{"id":2222,"date":"2016-04-11T07:00:08","date_gmt":"2016-04-11T07:00:08","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2222"},"modified":"2017-04-20T16:12:59","modified_gmt":"2017-04-20T19:12:59","slug":"casamento-divorcio-e-novo-casamento-posicoes-em-confronto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/casamento-divorcio-e-novo-casamento-posicoes-em-confronto\/","title":{"rendered":"Casamento, div\u00f3rcio e novo casamento: posi\u00e7\u00f5es em confronto"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h4 style=\"text-align: justify;\"><em>Amin A. Rodor<\/em><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este artigo trata basicamente com as quatro posi&ccedil;&otilde;es assumidas por diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s, quanto ao div&oacute;rcio e novo casamento:1) N&atilde;o ao div&oacute;rcio, n&atilde;o ao novo casamento; 2) Div&oacute;rcio mas n&atilde;o novo casamento; 3) Div&oacute;rcio e novo casamento apenas por adult&eacute;rio e, 4) Div&oacute;rcio e novo casamento sob uma variedade de circunst&acirc;ncias.&nbsp; O autor descreve e analisa cada uma destas posi&ccedil;&otilde;es e os diferentes argumentos utilizados em defesa de cada uma delas. A discuss&atilde;o prov&ecirc; a base para as conclus&otilde;es e implica&ccedil;&otilde;es relacionadas com o t&oacute;pico. O autor adverte contra solu&ccedil;&otilde;es que desconsiderem a complexidade da quest&atilde;o, e chama aten&ccedil;&atilde;o para as sa&iacute;das f&aacute;ceis e apressadas, &agrave;s quais crist&atilde;os modernos t&ecirc;m recorrido, sob a influ&ecirc;ncia da cultura, sem levar em conta o car&aacute;ter sagrado do casamento e a vontade divina para sua perman&ecirc;ncia, como indicado em sua Palavra.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quest&otilde;es relacionadas ao div&oacute;rcio e novo casamento t&ecirc;m sido seriamente consideradas pelos Adventistas do S&eacute;timo Dia, praticamente desde o per&iacute;odo formativo da denomina&ccedil;&atilde;o. Em uma reuni&atilde;o de assuntos da igreja na Associa&ccedil;&atilde;o do Estado de Michigan, em 1862, um t&oacute;pico de discuss&atilde;o foi: &ldquo;Como trataremos os casamentos de pessoas divorciadas?&rdquo;1&nbsp;A quest&atilde;o havia sido formulada por certo um&nbsp;<i>brother Sanborn<\/i>, em refer&ecirc;ncia a pessoas que tinham se divorciado sem &ldquo;justificativa b&iacute;blica&rdquo; e subsequentemente contra&iacute;do novo casamento. &ldquo;Devem tais pessoas&rdquo;, perguntava ele, &ldquo;serem recebidas entre n&oacute;s?&rdquo; A situa&ccedil;&atilde;o deste caso espec&iacute;fico, como se tornaria uma pr&aacute;tica em tempos posteriores, foi recomendada para estudo pela comiss&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o, embora, infelizmente, n&atilde;o tenhamos qualquer registro da decis&atilde;o tomada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em anos seguintes, l&iacute;deres adventistas com frequ&ecirc;ncia faziam advert&ecirc;ncias quanto ao perigo de se rebaixarem as normas da aceita&ccedil;&atilde;o de membros, nas &aacute;reas do div&oacute;rcio e novo casamento.2A resposta &agrave; quest&atilde;o particular formulada pelo irm&atilde;o Sunborn, em 1862, contudo, s&oacute; viria oito d&eacute;cadas depois, quando os adventistas tomaram uma posi&ccedil;&atilde;o oficial sobre a quest&atilde;o, em 1942,3 refletindo a abordagem estabelecida, que se tinha desenvolvido ao longo dos anos. Robert W. Gardner e Gerald R. Winslow4&nbsp;sistematizam a posi&ccedil;&atilde;o da Igreja em 1942, da seguinte forma:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) Pessoas que se casam devem permanecer casadas para a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(b) Apenas o pecado de&nbsp;<i>adult&eacute;rio f&iacute;sico<\/i>&nbsp;pode partir o v&iacute;nculo matrimonial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(c) Em tais casos, a &ldquo;parte inocente&rdquo; tem direito de divorciar-se da &ldquo;parte culpada&rdquo; e est&aacute; livre para novo casamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(d) A &ldquo;parte culpada&rdquo; deve ser removida, quer ou n&atilde;o haja o div&oacute;rcio, podendo ser readmitido\/a como membro da Igreja pelo rebatismo, depois de &ldquo;adequado per&iacute;odo de tempo&rdquo; e se houver arrependimento sincero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(e) Contudo, se a &ldquo;parte culpada&rdquo; divorcia e contrai novo casamento, ele\/ela n&atilde;o apenas deve ser removido, mas nunca poder&aacute; ser readmitido\/a na Igreja como membro, enquanto o &ldquo;relacionamento anti-b&iacute;blico continuar&rdquo;. Tal pessoa est&aacute; vivendo em &ldquo;estado de adult&eacute;rio&rdquo; enquanto o novo casamento continua, conquanto o\/a primeiro\/a esposo\/a continue casto\/a, solteiro\/a e continuar vivendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(f) Para ser readmitida, a parte culpada deve divorciar-se do\/a segundo\/a esposo\/a e permanecer solteiro\/a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(g) O pastor local tem a responsabilidade de &ldquo;investigar as circunst&acirc;ncias&rdquo;, para assegurar quem &eacute; culpado e quem &eacute; inocente. O membro em quest&atilde;o deve &ldquo;produzir evid&ecirc;ncias satisfat&oacute;rias em apoio &agrave; sua reivindica&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(h) Quando o adult&eacute;rio n&atilde;o &eacute; o fator do div&oacute;rcio, nenhuma das partes tem o direito ao novo casamento. Aquele que primeiro contrair novo casamento tornar-se a &ldquo;parte culpada&rdquo; e est&aacute; sujeito\/a a todas as provis&otilde;es mencionadas anteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(i) Pessoas que n&atilde;o eram adventistas no tempo do seu div&oacute;rcio e novo casamento podem ser admitidas na comunh&atilde;o da igreja, sem a necessidade de dissolver o segundo casamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo longitudinal realizado por Gardner e Winslow sugere que algumas mudan&ccedil;as foram verificadas desde posi&ccedil;&atilde;o original dos Adventistas do S&eacute;timo Dia quanto ao div&oacute;rcio e novo casamento.5O&nbsp;<i>Manual da Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia<\/i>,6edi&ccedil;&atilde;o revisada na Assembl&eacute;ia da Associa&ccedil;&atilde;o Geral de 2005, como seus antecessores, inclui um cap&iacute;tulo sobre o &ldquo;Casamento, Div&oacute;rcio e Novas N&uacute;pcias&rdquo;. Uma cuidadosa an&aacute;lise do cap&iacute;tulo 15 do&nbsp;<i>Manual,<\/i>&nbsp;entretanto, revela que as mudan&ccedil;as ocorridas n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o grandes ou significativas, quanto Gardner e Winslow parecem indicar. Tratando com os &ldquo;Motivos para o Div&oacute;rcio&rdquo;, o&nbsp;<i>Manual<\/i>, apenas amplia e elabora sobre sua causa fundamental, sem concess&otilde;es ou desvio do princ&iacute;pio estabelecido em 1942:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A infidelidade ao voto matrimonial geralmente tem sido considerada como alus&atilde;o a adult&eacute;rio e\/ou fornica&ccedil;&atilde;o. No entanto, a palavra que no Novo Testamento &eacute; traduzida por &ldquo;fornica&ccedil;&atilde;o&rdquo; ou &ldquo;prostitui&ccedil;&atilde;o&rdquo; abrange algumas outras irregularidades sexuais. Portanto, as pervers&otilde;es sexuais, inclusive o incesto, o abuso sexual de crian&ccedil;as e as pr&aacute;ticas homossexuais, s&atilde;o tamb&eacute;m identificadas como abuso das faculdades sexuais e viola&ccedil;&atilde;o do des&iacute;gnio divino no casamento. Como tal, s&atilde;o um motivo justo para separa&ccedil;&atilde;o ou div&oacute;rcio.7<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este artigo n&atilde;o pretende multiplicar detalhes j&aacute; publicados e amplamente conhecidos, quanto a quest&atilde;o do div&oacute;rcio e novo casamento, nem entrar em &ldquo;tecnicalidades&rdquo; exeg&eacute;ticas. Ao Ao contr&aacute;rio, a inten&ccedil;&atilde;o aqui &eacute; ressaltar a complexidade do tema, como refletida nas diferentes posi&ccedil;&otilde;es de int&eacute;rpretes crist&atilde;os. Basicamente, buscamos sistematizar as quatro posi&ccedil;&otilde;es fundamentais8assumidas por diferentes grupos crist&atilde;os sobre o t&oacute;pico, chamando a aten&ccedil;&atilde;o do leitor para os argumentos b&aacute;sicos invocados em defesa de cada uma das alternativas.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Posi&ccedil;&otilde;es sobre div&oacute;rcio e novo casamento<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta se&ccedil;&atilde;o trata com as quatro posi&ccedil;&otilde;es ou pontos de vista acerca da quest&atilde;o.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Primeira: &ldquo;n&atilde;o ao div&oacute;rcio, n&atilde;o ao novo casamento&rdquo;<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O argumento b&aacute;sico desta orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; que o casamento foi designado por Deus para ser permanente, at&eacute; a morte. Portanto, o div&oacute;rcio &eacute; contr&aacute;rio ao des&iacute;gnio divino e o novo casamento se constitue num pecado de adult&eacute;rio. Tal posi&ccedil;&atilde;o &eacute; mantida por te&oacute;logos cat&oacute;licos, dentro da vis&atilde;o do casamento como sacramento, e evang&eacute;licos fundamentalistas. J. Carl Laney, em seu&nbsp;<i>The Divorce Myth<\/i>,9argumenta fortemente em favor desta compreens&atilde;o, tratando com os principais textos do casamento e aqueles utilizados para validar a tese do div&oacute;rcio, tanto do Antigo como do Novo Testamento. &Agrave; luz desta compreens&atilde;o, Deus n&atilde;o reconhece o div&oacute;rcio. Basicamente, argumenta-se que o div&oacute;rcio, em realidade, n&atilde;o dissolve o v&iacute;nculo do casamento. Assim, todo casamento subsequente ao div&oacute;rcio envolve adult&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Laney analisa os v&aacute;rios significados de&nbsp;<i>porneia<\/i>, e busca desacreditar aqueles que tentam validar o div&oacute;rcio e o novo casamento com base num significado amplo da palavra. Para ele e outros defensores desta ideia, na cl&aacute;usula de excec&atilde;o, em Mateus 19:9,&nbsp;<i>porneia&nbsp;<\/i>refere-se exclusivamente a casamentos incestuosos, que haviam sido condenados no Antigo Testamento (Lv 18:17; 1Co 5:1; At 15:20, 29 \/ Lv 17:6 a 18:18). Laney cita a literatura judaica do per&iacute;odo, tais como as mencionadas no estudo de Joseph Fitzmeyer, que apela para os rolos de&nbsp;<i>Qumran<\/i>, apresentando evid&ecirc;ncias vindas da Palestina do primeiro s&eacute;culo, em apoio a esta interpreta&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;(como casamento incestuoso), em Mateus 5:32 e 19:9 e 10.10<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Laney argumenta ainda em favor desta posi&ccedil;&atilde;o, levando em considera&ccedil;&atilde;o o&nbsp;<i>background<\/i>&nbsp;hist&oacute;rico e geogr&aacute;fico do confronto de Jesus com os fariseus, refletido em Mateus 19. Isto &eacute;, o ambiente e circunst&acirc;ncias em que a discuss&atilde;o toma lugar, precisamente o territ&oacute;rio de casamentos incestuosos cl&aacute;ssicos, de alguns monarcas da casa de Herodes: Arquelau, Antipas e Agrippa II, como mencionado por Fl&aacute;vio Josefo.11Tal contexto &eacute; visto como fortalecendo a interpreta&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>porneia<\/i>como refer&ecirc;ncia espec&iacute;fica a relacionamento incestuoso. Uma vez que Jesus estava na jurisdi&ccedil;&atilde;o de Herodes Antipas, quando confrontado pelos fariseus, aqueles que defendem esta tese, acham razo&aacute;vel que o casamento incestuoso fosse a quest&atilde;o em foco. Parece que os fariseus tentaram colocar Jesus na mesma situa&ccedil;&atilde;o de perigo pol&iacute;tico, como Jo&atilde;o Batista, que se opusera ao casamento de Antipas (Mt 14:4), e por isso fora morto. Em sua resposta, Jesus declarou que o div&oacute;rcio contraria o plano original de Deus, mas evitou uma confronta&ccedil;&atilde;o com Herodes Antipas, e uma poss&iacute;vel culmina&ccedil;&atilde;o prematura do seu minist&eacute;rio, declarando apenas que, unicamente no caso exclusivo do casamento incestuoso, como previsto no Antigo Testamento, a proibi&ccedil;&atilde;o do div&oacute;rcio n&atilde;o &eacute; aplic&aacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, Laney e outros defensores desta interpreta&ccedil;&atilde;o concluem que o argumento em favor desse uso especializado de&nbsp;<i>porneia<\/i>, como significando exclusivamente casamento incestuoso (em Mt 19:9) constitui a exce&ccedil;&atilde;o encontrada neste texto, isto &eacute;, refer&ecirc;ncia ao relacionamento proibido em Lev&iacute;ticos 18:6-18. Em outras palavras, o ideal divino para o casamento n&atilde;o incluiu o div&oacute;rcio, exceto nos casos em que isto se constitua num casamento ilegal, por relacionamento sang&uuml;&iacute;neo. Dois argumentos b&aacute;sicos s&atilde;o mencionados: 1) se Jesus tivesse permitido o div&oacute;rcio por adult&eacute;rio ou outro comportamento sexual il&iacute;cito, Ele estaria apenas repetindo a escola de Shamai, o que, de forma geral, haveria de contrariar sua &eacute;tica de oposi&ccedil;&atilde;o consistente ao rabinismo; e 2) esta compreens&atilde;o restrita de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;explicaria a rea&ccedil;&atilde;o dos disc&iacute;pulos, registrada em Mateus 19:10. Em outras palavras, se Jesus tivesse permitido div&oacute;rcio por imoralidade sexual, dificilmente Ele teria provocado a forte rea&ccedil;&atilde;o dos disc&iacute;pulos: &ldquo;Se assim &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o do homem relativamente &agrave; mulher, n&atilde;o conv&eacute;m casar.&rdquo; Tal rea&ccedil;&atilde;o &eacute; explic&aacute;vel apenas se Jesus rejeitou a possibilidade de div&oacute;rcio, exceto nos casos raros de casamentos entre parentes pr&oacute;ximos. Al&eacute;m disso, &eacute; argumentado que este uso exclusivo de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;em Mateus justifica por que Marcos n&atilde;o registra a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o (Mc 10:6), caso tivesse isso uma aplica&ccedil;&atilde;o ampla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Samuele Bacchiocchi embora n&atilde;o concordando completamente com essa posi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m apresenta uma forte argumenta&ccedil;&atilde;o em favor desta interpreta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de&nbsp;<i>porneia<\/i>, como refer&ecirc;ncia a casamentos em conflito com as condi&ccedil;&otilde;es estabelecidas em Lev&iacute;ticos 18:6-18. Para ele, Jesus permite o div&oacute;rcio apenas para aqueles casamentos que, em primeiro lugar, n&atilde;o deveriam ter acontecido, isto &eacute;, casamentos contr&aacute;rios &agrave; lei mosaica de relacionamentos sang&uuml;&iacute;neos, e ilegais por sua natureza incestuosa. Bacchiocchi relaciona cinco argumentos em favor desta tese: (1) O uso de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;no Novo Testamento. Para ele, citando eruditos da qualidade de F.F. Bruce,12as decis&otilde;es do Conc&iacute;lio de Jerusal&eacute;m, proibindo aos crist&atilde;os gentios &ldquo;coisas sacrificadas aos &iacute;dolos&rdquo;, &ldquo;sangue&rdquo;, &ldquo;carne sufocada&rdquo; e &ldquo;fornica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>porneia<\/i>), conforme Atos 15:20 e 29, s&atilde;o diretamente extra&iacute;das de Lev&iacute;ticos 17 e 18, precisamente o contexto onde os casamentos incestuosos s&atilde;o proibidos. Bacchiocchi conclui que &ldquo;&agrave; luz da correla&ccedil;&atilde;o existente entre as quatro recomenda&ccedil;&otilde;es do Conc&iacute;lio de Jerusal&eacute;m e a regulamenta&ccedil;&atilde;o de Lev&iacute;ticos 17 e 18, parece plaus&iacute;vel concluir que&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;refere-se n&atilde;o &agrave; imoralidade sexual em geral, mas aos casamentos proibidos por relacionamentos de parentesco, em Lev&iacute;ticos 17 e 18 em particular&rdquo;. O autor observa ainda, contra a id&eacute;ia da interpreta&ccedil;&atilde;o ampla de&nbsp;<i>porneia,<\/i>&nbsp;que &ldquo;n&atilde;o haveria necessidade de que o Conc&iacute;lio de Jerusal&eacute;m requeresse dos conversos [gentios] se absterem de imoralidade sexual em geral, uma vez que deles isto j&aacute; era requerido&rdquo;13. (2) O segundo argumento de Bacchiocchi em favor da compreens&atilde;o espec&iacute;fica de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;&eacute; o contexto judaico do evangelho de Mateus. Escrevendo a crist&atilde;os judeus, familiarizados com proibi&ccedil;&atilde;o de casamentos com parentes pr&oacute;ximos, mas, por quest&otilde;es culturais, mais propensos a isto, o autor do primeiro evangelho inclui a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o (&ldquo;exceto por&nbsp;<i>porneia<\/i>&rdquo;). Marcos e Lucas omitem a cl&aacute;usula presumivelmente por que os crist&atilde;os gentios (ao contr&aacute;rio dos judeus, condicionados por relacionamento tribal), eram menos prov&aacute;veis de se casarem com parentes. Esta, segundo Bacchiocchi &eacute; a raz&atilde;o por que Marcos e Lucas, escrevendo para audi&ecirc;ncias gent&iacute;licas n&atilde;o inclu&iacute;ram a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o. (3) Bacchiocchi, como Laney, tamb&eacute;m busca sustenta&ccedil;&atilde;o para a tese do uso restrito de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;nos estudos de Joseph Fitzmeyer, segundo os quais,&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;&eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o grega do termo hebraico&nbsp;<i>zen&ucirc;t<\/i>&nbsp;(LXX, Jr 3:2, 9), que, tanto no material de Qumran14como em literatura judaica posterior,15&eacute; usada, em refer&ecirc;ncia a casamentos proibidos por graus de relacionamento sangu&iacute;neos. Os pr&oacute;ximos dois argumentos utilizados por Bacchiocchi (contexto hist&oacute;rico e contexto imediato), apenas repetem os argumentos de Laney, mencionados acima. Bacchiocchi, conclui que esta interpreta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;na cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o &ldquo;parece a mais satisfat&oacute;ria e desfruta de consider&aacute;vel apoio da erudi&ccedil;&atilde;o [b&iacute;blica]&rdquo;.16<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Segunda: &ldquo;div&oacute;rcio, mas n&atilde;o novo casamento&rdquo;<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com os defensores desta posi&ccedil;&atilde;o, embora separa&ccedil;&atilde;o marital ou div&oacute;rcio legal sejam poss&iacute;veis, sob certas circunst&acirc;ncias, Jesus vetou aos disc&iacute;pulos um novo casamento. Para os defensores desta tese, a hist&oacute;ria do casamento est&aacute; dividida em tr&ecirc;s per&iacute;odos: O primeiro, um per&iacute;odo relativamente curto, viu o casamento em sua forma ideal, no para&iacute;so (Mt 19:4-5; Mc 10:6-8). O segundo coincide com o per&iacute;odo do concerto Mosaico. Este foi um tempo de concess&atilde;o &agrave; pecaminosidade humana. Concess&atilde;o &agrave; humana &ldquo;dureza de cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Mt 19:7; Mc 10:4-5), na qual a pr&aacute;tica do div&oacute;rcio foi tolerada e at&eacute; legitimada. Este per&iacute;odo envolve o Antigo Testamento. O terceiro per&iacute;odo na hist&oacute;ria do casamento foi introduzido por Jesus. Este &eacute; o per&iacute;odo no qual vivemos hoje, somos informados. Jesus, argumenta-se, nesta terceira era do casamento, por assim dizer, redefiniu o conceito popular, comum em seus dias, quanto ao div&oacute;rcio e novo casamento, reintroduzindo a norma da cria&ccedil;&atilde;o original de Deus para o casamento. Em sua &eacute;tica revolucion&aacute;ria, Jesus introduziu ainda a impossibilidade de algu&eacute;m renunciar o casamento completamente, e isto &ldquo;por causa do reino do C&eacute;u&rdquo; (Mt. 19:12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os defensores desta compreens&atilde;o: (1) Deus planejou que o casamento seja um relacionamento para toda a vida: &ldquo;O que Deus uniu, n&atilde;o separe o homem&rdquo; (Mc 10:2-9; Mt 19:3-98); (2) casais casados n&atilde;o devem se separar ou divorciar (Mt 19:6); (3) em caso de separa&ccedil;&atilde;o ou div&oacute;rcio, aqueles envolvidos devem permanecer solteiros ou se reconciliarem (1Co 7:10-11, visto como ordem do Senhor); e (4) casamento posterior ao div&oacute;rcio constitui adult&eacute;rio (Mt 5:32; Mc 10:11; Lc 16:18). Estes argumentos oferecem um quadro unificado da perman&ecirc;ncia da uni&atilde;o do casamento. Textos tais como Romanos 7:2-3 s&atilde;o utilizados para se argumentar que o casamento antes da morte do esposo\/esposa configura-se como adult&eacute;rio. Os defensores desta teoria, &agrave;s vezes, parecem inconsistentes, permitindo uma brecha para novo casamento, em caso de transgress&atilde;o aberta do s&eacute;timo mandamento. Em geral, contudo, eles est&atilde;o de acordo que, quando Jesus diz que o homem que se divorcia da esposa faz com que ela cometa adult&eacute;rio, Ele est&aacute; dizendo duas coisas: (1) que o div&oacute;rcio n&atilde;o anula o casamento perante Deus; e (2) que o marido que divorciou da esposa &eacute; respons&aacute;vel moralmente, pelo adult&eacute;rio dela e de seu novo marido.17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo menos cinco argumentos s&atilde;o mencionados em defesa desta interpreta&ccedil;&atilde;o de Mateus 19:9:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(a) O argumento da perspectiva hist&oacute;rica. Mateus 19:9, em sua famosa &ldquo;cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o&rdquo;, n&atilde;o deveria ser interpretado como permitindo o novo casamento depois do div&oacute;rcio, mesmo em caso de infidelidade marital, porque tal id&eacute;ia foi estranha &agrave; igreja primitiva. A falta de evid&ecirc;ncia para o div&oacute;rcio e novo casamento nos primeiros cinco s&eacute;culos &eacute; surpreendente, considerando-se que neste per&iacute;odo a lei, tanto entre os judeus como entre os pag&atilde;os, permitia o div&oacute;rcio e o novo casamento. Henri Grouzel, em um extensivo estudo publicado em 1971, conclui que nos primeiros cinco s&eacute;culos todos os escritores crist&atilde;os, gregos ou latinos,18exceto um, concordam que o novo casamento seguindo o div&oacute;rcio, por qualquer raz&atilde;o, &eacute; ad&uacute;ltero. Segundo Grouzel, para estes crist&atilde;os primitivos, os c&ocirc;njuges estavam ligados pelo casamento at&eacute; a morte de um deles. Quando um dos c&ocirc;njuges era culpado de imoralidade, geralmente entendida como adult&eacute;rio f&iacute;sico, era esperado que a parte inocente se separasse do culpado, mas ele\/ela n&atilde;o tinha o direito de casar-se. Deve-se notar ainda que os defensores desta posi&ccedil;&atilde;o insistem que tal interpreta&ccedil;&atilde;o dos escritores crist&atilde;os primitivos, quanto aos textos do div&oacute;rcio, permaneceu como a compreens&atilde;o normativa da igreja ocidental, at&eacute; o s&eacute;culo 16, quando Erasmo sugeriu uma interpreta&ccedil;&atilde;o alternativa, adotada por Lutero e outros protestantes. A posi&ccedil;&atilde;o de Erasmo, argumenta-se, foi defendida mais por &ldquo;caridade&rdquo;, do que por exegese. Posteriormente ela chegou a ser inclu&iacute;da na&nbsp;<i>Confiss&atilde;o de F&eacute; de Westminster<\/i>&nbsp;(Se&ccedil;&atilde;o V), afirmando que em caso de adult&eacute;rio, a &ldquo;parte inocente&rdquo; estava livre para dissolver o contrato do casamento, e para o novo casamento.19A pergunta formulada pelos defensores da tese do &ldquo;div&oacute;rcio, mas n&atilde;o novo casamento&rdquo; &eacute; incisiva: Se Jesus permitiu o novo casamento, como ent&atilde;o esse seu ensino n&atilde;o deixou nenhum tra&ccedil;o na igreja dos primeiros s&eacute;culos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(b) Pecados sexuais n&atilde;o anulam o v&iacute;nculo do casamento perante Deus. Entre outras quest&otilde;es, Heth sugere esta como um tipo de dilema l&oacute;gico para aqueles que defendem que o adult&eacute;rio dissolve o casamento: Se isto &eacute; verdade, se o c&ocirc;njuge inocente est&aacute; disposto a perdoar o culpado, por que n&atilde;o se realiza um novo casamento (sendo que o original foi destru&iacute;do pelo pecado sexual)? Al&eacute;m disso, se o adult&eacute;rio (ou a inten&ccedil;&atilde;o dele) destr&oacute;i o v&iacute;nculo do casamento, isto torna o lado f&iacute;sico da rela&ccedil;&atilde;o o aspecto predominante na institui&ccedil;&atilde;o matrimonial. Se o casamento pode ser dissolvido, n&atilde;o deveria isso acontecer com base em outras raz&otilde;es? Tome-se, por exemplo, a infelicidade que um mau casamento traz, ou o abuso f&iacute;sico cujos efeitos sobre a esposa, segundo estudos20, podem ser mais danosos para o relacionamento interpessoal do casamento (tais como, confian&ccedil;a, seguran&ccedil;a, liberdade etc.), do que os efeitos do adult&eacute;rio. Neste caso, n&atilde;o deveria o abuso f&iacute;sico da esposa, para citar um exemplo, receber a mesma considera&ccedil;&atilde;o que o adult&eacute;rio? Para estes autores, utilizar a infidelidade sexual para se terminar uma institui&ccedil;&atilde;o divina, &eacute; atribuir um pr&ecirc;mio ao adult&eacute;rio. Para os proponentes desta posi&ccedil;&atilde;o, uma coisa &eacute; aconselhar a separa&ccedil;&atilde;o ou mesmo o div&oacute;rcio legal, quando um dos c&ocirc;njuges est&aacute; envolvido em relacionamento imoral, ou a vida de um deles ou de filhos pequenos est&aacute; amea&ccedil;ada. Mas outra completamente diferente &eacute; ensinar que o novo casamento &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o, baseada em Mateus 19:9. Os defensores desta tese ainda argumentam que aqueles que desejam &ldquo;liberar&rdquo; a parte inocente para o novo casamento, esquecem-se de que o argumento de Jesus foi formulado dentro do contexto judaico de leis maritais e da cultura social do juda&iacute;smo do primeiro s&eacute;culo. Parece, portanto, que eles, os oponentes, est&atilde;o apenas lendo o texto b&iacute;blico da perspectiva de sua tradi&ccedil;&atilde;o protestante p&oacute;s-erasmiana e no contexto social do s&eacute;culo 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(c) O argumento sint&aacute;tico. Neste n&iacute;vel, &eacute; discutida a forma como a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o de Mateus 19:9 tem sido interpretada pela &oacute;tica da tradi&ccedil;&atilde;o protestante. Autores como William Heth argumentam que o significado do texto, em seus pr&oacute;prios termos, deve ser entendido da seguinte forma: &ldquo;Divorciar por qualquer raz&atilde;o a n&atilde;o ser por infidelidade marital &eacute; proibido, e o novo casamento depois de qualquer div&oacute;rcio &eacute; ad&uacute;ltero.&rdquo;21<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(d) O contexto seguindo Mateus 19:9. Refer&ecirc;ncias s&atilde;o feitas a uma crescente convic&ccedil;&atilde;o entre eruditos de diferentes convic&ccedil;&otilde;es teol&oacute;gicas de que os versos imediatamente ap&oacute;s Mateus 19:9 s&atilde;o melhor entendidos como uma extens&atilde;o e confirma&ccedil;&atilde;o do ensino de Cristo quanto a indissolubilidade do casamento nos versos 4-9. Se Jesus n&atilde;o estivesse ensinando algo completamente contr&aacute;rio &agrave; no&ccedil;&atilde;o, quer dos disc&iacute;pulos quer da cultura de seus dias, como explicar o verso 11: &ldquo;Nem todos podem receber este conceito, mas aqueles a quem &eacute; concedido&rdquo;? Em outras, palavras, Jesus radicalmente contradiz o ensino judaico quanto ao novo casamento, mesmo por infidelidade sexual, e exp&otilde;e quanto ao casamento uma norma que s&oacute; pode ser aceita por seus verdadeiros disc&iacute;pulos, aqueles e que desejam sinceramente viver por seus ensinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(e) Os paralelos sin&oacute;ticos de Lucas 16:18 e Marcos 10:2-12. Aqui &eacute; argumentado acerca da raz&atilde;o para n&atilde;o se ler Mateus 5:32 e 19:9 da forma como estes textos s&atilde;o comumente lidos, e do fato que Lucas e Marcos n&atilde;o registrarem nenhuma cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o. Lucas por exemplo diz apenas: &ldquo;Qualquer que deixa sua mulher e se casa com outra, adultera, e aquele que casa com a repudiada pelo marido adultera tamb&eacute;m.&rdquo; Marcos 10:11-12 reflete praticamente a mesma leitura. Em Lucas e Marcos, quem se divorcia e contrai novo casamento adultera. N&atilde;o h&aacute; absolutamente nada, nem a mais leve sugest&atilde;o, indicando que Jesus permitiu o&nbsp;<i>div&oacute;rcio seguido de novo casamento<\/i>, por qualquer raz&atilde;o. Aqueles que tentam harmonizar Lucas e Marcos com Mateus 19:9, seguem a tradi&ccedil;&atilde;o iniciada por Erasmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(f) A compreens&atilde;o paulina do ensino de Jesus. Aqui se argumenta que n&atilde;o apenas n&atilde;o h&aacute; sugest&atilde;o de permiss&atilde;o de novo casamento, em Lucas, Marcos e na igreja primitiva fora do Novo Testamento, mas tamb&eacute;m que n&atilde;o h&aacute; nada nos escritos de Paulo que sugira que se deva aceitar a compreens&atilde;o erasmiana de Mateus 19:9. Argumenta-se que, quando Paulo declara estar ensinando o que recebeu do Senhor nesta quest&atilde;o, ele instruiu os crist&atilde;os de Corinto, que se tivessem de se separar ou divorciar, que permanecessem solteiros ou buscassem a reconcilia&ccedil;&atilde;o (1Co 7:10-11): &ldquo;Todavia aos casados, mando n&atilde;o eu, mas o Senhor, que a mulher que n&atilde;o se aparte do marido. Se, por&eacute;m, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido. E que o marido n&atilde;o deixe a mulher.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; &oacute;bvio que alguns destes argumentos podem ser contestados. Contudo, eles n&atilde;o podem ser considerados levianamente, como se n&atilde;o houvesse qualquer seriedade ou peso neles.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Terceira: &ldquo;div&oacute;rcio e novo casamento apenas por adult&eacute;rio e deser&ccedil;&atilde;o&rdquo;<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta opini&atilde;o de que a B&iacute;blia permite o div&oacute;rcio por adult&eacute;rio, com subsequente direito ao novo casamento, &eacute; &agrave;s vezes vista como sendo a posi&ccedil;&atilde;o protestante normativa. Embora tal posi&ccedil;&atilde;o seja historicamente associada com os protestantes, em contraste com o catolicismo romano, que v&ecirc; o casamento do ponto de vista sacramental, portanto indissol&uacute;vel sob qualquer hip&oacute;tese, todavia, esta n&atilde;o &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o oficial protestante, porque entre protestantes fundamentalistas, a segunda posi&ccedil;&atilde;o, mencionada acima (&ldquo;div&oacute;rcio, mas n&atilde;o novo casamento&rdquo;), &eacute;, provavelmente, o ponto de vista mais comum. Esta posi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o pode ser classificada de liberal, porque muitos protestantes conservadores a assumem,22entre eles os adventistas do s&eacute;timo dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os advogados desta compreens&atilde;o argumentam que apenas as Escrituras podem nos dar a perspectiva correta do casamento, div&oacute;rcio e novo casamento. Isto &eacute;, apenas Deus pode determinar o que &eacute; moral ou imoral. Uma vez que Deus instituiu o casamento, apenas Ele pode determinar&nbsp;<i>se<\/i>&nbsp;e&nbsp;<i>quando<\/i>&nbsp;o div&oacute;rcio e o novo casamento s&atilde;o apropriados. Aqueles que aceitam esta interpreta&ccedil;&atilde;o, afirmam uma leitura simples e direta de Mateus 9:19. Para eles, o texto &eacute; relativamente simples e claro, apesar da discord&acirc;ncia sobre o mesmo, entre int&eacute;rpretes crist&atilde;os. De fato, pode-se dizer que &eacute; a clareza do texto e n&atilde;o sua complexidade, a causa do problema para os int&eacute;rpretes cujas pressuposi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o permitem div&oacute;rcio ou novo casamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta interpreta&ccedil;&atilde;o, indica-se que Mateus 19:9 n&atilde;o discute acerca da pessoa que meramente se divorcia e n&atilde;o contrai novo casamento. A passagem trata com dois aspectos: div&oacute;rcio e novo casamento. Assim, a interpreta&ccedil;&atilde;o do texto, segundo a qual ele apenas sanciona o div&oacute;rcio mas n&atilde;o permite o novo casamento, n&atilde;o &eacute; meramente improv&aacute;vel, ela &eacute; gramaticalmente imposs&iacute;vel. Quanto &agrave; cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o, a posi&ccedil;&atilde;o que estamos considerando argumenta que, isto tem que ver com fornica&ccedil;&atilde;o, a tradu&ccedil;&atilde;o mais comum do termo grego&nbsp;<i>porneia<\/i>, e que tem o significado b&aacute;sico de &ldquo;sexo il&iacute;cito&rdquo;, incluindo ainda incesto, homossexualismo e sodomia. Contudo, num contexto que trate com marido e esposa, particularmente usando o termo&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;para a conduta da esposa, &eacute; certo que a refer&ecirc;ncia prim&aacute;ria &eacute; ao pecado do adult&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m disto, os que advogam esta terceira alternativa argumentam que importar outros conceitos estranhos ao contexto exige evid&ecirc;ncias conclusivas, as quais n&atilde;o foram produzidas pelos proponentes das duas posi&ccedil;&otilde;es mencionadas anteriormente. Assim, tanto o contexto como o uso normal dos termos envolvidos demonstram que a exce&ccedil;&atilde;o em Mateus 19:9 deve ser entendida como refer&ecirc;ncia ao adult&eacute;rio. E n&atilde;o h&aacute; justificativa para se interpretar o texto de outra forma. &Eacute; argumentado ainda que, embora Jesus n&atilde;o requeira div&oacute;rcio em caso de adult&eacute;rio, Ele indica que isto &eacute; perfeitamente apropriado e sem qualquer estigma sobre a parte inocente. Infidelidade\/adult&eacute;rio &eacute; considerado pecado t&atilde;o s&eacute;rio que apenas isto &eacute; aceito como base para genu&iacute;na dissolu&ccedil;&atilde;o do casamento, deixando a parte inocente livre para novas n&uacute;pcias. O adult&eacute;rio, argumenta-se, n&atilde;o pode ser considerado como uma outra em uma s&eacute;rie de imperfei&ccedil;&otilde;es humanas, e que poderia facilmente ser desconsiderado, mas pecado odioso, agressivo e devastador contra e para o relacionamento marital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conclus&atilde;o, para esta compreens&atilde;o, a mais razo&aacute;vel interpreta&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;em Mateus 19:9 e 5:32 &eacute; &ldquo;adult&eacute;rio&rdquo;. A &uacute;nica outra interpreta&ccedil;&atilde;o razo&aacute;vel &eacute; entender&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;em sentido geral de &ldquo;sexo il&iacute;cito&rdquo;. Outras interpreta&ccedil;&otilde;es, como as defendidas pelas posi&ccedil;&otilde;es anteriormente mencionadas neste trabalho, insiste-se, s&atilde;o baseadas em conceitos deficientes. A interpreta&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;como adult&eacute;rio &eacute; justificada pelo contexto. Assim, para muitos, o significado natural de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;em Mateus 19:9 &eacute; adult&eacute;rio. Portanto, conclui-se que o pr&oacute;prio Jesus Cristo ensinou que o adult&eacute;rio &eacute; a base v&aacute;lida para o div&oacute;rcio, o que tamb&eacute;m permite o novo casamento.23<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma apresenta&ccedil;&atilde;o consideravelmente equilibrada desta posi&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por Ekkehardt Mueller, em seu artigo &ldquo;Jesus, o div&oacute;rcio e o novo casamento em Mateus 19:9&rdquo;.24Mueller fortemente argumenta em favor do&nbsp;<i>high view<\/i>&nbsp;do casamento manifesto por Cristo. Segundo Jesus, o que foi dito do casamento no relato das origens permanece v&aacute;lido e obrigat&oacute;rio. Com sua palavra de absoluta autoridade, Ele fechou a porta para a op&ccedil;&atilde;o do div&oacute;rcio, exceto em caso de&nbsp;<i>porneia<\/i>. &ldquo;Quando Deus instituiu o casamento, Ele decidiu que isto deveria ser uma uni&atilde;o vital&iacute;cia entre um homem e uma mulher, em que os dois se complementariam e contribuiriam para o bem-estar m&uacute;tuo. &hellip; Jesus consolidou a indissolubilidade do matrim&ocirc;nio. &hellip; O div&oacute;rcio destr&oacute;i o que Deus uniu e se op&otilde;e &agrave; sua vontade.&rdquo;25Muller argumenta ainda que mesmo em caso de&nbsp;<i>porneia,<\/i>&nbsp;quando existe a possibilidade de reconcilia&ccedil;&atilde;o, o novo casamento n&atilde;o &eacute; alternativa. Por outro lado, em sua an&aacute;lise da cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o, em Mateus 19:9, ele interpreta&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;em sentido amplo e inclu&iacute;, em ambos Testamentos, a no&ccedil;&atilde;o de prostitui&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&otilde;es sexuais pr&eacute;-maritais, adult&eacute;rio, incesto e homossexualismo, &ldquo;em resumo, rela&ccedil;&otilde;es sexuais fora do casamento&rdquo;.26Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; possibilidade do novo casamento, Mueller arremata: &ldquo;A cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o faz pouco sentido se o c&ocirc;njuge que n&atilde;o tivesse sido envolvido em&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;n&atilde;o tivesse o direito de casar de novo. Um div&oacute;rcio leg&iacute;timo permite um [novo]27casamento leg&iacute;timo.&rdquo;28&Eacute; claro que tal posi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o passa sem ser desafiada.29<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, os defensores da posi&ccedil;&atilde;o sob exame nesta se&ccedil;&atilde;o, como Thomas R. Edgar exp&otilde;em as tentativas feitas para se anular a for&ccedil;a da cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o de Mateus 19:9. Para ele tais interpreta&ccedil;&otilde;es usam o que melhor poderia ser chamado de &ldquo;gram&aacute;tica e l&oacute;gica for&ccedil;adas&rdquo;. Edgar divide as obje&ccedil;&otilde;es &agrave; posi&ccedil;&atilde;o do div&oacute;rcio e novo casamento por adult&eacute;rio, em duas categorias b&aacute;sicas: aqueles que negam que exista uma exce&ccedil;&atilde;o em Mateus 19:9 e aqueles que buscam explicar&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;de forma a tornar o novo casamento inv&aacute;lido. Ao longo deste texto e em suas notas de refer&ecirc;ncias, v&aacute;rios destes argumentos foram direta ou indiretamente mencionados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para alguns dos defensores desta posi&ccedil;&atilde;o quanto ao div&oacute;rcio e novo casamento, al&eacute;m do adult&eacute;rio (Mt 19:9), uma segunda causa &eacute; vista como v&aacute;lida para a dissolu&ccedil;&atilde;o do concerto matrimonial e novas n&uacute;pcias: a deser&ccedil;&atilde;o do c&ocirc;njuge descrente. Thomas R. Edgar observa, &ldquo;H&aacute; pelos menos uma outra situa&ccedil;&atilde;o onde as Escrituras parecem indicar que o div&oacute;rcio e o novo casamento podem ser permitidos&hellip;. Esta outra situa&ccedil;&atilde;o, [&eacute;] descrita em I Cor&iacute;ntios 7:15, onde o esposo\/esposa [descrente] inicia a separa&ccedil;&atilde;o, embora o abandonado\/a pode concluir as tecnicalidades legais para o div&oacute;rcio.&rdquo;30A discuss&atilde;o, com base neste texto, que descreve o abandono do crente pelo descrente, &eacute; quanto ao significado das palavras: &ldquo;n&atilde;o fica sujeito &agrave; servid&atilde;o&rdquo;. Para alguns, a liberdade aqui &eacute; apenas para o div&oacute;rcio, enquanto que para outros, al&eacute;m do div&oacute;rcio, aquele\/a que foi abandonado\/a est&aacute; livre para o novo casamento.31<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Quarta: &ldquo;div&oacute;rcio e novo casamento sob uma variedade de circunst&acirc;ncias&rdquo;<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta posi&ccedil;&atilde;o, como indicado pelo t&iacute;tulo n&atilde;o limita a possibilidade do div&oacute;rcio e novo casamento a uma raz&atilde;o espec&iacute;fica, como o adult&eacute;rio ou a imoralidade sexual. Larry Richards32que argumenta em favor desta teoria, por outro lado, adverte que devemos nos guardar de ignorar ou rejeitar as Escrituras. Segundo ele, &eacute; poss&iacute;vel ser sens&iacute;vel &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de pessoas em casamentos infelizes e, ao mesmo tempo, ser culpado de rebeli&atilde;o contra Deus. Richards, por&eacute;m, argumentando em favor do div&oacute;rcio e da validade do novo casamento por uma variedade de circunst&acirc;ncias, escreve de uma perspectiva quase que puramente &ldquo;pastoral&rdquo; e com praticamente nenhum apoio bibliogr&aacute;fico. O ir&ocirc;nico, contudo, &eacute; que tal posi&ccedil;&atilde;o, provavelmente sob a influ&ecirc;ncia da cultura secular, gradualmente tem se tornado a pr&aacute;tica comum entre evang&eacute;licos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta&nbsp; posi&ccedil;&atilde;o pode ser melhor sumarizada da seguinte forma: O ideal divino para o casamento &eacute; que ele seja uma uni&atilde;o para a vida, dentro da qual duas pessoas se amam e enriquecem uma &agrave; outra. Vida conjugal permanente &eacute; poss&iacute;vel, para qualquer casal que esteja disposto a seguir a dire&ccedil;&atilde;o de Cristo, para o desenvolvimento de um relacionamento bem sucedido. Pelo fato de que seres humanos s&atilde;o obscurecidos pelo pecado, contudo, nem sempre ser&aacute; poss&iacute;vel ao casamento atingir este ideal. Em alguns casos, a dureza de cora&ccedil;&atilde;o pode distorcer o relacionamento conjugal e o div&oacute;rcio se torna a melhor alternativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal dureza de cora&ccedil;&atilde;o pode ser manifesta em uma variedade de formas, incluindo abuso f&iacute;sico e mental, abuso sexual, repetidos adult&eacute;rios, e abandono emocional e espiritual do relacionamento, mesmo quando duas pessoas vivem sob o mesmo teto. Desta forma, o concerto matrimonial pode ser destru&iacute;do por uma ou ambas as partes, quer ou n&atilde;o um div&oacute;rcio legal seja formalizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se pode ver, esta alternativa coloca grande &ecirc;nfase, n&atilde;o na institui&ccedil;&atilde;o do casamento, mas no sentimento das pessoas envolvidas nela, e n&atilde;o sugere limita&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s circunst&acirc;ncias que podem destruir o casamento, deixando os c&ocirc;njuges livres para novo relacionamento.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Considera&ccedil;&otilde;es e implica&ccedil;&otilde;es<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de breves considera&ccedil;&otilde;es descritivas sobre as no&ccedil;&otilde;es fundamentais que dividem crist&atilde;os na problem&aacute;tica &aacute;rea do div&oacute;rcio e novo casamento, pode-se sumarizar algumas conclus&otilde;es e implica&ccedil;&otilde;es, que talvez sirvam como sinalizadores contra atitudes simplistas e superficiais quanto a quest&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(1) O casamento &eacute; sagrado, independente de decis&otilde;es humanas ou do cinismo da cultura ao nosso redor. Se os crist&atilde;os devem levar Cristo seriamente, ent&atilde;o seus ensinos com respeito ao casamento n&atilde;o deixam qualquer d&uacute;vida quanto ao car&aacute;ter sagrado da institui&ccedil;&atilde;o matrimonial. Como indicado por Hugh Montefiore, a posi&ccedil;&atilde;o de Jesus foi radical e &ldquo;revolucion&aacute;ria ao modo de pensar do juda&iacute;smo. Tanto quanto sabemos, Jesus ergue-se absolutamente sozinho entre os mestres judeus, quando Ele afirmou que o casamento foi intencionado por Deus para ser duradouro e permanente&rdquo;.33H&aacute; entre Cristo de um lado e as escolas de Hillel e Shamai do outro, um abismo intranspon&iacute;vel. Para Ele, o casamento n&atilde;o &eacute; mero contrato civil, que pode ser descartado sob alega&ccedil;&otilde;es liberais ou rigoristas, mas uma rela&ccedil;&atilde;o de concerto, divinamente estabelecida, fundamentada na ordem criada, que n&atilde;o deve ser destru&iacute;da e faz&ecirc;-lo n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o uma demonstra&ccedil;&atilde;o da humana &ldquo;dureza de cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; e rebeli&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(2) A variedade de alternativas quanto ao t&oacute;pico, chama a aten&ccedil;&atilde;o para o car&aacute;ter&nbsp;<i>altamente complexo<\/i>&nbsp;da quest&atilde;o. Bons advogados podem argumentar em posi&ccedil;&otilde;es opostas, e ainda assim parecerem perfeitamente l&oacute;gicos ou mesmo b&iacute;blicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(3) Embora o ensino de Cristo envolva a possibilidade do div&oacute;rcio, e o novo casamento seja uma alternativa v&aacute;lida para a parte inocente, em caso de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;(Mt 19:9), o div&oacute;rcio e o novo casamento n&atilde;o devem ser tratados levianamente pelos crist&atilde;os. O mandato divino original para casamento, registrado em G&ecirc;nesis 2:24, envolve a&ccedil;&otilde;es verbais, tais como, &ldquo;deixar-se&rdquo;, &ldquo;unir-se&rdquo;, e como resultado, &ldquo;tornando-se os dois uma s&oacute; carne&rdquo;.&nbsp; A palavra hebraica &ldquo;unir-se&rdquo;,&nbsp;&nbsp;<i>dabaq<\/i>,&nbsp; sugere a ideia de se estar &ldquo;permanentemente junto&rdquo;, &ldquo;unido&rdquo;. Este &eacute; o termo frequentemente utilizado para expressar o compromisso de concerto entre Deus e o seu povo (Dt 10:20; 11:22; 13:4; 30:20). O div&oacute;rcio &eacute; o rompimento desta condi&ccedil;&atilde;o de unidade, e precisamente por isto ele &eacute; t&atilde;o devastador. O div&oacute;rcio deixa, como resultado, n&atilde;o duas pessoas, mas duas fra&ccedil;&otilde;es de um&nbsp; todo desfeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(4) Considerando-se a complexidade da quest&atilde;o, seria artificial e mesmo ing&ecirc;nuo tentar resolver, com base em estudo lingu&iacute;stico do termo&nbsp;<i>porneia,<\/i>&nbsp;as enormes dificuldades que enfrentamos diante do assunto. E aqui devemos lembrar que os mesmos significados da palavra s&atilde;o utilizados por interpreta&ccedil;&otilde;es em conflito, e que se excluem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(5) Deus n&atilde;o nos confiou a tarefa de estabelecer cortes eclesi&aacute;sticas para criar uma jurisprud&ecirc;ncia fixa e final sobre esta quest&atilde;o, e atrav&eacute;s disto decidir automaticamente o procedimento a ser adotado em situa&ccedil;&otilde;es diferentes. Deus nos comissionou como ministros a &ldquo;apascentar as ovelhas&rdquo;, provendo, em primeiro lugar, sugest&otilde;es de cura, reparo e perd&atilde;o. Se f&ocirc;ssemos fariseus, seria correto decidir sobre o que &eacute; &ldquo;legal&rdquo; e o que n&atilde;o &eacute;, o que se pode e o que n&atilde;o se pode fazer, como nas incont&aacute;veis leis e regras da casu&iacute;stica farisaica. Por outro lado, se somos ministros da gra&ccedil;a de Deus, de acordo com o esp&iacute;rito e a letra da Palavra, a miss&atilde;o pastoral ser&aacute; primariamente entendida em termos de resgate, de apelo ao perd&atilde;o e &agrave; reconcilia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(6) Devemos temer que, se definirmos rigidamente o que &eacute; legal e o que n&atilde;o &eacute;, em termos de significado lingu&iacute;stico de termos b&iacute;blicos, por causa da fraqueza humana, poderemos apenas estar promovendo separa&ccedil;&otilde;es apressadas e justificando toda sorte de situa&ccedil;&otilde;es, que facilmente se tornar&atilde;o incontrol&aacute;veis, pelos precedentes estabelecidos. Poderemos, ainda, por outro lado, estar inibindo a boa vontade dos pares, em investirem esfor&ccedil;o, dedica&ccedil;&atilde;o e esp&iacute;rito de perd&atilde;o, buscando solu&ccedil;&otilde;es que humanamente podem parecer dif&iacute;ceis, sen&atilde;o imposs&iacute;veis, mas que, da perspectiva divina podem ser restauradas, podendo mesmo se tornarem monumentos da gra&ccedil;a redentora de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(7) Reconhecemos ser ing&ecirc;nuo julgar que todos os casos ser&atilde;o resolvidos com &ldquo;boa vontade&rdquo; e &ldquo;aceita&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A natureza humana ca&iacute;da, em 6 mil anos de &ldquo;aperfei&ccedil;oamento&rdquo; prova exatamente o contr&aacute;rio. Com frequ&ecirc;ncia, enfrentam-se situa&ccedil;&otilde;es dific&iacute;limas, contando com o desafio e agravadas pela indiferen&ccedil;a, frieza, dolo, desfa&ccedil;atez, cinismo e insinceridade. Os casos, que s&atilde;o trazidos perante a Igreja para uma palavra de sabedoria, dever&atilde;o ser estudados um a um, na tentativa de se prover dire&ccedil;&atilde;o e ajuda &agrave;s pessoas envolvidas. Os pastores dever&atilde;o ser sens&iacute;veis &agrave;s suas ovelhas, e esgotar os limites na tentativa de reconcilia&ccedil;&atilde;o. Como mencionado anteriormente, onde a reconcilia&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, o div&oacute;rcio n&atilde;o &eacute; alternativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(8) Provavelmente n&atilde;o &eacute; por acaso que o&nbsp;<i>Manual da Igreja,&nbsp;<\/i>mencionado no in&iacute;cio deste artigo, ofere&ccedil;a sugest&otilde;es gerais sem definir regras fixas e finais, para se tratar com a complexa realidade do div&oacute;rcio e novo casamento, levando em conta a ampla variedade das trag&eacute;dias nesta &aacute;rea. Assim, provisionalmente, esta talvez seja a melhor e a mais l&uacute;cida alternativa, enquanto estudamos e oramos por mais discernimento e clareza diante de situa&ccedil;&otilde;es que desafiam nossas melhores percep&ccedil;&otilde;es. At&eacute; que se tenham melhores alternativas, cada caso, repetindo, deveria ser estudado em suas particularidades e nas implica&ccedil;&otilde;es de seu contexto espec&iacute;fico. Tais casos devem ser analisados e pesados por pessoas sens&iacute;veis, que, ao contr&aacute;rio dos fariseus do passado que propuseram a quest&atilde;o do div&oacute;rcio a Jesus, tenham preocupa&ccedil;&otilde;es al&eacute;m &ldquo;do que &eacute; legal&rdquo; (Mt 19:3), a partir de tradi&ccedil;&otilde;es e opini&otilde;es humanas, ou da pr&oacute;pria letra da lei. Pessoas que d&ecirc;em prioridade &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o e apelem &agrave; atitude de perd&atilde;o, &ldquo;setenta vezes sete&rdquo; (Mt 18:15-22), entre c&ocirc;njuges que pecaram uns contra os outros, e se feriram mutuamente, possibilitando assim que Cristo transcenda a cultura, para revelar-se supremo na vida daqueles que professam o seu nome e dizem serem seus disc&iacute;pulos.<\/p>\n<hr>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\">1<\/span>&nbsp;Joseph Bates, &ldquo;Business Proceedings of the Michigan State Conference&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 20 (14 de outubro de 1862), 157. Para uma narrativa hist&oacute;rica quanto ao tratamento dado &agrave; quest&atilde;o do div&oacute;rcio e novo casamento pelos Adventistas do S&eacute;timo Dia, ver Gerald Winslow, &ldquo;Seventh-day Adventists and Divorce&rdquo;, tese de mestrado, n&atilde;o publicada, Andrews University, 1968.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\">2<\/span>&nbsp;Uma destas advert&ecirc;ncias, ainda no per&iacute;odo pioneiro, foi expressa por George I. Butler, &ldquo;Marriage and Divorce&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 60 (18 de dezembro de 1883), 785-786.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\">3<\/span>&nbsp;Um relat&oacute;rio da a&ccedil;&atilde;o denominacional estabelecendo uma norma para tratar-se com a quest&atilde;o do div&oacute;rcio e novo casamento &eacute; encontrada no artigo &ldquo;Divorce&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 119 (3 de dezembro de 1942), 10. Afirma&ccedil;&otilde;es anteriores foram publicadas, mas em geral apenas insistiam que a Igreja mantivesse suas normas, e desligasse os ofensores. No caso de pastores que cometiam adult&eacute;rio, al&eacute;m da remo&ccedil;&atilde;o como membros, eles n&atilde;o poderiam mais exercer a fun&ccedil;&atilde;o ministerial. Ver&nbsp;<i>Manual for Ministers<\/i>&nbsp;(Washington, D.C.: General Conference of Seventh-day Adventists, 1925), 8; e&nbsp;<i>Church Manual<\/i>&nbsp;(Washington, D.C.: General Conference of Seventh-day Adventists, 1932), 175-176.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\">4<\/span>&nbsp;Robert W. Gardner e Gerald R. Winslow, &ldquo;Welcoming Back the Divorced and Remarried&rdquo;,&nbsp;<i>Spectrum<\/i>, vol. 18, No&nbsp;2 (dezembro de 1987), 27. Neste sum&aacute;rio da posi&ccedil;&atilde;o tradicional, todas as express&otilde;es entre aspas foram tiradas diretamente de declara&ccedil;&atilde;o oficial dos adventistas em 1942. Uma concess&atilde;o parece ser feita pela edi&ccedil;&atilde;o do&nbsp;<i>Manual<\/i>&nbsp;de 2005, quanto &agrave; remo&ccedil;&atilde;o da parte culpada. Enquanto a declara&ccedil;&atilde;o de 1942, insiste na remo&ccedil;&atilde;o, a edi&ccedil;&atilde;o atual atenua, afirmando que o c&ocirc;njuge que violou o voto matrimonial &ldquo;se estiver genuinamente arrependido(a), ele (ou ela) poder&aacute; ser posto (a) sob censura por um determinado per&iacute;odo de tempo, ao inv&eacute;s de ser removido do rol de membros da Igreja&rdquo; (<i>Manual<\/i>, 206)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\">5<\/span>&nbsp;Ibid, 27-33. Gardner e Winslow advogam que mudan&ccedil;as t&ecirc;m sido verificadas desde 1973 nas novas gera&ccedil;&otilde;es de pastores da North Pacific Conference (Divis&atilde;o Norte-Americana) que se tornaram mais &ldquo;abertos&rdquo; especialmente com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; readmiss&atilde;o &agrave; comunh&atilde;o da Igreja de &ldquo;partes culpadas&rdquo; em div&oacute;rcios. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; posi&ccedil;&atilde;o oficial dos Adventistas, n&atilde;o observamos mudan&ccedil;as significativas, e poss&iacute;veis &ldquo;aberturas&rdquo;, estariam mais na &aacute;rea da interpreta&ccedil;&atilde;o desta posi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\">6<\/span>&nbsp;<i>Manual da Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia<\/i>, edi&ccedil;&atilde;o revisada na Assembl&eacute;ia da Associa&ccedil;&atilde;o Geral de 2005 (Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\">7<\/span>&nbsp;<i>Manual<\/i>, 205. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &ldquo;parte culpada&rdquo;, em termos de disciplina e elegibilidade para a readmiss&atilde;o como membro da Igreja, n&atilde;o se verifica no novo&nbsp;<i>Manual&nbsp;<\/i>qualquer mudan&ccedil;a fundamental, e praticamente a mesma fraseologia da posi&ccedil;&atilde;o adventista, &eacute; essencialmente a mesma em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quela adotada em 1942.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\">8<\/span>&nbsp;Ekkehardt Muller, na introdu&ccedil;&atilde;o de seu artigo, publicado nesta edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia,<\/i>&nbsp;indica oito posi&ccedil;&otilde;es sobre a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o de Mateus 19. Contudo algumas das opini&otilde;es expressas s&atilde;o apenas desdobramentos, das quatro posi&ccedil;&otilde;es interpretativas fundamentais que discutimos aqui. Veja &ldquo;Div&oacute;rcio e&nbsp; novo casamento em Mateus 19&rdquo;, nesta edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia<\/i>, 27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\">9<\/span>&nbsp;J. Carl Laney,&nbsp;<i>The Divorce Myth<\/i>&nbsp;(Mineapollis: Bethany House Publishers, 1981).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\">10<\/span>&nbsp;Joseph A. Fitzmeyer, &ldquo;The Matthean divorce texts and some Palestinian evidence&rdquo;,&nbsp;<i>Theological Studies,<\/i>&nbsp;37 [1976]:213-21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\">11<\/span>&nbsp;Flavio Josepho,&nbsp;<i>Antiquities<\/i>, 19: 109-119; 20: 145-147 e&nbsp;<i>Wars<\/i>, 2: 114-116.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\">12<\/span>&nbsp;Bacchiocchi como&nbsp;<i>ground work<\/i>, primeiramente estabelece uma distin&ccedil;&atilde;o de dois usos da palavra grega&nbsp;<i>porneia<\/i>. Para ele, historicamente&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;foi usada em: a) um sentido amplo e b) outro restrito. O primeiro inclui um amplo significado de intercurso sexual extra-marital, tais como prostitui&ccedil;&atilde;o, fornica&ccedil;&atilde;o e adult&eacute;rio. O segundo uso, o uso restrito, refere-se a aberra&ccedil;&otilde;es sexuais, tais como homossexualidade (cf Rm 1:2), incesto (cf. 1Co 5:1) e casamentos ilegais, dentro dos graus de relacionamentos proibidos (At 15:20,29). Em sum&aacute;rio, este &uacute;ltimo &eacute; objeto da cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o de Mateus 19:9. Ver Samuele Bacchiocchi,&nbsp;<i>Marriage Covenant: A Biblical Study on Marriage, Divorce and Remarriage<\/i>&nbsp;(Berrien Springs, MI: Biblical Perspectives, 1991), 178-179.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\">13<\/span>&nbsp;Ver F.F. Bruce, Paul:&nbsp;<i>Apostle of the Heart Set Free<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1977), 185. Para Bruce, &ldquo;Fornication\/<i>porneia<\/i>&nbsp;[em At 15:20,29), pode ter um sentido mais t&eacute;cnico de uni&atilde;o marital dentro dos proibidos graus de consang&uuml;inidade ou afinidade, estabelecida pela hebraica &lsquo;lei de santidade&rsquo;&rdquo; (Lv 18-16-18). Ibid. Bruce ent&atilde;o avan&ccedil;a para incluir a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o de Mateus 19:9 dentro desta interpreta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica de&nbsp;<i>porneia<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\">14<\/span>&nbsp;Bacchiocchi, 184-186.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\">15<\/span>&nbsp;Fitzmeyer, 213-221.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\">16<\/span>&nbsp;<i>Testament of Judah<\/i>, 13:6;&nbsp;<i>Testament of Reuben<\/i>, 1:6, citados por Bacchiocchi, 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\">17<\/span>&nbsp;Bacchiocchi, 184.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\">18<\/span>&nbsp;A bibliografia para esta posi&ccedil;&atilde;o &eacute; extensa, mas um bom come&ccedil;o pode ser encontrado em W.A. Heth, &ldquo;The Meaning of Divorce in Matthew 19:3-9&rdquo;,&nbsp;<i>Churchman<\/i>&nbsp;98 (1984), 136-52; ainda em W. A. Heth e G. J. Wenham,&nbsp;<i>Jesus and Divorce<\/i>&nbsp;(London: Hodder &amp; Stoughton, 1984; ver tamb&eacute;m Heth, &ldquo;Divorce and Remarriage&rdquo;, em&nbsp;<i>Applying the Scriptures: Papers from ICBI Summit Ill,<\/i>&nbsp;K. S. Kantzer ed., (Grand Rapids, MI: Zondervan 1987), 219-39; tamb&eacute;m C. Ryrie, &ldquo;Biblical Teaching on Divorce and Remarriage&rdquo;,&nbsp;<i>Grace Theological Journal<\/i>, 3 (1982), 77-92.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\">19<\/span>&nbsp;Ekkehardt Muller questiona este argumento da omiss&atilde;o nos Pais da Igreja, indicando que em quest&otilde;es b&iacute;blicas o testemunho deles nem sempre &eacute; valido, e ent&atilde;o cita, como exemplo a quest&atilde;o do dia de repouso e a doutrina da imortalidade da alma. Contudo, os exemplos n&atilde;o parecem paralelos. Nos casos indicados por Muller, os Pais est&atilde;o em &oacute;bvio conflito com as Escrituras, o que n&atilde;o &eacute; o caso quanto ao novo casamento. As Escrituras, pode-se argumentar, n&atilde;o oferecem qualquer indica&ccedil;&atilde;o de que esta (div&oacute;rcio seguindo de novo casamento) fosse uma pr&aacute;tica dos crist&atilde;os primitivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\">20<\/span>&nbsp;Ver V. N. Olsen,&nbsp;<i>The New Testament Logia on Divorce: A Study of Their Interpretation from Erasmus to Milton&nbsp;<\/i>(Beitr&auml;ge zur Geschichte der Biblischen Exegese 10 (T&uuml;bigen: J. C. B Mohr, Paul Siebeck, 1971).&nbsp;&uarr;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\">21<\/span>&nbsp;Ver, por exemplo, G. P. Liaboe, &ldquo;The Place of Wife Battering in Considering Divorce&rdquo;,&nbsp;<i>Journal of Psychology and Theology,<\/i>&nbsp;13 [1985], 29-38.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\">22<\/span>&nbsp;Ver G. J. Wenham, &ldquo;The Sintax of Mathew 19:9&rdquo;,&nbsp;<i>Journal for the Study of the New Testament<\/i>, 28 (1986), 17-23.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\">23<\/span>&nbsp;Como mencionado, anteriormente, a partir de 1942, como uma clara posi&ccedil;&atilde;o sobre a quest&atilde;o, esta tem sido a posi&ccedil;&atilde;o oficial dos Adventistas, assumida sem ambig&uuml;idades pelo&nbsp;<i>Manual da Igreja,&nbsp;<\/i>em todas as suas edi&ccedil;&otilde;es posteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\">24<\/span>&nbsp;Esta posi&ccedil;&atilde;o &eacute; melhor defendida por Thomas R. Edgar, &ldquo;Divorce &amp; Remarriage for Adultery or Desertion&rdquo;, em&nbsp;<i>Divorce and Remarriage,<\/i>&nbsp;H. Wayne House, ed., (Downer Grore, Ill. Interversity Press, 1990), 152-212.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\">25<\/span>&nbsp;Ekkehardt Mueller, &ldquo;Div&oacute;rcio e novo casamento em Mateus 19&rdquo;, p&aacute;ginas 25 a 41 desta edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-26\">26<\/span>&nbsp;Ibid, 82, 85.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\">27<\/span>&nbsp;Ibid, 83. Ver tamb&eacute;m Ekkehardt Mueller, &ldquo;Fornication&rdquo;, http:\/\/biblicalresearch.gc.adventist.org.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\">28<\/span>&nbsp;Ibid, 84.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\">29<\/span>&nbsp;Bacchiocchi, por exemplo, fortemente objeta contra a interpreta&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;em Mateus 19:9, como refer&ecirc;ncia a adult&eacute;rio ou m&aacute; conduta sexual, posi&ccedil;&atilde;o que ele reconhece ser a interpreta&ccedil;&atilde;o mais popular da cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o (Ver&nbsp;<i>The Marriage Covenant<\/i>, 179-181). Bacchiocchi relaciona cinco fortes argumentos contr&aacute;rios a tal interpreta&ccedil;&atilde;o: 1) Ela contradiz o contexto imediato onde Jesus rejeita a provis&atilde;o mosaica do div&oacute;rcio, sendo contr&aacute;ria ao plano da Cria&ccedil;&atilde;o para a perman&ecirc;ncia da uni&atilde;o do casamento; &agrave; luz de que Cristo tenha rejeitado a provis&atilde;o mosaica, &ldquo;&eacute; dif&iacute;cil imaginar que Ele faria uma concess&atilde;o para a dissolu&ccedil;&atilde;o do casamento em caso de m&aacute; conduta sexual (Ibid, 179). Se este fosse o caso, Ele estaria se contradizendo, e &ldquo;seus ensinos representariam n&atilde;o uma rejei&ccedil;&atilde;o da concess&atilde;o mosaica, mas meramente uma interpreta&ccedil;&atilde;o essencialmente semelhante &agrave; dos seguidores de Shamai&rdquo; (Ibid, 180). E assim, onde ficaria a superioridade e independ&ecirc;ncia dos ensinos de Cristo?. 2) Outro problema da interpreta&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;em sentido amplo &eacute; colocado pelo ensino de Jesus em Marcos 10:1-12 e Lucas 16:18, onde o div&oacute;rcio e o novo casamento s&atilde;o condenados sem qualquer exce&ccedil;&atilde;o. 3) A interpreta&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>porneia<\/i>, como m&aacute; conduta sexual em termos amplos, estaria em contradi&ccedil;&atilde;o com Paulo em 1Cor&iacute;ntios 7:10-11. Nesta passagem Paulo afirma dar a pr&oacute;pria ordem de Cristo para que os casais n&atilde;o se divorciem. Bacchiocchi insiste: &ldquo;A proibi&ccedil;&atilde;o total do div&oacute;rcio por Paulo reflete os ensinos de Jesus, encontrados em Marcos e Lucas&rdquo; (Ibid, 181). 4) Outro argumento contra a interpreta&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;como adult&eacute;rio &eacute; que este n&atilde;o &eacute; o termo normal para adult&eacute;rio. A palavra comum no grego para adult&eacute;rio &eacute;&nbsp;<i>moicheia<\/i>, usada por Jesus em todos os textos do div&oacute;rcio para descrever o resultado do div&oacute;rcio e novo casamento, isto &eacute;, &ldquo;comete&nbsp;<i>adult&eacute;rio<\/i>&rdquo;. O fato de Ele usar&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;e n&atilde;o&nbsp;<i>moicheia<\/i>&nbsp;na cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o, fortemente sugere que&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;teria outra refer&ecirc;ncia que n&atilde;o adult&eacute;rio (Ibid, 181). Finalmente, o quinto problema tem que ver com a rea&ccedil;&atilde;o dos disc&iacute;pulos, como j&aacute; indicado. Bacchiocchi aqui cita o te&oacute;logo cat&oacute;lico Edward Schillebeeckx: &ldquo;Se Mateus 19:9 &eacute; tomado como significando que Jesus est&aacute; se colocando ao lado dos seguidores da escola de Shamai, o qual permitia o div&oacute;rcio com base no adult&eacute;rio, ent&atilde;o a admira&ccedil;&atilde;o expressa pelos disc&iacute;pulos seria incompreens&iacute;vel &ndash; &lsquo;ent&atilde;o &eacute; melhor n&atilde;o casar&rsquo; (Mt 19:10). A surpresa deles &eacute; explic&aacute;vel apenas se Cristo, de fato, rejeitasse toda a possibilidade de dissolu&ccedil;&atilde;o do casamento. Sua rejei&ccedil;&atilde;o &eacute; refor&ccedil;ada pela afirma&ccedil;&atilde;o: &lsquo;Nem todos podem receber esta palavra, mas s&oacute; aqueles a quem foi concedido&rsquo;&rdquo; Mt 19:11 (Bacchiocchi, 181; cf. Edward Schillebeeckx,&nbsp;<i>Marriage, Human Reality and Saving Mistery<\/i>&nbsp;[London, 1965], 153). Para Bacchiocchi, tais argumentos tornam imposs&iacute;vel aceitar a no&ccedil;&atilde;o do div&oacute;rcio e novo casamento com base na interpreta&ccedil;&atilde;o comum de&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;como adult&eacute;rio ou m&aacute; conduta sexual. Assim, &ldquo;o ensino de Mateus 19:3-9 requer que&nbsp;<i>porneia<\/i>&nbsp;seja interpretada em um sentido restrito&rdquo;, ele conclui (Ibid, 181), como seria o caso da hip&oacute;tese dos casamentos consang&uuml;&iacute;neos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\">30<\/span>&nbsp;Thomas R. Edgar,&nbsp;<i>Divorce &amp; Remarriage for Adultery<\/i>, 187.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\">31<\/span>&nbsp;Os adventistas do s&eacute;timo dia, admitem outras raz&otilde;es para o&nbsp;<i>div&oacute;rcio<\/i>, al&eacute;m da infidelidade ao voto matrimonial. &ldquo;Reconhece-se que, as rela&ccedil;&otilde;es matrimoniais deterioram-se a tal ponto que &eacute; melhor o marido e a esposa se separarem,&rdquo; diz o&nbsp;<i>Manual da Igreja<\/i>, p. 205 (veja, ainda no&nbsp;<i>Manual<\/i>, a se&ccedil;&atilde;o, &ldquo;Motivos para o Div&oacute;rcio,&rdquo; p.&nbsp; 204). O&nbsp;<i>Manual da Igrejal<\/i>, portanto, reconhece outras raz&otilde;es para o div&oacute;rcio, que n&atilde;o apenas a infidelidade aos voto matrimonial. Contudo, e este ponto deve ser observado cuidadosamente, em situa&ccedil;&otilde;es, tais como, abuso, viol&ecirc;ncia fisica e mesmo o abandono do crente pelo c&ocirc;njuge descrente, isto &eacute;, as situa&ccedil;&otilde;es em que o div&oacute;rcio seja poss&iacute;vel e at&eacute; mesmo recomend&aacute;vel, &ldquo;mas que n&atilde;o envolvem a infidelidade conjugal&rdquo;<i>&nbsp;<\/i>, este tipo de div&oacute;rcio, &ldquo;n&atilde;o d&aacute; a nenhum dos c&ocirc;njuges o direito b&iacute;blico de tornar a casar-se, a menos que no interim a outra parte se tenha casado, haja cometido adult&eacute;rio ou fornica&ccedil;&aacute;o, ou tenha morrido&rdquo; (idem, p. 204). Veja ainda Ekkhardt Muller,&nbsp; &ldquo;Div&oacute;rcio e&nbsp; Novo Casamento&hellip;&rdquo; p 86. Veja ainda nesta edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia&nbsp;<\/i>o artigo de Ranieri Sales, &ldquo;Privil&eacute;gio paulino: novo casamento ap&oacute;s abandono do c&ocirc;njuge incr&eacute;dulo&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\">32<\/span>&nbsp;Thomas E. Edgar, 169.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\">33<\/span>&nbsp;Ver Larry Richards, &ldquo;Divorce and Remarriage under a Variety of Circumstances&rdquo;, em&nbsp;<i>Divorce and Remarriage<\/i>, 216-253.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\">34<\/span>&nbsp;Hugh Montefiore, &ldquo;Jesus on Divorce and Remarriage&rdquo;, em&nbsp;<i>Marriage, Divorce and the Church: The Report of the Archbischop&rsquo;s Comission on the Christian Doctrine of Marriage<\/i>&nbsp;(London: SPK, 1971), 37.<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amin A. 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