, que provavelmente escreveu por volta do mesmo tempo, at&eacute; mesmo declarou que &ldquo;se algu&eacute;m jejua no Dia do Senhor ou no s&aacute;bado, exceto somente no s&aacute;bado pascal, ele &eacute; um assassino de Cristo.&rdquo;30&nbsp; No s&aacute;bado pascal, o anivers&aacute;rio do s&aacute;bado durante o qual Cristo esteve na tumba, os crist&atilde;os consideravam apropriado jejuar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As duas &uacute;ltimas fontes conhecidas podem indicar que a controv&eacute;rsia tinha se estendido al&eacute;m da Cristandade Ocidental; mas tanto quanto dizia respeito ao real&nbsp; costume ou pr&aacute;tica oficial, somente Roma e certas outras igrejas ocidentais a adotavam. Jo&atilde;o Cassiano (morreu por volta de 430 d.C.) fala de &ldquo;algumas pessoas em alguns pa&iacute;ses do Ocidente, e especialmente na cidade (Roma)&rdquo; que jejuavam no s&aacute;bado.31&nbsp; E Agostinho se refere &ldquo;&agrave; Igreja Romana e algumas outras igrejas&hellip; perto ou longe dela&rdquo; onde o jejum sab&aacute;tico era observado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Mil&atilde;o, importante igreja do Norte da It&aacute;lia, estava entre as igrejas ocidentais que n&atilde;o observavam o jejum sab&aacute;tico, como tamb&eacute;m Agostinho deixa claro.32&nbsp; Nem as igrejas orientais o adotaram. A quest&atilde;o permaneceu como um ponto de diverg&ecirc;ncia entre o Oriente e o Ocidente at&eacute; o s&eacute;culo onze.33<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Leis dominicais<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aumento em refer&ecirc;ncias sobre o s&aacute;bado (a favor e contra) indicam que alguma esp&eacute;cie de luta estava come&ccedil;ando a manifestar-se de maneira muito difundida.&nbsp; N&atilde;o mais o centro da controv&eacute;rsia era somente Roma e Alexandria. O que poderia ter engatilhado esta luta em t&atilde;o ampla escala no quarto e quinto s&eacute;culos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d&uacute;vida, um dos fatores mais importantes deve ser encontrado nas atividades do Imperador Constantino o Grande, no in&iacute;cio do quarto s&eacute;culo, seguido por &ldquo;imperadores crist&atilde;os&rdquo; posteriores. Constantino n&atilde;o somente concedeu ao cristianismo uma nova condi&ccedil;&atilde;o social dentro do Imp&eacute;rio Romano (de perseguido a honrado), mas tamb&eacute;m deu ao domingo uma &ldquo;nova express&atilde;o&rdquo;. Por sua legisla&ccedil;&atilde;o civil, ele fez do domingo um&nbsp;<i>dia de descanso<\/i>. Diz sua famosa lei dominical de 7 de mar&ccedil;o de 321:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que os magistrados e o povo que reside nas cidades descansem no vener&aacute;vel Dia do Sol, e que todas as oficinas sejam fechadas. No campo, por&eacute;m, que as pessoas ocupadas na agricultura possam livre e legalmente continuar suas atividades; porque ami&uacute;de sucede que nenhum outro dia &eacute; mais adequado para a semeadura do cereal ou para o cultivo de vinhas; para que n&atilde;o seja perdido pela neglig&ecirc;ncia o momento oportuno para tais opera&ccedil;&otilde;es que &eacute; concedido pela munific&ecirc;ncia do C&eacute;u.34<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta foi a primeira de uma s&eacute;rie de medidas tomadas por Constantino e pelos &ldquo;imperadores crist&atilde;os&rdquo; posteriores para regulamentar a observ&acirc;ncia do domingo. &Eacute; &oacute;bvio que essa primeira lei dominical n&atilde;o era de orienta&ccedil;&atilde;o especificamente crist&atilde; (note a designa&ccedil;&atilde;o pag&atilde; &ldquo;vener&aacute;vel Dia do Sol&rdquo;); mas &eacute; muito prov&aacute;vel que Constantino, por raz&otilde;es pol&iacute;ticas e sociais, tentou fundir elementos pag&atilde;os e crist&atilde;os dentre seus s&uacute;ditos tendo como ponto de converg&ecirc;ncia uma pr&aacute;tica comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 386 d.C., Teod&oacute;sio I e Graciano Valentiniano estenderam de tal modo as restri&ccedil;&otilde;es do domingo que os lit&iacute;gios deveriam cessar inteiramente nesse dia e que n&atilde;o haveria nenhum pagamento de d&iacute;vida p&uacute;blica ou privada.35&nbsp; Tamb&eacute;m seguiram-se leis proibindo o circo, o teatro, e as corridas de cavalo e foram reiteradas sempre que se julgou necess&aacute;rio.36<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Rea&ccedil;&atilde;o &agrave;s primeiras leis dominicais<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como reagiu a Igreja Crist&atilde; ao edito dominical de Constantino de mar&ccedil;o de 321, e &agrave; subsequente legisla&ccedil;&atilde;o civil que fizeram do domingo um dia de repouso?&nbsp; T&atilde;o desej&aacute;vel quanto possa ter parecido tal legisla&ccedil;&atilde;o para os crist&atilde;os, tamb&eacute;m os colocou num dilema. Antes dela o domingo tinha sido um dia de trabalho, exceto para os servi&ccedil;os especiais de adora&ccedil;&atilde;o. O que aconteceria, por exemplo, &agrave;s freiras tais como aquelas descritas por Jer&ocirc;nimo em Bel&eacute;m, que, depois de seguir sua madre superiora para a igreja e, depois, voltando de sua comunh&atilde;o, no restante do seu tempo de domingo &ldquo;dedicavam-se &agrave;s suas designadas tarefas, e faziam vestes ou para si mesmas ou sen&atilde;o para outros&rdquo;?37<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o h&aacute; nenhuma evid&ecirc;ncia de que as leis dominicais de Constantino se tornaram a base para os regulamentos crist&atilde;os desse dia, mas &eacute; &oacute;bvio que os l&iacute;deres crist&atilde;os devem ter feito alguma coisa para evitar que o dia se tornasse de ociosidade e v&atilde;o divertimento. &Ecirc;nfase adicional sobre adora&ccedil;&atilde;o e refer&ecirc;ncia ao mandamento do s&aacute;bado no Antigo Testamento parecem ter sido as duas rotas agora seguidas. &Eacute; interessante notar que nem mesmo Constantino pretendia refletir o mandamento sab&aacute;tico do Dec&aacute;logo em sua lei dominical, visto que ele isentou o trabalho agr&iacute;cola, um tipo de trabalho estritamente proibido no mandamento do s&aacute;bado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez uma primeira insinua&ccedil;&atilde;o da nova tend&ecirc;ncia venha do tempo do pr&oacute;prio Constantino por meio de Eus&eacute;bio, historiador eclesi&aacute;stico, que tamb&eacute;m foi bi&oacute;grafo e admirador entusi&aacute;stico do imperador. Em seu coment&aacute;rio sobre o Salmo 92, &ldquo;o salmo do s&aacute;bado&rdquo;, Eus&eacute;bio escreve que os crist&atilde;os cumpriam no dia do Senhor tudo o que neste salmo foi prescrito para o s&aacute;bado, inclusive a adora&ccedil;&atilde;o a Deus cedo de manh&atilde;. Ele, ent&atilde;o, acrescenta que por meio da nova alian&ccedil;a a celebra&ccedil;&atilde;o do s&aacute;bado foi transferida para &ldquo;o primeiro dia da luz [domingo].&rdquo;38<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, no quarto s&eacute;culo, Efraim Siro sugeriu que a honra era devida &ldquo;ao dia do Senhor, o primog&ecirc;nito de todos os dias&rdquo;, que havia &ldquo;arrebatado do s&aacute;bado o direito do primog&ecirc;nito&rdquo;. Ent&atilde;o ele prossegue salientando que a lei prescreve que o descanso deve ser dado aos servos e animais.39&nbsp; &Eacute; &oacute;bvia a reflex&atilde;o do mandamento do s&aacute;bado do Antigo Testamento.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O s&aacute;bado perde import&acirc;ncia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com este tipo de &ecirc;nfase do s&aacute;bado agora posta sobre o domingo, era inevit&aacute;vel que o pr&oacute;prio dia de s&aacute;bado se tornasse cada vez menos importante. E a controv&eacute;rsia que &eacute; evidente na literatura do quarto e quinto s&eacute;culos entre aqueles que rebaixavam o s&aacute;bado e aqueles que o honravam reflete a luta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, esta foi uma luta que n&atilde;o terminou rapidamente; porque como temos visto, os historiadores eclesi&aacute;sticos do quinto s&eacute;culo S&oacute;crates Escol&aacute;stico e Sozomen prov&ecirc;em um quadro dos servi&ccedil;os de adora&ccedil;&atilde;o no s&aacute;bado ao lado dos servi&ccedil;os de adora&ccedil;&atilde;o no domingo como sendo o padr&atilde;o atrav&eacute;s da Cristandade em seus dias, exceto em Roma e Alexandria. Parece que o &ldquo;s&aacute;bado crist&atilde;o&rdquo; como uma&nbsp;<i>substitui&ccedil;&atilde;o&nbsp;<\/i>ao antigo s&aacute;bado b&iacute;blico foi principalmente um desenvolvimento do sexto s&eacute;culo e mais tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais antigo conc&iacute;lio eclesi&aacute;stico a tratar do assunto foi um conc&iacute;lio regional oriental reunido em Laodic&eacute;ia, cerca de 364 d.C. Embora esse conc&iacute;lio ainda manifestasse respeito pelo s&aacute;bado, bem como pelo domingo, nas li&ccedil;&otilde;es especiais (leituras das Escrituras) designadas para aqueles dois dias, ele n&atilde;o obstante estipulava o seguinte em seu C&acirc;non 29: &ldquo;Os crist&atilde;os n&atilde;o judaizar&atilde;o nem ficar&atilde;o ociosos no s&aacute;bado, mas trabalhar&atilde;o nesse dia; por&eacute;m o dia do Senhor eles honrar&atilde;o especialmente, e, sendo crist&atilde;os, se poss&iacute;vel, n&atilde;o far&atilde;o nenhum trabalho nesse dia. Se, por&eacute;m, forem encontrados judaizando, ser&atilde;o separados de Cristo.&rdquo;40<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regulamento quanto ao trabalho no domingo era um tanto moderado: os crist&atilde;os n&atilde;o deveriam trabalhar nesse dia&nbsp;<i>se poss&iacute;vel<\/i>! Entretanto, mais importante era o fato de que esse conc&iacute;lio reverteu o mandamento original de Deus e a pr&aacute;tica dos mais antigos crist&atilde;os no tocante ao s&aacute;bado do s&eacute;timo dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus dissera: &ldquo;Lembra-te do dia de s&aacute;bado, para o santificar. Seis dias trabalhar&aacute;s, e far&aacute;s toda a tua obra; mas o s&eacute;timo dia &eacute; o s&aacute;bado do Senhor teu Deus; nele n&atilde;o far&aacute;s nenhuma obra&rdquo; (&Ecirc;x 20:8-10, RSV).&nbsp; Esse conc&iacute;lio disse, ao contr&aacute;rio: &ldquo;Os crist&atilde;os n&atilde;o judaizar&atilde;o nem ficar&atilde;o ociosos no s&aacute;bado, mas trabalhar&atilde;o nesse dia.&rdquo;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Proibido o trabalho no domingo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Terceiro S&iacute;nodo de Orleans em 538 d.C., embora deplorando o sabatarianismo judaico, proibiu os &ldquo;trabalhos no campo&rdquo; para que &ldquo;o povo pudesse ir &agrave; igreja e adorar.&rdquo;41&nbsp; Meio s&eacute;culo depois, o Segundo S&iacute;nodo de Macon, em 585 d.C.,e o Conc&iacute;lio de Narbona, em 587 d.C., estipularam estrita observ&acirc;ncia do domingo.42&nbsp; As ordenan&ccedil;as do primeiro &ldquo;foram publicadas pelo rei Guntram em um decreto de 10 de novembro de 585, no qual ele impunha cuidadosa observ&acirc;ncia do domingo.&rdquo;43<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, durante a Era Carol&iacute;ngia foi posta uma grande &ecirc;nfase sobre a observ&acirc;ncia do dia do Senhor de acordo com o mandamento do s&aacute;bado. Walter W. Ryde, em seu&nbsp;<i>Paganism to Christianity in the Roman Empire<\/i>, sintetizou muito bem v&aacute;rios s&eacute;culos da hist&oacute;ria do s&aacute;bado e domingo at&eacute; Carlos Magno:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os imperadores depois de Constantino tornaram a observ&acirc;ncia do domingo mais rigorosa, mas de modo algum era sua legisla&ccedil;&atilde;o baseada no Antigo Testamento&hellip; No Terceiro S&iacute;nodo de Aureliani (Orleans), em 538 d.C., o trabalho rural foi proibido, enquanto a restri&ccedil;&atilde;o contra o preparo de refei&ccedil;&otilde;es e obra similar no domingo foi considerada como uma supersti&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da morte de Justiniano em 565 d.C., v&aacute;rias&nbsp;<i>epistolae decretales&nbsp;<\/i>(cartas decretais) foram postas em circula&ccedil;&atilde;o pelos papas acerca do domingo. Uma de Greg&oacute;rio I (590-604) proibia os homens de &ldquo;jungir os bois ou fazer qualquer outro trabalho, exceto por motivos aprovados&rdquo;, ao passo que outra de Greg&oacute;rio II (715-731) dizia: &ldquo;Decretamos que todos os domingos sejam observados de v&eacute;speras a v&eacute;speras e que se abstenha de toda obra il&iacute;cita&hellip;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carlos Magno em Aquisgrana (Aachen), em 788, decretou que todo trabalho comum fosse proibido no Dia do Senhor, sendo que isto era contra o Quarto Mandamento, principalmente o trabalho no campo ou nas vinhas que Constantino tinha isentado.44<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O s&aacute;bado nunca foi esquecido<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim o domingo veio a ser o dia de repouso substituto do s&aacute;bado. Mas &eacute; claro que o s&aacute;bado do s&eacute;timo dia jamais foi inteiramente esquecido. Isto foi verdade na pr&oacute;pria Europa, mas particularmente na Eti&oacute;pia, onde, por exemplo, grupos guardavam o s&aacute;bado e o domingo como &ldquo;dias de descanso&rdquo;, n&atilde;o somente nos primeiros s&eacute;culos crist&atilde;os mas at&eacute; os tempos modernos.45<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, para uma grande parte da Cristandade, a hist&oacute;ria do s&aacute;bado e domingo tinha, por volta do sexto ao oitavo s&eacute;culo, tomado um c&iacute;rculo completo. Para a maioria dos crist&atilde;os, o dia de descanso de Deus do Antigo e do Novo Testamento tinha, por meio de um processo gradual, se tornado um dia de trabalho, sendo suplantado por um dia de descanso substituto. O mandamento de Deus de que no s&eacute;timo dia &ldquo;n&atilde;o far&aacute;s nenhuma obra&rdquo; havia sido substitu&iacute;do pelo mandamento do homem: &ldquo;Trabalhe no s&eacute;timo dia; descanse no primeiro&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, todos os crist&atilde;os que consideram o Novo Testamento como o guia normativo para suas vidas, em vez das decis&otilde;es de homens centenas de anos mais tarde, indagar&atilde;o se o dia de repouso de Cristo e os ap&oacute;stolos (o s&aacute;bado, o s&eacute;timo dia da semana) n&atilde;o deveria ainda hoje ser observado. Cremos que sim.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Cita&ccedil;&otilde;es significativas sobre o s&aacute;bado de Deus<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s&aacute;bado&hellip; &eacute; mais do que um armist&iacute;cio, mais do que um interl&uacute;dio; &eacute; uma profunda,&nbsp; consciente harmonia do homem e do mundo, uma simpatia por todas as coisas e uma participa&ccedil;&atilde;o no esp&iacute;rito que une o que est&aacute; embaixo e o que est&aacute; em cima. Tudo o que &eacute; divino no mundo &eacute; posto em uni&atilde;o com Deus. Isto &eacute; o s&aacute;bado, e a verdadeira felicidade do Universo. &ndash; Abraham Heschel.-<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s&aacute;bado &eacute; uma lembran&ccedil;a de dois mundos: este mundo e o mundo do porvir; &eacute; um exemplo de ambos os mundos. Pois o s&aacute;bado &eacute; alegria, santidade, e repouso; alegria &eacute; parte deste mundo; santidade e repouso s&atilde;o algo do mundo vindouro. &ndash; Al Nakawa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como devemos ponderar a diferen&ccedil;a entre o s&aacute;bado e os outros dias da semana? Quando chega um dia de quarta-feira, as horas s&atilde;o mon&oacute;tonas, e a menos que lhes emprestemos significado, elas permanecem sem qualidade. As horas do s&eacute;timo dia s&atilde;o significativas em si mesmas; seu significado e beleza n&atilde;o dependem de nenhuma obra, lucro ou progresso que possamos atingir. Elas t&ecirc;m a beleza da magnific&ecirc;ncia. &ndash; A. J. Heschel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escreveu aquele grande pregador G. Campbell Morgan, na p&aacute;gina 50 do seu livro,&nbsp;<i>The Ten Commandments<\/i><b>:&nbsp;<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito tem sido questionada a atitude de Cristo em palavras e a&ccedil;&otilde;es com respeito ao s&aacute;bado. Alguns t&ecirc;m imaginado que por palavras Ele exprimiu e por a&ccedil;&otilde;es praticadas Ele afrouxou a consistente natureza do velho mandamento. Esta opini&atilde;o, contudo, visa a compreender mal e interpretar equivocadamente os feitos e ensinos de Jesus.<\/p>\n<hr>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\">1<\/span>&nbsp;Artigo traduzido do original em ingl&ecirc;s por Amim A. Rodor, Th.D., diretor do Salt, no UNASP, Campus Engenheiro Coelho, SP<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\">2<\/span>&nbsp;<i>Espistle of Barnabas<\/i>, cap. 15 (Ante-Nicene Fathers [ANF], 1:146, 147).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\">3<\/span>&nbsp;<i>Apologia<\/i>, cap. 67 (ANF, 1:186).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\">4<\/span>&nbsp;<i>Di&aacute;logo<\/i>, cap. 33 (ANF, 1: 206). V&aacute;rias outras declara&ccedil;&otilde;es no Di&aacute;logo revelam um sentimento semelhante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\">5<\/span>&nbsp;A interroga&ccedil;&atilde;o de Justino e seus companheiros &eacute; vividamente descrita em um documento que aparece em ANF, 1:305, 306. Compare os coment&aacute;rios sobre Justino por C. Mervyn Maxwell, &ldquo;They Loved Jesus&rdquo;,&nbsp;<i>The Ministry<\/i>, janeiro de 1977: 9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\">6<\/span>&nbsp;J. van Goudoever,&nbsp;<i>Biblical Calendars<\/i>, 2&ordf; ed. rev. (Leiden, 1961), 19, 20, 23, 25, 26, 29. Os boetusianos e ess&ecirc;nios realmente escolhiam os domingos uma semana &agrave; parte por causa de uma diferen&ccedil;a em sua compreens&atilde;o sobre se o s&aacute;bado de Lev&iacute;tico 23:11 era o s&aacute;bado&nbsp;<i>durante&nbsp;<\/i>ou o s&aacute;bado&nbsp;<i>depois<\/i>&nbsp;da Festa dos P&atilde;es Asmos. Al&eacute;m disso, eles usavam um calend&aacute;rio solar em contraste com o calend&aacute;rio lunar dos fariseus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\">7<\/span>&nbsp;Eus&eacute;bio,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria Eclesi&aacute;stica<\/i>, v. 23-25, prov&ecirc; os detalhes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\">8<\/span>&nbsp;Ibid., v. 23.1 e v. 24.2, 3; tamb&eacute;m Sozomen,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria Eclesi&aacute;stica<\/i>, vii. 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\">9<\/span>&nbsp;O fato de que V&iacute;tor de Roma n&atilde;o p&ocirc;de com sucesso excomungar os crist&atilde;os asi&aacute;ticos (veja Eus&eacute;bio, v. 24.9-17) prov&ecirc; outra comprova&ccedil;&atilde;o deste ponto de vista. Se Roma p&ocirc;de mais cedo ter influenciado quase todo o mundo crist&atilde;o, Oriente e Ocidente, a renunciar a uma pr&aacute;tica apost&oacute;lica em favor de uma inova&ccedil;&atilde;o romana, por que ela era agora incapaz de eliminar os &uacute;ltimos vest&iacute;gios que restavam dessa pr&aacute;tica? A &uacute;nica explica&ccedil;&atilde;o razo&aacute;vel de todos os fatos parece ser que o domingo pascal n&atilde;o foi uma tardia inova&ccedil;&atilde;o romana, mas que ele e o quartodecimanismo (observ&acirc;ncia de 14 de Nis&atilde;) eram provenientes dos tempos apost&oacute;licos. Para outros detalhes, veja minha &ldquo;John as Quartodecimanism: A Reappraisal,&rdquo;&nbsp;<i>Journal of Biblical Literature<\/i>, 84 (1965), 251-258.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\">10<\/span>&nbsp;Al&eacute;m da cita&ccedil;&atilde;o na nota de&nbsp; rodap&eacute; 19, abaixo, veja Tertuliano,&nbsp;&nbsp;<i>A Capela<\/i>, cap. 3, e Sobre o Jejum, cap. 14,&nbsp; (ANF, 3:94 e 4:112); e veja tamb&eacute;m a refer&ecirc;ncia de Irineu mencionada na nota de rodap&eacute; 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\">11<\/span>&nbsp;Van Goudoever, p. 167.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\">12<\/span>&nbsp;Philip Carrington,&nbsp;<i>The Primitive Christian Calendar&nbsp;<\/i>(Cambridge, Inglaterra, 1952), 38, tem feito esta sugest&atilde;o: sendo que as colheitas dificilmente poderiam ter amadurecido em toda parte nos dois domingos especialmente separados (dia das prim&iacute;cias da cevada e dia de Pentecostes), n&atilde;o se poderia ter inferido que qualquer domingo dentro dos cinq&uuml;enta dias era um dia adequado para a oferta das prim&iacute;cias? Para uma excelente discuss&atilde;o de todo o assunto da P&aacute;scoa em rela&ccedil;&atilde;o ao domingo semanal, veja Lawrence T. Geraty, &ldquo;The Pascha and the Origin of Sunday Observance,&rdquo;&nbsp;<i>Andrews University Seminary Studies&nbsp;<\/i>(daqui em diante citada como&nbsp;<i>AUSS<\/i>)&nbsp;<i>III<\/i>&nbsp;(1965), 85-96.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\">13<\/span>&nbsp;Veja Dio C&aacute;ssio,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria Romana<\/i>, lxviii.32 e lxix.12-14; e Eus&eacute;bio,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria Eclesi&aacute;stica<\/i>, iv.2.6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\">14<\/span>&nbsp;Para detalhes acerca do jejum no s&aacute;bado, veja meu artigo &ldquo;Some Notes on the Sabbath Fast in Early Christianity,&rdquo;&nbsp;<i>AUSS III&nbsp;<\/i>(1965), 167-174.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\">15<\/span>&nbsp;Arthur Weigall,&nbsp;<i>The Paganism in Our Christianity&nbsp;<\/i>(Nova York, 1928), 145, talvez seja demasiado severo em dizer que &ldquo;a Igreja fez do domingo um dia sagrado, parcialmente porque este era o dia da ressurrei&ccedil;&atilde;o, mas em grande parte porque era o festival semanal do sol.&rdquo; Contudo, depois da ado&ccedil;&atilde;o nominal do cristianismo no quarto s&eacute;culo como a religi&atilde;o do Imp&eacute;rio Romano, houve indiscutivelmente um aumento de influ&ecirc;ncia pag&atilde; sobre o cristianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\">16<\/span>&nbsp;&ldquo;Lord&rsquo;s Day and Easter&rdquo; in Oscar Cullmann Festschrift volume Neotestamentica et Patristica,&nbsp;<i>Supplements to Novum Testamentum<\/i>,&nbsp; (Leiden, 1962), 6:272-281.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\">17<\/span>&nbsp;<i>Miscellanies<\/i>, v. 14 (ANF, Vol. 2, p. 2, 469).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\">18<\/span>&nbsp;<i>Fragments from the Lost Writings of Irenaeus<\/i>, 7 (ANF, 1:569, 570). Geraty, na p&aacute;gina 89, falou disto como &ldquo;uma das mais fortes indica&ccedil;&otilde;es de que o &lsquo;Dia do Senhor&rsquo; pode ter originalmente se referido a um dia de ressurrei&ccedil;&atilde;o anual.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\">19<\/span>&nbsp;ANF, 1:569, nota 9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\">20<\/span>&nbsp;Tertuliano,&nbsp;<i>Sobre o Batismo<\/i>, cap. 19 (ANF,&nbsp; 3: 678), diz: &ldquo;A P&aacute;scoa propicia um dia mais do que usualmente solene para o batismo . . . Depois disto, o Pentecostes &eacute; um espa&ccedil;o mais jubiloso para conferir batismos; no qual tamb&eacute;m a ressurrei&ccedil;&atilde;o do Senhor foi repetidamente provada entre os disc&iacute;pulos.&rdquo;&nbsp; Que o Didaqu&ecirc; &eacute; uma esp&eacute;cie de manual batismal tem sido geralmente reconhecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\">21<\/span>&nbsp;Compare ANF, 1: 62, e veja nota de rodap&eacute; 21 para fontes que d&atilde;o informa&ccedil;&atilde;o sobre melhores tradu&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\">22<\/span>&nbsp;Veja Robert A. Kraft, &ldquo;Some Notes on Sabbath Observance in Early Christianity,&rdquo;&nbsp;&nbsp;<i>AUSS III&nbsp;<\/i>(1965), 28; Fritz Guy &ldquo;The Lord&rsquo;s Day in the Letter of Ignatius to the Magnesianas,&rdquo;&nbsp;<i>AUSS II&nbsp;<\/i>(1964), 13, 14; Richard&nbsp; B. Lewis, &ldquo;Ignatius and the &lsquo;Lord&rsquo;s Day&rsquo;&rdquo;,&nbsp;<i>AUSS VI<\/i>&nbsp;(1968), 46-59.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\">23<\/span>&nbsp;O texto da vers&atilde;o ampliada de In&aacute;cio &eacute; encontrado em ANF, 1: 62, 63. Talvez seja de interesse notar que Pl&iacute;nio, governador da Bit&iacute;nia, cerca de 112 d.C. escreveu a Trajano, Imperador romano, concernente aos crist&atilde;os da prov&iacute;ncia de Pl&iacute;nio. Ao interrogar alguns dos ex-crist&atilde;os que sob press&atilde;o haviam renunciado ao cristianismo, ele soube deles que a extens&atilde;o de sua &ldquo;culpa&rdquo; tinha sido ter um servi&ccedil;o religioso cedo de manh&atilde; antes do nascer do sol em um dia &ldquo;determinado&rdquo; ou &ldquo;fixo&rdquo; (stato die). Embora muitos eruditos tenham simplesmente admitido que esse era um domingo semanal, os detalhes dados por Pl&iacute;nio apontam mais na dire&ccedil;&atilde;o de um domingo de P&aacute;scoa, como Geraty, 88-89, tem salientado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\">24<\/span>&nbsp;Veja&nbsp;<i>These Times<\/i>, novembro de 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\">25<\/span>&nbsp;Comment on Galatians 1:7 in&nbsp;<i>Commentary on Galatians<\/i>&nbsp;(The Nicene and Post-Nicene Fathers [NPNF], 1a&nbsp; s&eacute;rie, 13:8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-26\">26<\/span>&nbsp;In&nbsp;<i>On Fasting<\/i>, cap. 14 (<i>The Ante-Nicene Fathers<\/i>&nbsp;[ANF], 4:112). Tertuliano indica que o s&aacute;bado &eacute; &ldquo;um dia que nunca deve ser guardado como um jejum exceto na &eacute;poca da p&aacute;scoa, de acordo com um motivo dado alhures&rdquo;. Ele tamb&eacute;m indica sua oposi&ccedil;&atilde;o ao jejum sab&aacute;tico em Contra M&aacute;rcion, iv. 12 (ANF, 3:363).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\">27<\/span>&nbsp;Hip&oacute;lito menciona alguns que &ldquo;davam ouvidos a esp&iacute;ritos de dem&ocirc;nios&rdquo; e &ldquo;freq&uuml;entemente indicavam um jejum no s&aacute;bado e no dia do Senhor, que Cristo, por&eacute;m, nunca havia indicado&rdquo; (de seu Coment&aacute;rio sobre Daniel, iv. 20; o texto grego e a tradu&ccedil;&atilde;o francesa s&atilde;o dadas por Maurice Lef&egrave;vre [Paris, 1947], 300-303).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\">28<\/span>&nbsp;Veja Ep&iacute;stolas de Agostinho 36 (a Casulano), 54 (a Janu&aacute;rio), e 82 (a Jer&ocirc;nimo) (NPNF, 1a&nbsp;s&eacute;rie, 1:265-270, 300, 301, 353, 354). Elas s&atilde;o datas entre 396 e 405 d.C. &Eacute; a Ep&iacute;stola 36 que refuta o defensor romano do jejum sab&aacute;tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\">29<\/span>&nbsp;Trad. inglesa in ANF, 7:504. Esse c&acirc;non &eacute; o de n&uacute;mero 66 na edi&ccedil;&atilde;o Hefele (veja nota 17, acima).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\">30<\/span>&nbsp;Pseudo-In&aacute;cio, Aos Filipenses, cap. 13 (ANF, Vol. 1, p. 119).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\">31<\/span>&nbsp;Institutes, iii. 10 (NPNF, 2a&nbsp;s&eacute;rie, Vol. 11, p. 218).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\">32<\/span>&nbsp;A primeira declara&ccedil;&atilde;o aparece na Ep&iacute;stola 36, par. 27 (NPNF, 1a&nbsp;s&eacute;rie, 1:268), e uma observa&ccedil;&atilde;o semelhante &eacute; feita na Ep&iacute;stola 82, par. 14 (ibid., 353). Refer&ecirc;ncias a Mil&atilde;o s&atilde;o encontradas na Ep&iacute;stola 36, par. 32, e na Ep&iacute;stola 54, par. 3 (ibid., pp. 270, 300, 301).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\">33<\/span>&nbsp;Veja R. L. Odom, &ldquo;The Sabbath in the Great Schism of AD 1054,&rdquo;&nbsp;<i>AUSS<\/i>, (1963), 1:77, 78.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\">34<\/span>&nbsp;Codex Justinianus, iii., Tit. 12.3, trad. in Philip Schaff, History of the Christian Church, 5a&nbsp;ed. (New York, 1902), 3:380, nota 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-35\">35<\/span>&nbsp;C&oacute;digo Teodosiano, 11.7.13, trad. por Clyde Pharr (Princeton, N. J., 1952), 300.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-36\">36<\/span>&nbsp;As leis adicionais incluem uma lei de Teod&oacute;sio II de 425, in C&oacute;digo Teodosiano, 15.5.5, 433.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-37\">37<\/span>&nbsp;Veja Jer&ocirc;nimo, Ep&iacute;stola cviii., 20 (NPNF, 2a&nbsp;s&eacute;rie, 6:206).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-38\">38<\/span>&nbsp;Migne, Patrologia Graeca, Vol. 23, col. 1169.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-39\">39<\/span>&nbsp;S. Ephraem Syri hymni et sermones, ed. por T. J. Lamy (1882), 1:542-544.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-40\">40<\/span>&nbsp;Charles H. Hefele,&nbsp;<i>A History of the Councils of the Church<\/i>, trad. Henry N. Oxenham (Edinburgh, 1896), 2:306. C&acirc;non 16 (ibid., 310) se refere &agrave;s li&ccedil;&otilde;es; e o fato de que o s&aacute;bado bem como o domingo tinham especial considera&ccedil;&atilde;o durante a Quaresma, conforme indicado nos C&acirc;nones 49 e 51 (ibid., 320), tamb&eacute;m revela que a considera&ccedil;&atilde;o pelo s&aacute;bado n&atilde;o estava inteiramente faltando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-41\">41<\/span>&nbsp;Ibid., 4:208, 209.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-42\">42<\/span>&nbsp;Ibid., 407, 422.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-43\">43<\/span>&nbsp;Ibid., 409.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-44\">44<\/span>&nbsp;W. W. Hyde,&nbsp;<i>Paganism to Christianity in the Roman Empire<\/i>&nbsp;(Filad&eacute;lfia, 1946, 261).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-45\">45<\/span>&nbsp;Para uma breve discuss&atilde;o do primeiro per&iacute;odo, veja meu artigo &ldquo;A Further Note on the Sabbath in Coptic Sources,&rdquo;&nbsp;<i>AUSS<\/i>&nbsp;(1968), 6:150-157. Para a refer&ecirc;ncia mencionando o s&aacute;bado e o domingo como sendo &ldquo;chamados s&aacute;bados&rdquo;, veja p&aacute;gina 151. A fonte &eacute; Statute 66 in G. Horner, The Statutes of the Apostles (Londres, 1904 e 1915), 211, 212. V&aacute;rias fontes tratam do s&aacute;bado na hist&oacute;ria et&iacute;ope posterior.<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Kenneth A. Strand Resumo:&nbsp;Esta segunda parte do artigo demonstra a maneira gradual com que a observ&acirc;ncia do dia de repouso b&iacute;blico foi transferida do s&eacute;timo para o primeiro dia da semana. Por um lado, as evid&ecirc;ncias liter&aacute;rias dos primeiros s&eacute;culos da era crist&atilde; atestam que, num primeiro momento, ambos os dias coexistiam lado a lado&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":816,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3779,3832,3815,3813,1],"tags":[],"class_list":["post-2219","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-hope","category-art-teologia-historica","category-artigos-teologicos","category-artigos","category-doutrinas-distintivas"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2 - Pastor Adventista<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2 - Pastor Adventista\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&nbsp;Kenneth A. Strand Resumo:&nbsp;Esta segunda parte do artigo demonstra a maneira gradual com que a observ&acirc;ncia do dia de repouso b&iacute;blico foi transferida do s&eacute;timo para o primeiro dia da semana. Por um lado, as evid&ecirc;ncias liter&aacute;rias dos primeiros s&eacute;culos da era crist&atilde; atestam que, num primeiro momento, ambos os dias coexistiam lado a lado...\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pastor Adventista\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/pastoradv\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-04-08T07:00:54+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2017-04-20T19:14:51+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"500\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@pastorAdv\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@pastorAdv\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"33 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/\"},\"author\":{\"name\":\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705\"},\"headline\":\"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2\",\"datePublished\":\"2016-04-08T07:00:54+00:00\",\"dateModified\":\"2017-04-20T19:14:51+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/\"},\"wordCount\":6625,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg\",\"articleSection\":[\"Art - Outros\",\"Art - Teologia Hist\u00f3rica\",\"Art - Teologia Sist.\",\"Artigos - Todos\",\"Doutrinas Distintivas\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/\",\"url\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/\",\"name\":\"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2 - Pastor Adventista\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg\",\"datePublished\":\"2016-04-08T07:00:54+00:00\",\"dateModified\":\"2017-04-20T19:14:51+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg\",\"width\":800,\"height\":500},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/\",\"name\":\"Pastor Adventista\",\"description\":\"Site do Pastor | Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705\",\"name\":\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2 - Pastor Adventista","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2 - Pastor Adventista","og_description":"&nbsp;Kenneth A. Strand Resumo:&nbsp;Esta segunda parte do artigo demonstra a maneira gradual com que a observ&acirc;ncia do dia de repouso b&iacute;blico foi transferida do s&eacute;timo para o primeiro dia da semana. Por um lado, as evid&ecirc;ncias liter&aacute;rias dos primeiros s&eacute;culos da era crist&atilde; atestam que, num primeiro momento, ambos os dias coexistiam lado a lado...","og_url":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/","og_site_name":"Pastor Adventista","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/pastoradv","article_published_time":"2016-04-08T07:00:54+00:00","article_modified_time":"2017-04-20T19:14:51+00:00","og_image":[{"width":800,"height":500,"url":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@pastorAdv","twitter_site":"@pastorAdv","twitter_misc":{"Escrito por":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","Est. tempo de leitura":"33 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/"},"author":{"name":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705"},"headline":"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2","datePublished":"2016-04-08T07:00:54+00:00","dateModified":"2017-04-20T19:14:51+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/"},"wordCount":6625,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg","articleSection":["Art - Outros","Art - Teologia Hist\u00f3rica","Art - Teologia Sist.","Artigos - Todos","Doutrinas Distintivas"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/","url":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/","name":"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2 - Pastor Adventista","isPartOf":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg","datePublished":"2016-04-08T07:00:54+00:00","dateModified":"2017-04-20T19:14:51+00:00","author":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#primaryimage","url":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg","contentUrl":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/11\/visita.jpg","width":800,"height":500},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/como-o-domingo-tornou-se-o-popular-dia-de-culto-parte-2\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Como o domingo tornou-se o popular dia de culto \u2013 Parte 2"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website","url":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/","name":"Pastor Adventista","description":"Site do Pastor | Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705","name":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g","caption":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial"},"sameAs":["http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/"]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2219"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2219\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4045,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2219\/revisions\/4045"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/816"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}