{"id":2234,"date":"2016-04-20T07:00:53","date_gmt":"2016-04-20T07:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2234"},"modified":"2017-04-20T15:49:14","modified_gmt":"2017-04-20T18:49:14","slug":"ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/","title":{"rendered":"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h4 style=\"text-align: justify;\"><em>Jerry Moon<\/em><\/h4>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1846, Tiago White descartou a doutrina da Trindade chamando-a &ldquo;o velho credo trinitariano n&atilde;o escritur&iacute;stico&rdquo;.2&nbsp;Um s&eacute;culo depois, a denomina&ccedil;&atilde;o que ele ajudou a fundar votou uma declara&ccedil;&atilde;o oficial de &ldquo;Cren&ccedil;as Fundamentais&rdquo; que inclu&iacute;a a cren&ccedil;a em uma Trindade.3&nbsp;Que ocorreu uma importante mudan&ccedil;a teol&oacute;gica n&atilde;o &eacute; mais assunto de debate. Que a maioria dos primeiros l&iacute;deres entre os adventistas do s&eacute;timo dia mantinham uma teologia antitrinitariana tornou-se algo reconhecido na hist&oacute;ria adventista4&nbsp;desde os anos 1960, quando E. R. Gane escreveu uma tese de mestrado sobre o assunto.5&nbsp;O que &eacute; agora discutido em alguns lugares &eacute; a segunda hip&oacute;tese de Gane, a de que a co-fundadora Ellen G. White (1827-1915) era &ldquo;monote&iacute;sta trinitariana&rdquo;.6&nbsp;Desde a d&eacute;cada de 1980 esta opini&atilde;o tem sofrido intenso ataque por alguns escritores, principalmente de fora da comunidade acad&ecirc;mica.7&nbsp;Contudo, o renovado escrut&iacute;nio da atua&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White no desenvolvimento da doutrina adventista da Trindade tem suscitado d&uacute;vidas suficientes para justificar um novo exame do assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira parte desta pesquisa [publicada sob o t&iacute;tulo &ldquo;O debate adventista sobre a Trindade&rdquo; na &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia<\/i>, p. 19-30] identificou seis est&aacute;gios no desenvolvimento da doutrina adventista de Deus, desde a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; doutrina da Trindade at&eacute; a aceita&ccedil;&atilde;o do conceito b&aacute;sico de um s&oacute; Deus em tr&ecirc;s pessoas divinas.8&nbsp;Esta segunda parte apresentar&aacute; evid&ecirc;ncia em apoio de uma qu&aacute;drupla hip&oacute;tese: (1) Que a caracteriza&ccedil;&atilde;o de Gane de Ellen G. White como &ldquo;monote&iacute;sta trinitariana&rdquo; &eacute; exata em rela&ccedil;&atilde;o ao seu perfeitamente desenvolvido conceito de Deus, de 1898 em diante. Na d&eacute;cada de 1840, por&eacute;m, ela ainda n&atilde;o tinha no lugar certo todos os componentes desta compreens&atilde;o. Seu amadurecido ponto de vista se desenvolveu ao longo de um processo de quarenta anos, que pode ser extensamente documentado. (2) Que seus escritos descrevem duas formas contrastantes de cren&ccedil;a trinitariana, uma das quais recebeu coerente oposi&ccedil;&atilde;o da parte de Ellen G. White, e outra finalmente endossada por ela. (3) Que a compreens&atilde;o em desenvolvimento de Ellen G. White exerceu uma forte influ&ecirc;ncia sobre outros escritores adventistas, levando, eventualmente, a um grau substancial de consenso na denomina&ccedil;&atilde;o. (4) Que o m&eacute;todo pelo qual os primeiros adventistas chegaram a esta posi&ccedil;&atilde;o foi a rejei&ccedil;&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica como detentora de autoridade normativa, e defesa das Escrituras como &uacute;nica base doutrin&aacute;ria e teste para a aceita&ccedil;&atilde;o de algu&eacute;m como membro da Igreja. Esta rejei&ccedil;&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o levou-os inicialmente a algumas opini&otilde;es heterodoxas que receberam severa cr&iacute;tica da mais ampla comunidade crist&atilde;. Sua depend&ecirc;ncia das Escrituras, por&eacute;m, os levou finalmente ao que eles criam ser um ponto de vista mais b&iacute;blico da Trindade.9&nbsp;Este material ser&aacute; apresentado em cinco t&oacute;picos: evid&ecirc;ncias para a mudan&ccedil;a; variedades de trinitarianismo, o desenvolvimento da compreens&atilde;o da Divindade por Ellen G. White; a Crise de Kellogg; as declara&ccedil;&otilde;es terminantes; e conclus&atilde;o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Evid&ecirc;ncias para a mudan&ccedil;a<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No centro do debate acha-se a indaga&ccedil;&atilde;o concernente &agrave; posi&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White e sua atua&ccedil;&atilde;o no processo de mudan&ccedil;a. Alguns afirmam que Ellen G. White n&atilde;o mudou seu ponto de vista no que se refere &agrave; Trindade, que ela ou sempre foi trinitariana ou nunca foi trinitariana.10&nbsp;Existe ampla evid&ecirc;ncia, por&eacute;m, de que suas cren&ccedil;as mudaram em v&aacute;rios outros assuntos, de sorte que &eacute; inteiramente plaus&iacute;vel que ela cresceu tamb&eacute;m na sua compreens&atilde;o da Divindade. Quando ela declarou em 1849: &ldquo;Sabemos que temos a verdade&rdquo;,11&nbsp;estava se referindo &agrave;s cren&ccedil;as que os adventistas sabatistas mantinham e que diferiam de outros grupos crist&atilde;os. Ela n&atilde;o queria dizer que n&atilde;o havia mais verdade a ser descoberta e que os adventistas jamais precisariam mudar qualquer de suas opini&otilde;es.12<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O argumento de que seus pontos de vista n&atilde;o mudaram baseia-se na vis&atilde;o de que em cada est&aacute;gio de sua vida o conhecimento de Deus e de sua vontade foi uma combina&ccedil;&atilde;o do que ela havia aprendido por meios comuns tais como ensinamento dos pais, frequ&ecirc;ncia &agrave; igreja, estudo b&iacute;blico e experi&ecirc;ncia pessoal, e &ndash; ap&oacute;s dezembro de 1844 &ndash; o que ela recebeu por meio de vis&otilde;es. Al&eacute;m disso, ela mesma considerava suas vis&otilde;es como um processo educacional que continuou de maneira cumulativa por muitos anos.13&nbsp;Consequentemente, sua compreens&atilde;o pessoal, especialmente nos primeiros anos, continha muitos elementos n&atilde;o plenamente em harmonia com suas cren&ccedil;as posteriores, porque nem seu estudo b&iacute;blico pessoal, nem suas vis&otilde;es haviam ainda lhe chamado a aten&ccedil;&atilde;o para esses elementos inconsistentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, depois de sua primeira vis&atilde;o em dezembro de 1844, ela continuou a observar o domingo por mais quase tr&ecirc;s anos. Ela ainda n&atilde;o havia aprendido acerca do s&aacute;bado do s&eacute;timo dia.14&nbsp;Um segundo exemplo de uma opini&atilde;o mudada foi a descoberta do &ldquo;tempo para iniciar o s&aacute;bado&rdquo;, em 1855. Nove anos depois que eles aceitaram o s&aacute;bado do s&eacute;timo dia, os White e muitos dos adventistas sabatistas ainda observaram o s&aacute;bado das 18h de sexta-feira &agrave;s 18h de s&aacute;bado. N&atilde;o foi sen&atilde;o depois que J. N. Andrews, em 1855, demonstrou pelas Escrituras15&nbsp;que o s&aacute;bado b&iacute;blico come&ccedil;ava no p&ocirc;r-do-sol, que Ellen White reconheceu com relut&acirc;ncia que por nove anos os adventistas tinham estado em ignor&acirc;ncia quanto ao tempo b&iacute;blico para o in&iacute;cio do s&aacute;bado.16<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um terceiro exemplo &eacute; o que os adventistas t&ecirc;m historicamente chamado de reforma da sa&uacute;de. At&eacute; 1863, muitos deles, inclusive Tiago e Ellen G. White, eram grandes carn&iacute;voros, at&eacute; mesmo matando seus pr&oacute;prios porcos. Somente depois de se ter conseguido a organiza&ccedil;&atilde;o denominacional b&aacute;sica, foi chamada a aten&ccedil;&atilde;o do movimento para uma plataforma mais ampla de princ&iacute;pios de sa&uacute;de, inclusive a proscri&ccedil;&atilde;o completa de produtos su&iacute;nos e a vigorosa recomenda&ccedil;&atilde;o do vegetarianismo.17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em vista destas e de outras &aacute;reas de desenvolvimento conceitual, n&atilde;o &eacute; muito surpreendente que Ellen White devesse mostrar desenvolvimento e mudan&ccedil;a em sua opini&atilde;o quanto &agrave; Divindade. Seus escritos sobre a Divindade mostram uma clara progress&atilde;o, n&atilde;o primariamente de anti para pr&oacute;-trinitarianismo, mas de relativa ambiguidade para maior especificidade. Algumas de suas primeiras declara&ccedil;&otilde;es s&atilde;o suscet&iacute;veis de v&aacute;rias interpreta&ccedil;&otilde;es, mas suas declara&ccedil;&otilde;es posteriores, de 1898 a 1906, s&atilde;o expl&iacute;citas a ponto de serem dogm&aacute;ticas. Sua mudan&ccedil;a de opini&atilde;o parece claramente ter sido um assunto de crescimento e progress&atilde;o, em vez de revers&atilde;o, porque ao contr&aacute;rio de seu esposo e de outros de seus associados, ela jamais atacou diretamente o ponto de vista trinit&aacute;rio que ela mais tarde apoiaria explicitamente.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Variedades de trinitarianismo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chave conceitual que desvenda o enigma do processo evolucion&aacute;rio de Ellen G. White concernente &agrave; Trindade &eacute; a descoberta de que seus escritos descrevem no m&iacute;nimo duas variedades distintas de cren&ccedil;a trinitariana. Contra uma destas opini&otilde;es, ela se op&ocirc;s consistentemente ao longo do seu minist&eacute;rio adulto, e a outra finalmente foi endossada por ela. O conceito trinitariano contra o qual ela se op&ocirc;s foi um que &ldquo;espiritualizava&rdquo; os membros da Divindade como seres distantes, impessoais, m&iacute;sticos, e basicamente irreais. O conceito que ela favoreceu retratava a Deus como pessoal, literal e tang&iacute;vel. Inicialmente, ela n&atilde;o reconhecia a natureza trinit&aacute;ria de Deus, mas quando o fez, descreveu o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo como personalidades reais, enfatizando sua &ldquo;trindade&rdquo; como pessoas dispostas, pensantes, sens&iacute;veis, sociais e relacionais, e explicando sua unidade em termos de natureza, car&aacute;ter, prop&oacute;sito e amor, mas n&atilde;o de pessoa. A base destas diferencia&ccedil;&otilde;es se tornar&atilde;o mais claras ao examinarmos o contexto hist&oacute;rico e o processo do seu pensamento em desenvolvimento.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O desenvolvimento da compreens&atilde;o da Divindade por Ellen White<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr&ecirc;s evid&ecirc;ncias s&atilde;o especialmente significativas para reconstruir o contexto hist&oacute;rico das mais antigas refer&ecirc;ncias de Ellen G. White &agrave; Divindade: a atua&ccedil;&atilde;o dos &ldquo;espiritualizadores&rdquo; no milerismo p&oacute;s-desapontamento, as controv&eacute;rsias de Tiago e Ellen G. White contra esses &ldquo;espiritualizadores&rdquo;, e um credo metodista contempor&acirc;neo que os White (e outros dos primeiros adventistas) repetidamente citavam para apoiar sua rejei&ccedil;&atilde;o ao trinitarianismo tradicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No per&iacute;odo do p&oacute;s-desapontamento, em 1845, muitos exmileritas &ldquo;espiritualizaram&rdquo; a segunda vinda, interpretando as profecias b&iacute;blicas do retorno de Cristo como tendo um significado espiritual, n&atilde;o literal.18&nbsp;Por isso, os &ldquo;espiritualizadores&rdquo; podiam crer que Jesus viera em 22 de outubro de 1844, n&atilde;o literal, mas &ldquo;espiritualmente&rdquo;. Esta opini&atilde;o levou a uma onda de comportamentos extravagantes. Entre os fan&aacute;ticos mais acentuados estavam os que eram contra o trabalho, os quais acreditavam que o s&eacute;timo mil&ecirc;nio j&aacute; tinha sido inaugurado como um s&aacute;bado de perp&eacute;tuo descanso, e que a maneira de demonstrar f&eacute; salvadora era a absten&ccedil;&atilde;o de todo trabalho. Outros dos &ldquo;espiritualizadores&rdquo; se envolveram com o &ldquo;mesmerismo&rdquo;,19&nbsp;juntaram-se aos sha-kers,20&nbsp;ou mesmo se tornaram seguidores do espiritualismo oculto.21<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tiago e Ellen G. White criam que este ensino &eacute; falso, porque lan&ccedil;ava m&atilde;o de uma doutrina b&iacute;blica que eles acreditavam que devia ser compreendida como claramente &ldquo;literal&rdquo; e a tornava n&atilde;o-literal ou &ldquo;espiritual&rdquo;. A cren&ccedil;a central do adventismo milerita era o segundo advento literal, corp&oacute;reo e pr&eacute;-milenial. Partindo desta perspectiva, se o segundo advento n&atilde;o &eacute; o retorno literal e corp&oacute;reo do mesmo Jesus divino-humano que ascendeu, mas &eacute;, de prefer&ecirc;ncia, alguma &ldquo;revela&ccedil;&atilde;o&rdquo; espiritual subjetiva ao cora&ccedil;&atilde;o ou mente individual, ent&atilde;o o ensino do seu retorno literal n&atilde;o foi apenas modificado, mas destru&iacute;do &ndash; donde o verbo &ldquo;espiritualizar&rdquo;. &ldquo;Espiritualizar&rdquo; significa tomar algo que se compreende como literal e cham&aacute;-lo de &ldquo;espiritual&rdquo;, mudando radicalmente o conceito, de sorte que n&atilde;o tenha mais nenhum significado objetivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por este motivo Tiago e Ellen G. White cedo chegaram &agrave; convic&ccedil;&atilde;o de que deviam se opor a esta &ldquo;espiritualiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; como heresia. As controv&eacute;rsias da sra. White contra esta doutrina e seus comportamentos resultantes s&atilde;o bem conhecidas.22&nbsp;Tiago tamb&eacute;m escreveu repetidamente no&nbsp;<i>Day-Star&nbsp;<\/i>p&oacute;s-milerita contra essas tend&ecirc;ncias &ldquo;espiritualizantes&rdquo;.23<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das controv&eacute;rsias de Tiago White contra os &ldquo;espiritualizadores&rdquo; inclu&iacute;a uma observa&ccedil;&atilde;o antitrinitariana que implicava uma comunh&atilde;o de cren&ccedil;a entre os &ldquo;espiritualizadores&rdquo; e os trinitarianos.24&nbsp;Evidentemente, alguns dos &ldquo;espiritualizadores&rdquo; estavam apoiando seu erro pela refer&ecirc;ncia ao que Tiago chamou de &ldquo;o velho credo trinitariano n&atilde;o escritur&iacute;stico&rdquo;. Tiago acusou que tanto os &ldquo;espiritualizadores&rdquo; quanto os trinitarianos tradicionais &ldquo;espiritualizavam a exist&ecirc;ncia do Pai e do Filho, como duas pessoas distintas, literais [sic], tang&iacute;veis&rdquo;.25<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Defendendo que o Pai e o Filho s&atilde;o pessoas reais, literais, os White n&atilde;o duvidavam de que &ldquo;Deus &eacute; esp&iacute;rito&rdquo; (Jo 4:24),26&nbsp;mas insistiam que como esp&iacute;rito, Deus &eacute;, contudo, algu&eacute;m real, tang&iacute;vel e literal; n&atilde;o irreal, ef&ecirc;mero ou imagin&aacute;rio. Eles sentiam que os termos usados para a Trindade nos credos e defini&ccedil;&otilde;es que conheciam faziam Deus parecer t&atilde;o abstrato, te&oacute;rico e impessoal que Ele n&atilde;o era mais percebido como um ser real, sol&iacute;cito e amoroso. Desse modo, a tentativa de torn&aacute;-lo &ldquo;espiritual&rdquo; em vez de literal realmente o &ldquo;espiritualizava&rdquo;, isto &eacute;, destru&iacute;a o verdadeiro conceito do que Ele &eacute; e sua semelhan&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma terceira evid&ecirc;ncia confirma que Tiago estava realmente ligando os &ldquo;espiritualizadores&rdquo; com os trinitarianos tradicionais &ndash; um grupo que era praticamente advers&aacute;rio teol&oacute;gico dos &ldquo;espiritualizadores&rdquo;. Um credo metodista do mesmo per&iacute;odo &ndash; e a maneira como esse credo era citado e refutado por outros dos primeiros escritores adventistas27&nbsp;ap&oacute;ia a sugest&atilde;o de terreno comum entre as primeiras declara&ccedil;&otilde;es de Ellen G. White acerca da(s) pessoa(s) de Deus e o antitrinitarianismo de seu esposo (embora ela na imprensa nunca denunciasse o trinitarianismo como ele fazia). A sugest&atilde;o de que aqui h&aacute; uma liga&ccedil;&atilde;o dual &ndash; &ldquo;espiritualizadores&rdquo; com trinitarianos filos&oacute;ficos, e o conceito da sra. White de um Deus pessoal com o antitrinitarianismo de Tiago &ndash; pode parecer artificial para muitos leitores. Mas contra os antecedentes dos &ldquo;espiritualizadores&rdquo; p&oacute;s-mileritas, considere o fraseado de um t&iacute;pico credo trinitariano da &eacute;poca. Um aspecto do trinitarianismo tradicional aceito por alguns grupos protestantes, mas rejeitado pelos primeiros adventistas, era a declara&ccedil;&atilde;o um tanto curiosa de que &ldquo;h&aacute; somente um Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo ou membros&rdquo;.28&nbsp;Os primeiros adventistas refutavam isto vigorosamente, citando v&aacute;rias passagens b&iacute;blicas que retratavam a Deus como tendo &ldquo;corpo&rdquo; e &ldquo;membros&rdquo;.29<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evidentemente, esta quest&atilde;o estava tamb&eacute;m na mente de Ellen G. White.30&nbsp;Duas vezes nas primeiras vis&otilde;es de Jesus, ela lhe fez perguntas relacionadas com a &ldquo;forma&rdquo; e &ldquo;pessoa&rdquo; de Deus. Em uma primeira vis&atilde;o, ela &ldquo;viu um trono, sobre o qual se assentavam o Pai e o Filho&rdquo;. &ldquo;Olhei para a face de Jesus&rdquo;, diz ela, &ldquo;e admirei sua am&aacute;vel pessoa. N&atilde;o pude contemplar a pessoa do Pai, porque uma nuvem de gloriosa luz o cobria. Perguntei a Jesus se o seu Pai tinha uma forma semelhante &agrave; dele. Afirmou que sim, mas que eu n&atilde;o podia contempl&aacute;-la, porque, disse Ele, &ldquo;se uma vez contemplares a gl&oacute;ria de sua pessoa, deixar&aacute;s de existir&rdquo;.31<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m por volta de 1850 ela relatou: &ldquo;Tenho visto muitas vezes o amor&aacute;vel Jesus, que &eacute; uma pessoa. Perguntei-lhe se seu Pai era uma pessoa e tinha a mesma forma que Ele. Disse Jesus: &lsquo;Eu sou a expressa imagem da pessoa de meu Pai.&rsquo;&rdquo;32Assim, a vis&atilde;o que ela teve confirmou o texto que seu esposo havia escrito no&nbsp;<i>Day-Star&nbsp;<\/i>em 1846, dizendo que o Pai e o Filho s&atilde;o &ldquo;duas pessoas distintas, literais e tang&iacute;veis&rdquo;.33&nbsp;No que se refere &agrave; quest&atilde;o trinitariana, isto &eacute; amb&iacute;guo. Por si mesmo n&atilde;o cont&eacute;m nada contradit&oacute;rio em rela&ccedil;&atilde;o ao primitivo antitrinitarianismo adventista, embora tamb&eacute;m n&atilde;o ofere&ccedil;a nenhuma contradi&ccedil;&atilde;o relativamente a suas declara&ccedil;&otilde;es explicitamente trinitarianas do in&iacute;cio de 1900.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras sugest&otilde;es de suas primeiras vis&otilde;es vieram em 1858 com a publica&ccedil;&atilde;o do primeiro volume de&nbsp;<i>Spiritual Gifts.<\/i>34&nbsp;Sua cren&ccedil;a no Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o est&aacute; em discuss&atilde;o, porque ela liga o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo na narrativa do batismo de Cristo. Mas n&atilde;o menciona o Esp&iacute;rito Santo em conex&atilde;o com os conc&iacute;lios divinos acerca da cria&ccedil;&atilde;o e do plano da salva&ccedil;&atilde;o.35&nbsp;Estas declara&ccedil;&otilde;es, como as declara&ccedil;&otilde;es de 1850, s&atilde;o tamb&eacute;m amb&iacute;guas. Elas podiam ser lidas sem conflito por todos os primeiros adventistas, independentemente de suas inclina&ccedil;&otilde;es trinitarianas ou antitrinitarianas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez seu primeiro depoimento claramente dissonante da posi&ccedil;&atilde;o de seus colegas antitrinitarianos tenha surgido em 1869, em um cap&iacute;tulo que &eacute; um ponto de refer&ecirc;ncia, &ldquo;Os sofrimentos de Cristo&rdquo;. No par&aacute;grafo inicial desse texto, ela afirma com base em Hebreus 1:3, Colossenses 1:19 e Filipenses 2:6, que Cristo em sua preexist&ecirc;ncia era &ldquo;igual a Deus&rdquo;.36&nbsp;A esta altura, torna-se evidente que se ningu&eacute;m mais estava ouvindo, seu esposo estava. As primeiras declara&ccedil;&otilde;es de Tiago White sobre a Trindade s&atilde;o uniformemente negativas,37&nbsp;mas em 1876 e 1877 ele seguiu sua orienta&ccedil;&atilde;o. Em uma compara&ccedil;&atilde;o editorial das cren&ccedil;as dos adventistas do s&eacute;timo dia com as dos batistas do s&eacute;timo dia, ele inclu&iacute;a a Trindade entre as doutrinas que &ldquo;nem [os adventistas do s&eacute;timo dia, nem os batistas do s&eacute;timo dia] consideram como testes do car&aacute;ter crist&atilde;o&rdquo;. &ldquo;Os adventistas mant&ecirc;m a divindade de Cristo t&atilde;o perto dos trinitarianos&rdquo;, observou Tiago White, &ldquo;que n&atilde;o apreendemos aqui nenhuma prova&ccedil;&atilde;o [controv&eacute;rsia].&rdquo;38&nbsp;Tiago estava claramente se afastando de suas primeiras controv&eacute;rsias contra o trinitarianismo. Um ano depois, ele proclamou na&nbsp;<i>Review<\/i>que &ldquo;Cristo &eacute; igual a Deus.&rdquo; Ele n&atilde;o era ainda um trinitariano, mas um outro ponto de refer&ecirc;ncia no mesmo artigo mostrava que ele simpatizava com certos aspectos do trinitarianismo. &ldquo;A inexplic&aacute;vel Trindade que torna a Divindade tr&ecirc;s em um e um em tr&ecirc;s &eacute; muito m&aacute;&rdquo;, escreveu ele, &ldquo;mas o ultra-unitarianismo que torna Cristo inferior ao Pai &eacute; pior&rdquo;.39&nbsp;Afirmando a igualdade de Cristo com o Pai, Tiago estava ecoando o que sua esposa havia escrito oito anos antes. Para outra evid&ecirc;ncia de que ela estava conduzindo seus colegas, note-se que suas asser&ccedil;&otilde;es de que Cristo era n&atilde;o-criado40precederam por mais de duas d&eacute;cadas a aceita&ccedil;&atilde;o deste conceito publicada por Uriah Smith.41<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bloco por bloco conceitual (talvez sem mesmo estar ciente disto), ela estava devagar mas firmemente demolindo a subestrutura da opini&atilde;o antitrinitariana e construindo um ponto de vista trinitariano. Em outro claro rompimento com o consenso semi-ariano prevalecente, ela declarou em 1878 que Cristo era o &ldquo;Filho eterno&rdquo;.42&nbsp;Ellen G. White n&atilde;o compreendia sua&nbsp;<i>eterna&nbsp;<\/i>filia&ccedil;&atilde;o como significando&nbsp;<i>deriva&ccedil;&atilde;o&nbsp;<\/i>do Pai. A filia&ccedil;&atilde;o em sua preexist&ecirc;ncia denotava que Ele era da mesma natureza do Pai, em unidade e &iacute;ntimo relacionamento com o Pai; mas isto n&atilde;o sugeria que Cristo tivera um princ&iacute;pio, porque ao assumir a carne humana Cristo tornou-se o Filho de Deus &ldquo;em um novo sentido.&rdquo; Partindo da perspectiva de sua humanidade, pela primeira vez Ele teve um &ldquo;princ&iacute;pio&rdquo;, e tamb&eacute;m, como um ser humano, iniciou uma nova rela&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia do Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua encarna&ccedil;&atilde;o Ele adquiriu&nbsp;<i>em um novo sentido<\/i>&nbsp;o t&iacute;tulo de Filho de Deus. Disse o anjo a Maria: &ldquo;A virtude do Alt&iacute;ssimo te cobrir&aacute; com a sua sombra, pelo que tamb&eacute;m o Santo, que de ti h&aacute; de nascer, ser&aacute; chamado Filho de Deus.&rdquo; Conquanto Filho de um&nbsp; ser humano, Ele tornou-se o Filho de Deus<i>&nbsp;em um novo sentido.&nbsp;<\/i>Assim, Ele esteve em nosso mundo &ndash; o Filho de Deus, todavia aliado por nascimento &agrave; ra&ccedil;a humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Desde toda a eternidade Cristo esteve unido com o Pai<\/i>, e quando Ele tomou sobre si a natureza humana, ainda era um com Deus [&ecirc;nfase suprida].43<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um afastamento ainda mais fundamental da &ldquo;antiga opini&atilde;o&rdquo; surgiu em 1888, no contexto da luta sobre a lei em G&aacute;latas (3:19-3:25), emergindo um ponto de vista mais claro de justifica&ccedil;&atilde;o por meio da expia&ccedil;&atilde;o substituta. Ellen G. White e outros chegaram &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de que um conceito mais amplo da expia&ccedil;&atilde;o e da justi&ccedil;a pela f&eacute; demanda a plena Divindade de Cristo. &ldquo;Se os homens rejeitam o testemunho das Escrituras inspiradas concernente &agrave; divindade de Cristo&rdquo;, escreveu ela, &ldquo;&eacute; v&atilde;o arguir com eles sobre este ponto; pois nenhum argumento, por mais conclusivo, poderia convenc&ecirc;-los. [1Co 2:14, citado] Pessoa alguma que alimente este erro pode ter exato conceito do car&aacute;ter ou miss&atilde;o de Cristo, nem do grande plano de Deus para a reden&ccedil;&atilde;o do homem&rdquo; [&ecirc;nfase suprida].44&nbsp;Ela proclamou que Cristo &ldquo;era um com o eterno Pai &ndash; um na natureza, no car&aacute;ter e no prop&oacute;sito&rdquo;, &ldquo;igual ao Pai em poder e autoridade&rdquo;45, &ldquo;o &uacute;nico ser que poderia penetrar em todos os conselhos e prop&oacute;sitos de Deus&rdquo;.46&nbsp;O contexto mostra que sua frase &ldquo;o &uacute;nico ser&rdquo; contrasta com os anjos. Contudo, esta declara&ccedil;&atilde;o precede a mais plena exposi&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1890, ela refor&ccedil;ou sua afirma&ccedil;&atilde;o de 1888 da unidade de Cristo com o Pai (em natureza, car&aacute;ter e prop&oacute;sito) sendo, talvez, sua &uacute;ltima declara&ccedil;&atilde;o importante que ainda pode ser lida ambiguamente. &ldquo;O Filho de Deus partilhava do trono do Pai, e a gl&oacute;ria do Ser eterno, existente por si mesmo, rodeava a ambos.&rdquo;47&nbsp;Retrospectivamente, esta frase se harmoniza perfeitamente com suas declara&ccedil;&otilde;es posteriores (especialmente em&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es,&nbsp;<\/i>530) de que Cristo &eacute; &ldquo;existente por si mesmo&rdquo; e de que sua Divindade n&atilde;o &eacute; &ldquo;derivada&rdquo; do Pai. &Eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel, contudo, ler a senten&ccedil;a de uma perspectiva binitariana, ou mesmo semi-ariana, de que Jesus, exaltado ao trono do Pai na presen&ccedil;a dos anjos, estava &ldquo;rodeado&rdquo; &ldquo;pela gl&oacute;ria do Ser eterno, existente por si mesmo&rdquo;, isto &eacute;, o Pai.&nbsp;&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas,&nbsp;<\/i>onde aparece a frase, foi uma amplifica&ccedil;&atilde;o de uma obra anterior,&nbsp;<i>Spirit of Prophecy,&nbsp;<\/i>vol. 1 (1870), onde a frase correspondente diz simplesmente: &ldquo;O Filho estava assentado no trono com o Pai.&rdquo;48&nbsp;O contexto circunjacente &eacute; semelhante em ambas as obras, refletindo sua perspectiva anterior, ao passo que a nova frase, &ldquo;a gl&oacute;ria do Ser eterno, existente por si mesmo, rodeava a ambos&rdquo;, reflete sua crescente compreens&atilde;o em 1890.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um panfleto publicado em 1897 trazia o pr&oacute;ximo componente importante de sua doutrina de Deus em desenvolvimento: o de que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; &ldquo;a terceira pessoa da Divindade.&rdquo;49&nbsp;Esse conceito receberia maior aten&ccedil;&atilde;o e forma mais permanente em&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es&nbsp;<\/i>(1898), onde ela repetiu e tornou enf&aacute;ticos os dois pontos anteriores: &ldquo;Em Cristo h&aacute; vida original, n&atilde;o emprestada, n&atilde;o derivada&rdquo;, e o Esp&iacute;rito Santo &eacute; a &ldquo;terceira pessoa da Divindade&rdquo;.50&nbsp;Em 1899, ela confirmou o outro lado do paradoxo, de que em &ldquo;pessoa&rdquo; Cristo era &ldquo;distinto&rdquo; do Pai.51&nbsp;Aqui o paradoxo essencial trinitariano da unidade de Deus em uma pluralidade de pessoas &eacute; claramente enunciado, e seu trinitarianismo est&aacute; essencialmente completo. Tudo o que resta para suas declara&ccedil;&otilde;es terminantes de 1901 e 1905 &eacute; afirmar mais explicitamente que os tr&ecirc;s &ldquo;eternos dignit&aacute;rios celestiais&rdquo;, os &ldquo;tr&ecirc;s maiores poderes do C&eacute;u&rdquo;, as &ldquo;tr&ecirc;s pessoas vivas do trio celestial&rdquo;, s&atilde;o um em natureza, car&aacute;ter e prop&oacute;sito, mas n&atilde;o em pessoa.52<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destarte, h&aacute; uma clara progress&atilde;o do simples para o complexo, sugerindo que a compreens&atilde;o de Ellen G. White cresceu e mudou &agrave; medida que ela recebia luz adicional. Fernando Canale salientou que esta progress&atilde;o &eacute; semelhante &agrave;quela apresentada no Novo Testamento. Nos evangelhos, o primeiro desafio foi convencer os disc&iacute;pulos de que Cristo era um com o Pai. Tendo uma vez seu conceito de monote&iacute;smo se expandido para aceitar &ldquo;um Deus&rdquo; em duas pessoas divinas, foi comparativamente f&aacute;cil lev&aacute;-los a reconhecer o Esp&iacute;rito Santo como a terceira pessoa divina.53<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A crise de Kellogg e as declara&ccedil;&otilde;es terminantes<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como foi exposto acima, os escritos de Ellen G. White sobre a Divindade comunicam, no m&iacute;nimo, duas variedades distintas de cren&ccedil;a trinitariana &ndash; ela se opunha a uma e veio a concordar com a outra. Sua diferencia&ccedil;&atilde;o entre essas duas opini&otilde;es da Trindade tornou-se muito expl&iacute;cita durante a crise de Kellogg de 1902-1907.54&nbsp;Uma vez que alguns dos escritos de J. H. Kellogg e de Ellen G. White desse per&iacute;odo t&ecirc;m sido seriamente mal-compreendidos em anos recentes, &eacute; necess&aacute;rio considerar esta controv&eacute;rsia em detalhes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O doutor J. H. Kellogg, superintendente m&eacute;dico do Sanat&oacute;rio de Battle Creek, foi a principal pessoa de credenciais cient&iacute;ficas entre os adventistas do s&eacute;timo dia na virada do s&eacute;culo vinte. Possivelmente influenciado por companheiros intelectuais de fora do Adventismo,55&nbsp;ele teorizava que a vida de cada ser vivo &ndash; seja &aacute;rvore, flor, animal ou humano &ndash; era a pr&oacute;pria presen&ccedil;a de Deus dentro dela. Sua opini&atilde;o era uma forma de pante&iacute;smo.56&nbsp;Vest&iacute;gios desse ponto de vista podem ser encontrados em suas apresenta&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas na d&eacute;cada de 1890,57&nbsp;mas a crise s&oacute; irrompeu em 1902.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida ao inc&ecirc;ndio do Sanat&oacute;rio de Battle Creek, em 18 de fevereiro de 1902, Kellogg prop&ocirc;s um plano de arrecada&ccedil;&atilde;o de fundos para financiar a reconstru&ccedil;&atilde;o. Ele doaria &agrave; Review and Herald Publishing Association o manuscrito para um novo livro sobre sa&uacute;de.58&nbsp;Se a Review and Herald doasse os custos de publica&ccedil;&atilde;o, e se os 73 mil membros que compunham a Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia em 1902 se encarregassem de vender 500 mil exemplares a um d&oacute;lar cada, a renda pagaria as d&iacute;vidas h&aacute; muito existentes e reconstruiria o sanat&oacute;rio. Este plano foi aceito.&nbsp;<i>The Living Temple&nbsp;<\/i>foi primariamente um manual de fisiologia elementar, nutri&ccedil;&atilde;o, medicina preventiva e tratamentos caseiros para doen&ccedil;as comuns. Mas o frontisp&iacute;cio citava 1 Cor&iacute;ntios 6:19 acerca do corpo como sendo o &ldquo;templo do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, e aqui e ali Kellogg incorporava suas opini&otilde;es teol&oacute;gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora os leitores preliminares do manuscrito ficassem satisfeitos com o que &eacute; dito sobre fisiologia, criticavam severamente algumas de suas especula&ccedil;&otilde;es acerca da doutrina de Deus. Apesar desta cr&iacute;tica, Kellogg apressou a publica&ccedil;&atilde;o. Em 30 de dezembro de 1902, por&eacute;m, enquanto a Review and Herald Publishing Association estava no meio da impress&atilde;o da primeira edi&ccedil;&atilde;o, a casa publicadora incendiou-se at&eacute; os fundamentos. Entre outras perdas estavam as chapas de impress&atilde;o e os exemplares n&atilde;o terminados do&nbsp;<i>The Living Temple<\/i>. Kellogg levou prontamente o manuscrito para outra impressora e fez um contrato de 3 mil exemplares, assumindo os custos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o livro foi finalmente distribu&iacute;do, os mais flagrantes afastamentos da estabelecida teologia adventista apareceram no cap&iacute;tulo inicial, &ldquo;O Mist&eacute;rio da Vida&rdquo;.59&nbsp;&ldquo;Deus &eacute; a explana&ccedil;&atilde;o da natureza&rdquo;, declarava Kellogg, &ldquo;n&atilde;o um Deus fora da natureza, mas&nbsp;<i>na&nbsp;<\/i>natureza, manifestando-se atrav&eacute;s e em todos os objetos, movimentos, e variados fen&ocirc;menos do universo&rdquo;.60&nbsp;Evidentemente reagindo a alguns de seus cr&iacute;ticos da pr&eacute;-publica&ccedil;&atilde;o, Kellogg procurou embotar ou frustrar suas obje&ccedil;&otilde;es por meio de refer&ecirc;ncia espec&iacute;fica ao Esp&iacute;rito Santo. Ele arrazoava que se o Esp&iacute;rito Santo podia estar em toda parte ao mesmo tempo, e se o Esp&iacute;rito Santo era tamb&eacute;m uma pessoa, ent&atilde;o ningu&eacute;m podia dizer que o Deus apresentado por Kellogg como habitando em todas as coisas era um Deus impessoal. &ldquo;Como pode o poder ser separado da fonte de poder?&rdquo; perguntava Kellogg. &ldquo;Onde o Esp&iacute;rito de Deus est&aacute; em opera&ccedil;&atilde;o, onde o poder de Deus se manifesta, o pr&oacute;prio Deus est&aacute; de fato e realmente presente.&rdquo;61&nbsp;Afirmando que o poder de Deus equivale &agrave; sua presen&ccedil;a, Kellogg obscurece seu racioc&iacute;nio, como um breve exemplo mostrar&aacute;. Um comandante militar pode emitir ordens para mobilizar as for&ccedil;as armadas e, por meio dessas ordens, o poder do l&iacute;der chega ao lar de um soldado individual, mas isso &eacute; claramente diferente da visita do comandante em pessoa &agrave;quele lar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent&atilde;o Kellogg engendra sua met&aacute;fora definidora, o par&aacute;grafo mais citado do&nbsp;<i>The Living Temple<\/i>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suponha agora que temos diante de n&oacute;s uma bota &ndash; n&atilde;o uma bota ordin&aacute;ria, mas uma bota viva &ndash;, e, ao olharmos para ela, vemos pequenas botas saindo das costuras em profus&atilde;o, saindo das biqueiras, caindo dos saltos, e saltando do cano &ndash; dezenas, centenas, milhares de botas, saindo continuamente de nossa bota viva &ndash;, n&atilde;o ser&iacute;amos compelidos a dizer: &ldquo;H&aacute; um sapateiro na bota&rdquo;? Assim est&aacute; presente na &aacute;rvore um&nbsp; poder que a cria e mant&eacute;m, um criador de &aacute;rvore na &aacute;rvore, um criador de flores na flor&hellip; uma presen&ccedil;a infinita, divina, embora invis&iacute;vel&hellip; que est&aacute; sempre se declarando&nbsp; por sua incessante e beneficente atividade.62<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teoria de Kelogg foi vigorosamente debatida na Igreja por v&aacute;rios anos. Sendo que adventistas de destaque haviam salientado seus erros,63&nbsp;Ellen G. White esperava, a princ&iacute;pio, que n&atilde;o seria necess&aacute;rio se envolver. Entretanto, por volta de setembro de 1903, as opini&otilde;es de Kellogg estavam ganhando aderentes. Quando ele afirmou publicamente que os ensinos do&nbsp;<i>The Living Temple&nbsp;<\/i>&ldquo;no que concerne &agrave; personalidade de Deus&rdquo; estavam de acordo com os escritos de Ellen G. White,64&nbsp;ela n&atilde;o p&ocirc;de mais ficar em sil&ecirc;ncio. &ldquo;Deus n&atilde;o permita que esta opini&atilde;o prevale&ccedil;a&rdquo;, ela declarou. &ldquo;N&atilde;o precisamos do misticismo que est&aacute; nesse livro&rdquo;, continuou ela. &ldquo;O escritor desse livro acha-se em uma vereda falsa. Ele perdeu de vista as verdades distintivas para este tempo. N&atilde;o sabe para onde seus passos est&atilde;o se dirigindo. A trilha da verdade caminha ao lado da trilha do erro, e ambas podem parecer uma para mentes que n&atilde;o s&atilde;o moldadas pelo Esp&iacute;rito Santo, e que, portanto, n&atilde;o est&atilde;o prontas para discernir a diferen&ccedil;a entre a verdade e o erro.&rdquo;65<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma carta que se seguiu, ela atingiu o &acirc;mago da quest&atilde;o: &ldquo;O Senhor Jesus &hellip; n&atilde;o representou a Deus como uma&nbsp;<i>ess&ecirc;ncia que permeia a natureza<\/i>, mas como um&nbsp;<i>ser pessoal<\/i>. Os crist&atilde;os devem ter em mente que Deus tem uma personalidade t&atilde;o verdadeiramente como Cristo a tem.&rdquo;66<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas semanas depois, em uma carta a George I. Butler, ex-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Geral,67&nbsp;Kellogg defendeu o seu ponto de vista. &ldquo;At&eacute; onde posso sondar a dificuldade que &eacute; encontrada no&nbsp;<i>Living Temple&nbsp;<\/i>[sic], toda a coisa pode ser acalmada com esta pergunta: &Eacute; o Esp&iacute;rito Santo uma pessoa? Voc&ecirc; diz N&atilde;o&rdquo; (Butler era da velha escola antitrinitariana que sustentava que o Esp&iacute;rito Santo era um aspecto ou poder de Deus, mas n&atilde;o uma pessoa). Continua Kellogg: &ldquo;Eu tinha suposto que a B&iacute;blia dizia isto pelo motivo de que o pronome pessoal&nbsp; &ldquo;ele&rdquo;&nbsp; &eacute; usado em se falando do Esp&iacute;rito Santo. A Irm&atilde; White usa o pronome &ldquo;ele&rdquo; e tem dito em tantas palavras que o Esp&iacute;rito Santo &eacute; a terceira pessoa da Divindade [sic]. Como pode o Esp&iacute;rito Santo ser a terceira pessoa e n&atilde;o ser de modo algum uma pessoa, me &eacute; dif&iacute;cil ver.&rdquo;68<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui est&aacute; um fascinante exemplo de Kellogg como debatedor. Essencialmente, ele est&aacute; dizendo: &ldquo;Tenho sido mal compreendido. Eu n&atilde;o afirmei que o Pai est&aacute; em todas as coisas; &eacute; o Esp&iacute;rito Santo quem est&aacute; em todas as coisas. E se o Esp&iacute;rito Santo &eacute; uma pessoa, ent&atilde;o Ellen G. White est&aacute; errada em dizer que meu ponto de vista solapa a personalidade de Deus.&rdquo; Assim, ele procurava manobrar com per&iacute;cia a reprova&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White e manter a legitimidade de sua pr&oacute;pria opini&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Butler, por&eacute;m, n&atilde;o foi enganado. &ldquo;No que concerne &agrave; irm&atilde; White e voc&ecirc; estarem em perfeito acordo, terei de deixar isto inteiramente entre voc&ecirc; e a irm&atilde; White. Ela diz que&nbsp;<i>n&atilde;o h&aacute; perfeito acordo<\/i>. Voc&ecirc; afirma que h&aacute;&hellip; Devo dar a ela o cr&eacute;dito&hellip; de dizer que&nbsp;<i>h&aacute; uma diferen&ccedil;a<\/i>&rdquo; (&ecirc;nfase suprida).69<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kellogg est&aacute; aqui contando a Butler meias-verdades casu&iacute;sticas, tentando retratar o &ldquo;pante&iacute;smo&rdquo; do&nbsp;<i>The Living Temple&nbsp;<\/i>como simplesmente uma perspectiva cient&iacute;fica da mesma doutrina de Deus que Ellen G. White havia expresso em&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es.&nbsp;<\/i>Embora seja o que Kellogg queria que seus leitores acreditassem, isto n&atilde;o corresponde &agrave; verdade, mesmo que a pr&oacute;pria Ellen G. White reconhecesse que &ldquo;para mentes que n&atilde;o s&atilde;o moldadas pelo Esp&iacute;rito Santo&rdquo; poderia assim parecer.70<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao prolongar-se o conflito, adentrando o ano de 1905, Ellen G. White escreveu outro documento que expunha o assunto &agrave; Igreja em linhas t&atilde;o inflex&iacute;veis que n&atilde;o poderia ser mal compreendido. O manuscrito apresenta talvez a mais radical e fundamental acusa&ccedil;&atilde;o j&aacute; escrita contra uma falsa opini&atilde;o da Trindade, seguida por uma de suas mais expl&iacute;citas descri&ccedil;&otilde;es do que ela considerava ser a verdadeira compreens&atilde;o da Divindade. Nesse documento, publicado em 1905, ela rotula a primeira opini&atilde;o de &ldquo;espiritualista&rdquo;, &ldquo;nulidade&rdquo;, &ldquo;imperfeita, falsa&rdquo;,71&nbsp;&ldquo;a trilha da serpente&rdquo; e &ldquo;as pro-fundezas de Satan&aacute;s&rdquo;.72&nbsp;Ela afirmou que aqueles que a recebessem estariam &ldquo;dando ouvidos a esp&iacute;ritos sedutores e doutrinas de dem&ocirc;nios, afastando-se da f&eacute; que eles tinham considerado sagrada nos cinq&uuml;enta anos passados&rdquo;.73<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em contraste com esta opini&atilde;o que severamente denuncia, ela apresenta uma outra opini&atilde;o que considerava como &ldquo;a plataforma correta&rdquo;, &ldquo;em harmonia com a simplicidade da verdadeira piedade&rdquo;, e &ldquo;os velhos, velhos tempos&hellip; quando, sob a dire&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, milhares se converteram em um dia&rdquo;.74&nbsp;O antagonismo entre duas opini&otilde;es opostas dificilmente poderia ser delineado em termos mais r&iacute;gidos em um contexto teol&oacute;gico do que o desacordo entre doutrinas de &ldquo;esp&iacute;ritos sedutores&rdquo; e a doutrina dos &ldquo;velhos, velhos tempos&rdquo; do Pentecostes original. Ela est&aacute; falando acerca de duas contrastantes doutrinas da Trindade. Aqui est&aacute; a primeira, atribu&iacute;da explicitamente ao Dr. Kellogg e seus associados em &ldquo;nossa principal corpora&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica&rdquo;:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sou instru&iacute;da a dizer: Os sentimentos daqueles que est&atilde;o buscando id&eacute;ias cient&iacute;ficas avan&ccedil;adas n&atilde;o s&atilde;o de confian&ccedil;a. S&atilde;o feitas representa&ccedil;&otilde;es como as seguintes: &ldquo;O Pai &eacute; como a luz invis&iacute;vel; o Filho &eacute; como a luz incorporada; o Esp&iacute;rito &eacute; a luz irradiada.&rdquo; &ldquo;O Pai&nbsp; &eacute; como o orvalho, vapor invis&iacute;vel; o Filho &eacute; como o orvalho acumulado de bela forma; o Esp&iacute;rito &eacute; como o orvalho ca&iacute;do no assento da vida.&rdquo; Outra representa&ccedil;&atilde;o: &ldquo;O Pai &eacute; como o vapor invis&iacute;vel; o Filho &eacute; como a nuvem de chumbo; o Esp&iacute;rito &eacute; chuva ca&iacute;da e operando em refrescante poder.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas estas representa&ccedil;&otilde;es espiritualistas s&atilde;o simplesmente nada. S&atilde;o imperfeitas, falsas. Enfraquecem e diminuem a Majestade com a qual nenhuma semelhan&ccedil;a terrestre pode ser comparada.&nbsp;<i>Deus n&atilde;o pode ser comparado com as coisas que suas m&atilde;os fizeram<\/i>. S&atilde;o meras coisas terrenas, sofrendo sob a maldi&ccedil;&atilde;o de Deus por causa dos pecados do homem. O Pai n&atilde;o pode ser descrito pelas coisas da Terra [&ecirc;nfase suprida].75<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent&atilde;o, na senten&ccedil;a seguinte, ela define o que compreende ser a verdade acerca da Divindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pai &eacute; toda a plenitude da Divindade corporificada, e &eacute; invis&iacute;vel &agrave; vista mortal. O Filho &eacute; toda a plenitude da Divindade manifestada. A Palavra de Deus declara ser Ele &ldquo;a expressa imagem da sua pessoa.&rdquo; &ldquo;Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unig&ecirc;nito, para que todo aquele que nele cr&ecirc; n&atilde;o pere&ccedil;a, mas tenha a vida eterna.&rdquo; Aqui &eacute; mostrada a personalidade do Pai. O consolador que Cristo prometeu enviar depois de sua ascens&atilde;o ao C&eacute;u &eacute; o Esp&iacute;rito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da gra&ccedil;a divina a todos os que recebem a Cristo e cr&ecirc;em&nbsp; nele como um salvador pessoal. H&aacute; tr&ecirc;s pessoas vivas do&nbsp;<i>trio celestial<\/i>; em nome destes&nbsp;<i>tr&ecirc;s grandes poderes<\/i>&nbsp;&ndash; o Pai,&nbsp; o Filho, e o Esp&iacute;rito Santo &ndash; os que recebem a Cristo por f&eacute; viva s&atilde;o batizados, e&nbsp;<i>estes poderes<\/i>&nbsp;cooperar&atilde;o com os s&uacute;ditos obedientes do C&eacute;u em seus esfor&ccedil;os para viver a nova vida em Cristo [&ecirc;nfase suprida].76<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acusando a Kellogg de estar, com sua doutrina &ldquo;espiritualista&rdquo; da Trindade, &ldquo;se afastando da f&eacute;&rdquo; que os adventistas tinham &ldquo;considerado sagrada nos cinq&uuml;enta anos passados&rdquo;, Ellen G. White refuta claramente a afirma&ccedil;&atilde;o de que todas as doutrinas da Trindade s&atilde;o a mesma e que a obje&ccedil;&atilde;o a uma exige a rejei&ccedil;&atilde;o de todas. Ela est&aacute; distinguindo claramente entre duas variedades de trinitarianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Significativamente, Ellen G. White condena a opini&atilde;o da Trindade de Kellogg em termos quase id&ecirc;nticos &agrave;queles usados por seu esposo Tiago em 1846, quando ele condenou o&nbsp;<i>&ldquo;velho credo trinitariano n&atilde;o escritur&iacute;stico&rdquo;<\/i>&nbsp;por &ldquo;espiritualizar a exist&ecirc;ncia do Pai e do Filho, como duas pessoas distintas, literais e tang&iacute;veis.&rdquo; Isto ap&oacute;ia a interpreta&ccedil;&atilde;o de que ela estava ao menos em parcial acordo com ele em 1846, e que, posteriormente, viu semelhan&ccedil;as entre os credos que afirmavam que Deus era &ldquo;invis&iacute;vel, sem corpo ou membros&rdquo; e as &ldquo;representa&ccedil;&otilde;es espiritualistas&rdquo; de Kellogg retratando a Deus sob met&aacute;foras de luz e &aacute;gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, Ellen G. White afirma que na heresia de Kellogg ela &ldquo;reconhecia os mesmos sentimentos&rdquo; existentes entre os ex-mileritas &ldquo;espiritualizantes&rdquo; de 1845 e 1846, contra os quais ela havia se oposto.77&nbsp;A implica&ccedil;&atilde;o &eacute; a de que os fan&aacute;ticos &ldquo;espiritualizadores&rdquo; p&oacute;s-desapontamento, o ensino dos credos de que Deus &eacute; sem forma e intang&iacute;vel, bem como os conceitos impessoais de Deus mantidos por Kellogg, tudo isso foi associado por Tiago e Ellen White sob o t&iacute;tulo geral de &ldquo;teorias espiritualistas&rdquo;.78<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse fato est&aacute; diretamente ligado ao presente debate porque alguns t&ecirc;m alegado que a opini&atilde;o de Kellogg condenada por Ellen G. White &eacute; a mesma opini&atilde;o da Trindade posteriormente aceita pela Igreja79&nbsp;&ndash; alega&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o &eacute; apoiada pela evid&ecirc;ncia. White rejeita claramente a opini&atilde;o da Trindade que faz Deus parecer distante, intoc&aacute;vel, impessoal; e aceita um ponto de vista literal, b&iacute;blico80&nbsp;da Trindade, uma opini&atilde;o que mostra a Deus como incluindo tr&ecirc;s personalidades divinas individuais, que s&atilde;o um em natureza, car&aacute;ter, prop&oacute;sito e amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suas &uacute;ltimas afirma&ccedil;&otilde;es de um Deus em tr&ecirc;s pessoas est&atilde;o plenamente em harmonia com a primeira declara&ccedil;&atilde;o de f&eacute; explicitamente trinitariana entre os adventistas do s&eacute;timo dia, escrita por F. M. Wilcox na&nbsp;<i>Review and Herald&nbsp;<\/i>em 1913.81&nbsp;&ldquo;Os adventistas do s&eacute;timo dia cr&ecirc;em&rdquo; &ndash; esclareceu Wilcox &ndash; &ldquo;1) na divina Trindade. Essa Trindade consiste do eterno Pai, &hellip;&nbsp; do Senhor Jesus Cristo, &hellip;&nbsp; [e] do Esp&iacute;rito Santo, a terceira pessoa da Divindade.&rdquo;82<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Conclus&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira parte deste estudo [ver &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia<\/i>, p. 19-30] notou que a Sess&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Geral de 1946 foi a primeira a endossar oficialmente a cren&ccedil;a em uma Trindade,83exatamente 100 anos depois da decidida rejei&ccedil;&atilde;o desta id&eacute;ia por Tiago White no&nbsp;<i>Day-Star&nbsp;<\/i>de 1846. Esta mudan&ccedil;a n&atilde;o foi uma simples revers&atilde;o. A evid&ecirc;ncia &eacute; a de que Ellen G. White concordava com o ponto positivo essencial da cren&ccedil;a de Tiago, a saber, que &ldquo;o Pai e o Filho&rdquo; s&atilde;o &ldquo;duas pessoas distintas, literais [sic] e tang&iacute;veis.&rdquo; Evid&ecirc;ncia subseq&uuml;ente mostra que ela tamb&eacute;m concordava com o ponto negativo de Tiago: que os conceitos filos&oacute;ficos tradicionais mantidos por muitos trinitarianos &ldquo;espiritualizavam&rdquo; a realidade pessoal do Pai e do Filho.84<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo depois disso, ela adicionou a convic&ccedil;&atilde;o, baseada em vis&atilde;o, de que Cristo e o Pai s&atilde;o formas tang&iacute;veis. Ela progressivamente asseverou a eterna igualdade de Cristo com o Pai, que Cristo n&atilde;o foi criado, e, por volta de 1888, que um adequado conceito da expia&ccedil;&atilde;o exige a plena e eterna Divindade de Cristo. Somente na d&eacute;cada de 1890 ela tornou-se consciente da completa individualidade e personalidade do Esp&iacute;rito Santo, mas quando o fez, ela se referiu ao Esp&iacute;rito Santo em termos literais e tang&iacute;veis muito semelhantes &agrave;queles que ela havia usado em 1850 para descrever o Pai e o Filho.85&nbsp;Por volta de 1905, ela declarou explicitamente sua cren&ccedil;a em tr&ecirc;s pessoas divinas unidas em um s&oacute; Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto confirma as quatro hip&oacute;teses com as quais se iniciou este artigo. A primeira delas, a caracteriza&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White como uma &ldquo;monote&iacute;sta trinitariana&rdquo;, feita por E. R. Gane, &eacute; correta se considerarmos sua concep&ccedil;&atilde;o amadurecida de Deus, de 1898 em diante. Nunca, por&eacute;m, ela usou o termo &ldquo;Trindade&rdquo; para descrever sua cren&ccedil;a acerca de Deus. Talvez o mais pr&oacute;ximo a que ela chegou foi seu uso da express&atilde;o &ldquo;trio celestial&rdquo;.86&nbsp;Um motivo prov&aacute;vel por que ela consistentemente evitou o termo &ldquo;Trindade&rdquo;, mesmo depois de ter aceitado certos aspectos do ensino trinitariano, &eacute; a segunda hip&oacute;tese: a de que ela havia se tornado ciente de duas variedades de cren&ccedil;a trinitariana, uma que ela aceitou e outra que ela rejeitou veementemente. Um uso indiscriminado do termo &ldquo;Trindade&rdquo; poderia parecer o endosso de conceitos filos&oacute;ficos aos quais ela se opunha diametralmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto parece especialmente plaus&iacute;vel &agrave; luz da terceira hip&oacute;tese, segundo a qual &agrave; medida que ela endossava passos conceituais em torno de um trinitarianismo b&iacute;blico, sua compreens&atilde;o em desenvolvimento exercia uma forte influ&ecirc;ncia sobre outros escritores adventistas, levando finalmente a um grau substancial de consenso na denomina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quarta hip&oacute;tese diz que o m&eacute;todo pelo qual os primeiros adventistas procuravam separar os elementos b&iacute;blicos de trinitarianismo daqueles derivados apenas da tradi&ccedil;&atilde;o, foi rejeitar completamente a tradi&ccedil;&atilde;o como base doutrin&aacute;ria, e lutar por meio de longo processo para construir sua f&eacute; com base somente nas Escrituras. Fazendo isto, eles virtualmente seguiram os passos da Igreja do Novo Testamento na primeira aceita&ccedil;&atilde;o da igualdade de Cristo com o Pai, e descobriram tamb&eacute;m sua igualdade e unidade com o Esp&iacute;rito Santo. No processo, a teologia adventista mostrou semelhan&ccedil;as tempor&aacute;rias com algumas das heresias hist&oacute;ricas, particularmente com o arianismo. O rep&uacute;dio da tradi&ccedil;&atilde;o como autoridade doutrinal foi caro em termos do ostracismo que eles suportaram como not&oacute;rios &ldquo;her&eacute;ticos&rdquo;, mas sua depend&ecirc;ncia das Escrituras levou-os finalmente ao que eles acreditavam ser uma opini&atilde;o mais b&iacute;blica da Trindade.87&nbsp;Um corol&aacute;rio controvertido &eacute; a convic&ccedil;&atilde;o de que a formula&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica da doutrina da Trindade, apoiando-se nos pressupostos filos&oacute;ficos gregos de atemporalidade e impassibilidade, &eacute; simplesmente incompat&iacute;vel com um sistema teol&oacute;gico inteiramente b&iacute;blico.88<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o como um observador impessoal, mas como um te&oacute;logo sistem&aacute;tico profundamente envolvido no desenvolvimento da doutrina adventista de Deus, Fernando Canale tem escrito extensamente sobre a diferen&ccedil;a entre uma teologia baseada nos pressupostos filos&oacute;ficos gregos e uma baseada nos pressupostos b&iacute;blicos.89Ele argumenta que<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">em um sentido muito real, a &ecirc;nfase adventista nas Escrituras como a &uacute;nica fonte de refer&ecirc;ncias para praticar teologia tem dado &agrave; reflex&atilde;o teol&oacute;gica sobre Deus um novo e revolucion&aacute;rio in&iacute;cio. Sistematicamente suspeitosos e cr&iacute;ticos das posturas teol&oacute;gicas tradicionais, os adventistas estavam decididos a construir doutrinas com base somente nas Escrituras. As dificuldades impl&iacute;citas nesta nova abordagem podem explicar o escasso n&uacute;mero de declara&ccedil;&otilde;es adventistas sobre a doutrina de Deus.90<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Canale faz uma s&oacute;lida defesa do seu argumento de que pelo fato de os adventistas terem se &ldquo;afastado da concep&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica de Deus como intemporal&rdquo; e terem &ldquo;aceito a concep&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica de Deus conforme apresentada na B&iacute;blia&rdquo;, eles estavam habilitados a desenvolver uma genuinamente b&iacute;blica opini&atilde;o da Trindade.91<\/p>\n<hr>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\">1<\/span>&nbsp;Artigo traduzido do original em ingl&ecirc;s por Francisco Alves de Pontes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\">2<\/span>&nbsp;James White,&nbsp;<i>Day-Star<\/i>, 24 de janeiro de 1846, 25.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\">3<\/span>&nbsp;Fifteen Meeting,&nbsp;<i>General Conference Report<\/i>&nbsp;n&ordm; 8,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 14 de junho de 1946, 197. Para uma discuss&atilde;o do contexto hist&oacute;rico, veja Jerry Moon, &ldquo;The Adventist Trinity Debate, Part 1: Historical Overview&rdquo;,&nbsp;<i>AUSS<\/i>&nbsp;41 (2003): 122-123.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\">4<\/span>&nbsp;Veja Russel Holt, &ldquo;The Doctrine of the Trinity in the Seventh-day Adventist Denomination: Its Rejection and Acceptance&rdquo; (monografia, Andrews University, 1969); LeRoy Edwin Froom,&nbsp;<i>Movement of Destiny<\/i>&nbsp;(Washington, DC: Review and Herald, 1971), 148-180 &ndash; embora a alega&ccedil;&atilde;o de Froom baseada em estat&iacute;sticas mileritas de que uma &ldquo;maioria&rdquo; dos adventistas fundadores era trinitariana (ibid., 147) n&atilde;o venha sendo apoiada pela evid&ecirc;ncia; Merlin Burt, &ldquo;Demise of Semi-Arianism and Anti-Trinitarianism in Adventist Theology, 1888-1957&rdquo; (monografia, Andrews University, 1996); Woodrow W. Whidden, &ldquo;Salvation Pilgrimage: The Adventist Journey into Justification by Faith and Trinitarianism&rdquo;,&nbsp;<i>Ministry<\/i>, abril de 1998, 5-7; Fernando L. Canale, &ldquo;Doctrine of God&rdquo;, in Handbook of Seventh-day Adventist Theology, ed. Raoul Dederen,&nbsp;<i>Commentary Reference Series<\/i>, (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2000), 12:117-150; and Woodrow Whidden, Jerry Moon, and John W. Reeve,&nbsp;<i>The Trinity: Understanding God&rsquo;s Love, His Plan of Salvation, and Christian Relationships<\/i>&nbsp;(Hagerstown, ND: Review and Herald, 2002), 190-220.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\">5<\/span>&nbsp;Erwin R. Gane, &ldquo;The Arian or Anti-Trinitarian Views Presented in Seventh-day Adventist Literature and the Ellen White Answer&rdquo; (tese de mestrado, Andrews University, 1963).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\">6<\/span>&nbsp;Gane, 67-79.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\">7<\/span>&nbsp;Veja, por exemplo, [Fred Allaback], &ldquo;The Doctrine of the Trinity in Adventist History&rdquo;,&nbsp;<i>Liberty Review<\/i>(5250 Johnstown Road, Mt. Vernon, Ohio), outubro de 1980, 4-5, 7-8; Lynnford Beachy, &ldquo;Adventist Review Perpetuates the Omega&rdquo;,&nbsp;<i>Old Paths<\/i>&nbsp;(Smyrna Gospel Ministries, HC64, Box 128-B, Welch, WV; website www.smyrna.org) 8\/7, julho de 1999, 1-14; David Clayton, &ldquo;The Omega of Deadly Heresies&rdquo;, n.p., n.d. (ca. 2000), em meus arquivos; idem, &ldquo;Some Facts Concerning the Omega Heresy&rdquo;, www.restorationministry.com\/Open Face\/html\/2000\/open face oct 2000.htm; acessado em 10 de mar&ccedil;o de 2003; e Bob Diener,&nbsp;<i>The Alpha and the Omega<\/i>&nbsp;(Creal Springs, IL: Bible Truth Productions, [ca. 1998], videocassete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\">8<\/span>&nbsp;Moon, 113-129.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\">9<\/span>&nbsp;Canale, 150.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\">10<\/span>&nbsp;Por exemplo, John Kiesz, um antitrinitariano da Igreja de Deus (do S&eacute;timo Dia), especula que White era uma &ldquo;trinitariana n&atilde;o assumida&rdquo;, que guardou esta opini&atilde;o para si mesma por meio s&eacute;culo at&eacute; que na d&eacute;cada de 1890 ela subitamente rompeu o sil&ecirc;ncio para desafiar o ent&atilde;o ponto de vista da maioria dos adventistas do s&eacute;timo dia (&ldquo;History of the Trinity Doctrine&rdquo;,&nbsp;<i>Study<\/i>&nbsp;n&ordm; 132, http.\/\/www.giveshare.org\/BibleStudy\/132.trinityhistory.html, acessado em janeiro de 2001).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\">11<\/span>&nbsp;Ellen G. White ao Irm&atilde;o e Irm&atilde; Hastings, 24-30 de mar&ccedil;o de 1849 (Carta 5, 1849), 5-6; reimpressa em&nbsp;<i>Manuscript Releases<\/i>, 21 vols. (Silver Spring, MD: Ellen G. White Estate, 1981, 1987, 1990, 1993), 5:200.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\">12<\/span>&nbsp;&ldquo;Temos muitas li&ccedil;&otilde;es a aprender, e muitas, muitas a desaprender&rdquo;, escreveu ela em 1892. &ldquo;Somente Deus e o C&eacute;u s&atilde;o infal&iacute;veis. Aqueles que pensam que nunca ter&atilde;o de mudar um ponto de vista acariciado, que jamais ter&atilde;o ocasi&atilde;o de mudar uma opini&atilde;o, ser&atilde;o desapontados. Enquanto nos apegarmos &agrave;s nossas id&eacute;ias e opini&otilde;es com determinada persist&ecirc;ncia, n&atilde;o podemos ter a unidade pela qual Cristo orou&rdquo; (Ellen G. White, &ldquo;Search the Scriptures&rdquo;,&nbsp;&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 26 de julho de 1892, par. 7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\">13<\/span>&nbsp;&ldquo;Com a luz comunicada por meio do estudo de sua Palavra, com o conhecimento especial dado de casos individuais entre seu povo sob todas as circunst&acirc;ncias&nbsp; e em cada fase da experi&ecirc;ncia, posso eu agora estar na mesma ignor&acirc;ncia, na mesma incerteza mental e cegueira espiritual, como no princ&iacute;pio desta experi&ecirc;ncia? Dir&atilde;o meus irm&atilde;os que a irm&atilde; White tem sido uma estudante t&atilde;o lerda que seu discernimento nesta dire&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; melhor do que antes de ter ela entrado na escola de Cristo, a fim de ser instru&iacute;da e disciplinada para uma obra especial?&hellip; Eu n&atilde;o desonraria meu Criador admitindo que toda esta luz, toda a demonstra&ccedil;&atilde;o do seu imenso poder em minha obra e experi&ecirc;ncia, tem sido in&uacute;til, que n&atilde;o tem educado meu racioc&iacute;nio ou me preparado melhor para sua obra&rdquo; (Ellen G. White,&nbsp;<i>Testimonies for the Church<\/i>&nbsp;[Mountain View, CA: Pacific Press, 1948], 5:686).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\">14<\/span>&nbsp;Deve-se notar que quando ela e Tiago White aceitaram o s&aacute;bado, sua aceita&ccedil;&atilde;o baseava-se inicialmente no estudo da B&iacute;blia estimulado pela leitura de um folheto de Jos&eacute; Bates. Posteriormente, a corre&ccedil;&atilde;o deste ponto de vista foi confirmada por vis&atilde;o (Arthur L. White,&nbsp;<i>Ellen G. White: The Early Years, 1827-1862&nbsp;<\/i>[Washington, DC: Review and Herald, 1985], 1:116, 120-121).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\">15<\/span>&nbsp;Veja, por exemplo, Lev&iacute;tico 23:32 e Marcos 1:32, J. N. Andrews, &ldquo;Time for Commencing the Sabbath&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 4 de dezembro de 1855, 76-78.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\">16<\/span>&nbsp;Arthur L. White, 1:322-324.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\">17<\/span>&nbsp;Richard W. Schwarz e Floyd Greenleaf,&nbsp;<i>Light Bearers: A History of the Seventh-day Adventist Church<\/i>, ed. rev. (Nampa, ID: Pacific Press, 2000); D. E. Robinson,&nbsp;<i>The Story of Our Health Message: The Origin, Character, and Development of Health Education in the Seventh-day Adventist Church<\/i>, 3&ordf; ed. (Nashville: Southern Publishing Association, 1965), 75, 81. A maioria dos adventistas j&aacute; se opunha ao uso de bebidas alco&oacute;licas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\">18<\/span>&nbsp;Schwarz e Greenleaf, 53-54. Para mais extensa investiga&ccedil;&atilde;o da data do Milerismo p&oacute;s-desapontamento, sua divis&atilde;o e desintegra&ccedil;&atilde;o, veja Merlin D. Burt, &ldquo;The Historical Background, Inter-connected Development, and Integration of the Doctrines of the Sanctuary, the Sabbath, and Ellen G. White&rsquo;s Role in Sabbatarian Adventism from 1844 to 1849&rdquo; (disserta&ccedil;&atilde;o de Ph.D, Andrews University, 2002), 60-272.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\">19<\/span>&nbsp;Burt, &ldquo;The Historical Background&rdquo;, 145.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\">20<\/span>&nbsp;Enoch Jacobs, editor do Day-Star, dirigiu esse movimento (ibid., 231-242).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\">21<\/span>&nbsp;Ibid., 242; George R. Knight,&nbsp;<i>Millennial Fever and the End of the World<\/i>&nbsp;(Boise, ID: Pacific Press, 1993), 260.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\">22<\/span>&nbsp;Veja, por exemplo, Ellen G. White,&nbsp;<i>Life Sketches<\/i>&nbsp;(Mt. View, CA: Pacific Press, 1943), 85-94.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\">23<\/span>&nbsp;Burt, 146-147, enumera quatro de tais itens, cada um intitulado &ldquo;Letter from Bro. White&rdquo;,&nbsp;<i>Day-Star<\/i>, 6 de setembro de 1845, 17-18; 11 de outubro de 1845, 47; 29 de novembro de 1845, 35; e 24 de janeiro de 1846, 25.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\">24<\/span>&nbsp;James White,&nbsp;<i>Day-Star<\/i>, 24 de janeiro de 1846, 25; o primeiro escrito de Ellen Harmon publicado foi &ldquo;A Letter from Sister Harmon&rdquo; na mesma publica&ccedil;&atilde;o, 31-32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\">25<\/span>&nbsp;James White,&nbsp;<i>Day-Star<\/i>, 24 de janeiro de 1846, 25.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-26\">26<\/span>&nbsp;Em 1877, Ellen White citou Jo&atilde;o 4:14 KJV: &ldquo;Deus &eacute; Esp&iacute;rito; e aqueles que o adoram devem ador&aacute;-lo em esp&iacute;rito e em verdade&rdquo; (<i>Spirit of Prophecy&nbsp;<\/i>[Battle Creek, MI: Seventh-day Adventist Publishing Association, 1877], 2:143). Escreveu ela em 1904: &ldquo;Deus &eacute; esp&iacute;rito; todavia Ele &eacute; um ser pessoal, porque o homem foi feito &agrave; sua imagem&rdquo;&nbsp;<i>(Testimonies for the Church&nbsp;<\/i>[Mountain View, CA: Pacific Press, 1948], 8:263). Tiago White mantinha que Deus &eacute; &ldquo;um ser espiritual&rdquo; (idem,&nbsp;<i>Personality of God&nbsp;<\/i>[Battle Creek: SDA Publishing Assn., CA, 1868], 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\">27<\/span>&nbsp;V&aacute;rios escritores adventistas citavam quase as mesmas frases do credo. D. M. Canright cita dois credos: metodista e episcopal. O credo metodista inclu&iacute;a a frase &ldquo;sem corpo ou membros&rdquo;, enquanto que o credo episcopal especificava que Deus &eacute; &ldquo;sem corpo, membros, ou paix&otilde;es.&rdquo; Canright afirmava ter conhecimento de &ldquo;outros credos&rdquo; que iam &ldquo;ainda mais longe&rdquo; e diziam que Deus &eacute; &ldquo;sem centro ou circunfer&ecirc;ncia&rdquo; (&ldquo;The Personality of God&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 5 de setembro de 1878, 81; cf. idem, 19 de setembro de 1878, 97; J.&nbsp; B. Frisbie, &ldquo;The Seventh-Day Sabbath [sic] Not Abolished&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 7 de mar&ccedil;o de 1854, 50. Cf. James White,&nbsp;<i>Personality of God.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\">28<\/span>&nbsp;<i>Doctrines and Discipline of the Metodist Episcopal Church<\/i>&nbsp;(New York: Carlton and Porter, 1856), 15.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\">29<\/span>&nbsp;Por exemplo, &Ecirc;xodo 24:9-11; 33:20-23; Jo&atilde;o 1:18; Hebreus 1:1-3; Uriah Smith,&nbsp;<i>The State of the Dead and the Destiny of the Wicked&nbsp;<\/i>(Battle Creek, MI: SDA Publishing Association, 1873), 27-30. Note a controv&eacute;rsia de Smith contra qualquer &ldquo;interpreta&ccedil;&atilde;o m&iacute;stica de nossa corrente teologia&rdquo; (ibid., 27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\">30<\/span>&nbsp;O credo em quest&atilde;o era um credo metodista. White, embora criada como metodista, estava mais tarde estreitamente associada com adventistas que citavam este detalhe do credo como um dos aspectos antib&iacute;blicos do trinitarianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\">31<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>A Sketch of the Christian Experience and Views&nbsp;<\/i>[Visions]&nbsp;<i>of Ellen G. White&nbsp;<\/i>(Saratoga Springs, NY: James White, 1851).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\">32<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Primeiros Escritos&nbsp;<\/i>(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, CD-ROOM), 77, &ecirc;nfase original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\">33<\/span>&nbsp;Note a semelhan&ccedil;a de express&atilde;o entre sua opini&atilde;o ca. 1850 e o que ela escreveu em 1868: &ldquo;O Pai e o Filho eram um na cria&ccedil;&atilde;o do homem, e em sua reden&ccedil;&atilde;o. Disse o Pai ao Filho: &lsquo;Fa&ccedil;amos o homem &agrave; nossa imagem.&rsquo; E o triunfante c&acirc;ntico de j&uacute;bilo em que os redimidos tomar&atilde;o parte, &eacute; &ldquo;Aquele que se assenta sobre o trono, e ao Cordeiro, para todo o sempre.&rdquo; &ldquo;Jesus orou para que seus disc&iacute;pulos fossem um como Ele era um com seu Pai. Essa ora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o contemplava um disc&iacute;pulo com doze cabe&ccedil;as, mas doze disc&iacute;pulos, feitos um em objetivo e esfor&ccedil;o na causa de seu Senhor. Nem s&atilde;o o Pai e o Filho membros do &lsquo;Deus tri&uacute;no.&rsquo; Eles s&atilde;o dois seres distintos, por&eacute;m um no des&iacute;gnio e realiza&ccedil;&atilde;o da reden&ccedil;&atilde;o. Os redimidos&hellip; atribuem a honra, e gl&oacute;ria, e louvor, de sua salva&ccedil;&atilde;o a Deus e ao Cordeiro&rdquo; (James White,&nbsp;<i>Life Incidents&nbsp;<\/i>[1868], 343, toda &ecirc;nfase adicionada).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\">34<\/span>&nbsp;O t&iacute;tulo era uma asser&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita de sua reivindica&ccedil;&atilde;o de ter recebido o dom de profecia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-35\">35<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Spiritual Gifts&nbsp;<\/i>(SDA Publishing Association, 1864), 1:17-18, 22-28; 3:33-34.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-36\">36<\/span>&nbsp;Ellen G. White, &ldquo;Testimony 17 (1869)&rdquo;, in&nbsp;<i>Testimonies for the Church&nbsp;<\/i>(Mountain View, CA: Pacific Press, 1948), 2:200; cf. &ldquo;O Filho de Deus estava na forma de Deus, e ele n&atilde;o considerava usurpa&ccedil;&atilde;o ser igual a Deus&rdquo; (E. G. White,&nbsp;<i>Spirit of Prophecy&nbsp;<\/i>[1877], 2:10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-37\">37<\/span>&nbsp;&ldquo;Asseverar que os afirma&ccedil;&otilde;es do Filho e Seus ap&oacute;stolos s&atilde;o os mandamentos do Pai est&aacute; t&atilde;o distante da verdade como o velho absurdo trinitariano de que Jesus Cristo &eacute; o verdadeiro e eterno Deus&rdquo; (James White, &ldquo;The Faith of Jesus&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>5 de agosto de 1852, 52).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-38\">38<\/span>&nbsp;James White, &ldquo;The Two Bodies&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>12 de outubro de 1876, 116; cf. Froom, 178.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-39\">39<\/span>&nbsp;James White, &ldquo;Christ Equal with God&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>29 de novembro de 1877, p. 72.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-40\">40<\/span>&nbsp;Ellen G. White, &ldquo;The First Advent of Christ&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>17 de dezembro de 1872, par. 4; cf. E. G. White, &ldquo;Bible Study&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>11 de janeiro de 1881, par. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-41\">41<\/span>&nbsp;Uriah Smith chamou a Cristo de o primeiro ser criado&nbsp;<i>(Thoughts on the Revelation&nbsp;<\/i>[Battle Creek, MI: SDA Publishing Association, 1865], 59), opini&atilde;o que ele repudiou em&nbsp;<i>Looking Unto Jesus&nbsp;<\/i>(Battle Creek, MI: Review and Herald, 1898), 17, 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-42\">42<\/span>&nbsp;Ellen G. White, &ldquo;An Appeal to the Ministers&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>8 de agosto de 1878, par. 4; Ellen G. White to E. J. Waggoner and A. T. Jones, 18 de fevereiro de 1887 (Carta 37, 1887), facsimile in idem,&nbsp;<i>1888 Materials,&nbsp;<\/i>28.3; idem, &ldquo;&lsquo;Search the Scriptures.&rsquo; John 5:39&rdquo;,&nbsp;<i>Youth&rsquo;s Instructor,&nbsp;<\/i>31 de agosto de 1887, par. 1; idem, &ldquo;The Truth Revealed in Jesus&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>8 de fevereiro de 1898, par. 2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-43\">43<\/span>&nbsp;Ellen G. White, &ldquo;Christ Our Only Hope&rdquo;,&nbsp;<i>Signs of the Times,&nbsp;<\/i>2 de agosto de 1905. [De 44 a 48 copiar as cita&ccedil;&otilde;es do CD-ROOM &ndash; numera&ccedil;&atilde;o 43 a 47]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-44\">44<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira), 524 &ndash; CD-ROOM. Cf. a asser&ccedil;&atilde;o de E. J. Waggoner de que &ldquo;Nosso objetivo nesta investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentar a posi&ccedil;&atilde;o correta de Cristo de igualdade com o Pai, a fim de que Seu poder para redimir possa ser melhor apreciado&rdquo;&nbsp;<i>(Christ and His Righteousness&nbsp;<\/i>[Riverside, CA: The Upward Way, 1988]; 19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-45\">45<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>, 493, 495.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-46\">46<\/span>&nbsp;Ibid., 493; idem,&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira), 34:1; cf. Idem, &ldquo;That We Might Be Partakers of the Divine Nature&rdquo;,&nbsp;<i>Signs of the Times,&nbsp;<\/i>14 de outubro de 1897, par. 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-47\">47<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>, 36 &ndash; CD-ROOM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-48\">48<\/span>&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas&nbsp;<\/i>(1890) foi uma amplifica&ccedil;&atilde;o de uma obra anterior,&nbsp;<i>Spirit of Prophecy,&nbsp;<\/i>vol. 1, (1870), onde a correspondente senten&ccedil;a simplesmente diz: &ldquo;O Filho estava assentado no trono com o Pai, e a multid&atilde;o de santos anjos celestiais estava reunida em torno deles&rdquo; (E. G. White,&nbsp;<i>Spirit of Prophecy,&nbsp;<\/i>[1870], 1:17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-49\">49<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Special Testimonies for Ministries and Workers,&nbsp;<\/i>[series 1] n&ordm; 10 (Battle Creek, MI: General Conference of SDAs, 1897), 25, 37.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-50\">50<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>The Desire of Ages, (<\/i>Mountain View, CA: Pacific Press, 1940). 530, 671.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-51\">51<\/span>&nbsp;&ldquo;O mundo foi feito por ele, &lsquo;e sem ele nada do que foi feito se fez&rsquo;. Se Cristo fez todas as coisas, ele existiu antes de todas as coisas. As palavras faladas em rela&ccedil;&atilde;o a isto s&atilde;o t&atilde;o decisivas que ningu&eacute;m precisa ser deixado em d&uacute;vida. Cristo era Deus essencialmente, e no mais elevado sentido. Ele estava com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito para sempre.&rdquo; &ldquo;O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade, como uma pessoa distinta, todavia um com o Pai&rdquo; (Ellen G. White, &ldquo;The Word Made Flesh,&rdquo;&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>5 de abril de 1906, par. 6-7, &ecirc;nfase suprida).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-52\">52<\/span>&nbsp;Ellen G. White, Ms. 130, 1901, in&nbsp;<i>Manuscript Releases,&nbsp;<\/i>16:205; idem,&nbsp;<i>Special Testimonies,&nbsp;<\/i>Series B, n&ordm; 7 (St. Helena, CA: pela autora, 1905), 51, 62-63.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-53\">53<\/span>&nbsp;Canale, 128-130.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-54\">54<\/span>&nbsp;Sobre a crise de Kellogg, veja R. W. Schwarz,&nbsp;<i>John Harvey Kellogg,&nbsp;<\/i>M.D. (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 1981), 174-192; idem,&nbsp;<i>Light Bearers to the Remnant&nbsp;<\/i>(Moutain View, CA: Pacific Press, 1979), 282-298; Jerry Moon,&nbsp;<i>W. C. White and Ellen G. White: The Relationship between the Prophet and Her Son&nbsp;<\/i>(Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 1993), 274-320.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-55\">55<\/span>&nbsp;Froom, 351.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-56\">56<\/span>&nbsp;W. A. Spicer, &ldquo;Pantheism Here and in Its Ancient Setting&rdquo;, in&nbsp;<i>How the Spirit of Prophecy Met a Crisis: Memories and Notes of the &ldquo;Living Temple Controversy&rdquo;<\/i>,<i>&nbsp;<\/i>[1938], cap&iacute;tulo 13. http:\/\/www. sdanet.org\/atissueatissue\/white\/spicer\/index.htm, acessado em 18 de setembro de 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-57\">57<\/span>&nbsp;Veja J. H. Kellogg, &ldquo;God in Man, n&ordm; 1&rdquo;,&nbsp; &ldquo;God in Nature, n&ordm; 2&rdquo;, e &ldquo;God in Man, n&ordm; 3&rdquo;, in&nbsp;<i>General Conference Daily Bulletin,&nbsp;<\/i>1897, 72-84.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-58\">58<\/span>&nbsp;J. H. Kellogg,&nbsp;<i>The Living Temple&nbsp;<\/i>(Battle Creek, MI: Good Health, 1903).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-59\">59<\/span>&nbsp;Ibid., 28-30.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-60\">60<\/span>&nbsp;Ibid., 28.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-61\">61<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-62\">62<\/span>&nbsp;Ibid., 29.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-63\">63<\/span>&nbsp;Veja, por exemplo, W. W. Prescott, &ldquo;Suggestions on Mattrer Found on Galleys 1-129, Inclusive, of Matter for Dr. Kellogg&rsquo;s New Book,&nbsp;<i>The Living Temple<\/i>&rdquo;,<i>&nbsp;<\/i>Record Group 11, A. G. Daniells, 1901-1950, Fich&aacute;rio de J. B. Kellogg, Arquivos da Associa&ccedil;&atilde;o Geral, Silver Spring, MD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-64\">64<\/span>&nbsp;&ldquo;Ellen G. White to the Teachers in Emmanuel Missionary College, 22 de setembro de 1903 (&lsquo;Teach the Word&rsquo;),&rdquo; in&nbsp;<i>Spalding and Magan&rsquo;s Unpublished Manuscript Testimonies of Ellen G. White, 1915-1916&nbsp;<\/i>(daqui por diante identificado como&nbsp;<i>Spalding-Magan Collection&nbsp;<\/i>(Payson, AZ: Leaves-Of-Autumn Books, 1985), 320.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-65\">65<\/span>&nbsp;Ibid., 320-321.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-66\">66<\/span>&nbsp;Ibid., 324. Kellogg insinuava em&nbsp;<i>Living Temple,&nbsp;<\/i>29-32, que o conceito de um Deus pessoal era (no final das contas uma constru&ccedil;&atilde;o irreal) para o benef&iacute;cio de mentes imaturas, sugerindo que intelectuais como ele mesmo podiam perceber a realidade al&eacute;m da acomoda&ccedil;&atilde;o antropom&oacute;rfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-67\">67<\/span>&nbsp;George I. Butler tinha sido presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Geral (1871-1874, 1880-1888), e em 1903 foi o presidente da Uni&atilde;o-Associa&ccedil;&atilde;o do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-68\">68<\/span>&nbsp;J. H. Kellogg to G. I. Butler, 28 de outubro de 1903 [uma das duas cartas de Kellogg a Butler na mesma data], Centro de Pesquisa Adventista, Andrews University, Berrien Springs, MI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-69\">69<\/span>&nbsp;G. I. Butler to J. H. Kellogg, 5 de abril de 1904.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-70\">70<\/span>&nbsp;Ellen G. White, &ldquo;Teach the Word,&rdquo; 22 de setembro de 1903, in&nbsp;<i>Spalding-Magan Collection,&nbsp;<\/i>321.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-71\">71<\/span>&nbsp;E. G. White,&nbsp;<i>Special Testimonies,&nbsp;<\/i>Series B, n&ordm;&nbsp; 7, 63.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-72\">72<\/span>&nbsp;Ibid., 62, aludindo a Apocalipse 2:24.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-73\">73<\/span>&nbsp;Ibid., 61.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-74\">74<\/span>&nbsp;Ibid., 63-64.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-75\">75<\/span>&nbsp;Ibid., 62.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-76\">76<\/span>&nbsp;Ibid., 62-63.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-77\">77<\/span>&nbsp;E. G. White,&nbsp;<i>Selected Messages,&nbsp;<\/i>(Washington, DC: Review and Herald, 1958), 1:203.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-78\">78<\/span>&nbsp;Ibid., 204.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-79\">79<\/span>&nbsp;Diener.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-80\">80<\/span>&nbsp;Textos b&iacute;blicos que Ellen White citou apoiando v&aacute;rios aspectos de uma opini&atilde;o trinitariana incluem Romanos 8:16&nbsp;<i>(Evangelism&nbsp;<\/i>[Washington, DC: Review and Herald, 1946], 617); 1 Cor&iacute;ntios 2:10-14 (ibid.); Jo&atilde;o 16:7-14 (ibid., 616); Jo&atilde;o 14:16-18, 26; 26; 16:8, 12-14&nbsp;<i>(Desire of Ages,&nbsp;<\/i>669-671); e Colossenses 2:9 (<i>Evangelism&nbsp;<\/i>[Washington, DC: Review and Herald, 1946], 614).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-81\">81<\/span>&nbsp;F. M. Wilcox foi editor da&nbsp;<i>Review and Herald&nbsp;<\/i>de 1911-1944 e um dos cinco curadores originais indicados por Ellen White para superintender seu patrim&ocirc;nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-82\">82<\/span>&nbsp;[F. M. Wilcox], &ldquo;The Message for Today&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>9 de outubro de 1913, 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-83\">83<\/span>&nbsp;Moon, &ldquo;The Adventist Trinity Debate, Part 1&rdquo;, 122.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-84\">84<\/span>&nbsp;James White,&nbsp;<i>Day-Star,&nbsp;<\/i>24 de janeiro de 1846, 26.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-85\">85<\/span>&nbsp;&ldquo;Precisamos compreender que o Esp&iacute;rito Santo, que &eacute; tanto uma pessoa como o pr&oacute;prio Deus, est&aacute; andando por estes terrenos, invis&iacute;vel aos olhos humanos; que o Senhor Deus &eacute; o nosso Guardador e Auxiliador. Ele ouve cada palavra que proferimos e conhece cada pensamento da mente&rdquo; (E. G. White, &ldquo;Talk at Avondale School,&rdquo; 25 de mar&ccedil;o de 1899, in&nbsp;<i>Sermons and Talks&nbsp;<\/i>[Silver Spring, MD: E. G. White Estate, 1994], 2:136-137.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-86\">86<\/span>&nbsp;E. G. White,&nbsp;<i>Special Testimonies,&nbsp;<\/i>Series B, n&ordm; 7 (1905), 62-63.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-87\">87<\/span>&nbsp;Canale, 150.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-88\">88<\/span>&nbsp;Ibid., 148-150. Em um n&iacute;vel mais popular, veja Moon, &ldquo;The Trinity in the Reformation Era: Four Viewpoints,&rdquo; in&nbsp;<i>The Trinity: Understanding God&rsquo;s Love, His Plan of Salvation, and Christian Relationships,&nbsp;<\/i>Woodrow Whidden, Jerry Moon e John W. Reeve (Hagerstown, MD: Review and Herald), 166-181.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-89\">89<\/span>&nbsp;Fernando Luis Canale,&nbsp;<i>A Criticism of Theological Reason: Time and Timelessness as Primordial Presuppositions,&nbsp;<\/i>Andrews University Seminary Doctoral Dissertation Series, vol. 10 (Beerrien Springs, MI: Andrews University Press, 1983), 359, 402, n&ordm; 1; idem, &ldquo;Doctrine of God,&rdquo; 117-118, 126, 128-129, 132, 138-140, 145, 148-150.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-90\">90<\/span>&nbsp;Canale, &ldquo;Doctrine of God,&rdquo; 148.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-91\">91<\/span>&nbsp;Canale, 150, elabora: &ldquo;Finalmente, tendo-se afastado da concep&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica de Deus como atemporal e tendo aceito a concep&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica de Deus conforme apresentada na B&iacute;blia, os adventistas v&ecirc;em a rela&ccedil;&atilde;o entre a Trindade imanente e moderada como uma de identidade em vez de correspond&ecirc;ncia. As obras de salva&ccedil;&atilde;o s&atilde;o produzidas no tempo e na Hist&oacute;ria pela Trindade imanente [Fritz Guy, &ldquo;What the Trinity Means to Me,&rdquo;&nbsp;<i>Adventist Review,&nbsp;<\/i>11 de setembro de 1986, 13] por meio de suas diferentes Pessoas, concebidas como centros de percep&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o. Conseq&uuml;entemente, a indivisibilidade das obras de Deus na Hist&oacute;ria n&atilde;o &eacute; concebida pelos adventistas como sendo determinada pela unicidade da ess&ecirc;ncia &ndash; conforme ensinada na tradi&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica agostiniana &ndash; mas antes pela unicidade da tarefa hist&oacute;rica da reden&ccedil;&atilde;o [Raoul Dederen, &ldquo;Reflections on the Doctrine of the Trinity&rdquo;,&nbsp;<i>AUSS<\/i>&nbsp;8 (Primavera de 1970): 20]. O perigo de Trite&iacute;smo envolvido neste ponto de vista torna-se real quando a unicidade &eacute; reduzida a uma mera unidade concebida em analogia com uma sociedade humana ou uma comunh&atilde;o de a&ccedil;&atilde;o ou atividade. Al&eacute;m de tal unidade de a&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, &eacute; necess&aacute;rio imaginar a Deus como a &uacute;nica realidade que, nos pr&oacute;prios atos pelos quais Ele se revela diretamente na Hist&oacute;ria, transcende os limites de nossa raz&atilde;o humana [W. W. Prescott,&nbsp;<i>The Savior of the World&nbsp;<\/i>(Takoma Park, MD: Review and Herald, 1929), 17]. De modo algum pode a mente humana atingir o que a doutrina cl&aacute;ssica sobre a Trindade alega perceber, ou seja, a descri&ccedil;&atilde;o da estrutura interna da natureza de Deus. Juntamente com toda a cria&ccedil;&atilde;o, devemos aceitar a unicidade de Deus pela f&eacute; (Tg&nbsp; 2:19).&rdquo;<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jerry Moon Introdu&ccedil;&atilde;o Em 1846, Tiago White descartou a doutrina da Trindade chamando-a &ldquo;o velho credo trinitariano n&atilde;o escritur&iacute;stico&rdquo;.2&nbsp;Um s&eacute;culo depois, a denomina&ccedil;&atilde;o que ele ajudou a fundar votou uma declara&ccedil;&atilde;o oficial de &ldquo;Cren&ccedil;as Fundamentais&rdquo; que inclu&iacute;a a cren&ccedil;a em uma Trindade.3&nbsp;Que ocorreu uma importante mudan&ccedil;a teol&oacute;gica n&atilde;o &eacute; mais assunto de debate. Que a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":491,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3832,3815,3813],"tags":[],"class_list":["post-2234","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-art-teologia-historica","category-artigos-teologicos","category-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade - Pastor Adventista<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade - Pastor Adventista\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Jerry Moon Introdu&ccedil;&atilde;o Em 1846, Tiago White descartou a doutrina da Trindade chamando-a &ldquo;o velho credo trinitariano n&atilde;o escritur&iacute;stico&rdquo;.2&nbsp;Um s&eacute;culo depois, a denomina&ccedil;&atilde;o que ele ajudou a fundar votou uma declara&ccedil;&atilde;o oficial de &ldquo;Cren&ccedil;as Fundamentais&rdquo; que inclu&iacute;a a cren&ccedil;a em uma Trindade.3&nbsp;Que ocorreu uma importante mudan&ccedil;a teol&oacute;gica n&atilde;o &eacute; mais assunto de debate. Que a...\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pastor Adventista\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/pastoradv\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-04-20T07:00:53+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2017-04-20T18:49:14+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"500\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@pastorAdv\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@pastorAdv\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"51 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/\"},\"author\":{\"name\":\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705\"},\"headline\":\"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade\",\"datePublished\":\"2016-04-20T07:00:53+00:00\",\"dateModified\":\"2017-04-20T18:49:14+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/\"},\"wordCount\":10125,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg\",\"articleSection\":[\"Art - Teologia Hist\u00f3rica\",\"Art - Teologia Sist.\",\"Artigos - Todos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/\",\"url\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/\",\"name\":\"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade - Pastor Adventista\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg\",\"datePublished\":\"2016-04-20T07:00:53+00:00\",\"dateModified\":\"2017-04-20T18:49:14+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg\",\"width\":800,\"height\":500},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/\",\"name\":\"Pastor Adventista\",\"description\":\"Site do Pastor | Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705\",\"name\":\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade - Pastor Adventista","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade - Pastor Adventista","og_description":"Jerry Moon Introdu&ccedil;&atilde;o Em 1846, Tiago White descartou a doutrina da Trindade chamando-a &ldquo;o velho credo trinitariano n&atilde;o escritur&iacute;stico&rdquo;.2&nbsp;Um s&eacute;culo depois, a denomina&ccedil;&atilde;o que ele ajudou a fundar votou uma declara&ccedil;&atilde;o oficial de &ldquo;Cren&ccedil;as Fundamentais&rdquo; que inclu&iacute;a a cren&ccedil;a em uma Trindade.3&nbsp;Que ocorreu uma importante mudan&ccedil;a teol&oacute;gica n&atilde;o &eacute; mais assunto de debate. Que a...","og_url":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/","og_site_name":"Pastor Adventista","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/pastoradv","article_published_time":"2016-04-20T07:00:53+00:00","article_modified_time":"2017-04-20T18:49:14+00:00","og_image":[{"width":800,"height":500,"url":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@pastorAdv","twitter_site":"@pastorAdv","twitter_misc":{"Escrito por":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","Est. tempo de leitura":"51 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/"},"author":{"name":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705"},"headline":"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade","datePublished":"2016-04-20T07:00:53+00:00","dateModified":"2017-04-20T18:49:14+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/"},"wordCount":10125,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg","articleSection":["Art - Teologia Hist\u00f3rica","Art - Teologia Sist.","Artigos - Todos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/","url":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/","name":"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade - Pastor Adventista","isPartOf":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg","datePublished":"2016-04-20T07:00:53+00:00","dateModified":"2017-04-20T18:49:14+00:00","author":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#primaryimage","url":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg","contentUrl":"https:\/\/files.adventistas.org\/pastor.adventistas.org\/pt\/2014\/08\/criticosProfetas.jpg","width":800,"height":500},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-g-white-e-a-compreensao-da-trindade\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Ellen G. White e a compreens\u00e3o da Trindade"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#website","url":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/","name":"Pastor Adventista","description":"Site do Pastor | Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/b62975631befbf27a50ed5a16aaa9705","name":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0fddd0154d1f535e92b122441494ba8e2edb8e724c89c93e17e0b23b366f8590?s=96&d=mm&r=g","caption":"Associa\u00e7\u00e3o Ministerial"},"sameAs":["http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/"]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2234"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2234\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4030,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2234\/revisions\/4030"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/491"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}