{"id":2224,"date":"2016-04-13T07:00:10","date_gmt":"2016-04-13T07:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2224"},"modified":"2017-04-20T16:10:32","modified_gmt":"2017-04-20T19:10:32","slug":"o-dizimo-nos-escritos-de-ellen-g-white","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/o-dizimo-nos-escritos-de-ellen-g-white\/","title":{"rendered":"O D\u00edzimo nos Escritos de Ellen G. White"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h4 style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">Angel Manuel Rodriguez<\/h4>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><b>I. Introdu&ccedil;&atilde;o<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este artigo examinar&aacute; o conceito, a pr&aacute;tica e o fundamento teol&oacute;gico para o ato de dizimar nos escritos de Ellen G. White. Pormenores hist&oacute;ricos far&atilde;o parte da argumenta&ccedil;&atilde;o quando for necess&aacute;rio, mas o enfoque principal estar&aacute; nos n&iacute;veis conceituais e pragm&aacute;ticos. Seus escritos denotam desenvolvimento na compreens&atilde;o do assunto do d&iacute;zimo, mas quase nenhuma modifica&ccedil;&atilde;o significativa em seus pontos de vista.1&nbsp;N&atilde;o encontramos uma teologia expl&iacute;cita do d&iacute;zimo, elaborada de modo sistem&aacute;tico, e sim conceitos que ela relaciona com ele e que nos servem de janela para investigar os aspectos teol&oacute;gicos que moldaram os seus pontos de vista e os conselhos que ela deu &agrave; Igreja. &Eacute; &oacute;bvio que os materiais b&iacute;blicos que tratam da import&acirc;ncia e do uso do d&iacute;zimo exerceram a principal influ&ecirc;ncia sobre a sua compreens&atilde;o do d&iacute;zimo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><b>II. Fundamento Teol&oacute;gico<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Examinar o fundamento teol&oacute;gico para o d&iacute;zimo nos escritos de Ellen G. White requer que seja identificada a conex&atilde;o hist&oacute;rica e conceptual entre a pr&oacute;pria pessoa de Deus e o d&iacute;zimo e o tipo de rela&ccedil;&atilde;o que o ato de dizimar pressup&otilde;e entre Deus e o indiv&iacute;duo. Precisamos encontrar respostas para estas perguntas: Quem &eacute; o Deus que requer o d&iacute;zimo dos seres humanos e com base em que raz&otilde;es Ele o reivindica? Qual &eacute; a natureza do d&iacute;zimo? Qual &eacute; o significado do d&iacute;zimo para a qualidade do relacionamento entre Deus e a pessoa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A.<i>&nbsp;Conceitos Teol&oacute;gicos Gerais<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto de suas considera&ccedil;&otilde;es sobre o d&iacute;zimo, h&aacute; diversos lugares em que Ellen G. White se refere a Deus como Criador.2&nbsp;Ao usar esse t&iacute;tulo para Deus, sua inten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; estimular especula&ccedil;&otilde;es teol&oacute;gicas a respeito de Sua natureza ou sobre o mist&eacute;rio de Seus atos e poderes criativos, mas estabelecer ou definir claramente a rela&ccedil;&atilde;o entre Deus e o Universo. Quanto ao Universo, Ele, como Criador, &eacute; o seu propriet&aacute;rio e pode declarar autorizadamente: &ldquo;Eu sou o dono do Universo.&rdquo;3&nbsp;O Criador n&atilde;o abandonou o mundo criado por Ele, deixando-o sob o controle dos seres humanos ou dos poderes do mal; Ele &eacute; o Senhor. Divino dom&iacute;nio universal s&oacute; pode ser, devidamente, reivindicado por Ele. Essa convic&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica espec&iacute;fica ir&aacute; determinar a maneira pela qual Ellen G. White compreende a fun&ccedil;&atilde;o dos seres humanos para com Deus e tudo o mais da cria&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O direito de propriedade do Universo, da parte de Deus, revela Seu poder sobre tudo que Ele criou, mas n&atilde;o determina necessariamente a natureza desse poder. Simplesmente confirma que Ele tem o direito de ser o Senhor sobre Sua cria&ccedil;&atilde;o e que &ldquo;tem direito sobre n&oacute;s e tudo o que temos&rdquo;4. Por isso, Ellen G. White apresenta outro aspecto do car&aacute;ter de Deus que atua como fundamento teol&oacute;gico para o d&iacute;zimo, a saber, Seu amor e bondade. &Eacute; em virtude da Sua &ldquo;bondade e amor&rdquo; que Ele nos tem livrado de &ldquo;terr&iacute;veis desgra&ccedil;as e morte&rdquo;.5&nbsp;Para ela, a pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia do Propriet&aacute;rio do Universo n&atilde;o &eacute; o ego&iacute;smo, mas amor e bondade que se manifestam na preserva&ccedil;&atilde;o da vida. No &acirc;mago desse amor est&aacute; a constante disposi&ccedil;&atilde;o de Deus para dar. N&atilde;o h&aacute; nada do que temos que n&atilde;o encontre sua fonte ou origem em Deus. Ela parece argumentar, por&eacute;m, que a maior d&aacute;diva que recebemos dEle, n&atilde;o &eacute; algo que Deus criou e agora partilha alegremente conosco. Na obra redentiva de Cristo em nosso favor, Deus deu-Se a Si mesmo em Seu Filho. Ela p&ocirc;de dizer, ent&atilde;o, que &ldquo;para essa obra de reden&ccedil;&atilde;o, Deus deu o mais precioso Dom do C&eacute;u&rdquo;.6&nbsp;O direito de propriedade da parte de Deus baseia-se, agora, em um amoroso ato de abnega&ccedil;&atilde;o que resulta em reden&ccedil;&atilde;o. Fomos &ldquo;comprados por pre&ccedil;o&rdquo; e somos, portanto, &ldquo;a propriedade do Senhor&rdquo;.7&nbsp;Pertencemos-Lhe n&atilde;o apenas em virtude do Seu poder criador, mas especialmente devido ao poder de abnegado e redentivo amor. Todas as outras d&aacute;divas a n&oacute;s concedidas s&oacute; se tornam poss&iacute;veis em virtude e por meio desse desprendimento divino.8&nbsp;Por isso, o Doador est&aacute; presente em toda d&aacute;diva que recebemos dEle. Na verdade, Ele nos tem &ldquo;dado tudo. Ao nos assentarmos &agrave; nossa mesa, &eacute; Ele quem nos d&aacute; esta provis&atilde;o; ela nos adv&eacute;m por meio de Cristo. A chuva, a luz do Sol, o orvalho e tudo que constitui uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o para n&oacute;s, &eacute; Ele quem nos d&aacute;.&rdquo;9&nbsp;Com efeito, &ldquo;Ele nos d&aacute; com abund&acirc;ncia.&rdquo;10&nbsp;O Propriet&aacute;rio do Universo &eacute;, para Ellen G. White, um &ldquo;benfazejo Pai&rdquo;.11<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos escritos de Ellen G. White, o ato de dar o d&iacute;zimo &eacute; relacionado com dois dos principais aspectos da misteriosa pessoa de Deus: Seu poder criador e Sua natureza de amor. O primeiro denota que Ele &eacute; o Propriet&aacute;rio do Universo; o segundo aponta para Sua obra redentora por meio do abnegado sacrif&iacute;cio de Cristo. Como veremos mais adiante, estes aspectos s&atilde;o usados tanto para defender Sua reivindica&ccedil;&atilde;o do d&iacute;zimo, como para incentivar os seres humanos a aceitarem essa reivindica&ccedil;&atilde;o divina. Estes importantes postulados teol&oacute;gicos determinam e modelam toda a teologia da mordomia nos escritos da Sra. White e a fun&ccedil;&atilde;o do d&iacute;zimo dentro deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B.<i>&nbsp;Conceitos Teol&oacute;gicos Espec&iacute;ficos e o D&iacute;zimo.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os conceitos da propriedade divina e do amor redentor prov&ecirc;em uma estrutura conceptual de refer&ecirc;ncia geral para o d&iacute;zimo, bem como para qualquer outro aspecto da vida crist&atilde;. O que desejamos examinar agora &eacute; a raz&atilde;o da natureza espec&iacute;fica e particularidade da lei do d&iacute;zimo nos escritos de Ellen G. White, o fundamento teol&oacute;gico mais restrito em que se baseia o pr&oacute;prio sistema do d&iacute;zimo. Trataremos aqui da legitimidade do d&iacute;zimo; de sua justificativa, car&aacute;ter normativo e perpetuidade mais pormenorizados. Ela n&atilde;o diz muita coisa sobre este assunto, mas o pouco que diz &eacute; significativo para o nosso prop&oacute;sito. A teologia do d&iacute;zimo em Ellen G. White est&aacute; diretamente relacionada com a origem da no&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica do d&iacute;zimo e suas fun&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas. Para ela, o fato de que o ato de dizimar pode ser delineado at&eacute; &agrave; ben&eacute;vola vontade de Deus &eacute; de grande import&acirc;ncia conceptual e pr&aacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Origem e Perpetuidade: O Car&aacute;ter Benigno da Lei<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o h&aacute;, nos escritos de Ellen G. White, nenhuma tentativa sistem&aacute;tica para demonstrar pelas Escrituras que o d&iacute;zimo ainda &eacute; obrigat&oacute;rio aos crist&atilde;os. Encontramos, por&eacute;m, diversos argumentos b&iacute;blicos usados para demonstrar a perpetuidade desse sistema. Com efeito, suas considera&ccedil;&otilde;es sobre a origem e a perpetuidade do d&iacute;zimo t&ecirc;m uma fun&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica que enriquece a compreens&atilde;o que ela tem a esse respeito. De acordo com a B&iacute;blia, as hist&oacute;rias dos patriarcas no livro de G&ecirc;nesis revelam que o ato de dizimar era praticado antes da forma&ccedil;&atilde;o da teocracia durante o tempo de Mois&eacute;s. Abra&atilde;o (G&ecirc;n. 14:20) e Jac&oacute; (28:22) j&aacute; o praticavam. Essa informa&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica &eacute; usada para por Ellen G. White para afirmar que &ldquo;desde os primitivos tempos o Senhor reivindicava como Seu o d&iacute;zimo&rdquo; e que, portanto, o sistema n&atilde;o se originou com os hebreus&rdquo;.12&nbsp;No Sinai, a lei do d&iacute;zimo foi simplesmente &ldquo;confirmada&rdquo; no contexto da alian&ccedil;a que Deus fez com Israel.13&nbsp;Mas, com discernimento prof&eacute;tico, ela vai al&eacute;m do que &eacute; claramente indicado nas Escrituras, a fim de revelar a verdadeira origem do d&iacute;zimo. Ela contesta implicitamente que essa pr&aacute;tica foi institu&iacute;da por seres humanos, como resultado de modifica&ccedil;&otilde;es sociais, religiosas ou financeiras que pudessem ter ocorrido no mundo do antigo Oriente Pr&oacute;ximo. Ela situa a origem da id&eacute;ia e pr&aacute;tica no pr&oacute;prio Deus. &ldquo;O sistema do d&iacute;zimo foi ordenado&rdquo; por Ele;14&nbsp;&ldquo;&eacute; divino em sua origem&rdquo;.15&nbsp;O ajuste peculiar de devolver o d&iacute;zimo a Deus &ldquo;foi estabelecido pelo pr&oacute;prio Cristo&rdquo;16&nbsp;e remonta, segundo ela parece afirmar, &ldquo;aos dias de Ad&atilde;o&rdquo;,17&nbsp;provavelmente ap&oacute;s a queda. Assim como o casamento,18&nbsp;o s&aacute;bado19&nbsp; e o sistema sacrifical,&nbsp;20&nbsp;o d&iacute;zimo &eacute; por ela removido do &acirc;mbito do esp&iacute;rito inventivo e da criatividade humana, e colocado no &acirc;mbito da mente divina. Por si mesma, nenhuma explica&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica pode esclarecer devidamente a origem do d&iacute;zimo. Isso, para ela, aponta &agrave; natureza singular e &agrave; perpetuidade da lei do d&iacute;zimo, e tamb&eacute;m &agrave; ben&eacute;vola vontade de Deus nela expressa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza permanente dessa lei foi defendida por Jesus, o qual, de acordo com Ellen G. White, &ldquo;reconheceu como dever o dar o d&iacute;zimo&rdquo;.21&nbsp; Depois de citar Mateus 23:23, onde Cristo condenou a escrupulosidade com que os fariseus davam o d&iacute;zimo, at&eacute; mesmo de coisas n&atilde;o requeridas pela lei, ela comenta: &ldquo;Nessas palavras Cristo torna a condenar o abuso das obriga&ccedil;&otilde;es sagradas. N&atilde;o p&otilde;e de lado a pr&oacute;pria obriga&ccedil;&atilde;o.&rdquo;22&nbsp;Portanto, o ato de dar o d&iacute;zimo &ldquo;n&atilde;o foi rejeitado ou afrouxado por Aquele que lhe deu origem&rdquo;.23&nbsp;O fato de que sua origem precedeu a entrega da lei no Sinai denota que o d&iacute;zimo n&atilde;o deve ser identificado com a lei cerimonial. Ele &ldquo;n&atilde;o deveria caducar com as ordenan&ccedil;as e ofertas sacrificais que tipificavam a Cristo&rdquo;.24&nbsp;Em outras partes do Novo Testamento, dar o d&iacute;zimo, assim como a observ&acirc;ncia do S&aacute;bado, &eacute; considerado um dever crist&atilde;o,25&nbsp;e ainda &eacute; t&atilde;o &ldquo;obrigat&oacute;rio ao povo de Deus, nestes &uacute;ltimos dias, como era para o antigo Israel&rdquo;.26<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afigura-se que, pouco depois da queda de Ad&atilde;o e Eva, a no&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica do d&iacute;zimo foi institu&iacute;da pelo pr&oacute;prio Deus. Ellen G. White cita estas Suas palavras dirigidas a n&oacute;s: &ldquo;Quando Eu vos confiei os Meus bens, especifiquei que uma parte deveria ser vossa, para suprir as vossas necessidades, e uma parte deveria retornar a Mim.&rdquo;27&nbsp;Isso pode muito bem ser uma repeti&ccedil;&atilde;o do que Deus disse para o primeiro casal. A dedu&ccedil;&atilde;o &oacute;bvia &eacute; que desde os albores da hist&oacute;ria humana, fora do Jardim do &Eacute;den, o d&iacute;zimo foi institu&iacute;do por Deus com base em Sua autoridade como Criador e Redentor. A lei era uma express&atilde;o de Sua vontade para n&oacute;s, e devia ser obedecida. No entanto, para Ellen G. White, a lei n&atilde;o foi arbitrariamente imposta aos seres humanos por um Senhor todo-poderoso. A vontade de Deus nunca &eacute; estabelecida arbitrariamente, pois sempre visa ao bem de Suas criaturas.28&nbsp;Por conseguinte, o sistema dizimal29&nbsp;&eacute; uma express&atilde;o da ben&eacute;vola vontade de Deus para a ra&ccedil;a humana, visto que Ele a originou &ldquo;para ser uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o ao homem&rdquo;.30&nbsp;Qual era o bem que essa lei especial procurava produzir? Como a amorosa solicitude de Deus pelos seres humanos &eacute; expressa por seu interm&eacute;dio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. O Pecado, Deus, o D&iacute;zimo e a Intera&ccedil;&atilde;o Divino-Humana<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respondendo a essa pergunta, Ellen G. White nos conduz aos efeitos imediatos e diretos do pecado sobre a ra&ccedil;a humana. Com a entrada do pecado no mundo, um novo poder, de natureza perversa, passou a reivindicar o dom&iacute;nio sobre o g&ecirc;nero humano. &ldquo;Um dem&ocirc;nio tornou-se o poder central no mundo. Onde devia estar o trono de Deus, colocou Satan&aacute;s o seu trono.&rdquo;31&nbsp;Deus abriu um caminho para os seres humanos retornarem a Ele pela obra salv&iacute;fica de Cristo, possibilitando que todos sejam reintegrados como Seus mordomos: &ldquo;Foi ent&atilde;o que o grande amor de Deus manifestou-se a n&oacute;s num s&oacute; Dom, o de Seu querido Filho.&rdquo;32&nbsp;Contudo, a natureza humana se corrompera e reivindicava auto-sufici&ecirc;ncia e independ&ecirc;ncia de Deus. &ldquo;Um elemento discordante, oriundo do ego&iacute;smo, penetrou na vida humana. A vontade do homem e a vontade de Deus n&atilde;o estavam mais em harmonia. Ad&atilde;o unira-se &agrave;s for&ccedil;as desleais e a obstina&ccedil;&atilde;o p&ocirc;s-se em campo.&rdquo;33&nbsp;&Eacute; no contexto dessa trag&eacute;dia extremamente perturbadora que, por raz&otilde;es muito espec&iacute;ficas, o sistema de d&iacute;zimos e ofertas foi institu&iacute;do por Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a)&nbsp;<i>Dar o D&iacute;zimo Como Reconhecimento da Soberania de Deus<\/i>: O des&iacute;gnio de Deus, por meio do d&iacute;zimo, era &ldquo;convencer o homem de que Deus &eacute; o Doador de todas as suas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os.&rdquo;34&nbsp;Isso agora era necess&aacute;rio num mundo em que havia um conflito entre senhores, quanto &agrave; lealdade dos seres humanos. Por meio do d&iacute;zimo, as pessoas deveriam ser lembradas da bondade de Deus para com elas, e reconhec&ecirc;-la, a fim de que mantivessem bem n&iacute;tido na mem&oacute;ria o fato de que Deus era o leg&iacute;timo Senhor de sua vida. Por meio das muitas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os que Ele vertia constantemente sobre a ra&ccedil;a humana, Deus procurava &ldquo;atrair os homens para Si&rdquo;,35&nbsp;com a inten&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o somente salv&aacute;-los, mas tamb&eacute;m de ser reconhecido como o seu Senhor. Dar o d&iacute;zimo denota que os seres humanos s&oacute; podem encontrar o verdadeiro centro de sua vida em Deus, num esp&iacute;rito de volunt&aacute;ria e grata submiss&atilde;o a Ele. Mediante o sistema do d&iacute;zimo, Deus estava Se revelando a eles como seu Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b)&nbsp;<i>Dar o D&iacute;zimo Como Testemunho do Poder de Deus Para Preservar a Vida<\/i>: Em estreita rela&ccedil;&atilde;o com os coment&aacute;rios anteriores, Ellen G. White declara que dar o d&iacute;zimo &eacute; um &ldquo;testemunho [da parte dos seres humanos] de que reconhecem sua depend&ecirc;ncia de Deus.&rdquo;36&nbsp;A compreens&atilde;o de que a vida humana e sua preserva&ccedil;&atilde;o dependem diretamente de Deus, e n&atilde;o de algum outro poder, era uma resposta direta &agrave; falsa promessa de Satan&aacute;s a Ad&atilde;o e Eva, de que a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal s&oacute; seria poss&iacute;vel na total independ&ecirc;ncia de Deus. Ellen G. White parece estar dizendo que a rejei&ccedil;&atilde;o dessa mentira &eacute; expressa concretamente no ato de dar o d&iacute;zimo. No tocante aos crist&atilde;os em particular, ela comenta que, por serem participantes da gra&ccedil;a de Deus mediante a obra da salva&ccedil;&atilde;o em Cristo, deveriam demonstrar seu apre&ccedil;o por essa d&aacute;diva, dando um d&iacute;zimo fiel.37&nbsp;O d&iacute;zimo foi institu&iacute;do por Deus para ensinar-nos a confiar nEle, para a preserva&ccedil;&atilde;o de nossa vida, e n&atilde;o em n&oacute;s mesmos ou em algum outro poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c)&nbsp;<i>O Ato de Dizimar e a Restaura&ccedil;&atilde;o da dignidade Humana Diante de Deus<\/i>: Por meio do d&iacute;zimo, Deus estava tornando os seres humanos cientes do fato de que Ele lhes confiava novamente a responsabilidade de serem mordomos de Seus bens. Ao trazermos o nosso d&iacute;zimo, Ellen G. White comenta, estamos &ldquo;declarando que Deus &eacute; o possuidor de todos os nossos bens e que nos tornou mordomos a fim de us&aacute;-los para Sua gl&oacute;ria.&rdquo;38&nbsp;Ela est&aacute; enfatizando aqui o grandioso privil&eacute;gio que Deus nos concedeu ao escolher-nos como Seus mordomos. Ele estava chamando os seres humanos de volta a um relacionamento pessoal consigo, com todos os privil&eacute;gios e responsabilidades que tal rela&ccedil;&atilde;o envolvia. O prop&oacute;sito desse relacionamento era trazer gl&oacute;ria a Deus, e n&atilde;o a seres humanos. De acordo com ela, a alternativa para usar o d&iacute;zimo e tudo que temos para a gl&oacute;ria de Deus, &eacute; a &ldquo;condescend&ecirc;ncia ego&iacute;sta.&rdquo;39&nbsp;uma horrenda e pecaminosa distor&ccedil;&atilde;o do Seu amoroso des&iacute;gnio para n&oacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>d) O Ato de Dar o D&iacute;zimo Como Instrumento no Desenvolvimento do Car&aacute;ter<\/i><b>:&nbsp;<\/b>O sistema do d&iacute;zimo foi institu&iacute;do por Deus como &ldquo;um ensino adaptado a extirpar toda a estreiteza ego&iacute;sta e cultivar largueza e nobreza de car&aacute;ter.&rdquo;40&nbsp;Inquestionavelmente, diz Ellen G. White, &ldquo;o ego&iacute;smo constitui a base do pecado&rdquo;,41&nbsp;e Deus est&aacute; nos ajudando constantemente, numa grande variedade de maneiras, a venc&ecirc;-lo em nossa vida. Um dos meios usados por Ele &eacute; a pr&aacute;tica de Lhe devolvermos nossos d&iacute;zimos e ofertas. Fazendo isto, n&atilde;o retemos egoisticamente para n&oacute;s&nbsp; mesmos o que o Senhor nos prov&ecirc; em Sua amorosa bondade, mas nos tornamos condutos de Suas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os para os outros.42&nbsp;O des&iacute;gnio de Deus para n&oacute;s &eacute; que &ldquo;sejamos Sua m&atilde;o auxiliadora para aben&ccedil;oar a outros&rdquo;.43<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White atribui o d&iacute;zimo diretamente &agrave; vontade de Deus, o qual originou essa id&eacute;ia e pr&aacute;tica pouco depois da queda de Ad&atilde;o e Eva. O Cristo pr&eacute;-encarnado estabeleceu este sistema, e durante o Seu minist&eacute;rio na Terra confirmou-o como express&atilde;o da vontade divina para os seres humanos. De acordo com ela, esta conex&atilde;o entre o d&iacute;zimo e a vontade de Deus aponta n&atilde;o somente para a perpetuidade do pr&oacute;prio d&iacute;zimo, mas especialmente para o fato de que ele foi institu&iacute;do como express&atilde;o do amor de Deus para benef&iacute;cio da ra&ccedil;a humana depois da queda. Tornou-se um instrumento did&aacute;tico nas m&atilde;os de Deus para manter bem n&iacute;tida na mente dos seres humanos a importante verdade de que, a despeito da presen&ccedil;a do pecado e dos poderes do mal, neste planeta, Ele &eacute; quem nos aben&ccedil;oa e tem o direito de ser o nosso Senhor. Ellen G. White parece dizer que o sistema do d&iacute;zimo foi institu&iacute;do por Deus a fim de ajudar-nos a compreender que a preserva&ccedil;&atilde;o de nossa vida depende totalmente da ben&eacute;vola e salv&iacute;fica bondade de Deus para n&oacute;s, e n&atilde;o da sat&acirc;nica alega&ccedil;&atilde;o de absoluta autonomia dEle. Dar o d&iacute;zimo tamb&eacute;m&nbsp; contribui para o desenvolvimento de nosso car&aacute;ter e auto-imagem. Ellen G. White argumenta vigorosamente que, pelo poder de Deus, o sistema do d&iacute;zimo procura destruir a hegemonia do ego&iacute;smo em nossa natureza pecaminosa, auxiliando-nos a desenvolver nobreza de car&aacute;ter. Instituindo este sistema, Deus estava confirmando permanentemente nossa designa&ccedil;&atilde;o como despenseiros de Seus bens neste planeta e, por conseguinte, reintegrando-nos num relacionamento pessoal com Ele como propriet&aacute;rio de tudo. O pecado n&atilde;o seria capaz de separar-nos permanentemente de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C.&nbsp;<i>A Natureza do D&iacute;zimo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White n&atilde;o redefine o conceito b&iacute;blico da natureza do d&iacute;zimo, mas o reafirma e desenvolve, esclarecendo algumas de suas implica&ccedil;&otilde;es. A declara&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica a respeito da natureza do d&iacute;zimo &mdash; &ldquo;santo &eacute; ao Senhor&rdquo; (Lev. 27:30) &mdash; &eacute; muitas vezes repetida por Ellen G. White.44&nbsp;Ela usa o s&aacute;bado para ilustrar a natureza do d&iacute;zimo: &ldquo;Pois, como o s&aacute;bado, um d&eacute;cimo da renda &eacute; sagrado.&rdquo;45&nbsp;Menciona tamb&eacute;m: &ldquo;Usa-se a mesma linguagem quanto ao s&aacute;bado que se usa na lei do d&iacute;zimo: `O s&eacute;timo dia &eacute; o s&aacute;bado do Senhor teu Deus.&rdquo; &hellip; De igual maneira, o d&iacute;zimo de nossas rendas `santo &eacute; ao Senhor&rsquo;.&rdquo;46&nbsp;A clara infer&ecirc;ncia &eacute; que &ldquo;Deus reservou para Si uma por&ccedil;&atilde;o especificada do tempo do homem e de seus meios.&rdquo;47&nbsp;Foi esse ato divino que transformou uma fra&ccedil;&atilde;o de tempo e uma parte de nossos meios em elementos sagrados; eles tornaram-se propriedade exclusiva de Deus. O d&iacute;zimo &eacute;, em realidade, segundo ela declara, &ldquo;a parte de Deus, e de modo algum a propriedade do homem.&rdquo;48&nbsp;O d&iacute;zimo Lhe pertence de um modo peculiar e &uacute;nico, que o distingue do Seu dom&iacute;nio sobre o Universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visto que o d&iacute;zimo &eacute; sagrado e santo, n&atilde;o foi colocado sob o controle humano, mas sob o controle divino. Diante da santidade do d&iacute;zimo, e afim de demonstrar respeito pelo que &eacute; sagrado, os seres humanos devem perguntar: &ldquo;Que devo fazer com ele?&rdquo; A resposta dada por Ellen G. White &eacute; concisa e objetiva: Para conserv&aacute;-lo santo precisamos devolv&ecirc;-lo a Deus. Ela encontra apoio para essa posi&ccedil;&atilde;o na ordem de Deus registrada em Malaquias 3:10: &ldquo;Trazei todos os d&iacute;zimos &agrave; casa do tesouro.&rdquo; Ela observa, com muita perspic&aacute;cia, que na ordem divina &ldquo;n&atilde;o se apela para gratid&atilde;o ou generosidade&rdquo;,49&nbsp;o que quer dizer que o Senhor n&atilde;o est&aacute; apelando para a gratid&atilde;o ou generosidade das pessoas para incentiv&aacute;-las a trazer o d&iacute;zimo. Para ela, o fator determinante no ato de dar o d&iacute;zimo n&atilde;o &eacute; a gratid&atilde;o ou a generosidade, mas algo mais s&eacute;rio e significativo baseado na natureza sagrada do d&iacute;zimo. Ela declara inequivocamente: &ldquo;&Eacute; uma quest&atilde;o de simples honestidade. O d&iacute;zimo &eacute; do Senhor; e Ele nos ordena que Lhe devolvamos aquilo que &eacute; Seu.&rdquo;50&nbsp;Ela ergueu o d&iacute;zimo do &acirc;mbito de uma pr&aacute;tica cerimonial ou cultural para o n&iacute;vel de uma responsabilidade moral que n&atilde;o deve ser controlada pelo estado das emo&ccedil;&otilde;es ou tend&ecirc;ncias humanas, e sim pelo inabal&aacute;vel princ&iacute;pio e valor da honestidade.51<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O d&iacute;zimo recebido de todos os membros da Igreja, inclusive pastores e obreiros,52&nbsp;&eacute; considerado por Ellen G. White como &ldquo;um fundo sagrado&rdquo;.53&nbsp;Isto tem algumas implica&ccedil;&otilde;es importantes para os que lidam com ele depois de ter sido entregue pelos membros da Igreja. No n&iacute;vel da igreja local, a natureza sagrada do d&iacute;zimo &eacute; reconhecida quando ele &eacute; remetido para a tesouraria de Deus. Nem mesmo o pastor local tem autoridade para colocar a m&atilde;o no d&iacute;zimo. Ellen G. White acrescenta que os pastores n&atilde;o devem apoiar nenhum plano, presumivelmente de membros da igreja local, para desviar o d&iacute;zimo a algum uso ileg&iacute;timo, mas preservar-lhe a natureza sagrada colocando-o na tesouraria de Deus.54<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falando a administradores de igrejas, ela declarou: &ldquo;O dinheiro do d&iacute;zimo deve ser mantido como sagrado.&rdquo;55&nbsp;Transferir o d&iacute;zimo da igreja local para as organiza&ccedil;&otilde;es superiores n&atilde;o altera a sua natureza; ele continua sendo santo. E os que administram o d&iacute;zimo t&ecirc;m a responsabilidade de preservar-lhe a natureza sagrada. Como podem fazer isso? De acordo com ela, o dinheiro do d&iacute;zimo &eacute; &ldquo;um fundo consagrado a um&nbsp;<i>prop&oacute;sito sagrado<\/i>&ldquo;56&nbsp;por Deus mesmo,57&nbsp; e enquanto os administradores o usarem de acordo com esse&nbsp;<i>prop&oacute;sito sagrado<\/i>, ele &eacute; mantido como tal.58&nbsp;Parece, portanto, que a natureza sagrada do d&iacute;zimo n&atilde;o est&aacute; simplesmente relacionada com o fato de pertencer a Deus, nem &eacute; somente determinada por isso. Sua santidade se acha ligada ao prop&oacute;sito que Deus lhe atribuiu. De acordo com Ellen G. White, n&atilde;o existe tal coisa como d&iacute;zimo sagrado no sentido abstrato; sua natureza e fun&ccedil;&atilde;o, obviamente, s&atilde;o insepar&aacute;veis. &Eacute; somente o uso impr&oacute;prio do d&iacute;zimo que tende a profan&aacute;-lo, e n&atilde;o, por exemplo, a pasta ou bolsa usada para transport&aacute;-lo, ou toc&aacute;-lo com m&atilde;os por lavar. Esta compreens&atilde;o da natureza do d&iacute;zimo como santo no sentido de que pertence exclusivamente a Deus, para o prop&oacute;sito especial que Ele lhe designou, desempenha uma parte muito importante no que Ellen G. White tem a dizer sobre o sistema do d&iacute;zimo em seus escritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.<i>&nbsp;Conclus&atilde;o<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teologia impl&iacute;cita do d&iacute;zimo, presente nos escritos de Ellen G. White, se baseia em diversos conceitos teol&oacute;gicos importantes, que determinar&atilde;o os aspectos mais pragm&aacute;ticos do sistema dizimal. Ele se fundamenta primeiro no conceito de Deus que, como Criador, &eacute; o propriet&aacute;rio do Universo e de tudo quanto se encontra nele. Em segundo lugar, esta dimens&atilde;o de Deus &eacute; acompanhada por outra, que descreve a natureza deste poderoso Deus, sob o aspecto de Seu amor e bondade para com Suas criaturas. Ele preserva e sustenta a todas elas, em virtude de Sua disposi&ccedil;&atilde;o amorosa para dar n&atilde;o somente do que criou, mas tamb&eacute;m de Sua pr&oacute;pria Pessoa. Isto &eacute; especialmente assim na salva&ccedil;&atilde;o que Ele prov&ecirc; para os seres humanos, por meio da obra de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em terceiro lugar, o sistema do d&iacute;zimo &eacute; uma express&atilde;o da ben&eacute;vola vontade de Deus para com os pecaminosos seres humanos a quem est&aacute; procurando restaurar a perfeito companheirismo com Ele, e libertar da destrutiva incurs&atilde;o do pecado em sua exist&ecirc;ncia. Isto &eacute; indicado: a) pelo fato de que o d&iacute;zimo foi institu&iacute;do pelo pr&oacute;prio Deus, pouco depois da queda de Ad&atilde;o e Eva, e confirmado por Cristo durante o Seu minist&eacute;rio terrestre. &Eacute; em virtude da boa qualidade dessa lei como express&atilde;o da vontade de Deus, que ela ainda deve ser observada; b) tem sido usada por Deus para ajudar-nos a reconhecer que Ele &eacute; o nosso Senhor, que dependemos dEle para nossa exist&ecirc;ncia, e n&atilde;o de algum outro poder, e que Deus quer que preservemos Seu relacionamento conosco ao reintegrar-nos na fun&ccedil;&atilde;o de mordomos de Sua bondade e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os. Mediante a express&atilde;o da ben&eacute;vola vontade de Deus para n&oacute;s, no sistema do d&iacute;zimo, Ele tamb&eacute;m est&aacute; procurando libertar-nos do escravizante poder do ego&iacute;smo. O sistema do d&iacute;zimo &eacute; fundamentalmente uma express&atilde;o da amorosa natureza de Deus para com os pecaminosos seres humanos.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><b>III. A Motiva&ccedil;&atilde;o Para Dar o D&iacute;zimo<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao tratar da motiva&ccedil;&atilde;o crist&atilde; para trazer o d&iacute;zimo ao Senhor, Ellen G. White torna claro que dar o d&iacute;zimo &eacute; essencialmente uma resposta &agrave; soberania e aos atos salv&iacute;ficos de Deus em nosso favor, e n&atilde;o o meio pelo qual obtemos Sua aceita&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; vest&iacute;gios de uma abordagem legalista do assunto do d&iacute;zimo, no que ela tem a dizer sobre ele. Isto &eacute; significativo porque, a apesar do fato de grande parte do que escreveu sobre o assunto ter o objetivo de&nbsp; incentivar os membros da Igreja a devolverem o d&iacute;zimo ao Senhor, ela permaneceu claramente concentrada na fun&ccedil;&atilde;o teologicamente correta do d&iacute;zimo na vida crist&atilde;. H&aacute; diversas maneiras pelas quais aborda o assunto da motiva&ccedil;&atilde;o, a come&ccedil;ar com a qualidade&nbsp; da vida espiritual do crente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A.<i>&nbsp;A Qualidade da Vida Espiritual e o D&iacute;zimo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Ellen G. White, dar o d&iacute;zimo requer, previamente, genu&iacute;na dedica&ccedil;&atilde;o a Cristo como Salvador e Senhor na vida e experi&ecirc;ncia dos membros da Igreja. Do contr&aacute;rio, o ato de dar o d&iacute;zimo seria rejeitado ou poderia tornar-se uma formalidade destitu&iacute;da de profunda significa&ccedil;&atilde;o espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) Ela assinala que&nbsp;<i>dar o d&iacute;zimo precisa ser precedido de verdadeira convers&atilde;o<\/i>. Isto significa que &ldquo;o mero assentimento &agrave; verdade n&atilde;o &eacute; o suficiente&rdquo;,&nbsp; e que devemos, com dilig&ecirc;ncia e ora&ccedil;&atilde;o, &ldquo;trabalhar com os que aceitam a verdade, at&eacute; que se conven&ccedil;am de seus pecados e busquem a Deus e se convertam. Ent&atilde;o, devem ser instru&iacute;dos no tocante &agrave;s reivindica&ccedil;&otilde;es de Deus quanto a eles, nos d&iacute;zimos e ofertas.&rdquo;59&nbsp;A experi&ecirc;ncia da convers&atilde;o &eacute; de fundamental import&acirc;ncia no contexto de dar o d&iacute;zimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2)&nbsp;<i>Dar o d&iacute;zimo &eacute; o resultado de uma vida santificada<\/i>. Uma experi&ecirc;ncia religiosa formal poder&aacute; incluir o ato de dar o d&iacute;zimo, mas carece de significa&ccedil;&atilde;o espiritual. Ela argumenta vigorosamente que &ldquo;a religi&atilde;o n&atilde;o consiste meramente num sistema de &aacute;ridas doutrinas, mas de f&eacute; pr&aacute;tica, que santifica a vida e corrige a conduta no c&iacute;rculo familiar e na igreja. Muitos podem dizimar a hortel&atilde; e a arruda, mas negligenciar as quest&otilde;es mais importantes &mdash; a miseric&oacute;rdia e o amor de Deus.&rdquo;60&nbsp;Ela cr&ecirc; que uma vida santa se caracterizar&aacute; por atos compassivos e amorosos, como evid&ecirc;ncia da interioriza&ccedil;&atilde;o da verdade. Ao mesmo tempo, essa vida proporcionar&aacute; o verdadeiro ambiente espiritual dentro do qual o ato de dizimar funcionar&aacute; corretamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3)&nbsp;<i>Dar o d&iacute;zimo requer sensibilidade espiritual<\/i>. A sonol&ecirc;ncia espiritual tende a tornar-nos inconscientes da voz e orienta&ccedil;&atilde;o de Deus, fazendo com que seja dif&iacute;cil reconhec&ecirc;-Lo como Senhor em todos os aspectos de nossa vida. Ela escreve que se os crentes &ldquo;estivessem espiritualmente despertos, ouviriam na renda de cada semana, quer seja muita quer pouca, a voz de Deus e a da consci&ecirc;ncia, requerendo com autoridade os d&iacute;zimos e as ofertas devidos ao Senhor&rdquo;.61&nbsp;Para ouvir essa voz, a pessoa precisa ser espiritualmente sens&iacute;vel e atenta. Tal sensibilidade conduz ao ato de dar o d&iacute;zimo, e este demonstra &ldquo;que a gra&ccedil;a de Deus est&aacute; operando no cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.62<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B.<i>&nbsp;A Motiva&ccedil;&atilde;o Para Dar o D&iacute;zimo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; um conjunto de conceitos religiosos e teol&oacute;gicos fundamentais que s&atilde;o usados por Ellen G. White para incentivar os crentes a dar o d&iacute;zimo. Examinaremos, aqui, alguns dos mais importantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) H&aacute;&nbsp;<i>uma motiva&ccedil;&atilde;o soteriol&oacute;gica<\/i>. De acordo com ela, na obra de reden&ccedil;&atilde;o de Deus, por meio de Cristo, Ele deu &ldquo;o mais precioso dom do C&eacute;u&rdquo;,63&nbsp;e o&nbsp; m&iacute;nimo que devemos fazer &eacute; mostrar &ldquo;que apreciamos a d&aacute;diva do amado Filho de Deus&rdquo;, que &ldquo;O amamos com n&atilde;o dividido afeto&rdquo; e que&nbsp; estamos dispostos a manifestar essa dedica&ccedil;&atilde;o por nossos d&iacute;zimos e ofertas.64&nbsp;Portanto, a motiva&ccedil;&atilde;o apropriada para dar o d&iacute;zimo &eacute; o amor a Deus pelo que Ele realizou em Cristo para n&oacute;s. Obviamente, dar o d&iacute;zimo como resposta &agrave; salva&ccedil;&atilde;o que nos &eacute; concedida por meio de Cristo &eacute; praticamente uma resposta insignificante. Ellen G. White est&aacute; plenamente ciente dessa resposta desproporcional. &Eacute; imposs&iacute;vel &mdash; ela diz &mdash; &ldquo;avaliar o precioso resgate pago para redimir o homem ca&iacute;do. As melhores e mais santas afei&ccedil;&otilde;es do cora&ccedil;&atilde;o devem ser dadas em agradecimento a t&atilde;o maravilhoso amor&rdquo;.&nbsp; Ent&atilde;o, ela menciona o sistema do d&iacute;zimo e declara: &ldquo;Qu&atilde;o escasso isso parece ser na minha opini&atilde;o! Qu&atilde;o pequena a estimativa! Como &eacute; in&uacute;til o empenho para avaliar, com regras matem&aacute;ticas, tempo, dinheiro e amor, um amor e sacrif&iacute;cio que &eacute; incomensur&aacute;vel e incalcul&aacute;vel! D&iacute;zimos para Cristo! Oh! m&iacute;sera bagatela, vergonhosa recompensa do que tanto custou! Da cruz do Calv&aacute;rio, Cristo solicita uma entrega incondicional.&rdquo;65&nbsp;Essa declara&ccedil;&atilde;o desconsidera toda tentativa de usar o d&iacute;zimo a fim de contribuir de algum modo para nossa aceita&ccedil;&atilde;o por Deus. No entanto, &ldquo;o pequeno d&iacute;zimo&rdquo;,66&nbsp;como Ellen G. White o chama, &eacute; dado como amorosa resposta&nbsp; a esse amor insond&aacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) H&aacute;&nbsp;<i>a motiva&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica do universal dom&iacute;nio de Deus<\/i>. Ela insinua que, neste caso, s&atilde;o combinadas duas id&eacute;ias importantes. O universal dom&iacute;nio de Deus denota que Ele possui tudo, inclusive todos n&oacute;s que fomos comprados pelo sangue de Cristo, e o fato de que Ele nos designou como Seus mordomos.67&nbsp;Em ambos os casos, a &ecirc;nfase recai sobre a nossa responsabilidade para com Deus, o qual, como Propriet&aacute;rio, nos designou para atuar como Seus administradores. Em certo sentido, cada um de n&oacute;s &ldquo;pode-se tornar um tesoureiro para o Senhor&rdquo;.68&nbsp;Mas o Seu dom&iacute;nio tamb&eacute;m significa que tudo o que&nbsp; temos prov&eacute;m dEle, e, por isso, devemos, agradecida e alegremente, devolver-Lhe nossos d&iacute;zimos e ofertas. Ela escreveu: &ldquo;A constante bondade de Deus requer algo melhor do que a ingratid&atilde;o e o esquecimento que os homens Lhe prestam. N&atilde;o havemos de devolver e apresentar nossos d&iacute;zimos e ofertas a Deus, com cora&ccedil;&atilde;o agradecido?&rdquo;69Conquanto a gratid&atilde;o n&atilde;o seja&nbsp;<i>a&nbsp;<\/i>raz&atilde;o para dar o d&iacute;zimo, este deve ser devolvido com esp&iacute;rito de gratid&atilde;o.70<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) H&aacute;&nbsp;<i>a motiva&ccedil;&atilde;o moral para dar o d&iacute;zimo<\/i>. Deus apela para nossa percep&ccedil;&atilde;o moral e senso de responsabilidade &eacute;tica como raz&otilde;es fundamentais para darmos o d&iacute;zimo. O pagamento do d&iacute;zimo &eacute; um dever religioso e moral.71&nbsp;Isto se baseia na compreens&atilde;o de Ellen G. White da natureza do d&iacute;zimo considerada mais acima, e, de acordo com a qual, o d&iacute;zimo pertence a Deus. Ele o reservou para um prop&oacute;sito sagrado. Ret&ecirc;-lo &eacute; uma viola&ccedil;&atilde;o do oitavo mandamento: &ldquo;N&atilde;o furtar&aacute;s.&rdquo; (&Ecirc;xodo 20:15). Ela cita a Deus, dizendo: &ldquo;Empregando o Meu fundo de reserva para satisfazer vossos pr&oacute;prios desejos, &hellip; tendes-Me roubado a Mim, subtraindo as Minhas reservas. Por isso, `com maldi&ccedil;&atilde;o sois amaldi&ccedil;oados&rsquo; (Malaquias 3:9).&rdquo;72&nbsp;O conselho que ela d&aacute;, &eacute;: &ldquo;Estrita, honesta e fielmente, seja-Lhe devolvida essa parte.&rdquo;73&nbsp;Evidentemente, para que esta motiva&ccedil;&atilde;o apele &agrave; pessoa, &eacute; necess&aacute;rio que tenha reconhecido a Deus como Salvador e Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4) H&aacute; tamb&eacute;m&nbsp;<i>uma motiva&ccedil;&atilde;o missiol&oacute;gica<\/i>. De acordo com Ellen G. White, esta motiva&ccedil;&atilde;o para dar o d&iacute;zimo baseia-se na jun&ccedil;&atilde;o da obra de salva&ccedil;&atilde;o da parte de Cristo e das abundantes b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus a n&oacute;s: &ldquo;Aumentando-se as nossas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os e privil&eacute;gios &mdash; e, acima de tudo, tendo n&oacute;s presente o sacrif&iacute;cio sem par do glorioso Filho de Deus &mdash; n&atilde;o deveria a nossa gratid&atilde;o ter express&atilde;o em d&aacute;divas [d&iacute;zimos e ofertas] mais abundantes, a fim de levar a outros a mensagem da salva&ccedil;&atilde;o?&rdquo;74&nbsp;A pergunta ret&oacute;rica espera uma resposta positiva. O plano de Deus &eacute; que o evangelho eterno de salva&ccedil;&atilde;o seja pregado por todo o mundo. No cumprimento desse objetivo, Deus tem chamado pessoas especiais para pregarem a Palavra; mas, por meio do sistema do d&iacute;zimo, &ldquo;tornou Ele privil&eacute;gio de toda a Igreja participar da obra pela contribui&ccedil;&atilde;o de seus meios para a sua manuten&ccedil;&atilde;o&rdquo;.75&nbsp;Ela comenta que, pelo sistema dizimal, &ldquo;todos podem sentir que lhes &eacute; poss&iacute;vel ter parte em promover a preciosa obra de salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;.76&nbsp;Convida-nos a dar &ldquo;de nossos meios para salvar aqueles por quem Cristo morreu&rdquo;.77&nbsp;A motiva&ccedil;&atilde;o missiol&oacute;gica procura identificar o nosso interesse com o de Cristo na salva&ccedil;&atilde;o de almas para o Seu reino.78<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5) H&aacute;&nbsp;<i>a motiva&ccedil;&atilde;o da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o<\/i>. &Eacute; um pouco dif&iacute;cil definir esta motiva&ccedil;&atilde;o, porque dar o d&iacute;zimo pressup&otilde;e que j&aacute; fomos aben&ccedil;oados pelo Senhor. Isto &eacute; o que Ellen G. White quer dizer ao perguntar: &ldquo;Havemos de receber todas as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os da m&atilde;o de Deus, sem que no entanto retribuamos &mdash; nem mesmo o d&iacute;zimo, a por&ccedil;&atilde;o que Ele reservou para Si mesmo? &hellip; Havemos de receber continuamente Seus favores com indiferen&ccedil;a, sem Lhe corresponder ao amor?&rdquo;79&nbsp;Deus n&atilde;o pode esperar que demos o d&iacute;zimo antes de aben&ccedil;oar-nos, pela simples raz&atilde;o de que seria imposs&iacute;vel fazermos isso sem Suas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os precedentes. Deus toma, portanto, a iniciativa e nos aben&ccedil;oa a n&oacute;s, pecadores indignos, esperando que reconhe&ccedil;amos ser Ele a fonte dessas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os, mediante uma resposta de amor expressa por meio de nosso d&iacute;zimo.80<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Ellen G. White, as palavras do Senhor, registradas em Malaquias 3:10, s&atilde;o dirigidas a um povo que perdeu sua f&eacute; em Deus. Ele os encoraja a confiarem nEle e levarem seus d&iacute;zimos ao templo. Se manifestarem f&eacute; nEle, experimentar&atilde;o as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus.81&nbsp;Precisam ser lembrados de que &ldquo;a condi&ccedil;&atilde;o de prosperidade depende de levar &agrave; tesouraria do Senhor aquilo que &eacute; Seu&rdquo;.82&nbsp;Como o que Lhe damos j&aacute; pertence a Ele, fundamentalmente a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; o elemento motivacional no ato de dar o d&iacute;zimo. Esta conclus&atilde;o parece ser apoiada pela maneira em que Ellen G. White correlaciona o ato de dar o d&iacute;zimo e a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o em outros contextos. Notem o seu conselho: &ldquo;O d&iacute;zimo fiel &eacute; a parte do Senhor. Ret&ecirc;-lo, &eacute; roubar a Deus. Deve todo homem trazer livre, volunt&aacute;ria e alegremente os d&iacute;zimos e ofertas &agrave; casa do tesouro do Senhor, pois, em faz&ecirc;-lo h&aacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o.&rdquo;83&nbsp;A leitura apressada dessa declara&ccedil;&atilde;o talvez d&ecirc; a entender que a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o &eacute; uma motiva&ccedil;&atilde;o para dar. Notem, por&eacute;m, que a raz&atilde;o para dar, a verdadeira motiva&ccedil;&atilde;o para o ato de devolver o d&iacute;zimo, &eacute; moral &mdash; &ldquo;O d&iacute;zimo &eacute; a parte do Senhor. Ret&ecirc;-lo, &eacute; roubar a Deus.&rdquo; Qual &eacute;, ent&atilde;o, o papel da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o? Ela &eacute; um benef&iacute;cio acrescentado! Deus nos criou, diz Ellen G. White, e nos proporcionou &ldquo;todas as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os&rdquo; que desfrutamos, mas quando damos o d&iacute;zimo, h&aacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o especial, mediante a qual Deus faz com que os nove d&eacute;cimos que guardamos valham mais &ldquo;do que os dez sem essa b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o&rdquo;.84&nbsp;Deus aumenta os nossos benef&iacute;cios para darmos mais a Ele. Buscando a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o, estamos buscando o privil&eacute;gio de dar mais para a Causa do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C.&nbsp;<i>Retendo o d&iacute;zimo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; uma condi&ccedil;&atilde;o sob a qual seria correto reter o d&iacute;zimo ou fazer mau uso dele? Havendo considerado as motiva&ccedil;&otilde;es para dar o d&iacute;zimo, a &oacute;bvia resposta &eacute; negativa. N&atilde;o h&aacute; nenhum pretexto v&aacute;lido que algu&eacute;m possa apresentar para n&atilde;o trazer o d&iacute;zimo ao Senhor. Ellen G. White rejeita a pobreza como justificativa. Visto que o d&iacute;zimo &eacute; dado em propor&ccedil;&atilde;o &agrave; renda, o d&iacute;zimo do pobre &ldquo;ser&aacute; relativamente uma pequena quantia, e suas d&aacute;divas estar&atilde;o de acordo com a sua capacidade. Mas n&atilde;o &eacute; o vulto da d&aacute;diva que torna a oferta aceit&aacute;vel a Deus; &eacute; o prop&oacute;sito do cora&ccedil;&atilde;o, o esp&iacute;rito de gratid&atilde;o e amor que ela expressa.&rdquo;85&nbsp;A d&iacute;vida tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; uma raz&atilde;o v&aacute;lida para reter o d&iacute;zimo. Aqueles que usam o dinheiro pertencente a Deus para saldar suas d&iacute;vidas t&ecirc;m, ela diz, um grave problema religioso e espiritual: n&atilde;o tomaram &ldquo;a posi&ccedil;&atilde;o sincera e decidida de obedecer a Deus&rdquo;.86&nbsp;Seu verdadeiro problema &eacute; o ego&iacute;smo.87<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White tamb&eacute;m rejeita a falta de confian&ccedil;a nos administradores da Igreja como raz&atilde;o v&aacute;lida para reter o d&iacute;zimo ou para n&atilde;o d&aacute;-lo de modo algum. Sua rea&ccedil;&atilde;o diante do que sucedia na Associa&ccedil;&atilde;o de Michigan, em 1890, ilustra sua atitude para com esta quest&atilde;o.88&nbsp;Ela descreve a condi&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio em Michigan em termos muito negativos e necessitando de reavivamento e reforma. A linguagem que ela usa &eacute;, &agrave;s vezes, vigorosa e direta, como por exemplo: &ldquo;Eles n&atilde;o s&atilde;o ricos em conhecimento espiritual e sabedoria celestial, mas pessoas &aacute;ridas e destitu&iacute;das de Cristo&rdquo;; &ldquo;o cora&ccedil;&atilde;o do orador n&atilde;o foi transformado pela gra&ccedil;a&rdquo;.89&nbsp;Ela chegou a dizer que &ldquo;as igrejas estariam muito melhor sem tais pastores e ministros. &Eacute; tirado dinheiro da tesouraria do Senhor para sustentar pessoas n&atilde;o convertidas e necessitando que algu&eacute;m lhes ensine os principais princ&iacute;pios do evangelho, que &eacute; Cristo formado no &iacute;ntimo, a esperan&ccedil;a da gl&oacute;ria.&rdquo;&nbsp;90<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A condi&ccedil;&atilde;o espiritual dos pastores teve um efeito adverso sobre os membros da Igreja, que decidiram reter o seu d&iacute;zimo. Ela chamou-lhes a aten&ccedil;&atilde;o para Malaquias, e perguntou: &ldquo;N&atilde;o podeis ver que, sob quaisquer circunst&acirc;ncias, o melhor n&atilde;o &eacute; reter os d&iacute;zimos e as ofertas, por n&atilde;o concordardes com tudo o que vossos irm&atilde;os fazem? Os d&iacute;zimos e as ofertas n&atilde;o s&atilde;o propriedade de homem algum, mas devem ser usados em fazer certa obra para Deus.&rdquo;91&nbsp;Aqui, ela est&aacute; usando a natureza do d&iacute;zimo para expor o seu caso. Ent&atilde;o, por&eacute;m, passa a usar o argumento da responsabilidade moral para reafirmar o dever de os membros da Igreja darem o d&iacute;zimo: &ldquo;Pastores indignos talvez recebam parte dos meios assim arrecadados, &hellip; mas n&atilde;o cometais pecado, v&oacute;s mesmos, retendo do Senhor o que Lhe pertence.&rdquo;92&nbsp;Os administradores da obra de Deus ser&atilde;o considerados respons&aacute;veis ao Senhor pelo seu pr&oacute;prio pecado,93&nbsp;mas ningu&eacute;m deve usar a sua falha para justificar o ato de roubar a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao tratar da quest&atilde;o de reter o d&iacute;zimo, Ellen G. White menciona, muitas vezes, a maldi&ccedil;&atilde;o registrada em Malaquias 3:10. Ela encara essa maldi&ccedil;&atilde;o com muita seriedade, e a interpreta como a aus&ecirc;ncia da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o prometida aos que d&atilde;o o d&iacute;zimo. &Eacute; a priva&ccedil;&atilde;o de um bem celestial ou do &ldquo;benef&iacute;cio adicional&rdquo; que adv&eacute;m de dar o d&iacute;zimo e possibilita que demos ainda mais ao Senhor. Por conseguinte, ela p&ocirc;de dizer: &ldquo;Quando roubamos a Deus no d&iacute;zimo, tamb&eacute;m roubamos a n&oacute;s mesmos, pois perdemos o tesouro celestial. Privamos a n&oacute;s mesmos da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus.&rdquo;94&nbsp;A prop&oacute;sito, por que alguns que ret&ecirc;m o d&iacute;zimo prosperam? Ela responde: &ldquo;Algumas dessas pessoas est&atilde;o, no entanto, em aparente prosperidade. Em Sua grande miseric&oacute;rdia, Deus ainda as est&aacute; poupando para que vejam e abandonem seu pecado.&rdquo;95&nbsp;Ele ainda est&aacute; procurando persuadi-las de que essas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os prov&ecirc;m&nbsp; de Sua bondosa m&atilde;o. H&aacute; outros, por&eacute;m, &ldquo;que j&aacute; est&atilde;o sentindo Sua maldi&ccedil;&atilde;o sobre eles. S&atilde;o levados a circunst&acirc;ncias probantes e percebem que t&ecirc;m cada vez menos capacidade para dar, quando, se houvessem dado a primazia &agrave;s reivindica&ccedil;&otilde;es de Deus, e, com cora&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;rio, trazido suas ofertas a Ele, teriam sido favorecidos com mais recursos para dar.&rdquo;96&nbsp; Neste caso, a falta de abundantes b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus &eacute; designada para incentiv&aacute;-los a dar o primeiro lugar a Deus em sua vida. Notem que o objetivo da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o, como j&aacute; indicamos, &eacute; habilitar-nos a dar mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, de acordo com Ellen G. White, &ldquo;o d&iacute;zimo de tudo com que Deus vos favoreceu pertence a Ele; e tendes roubado a Deus ao us&aacute;-lo para os vossos pr&oacute;prios empreendimentos. Ele colocou a quest&atilde;o acima de qualquer d&uacute;vida.&rdquo;&nbsp;97<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.&nbsp;<i>Conclus&atilde;o<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Ellen G. White, a motiva&ccedil;&atilde;o da pessoa para dar o d&iacute;zimo n&atilde;o se baseia meramente na dimens&atilde;o emocional do ser humano, mas nos aspectos espirituais, afetivos, morais e racionais de sua personalidade. Dar o d&iacute;zimo requer inteira dedica&ccedil;&atilde;o a Deus, mediante arrependimento e convers&atilde;o, uma vida consagrada ao Senhor, que seja sens&iacute;vel &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito de Deus em nossa vida, ao conduzir-nos para a obedi&ecirc;ncia &agrave; revelada vontade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White d&aacute; a entender que a morte sacrifical de Cristo na cruz requer uma resposta de amor dos crentes, a qual se expresse de muitas formas, inclusive dando o d&iacute;zimo. A soberania de Deus e Sua boa vontade para designar-nos a uma posi&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a, como Seus mordomos, devem levar-nos a corresponder a essa confian&ccedil;a devolvendo o nosso d&iacute;zimo a Ele, como despenseiros fi&eacute;is, reconhecendo assim a Sua soberania. Ela acrescenta, por&eacute;m, que o d&iacute;zimo tamb&eacute;m apela para n&oacute;s como agentes morais que, estando cientes da reivindica&ccedil;&atilde;o de Deus sobre o d&iacute;zimo, como Sua propriedade exclusiva, considerar&iacute;amos o roubo a Ele uma grande fraqueza moral e uma ofensa grav&iacute;ssima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho &agrave; ra&ccedil;a humana recai pesadamente sobre o cora&ccedil;&atilde;o dos que j&aacute; receberam seus benef&iacute;cios, e deve incentiv&aacute;-los a prover os recursos, especialmente por meio do d&iacute;zimo, para possibilitar que muitos outros ou&ccedil;am as boas novas. Se a prometida b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus aos que Lhe devolvem o d&iacute;zimo funciona como poder impelente para dar o d&iacute;zimo, deve-se dar a devida &ecirc;nfase ao desejo de receber mais do Senhor, para poder dar mais. Conquanto haja diversas raz&otilde;es que nos incentivem a dar nosso d&iacute;zimo ao Senhor, n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o alguma para ret&ecirc;-lo dEle. At&eacute; mesmo o mais grave caso de defici&ecirc;ncia ou falha ministerial e administrativa, no devido uso do d&iacute;zimo, n&atilde;o prov&ecirc; nenhuma justificativa para que os membros da Igreja o retenham ou usem como julguem necess&aacute;rio.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><b>IV. A Log&iacute;stica&nbsp; de Dar o D&iacute;zimo<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema dizimal, assim como o procedimento desenvolvido durante o tempo de Ellen G. White para arrecad&aacute;-lo, era bem simples e pr&aacute;tico. O pr&oacute;prio sistema, da maneira descrita na B&iacute;blia, era &ldquo;belo em sua simplicidade e eq&uuml;idade&rdquo;, e n&atilde;o requeria &ldquo;profundidade de saber&rdquo; para ser compreendido e executado.98<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"left\"><em>A<\/em><em>&nbsp;.<\/em><em>&nbsp;Ensinando o Sistema Dizimal<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;O primeiro passo no processo era instruir os membros no tocante ao fundamento b&iacute;blico para dar o d&iacute;zimo, e nos seus aspectos pr&aacute;ticos. Ellen G. White muitas vezes lembra os pastores de instru&iacute;rem os membros da Igreja quanto ao seu dever de trazerem os d&iacute;zimos e ofertas ao Senhor. Evidentemente, ela estava ciente da relut&acirc;ncia de alguns pastores em apresentar este assunto em suas igrejas, especialmente a novos conversos, e identificou alguns problemas que poderiam resultar disso. &ldquo;Se vem um segundo ministro, e apresenta as reivindica&ccedil;&otilde;es de Deus quanto a Seu povo, alguns voltam atr&aacute;s, dizendo: `O ministro que nos trouxe a verdade, n&atilde;o mencionou essas coisas.&rsquo; E se escandalizam com a Palavra. Alguns recusam aceitar o sistema do d&iacute;zimo; afastam-se, e n&atilde;o se unem mais com os que cr&ecirc;em na verdade e a amam.&rdquo; A solu&ccedil;&atilde;o, ela disse, era que todo mensageiro da verdade educasse &ldquo;fiel e cabalmente&rdquo; esses conversos &ldquo;quanto a todos os aspectos essenciais&rdquo;.99<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela ensinou que se esperava ensinassem os ministros do evangelho que o sistema dizimal &ldquo;&eacute; t&atilde;o obrigat&oacute;rio ao povo de Deus, nestes &uacute;ltimos dias, como o era para o povo de Israel&rdquo;,100&nbsp;que tem de ser um d&iacute;zimo fiel e honesto101&nbsp;e que deve ser dado ao&nbsp; Senhor &ldquo;como testemunho de que reconhecem sua depend&ecirc;ncia de Deus&rdquo;,102&nbsp;denotando assim que seu prop&oacute;sito n&atilde;o era obter o favor divino. Essa instru&ccedil;&atilde;o devia ser refor&ccedil;ada pelo pastor, &ldquo;por preceito e exemplo&rdquo;.103<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B.<i>&nbsp;Arrecadando o D&iacute;zimo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo come&ccedil;a com a compreens&atilde;o de que o d&iacute;zimo pertence a Deus e que deve ser reservado para Ele. Portanto, &eacute; necess&aacute;rio separar a parte do Senhor logo que se recebe o rendimento. Ningu&eacute;m, diz Ellen G. White, deve &ldquo;ensinar que devemos gastar nossos recursos com n&oacute;s mesmos&nbsp; e trazer o resto para o Senhor, mesmo que de outro modo fosse um d&iacute;zimo honesto. Separai primeiro a parte do Senhor.&rdquo;104&nbsp;A raz&atilde;o para isso &eacute; provavelmente tanto teol&oacute;gica como pragm&aacute;tica. Separar primeiro o d&iacute;zimo torna-se um &ldquo;ritual&rdquo; por meio do qual expressamos uma verdade teol&oacute;gica, a saber: que Deus ocupa o primeiro lugar em nossa vida. No n&iacute;vel pragm&aacute;tico, separar primeiro o d&iacute;zimo protege-o do mau uso ou da apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita. Ela esclarece que isso deve ser feito no lar, com a participa&ccedil;&atilde;o tanto dos pais como dos filhos.105<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez separado o d&iacute;zimo, ele deve ser levado &agrave; igreja. Para ela, a ocasi&atilde;o mais apropriada para apresentarmos nossos d&iacute;zimos e ofertas a Deus &eacute; durante o culto divino, no s&aacute;bado. A id&eacute;ia parece ser que o s&aacute;bado proporciona o ambiente espiritual necess&aacute;rio para adorarmos a Deus por meio de nossos recursos, porque &eacute; um dia especial para termos comunh&atilde;o com Ele.&nbsp; &ldquo;No s&aacute;bado meditamos em Sua bondade. Contemplamos Sua obra na cria&ccedil;&atilde;o como evid&ecirc;ncia de Seu poder na reden&ccedil;&atilde;o. Nosso cora&ccedil;&atilde;o se enche de gratid&atilde;o por Seu grande amor. E agora, antes que comece a labuta de uma nova semana, devolvemos-Lhe o que pertence a Ele, junto com uma oferta para demonstrar nossa gratid&atilde;o.&rdquo;106&nbsp;Devolver nossos d&iacute;zimos e ofertas a Deus &eacute; realmente um ato de adora&ccedil;&atilde;o realizado durante o dia de culto, o s&aacute;bado, quando o povo de Deus se re&uacute;ne para ador&aacute;-Lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dinheiro do d&iacute;zimo devia, ent&atilde;o, ser enviado ao tesoureiro do escrit&oacute;rio da Associa&ccedil;&atilde;o, e o presidente tinha a responsabilidade de certificar-se de que um d&iacute;zimo fiel era trazido para o tesouro.107&nbsp;De acordo com Ellen G. White, &ldquo;mordomos fi&eacute;is devem colocar o dinheiro do Senhor no Seu tesouro&rdquo;;108&nbsp;de fato, ela diz: Deus &ldquo;requer que esta parte seja colocada no Seu tesouro&rdquo;.109Espera-se que os administradores usem o d&iacute;zimo&nbsp; trazido &agrave; tesouraria&nbsp; de acordo com o prop&oacute;sito de Deus para ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C.&nbsp;<i>Fontes Que S&atilde;o Dizim&aacute;veis<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto de d&iacute;zimo a pessoa deve dar e quais s&atilde;o as fontes de que devemos dar o d&iacute;zimo? Sua resposta &eacute; clara: &ldquo;Quanto &agrave; quantia requerida, Deus especificou um d&eacute;cimo da renda como a parte que Lhe &eacute; devida&rdquo;;110&nbsp;&ldquo;o d&iacute;zimo de tudo aquilo com que Deus vos aben&ccedil;oou&rdquo;;111&nbsp;&ldquo;o d&iacute;zimo de toda a nossa renda &eacute; do Senhor&rdquo;.112&nbsp;Escrevendo a &ldquo;homens ligados &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es designadas por Deus&rdquo;, ela os aconselha a &ldquo;dar o d&iacute;zimo de tudo o que possuem e de tudo o que recebem.&rdquo;113&nbsp;Falando de maneira mais espec&iacute;fica, ela se refere `a &ldquo;consagra&ccedil;&atilde;o a Deus de um d&eacute;cimo de toda a renda, quer &hellip; dos pomares quer dos campos, dos rebanhos ou do trabalho mental e manual&rdquo;.114&nbsp;Sua &ecirc;nfase principal &eacute; sobre dar o d&iacute;zimo de todas as rendas e aumentos. No entanto, ela reconhece que as quantias variar&atilde;o duma pessoa para outra, n&atilde;o somente por serem proporcionais &agrave;s rendas ou aumentos,115&nbsp;mas porque os detalhes e, talvez, a defini&ccedil;&atilde;o do que &eacute; renda e aumento &ldquo;fica com a consci&ecirc;ncia e benefic&ecirc;ncia dos homens, cujo ju&iacute;zo nesse sistema dizimal deve ser livre&rdquo;.116&nbsp;Contudo, ela acrescenta imediatamente: &ldquo;E ao passo que isto fica com a consci&ecirc;ncia, foi estabelecido um plano bastante definido para todos. N&atilde;o se exige compuls&atilde;o.&rdquo;117&nbsp;O contexto indica que o plano a que ela se refere foi estipulado na B&iacute;blia, e segundo o qual a d&eacute;cima parte de todas as rendas devia ser devolvida ao Senhor. Alguns anos mais tarde, ela comentou outra vez: Deus&nbsp; &ldquo;deixa todos livres para dizerem quanto seja o d&iacute;zimo, e se querem ou n&atilde;o dar mais que isso&rdquo;.118&nbsp;Seus escritos parecem mostrar uma esp&eacute;cie de esclarecimento progressivo das fontes de que damos o d&iacute;zimo, mas n&atilde;o da natureza dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.&nbsp;<i>Conclus&atilde;o<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Ellen G. White, o sistema do d&iacute;zimo &eacute; intencionalmente simples, a fim de possibilitar que todos se sujeitem a ele. Os pastores devem ensinar o sistema aos membros da Igreja e instru&iacute;-los sobre a sua responsabilidade de trazer o d&iacute;zimo ao Senhor. Antes de usar uma parte da renda, deve-se separar o d&iacute;zimo em casa, quase como um ato de adora&ccedil;&atilde;o. Depois, ent&atilde;o, deve ser levado &agrave; igreja, no s&aacute;bado, como ato de adora&ccedil;&atilde;o e reconhecimento de nossa constante depend&ecirc;ncia das b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os e da gra&ccedil;a de Deus. Deve-se pagar o d&iacute;zimo de todas as rendas e aumentos, ficando a determina&ccedil;&atilde;o dos detalhes a crit&eacute;rio de cada pessoa.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">V. Usos do D&iacute;zimo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muita coisa do que Ellen G. White escreveu sobre o d&iacute;zimo trata de perguntas e dos conselhos que ela deu a respeito de como usar o dinheiro do d&iacute;zimo. Sem d&uacute;vida, neste caso, houve um aumento na sua compreens&atilde;o, pois, numa carta ao Pastor A. G. Daniels, em 16 de mar&ccedil;o de 1897, ela mesma disse: &ldquo;Nunca compreendi t&atilde;o plenamente este assunto como o compreendo agora. Como me foram enviadas perguntas, para que as respondesse, recebi especiais instru&ccedil;&otilde;es do Senhor, de que o d&iacute;zimo &eacute; para um prop&oacute;sito especial.&rdquo;119&nbsp;S&atilde;o essas instru&ccedil;&otilde;es que consideraremos agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A.&nbsp;<i>Determinando o Uso<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto a isso, a quest&atilde;o b&aacute;sica &eacute;&nbsp;<i>quem<\/i>&nbsp;decide como deve ser usado o d&iacute;zimo. Esta &eacute;, provavelmente, a quest&atilde;o mais dif&iacute;cil que enfrentamos ao examinar o d&iacute;zimo nos escritos de Ellen G. White. Lendo o que ela declara sobre o assunto, ficamos impressionados com a constante &ecirc;nfase que &eacute; dada ao que o Senhor lhe revelou a respeito do uso do d&iacute;zimo. Ela enfatiza esse ponto de diversas maneiras. Por exemplo: &ldquo;Deus deu instru&ccedil;&otilde;es especiais quanto ao emprego do d&iacute;zimo&rdquo;;120ele deve ser colocado na tesouraria de Deus e &ldquo;mantido sagrado para o servi&ccedil;o dEle, de acordo com o que designou&rdquo;;121&nbsp;&ldquo;Recebi especiais instru&ccedil;&otilde;es do Senhor, de que o d&iacute;zimo &eacute; para um prop&oacute;sito especial.&rdquo;122&nbsp;Isto est&aacute; em perfeita harmonia com o ensino b&iacute;blico de que o d&iacute;zimo pertence a Deus, e &eacute; Ele quem decide sua finalidade e como deve ser usado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White parece estar dizendo que, por interm&eacute;dio do seu minist&eacute;rio prof&eacute;tico, o Senhor comunicou agora &agrave; Igreja como Ele quer que o d&iacute;zimo seja usado. Qualquer tentativa de usar o d&iacute;zimo de um modo que n&atilde;o era compat&iacute;vel com o que o Senhor lhe revelara foi imediatamente condenada por ela. Em 1901, at&eacute; censurou alguns administradores na Associa&ccedil;&atilde;o Geral que estavam tomando decis&otilde;es acerca do uso do d&iacute;zimo. Ela escreveu: &ldquo;N&atilde;o &eacute;&nbsp; o &hellip; des&iacute;gnio [de Deus] que dois ou tr&ecirc;s homens planejem por toda a Associa&ccedil;&atilde;o e decidam como deve ser usado o d&iacute;zimo, como se o d&iacute;zimo fosse um fundo que lhes pertencesse.&rdquo;123&nbsp;A &oacute;bvia dedu&ccedil;&atilde;o &eacute; que os administradores e obreiros da Igreja s&atilde;o protetores do sistema do d&iacute;zimo e, como tais, respons&aacute;veis por certificar-se de que esteja sendo usado de acordo com a revelada vontade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B.&nbsp;<i>Uso Espec&iacute;fico do D&iacute;zimo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral, Ellen G. White ensina que Deus &ldquo;reclama o d&iacute;zimo como Sua propriedade, e o mesmo deveria ser sempre considerado uma reserva sagrada&nbsp;<i>a ser depositada no Seu tesouro, para o benef&iacute;cio de Sua causa<\/i>&ldquo;.124&nbsp;Em outro lugar ela escreveu: &ldquo;Ele [Deus] tem um tesouro, esse tesouro deve ser abastecido pelo d&iacute;zimo, e esse d&iacute;zimo deve ser um d&iacute;zimo sagrado, o d&iacute;zimo de Deus, e ser t&atilde;o liberal que sustente a obra em grande medida&rdquo;,125&nbsp;ou simplesmente &ldquo;para que a obra possa ser mantida&rdquo;.126&nbsp;No Antigo Testamento, Deus designou o d&iacute;zimo aos levitas, para a sua obra no santu&aacute;rio, mas agora Ele o designou para ser usado na obra da Igreja, a qual consiste basicamente na proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho, ou, como ela declara, &ldquo;para sustento do minist&eacute;rio evang&eacute;lico&rdquo;127&nbsp;Ela &eacute;, por&eacute;m, muito espec&iacute;fica sobre como ele deve ou n&atilde;o ser usado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.&nbsp;<i>Usado Para Sustentar os Ministros do Evangelho<\/i>: O d&iacute;zimo deve ser usado para prover sustento financeiro aos que se acham engajados no minist&eacute;rio,128&nbsp;isto &eacute;, &ldquo;manter os obreiros evang&eacute;licos em seu labor&rdquo;.129&nbsp;Estes obreiros s&atilde;o definidos por Ellen G. White como &ldquo;aqueles que ministram na obra sagrada como os escolhidos do Senhor, para realizar Seu trabalho n&atilde;o somente pregando serm&otilde;es, mas ministrando&rdquo;,130&nbsp;e ensinando as Escrituras aos que n&atilde;o compreendem a lei de Deus.131<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.&nbsp;<i>Usado Para Sustentar Professores de B&iacute;blia<\/i>: Este uso especial do d&iacute;zimo se baseou nas instru&ccedil;&otilde;es que Deus lhe deu: &ldquo;Tem sido comunicada a luz de que os que ministram em nossas escolas, ensinando a Palavra de Deus, explicando as Escrituras, educando os alunos nas coisas divinas, sejam sustentados com o dinheiro do d&iacute;zimo.&rdquo;132&nbsp;Ela escreveu isso em 1900, mas na mesma declara&ccedil;&atilde;o, acrescentou o seguinte: &ldquo;Estas instru&ccedil;&otilde;es foram dadas h&aacute; muito tempo, e mais recentemente t&ecirc;m sido aqui e ali repetidas.&rdquo;133&nbsp;Entre esses professores de B&iacute;blia, ela inclui mulheres que est&atilde;o &ldquo;ensinando mo&ccedil;as a trabalhar com &ecirc;xito como visitadoras e instrutoras b&iacute;blicas.&rdquo;134<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.&nbsp;<i>Usado Para Sustentar Esposas de Pastores, Que Trabalham&nbsp; no Minist&eacute;rio Evang&eacute;lico<\/i>: Ela fala em favor de uma esposa de pastor a quem &ldquo;o Senhor confere &hellip; o encargo do trabalho, e se ela dedica o tempo e as for&ccedil;as para visitar uma fam&iacute;lia ap&oacute;s a outra, abrindo-lhes as Escrituras, est&aacute; realizando uma obra que faz parte do setor do minist&eacute;rio, embora n&atilde;o lhe tenham sido impostas as m&atilde;os da ordena&ccedil;&atilde;o&rdquo;,135&nbsp;e deveria ser paga pelo seu trabalho com recursos provenientes do d&iacute;zimo.136&nbsp;Ellen G. White afirma claramente que &ldquo;o d&iacute;zimo deve ser para os que trabalham na palavra e na doutrina, sejam eles homens ou mulheres&rdquo;.137<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.&nbsp;<i>Usado Para Sustentar M&eacute;dicos-Mission&aacute;rios<\/i>: Quando alguns estavam se opondo &agrave; id&eacute;ia de usar o d&iacute;zimo para sustentar m&eacute;dicos-mission&aacute;rios, ela escreveu: &ldquo;Sou instru&iacute;da a dizer que &hellip; um ministro do evangelho que seja tamb&eacute;m m&eacute;dico-mission&aacute;rio &hellip; &eacute; um obreiro muito mais eficiente do que aquele que n&atilde;o o pode fazer.&rdquo;138&nbsp;Ela defendia, portanto, o uso do d&iacute;zimo para pagar-lhes os sal&aacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5.&nbsp;<i>Usado Para Sustentar Ministros Aposentados e Suas Fam&iacute;lias<\/i>: Em 1904, ela encorajou os administradores a proverem benef&iacute;cios de aposentadoria para vi&uacute;vas de pastores.139&nbsp;Quando, em 1911, a Igreja criou um plano de aposentadoria para o qual cada Associa&ccedil;&atilde;o deveria contribuir com cinco por cento de seus d&iacute;zimos, ela o apoiou plenamente.140<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6.&nbsp;<i>Usado Para Sustentar Diretores do Departamento de Publica&ccedil;&otilde;es<\/i>: N&atilde;o h&aacute; nenhuma declara&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White apoiando o uso do d&iacute;zimo para pagar diretores do Departamento de Publica&ccedil;&otilde;es. Entretanto, h&aacute; uma carta de W.C. White para W. S. Lowry, datada em 10 de maio de 1912, na qual ele afirma: &ldquo;Sempre que esta quest&atilde;o tem sido apresentada a Mam&atilde;e, ela tem dado sua aprova&ccedil;&atilde;o ao plano que geralmente &eacute; adotado por nosso povo.&rdquo;141<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7.&nbsp;<i>Usado Para Sustentar Campos Mission&aacute;rios em Necessidade<\/i>: Ela aconselha Associa&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m excedentes de d&iacute;zimos a partilh&aacute;-los com regi&otilde;es situadas fora de suas fronteiras na Am&eacute;rica do Norte e&nbsp; Al&eacute;m-Mar. Ela apela: &ldquo;H&aacute; miss&otilde;es a serem mantidas em campos nos quais n&atilde;o h&aacute; igrejas e d&iacute;zimos, e onde tamb&eacute;m os crentes s&atilde;o novos e o d&iacute;zimo &eacute; limitado. Se tiverdes meios que n&atilde;o sejam necess&aacute;rios depois de acertardes as contas com vossos ministros, de maneira liberal, enviai o dinheiro do Senhor para esses lugares privados de recursos.&rdquo;142<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C.&nbsp;<i>Uso Excepcional do D&iacute;zimo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; alguns casos em que Ellen G. White estende o uso do d&iacute;zimo a algumas situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o fazem parte dos usos anteriores, que acabamos de considerar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.&nbsp;<i>A Obra M&eacute;dico-Mission&aacute;ria no Sanat&oacute;rio<\/i>: Ellen G. White aprovou um plano que lhe foi submetido pelo Dr. John Harvey Kellogg. De acordo com esse plano, uma quantia equivalente ao d&iacute;zimo pago &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o pelos obreiros do sanat&oacute;rio foi apropriada para ser usada em levar avante a obra mission&aacute;ria ligada ao sanat&oacute;rio.143&nbsp;A obra consistia em ajudar os pobres. No entanto, ao dar sua aprova&ccedil;&atilde;o, ela teve o cuidado de lembrar os dirigentes da Igreja de que a nossa principal responsabilidade &eacute; a proclama&ccedil;&atilde;o da mensagem do terceiro anjo.144<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.&nbsp;<i>Edificar Casas de Culto<\/i>: Isto s&oacute; deve ser feito em casos muito excepcionais. Ela escreve: &ldquo;H&aacute; lugares excepcionais, em que a pobreza &eacute; t&atilde;o intensa que para conseguir o mais humilde local de culto talvez seja necess&aacute;rio fazer uso dos d&iacute;zimos.&rdquo;145<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.&nbsp;<i>Pagar um Arrecadador de D&iacute;zimos<\/i>: Este uso do d&iacute;zimo n&atilde;o &eacute; abordado por Ellen G. White em parte alguma de seus escritos; mas, de acordo com W. C. White, Ellen e Tiago White o apoiaram. O arrecadador do d&iacute;zimo n&atilde;o s&oacute; era um tesoureiro, mas tinha a clara responsabilidade de arrecadar o d&iacute;zimo dos membros da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais exce&ccedil;&otilde;es eram raras, e Ellen G. White n&atilde;o tencionava que se tornassem uma pr&aacute;tica comum adotada por toda a Igreja, mas cada caso envolvia determinadas circunst&acirc;ncias que requeriam medidas especiais. O que &eacute; significativo aqui, &eacute; que os dirigentes da Igreja buscavam o seu conselho para terem certeza de n&atilde;o estarem violando a santidade do d&iacute;zimo. Eles, evidentemente, reconheciam que era Deus quem decidia como o d&iacute;zimo devia ser usado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.&nbsp;<i>Uso Incorreto do D&iacute;zimo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o seu minist&eacute;rio, Ellen G. White teve de responder a muitas perguntas acerca do uso do d&iacute;zimo e teve tamb&eacute;m de enfrentar algumas pr&aacute;ticas espec&iacute;ficas nas igrejas e entre os obreiros. Seus conselhos identificam certos usos do d&iacute;zimo que n&atilde;o se harmonizam com a natureza do d&iacute;zimo e o sagrado prop&oacute;sito que lhe foi designado por Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.&nbsp;<i>Mau Uso Pessoal<\/i>: Escrevendo aos membros da Igreja, ela diz: &ldquo;A por&ccedil;&atilde;o que Deus reservou para Si, n&atilde;o deve ser desviada para nenhum outro des&iacute;gnio que n&atilde;o aquele por Ele especificado. Ningu&eacute;m se sinta na liberdade de reter o d&iacute;zimo, para empreg&aacute;-lo segundo seu pr&oacute;prio ju&iacute;zo. N&atilde;o devem servir-se dele numa emerg&ecirc;ncia, nem us&aacute;-lo segundo lhes pare&ccedil;a justo, mesmo no que possam considerar como obra do Senhor.&rdquo;146&nbsp;Notem que seu conselho se baseia na natureza do d&iacute;zimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.&nbsp;<i>Mau Uso Pastoral<\/i>: Nas igrejas locais, os pastores tinham acesso imediato ao d&iacute;zimo trazido ao Senhor pelos membros da Igreja e podiam, com facilidade, fazer mau uso dele. O pastor n&atilde;o devia achar que podia &ldquo;ret&ecirc;-lo e aplic&aacute;-lo de acordo com o seu pr&oacute;prio crit&eacute;rio, porque era um ministro. O d&iacute;zimo n&atilde;o &eacute; seu.&nbsp; Ele n&atilde;o tem liberdade para dedicar a si mesmo o que pensa ser-lhe devido.&rdquo;147<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.&nbsp;<i>Colportores<\/i>: Alguns administradores da Igreja eram favor&aacute;veis &agrave; id&eacute;ia de pagar colportores com o d&iacute;zimo. Ela escreveu: &ldquo;Comete-se grande erro quando se retira o d&iacute;zimo do fim em que deve ser empregado &mdash; o sustento dos ministros.&rdquo;148&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4.&nbsp;<i>Mau Uso Pelas Igrejas<\/i>: De acordo com Ellen G. White, o d&iacute;zimo n&atilde;o devia ser usado para prover melhorias ou conforto &agrave;s igrejas,149&nbsp;para suprir as necessidades ou o cuidado da casa de Deus,150&nbsp;para prover suas necessidades comuns,151&nbsp;para pagar d&eacute;bitos de igrejas,152&nbsp;ou para custear-lhes as despesas.153&nbsp;Tamb&eacute;m n&atilde;o devia ser empregado na constru&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios institucionais.154<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5.&nbsp;<i>Despesas da Escola<\/i>: Ellen G. White declara inequivocamente que o d&iacute;zimo n&atilde;o deve ser &ldquo;aplicado para fins escolares&rdquo;,155&nbsp;nem como fundo de aux&iacute;lio a estudantes.156<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6.&nbsp;<i>Ajudar os Pobres e Doentes<\/i>: A responsabilidade crist&atilde; de cuidar dos pobres e ajud&aacute;-los &eacute; constantemente defendida por Ellen G. White. No entanto, ela indica que o d&iacute;zimo n&atilde;o deve ser usado com essa finalidade; ele &ldquo;n&atilde;o deve&nbsp; ser considerado um fundo para os pobres. Deve ser dedicado especialmente ao sustento dos que est&atilde;o levando a mensagem de Deus ao mundo; e n&atilde;o deve ser desviado desse prop&oacute;sito.&rdquo;157&nbsp;Ela aconselha cada igreja a &ldquo;sentir sua responsabilidade de ter especial interesse nos fracos e nos idosos. &hellip; O d&iacute;zimo n&atilde;o deve ser reservado para esta obra.&rdquo;158<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7.&nbsp;<i>Pastores na Pol&iacute;tica<\/i>: O zelo pol&iacute;tico expresso por meio de discursos pol&iacute;ticos &eacute;, segundo Ellen G. White, incompat&iacute;vel com a obra de um pastor, e &ldquo;o d&iacute;zimo n&atilde;o deve ser empregado para pagar algu&eacute;m a fim de discursar sobre quest&otilde;es pol&iacute;ticas&rdquo;.159<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E.&nbsp;<i>Conclus&atilde;o<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com ela, o uso do d&iacute;zimo foi determinado por Deus, o qual o santificou para um prop&oacute;sito muito espec&iacute;fico. Com freq&uuml;&ecirc;ncia, ela indicou que o que tinha a dizer sobre o emprego do d&iacute;zimo lhe foi&nbsp; comunicado pelo Senhor, e quando administradores, pastores ou membros da Igreja usavam o d&iacute;zimo incorretamente, ela falava contra isso. Os dirigentes da Igreja tamb&eacute;m reconheciam que &eacute; Deus quem determina como o d&iacute;zimo deve ser usado, e eles demonstravam essa convic&ccedil;&atilde;o buscando o seu conselho quando precisava ser tomada alguma decis&atilde;o a respeito do uso do d&iacute;zimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela ensinava fundamentalmente que o d&iacute;zimo devia ser usado para o minist&eacute;rio evang&eacute;lico. Houve algumas exce&ccedil;&otilde;es quando isto se tornou necess&aacute;rio, mas n&atilde;o deveriam tornar-se pr&aacute;ticas permanentes. O emprego muito espec&iacute;fico do d&iacute;zimo, defendido por ela, talvez seja interpretado sob o aspecto da situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica da Igreja durante o tempo em que ela viveu. Visto que a Igreja n&atilde;o tinha abundantes recursos financeiros naquele tempo, poder&aacute; ser que algu&eacute;m afirme que a limitada quantidade de d&iacute;zimo que chegava &agrave; tesouraria era cuidadosamente guardada e usada para a proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho. Altera&ccedil;&otilde;es na condi&ccedil;&atilde;o financeira da Igreja poderiam requer um emprego diferente do d&iacute;zimo, que permitisse o que ela n&atilde;o permitiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Semelhante interpreta&ccedil;&atilde;o das evid&ecirc;ncias n&atilde;o seria aceit&aacute;vel para Ellen G. White. Ela insiste em que sua descri&ccedil;&atilde;o do emprego do d&iacute;zimo &eacute; a maneira pela qual o Senhor espera que a Igreja o utilize. Visto que o d&iacute;zimo &eacute; sagrado e constitui exclusiva propriedade de Deus, Ele &eacute; a &uacute;nica pessoa que pode determinar como deve ser empregado. O apoio para esta interpreta&ccedil;&atilde;o das evid&ecirc;ncias prov&eacute;m do conselho que ela deu a uma Associa&ccedil;&atilde;o que tinha d&iacute;zimo excedente. Em vez de permitir que eles fossem criativos no uso desse excedente, ela recomendou que o partilhassem com outros campos.160<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato de que ela admitiu que houvesse algumas exce&ccedil;&otilde;es a suas instru&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas denota que h&aacute; certa liberdade no uso do d&iacute;zimo. Entretanto, tais casos n&atilde;o deveriam passar a fazer parte da regra. Al&eacute;m disso, ela ainda estava viva para orientar os dirigentes da Igreja nos casos em que deveria haver exce&ccedil;&otilde;es. Qualquer exce&ccedil;&atilde;o, hoje em dia, teria de ser estudada com muito cuidado e ora&ccedil;&atilde;o, lembrando que o dinheiro do d&iacute;zimo n&atilde;o &eacute; nosso, para ser usado como nos apraz.161<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">VI. O Uso Pessoal do D&iacute;zimo de Ellen G. White<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O emprego do d&iacute;zimo pessoal de Ellen G. White foi meticulosamente estudado por outras pessoas, tornando desnecess&aacute;rio que entremos em todos os pormenores da quest&atilde;o.162&nbsp;&Eacute; claro que ela enviava seus d&iacute;zimos para a tesouraria da Associa&ccedil;&atilde;o, mas em alguns casos apropriou-se dele para uma necessidade espec&iacute;fica. Ela estava muito preocupada com a obra nos Estados do Sul dos EE.UU. e com a falta de adequado apoio financeiro para os pastores que labutavam ali. Por isso, apropriou-se do dinheiro de seu d&iacute;zimo &ldquo;para o campo mais necessitado e mais desalentador no mundo&rdquo;.163&nbsp;Al&eacute;m disso, estava disposta a aceitar o d&iacute;zimo de outras pessoas que o entregavam a ela, pedindo que o utilizasse onde soubesse que era &ldquo;mais necess&aacute;rio&rdquo;.164&nbsp;Usava o dinheiro &ldquo;para ajudar pastores brancos e negros que estavam sendo negligenciados e n&atilde;o recebiam o suficiente para sustentar suas fam&iacute;lias&rdquo;.165&nbsp;Em alguns casos, ela indicou claramente que o dinheiro devia ser &ldquo;aplicado em prol dos pastores negros, para ajud&aacute;-los em seus sal&aacute;rios&rdquo;.166<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tamb&eacute;m usou parte do seu d&iacute;zimo para suprir as necessidades de algumas esposas de pastor que trabalhavam o tempo integral, mas n&atilde;o eram pagas pela Associa&ccedil;&atilde;o. Essas mulheres estavam realizando trabalho ministerial e se preocupavam com a salva&ccedil;&atilde;o de pessoas que n&atilde;o conheciam a mensagem.167&nbsp;Ela considerava uma injusti&ccedil;a deixar que tais pessoas dedicassem todo o seu tempo &agrave; obra mission&aacute;ria sem receberem pagamento, e achava que tinha &ldquo;o dever de criar um fundo, com o dinheiro do meu d&iacute;zimo, para pagar essas mulheres que est&atilde;o realizando uma obra t&atilde;o essencial como a que &eacute; efetuada pelos pastores&rdquo;.168<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto &agrave; sua pr&aacute;tica, ela primeiro esclarece que &ldquo;durante anos, tem-me sido apresentado que meu d&iacute;zimo devia ser apropriado por mim mesma para ajudar os pastores brancos e negros que estavam sendo negligenciados e n&atilde;o recebiam o suficiente para sustentar devidamente suas fam&iacute;lias&rdquo;.169&nbsp;Em outras palavras, como profetisa, ela fora orientada por Deus para fazer o que estava efetuando. Essa era sua &ldquo;obra especial&rdquo;. Em segundo lugar, ela declara que o d&iacute;zimo &ldquo;n&atilde;o era retido do tesouro do Senhor&rdquo;,170&nbsp;pois o estava utilizando para o sustento do minist&eacute;rio. Em terceiro lugar, ela n&atilde;o aconselhava ou incentivava ningu&eacute;m a pegar o dinheiro do d&iacute;zimo e utiliz&aacute;-lo da maneira que achasse conveniente.171&nbsp;Percebia que o que estava fazendo era singular para ela, devido &agrave;s instru&ccedil;&otilde;es que lhe tinham sido dadas por Deus. Em quarto lugar, n&atilde;o solicitava o d&iacute;zimo de outras pessoas para&nbsp; aplic&aacute;-lo em campos necessitados. As evid&ecirc;ncias de que dispomos indicam que algumas pessoas lhe entregaram o dinheiro do d&iacute;zimo, mas n&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cios de que ela o tenha solicitado.172&nbsp;Em quinto lugar, mantinha um registro de responsabilidade pelo dinheiro que era entregue aos seus cuidados, dava um recibo dele, e contava como fora utilizado aos que lho tinham entregue.173<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; evidente que Ellen G. White, nas ocasi&otilde;es em que se apropriou do seu d&iacute;zimo e do que lhe foi entregue por outras pessoas, tinha boas raz&otilde;es para faz&ecirc;-lo, e o apoio do Senhor. O d&iacute;zimo n&atilde;o estava sendo mal empregado, mas cumpria o des&iacute;gnio de Deus para esse fundo sagrado. Devido ao seu minist&eacute;rio muito especial dentro da Igreja, sua pr&aacute;tica nesse aspecto n&atilde;o pode ser usada como modelo para que algu&eacute;m se aproprie do d&iacute;zimo para projetos particulares. Tamb&eacute;m devemos ter em mente que suas utiliza&ccedil;&otilde;es do d&iacute;zimo para sustentar instrutores b&iacute;blicos e obreiros aposentados tornaram-se pr&aacute;ticas adotadas pela igreja.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">VII. O Segundo D&iacute;zimo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro de Deuteron&ocirc;mio legisla sobre um d&iacute;zimo que devia ser comido pelos israelitas no templo ou em suas pr&oacute;prias cidades e partilhado com os pobres e os levitas (12:6 e 17; 14:22-29; 26:12-15). Ellen&nbsp; G. White faz distin&ccedil;&atilde;o entre esse d&iacute;zimo e o d&iacute;zimo regular totalmente designado aos levitas e sacerdotes, para o seu trabalho no santu&aacute;rio. Ela o chama de &ldquo;segundo d&iacute;zimo&rdquo;.174&nbsp;Este d&iacute;zimo era levado ao santu&aacute;rio de dois em dois anos, como oferta de agradecimento, e comido numa festa religiosa de que participavam os levitas, os estrangeiros, os &oacute;rf&atilde;os e as vi&uacute;vas.175&nbsp;Durante o terceiro ano, &ldquo;este segundo d&iacute;zimo devia ser usado em casa, hospedando os levitas e os pobres&rdquo; e era &ldquo;um fundo para fins de caridade e hospitalidade&rdquo;.176&nbsp;Ela esclarece que esse era &ldquo;um d&iacute;zimo al&eacute;m do que era dado cada ano para o servi&ccedil;o de Deus, e inteiramente distinto dele&rdquo;.177<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dar um segundo d&iacute;zimo na &eacute;poca atual n&atilde;o &eacute; desaconselhado por Ellen G. White, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; fortemente promovido por ela. Enquanto se encontrava na Austr&aacute;lia, ela incentivou os membros da Igreja a trazerem suas ofertas para aumentar o fundo destinado &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do Sanat&oacute;rio de Sydney. Ela relata: &ldquo;Nossos companheiros de trabalho na Austral&aacute;sia responderam animosa e entusiasticamente. O segundo d&iacute;zimo foi reservado para aumentar o fundo de constru&ccedil;&atilde;o. Houve muitos donativos de dinheiro, trabalho e materiais, representando indiz&iacute;vel abnega&ccedil;&atilde;o.&rdquo;178N&atilde;o nos &eacute; declarado se ela solicitara, ou n&atilde;o, um segundo d&iacute;zimo para o projeto. O importante &eacute; que, evidentemente, pelo menos em algumas ocasi&otilde;es, os membros da Igreja deram um segundo d&iacute;zimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a obra educacional estava se desenvolvendo, surgiu a quest&atilde;o de como financi&aacute;-la, e perguntaram a Ellen G. White: &ldquo;O segundo d&iacute;zimo n&atilde;o poderia ser usado para manter a obra da escola da Igreja?&rdquo; Sua resposta imediata foi a seguinte: &ldquo;Ele n&atilde;o poderia ser utilizado com melhor finalidade do que esta.&rdquo;179&nbsp;Quando, por&eacute;m, os dirigentes procuravam cobrir quase todas as despesas da escola com o segundo d&iacute;zimo, ela declarou: &ldquo;Fui instru&iacute;da de que o plano de n&atilde;o cobrar nada dos alunos pela taxa escolar, dependendo do segundo d&iacute;zimo para manter a escola, sempre deixar&aacute; a escola em prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es financeiras.&rdquo;180<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada mais foi escrito por ela sobre o segundo d&iacute;zimo. Parece que n&atilde;o o considerava obrigat&oacute;rio &agrave; Igreja, mas n&atilde;o dissuadiu os que estavam dispostos a d&aacute;-lo para projetos espec&iacute;ficos.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><b>VIII. Conclus&atilde;o Geral<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; claro para mim que os conselhos que Ellen G. White d&aacute; a respeito do d&iacute;zimo, bem como os seus constantes apelos para que os membros da Igreja trouxessem&nbsp; seus d&iacute;zimos ao Senhor, n&atilde;o se baseiam originariamente em interesses financeiros pragm&aacute;ticos, mas foram determinados por sua especial compreens&atilde;o teol&oacute;gica&nbsp; do d&iacute;zimo. Seu conceito de Deus como justo propriet&aacute;rio do Universo, bem como Sua bondade revelada nas constantes d&aacute;divas e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os que nos tem concedido e que culminaram no supremo Dom de Seu Filho &uacute;nico, prov&ecirc;m uma s&oacute;lida base teol&oacute;gica para as reivindica&ccedil;&otilde;es de Deus sobre n&oacute;s, sobre tudo o que temos, e especialmente sobre o nosso d&iacute;zimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema do d&iacute;zimo foi institu&iacute;do pelo pr&oacute;prio Deus, para que fosse uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o a uma ra&ccedil;a deca&iacute;da, dominada por incontrol&aacute;vel ego&iacute;smo. A boa qualidade dessa lei &eacute; revelada pelo fato de que procedeu de Deus e foi confirmada por Jesus, como tendo permanente valor para Seu povo. Por meio do&nbsp; d&iacute;zimo, Deus tencionava impressionar-nos com a realidade de que Ele &eacute; o doador de todas as nossas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os. &Eacute; Ele quem preserva nossa vida, e devemos reconhec&ecirc;-Lo como nosso Salvador e Senhor. Ele tamb&eacute;m tencionava restaurar nossa dignidade pessoal, reintegrando-nos como Seus mordomos, segundo &eacute; evidenciado no ato de dar o d&iacute;zimo.&nbsp; Pelo poder de Deus, dar o d&iacute;zimo deveria ser um poderoso instrumento para subjugar o nosso ego&iacute;smo natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, para Ellen G. White, o d&iacute;zimo era um instrumento nas m&atilde;os de Deus para aben&ccedil;oar-nos. Ele era exclusivamente propriedade de Deus, e santo. Devolv&ecirc;-lo a Deus &eacute; um dever religioso e moral, pois pertence a Ele, e &eacute; sagrado. &Eacute; mantido assim quando os membros da Igreja o reservam para o Senhor e o colocam em Seu tesouro, na Associa&ccedil;&atilde;o. Este fundo sagrado &eacute; preservado assim quando usado pelos administradores da Igreja para o prop&oacute;sito que Deus lhe designou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Ellen G. White, dar o d&iacute;zimo &eacute; o resultado de um relacionamento pessoal com o Senhor, baseado em uma completa dedica&ccedil;&atilde;o a Ele. Ela incentiva os crentes a darem o d&iacute;zimo com base no fato de que Cristo deu Sua vida por eles, de que Deus &eacute; o Senhor do Universo, de que temos a responsabilidade moral de devolver o d&iacute;zimo e de que precisam ser providos recursos para levar o evangelho a um mundo que perece. Se somos aben&ccedil;oados, como Deus prometeu, isto acontece para habilitar-nos a dar mais para a Causa de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pastores e administradores t&ecirc;m a responsabilidade de ensinar aos membros da Igreja que lhes compete trazer ao Senhor um d&iacute;zimo fiel. Ela sugere que ele seja separado em casa e levado &agrave; igreja no s&aacute;bado. Deve basear-se em nossos lucros e rendas, mas cada pessoa deve estar livre para determinar os pormenores. Quanto ao seu emprego, o d&iacute;zimo deve ser usado para a proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho pelos pastores e outras pessoas que dedicam a vida ao minist&eacute;rio evang&eacute;lico. Para Ellen G. White, a natureza do d&iacute;zimo (ele &eacute; santo e pertence a Deus) &eacute; insepar&aacute;vel de seu uso. &Eacute; Deus quem determina como deve ser usado o que Lhe pertence. Neste sentido, a fun&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio prof&eacute;tico de Ellen G. White, como instrumento de Deus, tem sido uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o para a Igreja. Por meio dela, nosso Senhor nos informou o que Ele quer que fa&ccedil;amos com o Seu d&iacute;zimo. Ela corrigiu abusos e confirmou o uso correto do d&iacute;zimo. Ao mesmo tempo e em determinadas circunst&acirc;ncias, Deus permitiu que ela utilizasse o seu d&iacute;zimo para ajudar os que trabalhavam no minist&eacute;rio com recursos financeiros muito limitados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora Ellen G. White n&atilde;o enunciasse sua teologia do d&iacute;zimo de maneira sistem&aacute;tica, &eacute; &oacute;bvio que possu&iacute;a tal teologia, e que esta influiu sobre tudo o que tinha a dizer acerca do d&iacute;zimo. H&aacute; seguran&ccedil;a para a Igreja em atender ao que ela disse.<\/p>\n<hr>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Notas e Refer&ecirc;ncias<\/h1>\n<div class=\"bibliografia\">\n<p style=\"text-align: justify;\">1. O sistema do d&iacute;zimo desenvolveu-se vagarosamente entre os pioneiros adventistas. &Agrave; medida que a Igreja ia crescendo, tornou-se evidente que havia necessidade de recursos financeiros para proclamar a mensagem e pagar os obreiros de tempo integral. Em 1858, uma classe b&iacute;blica, sob a dire&ccedil;&atilde;o de J. N. Andrews, estudou os princ&iacute;pios b&iacute;blicos para o sustento do minist&eacute;rio. Como resultado, um plano chamado &ldquo;Benefic&ecirc;ncia Sistem&aacute;tica&rdquo; foi formulado em 1859 e posto em pr&aacute;tica para incentivar os membros da Igreja a proverem os fundos necess&aacute;rios. O sistema b&iacute;blico do d&iacute;zimo, originariamente, n&atilde;o fazia parte dele; mas foi-lhe acrescentado mais tarde, em 1860. Nesse plano, o d&iacute;zimo se restringia &agrave; renda das propriedades, e esperava-se que os que n&atilde;o tinham propriedades fizessem doa&ccedil;&otilde;es pessoais. Tal sistema rudimentar foi apoiado por Ellen G. White, a qual, desde 1857 vinha encorajando os membros da Igreja a serem liberais em suas doa&ccedil;&otilde;es para a Causa (<i>Testimonies<\/i>, 1: 170). Em 1859 ela referiu-se ao plano da Benefic&ecirc;ncia Sistem&aacute;tica como &ldquo;agrad&aacute;vel a Deus&rdquo; (<i>Ibidem<\/i>, p&aacute;g. 190). Em 1861, era claro para ela que o plano devia incluir o ato de trazer a Deus d&iacute;zimos e ofertas. Ela escreveu: &ldquo;N&atilde;o roubeis a Deus, retendo-Lhe&nbsp; vossos d&iacute;zimos e ofertas. O primeiro dever sagrado &eacute; entregar a Deus uma propor&ccedil;&atilde;o adequada (<i>Ibidem<\/i>, p&aacute;g. 221). Ela n&atilde;o definiu, por&eacute;m, aquilo de que se deveria dar o d&iacute;zimo, nem especificou o seu uso. Na realidade, os pioneiros, a princ&iacute;pio, n&atilde;o faziam distin&ccedil;&atilde;o entre o uso dos d&iacute;zimos e o uso das ofertas. Por volta de 1876, os dirigentes da Igreja perceberam que havia defeitos no plano, especialmente quanto ao que devia servir de base para calcular o d&iacute;zimo. Ent&atilde;o foi declarado e votado que se deveria dar um d&eacute;cimo de todos os rendimentos. Dessa ocasi&atilde;o em diante, Ellen G. White muitas vezes escreveu sobre o que constitu&iacute;a um d&iacute;zimo apropriado e o modo espec&iacute;fico como devia ser usado. Para mais detalhes a respeito da hist&oacute;ria do d&iacute;zimo na Igreja ASD, ver o artigo de Arthur L. White, &ldquo;Destaques do Come&ccedil;o do Sistema do D&iacute;zimo&rdquo;, documento in&eacute;dito guardado numa estante do Patrim&ocirc;nio Liter&aacute;rio de Ellen G. White, 1990; Arthur L. White,&nbsp;<i>Ellen G. White: The Early Years<\/i>, vol. 1 (Hagerstown, MD: Review and Herald, 1985), p&aacute;gs. 380-393; &ldquo;Benefic&ecirc;ncia Sistem&aacute;tica&rdquo;,&nbsp;<i>SDA Encyclopedia<\/i>, vol. 2, editada por Don F. Neufeld (Hagerstown, MD: Review and Herald, 1996), p&aacute;gs. 735-738.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. E. g.,&nbsp;<i>Amazing Grace<\/i>, p&aacute;g. 151; &ldquo;D&iacute;zimos e Ofertas&rdquo;,&nbsp;<i>Southern Watchman<\/i>, 14 de fevereiro de 1905, par. 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.&nbsp;<i>Special Testimonies for Ministers and Workers<\/i>, n.o&nbsp;9, p&aacute;g. 71.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 71.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. &ldquo;Reuni&atilde;o Campal em Williamsport, Pensilv&acirc;nia&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 13 de agosto de 1889, par. 8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 12:228.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7. &ldquo;D&iacute;zimos&rdquo;,&nbsp;<i>Pacific Union Recorder<\/i>, 10 de outubro de 1901, par. 4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8. Ela escreveu o seguinte a respeito da conex&atilde;o entre a d&aacute;diva de Cristo, da parte de Deus, e todas as outras d&aacute;divas: &ldquo;Dando-nos a Jesus, o Senhor nos concedeu o mais valioso tesouro do C&eacute;u. Com Ele, nos tem dado gozar abundantemente todas as coisas. Os produtos da terra, abundantes colheitas, os tesouros de ouro e de prata, s&atilde;o d&aacute;divas Suas. Casas e terras, o alimento e o vestu&aacute;rio colocou-os na posse dos homens. Pede que O reconhe&ccedil;amos como o Doador de todas as coisas; e, por essa raz&atilde;o, diz: `De todas as vossas posses reservo a d&eacute;cima parte para Mim, al&eacute;m das d&aacute;divas e ofertas, que devem ser trazidas &agrave; casa do Meu tesouro.&rsquo;&rdquo; &ndash; &ldquo;Uma Prova de Gratid&atilde;o e Lealdade&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 4 de fevereiro de 1902, par. 4; ver tamb&eacute;m &ldquo;O Dever de Dar D&iacute;zimos e Ofertas&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 17 de dezembro de 1889, par. 2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9. &ldquo;Necessidade da Obra e do Batismo do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;,&nbsp;<i>Sermons and Talks<\/i>, 1:182.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10.&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 3, p&aacute;g. 35.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11. &ldquo;D&iacute;zimos&rdquo;,&nbsp;<i>Pacific Union Recorder<\/i>, 10 de outubro de 1901, par. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12.&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>, p&aacute;g. 525; cf.&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, p&aacute;g. 616.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13.&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>, p&aacute;g. 525.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14.&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, p&aacute;g. 616.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 73.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16.&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 3, p&aacute;g. 35.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">17.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 69.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18.&nbsp;<i>O Lar Adventista<\/i>, p&aacute;gs. 25 e 26;&nbsp;<i>A Ci&ecirc;ncia do Bom Viver<\/i>, p&aacute;g. 356.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">19.&nbsp;<i>Spiritual Gifts<\/i>, vol. 3, p&aacute;g. 254; e&nbsp;<i>Profetas e Reis<\/i>, p&aacute;g. 183.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20.&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>, p&aacute;g. 71; e&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 1, p&aacute;g. 230.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21.&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, p&aacute;g. 617.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">22.&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, p&aacute;g. 616.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">23.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 75.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">24.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 67.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">25.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 66.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">26.&nbsp;<i>Gospel Workers<\/i>&nbsp;(1892), p&aacute;g. 98.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">27.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 46. Nessa declara&ccedil;&atilde;o, ela est&aacute; tratando de d&iacute;zimos e ofertas, dando a entender que a pr&aacute;tica de dar ofertas tamb&eacute;m foi institu&iacute;da por Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">28. Ela escreveu: &ldquo;Todas as coisas na Natureza testificam do cuidado terno e paternal de nosso Deus, e de Seu desejo de tornar felizes os Seus filhos. Suas proibi&ccedil;&otilde;es e ordens terminantes n&atilde;o se destinam simplesmente a ostentar Sua autoridade; antes, em tudo que Ele faz, tem em vista o bem-estar de Seus filhos. Ele n&atilde;o exige que estes abandonem coisa alguma que seria de seu m&aacute;ximo interesse conservar.&rdquo; &mdash;&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>, p&aacute;g. 600.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">29. A express&atilde;o &ldquo;sistema do d&iacute;zimo&rdquo; &eacute; muitas vezes usada por Ellen G. White para referir-se &agrave; lei e pr&aacute;tica de dizimar, mas &agrave;s vezes ela parece us&aacute;-la para designar o dever e a pr&aacute;tica de trazer d&iacute;zimos e ofertas ao Senhor. Neste artigo n&oacute;s a usaremos para designar apenas a pr&aacute;tica de dizimar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">30. &ldquo;D&iacute;zimos&rdquo;,&nbsp;<i>Pacific Union Recorder<\/i>, 10 de outubro de 1901, par. 7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">31.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<i>Mente, Car&aacute;ter e Personalidade<\/i>, vol. 2, p&aacute;g. 566.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">32.&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 27 de outubro de 1885, par. 4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">33.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;O Sacrif&iacute;cio de Cristo Pelo Homem&rdquo;,&nbsp;<i>Signs of the Times<\/i>, 13 de junho de 1900, par. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">34.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 2:133.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">35.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &ldquo;Reuni&atilde;o Campal em Williamsport, Pensilv&acirc;nia,&rdquo;&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 13 de agosto de 1889, par. 8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">36.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 105.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">37.&nbsp; Ela escreveu: &ldquo;Quando Ele v&ecirc; um fiel cumprimento do dever no pagamento do d&iacute;zimo, muitas vezes, em Sua s&aacute;bia provid&ecirc;ncia, abre caminhos pelos quais este possa aumentar. Os que se t&ecirc;m tornado participantes da gra&ccedil;a de Deus n&atilde;o devem ser vagarosos em demonstrar seu apre&ccedil;o por essa d&aacute;diva. N&atilde;o devem considerar o d&iacute;zimo como o limite de sua liberalidade.&rdquo; &ndash; &ldquo;Cooperadores de Deus&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 24 de agosto de 1886, par. 9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">38. &ldquo;Uma Prova de Gratid&atilde;o e Lealdade&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 4 de fevereiro de 1902, par. 8. A palavra &ldquo;mordomo&rdquo;, quando aplicada por Ellen G. White a seres humanos, denota sua responsabilidade para com Deus, bem como o reconhecimento de que &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o propriet&aacute;rios&rdquo;. (&ldquo;D&iacute;zimos&rdquo;,&nbsp;<i>Pacific Union Recorder<\/i>, 10 de outubro de 1901, par. 4.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">39.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 299.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">40.&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>, p&aacute;g. 44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">41. &ldquo;Vit&oacute;ria Sobre a Tenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;,&nbsp;<i>Signs of the Times<\/i>, 11 de abril de 1900, par. 7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">42. Ela comenta: &ldquo;O Senhor inventou este plano porque &eacute; melhor para n&oacute;s. Satan&aacute;s trabalha constantemente para promover nos homens mundanidade, cobi&ccedil;a e avareza, de modo que possa arruinar-lhes a alma e prejudicar a obra de Deus. O Senhor est&aacute; procurando cultivar em n&oacute;s gratid&atilde;o e liberalidade. Ele deseja libertar-nos do ego&iacute;smo, que &eacute; t&atilde;o ofensivo a Ele, por ser t&atilde;o contr&aacute;rio ao Seu car&aacute;ter.&rdquo; &ndash; &ldquo;Uma Prova de Gratid&atilde;o e Lealdade&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 4 de fevereiro de 1902, par. 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">43. &ldquo;D&iacute;zimos&rdquo;,&nbsp;<i>Pacific Union Recorder<\/i>, 10 de outubro de 1901, par. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">44. E.g.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;gs. 66, 67, 71 e 93;&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 3, p&aacute;g. 395; vol. 6, p&aacute;g. 386; vol. 9, p&aacute;g. 249.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">45.&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 1, p&aacute;g. 374.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">46.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 66; cf. &ldquo;Roubar&aacute; o Homem a Deus?&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 16 de maio de 1882, par. 28.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">47.&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>, p&aacute;g. 526.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">48. &ldquo;Nosso Dever Como Professores e Membros&rdquo;,&nbsp;<i>Indiana Reporter<\/i>, 15 de agosto de 1906, par. 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">49.&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>, p&aacute;g. 138.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">50.&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>, p&aacute;g. 139.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">51. Esse conceito n&atilde;o &eacute; novo. Malaquias j&aacute; havia considerado a reten&ccedil;&atilde;o do d&iacute;zimo um ato imoral , um roubo cometido contra Deus, denotando que dar o d&iacute;zimo &eacute; uma quest&atilde;o de&nbsp; moralidade. Mas Ellen G. White exp&ocirc;s claramente a id&eacute;ia, desenvolveu-a e a expressou na terminologia moral moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">52.&nbsp;<i>Special Testimonies for Ministers and Workers<\/i>&nbsp;&ndash; no&nbsp;10 (1897), p&aacute;g. 16;&nbsp;<i>Medical Ministry<\/i>, p&aacute;g. 216.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">53.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 13:198.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">54.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 9, p&aacute;gs. 247 e 248.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">55. &ldquo;A Igreja e Sua Miss&atilde;o&rdquo;,&nbsp;<i>East Michigan Banner<\/i>, 12 de abril de 1905, par. 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">56. &ldquo;O D&iacute;zimo: Seu Uso e Abuso&rdquo;,&nbsp;<i>General Conference Bulletin<\/i>, 1.o&nbsp;de julho de 1897, par. 3. Os it&aacute;licos fazem parte do texto original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">57. Ela escreveu: &ldquo;Deus deu instru&ccedil;&otilde;es especiais quanto ao emprego do d&iacute;zimo&rdquo; (<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 101). Ver mais abaixo, para maiores informa&ccedil;&otilde;es sobre o uso do d&iacute;zimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">58. &ldquo;A Igreja e Sua Miss&atilde;o&rdquo;,&nbsp;<i>East Michigan Banner<\/i>, 12 de abril de 1905, par. 1. Ellen G. White n&atilde;o diz muita coisa sobre a santidade do d&iacute;zimo depois que ele atingiu seu prop&oacute;sito sagrado. Ela raramente trata da quest&atilde;o de como os pastores usam seus sal&aacute;rios. A &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o significativa parece dizer respeito ao uso do dinheiro, por pastores, para comprar alimentos nocivos, especialmente alimentos c&aacute;rneos: &ldquo;N&atilde;o devemos dar um testemunho decidido contra a transig&ecirc;ncia com o apetite pervertido? Porventura os ministros do evangelho, que est&atilde;o a proclamar a verdade mais solene j&aacute; enviada aos mortais, devem constituir-se exemplo no regresso &agrave;s panelas do Egito? &Eacute; l&iacute;cito que os que s&atilde;o sustentados&nbsp; pelos d&iacute;zimos dos celeiros de Deus se permitam a condescend&ecirc;ncia que tende a envenenar a corrente vivificadora que lhes flui nas veias? Desprezar&atilde;o a luz que Deus lhes deu e as advert&ecirc;ncias que lhes faz? A sa&uacute;de do corpo deve ser considerada como essencial para o crescimento na gra&ccedil;a e para a aquisi&ccedil;&atilde;o de bom temperamento.&rdquo; &ndash;&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 3, p&aacute;g. 360.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">59. &ldquo;Mensagem e Apelo: Apresentando a Import&acirc;ncia da Obra Mission&aacute;ria&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 12 de dezembro de 1878, par. 9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">60.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 4, p&aacute;g. 337.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">61.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 4, p&aacute;g. 474.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">62.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Sa&uacute;de<\/i>, p&aacute;g. 590.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">63.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 12:228.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">64. &ldquo;Quanto Deves?&rdquo;,&nbsp;<i>Signs of the Times<\/i>, 6 de janeiro de 1890, par. 4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">65.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 4, p&aacute;g. 119.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">66.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 4, p&aacute;g. 474.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">67. Ver &ldquo;D&iacute;zimos&rdquo;,&nbsp;<i>Pacific Union Recorder<\/i>, 10 de outubro de 1901, par. 4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">68.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 73.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">69. &ldquo;Quanto Deves?&rdquo;,&nbsp;<i>Signs of the Times<\/i>, 13 de janeiro de 1890, par. 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">70.&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 2, p&aacute;g. 41: &ldquo;A &uacute;nica maneira que Deus ordenou, para fazer avan&ccedil;ar Sua causa, &eacute; aben&ccedil;oar os homens com propriedades. D&aacute;-lhes a luz do Sol e a chuva; faz a vegeta&ccedil;&atilde;o medrar; d&aacute; sa&uacute;de e habilidade para adquirir meios. Todas as nossas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os prov&ecirc;m de Suas munificentes m&atilde;os. Por sua vez, deseja que os homens e mulheres mostrem sua gratid&atilde;o devolvendo-Lhe uma parte em d&iacute;zimos e ofertas &ndash; em ofertas de gratid&atilde;o, ofertas volunt&aacute;rias e ofertas pelo pecado.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">71. Ver&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, p&aacute;g. 617.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">72.&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 3, p&aacute;g. 38.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">73.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 82. Ela escreveu essa declara&ccedil;&atilde;o em 1896, mas modificou-a em 1900, a fim de reconhecer que poder&aacute; haver circunst&acirc;ncias em que uma pessoa talvez n&atilde;o seja capaz de levar o d&iacute;zimo imediatamente ao tesouro (como em caso de doen&ccedil;a): &ldquo;Exata, honesta e fielmente, se poss&iacute;vel sem alguma falha, o d&iacute;zimo deve ser trazido ao tesouro de Deus.&rdquo; &ndash; &ldquo;Quanto Deves?&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 25 de dezembro de 1900, par. 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">74.&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>, p&aacute;g. 528.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">75.&nbsp;<i>&ldquo;Nos Lugares Celestiais&rdquo;<\/i>, p&aacute;g. 303. A palavra &ldquo;meios&rdquo; &eacute; usada por Ellen G. White para referir-se &agrave;s vezes aos d&iacute;zimos e ofertas. Isto n&atilde;o significa, por&eacute;m, que os dois sejam equivalentes. Ela sempre considerava o d&iacute;zimo como sem igual, e chamava-o de &ldquo;uma oferta especial, para uma obra especial&rdquo; (&ldquo;A Reivindica&ccedil;&atilde;o de Deus Sobre N&oacute;s&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 8 de dezembro de 1896, par. 2). Por sua pr&oacute;pria natureza, o d&iacute;zimo pertence a Deus e deve &ldquo;ser dedicado unicamente &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o dos que se entregam &agrave; prega&ccedil;&atilde;o do evangelho&rdquo; (<i>&ldquo;Nos Lugares Celestiais&rdquo;<\/i>, p&aacute;g. 303). Mais adiante, diremos algo mais sobre isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">76.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 73.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">77. &ldquo;Cooperadores de Deus&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 11 de junho de 1901, par. 7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">78. Ela escreveu: &ldquo;O Senhor nos tem dado o privil&eacute;gio de sermos cooperadores Seus, para que a verdade de origem celestial possa ser colocada ao alcance de todas as pessoas, em todos os pa&iacute;ses. O homem tem tido o privil&eacute;gio de tornar-se um instrumento para executar, n&atilde;o os seus pr&oacute;prios planos, mas os planos do C&eacute;u.&rdquo; &ndash; &ldquo;O Dever de Pagar D&iacute;zimos e Ofertas&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 17 de dezembro de 1889, par. 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">79.&nbsp;<i>Mensagens aos Jovens<\/i>, p&aacute;g. 306.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">80. Ver&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 97.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">81.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 6, p&aacute;g. 389.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">82.&nbsp;<i>Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evang&eacute;licos<\/i>, p&aacute;g. 305.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">83.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 67.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">84.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 3, p&aacute;g. 404.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">85.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;gs. 73-74.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">86.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 93.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">87. Cf.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 1, p&aacute;g. 225.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">88. Ver &ldquo;A Obra em Michigan&rdquo;,&nbsp;<i>Sermons and Talks<\/i>, 2:71-79. G. Edward Reid reimprimiu esse artigo e colocou proveitosos resumos na margem de cada p&aacute;gina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">89.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>, p&aacute;g. 73.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">90.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">91.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>, p&aacute;g. 74.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">92.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">93.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>. Deve ser salientado que, ao mesmo tempo, Ellen G. White incentivou os membros da Igreja a expressarem suas preocupa&ccedil;&otilde;es aos que haviam errado (<i>Ibidem<\/i>, p&aacute;g. 75). Em 1907, ela deu alguns conselhos mais espec&iacute;ficos: &ldquo;Roubareis &hellip; a Deus, por pensardes que a dire&ccedil;&atilde;o da obra n&atilde;o &eacute; correta? Apresentai vossa queixa franca e abertamente, no devido esp&iacute;rito, e &agrave;s pessoas competentes. Solicitai em vossas peti&ccedil;&otilde;es que se ajustem as coisas e se ponham em ordem; mas n&atilde;o vos retireis da obra de Deus, nem vos demonstreis infi&eacute;is porque outros n&atilde;o estejam fazendo o que &eacute; correto.&rdquo; (<i>Obreiros Evang&eacute;licos<\/i>, p&aacute;g. 227). Isso &eacute; tudo o que Deus espera dos membros da Igreja, mas Ele os conforta, dizendo: &ldquo;Mesmo que os meios assim consagrados sejam mal aplicados, de modo que n&atilde;o se realize o objetivo que o doador tinha em vista &mdash; a gl&oacute;ria de Deus e a salva&ccedil;&atilde;o de almas &mdash; os que fizeram o sacrif&iacute;cio em sinceridade de alma, visando unicamente a gl&oacute;ria de Deus, n&atilde;o perder&atilde;o sua recompensa&rdquo; (<i>Testimonies<\/i>, vol. 2, p&aacute;g. 518). Ellen G. White tamb&eacute;m salienta a responsabilidade dos dirigentes da Igreja no trabalho que realizam e no uso dos d&iacute;zimos e ofertas: &ldquo;O tesouro de Deus deve ser abastecido pelo d&iacute;zimo, o qual deve ser considerado como um fundo sagrado. Ele &eacute; de Deus e deve ser dado liberalmente, para que a obra possa ser sustentada. Aqueles que ocupam posi&ccedil;&otilde;es de responsabilidade devem agir de tal maneira que as pessoas tenham firme confian&ccedil;a neles. Estes homens n&atilde;o deveriam ter receio de trazer &agrave; luz tudo que diz respeito &agrave; administra&ccedil;&atilde;o da obra&rdquo; (<i>Manuscript Releases<\/i>, 13:198).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">94. &ldquo;D&iacute;zimos&rdquo;,&nbsp;<i>Pacific Union Recorder<\/i>, 10 de outubro de 1901, par. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">95. &ldquo;D&aacute;divas de Dias Festivos&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 26 de dezembro de 1882, par. 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">96.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">97. &ldquo;O Dever de Dar D&iacute;zimos e Ofertas&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 17 de dezembro de 1889, par. 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">98.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 73; cf. &ldquo;A Igreja e Sua Miss&atilde;o N.o&nbsp;1&rdquo;,&nbsp;<i>East Michigan Banner<\/i>, 18 de janeiro de 1905, par. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">99.&nbsp;<i>Evangelismo<\/i>, p&aacute;g. 321.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">100.&nbsp;<i>Gospel Workers<\/i>&nbsp;(1892), p&aacute;g. 98.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">101.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 9, p&aacute;g. 251.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">102.&nbsp;<i>Obreiros Evang&eacute;licos<\/i>, p&aacute;g. 370.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">103.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 101.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">104. &ldquo;Uma Prova de Gratid&atilde;o e Lealdade&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 4 de fevereiro de 1902, par. 7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">105.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>. Ela comenta que os princ&iacute;pios que se encontram em I Cor. 16:2 e II Cor. 9:7 se aplicam ao d&iacute;zimo. O princ&iacute;pio mais importante &eacute; que cada pessoa deve separ&aacute;-lo antes de usar o resto do dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">106.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>, par. 8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">107.&nbsp;<i>Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evang&eacute;licos<\/i>, p&aacute;g. 305. Em outro lugar ela declara que &ldquo;o d&iacute;zimo &eacute; pago &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, a qual, no contexto, &eacute; identificada com&nbsp; &ldquo;o tesouro&rdquo; (<i>Manuscript Releases<\/i>, 7:366).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">108.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 9, p&aacute;g. 59,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">109.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 6, p&aacute;g. 386.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">110. &ldquo;O Sistema B&iacute;blico de D&iacute;zimos e Ofertas&rdquo;,&nbsp;<i>Signs of the Times<\/i>, 18 de mar&ccedil;o de 1886, par. 7; em 1875, ela tamb&eacute;m declarara que &ldquo;Deus especificou um d&eacute;cimo da renda&rdquo; como d&iacute;zimo (<i>Testimonies<\/i>, vol. 3, p&aacute;g. 394 e 408 e repetiu-o em 1882: &ldquo;O d&iacute;zimo de toda a nossa renda &eacute; do Senhor&rdquo;. Ent&atilde;o, ela acrescenta: &ldquo;Ele &eacute; santo. Nada menos do que isso tem sido por Ele aceito em qualquer dispensa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (&ldquo;Roubar&aacute; o Homem a Deus?&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 16 de maio de 1882, par. 27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">111. &ldquo;O Dever de Dar D&iacute;zimos e Ofertas&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 17 de dezembro de 1889, par. 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">112.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 82; escrito em 1896.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">113.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 66; escrito em 1899.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">114.&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>, p&aacute;g. 44; escrito em 1903.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">115.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 82; escrito em 1875.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">116.&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 1, p&aacute;g. 373.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">117.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">118.&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 2, p&aacute;g. 40, escrito em 1882. Em 1880 ela repreendeu alguns que estavam calculando &ldquo;o d&iacute;zimo o mais escassamente poss&iacute;vel&rdquo; (<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 1, p&aacute;g. 555).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">119.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 13:281. Em um de seus primeiros artigos que tratam dos d&iacute;zimos e ofertas, n&atilde;o h&aacute; instru&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre como usar o d&iacute;zimo; ela simplesmente admoesta os membros da Igreja a trazerem seus d&iacute;zimos e ofertas ao Senhor e a n&atilde;o roub&aacute;-Lo (<i>Testimonies<\/i>, vol, 1, p&aacute;g. 321 [1861]). Em 1874, ela incentivou os crentes a trazerem&nbsp; seus d&iacute;zimos e ofertas a fim de transmitir a luz do evangelho a outros (<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 1, p&aacute;gs. 360, 367, 370-372, 374). Usou tamb&eacute;m os exemplos de Abra&atilde;o e Jac&oacute; para apoiar o d&iacute;zimo moderno (p&aacute;g. 372). Mas n&atilde;o fez distin&ccedil;&atilde;o entre o uso dos d&iacute;zimos e o uso&nbsp; das ofertas. Em 1879, ela escreveu sobre a propaga&ccedil;&atilde;o do evangelho por meio de d&iacute;zimos e ofertas (<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 1, p&aacute;g. 551), mas menciona alguns outros usos: &ldquo;Importa que se apoiem as institui&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o instrumentos de Deus no promover Sua obra na Terra. Devem-se erigir igrejas, estabelecer escolas, e aparelhar as casas editoras com os meios necess&aacute;rios &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma grande obra na publica&ccedil;&atilde;o da verdade a ser propagada por todas as partes do mundo.&nbsp; Essas institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o ordenadas por Deus, e devem ser mantidas com d&iacute;zimos e ofertas liberais&rdquo; (p&aacute;g. 543). Aqui n&atilde;o &eacute; feita distin&ccedil;&atilde;o entre o uso dos d&iacute;zimos e das ofertas. Foi na d&eacute;cada de 1890 que ela recebeu mais luz do Senhor, levando-a a esclarecer o que escrevera em 1879.&nbsp; Por conseguinte, o uso espec&iacute;fico dos d&iacute;zimos come&ccedil;ou, ent&atilde;o, a ser diferenciado do uso das ofertas. &ldquo;O relato torna claro que na metade da d&eacute;cada de 1890, o Senhor, por interm&eacute;dio de Sua mensageira, deu instru&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas requerendo praxes rigorosas acerca do uso do d&iacute;zimo&rdquo; (Arthur L. White, &ldquo;Destaques do Come&ccedil;o do Sistema do D&iacute;zimo&rdquo;, Documento&nbsp; do Patrim&ocirc;nio Liter&aacute;rio de Ellen G. White, 1990, p&aacute;g. 10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">120.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 101; cf.&nbsp;<i>Obreiros Evang&eacute;licos<\/i>, p&aacute;g. 224;&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 9, p&aacute;g. 247.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">121.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 101.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">122.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 13:281.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">123. &ldquo;Nas Regi&otilde;es Afastadas&rdquo;,&nbsp;<i>General Conference Bulletin<\/i>, 5 de abril de 1901, par. 8. A declara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ser interpretada como significando que, se em vez de duas ou tr&ecirc;s pessoas, houvesse oito ou nove, seria correto decidirem como deveria ser usado o d&iacute;zimo. Semelhante conclus&atilde;o &eacute; descartada pela &uacute;ltima frase, a qual salienta que o d&iacute;zimo pertence a Deus, e n&atilde;o a tr&ecirc;s, nove ou cinq&uuml;enta pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">124.&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus<\/i>, p&aacute;g. 300. It&aacute;lico acrescentado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">125.&nbsp;<i>Spalding and Magan Collection<\/i>, p&aacute;g. 166.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">126.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 13:198.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">127.&nbsp;<i>Conselhos Sobre a Escola Sabatina<\/i>, p&aacute;g. 130.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">128.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 102.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">129.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 93.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">130.&nbsp;<i>Daughters of God<\/i>, p&aacute;g. 256.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">131.&nbsp;<i>Testemunhos Seletos<\/i>, vol. 3, p&aacute;g. 38.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">132.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 6, p&aacute;g. 215.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">133.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">134.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 5:323.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">135.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">136.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 12:160.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">137.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 1:263.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">138.&nbsp;<i>Medicina e Salva&ccedil;&atilde;o<\/i>, p&aacute;g. 245.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">139.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 1:189; ver tamb&eacute;m &ldquo;O Uso do D&iacute;zimo&rdquo;,&nbsp;<i>Echoes<\/i>, 21 de junho de 1905, par. 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">140.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 3:272-273.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">141. Ver: Robert W. Olson, &ldquo;Coment&aacute;rios de Ellen G. White Sobre o Uso de Fundos de D&iacute;zimo&rdquo;, in&eacute;dito, fevereiro de 1990, p&aacute;g. 19. Olson insinua que, sob algumas circunst&acirc;ncias, ela talvez tenha defendido o pagamento de um sal&aacute;rio parcial para alguns colportores evangelistas (p&aacute;g. 20). Ele baseia sua opini&atilde;o numa carta escrita por W. C. White em 11 de junho de 1902, na qual &eacute; descrito o que era feito na Austr&aacute;lia, enquanto Ellen G. White ainda estava ali, para ajudar alguns colportores evangelistas. Eles n&atilde;o recebiam mais do que &ldquo;dois d&oacute;lares e meio por semana &hellip; do d&iacute;zimo da Associa&ccedil;&atilde;o, como aux&iacute;lio em suas despesas&rdquo; (<i>Ibidem<\/i>). Isto era efetuado em lugares&nbsp; &ldquo;muito dif&iacute;ceis de trabalhar&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">142.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 1:184.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">143.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 7:366.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">144. Ver: Olson, &ldquo;Coment&aacute;rios de Ellen G. White &hellip;&rdquo;, p&aacute;g. 22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">145.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 1:191.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">146.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 101.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">147.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol. 9, p&aacute;g. 247.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">148.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 102.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">149.&nbsp;<i>Daughters of God<\/i>, p&aacute;g. 257.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">150.&nbsp;<i>Obreiros Evang&eacute;licos<\/i>, p&aacute;g. 226.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">151. &ldquo;O D&iacute;zimo: Seu Uso e Abuso&rdquo;,&nbsp;<i>General Conference Bulletin<\/i>, 1.&ordm; de julho de 1897, par. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">152.&nbsp;<i>Testimonies<\/i>, vol.3, p&aacute;g. 103.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">153.&nbsp;<i>Pamphlet 157: Special Testimony to the Oakland and Battle Creek Churches<\/i>, p&aacute;g. 12. Houve um tempo em que o dinheiro do d&iacute;zimo foi usado, em algumas igrejas, para pagar as despesas dessas igrejas. A raz&atilde;o era que estava sendo realizado muito pouco trabalho mission&aacute;rio, e o d&iacute;zimo se acumulava. O que se fazia necess&aacute;rio, disse Ellen G. White, era maior envolvimento em atividades mission&aacute;rias. A verdadeira raz&atilde;o, por&eacute;m, para n&atilde;o usar o d&iacute;zimo para cobrir despesas de igrejas era a seguinte: &ldquo;A luz que o Senhor me concedeu sobre este assunto &eacute; que os meios no tesouro, para o sustento dos ministros nos diversos campos, n&atilde;o deve ser usado para qualquer outra finalidade&rdquo; (<i>Special Testimonies for Ministers and Workers<\/i>, n.&ordm; 10 (1897), p&aacute;g. 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">154. Carta 93, 1899.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">155.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 102.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">156.&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 2, p&aacute;g. 209.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">157.&nbsp;<i>Conselhos Sobre Mordomia<\/i>, p&aacute;g. 103.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">158.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 3:218.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">159.&nbsp;<i>Fundamentos da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;<\/i>, p&aacute;g. 477.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">160.&nbsp;<i>Pamphlet004-An Appeal for Missions<\/i>, p&aacute;g. 24.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">161. Robert W. Olson fez alguns coment&aacute;rios importantes sobre as infer&ecirc;ncias das instru&ccedil;&otilde;es de Ellen G. White acerca do emprego do d&iacute;zimo (&ldquo;Coment&aacute;rios de Ellen G. White&rdquo;, p&aacute;gs. 24 e 25). Ele insinuou que &ldquo;o fundamento l&oacute;gico para dar a m&aacute;xima prioridade ao minist&eacute;rio evang&eacute;lico no emprego dos fundos oriundos do d&iacute;zimo deve ser que os pastores, evangelistas e administradores de Associa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m outra fonte adequada de renda dispon&iacute;vel para o seu sustento. Isto tamb&eacute;m &eacute; verdade a respeito de outros componentes do pessoal dos escrit&oacute;rios das Associa&ccedil;&otilde;es, como secret&aacute;rias, contadores, zeladores, etc.&rdquo; Obviamente, isso &eacute; certo; mas, conforme demos a entender, ela tem toda uma teologia do d&iacute;zimo que informava e determinava sua perspectiva do emprego do d&iacute;zimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">162. Ver: Arthur L. White, &ldquo;A Sra. Ellen G. White e o D&iacute;zimo&rdquo;, documento do Patrim&ocirc;nio Liter&aacute;rio de Ellen G. White, 1990; Arthur L. White,&nbsp;<i>Ellen G. White: The Early Elmshaven Years<\/i>, vol. 5 (Washington, DC: Review and Herald, 1981), p&aacute;gs. 389-397; Alberto R. Timm, &ldquo;Uma An&aacute;lise de Quatro Declara&ccedil;&otilde;es de Ellen G. White Sobre Usos Especiais do D&iacute;zimo&rdquo;, pesquisa n&atilde;o publicada, abril de 1991; e Roger W. Coon, &ldquo;O D&iacute;zimo: Conselhos e Pr&aacute;ticas de Ellen G. White&rdquo;, Suplemento da&nbsp;<i>Adventist Review<\/i>, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">163.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 2:99 (1902).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">164.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>, p&aacute;g. 100.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">165.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>, p. 99. Ela sentia verdadeira solicitude por pastores aposentados que estavam em necessidade financeira porque naquele tempo a Igreja n&atilde;o tinha um plano de aposentadoria. Ela escreveu: &ldquo;Onde vejo obreiros nesta causa, que t&ecirc;m sido sinceros e leais &agrave; obra, deixados a sofrer, &eacute; meu dever falar em seu favor. Se isto n&atilde;o leva os irm&atilde;os a ajud&aacute;-los, ent&atilde;o eu preciso auxili&aacute;-los, mesmo que tenha de usar parte do meu d&iacute;zimo para fazer isso&rdquo; (Citado por W. C. White, em &ldquo;A Respeito do Uso do D&iacute;zimo&rdquo;, manuscrito n&atilde;o publicado, DF 384, EGWRC-GC, [cerca de 1932]).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">166.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 2:101-102.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">167.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 5:29 (1898).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">168.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">169. &ldquo;Carta de Watson&rdquo;, publicada no livro de Arthur L. White,&nbsp;<i>The Early Elmshaven Years<\/i>, p&aacute;g. 395.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">170.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">171.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">172.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">173.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>, p&aacute;g. 396.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">174.&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>, p&aacute;g. 530.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">175.&nbsp;<i>Ibidem.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">176.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">177. &ldquo;Exigindo Usura de Irm&atilde;os&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 11 de mar&ccedil;o de 1884, par. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">178. &ldquo;A Necessidade da Causa na Austr&aacute;lia&rdquo;,&nbsp;<i>Needs<\/i>, 4 de julho de 1903, par. 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">179.&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 7:138 (1904).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">180.&nbsp;<i>Ibidem<\/i>, p&aacute;g. 139.<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Angel Manuel Rodriguez I. 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