{"id":565,"date":"2014-08-25T06:00:03","date_gmt":"2014-08-25T06:00:03","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=565"},"modified":"2014-08-26T13:01:25","modified_gmt":"2014-08-26T13:01:25","slug":"principios-basicos-relacionados-as-obras-de-ellen-g-white","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/principios-basicos-relacionados-as-obras-de-ellen-g-white\/","title":{"rendered":"Princ\u00edpios B\u00e1sicos Relacionados \u00e0s Obras de Ellen G. White"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<br>\n<\/b>Como Deus se comunica com os seres humanos? A B&iacute;blia nos fala que &ldquo;Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes &uacute;ltimos dias, nos falou pelo Filho&rdquo; (Hebreus 1:1, 2, Jo&atilde;o F. de Almeida, Revista e Atualizada no Brasil &ndash; 2a edi&ccedil;&atilde;o). Jesus Cristo foi a revela&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de Deus &agrave; ra&ccedil;a humana. Sua pessoa, Sua mensagem, e Seu minist&eacute;rio demonstraram de modo claro e convincente que a Divindade desejava comunicar com a humanidade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O pr&oacute;prio Cristo informou aos Seus seguidores que o Esp&iacute;rito Santo atuaria como Seu representante na obra de continuar comunicando a mensagem divina atrav&eacute;s de Seus mensageiros. Jesus disse que o Consolador, o Esp&iacute;rito Santo, &ldquo;vos ensinar&aacute; todas as coisas e vos far&aacute; lembrar de tudo o que vos tenho dito&rdquo;.&ldquo;Ele vos guiar&aacute; a toda a verdade&rdquo; (Jo&atilde;o 14:26; 16:13).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A maneira de Deus comunicar-se envolve uma combina&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas divinas e humanas que tornam a mensagem prof&eacute;tica &uacute;nica. A rela&ccedil;&atilde;o entre a mensagem divina (perfeita, infal&iacute;vel, eterna) e o mensageiro humano (imperfeito, fal&iacute;vel, mortal) nem sempre &eacute; percebida numa perspectiva apropriada. Alguns, enfatizando o divino, ficam perturbados com as discrep&acirc;ncias aparentes ou com a linguagem que revela a humanidade do mensageiro. Outros, enfatizando o humano, tentam definir o que &eacute; inspirado e o que n&atilde;o &eacute;, depreciando, assim, a autoridade da mensagem de Deus.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os dois artigos contidos na se&ccedil;&atilde;o &ldquo;COMO ELLEN WHITE COMPREENDIA A FORMA DE DEUS SE COMUNICAR&rdquo; representam a compreens&atilde;o da pr&oacute;pria Ellen G. White sobre a maneira como Deus Se comunica atrav&eacute;s de Seus profetas. Al&eacute;m destes h&aacute; tamb&eacute;m um artigo sobre &ldquo;A DIN&Acirc;MICA DA INSPIRA&Ccedil;&Atilde;O&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A BIBLIOTECA DE REFER&Ecirc;NCIA oferece informa&ccedil;&otilde;es adicionais sobre perguntas como: &ldquo;O que significam os termos&nbsp;<i>inspira&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;e&nbsp;<i>revela&ccedil;&atilde;o<\/i>?&rdquo;, &ldquo;Ser&aacute; que os profetas verdadeiros erram?&rdquo;, &ldquo;O que devemos pensar sobre escritores inspirados que se utilizam de fontes n&atilde;o-inspiradas?&rdquo;, &ldquo;O que dizer sobre predi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o cumpridas de profetas genu&iacute;nos?&rdquo;. Veja &rdquo;INSPIRA&Ccedil;&Atilde;O\/REVELA&Ccedil;&Atilde;O: O QUE &Eacute; E COMO FUNCIONA.&rdquo;<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">COMO ELLEN WHITE COMPREENDIA A FORMA DE DEUS SE COMUNICAR<\/h2>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Documento n. 1<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Antes que o pecado entrasse no mundo, Ad&atilde;o vivia em plena comunh&atilde;o com seu Criador. Desde, por&eacute;m, que o homem se separou de Deus pela transgress&atilde;o, a ra&ccedil;a humana ficou privada desse alto privil&eacute;gio. Pelo plano da reden&ccedil;&atilde;o, entretanto, abriu-se um caminho mediante o qual os habitantes da Terra podem ainda ter liga&ccedil;&atilde;o com o C&eacute;u. Deus Se tem comunicado com os homens mediante o Seu Esp&iacute;rito; e a luz divina tem sido comunicada ao mundo pelas revela&ccedil;&otilde;es feitas a Seus servos escolhidos. &ldquo;Homens santos de Deus falaram inspirados pelo Esp&iacute;rito Santo.&rdquo; &ndash; II Ped. 1:21.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Durante os primeiros vinte e cinco s&eacute;culos da hist&oacute;ria humana n&atilde;o houve nenhuma revela&ccedil;&atilde;o escrita. Aqueles dentre os homens que haviam sido feitos recept&aacute;culos das revela&ccedil;&otilde;es divinas comunicavam estas verbalmente aos seus descendentes, passando assim o seu conhecimento para gera&ccedil;&otilde;es sucessivas. A revela&ccedil;&atilde;o escrita data de Mois&eacute;s, que foi o primeiro compilador dos fatos at&eacute; ent&atilde;o revelados, os quais enfeixou em volume. Esse trabalho prosseguiu por espa&ccedil;o de mil e seiscentos anos &ndash; desde Mois&eacute;s, o autor do G&ecirc;nesis, at&eacute; Jo&atilde;o o evangelista, que nos transmitiu por escrito os mais sublimes fatos do evangelho.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A Escritura Sagrada aponta a Deus como seu autor; no entanto, foi escrita por m&atilde;os humanas, e no variado estilo de seus diferentes livros apresenta os caracter&iacute;sticos dos diversos escritores. As verdades reveladas s&atilde;o dadas por inspira&ccedil;&atilde;o de Deus (II Tim. 3:16); acham-se, contudo, expressas em palavras de homens. O Ser infinito, por meio de Seu Santo Esp&iacute;rito, derramou luz no entendimento e cora&ccedil;&atilde;o de Seus servos. Deu sonhos e vis&otilde;es, s&iacute;mbolos e figuras; e aqueles a quem a verdade foi assim revelada, concretizaram os pensamentos em linguagem humana.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os Dez Mandamentos foram pronunciados pelo pr&oacute;prio Deus, e por Sua pr&oacute;pria m&atilde;o foram escritos. S&atilde;o de reda&ccedil;&atilde;o divina e n&atilde;o humana. Mas a Escritura Sagrada, com suas divinas verdades, expressas em linguagem de homens, apresenta uma uni&atilde;o do divino com o humano. Uni&atilde;o semelhante existiu na natureza de Cristo, que era o Filho de Deus e Filho do homem. Assim, &eacute; verdade com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Escritura, como o foi em rela&ccedil;&atilde;o a Cristo, que &ldquo;o Verbo Se fez carne e habitou entre n&oacute;s&rdquo;. &ndash; Jo&atilde;o 1:14.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Escritos em &eacute;pocas diferentes, por homens de origem e posi&ccedil;&atilde;o diversas, e variando entre si quanto &agrave; sua capacidade intelectual e espiritual, os livros da B&iacute;blia oferecem um singular contraste de estilos e uma variedade de formas dos assuntos expostos. A fraseologia dos diferentes escritos diverge, expondo uns os mesmos fatos com maior clareza do que outros. E como sucede, &agrave;s vezes, tratarem um mesmo assunto sob aspectos e rela&ccedil;&otilde;es diferentes, pode parecer ao leitor de ocasi&atilde;o e imbu&iacute;do de algum preconceito, que os seus conceitos divergem, quando um meditado estudo deixa transparecer claramente o seu fundo harm&ocirc;nico.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Sendo tratada por pessoas diferentes, a verdade &eacute; apresentada nos seus diversos aspectos. Um escritor apresenta os pontos que se harmonizam com sua experi&ecirc;ncia ou com sua capacidade de percep&ccedil;&atilde;o e aprecia&ccedil;&atilde;o, ao passo que outro prefere encarar a verdade por outro prisma. Todos eles, por&eacute;m, atuam sob a dire&ccedil;&atilde;o do mesmo Esp&iacute;rito para apresentar aquilo que mais particular impress&atilde;o exerce sobre o seu esp&iacute;rito, resultando da&iacute; uma variedade de aspectos da mesma verdade, mas perfeitamente harm&ocirc;nicos entre si. As verdades assim reveladas formam um todo perfeito que admiravelmente se adapta &agrave;s necessidades humanas em todas as condi&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias da vida.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; assim que Deus escolheu comunicar Sua verdade ao mundo atrav&eacute;s de pessoas, que Ele mesmo, pelo Seu Esp&iacute;rito, habilitou e autorizou para realizarem Sua obra. Ele guiou a mente na escolha do que dizer e escrever. O tesouro foi confiado a vasos de barro, sem, contudo, perder coisa alguma de sua origem celestial. O testemunho &eacute; transmitido mediante a imperfeita express&atilde;o da linguagem humana, conservando todavia o seu car&aacute;ter de testemunho de Deus, no qual o crente submisso descobre a virtude divina, superabundante em gra&ccedil;a e verdade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necess&aacute;rio &agrave; salva&ccedil;&atilde;o. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infal&iacute;vel revela&ccedil;&atilde;o de Sua vontade. Elas s&atilde;o a norma do car&aacute;ter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experi&ecirc;ncia religiosa. &ldquo;Toda Escritura &eacute; inspirada por Deus e &uacute;til para o ensino, para a repreens&atilde;o, para a corre&ccedil;&atilde;o, para a educa&ccedil;&atilde;o na justi&ccedil;a, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.&rdquo; &ndash; II Tim. 3:16 e 17.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\" align=\"right\">Trecho extra&iacute;do do livro&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>, p. 7<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">OBJE&Ccedil;&Otilde;ES &Agrave; B&Iacute;BLIA<\/h2>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Documento n. 2<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os escritores da B&iacute;blia tiveram de exprimir suas id&eacute;ias em linguagem humana. Ela foi escrita por seres humanos. Esses homens foram inspirados pelo Esp&iacute;rito Santo. Devido a imperfei&ccedil;&otilde;es da compreens&atilde;o humana da linguagem, ou da perversidade da mente humana, h&aacute;bil em fugir &agrave; verdade, muitos l&ecirc;em e entendem a B&iacute;blia de maneira a se agradarem a si mesmos. N&atilde;o &eacute; que a dificuldade esteja na B&iacute;blia. Advers&aacute;rios pol&iacute;ticos questionam pontos de lei no livro dos estatutos, e tomam atitudes opostas em sua aplica&ccedil;&atilde;o, e nessas leis.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As Escrituras foram dadas aos homens, n&atilde;o em uma cadeia cont&iacute;nua de ininterruptas declara&ccedil;&otilde;es, mas parte por parte atrav&eacute;s de sucessivas gera&ccedil;&otilde;es, &agrave; medida que Deus, em Sua provid&ecirc;ncia, via apropriada ocasi&atilde;o para impressionar o homem nos v&aacute;rios tempos e diversos lugares. Os homens escreveram segundo foram movidos pelo Esp&iacute;rito Santo. H&aacute; &ldquo;primeiro o bot&atilde;o, depois a flor, e em seguida o fruto&rdquo;, &ldquo;primeiro a erva, depois a espiga, e por &uacute;ltimo o gr&atilde;o cheio na espiga&rdquo;. (Mar. 4:28) Isto &eacute; exatamente o que as declara&ccedil;&otilde;es b&iacute;blicas s&atilde;o para n&oacute;s.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Nem sempre h&aacute; perfeita ordem ou evidente unidade nas Escrituras. Os milagres de Cristo n&atilde;o s&atilde;o dados na ordem exata, mas justo segundo ocorriam as circunst&acirc;ncias, as quais reclamavam esta divina revela&ccedil;&atilde;o do poder de Cristo. As verdades da B&iacute;blia s&atilde;o como p&eacute;rolas ocultas. Devem ser buscadas, desenterradas mediante penosos esfor&ccedil;os. Os que apanham apenas uma apressada vis&atilde;o das Escrituras h&atilde;o de, com seu conhecimento superficial que eles julgam muito profundo, falar nas contradi&ccedil;&otilde;es da B&iacute;blia, e p&ocirc;r em d&uacute;vida a autoridade das Escrituras. Aqueles, por&eacute;m, cujo cora&ccedil;&atilde;o se acha em harmonia com a verdade e o dever, pesquisar&atilde;o as Escrituras com o cora&ccedil;&atilde;o preparado para receber impress&otilde;es divinas. A alma iluminada v&ecirc; unidade espiritual, um grande fio de ouro atrav&eacute;s do todo, mas requer paci&ecirc;ncia, reflex&atilde;o e ora&ccedil;&atilde;o o rastrear o &aacute;ureo fio precioso. Contendas amargas a respeito da B&iacute;blia levaram a pesquisas e revelaram as preciosas j&oacute;ias da verdade. Muitas l&aacute;grimas foram vertidas, muitas ora&ccedil;&otilde;es feitas para que o Senhor abrisse o entendimento para Sua Palavra.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A B&iacute;blia n&atilde;o nos &eacute; dada em elevada linguagem sobre-humana. A fim de chegar aos homens onde eles se encontram, Jesus revestiu-Se da humanidade. A B&iacute;blia precisa ser dada na linguagem dos homens. Tudo quanto &eacute; humano &eacute; imperfeito. Significa&ccedil;&otilde;es diversas s&atilde;o expressas pela mesma palavra; n&atilde;o h&aacute; uma palavra para cada id&eacute;ia distinta. A B&iacute;blia foi dada para fins pr&aacute;ticos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Diferentes s&atilde;o os cunhos mentais. As express&otilde;es e declara&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o compreendidas da mesma maneira por todos. Alguns entendem as declara&ccedil;&otilde;es das Escrituras segundo sua mente e casos especiais. As preven&ccedil;&otilde;es, os preconceitos e as paix&otilde;es t&ecirc;m forte influ&ecirc;ncia para obscurecer o entendimento e confundir a mente mesmo ao ler as palavras da Santa Escritura.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os disc&iacute;pulos de caminho para Ema&uacute;s, necessitaram ser desembara&ccedil;ados de sua interpreta&ccedil;&atilde;o das Escrituras. Jesus caminhou com eles disfar&ccedil;ado, e como homem falou com eles. Come&ccedil;ando por Mois&eacute;s e os profetas, ensinou-lhes todas as coisas referentes a Ele pr&oacute;prio, que Sua vida, Sua miss&atilde;o, Seus sofrimentos e Sua morte estavam justo em harmonia com o que a Palavra de Deus predissera. Abriu-lhes o entendimento para que compreendessem as Escrituras. Qu&atilde;o pronto estendeu Ele sem rodeios as emaranhadas extremidades e mostrou a unidade e a divina verdade das Escrituras! Quantos homens em nossos tempos necessitam de que seu entendimento seja aberto!<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A B&iacute;blia foi escrita por homens inspirados, mas n&atilde;o &eacute; a maneira de pensar e exprimir-se de Deus. Esta &eacute; da humanidade. Deus, como escritor, n&atilde;o Se acha representado. Os homens dir&atilde;o muitas vezes que tal express&atilde;o n&atilde;o &eacute; pr&oacute;pria de Deus. Ele, por&eacute;m, n&atilde;o Se p&ocirc;s &agrave; prova na B&iacute;blia em palavras, em l&oacute;gica, em ret&oacute;rica. Os escritores da B&iacute;blia foram os instrumentos de Deus, n&atilde;o Sua pena. Olhai os diversos escritores.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">N&atilde;o s&atilde;o as palavras da B&iacute;blia que s&atilde;o inspiradas, mas os homens &eacute; que o foram. A inspira&ccedil;&atilde;o n&atilde;o atua nas palavras do homem ou em suas express&otilde;es, mas no pr&oacute;prio homem que, sob a influ&ecirc;ncia do Esp&iacute;rito Santo, &eacute; possu&iacute;do de pensamentos. As palavras, por&eacute;m, recebem o cunho da mente individual. A mente divina &eacute; difusa. A mente divina, bem como Sua vontade, &eacute; combinada com a mente e a vontade humanas; assim as declara&ccedil;&otilde;es do homem s&atilde;o a Palavra de Deus. &ndash; Manuscrito 24, 1886<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Unidade na diversidade<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">H&aacute; variedade em uma &aacute;rvore, dificilmente duas folhas s&atilde;o exatamente semelhantes. Todavia esta variedade acrescenta &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o da &aacute;rvore como um todo.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em nossa B&iacute;blia, poder&iacute;amos perguntar: &ldquo;Por que necessitam Mateus, Marcos, Lucas e Jo&atilde;o nos Evangelhos, por que necessitam os Atos dos Ap&oacute;stolos e a variedade de escritores das Ep&iacute;stolas, repetir as mesmas coisas?&rdquo;<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O Senhor deu Sua Palavra justamente pela maneira que queria que ela viesse. Deu-a por meio de diferentes escritores, tendo cada um sua pr&oacute;pria individualidade, embora repetindo a mesma hist&oacute;ria. Seus testemunhos s&atilde;o trazidos juntos em um s&oacute; Livro, e s&atilde;o como as express&otilde;es em uma reuni&atilde;o de testemunhos. Eles n&atilde;o dizem as coisas exatamente no mesmo estilo. Cada um tem uma experi&ecirc;ncia sua, pr&oacute;pria, e essa diversidade amplia e aprofunda o conhecimento que vem satisfazer as necessidades dos variados esp&iacute;ritos. Os pensamentos expressos n&atilde;o t&ecirc;m estabelecida uniformidade, como se houvessem sido lan&ccedil;ados em molde de ferro, tornando mon&oacute;tono o pr&oacute;prio ouvir. Em tal uniformidade haveria perda da gra&ccedil;a e beleza que os distingue. &hellip;<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O Criador de todas as id&eacute;ias pode impressionar mentes diversas com o mesmo pensamento, mas cada um pode exprimi-lo por diferentes maneiras, e ao mesmo tempo sem contradi&ccedil;&otilde;es. O fato de existir essa diferen&ccedil;a n&atilde;o nos deve confundir nem deixar perplexos. Raramente ver&atilde;o duas pessoas e exprimir&atilde;o a verdade da mesma maneira. Cada uma se deter&aacute; em pontos particulares que sua constitui&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o a habilitaram a apreciar. A luz do Sol incidindo sobre diferentes objetos, empresta-lhes tonalidades diversas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mediante a inspira&ccedil;&atilde;o de Seu Esp&iacute;rito o Senhor deu a Seus ap&oacute;stolos uma verdade a ser expressa segundo o desenvolvimento de sua mente pelo Esp&iacute;rito Santo. A mente, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; tolhida, como se for&ccedil;ada em determinado molde. &ndash; Carta 53, 1900<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\" align=\"right\">Trecho extra&iacute;do do livro&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 1, p. 19-22<\/p>\n<h1 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A DIN&Acirc;MICA DA INSPIRA&Ccedil;&Atilde;O<\/h1>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">&nbsp;UM EXAME CUIDADOSO DAS MENSAGENS DE ELLEN WHITE<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Nas p&aacute;ginas sagradas da B&iacute;blia descobrimos pelo menos seis modelos, ou padr&otilde;es, de inspira&ccedil;&atilde;o. Estes modelos lan&ccedil;am luz sobre o misterioso processo pelo qual Deus Se comunica com a humanidade e nos ajudam a entender melhor a din&acirc;mica da inspira&ccedil;&atilde;o de Ellen White.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">O modelo &ldquo;vision&aacute;rio&rdquo; de inspira&ccedil;&atilde;o<\/b><\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Muitos crist&atilde;os pensam no modelo &ldquo;vision&aacute;rio&rdquo; &ndash; Deus falando atrav&eacute;s de vis&otilde;es e sonhos prof&eacute;ticos &ndash; como a &uacute;nica maneira em que Deus revela Sua vontade aos profetas. Este modelo sugere vis&otilde;es de car&aacute;ter sobrenatural em que o profeta exibe sinais de estar sendo controlado por um poder sobrenatural. Tais sinais, como aus&ecirc;ncia de respira&ccedil;&atilde;o e for&ccedil;a extraordin&aacute;ria &ndash; ou falta de for&ccedil;a &ndash; podem ser encontrados no testemunho de profetas b&iacute;blicos, assim como na experi&ecirc;ncia de Ellen White. [1]<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O modelo vision&aacute;rio tamb&eacute;m inclui outras experi&ecirc;ncias al&eacute;m de vis&otilde;es e sonhos, tais como teofanias, em que a presen&ccedil;a real de um ser celeste &eacute; vista ou ouvida. Mois&eacute;s no deserto de Midi&atilde; e Josu&eacute; nas plan&iacute;cies de Jeric&oacute; receberam suas mensagens pessoalmente de seres divinos. [2] Em outras ocasi&otilde;es, os olhos do profeta s&atilde;o abertos para ver o mundo invis&iacute;vel dos seres espirituais envolvidos no grande conflito entre o bem e o mal. [3]<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As vis&otilde;es s&atilde;o t&atilde;o reais para os profetas, que &agrave;s vezes lhes &eacute; dif&iacute;cil distinguir entre vis&atilde;o e realidade. [4] Eles podem dizer &agrave;s pessoas: &ldquo;Eu vi o Senhor&rdquo;, e: &ldquo;Eu ouvi a voz do Senhor&rdquo; (Isa&iacute;as 6:1, 8). [*] As vis&otilde;es sobrenaturais asseguram &agrave;s pessoas honestas e sinceras que Deus lhes est&aacute; falando atrav&eacute;s da voz e da pena dos profetas. Mas a B&iacute;blia inclui v&aacute;rios modelos de inspira&ccedil;&atilde;o al&eacute;m do vision&aacute;rio.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">O modelo &ldquo;testemunhal&rdquo; de inspira&ccedil;&atilde;o<\/b><\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No modelo testemunhal, Deus parece inspirar o profeta a dar seu pr&oacute;prio relato do que viu e ouviu. Jo&atilde;o escreveu: &ldquo;O que era desde o princ&iacute;pio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos pr&oacute;prios olhos, &hellip; o que temos visto e ouvido anunciamos tamb&eacute;m a v&oacute;s outros&rdquo; &ndash; (I Jo&atilde;o 1:1-3). Ser uma testemunha significa relatar a hist&oacute;ria como foi vista &ndash; ou apreendida &ndash; pelo indiv&iacute;duo. Tecnicamente, n&atilde;o &eacute; permitido a uma testemunha se referir&nbsp; a conceitos ou opini&otilde;es emitidas por outros. Deus inspira uma pessoa a dar seu pr&oacute;prio relato sem sonhos ou vis&otilde;es adicionais, mas ainda assim a mensagem &eacute; resultado da inspira&ccedil;&atilde;o divina, porque o Esp&iacute;rito Santo impressiona a mente do profeta e o inspira a escrever como uma testemunha.<b style=\"color: black;\"><\/b><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os Evangelhos de Mateus e Jo&atilde;o s&atilde;o resultado do modelo testemunhal. Estes ap&oacute;stolos n&atilde;o precisaram de uma revela&ccedil;&atilde;o sobrenatural para contarem a hist&oacute;ria de Jesus; eles fizeram parte da hist&oacute;ria. Os Evangelhos n&atilde;o s&atilde;o menos inspirados que os escritos vision&aacute;rios s&oacute; porque n&atilde;o s&atilde;o resultado de uma vis&atilde;o. Eles foram inspirados de uma forma diferente &ndash; o Esp&iacute;rito Santo estava usando um modelo diferente.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Alguns adventistas t&ecirc;m dificuldade para entender como funciona a inspira&ccedil;&atilde;o quando Ellen White d&aacute; seu pr&oacute;prio testemunho em obras autobiogr&aacute;ficas, ou quando conta a hist&oacute;ria do movimento do Advento como ela o vivenciou. Esses relatos s&atilde;o menos inspirados que aqueles que come&ccedil;am com &ldquo;Eu vi&rdquo;? N&atilde;o. N&atilde;o acreditamos em &ldquo;n&iacute;veis&rdquo; ou &ldquo;graus&rdquo; de inspira&ccedil;&atilde;o; acreditamos que Deus usa diferentes modos para inspirar uma pessoa a escrever uma mensagem.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">O modelo &ldquo;historiador&rdquo; de inspira&ccedil;&atilde;o<\/b><\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Enquanto os Evangelhos de Mateus e Jo&atilde;o resultam de um modelo testemunhal, os de Marcos e Lucas prov&ecirc;m do que poder&iacute;amos descrever como um modelo &ldquo;historiador&rdquo; de inspira&ccedil;&atilde;o. Lucas afirma, de modo claro, que o seu relato sobre Jesus n&atilde;o veio atrav&eacute;s de vis&otilde;es e sonhos, mas atrav&eacute;s de pesquisa. &ldquo;Visto que muitos houve que empreenderam uma narra&ccedil;&atilde;o coordenada dos fatos que entre n&oacute;s se realizaram, &hellip; igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investiga&ccedil;&atilde;o de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelent&iacute;ssimo Te&oacute;filo, uma exposi&ccedil;&atilde;o em ordem&rdquo; (Lucas 1:1-3).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No modelo &ldquo;historiador&rdquo;, Deus inspira o profeta a procurar [p.23] informa&ccedil;&otilde;es em fontes tais como registros hist&oacute;ricos, relatos de testemunhas oculares, e mem&oacute;rias orais ou escritas. Podemos ter certeza de que Ele guia Seus servos a irem a pessoas de confian&ccedil;a, a fazer as perguntas certas, e a fazer cita&ccedil;&otilde;es de fontes corretas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Al&eacute;m de Marcos e Lucas, livros tais como Atos, &Ecirc;xodo, Josu&eacute;, Esdras, e Ester ilustram como alguns registros hist&oacute;ricos, incluindo di&aacute;rios de viagem, se tornaram parte dos escritos inspirados. Nem Mois&eacute;s nem Lucas precisaram de uma revela&ccedil;&atilde;o especial para registrar a hist&oacute;ria do &Ecirc;xodo ou da igreja apost&oacute;lica. Contudo, o Senhor sabia que aquelas narrativas n&atilde;o somente encorajariam Seu povo em tempos posteriores, mas tamb&eacute;m o aconselhariam e advertiriam. Conseq&uuml;entemente, Ele inspirou Seus servos a registrarem aquelas viagens e circunst&acirc;ncias que circundavam o povo de Deus.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O modelo historiador de inspira&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m nos permite entender melhor por que Ellen White incluiu registros hist&oacute;ricos &ndash; muitas vezes de fontes seculares &ndash; dentro de seus escritos inspirados. Uma cita&ccedil;&atilde;o secular se torna uma parte integrante de um escrito inspirado n&atilde;o por causa de uma mudan&ccedil;a alqu&iacute;mica em sua subst&acirc;ncia, mas por causa da liberdade que Deus concede ao profeta de usar qualquer fonte que ele considere necess&aacute;ria para tornar o texto final da mensagem claro e completo.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O modelo historiador de inspira&ccedil;&atilde;o nos ajuda a entender o uso de fontes religiosas que n&atilde;o sejam vis&otilde;es e sonhos prof&eacute;ticos. Assim como Lucas foi &agrave;s pessoas religiosas em busca de informa&ccedil;&atilde;o sobre a hist&oacute;ria de Jesus, Ellen White foi aos livros religiosos procurando express&otilde;es e figuras liter&aacute;rias que lhe possibilitassem dar &ldquo;uma apresenta&ccedil;&atilde;o pronta e eficaz do assunto&rdquo; que ela havia sido inspirada a apresentar. [5]<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">O modelo &ldquo;conselheiro&rdquo; de inspira&ccedil;&atilde;o<\/b><\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No modelo &ldquo;conselheiro&rdquo;, o profeta age como um consultor para o povo de Deus. Por exemplo, Paulo lidou com assuntos de fam&iacute;lia em sua primeira carta aos Cor&iacute;ntios. Em algumas ocasi&otilde;es, ele teve uma &ldquo;ordem&rdquo; do Senhor (I Cor. 7:10). Em outras ocasi&otilde;es, ele n&atilde;o teve uma revela&ccedil;&atilde;o especial (verso 25), mas isso n&atilde;o o impediu de dar conselho inspirado &ndash; conselho vindo de uma mente cheia do Esp&iacute;rito de Deus (verso 40).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma grande parte dos escritos de Ellen White vem sob o modelo conselheiro de inspira&ccedil;&atilde;o. Muitas vezes ela usou o termo &ldquo;eu vi&rdquo; ao dar conselhos a pais e professores, ao aconselhar crian&ccedil;as e jovens, ou ao dar advert&ecirc;ncias a ministros e administradores; mas muitas vezes ela n&atilde;o usou. N&atilde;o devemos dar um valor menor para conselhos sobre os quais n&atilde;o foi dada uma revela&ccedil;&atilde;o especial. Isso limitaria o Senhor a um &uacute;nico m&eacute;todo de comunica&ccedil;&atilde;o. Deus inspirou a profetisa a usar seu pr&oacute;prio julgamento [6] ao dar conselhos &ndash; conselhos vindos de uma mente iluminada pelo mesmo Esp&iacute;rito que d&aacute; vis&otilde;es e sonhos.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">O modelo &ldquo;epistolar&rdquo; de inspira&ccedil;&atilde;o<\/b><\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As cartas de Tiago, Jo&atilde;o, Paulo e Pedro trouxeram inspira&ccedil;&atilde;o, devo&ccedil;&atilde;o, instru&ccedil;&atilde;o, e corre&ccedil;&atilde;o [p. 25] aos crentes do primeiro s&eacute;culo, bem como aos crist&atilde;os de todas as &eacute;pocas. Contudo, na estrutura da din&acirc;mica de inspira&ccedil;&atilde;o, as ep&iacute;stolas nos confrontam com novos dilemas: primeiro, como lidar com cartas pessoais agora tornadas p&uacute;blicas atrav&eacute;s de sua inser&ccedil;&atilde;o no c&acirc;non b&iacute;blico; segundo, como entender a inspira&ccedil;&atilde;o quando o profeta escreve sauda&ccedil;&otilde;es, nomes, circunst&acirc;ncias, ou mesmo coisas comuns que n&atilde;o requerem uma revela&ccedil;&atilde;o especial.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Seguramente Paulo nunca imaginou que suas cartas a Tim&oacute;teo, Tito, e Filemon se tornariam de dom&iacute;nio p&uacute;blico. Mas o Senhor planejou que aquelas cartas fossem parte do c&acirc;non para trazer inspira&ccedil;&atilde;o, instru&ccedil;&atilde;o e conforto para muitos ministros jovens e crist&atilde;os que estivessem enfrentando circunst&acirc;ncias semelhantes.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Do mesmo modo, Ellen White nunca imaginou que suas cartas pessoais, especialmente aquelas endere&ccedil;adas a seu marido e filhos, se tornariam de dom&iacute;nio p&uacute;blico. Ao decidir torn&aacute;-las dispon&iacute;veis, a comiss&atilde;o dos deposit&aacute;rios do Patrim&ocirc;nio Liter&aacute;rio de Ellen G. White levou em conta dois princ&iacute;pios: primeiro, a pr&oacute;pria Ellen White declarou que testemunhos que haviam sido dirigidos a um &uacute;nico indiv&iacute;duo para instruir, corrigir, ou encorajar aquela pessoa numa determinada situa&ccedil;&atilde;o seriam &uacute;teis a outros tamb&eacute;m. [7] Segundo, se o Senhor permitiu que as cartas pessoais de Paulo estivessem na B&iacute;blia para servirem a um p&uacute;blico mais amplo, por que n&atilde;o deveria Ele fazer o mesmo com um profeta mais recente?<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A correspond&ecirc;ncia de Paulo com os cor&iacute;ntios revela suas emo&ccedil;&otilde;es &ndash; sentimentos de des&acirc;nimo e at&eacute; repulsa pelos graves pecados permitidos na igreja. O Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o entrou em cena com uma revela&ccedil;&atilde;o ou vis&atilde;o especial. Antes, o Esp&iacute;rito inspirou o servo de Deus a se expressar com seus pr&oacute;prios sentimentos. Mas, no caso de alguns crentes considerarem esta mensagem somente como uma carta vinda de um pastor preocupado, o ap&oacute;stolo lembrou-lhes que tudo o que ele pregou ou ensinou &ndash; ou at&eacute; escreveu &ndash; foi resultado dos ensinos do Esp&iacute;rito (I Cor. 2: 1-13).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As cartas pessoais de Ellen White mostram a profetisa se correspondendo com as pessoas, expressando suas preocupa&ccedil;&otilde;es e sentimentos. Muitas vezes n&atilde;o h&aacute; nenhum &ldquo;Eu vi&rdquo; no come&ccedil;o da carta. Mas isto n&atilde;o significa que ela est&aacute; escrevendo somente seus sentimentos ou opini&otilde;es pessoais. Ela est&aacute; bem consciente da fonte divina de seus escritos. [8]<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">O modelo &ldquo;liter&aacute;rio&rdquo; de inspira&ccedil;&atilde;o<\/b><\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Neste modelo, o Esp&iacute;rito Santo inspira o profeta a expressar seus sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas atrav&eacute;s dos recursos de poesia e prosa, como nos salmos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen White n&atilde;o era uma poetisa; contudo, ela expressou seus sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es em milhares de p&aacute;ginas manuscritas de seu di&aacute;rio. Naquelas p&aacute;ginas, o crente encontra [p.26] inspira&ccedil;&atilde;o, instru&ccedil;&atilde;o, corre&ccedil;&atilde;o e conforto, como em qualquer outra por&ccedil;&atilde;o dos escritos inspirados.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mas h&aacute; ainda uma outra dimens&atilde;o na din&acirc;mica de inspira&ccedil;&atilde;o. Ao comunicar Sua mensagem, Deus n&atilde;o somente usa seres humanos, mas tamb&eacute;m a linguagem humana. E ambos s&atilde;o imperfeitos. Como estes ve&iacute;culos imperfeitos afetam a perfeita mensagem de Deus?<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">1. Um mensageiro imperfeito<\/b><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O fato de que os profetas foram chamados &ldquo;homens santos da parte de Deus&rdquo; (II Pedro 1:21) n&atilde;o significa que eles foram sem pecado nem nos impede de reconhecer suas fraquezas como seres humanos. Qualquer tentativa de julgar os profetas b&iacute;blicos &ldquo;perfeitos&rdquo; ser&aacute; confrontada pelo pr&oacute;prio registro b&iacute;blico. Pense sobre o rei Davi. Embora ele fosse um profeta, cometeu pecados graves. Quando seu relacionamento com Deus foi quebrado pelo pecado, Deus enviou outro profeta para corrigir Seu servo (II Sam. 12: 1-13). Ap&oacute;s o arrependimento de Davi, o canal de comunica&ccedil;&atilde;o foi aberto mais uma vez, e ele foi inspirado a escrever o lindo salmo de confiss&atilde;o (Salmo 51).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">N&atilde;o devemos estabelecer nossa confian&ccedil;a nos profetas b&iacute;blicos com base num registro de vida perfeito. Tampouco devemos faz&ecirc;-lo com um profeta moderno &ndash; a autoridade da palavra prof&eacute;tica n&atilde;o &eacute; baseada numa vida perfeita ou num comportamento perfeito. Ellen White nunca reivindicou perfei&ccedil;&atilde;o ou infalibilidade. &ldquo;Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; infalibilidade, nunca a pretendi; unicamente Deus &eacute; infal&iacute;vel. Sua palavra &eacute; a verdade, e n&atilde;o h&aacute; nEle mudan&ccedil;a ou sombra de varia&ccedil;&atilde;o.&rdquo; [9] Por seus di&aacute;rios e cartas pessoais, sabemos que algumas vezes ela ficou desanimada; algumas vezes teve diverg&ecirc;ncias com seu marido; muitas vezes teve que pedir perd&atilde;o; ela cometia erros.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">2. Um profeta equivocado<\/b><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No registro b&iacute;blico encontramos exemplos em que um profeta teve que ser corrigido por causa de id&eacute;ias preconcebidas. Primeiro os ap&oacute;stolos acreditaram que somente os judeus poderiam ser salvos. O Esp&iacute;rito Santo teve de corrigir essa id&eacute;ia para que o evangelho pudesse ser levado a todo o mundo. Uma vis&atilde;o no caso de Pedro (Atos 10, 11) e revela&ccedil;&otilde;es especiais no caso de Paulo (Ef&eacute;sios 3:3-6) esclareceram os ap&oacute;stolos e, por meio disso, a igreja inteira.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No movimento adventista tamb&eacute;m encontramos exemplos quando a profetisa teve de ser corrigida por causa de id&eacute;ias preconcebidas. Nossos pioneiros eram grandemente limitados em sua compreens&atilde;o de miss&atilde;o por um erro teol&oacute;gico herdado do movimento milerita &ndash; a doutrina da porta fechada, a cren&ccedil;a de que a porta da gra&ccedil;a estava fechada. At&eacute; mesmo Ellen White a aceitou. Em vis&otilde;es sucessivas, o Esp&iacute;rito corrigiu a id&eacute;ia, primeiro em sua mente e, ent&atilde;o, atrav&eacute;s dela, no movimento inteiro. [10]<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O fato de que o Esp&iacute;rito Santo corrigiu qualquer doutrina errada que houvesse em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; miss&atilde;o global nas mentes de Pedro, Paulo e Ellen White, nos d&aacute; a garantia de que o Esp&iacute;rito est&aacute; no controle da mensagem inspirada.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em outros exemplos, um profeta teve de ser corrigido porque o conselho ou sugest&atilde;o era diferente do plano de Deus. Neste caso, encontramos o profeta Nat&atilde; primeiro aprovando o plano de Davi para construir uma casa para o Senhor, mas posteriormente o Senhor corrigiu essa id&eacute;ia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Encontramos paralelos no minist&eacute;rio de Ellen White. Em 1902, a casa publicadora operada pelos adventistas do s&eacute;timo dia no sul dos Estados Unidos estava com problemas financeiros. Os l&iacute;deres da igreja procuraram conselho inspirado. Ap&oacute;s alguma considera&ccedil;&atilde;o, Ellen White apoiou a decis&atilde;o dos l&iacute;deres de fechar a casa publicadora. Mas, na noite seguinte, Deus corrigiu Sua mensageira. Ela teve que escrever uma mensagem diferente. [11]<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, todos os escritores do Novo Testamento acreditavam que a volta de Jesus estava pr&oacute;xima. Embora n&atilde;o possamos compreender o m&eacute;todo cronol&oacute;gico exato com que o Esp&iacute;rito Santo lidou com esta quest&atilde;o, sabemos que os ap&oacute;stolos receberam informa&ccedil;&otilde;es adicionais. Por exemplo, na primeira carta aos Tessalonicenses, Paulo deu a impress&atilde;o de que esperava estar vivo para a vinda do Senhor (I Tess. 4:16, 17). Contudo, informa&ccedil;&otilde;es adicionais entre as duas cartas levaram-no a advertir a igreja a n&atilde;o esperar que o Senhor viesse imediatamente (II Tess. 2:1-4).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Do mesmo modo, Jo&atilde;o estava convencido de que estava vivendo na &ldquo;&uacute;ltima hora&rdquo; (I Jo&atilde;o 2:18). Vis&otilde;es posteriores lhe deram a oportunidade de falar &agrave; igreja, certamente com tristeza, que muitas coisas aconteceriam &ndash; inclusive uma feroz persegui&ccedil;&atilde;o &ndash; antes da vinda do Senhor. Sem d&uacute;vida, o livro de Apocalipse foi a resposta do Esp&iacute;rito a muitas quest&otilde;es que surgiram na mente do ap&oacute;stolo amado.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Todos os crentes no movimento do advento, inclusive a mensageira especial do Senhor, partilhavam da convic&ccedil;&atilde;o de que a Sua vinda estava pr&oacute;xima. N&atilde;o precisamos ficar embara&ccedil;ados [p. 27] com o fato de que Ellen White expressou suas expectativas, como fizeram Paulo, Pedro e Jo&atilde;o nos tempos b&iacute;blicos. Mais uma vez o Esp&iacute;rito Santo teve de corrigir algumas id&eacute;ias e dar informa&ccedil;&otilde;es adicionais para guiar a igreja na dire&ccedil;&atilde;o correta.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1856, foi mostrado a Ellen White que alguns crentes que estavam presentes num encontro estariam vivos at&eacute; a volta de Jesus. [12] Nos anos seguintes, o Senhor deu a ela uma vis&atilde;o ampliada do grande conflito com informa&ccedil;&otilde;es adicionais sobre a jornada que ainda estava &agrave; frente. Tamb&eacute;m foi revelado que &ldquo;talvez tenhamos de permanecer muitos anos mais neste mundo por causa de insubordina&ccedil;&atilde;o&rdquo;. [13]<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">3. Linguagem imperfeita<\/b><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os adventistas do s&eacute;timo dia n&atilde;o acreditam em inspira&ccedil;&atilde;o verbal (a id&eacute;ia de que Deus dita cada palavra ao profeta). Com exce&ccedil;&atilde;o dos Dez Mandamentos, todos os escritos inspirados s&atilde;o o resultado de esfor&ccedil;os combinados do Esp&iacute;rito Santo, que inspira o profeta com uma vis&atilde;o, uma impress&atilde;o, um conselho, ou um julgamento; e do profeta, que come&ccedil;a a procurar frases, figuras liter&aacute;rias e express&otilde;es para transmitir a mensagem de Deus corretamente.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Deus d&aacute; ao profeta liberdade para selecionar o tipo de linguagem que quer usar. Isso explica os diferentes estilos dos escritores b&iacute;blicos e a raz&atilde;o pela qual Ellen White descreve a linguagem usada por escritores inspirados como &ldquo;imperfeita&rdquo; e &ldquo;humana&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Tendo em vista de que &ldquo;tudo o que &eacute; humano &eacute; imperfeito&rdquo;, [14] devemos aceitar a id&eacute;ia de imperfei&ccedil;&otilde;es e erros tanto na B&iacute;blia quanto nos escritos de Ellen White. Isto significa pelo menos duas coisas: 1. O profeta usa sua linguagem comum e cotidiana aprendida desde a inf&acirc;ncia e aperfei&ccedil;oada atrav&eacute;s de estudo, leitura, e viagem; n&atilde;o h&aacute; nada sobrenatural ou divino na linguagem usada. 2. O profeta pode cometer erros ortogr&aacute;ficos ou gramaticais, assim como outros tipos de imperfei&ccedil;&otilde;es de linguagem tais como&nbsp;<i>lapsus linguae<\/i>&nbsp;(um lapso de linguagem) ou&nbsp;<i>lapsus memoriae<\/i>(um lapso de mem&oacute;ria), que precisam ser corrigidos por um editor antes que o texto fique pronto para publica&ccedil;&atilde;o. O editor corrige n&atilde;o a mensagem inspirada, mas sim a linguagem n&atilde;o-inspirada.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Achamos um&nbsp;<i>lapsu linguae&nbsp;<\/i>no Evangelho de Mateus, quando ele cita Zacarias mas menciona Jeremias em conex&atilde;o com as 30 moedas de prata &ndash; (Mat. 27:9, 10; Zac. 11:12, 13;&nbsp; Jer. 32:6-9). Para uma pessoa que acredita em inspira&ccedil;&atilde;o verbal, isto levanta quest&otilde;es s&eacute;rias; mas para aqueles que aceitam que o Senhor fala aos seres humanos na nossa linguagem imperfeita, isto ilustra como a mensagem divina nos alcan&ccedil;a atrav&eacute;s de uma linguagem imperfeita.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A seguinte declara&ccedil;&atilde;o de Ellen White, quando ela cita Paulo, mas menciona Pedro, &eacute; similar: &ldquo;&rsquo;O amor de Cristo nos constrange&rsquo;, o ap&oacute;stolo Pedro declarou. Este foi o motivo que impeliu o zeloso disc&iacute;pulo em seus trabalhos &aacute;rduos na causa do evangelho.&rdquo; [15] [p.28] Felizmente, temos evid&ecirc;ncias suficientes na B&iacute;blia, assim como na hist&oacute;ria do movimento do Adventista, para nos mostrar que o Esp&iacute;rito Santo sempre corrigiu Seus mensageiros em assuntos importantes para a igreja.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O Senhor nos surpreende com Seus caminhos maravilhosos e, algumas vezes, estranhos. Para Se comunicar com Seus filhos, Ele escolheu como Seus instrumentos para transmitir a mensagem seres humanos, dedicados mas falhos, e que usavam uma linguagem humana imperfeita. Devemos ser gratos ao nosso Pai Celeste por Ele n&atilde;o ter escolhido uma linguagem sobre-humana, entendida somente por poucas pessoas privilegiadas,&nbsp; mas escolheu usar nossa pr&oacute;pria maneira comum e imperfeita de ver e entender as coisas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ao aceitarmos Seus caminhos, precisamos tamb&eacute;m ter o cuidado de n&atilde;o confundir o conte&uacute;do com o recipiente. N&atilde;o devemos descartar o &ldquo;tesouro&rdquo; ali contido apenas porque o &ldquo;vaso&rdquo; &eacute; imperfeito e algumas vezes impr&oacute;prio. [16]&nbsp;<b style=\"color: black;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/b><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">Refer&ecirc;ncias:<\/b><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[*] Os textos b&iacute;blicos neste artigo s&atilde;o da vers&atilde;o Jo&atilde;o Ferreira de Almeida &ndash; Revista e Atualizada no Brasil &ndash; 2a&nbsp;Edi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[1] Para uma ilustra&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica de for&ccedil;a sobrenatural, veja Ju&iacute;zes 13-16. Para falta de for&ccedil;a enquanto em vis&atilde;o, veja Daniel 10:7-11. Muitas testemunhas de confian&ccedil;a afirmam que Ellen White n&atilde;o respirava quando em vis&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[2] Veja &Ecirc;x. 3; 4; Josu&eacute; 5: 13-15.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[3] Veja II Reis 6: 15-17.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[4] Veja II Cor. 12: 1-4.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[5]&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>, p. xii.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[6] Ellen White sugere ambas as id&eacute;ias: (1) que sua pr&oacute;pria opini&atilde;o estava &ldquo;sob o treinamento de Deus&rdquo; (<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 3, p. 60); e (2) que sua mente e opini&atilde;o eram controladas pela &ldquo;mente e opini&atilde;o do grande Eu Sou&rdquo; (<i>Spalding and Magan Collection<\/i>, p. 87).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[7]&nbsp;<i>Testemunhos<\/i>, vol. 5, p. 660.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[8]&nbsp;<i>Ibid.<\/i>, p. 67.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[9] Mensagens Escolhidas, vol.1, p. 37.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[10]&nbsp;<i>Ibid.<\/i>, p. 63, 64.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[11] Carta 208, 1902, in Spalding and Magan Collection, p. 282.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[12] Veja&nbsp;<i>Testemunhos<\/i>, vol. 1, p. 131, 132.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[13]&nbsp;<i>Evangelismo<\/i>, p. 696.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[14]&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 1, p.20, 21.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[15]<i>&nbsp;Review and Herald<\/i>, 30 de out. de 1913; veja a declara&ccedil;&atilde;o de Paulo em II Cor. 5: 14.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">[16] Veja&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, vol. 1, p. 26.<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu&ccedil;&atilde;o Como Deus se comunica com os seres humanos? 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