{"id":2461,"date":"2016-09-30T07:00:36","date_gmt":"2016-09-30T10:00:36","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=2461"},"modified":"2017-04-12T13:22:53","modified_gmt":"2017-04-12T16:22:53","slug":"o-espirito-santo-na-escatologia-de-ellen-g-white","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/o-espirito-santo-na-escatologia-de-ellen-g-white\/","title":{"rendered":"O Esp\u00edrito Santo na escatologia de Ellen G. White"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:&nbsp;<\/b>Este artigo analisa a compreens&atilde;o escatol&oacute;gica de Ellen G. White acerca da pessoa e obra do Esp&iacute;rito Santo nos &uacute;ltimos dias da hist&oacute;ria da Igreja. O autor, num primeiro momento, aborda a evid&ecirc;ncia textual que demonstra que Ellen G. White cria na pessoalidade e divindade do Esp&iacute;rito Santo, sem a necessidade de evid&ecirc;ncia sensorial. A seguir, discorre sobre o processo de reavivamento e reforma a ocorrer no tempo do fim sob a &ldquo;ministra&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, comparando tipologicamente a &ldquo;chuva ser&ocirc;dia&rdquo;, prometida para a &uacute;ltima proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho, no fechamento da era crist&atilde;, com a &ldquo;chuva tempor&atilde;&rdquo;, derramada nos tempos apost&oacute;licos. O autor tamb&eacute;m chama a aten&ccedil;&atilde;o para a contrafa&ccedil;&atilde;o da Trindade, predita no livro do Apocalipse como um dos &uacute;ltimos enganos de Satan&aacute;s, e que, ao mesmo tempo, &eacute; uma evid&ecirc;ncia da Trindade verdadeira.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White escreveu sobre uma enorme variedade de t&oacute;picos, como refletido em seus livros, artigos, cartas e testemunhos. Contudo, os temas escatol&oacute;gicos,1&nbsp;como era de se esperar, pela pr&oacute;pria natureza do movimento adventista, s&atilde;o uma de suas maiores &ecirc;nfases. O foco do despertamento adventista, deve-se lembrar, tanto antes como depois de 1844, foi nas profecias do fim do tempo, de Daniel e Apocalipse. Foi desta perspectiva que os adventistas desenvolveram sua identidade teol&oacute;gica, na hist&oacute;ria do cristianismo.2&nbsp;Crendo que constitu&iacute;am um movimento prof&eacute;tico com miss&atilde;o especial para o tempo do fim, eles passaram a aplicar a si mesmos a designa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Igreja remanescente&rdquo;, &ldquo;o povo remanescente de Deus&rdquo;, ou, simplesmente, &ldquo;o remanescente&rdquo;.3&nbsp;Por meio destas designa&ccedil;&otilde;es os adventistas indicaram que se viam como o &uacute;ltimo segmento da igreja, previsto no cap&iacute;tulo 12 de Apocalipse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este trabalho, de forma abreviada, concentra-se na pessoa e fun&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo em aspectos espec&iacute;ficos da escatologia de Ellen G. White, especialmente naqueles ligados ao grande movimento de reavivamento, reforma e seus desdobramentos esperados na vida da Igreja remanescente no tempo do fim. Inicialmente, como introdu&ccedil;&atilde;o, trataremos, de forma geral, do Esp&iacute;rito Santo na compreens&atilde;o de Ellen G. White. A inten&ccedil;&atilde;o aqui &eacute; sublinhar aspectos gerais de sua&nbsp;<i>pneumatologia<\/i>&nbsp;como fundamenta&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para a constru&ccedil;&atilde;o deste artigo. As passagens dos escritos de Ellen G. White utilizadas devem ser vistas como representativas, uma vez que seria imposs&iacute;vel esgotar a riqueza do t&oacute;pico naquilo que ela escreveu. Contudo, tais refer&ecirc;ncias quanto ao Esp&iacute;rito Santo, s&atilde;o suficientes para estabelecer que, para a voz prof&eacute;tica aos adventistas, o Esp&iacute;rito Santo &eacute; inequivocamente uma pessoa, de quem a Igreja depender&aacute; para o cumprimento de sua miss&atilde;o. O Esp&iacute;rito Santo, em cumprimento da promessa de Cristo relacionada &agrave; pessoa e obra do Consolador,4&nbsp;&eacute; visto pela sra. White, como o &ldquo;<i>o Ministro<\/i>&rdquo; das mudan&ccedil;as a serem testemunhadas na vida da Igreja na consuma&ccedil;&atilde;o da obra do evangelho. Qualquer tentativa de suprimir tal &ecirc;nfase, sob qualquer alega&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pode ser vista, sen&atilde;o, como parte de uma exagerada m&aacute; compreens&atilde;o, sen&atilde;o algo pior, para confundir a Igreja militante de Cristo, precisamente quando o Esp&iacute;rito Santo &eacute; da maior urg&ecirc;ncia e import&acirc;ncia.5<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O Esp&iacute;rito Santo nos escritos de Ellen G. White<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Index dos Escritos de Ellen White, produzido em Cd-Rom,6&nbsp;apresenta sob&nbsp;<i>headings<\/i>&nbsp;como<i><\/i>&ldquo;Holy Spirit&rdquo; e &ldquo;Holy Ghost&rdquo;, al&eacute;m de &ldquo;Third Person of the Godhead&rdquo;, nada menos que 10.434 refer&ecirc;ncias<i>&nbsp;<\/i>na totalidade dos seus escritos dispon&iacute;veis (aqui n&atilde;o se incluem as refer&ecirc;ncias ao termo &ldquo;Esp&iacute;rito&rdquo;, centenas delas relacionadas com a terceira pessoa da Divindade). Evidentemente estaria n&atilde;o apenas fora de prop&oacute;sito, mas de possibilidade, analisar esta enorme variedade de contextos. Entretanto, por si mesmo tal volume de refer&ecirc;ncias deveria servir de advert&ecirc;ncia &agrave; mentalidade simplista dos que, em tempos recentes, acusam a igreja e seus l&iacute;deres de &ldquo;adulterarem&rdquo; os escritos de Ellen G. White quanto ao Esp&iacute;rito Santo e&nbsp; &agrave; Trindade.7&nbsp;Tal sugest&atilde;o revela uma exacerbada superficialidade. Seria absolutamente imposs&iacute;vel adulterar t&oacute;pico t&atilde;o central e difuso na teologia de Ellen G. White, sem desfigurar, mutilar e tornar desconexo muito daquilo que ela escreveu. Uma simples an&aacute;lise dos argumentos utilizados na &ldquo;tese da adultera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, seria suficiente para desacreditar esta prec&aacute;ria ideia, articulada sem lucidez pelos opositores da Segunda Cren&ccedil;a Fundamental.8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m das passagens cl&aacute;ssicas do livro&nbsp;<i>Evangelismo<\/i>&nbsp;e&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>9<i>&nbsp;<\/i>quanto ao Esp&iacute;rito Santo e &agrave; Trindade, o livro&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, num poderoso cap&iacute;tulo intitulado &ldquo;O dom do Esp&iacute;rito&rdquo;,10&nbsp;introduz, em proje&ccedil;&atilde;o tipol&oacute;gica, o papel do Esp&iacute;rito Santo nos &uacute;ltimos eventos descritos na escatologia de Ellen G. White. Essa se&ccedil;&atilde;o trata da presen&ccedil;a e atividade do Esp&iacute;rito Santo no in&iacute;cio da hist&oacute;ria da Igreja Crist&atilde;, notoriamente no Pentecostes, considerado pela Sra. White como a &ldquo;chuva tempor&atilde;&rdquo; e como uma antecipa&ccedil;&atilde;o da gloriosa a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito no fechamento da obra da Evangelho, vista como a &ldquo;chuva ser&ocirc;dia&rdquo;.11&nbsp;Para ela, o grande arco hist&oacute;rico da Igreja &eacute; aberto e se fecha com a pessoa e a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; &oacute;bvio que Ellen G. White, em v&aacute;rios textos, conecta a pessoa do Esp&iacute;rito Santo com a promessa do Consolador do Evangelho joanino, onde o&nbsp;<i>Par&aacute;kletos<\/i>&nbsp;&eacute; claramente introduzido por Jesus em seu famoso &ldquo;discurso de despedida&rdquo; (Jo 13-17) como o &ldquo;outro&nbsp;<i>Par&aacute;kletos<\/i>&rdquo;, que o substituiria na vida da Igreja.12&nbsp;&ldquo;O Salvador&rdquo;, diz a voz prof&eacute;tica ao povo do advento, &ldquo;estava apontando para o futuro, ao tempo em que o Esp&iacute;rito Santo deveria vir para fazer sua obra como o representante de Cristo. O mal que se tinha acumulado por s&eacute;culos devia ser resistido&nbsp;<i>pelo divino poder do Esp&iacute;rito Santo.<\/i>&rdquo;13&nbsp;Ellen G. White n&atilde;o se refere ao Esp&iacute;rito Santo como um&nbsp;<i>poder,<\/i>&nbsp;mas fala&nbsp;<i>do poder do Esp&iacute;rito Santo<\/i>. De fato, para ela, &ldquo;o Esp&iacute;rito&nbsp;<i>concede a for&ccedil;a<\/i>&nbsp;que sustenta a alma que se esfor&ccedil;a e luta em todas as emerg&ecirc;ncias. (&hellip;) Em tristezas e afli&ccedil;&otilde;es, quando as perspectivas se afiguram negras e o futuro aterrador, e nos sentimos desamparados e s&oacute;s &ndash; &eacute; tempo de o Esp&iacute;rito Santo, em resposta &agrave; ora&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, conceder conforto ao cora&ccedil;&atilde;o.&rdquo;14&nbsp;Al&eacute;m do &oacute;bvio em confirmar as palavras de Cristo quanto &agrave; indispens&aacute;vel a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito (cf. Jo 14:15-17, 26; 15:26-27; 16:7-11, 12-14), &eacute; desnecess&aacute;rio indicar que a linguagem, a menos que realmente n&atilde;o se queira ver, n&atilde;o deixa margem para d&uacute;vida quanto a estar ela tratando de uma pessoa. Negar tal realidade n&atilde;o &eacute; apenas demonstra&ccedil;&atilde;o de falta de percep&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica, mas basicamente falta de an&aacute;lise liter&aacute;ria. Falta de percep&ccedil;&atilde;o da qualidade dos textos que antitrinitarianos dizem ler. Tais cr&iacute;ticos n&atilde;o apenas demonstram inabilidade para ler as entrelinhas de Ellen G. White quanto ao Esp&iacute;rito Santo; eles parecem incapazes de ler corretamente as pr&oacute;prias linhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os textos se multiplicariam, por&eacute;m Ellen G. White sublinha uma severa advert&ecirc;ncia aos antitrinitarianos que buscam confirma&ccedil;&atilde;o sensorial e emp&iacute;rica para a pessoa do Esp&iacute;rito Santo, e tentam reduzir um mist&eacute;rio da revela&ccedil;&atilde;o a uma prec&aacute;ria equa&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica: &ldquo;N&atilde;o &eacute; essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que seja o Esp&iacute;rito Santo.&rdquo;15&nbsp;A Sra. White sugere aqui que, se os mist&eacute;rios divinos precisassem ser entendidos completamente pela falha l&oacute;gica humana, antes de os podermos aceitar, ent&atilde;o ser&iacute;amos for&ccedil;ados, por tal l&oacute;gica, a eliminar das Escrituras uma enorme quantidade dos seus ensinos fundamentais: cria&ccedil;&atilde;o especial, dil&uacute;vio, &ecirc;xodo, os dez mandamentos, o s&aacute;bado, encarna&ccedil;&atilde;o, nascimento virginal, ressurrei&ccedil;&atilde;o, o segundo advento, e certamente todos os relatos de milagres, simplesmente porque nenhum deles pode ser objeto de verifica&ccedil;&atilde;o dos sentidos. Friedrich Schleiermacher, o conhecido &ldquo;pai da teologia liberal&rdquo;, ent&atilde;o estaria correto em rejeitar a Trindade, simplesmente porque ele n&atilde;o &ldquo;podia sentir&rdquo; tal realidade. &ldquo;Como poderia algu&eacute;m sentir tr&ecirc;s pessoas [na Divindade]?&rdquo;, arrazoava ele.16&nbsp;Mas antes de celebrar com Schleiermacher, os antitrinitariamos devem ser informados de que ele tamb&eacute;m, pela mesma raz&atilde;o e com mais coer&ecirc;ncia, rejeitou o Segundo Advento, a doutrina do pecado, e outros ensinos do Novo Testamento.17&nbsp;Schleiermacher, como tantos outros que seguem a &ecirc;nfase no que eles sentem\/entendem, substituiu a transcend&ecirc;ncia pela iman&ecirc;ncia. A verdade para Schleiermacher, n&atilde;o vem de cima, da revela&ccedil;&atilde;o; emerge de dentro, do homem. Para descobrir as doutrinas, ele olhou para dentro da natureza humana, em lugar de depender da Palavra de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Citando Jo&atilde;o 15:26 e 16:13, para Ellen G. White &eacute; suficiente saber que &ldquo;Cristo nos diz que o Esp&iacute;rito &eacute; o Consolador, o Esp&iacute;rito de Verdade que procede do Pai&rdquo;, acrescentando: &ldquo;Declara-se positivamente a respeito do Esp&iacute;rito Santo, que, em sua obra de guiar os homens em toda a verdade, &lsquo;n&atilde;o falar&aacute; de si mesmo.&rsquo;&rdquo;18&nbsp;Ainda na p&aacute;gina seguinte, a Sra. White reverentemente rejeita intrometer-se na intimidade essencial de Deus e daquilo que n&atilde;o foi revelado: &ldquo;A natureza do Esp&iacute;rito Santo &eacute; um mist&eacute;rio. Os homens n&atilde;o a podem explicar, porque o Senhor n&atilde;o no-la revelou.&rdquo;19&nbsp;O que mais &eacute; necess&aacute;rio, al&eacute;m da clareza inconfund&iacute;vel desta declara&ccedil;&atilde;o? Que a Divindade fizesse uma peti&ccedil;&atilde;o, solicitando a permiss&atilde;o de uma meia d&uacute;zia de &ldquo;especialistas&rdquo; para que Ele exista em Trindade, como revelado em sua Palavra infal&iacute;vel? A resposta &eacute; &oacute;bvia e exige apenas bom senso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent&atilde;o, na sequ&ecirc;ncia imediata da cita&ccedil;&atilde;o mencionada acima, na qual Ellen G. White afirma que a natureza do Esp&iacute;rito Santo &eacute; um mist&eacute;rio, temos uma forte repreens&atilde;o aos que pretendem enclausurar Deus no castelo mal constru&iacute;do das suas especula&ccedil;&otilde;es e arrazoados d&eacute;beis: &ldquo;Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura e dar-lhe um&nbsp;<i>significado humano&nbsp;<\/i>[a respeito do Esp&iacute;rito Santo]; mas a aceita&ccedil;&atilde;o desses pontos de vista n&atilde;o fortalecer&aacute; a Igreja.&rdquo; Sua compreens&atilde;o, &eacute;, ent&atilde;o, levada &agrave; conclus&atilde;o l&oacute;gica: &ldquo;Com rela&ccedil;&atilde;o a tais mist&eacute;rios &ndash; demasiado profundos para o entendimento humano &ndash; o sil&ecirc;ncio &eacute; ouro.&rdquo;20&nbsp;Ellen G. White parece estar aqui diretamente se dirigindo ao charlatanismo da &ldquo;teologia&rdquo; antitrinitariana contempor&acirc;nea, expressa e defendida com muito zelo mas, deploravelmente, sem qualquer entendimento.21<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu&eacute;m &eacute; chamado para explicar aquilo que Deus, em sua sabedoria resolveu n&atilde;o elucidar em todos os detalhes. Devemos lembrar que os crist&atilde;os n&atilde;o arrogam possuirem&nbsp;<i>conhecimento absoluto<\/i>de Deus. Dispomos a respeito de Deus apenas de&nbsp;<i>conhecimento necess&aacute;rio<\/i>. Dispomos somente daquilo que Ele&nbsp;<i>decidiu<\/i>&nbsp;revelar. Como Lutero22&nbsp;enfatizava, ao contr&aacute;rio do homem, que usa m&aacute;scara para se esconder, Deus usa m&aacute;scara para se revelar. Assim, mesmo quando Ele se revela (<i>Deus Revelatus<\/i>), Ele continua velado e misterioso (<i>Deus Absconditus<\/i>) em sua ess&ecirc;ncia infinita. Isto pode ser um duro golpe para a arrog&acirc;ncia humana, que gosta de ditar o que Deus pode ou n&atilde;o pode ser e fazer. Mas aqui, a verdade transcende a fic&ccedil;&atilde;o: sabemos dos mist&eacute;rios de Deus apenas aquilo que foi revelado, e o que foi revelado &eacute; suficiente! O esc&aacute;rnio, as caricaturiza&ccedil;&otilde;es e as irrever&ecirc;ncias grotescas do antitrinitarianismo devem ser fortemente enfrentados com a convic&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o pretendemos conhecer, como os velhos escol&aacute;sticos medievais pensavam, Deus em sua ess&ecirc;ncia, ou o&nbsp;<i>quid&nbsp;<\/i>sobre Ele. Cremos, como Lutero e Calvino, que Deus em sua ess&ecirc;ncia deve ser deixado de lado, porque realmente s&atilde;o os seus atributos (o&nbsp;<i>qualis<\/i>) que nos interessam.23&nbsp;Dizer, &ldquo;ouvi falar de tr&ecirc;s mas vejo apenas um&rdquo;, poderia ser c&ocirc;mico, se n&atilde;o fosse tr&aacute;gico. Tal atitude simplesmente revela uma extraordin&aacute;ria indig&ecirc;ncia espiritual, para n&atilde;o se falar de outras defici&ecirc;ncias, e deixa transparecer nas entrelinhas algo da psicologia do atual antitrinitarianismo da periferia: Eles querem&nbsp;<i>ver<\/i>!<i>&nbsp;<\/i>E se este &eacute; o caso, deveriam ent&atilde;o descartar a Divindade completamente, porque, afinal, eles simplesmente n&atilde;o podem&nbsp;<i>ver<\/i>. Ponto final! Nem&nbsp;<i>um<\/i>,&nbsp;<i>dois<\/i>&nbsp;ou&nbsp;<i>tr&ecirc;s<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A l&oacute;gica antitrinitariana indica ainda uma extraordin&aacute;ria confus&atilde;o entre&nbsp;<i>verdade<\/i>&nbsp;e&nbsp;<i>realidade,<\/i>&nbsp;como percebida pelos fracos sentidos e m&aacute; compreens&atilde;o humanos. A verdade da revela&ccedil;&atilde;o se eleva acima da realidade, no n&iacute;vel das nossas limitad&iacute;ssimas percep&ccedil;&otilde;es. Esta mentalidade do &ldquo;ver\/entender para crer&rdquo; foi, ao longo da era crist&atilde;, o &uacute;tero no qual um grande n&uacute;mero das heresias foi concebido. Foi porque &Aacute;rio,24&nbsp;influenciado pela filosofia grega, n&atilde;o podia &ldquo;ver\/entender&rdquo; como Deus, sendo imut&aacute;vel, poderia encarnar-se (o que equivaleria, para &Aacute;rio, a uma mudan&ccedil;a, al&eacute;m de uma nega&ccedil;&atilde;o da natureza imaterial de Deus e de sua unidade), que ele &ldquo;concluiu&rdquo;, ent&atilde;o, que Jesus n&atilde;o podia ser pleno Deus, mas apenas um ser criado! Os&nbsp;<i>docetistas<\/i>,25&nbsp;porque n&atilde;o podiam &ldquo;ver\/entender&rdquo; como a mat&eacute;ria, que &eacute; m&aacute;, e o esp&iacute;rito, que &eacute; bom, podiam se unir numa pessoa real, &ldquo;conclu&iacute;ram&rdquo; que Jesus n&atilde;o podia ter realidade concreta. Assim, Ele apenas tinha a&nbsp;<i>apar&ecirc;ncia&nbsp;<\/i>(do verbo grego<i>&nbsp;dok&eacute;o<\/i>, da&iacute;,&nbsp;<i>docetismo<\/i>), mas n&atilde;o era um ser humano real. Os&nbsp;<i>ebionitas<\/i>,26&nbsp;por outro lado, influenciados pelo monote&iacute;smo absoluto dos judeus, porque tamb&eacute;m n&atilde;o podiam &ldquo;ver\/ entender&rdquo; como Jesus podia ser Deus, sendo que h&aacute; apenas um Deus, conclu&iacute;ram que Jesus era apenas um homem, um profeta, no m&aacute;ximo, &ldquo;adotado&rdquo; por Deus em seu batismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, entretanto, os antigos&nbsp;<i>ebionitas<\/i>, como &Aacute;rio (para n&atilde;o falar das modernas testemunhas de Jeov&aacute;), eram mais consistentes que os antitrinitarianos mal-informados dos nossos tempos, os quais n&atilde;o passariam num teste de l&oacute;gica b&aacute;sica. Aqueles (os ebionitas), ao menos afirmavam o monote&iacute;smo absoluto, sem nenhuma concess&atilde;o a uma segunda pessoa na Divindade, em igualdade com o &uacute;nico Deus que eles defendiam na sua formula&ccedil;&atilde;o equivocada de unidade. A vers&atilde;o piorada e confusa dos antitrinitarianos recentes, recita com fervor zelote o&nbsp;<i>shema<\/i>&nbsp;judaico como entendido por eles mesmos, dentro da ideia de unidade matem&aacute;tica (ignorando o significado b&iacute;blico de unidade composta), mas, ao mesmo tempo, subvertem todo argumento deles, aceitando na Divindade a segunda pessoa da Trindade b&iacute;blica. Afinal, pode-se devolver a eles uma outra vers&atilde;o de sua f&oacute;rmula:&nbsp;<i>&ldquo;Falam de um, mas vemos dois!&rdquo;<\/i>&nbsp;Isto &eacute;, uma curiosa &ldquo;bindade&rdquo;, ou uma &ldquo;trindade&rdquo; de &ldquo;dois ter&ccedil;os.&rdquo; Aqui encontramos aquele tipo de inconsist&ecirc;ncia comum entre evang&eacute;licos em oposi&ccedil;&atilde;o aos Dez Mandamentos: para eliminarem o quarto mandamento da lei, ora argumentam que a&nbsp;<i>&ldquo;lei foi abolida&rdquo;<\/i>, ora que hoje&nbsp;<i>&ldquo;vivemos debaixo da gra&ccedil;a&rdquo;<\/i>, ou, ainda, que&nbsp;<i>&ldquo;Jesus cumpriu a lei&rdquo;<\/i>. Contudo, como tal discurso n&atilde;o pode ser sustentado sem contradi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz do ensino b&iacute;blico (que continua condenando o adult&eacute;rio, furto, idolatria, falso testemunho, etc), eles d&atilde;o uma volta, e reaparecem com um &ldquo;dec&aacute;logo&rdquo; de &ldquo;nove mandamentos&rdquo;, por mais incoerente que isto pare&ccedil;a. Assim, ao mesmo tempo que fazem infundadas acusa&ccedil;&otilde;es aos que aceitam os Dez Mandamentos,&nbsp;<i>completos<\/i>,&nbsp;<i>na &iacute;ntegra<\/i>, dez,&nbsp;<i>preto no branco<\/i>, eles mesmos, na pr&aacute;tica aceitam&nbsp;<i>&ldquo;nove &aacute;vos&rdquo;&nbsp;<\/i>da lei que a ret&oacute;rica deles diz ter sido &ldquo;abolida por Cristo&rdquo;, &ldquo;cravada na cruz&rdquo;, e &ldquo;desnecess&aacute;ria sob o novo concerto&rdquo;. Francamente!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s&eacute;culo 16, o te&oacute;logo calvinista Jer&ocirc;nimo Zanchi, para provar a doutrina da predestina&ccedil;&atilde;o, arrazoou que Deus &eacute; onipotente e onisciente &ndash; isto quer dizer: pode tudo e sabe tudo. Portanto, Deus sabe e determina tudo o que h&aacute; de acontecer e, assim, n&atilde;o existe tal coisa como liberdade humana. O que Zanchi fez com tal argumento foi pretender que Deus tenha que se ajustar &agrave; nossa compreens&atilde;o da onisci&ecirc;ncia e da onipot&ecirc;ncia. Mas o certo &eacute; que, se Deus &eacute; de verdade onipotente, Ele n&atilde;o tem por que se moldar aos argumentos de Zanchi ou de qualquer outro. Se Deus &eacute; verdadeiramente onisciente, Ele saber&aacute; como permitir que exista a liberdade humana, ainda quando o sistema de Zanchi n&atilde;o der lugar a ela.27&nbsp;Da mesma forma, as aparentes &ldquo;contradi&ccedil;&otilde;es&rdquo; atribu&iacute;das ao ensino b&iacute;blico da Trindade n&atilde;o passam de inven&ccedil;&otilde;es humanas criadas pela rebeli&atilde;o contra o que est&aacute; revelado. Em todas estas situa&ccedil;&otilde;es, como no caso dos antitrinitarianos que&nbsp;<i>&ldquo;<\/i>v&ecirc;em apenas uma pessoa<i>&rdquo;<\/i>, observa-se o triunfo da idolatria humana, pretendendo engessar Deus nas ideias e conceitos que eles mesmos articularam, e &agrave;s quais, eles pensam, Deus &eacute; obrigado a submeter-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda na sequ&ecirc;ncia do texto mencionado acima, Ellen G. White, indica que &ldquo;o Esp&iacute;rito &eacute; dado como agente de regenera&ccedil;&atilde;o, para tornar efetiva a salva&ccedil;&atilde;o operada pelo nosso Redentor&rdquo;.28&nbsp;Ele busca &ldquo;atrair os homens para a grande oferta feita na cruz do Calv&aacute;rio&rdquo;.29&nbsp;&Eacute; Ele quem &ldquo;afasta as afei&ccedil;&otilde;es das coisas desta terra e enche a alma com o desejo de santidade&rdquo;.30&nbsp;E ainda: &ldquo;&Eacute; o Esp&iacute;rito Santo quem tomar&aacute; as coisas de Deus e lhas gravar&aacute; na alma. Por seu poder o caminho da vida se tornar&aacute; t&atilde;o claro que ningu&eacute;m o errar&aacute;.&rdquo;31&nbsp;Tal linguagem n&atilde;o pode estar se referindo a mera &ldquo;influ&ecirc;ncia&rdquo;, &ldquo;for&ccedil;a&rdquo;, &ldquo;f&ocirc;lego&rdquo; ou, como em algumas vers&otilde;es antitrinitarianas ainda mais confusas, a &ldquo;um anjo&rdquo;. A Sra. White est&aacute; em harmonia aqui com o pensamento teol&oacute;gico cl&aacute;ssico, que entende o Esp&iacute;rito Santo no papel de Santificador, ao lado do Pai, como criador, e de Cristo como redentor, ideia comum nos comp&ecirc;ndios de teologia sistem&aacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White expressa a sua percep&ccedil;&atilde;o tipol&oacute;gica da a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo no in&iacute;cio da hist&oacute;ria da Igreja em correla&ccedil;&atilde;o com sua poderosa atividade e presen&ccedil;a na consuma&ccedil;&atilde;o da obra do evangelho. &ldquo;O derramamento do Esp&iacute;rito nos dias dos ap&oacute;stolos foi o come&ccedil;o da primeira chuva, ou tempor&atilde;, e glorioso foi o resultado. At&eacute; ao fim do tempo, a presen&ccedil;a do Esp&iacute;rito deve ser encontrada na verdadeira igreja.&rdquo;32&nbsp;Ao aproximar-se &ldquo;o fim da ceifa da Terra&rdquo;, ela observa, &ldquo;uma concess&atilde;o especial de gra&ccedil;a espiritual &eacute; prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem. Esse derramamento do Esp&iacute;rito &eacute; comparado com a queda da chuva ser&ocirc;dia.&rdquo;33&nbsp;E a todo disc&iacute;pulo consagrado o Senhor &ldquo;conceder&aacute; a presen&ccedil;a do seu Esp&iacute;rito, com seu poder vivificante e santificador&rdquo;.34&nbsp;Para Ellen G. White, o &uacute;ltimo cap&iacute;tulo da atua&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o foi escrito com o segundo cap&iacute;tulo do livro de Atos, ou com a morte do grupo original dos ap&oacute;stolos de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White observa que no Pentecostes o &ldquo;Esp&iacute;rito Santo, assumindo a forma de l&iacute;nguas de fogo, repousou sobre a assembleia. Isto era um emblema do dom ent&atilde;o outorgado aos disc&iacute;pulos, o qual os capacitava a falar.&rdquo;35&nbsp;&ldquo;O Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, ela afirma, &ldquo;fez por eles [os disc&iacute;pulos] o que n&atilde;o teriam podido fazer por si mesmos em toda a exist&ecirc;ncia&rdquo;.36&nbsp;De fato, em uma &uacute;nica hora, o Esp&iacute;rito Santo operou nos disc&iacute;pulos a transforma&ccedil;&atilde;o, o &ldquo;reavivamento e reforma&rdquo; que tr&ecirc;s anos de comunh&atilde;o com Jesus n&atilde;o tinham completado. Mediante a instru&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito, eles receberam a habilita&ccedil;&atilde;o final para o cumprimento da grande comiss&atilde;o evang&eacute;lica. N&atilde;o &eacute; de admirar a surpresa da Sra. White face &agrave; indiferen&ccedil;a geral da Igreja quanto ao precioso dom objeto da promessa de Cristo, como seu divino substituto: &ldquo;Uma vez que este [o Esp&iacute;rito Santo] &eacute; o meio pelo qual havemos de receber poder, por que n&atilde;o sentimos fome e sede pelo dom do Esp&iacute;rito? Por que n&atilde;o falamos sobre Ele, n&atilde;o oramos por Ele, e n&atilde;o pregamos a seu respeito?&rdquo;37&nbsp;Ellen G. White ficaria muito mais surpresa, contudo, se al&eacute;m da indiferen&ccedil;a, ela vivesse para presenciar a aberta rejei&ccedil;&atilde;o e descren&ccedil;a no Esp&iacute;rito Santo em alguns c&iacute;rculos adventistas de hoje, embora j&aacute; em seus dias ela advertisse: &ldquo;Cumpre-nos ser muito cuidadosos de n&atilde;o ofender o Esp&iacute;rito de Deus.&rdquo;38&nbsp;Precisamente porque, para ela, &ldquo;o inimigo opera com todas as suas enganadoras energias para anular o efeito da profunda opera&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito de Deus no ser humano&rdquo;.39<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Esp&iacute;rito Santo no tempo do fim<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gerhard Pfandl40&nbsp;observa que o paradigma escatol&oacute;gico de Ellen G. White, constru&iacute;do sobre o fundamento do m&eacute;todo historicista de interpreta&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica, organiza-se em tr&ecirc;s segmentos sequenciais, cada um deles com eventos distintos: (1) o tempo de ju&iacute;zo investigativo ou pr&eacute;-advento, que termina com o fechamento da porta da gra&ccedil;a; (2) o grande tempo de ang&uacute;stia, que toma lugar ap&oacute;s o esgotar-se do tempo de gra&ccedil;a, e que culmina com o segundo advento de Cristo; e, finalmente, (3) o mil&ecirc;nio, que tem seu in&iacute;cio ap&oacute;s a&nbsp;<i>parousia<\/i>, e envolve os &uacute;ltimos eventos do drama das eras com a ressurrei&ccedil;&atilde;o dos &iacute;mpios, a destrui&ccedil;&atilde;o final deles, e a plena restaura&ccedil;&atilde;o do para&iacute;so perdido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como indicado anteriormente, depois de breve considera&ccedil;&atilde;o sobre a vis&atilde;o de Ellen G. White quanto &agrave; pessoa do Esp&iacute;rito Santo e sua a&ccedil;&atilde;o nas origens da Igreja Crist&atilde;, voltamos a aten&ccedil;&atilde;o agora para sua percep&ccedil;&atilde;o quanto ao papel do Esp&iacute;rito Santo nos eventos finais, que tomam lugar dentro do primeiro per&iacute;odo de sua estrutura escatol&oacute;gica. Novamente, seria imposs&iacute;vel aqui dar detalhado tratamento &agrave; extensa amplitude do tema, com desdobramentos que se estendem deste o in&iacute;cio da obra do ju&iacute;zo pr&eacute;-advento, em 1844, com o t&eacute;rmino da grande cadeia prof&eacute;tica de Daniel 8:14, at&eacute; o fechamento da porta da gra&ccedil;a (Ap 22:11). Portanto, limitamos a aten&ccedil;&atilde;o nesta se&ccedil;&atilde;o aos temas relacionados com o reavivamento e &agrave; reforma na Igreja, a chuva ser&ocirc;dia, ao alto clamor e &agrave; sacudidura, todos eles intimamente relacionados com a pessoa do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem pretender exaurir o tema deste estudo, em sua converg&ecirc;ncia com incont&aacute;veis refer&ecirc;ncias difusas e assistem&aacute;ticas sobre a terceira pessoa da Trindade, as cita&ccedil;&otilde;es utilizadas aqui s&atilde;o suficientes para se estabelecerem dois fatos: (1) a teoria da falsifica&ccedil;&atilde;o de textos de Ellen G. White para provar a pessoa do Esp&iacute;rito Santo, &eacute; absolutamente insustent&aacute;vel; (2) para o dom prof&eacute;tico manifesto em Ellen G. White, Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o pode ser outra coisa sen&atilde;o uma pessoa, poderosamente ativa na propor&ccedil;&atilde;o em que a cortina desce sobre as &uacute;ltimas cenas da hist&oacute;ria humana e sobre a vida da Igreja. Como descrito em&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>: &ldquo;A obra ser&aacute; semelhante &agrave;quela do dia do Pentecostes. Como a &lsquo;chuva tempor&atilde;&rsquo; foi dada no derramamento do Esp&iacute;rito Santo na abertura do evangelho, para causar a germina&ccedil;&atilde;o do precioso gr&atilde;o, a &lsquo;chuva ser&ocirc;dia&rsquo; ser&aacute; dada no seu fechamento, para o amadurecimento da colheita.&rdquo;41&nbsp;Como afirmado em outro contexto, para a Sra. White, &ldquo;o derramamento do Esp&iacute;rito Santo no dia do Pentecostes foi a chuva tempor&atilde;, por&eacute;m a chuva ser&ocirc;dia ser&aacute; mais copiosa&rdquo;.42<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Reavivamento e reforma, sob a ministra&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual poderia ser considerada a maior necessidade da Igreja, vivendo no tempo do fim? Contrariamente ao que muitos &ndash; dominados por no&ccedil;&otilde;es pragm&aacute;ticas ou pelas ideias de &ldquo;gest&atilde;o empresarial&rdquo;, e que entendem tal necessidade em termos de mais recursos, membros influentes, melhores instala&ccedil;&otilde;es, mais acesso aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; poderiam pensar, Ellen G. White apresenta outro quadro, de compreens&atilde;o puramente espiritual: &ldquo;Um reavivamento da verdadeira piedade entre n&oacute;s,&nbsp;<i>eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades<\/i>. Busc&aacute;-lo deve ser a nossa primeira ocupa&ccedil;&atilde;o.&rdquo;43&nbsp;Todo o par&aacute;grafo, devemos observar, sugere que tal reavivamento est&aacute; conectado com a pessoa e obra do Esp&iacute;rito Santo, o substituto de Cristo, prometido para guiar a Igreja. N&atilde;o &eacute; de admirar que a Sra. White, depois de afirmar que a busca de tal experi&ecirc;ncia deve ser prioridade na vida dos disc&iacute;pulos de Cristo, indica que &ldquo;nosso Pai celeste est&aacute; mais disposto a conceder o seu Esp&iacute;rito Santo &agrave;queles que lho pe&ccedil;am, do que pais terrenos o est&atilde;o a dar boas d&aacute;divas ao seus filhos&rdquo;.44<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal experi&ecirc;ncia &eacute; vista como algo t&atilde;o vital que ela chega a afirmar que &ldquo;o povo de Deus n&atilde;o suportar&aacute; o teste a menos que haja um reavivamento e reforma&rdquo;. De fato, ela continua: &ldquo;O Senhor n&atilde;o admitir&aacute; nas mans&otilde;es celestiais que Ele est&aacute; preparando para os justos, uma alma que seja auto-suficiente.&rdquo;45&nbsp;Ellen G. White, contudo, considerando a import&acirc;ncia do reavivamento\/reforma na experi&ecirc;ncia da Igreja no final de sua hist&oacute;ria, n&atilde;o deixa a no&ccedil;&atilde;o aberta, para que isto se torne uma quest&atilde;o de opini&atilde;o; e informa precisamente como isso deve se realizar: &ldquo;Um reavivamento e reforma devem acontecer sob a&nbsp;<i>ministra&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo.<\/i>&rdquo;46&nbsp;Um pouco mais no final do par&aacute;grafo do livro&nbsp;<i>Servi&ccedil;o Crist&atilde;o<\/i>, onde ocorre este texto revelador, depois de definir o significado da reforma como uma renova&ccedil;&atilde;o espiritual, Ellen G. White acrescenta: &ldquo;Reforma n&atilde;o trar&aacute; qualquer bom fruto de justi&ccedil;a, a menos que ela esteja conectada com o reavivamento do Esp&iacute;rito.&rdquo;47<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo cap&iacute;tulo em que discute o reavivamento\/reforma, no livro&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>&nbsp;(vol. 1), ela coloca o indicador em alguns aspectos fundamentais quanto &agrave; maior necessidade na vida da Igreja: (1) &ldquo;Enquanto o povo se acha t&atilde;o destitu&iacute;do do Esp&iacute;rito Santo de Deus, n&atilde;o pode apreciar a&nbsp;<i>prega&ccedil;&atilde;o da Palavra<\/i>.&rdquo;48&nbsp;Ellen G. White aqui conecta o Esp&iacute;rito Santo com o poder transformador da Palavra que Ele pr&oacute;prio inspirou (2Pe 1:21). Lutar contra o Esp&iacute;rito Santo &eacute; equivalente a permanecer insens&iacute;vel aos apelos da Palavra, pois &eacute; o Esp&iacute;rito Santo quem elucida e interpreta a Palavra (1Co 2:10). (2) No mesmo contexto, ela faz uma outra conex&atilde;o vital: &ldquo;S&oacute; podemos esperar um reavivamento em resposta &agrave;&nbsp;<i>ora&ccedil;&atilde;o<\/i>.&rdquo;49&nbsp;Assim, a Palavra e a ora&ccedil;&atilde;o, ambos vistos nas Escrituras como instrumentos do Esp&iacute;rito Santo (Ef 6: 17,18; cf. Jo 14:26; Rm 8:27), n&atilde;o podem ser apreciados por aqueles que, de uma forma ou de outra, rejeitam o Esp&iacute;rito Santo. (3) Ellen G. White estabelece ainda uma liga&ccedil;&atilde;o entre o reavivamento e o&nbsp;<i>arrependimento<\/i>: &ldquo;Levante-se a igreja e arrependa-se de suas prevarica&ccedil;&otilde;es diante de Deus. Deve haver diligente exame do cora&ccedil;&atilde;o.&rdquo;50&nbsp;Mas novamente devemos observar que o arrependimento (<i>metanoia<\/i>, literalmente mudan&ccedil;a de mente), n&atilde;o &eacute; algo natural ao homem. Para Jesus e o Novo Testamento, o arrependimento &eacute; tamb&eacute;m resultado da a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, iluminando a mente e o cora&ccedil;&atilde;o (Jo 16:8). Assim, a&nbsp;<i>Palavra<\/i>, a&nbsp;<i>ora&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;e o&nbsp;<i>arrependimento<\/i>, n&atilde;o est&atilde;o apenas conectados entre si no cen&aacute;rio dos &uacute;ltimos eventos, mas sobretudo intimamente conectados com a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto a ser cuidadosamente observado &eacute; o de que no mesmo cap&iacute;tulo, poucas p&aacute;ginas depois da passagem crucial quanto &agrave; prioridade do reavivamento\/reforma na Igreja, como antecipa&ccedil;&atilde;o da poderosa proclama&ccedil;&atilde;o que preparar&aacute; a colheita da terra sob a ministra&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, a Sra. White observa que tal reavivamento\/reforma e seus desdobramentos n&atilde;o vir&atilde;o sem obst&aacute;culos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o h&aacute; coisa alguma que Satan&aacute;s tema tanto quanto que o povo de Deus desimpe&ccedil;a o caminho mediante a remo&ccedil;&atilde;o de todo impedimento, de modo que o Senhor possa derramar seu Esp&iacute;rito sobre uma languescente Igreja e uma congrega&ccedil;&atilde;o impenitente. Se Satan&aacute;s pudesse fazer o que ele queria, nunca haveria outro despertamento, grande ou pequeno, at&eacute; o fim do tempo.51<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, se colocarmos todas estas ideias juntas, o quadro n&atilde;o poderia ser mais claro:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A igreja de Cristo aguarda um segundo Pentencostes, o qual, &agrave; semelhan&ccedil;a do primeiro descrito no livro de Atos, deve acompanhar a poderosa proclama&ccedil;&atilde;o final do evangelho eterno. A obra de renova&ccedil;&atilde;o espiritual, que h&aacute; de preparar a Igreja para os &uacute;ltimos eventos de sua hist&oacute;ria, est&aacute; intimamente ligada &agrave;&nbsp;<i>Palavra<\/i>, &agrave;&nbsp;<i>ora&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;e ao&nbsp;<i>arrependimento<\/i>. Estes, por sua vez, devemos observar, s&atilde;o precisamente os meios pelos quais o Esp&iacute;rito Santo opera, como apresentado pelo Novo Testamento. N&atilde;o &eacute; de surpreender que tal movimento de reforma e reavivamento deva acontecer sob &ldquo;a ministra&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, utilizando os seus canais regulares de opera&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, Ellen G. White desmascara a inten&ccedil;&atilde;o do inimigo em sabotar tal movimento na Igreja. N&atilde;o precisar&iacute;amos de muita imagina&ccedil;&atilde;o para entender que tal estratagema n&atilde;o poderia ser melhor sucedido em um plano de ataque, do que ser dirigido precisamente contra o divino agente do esperado reavivamento\/reforma: o Esp&iacute;rito Santo. Tentar confundir a compreens&atilde;o da Igreja neste aspecto crucial, com heresias e ideias falsas a respeito do Esp&iacute;rito Santo, fere o &acirc;mago da quest&atilde;o e fatalmente teria um desastroso efeito sobre a Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White n&atilde;o deixou sem advert&ecirc;ncia os perigos de ensinos contr&aacute;rios &agrave; revela&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Homens e mulheres se levantar&atilde;o professando possu&iacute;rem nova luz ou uma nova revela&ccedil;&atilde;o, cuja tend&ecirc;ncia &eacute; perturbar a f&eacute; nos antigos marcos. A doutrina deles n&atilde;o apresenta o teste da Palavra de Deus&nbsp;<i>e, contudo, almas ser&atilde;o enganadas.<\/i>52<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ainda: &ldquo;Ele [Deus] n&atilde;o d&aacute; a um homem nova luz contr&aacute;ria &agrave; f&eacute; estabelecida do corpo.&rdquo;53&nbsp;Al&eacute;m disto, &ldquo;Deus n&atilde;o abandonou seu povo escolhendo um aqui e outro acol&aacute;, como os &uacute;nicos dignos de serem os deposit&aacute;rios de sua verdade.&rdquo;54&nbsp;A dissid&ecirc;ncia antitrinitaniana, com seu deboche e irrever&ecirc;ncia, cumpre um papel no plano do drag&atilde;o, em sua luta contra o remanescente (Ap 12).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Pentecostes II&nbsp; A chuva ser&ocirc;dia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Esp&iacute;rito Santo, a terceira pessoa da Trindade, como o enviado e representante pessoal de Deus e de Jesus (&ldquo;<i>Esp&iacute;rito de Deus&rdquo;<\/i>&nbsp;e &ldquo;<i>Esp&iacute;rito de Jesus<\/i>&rdquo; enfatizam primariamente n&atilde;o posse, mas&nbsp;<i>proced&ecirc;ncia,<\/i>&nbsp;porque Ele seria o enviado do Pai e de Jesus, como o pr&oacute;prio Cristo havia prometido em seus ditos relacionados ao&nbsp;<i>Par&aacute;kletos<\/i>), supera todos os outros dons divinos. No Novo Testamento, o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o apenas &eacute; designado por caracter&iacute;sticas que claramente indicam sua personalidade &ndash; Ele tem conhecimento das coisas divinas (1Co 2:1); perscruta (1Co 2:10); convence (Jo 16:8); tem mente (Rm 8:27); conhece, sonda, assiste, intercede (Rm 8:16, 14, 26); pode ser entristecido (Ef 4:30); &eacute; resistido e tentado (At 5:9; 7:51); pode ser difamado e blasfemado (Mt 12:31; 32); &eacute; nomeado entre outras pessoas (como em Mt 28:19,20; 2Co 13:14, 1Ped 1:2) &ndash;, mas &eacute; apresentado tamb&eacute;m com uma enorme variedade de fun&ccedil;&otilde;es relacionadas com a proclama&ccedil;&atilde;o do Evangelho e a convers&atilde;o &ndash; o Esp&iacute;rito Santo ensina (Lc 12:12, Jo 14:26); Ele guia na prega&ccedil;&atilde;o do Evangelho (At 8:29; 13:2; 16:6,7); ilumina a mente no estudo da Palavra (Jo 14:26; 16:13); habilita com dons indispens&aacute;veis para a proclama&ccedil;&atilde;o da salva&ccedil;&atilde;o (At 2:3 e 4); administra e distribui dons (1Co 12:11); comissiona (At 13:2, 4; 20:28); testemunha (Jo 15:26); intercede (Rm 8:26); anuncia (Jo 16:14 e 15); habilita os filhos de Deus a proclamarem o evangelho com sucesso e poder (At 1:8); relembra as verdades das Escrituras em momentos de necessidade (Jo 14:26, Mc 13:11); convida (Ap 22:17). Um estudo de todas estas passagens leva &agrave; conclus&atilde;o inescap&aacute;vel de que sem o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o h&aacute; prega&ccedil;&atilde;o efetiva e muito menos convers&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que Deus enviou o Esp&iacute;rito Santo? Tal pergunta permite mais do que uma &uacute;nica resposta. Das p&aacute;ginas do Novo Testamento, fica absolutamente claro, em primeiro lugar, que o Esp&iacute;rito veio aos crist&atilde;os individualmente, para criar neles uma qualidade de vida que, de outra forma, estaria completamente fora do poder humano. Em segundo lugar, o Esp&iacute;rito Santo foi enviado &agrave; comunidade crist&atilde;, a Igreja, para unir os crist&atilde;os em um tipo de comunh&atilde;o desconhecida e sem paralelo em qualquer outro grupo. Mas, como Michael Green, em seu extraordin&aacute;rio livro&nbsp;<i>I Believe in the Holy Spirit<\/i>&nbsp;(Creio no Esp&iacute;rito Santo), observa:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De um c&acirc;ndido exame dos registros do Novo Testamento, n&atilde;o pode haver qualquer d&uacute;vida de que o prop&oacute;sito prim&aacute;rio da vinda do Esp&iacute;rito Santo sobre os disc&iacute;pulos foi equip&aacute;-los para a miss&atilde;o. O Confortador n&atilde;o vem para que os homens se tornem confort&aacute;veis, mas para torn&aacute;-los mission&aacute;rios.55<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em dois cap&iacute;tulos, Green faz uma cuidadosa an&aacute;lise dos Evangelhos, do livro de Atos e das Ep&iacute;stolas em geral, concluindo que &ldquo;the Holy Spirit is for mission&rdquo; (o Esp&iacute;rito Santo &eacute; para a miss&atilde;o).56&nbsp;O pr&oacute;prio livro b&iacute;blico de Atos dos Ap&oacute;stolos poderia corretamente ser entitulado &ldquo;Atos do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, porque no livro de Atos, o Esp&iacute;rito Santo &eacute; o grande agente da miss&atilde;o da Igreja.57Deve-se notar que a ascens&atilde;o (At 1:6-11), n&atilde;o &eacute; apresentada como se a cortina estivesse caindo sobre a vida de Jesus. Ao contr&aacute;rio, aqui a cortina se levanta para deixar o Esp&iacute;rito Santo no centro da cena. Como prometida, a era do Esp&iacute;rito tem in&iacute;cio precisamente nesse ponto (Jo 7:39). Assim como o pr&oacute;prio Jesus fora ungido com o Esp&iacute;rito no in&iacute;cio do seu minist&eacute;rio (Mt 3:16; Lc 3:22, cf. At. 10:38), a Igreja &eacute; ungida em seu in&iacute;cio com o Esp&iacute;rito Santo, para o cumprimento de sua miss&atilde;o, como poderosamente testemunhado no cap&iacute;tulo 2 de Atos, e nos seus desdobramentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White v&ecirc; na concess&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo aos disc&iacute;pulos originais para a grande obra de prega&ccedil;&atilde;o do Evangelho, um cumprimento do que fora prometido pelos profetas hebreus no Antigo Testamento: &ldquo;O derramamento do Esp&iacute;rito nos dias dos ap&oacute;stolos foi o in&iacute;cio da chuva tempor&atilde;, e glorioso foi o resultado&rdquo;58&nbsp;(cf. Jl 2:28,29). Realmente, o&nbsp;<i>Pentecostes I<\/i>&nbsp;foi aquilo que fora prefigurado em sua tipologia: a dedica&ccedil;&atilde;o dos primeiros frutos a Deus.59&nbsp;Tal cumprimento n&atilde;o deve ser visto apenas em termos do n&uacute;mero dos batizados (At 2:41), mas na pr&oacute;pria amplitude geogr&aacute;fica das etnias representadas em Jerusal&eacute;m, &ldquo;vindos de todas as na&ccedil;&otilde;es de debaixo do c&eacute;u&rdquo; (At 2:5). Al&eacute;m disso, sob a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, cada um dos obst&aacute;culos come&ccedil;ou a cair. O pr&oacute;prio obst&aacute;culo da l&iacute;ngua foi vencido sob a poderosa manifesta&ccedil;&atilde;o do dom de l&iacute;nguas, que ungiu o in&iacute;cio da prega&ccedil;&atilde;o do evangelho.60&nbsp;Lucas n&atilde;o diz que foram os ap&oacute;stolos que iniciaram a miss&atilde;o. Eles apenas aguardaram em Jerusal&eacute;m at&eacute; que o Esp&iacute;rito viesse sobre eles. N&atilde;o foram os ap&oacute;stolos que cumpriram a ordem de Cristo de &ldquo;pregar a todas as na&ccedil;&otilde;es&rdquo;. Ao contr&aacute;rio, foi um ex-fariseu convertido que iniciou a gigantesca obra mission&aacute;ria sob a dire&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo. N&atilde;o foram os ap&oacute;stolos em Jerusal&eacute;m que jamais sonharam em alcan&ccedil;ar eunucos ou samaritanos, mas foi o Esp&iacute;rito quem os guiou em tal miss&atilde;o. A lista pode continuar e, em cada caso, a inciativa da prega&ccedil;&atilde;o das boas novas est&aacute; com o Esp&iacute;rito Santo. N&atilde;o &eacute; por acaso que para Ellen G. White, &ldquo; at&eacute; o fim do tempo, a presen&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo deve permanecer com a Igreja verdadeira&rdquo;.61<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White ainda indica que o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o apenas assistir&aacute; a Igreja na derradeira proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho. Para ela, a &ldquo;chuva ser&ocirc;dia&rdquo;, sob a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito, tamb&eacute;m &ldquo;dar&aacute; poder para a grande voz do terceiro anjo e preparar&aacute; os santos para estarem de p&eacute; no per&iacute;odo quando as sete &uacute;ltimas pragas ser&atilde;o derramadas&rdquo;.62&nbsp;Em outro contexto ela continua: &ldquo;&Eacute; a chuva ser&ocirc;dia que revive [os disc&iacute;pulos de Cristo] e os fortalece a passarem pelo tempo de ang&uacute;stia. Suas faces brilhar&atilde;o com a gl&oacute;ria desta luz como acompanha o terceiro anjo.&rdquo;63&nbsp;Segundo Ellen G. White, no tempo do fim,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a obra ser&aacute; semelhante &agrave;quela do dia do Pentecostes. Quando a &lsquo;chuva tempor&atilde;&rsquo; foi dada, com o derramamento do Esp&iacute;rito Santo na abertura do evangelho para causar o crescimento da preciosa semente, assim &lsquo;a chuva ser&ocirc;dia&rsquo; ser&aacute; dada no final, para o amadurecimento da colheita.64<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, assim como seria inimagin&aacute;vel o Pentecostes de Atos sem a Pessoa do Esp&iacute;rito Santo, da mesma forma &eacute; inconceb&iacute;vel imaginar o fechamento da obra do evangelho, independente da dire&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, a poderosa terceira pessoa da Trindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen White insiste que o Pai est&aacute; desejoso de &ldquo;conceder o Esp&iacute;rito Santo&rdquo;.65&nbsp;A vinda do Esp&iacute;rito Santo sobre a Igreja, segundo a voz prof&eacute;tica ao remanescente, pode ser uma experi&ecirc;ncia atual: &ldquo;&Eacute; privil&eacute;gio da Igreja ter [tal experi&ecirc;ncia] agora.&rdquo;66&nbsp;A promessa &eacute; para todos, e o tempo &eacute; hoje: &ldquo;Nesta mesma hora seu Esp&iacute;rito e sua gra&ccedil;a se acham &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de todos quantos deles necessitam&hellip;&rdquo;67&nbsp;Em&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, Ellen G. White observa que &ldquo;Cristo prometeu o dom do Esp&iacute;rito Santo &agrave; sua Igreja, e a promessa pertence tanto a n&oacute;s quanto aos primeiros disc&iacute;pulos.&rdquo;68&nbsp;Mas h&aacute;, por outro lado, condi&ccedil;&otilde;es para isto: &ldquo;O Esp&iacute;rito trabalha no cora&ccedil;&atilde;o do homem de acordo com seu desejo e consentimento&hellip;&rdquo;69&nbsp;Para a voz prof&eacute;tica ao remanescente, sem qualquer d&uacute;vida,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">antes da &uacute;ltima visita&ccedil;&atilde;o dos julgamentos divinos sobre a terra, haver&aacute; entre o seu povo tal reavivamento da primitiva piedade que n&atilde;o foi testemunhada desde os tempos apost&oacute;licos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas ela acrescenta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A menos que diariamente estejamos progredindo na exemplifica&ccedil;&atilde;o das ativas virtudes crist&atilde;s, n&atilde;o reconheceremos as manifesta&ccedil;&otilde;es do Esp&iacute;rito Santo na chuva tempor&atilde;. Ela pode estar caindo nos cora&ccedil;&otilde;es ao nosso redor, e n&atilde;o a discernirmos ou a recebermos&hellip;70<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ellen G. White, em v&aacute;rios dos seus escritos, indica condi&ccedil;&otilde;es para recebermos o Esp&iacute;rito Santo no tempo do fim, como ter a disposi&ccedil;&atilde;o para receb&ecirc;-lo71&nbsp;e desejarmos sua plenitude: &ldquo;Quando a necessidade do Esp&iacute;rito Santo &eacute; uma quest&atilde;o de pouca aten&ccedil;&atilde;o, h&aacute; na igreja aridez e trevas espirituais, decl&iacute;nio e morte.&rdquo;72&nbsp;Assim, ironicamente, por neglig&ecirc;ncia podemos sofrer a falta daquilo que nos &eacute; oferecido em infinita plenitude. Contudo, &ldquo;o Esp&iacute;rito Santo vir&aacute; a todos quantos pedem o p&atilde;o da vida para o dar aos semelhantes&rdquo;, partilhando-o no testemunho mission&aacute;rio.73<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande derramamento do Esp&iacute;rito de Deus, o qual ilumina a Terra com sua gl&oacute;ria, n&atilde;o ocorrer&aacute; sem que tenhamos um povo esclarecido, que conhe&ccedil;a por experi&ecirc;ncia o que representa ser cooperador de Deus. Quando tivermos uma consagra&ccedil;&atilde;o completa, de todo cora&ccedil;&atilde;o ao servi&ccedil;o de Cristo, Deus reconhecer&aacute; este fato por um derramamento sem medida do seu Esp&iacute;rito.&rdquo;74<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas &ldquo;aos que que esperam humildemente em Deus, que est&atilde;o atentos &agrave; sua guia e gra&ccedil;a, &eacute; concedido o Esp&iacute;rito.&rdquo;75&nbsp;O mesmo texto indica que n&atilde;o &eacute; suficiente falar sobre o Esp&iacute;rito Santo, mas se deixar guiar pelas ag&ecirc;ncias divinas. Segundo Ellen G. White, n&atilde;o haver&aacute; limite para aquele que abandonando a idolatria do eu, &ldquo;abre margem para a opera&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo em seu cora&ccedil;&atilde;o, e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus&rdquo;.76<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais refer&ecirc;ncias, por sua diversidade e variedade de contextos, indicam claramente como a Sra. White entendeu a pessoa e obra do Esp&iacute;rito Santo no esfor&ccedil;o final da Igreja para o cumprimento da comiss&atilde;o evang&eacute;lica. Por outro lado, esta diversidade e variedade de contextos subverte completamente a tese de &ldquo;adultera&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos ensinos de Ellen G. White quanto ao Esp&iacute;rito Santo, expondo sua fragilidade e precariedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez esta se&ccedil;&atilde;o possa ser conclu&iacute;da com duas claras cita&ccedil;&otilde;es, indicando a maneira como o dom prof&eacute;tico aos adventistas entendeu o Esp&iacute;rito Santo. Primeiro, no contexto em que discute a prega&ccedil;&atilde;o do evangelho a todas as na&ccedil;&otilde;es, ela declara que &ldquo;a verdade armada com a&nbsp;<i>onipot&ecirc;ncia<\/i>&nbsp;do Santo Esp&iacute;rito seria vitoriosa na batalha contra o mal&rdquo;.77&nbsp;Qualquer pessoa com um treino b&aacute;sico em teologia entende que&nbsp;<i>onipot&ecirc;ncia<\/i>&nbsp;&eacute; um dos&nbsp;<i>atributos incomunic&aacute;veis<\/i>&nbsp;da Divindade. Falando do Esp&iacute;rito Santo como&nbsp;<i>onipotente<\/i>, Ellen G. White n&atilde;o pode estar falando de outra coisa sen&atilde;o que Ele, o Esp&iacute;rito Santo, &eacute; Deus, partilhando de um atributo verificado apenas na Divindade. Segundo, discutindo a promessa de Cristo quanto ao dom do Esp&iacute;rito Santo, ela indica: &ldquo;N&oacute;s n&atilde;o podemos usar o Esp&iacute;rito Santo. O Esp&iacute;rito Santo &eacute; que deve nos usar.&rdquo;78&nbsp;Este foi o engano b&aacute;sico de Sim&atilde;o, o m&aacute;gico, confundindo a pessoa do Esp&iacute;rito Santo com um mero poder que pudesse ser adquirido e manipulado (cf. At 8:17-20). Por ser o Esp&iacute;rito Santo um ser pessoal &eacute; Ele quem disp&otilde;e daqueles com quem pode contar, nunca o contr&aacute;rio!<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A Trindade contrafeita<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; surpreendente que, enquanto o juda&iacute;smo oficial dos dias de Jesus n&atilde;o reconheceu a sua verdadeira identidade, como o esperado Messias e Deus encarnado, o diabo e seus anjos nunca falharam em distinguir Jesus como o Filho de Deus, o Santo do Alt&iacute;ssimo. Em algumas circunst&acirc;ncias os dem&ocirc;nios chegam a declarar: &ldquo;Sei quem tu &eacute;s&rdquo; (<i>oida se tis ei<\/i>). Ou como em Lucas 4:41: &ldquo;Tamb&eacute;m de muitos sa&iacute;am dem&ocirc;nios, gritando e dizendo: Tu &eacute;s o Filho de Deus! Ele, por&eacute;m, os repreendia para que n&atilde;o falassem, pois sabiam ser Ele o Cristo.&rdquo; Esta passagem, como Valtair Miranda observa em seu interessante artigo &ldquo;A cristologia dos dem&ocirc;nios&rdquo;, possibilita fazermos a leitura inversa, e pensar sobre o conhecimento que Jesus tinha dos dem&ocirc;nios: &ldquo;Desse texto podemos extrair que Jesus sabia que os dem&ocirc;nios sabiam quem ele era.&rdquo;79<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma, no livro do Apocalipse o pr&oacute;prio dem&ocirc;nio reconhece a veracidade da Trindade, a ponto de buscar contrafaz&ecirc;-la em uma reencena&ccedil;&atilde;o dos seus personagens. O cap&iacute;tulo 12 do Apocalipse descreve o cen&aacute;rio do fim em termos de uma controv&eacute;rsia c&oacute;smica: o drag&atilde;o vermelho, com sete cabe&ccedil;as e dez chifres e sobre as cabe&ccedil;as sete diademas. Viu-se tamb&eacute;m a mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos p&eacute;s e uma coroa de doze estrelas sobre a cabe&ccedil;a (v. 1-2). A guerra movida pelo drag&atilde;o focaliza em particular &ldquo;aqueles que guardam os mandamentos de Deus e t&ecirc;m o testemunho de Jesus&rdquo; (v. 17). Deve-se observar, contudo, que neste conflito o diabo n&atilde;o est&aacute; sozinho. Ele entra em campo com toda a sua artilharia pesada. Nos desdobramentos dos cap&iacute;tulos que seguem, descobrimos que neste conflito final, o inimigo, grande colecionador de derrotas, re&uacute;ne os seus aliados: a besta que subiu do mar e a besta que subiu da terra (Ap 13:1-18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quadro aqui &eacute; de uma trindade: o drag&atilde;o, a besta que subiu do mar e a besta que subiu da terra. Da mesma forma como as Escrituras descrevem Deus em Trindade (o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo), o Apocalipse pinta o quadro do &uacute;ltimo conflito descrevendo os oponentes em termos de uma contrafa&ccedil;&atilde;o da verdadeira Trindade. O primeiro personagem, o drag&atilde;o, &eacute; Satan&aacute;s, que pretende ser uma contrafa&ccedil;&atilde;o de Deus, o Pai. Ele buscou ser igual a Deus no in&iacute;cio (Is 14:12-14). Em sua tentativa de ser uma alternativa a Deus, ele tornou-se o deus deste s&eacute;culo (2Co 4:4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo personagem da trindade demon&iacute;aca &eacute; introduzido em Apocalipse 13:1 com a besta que emerge do mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabe&ccedil;as e dez chifes e sobre os crifres dez diademas, e sobre as cabe&ccedil;as um nome de blasf&ecirc;mia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo e os seus p&eacute;s como os de urso e a sua boca como a de le&atilde;o. E o drag&atilde;o deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande poderio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; curioso que esta besta que surge do mar seja uma imagem perfeita do drag&atilde;o. Como o drag&atilde;o, ela tamb&eacute;m tem sete cabe&ccedil;as e dez chifres. Nos evangelhos, Jesus &eacute; a imagem do Pai (Jo 14:9). Em outros textos do Novo Testamento, &ldquo;Ele [Jesus] &eacute; a imagem de Deus&rdquo; (2Co 4:4, cf. Fp 2:6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na trindade falsa o segundo personagem &eacute; uma contrafa&ccedil;&atilde;o de Jesus Cristo. Como tal poder &eacute; identificado? Na hist&oacute;ria do Cristianismo apenas uma entidade se ajusta a esta descri&ccedil;&atilde;o, pretendendo ser Cristo, perdoando pecados, arrogando ter em suas m&atilde;os as chaves do reino, por meio do sistema sacramental. Este poder instituiu na terra uma par&oacute;dia do verdadeiro santu&aacute;rio, onde a obra da reden&ccedil;&atilde;o &eacute; levada a efeito pela media&ccedil;&atilde;o de Cristo. N&atilde;o &eacute; por acaso que esta besta tinha um nome de blasf&ecirc;mia. Blasf&ecirc;mia na linguagem b&iacute;blica &eacute; aplicada &agrave; preten&ccedil;&atilde;o de igualdade com Deus, em poder para perdoar pecados (cf. Mc 2:7). A besta que surge das muitas &aacute;guas, &eacute; o mesmo chifre pequeno de Daniel 8. Ela &eacute; uma composi&ccedil;&atilde;o de outros animais, o le&atilde;o, o urso e o leopardo, descritos em Daniel 7, porque incorpora aspectos dos inimigos do povo de Deus, em todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apocalipse 13 oferece outros detalhes da semelhan&ccedil;a entre a segunda pessoa da trindade contrafeita, e a segunda pessoa da verdadeira Trindade. Ela tamb&eacute;m sofre uma ferida mortal, da qual &eacute; restaurada. Assim, ela tamb&eacute;m reencena a morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus. Seu poder, ou &ldquo;minist&eacute;rio&rdquo;, em contrafa&ccedil;&atilde;o ao minist&eacute;rio de Cristo, &agrave; semelhan&ccedil;a da segunda pessoa da verdadeira Trindade, teve tamb&eacute;m uma dura&ccedil;&atilde;o de &ldquo;tr&ecirc;s anos e meio&rdquo;, ou 1260 anos, ou ainda 42 meses prof&eacute;ticos (v. 5). O simbolismo b&iacute;blico n&atilde;o poderia ser mais expl&iacute;cito. O que vemos aqui &eacute; uma contrafa&ccedil;&atilde;o de Cristo, descrita n&atilde;o apenas em termos da posi&ccedil;&atilde;o de Jesus dentro da Trindade, como a &ldquo;imagem do Pai&rdquo;, mas tamb&eacute;m em termos da dura&ccedil;&atilde;o do seu minist&eacute;rio, de sua morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o drag&atilde;o &eacute; a contrafa&ccedil;&atilde;o de Deus, o Pai, e se a besta que sobe do mar &eacute; a contrafa&ccedil;&atilde;o de Deus, o Filho, ent&atilde;o a seq&uuml;&ecirc;ncia l&oacute;gica &eacute; a de que a besta que subiu da terra no verso 11 de Apocalipse 13 &eacute; a contrafa&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo. &ldquo;E vi subir da terra outra besta e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro e falava como&nbsp; drag&atilde;o.&rdquo; A palavra &ldquo;cordeiro&rdquo; aparece 29 vezes no Apocalipse, 28 das quais s&atilde;o refer&ecirc;ncias a Cristo. A outra refer&ecirc;ncia aparece aqui (Ap 13:11). Esta besta tamb&eacute;m &eacute; parecida com Cristo. No quarto evangelho, o Esp&iacute;rito Santo &eacute; chamado de&nbsp;<i>Par&aacute;kletos<\/i>, o Consolador. Em Jo&atilde;o 14:16, O Esp&iacute;rito Santo &eacute; chamado de &ldquo;outro Consolador&rdquo;. A obra do Esp&iacute;rito Santo &eacute; continuar a obra de Cristo na vida dos seus disc&iacute;pulos. No Apocalipse, esta besta que surge da terra, &eacute; semelhante a um cordeiro. &ldquo;Ela exerce todo o poder da primeira besta na sua presen&ccedil;a e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal foi curada&rdquo; (v. 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, como o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o fala de si, mas de Cristo (Jo 16:13), esta segunda besta, a contrafa&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, promove a primeira besta, age sob o seu poder e pelos seus interesses. &Eacute; evidente que o drag&atilde;o, a besta do mar e a besta da terra juntas s&atilde;o retratadas de maneira deliberada como uma contrafa&ccedil;&atilde;o &agrave; Trindade verdadeira. Ainda em Apocalipse 13:13 lemos desta besta que surgiu da terra: &ldquo;Tamb&eacute;m opera grandes sinais, de maneira que at&eacute; fogo do c&eacute;u faz descer &agrave; terra, diante dos homens.&rdquo; Foi o Esp&iacute;rito Santo quem trouxe fogo do C&eacute;u &agrave; terra, ungindo os disc&iacute;pulos no Pentecostes (At 2). O que vemos aqui, n&atilde;o &eacute; apenas uma contrafa&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, mas uma reencena&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio Pentecostes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os textos indicados neste pequeno sum&aacute;rio sugerem que haver&aacute; no final uma megaobra de contrafa&ccedil;&atilde;o e engano, que envergonha nossas ideias paroquiais sobre o que est&aacute; para sobrevir ao mundo. O verso 14 acrescenta palavras descritivas desse poder que simula o Esp&iacute;rito Santo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presen&ccedil;a da besta, dizendo aos que habitam na terra, que fizessem uma imagem &agrave; besta que recebera a ferida de espada e vivia. (&hellip;) E foi concedido que desse esp&iacute;rito &agrave; imagem da besta para que tamb&eacute;m a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que n&atilde;o adorassem a imagem da besta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os adventistas do s&eacute;timo dia, com um conhecimento b&aacute;sico do livro do Apocalipse, enquanto a primeira besta, que simula a segunda pessoa da Trindade, tem sido tradicionalmente identificada como a Igreja de Roma, a segunda, simulando o Esp&iacute;rito Santo, a terceira pessoa da Trindade b&iacute;blica, tem sido interpretada como o protestantismo moderno, com sua extraordin&aacute;ria &ecirc;nfase em milagres, prod&iacute;gios e dom de l&iacute;nguas, precisamente marcas da opera&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo e do Pentecostes. O quadro deste grande conflito final &eacute; completo, e ganha cores ainda mais vivas em Apocalipse 16:13 a 16:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E vi sair da boca do drag&atilde;o, da boca da besta e da boca do falso profeta, tr&ecirc;s esp&iacute;ritos imundos, semelhantes a r&atilde;s, porque eles s&atilde;o esp&iacute;ritos de dem&ocirc;nios operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajunt&aacute;-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui encontramos a mesma contrafa&ccedil;&atilde;o da trindade do Apocalipse 12 e 13. Os mesmos personagens, agora armados com tr&ecirc;s esp&iacute;ritos imundos, a contrapartida diab&oacute;lica dos tr&ecirc;s anjos do Apocalipse 14. Deve-se lembrar que no Apocalipse 14:6-9, temos o relato das tr&ecirc;s mensagens ang&eacute;licas. Em outras palavras, no final, o conflito c&oacute;smico ser&aacute; uma Trindade contra outra trindade, cada uma delas armada com tr&ecirc;s anjos, cada uma empenhada em sua proclama&ccedil;&atilde;o final. Cada grupo de anjos tem uma miss&atilde;o que envolve o mundo todo (Ap 14:6 e 16:14). O primeiro trio convoca o mundo todo a adorar ao Deus verdadeiro, o outro re&uacute;ne multid&otilde;es para o servi&ccedil;o da trindade falsa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O espa&ccedil;o n&atilde;o permite elabora&ccedil;&atilde;o mais ampliada do quadro apocal&iacute;ptico da crise dos s&eacute;culos. Mas as li&ccedil;&otilde;es s&atilde;o &oacute;bvias: como no caso dos dem&ocirc;nios dos dias de Cristo, que nunca falharam em reconhecer sua verdadeira identidade, Satan&aacute;s, como descrito no Apocalipse 13 a 16, reconhece Deus como uma Trindade, e &eacute; assim que organiza o seu &uacute;ltimo ataque para enganar a todo o mundo, se poss&iacute;vel &ldquo;at&eacute; os escolhidos&rdquo;, antes do fechamento da porta da gra&ccedil;a. O surpreendente &eacute; que como os fariseus dos dias de Cristo, que n&atilde;o o reconheceram, os antitrinitarianos adventistas, ao contr&aacute;rio dos pr&oacute;prios dem&ocirc;nios, n&atilde;o v&ecirc;em o ensino claro da Trindade, aquilo que at&eacute; o inimigo reconhece, e busca imitar. Como sabemos, o falso existe apenas em contrafa&ccedil;&atilde;o ao verdadeiro. Em outras palavras, n&atilde;o existe a falsifica&ccedil;&atilde;o daquilo que n&atilde;o existe. Assim, o falso, a contrafa&ccedil;&atilde;o, apenas d&atilde;o testemunho em favor da exist&ecirc;ncia do verdadeiro e genu&iacute;no.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclus&atilde;o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tentamos neste artigo sugerir, de forma abreviada, a amplitude e alcance da compreens&atilde;o de Ellen G. White quanto ao Esp&iacute;rito Santo e &agrave; Trindade. Tal complexidade de refer&ecirc;ncias e contextos, por si mesma, levanta uma s&eacute;ria advert&ecirc;ncia aos proponentes da no&ccedil;&atilde;o da &ldquo;adultera&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos seus escritos quanto a estes t&oacute;picos. A pr&oacute;pria forma difusa e assistem&aacute;tica das refer&ecirc;ncias com rela&ccedil;&atilde;o ao Esp&iacute;rito Santo, desacredita a fal&aacute;cia de que as cita&ccedil;&otilde;es claras foram &ldquo;temperadas&rdquo; pela Igreja e sua lideran&ccedil;a em per&iacute;odo posterior. Por outro lado, vimos que Ellen G. White rejeita qualquer tentativa de comprova&ccedil;&atilde;o sensorial para uma verdade da revela&ccedil;&atilde;o. Para a voz prof&eacute;tica ao remanescente, o Esp&iacute;rito Santo, como a pr&oacute;pria Divindade, envolve mist&eacute;rios n&atilde;o revelados, e isto n&atilde;o deveria vir como surpresa ao estudante humilde e despreconceituoso das Escrituras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, este artigo focalizou alguns aspectos da escatologia de Ellen G. White, em particular aqueles ligados &agrave; sua compreens&atilde;o do reavivamento, reforma e derramamento do Esp&iacute;rito Santo, que bem podemos classificar de&nbsp;<i>Pentecostes II<\/i>, eventos tipificados no Pentecostes registrado no livro de Atos. Em outras palavras, aquilo que foi testemunhado nas origens do Cristianismo, quando, &agrave; semelhan&ccedil;a do pr&oacute;prio minist&eacute;rio de Jesus, a igreja foi ungida com o Esp&iacute;rito Santo, ser&aacute; duplicado em escala infinitamente maior, no fechamento da obra do evangelho. Segundo Ellen G. White, &ldquo;&eacute; a uni&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo com o testemunho humano que haver&aacute; de advertir o mundo&rdquo;.80&nbsp;Para ela, na proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho eterno &eacute; o &ldquo;Esp&iacute;rito Santo quem d&aacute; autoridade &agrave; palavra da verdade&rdquo;.81Abrindo e fechando o arco de toda a hist&oacute;ria crist&atilde;, sob a ministra&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, ela observa:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqueles que creram em Cristo foram selados pelo Esp&iacute;rito Santo&hellip; Mais foram convertidos por um serm&atilde;o no dia do Pentecostes do que os que foram convertidos durante todos os anos do minist&eacute;rio de Cristo. Poderosamente Deus trabalhar&aacute; quando os homens e mulheres se entregarem sob o controle do Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta maneira, &ldquo;na obra que foi realizada no dia do Pentecostes, podemos ver o que ser&aacute; feito pelo exerc&iacute;cio da f&eacute;&rdquo;.82&nbsp;Portanto, como advertido pela pena prof&eacute;tica, n&atilde;o deveria ser uma surpresa a resist&ecirc;ncia ao Esp&iacute;rito Santo verificada hoje em alguns c&iacute;rculos de pretensos adventistas, pois Ele, o Esp&iacute;rito Santo, &eacute; precisamente o grande agente, ministro e mestre na conclus&atilde;o da obra do Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vis&atilde;o de Ellen G. White, o Esp&iacute;rito Santo &eacute;&nbsp;<i>essencial<\/i>&nbsp;para a consuma&ccedil;&atilde;o da obra da prega&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prega&ccedil;&atilde;o da Palavra n&atilde;o ser&aacute; de nenhum proveito sem a cont&iacute;nua presen&ccedil;a e ajuda do Esp&iacute;rito Santo.&nbsp;<i>Este &eacute; o &uacute;nico mestre eficaz da verdade divina&hellip;<\/i>&nbsp;A menos que o Esp&iacute;rito Santo impressione o cora&ccedil;&atilde;o com a verdade, alma alguma cair&aacute; sobre a Rocha e se despeda&ccedil;ar&aacute;.83<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A voz prof&eacute;tica ao povo do advento extrai ent&atilde;o uma poderosa li&ccedil;&atilde;o da manifesta&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito nos prim&oacute;rdios da Igreja, com implica&ccedil;&otilde;es para a finaliza&ccedil;&atilde;o de sua miss&atilde;o no tempo do fim: &ldquo;Antes de ser escrito um livro do Novo Testamento, antes de ser pregado qualquer serm&atilde;o depois da ascens&atilde;o de Cristo, o Esp&iacute;rito Santo desceu sobre os ap&oacute;stolos em ora&ccedil;&atilde;o.&rdquo;84&nbsp;O resultado, ela indica, veio dos pr&oacute;prios inimigos: &ldquo;Enchestes Jerusal&eacute;m desta vossa doutrina&rdquo;(At 5:28). Discutindo ent&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es para a manifesta&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo no fechamento da obra do evangelho, ela fala da necessidade da entrega da vida &agrave; dire&ccedil;&atilde;o e influ&ecirc;ncia do Esp&iacute;rito. Contudo, com palavras imersas em uma aura de tristeza ela conclui: &ldquo;Mas muitos n&atilde;o se submeter&atilde;o. Querem-se dirigir a si mesmos. E por isto n&atilde;o recebem o celeste dom.&rdquo;85<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, podemos, como indicado, concluir a exist&ecirc;ncia da verdade divina de duas formas: Primeiro aceitando suas evid&ecirc;ncias diretas, dispon&iacute;veis por meio da revela&ccedil;&atilde;o, ou, em segundo lugar, pela observa&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria simula&ccedil;&atilde;o e do falso, porque a contrafa&ccedil;&atilde;o &eacute; um testemunho eloquente em favor do verdadeiro. Em outras palavras, a exist&ecirc;ncia do falso claramente assinala a exist&ecirc;ncia do genu&iacute;no. Podemos crer na exist&ecirc;ncia do verdadeiro dom de profecia no final dos tempos, porque segundo Jesus, viriam falsos profetas. Falsos cristos testemunham em favor do verdadeiro Cristo. N&atilde;o houvesse o verdadeiro, n&atilde;o haveria o falso! Isto &eacute; verdade no reino das coisas pr&aacute;ticas da vida. Jamais ouviu-se falar de uma c&eacute;dula falsa de quinze reais, simplesmente porque n&atilde;o existe a verdadeira c&eacute;dula de quinze reais, mas a c&eacute;dula falsa de cinquenta reais testifica da realidade da equivalente verdadeira. Com a Trindade b&iacute;blica verificamos o mesmo quadro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curiosamente, contudo, como indicado, ao mesmo tempo em que o diabo tenta estabelecer uma contrafa&ccedil;&atilde;o travesti da Trindade b&iacute;blica e sua obra (Ap 14-16), confundindo as pessoas, duplicando, precisamente aquilo que nas Escrituras s&atilde;o os instrumentos do Esp&iacute;rito Santo: seus sinais e milagres. Ironicamente, mesmo fazendo descer &ldquo;fogo do c&eacute;u&rdquo;, s&iacute;mbolo do Pentecostes e do dom de l&iacute;nguas, esta mesma tentativa se converte, para os que querem ver, num claro testemunho em favor da verdadeira Trindade e do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<hr>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\">1<\/span>&nbsp;Todo o livro&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>, a despeito de seus aspectos hist&oacute;ricos, converge para temas de car&aacute;ter escatol&oacute;gico, no que consiste a &ecirc;nfase b&aacute;sica do volume.&nbsp; Ellen G. White,&nbsp;<i>O Grande Conflito&nbsp;<\/i>(Santo Andr&eacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1958).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\">2<\/span>&nbsp;Para uma boa introdu&ccedil;&atilde;o ao t&oacute;pico, veja P. Gerard Damsteegt<i>, Foudations of the Seventh-day Adventist Message and Mission&nbsp;<\/i>(Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans Publishing Company, 1977), 103-292.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\">3<\/span>&nbsp;Veja por exemplo, Tiago White,&nbsp;<i>Day Star<\/i>, June, 1845, 17; Ellen G. White [Ellen G. Harmon],&nbsp;<i>To The Remanent Scattered Abroad<\/i>, 23,&nbsp;<i>Early Writings of Ellen G. White<\/i>, 32, 47; Tiago White,&nbsp;<i>Present Truth<\/i>, Julho 1849, 1.Tiago White escreveu, que os adventistas &ldquo;devem ser a &uacute;ltima igreja; aqueles que vivem na &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o antes que Cristo venha. Os guardadores do s&aacute;bado entender&atilde;o quando eles forem perseguidos. O drag&atilde;o dever&aacute; fazer guerra contra o remanescente [Ap 12:17],&nbsp;<i>Signs<\/i>, 75-115, veja Damsteegt, 243. &ldquo;Os adventistas do s&eacute;timo dia&rdquo;, observa Ellen G. White, &ldquo;foram escohidos por Deus como um povo peculiar&hellip;. [foram feitos] representantes seus e chamados para serem embaixadores seus na derradeira obra de salva&ccedil;&atilde;o.&rdquo; Ellen G. White,&nbsp;<i>Testemunhos Seletos&nbsp;<\/i>(Santo Andr&eacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira,1956), 3: 140. Para os pioneiros adventistas, outros motivos escatol&oacute;gicos encontravam cumprimento no remanescente. Tais como Elias, o profeta do Antigo Testamento, cuja miss&atilde;o de restaura&ccedil;&atilde;o, em tempo de apostasia geral deveria encontrar uma miss&atilde;o paralela nos adventistas. &ldquo;Elias teve uma mensagem para o povo do seu tempo, muito semelhante &agrave; mensagem do terceiro anjo, a qual &eacute; dirigida &agrave; &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o da terra.&rdquo; Roswell F. Cottrel, &ldquo;Elijah the Tishbite&rdquo;,<i>&nbsp;Review and Herald<\/i>, 1 Outubro, 1861, 141. Ellen G. White tamb&eacute;m chamou a aten&ccedil;&atilde;o para o paralelo entre a miss&atilde;o de Jo&atilde;o Batista como um &ldquo;reformador&rdquo;, preparando o caminho para o primeiro advento, com a miss&atilde;o dos adventistas do s&eacute;timo dia. De Jo&atilde;o Batista afirma a voz prof&eacute;tica: &ldquo;Era ele um representante daqueles que estariam vivendo nos &uacute;ltimos dias, aos quais Deus confiara sagradas verdades para serem apresentadas perante o povo, a fim de preparar o caminho para o segundo aparecimento de Cristo.&rdquo; Ellen G. White,&nbsp;<i>Testemunhos para a Igreja,<\/i>(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002), 3:62. Deve-se obervar que tanto Elias como Jo&atilde;o Bartista foram profetas do Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\">4<\/span>&nbsp;Para Ellen White, &ldquo;o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o &eacute; limitado a algum s&eacute;culo ou era. Cristo declarou que a divina influ&ecirc;ncia do seu Esp&iacute;rito estaria com seus seguidores at&eacute; o fim. Desde o dia do Pentecostes at&eacute; o presente, o Confortador tem sido enviado a todos os que se rendem inteiramente ao Senhor e a seu servi&ccedil;o. A todos os que aceitam a Cristo como um Salvador pessoal, o Esp&iacute;rito Santo vem como consolador, santificador, guia e testemunha.&rdquo; Ellen G. White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>&nbsp;(Santo Andr&eacute;, SP: Casa Publicdora Brasileira, 1965), 49.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\">5<\/span>&nbsp;Ellen G. White, em outro contexto, observa que &ldquo;&hellip;o inimigo opera com todas as suas enganadoras energias para anular o efeito da profunda opera&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito de Deus no ser humano.&rdquo; Ellen G. White,&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas&nbsp;<\/i>(Santo Andr&eacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1966), 1:133. Para Ellen G. White, estes s&atilde;o os temas do nosso estudo: &ldquo;Cristo crucificado pelos nossos pecados, Cristo ressuscitado dentre os mortos, Cristo nossos intercessor perante Deus, e&nbsp;<i>intimamente relacionado com estes asssuntos acha-se a obra do Esp&iacute;rito Santo, o representante de Cristo, enviado com poder divino e dons para os homens<\/i>&rdquo; (Ellen G. White, Carta 86, 1895, citada em&nbsp;<i>Evangelismo<\/i>&nbsp;[Santo Andr&eacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1959], 187).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\">6<\/span>&nbsp;<i>Legacy of Light, CD-ROM&nbsp;<\/i>(Silver Spring, Maryland: The White Estate Inc.). De fato, para Ellen G. White, &ldquo;a opera&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, ao lado da encarna&ccedil;&atilde;o de Cristo, sua divindade, seu sacrif&iacute;cio&nbsp; e intercess&atilde;o no C&eacute;u, s&atilde;o temas vitais do Cristianismo, &ldquo;revelados desde o G&ecirc;nesis at&eacute; o Apocalipse&rdquo;. Ellen G. White<i>, Fundamentos da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;&nbsp;<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), 385.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\">7<\/span>&nbsp;Veja nesta edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia<\/i>&nbsp;Tim Poirier, &ldquo;As declara&ccedil;&otilde;es trinitarianas de Ellen G. White: o que Ela realmente escreveu?&rdquo; Com evid&ecirc;ncias al&eacute;m da d&uacute;vida razo&aacute;vel, Poirier desmantela a prec&aacute;ria teoria da &ldquo;adultera&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos textos cruciais de Ellen G. White quanto ao Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\">8<\/span>&nbsp;Veja as sofr&iacute;veis id&eacute;ias e argumentos de Jairo Carvalho analisadas em Alberto Timm, &ldquo;Resenha Cr&iacute;tica do Livro &lsquo;A Divindade&rsquo;&rdquo;, nesta edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\">9<\/span>&nbsp;Veja Poirier, Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\">10<\/span>&nbsp;Ellen G. White,<i>&nbsp;<\/i>&ldquo;O dom do Esp&iacute;rito&rdquo;, em&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>,<i>&nbsp;<\/i>&nbsp;47-56.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\">11<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, 54. A met&aacute;fora das chuvas&nbsp;<i>tempor&atilde;<\/i>&nbsp;e&nbsp;<i>ser&ocirc;dia<\/i>, representado dois distintos momentos do derramamento do Esp&iacute;rito Santo sobre sua Igreja, &eacute; extra&iacute;da do Antigo Testamento. O livro de Deuteron&ocirc;mio (Dt 11:13-14), introduz o ano agricultural da Palestina, dividido em dois segmentos: o tempo da semeadura, quando a primeira, a&nbsp;<i>chuva tempor&atilde;,<\/i>&nbsp;era vital para semente germinar e crescer e, posteriormeente, a vinda da segunda, a&nbsp;<i>chuva ser&ocirc;dia<\/i>, que enchia os gr&atilde;os, preparando-os para a colheita. A aplica&ccedil;&atilde;o espiritual destes dois per&iacute;odos de chuvas, identificados como dom do Esp&iacute;rito Santo, &eacute; mais tarde encontrado principalmente nos profetas menores (cf. Os 6:3, Zc 10:1). Veja o cap&iacute;tulo &ldquo;Early and Latter Rain&rdquo; George Rice e Neal C. Wilson em&nbsp;<i>The Power of the Spirit<\/i>&nbsp;(Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, Hagerston, 1991), 22-29.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\">12<\/span>&nbsp;Para detalhada discuss&atilde;o sobre o Paracletos no evangelho joanino, veja Amin A. Rodor, &ldquo;O Esp&iacute;rito-<i>Par&aacute;kletos<\/i>&nbsp;no quarto evangelho&rdquo;, em&nbsp;<i>Parousia<\/i>, ano 4, n&ordm; 2 (2o&nbsp;&nbsp;Semestre de 2005), 53-68. Como claramente indicado no evangelho segundo Jo&atilde;o, o Esp&iacute;rito n&atilde;o &eacute; o Pai, pois &eacute; o Pai quem o envia, e ningu&eacute;m envia-se a si mesmo. O&nbsp;<i>par&aacute;kletos,<\/i>&nbsp;por outro lado, n&atilde;o &eacute; Jesus, pois &eacute; Jesus quem roga ao Pai que&nbsp; envie o &ldquo;outro (<i>allos<\/i>)&nbsp;<i>par&aacute;kleto<\/i>&rdquo;, al&eacute;m do fato de que o&nbsp;<i>par&aacute;kletos<\/i>&nbsp;d&aacute; testemunho a respeito de Jesus e relembra o que Ele ensinou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\">13<\/span>&nbsp;White<i>, Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, 47.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\">14<\/span>&nbsp;Ibid, 51.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\">15<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\">16<\/span>&nbsp;Friedrich D. Schleiermacher,&nbsp;<i>The Christian Faith&nbsp;<\/i>(T &amp; T Clark, Edinburgh, 1889), 144.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\">17<\/span>&nbsp;Ibid., 529. Para Schleiermarcher, o ponto de partida da dogm&aacute;tica &eacute; a auto-consci&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo (p. 501). A dogm&aacute;tica, em outras palavras, &eacute; um exame e articula&ccedil;&atilde;o na esfera da vida interior, da piedade crist&atilde; (Ibid., 428, 485). Neste aspecto, contudo, como reconhecido pelo pr&oacute;prio Barth, Schleiermacher, foi absolutamente coerente com o seu sistema; Veja K. Barth,&nbsp;<i>Theology and Church<\/i>&nbsp;(Londres: SCM, 1962), 181.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\">18<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, 51.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\">19<\/span>&nbsp;Ibid., 52<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\">20<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\">21<\/span>&nbsp;Este charlatanismo na &aacute;rea da teologia, seria inaceit&aacute;vel em qualquer outra ci&ecirc;ncia. E aqui cabe uma palavra de desmistifica&ccedil;&atilde;o. Os &ldquo;curiosos&rdquo; em teologia e seus pat&eacute;ticos defensores, como pr&aacute;tica comum de seus arremedos, em verdadeiras apologias da ignor&acirc;ncia, tentam desqualificar os te&oacute;logos. Como na c&eacute;lebre f&aacute;bula da raposa e das uvas, que s&atilde;o caracterizadas de &ldquo;verdes&rdquo;, precisamente por estarem fora do alcance, estes &ldquo;aprendizes de feiticeiro&rdquo; sugerem que o estudo de teologia &eacute; praticamente desnecess&aacute;rio, sen&atilde;o at&eacute; mesmo um obst&aacute;culo na busca da verdade. Desta maneira eles buscam eliminar o que deveria testar suas barafundas teol&oacute;gicas.&nbsp; E como, em geral, os te&oacute;logos n&atilde;o fazem uma defesa pr&oacute;pria, o embuste passa sem ser desafiado. Da mesma forma que ningu&eacute;m precisa ser m&eacute;dico para viver com sa&uacute;de, &eacute; evidente que ningu&eacute;m precisa ser te&oacute;logo para conhecer a vontade de Deus para a salva&ccedil;&atilde;o. Contudo, como para praticar a medicina &eacute; necess&aacute;rio treino formal em anatomia, biologia, patologias, e uma infinidade de &aacute;reas correlatas; da mesma forma,&nbsp; para se discutir teologia como uma ci&ecirc;ncia, &eacute; necess&aacute;rio mais que mero entusiasmo.&nbsp; &Eacute; certo que, muitas vezes, os te&oacute;logos s&atilde;o respons&aacute;veis pela fama que ganharam, de discutirem abstra&ccedil;&otilde;es. Mas, a resposta &agrave; m&aacute; teologia, n&atilde;o &eacute; a n&atilde;o-teologia, ou abrir-se as portas para charlat&atilde;es despreparados, discutirem o que n&atilde;o entendem e chegarem a conclus&otilde;es estapaf&uacute;rdias. O pior &eacute; que mesmo quando seus erros s&atilde;o claramente indicados, como no caso de Ricardo Nicotra (veja Alberto Timm, avalia&ccedil;&atilde;o de Ricardo Nicotra, &ldquo;Resenha Critica do Livro&nbsp;<i>Eu e o Pai Somos Um<\/i>,&nbsp;<i>Parousia<\/i>, ano 4, n&ordm; 2 (2o&nbsp;&nbsp;Semestre de 2005), 69-93, eles continuam buscando cortinas de fuma&ccedil;a para &ldquo;explicar&rdquo; o que continua sem qualquer explica&ccedil;&atilde;o. Se na medicina, a charlatanice trata de perigos evidentes &ndash; e por isto mesmo &eacute; que deve ser seriamente combatida &ndash;, em teologia a quest&atilde;o &eacute; muito mais crucial, por tratar de quest&otilde;es eternas. Teologia &eacute; algo muito s&eacute;rio para ser deixado ao crit&eacute;rio de curiosos, que se aventuram a divulgar incoer&ecirc;ncias, barafundas mal elaboradas e inconsistentemente defendidas, sob uma capa de falsa&nbsp; piedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\">22<\/span>&nbsp;Martin Luther,&nbsp;<i>Bondage of the Will, Selection from his Early Writings<\/i>, editado por John Dillenberger (Doubleday &amp; Company, New York, NY, 1961), 191.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\">23<\/span>&nbsp;Jo&atilde;o Calvino,&nbsp;<i>Institutas da Religi&atilde;o Crist&atilde;<\/i>, I.iii.3. Para Calvino &eacute; totalmente desnecess&aacute;rio preocupar-se com o&nbsp;<i>quid&nbsp;<\/i>(quem &eacute; Deus em sua ess&ecirc;ncia), quando o nosso interesse pr&aacute;tico &eacute; no&nbsp;<i>qualis&nbsp;<\/i>(seus atributos). Calvino insiste que Deus n&atilde;o pode ser conhecido perfeitamente. Embora possamos conhecer algo do seu ser, para o homen endurecido, corrompido por ignor&acirc;ncia e mal&iacute;cia, este conhecimento ser&aacute; sempre a&nbsp;<i>posteriori<\/i>, ou sempre posterior &agrave; revela&ccedil;&atilde;o (ibid., I.iv).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\">24<\/span>&nbsp;Para uma introdu&ccedil;&atilde;o ao pensamento de &Aacute;rio, veja Justo L. Gonz&aacute;lez,&nbsp;<i>A History of Christian Thought<\/i>&nbsp;(Abingdon Press, Nashville, TN: 1970),&nbsp; 268-278. &Aacute;rio iniciava com um monote&iacute;smo absoluto, de acordo com o qual o Filho n&atilde;o podia ser uma parte da subst&acirc;ncia do Pai. Ele n&atilde;o podia tamb&eacute;m ser sem in&iacute;cio, pois isto o faria irm&atilde;o do Pai, n&atilde;o um Filho. Portanto, o Filho foi criado pelo Pai. Veja tamb&eacute;m Aloys Grillmeier,&nbsp;<i>Christ in Christian Tradition<\/i>&nbsp;(New York, NY: Sheed &amp; Ward, 1965), 189-192.&nbsp; Assim como tantos outros, &Aacute;rio, a partir de suas id&eacute;ias, &ldquo;decidiu&rdquo; o que Deus pode ou n&atilde;o ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\">25<\/span>&nbsp;Veja Gonzalez, Ibid., 133.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-26\">26<\/span>&nbsp;Para uma discuss&atilde;o sobre os ebionitas, veja tamb&eacute;m Gonzalez, Ibid., 125-128.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\">27<\/span>&nbsp;Veja Justo L. Gonz&aacute;lez e Zaida M. P&eacute;rez,&nbsp;<i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Teologia Crist&atilde;<\/i>&nbsp;(Santo Andr&eacute;, SP: Editora Academia Crist&atilde; Ltda. 2006), 18 e 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\">28<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>&nbsp;, 52.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\">29<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\">30<\/span>&nbsp;Ibid., 52 e 53.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\">31<\/span>&nbsp;Ibid., 53.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\">32<\/span>&nbsp;Ibid., 55.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\">33<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\">34<\/span>&nbsp;Ibid., 56.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-35\">35<\/span>&nbsp;Ibid., 39. Para Ellen G. White, &ldquo;a apar&ecirc;ncia de fogo significa o z&ecirc;lo fervente com que os ap&oacute;stolos trabalhariam, e o poder que assistiria sua obra&rdquo;. Ibid.&nbsp; Nas Escrituras, o fogo &eacute; associado com a presen&ccedil;a de Deus. Assim, um perfeito s&iacute;mbolo do Esp&iacute;rito Santo, que ilumina, aquece, purifica e transforma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-36\">36<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, 40.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-37\">37<\/span>&nbsp;Ibid., 50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-38\">38<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Mensagens Escolhi<\/i>das (Santo Andr&eacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1966), 1: 130.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-39\">39<\/span>&nbsp;Ibid., 131.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-40\">40<\/span>&nbsp;Gerhard Pfandl, &ldquo;A escatologia de Ellen White&rdquo; em&nbsp;<i>O Futuro<\/i>, Alberto R. Timm, Amin A. Rodor, Vanderlei Dorneles, eds. (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, Centro Universit&aacute;rio Adventista de S&atilde;o Paulo,&nbsp; 2004), 311-326<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-41\">41<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>O Grande Conflito,&nbsp;<\/i>&nbsp;611<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-42\">42<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicdora Brasileira, 2000), 121.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-43\">43<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, 1:121. Ellen White coloca tal antecipa&ccedil;&atilde;o do despertamente da igreja no terreno da revela&ccedil;&atilde;o especial. &ldquo;Em vis&otilde;es da noite, passsaram perante mim representa&ccedil;&otilde;es de um grande movimento de reforma entre o povo de Deus&hellip; Um esp&iacute;rito de intercess&atilde;o tal como se manifestou antes do grande dia de Pentecostes&hellip; Cora&ccedil;&otilde;es foram convencidos pelo poder do Esp&iacute;rito Santo, e manifestava-se um esp&iacute;rito de genu&iacute;na convers&atilde;o.&rdquo; Ellen G. White,&nbsp;<i>Testemunhos&nbsp; Para a Igreja<\/i>, (Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 9: 126.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-44\">44<\/span>&nbsp;White,&nbsp;&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, 1: 121.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-45\">45<\/span>&nbsp;Ibid.; veja tamb&eacute;m&nbsp; Ellen G. White,&nbsp;<i>Testemunhos Para a Igreja&nbsp;<\/i>(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira), 7: 285.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-46\">46<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Servi&ccedil;o Crist&atilde;o<\/i>, 42. A mesma id&eacute;ia &eacute; repetida em&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, 1: 128: &ldquo;Precisa haver um reavivamento e uma reforma sob a ministra&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-47\">47<\/span>&nbsp;White<i>, Servi&ccedil;o Crist&atilde;o<\/i>, 42.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-48\">48<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, 1: 121.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-49\">49<\/span>&nbsp;Ibidem. Ela observa: &ldquo;&Eacute; chegado o tempo para que uma reforma completa aconte&ccedil;a. Quando esta reforma iniciar, o esp&iacute;rito de ora&ccedil;&atilde;o atuar&aacute; em cada crente e banir&aacute; da Igreja o esp&iacute;rito de disc&oacute;rdia e conflito&rdquo; (<i>Testemunhos Para a Igreja,&nbsp;<\/i>&nbsp;8: 251;&nbsp;<i>Servi&ccedil;o Crist&atilde;o<\/i>, 142).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-50\">50<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, 1: 126.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-51\">51<\/span>&nbsp;Ibid., 124.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-52\">52<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Testemunhos Para a Igreja<\/i>, 5: 292;&nbsp; tamb&eacute;m 2: 103.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-53\">53<\/span>&nbsp;Ibid., 5: 291 e 2: 103. Em outro contexto White observa: &ldquo;Quando o poder de Deus testifica daquilo que &eacute; a verdade, essa verdade deve permanecer para sempre como a verdade. N&atilde;o devem ser agasalhadas nenhumas suposi&ccedil;&otilde;es posteriores contr&aacute;rias ao esclarecimento que Deus proporcionou. Surgir&atilde;o homens com interpreta&ccedil;&otilde;es das Escrituras que para eles s&atilde;o verdade, mas que n&atilde;o s&atilde;o de Deus. Deu-nos Deus a verdade para este tempo como um fundamento para nossa f&eacute;. Ele pr&oacute;prio nos ensinou o que &eacute; a verdade. Aparecer&aacute; um e ainda outro com a nova ilumina&ccedil;&atilde;o que contradiz aquela que foi dada por Deus sob a demonstra&ccedil;&atilde;o de Seu Santo Esp&iacute;rito.&rdquo; White,&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, 1: 161.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-54\">54<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Testemunhos Para a Igreja<\/i>, 5: 291.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-55\">55<\/span>&nbsp;Michel Green,&nbsp;<i>I Believe in the Holy Spirit<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans Publishing Co., 1977), 58.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-56\">56<\/span>&nbsp;Ibid., 59.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-57\">57<\/span>&nbsp;O Esp&iacute;rito Santo no livro de Atos representa um dos mais fortes obst&aacute;culos &agrave;s id&eacute;ias antitrinitarianas. Al&eacute;m de suas manifesta&ccedil;&otilde;es nos cap&iacute;tulos iniciais, em Atos 5:3-4, num paralelismo sin&ocirc;nimo direto, o Esp&iacute;rito Santo &eacute; Deus. Pode-se tentar o Esp&iacute;rito Santo: &ldquo;Mentistes ao Esp&iacute;rito Santo&hellip; mentistes a Deus&rdquo; (At 5:3,4). Pessoas s&atilde;o ditas estarem sob sua influ&ecirc;ncia (At 9:17); Ele oferece consola&ccedil;&atilde;o (At&nbsp; 9:31); as pessoas recebem o Esp&iacute;rito Santo (At 8:17; 10:47); Ele fala (At 8:29); Ele arrebata (At 8:39). Em Atos 16:6, o Esp&iacute;rito Santo impede Paulo e seus acompanhantes de &ldquo;anunciar a palavra na &Aacute;sia&rdquo;, ou ir para a &ldquo;Bit&iacute;nia&rdquo;(v. 7), porque o plano era outro (cf. v. 9-12). Em Atos 19:2, a ignor&acirc;ncia dos disc&iacute;pulos de &Eacute;feso quanto ao Esp&iacute;rito Santo: &ldquo;N&oacute;s nem ainda ouvimos que haja Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, fortemente sugere sua exist&ecirc;ncia pessoal. Ellen G. White comenta a ignor&acirc;ncia dos crist&atilde;os de &Eacute;feso com uma aplica&ccedil;&atilde;o pertinente: &ldquo;H&aacute; muitos hoje em dia t&atilde;o ignorantes da obra do Esp&iacute;rito Santo sobre o cora&ccedil;&atilde;o quanto o eram os crentes de &Eacute;feso;&nbsp;<i>n&atilde;o h&aacute;, entretanto, verdade mais claramente ensinada na Palavra de Deus<\/i>&rdquo; (<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, 284). Ela passa ent&atilde;o a indicar que al&eacute;m dos ensinos dos profetas e ap&oacute;stolos quanto ao Esp&iacute;rito Santo, &ldquo;Cristo mesmo chama a nossa aten&ccedil;&atilde;o para o crescimento do mundo vegetal, como uma ilustra&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o do seu Esp&iacute;rito no suster a vida espiritual&hellip;&rdquo; Ela acrescenta: &ldquo;o poder vitalizante do Esp&iacute;rito Santo&hellip; permeia a alma, renova os motivos e afei&ccedil;&otilde;es e leva os pr&oacute;prios pensamentos &agrave; obedi&ecirc;ncia da vontade de Deus, capacitando o que recebe a produzir os preciosos frutos de obras santas. O&nbsp;<i>Autor<\/i>&nbsp;desta vida espiritual &eacute; invis&iacute;vel, e o m&eacute;todo exato pelo qual &eacute; esta vida repartida e mantida est&aacute; al&eacute;m da capacidade da filosofia humana explicar&rdquo;( Ibid.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-58\">58<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, 54, 55; cf. Joel 2:28,29.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-59\">59<\/span>&nbsp;Para uma valiosa discuss&atilde;o sobre a pessoa e a&ccedil;&otilde;es do Esp&iacute;rito Santo no Pentecostes, veja F.F. Bruce,&nbsp;<i>The New International Commentary on the New Testament: The Book of the Acts<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: William Eerdmans Publishing Companhy, 1980),&nbsp; 28-94; veja ainda Hendrikus Berkhof,&nbsp;<i>The Doctrine of the Holy Espirit&nbsp;<\/i>&nbsp;(Atlanta, GA: John Knox Press, 1977), 30-65.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-60\">60<\/span>&nbsp;Como em geral observado, as na&ccedil;&otilde;es aqui descritas, sugerem a presen&ccedil;a em Jerusal&eacute;m de representantes dos quatro&nbsp; pontos cardeais, um s&iacute;mbolo da amplitude do avan&ccedil;o e alcance do Evangelho (F.F. Bruce, ibid., 56-64).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-61\">61<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, 54, 55.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-62\">62<\/span>&nbsp;White<i>, Primeiros Escritos<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP, 2003), 86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-63\">63<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Seventh-day Adventist Commentary<\/i>&nbsp;(Hagerstown, MD., Review and Herald Publishing Association, 1980), 7: 984.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-64\">64<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>, 611.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-65\">65<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, 50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-66\">66<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Evangelismo<\/i>, 701. Ver tamb&eacute;m&nbsp;<i>Testemunhos Para a Igreja,&nbsp;<\/i>(Tatu&iacute;, SP.:Casa Publicadora Brasileira, 2006), 8:20; ver tamb&eacute;m&nbsp;<i>Servi&ccedil;o Crist&atilde;o<\/i>, 250.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-67\">67<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Testemunhos<\/i>, 8: 20;&nbsp;&nbsp;<i>Servi&ccedil;o Crist&atilde;o<\/i>, 250.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-68\">68<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es&nbsp;<\/i>(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), 396.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-69\">69<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus,&nbsp;<\/i>&nbsp;411.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-70\">70<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Testemunho para Ministros<\/i>,&nbsp; 508. Em seu&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus<\/i>, 121, Ellen White observa que &ldquo;o Esp&iacute;rito aguarda nosso pedido e recep&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-71\">71<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Testemunhos Para Ministros<\/i>, 507-508.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-72\">72<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, 50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-73\">73<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Servi&ccedil;o Crist&atilde;o<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004) 252. Iniciando com a p&aacute;gina 250, Ellen G. White dedica todo um cap&iacute;tulo de&nbsp;<i>Servi&ccedil;o Crist&atilde;o<\/i>, para tratar do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-74\">74<\/span>&nbsp;Ibid., 253.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-75\">75<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 396.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-76\">76<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Servi&ccedil;o Crist&atilde;o<\/i>, 254. Nesta mesma p&aacute;gina ela oberva que Deus poderosamente pode &ldquo;operar quando os homens se entregam &agrave; dire&ccedil;&atilde;o do seu Esp&iacute;rito.&rdquo; Com antecipa&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica ela observa: &ldquo;Logo ocorrer&atilde;o mudan&ccedil;as peculiares e r&aacute;pidas, e o povo de Deus ser&aacute; revestido do Esp&iacute;rito Santo, de forma que, com sabedoria celeste, enfrente as emerg&ecirc;ncias desta &eacute;poca e neutralize ao m&aacute;ximo poss&iacute;vel a influ&ecirc;ncia desmoralizadora do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-77\">77<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos,<\/i>&nbsp;21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-78\">78<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 61.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-79\">79<\/span>&nbsp;Valtair A. Miranda, &ldquo;A cristologia dos dem&ocirc;nios.&rdquo; Em&nbsp;<i>Vox Scripturaae<\/i>, Volume X; N&uacute;mero 1, Dezembro de 2000, 3-18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-80\">80<\/span>&nbsp;White, em Seventh-day Adventist Commen-tary, 6: 1053.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-81\">81<\/span>&nbsp;Ibid., 1055.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-82\">82<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-83\">83<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 396.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-84\">84<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-85\">85<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo:&nbsp;Este artigo analisa a compreens&atilde;o escatol&oacute;gica de Ellen G. 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