{"id":570,"date":"2014-09-01T06:00:24","date_gmt":"2014-09-01T06:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=570"},"modified":"2014-08-26T13:29:46","modified_gmt":"2014-08-26T13:29:46","slug":"ellen-white-e-as-terapias-de-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/ellen-white-e-as-terapias-de-saude-mental\/","title":{"rendered":"Ellen White e as terapias de sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen White n&atilde;o era alheia aos assuntos de sa&uacute;de mental. Ainda jovem, lutou contra a depress&atilde;o em seu processo de convers&atilde;o. Com a fam&iacute;lia, enfrentou alguns desafios. Seu marido teve derrames cerebrais durante a meia-idade que pareciam ter alterado sua personalidade. Alguns dos seus irm&atilde;os sofriam de enfermidades mentais, e mesmo seu filho Edson pode ter tido um transtorno de falta de aten&ccedil;&atilde;o. Em seu trabalho de assist&ecirc;ncia espiritual, Ellen White abordou com frequ&ecirc;ncia quest&otilde;es sobre a mente. Como visto na &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<em>Di&aacute;logo<\/em>, ela frequentemente escreveu e falou aos indiv&iacute;duos que foram afetados por dificuldades emocionais e mentais. Ela sempre levou esperan&ccedil;a e apontou para um amoroso Pai Celestial e Salvador que pode curar e livrar aqueles que est&atilde;o feridos e quebrados pelo pecado e pelas adversidades da vida.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ao lidar com a doen&ccedil;a mental e os problemas de sa&uacute;de, no entanto, Ellen White escreveu fortemente contra o uso de drogas e contra a &ldquo;psicologia&rdquo;. A partir da&iacute;, alguns conclu&iacute;ram que Ellen White foi contra a moderna aplica&ccedil;&atilde;o dessas modalidades no tratamento de doen&ccedil;as mentais. Essa posi&ccedil;&atilde;o est&aacute; longe de ser exata. A fim de compreender corretamente os pontos de vista de Ellen White, sobre uma abordagem terap&ecirc;utica para a cura mental, &eacute; preciso compreender o contexto do s&eacute;culo 19.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Antes de tratarmos sobre isso, temos de observar dois pontos vitais. Primeiro, Ellen White frequentemente enfatizava a import&acirc;ncia da sa&uacute;de mental. &ldquo;A mente rege o homem todo. Todas as nossas a&ccedil;&otilde;es, quer sejam boas ou m&aacute;s, originam-se na mente. &Eacute; a mente que adora a Deus e nos p&otilde;e em contato com os seres celestiais.&rdquo;1&nbsp;Em segundo lugar, ela reconheceu o efeito da sa&uacute;de f&iacute;sica sobre a mente. &ldquo;Todos os &oacute;rg&atilde;os f&iacute;sicos s&atilde;o servos da mente; e os nervos, os mensageiros que transmitem suas ordens a cada parte do corpo, dirigindo os movimentos do mecanismo vivo.&rdquo;2<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Uso de drogas na terapia<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Devido ao confuso e problem&aacute;tico estado da terapia com drogas, Ellen White teve pouco ou nada a dizer sobre os medicamentos de tratamento de doen&ccedil;as mentais. Sua base filos&oacute;fica para a cura e tratamento de sa&uacute;de mental foi mais hol&iacute;stica, enfatizando o espiritual, o hidroter&aacute;pico e rem&eacute;dios naturais. Ela escreveu: &ldquo;Ar puro, luz solar, abstin&ecirc;ncia, repouso, exerc&iacute;cio, regime conveniente, uso de &aacute;gua e confian&ccedil;a no poder divino &ndash; eis os verdadeiros rem&eacute;dios. Toda pessoa deve possuir conhecimentos dos meios terap&ecirc;uticos naturais, e da maneira de aplic&aacute;-los. &Eacute; essencial tanto compreender os princ&iacute;pios envolvidos no tratamento do doente quanto ter um preparo pr&aacute;tico que habilite a empregar devidamente esse conhecimento.&rdquo;3<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O s&eacute;culo 19 foi uma &eacute;poca de confusas e falaciosas filosofias de cura. A modalidade foi o tratamento padr&atilde;o &ldquo;tradicional&rdquo;, &ldquo;terapia her&oacute;ica&rdquo; preconizada por Benjamin Rush. Ele advogou a sangria, empolamento, bem como a utiliza&ccedil;&atilde;o de em&eacute;ticos para aliviar a &ldquo;febre&rdquo; ou &ldquo;hipertens&otilde;es&rdquo; que ele acreditava que causavam as doen&ccedil;as. Isso incluiu o uso interno de drogas, tais como o calomelano e o uso t&oacute;pico de qu&iacute;micos c&aacute;usticos. O&nbsp;<em>calomelano<\/em>&nbsp;era um composto de merc&uacute;rio utilizado como um laxante.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A alternativa para os &ldquo;tradicionais&rdquo; m&eacute;dicos era a abordagem thompsoniana. Samuel Thompson disse que todas as doen&ccedil;as eram causadas pelo frio. Assim, ele procurou aumentar o calor natural do corpo. Ele usou lob&eacute;lia, uma planta americana que tinha caracter&iacute;sticas sedativas e em&eacute;ticas. Outras filosofias de cura incluiam a homeopatia, o qual supunham que pequenas doses de drogas, que produziam sintomas de uma doen&ccedil;a, poderiam curar da mesma doen&ccedil;a. &Agrave; &eacute;poca da Guerra Civil Americana, a homeopatia era o m&eacute;todo preferencial de tratamento por m&eacute;dicos que tinham rejeitado a &ldquo;her&oacute;ica terapia&rdquo;. Al&eacute;m dessas terapias, houve muitos outros tratamentos que tiveram as bases filos&oacute;ficas question&aacute;veis e drogas usadas tais como o &oacute;pio, o ars&ecirc;nico e o quinino, junto com v&aacute;rios produtos da planta e da raiz de origem frequentemente desconhecida. Essas subst&acirc;ncias eram geralmente suspensas no &aacute;lcool.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pouco surpreende que Ellen White tenha escrito contra o uso de drogas durante a sua vida. Em uma de suas cl&aacute;ssicas declara&ccedil;&otilde;es, disse: &ldquo;Maior &eacute; o n&uacute;mero dos que morrem pelo uso de drogas, do que o de todos os que morreriam da doen&ccedil;a, caso se tivesse permitido &agrave; natureza realizar a sua obra.&rdquo;4&nbsp;Ela n&atilde;o se op&ocirc;s ao uso de drogas quando tiveram resultados salv&iacute;ficos mesmo quando a droga era perigosa. Naquela &eacute;poca, para o tratamento da mal&aacute;ria, o quinino era a &uacute;nica droga conhecida. Ellen indicou: &ldquo;Estamos &agrave; espera de fazermos o melhor que n&oacute;s podemos&rdquo; e &ldquo;se o quinino vai conservar uma vida, usemos o quinino&rdquo;.5<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O uso moderno das drogas no tratamento psiqui&aacute;trico tem uma base mais fisiol&oacute;gica e seguiria a posi&ccedil;&atilde;o de Ellen White de que os m&eacute;dicos compreendem os &ldquo;princ&iacute;pios envolvidos no tratamento do doente&rdquo;. Se ela se apresentasse hoje, provavelmente ainda argumentaria que os m&eacute;todos naturais s&atilde;o os melhores, sempre que seja poss&iacute;vel, mas que fisiologicamente a terapia com droga tem seu lugar.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A opini&atilde;o de Ellen White contra a psicologia<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Tr&ecirc;s escolas de cura prevaleciam no tempo de Ellen White &ndash; mesmerismo, frenologia e a cura pelo descanso &ndash; que influenciaram seus coment&aacute;rios sobre quest&otilde;es psicol&oacute;gicas e de sa&uacute;de mental. White se op&ocirc;s firmemente a todas as tr&ecirc;s. Em 1886, escreveu: &ldquo;As ci&ecirc;ncias da frenologia, da psicologia e mesmerismo s&atilde;o os condutos pelos quais ele [Satan&aacute;s] chega mais diretamente a esta gera&ccedil;&atilde;o e atua com esse poder que deve caracterizar seus esfor&ccedil;os pr&oacute;ximo do fim do tempo da gra&ccedil;a.&rdquo;6<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><em>Mesmerismo<\/em>. Durante os primeiros anos de minist&eacute;rio, Ellen White foi repetidamente for&ccedil;ada a confrontar o mesmerismo e seus m&eacute;todos de manipula&ccedil;&atilde;o da mente. Nos Estados Unidos, em meados do s&eacute;culo 19, o magnetismo animal era uma filosofia de cura popular. Originada pelo m&eacute;dico Franz Anton Mesmer (1734-1815), ensinava que um fluido magn&eacute;tico invis&iacute;vel permeou o universo. Mesmer teorizou que a doen&ccedil;a produziu um desequil&iacute;brio desse fluido dentro do corpo humano, o que poderia ser curado atrav&eacute;s do uso de &iacute;m&atilde;s e de corrente el&eacute;trica. Eventualmente, ele abandonou o uso de &iacute;m&atilde;s e prop&ocirc;s que o &ldquo;corpo do curandeiro&rdquo;, permeado com magnetismo animal, podia redirecionar o fluido magn&eacute;tico do paciente sem a utiliza&ccedil;&atilde;o de &iacute;m&atilde;s. O objetivo era o de induzir a uma &lsquo;crise&rsquo;, alterando o estado mental do indiv&iacute;duo, por meio de febre, del&iacute;rio, convuls&otilde;es, choro descontrolado, contra&ccedil;&otilde;es musculares nervosas. Mesmer viu essas manifesta&ccedil;&otilde;es como sintomas saud&aacute;veis de cura. Sugestionabilidade e domin&acirc;ncia foram utilizados para produzir um transe e, assim, realinhar o corpo.7&nbsp;Mais tarde, James Braid redefiniu o termo &ldquo;mesmerismo&rdquo; como hipnotismo, e Mesmer ficou conhecido como o pai da moderna hipnose.8<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1845, Ellen White foi for&ccedil;ada a confrontar Joseph Turner, um proeminente ministro adventista milerita no Maine. Turner estava usando o mesmerismo. Ele ainda tentou mesmerizar ou hipnotizar White. Em uma ocasi&atilde;o, ela estava em uma reuni&atilde;o onde ele tentou manipul&aacute;-la. &ldquo;Ele tinha os olhos voltados diretamente de seus dedos, e os olhos dele pareciam serpentes, o mal.&rdquo;9&nbsp;Suas experi&ecirc;ncias ao confrontar esse homem, juntamente com sua orienta&ccedil;&atilde;o vision&aacute;ria, a colocaram em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s modalidades de controle hipn&oacute;tico da mente que eliminavam de uma pessoa a independ&ecirc;ncia mental e liberdade dadas por Deus. Ela escreveu muito direta e especificamente sobre esse t&oacute;pico. &ldquo;N&atilde;o &eacute; des&iacute;gnio de Deus que nenhuma criatura humana submeta a mente e a vontade ao dom&iacute;nio de outra, tornando-se um instrumento passivo em suas m&atilde;os [&hellip;]. N&atilde;o deve considerar nenhum ser humano como fonte de cura. Sua confian&ccedil;a deve estar em Deus.&rdquo;10&nbsp;Em cartas durante 1901 e 1902 para A.J.Sanderson e sua esposa, que foram diretores m&eacute;dicos do Sanat&oacute;rio Santa Helena, Ellen White advertiu para os perigos do hipnotismo. &ldquo;Mantenham-se afastados de tudo o que tenha sabor a hipnotismo, a ci&ecirc;ncia pela qual as ag&ecirc;ncias sat&acirc;nicas trabalham.&rdquo;11&nbsp;Ela identificou a caracter&iacute;stica do hipnotismo que mais a preocupava e revelou um dos seus valores fundamentais na cura mental. &ldquo;A teoria de mente controlar mente &eacute; originada por Satan&aacute;s para introduzir-se como o trabalhador-chefe para colocar filosofia humana onde deveria estar filosofia divina [&hellip;]. O m&eacute;dico deve educar o povo a olhar do humano para o divino.&rdquo;12<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><em>Frenologia<\/em>. Foi uma teoria popularizada na Am&eacute;rica durante os meados do s&eacute;culo 19 por Orson S. Fowler e seu irm&atilde;o Lorenzo N. Fowler. A frenologia sustentou que a forma da cabe&ccedil;a de uma pessoa determinava o seu car&aacute;ter e personalidade. Embora baseada em uma premissa falaciosa, foi amplamente aceita como aut&ecirc;ntica na &eacute;poca. Ellen White se op&ocirc;s a essa modalidade. Em 1893, escreveu sobre a frenologia como &ldquo;v&atilde; filosofia, se gloriando em coisas que n&atilde;o entendem, pressupondo um conhecimento da natureza humana que &eacute; falso&rdquo;.13<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><em>Cura pelo descanso<\/em>. A modalidade &ldquo;cura pelo descanso&rdquo; foi defendida por Silas Weir Mitchell como resposta a dist&uacute;rbios nervosos. Mitchell defendeu o descanso completo e a aus&ecirc;ncia de todos os est&iacute;mulos sensoriais. Esse m&eacute;todo exigia que o sujeito n&atilde;o tivesse visitas, cartas, leituras, escritos, banhos, exerc&iacute;cios, ou mesmo a presen&ccedil;a de luz ou som. O descanso era para ser aplicado sem interrup&ccedil;&atilde;o e prolongadamente. Ellen White contradisse essa opini&atilde;o: &ldquo;[&hellip;] E ao doente [mental] deveria ser ensinado que &eacute; errado suspender todo trabalho f&iacute;sico para recuperar a sa&uacute;de.&rdquo;14<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As bases filos&oacute;ficas dessas tr&ecirc;s modalidades do s&eacute;culo 19, embora populares na &eacute;poca, t&ecirc;m-se mostrado fraudulentas. Quando Ellen White usou os termos &ldquo;psicologia&rdquo; e &ldquo;ci&ecirc;ncia&rdquo;, estava falando desses falsos e err&ocirc;neos movimentos, e n&atilde;o das modernas defini&ccedil;&otilde;es desses termos. Em uma ocasi&atilde;o, escreveu positivamente quando usou o termo &ldquo;psicologia&rdquo; em um sentido mais geral. &ldquo;Os verdadeiros princ&iacute;pios da psicologia encontram-se nas Sagradas Escrituras. O homem desconhece o seu pr&oacute;prio valor. Age de acordo com o seu inconfesso temperamento do car&aacute;ter, porque n&atilde;o olha para Jesus, Autor e Consumador de sua f&eacute;.&rdquo;15&nbsp;Para Ellen White, a correta &ldquo;psicologia&rdquo; tem uma vis&atilde;o elevada dos seres humanos, como &eacute; entendida &agrave; luz do dom de Jesus e do amor de Deus. Para ela, o objetivo dos estudos psicol&oacute;gicos foi como reconectar a pessoa com Deus como o grande m&eacute;dico da mente e da alma.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Recebendo orienta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Embora tenha sido demonstrado que Ellen White centrou a sua filosofia de sa&uacute;de mental e cura em Deus, ela n&atilde;o excluiu o papel dos seres humanos em coopera&ccedil;&atilde;o com Deus. Ela deixa claro que Deus pode usar conselheiros para ajudar a levar &agrave; cura aqueles com doen&ccedil;as mental e emocional. &ldquo;Os servos de Cristo s&atilde;o Seus representantes, instrumentos pelos quais opera. Ele deseja, por interm&eacute;dio dos mesmos, exercer o Seu poder de curar.&rdquo;16&nbsp;Em outra declara&ccedil;&atilde;o semelhante, escreveu: &ldquo;Por interm&eacute;dio de Seus servos, designa Deus que os doentes, os desafortunados e os possessos de esp&iacute;ritos maus h&atilde;o de escutar Sua voz. Por meio dos instrumentos humanos, Ele deseja ser um Consolador como o mundo desconhece.&rdquo;17&nbsp;Ela ainda foi imperativa no aconselhamento. &ldquo;Quando surge uma crise na vida de qualquer pessoa. [&hellip;] &Eacute; a vida consistente, a revela&ccedil;&atilde;o de um sincero interesse como de Cristo pela a pessoa em perigo, que far&aacute; o aconselhamento eficaz para convencer e vencer em caminhos seguros.&rdquo; Aqueles que negligenciam este trabalho &ldquo;ter&atilde;o de dar conta por sua neglig&ecirc;ncia por aqueles que poderiam ter aben&ccedil;oado, refor&ccedil;ado, apoiado, e curado.&rdquo;18<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia de Ellen White como uma conselheira &eacute; uma aplica&ccedil;&atilde;o da presente declara&ccedil;&atilde;o. Embora n&atilde;o fosse formada em psicologia, ajudou muitas pessoas a conquistar melhor sa&uacute;de emocional e mental durante a sua vida. Para esses dias, seus escritos fornecem um quadro filos&oacute;fico e teol&oacute;gico &uacute;til que apoia a atividade &ldquo;m&eacute;dico mission&aacute;ria&rdquo;, assim como chamou as &aacute;reas de psiquiatria e psicologia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Alguns bem intencionados crist&atilde;os t&ecirc;m sido relutantes em falar com profissionais de sa&uacute;de mental temendo que Deus n&atilde;o queira que contem a outro ser humano seus pecados ou fraquezas. Pensam que procurando ajuda psicol&oacute;gica traem a f&eacute;, porque est&atilde;o procurando a ajuda de seres humanos em vez da de Deus, mas Ellen White &eacute; clara de que h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es em que &eacute; correto e adequado confiar em outros.19&nbsp;Ela foi uma frequente ouvinte e conselheira para as pessoas com dores e perplexidades. Ela escreveu as seguintes palavras de conforto para um homem na Austr&aacute;lia. &ldquo;Se os agentes humanos, de quem n&oacute;s poder&iacute;amos ser levados a esperar ajuda, faltam para fazer a sua parte, somos confortados no pensamento de que as intelig&ecirc;ncias celestiais n&atilde;o deixar&atilde;o de fazer a sua parte. Elas passar&atilde;o por aqueles cujos cora&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o tenros e dignos de compaix&atilde;o, gentis e am&aacute;veis, e prontos para aliviarem as desgra&ccedil;as dos outros, e v&atilde;o usar qualquer agente humano, que ser&aacute; tocado com as enfermidades, as necessidades, os problemas, as perplexidades das pessoas por quem Cristo morreu.&rdquo;20&nbsp;Suas declara&ccedil;&otilde;es sobre o papel dos conselheiros humanos mostram que Ellen White permaneceu confiante em que Jesus era o &uacute;ltimo ajudante e m&eacute;dico. Mas os humanos conselheiros, amigo, m&atilde;e, pastor, m&eacute;dico ou psic&oacute;logo s&atilde;o para ajudar a pessoa como Jesus &ndash; &ldquo;[&hellip;] um Amigo que nunca falha, ao qual podemos confiar todos os segredos do cora&ccedil;&atilde;o.&rdquo;21&nbsp;A cura mental e emocional como a cura f&iacute;sica &eacute; um processo que leva tempo. Ellen White revela um not&aacute;vel grau de sensibilidade para com, por vezes demorado, processo psicol&oacute;gico que requer apoio.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Conclus&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A abordagem terap&ecirc;utica de Ellen White para o tratamento do doente mental centrou-se em uma aplica&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios. Ela apoiou o aconselhamento e os m&eacute;todos de cura natural. Sua abrangente rejei&ccedil;&atilde;o &agrave;s drogas est&aacute; baseada em err&ocirc;neas filosofias de cura que eram atuais em seus dias e de produtos qu&iacute;micos perigosos de drogas que eram usadas. Suas declara&ccedil;&otilde;es contra a &ldquo;psicologia&rdquo; e a &ldquo;ci&ecirc;ncia&rdquo; est&atilde;o relacionadas a sua oposi&ccedil;&atilde;o ao mesmerismo, frenologia, e &agrave; &ldquo;cura pelo descanso&rdquo;. Como conselheira, Ellen White teve extensa intera&ccedil;&atilde;o com as pessoas ao longo de sua vida e tratou com diferentes tipos de disfun&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. Permaneceu simp&aacute;tica e redentora, mesmo quando a condi&ccedil;&atilde;o foi particularmente censur&aacute;vel. Ela n&atilde;o tinha qualquer forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental e viveu em uma &eacute;poca em que essa ci&ecirc;ncia era ainda rudimentar. No entanto, foi capaz de ser extraordinariamente eficaz em ajudar muitas pessoas. Compreendeu que a devasta&ccedil;&atilde;o emocional e mental n&atilde;o era curada instantaneamente e que uma pessoa poderia estar andando com Deus, mas ainda assim necessitava de apoio e orienta&ccedil;&atilde;o. Acreditava na necessidade de interven&ccedil;&atilde;o direta por outros que eram capazes de aconselhar e orientar. Embora n&atilde;o tenha escrito sobre o papel dos psiquiatras e psic&oacute;logos, escreveu positivamente sobre o tipo de ajuda que pode ser prestada por essas &aacute;reas. N&atilde;o podemos dizer exatamente qual seria a sua rea&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica moderna dessas &aacute;reas, mas um estudo da sua vida, escritos e atividades sugerem que ela teria apoiado a pr&aacute;tica psicol&oacute;gica crist&atilde; que estava em harmonia com uma filosofia b&iacute;blica de cura.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\">\n<\/p><hr style=\"color: #4d4d4d;\">\n<h2 style=\"color: #000300;\">REFER&Ecirc;NCIAS<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d;\">\n<p><span id=\"nota-rodape-1\" style=\"font-weight: bold;\">1<\/span>&nbsp;Ellen G. White.&nbsp;<em>Mente, Car&aacute;ter e Personalidade<\/em>. 2. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990. v. 2. p. 396.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-2\" style=\"font-weight: bold;\">2<\/span>&nbsp;<em>Fundamentos da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;<\/em>. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996. p. 426.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-3\" style=\"font-weight: bold;\">3<\/span>&nbsp;<em>A Ci&ecirc;ncia do Bom Viver<\/em>. 10. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 127.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-4\" style=\"font-weight: bold;\">4<\/span>&nbsp;<em>Mensagens Escolhidas<\/em>. 1. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1967 .v. 2 p. 452.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-5\" style=\"font-weight: bold;\">5<\/span>&nbsp;<em>Selected Messages<\/em>, (Washington DC: Publicadora Review and Herald, 1958), vol. 2 p. 282 (nota de rodap&eacute;); S. P. S. Edwards to F. D. Nichol, 24 de Novembro de 1957, Arquivo Pergunta e Resposta 34-B-2, EGWE.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-6\" style=\"font-weight: bold;\">6<\/span>&nbsp;<em>Testemunhos para a Igreja<\/em>. 1. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000. v. 1. p. 290.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-7\" style=\"font-weight: bold;\">7<\/span>&nbsp;Irving Kirsch, Steven Jay Lynn, e Judith W. Rhue. &ldquo;Introduction to Clinical Hypnosis&rdquo;. In&nbsp;<em>Handbook of Clinical Hypnosis<\/em>. Washington, DC: American Psychological Association, 1993, 5; John C. Burnham. &ldquo;Franz Anton Mesmer&rdquo;,&nbsp;<em>International Encyclopedia of Psychiatry, Psychology, Psychoanalysis, and Neurology<\/em>, ed. Benjamin B. Wolman. New York: Aesculapius Publishers, 1977. v. 7, p. 213.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-8\" style=\"font-weight: bold;\">8<\/span>&nbsp;Henry Alan Skinner.&nbsp;<em>The Origin of Medical Terms<\/em>. Baltimore, MD: Williams &amp; Wilkins, 1949. p. 186.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-9\" style=\"font-weight: bold;\">9<\/span>&nbsp;Ellen G. White. Manuscrito. 131, 1906.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-10\" style=\"font-weight: bold;\">10<\/span>&nbsp;<em>Conselhos Sobre Sa&uacute;de<\/em>. 2. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1991. p. 345.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-11\" style=\"font-weight: bold;\">11<\/span>&nbsp;Ellen G. White para Artur e Emma Sanderson, 16 de Fev. 1902 (datilografada), Carta 20, 1902, EGWE.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-12\" style=\"font-weight: bold;\">12<\/span>&nbsp;Ellen G. White para A. Sanderson, 12 de Setembro de 1901 (datilografada), Carta 121, 1901, EGWE.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-13\" style=\"font-weight: bold;\">13<\/span>&nbsp;Ellen G. White para E. J. Waggoner, 22 de Janeiro de 1893, Carta 78, 1893, EGWE.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-14\" style=\"font-weight: bold;\">14<\/span>&nbsp;Ellen G. White.&nbsp;<em>Testemunhos Para a Igreja<\/em>. 1. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000. p. 555.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-15\" style=\"font-weight: bold;\">15<\/span>&nbsp;<em>Mente, Car&aacute;ter e Personalidade<\/em>. 3. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990. v.1. p. 10.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-16\" style=\"font-weight: bold;\">16<\/span>&nbsp;<em>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/em>. 22. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p .824.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-17\" style=\"font-weight: bold;\">17<\/span>&nbsp;<em>Ci&ecirc;ncia do Bom Viver<\/em>. 10. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 10.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-18\" style=\"font-weight: bold;\">18<\/span>&nbsp;Ellen G. White para &ldquo;Os irm&atilde;os em posi&ccedil;&atilde;o de responsabilidade no Escrit&oacute;rio da Review and Herald&rdquo;, 13 de jan. 1894, Carta 70, 1894, EGWE.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-19\" style=\"font-weight: bold;\">19<\/span>&nbsp;<em>Veja Mente, Car&aacute;ter e Personalidade<\/em>. 3. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990. v. 2, p. 763-788.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-20\" style=\"font-weight: bold;\">20<\/span>&nbsp;Ellen G. White para J. R. Buster, 3 de Agosto de 1894, Carta 4, 1894, EGWE.<\/p>\n<p><span id=\"nota-rodape-21\" style=\"font-weight: bold;\">21<\/span>&nbsp;Ellen G. White.&nbsp;<em>Testemunhos Para a Igreja<\/em>. 1. ed. Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000. v. 1, p. 502.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ellen White n&atilde;o era alheia aos assuntos de sa&uacute;de mental. Ainda jovem, lutou contra a depress&atilde;o em seu processo de convers&atilde;o. Com a fam&iacute;lia, enfrentou alguns desafios. Seu marido teve derrames cerebrais durante a meia-idade que pareciam ter alterado sua personalidade. 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