{"id":3715,"date":"2017-04-04T11:46:14","date_gmt":"2017-04-04T14:46:14","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=3715"},"modified":"2017-04-04T16:21:43","modified_gmt":"2017-04-04T19:21:43","slug":"trindade-sem-misterio-e-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/trindade-sem-misterio-e-ii\/","title":{"rendered":"A Trindade sem Mist\u00e9rio I e II"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h1>A Trindade sem Mist&eacute;rio &ndash; I<\/h1>\n<p align=\"right\"><i>Alberto Ronald Timm<\/i><\/p>\n<p>(Apesar do autor n&atilde;o concordar com o titulo, ele foi mantido por quest&otilde;es de originalidade)<\/p>\n<p>Em contraste com a filosofia grega, cuja base repousa no conhecimento de si mesmo, o Cristianismo tem como fundamento o conhecimento de Deus. Esse conhecimento &eacute; o &ldquo;principio da sabedoria&rdquo; (Prov. 9:1) e a condi&ccedil;&atilde;o para a &ldquo;vida eterna&rdquo; (Jo&atilde;o 17:3). Somente atrav&eacute;s da revela&ccedil;&atilde;o divina, conforme expressa em Sua Palavra, poderemos chegar a uma correta compreens&atilde;o de Deus. Entretanto, ao estudarmos a respeito de Deus n&atilde;o nos devemos olvidar de que estamos em terreno sagrado.<\/p>\n<p>Muito embora a palavra &ldquo;Trindade&rdquo; n&atilde;o se encontre na B&iacute;blia, a ideia por ela expressa &eacute; uma das verdades fundamentais das Escrituras. Na B&iacute;blia, as prerrogativas divinas s&atilde;o atribu&iacute;das a tr&ecirc;s pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo. Todos os demais conceitos teol&oacute;gicos s&atilde;o afetados direta ou indiretamente pela no&ccedil;&atilde;o que tivermos dessa doutrina.<\/p>\n<h2>Evid&ecirc;ncia da Trindade no Antigo Testamento<\/h2>\n<p>Ainda que o Antigo Testamento n&atilde;o apresente provas t&atilde;o claras para a doutrina da Trindade quanto &agrave;s do Novo Testamento, nele podem ser encontradas grande n&uacute;mero de evid&ecirc;ncias que atestam a exist&ecirc;ncia de uma pluralidade na Divindade<b>.<\/b><\/p>\n<p>Em G&ecirc;nesis 1, o nome hebraico para Deus &eacute; <i>Elohim<\/i>. Esse nome ocorre ao todo cerca de 2.500 vezes no Antigo Testamento, sendo ele a forma plural de <i>El<\/i>, que &eacute; o nome comum para Deus entre os semitas. Para alguns, o fato de <i>Elohim <\/i>ser um nome plural n&atilde;o prova a Trindade, mas apenas indica &ldquo;a riqueza e a plenitude do Ser Divino&rdquo;.<sup>1 <\/sup>Por&eacute;m A. H. Strong nos adverte que &ldquo;o fato de <i>Elohim <\/i>ser algumas vezes usado num sentido restrito, como aplic&aacute;vel ao Filho (Sal. 45:6; cf. Heb. 1:8), n&atilde;o nos deve impedir de crer que o termo era originalmente considerado como contendo uma alus&atilde;o a certa pluralidade na natureza divina&rdquo;.<sup>2<\/sup> E Jo&atilde;o 1:1-3 lan&ccedil;a luz sobre o fato de que o Pai e o Filho estavam unidos na obra da Cria&ccedil;&atilde;o do mundo, e em G&ecirc;nesis 1:2 temos o Esp&iacute;rito Santo tamb&eacute;m envolvido nessa obra.<\/p>\n<p>No Antigo Testamento, encontramos ainda refer&ecirc;ncias nas quais Deus fala de Si mesmo no plural, como por exemplo: &ldquo;<i>Fa&ccedil;amos <\/i>o homem &agrave; <i>nossa <\/i>imagem, conforme a nossa semelhan&ccedil;a&rdquo; (G&ecirc;n. 1:26). H&aacute; quem interprete o plural como incluindo os anjos, &ldquo;mas qualquer infer&ecirc;ncia de que outros tenham tomado parte em nossa cria&ccedil;&atilde;o &eacute; completamente alheia ao cap&iacute;tulo como um todo e ao desafio presente em Isa&iacute;as 40:14: &lsquo;Com quem tomou Ele conselho?&rsquo; Trata-se antes do plural de plenitude, que &hellip; haveria de ser revelado como tri-unidade, nos posteriores &lsquo;n&oacute;s&rsquo; e &lsquo;nossa&rsquo; de S&atilde;o Jo&atilde;o 14:23 (com 14:17)&rdquo;.<sup>3<\/sup> Encontramos, portanto, na peculiar fraseologia de G&ecirc;nesis 1:26 &ldquo;uma alus&atilde;o a um sublime <i>conc&iacute;lio <\/i>entre as pessoas da Divindade&rdquo;.<sup>4<\/sup> (Ver tamb&eacute;m G&ecirc;nesis 3:22; 11:7; Isa. 6:8.).<\/p>\n<p>Outra evid&ecirc;ncia importante encontramos nos textos que se referem &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es do &ldquo;Anjo do Senhor&rdquo; (G&ecirc;n. 16:7-13; 18:1-13; 19:1-28; 22:11-16; 31:11-13; etc.), os quais apresentam &ldquo;uma indica&ccedil;&atilde;o de distin&ccedil;&otilde;es pessoais em Deus&rdquo;.<sup>5<\/sup> Em Malaquias 3:1 e Atos 7:35-38 o &ldquo;Anjo do Senhor&rdquo; &eacute; identificado como sendo Cristo, o Filho de Deus, que em G&ecirc;nesis 31:11-13 &eacute; declarado ser Deus. Portanto, &ldquo;exatamente como &lsquo;o Esp&iacute;rito de Deus&rsquo; era uma express&atilde;o veterotestament&aacute;ria aguardando seu esclarecimento completo no Pentecostes, assim &lsquo;o Anjo do Senhor&rsquo;, como express&atilde;o referente ao pr&oacute;prio Senhor, ganha significado somente &agrave; luz dAquele &lsquo;que o Pai&hellip; enviou ao mundo&rsquo;, o Filho preexistente&rdquo;.<sup>6<\/sup><\/p>\n<p>Segundo John Bright, &ldquo;a religi&atilde;o de Israel n&atilde;o se fundamentava em proposi&ccedil;&otilde;es teol&oacute;gicas abstratas, mas na mem&oacute;ria de uma experi&ecirc;ncia hist&oacute;rica interpretada e correspondida&hellip; Israel acreditava que Iahweh, seu Deus, o havia livrado do Egito pelo poder de Sua onipot&ecirc;ncia e que, mediante uma alian&ccedil;a o havia constitu&iacute;do Seu povo&rdquo;<sup>.7<\/sup> Entretanto, mesmo nas profecias messi&acirc;nicas encontramos ind&iacute;cios de uma pluralidade na Divindade. Em Isa&iacute;as 9:6 o Messias &eacute; chamado &ldquo;Deus Forte, Pai da Eternidade&rdquo;, e no Salmo 45:6 e 7 o &ldquo;Ungido de Deus&rdquo; &eacute; dito ser Deus, &agrave; semelhan&ccedil;a dAquele que O ungiu. No Salmo 33:4-6 e em Prov&eacute;rbios 8:12-31, aparecem a &ldquo;Palavra&rdquo; e a &ldquo;Sabedoria&rdquo; de Deus sendo personificadas como uma antecipa&ccedil;&atilde;o ao &ldquo;Verbo&rdquo; de Deus de S&atilde;o Jo&atilde;o 1:1-14.<\/p>\n<p>J&aacute; em Isa&iacute;as 48:16 aparece uma distinta refer&ecirc;ncia &agrave; Trindade: &ldquo;Agora o Senhor Deus (o Pai) Me enviou a Mim (o Filho) e o Seu Esp&iacute;rito (o Esp&iacute;rito Santo).&rdquo; H&aacute; tamb&eacute;m quem considere as palavras do rei Nabucodonosor, encontradas em Daniel 2:47, como uma refer&ecirc;ncia &agrave; trindade: &ldquo;Certamente, o vosso Deus &eacute; Deus dos deuses (o Pai), e o Senhor dos reis (o Filho), e o Revelador dos mist&eacute;rios (o Esp&iacute;rito Santo)&rdquo;. Portanto, reconhecemos que &ldquo;o Velho Testamento cont&eacute;m uma clara antecipa&ccedil;&atilde;o da plena revela&ccedil;&atilde;o da Trindade no Novo Testamento&rdquo;.<sup>8<\/sup><\/p>\n<h2>A Trindade no Novo Testamento<\/h2>\n<p>Uma vez que a revela&ccedil;&atilde;o da verdade &eacute; progressiva, encontramos no Novo Testamento provas concretas da doutrina da Trindade, que lan&ccedil;am luz sobre as evid&ecirc;ncias encontradas no Antigo Testamento. O cumprimento das profecias messi&acirc;nicas e a promessa do Esp&iacute;rito Santo s&atilde;o sumamente elucidativas para a compreens&atilde;o deste tema.<\/p>\n<p>Na promessa feita pelo anjo a respeito do nascimento de Jesus, encontramos uma refer&ecirc;ncia distinta aos membros da Trindade (Luc. 1:35), que viria a tornar-se ainda mais not&oacute;ria por ocasi&atilde;o do Seu batismo. Nessa ocasi&atilde;o, o Filho de Deus foi batizado, o Esp&iacute;rito Santo desceu sobre Ele em forma corp&oacute;rea como uma pomba, e o Pai falou: &ldquo;Este &eacute; o Meu Filho amado, em quem Me comprazo&rdquo; (Mat. 3:16 e 17; Mar. 1:10 e 11; Luc. 3:21 e 22; Jo&atilde;o 1:32 e 33).<\/p>\n<p>Os ensinos de Cristo s&atilde;o igualmente de natureza a enfatizar essa distin&ccedil;&atilde;o. Na promessa do esp&iacute;rito Santo, Ele fala a respeito de &ldquo;<i>outro <\/i>Consolador&rdquo; (Jo&atilde;o 14:16 e 26), e todos os que viessem a crer deveriam tamb&eacute;m ser batizados &ldquo;em nome do Pai e do Filho e do Esp&iacute;rito Santo&rdquo; (Mat. 28:19).<\/p>\n<p>Igualmente na b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica aparece novamente referida a Trindade: &ldquo;A gra&ccedil;a do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunh&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo sejam com todos v&oacute;s&rdquo; (II Cor. 13:13). O ap&oacute;stolo S&atilde;o Pedro inicia a sua primeira ep&iacute;stola com uma clara refer&ecirc;ncia &agrave; Trindade (I Ped. 1:2), e em S&atilde;o Judas 20 e 21 ela tamb&eacute;m &eacute; mencionada.<\/p>\n<p>Portanto o Novo Testamento reconhece o <i>Pai <\/i>como Deus (Jo&atilde;o 6:27, Ef&eacute;. 6:23; I Pedro 1:2; etc.), a <i>Jesus Cristo <\/i>como Deus (Jo&atilde;o 1:1 e 18; 20:28; Rom. 9:5; Col. 2:2 e 9; Tito 2:13; Heb. 1:8; I Jo&atilde;o 5:20; etc.), e ao <i>Esp&iacute;rito Santo <\/i>como Deus (Atos 5:3 e 4; I Cor. 2:10 e 11; I Cor. 3:16; etc.).<\/p>\n<h2>A Distin&ccedil;&atilde;o Entre os Membros da Trindade<\/h2>\n<p>Muito embora a express&atilde;o &ldquo;porque tr&ecirc;s s&atilde;o os que testificam no c&eacute;u: o Pai, a Palavra, e o Esp&iacute;rito Santo; e estes tr&ecirc;s s&atilde;o um&rdquo;, que algumas vers&otilde;es da B&iacute;blia trazem em I S&atilde;o Jo&atilde;o 5:7 e 8, provavelmente n&atilde;o fazia parte do original e tenha sido acrescentada posteriormente,<sup>9<\/sup> isto n&atilde;o invalida em nada a doutrina b&iacute;blica da Trindade. Alegar que o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo s&atilde;o simplesmente tr&ecirc;s aspectos diferentes de um &uacute;nico Ser Divino Se manifestar, &eacute; confundir o conceito b&iacute;blico a respeito. Se assim fosse, a quem Jesus Cristo estaria Se dirigindo ao orar ao Pai? Por que ent&atilde;o deveriam ser mencionados separadamente os membros da Trindade tanto na f&oacute;rmula do batismo (Mat. 28:19), como na b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica (II Cor. 13:13) e em outros textos? A B&iacute;blia n&atilde;o apenas reclama natureza espiritual para os membros da Trindade, como tamb&eacute;m personalidades distintas entre o Pai, o Filho, e o Esp&iacute;rito Santo. Isto &eacute; claro n&atilde;o apenas nas caracter&iacute;sticas pessoais atribu&iacute;das aos tr&ecirc;s, como tamb&eacute;m no fato de o Pai ter enviado o Filho (Jo&atilde;o 14:24; 20:21) e o Pai e o Filho enviarem o Esp&iacute;rito Santo (Jo&atilde;o 14:16 e 26; 16:7). Alguns t&ecirc;m tido d&uacute;vidas quanto ao Esp&iacute;rito Santo, imaginando ser Ele apenas um poder despersonalizado proveniente de Deus; por&eacute;m os ensinos de Cristo n&atilde;o deixam d&uacute;vidas a esse respeito. Ao prometer o Esp&iacute;rito Santo, Ele disse: &ldquo;Conv&eacute;m-vos que Eu v&aacute;, porque se Eu n&atilde;o for, o Consolador n&atilde;o vir&aacute; para v&oacute;s outros; se, por&eacute;m, Eu for, eu vo-lo enviarei&rdquo; (Jo&atilde;o 16:7). A palavra &ldquo;Consolador&rdquo; &eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o do termo grego <i>Paracleto<\/i>, que em S&atilde;o Jo&atilde;o 14:26 &eacute; identificado como sendo o Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p>De acordo com James Robertson, &ldquo;do ensino de Jesus, n&atilde;o resta a menor d&uacute;vida que o outro <i>Paracleto <\/i>&eacute; uma <i>pessoa<\/i>. A cada passo, Jesus fala desta maneira: &lsquo;Ele vos ensinar&aacute; todas as coisas&rsquo;; &lsquo;Ele Me glorificar&aacute;&rsquo;. Personalidade est&aacute; implicada no t&iacute;tulo &lsquo;Paracleto&rsquo;, o qual, em algumas vers&otilde;es, &eacute; traduzido impropriamente &ldquo;Confortador&rdquo;. A palavra significa &lsquo;um que &eacute; chamado para ficar ao nosso lado, especialmente em ocasi&otilde;es de dificuldade e conflito&rsquo;. &Eacute;, portanto, a palavra que designa um advogado, e &eacute; assim usada a respeito de Jesus mesmo, em I Jo&atilde;o 2:1, onde lemos: &lsquo;N&oacute;s temos um <i>Paracleto <\/i>(advogado) com o Pai, Jesus Cristo, o justo.&rsquo; &ldquo;Est&aacute; implicada tamb&eacute;m, no ensino de Jesus, que o outro <i>Paracleto <\/i>&eacute; uma pessoa <i>divina<\/i>. Jesus n&atilde;o poderia dizer que era melhor que Ele fosse, se o Seu substituto fosse menos do que divino. Nem poderia ter dito que &lsquo;ao que disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe ser&aacute; perdoado; por&eacute;m, ao lhe falar contra o Esp&iacute;rito Santo, n&atilde;o lhe ser&aacute; perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro&rsquo; (Mat. 12:32). Tamb&eacute;m n&atilde;o poderia ter juntado &lsquo;o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo&rsquo;, como faz na f&oacute;rmula do batismo (Mat. 28:19), se todos os tr&ecirc;s n&atilde;o fossem divinos&rdquo;.<sup>10<\/sup><\/p>\n<p>Portanto, a doutrina da Trindade n&atilde;o est&aacute; baseada em especula&ccedil;&otilde;es e conjeturas humanas, mas na pr&oacute;pria Revela&ccedil;&atilde;o Divina &ndash; a Sua Palavra. Por&eacute;m, uma vez que tenhamos compreendido a distin&ccedil;&atilde;o que a B&iacute;blia estabelece entre as pessoas da Trindade, deveremos tamb&eacute;m analisar o relacionamento existente entre o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<hr>\n<h3>&nbsp;Refer&ecirc;ncias:<\/h3>\n<p><b>1. <\/b>Herman Bavinck, <i>The Doctrine of God. <\/i>(Edinburg: The Banner of Truth Trust, 1979), p. 256.<\/p>\n<p><b>2. <\/b>Augustus H. Strong, <i>Systematic Theology<\/i>. (Valley Forge: Judson Press, 1979), p. 318.<\/p>\n<p><b>3. <\/b>Derek Kidner, <i>Gen&ecirc;sis &ndash; Introdu&ccedil;&atilde;o e Coment&aacute;rio<\/i>. (S&atilde;o Paulo: Editora Mundo Crist&atilde;o, 1979), pp. 48 e 49.<\/p>\n<p><b>4. <\/b><i>The Pulpit Commentary<\/i>. (Gran Rapids:Wm. B. Eerdmans Publ. Co., 1975), vol. 1, The Book of Genesis, p.&nbsp;29.<\/p>\n<p><b>5. <\/b>Louis Berkhof, <i>Systematic Theology<\/i>. (Edinburg: The Banner of Truth Trust, 1976), p. 86.<\/p>\n<p><b>6. <\/b>Kidner. <i>op. cit<\/i>., p. 32.<\/p>\n<p><b>7. <\/b>Jonh Bright, <i>Hist&oacute;ria de Israel<\/i>. (S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Paulinas, 1978), p. 190.<\/p>\n<p><b>8. <\/b>Berkhof. <i>op. cit<\/i>., p. 86.<\/p>\n<p><b>9. <\/b>Bruce M. Metzger, <i>A Textual Commentary on the Greek New Testament<\/i>. (London: United Bible Societies,<\/p>\n<p>1975), pp. 715-717.<\/p>\n<p><b>10. <\/b>James Robertson, <i>Ensinos de Jesus<\/i>. (S&atilde;o Paulo: Uni&atilde;o Cultural Editora Ltda., 1952), pp. 146 e 147.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>A Trindade sem Mist&eacute;rio &ndash; II<\/h1>\n<p align=\"right\"><i>Alberto Ronald Timm<\/i><\/p>\n<p><i>&nbsp;<\/i>Uma vez que a B&iacute;blia atribui as prerrogativas divinas tanto ao Pai quanto ao Filho e ao Esp&iacute;rito Santo, passaremos a analisar, &agrave; luz da Palavra de Deus, o relacionamento existente entre os membros da Trindade. Este aspecto &eacute; muito importante, porque dele depender&aacute; os demais conceitos da teologia crist&atilde;, os quais s&atilde;o por ele afetados.<\/p>\n<p>Para uma correta compreens&atilde;o a respeito, deveremos fazer a distin&ccedil;&atilde;o entre a unidade essencial e a subordina&ccedil;&atilde;o funcional existente entre o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo; isto &eacute;, entre o modo divino de existir e a maneira funcional como tem sido revelado atrav&eacute;s da Cria&ccedil;&atilde;o e da Reden&ccedil;&atilde;o. Confundir esses dois aspectos distintos, levar-nos-ia a conclus&otilde;es totalmente distorcidas a respeito da doutrina de Deus.<\/p>\n<h2><b>&nbsp;<\/b>A Unidade Essencial da Trindade<\/h2>\n<p>Vimos anteriormente que a B&iacute;blia reconhece as prerrogativas divinas a tr&ecirc;s personalidades distintas. Por&eacute;m, isto n&atilde;o sanciona de forma alguma uma id&eacute;ia <i>trite&iacute;sta <\/i>de Deus; ou seja, que a B&iacute;blia reconhe&ccedil;a tr&ecirc;s deuses diferentes como formando a Divindade. Esta esp&eacute;cie de polite&iacute;smo &eacute; totalmente contr&aacute;ria ao pensamento b&iacute;blico. A religi&atilde;o b&iacute;blica &eacute; essencialmente <i>monote&iacute;sta<\/i>. J&aacute; na promulga&ccedil;&atilde;o do dec&aacute;logo aparecem as palavras: &ldquo;Eu sou o Senhor teu Deus&hellip; N&atilde;o ter&aacute;s outros deuses diante de Mim&rdquo; (&Ecirc;xo. 20:2 e ). Tamb&eacute;m a religi&atilde;o judaica tinha por fundamento o texto de Deuteron&ocirc;mio 6:4: &ldquo;Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus &eacute; o &uacute;nico Senhor&rdquo;. Igualmente o ap&oacute;stolo S&atilde;o Paulo fala que &ldquo;h&aacute; um s&oacute; Deus&rdquo; (I Cor. 8:6). Esses e outros textos nos deixam claro o fato de que existe uma unidade essencial entre os membros da Trindade. O Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo s&atilde;o tr&ecirc;s pessoas distintas que formam um s&oacute; Deus, e n&atilde;o tr&ecirc;s deuses.<\/p>\n<p>Nesse sentido &eacute; que Jesus disse: &ldquo;Eu e o Pai somos um&rdquo; (Jo&atilde;o 10:30; cf. Jo&atilde;o 17:21 e 22). &Eacute; por isso que a respeito de Cristo pode ser dito que desde o principio Ele &ldquo;estava com Deus, e &hellip; era Deus&rdquo; (Jo&atilde;o 1:1), que Ele &eacute; &ldquo;igual a Deus&rdquo; (Filip. 2:6), pois &ldquo;nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade&rdquo; (Col. 2:9), sendo Ele &ldquo;Deus Forte, Pai da Eternidade&rdquo; (Isa. 9:6).<\/p>\n<p>Mesmo o t&iacute;tulo &ldquo;Filho&rdquo; ao ser aplicado a Cristo n&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo de inferioridade, mas sim de igualdade com o Pai. Ele significa que o Filho participa da mesma natureza do Seu Pai. Foi por essa raz&atilde;o que os judeus acusaram a Jesus de blasf&ecirc;mia, ao chamar a Deus de &ldquo;Meu Pai&rdquo; (Jo&atilde;o 5:17 e 18). &Eacute; importante considerarmos ainda que a palavra &ldquo;Filho&rdquo; &eacute; sempre empregada para Cristo no contexto da Encarna&ccedil;&atilde;o, e nunca encontraremos men&ccedil;&atilde;o a um&nbsp;&ldquo;Filho Eterno&rdquo;. <sup>1<\/sup><\/p>\n<p>Por sua vez, n&atilde;o apenas o fato de o Esp&iacute;rito Santo ser chamado de o &ldquo;outro consolador&rdquo; (&ldquo;Paracleto&rdquo;, Jo&atilde;o 14:16; etc.) e o &ldquo;Esp&iacute;rito de Deus&rdquo; (Rom. 8:9; I Cor. 3:16; etc.) atesta Sua natureza divina, como tamb&eacute;m o fato de a Ele serem atribu&iacute;das todas as caracter&iacute;sticas divinas. Isto &eacute; especialmente enfatizado em I Cor. 2:10 e 11, onde lemos: &ldquo;Mas Deus no-lo revelou pelo Esp&iacute;rito; porque o Esp&iacute;rito a todas as coisas perscruta, at&eacute; mesmo as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, sen&atilde;o o seu pr&oacute;prio esp&iacute;rito que nele est&aacute;? Assim as coisas de Deus ningu&eacute;m as conhece, sen&atilde;o o Esp&iacute;rito de Deus&rdquo;. Neste caso, &ldquo;<i>perscruta <\/i>n&atilde;o significa que o Esp&iacute;rito perscrute com vistas a obter informa&ccedil;&atilde;o. Antes, &eacute; um modo de dizer que Ele penetra todas as coisas. N&atilde;o h&aacute; nada que esteja al&eacute;m do Seu conhecimento. Em particular, Paulo especifica as <i>profundezas <\/i>de Deus&hellip; N&atilde;o se pode contestar que esta passagem atribui plena divindade ao Esp&iacute;rito&hellip; Porque o Esp&iacute;rito que revela &eacute; verdadeiramente Deus, o que Ele revela &eacute; a verdade de Deus&rdquo;.<sup>2<\/sup> Portanto&nbsp;n&atilde;o podemos negar a unidade essencial existente entre o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo, os quais formam um s&oacute; Deus (Tri-unidade).<\/p>\n<h2>A Subordina&ccedil;&atilde;o Funcional da Trindade<\/h2>\n<p>A B&iacute;blia menciona a Trindade envolvida tanto na Cria&ccedil;&atilde;o (G&ecirc;n. 1:1 e 2; Jo&atilde;o 1:1-3 e 10; Heb. 1:1-3; J&oacute; 33:4; etc.), como na Reden&ccedil;&atilde;o (Heb. 9:14; I Pedro 1:2; etc.). Para n&atilde;o incorrer em problemas teol&oacute;gicos, devemos ter em mente que a B&iacute;blia &eacute; a revela&ccedil;&atilde;o de Deus aos homens no contexto da hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;, e que o seu objetivo primordial n&atilde;o &eacute; elucidar o &ldquo;Ser&rdquo; essencial de Deus. Portanto a chave para a compreens&atilde;o da revela&ccedil;&atilde;o de Deus encontra-se no &ldquo;mist&eacute;rio da encarna&ccedil;&atilde;o&rdquo;; isto &eacute;, que Cristo, sendo Deus no mais alto sentido da palavra, &ldquo;a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhan&ccedil;a de homens&rdquo; (Filip. 2:5-8). Nesse contexto encontraremos o Pai, o Filho e o Esp&iacute;rito Santo assumindo fun&ccedil;&otilde;es diferentes que poder&atilde;o ser interpretadas como uma aparente &ldquo;hierarquia&rdquo; na Trindade, mas que n&atilde;o alteram a ess&ecirc;ncia da natureza divina. Veremos, assim, o Filho dizendo que &ldquo;o Pai &eacute; maior do que Eu&rdquo; (Jo&atilde;o 14:28), que &ldquo;o Filho nada pode fazer de Si mesmo&rdquo; (Jo&atilde;o 5:19), e tamb&eacute;m p&ocirc;r-Se de joelhos e orar ao Pai (Luc. 22:41 e 42). Mas n&atilde;o devemos nos esquecer que Ele tamb&eacute;m orou: &ldquo;Eu Te glorificarei na Terra, consumando a obra que Me confiaste para fazer; e agora, glorifica-Me, &oacute; Pai, contigo mesmo, com a gl&oacute;ria que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo&rdquo; (Jo&atilde;o 17:4 e 5), e que ap&oacute;s a Sua humilha&ccedil;&atilde;o Ele reassumiu toda a plenitude da Sua Divindade (Col. 2:9; cf. Filip. 2:9-11).<\/p>\n<p>Alguns t&ecirc;m procurado ver nos t&iacute;tulos &ldquo;unig&ecirc;nito&rdquo; e &ldquo;primog&ecirc;nito&rdquo; evid&ecirc;ncias de que o Filho tenha sido gerado pelo Pai antes da cria&ccedil;&atilde;o do mundo; isto &eacute;, que Ele foi a primeira cria&ccedil;&atilde;o do Pai. Mas isso &eacute; decorrente de uma profunda ignor&acirc;ncia do significado desses termos. A palavra traduzida por &ldquo;unig&ecirc;nito&rdquo; (Jo&atilde;o 1:14 e 18; 3:16 e 18; I Jo&atilde;o 4:9) &eacute; o termo grego <i>monogeneses<\/i>. Por algum tempo cria-se erroneamente que esse termo significava &ldquo;&uacute;nico gerado&rdquo;; por&eacute;m o certo &eacute; que <i>monogeneses <\/i>&eacute; derivado de <i>geneos<\/i>, que significa &ldquo;esp&eacute;cie&rdquo; ou &ldquo;condi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, e n&atilde;o de <i>gennao<\/i>, que significa &ldquo;gerar&rdquo;.<sup>3 <\/sup>A prova para isso encontra-se no fato de <i>monogeneses <\/i>ser escrito com um &ldquo;n&rdquo; apenas, e n&atilde;o com dois.<sup>4<\/sup>Assim o termo grego <i>monogeneses <\/i>n&atilde;o subentende nada mais do que &ldquo;&uacute;nico&rdquo; ou &ldquo;solit&aacute;rio&rdquo;.<sup>5<\/sup> Ao ser esse termo aplicado em rela&ccedil;&atilde;o ao &ldquo;Filho de Deus&rdquo;, deixa claro que Jesus &eacute; &ldquo;o &uacute;nico em Sua classe&rdquo;.<sup>6<\/sup>A B&iacute;blia de Jerusal&eacute;m est&aacute; correta ao traduzir o referido termo por &ldquo;Filho &uacute;nico&rdquo; em S&atilde;o Jo&atilde;o 3:16. Portanto, isso significa que Jesus desfruta de um relacionamento &uacute;nico e especial com o Pai. A prova para tal &eacute; &ldquo;o fato de que Jesus jamais fala de Deus como &lsquo;nosso Pai&rsquo; de modo a colocar-Se no mesmo relacionamento com Deus que Seus disc&iacute;pulos&rdquo;. <sup>7<\/sup> (Ver Jo&atilde;o 20:17).<\/p>\n<p>Cabe mencionar ainda que o termo <i>monogenesis <\/i>&eacute; usado em Hebreus 11:17 em rela&ccedil;&atilde;o a Isaque, que realmente n&atilde;o era o &ldquo;&uacute;nico gerado&rdquo; por Abra&atilde;o, e sim o seu filho predileto.<sup>8 <\/sup>Igualmente a palavra &ldquo;primog&ecirc;nito&rdquo; (Col. 1:15-18), traduzida do termo grego <i>prototokos<\/i>, &eacute; usada no relacionamento de Cristo com o Pai, &ldquo;expressando a Sua prioridade e preemin&ecirc;ncia sobre a cria&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o no sentido de ter sido o primeiro a nascer&rdquo;. <sup>9 <\/sup>Esse sentido de distin&ccedil;&atilde;o aparece tamb&eacute;m em Deuteron&ocirc;mio 21:15-17. &eacute; igualmente nesse sentido que Davi, sendo o filho mais novo de Jess&eacute;, &eacute; chamado de primog&ecirc;nito (Sal. 89:20-27; cf. I Sam. 16:10-12), bem como Jac&oacute; (&Ecirc;xo. 4:21 e 22; cf. G&ecirc;n. 25:25 e 26) e Efraim (Jer. 31:9; cf. G&ecirc;n. 41:50-52). Ao ser Ele chamado de &ldquo;o princ&iacute;pio (grego <i>arche<\/i>) da cria&ccedil;&atilde;o de Deus&rdquo; (Apoc. 3:1), isso n&atilde;o se refere a Cristo no sentido <i>passivo <\/i>de que no princ&iacute;pio Ele fora criado por Deus, mas no sentido <i>ativo <\/i>de que Cristo &eacute; a Origem, a Fonte e o Princ&iacute;pio ativo atrav&eacute;s do qual a cria&ccedil;&atilde;o veio &agrave; exist&ecirc;ncia (cf. Jo&atilde;o 1:1-3 e 10; Heb. 1:2; Col. 1:15-18). Se Cristo realmente fora criado na Eternidade, ent&atilde;o Ele jamais poderia ter sido chamado &ldquo;Deus Forte, Pai da Eternidade&rdquo; (Isa. 9:6). Mas, pelo contr&aacute;rio, Jo&atilde;o afirma que &ldquo;o Verbo era Deus&rdquo; (Jo&atilde;o 1:1). &ldquo;Nada mais eminente poderia ser dito. Tudo o que pode ser dito a respeito de Deus, pode apropriadamente ser dito a respeito do Verbo&rdquo;.<sup>10<\/sup><\/p>\n<h2>Um Minist&eacute;rio a Ser Aceito Pela F&eacute;<\/h2>\n<p>Talvez a raz&atilde;o pudesse nos levar a crer na Unidade de Deus; por&eacute;m somente a revela&ccedil;&atilde;o pode nos desvendar o mist&eacute;rio da Trindade de Deus.<sup>11<\/sup> Pode parecer dif&iacute;cil para a mente humana conviver com o fato de Deus ser tr&ecirc;s pessoas distintas e ainda assim continuar sendo apenas um Deus, e n&atilde;o tr&ecirc;s deuses. A B&iacute;blia apenas estabelece esse fato, mas n&atilde;o apresenta maiores detalhes de como isso pode ser explicado. Portanto, assim como &ldquo;pela f&eacute; entendemos que foi o Universo formado pela palavra de Deus&rdquo; (Heb. 11:3), igualmente pela f&eacute; precisamos aceitar a maneira como Deus Se revelou a n&oacute;s atrav&eacute;s da Sua Palavra, sem entrarmos em especula&ccedil;&otilde;es (Deut. 29:29).<\/p>\n<p>Provavelmente n&atilde;o avaliaremos a import&acirc;ncia da doutrina da Trindade enquanto n&atilde;o compreendermos o que seria a teologia crist&atilde; sem ela. A. H. Strong nos esclarece o fato de que &ldquo;se n&atilde;o h&aacute; Trindade, Cristo n&atilde;o &eacute; Deus, e n&atilde;o pode conhecer ou revelar perfeitamente a Deus. O cristianismo n&atilde;o &eacute; mais a &uacute;nica e final revela&ccedil;&atilde;o; por&eacute;m apenas um dos muitos sistemas conflitantes e competitivos, cada um dos quais tem as suas por&ccedil;&otilde;es de verdade, mas tamb&eacute;m as suas por&ccedil;&otilde;es de erro. O mesmo com respeito ao Esp&iacute;rito Santo. &lsquo;Como Deus pode apenas ser revelado atrav&eacute;s de Deus, assim tamb&eacute;m Ele pode apenas ser apropriado atrav&eacute;s de Deus. Se o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o &eacute; Deus, ent&atilde;o o amor e a auto-comunica&ccedil;&atilde;o de Deus para a alma humana n&atilde;o s&atilde;o uma realidade.&rsquo; Em outras palavras, sem a doutrina da Trindade n&oacute;s recuamos a uma mera religi&atilde;o natural e ao afastado e distante Deus do de&iacute;smo&hellip;&rdquo;<sup>12<\/sup><\/p>\n<p>Entretanto, de acordo com Edwin R. Thiele, &ldquo;o quadro b&iacute;blico de Deus n&atilde;o &eacute; de um singular ser supremo sozinho consigo mesmo, anti-social, solit&aacute;rio e afastado. Deus &eacute; amor, e o amor anela companheirismo. Certamente Deus poderia conversar com os homens ou os anjos; por&eacute;m mesmo Deus necessitaria de companheirismo e associa&ccedil;&atilde;o com algu&eacute;m igual, que pudesse pensar como Ele. E assim Deus comunga com Deus, compartilhando e levando a efeito planos em comum acordo&rdquo;.<sup>13<\/sup> E neste contexto tornam-se mais claras as refer&ecirc;ncias a planos sendo tra&ccedil;ados no pr&oacute;prio seio da Divindade (G&ecirc;n. 1:26; 11:7; Isa. 6:8; etc).<\/p>\n<p>Portanto, mantenhamos firme a profunda convic&ccedil;&atilde;o de que o Pai muito nos ama (Jo&atilde;o 3:16), que Jesus Cristo, ap&oacute;s haver oferecido Sua vida por n&oacute;s, permanece como o nosso Advogado junto ao Pai (I Jo&atilde;o 2:1) e que o Esp&iacute;rito Santo est&aacute; conosco para nos assistir em nossas fraquezas (Rom. 8:26). E, no dizer do ap&oacute;stolo S&atilde;o Paulo, que &ldquo;a gra&ccedil;a do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunh&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo sejam com todos v&oacute;s&rdquo; (II Cor. 13:13).<\/p>\n<hr>\n<p><b>Refer&ecirc;ncias:<\/b><\/p>\n<p><em id=\"__mceDel\"><b>1. <\/b>Guillermo N. Clarke, <i>Bosquejo de Teologia Cristiana<\/i>. (Buenos Aires: Compa&ntilde;ia de Publicidade Liter&aacute;ria &ldquo;La Aurora&rdquo;, s.d.), p. 181.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>2. <\/b>Leon Morris, <i>I Cor&iacute;ntios &ndash; Introdu&ccedil;&atilde;o e Coment&aacute;rio<\/i>. (S&atilde;o Paulo: Editora Mundo Crist&atilde;o, 1981), p. 46.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>3. <\/b>George E. Ladd, <i>A Theology of the New Testament<\/i>. (Grnad Rapids: Wm. B. Eerdmans Publ. Co.,1977), p. 247.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>4. <\/b>Leon Morris, <i>The Gospel According to John<\/i>. (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publ. Co., 1979), p. 105, nota de rodap&eacute;.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>5. <\/b><i>Ibid<\/i>.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>6. <\/b>Ladd. <i>op. cit<\/i>., p. 247.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>7. <\/b><i>Ibid<\/i>.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>8. <\/b>Para um estudo mais detalhado sobre a palavra <i>monogenes<\/i>, veja o artigo intitulado &ldquo;O &Uacute;nico Filho de Deus&rdquo; de autoria de Dale Moddy em: Raul Dederen. <i>Cristologia<\/i>. (S&atilde;o Paulo: Instituto Adventista de Ensino, 1984), pp. 11-26.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>9.<\/b>W. E. Vine, <i>Expository Dictionary of New Testament Words<\/i>. (London: Oliphants, 1979), vol. II, p. 104.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>10. <\/b>Morris <i>The Gospel According to John<\/i>, p. 76.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>11. <\/b>Augustus H. Strong, <i>Systematic Theology<\/i>. (Valley Forge: Judson Press, 1979), p. 304.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>12. <\/b><i>Ibid<\/i>., p. 349.<br>\n<\/em><em id=\"__mceDel\"><b>13. <\/b>Edwin R. Thiele, <i>Knowing God<\/i>. (Nashville: Southern Publ. Ass., 1979), p. 28.<\/em><\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Trindade sem Mist&eacute;rio &ndash; I Alberto Ronald Timm (Apesar do autor n&atilde;o concordar com o titulo, ele foi mantido por quest&otilde;es de originalidade) Em contraste com a filosofia grega, cuja base repousa no conhecimento de si mesmo, o Cristianismo tem como fundamento o conhecimento de Deus. 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