{"id":2266,"date":"2016-05-16T07:00:29","date_gmt":"2016-05-16T07:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2266"},"modified":"2017-04-20T15:44:00","modified_gmt":"2017-04-20T18:44:00","slug":"principais-temas-dos-escritos-de-ellen-white","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/principais-temas-dos-escritos-de-ellen-white\/","title":{"rendered":"Principais Temas dos Escritos de Ellen White"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h2>Uma an&aacute;lise dos principais temas de Ellen White<\/h2>\n<p>Percorremos um longo caminho em nossa jornada com Ellen White neste livro. Primeiro examinamos sua longa vida. Depois vimos o trabalho do Ellen G. White Estate desde a morte dela e examinamos seus v&aacute;rios escritos. Agora estamos prontos para a fase final de nossa apresenta&ccedil;&atilde;o da Sra. White. Neste cap&iacute;tulo examinaremos sete temas principais que permeiam todos seus escritos. Eles representam id&eacute;ias que nos ajudam a entender a teologia de Ellen White e sua responsabilidade para com indiv&iacute;duos e para com a igreja. Eles tamb&eacute;m integram as v&aacute;rias fibras dos pensamentos dela numa rede unificada de conceitos que fornecem uma estrutura interpretativa n&atilde;o apenas para documentos isolados, mas para setores inteiros de seus escritos (tais como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e vida familiar). Os sete temas a seguir n&atilde;o s&atilde;o os &uacute;nicos que poder&iacute;amos ter escolhido, mas parecem estar entre os mais b&aacute;sicos, e certamente se destacam ao longo de suas obras. Como resultado, estes sete temas oferecem um discernimento integrativo e interpretativo dos escritos de Ellen White, que nos ajudar&atilde;o a ler com melhor compreens&atilde;o o que ela escreveu.<\/p>\n<h2>O amor de Deus<\/h2>\n<p>Talvez o tema central e mais abrangente nos escritos de Ellen White seja o amor de Deus. Por que come&ccedil;amos com este tema? A resposta &eacute; porque &eacute; o tema ao qual ela repetidamente d&aacute; o primeiro lugar em seus principais livros. Algumas ilustra&ccedil;&otilde;es sobre isso nos ajudar&atilde;o a compreender o lugar crucial que o tema ocupa no pensamento dela. Uma das ilustra&ccedil;&otilde;es mais convincentes da centralidade do amor de Deus nos escritos de Ellen White &eacute; que a frase &ldquo;Deus &eacute; amor&rdquo; constitui as primeiras tr&ecirc;s palavras do primeiro volume da S&eacute;rie Conflito dos S&eacute;culos (<i>Patriarcas e Profetas<\/i>) e as tr&ecirc;s &uacute;ltimas palavras do volume final da s&eacute;rie (<i>O Grande Conflito<\/i>). Por que &eacute; assim? Porque, como veremos abaixo, a realidade do amor de Deus &eacute; o ponto central da grande luta entre o bem e o mal que &eacute; retratada pela Sra. White. Como resultado, ela enfatiza o amor de Deus em todas as oportunidades. &ldquo;Deus &eacute; amor&rdquo; &eacute; a frase que fornece o contexto para sua narra&ccedil;&atilde;o da vasta hist&oacute;ria do grande conflito. Outra ilustra&ccedil;&atilde;o significativa da centralidade do tema do amor de Deus nos escritos de Ellen White &eacute; que uma reflex&atilde;o sobre esse important&iacute;ssimo t&oacute;pico &eacute; o conte&uacute;do do primeiro cap&iacute;tulo de <i>Caminho a Cristo<\/i>. As palavras de abertura do livro s&atilde;o: &ldquo;A Natureza e a Revela&ccedil;&atilde;o d&atilde;o testemunho do amor de Deus&rdquo; (CC 9). A Sra. White continua mostrando como o mundo natural &ldquo;nos fala do amor de quem tudo criou&rdquo;, e que mesmo num mundo de pecado a mensagem do amor de Deus brilha de uma a outra extremidade. Afinal, &ldquo;h&aacute; flores sobre os cardos, e os espinhos acham-se cobertos de rosas. &lsquo;Deus &eacute; amor&rsquo; (I Jo&atilde;o 4:8), est&aacute; escrito sobre cada bot&atilde;o que desabrocha, sobre cada haste de erva que brota&rdquo; (CC 9, 10). Contudo, salienta ela, as coisas da natureza, num mundo de pecado, &ldquo;muito imperfeitamente representam o Seu amor&rdquo;. E enfatiza que a demonstra&ccedil;&atilde;o mais clara e suprema do amor de Deus por n&oacute;s &eacute; o fato de Ele ter enviado Jesus para nos salvar de nossos pecados (CC 10-13).<\/p>\n<p>O cap&iacute;tulo termina com a seguinte &ecirc;nfase no tema central do livro: &ldquo;Tal amor [como Deus teve por n&oacute;s, enviando Jesus para nossa salva&ccedil;&atilde;o] &eacute; incompar&aacute;vel. Filhos do celest e Rei! Preciosa promessa! Tema para a mais profunda medita&ccedil;&atilde;o! O inigual&aacute;vel amor de Deus por um mundo que O n&atilde;o amou! Este pensamento exerce um poder subjugante sobre a alma e leva cativo o entendimento &agrave; vontade de Deus. Quanto mais estudarmos o car&aacute;ter divino &agrave; luz que vem da cruz, tanto mais veremos a miseric&oacute;rdia, a ternura e o perd&atilde;o aliados &agrave; equidade e &agrave; justi&ccedil;a, e tanto mais claro discerniremos as inumer&aacute;veis provas de um amor que &eacute; infinito, e de uma terna compaix&atilde;o que sobrepuja o amor anelante de uma m&atilde;e para com o filho extraviado&rdquo; (CC 15). Uma terceira ilustra&ccedil;&atilde;o convincente de que o amor de Deus &eacute; o tema central nos escritos de Ellen White, aparece nas p&aacute;ginas iniciais de <i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>. No primeiro par&aacute;grafo do livro ela declara que Jesus &ldquo;veio &hellip; para revelar a luz do amor de Deus&rdquo; (DTN 19). Na p&aacute;gina seguinte ela escreve que a vida de Jesus demonstrou &ldquo;que a lei do amor que renuncia &eacute; a lei da vida para a Terra e o C&eacute;u; que o amor que &lsquo;n&atilde;o busca os seus interesses&rsquo; (I Cor. 13:5) tem sua fonte no cora&ccedil;&atilde;o de Deus&rdquo; (DTN 20). Sua conclus&atilde;o na p&aacute;gina final &eacute; que atrav&eacute;s de Cristo &ldquo;o amor venceu&rdquo; (DTN 835). O amor de Deus &eacute; exaltado no princ&iacute;pio, no final e em tudo nos escritos de Ellen White. Ela repetidamente come&ccedil;a e termina seus livros mais importantes falando deste amor, e ele constitui as palavras iniciais e finais de sua disserta&ccedil;&atilde;o sobre o Conflito dos S&eacute;culos, que traz mais de 3.500 p&aacute;ginas no entremeio. Este parece ser o tema que fundamenta e que serve de contexto para todos os outros temas em seus escritos.<\/p>\n<h2>O Grande Conflito<\/h2>\n<p>Um segundo tema integrativo que corre ao longo de sua obra &eacute; o do grande conflito, ou luta, entre Cristo e Satan&aacute;s. Ele usa como base o tema do amor de Deus. A Sra. White enfatiza repetidamente que o ponto focal do grande conflito &eacute; a inten&ccedil;&atilde;o de Satan&aacute;s de representar mal o car&aacute;ter amoroso de Deus. Assim, no primeiro cap&iacute;tulo de <i>Caminho a Cristo<\/i>, lemos que Satan&aacute;s tentou persuadir as pessoas a temerem a Deus como um ser &ldquo;severo e inexor&aacute;vel. Satan&aacute;s levou o homem a imaginar Deus como um Ser cujo principal atributo fosse a justi&ccedil;a severa &ndash; um rigoroso juiz, e credor exigente e cruel. Representou o Criador como um ser que espreita desconfiado, procurando discernir os erros e pecados dos homens, para que possa trazer ju&iacute;zos sobre eles&rdquo; (CC 11). De acordo com Ellen White, o &acirc;mago do conflito foi al&eacute;m da tentativa de Satan&aacute;s de representar mal o car&aacute;ter de Deus, e incluiu tamb&eacute;m uma distor&ccedil;&atilde;o deliberada de Sua lei. Assim, lemos nas p&aacute;ginas iniciais de <i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es <\/i>que &ldquo;Satan&aacute;s apresenta a divina lei de amor como uma lei de ego&iacute;smo. Declara que nos &eacute; imposs&iacute;vel obedecer-lhe aos preceitos&rdquo; (DTN 24). Novamente, ela escreve em <i>O Grande Conflito<\/i>: &ldquo;Desde o in&iacute;cio do grande conflito no C&eacute;u, tem sido o intento de Satan&aacute;s subverter a lei de Deus&rdquo; (GC 582).<\/p>\n<p>Naturalmente, no pensamento de Ellen White, o car&aacute;ter de Deus e o princ&iacute;pio que fundamenta a lei de Deus n&atilde;o s&atilde;o dois elementos, mas um. O car&aacute;ter de Deus &eacute; de amor, e o princ&iacute;pio que est&aacute; no &acirc;mago de Sua lei tamb&eacute;m &eacute; o amor. Assim, a inten&ccedil;&atilde;o de Satan&aacute;s no grande conflito &eacute; desacreditar o amor de Deus em suas v&aacute;rias manifesta&ccedil;&otilde;es. &Eacute; contra essa tentativa de m&aacute; representa&ccedil;&atilde;o que Deus tem tido que lutar. Ellen White prepara o caminho para descrever a rea&ccedil;&atilde;o de Deus a Satan&aacute;s quando, na p&aacute;gina de abertura de <i>Patriarcas e Profetas<\/i>, escreve que &ldquo;a hist&oacute;ria do grande conflito entre o bem e o mal, desde o tempo em que a princ&iacute;pio se iniciou no C&eacute;u at&eacute; o final da rebeli&atilde;o e extirpa&ccedil;&atilde;o total do pecado, &eacute; tamb&eacute;m uma demonstra&ccedil;&atilde;o do imut&aacute;vel amor de Deus&rdquo; (PP 33). A demonstra&ccedil;&atilde;o do amor de Deus no conflito que est&aacute; em andamento com Satan&aacute;s constitui o enfoque, como vimos anteriormente, da S&eacute;rie Conflito dos S&eacute;culos em cinco volumes. Al&eacute;m destes volumes, o amor de Deus fornece a estrutura teol&oacute;gica que d&aacute; dire&ccedil;&atilde;o e contexto ao resto dos escritos de Ellen White. A principal demonstra&ccedil;&atilde;o do amor de Deus foi o fato de Ele haver enviado Jesus. Ellen White argumenta que Deus demonstrou Seu amor no contexto das acusa&ccedil;&otilde;es de Satan&aacute;s, desenvolvendo o plano da salva&ccedil;&atilde;o, no qual Jesus morreria pela ra&ccedil;a humana. Entretanto, Jesus veio n&atilde;o apenas para morrer pela humanidade, mas para retratar o amor de Deus face &agrave;s acusa&ccedil;&otilde;es de Satan&aacute;s. Falando sobre isso, a Sra. White nos diz que &ldquo;foi para dissipar essa negra sombra, revelando ao mundo o infinito amor de Deus, que Jesus baixou para viver entre os homens&rdquo; (CC 11). Tamb&eacute;m, em resposta &agrave; alega&ccedil;&atilde;o de Satan&aacute;s, Jesus veio para demonstrar que a lei era realmente amor, e que poderia ser guardada (DTN 24).<\/p>\n<p>Ellen White afirma que, por Sua vida e morte, Jesus ganhou a vit&oacute;ria para a Divindade. Ela escreveu: &ldquo;Por meio da obra redentora de Cristo, o governo de Deus fica justificado. O Onipotente &eacute; dado a conhecer como o Deus de amor. As acusa&ccedil;&otilde;es de Satan&aacute;s s&atilde;o refutadas, e revelado seu car&aacute;ter&rdquo; (DTN 26). O par&aacute;grafo final de <i>O Grande Conflito <\/i>une muito bem os temas do amor e do conflito c&oacute;smico. Lemos que &ldquo;o grande conflito terminou. Pecado e pecadores n&atilde;o mais existem. O Universo inteiro est&aacute; purificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;a&ccedil;&atilde;o de harmonioso j&uacute;bilo vibra por toda a vasta cria&ccedil;&atilde;o. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os dom&iacute;nios do espa&ccedil;o infinito. Desde o min&uacute;sculo &aacute;tomo at&eacute; ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus &eacute; amor&rdquo; (GC 678). Os conceitos do amor de Deus e do grande conflito levam a um terceiro tema que permeia os escritos de Ellen White e que une todos os diversos temas. Esse terceiro tema enfoca Jesus, Sua cruz e a salva&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de Sua gra&ccedil;a.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Jesus, a cruz e a salva&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dele<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen White n&atilde;o s&oacute; retrata Jesus lutando contra Satan&aacute;s no &acirc;mbito do conflito c&oacute;smico, mas ela constantemente O apresenta de maneira muito pessoal. Desde sua convers&atilde;o, ela sempre exaltou Jesus como a &uacute;nica esperan&ccedil;a para cada pessoa. Naquele momento de sua vida ela compreendeu que &ldquo;&eacute; unicamente ligando-se a Jesus pela f&eacute;, que o pecador se torna filho de Deus, cheio de esperan&ccedil;a e cren&ccedil;a&rdquo;. Todo desejo de seu cora&ccedil;&atilde;o, ela diz, era &ldquo;auxilia-me, Jesus; salva-me, eu pere&ccedil;o!&rdquo; (VE 18) (LS 23). Ellen White nunca esqueceu seus primeiros esfor&ccedil;os pela salva&ccedil;&atilde;o, quando acreditava que tinha de ser boa antes que Deus pudesse aceit&aacute;-la. Encontrar a Jesus e a salva&ccedil;&atilde;o pela f&eacute; em Seus m&eacute;ritos tornou-se o tema central nos escritos e nas prega&ccedil;&otilde;es dela desde sua primeira vis&atilde;o _ na qual ela viu seguran&ccedil;a para os Mileritas apenas enquanto &ldquo;conservavam o olhar fixo em Jesus&rdquo; (PE 14) _ at&eacute; sua morte em 1915. Um profundo senso do desamparo humano era a base de sua teologia de salva&ccedil;&atilde;o em Jesus. Ela salientou que &ldquo;o resultado de comer da &aacute;rvore da ci&ecirc;ncia do bem e do mal, &eacute; manifesto na experi&ecirc;ncia de todo homem. H&aacute; em sua natureza um pendor para o mal, uma for&ccedil;a &agrave; qual, sem aux&iacute;lio, n&atilde;o poder&aacute; ele resistir. Para opor resist&ecirc;ncia a esta for&ccedil;a, para atingir aquele ideal que no &iacute;ntimo de sua alma ele aceita como o &uacute;nico digno, n&atilde;o pode encontrar aux&iacute;lio sen&atilde;o em um poder. Esse poder &eacute; Cristo&rdquo; (Ed 29). Mas apesar de sua cren&ccedil;a no desmerecimento humano, o conceito que a Sra. White tinha de Jesus era de ilimitada esperan&ccedil;a para um mundo perdido. &ldquo;Em cada ser humano, apesar de deca&iacute;do, contemplava um filho de Deus, ou algu&eacute;m que poderia ser restaurado aos privil&eacute;gios de seu parentesco divino. &hellip; Olhando aos homens em seu sofrimento e degrada&ccedil;&atilde;o, Cristo entrevia lugar para esperan&ccedil;a onde apenas apareciam desespero e ru&iacute;na. Onde quer que se sentisse a percep&ccedil;&atilde;o de uma necessidade, ali via Ele oportunidade para reerguimento. As pessoas tentadas, derrotadas, que se sentiam perdidas, prontas a perecer, Ele defrontava, n&atilde;o com acusa&ccedil;&otilde;es mas com b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os&rdquo; (Ed 79).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Ellen White, Jesus n&atilde;o era meramente um bom amigo em tempo de necessidade; Ele era um Salvador que morreu na cruz por todas as pessoas. Numa passagem favorita de&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es,&nbsp;<\/i>lemos que &ldquo;Cristo foi tratado como n&oacute;s merec&iacute;amos, para que pud&eacute;ssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais n&atilde;o tinha participa&ccedil;&atilde;o, para que f&ocirc;ssemos justificados por Sua justi&ccedil;a, na qual n&atilde;o t&iacute;nhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que receb&ecirc;ssemos a vida que a Ele pertencia&rdquo; (DTN 25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um tema que ela nunca se cansou de repetir foi que Jesus morreu por nossos pecados, que Ele pagou a penalidade por nossos pecados na cruz. &ldquo;Cristo crucificado por nossos pecados, Cristo ressurgido dos mortos, Cristo elevado ao alto, eis a ci&ecirc;ncia de salva&ccedil;&atilde;o que temos de aprender e ensinar&rdquo; (CBV 424) (8T 287).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F&eacute; na salva&ccedil;&atilde;o de Cristo (ou justifica&ccedil;&atilde;o pela f&eacute;) &eacute; um ensinamento que permeia os escritos de Ellen White. Pela f&eacute; as pessoas se apropriam das b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os da salva&ccedil;&atilde;o obtida na cruz. Ela exaltou uma &ldquo;f&eacute; na capacidade de Cristo para salvar-nos ampla, completa e totalmente&rdquo; (3ME 172) (1888 Materials 217). Essa f&eacute; se estende ao minist&eacute;rio de Cristo por Seus filhos no santu&aacute;rio celestial. Para Ellen White, a morte de Cristo no Calv&aacute;rio n&atilde;o apenas tornou a salva&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel para cada indiv&iacute;duo, mas tamb&eacute;m decidiu a quest&atilde;o do car&aacute;ter de Deus no grande conflito. &ldquo;A morte de Cristo&rdquo;, ela declarou, &ldquo;provou que a administra&ccedil;&atilde;o e o governo de Deus s&atilde;o sem defeito. A acusa&ccedil;&atilde;o de Satan&aacute;s quanto aos atributos conflitantes de justi&ccedil;a e miseric&oacute;rdia, foi indubitavelmente liquidada para sempre. Cada voz dentro e fora do c&eacute;u testificar&aacute; um dia da justi&ccedil;a, da miseric&oacute;rdia e dos exaltados atributos de Deus&rdquo; (MS 128, 1897).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mente de Ellen White, a vida de Jesus, Sua morte na cruz, Seu minist&eacute;rio de aplica&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;ritos de Sua morte no santu&aacute;rio celestial, e a aceita&ccedil;&atilde;o da obra de Cristo pelo crente atrav&eacute;s da f&eacute;, constituem um grande n&uacute;cleo tem&aacute;tico no centro de sua compreens&atilde;o do cristianismo. Nada era mais importante para ela que esse conjunto de id&eacute;ias intimamente relacionadas. &ldquo;Exaltai a Jesus&rdquo;, ela escreveu aos ministros, &ldquo;exaltai-O nos serm&otilde;es, em c&acirc;nticos, em ora&ccedil;&atilde;o. &hellip; Seja a ci&ecirc;ncia da salva&ccedil;&atilde;o o tema central de todo serm&atilde;o, de todo hino. &hellip; Mantende perante o povo a palavra da vida, apresentando Jesus como a esperan&ccedil;a do arrependido e a fortaleza de todo crente&rdquo; (OE 160). Novamente ela escreveu que &ldquo;o sacrif&iacute;cio de Cristo como expia&ccedil;&atilde;o pelo pecado, &eacute; a grande verdade em torno da qual se agrupam as outras. A fim de ser devidamente compreendida e apreciada, toda verdade da Palavra de Deus, de G&ecirc;nesis a Apocalipse, precisa ser estudada &agrave; luz que dimana da cruz do Calv&aacute;rio. Apresento perante v&oacute;s o grande, magno monumento de miseric&oacute;rdia e regenera&ccedil;&atilde;o, salva&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o &ndash; o Filho de Deus erguido na cruz. Isso tem de ser o fundamento de todo discurso feito por nossos pastores&rdquo; (OE 315).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A centralidade da B&iacute;blia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paralelamente &agrave; &ecirc;nfase de Ellen White em Cristo, a Palavra viva de Deus, estava seu interesse pela Palavra escrita de Deus. Em seu primeiro livro (1851) ela escreveu: Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa f&eacute; e pr&aacute;tica&rdquo; (PE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">78). E 58 anos mais tarde ela se colocou perante a sess&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Geral de 1909 com uma B&iacute;blia em suas m&atilde;os, dizendo: &ldquo;Irm&atilde;os e irm&atilde;s, eu recomendo a voc&ecirc;s este Livro&rdquo;. Essas foram suas &uacute;ltimas palavras faladas a uma sess&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Geral da igreja. Ellen White exaltou a B&iacute;blia ao longo de toda a sua vida. Para ela, a B&iacute;blia era a vontade de Deus revelada, e proporcionava o conhecimento que levava a um relacionamento salvador com Jesus. &ldquo;Em Sua Palavra&rdquo;, ela declarou, &ldquo;Deus conferiu aos homens o conhecimento necess&aacute;rio &agrave; salva&ccedil;&atilde;o. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infal&iacute;vel revela&ccedil;&atilde;o de Sua vontade. Elas s&atilde;o a norma do car&aacute;ter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experi&ecirc;ncia religiosa&rdquo; (GC VII). Ela particularmente enfatizou a centralidade da B&iacute;blia em tempos de conflito teol&oacute;gico. Por exemplo, enquanto a igreja se aproximava da controversa sess&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Geral de 1888, em Mine&aacute;polis, e alguns estavam procurando usar outras autoridades para interpretar doutrinas e a B&iacute;blia, ela repetidamente apontou a seus companheiros, l&iacute;deres da igreja, as Escrituras. &ldquo;Queremos evid&ecirc;ncias b&iacute;blicas para cada ponto que expusermos&rdquo;, ela lhes disse em abril de 1887 (1888 Materiais 36). Em julho de 1888, ela escreveu que &ldquo;a B&iacute;blia &eacute; a &uacute;nica regra de f&eacute; e doutrina&rdquo; (FE 126) (RH, 17 de julho de 1888).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Examinem as Escrituras cuidadosamente para ver o que &eacute; verdade&rdquo;, ela aconselhou aos principais ministros adventistas um m&ecirc;s mais tarde. &ldquo;A verdade n&atilde;o pode perder nada com uma investiga&ccedil;&atilde;o minuciosa. Deixem a Palavra de Deus falar por si mesma, deixem-na ser seu pr&oacute;prio int&eacute;rprete. &ldquo;Nosso povo&rdquo;, ela continuou, &ldquo;deve individualmente entender a verdade b&iacute;blica mais completamente, pois eles certamente ser&atilde;o chamados perante tribunais; ser&atilde;o criticados por mentes mordazes e cr&iacute;ticas. Uma coisa &eacute; dar assentimento &agrave; verdade, e outra coisa &eacute;, atrav&eacute;s de cuidadoso exame como estudantes da B&iacute;blia, saber o que &eacute; a verdade. &hellip; Muitos, muitos se perder&atilde;o por n&atilde;o terem estudado suas B&iacute;blias sobre seus joelhos, com ora&ccedil;&atilde;o sincera a Deus para que a entrada da Palavra de Deus pudesse dar luz a seu entendimento.&hellip; &ldquo;A Palavra de Deus &eacute; o grande detector de erro; a ela acreditamos que tudo deva ser trazido. A B&iacute;blia deve ser nossa norma para toda doutrina e pr&aacute;tica. &hellip; N&atilde;o devemos receber a opini&atilde;o de ningu&eacute;m sem comparar com as Escrituras. Eis aqui a autoridade divina, que &eacute; suprema em quest&otilde;es de f&eacute;. &Eacute; a palavra do Deus vivo que deve decidir todas controv&eacute;rsias&rdquo; (1888 Materiais 38-40, 44, 45).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen White afirmou que &ldquo;a Palavra de Deus &eacute; suficiente para iluminar a mente mais obscurecida, e pode ser compreendida pelos que t&ecirc;m qualquer desejo de compreend&ecirc;-la.&rdquo; Ela considerou seus pr&oacute;prios escritos como um instrumento para levar as pessoas de volta &agrave; &ldquo;palavra que negligenciaram seguir&rdquo; (5T 663).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este &uacute;ltimo ponto &eacute; importante. Ellen White sempre afirmou que sua fun&ccedil;&atilde;o era dirigir as pessoas &agrave; B&iacute;blia. Ela escreveu que &ldquo;o Esp&iacute;rito n&atilde;o foi dado &ndash; nem nunca o poderia ser &ndash; a fim de sobrepor-Se &agrave; Escritura; pois esta explicitamente declara ser ela mesma a norma pela qual todo ensino e experi&ecirc;ncia devem ser aferidos&rdquo; (GC vii). Assim, ela acreditava, seu pr&oacute;prio minist&eacute;rio prof&eacute;tico precisava ser testado pela B&iacute;blia. Ela via seus escritos n&atilde;o como um substituto para a B&iacute;blia, mas como &ldquo;uma luz menor para guiar homens e mulheres &agrave; luz maior&rdquo; (CE 125). Para Ellen White, o estudo pessoal da B&iacute;blia era de extrema import&acirc;ncia para cada crist&atilde;o. E conquanto isto fosse verdade de maneira geral, seria especialmente crucial nos dias finais da hist&oacute;ria terrestre. No fim dos tempos, ela afirma, &ldquo;Satan&aacute;s emprega todo artif&iacute;cio poss&iacute;vel para impedir os homens de obter conhecimento da B&iacute;blia&rdquo;, de modo que os seres humanos n&atilde;o sejam capazes de detectar os enganos dele (GC 593). Assim, o estudo da B&iacute;blia se torna parte do conflito no fim dos tempos. E ela declara que &ldquo;pessoa alguma, a n&atilde;o ser os que fortaleceram o esp&iacute;rito com as verdades da Escritura, poder&aacute; resistir no &uacute;ltimo grande conflito&rdquo; (GC 593). Esse pensamento nos leva a um quinto tema integrativo universal nos escritos de Ellen White &ndash; a segunda vinda de Jesus.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A segunda vinda<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Segunda Vinda era de import&acirc;ncia central para Ellen White desde sua convers&atilde;o, na experi&ecirc;ncia Milerita na d&eacute;cada de 1840. A realidade da proximidade do advento dominou sua vida e moldou sua carreira de escritora. Assim, esse tema est&aacute; a cada um dos outros seis que estamos examinando. Portanto, a Segunda Vinda &eacute; um ponto focal da verdade na B&iacute;blia, &eacute; o cl&iacute;max da salva&ccedil;&atilde;o em Cristo, sinaliza o come&ccedil;o do fim do grande conflito entre o bem e o mal, &eacute; uma express&atilde;o suprema do amor de Deus, &eacute; o objetivo das tr&ecirc;s mensagens ang&eacute;licas, e proporciona um incentivo para se viver a vida crist&atilde;. A Segunda Vinda n&atilde;o deixou de influenciar nenhuma parte do pensamento de Ellen White. Ela ensinou que o Segundo Advento deve estar no centro dos ensinamentos e atividades dos adventistas do s&eacute;timo dia. &ldquo;Todos os serm&otilde;es que proferirmos&rdquo;, disse, &ldquo;devem revelar claramente que estamos esperando a vinda do Filho de Deus, e por ela trabalhando e orando. Sua vinda &eacute; a nossa esperan&ccedil;a. Esta esperan&ccedil;a deve estar vinculada com todas as nossas palavras e atos, com todos os nossos relacionamentos e amizades&rdquo; (Ev 220). Para Ellen White, o retorno de Cristo n&atilde;o era apenas uma realidade futura, mas tinha um senso de proximidade que exigia urg&ecirc;ncia em pregar essa mensagem a todo o mundo no tempo mais curto poss&iacute;vel. &ldquo;Fazei ressoar um alarme. Dizei &agrave;s pessoas que o dia do Senhor est&aacute; perto, e apressa-se grandemente. Ningu&eacute;m fique sem ser advertido. &hellip; N&atilde;o temos tempo a perder. &hellip; A vinda do Senhor est&aacute; mais pr&oacute;xima do que quando aceitamos a f&eacute;. O grande conflito aproxima-se de seu fim. Toda not&iacute;cia de calamidade em mar ou terra &eacute; um testemunho de que o fim de todas as coisas est&aacute; pr&oacute;ximo. Guerras e rumores de guerras declaram-no. &hellip; O Senhor vem. Ouvimos os passos de um Deus que Se aproxima. &hellip;Temos que preparar-Lhe o caminho mediante o desempenho de nossa parte em preparar um povo para esse grande dia&rdquo; (Ev 218, 219). Foi a verdade do advento e a proximidade desse evento que preparou o caminho para a miss&atilde;o adventista de evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen White relacionou intimamente seu enfoque na Segunda Vinda e na consequente miss&atilde;o evangelizadora, aos livros apocal&iacute;pticos de Daniel e Apocalipse. Esses livros e a descri&ccedil;&atilde;o do tempo do fim que eles apresentam encontraram um lugar especial nos escritos e ensinamentos dela. &ldquo;H&aacute; necessidade de um estudo mais aprimorado da Palavra de Deus&rdquo;, ela escreveu em 1896; &ldquo;especialmente Daniel e Apocalipse devem merecer aten&ccedil;&atilde;o, como nunca antes na hist&oacute;ria de nossa obra&rdquo; (Ev 577). Novamente, aconselhou, &ldquo;deve haver estudo mais aprimorado e mais diligente do Apocalipse, e apresenta&ccedil;&atilde;o mais fervorosa das verdades que cont&eacute;m &ndash; verdades que concernem a todos quantos vivem nestes &uacute;ltimos dias&rdquo; (Ev 197).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pr&oacute;prios escritos de Ellen White sobre o Segundo Advento demonstram que ela seguiu sua pr&oacute;pria recomenda&ccedil;&atilde;o de estudar Daniel e o Apocalipse. Seus escritos est&atilde;o completamente repletos de alus&otilde;es a esses dois livros apocal&iacute;pticos. A Sra. White escreveu algumas de seus trechos mais inspiradores em conex&atilde;o com o conjunto de eventos que envolvem o Segundo Advento. Narrando o Segundo Advento em si, ela escreve: &ldquo;&Eacute; ouvida pelo povo de Deus uma voz clara e melodiosa, dizendo: &lsquo;Olhai para cima&rsquo;; e, levantando os olhos para o c&eacute;u, contemplam o arco da promessa. As nuvens negras, amea&ccedil;adoras, que cobriam o firmamento se fendem e, como Est&ecirc;v&atilde;o, olham fixamente para o c&eacute;u, e v&ecirc;em a gl&oacute;ria de Deus, e o Filho do homem sentado sobre o Seu trono. &hellip;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Os &iacute;mpios contemplam a cena com terror e espanto, enquanto os justos v&ecirc;em com solene alegria os sinais de seu livramento. Tudo na Natureza parece desviado de seu curso. &hellip; Em meio dos c&eacute;us agitados, acha-se um espa&ccedil;o claro de gl&oacute;ria indescrit&iacute;vel, donde vem a voz de Deus como o som de muitas &aacute;guas, dizendo: &lsquo;Est&aacute; feito&rsquo;. Apoc. 16:17. &ldquo;Essa voz abala os c&eacute;us e a Terra. H&aacute; um grande terremoto. &hellip; O firmamento parece abrir-se e fechar-se. A gl&oacute;ria do trono de Deus dir-se-ia atravessar a atmosfera. &hellip; As mais orgulhosas cidades da Terra s&atilde;o derribadas. .. As paredes das pris&otilde;es fendem-se, e o povo de Deus, que estivera retido em cativeiro por causa de sua f&eacute;, &eacute; libertado&rdquo; (GC 636-637).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A descri&ccedil;&atilde;o de Ellen White da ressurrei&ccedil;&atilde;o dos justos &eacute; igualmente encorajadora. &ldquo;Por entre as vacila&ccedil;&otilde;es da Terra, o clar&atilde;o do rel&acirc;mpago e o ribombo do trov&atilde;o, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. &hellip; Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvir&atilde;o aquela voz, e os que ouvirem viver&atilde;o. &hellip; Os justos vivos s&atilde;o transformados &lsquo;num momento, num abrir e fechar de olhos&rsquo;. &Agrave; voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados, s&atilde;o arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares. &hellip; Criancinhas s&atilde;o levadas pelos santos anjos aos bra&ccedil;os de suas m&atilde;es. Amigos h&aacute; muito separados pela morte, re&uacute;nem-se, para nunca mais se separarem, e com c&acirc;nticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus&rdquo; (GC 644-645).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De todas as descri&ccedil;&otilde;es de Ellen White sobre experi&ecirc;ncias relacionadas ao Segundo Advento, talvez as da vida na Nova Terra sejam as mais animadoras. Ela escreve: &ldquo;Ali, mentes imortais contemplar&atilde;o, com deleite que jamais se fatigar&aacute;, as maravilhas do poder criador, os mist&eacute;rios do amor que redime. &hellip; Todas as faculdades se desenvolver&atilde;o, ampliar-se-&atilde;o todas as capacidades. &hellip; Ali os mais grandiosos empreendimentos poder&atilde;oser levados avante, alcan&ccedil;adas as mais elevadas aspira&ccedil;&otilde;es, as mais altas ambi&ccedil;&otilde;es realizadas; e surgir&atilde;o ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a agu&ccedil;ar as faculdades do esp&iacute;rito, da alma e do corpo&rdquo; (GC 677).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como podemos ver nas cita&ccedil;&otilde;es acima, o conjunto de eventos relacionados ao Segundo Advento n&atilde;o apenas formam um importante tema integrativo nos escritos de Ellen White, mas seu senso da realidade desses eventos ardia em sua alma. Esse conjunto tem&aacute;tico forneceu dire&ccedil;&atilde;o para seus escritos e orienta&ccedil;&atilde;o para sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Intimamente ligado &agrave; compreens&atilde;o da Sra. White sobre o Segundo Advento est&aacute; um sexto tema que nos ajuda a compreender sua vida e escritos. Esse tema &eacute; a mensagem &nbsp;dos tr&ecirc;s anjos de Apocalipse 14:6-12 e a miss&atilde;o da Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A mensagem do terceiro anjo e a Miss&atilde;o Adventista<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apocalipse 14:6-12, com sua descri&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s mensagens ang&eacute;licas, se encontra no&acirc;mago da identidade dos adventistas do s&eacute;timo dia, como Ellen White a considerava. Ela afirmou desde o in&iacute;cio de seu minist&eacute;rio at&eacute; o final, aproximadamente 71 anos mais tarde, que Deus tinha comissionado especialmente os adventistas para pregar a mensagem do terceiro anjo. Capte o sentido de miss&atilde;o em suas palavras: &ldquo;Em sentido especial foram os adventistas do s&eacute;timo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a &uacute;ltima mensagem de advert&ecirc;ncia a um mundo a perecer. &hellip; Confiou-se-lhes uma obra da mais solene import&acirc;ncia: a proclama&ccedil;&atilde;o da primeira, segunda e terceira mensagens&nbsp; ang&eacute;licas. Nenhuma obra h&aacute; de t&atilde;o grande import&acirc;ncia. N&atilde;o devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a aten&ccedil;&atilde;o. &ldquo;As mais solenes verdades j&aacute; confiadas a mortais nos foram dadas, para as proclamarmos ao mundo. A proclama&ccedil;&atilde;o dessas verdades deve ser nossa obra. O mundo precisa ser advertido, e o povo de Deus deve ser fiel ao legado que se lhe confiou&rdquo; (Ev 120) (9T 19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como os outros l&iacute;deres adventistas do s&eacute;timo dia, Ellen White via as tr&ecirc;s mensagens ang&eacute;licas como uma &ldquo;perfeita cadeia de verdades&rdquo; (PE 256) que se estendia da d&eacute;cada de 1840 at&eacute; o fim dos tempos. A primeira mensagem (&eacute; chegada a hora do ju&iacute;zo de Deus), eles conclu&iacute;ram, tinha come&ccedil;ado com a prega&ccedil;&atilde;o de Guilherme Miller nas d&eacute;cadas de 1830 e 1840, enquanto que a segunda (a queda de Babil&ocirc;nia) come&ccedil;ou a ser pregada em 1843, quando os crentes do advento estavam sendo expulsos de suas igrejas por acreditarem na doutrina b&iacute;blica da Segunda Vinda pr&eacute;-milenial. Essas duas mensagens eram importantes, mas elas meramente prepararam o caminho para a prega&ccedil;&atilde;o da terceira mensagem ang&eacute;lica. &Eacute; na terceira mensagem que os adventistas do s&eacute;timo dia encontram sua comiss&atilde;o e sua identidade &uacute;nica. Ellen White e os outros crentes sabatistas sustentavam que &ldquo;quando Cristo entrou no lugar sant&iacute;ssimo do santu&aacute;rio celestial [em outubro de 1844] para levar a efeito a obra final da expia&ccedil;&atilde;o, entregou a Seus servos a &uacute;ltima mensagem de miseric&oacute;rdia a ser dada ao mundo. Tal &eacute; a advert&ecirc;ncia do terceiro anjo em Apocalipse 14. Seguindo imediatamente a esta proclama&ccedil;&atilde;o, o profeta viu o Filho do homem vindo em gl&oacute;ria para ceifar a colheita da Terra&rdquo; (HR 379).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen White repetidamente ensinou que &ldquo;esta [a mensagem do terceiro anjo] &eacute; a &uacute;ltimamensagem&rdquo; para um mundo a ser destru&iacute;do em breve. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; mais [mensagens] aseguir, n&atilde;o mais convites de miseric&oacute;rdia a serem dados depois que esta mensagem tiver feito sua obra. Que incumb&ecirc;ncia!&rdquo; (5T 206-207). A Sra. White ensinou que a prega&ccedil;&atilde;o da terceira mensagem ang&eacute;lica (juntamente com as duas primeiras) seria mundial. &Eacute; essa cren&ccedil;a solidamente defendida, enraizada em Apocalipse 14:6-12, que literalmente tem impelido a igreja adventista do s&eacute;timo dia aos confins da terra com sua mensagem evangel&iacute;stica. A terceira mensagem ang&eacute;lica, Ellen White declara, n&atilde;o apenas devia ser global, mas deveria tamb&eacute;m separar e testar os seres humanos. &ldquo;Deve a mensagem do terceiro anjo realizar a sua obra de separar das igrejas um povo que se decidir&aacute; em prol dos princ&iacute;pios da verdade eterna&rdquo;. &Eacute; uma &ldquo;mensagem de vida e morte&rdquo; (Ev 229-230) (6T 61). Novamente, ela escreveu: &ldquo;Aprouve ao Senhor dar a Seu povo a mensagem do terceiro [p. 122] anjo como uma mensagem decisiva para ser apresentada ao mundo. Jo&atilde;o contempla um povo diferente e separado do mundo, que se recusa a adorar a besta ou a sua imagem, que tem sobre si o sinal de Deus, que santifica o Seu s&aacute;bado &ndash; o s&eacute;timo dia. &hellip; Deles escreve o ap&oacute;stolo: &lsquo;Aqui est&atilde;o os que guardam os mandamentos de Deus e a f&eacute; em Jesus.&rsquo; Apoc. 14:12&rdquo; (Ev 233).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, encontramos a perpetuidade da lei de Deus e a restaura&ccedil;&atilde;o do s&aacute;bado b&iacute;blico no &acirc;mago da compreens&atilde;o adventista sobre a terceira mensagem ang&eacute;lica. Os primeiros adventistas do s&eacute;timo dia n&atilde;o tiveram nenhum problema para ver esses elementos na terceira mensagem. Foram tamb&eacute;m r&aacute;pidos em compreender o aspecto do grande conflito em Apocalipse 13 e 14, que op&otilde;e aqueles que tiverem a marca da besta contra aqueles que guardarem todos os mandamentos de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o que muitos n&atilde;o conseguiram ver na terceira mensagem ang&eacute;lica foi o significado de &ldquo;a f&eacute; em Jesus&rdquo;. Esse foi um ponto que Ellen White procurou esclarecer para seus companheiros, membros da igreja, na sess&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Geral de 1888, em Mine&aacute;polis. Ela enfatizou que a f&eacute; de Jesus (que pode ser traduzido do grego como f&eacute; em Jesus) significa &ldquo;Jesus tornar-Se o Portador de nossos pecados para que pudesse tornar-Se o Salvador que perdoa os nossos pecados. &hellip; Veio ao nosso mundo e levou os nossos pecados para que pud&eacute;ssemos levar Sua justi&ccedil;a. E a f&eacute; na capacidade de Cristo para salvar-nos ampla, completa e totalmente, &eacute; a f&eacute; de Jesus&rdquo; (3SM 172) (1888 Materiais 217). Assim, ela poderia dizer em um outro contexto que &ldquo;justifica&ccedil;&atilde;o pela f&eacute; &hellip; &eacute; a mensagem do terceiro anjo, em verdade&rdquo; (1SM 372).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na perspectiva de Ellen White, a terceira mensagem ang&eacute;lica une a lei e o evangelho. Enquanto os adventistas do s&eacute;timo dia superenfatizavam a lei e o S&aacute;bado em detrimento do evangelho da gra&ccedil;a, n&atilde;o estavam pregando a plena mensagem do terceiro anjo. Este era o ponto fraco da denomina&ccedil;&atilde;o antes de 1888. Mas a partir de 1888 e de uma compreens&atilde;o adventista mais ampla da terceira mensagem ang&eacute;lica, Ellen White p&ocirc;de afirmar que os adventistas tinham ent&atilde;o a mensagem completa e que &ldquo;o alto clamor do terceiro anjo j&aacute; come&ccedil;ou na revela&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados&rdquo; (1ME 363).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A centralidade da terceira mensagem ang&eacute;lica, com seu imperativo de miss&atilde;o mundial, est&aacute; bem no centro do conceito de Ellen White como um importante tema interpretativo. E como os outros temas integrativos e interpretativos, est&aacute; entrela&ccedil;ado aos outros seis. Antes de pararmos de falar sobre o tema do terceiro anjo, deve ser salientado que n&atilde;o s&oacute; os extensos escritos de Ellen White sobre a lei, o s&aacute;bado, a justifica&ccedil;&atilde;o pela f&eacute;, o grande conflito e outros t&oacute;picos estavam diretamente relacionados &agrave; terceira mensagem, mas tamb&eacute;m o estavam seus volumosos coment&aacute;rios sobre educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, publica&ccedil;&atilde;o e minist&eacute;rio evang&eacute;lico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educa&ccedil;&atilde;o adventista deveria treinar pessoas para propagar a terceira mensagem ang&eacute;lica. A mensagem de sa&uacute;de (o bra&ccedil;o direito do terceiro anjo; ver 1T 486) deveria munir as pessoas com melhor sa&uacute;de para que pudessem pregar mais apropriadamente a mensagem do advento, e levar outros &agrave; verdade pelo testemunho das institui&ccedil;&otilde;es adventistas de sa&uacute;de. Os programas ministerial e de publica&ccedil;&otilde;es deveriam tamb&eacute;m propagar a &uacute;ltima mensagem ao mundo antes da colheita final de Apocalipse 14:14-20. A terceira mensagem ang&eacute;lica tamb&eacute;m est&aacute; diretamente relacionada ao &uacute;ltimo tema de Ellen White que examinaremos nesta curta exposi&ccedil;&atilde;o: a vida crist&atilde; di&aacute;ria e o desenvolvimento do car&aacute;ter.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Cristianismo pr&aacute;tico e o desenvolvimento do car&aacute;ter crist&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cristianismo, como Ellen White o compreendia, deve afetar cada parte da vida di&aacute;ria de uma pessoa. Longe de ser algo que acontece &agrave;s pessoas quando elas est&atilde;o na igreja, o cristianismo verdadeiro transforma as pessoas de dentro para fora. Muda seus cora&ccedil;&otilde;es, mas essa mudan&ccedil;a interior, se for genu&iacute;na, abranger&aacute; o relacionamento familiar, a escola e o trabalho, e at&eacute; mesmo o modo em que a pessoa usa seu tempo livre. A grande quantia de material que Ellen White escreveu sobre recrea&ccedil;&atilde;o, casamento, sa&uacute;de, o uso de nosso tempo e habilidades, e temas semelhantes, fala sobre as implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas do cristianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cren&ccedil;a numa experi&ecirc;ncia de convers&atilde;o que transforma o cora&ccedil;&atilde;o permeia seus muitos conselhos sobre cristianismo pr&aacute;tico. Essa cren&ccedil;a est&aacute; ligada &agrave; compreens&atilde;o de que as a&ccedil;&otilde;es externas prov&ecirc;m de motivos internos. Assim, uma vez que a pessoa estiver convertida, ser&aacute; natural para ela viver uma vida crist&atilde; pelo poder do Esp&iacute;rito de Deus. Ellen White descreve o &acirc;mago do cristianismo pr&aacute;tico como sendo agir de maneira semelhante a Jesus ao inv&eacute;s de viver pelos princ&iacute;pios do reino de Satan&aacute;s. E por tr&aacute;s do caminho de Jesus versus o caminho de Satan&aacute;s, est&atilde;o dois princ&iacute;pios que se op&otilde;em diametralmente um ao outro. Ela declara que &ldquo;o pecado originou-se na busca dos pr&oacute;prios interesses&rdquo;, no ego&iacute;smo. Em contraste, o amor que se d&aacute; &eacute; &ldquo;o grande princ&iacute;pio que &eacute; a lei da vida para o Universo&rdquo;. &ldquo;Os anjos da gl&oacute;ria acham seu prazer em dar. &hellip; Vemos que a gl&oacute;ria de nosso Deus &eacute; dar.&rdquo; (DTN 20, 21). Jesus ilustrou a lei do amor abnegado na vida di&aacute;ria. Ele veio n&atilde;o apenas para morrer por n&oacute;s, mas &ldquo;deu-nos um exemplo de obedi&ecirc;ncia&rdquo;. &ldquo;Cristo revelou um car&aacute;ter exatamente oposto ao de Satan&aacute;s&rdquo; (DTN 24, 25). De acordo com a perspectiva da Sra. White, as pessoas viver&atilde;o ou conforme o princ&iacute;pio do reino de Satan&aacute;s (ego&iacute;smo) ou conforme o princ&iacute;pio do reino de Deus (amor abnegado). N&atilde;o existem outras op&ccedil;&otilde;es, e os princ&iacute;pios tamb&eacute;m n&atilde;o podem ficar apenas no cora&ccedil;&atilde;o e na mente das pessoas. Os princ&iacute;pios motivam as a&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Assim, ela escreve que &ldquo;o amor n&atilde;o pode existir sem revelar-se em atos exteriores, assim como o fogo n&atilde;o pode ser mantido acesso sem combust&iacute;vel&rdquo;, (1T 695). Quem somos no &iacute;ntimo de nosso ser, revelaremos nas experi&ecirc;ncias pr&aacute;ticas da vida di&aacute;ria. A transi&ccedil;&atilde;o de uma vida baseada no princ&iacute;pio de Satan&aacute;s para uma vida firmada no princ&iacute;pio de Cristo ocorre quando uma pessoa entrega sua vida a Jesus. Lemos: &ldquo;Quando um homem se converte a Deus, supre-se-lhe um novo gosto moral, novo motivo impelente, e ele ama as coisas que Deus ama&rdquo; (1ME 336). Essa nova for&ccedil;a motriz levar&aacute; os indiv&iacute;duos a desejarem &ldquo;ser t&atilde;o santos em nossa esfera, como Deus &eacute; santo na Sua. Na medida de nossa capacidade, devemos tornar manifesta a verdade e o amor e a excel&ecirc;ncia do car&aacute;ter divino&rdquo; (1ME 337). Em resumo, os crist&atilde;os devem, pela gra&ccedil;a capacitadora de Deus, almejar ser como Jesus em sua vida di&aacute;ria. Devem imitar Seu car&aacute;ter. Mas ela tem o cuidado de afirmar que &ldquo;jamais poderemos igualar o Modelo; podemos, por&eacute;m imit&aacute;-Lo e assemelhar-nos a Ele&rdquo;, (RP, 369) (RH, Fev 5, 1895). Deus concede Sua gra&ccedil;a perdoadora quando falhamos &ldquo;em nossos esfor&ccedil;os por copiar o Modelo divino.&rdquo; (1ME 337). Assim como o amor &eacute; a caracter&iacute;stica central de Deus e o ponto central no grande conflito, ele tamb&eacute;m &eacute; a ess&ecirc;ncia do desenvolvimento de um car&aacute;ter semelhante ao de Cristo, que se manifesta nos afazeres pr&aacute;ticos da vida di&aacute;ria. Ellen White afirma que &ldquo;onde quer que haja uni&atilde;o com Cristo, a&iacute; h&aacute; amor. Quaisquer outros frutos que produzamos, se faltar o amor, de nada aproveitar&atilde;o. O amor a Deus e ao pr&oacute;ximo &eacute; a pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia de nossa religi&atilde;o. Ningu&eacute;m pode amar a Cristo sem amar a Seus filhos. Quando estamos unidos a Cristo, temos a mente de Cristo. A pureza e o amor resplandecem no car&aacute;ter, a mansid&atilde;o e a verdade controlam a vida.&rdquo; Ela continua dizendo que mesmo &ldquo;a pr&oacute;pria express&atilde;o de nosso semblante se transforma. Cristo, habitando na alma, exerce um poder transformador, e o aspecto exterior testifica da paz e alegria que reinam no interior.&rdquo; (1ME 337).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser um filho de Deus, Ellen White repetidamente afirma em in&uacute;meros contextos, significa uma mudan&ccedil;a em cada parte da vida di&aacute;ria. Significa renunciar a h&aacute;bitos prejudiciais e a meios destrutivos de relacionamento. Mas a vida crist&atilde; envolve muito mais que isso. Na verdade, deixar atividades, atitudes e h&aacute;bitos n&atilde;o significa nada em si. Para o crist&atilde;o genu&iacute;no, renunciar a atitudes e atividades que n&atilde;o sejam crist&atilde;s &eacute; certamente importante, mas &eacute; apenas o prel&uacute;dio &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas ativas e positivas de Cristo. &Eacute; o acr&eacute;scimo, e n&atilde;o meramente a ren&uacute;ncia, que est&aacute; no centro do que significa viver como Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como era Jesus? Ellen White o expressa muito bem nas palavras de abertura de&nbsp;<i>A Ci&ecirc;ncia do Bom Viver<\/i>, quando escreve que &ldquo;nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatig&aacute;vel servo das necessidades do homem&rdquo; (CBV 17). Ele veio para servir a outros, para ajud&aacute;-los e para dar-lhes as palavras da verdade. Nisso Ele &eacute; nosso exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela repetidamente nos exorta a sermos como Jesus no servi&ccedil;o. Um trabalho crist&atilde;o deamor pelos outros, afirma, &eacute; uma &ldquo;obra individual &ndash; uma obra que n&atilde;o pode ser feita por procura&ccedil;&atilde;o&rdquo; (CBV 147). Muitos crist&atilde;os, ela acrescenta, n&atilde;o se envolvem em compartilhar o amor de Deus. Ao inv&eacute;s disso, deixam a verdadeira obra de testemunhar e ajudar outros por conta de organiza&ccedil;&otilde;es e profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o &eacute; por acaso que o livro&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o&nbsp;<\/i>come&ccedil;a e termina com uma considera&ccedil;&atilde;o sobre o servi&ccedil;o a outros. As vidas dedicadas ao servi&ccedil;o em vez de a um viver egoc&ecirc;ntrico, passaram do reino de Satan&aacute;s para o de Cristo. Como resultado, Ellen White pode escrever que os que finalmente entrarem no reino celestial n&atilde;o apenas encontraram sua &ldquo;m&aacute;xima alegria&rdquo; no servi&ccedil;o aqui na Terra, mas que sua &ldquo;m&aacute;xima alegria&rdquo; na Nova Terra tamb&eacute;m estar&aacute; em servir aos outros, em ser como Jesus (Ed 309). A Sra. White tamb&eacute;m relaciona sua considera&ccedil;&atilde;o sobre a perfei&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &agrave; internaliza&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter amoroso de Deus na vida di&aacute;ria. Em&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus&nbsp;<\/i>ela menciona que &ldquo;Cristo aguarda com fremente desejo a manifesta&ccedil;&atilde;o de Si mesmo em Sua igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o car&aacute;ter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, ent&atilde;o vir&aacute; para reclam&aacute;-los como Seus&rdquo; (PJ 69). Muitas pessoas leem essa declara&ccedil;&atilde;o sem ler cuidadosamente seu contexto. Como resultado, atribuem significados a ela que n&atilde;o se encontram na cita&ccedil;&atilde;o em si. As duas p&aacute;ginas anteriores deixam evidente a inten&ccedil;&atilde;o da autora. Ela claramente declara que Cristo est&aacute; procurando Se reproduzir nos cora&ccedil;&otilde;es de outros, e que aqueles que O aceitam ter&atilde;o descartado o viver egoc&ecirc;ntrico do reino de Satan&aacute;s. Estar&atilde;o servindo a outros, falando da bondade de Deus e fazendo o bem. Tornar-se-&atilde;o mais semelhantes a Cristo, porque receberam &ldquo;o Esp&iacute;rito de Cristo &ndash; o esp&iacute;rito do amor abnegado e do sacrif&iacute;cio por outrem&rdquo;. Como resultado, ela diz a seus leitores, &ldquo;vosso amor ser&aacute; mais perfeito. Mais e mais refletireis a semelhan&ccedil;a de Cristo em tudo que &eacute; puro, nobre e am&aacute;vel&rdquo; (PJ 68). Assim, reproduzir o car&aacute;ter de Cristo perfeitamente &eacute; deix&aacute;-Lo viver Seu amor em nossa vida di&aacute;ria. Com esse pensamento, fechamos o c&iacute;rculo de nossas considera&ccedil;&otilde;es sobre os temasintegrativos nos escritos de Ellen White. Come&ccedil;amos considerando o amor de Deus e o desafio a esse amor no grande conflito. Agora finalizaremos com o pensamento de que &ldquo;os &uacute;ltimos raios da luz misericordiosa, a &uacute;ltima mensagem de gra&ccedil;a a ser dada ao mundo, &eacute; uma revela&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar Sua gl&oacute;ria. Revelar&atilde;o em sua vida e car&aacute;ter o que a gra&ccedil;a de Deus por eles tem feito&rdquo; (PJ 415-416). Ser&atilde;o uma demonstra&ccedil;&atilde;o que Deus &eacute; verdadeiramente amor e que Sua gra&ccedil;a salvadora transforma tanto o car&aacute;ter como as a&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande conflito, o amor de Deus, e os outros grandes temas nos escritos de Ellen White n&atilde;o s&atilde;o pontos para uma discuss&atilde;o abstrata. Longe disso. Eles afetam nossa vida di&aacute;ria. Cada um de n&oacute;s deve diariamente escolher viver no mundo atual aceitando os princ&iacute;pios de Deus ou de Satan&aacute;s. Deus providenciou os escritos de Ellen White para nos guiar nessas escolhas di&aacute;rias. O prop&oacute;sito deles &eacute; nos ajudar a tomar decis&otilde;es terrenas que tenham consequ&ecirc;ncias eternas. Louvado seja o senhor por todas as suas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os!<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Abrevia&ccedil;&otilde;es usadas em refer&ecirc;ncias aos escritos de Ellen G. White<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">1888 Materials =&nbsp;<i>The Ellen G. White 1888 Materials,&nbsp;<\/i>4 volumes, pagina&ccedil;&atilde;o consecutiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CBV =&nbsp;<i>A Ci&ecirc;ncia do Bom Viver<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CC =&nbsp;<i>Caminho a Cristo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CE =&nbsp;<i>Colportor Evangelista<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DTN =&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ed =&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ev =&nbsp;<i>Evangelismo<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FE = Fundamentos da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GC =&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HR =&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da Reden&ccedil;&atilde;o<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LS =&nbsp;<i>Life Sketches of Ellen G. White<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1ME =&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>volume 1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MS = Manuscript<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OE =&nbsp;<i>Obreiros Evang&eacute;licos<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PE =&nbsp;<i>Primeiros Escritos<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PJ =&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PP =&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RH =&nbsp;<i>The Review and Herald<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RP =&nbsp;<i>E Recebereis Poder<\/i>, Medita&ccedil;&otilde;es Matinais de 2000<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1T, 5T, etc. =&nbsp;<i>Testemunhos para a Igreja,&nbsp;<\/i>nove volumes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VE =&nbsp;<i>Vida e Ensinos<\/i><\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma an&aacute;lise dos principais temas de Ellen White Percorremos um longo caminho em nossa jornada com Ellen White neste livro. Primeiro examinamos sua longa vida. Depois vimos o trabalho do Ellen G. White Estate desde a morte dela e examinamos seus v&aacute;rios escritos. 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