{"id":4209,"date":"2017-05-12T11:03:02","date_gmt":"2017-05-12T14:03:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=4209"},"modified":"2017-05-12T11:03:02","modified_gmt":"2017-05-12T14:03:02","slug":"reflexoes-sobre-ira-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/reflexoes-sobre-ira-de-deus\/","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es sobre a Ira de Deus"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><address style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/deptos.adventistas.org\/ministerial\/portal-pastor\/pt\/Materiais\/sabado\/3%20-%20Tim%20Crosby%20-%20Deus%20Fica%20Irado%20-%20Does%20God%20Get%20Angry.pdf\" target=\"_blank\">baixe o artigo em pdf aqui<\/a><\/address>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Deus Fica Irado? <\/strong><\/h3>\n<p><strong>Tim Crosby <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Como isto se relaciona com o car&aacute;ter de Deus? Pr&oacute;ximo ao tempo de Cristo alguns fil&oacute;sofos chegaram &agrave; conclus&atilde;o que Deus, em Sua perfei&ccedil;&atilde;o absoluta, n&atilde;o &eacute; sujeito &agrave;s paix&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es humanas. Ele n&atilde;o experimenta afli&ccedil;&atilde;o, excita&ccedil;&atilde;o, amor ou ira. Filo, um Judeu Helen&iacute;stico que viveu no tempo de Cristo, escreveu: &ldquo;Alguns &hellip; assumem que o Existente sente raiva e ira, ao passo que Ele n&atilde;o &eacute; absolutamente suscept&iacute;vel a qualquer emo&ccedil;&atilde;o. Visto que a ansiedade &eacute; peculiar &agrave; fraqueza humana.&rdquo;1<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Sabemos melhor, porque sabemos que Jesus experimentou emo&ccedil;&otilde;es verdadeiramente humanas. E Ele disse: &ldquo;Quem me v&ecirc;, v&ecirc; o Pai&rdquo; (Jo 14:9*). A Escritura ensina que Deus sofre com Seus filhos: &ldquo;Em toda a afli&ccedil;&atilde;o do seu povo ele tamb&eacute;m se afligiu&rdquo; (Is 63:9). O meigo amor de Deus excede aquele da m&atilde;e mais devotada: &ldquo;&lsquo;N&atilde;o &eacute; Efraim o meu filho querido? O filho em quem tenho prazer? Cada vez que eu falo sobre Efraim, mais intensamente me lembro dele. Por isso, com ansiedade o tenho em meu cora&ccedil;&atilde;o; tenho por ele grande compaix&atilde;o,&rsquo; declara o Senhor.&rdquo; (Jr 31:20).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Entretanto, uma varia&ccedil;&atilde;o estranhamente tentadora da ideia de que Deus n&atilde;o tem emo&ccedil;&atilde;o est&aacute; ganhando terreno hoje e &eacute; amplamente aceita entre Crist&atilde;os. &Eacute; a cren&ccedil;a que Deus n&atilde;o fica irado.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A teologia moderna tende a enfatizar o amor de Deus a expensas de sua santidade. Ela super enfatiza o fato que Seu amor &eacute; incondicional (ignorando passagens tais como Jo&atilde;o 15:10-14: &ldquo;Se voc&ecirc;s obedecerem aos meus mandamentos, permanecer&atilde;o no meu amor&hellip; Voc&ecirc;s ser&atilde;o meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno&rdquo;) e tendem a despersonalizar o conceito de retribui&ccedil;&atilde;o. O universo, &eacute; dito, &eacute; como um fio eletrizado que queima automaticamente aqueles que assumem um relacionamento errado com ele. Mas, como C. S. Lewis aponta, aqueles que substituem uma figura de um fio eletrizado pela de uma Divindade ofendida n&atilde;o perceberam que nos privaram de toda esperan&ccedil;a, pois uma Divindade ofendida pode perdoar, mas um fio eletrizado n&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Existe, de fato, uma grande por&ccedil;&atilde;o de verdade na ideia do &ldquo;fio eletrizado.&rdquo; A Escritura ensina que o mal traz sua pr&oacute;pria recompensa (Os 13:9; Jr 6:19; Pv 26:27; 28:6, 10; Sl 34:21; 37:14, 15). A puni&ccedil;&atilde;o do &iacute;mpio por Deus muitas vezes consiste em abandon&aacute;-lo &agrave; sua impiedade (Rm 1:24-28; Sl 81:12; At 7:42) para colher seus terr&iacute;veis resultados. Mesmo quando a B&iacute;blia fala de Deus destruindo, a destrui&ccedil;&atilde;o muitas vezes &eacute; na verdade obra de ex&eacute;rcitos estrangeiros ou de homens maus (Jr 33: 4, 5). Em 1 Cr&ocirc;nicas 10:14 nos &eacute; dito que por causa da transgress&atilde;o de Saul, o Senhor &ldquo;o matou&rdquo; (RSV), contudo o verso 4 diz que Saul &ldquo;pegou sua pr&oacute;pria espada, e se lan&ccedil;ou sobre ela&rdquo; (RSV). A ideia de retribui&ccedil;&atilde;o como um processo natural poderia ainda ser apoiada por aqueles textos que falam de semeadura e colheita (Pv 22:8; Os 10:13; Gl 6:7-9; J&oacute; 4:8). Por&eacute;m estes textos dificilmente implicam que a condena&ccedil;&atilde;o &eacute; um resultado natural de nossos atos maus de algum modo mais do que eles implicam que a salva&ccedil;&atilde;o &eacute; um resultado natural de nossas boas obras.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Embora a retribui&ccedil;&atilde;o de Deus seja muitas vezes indireta, existe tamb&eacute;m testemunho escritur&iacute;stico esmagador para a vingan&ccedil;a ativa, direta de Deus. Aquelas passagens fundamentais do Velho Testamento que definem o car&aacute;ter de Deus afirmam que Ele &eacute; extremamente bondoso, amoroso, perdoador, e extremamente zeloso em punir e vingar (&Ecirc;x 20:5; 34:6, 7; Dt 7:9, 10). Os autores da Escritura de qualquer modo n&atilde;o v&ecirc;m dificuldade, nem evitam apresentar a vingan&ccedil;a de Deus como um aspecto saliente do Seu car&aacute;ter (Dt 32: 41-43; Sl 94:1; Is 1:24; Ez 7:8, 9; Mq 5:15; Na 1:2ss.)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ah, mas isto &eacute; o Velho Testamento! N&oacute;s n&atilde;o encontramos um quadro diferente no Novo?<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;N&atilde;o. A mesma &ecirc;nfase dual &eacute; repetida no Novo Testamento: Deus salva e destr&oacute;i (Tg 4:12). &Eacute; nos dito para considerarmos &ldquo;a bondade e a Severidade de Deus&rdquo; (Rm 11:22, RSV). Uma das figuras mais intensas da vingan&ccedil;a de Deus &eacute; encontrada em Apocalipse 19:11-21 &ndash; e isto &eacute; um retrato do Filho! O mesmo Testamento que diz &ldquo;Deus e amor&rdquo; tamb&eacute;m diz que &ldquo;Deus &eacute; um fogo consumidor.&rdquo; Ele &eacute; o vingador (Rm 12:19; Hb 10:30). At&eacute; mesmo Jesus ficou irado (Mc 3:5; compare com Ap 6:16). Ele 2 destruiu a figueira e expulsou os ladr&otilde;es do Templo (Mc 11:12-17). Jesus tamb&eacute;m falou da ira de Deus (Jo 3:36); e retratou Deus como um rei que punia e destru&iacute;a implacavelmente o impenitente (Mt 18:34, 35; 22:7; Lc 12:46; 19:27). Desse modo a ira divina &eacute; claramente ensinada tanto no Novo Testamento como no Velho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Indigna&ccedil;&atilde;o Justa <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;De fato, a ira humana &eacute; muitas vezes estimulada em demasia pelo orgulho ferido; tornamo-nos petulantes e vingativos; perdemos o controle. A ira de Deus n&atilde;o &eacute; assim. Mas existe uma indigna&ccedil;&atilde;o justa que n&atilde;o &eacute; apenas leg&iacute;tima mas essencial. Imagine dois indiv&iacute;duos que observam um grupo de assassinos atormentando uma v&iacute;tima desamparada. Um dos observadores encolhe seus ombros e vai embora, enquanto o outro se ira e interv&eacute;m vigorosamente. Qual de eles &eacute; justo: o calmo ou o irado.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A ira &eacute; uma emo&ccedil;&atilde;o que um homem justo sente quando confrontado com a injusti&ccedil;a (veja Jz 9:30; 2 Sm 12:5; Ne 5:6; &Ecirc;x 32:19; At 17:16). Amar o bem &eacute; odiar o mal que &eacute; antag&ocirc;nico a ele (Hb 1:9); portanto a ira e o amor s&atilde;o dois lados diferentes da mesma moeda. Talvez seja por isso que &eacute; Jo&atilde;o, o ap&oacute;stolo do amor, quem escreveu o retrato mais gr&aacute;fica da ira de Deus no Novo Testamento &ndash; o livro de Apocalipse.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A ant&iacute;tese do amor n&atilde;o &eacute; a ira mas a apatia. E Deus de maneira alguma &eacute; ap&aacute;tico. O segundo mandamento diz que Deus &eacute; um Deus &ldquo;zeloso,&rdquo; ou at&eacute; mesmo &ldquo;comovido.&rdquo; Em outras palavras, Deus protege ardentemente. Como qualquer bom pai, Ele fica perturbado quando Seus filhos se desviam. Deus n&atilde;o &eacute; rom&acirc;ntico, piegas, relaxado, inofensivo, e jovial. Se Seus filhos s&atilde;o desobedientes, Ele os disciplina (Hb 12:4-11), porque Ele deseja apenas o melhor para eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O &oacute;dio de Deus pelo mal &eacute; exatamente t&atilde;o forte como Seu amor pelo bem. Sua santidade &eacute; benigna para com o correto e mal&eacute;vola para com o pecado, justamente como o fogo pode confortar ou destruir. Sua gl&oacute;ria &eacute; t&oacute;xica para o mal, tal como o oxig&ecirc;nio, que &eacute; doador de vida para os humanos, &eacute; t&oacute;xico para certos tipos de bact&eacute;ria. Deus &eacute; mat&eacute;ria, e o pecado &eacute; antimat&eacute;ria e sempre que a mat&eacute;ria se encontra com a antimat&eacute;ria h&aacute; um holocausto.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Na Escritura, o problema que deixa o justo perplexo n&atilde;o &eacute; &ldquo;Como pode um Deus misericordioso destruir?&rdquo; mas exatamente o oposto &ldquo;Como pode um Deus justo permitir que o mal continue desenfreado?&rdquo; (Sl 73; 79:10; 94:1-7; Hc 1, 2; Ap 6:10). Novamente, o testemunho escritur&iacute;stico n&atilde;o &eacute; que Deus n&atilde;o fique irado, mas que Ele &eacute; vagaroso em irar-Se, e n&atilde;o permanece irado (Sl 30:5; Is 54:7, 8; Sl 78:38; Is 12:1; Os 11:9; 14:1; Mq 7:18). O embara&ccedil;o moderno com a ira de Deus &eacute; desconhecido para a Escritura.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Antropomorfismo? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Alguns t&ecirc;m sugerido que declara&ccedil;&otilde;es a respeito da ira de Deus s&atilde;o apenas um antropomorfismo, uma concess&atilde;o para os tempos. Mas n&atilde;o existe raz&atilde;o para assumir isto, pois &eacute; imposs&iacute;vel encontrar at&eacute; mesmo um &uacute;nico texto que diz que Deus nunca mata ou fica irado. Se alus&otilde;es &agrave; ira de Deus s&atilde;o apenas figuras de linguagem culturalmente condicionadas, ent&atilde;o talvez afirma&ccedil;&otilde;es de Seu amor s&atilde;o igualmente n&atilde;o confi&aacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Alguns escritores iriam muito longe para manter que Deus n&atilde;o mata; Ele meramente permite que Satan&aacute;s tire a vida quando quer que isso se ajuste aos Seus prop&oacute;sitos. Este ponto de vista n&atilde;o &eacute; apenas inv&aacute;lido; ele &eacute; baseado na concep&ccedil;&atilde;o il&oacute;gica que Satan&aacute;s est&aacute; sempre desejoso de cooperar com Deus destruindo seus pr&oacute;prios agentes que est&atilde;o estorvando a vontade de Deus. E mesmo que isso fosse verdade, n&atilde;o isentaria Deus da responsabilidade pelas mortes das pessoas. Embora Davi n&atilde;o tenha tirado pessoalmente a vida de Urias, o Hitita, ele ainda &eacute; acusado de t&ecirc;-lo matado &ldquo;com a espada&rdquo; (2 Sm 12:9). Portanto, n&atilde;o ajuda a quest&atilde;o dizer que Deus meramente &ldquo;permite&rdquo; Satan&aacute;s tirar a vida. Se Deus deseja que dem&ocirc;nios em vez de anjos destruam, como isso O torna menos respons&aacute;vel? 3<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Outro argumento defendido por aqueles que negam que Deus mata &eacute; que aquilo que &eacute; errado para n&oacute;s deve ser errado para Deus, tamb&eacute;m. &Agrave; primeira vista isto parece razo&aacute;vel. Certamente Deus pratica aquilo que Ele prega, n&atilde;o &eacute;? Se a lei &eacute; uma transcri&ccedil;&atilde;o do Seu car&aacute;ter, Ele n&atilde;o a guarda? \\<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A analogia do relacionamento entre pai e filho &eacute; &uacute;til aqui. Muitas coisas que as crian&ccedil;as s&atilde;o proibidas de fazer (&ldquo;N&atilde;o atormente o gato!&rdquo;) s&atilde;o igualmente erradas para os pais. Mas algumas coisas (N&atilde;o mexa nas chaves do carro&rdquo;; &ldquo;N&atilde;o fique at&eacute; depois das 9:00&rdquo;) n&atilde;o s&atilde;o erradas em si mesmas; elas s&atilde;o proibidas somente porque a crian&ccedil;a &eacute; incapaz de exercer responsabilidade adulta.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O mesmo &eacute; verdade para Deus &eacute; para n&oacute;s. Deus nos pro&iacute;be de fazer certas coisas que s&atilde;o perfeitamente leg&iacute;timas para Ele faze-las. Por exemplo, Deus exige louvor (Jr 31:7) e aceita adora&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m &eacute; errado para uma criatura fazer essas coisas (Ap 19:10). Deus nos pede para repousarmos no S&aacute;bado, por&eacute;m Ele continua a trabalhar neste dia (Jo 5:17) &ndash; como fazem Seus agentes humanos (Mt 12:5). Deus nos pro&iacute;be de tomar vingan&ccedil;a, por&eacute;m Ele o faz (Rm 12:19) &ndash; como fazem Seus agentes humanos, as autoridades civis (Rm 13:1-5). A vingan&ccedil;a em si mesma n&atilde;o &eacute; errada, por&eacute;m Deus sabe que n&atilde;o podemos estar confiantes que a empregaremos razoavelmente em nosso pr&oacute;prio caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Mas o que dizer a respeito do sexto mandamento? Coloquemos de lado por um momento a posi&ccedil;&atilde;o erudita geralmente aceita que este mandamento deveria ser traduzido &ldquo;Tu n&atilde;o assassinar&aacute;s&rdquo; e n&atilde;o proibamos a pena de morte ou a matan&ccedil;a na guerra. Assumamos, por causa do argumento, que ele pro&iacute;be todas as matan&ccedil;as. Mesmo se isto fosse verdade, significaria que o pr&oacute;prio Deus n&atilde;o tem o direito de tirar a vida? N&atilde;o, porque a vida Lhe pertence. Eu n&atilde;o tenho o direito de incendiar o celeiro de outro homem (oitavo mandamento), mas o propriet&aacute;rio possui esse direito porque ele lhe pertence. Do mesmo modo, Deus pode tirar as posses de qualquer um de Seus filhos por Suas pr&oacute;prias raz&otilde;es &ndash; algo que seria chamado de roubo se n&oacute;s o fiz&eacute;ssemos &ndash; porque todas as coisas Lhe pertencem. Um pai pode ensinar seu filho a n&atilde;o roubar dos outros e contudo, sem ser inconsistente tirar do filho um brinquedo que ele est&aacute; usando de modo errado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&nbsp;Deus e Genoc&iacute;dio <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Mas isso justifica o que alguns poderiam chamar de genoc&iacute;dio? Examinemos um exemplo do pior caso do problema: o massacre dos Cananeus no Velho Testamento. Aqui gera&ccedil;&otilde;es de c&eacute;ticos t&ecirc;m encontrado uma abundante muni&ccedil;&atilde;o para seu caso contra Deus. Como poderia Deus ordenar que Seu povo eliminasse cidades inteiras de homens, mulheres, e crian&ccedil;as simplesmente porque sucedeu que eles mantinham cren&ccedil;as diferentes?<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Considere experimentar o seguinte pensamento: Suponha que voc&ecirc; esteja caminhando um dia e ou&ccedil;a gritos agonizantes vindo do lado de dentro de uma casa do outro lado da rua. Ao entrar, voc&ecirc; v&ecirc; um garoto sendo segurado em cima de uma mesa por v&aacute;rios adolescentes enquanto um homem musculoso, de costas para voc&ecirc;, estava serrando a perna do garoto com uma serra de carpinteiro. O garoto estava gritando de dor. O que voc&ecirc; pensaria deste homem?<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Suponha agora que, ao inquirir, voc&ecirc; descobriu que o homem era o pai do garoto; que tamb&eacute;m ele era m&eacute;dico; que ele havia acabado de chegar em seu lar nesta vila primitiva e isolada e encontrou seu filho morrendo de septicemia aguda da perna; que nenhum sedativo estava dispon&iacute;vel; e que l&aacute;grimas estavam escorrendo pela face do pai. O que voc&ecirc; acha disso? Um conhecimento completo da situa&ccedil;&atilde;o faz toda a diferen&ccedil;a!<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; No caso de N&uacute;meros 31, sugiro que se voc&ecirc; n&atilde;o conhece todos os fatos, o que &agrave; primeira vista parece crueldade deveria ser visto como um ato de miseric&oacute;rdia, como no caso do m&eacute;dico amputando. Considere os fatos que conhecemos: Se algu&eacute;m aceita a premissa de um inferno literal e avalia&ccedil;&atilde;o da B&iacute;blia da impiedade aparentemente irremedi&aacute;vel dos Cananeus &ndash; e a arqueologia tem confirmado a fal&ecirc;ncia moral da cultura dos Cananeus &ndash; ent&atilde;o a autoriza&ccedil;&atilde;o de Deus para a total destrui&ccedil;&atilde;o de eles &eacute; justific&aacute;vel, at&eacute; mesmo misericordiosa, no que ela imp&ocirc;s a menor quantidade poss&iacute;vel de sofrimento para o menor n&uacute;mero de indiv&iacute;duos quando visto &agrave; luz da eternidade. Tivesse sido permitido que os Cananeus vivessem, eles n&atilde;o somente teriam continuado a pecar, resultando em sofrimento adicional no inferno algum dia, mas eles teriam gerado descendentes que terminariam no mesmo lugar. Em adi&ccedil;&atilde;o, eles teriam 4 corrompida os Israelitas. Deus disse ao Seu povo para exterminar as vidas dos Cananeus a fim de prevenir tudo isto. Era um caso de menos sofrimento agora ou sofrimento maior depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A dificuldade &agrave;s vezes imp&otilde;e quest&otilde;es dif&iacute;ceis sobre n&oacute;s. Em tempos de guerra, para o conflito terminar mais rapidamente, at&eacute; mesmo a liberdade de defensores da liberdade, justi&ccedil;a, e retid&atilde;o tomou decis&otilde;es que trouxeram sofrimento ou morte para os inocentes. Se grandes l&iacute;deres e homens bons algumas vezes acham necess&aacute;rio permitir que os justos morram com a culpa para a aquisi&ccedil;&atilde;o de um bem maior no final, ent&atilde;o o pr&oacute;prio Criador n&atilde;o tem o direito de discriminadamente (veja G&ecirc;nesis 18) destruir sociedades m&aacute;s?<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O inferno foi originalmente planejado para o dem&ocirc;nio e os seus anjos (Mt 25:41), mas aqueles que t&ecirc;m escolhido partilhar o car&aacute;ter de Satan&aacute;s devem compartilhar sua puni&ccedil;&atilde;o. Tem sido sugerido que Deus deixar&aacute; o &iacute;mpio destruir um ao outro, mas um Deus justo deixaria o fraco na miseric&oacute;rdia do forte? Como ent&atilde;o poderia o grau de sofrimento ser proporcional &agrave; quantidade de luz (Lc 12:46-48)? De acordo com Mateus 10:28, os seres humanos podem matar &ldquo;o corpo, mas n&atilde;o podem matar a alma&rdquo;; apenas Deus &ldquo;pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.&rdquo; O inferno &eacute; uma extin&ccedil;&atilde;o sobrenatural da exist&ecirc;ncia; ele &eacute; a ira retributiva de Deus contra o pecado.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A doutrina do inferno pode ser entendida apenas como uma manifesta&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a retributiva de Deus, na qual o pecador &eacute; punido at&eacute; que ele receba a quantidade exata de dor que ele merece &agrave; luz dos seus crimes. Jesus admoestou &agrave;queles que deixavam de fazer as coisas certas com o juiz que eles jamais escapariam da pris&atilde;o at&eacute; que tivessem &ldquo;pago o &uacute;ltimo centavo&rdquo; (Mt 5:26, RSV). O servo n&atilde;o perdoador foi entregue &agrave;s torturas, &ldquo;at&eacute; que ele pagasse todo o seu d&eacute;bito&rdquo; (Mt 18:34, RSV). A severidade da puni&ccedil;&atilde;o depende da quantidade de luz que uma pessoa teve (Lc 12:47, 48).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Reforma ou Puni&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Mas o conceito da puni&ccedil;&atilde;o equivalente, ou justi&ccedil;a retributiva, est&aacute; atualmente sob pesado ataque. Por que punir homens no inferno quando n&atilde;o h&aacute; esperan&ccedil;a de reforma? Afinal, dar ao criminoso aquilo que ele merece n&atilde;o desfaz o crime que ele cometeu. N&atilde;o &eacute; a &uacute;nica raz&atilde;o leg&iacute;tima para a puni&ccedil;&atilde;o deter ou reformar?<\/p>\n<p>Vejamos o que acontece quando recolocamos o conceito &ldquo;primitivo&rdquo; da imposi&ccedil;&atilde;o de puni&ccedil;&atilde;o para equiparar o crime com um conceito mais &ldquo;humanit&aacute;rio&rdquo; do mal como uma doen&ccedil;a que precisa ser &ldquo;tratada&rdquo; at&eacute; que o paciente tenha melhorado. Sob o sistema humanit&aacute;rio, n&atilde;o deveria ser mais longa baseado no que &eacute; merecido. Ela n&atilde;o deveria ser mensurada (ou limitada) por qualquer regra &ldquo;b&aacute;rbara&rdquo; como &ldquo;olho por olho,&rdquo; mas deveria ser administrada apenas enquanto servisse para reformar, ou para deter outros &ndash; como &eacute; feito em algumas na&ccedil;&otilde;es onde dissidentes s&atilde;o fechados com vigil&acirc;ncias psicol&oacute;gicas at&eacute; que eles sejam &ldquo;curados.&rdquo;<\/p>\n<p>Nossa! Nossa nova teoria de justi&ccedil;a j&aacute; est&aacute; pronta para enfrentar problema. &ldquo;Isso &eacute; injusto,&rdquo; voc&ecirc; diz. N&atilde;o, sob o sistema humanit&aacute;rio ela n&atilde;o &eacute;, pois afinal o ofensor n&atilde;o est&aacute; realmente sendo punido; em vez disso, ele est&aacute; simplesmente sendo &ldquo;reformado, reabilitado, educado.&rdquo; Tal sistema n&atilde;o lida mais com categorias de justi&ccedil;a e injusti&ccedil;a, de merecimento e m&eacute;ritos, mas de doen&ccedil;a e cura. Certamente a reabilita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; injusta! Sob a nova teoria o ofensor n&atilde;o &eacute; punido at&eacute; que a puni&ccedil;&atilde;o seja comensurada com o crime, mas ele &eacute; tratado at&eacute; que seja curado &ndash; o que poderia durar para sempre.<\/p>\n<p>C. S. Lewis prov&ecirc; uma an&aacute;lise afiada dos resultados &uacute;ltimos dos resultados da rejei&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a retributiva: &ldquo;De acordo com a teoria humanit&aacute;ria, punir um homem porque ele merece, e tanto quanto ele merece, &eacute; mera vingan&ccedil;a, e, portanto, b&aacute;rbara e imoral. &Eacute; mantido que apenas motivos leg&iacute;timos para punir s&atilde;o os desej&aacute;veis para deterem outros pelo exemplo ou para corrigirem o criminoso&hellip;<\/p>\n<p>&ldquo;Meu argumento &eacute; que esta doutrina, embora pare&ccedil;a misericordiosa, ela na verdade pretende que cada um de n&oacute;s, desde o momento em que quebramos a lei, sejamos privados dos direitos de um ser humano. A raz&atilde;o &eacute; esta. A teoria humanit&aacute;ria remove da puni&ccedil;&atilde;o o conceito de merecimento. Mas o conceito de merecimento &eacute; o &uacute;nico la&ccedil;o de liga&ccedil;&atilde;o entre ser justo ou injusto. &Eacute; somente quando merecida ou imerecida que uma senten&ccedil;a pode ser justa ou injusta. N&atilde;o argumento aqui que a pergunta &lsquo;&Eacute; merecida?&rsquo; &eacute; a &uacute;nica que podemos razoavelmente fazer a respeito de uma puni&ccedil;&atilde;o. Podemos muito apropriadamente 5 perguntar se &eacute; prov&aacute;vel deter a outros e reformar o criminoso. Mas nenhuma destas duas &uacute;ltimas perguntas &eacute; uma pergunta sobre justi&ccedil;a&hellip; Desse modo quando deixamos de considerar o que o criminoso merece e consideramos apenas o que o curar&aacute; ou deter&aacute; a outros, n&oacute;s o temos tacitamente removido completamente da esfera da justi&ccedil;a&hellip;<\/p>\n<p>&ldquo;Somente o &lsquo;penologista&rsquo; (permita que coisas b&aacute;rbaras tenham nomes b&aacute;rbaros), &agrave; luz de experimentos pr&eacute;vios, pode nos dizer o que &eacute; prov&aacute;vel deter; somente o psicoterapeuta pode nos dizer o que &eacute; prov&aacute;vel curar. Ser&aacute; em v&atilde;o para o restante de n&oacute;s falando simplesmente como homens, dizer: &lsquo;mas esta puni&ccedil;&atilde;o &eacute; hediondamente injusta, hediondamente desproporcionada para os merecimentos do criminoso.&rsquo; O perito com perfeita l&oacute;gica responder&aacute;: &lsquo;Mas ningu&eacute;m estava falando sobre merecimentos. Ningu&eacute;m estava falando a respeito de puni&ccedil;&atilde;o em seu sentido arcaico, vingativo da palavra. Existem estat&iacute;sticas provando que este tratamento det&eacute;m. Existem estat&iacute;sticas provando que este outro tratamento cura. Qual &eacute; o seu problema?&rsquo;&rdquo;2<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Que Puni&ccedil;&atilde;o? <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Por que os pecadores merecem puni&ccedil;&atilde;o? Pela mesma raz&atilde;o que Deus merece louvor. N&atilde;o devemos louvar a Deus com a inten&ccedil;&atilde;o de receber algum favor, mas por causa daquilo que Ele &eacute;. O prop&oacute;sito n&atilde;o &eacute; mudar a Deus; o louvor n&atilde;o &eacute; oferecido como uma causa para alcan&ccedil;ar algum resultado; ele &eacute; simplesmente apropriado. Outrossim, Adolf Hitler, por exemplo, merece sofrer por causa do sofrimento que ele causou a outros, n&atilde;o para muda-lo, ou para alcan&ccedil;ar algum resultado, mas simplesmente porque &eacute; apropriado. Isso &eacute; justi&ccedil;a. Se, em adi&ccedil;&atilde;o, seu sofrimento tem um efeito restringente, ou se ele o cura, tanto melhor. Mas a puni&ccedil;&atilde;o &eacute; requerida &agrave; parte de qualquer efeito restringente ou curativo que ela possa ter. Ela &eacute; a analogia moral &agrave; lei f&iacute;sica que &ldquo;para cada a&ccedil;&atilde;o existe uma rea&ccedil;&atilde;o igual oposta.&rdquo; Qualquer um que trabalha merece receber o sal&aacute;rio que ganhou, e o sal&aacute;rio do pecado &eacute; a morte.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, a puni&ccedil;&atilde;o deve ser equivalente ao crime. Este &eacute; o princ&iacute;pio que est&aacute; por tr&aacute;s da lei de lex talionis, &ldquo;um olho por um olho e um dente por um dente.&rdquo; Eu argumentaria que este princ&iacute;pio &eacute; a pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia &ndash; na verdade, a defini&ccedil;&atilde;o &ndash; de justi&ccedil;a. Infelizmente, uma m&aacute; interpreta&ccedil;&atilde;o do Serm&atilde;o do Monte tem levado alguns a considerarem este princ&iacute;pio como uma rel&iacute;quia abandonada de uma mentalidade primitiva.<\/p>\n<p>Muitos eruditos (e.g., Joachim Jeremias, David Martyn Lloyd-Jones, Arthur W. Pink) concordam que Cristo, em Mateus 5:38-48, n&atilde;o est&aacute; colocando de lado a lei de lex talionis como um princ&iacute;pio judicial, mas como um princ&iacute;pio de vingan&ccedil;a pessoal. &Eacute; errado o indiv&iacute;duo tomar a lei em suas pr&oacute;prias m&atilde;os. A vingan&ccedil;a pertence a Deus (Hb 10:30) e a Seus agentes encarregados. Embora Jesus admoestasse Sua audi&ecirc;ncia sobre o monte a &ldquo;n&atilde;o resistir ao mal&rdquo; (Mt 5:39, KJV), contudo em Romanos 13:4 &eacute; afirmado que a autoridade governamental sobre a terra deve ser um &ldquo;ministro de Deus, e vingar aquele que traz ira sobre algu&eacute;m que pratique o mal&rdquo; (NASB). As autoridades civis t&ecirc;m direito &agrave; vingan&ccedil;a. A lei de lex talionis do Velho Testamento foi dada como parte das leis do governo da na&ccedil;&atilde;o de Israel; mas o Serm&atilde;o do Monte foi dado aos Judeus que perdem sua soberania para os Romanos.<\/p>\n<p>Portanto, &ldquo;um olho por um olho&rdquo; ainda &eacute; um princ&iacute;pio v&aacute;lido de jurisprud&ecirc;ncia. De fato, o princ&iacute;pio de puni&ccedil;&atilde;o lex talionis pronorcional ao crime &ndash; &eacute; na verdade reafirmado no Serm&atilde;o do Monte em Mateus 7:1, 2: &ldquo;N&atilde;o julguem, para que voc&ecirc;s n&atilde;o sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, voc&ecirc;s ser&atilde;o julgados; e a medida que usarem, tamb&eacute;m ser&aacute; usada para medir voc&ecirc;s.&rdquo;<\/p>\n<p>O restante do Novo Testamento tamb&eacute;m indica que Deus atua de acordo com o princ&iacute;pio lex talionis. &ldquo;Deus &eacute; justo,&rdquo; escreve Paulo. Ele retribuir&aacute; &ldquo;com tribula&ccedil;&otilde;es aos que lhes causam tribula&ccedil;&atilde;o&rdquo; (2 Ts 1:6). Observe que esta resposta &ldquo;golpe por golpe&rdquo; &eacute; considerada como prova da justi&ccedil;a de Deus. Hebreus 2:2, 3 torna a nova dispensa&ccedil;&atilde;o uma intensifica&ccedil;&atilde;o da velha, onde &ldquo;cada transgress&atilde;o recebia uma justa retribui&ccedil;&atilde;o&rdquo; (RSV). Colossenses 3:25 e Romanos 2:5-11 fala do pagamento em esp&eacute;cies de acordo com os atos de algu&eacute;m. A par&aacute;bola do servo n&atilde;o misericordioso conclui com um pagamento retributiva que requer uma quantidade de sofrimento equivalente aos crimes cometidos: &ldquo;T&atilde;o irado ficou o mestre que ele condenou o homem &agrave; tortura at&eacute; que ele pagasse o d&eacute;bito por completo. E &eacute; assim que 6 meu Pai celestial lidar&aacute; com voc&ecirc;s, a menos que cada um perdoe seu irm&atilde;o de cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Mt 18:34, 35, NEB).<\/p>\n<p>Particularmente reveladoras s&atilde;o as indica&ccedil;&otilde;es do Apocalipse das rea&ccedil;&otilde;es por tr&aacute;s do cen&aacute;rio dos julgamentos de Deus. O apelo por vingan&ccedil;a de sangue por parte dos justos mortos em Apocalipse 6:9-11 &eacute; finalmente respondida em Apocalipse 19:2, onde vinga sobre Babil&ocirc;nia &ldquo;o sangue dos Seus servos.&rdquo; Depois que os tr&ecirc;s primeiros anjos derramam suas &ldquo;ta&ccedil;as da ira de Deus&rdquo; sobre a terra (Ap 16:1-4), os anjos louvam a Deus por Sua justi&ccedil;a por retribuir o &iacute;mpio de sangue com sangue (versos 5-7), exclamando &ldquo;Eles merecem&rdquo; (NASB). Observe que esta puni&ccedil;&atilde;o &eacute; puramente retributiva, n&atilde;o corretiva, porque neste ponto na hist&oacute;ria os &iacute;mpios est&atilde;o al&eacute;m do arrependimento (versos 9, 11); o tempo da gra&ccedil;a terminou. &Eacute; claro que Deus opera sobre o princ&iacute;pio de &ldquo;um olho por um olho&rdquo; e que os anjos acham que isto &eacute; digno de louvor.<\/p>\n<p>Um &uacute;ltimo detalhe. A posi&ccedil;&atilde;o &ldquo;n&atilde;o ira&rdquo; rouba at&eacute; mesmo as declara&ccedil;&otilde;es b&iacute;blicas a respeito do amor e miseric&oacute;rdia de Deus de toda for&ccedil;a, pois sem ira, n&atilde;o h&aacute; miseric&oacute;rdia. Quando um pai serve uma refei&ccedil;&atilde;o ao filho, isto n&atilde;o &eacute; miseric&oacute;rdia, mas um dever. Mas se o filho desobedece, &eacute; mandado para fora da sala sem o jantar, e ent&atilde;o o pai tem compaix&atilde;o e serve o jantar em seu quarto, isto &eacute; miseric&oacute;rdia, porque apenas a ira pode ser esperada. Assim a menos que tomemos seriamente o testemunho escritur&iacute;stico sobre a ira de Deus, n&atilde;o podemos descobrir a necessidade de Sua miseric&oacute;rdia.<\/p>\n<p>&Eacute; f&aacute;cil escorregar da verdade &ldquo;Deus &eacute; amor&rdquo; para sua contrafa&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Deus &eacute; bondoso.&rdquo; Parece muito mais seguro servir a um Deus d&oacute;cil, sempre gentil, sempre cordeiro, nunca um le&atilde;o. Mas enquanto a B&iacute;blia permanecer nosso credo, esta caricatura de Deus deve ser rejeitada.<\/p>\n<p>______________<\/p>\n<p>1 Quod Deus Sit Immutabailis 52.<\/p>\n<p>2 C. S. Lewis, &ldquo;The Humanitarian Theory of Punishment,&rdquo; em God in the Dock: Essays on Theology and Ethics (Grand Rapids: Eerdmans, 1970), pp. 287-289. *A menos que seja indicado de outra forma, os textos B&iacute;blicos usados neste artigo s&atilde;o da Nova Vers&atilde;o Internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Copyright &copy; Biblical Research Institute General Conference of Seventh-day Adventists&reg;<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>baixe o artigo em pdf aqui Deus Fica Irado? Tim Crosby &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Como isto se relaciona com o car&aacute;ter de Deus? Pr&oacute;ximo ao tempo de Cristo alguns fil&oacute;sofos chegaram &agrave; conclus&atilde;o que Deus, em Sua perfei&ccedil;&atilde;o absoluta, n&atilde;o &eacute; sujeito &agrave;s paix&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es humanas. 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