{"id":2292,"date":"2016-06-06T07:00:37","date_gmt":"2016-06-06T10:00:37","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2292"},"modified":"2017-04-19T08:43:33","modified_gmt":"2017-04-19T11:43:33","slug":"implicacoes-de-uma-longa-espera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/implicacoes-de-uma-longa-espera\/","title":{"rendered":"Implica\u00e7\u00f5es de uma longa espera"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como harmonizar as tens&otilde;es entre a proclamada imin&ecirc;ncia&nbsp;e a aparente demora da vinda de Jesus<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anos atr&aacute;s, ao voltar de uma longa&nbsp;viagem, fui calorosamente recebido&nbsp;por minha fam&iacute;lia, exceto por&nbsp;William, meu filho menor. Minha esposa&nbsp;explicou que, durante minha aus&ecirc;ncia, ele&nbsp;sentiu minha falta e at&eacute; ficou doente. Por&nbsp;isso, estava se escondendo de mim. Mas&nbsp;isso durou pouco tempo. Com o entusiasmo&nbsp;recuperado, ele me disse: &ldquo;Pai, j&aacute; sei o&nbsp;que vou ser quando crescer! Serei piloto e&nbsp;teremos nosso avi&atilde;o. Assim, viajaremos&nbsp;juntos e estarei com voc&ecirc; onde voc&ecirc; for&rdquo;.&nbsp;A ideia de William partiu meu cora&ccedil;&atilde;o, mas&nbsp;refletia seu forte desejo de estarmos sempre&nbsp;juntos como fam&iacute;lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O movimento adventista &eacute; uma fam&iacute;lia&nbsp;espiritual mundial (cf. Ef 2:19) que sente&nbsp;falta da presen&ccedil;a f&iacute;sica de Jesus e espera&nbsp;Sua vinda. Durante o minist&eacute;rio terrestre&nbsp;de Cristo, os disc&iacute;pulos Lhe pediram: &ldquo;Dize-&nbsp;nos quando ser&atilde;o estas coisas e que sinal&nbsp;haver&aacute; da Tua vinda e da consuma&ccedil;&atilde;o&nbsp;do s&eacute;culo&rdquo; (Mt 24:3). Antes da ascens&atilde;o, os&nbsp;disc&iacute;pulos novamente O abordaram: &ldquo;Senhor,&nbsp;ser&aacute; este o tempo em que restaures&nbsp;o reino a Israel?&rdquo; (At 1:6). Cerca de dois mil&nbsp;anos passaram, e Jesus ainda n&atilde;o veio.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Expectativa iminente<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Novo Testamento fala da literal e vis&iacute;vel&nbsp;segunda vinda de Cristo a ocorrer num&nbsp;futuro pr&oacute;ximo, mas n&atilde;o t&atilde;o pr&oacute;ximo. Da&nbsp;perspectiva &ldquo;pr&oacute;ximo&rdquo;, Cristo afirmou:&nbsp;&ldquo;n&atilde;o acabareis de percorrer as cidades de&nbsp;Israel, at&eacute; que venha o Filho do homem&rdquo;&nbsp;(Mt 10:23); &ldquo;alguns h&aacute;, dos que aqui se encontram,&nbsp;que de maneira nenhuma passar&atilde;o&nbsp;pela morte at&eacute; que vejam vir o Filho&nbsp;do homem no Seu reino&rdquo; (Mt 16:28; cf.&nbsp;1Pe 1:16-18); &ldquo;n&atilde;o passar&aacute; esta gera&ccedil;&atilde;o,&nbsp;sem que tudo isto aconte&ccedil;a&rdquo; (Lc 21:32);&nbsp;e &ldquo;Certamente, venho sem demora&rdquo;&nbsp;(Ap 22:20). O ap&oacute;stolo Paulo refletiu a mesma&nbsp;vis&atilde;o na express&atilde;o inclusiva &ldquo;n&oacute;s, os&nbsp;vivos, os que ficarmos at&eacute; &agrave; vinda do Senhor&rdquo;&nbsp;(1Ts 4:15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da perspectiva n&atilde;o t&atilde;o pr&oacute;ximo, Jesus&nbsp;mencionou alguns sinais do fim, e advertiu:&nbsp;&ldquo;mas ainda n&atilde;o &eacute; o fim&rdquo; (Mt 24:4-6).&nbsp;A isso, ele acrescentou: &ldquo;E ser&aacute; pregado&nbsp;este evangelho do reino por todo o mundo,&nbsp;para testemunho a todas as na&ccedil;&otilde;es.&nbsp;Ent&atilde;o, vir&aacute; o fim&rdquo; (v. 14). No mesmo tom,&nbsp;Paulo afirmou que a segunda vinda n&atilde;o&nbsp;ocorreria antes da grande &ldquo;apostasia&rdquo; e a&nbsp;manifesta&ccedil;&atilde;o do &ldquo;homem da iniquidade, o&nbsp;filho da perdi&ccedil;&atilde;o&rdquo; (2Ts 1-12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos eruditos t&ecirc;m tentado resolver&nbsp;a tens&atilde;o entre esses dois tipos de declara&ccedil;&otilde;es&nbsp;sobre a segunda vinda e o estabelecimento&nbsp;do reino de Deus. Johannes Weiss e&nbsp;Albert Schweitzer propuseram um tipo de&nbsp;escatologia frustrada. Estabelecendo que&nbsp;&ldquo;n&atilde;o h&aacute; fases&rdquo; da vinda do reino de Deus,&nbsp;Weiss argumentou em 1892 que &ldquo;em algum&nbsp;per&iacute;odo inicial de Seu minist&eacute;rio Jesus acreditou&nbsp;que a vinda do reino mais cedo que&nbsp;tarde era o caso&rdquo;. Assim, &ldquo;sob a press&atilde;o de&nbsp;certas circunst&acirc;ncias, Jesus Se tornou convencido&nbsp;de que o fim havia sido adiado&rdquo;.1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesma linha de pensamento,&nbsp;Schweitzer sugeriu em 1906 que a expectativa&nbsp;messi&acirc;nica inicial de Jesus era que&nbsp;Ele logo seria &ldquo;sobrenaturalmente removido&nbsp;e transformado&rdquo;, e ent&atilde;o &ldquo;revelado&nbsp;como Filho do homem&rdquo; na Parousia. Mas&nbsp;o n&atilde;o cumprimento da promessa de Mateus&nbsp;10:23 frustrou Seus planos e se tornou&nbsp;&ldquo;o primeiro adiamento da Parousia&rdquo;. Para&nbsp;Schweitzer, toda a hist&oacute;ria do cristianismo&nbsp;&ldquo;est&aacute; fundamentada na demora da Parousia,&nbsp;o abandono da escatologia, o progresso&nbsp;e o fim da &lsquo;desescatologiza&ccedil;&atilde;o&rsquo; da religi&atilde;o&nbsp;a ela ligada&rdquo;.2<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por contraste, C. H. Dodd defendeu uma&nbsp;escatologia compreendida, argumentando&nbsp;em 1936 que o conte&uacute;do da mensagem de&nbsp;Jesus n&atilde;o foi a futura vinda e um reino futuro,&nbsp;mas um reino que j&aacute; havia chegado.3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evitando essas perspectivas unilaterais,&nbsp;Geerhardus Vos e George E. Laa argumentaram&nbsp;em favor de uma perspicaz escatologia&nbsp;j&aacute; e ainda n&atilde;o, implicando que&nbsp;o reino de Deus j&aacute; est&aacute; presente, mas&nbsp;n&atilde;o plenamente instaurado. Em 1930,&nbsp;Vos sugeriu que &ldquo;o mundo porvir&rdquo; j&aacute;&nbsp;est&aacute; &ldquo;realizado em princ&iacute;pio&rdquo; e coincide&nbsp;com &ldquo;esta era ou mundo&rdquo;, da ressurrei&ccedil;&atilde;o&nbsp;de Cristo &agrave; Parousia.4 Para Ladd,&nbsp;&ldquo;no cora&ccedil;&atilde;o da miss&atilde;o de Jesus havia&nbsp;uma luta espiritual com os poderes do&nbsp;mal. Na pessoa e miss&atilde;o de Jesus, o reino&nbsp;de Deus devia conquistar o reino de&nbsp;Satan&aacute;s&rdquo;, em tal extens&atilde;o que &ldquo;a morte&nbsp;de Jesus &eacute; um ato de Satan&aacute;s e um&nbsp;ato no qual Ele vence o inimigo&rdquo;. Assim,&nbsp;o tempo entre a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo&nbsp;e Sua Parousia &eacute; &ldquo;um tempo que sobrep&otilde;e&nbsp;duas eras&rdquo;.5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De volta a 1888, Ellen G. White enfatizou&nbsp;uma dupla compreens&atilde;o do reino de Deus,&nbsp;ao dizer que a express&atilde;o &ldquo;reino de Deus&rdquo; &eacute;&nbsp;empregada na B&iacute;blia para designar o reino&nbsp;da gra&ccedil;a e o reino da gl&oacute;ria. A proclama&ccedil;&atilde;o:&nbsp;&ldquo;O tempo est&aacute; cumprido, e o reino de Deus&nbsp;est&aacute; pr&oacute;ximo&rdquo; (Mc 1:15) referia-se ao reino&nbsp;da gra&ccedil;a, &ldquo;estabelecido na morte de Cristo&rdquo;&nbsp;e caracterizado pela &ldquo;atua&ccedil;&atilde;o da gra&ccedil;a&nbsp;divina no cora&ccedil;&atilde;o dos homens&rdquo;. Mas o reino&nbsp;da gl&oacute;ria (Mt 25:31, 32) ainda est&aacute; no futuro&nbsp;e n&atilde;o ser&aacute; instalado antes da segunda&nbsp;vinda de Cristo.6 Assim, os filhos de Deus&nbsp;ainda est&atilde;o no mundo sem ser do mundo&nbsp;(Jo 17:14-16). Em Cristo, eles j&aacute; habitam &ldquo;nos&nbsp;lugares celestiais&rdquo; (Ef 2:6)7 e experimentam&nbsp;&ldquo;os poderes do mundo vindouro&rdquo; (Hb 6:4;&nbsp;cf; 2Co 5:17; Gl 1:4; Cl 1:13, 14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, se o reino da gra&ccedil;a foi estabelecido&nbsp;logo ap&oacute;s a morte de Cristo, no meio&nbsp;da 70&ordf; semana de Daniel 9:24-27 (cf. Gl 4:4),&nbsp;podemos n&oacute;s falar de demora da segunda&nbsp;vinda e, consequentemente, do estabelecimento&nbsp;do reino da gl&oacute;ria?<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O dilema da demora<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A B&iacute;blia diz que em Deus n&atilde;o h&aacute; &ldquo;varia&ccedil;&atilde;o&nbsp;ou sombra de mudan&ccedil;a&rdquo; (Tg 1:17),&nbsp;e que Seu prop&oacute;sito prevalece sempre&nbsp;(Pv 19:21) e n&atilde;o pode ser &ldquo;frustrado&rdquo;&nbsp;(J&oacute; 42:2). A respeito da segunda vinda,&nbsp;Cristo mesmo estabeleceu que Deus, o&nbsp;Pai, sabe o &ldquo;dia e hora&rdquo; em que esse evento&nbsp;ter&aacute; lugar. Ellen G. White afirma: &ldquo;Mas,&nbsp;como as estrelas no vasto circuito de sua&nbsp;indicada &oacute;rbita, os des&iacute;gnios de Deus n&atilde;o&nbsp;conhecem adiantamento nem tardan&ccedil;a.&rdquo;8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, somos confrontados&nbsp;com a no&ccedil;&atilde;o de &ldquo;demora&rdquo; da segunda vinda.&nbsp;Na par&aacute;bola das virgens s&aacute;bias e loucas,&nbsp;Cristo declarou que &ldquo;e tardando [do grego&nbsp;chronizontos] o noivo, foram todas tomadas&nbsp;de sono e adormeceram&rdquo; (Mt 25:5).&nbsp;Comentando sobre 2 Tessalonicenses 2:3&nbsp;(&ldquo;porque isso n&atilde;o acontecer&aacute; sem que&hellip;&rdquo;),&nbsp;Ellen G. White escreveu que a segunda vinda&nbsp;&ldquo;n&atilde;o poderia ocorrer antes&rdquo; do fim dos&nbsp;1.260 dias\/anos em 1798.9 Mas no fim dos&nbsp;anos 1860, ela falou sobre uma real demora&nbsp;da segunda vinda e at&eacute; apresentou raz&otilde;es&nbsp;b&aacute;sicas para isso.10<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T&ecirc;m havido diferentes tentativas para&nbsp;resolver essa tens&atilde;o. Com &ecirc;nfase no esfor&ccedil;o&nbsp;humano, os adventistas eventualmente&nbsp;se tornaram convencidos de que a segunda&nbsp;vinda &eacute; um evento que ocorrer&aacute; apenas&nbsp;quando a mensagem adventista for pregada&nbsp;em todo o mundo (Mt 24:14; Ap 14:6, 7).11&nbsp;Mas alguns autores t&ecirc;m subscrito o assim&nbsp;chamado princ&iacute;pio de colheita, sugerindo que&nbsp;a segunda vinda ter&aacute; lugar somente quando&nbsp;o povo de Deus alcan&ccedil;ar o est&aacute;gio de perfei&ccedil;&atilde;o&nbsp;completa.12<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olhando mais a partir da perspectiva&nbsp;divina, v&aacute;rios autores creem que n&atilde;o&nbsp;h&aacute; demora real da segunda vinda. Por&nbsp;exemplo, no livro The Apparent Delay,&nbsp;Arnold V. Wallenkampf argumenta:&nbsp;&ldquo;Ao dizer que Deus adia a segunda&nbsp;vinda de Seu Filho por causa de nossa&nbsp;frivolidade, n&oacute;s o destitu&iacute;mos de&nbsp;Sua presci&ecirc;ncia e onisci&ecirc;ncia. Assim&nbsp;fazendo, rebaixamos nosso Deus a&nbsp;nosso n&iacute;vel.&rdquo;13 M&aacute;rio Veloso sugeriu&nbsp;que somente haveria demora se Cristo&nbsp;&ldquo;tivesse anunciado o tempo de Sua&nbsp;vinda&rdquo; e se n&atilde;o mais houvesse eventos&nbsp;hist&oacute;ricos para se manifestar antes&nbsp;de Seu aparecimento.14<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao tratar com as duas perspectivas,&nbsp;Ralph E. Neall admitiu se sentir desconfort&aacute;vel&nbsp;com a tentativa de harmonizar&nbsp;a tens&atilde;o nos escritos de Ellen G. White sobre&nbsp;o assunto, &ldquo;exceto talvez por sugerir&nbsp;que o tempo do fim &eacute; fixado do ponto de&nbsp;vista de Deus, mas a demora, no dos homens&rdquo;.&nbsp;15 Ao estudar esses escritos, Neall&nbsp;compreendeu que no pensamento da escritora&nbsp;&ldquo;o Senhor est&aacute; esperando que a&nbsp;igreja finalize a proclama&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s mensagens&nbsp;ang&eacute;licas, junto ao seu ensino paralelo&nbsp;de que a igreja deve proclamar a&nbsp;mensagem porque o Senhor logo vem&rdquo;.16<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dever&iacute;amos simplesmente viver com&nbsp;essa tens&atilde;o n&atilde;o resolvida, ou existe alguma&nbsp;coisa que possa iluminar esse assunto&nbsp;complexo?<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Presci&ecirc;ncia divina<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fundamental para toda essa discuss&atilde;o&nbsp;&eacute; a intera&ccedil;&atilde;o entre liberdade humana&nbsp;e presci&ecirc;ncia divina.17 Os que acreditam&nbsp;que a presci&ecirc;ncia divina &eacute; causativa normalmente&nbsp;tamb&eacute;m aceitam a predestina&ccedil;&atilde;o&nbsp;dupla e terminam negando qualquer&nbsp;demora da segunda vinda. Os que aceitam&nbsp;o processo da teologia tendem tamb&eacute;m&nbsp;a crer que a presci&ecirc;ncia de Deus &eacute;&nbsp;causativa, mas esses prov&ecirc;m lugar para&nbsp;o livre-arb&iacute;trio humano ao negar que&nbsp;Deus realmente sabe o futuro das decis&otilde;es&nbsp;humanas, mas apenas as possibilidades.&nbsp;18 Entretanto, se concordarmos que a&nbsp;presci&ecirc;ncia de Deus &eacute; absoluta mas n&atilde;o&nbsp;causativa,19 ent&atilde;o haver&aacute; lugar para uma&nbsp;demora desse evento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Siegfried J. Schwantes,&nbsp;&ldquo;a vis&atilde;o b&iacute;blica da Hist&oacute;ria rejeita o determinismo&nbsp;casual como enfraquecendo a&nbsp;responsabilidade pessoal&rdquo;.20 Na B&iacute;blia, h&aacute;&nbsp;uma intera&ccedil;&atilde;o constante entre a soberania&nbsp;de Deus e a responsabilidade moral do&nbsp;ser humano por suas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es. Deus&nbsp;mesmo &ldquo;alterou os detalhes de Seus planos&nbsp;por causa da perversidade humana e&nbsp;algumas vezes por causa de seu arrependimento&rdquo;,21 como bem ilustrado nos casos&nbsp;do Dil&uacute;vio (Gn 6:1-8) e N&iacute;nive (Jn 3). Mas nenhum&nbsp;ajuste temporal e local pode tomar&nbsp;Deus de surpresa ou frustrar Seus &uacute;ltimos&nbsp;objetivos (cf. Dn 4:32).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A no&ccedil;&atilde;o de que a presci&ecirc;ncia divina &eacute;&nbsp;absoluta e n&atilde;o causativa significa que &ldquo;as&nbsp;livres a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m lugar porque elas s&atilde;o&nbsp;previstas, mas elas s&atilde;o previstas porque&nbsp;devem ter lugar&rdquo;.22 De uma perspectiva&nbsp;mais pr&aacute;tica, Deus sabe se eu serei salvo&nbsp;ou se estarei perdido, e ainda assim, sou livre&nbsp;para escolher meu pr&oacute;prio destino. Assim,&nbsp;Deus sabe exatamente quando Cristo&nbsp;vir&aacute;, embora o tempo em que esse evento&nbsp;ocorrer&aacute; seja, pelo menos parcialmente,&nbsp;dependente do comportamento e da a&ccedil;&atilde;o&nbsp;humana. &ldquo;N&atilde;o retarda o Senhor a Sua promessa,&nbsp;como alguns a julgam demorada;&nbsp;pelo contr&aacute;rio, Ele &eacute; long&acirc;nimo para convosco,&nbsp;n&atilde;o querendo que nenhum pere&ccedil;a, sen&atilde;o que todos cheguem ao arrependimento&rdquo;&nbsp;(2Pe 3:9).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Harmonizando tens&otilde;es<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A precedente discuss&atilde;o sugere que a&nbsp;tens&atilde;o entre as v&aacute;rias declara&ccedil;&otilde;es do Novo&nbsp;Testamento sobre o reino de Deus pode&nbsp;ser harmonizada pelos conceitos j&aacute; e ainda&nbsp;n&atilde;o e a vis&atilde;o dupla de um presente reino&nbsp;da gra&ccedil;a que precede o futuro reino de&nbsp;gl&oacute;ria. A tens&atilde;o entre o fato de que Deus&nbsp;sabe o tempo da vinda de Jesus e a demora&nbsp;desse evento pode ser sincronizada pela&nbsp;no&ccedil;&atilde;o de que a presci&ecirc;ncia de Deus &eacute; absoluta,&nbsp;mas n&atilde;o causativa. Contudo, algu&eacute;m&nbsp;ainda pode perguntar por que essas tens&otilde;es&nbsp;foram deixadas no Novo Testamento.&nbsp;A B&iacute;blia n&atilde;o poderia ser mais expl&iacute;cita&nbsp;sobre essas quest&otilde;es?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos compreender que &ldquo;algumas&nbsp;passagens da Escritura nunca ser&atilde;o perfeitamente&nbsp;compreendidas at&eacute; que, na vida&nbsp;futura, Cristo as explique&rdquo;,23 e que nossa natureza&nbsp;pecaminosa limita nossa compreens&atilde;o&nbsp;da verdade (Jo 16:12). Em Seus ensinos,&nbsp;Cristo buscou encorajar e preparar Seus&nbsp;disc&iacute;pulos para o futuro, sem engan&aacute;-los&nbsp;&ldquo;com falsas esperan&ccedil;as&rdquo;.24 &Eacute;-nos dito que,&nbsp;enquanto respondia &agrave; inquietude dos disc&iacute;pulos:&nbsp;&ldquo;Dize-nos quando ser&atilde;o estas coisas&nbsp;[a destrui&ccedil;&atilde;o de Jerusal&eacute;m] e que sinal haver&aacute;&nbsp;da Tua vinda e da consuma&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo&rdquo;,&nbsp;Jesus &ldquo;misturou a descri&ccedil;&atilde;o desses dois&nbsp;eventos, de modo a n&atilde;o desencoraj&aacute;-los&rdquo;.25<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esperan&ccedil;a b&iacute;blica est&aacute; ancorada em&nbsp;um di&aacute;logo entre a escatologia do mundo&nbsp;(v. 29-31) e a escatologia da vida de uma pessoa&nbsp;(Hb 9:27). Cristo n&atilde;o apenas advertiu:&nbsp;&ldquo;Vigiai, porque n&atilde;o sabeis em que dia vem&nbsp;o vosso Senhor&rdquo; (Mt 24:42), mas contrastou&nbsp;o servo fiel que espera o iminente retorno&nbsp;de seu senhor (v. 43-47) com o servo negligente&nbsp;que diz: &ldquo;Meu senhor demora-se&rdquo;&nbsp;(v. 49-51). Essa bendita esperan&ccedil;a tem acalentado&nbsp;cora&ccedil;&otilde;es em gera&ccedil;&otilde;es passadas e&nbsp;deve fazer a mesma coisa em n&oacute;s. Assim&nbsp;como meu filho esperou por mim, tamb&eacute;m&nbsp;n&oacute;s devemos esperar pela vinda do&nbsp;Mestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Johannes Weiss, Jesus&rsquo; Proclamation of the&nbsp;Kingdom of God, eds. Richard H. Hiers and D.&nbsp;Larrimore Holland (Philadelphia: PA: Fortress, 1971),&nbsp;p. 73, 85, 86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Albert Schweitzer, The Quest of the Historical&nbsp;Jesus (Mineola, NY: Dover, 2005), p. 356-358, 363.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 C. H. Dodd, The Apostolic Preaching and its&nbsp;Development (Chicago: Willett, Clark, 1937), p.&nbsp;142-149.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Geerhardus Vos, The Pauline Eschatology&nbsp;(Phillipsburg, NJ: P&amp;R, 1994), p. 38, 39.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 George Ladd, A Theology of the New Testament&nbsp;(Cambridge: Lutterworth, 1994), p. 66, 67, 192, 713.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 346, 347.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Ver Camilo Martines, Davarlogos 2, n&ordm; 1 (2003), p.&nbsp;29-45.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 Ellen G. White, O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es,&nbsp;p. 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 ___________, O Grande Conflito, p. 356.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 __________, Evangelismo, p. 694-697.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11 P. Gerard Damsteegt, Foundations of the&nbsp;Seventh-day Adventist Message and Mission&nbsp;(Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1977), p. 271-293.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12 Herbert E. Douglass, Perfection: The Impossible&nbsp;Possibility (Nashville, TN: Southern Publishing&nbsp;Association, 1975), p. 9-56; C. Mervyn Maxwell,&nbsp;em The Impossible Possibility, p. 137-200; Herbert&nbsp;E. Douglass, Why Jesus Waits (Washington, DC:&nbsp;Review and Herald, 1976).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13 Arnold V. Wallenkampf, The Apparent Delay:&nbsp;What Role do we Play in the Timing of Jesus&rsquo;&nbsp;Return? (Hagerstown, MD: Review and Herald,&nbsp;1994), p. 91, 92.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14 Mario Veloso, Ministry, dezembro 1996, p. 6-8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15 Ralph E. Neall, &ldquo;The Nearness and the Delay of&nbsp;the Parousia in the Writings of Ellen G. White&rdquo;&nbsp;(Disserta&ccedil;&atilde;o de PhD, Andrews University, 1982),<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">p. 246.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16 Ralph E. Neall, How Long, O Lord? (Hagerstown,&nbsp;MD: Review and Herald, 1988), p. 114.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">17 Ver James K. Beilby, Divine Foreknowledge: Four&nbsp;Views (Downers Grove, IL: InterVarsity, 2001), p. 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18 Clark Pinnock, The Openness of God (Downers&nbsp;Grove, IL: InterVarsity, 1994), p. 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">19 Steven C. Roy, How Much Does God Foreknow?&nbsp;(Downers Grove, IL: IVP Academic, 2006), p. 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20 Siegfried J. Schwantes, The Biblical Meaning of&nbsp;History (Mountain View, CA: Pacific Press, 1970),&nbsp;p. 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21 George E. Shankel, God and Man in History&nbsp;(Nashville, TN: Southern Pub. Ass., 1967), p. 205.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">22 Augustus H. Strong, Systematic Theology (Valley&nbsp;Forge, PA: Judson Press, 1907), p. 286.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">23 Ellen G. White, Obreiros Evang&eacute;licos, p. 312.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">24 ___________, Atos dos Ap&oacute;stolos, p. 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">25 __________, O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es,&nbsp;p. 628.<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como harmonizar as tens&otilde;es entre a proclamada imin&ecirc;ncia&nbsp;e a aparente demora da vinda de Jesus Anos atr&aacute;s, ao voltar de uma longa&nbsp;viagem, fui calorosamente recebido&nbsp;por minha fam&iacute;lia, exceto por&nbsp;William, meu filho menor. Minha esposa&nbsp;explicou que, durante minha aus&ecirc;ncia, ele&nbsp;sentiu minha falta e at&eacute; ficou doente. Por&nbsp;isso, estava se escondendo de mim. 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