{"id":567,"date":"2014-08-26T06:00:22","date_gmt":"2014-08-26T06:00:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=567"},"modified":"2014-08-26T13:15:19","modified_gmt":"2014-08-26T13:15:19","slug":"o-debate-adventista-sobre-a-trindade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/o-debate-adventista-sobre-a-trindade\/","title":{"rendered":"O debate adventista sobre a Trindade"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">Resumo:&nbsp;<\/b><span style=\"color: #4d4d4d;\">Este artigo descreve o desenvolvimento da compreens&atilde;o adventista da doutrina da Trindade ao longo de mais de um s&eacute;culo e meio de hist&oacute;ria. O autor divide esse desenvolvimento em seis per&iacute;odos, nos quais s&atilde;o mencionadas as respectivas contribui&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias mais significativas sobre o assunto. Especial aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; dada &agrave; supera&ccedil;&atilde;o do antitrinitarianismo inicial e ao ressurgimento contempor&acirc;neo desta teoria entre grupos dissidentes do adventismo.<\/span><\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<i><\/i><\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quarenta anos se passaram desde que Erwin R. Gane demonstrou que a maioria dos l&iacute;deres entre os primeiros adventistas do s&eacute;timo dia defendiam uma teologia antitrinitariana.1&nbsp;Ele tamb&eacute;m apresentou forte evid&ecirc;ncia para uma segunda hip&oacute;tese: que a co-fundadora Ellen G. White era uma exce&ccedil;&atilde;o &agrave; opini&atilde;o da maioria. &ldquo;Ela era&rdquo;, asseverou, &ldquo;uma monote&iacute;sta trinitariana&rdquo;.2&nbsp;Gane n&atilde;o tentou reconstruir a hist&oacute;ria da mudan&ccedil;a desde a rejei&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o do trinitarianismo, mas tratou amplamente da atua&ccedil;&atilde;o de Ellen White na mudan&ccedil;a teol&oacute;gica. Documentando, por&eacute;m, dois importantes pontos de partida, ele preparou o cen&aacute;rio para que outros investigadores levem adiante sua obra.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Desde ent&atilde;o, v&aacute;rios autores t&ecirc;m aceitado aspectos destes dois grandes pontos de debate. Russell Holt, em 1969, baseado na tese de Gane, adicionou outra significativa evid&ecirc;ncia concernente a Tiago White, J. N. Andrews, A. C. Bourdeau, D. T. Bourdeau, R. F. Cottrell, A. T. Jones, W. W. Prescott, J. Edson White e M. L. Andreasen. Concluindo, Holt afirmou que at&eacute; 1890 o &ldquo;campo era dominado por&rdquo; antitrinitarianos; de 1890 a 1900, &ldquo;o rumo da denomina&ccedil;&atilde;o foi decidido por declara&ccedil;&otilde;es de Ellen G. White&rdquo;, e durante o per&iacute;odo de 1900 a 1930 morreram muitos dos principais antitrinitarianos, de sorte que por volta de 1931 o trinitarianismo &ldquo;havia triunfado e se tornado o ponto de vista oficial denominacional.&rdquo; Assim, Holt aproximou a trajet&oacute;ria hist&oacute;rica da presente pesquisa, embora o tamanho de sua tese n&atilde;o permitisse tratamento em profundidade.3<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Dois anos depois, L. E. Froom, em&nbsp;<i>Moviment of Destiny<\/i>,<i>&nbsp;<\/i>apresentou um in&iacute;cio mais antigo de trinitarianismo, afirmando que E. J. Waggoner, j&aacute; no ano de 1888, tinha se tornado essencialmente trinitariano ou, no m&iacute;nimo, &ldquo;anti-ariano&rdquo;, mas somente por &ldquo;s&uacute;plica especial&rdquo; poderia ele sustentar este aspecto de sua hip&oacute;tese.4&nbsp;Contudo,&nbsp;<i>Moviment of Destiny&nbsp;<\/i>apresenta um exame mais detalhado das fontes prim&aacute;rias sobre trinitarianismo e antitrinitarianismo no movimento adventista do que pode ser encontrado em qualquer&nbsp; outro lugar. Pela magnitude, sua obra d&aacute; uma importante contribui&ccedil;&atilde;o para a hist&oacute;ria da teologia adventista da Divindade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1996, Merlin Burt contribuiu com detalhes e necess&aacute;ria profundidade para a compreens&atilde;o da doutrina na primeira metade do s&eacute;culo vinte.5&nbsp;Woodrow Whidden ampliou a discuss&atilde;o teol&oacute;gica sistem&aacute;tica unindo os avan&ccedil;os em soteriologia e a nova abertura ao trinitarianismo durante a d&eacute;cada de 1888-1898.6<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Todas estas contribui&ccedil;&otilde;es basicamente comprovam a tese original de Gane. Como resultado, sua afirma&ccedil;&atilde;o de que muitos dos principais pioneiros do adventismo do s&eacute;timo dia eram antitrinitarianos em sua teologia, tornou-se hist&oacute;ria adventista aceita. Em 2003, por&eacute;m, o significado dessa hist&oacute;ria para a f&eacute; e pr&aacute;tica passou a ser mais calorosamente debatido do que nunca. Por um lado, alguns adventistas t&ecirc;m envolvido o antitrinitarianismo dos pioneiros em uma teoria de conspira&ccedil;&atilde;o ecum&ecirc;nica, alegando que os dirigentes adventistas tra&iacute;ram a &ldquo;verdade&rdquo; original por amor &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, como um meio de desfazer a imagem sect&aacute;ria da denomina&ccedil;&atilde;o.7Por outro lado, a quest&atilde;o sobre se a cren&ccedil;a em Deus como uma Trindade &eacute; realmente b&iacute;blica recebe for&ccedil;a adicional do fato de que alguns te&oacute;logos contempor&acirc;neos da mais vasta comunidade protestante est&atilde;o aceitando novamente o questionamento hist&oacute;rico do trinitarianismo tradicional.8<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A finalidade deste artigo &eacute; examinar o processo de mudan&ccedil;a na opini&atilde;o adventista da Trindade, a fim de descobrir o que motivou as altera&ccedil;&otilde;es, e tamb&eacute;m se elas resultaram de uma crescente compreens&atilde;o b&iacute;blica ou se foram impulsionadas pelo desejo de sermos vistos como ortodoxos pela mais ampla comunidade crist&atilde;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O desenvolvimento da doutrina da Divindade no adventismo do s&eacute;timo dia pode ser dividido em seis per&iacute;odos: (1) Predomin&acirc;ncia antitrinitariana (1846-1888); (2) Insatisfa&ccedil;&atilde;o com o antitrinitarianismo (1888-1898);&nbsp; (3) Mudan&ccedil;a de paradigma (1898-1913);&nbsp; (4) Decl&iacute;nio do antitrinitarianismo (1913-1946);&nbsp; (5) Predomin&acirc;ncia trinitariana (1946-1980); e Tens&otilde;es renovadas (1980 at&eacute; o presente). Os tr&ecirc;s primeiros per&iacute;odos foram discutidos por Gane, Holt e Froom, e o per&iacute;odo de 1888-1957, por Merlin Burt. Entretanto, nenhum desses lidam extensamente com os problemas trinitarianos durante a crise de Kellogg9ou o per&iacute;odo a partir de 1980.10<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Predomin&acirc;ncia antitrinitariana&nbsp; (1846-1888)<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">De cerca de 1846 a 1888, a maioria dos adventistas rejeitava o conceito da Trindade &ndash; ao menos como eles o entendiam. Todos os principais escritores foram antitrinitarianos, embora a literatura contenha refer&ecirc;ncias ocasionais a membros que mantinham opini&otilde;es trinitarianas. Ambrose C. Spicer, pai de William Ambrose Spicer, Presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Geral, tinha sido um ministro batista do s&eacute;timo dia antes da sua convers&atilde;o ao Adventismo em 1874. Evidentemente, ele continuou trinitariano, porque W. A. Spicer relatou a A. W. Spalding que seu pai &ldquo;ficou t&atilde;o ofendido ante a atmosfera antitrinitariana de Battle Creek que deixou de pregar.&rdquo;11&nbsp;S. B. Whitney tinha sido trinitariano, mas no processo de sua doutrina&ccedil;&atilde;o como adventista em 1861, tornou-se um convicto antitrinitariano. Sua experi&ecirc;ncia evidencia que no m&iacute;nimo alguns ministros ensinavam o antitrinitarianismo como um elemento essencial da instru&ccedil;&atilde;o dos novos conversos.12&nbsp;R. F. Cottrell, por outro lado, escreveu na&nbsp;<i>Review&nbsp;<\/i>que, embora ele n&atilde;o acreditasse na Trindade, jamais &ldquo;tinha pregado contra ela&rdquo; ou escrito anteriormente sobre isto.13&nbsp;Uma terceira part&iacute;cula de evid&ecirc;ncia de que nem todos concordavam com o antitrinitarianismo foi a observa&ccedil;&atilde;o de D. T. Bourdeau em 1890: &ldquo;Embora afirmemos ser crentes e adoradores de um s&oacute; Deus, tenho pensado que h&aacute; tantos deuses entre n&oacute;s como existem concep&ccedil;&otilde;es da Divindade.&rdquo;14<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Aqueles que rejeitavam a doutrina tradicional da Trindade dos credos crist&atilde;os eram crentes sinceros no testemunho b&iacute;blico concernente &agrave; eternidade de Deus o Pai, &agrave; divindade de Jesus Cristo &ldquo;como Criador, Redentor e Mediador&rdquo; e &agrave; &ldquo;import&acirc;ncia do Esp&iacute;rito Santo.&rdquo;15&nbsp;Conquanto alguns, muito cedo na hist&oacute;ria adventista, sustentassem que Cristo fora criado,16&nbsp;era amplamente aceito por volta de 1888 que Ele tinha preexistido &ldquo;em tempos t&atilde;o remotos nos dias da eternidade que para a compreens&atilde;o finita Ele era &ldquo;praticamente sem princ&iacute;pio&rdquo;. Seja qual for o princ&iacute;pio que possa estar envolvido, n&atilde;o foi por &ldquo;cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;.17&nbsp;Al&eacute;m disso, eles n&atilde;o estavam inicialmente convictos de que o Esp&iacute;rito Santo fosse uma Pessoa divina individual e n&atilde;o meramente uma express&atilde;o para a presen&ccedil;a, poder ou influ&ecirc;ncia divina.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;Com respeito &agrave; trindade, conclu&iacute; que me era imposs&iacute;vel crer que o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, fosse tamb&eacute;m o Deus Todo-poderoso, o Pai, um e o mesmo ser&rdquo;, escreveu Jos&eacute; Bates concernentemente &agrave; sua convers&atilde;o em 1827. Disse ele ao seu pai: &ldquo;Se voc&ecirc; puder me convencer de que somos um neste sentido, de que voc&ecirc; &eacute; meu pai, e eu seu filho; e tamb&eacute;m que eu sou seu pai, e voc&ecirc; meu filho, ent&atilde;o eu posso crer na trindade.&rdquo; Por causa desta diferen&ccedil;a, ele preferiu unir-se &agrave; Conex&atilde;o Crist&atilde; em vez de &agrave; Igreja Congregacional de seus pais.18&nbsp;Algu&eacute;m poderia ser tentado a descartar a afirma&ccedil;&atilde;o de Bates como simples ignor&acirc;ncia do significado de Trindade, mas havia ent&atilde;o, e permanece ainda hoje, uma variedade de pontos de vista reivindicando o termo &ldquo;Trindade&rdquo;. Cottrell observou em 1869 que havia &ldquo;uma multid&atilde;o de opini&otilde;es&rdquo; sobre a Trindade, &ldquo;todas elas ortodoxas, eu suponho, desde que havia um assentimento nominal &agrave; doutrina.&rdquo;19<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os primeiros adventistas apresentavam no m&iacute;nimo seis motivos para sua rejei&ccedil;&atilde;o do termo &ldquo;Trindade&rdquo;. O primeiro era que eles n&atilde;o viam evid&ecirc;ncia b&iacute;blica para tr&ecirc;s pessoas em uma Divindade. Isto n&atilde;o era uma nova obje&ccedil;&atilde;o.20&nbsp;Em sua forma mais simples, o conceito de Trindade &eacute; o resultado de afirmar, pela autoridade das Escrituras, tanto a &ldquo;unidade&rdquo; quanto a &ldquo;triunidade&rdquo; de Deus, a despeito da incapacidade humana de compreender plenamente a Realidade pessoal e divina para a qual esses termos apontam. A maneira como isto pode ser explicado tem sido o objeto de muita reflex&atilde;o e especula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos s&eacute;culos. A influ&ecirc;ncia da filosofia grega sobre o desenvolvimento doutrinal da hist&oacute;ria crist&atilde; primitiva e medieval &eacute; bem conhecido.21<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O segundo motivo dado pelos primeiros adventistas para a rejei&ccedil;&atilde;o da Trindade era a concep&ccedil;&atilde;o err&ocirc;nea que tornava o Pai e o Filho id&ecirc;nticos. J&aacute; notamos o testemunho de Bates: &ldquo;Com respeito &agrave; Trindade, conclu&iacute; que me era imposs&iacute;vel crer que o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, era tamb&eacute;m o Deus Todo-poderoso, o Pai, um e o mesmo ser.&rdquo;22&nbsp;D. W. Hull, J. N. Loughborough, S. B. Whitney e D. M Canright partilhavam desta opini&atilde;o.23&nbsp;O conceito de que o Pai e o Filho s&atilde;o id&ecirc;nticos aproxima-se de uma antiga heresia chamada Monarquianismo Modalista, ou Sabelianismo (de Sab&eacute;lio, um dos seus proponentes do terceiro s&eacute;culo). Os modalistas &ldquo;afirmavam que na Divindade a &uacute;nica diferencia&ccedil;&atilde;o era uma mera sucess&atilde;o de modos ou opera&ccedil;&otilde;es.&rdquo; Os modalistas negavam a&nbsp;&nbsp;<i>triunidade<\/i>de Deus e asseveravam que Pai, Filho e Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o s&atilde;o personalidades separadas.24<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma terceira e oposta obje&ccedil;&atilde;o &agrave; doutrina da Trindade baseava-se na compreens&atilde;o equivocada de que ela ensina a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s Deuses. &ldquo;Se Pai, Filho e&nbsp; Esp&iacute;rito Santo s&atilde;o cada um de per si Deus, seriam tr&ecirc;s Deuses&rdquo;, escreveu Loughborough em 1861.25<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma quarta opini&atilde;o era que a cren&ccedil;a na Trindade diminuiria o valor da expia&ccedil;&atilde;o.26&nbsp;Eles arrazoavam que como &ldquo;o Deus sempre vivo e auto-existente&rdquo; n&atilde;o pode morrer, ent&atilde;o se Cristo tivesse exist&ecirc;ncia pr&oacute;pria como Deus, Ele n&atilde;o poderia ter morrido no Calv&aacute;rio. Se apenas a humanidade morreu, ent&atilde;o Seu sacrif&iacute;cio era meramente um sacrif&iacute;cio humano, inadequado para a reden&ccedil;&atilde;o.27&nbsp;Destarte, a fim de proteger a realidade de Sua morte na cruz, os primeiros adventistas achavam que eles tinham de negar que Cristo, em Sua preexist&ecirc;ncia, possu&iacute;a divina imortalidade. Conquanto este racioc&iacute;nio pudesse ter parecido l&oacute;gico a alguns, suas premissas b&aacute;sicas foram terminantemente rejeitadas por Ellen White em 1897. Ela declarou que quando Jesus morreu na cruz, &ldquo;a divindade n&atilde;o morreu. A humanidade morreu.&rdquo;28&nbsp;Sua influ&ecirc;ncia sobre os leitores adventistas, e a confian&ccedil;a destes na fonte de sua informa&ccedil;&atilde;o era tal que as implica&ccedil;&otilde;es de tal pronunciamento n&atilde;o podiam ser ignoradas, dando aos eruditos adventistas mais um motivo para reavaliar seu paradigma b&aacute;sico concernente &agrave; Divindade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quinto, o fato de que Cristo &eacute; chamado &ldquo;Filho de Deus&rdquo; e &ldquo;o princ&iacute;pio da cria&ccedil;&atilde;o de Deus&rdquo; (Ap 3:14) era cogitado para provar que Ele devia ser de origem mais recente do que Deus o Pai.29<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Sexto, argumentava-se que &ldquo;h&aacute; v&aacute;rias express&otilde;es concernentes ao Esp&iacute;rito Santo que indicavam que ele [sic] n&atilde;o podia adequadamente ser considerado como uma pessoa, tais como sendo &lsquo;derramado&rsquo; no cora&ccedil;&atilde;o [Rm 5:5], e &lsquo;derramarei sobre toda a carne&rsquo; [Jl 2:28].&rdquo;30&nbsp;Estes argumentos, por&eacute;m, dependiam de dar uma interpreta&ccedil;&atilde;o muito literal a express&otilde;es que podiam tamb&eacute;m ser vistas como figuras de linguagem. Estes argumentos faziam sentido dentro de um paradigma totalmente antitrinitariano, mas quando esse paradigma foi posto em d&uacute;vida, estes pontos foram reconhecidos como sendo capazes de se ajustarem a uma ou outra interpreta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Nenhum destes &eacute; uma obje&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida ao conceito b&aacute;sico trinitariano de um Deus em tr&ecirc;s Pessoas.31&nbsp;No entanto, todos eles eram baseados em textos b&iacute;blicos. Finalmente os adventistas mudaram seu ponto de vista da Divindade porque chegaram a uma compreens&atilde;o diferente dos textos b&iacute;blicos.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Insatisfa&ccedil;&atilde;o com o antitrinitarianismo&nbsp; (1888-1898)<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O enfoque em &ldquo;Cristo nossa justi&ccedil;a&rdquo;, dado pela sess&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Geral de 1888, e a consequente exalta&ccedil;&atilde;o da cruz de Cristo, p&ocirc;s seriamente em d&uacute;vida se uma divindade derivada, subordinada, podia adequadamente esclarecer o poder salvador de Cristo. E. J. Waggoner insistiu na necessidade de &ldquo;apresentar a leg&iacute;tima posi&ccedil;&atilde;o de Cristo em igualdade com o Pai, a fim de que Seu poder para redimir pudesse ser melhor apreciado.&rdquo;32&nbsp;Conquanto por volta de 1890 Waggoner ainda n&atilde;o tivesse compreendido plenamente a infinitamente eterna preexist&ecirc;ncia de Cristo,33&nbsp;ele argumentava convincentemente que Cristo n&atilde;o era criado, que &ldquo;Ele tem &lsquo;vida em Si mesmo&rsquo; [Jo 10:17]; Ele possui imortalidade inerente a Si mesmo.&rdquo;&nbsp; Waggoner insistiu na &ldquo;Divina unidade do Pai e do Filho&rdquo; e afirmou que Cristo &eacute; &ldquo;por natureza, da pr&oacute;pria subst&acirc;ncia de Deus, e tendo vida em Si mesmo, Ele &eacute; adequadamente chamado Jeov&aacute;, o Deus vivo&rdquo; (Jr 23:36), &ldquo;que est&aacute; em uma igualdade com Deus (Fp 2:6, ARV), &ldquo;tendo todos os atributos de Deus.&rdquo;34. Waggoner n&atilde;o era ainda plenamente trinitariano, mas ele via claramente que uma concep&ccedil;&atilde;o mais exaltada da obra de reden&ccedil;&atilde;o realizada por Cristo exigia uma concep&ccedil;&atilde;o mais alta do Seu ser como Divindade. &ldquo;O fato de que Cristo &eacute; uma parte da Deidade, possuindo todos os atributos da Divindade, sendo igual ao Pai em todos os aspectos, como Criador e Legislador, &eacute; a &uacute;nica for&ccedil;a que h&aacute; na expia&ccedil;&atilde;o&hellip; Cristo morreu &lsquo;para levar-nos a Deus&rsquo; (1Pe 3:18); mas se Lhe faltava um jota de ser igual a Deus, n&atilde;o poderia levar-nos a Ele.&rdquo;35&nbsp;A for&ccedil;a deste racioc&iacute;nio leva inevitavelmente ao reconhecimento da plena igualdade de Cristo tamb&eacute;m em preexist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Desse modo, a din&acirc;mica da justi&ccedil;a pela f&eacute; e suas consequ&ecirc;ncias para a doutrina de Deus prov&ecirc; o contexto hist&oacute;rico para o provocante coment&aacute;rio de D. T. Bourdeau de que &ldquo;embora afirmemos ser crentes e adoradores de um s&oacute; Deus, tenho pensado que h&aacute; tantos deuses entre n&oacute;s como existem concep&ccedil;&otilde;es da Divindade.&rdquo;36&nbsp;Tal observa&ccedil;&atilde;o de um evangelista e mission&aacute;rio altamente respeitado parece indicar que a confian&ccedil;a coletiva no paradigma antitrinitariano estava mostrando algumas rupturas.&nbsp; Outra evid&ecirc;ncia de que isto era assim apareceu dois anos depois, em 1892, quando a Pacific Press publicou um panfleto intitulado&nbsp;<i>The Bible Doctrine of the Trinity<\/i>&nbsp;(A Doutrina B&iacute;blica da Trindade), de Samuel T. Spear. O panfleto corrigia dois conceitos equivocados prevalecentes da doutrina da Trindade, mostrando que ela &ldquo;n&atilde;o &eacute; um sistema de trite&iacute;smo, ou a doutrina de tr&ecirc;s Deuses, mas &eacute; a doutrina de um Deus subsistindo e agindo em tr&ecirc;s pessoas, com a qualifica&ccedil;&atilde;o de que o termo &lsquo;pessoa&rsquo;&hellip; quando usado nesta rela&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o deve ser compreendido em qualquer sentido que o tornaria incompat&iacute;vel com a unidade da Divindade.&rdquo;37<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1898, Uriah Smith preparou&nbsp;<i>Looking Unto Jesus<\/i>, a mais compreensiva e cuidadosamente matizada exposi&ccedil;&atilde;o do ponto de vista n&atilde;o trinitariano entre os adventistas. Smith repudiou enfaticamente sua opini&atilde;o anterior de que Cristo tinha sido criado, mas ainda mantinha que &ldquo;somente Deus [o Pai] &eacute; sem princ&iacute;pio. Na &eacute;poca mais antiga quanto um princ&iacute;pio poderia ser &ndash; um per&iacute;odo t&atilde;o remoto que para mentes finitas &eacute; essencialmente eternidade &ndash;, apareceu o Verbo.&rdquo; Atrav&eacute;s de algum meio n&atilde;o claramente revelado nas Escrituras, Cristo fora &ldquo;gerado&rdquo;, ou &ldquo;por algum impulso ou processo divino, n&atilde;o cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;, Cristo fora trazido &agrave; exist&ecirc;ncia pelo Pai. Em um par&aacute;grafo Smith surpreendentemente se aproxima de uma declara&ccedil;&atilde;o trinitariana: &ldquo;Esta uni&atilde;o entre o Pai e o Filho n&atilde;o diminui a nenhum dos dois, mas fortalece a ambos. Por meio dela, em conex&atilde;o com o Esp&iacute;rito Santo, temos toda a Divindade.&rdquo;38&nbsp;&nbsp; Mas esse vagaroso esfor&ccedil;o em dire&ccedil;&atilde;o de uma compreens&atilde;o mais ampla foi eclipsado pelas ousadas declara&ccedil;&otilde;es de&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, publicado no mesmo ano. O livro&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es&nbsp;<\/i>produziu uma mudan&ccedil;a de paradigma nas percep&ccedil;&otilde;es adventistas da Divindade.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Mudan&ccedil;a de paradigma&nbsp; (1898-1913)<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O per&iacute;odo de 1898-1913 testemunhou uma quase completa invers&atilde;o do pensamento adventista sobre a Trindade. Digo quase porque essa mudan&ccedil;a de paradigma n&atilde;o levou &agrave; unanimidade sobre o assunto. Como documentou Merlin Burt, alguns l&iacute;deres pensantes que tendiam para a &ldquo;velha opini&atilde;o&rdquo; permaneceram vocais, mas com influ&ecirc;ncia decrescente, por muitos anos.39<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Contudo, a publica&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>,<i>&nbsp;<\/i>de Ellen White, em 1898, tornou-se a linha divis&oacute;ria para a compreens&atilde;o adventista da Trindade. Come&ccedil;ando com o primeiro par&aacute;grafo do livro, ela p&ocirc;s em d&uacute;vida a opini&atilde;o dominante dos primeiros adventistas concernente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o de Cristo com o Pai. Declarava sua terceira senten&ccedil;a do Cap&iacute;tulo 1:&nbsp;<i>&ldquo;Desde os dias da eternidade o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai&rdquo;<\/i>&nbsp;(&ecirc;nfase suprida). Todavia, mesmo isto n&atilde;o foi suficientemente inequ&iacute;voco para esclarecer o seu ponto de vista no tocante &agrave; divindade de Jesus, pois como temos visto, outros tinham usado linguagem semelhante sem crer na infinitamente eterna preexist&ecirc;ncia de Cristo. Posteriormente no livro, escrevendo sobre a ressurrei&ccedil;&atilde;o de L&aacute;zaro, ela citou as palavras de Cristo: &ldquo;Eu sou a ressurrei&ccedil;&atilde;o e a vida&rdquo;, e fez, em seguida, um coment&aacute;rio de sete palavras que come&ccedil;aria a mudar a mar&eacute; da teologia antitrinitariana entre os adventistas:&nbsp;<i>&ldquo;Em Cristo h&aacute; vida original, n&atilde;o emprestada, n&atilde;o derivada&rdquo;<\/i>&nbsp;(&ecirc;nfase suprida).40&nbsp;Em &uacute;ltima an&aacute;lise, Cristo n&atilde;o derivava Sua vida divina do Pai. Como um homem sobre a Terra, Ele subordinou Sua vontade &agrave; vontade do Pai (Jo 5:19, 30), mas como Deus auto-existente, Ele tinha poder para depor Sua vida e tornar a tom&aacute;-la.&nbsp; Desse modo, comentando sobre a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, outra vez Ellen White asseverou Sua plena divindade e igualdade com o Pai, declarando:&nbsp;<i>&ldquo;O Salvador saiu do sepulcro pela vida que havia em Si mesmo.&rdquo;<\/i>41<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Essas declara&ccedil;&otilde;es vieram como um choque para a lideran&ccedil;a da Igreja. M. L. Andreasen, que havia se tornado adventista apenas quatro anos antes, na idade de 18 anos, e que eventualmente lecionaria no semin&aacute;rio norte-americano da Igreja, afirmou que o novo conceito era t&atilde;o diferente da compreens&atilde;o anterior que alguns l&iacute;deres preeminentes duvidaram sobre se Ellen White realmente o havia escrito.&nbsp; Depois que Andreasen ingressou no minist&eacute;rio em 1902, ele fez uma viagem especial ao lar de Ellen White na Calif&oacute;rnia para investigar o assunto por si mesmo. Ellen White o recebeu e deu-lhe &ldquo;acesso aos manuscritos&rdquo;. Ele havia levado consigo &ldquo;v&aacute;rias cita&ccedil;&otilde;es&rdquo; para &ldquo;ver se elas estavam no original do pr&oacute;prio manuscrito dela. Ele relembrou: &ldquo;Eu estava certo de que a Irm&atilde; White jamais tinha escrito: &lsquo;Em Cristo h&aacute; vida original, n&atilde;o emprestada, n&atilde;o derivada.&rsquo;<b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b>Mas agora eu descobri em seu pr&oacute;prio manuscrito precisamente como ele tinha sido publicado. E assim era com outras declara&ccedil;&otilde;es. Ao examinar, descobri que elas eram as pr&oacute;prias express&otilde;es da Irm&atilde; White.&rdquo;42<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es&nbsp;<\/i>continha declara&ccedil;&otilde;es igualmente inflex&iacute;veis concernentes &agrave; divindade do Esp&iacute;rito Santo. Empregava repetidamente o pronome pessoal &ldquo;ele&rdquo; ao referir-se ao Esp&iacute;rito Santo, culminando com a impressionante declara&ccedil;&atilde;o: &ldquo;O Esp&iacute;rito Santo&hellip; ia ser dado como agente de regenera&ccedil;&atilde;o, sem o qual o sacrif&iacute;cio de Cristo de nenhum proveito teria sido&hellip; Ao pecado s&oacute; se poderia resistir e vencer por meio da poderosa opera&ccedil;&atilde;o da&nbsp;<i>terceira pessoa da Trindade<\/i>, a qual viria, n&atilde;o com energia modificada, mas na plenitude do divino poder&rdquo; (&ecirc;nfase suprida).43&nbsp;[O texto em ingl&ecirc;s diz:&nbsp;<i>Third Person of the Godhead<\/i>&nbsp;&ndash; Terceira Pessoa da Divindade. A palavra&nbsp;<i>Trinity<\/i>&nbsp;(Trindade) n&atilde;o existe nos escritos de E. G. White. &ndash; Nota do Tradutor].<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Estas e outras declara&ccedil;&otilde;es similares levaram alguns a um novo exame da evid&ecirc;ncia b&iacute;blica acerca da Divindade. Outros, descrendo que tivessem estado em erro por tantos anos, estudaram para sustentar os velhos argumentos. O testemunho de Ellen White, por&eacute;m, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para as Escrituras cujo significado tinha sido negligenciado,44&nbsp;criou uma mudan&ccedil;a de paradigma que n&atilde;o poderia ser revertida. Ao se voltarem os adventistas para as Escrituras para ver &ldquo;se estas coisas eram assim&rdquo; (Atos 17:11), chegaram finalmente a um crescente consenso de que o conceito b&aacute;sico da Trindade era uma verdade b&iacute;blica a ser aceita e abra&ccedil;ada.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Conquanto&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es&nbsp;<\/i>pusesse em movimento uma mudan&ccedil;a de paradigma no tocante &agrave; compreens&atilde;o adventista da Divindade, ele n&atilde;o era a &uacute;ltima palavra de Ellen White sobre o assunto. Posteriormente, durante a crise de Kellogg de 1902-1907, ela usou repetidamente express&otilde;es como &ldquo;tr&ecirc;s pessoas vivas do trio celestial&rdquo;, embora continuasse mantendo a unidade essencial da Divindade. Assim, ela afirmou a pluralidade e a unidade, a&nbsp;<i>triunidade<\/i>&nbsp;e a unicidade, os elementos fundamentais de uma compreens&atilde;o simples e b&iacute;blica da Trindade.45<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Evid&ecirc;ncia de que ao menos uma por&ccedil;&atilde;o da lideran&ccedil;a da Igreja reconheceu as declara&ccedil;&otilde;es de&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es&nbsp;<\/i>como removendo as obje&ccedil;&otilde;es a uma doutrina b&iacute;blica da Trindade &eacute; um sum&aacute;rio das cren&ccedil;as adventistas publicado por F. M. Wilcox na&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>,<i>&nbsp;<\/i>em 1913. Wilcox, editor do mais influente peri&oacute;dico denominacional, escreveu que &ldquo;os adventistas do s&eacute;timo dia cr&ecirc;em 1) Na Trindade divina. Essa Trindade consiste do eterno Pai,&hellip; do Senhor Jesus Cristo,&hellip; [e] do Esp&iacute;rito Santo, a terceira pessoa da Divindade.&rdquo;46<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Decl&iacute;nio do antitrinitarianismo (1913-1946)<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A despeito da declara&ccedil;&atilde;o de Wilcox na&nbsp;<i>Review&nbsp;<\/i>(ou talvez por cauda dela), o debate sobre a Trindade intensificou-se nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo vinte. Na Confer&ecirc;ncia B&iacute;blica de 1919, a eternidade de Cristo e Sua rela&ccedil;&atilde;o com o Pai foram os principais e n&atilde;o resolvidos assuntos do debate. Curiosamente, em vista da declara&ccedil;&atilde;o de Ellen White, em<i>&nbsp;O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, de que a vida de Cristo era &ldquo;n&atilde;o derivada&rdquo;, at&eacute; mesmo W. W. Prescott, o mais not&aacute;vel proponente de uma opini&atilde;o trinitariana na confer&ecirc;ncia, defendia que a exist&ecirc;ncia de Cristo era sob certos aspectos &ldquo;derivada&rdquo; do Pai.47&nbsp;Isto pode constituir evid&ecirc;ncia de que a lideran&ccedil;a n&atilde;o estava contente em simplesmente aceitar o pronunciamento de Ellen White sem examin&aacute;-lo por si mesmos nas Escrituras. Ou talvez, mostre a consciente ou inconsciente reflex&atilde;o de Prescott sobre fontes cl&aacute;ssicas trinitarianas.48<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A polariza&ccedil;&atilde;o do Cristianismo americano entre modernismo e fundamentalismo nas primeiras duas d&eacute;cadas do s&eacute;culo 20 tendia a aproximar os adventistas de uma posi&ccedil;&atilde;o trinitariana, sendo que em tantas outras &aacute;reas &ndash; como evolu&ccedil;&atilde;o, cren&ccedil;a no sobrenatural, nascimento virginal de Cristo, milagres, ressurrei&ccedil;&atilde;o literal &ndash; os adventistas estavam em oposi&ccedil;&atilde;o aos modernistas e simpatizavam com os fundamentalistas.49<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1930, a Associa&ccedil;&atilde;o Geral dos Adventistas do S&eacute;timo Dia recebeu uma solicita&ccedil;&atilde;o de sua Divis&atilde;o Africana de que &ldquo;uma declara&ccedil;&atilde;o de f&eacute; dos adventistas fosse impressa no&nbsp;<i>Year Book&nbsp;<\/i>para ajudar &ldquo;os oficiais do governo e outros a compreender melhor a nossa obra.&rdquo; Em resposta, a Comiss&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Geral apontou uma subcomiss&atilde;o (que consistia de M. E. Kern, secret&aacute;rio associado da Associa&ccedil;&atilde;o Geral; F. M. Wilcox, editor da&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>;&nbsp; E. R. Palmer, gerente da<i>Review and Herald<\/i>; e C. H. Watson, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Geral) a fim de preparar uma declara&ccedil;&atilde;o das cren&ccedil;as adventistas.50&nbsp;Wilcox, como o principal escritor entre eles, esbo&ccedil;ou uma declara&ccedil;&atilde;o de 22 pontos, que foi subseq&uuml;entemente publicada no&nbsp;<i>SDA Year Book&nbsp;<\/i>de 1931.51&nbsp;O segundo ponto falava da &ldquo;Divindade, ou Trindade&rdquo;, e o terceiro afirmava &ldquo;que Jesus Cristo &eacute; verdadeiro Deus&rdquo;, um eco do credo niceno. Para que ningu&eacute;m pense que os adventistas pretendiam formar um credo, &ldquo;nenhuma aprova&ccedil;&atilde;o formal ou oficial&rdquo; foi procurada para a declara&ccedil;&atilde;o. Quinze anos mais tarde, quando a declara&ccedil;&atilde;o havia obtido aceita&ccedil;&atilde;o geral, a assembl&eacute;ia da Associa&ccedil;&atilde;o Geral de 1946 a tornou oficial, votando que &ldquo;nenhuma revis&atilde;o desta Declara&ccedil;&atilde;o de Cren&ccedil;as Fundamentais, como aparece agora no&nbsp;<i>Manual da Igreja<\/i>, deve ser feita em qualquer tempo exceto em uma assembl&eacute;ia da Associa&ccedil;&atilde;o Geral.&rdquo;52&nbsp;Isto assinalou o primeiro endosso oficial de uma opini&atilde;o trinitariana pela Igreja, embora &ldquo;o &uacute;ltimo dos bem conhecidos expositores&rdquo; continuasse a &ldquo;defender a &lsquo;velha&rsquo; opini&atilde;o&rdquo; at&eacute; a sua morte em 1968.53<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Predomin&acirc;ncia trinitariana&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(1946-1980)<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Desde a aposentadoria de F. M. Wilcox em 194454&nbsp;at&eacute; &agrave; publica&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Movement of Destiny&nbsp;<\/i>em 1971,55&nbsp;L. E. Froom foi o mais vis&iacute;vel campe&atilde;o do trinitarianismo entre os adventistas do s&eacute;timo dia. Seu livro&nbsp;<i>The Coming of the Comforter&nbsp;<\/i>(A Vinda do Consolador) foi sem precedentes entre os adventistas (exceto em algumas passagens de Ellen White) em sua exposi&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da personalidade do Esp&iacute;rito Santo e da natureza trinitariana da Divindade.56&nbsp;A importante atua&ccedil;&atilde;o de Froom no preparo da obra de 1957,&nbsp;<i>Questions on Doctrine<\/i>, tem sido amplamente documentada em outra parte.57&nbsp;<i>Questions on Doctrine&nbsp;<\/i>despertou uma tempestade de controv&eacute;rsia por certas declara&ccedil;&otilde;es sobre cristologia e a expia&ccedil;&atilde;o, mas sua clara afirma&ccedil;&atilde;o da &ldquo;Trindade celestial&rdquo;58permaneceu virtualmente incontestada &ndash; talvez porque M. L. Andreasen, o principal cr&iacute;tico do livro em outras &aacute;reas era um trinitariano convicto.59&nbsp;A palavra final de Froom foi seu livro de 700 p&aacute;ginas<i>Movement of Destiny&nbsp;<\/i>publicado em 1971. Apesar dos &ldquo;exemplos de defesa especial&rdquo; e problemas de preconceitos hist&oacute;ricos que &ldquo;diminuem um pouco a obra como hist&oacute;ria confi&aacute;vel&rdquo;,60&nbsp;ele todavia documenta inteiramente o movimento da teologia adventista em dire&ccedil;&atilde;o de um consenso b&iacute;blico trinitariano.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O cl&iacute;max desta fase de desenvolvimento doutrinal foi uma nova declara&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as fundamentais, votada pela assembl&eacute;ia da Associa&ccedil;&atilde;o Geral de 1980 em Dallas.&nbsp; A nova declara&ccedil;&atilde;o de vinte e sete &ldquo;Cren&ccedil;as Fundamentais&rdquo;, como a declara&ccedil;&atilde;o de 1931, afirmava explicitamente a cren&ccedil;a na Trindade. A afirma&ccedil;&atilde;o vinha no segundo artigo da declara&ccedil;&atilde;o (em seguida a um pre&acirc;mbulo e um primeiro artigo sobre a inspira&ccedil;&atilde;o e autoridade das Escrituras). &ldquo;2.&nbsp;<i>A Trindade[.]&nbsp;<\/i>H&aacute; um s&oacute; Deus: Pai, Filho e Esp&iacute;rito Santo, uma unidade de tr&ecirc;s Pessoas coeternas.&rdquo;61&nbsp;O artigo 4 afirma que &ldquo;Deus o eterno Filho encarnou-Se em Cristo Jesus&hellip; Para sempre verdadeiro Deus, Ele tornou-Se tamb&eacute;m verdadeiro homem.&rdquo;62&nbsp;O artigo 5 declara que &ldquo;Deus o eterno Esp&iacute;rito estava ativo com o Pai e o Filho na Cria&ccedil;&atilde;o, encarna&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o&rdquo;, e foi &ldquo;enviado pelo Pai e o Filho para estar sempre com Seus filhos.&rdquo;63&nbsp;Em v&aacute;rios pontos, a declara&ccedil;&atilde;o ecoa a terminologia dos credos cl&aacute;ssicos trinitarianos, at&eacute; mesmo incluindo a cl&aacute;usula do Filioqu&ecirc; com refer&ecirc;ncia ao Esp&iacute;rito Santo.64<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma breve recapitula&ccedil;&atilde;o das declara&ccedil;&otilde;es de f&eacute; adventistas pode esclarecer o significado do voto de 1980. A primeira&nbsp;<i>Declara&ccedil;&atilde;o de Princ&iacute;pios Fundamentais Ensinados e Praticados pelos Adventistas do S&eacute;timo Dia<\/i>&nbsp;(1872) foi a obra de Uriah Smith.65&nbsp;Seus dois primeiros artigos tratam do Pai, Filho e Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\" align=\"center\">&ndash; I &ndash;<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Que h&aacute; um s&oacute; Deus, um ser pessoal e espiritual, o criador de todas as coisas, onipotente, onisciente e eterno, infinito em sabedoria, santidade, justi&ccedil;a, bondade, verdade e miseric&oacute;rdia; imut&aacute;vel&nbsp; e&nbsp; presente em toda parte pelo seu representante, o Esp&iacute;rito Santo (Sl 139:7).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\" align=\"center\">&ndash; II &ndash;<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Que h&aacute; um s&oacute; Senhor Jesus Cristo, o Filho do Eterno Pai, por meio de quem Deus criou todas as coisas, e por meio de quem elas consistem; que ele tomou sobre si a natureza da semente de Abra&atilde;o para a reden&ccedil;&atilde;o de nossa ra&ccedil;a ca&iacute;da; que ele habitou entre os homens cheio de gra&ccedil;a e de verdade, viveu como nosso exemplo, morreu como nosso sacrif&iacute;cio, ressurgiu para nossa justifica&ccedil;&atilde;o, ascendeu &agrave;s alturas para ser nosso &uacute;nico mediador no santu&aacute;rio do c&eacute;u, onde, com o seu pr&oacute;prio sangue faz expia&ccedil;&atilde;o por nossos pecados.66<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; not&aacute;vel que embora n&atilde;o haja nenhuma refer&ecirc;ncia ao termo Trindade, n&atilde;o h&aacute; qualquer manifesta&ccedil;&atilde;o pol&ecirc;mica contra uma posi&ccedil;&atilde;o trinitariana. Smith estava se esfor&ccedil;ando claramente para aderir tanto quanto poss&iacute;vel &agrave; linguagem b&iacute;blica. A declara&ccedil;&atilde;o representava um consenso na &eacute;poca, mas, em harmonia com sua expl&iacute;cita desaprova&ccedil;&atilde;o no pre&acirc;mbulo de qualquer declara&ccedil;&atilde;o de credo,67nunca lhe foi dada a aprova&ccedil;&atilde;o oficial.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A segunda declara&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Princ&iacute;pios Fundamentais&rdquo; (1889), tamb&eacute;m de Uriah Smith,68&nbsp;&eacute; igualmente uma declara&ccedil;&atilde;o de consenso que evita estimular quaisquer pontos de discord&acirc;ncia. Como acontece com a declara&ccedil;&atilde;o de 1872, o pre&acirc;mbulo mant&eacute;m &ldquo;nenhum credo sen&atilde;o a B&iacute;blia&rdquo;, e al&eacute;m disso&nbsp; afirma que &ldquo;as seguintes proposi&ccedil;&otilde;es podem ser compreendidas como um sum&aacute;rio das principais caracter&iacute;sticas de sua [dos adventistas do s&eacute;timo dia] f&eacute; religiosa, sobre a qual existe, tanto quanto sabemos,&nbsp;<i>inteira unanimidade<\/i>&nbsp;em todo o corpo de crentes&rdquo; (&ecirc;nfase suprida).69Evidentemente, Smith n&atilde;o considerava os excelentes pontos da doutrina da Divindade como tendo destaque entre as &ldquo;principais caracter&iacute;sticas&rdquo; da f&eacute; adventista naquele tempo, porque dificilmente ele poderia ter deixado de perceber que havia certos&nbsp; desacordos de pouca import&acirc;ncia relacionados com a Trindade.70&nbsp;O artigo I de 1872 (citado acima), foi reproduzido sem mudan&ccedil;a na declara&ccedil;&atilde;o de 1889. O artigo II da declara&ccedil;&atilde;o de 1889 tem algumas modifica&ccedil;&otilde;es na linguagem acerca da obra de Cristo, mas nenhuma mudan&ccedil;a substancial em sua refer&ecirc;ncia &agrave; pessoa de Cristo.71&nbsp;Uma vez que esses artigos aderem estritamente &agrave; terminologia b&iacute;blica, podem ser interpretados favoravelmente tanto por antitrinitarianos quanto por trinitarianos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A terceira declara&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Cren&ccedil;as Fundamentais dos Adventistas do S&eacute;timo Dia&rdquo;,72&nbsp; preparada sob a dire&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o, foi realmente escrita por F. M. Wilcox, editor da&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>.73&nbsp;Quinze anos mais tarde, em 1946, ela tornou-se a primeira declara&ccedil;&atilde;o a ter o endosso oficial de uma sess&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Geral.74&nbsp;&nbsp; Declara o artigo 2:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Que a Divindade, ou Trindade, consiste do Pai Eterno, um Ser pessoal, espiritual,&nbsp; onipotente, onipresente, onisciente, infinito em sabedoria e amor; o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Eterno Pai, por interm&eacute;dio de quem todas as coisas foram criadas e atrav&eacute;s de quem a salva&ccedil;&atilde;o das hostes redimidas ser&aacute; realizada; o Esp&iacute;rito Santo, a terceira pessoa da Divindade, o grande poder regenerador na obra de reden&ccedil;&atilde;o (Mt 28:19).75<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Destarte, a declara&ccedil;&atilde;o votada em Dallas em 1980 foi a quarta declara&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as fundamentais dos adventistas do s&eacute;timo dia, mas apenas a segunda a ser votada oficialmente por uma assembl&eacute;ia da Associa&ccedil;&atilde;o Geral. Poder-se-ia esperar que a ado&ccedil;&atilde;o oficial da explicitamente trinitariana declara&ccedil;&atilde;o de Dallas trouxesse encerramento ao debate de um s&eacute;culo, mas ela demonstrou ser a precursora de tens&otilde;es renovadas.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Tens&otilde;es renovadas e prosseguimento do debate&nbsp; (1980 ao presente)<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O per&iacute;odo de 1980 at&eacute; o presente tem sido caracterizado por renovado debate ao longo de um espectro de id&eacute;ias desde as reacion&aacute;rias &agrave;s contempor&acirc;neas. Logo depois da declara&ccedil;&atilde;o de Dallas &ndash; e talvez em rea&ccedil;&atilde;o a ela &ndash; vozes das &ldquo;extremidades&rdquo; da Igreja come&ccedil;aram a defender que as antigas opini&otilde;es dos pioneiros estavam corretas, que as declara&ccedil;&otilde;es aparentemente trinitarianas de Ellen White tinham sido mal-interpretadas e que a declara&ccedil;&atilde;o de Dallas representava apostasia das cren&ccedil;as b&iacute;blicas dos pioneiros.76&nbsp;Alguns, em aparente ignor&acirc;ncia do voto de 1946, criam que a declara&ccedil;&atilde;o de Dallas era a primeira declara&ccedil;&atilde;o de f&eacute; adventista oficialmente votada, e portanto, que sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia era uma aberra&ccedil;&atilde;o do modelo hist&oacute;rico.77&nbsp;&nbsp; Cita&ccedil;&otilde;es das fontes prim&aacute;rias, extra&iacute;das do seu contexto hist&oacute;rico e reacondicionadas em plaus&iacute;veis teorias conspirat&oacute;rias, mostravam-se bastante convincentes para muitos.78<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Um incremento mais substancial era a incessante investiga&ccedil;&atilde;o para articular uma doutrina b&iacute;blica da Trindade, claramente diferenciada das pressuposi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas gregas que envolviam as tradicionais declara&ccedil;&otilde;es dos credos. Raoul Dederen havia apresentado em 1970 uma breve exposi&ccedil;&atilde;o da Divindade do Antigo e do Novo Testamento.79&nbsp;Ele rejeitava a &ldquo;Trindade do pensamento especulativo&rdquo; que criava filos&oacute;ficas &ldquo;distin&ccedil;&otilde;es dentro da Divindade para o que n&atilde;o havia base defin&iacute;vel dentro do conhecimento revelado de Deus.&rdquo; Em vez disso, ele defendia o exemplo dos ap&oacute;stolos: &ldquo;Rejeitando os termos da mitologia grega ou da metaf&iacute;sica, eles expressavam suas convic&ccedil;&otilde;es em uma despretenciosa confiss&atilde;o de f&eacute; trinitariana, a doutrina de um s&oacute; Deus subsistindo e agindo em tr&ecirc;s pessoas.&rdquo;80<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Edificando sobre esta linha de racioc&iacute;nio, Fernando Canale, aluno de Dederen, apresentou em 1983 uma cr&iacute;tica radical das pressuposi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas gregas destacando o que Dederen havia classificado como &ldquo;pensamento especulativo&rdquo;. A tese doutoral de Canale,&nbsp;<i>A Criticism of Theological Reason,&nbsp;<\/i>afirmava que a teologia cat&oacute;lica romana e a teologia cl&aacute;ssica protestante tiravam seus mais b&aacute;sicos pressupostos acerca da natureza de Deus, tempo e exist&ecirc;ncia, de uma &ldquo;estrutura&rdquo; provida pela filosofia aristot&eacute;lica. Canale afirmava que para a teologia crist&atilde; tornar-se realmente b&iacute;blica, ela deveria derivar seus &ldquo;pressupostos primordiais&rdquo; das Escrituras, n&atilde;o da filosofia grega.81<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No mais recente&nbsp;<i>Handbook of Seventh-day Adventist Theology&nbsp;<\/i>(2000), editado por Dederen, Canale foi o autor de um artigo magistral sobre as descobertas de sua cont&iacute;nua obra no que tange &agrave; doutrina de Deus. Novamente, Canale faz explicitamente a diferencia&ccedil;&atilde;o entre uma doutrina de Deus baseada nas pressuposi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas gregas e uma baseada nos pressupostos b&iacute;blicos,82defendendo fortemente sua opini&atilde;o de que somente atrav&eacute;s de uma disposi&ccedil;&atilde;o de &ldquo;partir da concep&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica de Deus como atemporal&rdquo; e &ldquo;abra&ccedil;ar a concep&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica de Deus conforme apresentada na B&iacute;blia&rdquo;, pode algu&eacute;m descobrir um ponto de vista realmente b&iacute;blico da Trindade.83<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A terceira linha de racioc&iacute;nio procura localizar o trinitarianismo adventista no contexto da teologia sistem&aacute;tica contempor&acirc;nea. Aprovando o descontentamento de Canale com a teologia cl&aacute;ssica, mas conduzindo a cr&iacute;tica em uma dire&ccedil;&atilde;o diferente, estava a obra&nbsp;<i>The<\/i>&nbsp;<i>Reign of God<\/i>,<i>&nbsp;<\/i>de Richard Rice (1985). Rice afirmava que a Trindade estava impl&iacute;cita, embora n&atilde;o expl&iacute;cita, nas Escrituras.84&nbsp;Fritz Guy, em&nbsp;<i>Thinking Theologically&nbsp;<\/i>(1999), concorda que &ldquo;as formula&ccedil;&otilde;es tradicionais&rdquo; da doutrina da Trindade &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o inteiramente satisfat&oacute;rias.&rdquo;85&nbsp;Ele deprecia uma percebida tend&ecirc;ncia em dire&ccedil;&atilde;o do trite&iacute;smo86&nbsp;e favorece a atualiza&ccedil;&atilde;o da linguagem para torn&aacute;-la mais &ldquo;funcional e do g&ecirc;nero neutro.&rdquo;87O livro de Guy, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; uma exposi&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da doutrina de Deus ou da Trindade, e os leitores devem acautelar-se de ler demasiado em breves refer&ecirc;ncias ilustrativas. A forma como suas sugest&otilde;es finalmente afetar&atilde;o a discuss&atilde;o ainda est&aacute; para ser vista.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Conclus&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O longo processo de mudan&ccedil;a desde a rejei&ccedil;&atilde;o inicial do trinitarianismo dos credos pelos primeiros adventistas at&eacute; &agrave; sua eventual aceita&ccedil;&atilde;o de uma doutrina da Trindade poderia ser corretamente chamada de uma busca por uma Trindade b&iacute;blica.&nbsp; Eles n&atilde;o eram t&atilde;o preconceituosos contra as f&oacute;rmulas tradicionais, mas estavam decididos a seguir &agrave; risca sua doutrina o mais perto poss&iacute;vel das Escrituras. A fim de basear suas cren&ccedil;as somente nas Escrituras e privar a tradi&ccedil;&atilde;o de exercer qualquer autoridade teol&oacute;gica, eles achavam metodologicamente essencial rejeitar toda doutrina n&atilde;o claramente fundamentada apenas nas Escrituras. Sendo que a doutrina tradicional da Trindade continha claramente elementos n&atilde;o escritur&iacute;sticos, eles a rejeitaram.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Finalmente, por&eacute;m, eles se convenceram de que o conceito b&aacute;sico de&nbsp;<i>um s&oacute; Deus em tr&ecirc;s pessoas<\/i>&nbsp;era realmente encontrado nas Escrituras. Um artigo a ser publicado na pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o de<i>Parousia<\/i>&nbsp;considerar&aacute; mais detalhadamente a atua&ccedil;&atilde;o de Ellen White neste processo.<\/p>\n<hr style=\"color: #4d4d4d;\">\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\" style=\"font-weight: bold;\">1<\/span>&nbsp;Artigo traduzido do original em ingl&ecirc;s por Francisco Alves de Pontes. Salvo indica&ccedil;&atilde;o diversa, os textos b&iacute;blicos utilizados na tradu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o extra&iacute;dos da Vers&atilde;o Almeida Revista e Atualizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\" style=\"font-weight: bold;\">2<\/span>&nbsp;Erwin R. Gane, &ldquo;The Arian or Anti-Trinitarian Views Presented in Seventh-day Adventist Literature and the Ellen G. White Answer&rdquo; (disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Andrews University, 1963).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\" style=\"font-weight: bold;\">3<\/span>&nbsp;Russel Holt,&nbsp; &ldquo;The Doctrine of the Trinity in the Seventh-day Adventist Denomination: Its Rejection and Acceptance&rdquo; (Monografia, Seventh-day Adventist Theological Seminary, 1969), 25.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\" style=\"font-weight: bold;\">4<\/span>&nbsp;LeRoy Edwin Froom,&nbsp;<i>Movement of Destiny<\/i>&nbsp;(Washington, DC: Review and Herald, 1971), 279. Uma resenha cr&iacute;tica contempor&acirc;nea chama o argumento de Froom a esta altura de um exemplo de &ldquo;defesa especial&rdquo; (C. Mervyn Maxwell, resenha cr&iacute;tica de&nbsp;<i>Movement of Destiny<\/i>&nbsp;por LeRoy Edwin Froom, in&nbsp;<i>AUSS<\/i>&nbsp;10 [janeiro de 1972]: 121).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\" style=\"font-weight: bold;\">5<\/span>&nbsp;Merlin Burt, &ldquo;Demise of Semi-Arianism and Anti-Trinitarianism in Adventist Theology, 1888-1957&rdquo; (monografia, Andrews University, 1996). Ellen G. White Research Center, Andrews University. A disserta&ccedil;&atilde;o de Burt estende alguns elementos da hist&oacute;ria at&eacute; 1968.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\" style=\"font-weight: bold;\">6<\/span>&nbsp;Woodrow W. Whidden, &ldquo;Salvation Pilgrimage: The Adventist Journey into Justification by Faith and Trinitarianism,&rdquo;&nbsp;<i>Ministry<\/i>, abril de 1998, 5-7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\" style=\"font-weight: bold;\">7<\/span>&nbsp;David Clayton, &ldquo;The Omega of Deadly Heresies,&rdquo; s.e., s.d. [ca. 2000], nos arquivos do autor.&nbsp; Cf. Idem, &ldquo;Some Facts Concerning the Omega Heresie,&rdquo;&nbsp;www.restorationministry.com\/open face\/ html\/2000\/open face\/2000.html;&nbsp; acessado em 10 de mar&ccedil;o de 2003. Veja tamb&eacute;m Bob Deiner e outros em nn. 76-78 abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\" style=\"font-weight: bold;\">8<\/span>&nbsp;Veja e.g., Anthony F. Buzzard e Charles F. Hunting,&nbsp;<i>The Doctrine of the Trinity, Christianity&rsquo;s Self-Inflicted Wound<\/i>&nbsp;(Bethesda, MD: Christian Universities Press, 1998).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\" style=\"font-weight: bold;\">9<\/span>&nbsp;Veja Froom, 349-356. A aceita&ccedil;&atilde;o do trinitarianismo por J. H. Kellogg ser&aacute; explorada em artigo a ser publicado na pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\" style=\"font-weight: bold;\">10<\/span>&nbsp;Veja Fernando L. Canale, &ldquo;Doctrine of God,&rdquo; em&nbsp;<i>Handbook of Seventh-day Adventist Theology<\/i>, ed. Raoul Dederen, Commentary Reference Series, vol. 12 (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2000), 117-118, 126, 128-129, 132, 138-140, 145, 148-150.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\" style=\"font-weight: bold;\">11<\/span>&nbsp;A. W. Spalding para H. C. Lacey, 2 de junho de 1947, Adventist Heritage Center, Andrews University.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\" style=\"font-weight: bold;\">12<\/span>&nbsp;Seymour B. Whitney, &ldquo;Both Sides,&rdquo;&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 25 de fevereiro e 4 de mar&ccedil;o de 1862, 101-103, 109-111.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\" style=\"font-weight: bold;\">13<\/span>&nbsp;R. F. Cottrell, &ldquo;The Doctrine of the Trinity,&rdquo;&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 1&ordm; de junho de 1869.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\" style=\"font-weight: bold;\">14<\/span>&nbsp;D. T. Bourdeau, &ldquo;We May Partake of the Fullness of the Father and the Son,&rdquo;&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 18 de novembro de 1890, 707.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\" style=\"font-weight: bold;\">15<\/span>&nbsp;Gane, 109.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\" style=\"font-weight: bold;\">16<\/span>&nbsp;E.g., Uriah Smith,&nbsp;<i>Thoughts, Critical and Practical on the Book of Revelation<\/i>&nbsp;(Battle Creek, MI: Seventh-day Adventist Publishing Association, 1865), 59. Posteriormente ele repudiou esta opini&atilde;o (idem,&nbsp;<i>Looking Unto Jesus<\/i>&nbsp;[Battle Creek: Review and Herald, 1898], 12, 17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\" style=\"font-weight: bold;\">17<\/span>&nbsp;E. J. Waggoner,&nbsp;<i>Christ and His Righteousness<\/i>&nbsp;(Oakland, CA: Pacific Press, 1890), 21-22; cf. Uriah Smith,&nbsp;<i>Looking Unto Jesus<\/i>, 12, 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\" style=\"font-weight: bold;\">18<\/span>&nbsp;Joseph Bates,&nbsp;<i>The Autobiography of Elder Joseph Bates<\/i>&nbsp;(Battle Creek, MI: SDA Publishing Association, 1868), 205.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\" style=\"font-weight: bold;\">19<\/span>&nbsp;Cottrell,&nbsp;<i>The Doctrine of the Trinity<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\" style=\"font-weight: bold;\">20<\/span>&nbsp;Os nomes de &Aacute;rio, Serveto e Socino v&ecirc;m &agrave; mente. Deuteron&ocirc;mio 6:4 ensina claramente que Deus &eacute; um, mas embora o escritor pudesse ter usado o termo&nbsp;<i>yakid<\/i>&nbsp;para denotar um solit&aacute;rio &ldquo;um&rdquo;, o termo escolhido foi o hebraico&nbsp;<i>&lsquo;ekad<\/i>, que denota um composto &ldquo;um&rdquo; ou um de um grupo, em contraste com um solit&aacute;rio ou enf&aacute;tico &ldquo;um&rdquo;. A mesma palavra, &lsquo;ekad, &eacute; usada em G&ecirc;nesis 2:24 para a unidade de marido e mulher, que se tornam &ldquo;um&rdquo;, mas dentro desta unidade, ainda ret&ecirc;m sua individualidade (Woodrow Whidden, &ldquo;The Strongest Bible Evidence for the Trinity,&rdquo; in&nbsp;<i>The Trinity: Understanding God&rsquo;s Love, His Plan of Salvation, and Christian Relationships<\/i>, Woodrow Whidden, Jerry Moon e John Reeve [Hagerstown, MD: Review and Herald, 2002], 33-34). Uma extensa discuss&atilde;o da evid&ecirc;ncia b&iacute;blica est&aacute; al&eacute;m do escopo deste artigo, mas basta dizer que o Antigo e o Novo Testamento cont&ecirc;m indica&ccedil;&otilde;es de que o &Uacute;nico Deus n&atilde;o &eacute; meramente solit&aacute;rio, e o Novo Testamento explicitamente se refere ao Pai, Filho e Esp&iacute;rito Santo (veja, por ex., Mt 28:19, 2Co 13:13) (ibid., 21-117).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\" style=\"font-weight: bold;\">21<\/span>&nbsp;Veja Jerry Moon, &ldquo;The Trinity in the Reformation Era: Four Viewpoints,&rdquo; in&nbsp;<i>The Trinity: Understanding God&rsquo;s Love, His Plan of Salvation, and Christian Relationships<\/i>, 166-181.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\" style=\"font-weight: bold;\">22<\/span>&nbsp;Bates, 205.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\" style=\"font-weight: bold;\">23<\/span>&nbsp;Gane, 104.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\" style=\"font-weight: bold;\">24<\/span>&nbsp;F. L. Cross, ed.,&nbsp;<i>Oxford Dictionary of the Christian Church<\/i>, 2d ed. (Oxford: Oxford University Press, 1983), &ldquo;Monarchianism&rdquo; (veja tamb&eacute;m&nbsp; &ldquo;Modalism&rdquo; e &ldquo;Sabellianism&rdquo;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\" style=\"font-weight: bold;\">25<\/span>&nbsp;J. N. Loughborough, &ldquo;Questions for Bro. Loughborough,&rdquo;&nbsp;<i>Advent Review and Sabbath Herald&nbsp;<\/i>de 5 de novembro de 1861, 184.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-26\" style=\"font-weight: bold;\">26<\/span>&nbsp;Gane, 105.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\" style=\"font-weight: bold;\">27<\/span>&nbsp;J. H. Waggoner,&nbsp;<i>The Atonement<\/i>&nbsp;[Oakland, CA: Pacific Press, 1884), 173. Smith faz uma argumenta&ccedil;&atilde;o semelhante em&nbsp;<i>Looking Unto Jesus<\/i>, 23.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\" style=\"font-weight: bold;\">28<\/span>&nbsp;E. G. White, Manuscrito 131, 1897, citado em&nbsp;<i>SDA Bible Commentary,<\/i>&nbsp;ed. Francis D. Nichol (Washington, DC: Review and Herald, 1954), 5:1113. Posteriormente ela escreveu outra vez: &ldquo;A humanidade morreu: a divindade n&atilde;o morreu&rdquo; (idem, &ldquo;The Risen Savior,&rdquo;&nbsp;<i>Youth&rsquo;s Instructor<\/i>, 4 de agosto de 1898, par&aacute;grafo 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\" style=\"font-weight: bold;\">29<\/span>&nbsp;Uriah Smith,&nbsp;<i>Thoughts on the Book of Daniel and the Revelation<\/i>&nbsp;(Battle Creek, MI: Review and Herald, 1882), 487; idem,&nbsp;<i>Looking Unto Jesus<\/i>, 10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\" style=\"font-weight: bold;\">30<\/span>&nbsp;Uriah Smith, &ldquo;In the Question Chair,&rdquo;&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 23 de mar&ccedil;o de 1897, 188.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\" style=\"font-weight: bold;\">31<\/span>&nbsp;O termo &ldquo;pessoa&rdquo;, conforme aplicado a Deus indica um ser com personalidade, intelecto e vontade. Dessemelhantes dos m&uacute;ltiplos deuses do polite&iacute;smo, as tr&ecirc;s pessoas da Divindade b&iacute;blica s&atilde;o profundamente &ldquo;um em prop&oacute;sito, em mente, em car&aacute;ter, mas n&atilde;o em pessoa.&rdquo; Assim, a despeito de sua individualidade, eles nunca est&atilde;o divididos, nunca em conflito, e deste modo n&atilde;o constituem tr&ecirc;s deuses, mas um s&oacute; Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\" style=\"font-weight: bold;\">32<\/span>&nbsp;Waggoner, 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\" style=\"font-weight: bold;\">33<\/span>&nbsp;Ibid., 21-22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\" style=\"font-weight: bold;\">34<\/span>&nbsp;Ibid., 22-23, 25.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-35\" style=\"font-weight: bold;\">35<\/span>&nbsp;Ibid., 44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-36\" style=\"font-weight: bold;\">36<\/span>&nbsp;Bourdeau, 707.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-37\" style=\"font-weight: bold;\">37<\/span>&nbsp;Samuel T. Spear, &ldquo;The Bible Doctrine of the Trinity, Bible Students,&rdquo; Library, n&ordm; 90 (mar&ccedil;o de 1892), 3-14, reimpresso de&nbsp;<i>New York Independent<\/i>, 14 de novembro de 1889.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-38\" style=\"font-weight: bold;\">38<\/span>&nbsp;Smith,&nbsp;<i>Looking Unto Jesus<\/i>, 3, 10, 17, esp. 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-39\" style=\"font-weight: bold;\">39<\/span>&nbsp;De acordo com Burt, 54, o &uacute;ltimo dos adventistas antitrinitarianos dos &ldquo;velhos tempos&rdquo; morreu em 1968. Uma nova gera&ccedil;&atilde;o de neo-antitrinitarianos surgiria na d&eacute;cada de 1980 (veja abaixo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-40\" style=\"font-weight: bold;\">40<\/span>&nbsp;E. G. White,&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 22&ordf; ed. (Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003), 530.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-41\" style=\"font-weight: bold;\">41<\/span>&nbsp;Ibid., 785, veja tamb&eacute;m os pr&oacute;ximos dois par&aacute;grafos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-42\" style=\"font-weight: bold;\">42<\/span>&nbsp;&nbsp;M. L. Andreasen, &ldquo;The Spirit of Prophecy,&rdquo; palestra em Loma Linda, Calif&oacute;rnia, 30 de novembro de 1948, Adventist Heritage Center, Andrews University, 3-4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-43\" style=\"font-weight: bold;\">43<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 669-671.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-44\" style=\"font-weight: bold;\">44<\/span>&nbsp;Textos b&iacute;blicos citados por Ellen White apoiando v&aacute;rios aspectos de uma opini&atilde;o trinitariana inclusive Rm 8:16 (<i>Evangelismo<\/i>, 3&ordf; ed [Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999], 617); 1Co 2:10-14 (ibid.); Jo 16:7-14 (ibid., 616); Jo 14:16-18, 26; 16:8, 12-14 (<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 669-671); e Cl 2:9 (<i>Evangelismo<\/i>, 614).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-45\" style=\"font-weight: bold;\">45<\/span>&nbsp;Estas declara&ccedil;&otilde;es e seu contexto na crise de Kellogg ser&atilde;o tratados com mais detalhes em artigo a ser publicado na pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>Parousia<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-46\" style=\"font-weight: bold;\">46<\/span>&nbsp;[F. M. Wilcox], &ldquo;The Message for Today,&rdquo;&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 9 de outubro de 1913, 21. Sou grato a Bill Fagal do Centro de Pesquisa Ellen White da Andrews University por me chamar a aten&ccedil;&atilde;o para esta fonte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-47\" style=\"font-weight: bold;\">47<\/span>&nbsp;&gt;W. W. Prescott, &ldquo;The Person of Christ,&rdquo; apresenta&ccedil;&atilde;o de 2 de julho de 1919 in &ldquo;Bible Conference Papers 1-8, 1-19 de julho de 1919&rdquo; [pagina&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, p. 69; 2 de julho, sess&atilde;o da tarde, p. 20], Adventist Heritage Center, Andrews University; veja tamb&eacute;m Burt, 25-27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-48\" style=\"font-weight: bold;\">48<\/span>&nbsp;A gera&ccedil;&atilde;o do Filho pelo Pai &eacute; uma formula&ccedil;&atilde;o agostiniana (<i>Oxford Dictionary of the Christian Church<\/i>, &ldquo;Trinity, Doctrine of the.&rdquo; Cf. W. W. Prescott,&nbsp;<i>The Doctrine of Christ: A Series of Bible Studies for Use in Colleges and Seminaries&nbsp;<\/i>(Washington, DC: Review and Herald, 1920), 3, 20-21; veja tamb&eacute;m Burt, 30-33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-49\" style=\"font-weight: bold;\">49<\/span>&nbsp;Prescott, 33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-50\" style=\"font-weight: bold;\">50<\/span>&nbsp;&ldquo;General Conference Committee Minutes&rdquo;, 29 de dez. De 1930, 195, Adventist Heritage Center, Andrews University.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-51\" style=\"font-weight: bold;\">51<\/span>&nbsp;Froom, 413-414.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-52\" style=\"font-weight: bold;\">52<\/span>&nbsp;&ldquo;Fifteen Meeting,&rdquo; General Conference Report N&ordm; 8,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 14 de junho de 1946, 197. Froom, 419, atribui esse voto &agrave; sess&atilde;o de 1950. Ele, evidentemente, leu sua fonte com muita pressa; a sess&atilde;o de 1950 apenas reiterou o voto da sess&atilde;o de 1946 (&ldquo;Fifteen Meeting,&rdquo; General Conference Report N&ordm; 10,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 23 de julho de 1950, 230).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-53\" style=\"font-weight: bold;\">53<\/span>&nbsp;Burt, 54.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-54\" style=\"font-weight: bold;\">54<\/span>&nbsp;Wilcox foi editor da&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>&nbsp;(atualmente Adventist Review), o peri&oacute;dico geral da Igreja dos Adventistas do S&eacute;timo Dia, de 1911 a 1944 (<i>SDA Encyclopedia<\/i>&nbsp;[Hagerstown, MD: Review and Herald, 1996], &ldquo;Wilcox, Francis McClellan&rdquo;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-55\" style=\"font-weight: bold;\">55<\/span>&nbsp;Veja nota 3, acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-56\" style=\"font-weight: bold;\">56<\/span>&nbsp;LeRoy Edwin Froom,&nbsp;<i>The Coming of the Comforter<\/i>, ed.rev. (Washington, DC: Review and Herald, 1949), 37-57. Cf. E. G. White,&nbsp;<i>Special Testimonies<\/i>, Series B, n&ordm; 7 (1905), 62-63.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-57\" style=\"font-weight: bold;\">57<\/span>&nbsp;[L. E. Froom, W. E. Read e R. A. Anderson,]&nbsp;<i>Seventh-day Adventists Answer Questions on Doctrine&nbsp;<\/i>(Washington, DC: Review and Herald, 1957); cf. T. E. Unruh, &ldquo;The Seventh-day Adventist Evangelical Conferences of 1955-1956,&rdquo;&nbsp;<i>Adventist Heritage<\/i>&nbsp;N&ordm; 4 (Fourth Quarter 1977), 35-46; e Jerry Moon, &ldquo;M. L. Andreasen, L. E. Froom, and the Controversy over Questions on Doctrine&rdquo; (monografia, Andrew University, 1988).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-58\" style=\"font-weight: bold;\">58<\/span>&nbsp;Froom, Read e Anderson, 36-37, 645-646.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-59\" style=\"font-weight: bold;\">59<\/span>&nbsp;M. L. Andreasen, &ldquo;Christ, the Express Image of God,&rdquo;&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 17 de outubro de 1946, 8; veja tamb&eacute;m Burt, 43.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-60\" style=\"font-weight: bold;\">60<\/span>&nbsp;Maxwell, 119-122.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-61\" style=\"font-weight: bold;\">61<\/span>&nbsp;<i>Manual da Igreja<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003), 9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-62\" style=\"font-weight: bold;\">62<\/span>&nbsp;Ibid., 33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-63\" style=\"font-weight: bold;\">63<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-64\" style=\"font-weight: bold;\">64<\/span>&nbsp;Veja&nbsp;<i>Oxford Dictionary of the Christian Church<\/i>,&nbsp; &ldquo;Filioque.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-65\" style=\"font-weight: bold;\">65<\/span>&nbsp;Uriah Smith,&nbsp;<i>A Declaration of the Fundamental Principles Taught and Practiced by the Seventh-day Adventists&nbsp;<\/i>(Battle Creek, MI: SDA Publishing Association, 1872), 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-66\" style=\"font-weight: bold;\">66<\/span>&nbsp;Ibid., 2-3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-67\" style=\"font-weight: bold;\">67<\/span>&nbsp;O par&aacute;grafo inicial de Smith declara: &ldquo;Ao apresentar ao p&uacute;blico esta sinopse de nossa f&eacute;, desejamos que seja distintamente compreendido que n&atilde;o temos nenhum artigo de f&eacute;, credo ou disciplina, al&eacute;m da B&iacute;blia. N&atilde;o apresentamos isto como tendo qualquer autoridade sobre nosso povo, nem &eacute; destinada a assegurar uniformidade entre ele, como um sistema de f&eacute;, mas &eacute; uma breve declara&ccedil;&atilde;o do que &eacute; e tem sido, com grande unanimidade, mantida por ele. Com freq&uuml;&ecirc;ncia achamos necess&aacute;rio responder a indaga&ccedil;&otilde;es sobre este assunto&hellip; Nosso &uacute;nico objetivo &eacute; satisfazer a esta necessidade&rdquo; (ibid., 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-68\" style=\"font-weight: bold;\">68<\/span>&nbsp;&ldquo;Fundamental Principles,&rdquo;&nbsp;<i>SDA Year Book<\/i>, (Battle Creek, MI: SDA Publishing Association, 1889), 147-151.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-69\" style=\"font-weight: bold;\">69<\/span>&nbsp;Ibid., 147.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-70\" style=\"font-weight: bold;\">70<\/span>&nbsp;A declara&ccedil;&atilde;o de D. T. Bourdeau, atestando que havia entre os adventistas do s&eacute;timo dia &ldquo;muitas&hellip; concep&ccedil;&otilde;es da Divindade&rdquo;, apareceu na&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, da qual Smith era o editor, somente um ano mais tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-71\" style=\"font-weight: bold;\">71<\/span>&nbsp;A &uacute;nica mudan&ccedil;a na parte que se referia &agrave; pessoa de Cristo foi a substitui&ccedil;&atilde;o do pronome &ldquo;ele&rdquo; [sic] pelo nome pessoal &ldquo;Deus&rdquo; na primeira senten&ccedil;a. Diz a declara&ccedil;&atilde;o de 1889: &ldquo;H&aacute; um s&oacute; Senhor Jesus Cristo, o Filho do Eterno Pai, aquele por quem ele criou todas as coisas&rdquo; (&ldquo;Fundamental Principles,&rdquo;&nbsp;<i>Seventh-day Adventist Year Book<\/i>&nbsp;[1889], 147).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-72\" style=\"font-weight: bold;\">72<\/span>&nbsp;&ldquo;Fundamental Beliefs of Seventh-day Adventists,&rdquo;&nbsp;<i>Seventh-day Adventist Year Book<\/i>, (Washington, DC: Review and Herald, 1931), 377-380.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-73\" style=\"font-weight: bold;\">73<\/span>&nbsp;Para detalhes do processo, veja Froom, 413-415.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-74\" style=\"font-weight: bold;\">74<\/span>&nbsp;&ldquo;Fifteen Meeting,&rdquo; General Conference Report N&ordm; 8,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 14 de junho de 1946, 197.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-75\" style=\"font-weight: bold;\">75<\/span>&nbsp;&ldquo;Fundamental Beliefs of Seventh-day Adventists,&rdquo; Seventh-day Adventist Year Book, (1931), 377.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-76\" style=\"font-weight: bold;\">76<\/span>&nbsp;&ldquo;The Doctrine of the Trinityin Adventist History,&rdquo;&nbsp;<i>Liberty Review<\/i>&nbsp;[5250] Johnstown Road, Mt. Vernon, Ohio], outubro de 1989, 4-5, 7-8. Cf. Lynnford Beachy, &ldquo;Adventist Review Perpetuates the Omega,&rdquo; Old Paths Smyrna Gospel Ministries, HC64, Box 128-B, Welch, WV; websitewww.smyrna.org], vol. 8, n&ordm;. 7, julho de 1999, 1-14.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-77\" style=\"font-weight: bold;\">77<\/span>&nbsp;&ldquo;The Doctrine of the Trinity in Adventist History,&rdquo;&nbsp;<i>Liberty Review<\/i>, outubro de 1989, 7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-78\" style=\"font-weight: bold;\">78<\/span>&nbsp;Veja esp. Clayton, ref. n&ordm; 6 acima; e Bob Diener,&nbsp;<i>The Alpha and the Omega&nbsp;<\/i>(Creal Springs, IL: Bible Truth Productions, n.d. [ca. 1998], videocassete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-79\" style=\"font-weight: bold;\">79<\/span>&nbsp;Raoul Dederen, &ldquo;Reflections on the Doctrine of the Trinity,&rdquo;AUSS 8 (1970) 1-22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-80\" style=\"font-weight: bold;\">80<\/span>&nbsp;Ibid., 13, 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-81\" style=\"font-weight: bold;\">81<\/span>&nbsp;Fernando Luis Canale,&nbsp;<i>A Criticism of Theological Reason: Time and Timelessness as Primordial Presuppositions,&nbsp;<\/i>Andrews University Seminary Doctoral Dissertation Series, vol. 10 (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 1983), 359; 402, n&ordm; 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-82\" style=\"font-weight: bold;\">82<\/span>&nbsp;Canale, &ldquo;Doctrine of God,&rdquo; 105-159; veja esp. 117-118, 126, 128-129, 132, 138-140, 145, 148-150.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-83\" style=\"font-weight: bold;\">83<\/span>&nbsp;Ibid., 150.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-84\" style=\"font-weight: bold;\">84<\/span>&nbsp;Richard Rice,&nbsp;<i>The Reign of God<\/i>, 2&ordf; ed. (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 1985), 60-61.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-85\" style=\"font-weight: bold;\">85<\/span>&nbsp;Fritz Guy,&nbsp;<i>Thinking Theologically: Adventist Christianity and the Interpretation of Faith<\/i>&nbsp;(Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 1999), 130; veja tamb&eacute;m 70, 88, 151, e suas notas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-86\" style=\"font-weight: bold;\">86<\/span>&nbsp;Ibid., 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-87\" style=\"font-weight: bold;\">87<\/span>&nbsp;Ibid., 151.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/p><\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo:&nbsp;Este artigo descreve o desenvolvimento da compreens&atilde;o adventista da doutrina da Trindade ao longo de mais de um s&eacute;culo e meio de hist&oacute;ria. 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