{"id":632,"date":"2014-09-24T06:00:05","date_gmt":"2014-09-24T06:00:05","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=632"},"modified":"2014-09-24T00:32:15","modified_gmt":"2014-09-24T00:32:15","slug":"jesus-o-divorcio-e-o-novo-casamento-em-mateus-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/jesus-o-divorcio-e-o-novo-casamento-em-mateus-19\/","title":{"rendered":"Jesus, o div\u00f3rcio e o novo casamento em Mateus 19"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: justify;\">Este artigo trata com a quest&atilde;o do casamento e div&oacute;rcio. O autor, ap&oacute;s, indicar a consistente &ecirc;nfase de Jesus quanto a indissolubilidade do casamento, uma vez que o div&oacute;rcio contradiz a inten&ccedil;&atilde;o divina expressa na ordem criada, dedica aten&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica e exeg&eacute;tica &agrave; &ldquo;permiss&atilde;o para o div&oacute;rcio&rdquo; na chamada &ldquo;clausula de excess&atilde;o&rdquo; mencionada Mateus 19, relacionando a seguir as diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es destas palavras de Jesus. Ao final o autor analisa as implica&ccedil;&otilde;es do ensino de Cristo quanto ao casamento e div&oacute;rcio para os crist&atilde;os que hoje levam Jesus a s&eacute;rio a Sua Palavra. O autor enfatiza que, mesmo em caso de infidelidade conjugal, quando o c&ocirc;njuge inocente est&aacute; livre para o div&oacute;rcio e novo casamento, o ideal &eacute; a reconcilia&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, onde as condi&ccedil;&otilde;es do casamento s&atilde;o desfavor&aacute;veis, insiste o autor a solu&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &eacute; mudar tais condi&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o o parceiro.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Recentemente, enquanto est&aacute;vamos viajando pela Europa, minha esposa encontrou um interessante artigo em uma revista, descrevendo o comportamento de mulheres modernas.1Felizmente, o artigo foi escrito por uma senhora. Ela ilustrava seu assunto descrevendo a dissolu&ccedil;&atilde;o de um casamento. Uma ex-medalha de ouro e recordista mundial, que ainda est&aacute; na ativa seguindo sua carreira nos esportes, deixou seu esposo (duas vezes finalista mundial) e seus dois filhos a favor de um amante, que &eacute; tamb&eacute;m um bem-conhecido esportista. A escritora do artigo declara que o comportamento que era considerado masculino, a saber, deixar o c&ocirc;njuge e os filhos para viver com um novo parceiro, se tornou comum entre as mulheres. Eva Kohlrusch comenta sarcasticamente:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As mulheres podem congratular-se. A igualdade progride. Mulheres fazem com cada vez mais frequ&ecirc;ncia o que no passado era considerado um comportamento tipicamente masculino. Elas se livram do seu casamento e deixam os filhos com o pai&hellip; Ela se comporta como ele tem feito no passado&hellip; Precisamos inventar uma ideia totalmente nova para proteger os filhos dos sentimentos de abandono.2<i><\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O div&oacute;rcio e o novo casamento tornaram-se um desafio para sociedades e igrejas. As ideias da era p&oacute;s-moderna est&atilde;o tamb&eacute;m influenciando os crist&atilde;os. Alguns abandonam o conceito de verdade absoluta. O pluralismo &eacute; parcialmente aceito. O ser humano tornou-se o objetivo supremo. A vida abundante &eacute; definida apenas como sentir-se bem e estar bem. A dor e o sofrimento tornaram-se inaceit&aacute;veis. Embora haja circunst&acirc;ncias muito dif&iacute;ceis em alguns casamentos, devemos reconhecer que &agrave;s vezes as pessoas se livram do seu casamento muito facilmente.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Jesus tratou do problema do div&oacute;rcio e Suas declara&ccedil;&otilde;es s&atilde;o encontradas em Mateus 5 e 19, Marcos 10, e Lucas 16. Neste artigo, iremos focalizar Mateus 19, quando Jesus foi interrogado pelos fariseus acerca de fundamento para o div&oacute;rcio (19:1-12). Reiteradamente, Jesus enfatizou a indissolubilidade do matrim&ocirc;nio. Defendeu o ideal de Deus conforme institu&iacute;do no jardim do &Eacute;den. E eu creio que Ele quer que vejamos a beleza do matrim&ocirc;nio e que nos esque&ccedil;amos de insistir nos problemas. Isto pode ser indicado pelo contexto em que se encontra o relato de Mateus 19:1-12.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Declara&ccedil;&otilde;es de Jesus sobre casamento e div&oacute;rcio e sua interpreta&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b>Os crist&atilde;os t&ecirc;m aceito a Jesus como seu Salvador e Senhor. T&ecirc;m decidido seguir suas pisadas (1Pe 2:21). Sua vida, morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o os salvou. Seu minist&eacute;rio sacerdotal no C&eacute;u os sust&eacute;m. Para eles, Seus ensinos s&atilde;o normativos. Portanto, quando importa em tomar pequenas bem como importantes decis&otilde;es na vida, os crist&atilde;os indagam o que Jesus tem a dizer acerca dos problemas&nbsp; envolvidos. Isto &eacute; especialmente verdade no caso de div&oacute;rcio e novo casamento. Em quatro lugares dos Evangelhos Sin&oacute;ticos Jesus tratou deste assunto: Mateus 5:31-32; Mateus 19:1-12; Marcos 10:1-12, e Lucas 16:18. Cronologicamente, Mateus 5:31-32 vem primeiro. Este texto pertence ao Serm&atilde;o da Montanha. No in&iacute;cio do Seu minist&eacute;rio, Jesus tratou deste dif&iacute;cil e complicado problema. O local &eacute; a Galil&eacute;ia. Mateus 19 e suas passagens paralelas de Marcos e Lucas pertencem ao minist&eacute;rio de Jesus na Per&eacute;ia. De acordo com Mateus 19 e Marcos 10 Jesus foi for&ccedil;ado pelos fariseus a discutir o assunto, mas Ele n&atilde;o o evitou e disse a verdade muito claramente.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No tempo de Jesus, o div&oacute;rcio era considerado levianamente. Basicamente, a escola de Hillel permitia como motivo para o div&oacute;rcio tudo o que o marido n&atilde;o gostasse acerca de sua esposa. Queimar uma refei&ccedil;&atilde;o poderia ser um tal motivo. Por outro lado, a escola de Shammai s&oacute; permitia que o marido se divorciasse de sua esposa se ela tivesse cometido alguma esp&eacute;cie de viola&ccedil;&atilde;o sexual. Mas, o que era considerado uma viola&ccedil;&atilde;o sexual? Isto inclu&iacute;a uma mulher ser vista em p&uacute;blico com cabelo descoberto ou com bra&ccedil;os desnudos. Segundo o Rabi Meir tamb&eacute;m inclu&iacute;a uma atitude soci&aacute;vel para com escravos e vizinhos, fiar na rua, beber avidamente na rua, e banhar-se com homens. Em linhas gerais, era uma viola&ccedil;&atilde;o por sua esposa dos costumes prevalecentes que permitia a um marido divorciar-se.3&nbsp; Al&eacute;m disso, o div&oacute;rcio era visto como um privil&eacute;gio que Deus havia concedido a Israel. &ldquo;Segundo a tradi&ccedil;&atilde;o rab&iacute;nica, Yahweh tem dito: &lsquo;Em Israel Eu tenho dado o div&oacute;rcio, n&atilde;o tenho dado o div&oacute;rcio entre os gentios.&rsquo; Somente em Israel &lsquo;Deus tem ligado Seu nome ao div&oacute;rcio.&rsquo;&rdquo;4&nbsp; Em vez de seguir o plano divino e aceitar a indissolubilidade do matrim&ocirc;nio, o div&oacute;rcio era considerado como um privil&eacute;gio. &ldquo;Destarte, mesmo a dissolu&ccedil;&atilde;o de um casamento sem qualquer motivo era considerada v&aacute;lida&hellip;&rdquo;5<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As palavras de Jesus acerca do div&oacute;rcio e novo casamento t&ecirc;m sido compreendidas muito diferentemente. Est&atilde;o aqui algumas das opini&otilde;es que s&atilde;o mantidas:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(1) O div&oacute;rcio &eacute; imposs&iacute;vel mesmo no&nbsp; caso de adult&eacute;rio, do contr&aacute;rio Jesus&nbsp; n&atilde;o&nbsp; teria&nbsp; diferido&nbsp; de&nbsp; Mois&eacute;s&nbsp; e adotado uma opini&atilde;o mais liberal do que a lei&nbsp; mosaica&nbsp; que &ndash; no caso de adult&eacute;rio &ndash; exigia a pena de morte. O novo casamento &eacute; inconceb&iacute;vel.6<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(2)&nbsp;&nbsp; O div&oacute;rcio&nbsp; n&atilde;o&nbsp; &eacute;&nbsp; poss&iacute;vel&nbsp; exceto&nbsp; em caso de adult&eacute;rio. Contudo, mesmo que um dos parceiros cometa adult&eacute;rio e os c&ocirc;njuges estejam divorciados, o novo casamento est&aacute; exclu&iacute;do. Este &eacute; o ponto de vista dos Pais da Igreja e &eacute; encontrado mesmo em nossos dias.7<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(3)&nbsp;&nbsp; O div&oacute;rcio n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel exceto por infidelidade sexual durante o per&iacute;odo de noivado. Se for descoberto que um c&ocirc;njuge foi infiel durante o tempo de noivado, o div&oacute;rcio, bem como o novo casamento, &eacute; permiss&iacute;vel.8<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(4)&nbsp;&nbsp; O div&oacute;rcio n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel exceto em caso de adult&eacute;rio. Se um dos c&ocirc;njuges comete adult&eacute;rio e eles se divorciam, o parceiro que n&atilde;o cometeu adult&eacute;rio pode casar de novo. Todavia, a reconcilia&ccedil;&atilde;o &eacute; prefer&iacute;vel. Esta &eacute; a opini&atilde;o de Erasmo de Rotterdam, dos grandes reformadores, de muitos evang&eacute;licos, e da Igreja Adventista.9<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(5)&nbsp;&nbsp; As Escrituras se op&otilde;em ao div&oacute;rcio. Contudo, &eacute; poss&iacute;vel se obter um div&oacute;rcio. Os motivos n&atilde;o s&atilde;o apenas adult&eacute;rio mas tamb&eacute;m abandono por um c&ocirc;njuge, abuso, viol&ecirc;ncia, etc. O novo casamento &eacute; poss&iacute;vel.10&nbsp;Alguns sugerem que a quest&atilde;o de quem &eacute; culpado n&atilde;o deve ser discutida. Outros sugerem que o novo casamento sempre &eacute; poss&iacute;vel, ao menos sob a condi&ccedil;&atilde;o de que os ex-c&ocirc;njuges manifestem um esp&iacute;rito de perd&atilde;o.11<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(6)&nbsp;&nbsp; Alega-se que as palavras originais de Jesus n&atilde;o continham a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o. Essas palavras originais s&atilde;o encontradas em Marcos e Lucas. A cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o ocorre em Mateus e &eacute; um acr&eacute;scimo da Igreja primitiva, que, sob a influ&ecirc;ncia do Esp&iacute;rito Santo e do Cristo p&oacute;s-P&aacute;scoa, atualizou o texto b&iacute;blico. Uma outra aplica&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o se encontra em Paulo (1 Co 7:12-15). Portanto, a Igreja Crist&atilde; tem o direito n&atilde;o apenas de interpretar mas tamb&eacute;m de reinterpretar as Escrituras. H&aacute; uma abertura para lidar com outros casos n&atilde;o mencionados nas Escrituras. Por que n&atilde;o deveria o Esp&iacute;rito Santo dirigir a Igreja moderna em encontrar outros motivos para um div&oacute;rcio leg&iacute;timo como Ele dirigiu a Igreja no passado?12<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(7)&nbsp;&nbsp; Afirma-se que quando Jesus no Serm&atilde;o da Montanha lida com o problema do div&oacute;rcio e novo casamento isto n&atilde;o &eacute; um mandamento. Porque o verso 30 tem de ser compreendido figurativamente; o verso 32 e toda a passagem tamb&eacute;m devem ser compreendidos figurativamente. Conquanto a inten&ccedil;&atilde;o de Jesus seja clara sobre deverem casamentos ser permanentes, o div&oacute;rcio e o novo casamento s&atilde;o poss&iacute;veis.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(8)&nbsp;&nbsp; A cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o se refere&nbsp; somente ao incesto. O div&oacute;rcio s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel se existe um &ldquo;casamento&rdquo; que, segundo Lev&iacute;tico 18 nunca deveria ter sido institu&iacute;do, e se um crente e um incr&eacute;dulo est&atilde;o&nbsp; casados e o descrente quer divorciar-se. Entretanto, os c&ocirc;njuges que&nbsp; maltratam seus&nbsp; parceiros, verbal ou fisicamente, que s&atilde;o&nbsp; viciados em &aacute;lcool ou drogas, que s&atilde;o blasfemadores, que amam mais os prazeres do que a Deus, etc., dificilmente s&atilde;o&nbsp; crentes, mesmo que sejam crist&atilde;os batizados. Eles devem ser evitados.13<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Agora retornemos a Mateus 19 e o consideremos mais atentamente.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">O contexto de Mateus 19<\/h2>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A opini&atilde;o de Jesus sobre div&oacute;rcio no contexto de Mateus 19 e 20<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mateus 19:1-20:16 &eacute; uma passagem que descreve o minist&eacute;rio de Jesus. Seus segmentos14&nbsp;est&atilde;o ligados uns aos outros por vocabul&aacute;rio comum.15&nbsp; Tamb&eacute;m descobrimos que Jesus fala primeiro aos fariseus (19:3-9). Ele ent&atilde;o Se dirige aos&nbsp; disc&iacute;pulos (19:10-15). Ap&oacute;s o di&aacute;logo com o jovem rico (19:16-22), como esse homem &eacute; chamado, Jesus ensina outra vez aos Seus disc&iacute;pulos (19:27-20:16).<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(a) Pai e m&atilde;e<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;Pai e m&atilde;e&rdquo; &eacute; uma daquelas conex&otilde;es liter&aacute;rias. Em 19:5 Jesus fala acerca de deixar pai e m&atilde;e t&atilde;o logo o homem se case. Em 19:19 Ele menciona o quinto mandamento, a saber, honrar pai e m&atilde;e, e em 19:29 Ele declara que os disc&iacute;pulos podem &agrave;s vezes ser for&ccedil;ados a deixar pai e m&atilde;e por amor de Jesus. Deixar pai e m&atilde;e a fim de casar n&atilde;o viola o quinto mandamento, nem deixar pai e m&atilde;e por amor de Jesus. Assim, indiretamente, o casamento pode ser comparado com a rela&ccedil;&atilde;o entre Jesus e Seus disc&iacute;pulos. A famosa passagem de Ef&eacute;sios 5 pode ser aqui prefigurada. Se o matrim&ocirc;nio &eacute; semelhante &agrave; nossa liga&ccedil;&atilde;o com Jesus, qu&atilde;o importante e enaltecedor deve ele ser, qu&atilde;o formoso e aben&ccedil;oado, e tamb&eacute;m qu&atilde;o duradouro!&nbsp; Qualquer que tenha provado a bondade de nosso Senhor e a agradabilidade de Sua comunh&atilde;o, pode tamb&eacute;m usufruir Seu extraordin&aacute;rio dom do matrim&ocirc;nio.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(b) A quem deixar e a quem n&atilde;o deixar<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mateus 19:29 &eacute; muito interessante: &ldquo;E todo aquele que tiver deixado casas, ou irm&atilde;os, ou irm&atilde;s, ou pai, ou m&atilde;e, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receber&aacute; cem vezes tanto e herdar&aacute; a vida eterna.&rdquo; Para n&oacute;s &eacute; quase chocante que Jesus fale acerca de deixar irm&atilde;os, pais, e mesmo filhos, mas n&atilde;o fale sobre algu&eacute;m deixar o c&ocirc;njuge.16&nbsp; Omitindo aqui uma refer&ecirc;ncia ao c&ocirc;njuge, a mensagem para n&oacute;s parece ser: Mesmo por amor de Jesus n&atilde;o somos solicitados a deixar nosso esposo ou esposa, a nos separar dele ou dela, ou nos divorciar do nosso parceiro. O matrim&ocirc;nio &eacute; indissol&uacute;vel. O casamento &eacute; bom. Jesus n&atilde;o dissolve os casamentos quando pede &agrave;s pessoas que O sigam. [A Vers&atilde;o Almeida Revista e Corrigida n&atilde;o omite a palavra &ldquo;mulher&rdquo;; a Almeida Revista e Atualizada a traz entre colchetes. &ndash; Nota do Tradutor].<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(c) O s&eacute;timo mandamento<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em Mateus 19:9 Jesus discute o div&oacute;rcio, novo casamento e adult&eacute;rio. Em Mt 19:18 Ele cita o s&eacute;timo mandamento: &ldquo;N&atilde;o cometer&aacute;s adult&eacute;rio.&rdquo; Os dois textos usam um verbo com uma raiz comum. Outra vez o casamento &eacute; muito importante para Jesus. Obviamente, Suas declara&ccedil;&otilde;es em Mateus 19:9 e em Mateus 5:27-32 est&atilde;o relacionadas com o s&eacute;timo mandamento e, portanto, com o Dec&aacute;logo. Jesus discute com os fariseus retornando ao relato da Cria&ccedil;&atilde;o e referindo-Se indiretamente aos Dez Mandamentos. O ponto de vista de Jesus &eacute; tudo o que a lei diz respeito. Essa lei ainda &eacute; a mesma. No tempo de Jesus ela ainda estava em vigor como quando Deus a pronunciou no monte Sinai. E hoje tamb&eacute;m &eacute; v&aacute;lida. &Eacute; independente de culturas e sistemas de valores mut&aacute;veis. Essa lei &eacute; boa. O dom de Deus do matrim&ocirc;nio e Sua prote&ccedil;&atilde;o a esse dom s&atilde;o bons.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(d) Dureza de cora&ccedil;&atilde;o<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A mais importante liga&ccedil;&atilde;o entre as diferentes partes de Mateus 19 e 20a e, portanto, o mais importante assunto do minist&eacute;rio de Jesus na Per&eacute;ia parece que &eacute; o tema da dureza de cora&ccedil;&atilde;o e o assunto relacionado do olho mau.17&nbsp; A frase &ldquo;dureza do cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi apresentada pelo pr&oacute;prio Jesus em 19:8. Os fariseus mostram clara evid&ecirc;ncia de cora&ccedil;&otilde;es duros, porque procuram motivos que lhes permitam livrar-se do matrim&ocirc;nio. Eles n&atilde;o compreendem o maravilhoso dom divino do casamento, e o corrompem por causa da sua atitude e comportamento (19:3,7). Quando pensam em casamento, apenas&nbsp; o div&oacute;rcio vem &agrave; sua mente.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mas at&eacute; mesmo os disc&iacute;pulos de Jesus t&ecirc;m dificuldade em aceitar o ensino de Jesus sobre o matrim&ocirc;nio. Sugerem ficar solteiro e n&atilde;o casar se o casamento &eacute; indissol&uacute;vel (19:10). Eles compreendem claramente a afirma&ccedil;&atilde;o de Jesus, e contudo decidem tomar o lado dos fariseus. Tamb&eacute;m eles n&atilde;o podem pensar em casamento em outros termos que n&atilde;o o div&oacute;rcio. T&ecirc;m o cora&ccedil;&atilde;o duro. Sua dureza de cora&ccedil;&atilde;o se manifesta um pouco depois quando se encontram com crian&ccedil;as trazidas a Jesus a fim de serem aben&ccedil;oadas, e eles as repreendem (19:13).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O jovem rico n&atilde;o est&aacute; disposto a vender suas propriedades e dar a renda aos pobres. Por causa da sua dureza de cora&ccedil;&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil um rico entrar no reino de Deus (19:21-23). Outra vez os disc&iacute;pulos parecem favorecer aqueles que n&atilde;o s&atilde;o bem-sucedidos em sua caminhada para o reino de Deus (19:25), e a interroga&ccedil;&atilde;o de Pedro quanto &agrave; recompensa de seguir a Jesus pode revelar dureza de cora&ccedil;&atilde;o (19:27).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Finalmente, na par&aacute;bola dos lavradores na vinha aqueles que trabalharam o dia inteiro n&atilde;o est&atilde;o contentes com o seu sal&aacute;rio. Queixam-se da generosidade do senhor da vinha. O problema n&atilde;o &eacute; que o senhor n&atilde;o lhes pagou um sal&aacute;rio justo. O problema &eacute; que aqueles que n&atilde;o tiveram a oportunidade de ser empregados o dia todo receberam a mesma quantia de dinheiro. Comparam-se com os coobreiros, e em vez de serem movidos de gratid&atilde;o pelo que aconteceu &agrave;queles, concentram-se em si mesmos e na suposta injusti&ccedil;a a eles feita. O propriet&aacute;rio da vinha responde: &ldquo;Ou &eacute; mau o teu olho porque eu sou bom?&rdquo; Em vez de se regozijarem com seus coobreiros e louvar a&nbsp; generosidade do senhor, eles murmuram e se queixam. Eles t&ecirc;m um olho mau. Sua dureza de cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o lhes permite ver a bondade de Deus.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Portanto, todo o cap&iacute;tulo do minist&eacute;rio de Jesus na Per&eacute;ia desafia o leitor a apreciar os extraordin&aacute;rios dons de Deus e principalmente o dom do casamento e a se desviar de qualquer considera&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(e) Resumo<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Resumindo, podemos dizer: (1) At&eacute; certo ponto, a rela&ccedil;&atilde;o de Jesus com Seus disc&iacute;pulos pode ser comparada &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre marido e mulher. Por causa desta rela&ccedil;&atilde;o, talvez algu&eacute;m precise deixar outras pessoas e posses. Os benef&iacute;cios s&atilde;o imensur&aacute;veis. (2) Seguir a Jesus n&atilde;o significa separar-se ou divorciar-se de um c&ocirc;njuge. O matrim&ocirc;nio &eacute; indissol&uacute;vel. (3) A declara&ccedil;&atilde;o de Jesus sobre div&oacute;rcio est&aacute; ligada ao s&eacute;timo mandamento. Esse mandamento est&aacute; em vigor e independe de tempos e culturas mut&aacute;veis. (4) Citando Jesus, Mateus desafia leitores e ouvintes a se arrepender de sua dureza de cora&ccedil;&atilde;o e de seu olho mau, a se afastar de qualquer brincadeira com a ideia de div&oacute;rcio e a ter em alta estima o extraordin&aacute;rio dom do matrim&ocirc;nio.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Opini&atilde;o de Jesus sobre div&oacute;rcio no contexto de Mateus 18<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mateus 19 &eacute; precedido por uma conversa&ccedil;&atilde;o entre Jesus e Seus disc&iacute;pulos em Cafarnaum. Apesar das diferentes localidades geogr&aacute;ficas, existem fortes conex&otilde;es entre Mateus 18 e Mateus 19. Estas incluem os termos &ldquo;disc&iacute;pulos&rdquo;, &ldquo;reino&rdquo;, &ldquo;crian&ccedil;as&rdquo; e &ldquo;cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.18&nbsp;No in&iacute;cio do cap&iacute;tulo 18, os disc&iacute;pulos fazem a pergunta: &ldquo;Quem &eacute; o maior no reino dos c&eacute;us?&rdquo; (18:1). A resposta de Jesus lida com uma crian&ccedil;a, os pequeninos, e o pecado de um irm&atilde;o (18:2-20). Depois da Sua resposta, Pedro faz outra pergunta, tratando do problema do perd&atilde;o de pecados (18:21). Jesus responde com uma breve declara&ccedil;&atilde;o e a par&aacute;bola do credor incompassivo (18:22-35).<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(a) Dureza de cora&ccedil;&atilde;o<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Embora os disc&iacute;pulos fossem advertidos a n&atilde;o desprezar os pequeninos e a n&atilde;o escandaliz&aacute;-los (18:6,10), eles n&atilde;o aprenderam a li&ccedil;&atilde;o conforme demonstra seu comportamento em 19:13. Em vez de dar as boas-vindas &agrave;s crian&ccedil;as em nome de Jesus, eles as rejeitaram. Conquanto fossem advertidos contra a dureza de cora&ccedil;&atilde;o em Mateus 18, os disc&iacute;pulos exibiram precisamente este comportamento. O cap&iacute;tulo 18 termina com a advert&ecirc;ncia de que o pai celestial estender&aacute; a m&atilde;o para punir aqueles que do cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o perdoam ao seu pr&oacute;ximo (18:34-35). O tema do cora&ccedil;&atilde;o duro j&aacute; est&aacute; presente no cap&iacute;tulo 18, embora a frase exata apare&ccedil;a somente em 19:8. O credor incompassivo &eacute; um exemplo por excel&ecirc;ncia de uma pessoa de cora&ccedil;&atilde;o duro, e &eacute; interessante que esse tema seja desenvolvido na seguinte per&iacute;cope que trata de div&oacute;rcio e casamento.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em vez de perdoar o seu c&ocirc;njuge, h&aacute; pessoas como os fariseus, que olham somente para escapes e possibilidades de fugir do casamento e se livrar do seu parceiro. N&atilde;o se preocupam com sua esposa ou esposo. N&atilde;o est&atilde;o interessados nele ou nela. E se esquecem de qu&atilde;o incr&iacute;vel d&iacute;vida Deus os perdoou, e contam todos os erros de seu c&ocirc;njuge contra eles. O perd&atilde;o n&atilde;o &eacute; praticado, nem mesmo considerado. Alegando cumprir a lei, s&atilde;o julgados pela lei. Sua dureza pode chegar t&atilde;o longe que queiram se livrar do casamento, mesmo que o seu c&ocirc;njuge n&atilde;o tenha de forma alguma pecado contra eles.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(b) O cortar da M&atilde;o e o arrancar &nbsp;do olho<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mateus 18:8-9 fala simbolicamente acerca da auto-mutila&ccedil;&atilde;o. O cortar da m&atilde;o e o arrancar do olho a fim de impedir algu&eacute;m de desencaminhar-se encontra-se quase identicamente em Mateus 5:29-30, passagem &agrave; qual se faz alus&atilde;o em Mateus 19:1-12. Mateus 18:8 acrescenta o cortar de um p&eacute;. Sendo que estes versos de Mateus 5 s&atilde;o encontrados no contexto de adult&eacute;rio e fornica&ccedil;&atilde;o &ndash; os respectivos versos paralelos de Mateus 18 podem tamb&eacute;m se referir a pecados sexuais.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Somos chamados a lutar contra o pecado, inclusive pecados sexuais. Somos chamados a lutar por nosso casamento e a trabalhar por ele. Os membros da Igreja s&atilde;o chamados a ajudar aqueles que est&atilde;o em perigo de ser seduzidos e desviados.&nbsp; &Agrave;s vezes, a disciplina da igreja &eacute; necess&aacute;ria a fim de recuper&aacute;-los. Em qualquer caso, depois do arrependimento o perd&atilde;o deve ser concedido. Nossos casamentos vivem do perd&atilde;o. Vivemos do perd&atilde;o. Portanto, estendemos o perd&atilde;o ao nosso c&ocirc;njuge. O problema n&atilde;o &eacute; div&oacute;rcio. O problema &eacute; perdoar-nos mutuamente e largar o cora&ccedil;&atilde;o duro.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(c) Resumo<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Outra vez resumimos: (1) Mateus 18 e seu paralelismo com Mateus 5:29-30 prepara o caminho para a discuss&atilde;o do cap&iacute;tulo 19 sobre div&oacute;rcio e adult&eacute;rio. Embora as declara&ccedil;&otilde;es de Jesus em Mateus 19:4-6, 8-9 e 11-12 sejam baseadas no relato da Cria&ccedil;&atilde;o, elas tamb&eacute;m cont&ecirc;m uma exposi&ccedil;&atilde;o do s&eacute;timo mandamento. Jesus afirma que pelo novo casamento algu&eacute;m pode cometer adult&eacute;rio. Por sua pr&oacute;pria natureza o casamento &eacute; indissol&uacute;vel. Os mandamentos de Deus ainda s&atilde;o v&aacute;lidos. (2) Novamente os leitores s&atilde;o desafiados a se afastar da dureza de cora&ccedil;&atilde;o e livre e graciosamente perdoar uns aos outros (18:35; 19:8). (3) Em vez de procurar o div&oacute;rcio e alegrar-se com o pensamento de outra vez estar &ldquo;livre&rdquo;, somos desafiados a conceder o perd&atilde;o e parar de contar as faltas do nosso c&ocirc;njuge. O perd&atilde;o &eacute; ilimitado. (4) Em alguns casos de desarranjo marital a disciplina da igreja &eacute; necess&aacute;ria. Seu objetivo &eacute; impedir aqueles que est&atilde;o envolvidos de se tornarem &ldquo;ovelhas perdidas&rdquo; (Mt 18:12-14). Em seguida a Mateus 18:15-20 e a par&aacute;bola subsequente os membros da Igreja s&atilde;o chamados a perdoar seus errantes companheiros de f&eacute;.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Exegese de Mateus 19<\/h2>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A Estrutura da Passagem<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A passagem de Mateus 19:1-12 pode ser esbo&ccedil;ada da seguinte maneira:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. Disposi&ccedil;&atilde;o Local e Disposi&ccedil;&atilde;o da Narrativa (vs.1-2)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. Di&aacute;logo de Jesus com os Fariseus (v. 3-9)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">[CENA 1]<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">a. Primeira pergunta dos fariseus (v. 3)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">b. Primeira resposta de Jesus (vs. 4-6)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">c. Segunda pergunta dos fariseus (v. 7)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">[CENA 2]<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">d. Segunda resposta de Jesus (vs. 8-9)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">3. Di&aacute;logo de Jesus com os Disc&iacute;pulos (vs. 10-12)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">[CENA 3]<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">a. Primeira pergunta dos disc&iacute;pulos (v. 10)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">b. Terceira resposta de Jesus (vs. 11-12)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">De especial interesse s&atilde;o os versos 3-9. Contudo, a segunda cena tem tamb&eacute;m fortes liga&ccedil;&otilde;es verbais com a terceira cena.19<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Interpreta&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(a) Verso 3<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A conversa&ccedil;&atilde;o entre Jesus e os fariseus se inicia com os fariseus fazendo a Jesus uma pergunta acerca do div&oacute;rcio. Provavelmente, eles queriam atrair Jesus para a controv&eacute;rsia entre a mais liberal escola de Hillel e a mais conservadora escola de Shammai. Talvez eles at&eacute; mesmo esperassem que Jesus tocasse no caso de Herodes sendo casado com Herodias e fizesse de Herodes Seu inimigo (14:3-4). Este era um assunto altamente pol&iacute;tico e tinha custado a vida a Jo&atilde;o Batista.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;&Eacute; l&iacute;cito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?&rdquo;&nbsp; Em Mateus 19:1-12 o problema do div&oacute;rcio &eacute; tratado a partir da perspectiva masculina. O marido pode se divorciar. A perspectiva feminina, al&eacute;m do lado masculino, &eacute; apresentada no texto paralelo de Marcos 10.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Um importante termo em 19:3 &eacute;&nbsp;<i>apolu<\/i>, que neste contexto significa &ldquo;mandar embora, despedir&rdquo; ou &ldquo;divorciar-se&rdquo;. &Eacute; tamb&eacute;m encontrado nos versos 7-9. Duas vezes o termo &eacute; usado pelos fariseus e duas vezes por Jesus, todavia somente em Sua segunda resposta. Em Sua primeira resposta, Jesus usa o termo&nbsp;<i>choriz<\/i>&nbsp;(v. 6) para expressar o conceito de div&oacute;rcio.20&nbsp; Claramente Jesus diz n&atilde;o ao div&oacute;rcio. No verso 6 n&atilde;o &eacute; registrada nenhuma exce&ccedil;&atilde;o, no verso 12 uma s&oacute; poss&iacute;vel exce&ccedil;&atilde;o &eacute; mencionada.<i><\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A frase &ldquo;por qualquer motivo&rdquo; tamb&eacute;m pode ser traduzida por &ldquo;por absolutamente nenhum motivo.&rdquo; A primeira op&ccedil;&atilde;o reflete a opini&atilde;o de Hillel e parece ser prefer&iacute;vel neste contexto. Obviamente, os fariseus adotavam o ponto de vista de Hillel.21&nbsp; A pergunta deles j&aacute; est&aacute; apontando para Deuteron&ocirc;mio 24:1, embora s&oacute; mais tarde eles mencionem abertamente este texto tentando contrariar os argumentos de Jesus.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(b) Versos 4-6<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Come&ccedil;ando com o verso 4 Jesus responde &agrave; pergunta dos fariseus. &Eacute; importante notar que Jesus responde com as Escrituras como fez quando foi tentado por Satan&aacute;s em Mateus 4. Jesus evita tomar o partido de uma das escolas rab&iacute;nicas. Ele usa uma autoridade mais elevada do que a interpreta&ccedil;&atilde;o de famosos rabis.22<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;N&atilde;o tendes lido que, no princ&iacute;pio, o Criador os fez macho e f&ecirc;mea.&rdquo; Esta resposta pode conter alguma esp&eacute;cie de repreens&atilde;o. Os fariseus n&atilde;o deveriam ter feito tal pergunta. As Escrituras j&aacute; a responderam. Todavia, concentrando-se no que &eacute; permitido e no que &eacute; proibido e como algu&eacute;m pode se livrar da esposa, tragicamente os advers&aacute;rios de Jesus n&atilde;o reconhecem o maravilhoso dom de Deus e o ideal para o matrim&ocirc;nio.23<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No entanto, Jesus trata deste mesmo assunto. Em Mateus 19:4-6 Ele desenvolve a perspectiva de Deus sobre o casamento, uma institui&ccedil;&atilde;o que juntamente com o restante da Cria&ccedil;&atilde;o era muito boa. Jesus prova seu ponto de vista pelas Escrituras e volta ao relato da Cria&ccedil;&atilde;o. Indiretamente Ele declara que esse relato &eacute; aut&ecirc;ntico e normativo. Sua resposta se inicia com Aquele que criou, a saber, Deus, e tamb&eacute;m termina com o Deus Criador que uniu o homem e a mulher no casamento. A primeira resposta de Jesus aos fariseus (19:4-6) come&ccedil;a com uma pergunta. Inserida nessa pergunta est&atilde;o duas cita&ccedil;&otilde;es do Antigo Testamento. Ent&atilde;o segue-se uma declara&ccedil;&atilde;o, e finalmente &eacute; empregado um imperativo:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. Pergunta: N&atilde;o tendes lido (v. 4a)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">a. Cita&ccedil;&atilde;o de G&ecirc;nesis 1:27 (v. 4b)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">b. Cita&ccedil;&atilde;o de G&ecirc;nesis 2:24 (v. 5)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. Declara&ccedil;&atilde;o: Os dois s&atilde;o uma s&oacute; carne (v. 6a)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">3. Imperativo: N&atilde;o se divorcie (v. 6b)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A primeira cita&ccedil;&atilde;o &eacute; breve consistindo de apenas sete palavras; a segunda tem dezenove palavras, totalizando vinte e seis palavras. Segundo o relato de Mateus, o pr&oacute;prio Jesus usa somente vinte e seis palavras em suas respostas aos fariseus, enquanto que no verso 6a Ele at&eacute; mesmo repete as &uacute;ltimas palavras da segunda cita&ccedil;&atilde;o. Portanto, ouvimos duas vezes acerca de &ldquo;dois&rdquo; seres humanos que &ldquo;se tornaram um&rdquo; (v. 5b e 6a). Jesus permite que as Escrituras tratem de quest&otilde;es importantes e chega a uma decis&atilde;o quando foi interrogado pelos fariseus sobre o div&oacute;rcio. Qual &eacute; o motivo para o div&oacute;rcio? Resposta: A ordem da Cria&ccedil;&atilde;o n&atilde;o o permite por nenhum motivo.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A express&atilde;o &ldquo;no princ&iacute;pio&rdquo; em Mateus 19:4 pode se referir ao Deus que criou ou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de &ldquo;macho e f&ecirc;mea&rdquo;. No primeiro caso algu&eacute;m traduziria: &ldquo;Aquele que criou desde o princ&iacute;pio&hellip;&rdquo;, ao passo que no segundo caso a ideia seria &ldquo;Ele os criou desde o princ&iacute;pio macho e f&ecirc;mea.&rdquo; A segunda op&ccedil;&atilde;o &eacute; preferida por muitas tradu&ccedil;&otilde;es. Por causa da repeti&ccedil;&atilde;o da mesma frase no verso 8, Grundsmann aceita a segunda op&ccedil;&atilde;o e declara: &ldquo;Desde o princ&iacute;pio Deus queria que os seres humanos fossem seres sexuais.&rdquo;24&nbsp; Esta refer&ecirc;ncia prepara ent&atilde;o o caminho para a segunda e importante declara&ccedil;&atilde;o: Os dois g&ecirc;neros s&atilde;o dependentes um do outro. Um homem e uma mulher se uniriam em matrim&ocirc;nio e assim se tornariam um, inseparavelmente ligados.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mateus 19:5 se inicia com a frase &ldquo;e disse&rdquo;. De acordo com o verso anterior esta frase se refere a Deus. Foi Deus quem falou. Jesus afirma que Deus disse: &ldquo;Portanto, deixar&aacute; o homem pai e m&atilde;e e se unir&aacute; &agrave; sua mulher, e ser&atilde;o dois numa s&oacute; carne.&rdquo; Contudo, lendo G&ecirc;nesis 2:24 de onde foi tirada esta cita&ccedil;&atilde;o e pela leitura do seu contexto, chega-se &agrave; impress&atilde;o de que esta declara&ccedil;&atilde;o foi um coment&aacute;rio feito pelo autor de G&ecirc;nesis25, Mois&eacute;s, n&atilde;o pelo pr&oacute;prio Deus. Mas Jesus nos informa que Gn 2:24 &eacute; uma palavra direta de Deus o Pai. Ap&oacute;ia-se na mais alta autoridade poss&iacute;vel. O pr&oacute;prio Deus ordenou que o homem deixe seus pais e, juntamente com sua mulher, forme uma nova uni&atilde;o.<i><\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A frase &ldquo;uma s&oacute; carne&rdquo; aponta de uma maneira especial para a uni&atilde;o f&iacute;sica dos c&ocirc;njuges. Todavia, o termo &ldquo;carne&rdquo; significa toda a personalidade e n&atilde;o pode ser limitado &agrave; esfera f&iacute;sica.26&nbsp; Portanto, o adult&eacute;rio &eacute; t&atilde;o dram&aacute;tico. Ele rompe a maravilhosa uni&atilde;o entre marido e mulher, e nas Escrituras &eacute; comparado com a idolatria pela qual o povo de Deus toma uma decis&atilde;o contra seu Deus Criador e Salvador.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O termo &ldquo;uma&rdquo; enfatiza uni&atilde;o e unidade. Dois seres, um homem e uma mulher tornam-se um. Ao fazer esta declara&ccedil;&atilde;o Jesus rejeita o homossexualismo bem como a poligamia. O texto hebraico de G&ecirc;nesis 2:24 n&atilde;o cont&eacute;m o numeral&nbsp; &ldquo;dois&rdquo;. Contudo, pela adi&ccedil;&atilde;o deste termo, que &eacute; tamb&eacute;m encontrado na Septuaginta (LXX), a monogamia &eacute; enfatizada ainda mais. Segundo a vontade de Deus duas pessoas diferentes, um homem e uma mulher, tornam-se um. Para chegar a isto &eacute; necess&aacute;rio deixar os pais a fim de estar livre para uma nova uni&atilde;o. S&oacute; ent&atilde;o pode um homem &ldquo;apegar-se&rdquo; ou &ldquo;unir-se&rdquo; &agrave; sua mulher. Jesus enfatiza a ideia de unidade repetindo-a no in&iacute;cio do verso 6. Ent&atilde;o Ele chega &agrave; conclus&atilde;o: &ldquo;Portanto, o que Deus ajuntou n&atilde;o o separe o homem.&rdquo; N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida: a inten&ccedil;&atilde;o divina &eacute; ajuntar, n&atilde;o separar.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em Mateus 19:5-6 o termo&nbsp;<i>anthropos<\/i>&nbsp;&eacute; encontrado duas vezes, no in&iacute;cio e no fim. O termo normalmente designa o ser humano e n&atilde;o &eacute; usado para apenas um g&ecirc;nero. Entretanto, no verso 5a ele se refere ao macho, ao passo que no verso 6b ele abrange todos. A declara&ccedil;&atilde;o &eacute; uma declara&ccedil;&atilde;o geral que se aplica a todos os casais.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. A a&ccedil;&atilde;o do homem (<i>anthropos<\/i>)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">a. Separa&ccedil;&atilde;o dos pais e uni&atilde;o com a esposa<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">b. Tornar-se uma s&oacute; carne (duas vezes)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. A a&ccedil;&atilde;o de Deus e a proibi&ccedil;&atilde;o para o homem\/ser humano (<i>anthropos<\/i>)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">a. Deus ajuntou, nenhuma separa&ccedil;&atilde;o&nbsp;&nbsp;<i><\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Deixar os pais, viver juntos e tornar-se uma s&oacute; carne s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es humanas que de uma maneira oculta formam o ajuntamento por Deus. A segunda cita&ccedil;&atilde;o do Antigo Testamento (Gn 2:24) declara o que os seres humanos est&atilde;o fazendo. A explica&ccedil;&atilde;o de Jesus, por&eacute;m, enfatiza que esta &eacute; a vontade de Deus. Embora os seres humanos comecem a agir, &eacute; Deus quem ajunta marido e mulher. Portanto, eles n&atilde;o t&ecirc;m a autoridade para se divorciar. A cria&ccedil;&atilde;o da humanidade consiste da cria&ccedil;&atilde;o do macho e da f&ecirc;mea. Deus uniu os dois. Consequentemente, n&atilde;o nos &eacute; permitido separar o que Deus realmente ajuntou. A primeira resposta de Jesus consiste de um imperativo, que forma uma proibi&ccedil;&atilde;o. A mensagem &eacute;: O casamento &eacute; indissol&uacute;vel. O div&oacute;rcio n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Resumimos a primeira resposta de Jesus:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(1)&nbsp;&nbsp; Jesus aponta para as Escrituras. Sua pergunta &ldquo;N&atilde;o tendes lido&hellip;&rdquo; pode&nbsp; conter uma&nbsp; repreens&atilde;o por n&atilde;o&nbsp; terem sido&nbsp; consideradas&nbsp; com cuidado suficiente as ila&ccedil;&otilde;es das Escrituras.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(2)&nbsp;&nbsp; De&nbsp; acordo&nbsp; com&nbsp; Jesus&nbsp; as&nbsp; Escrituras&nbsp; s&atilde;o&nbsp; normativas. Portanto&nbsp; Ele&nbsp; as&nbsp; usa.&nbsp; Sua resposta baseia-se no relato da Cria&ccedil;&atilde;o. Interessantemente, Ele cita textos de G&ecirc;nesis 1 e 2 sem ver uma contradi&ccedil;&atilde;o entre eles. &Eacute; verdade que as condi&ccedil;&otilde;es sociais do primeiro&nbsp; s&eacute;culo&nbsp; d.C.&nbsp; eram&nbsp; diferentes&nbsp; daquelas do Para&iacute;so. Sem d&uacute;vida, Jesus est&aacute;&nbsp; ciente&nbsp; do&nbsp; fato.&nbsp; Embora o tempo&nbsp; em&nbsp; que&nbsp; Ele viveu na Terra n&atilde;o possa ser comparado com a situa&ccedil;&atilde;o descrita em&nbsp; G&ecirc;nesis 1-2,&nbsp; Jesus ainda aplicou os princ&iacute;pios originais&nbsp;&nbsp; estabelecidos&nbsp;&nbsp; no&nbsp;&nbsp; &Eacute;den&nbsp; para&nbsp; um&nbsp; mundo&nbsp; que&nbsp; caiu&nbsp; presa&nbsp; do&nbsp; pecado. Portanto, culturas diferentes n&atilde;o mudam necessariamente a mensagem b&iacute;blica e os princ&iacute;pios b&iacute;blicos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(3)&nbsp;&nbsp; Claramente, Jesus posiciona-Se contra o div&oacute;rcio. Deus instituiu o matrim&ocirc;nio. Os&nbsp; seres humanos n&atilde;o t&ecirc;m permiss&atilde;o de se divorciar. Com este imperativo Jesus faz uma declara&ccedil;&atilde;o categ&oacute;rica.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(4)&nbsp;&nbsp; Obviamente, Jesus trata do casamento em geral. O contexto direto n&atilde;o deve ser desconsiderado t&atilde;o logo o verso 6b seja investigado.&nbsp; Deus criou macho e f&ecirc;mea e os uniu em matrim&ocirc;nio. Todo casamento leg&iacute;timo &eacute;, portanto, um ajuntamento de Deus27, cujo plano &eacute; que os velhos relacionamentos sejam deixados para tr&aacute;s e uma nova uni&atilde;o, uma s&oacute; carne, seja estabelecida. Consequentemente, n&atilde;o se deve usar a desculpa de que Deus n&atilde;o ajuntou o pr&oacute;prio casamento de algu&eacute;m, sendo, portanto, leg&iacute;timo divorciar-se de um c&ocirc;njuge.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(c) Verso 7<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Chega-se ao cl&iacute;max da conversa&ccedil;&atilde;o com os versos 7-9. Isto se torna evidente quando olhamos para as f&oacute;rmulas do discurso que est&atilde;o sendo usadas. Verso 3: &ldquo;Chegaram&hellip; os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe&hellip;&rdquo;&nbsp; Verso 4: &ldquo;Ele [Jesus]&hellip; disse-lhes&hellip;&rdquo;&nbsp; O verso 7 muda para o tempo presente [na Vers&atilde;o inglesa]: &ldquo;Eles lhe dizem . . . &ldquo;&nbsp; Verso 8: Ele [Jesus] lhes diz&hellip;&rdquo;&nbsp; Esta mudan&ccedil;a para o tempo presente indica aumento de tens&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os fariseus respondem &agrave;s palavras de Jesus indagando por que Mois&eacute;s mandou dar carta de div&oacute;rcio, se o div&oacute;rcio n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel. &Agrave; semelhan&ccedil;a de Jesus, eles tamb&eacute;m usam as Escrituras. Referindo-se a Deutron&ocirc;mio 24:1 eles podem ter sentido o desejo de desfazer G&ecirc;nesis 1 e 2 e apoiar uma indulgente pr&aacute;tica de div&oacute;rcio.28&nbsp; Mas Jesus explica como as passagens b&iacute;blicas se relacionam mutuamente. No verso 9 ouvimos Sua conclus&atilde;o final: Com o div&oacute;rcio, o ser humano destr&oacute;i a obra de Deus.29&nbsp;&nbsp; Grundsmann chama a declara&ccedil;&atilde;o de Jesus no v. 9 de &ldquo;<i>Halacha<\/i>&nbsp;autorizado de Jesus.&rdquo;30<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em sua segunda pergunta os fariseus apontam para a autoridade de Mois&eacute;s. Eles compreendem muito bem que Jesus argumentou contra o div&oacute;rcio e que referindo-Se &agrave; ordem da Cria&ccedil;&atilde;o Ele foi al&eacute;m de Deuteron&ocirc;mio 24:1, a &uacute;nica refer&ecirc;ncia no Antigo Testamento em que Mois&eacute;s menciona a carta de div&oacute;rcio. Agora eles tentam criar um conflito entre Jesus e Mois&eacute;s.31&nbsp; Uma importante diferen&ccedil;a entre eles e Jesus &eacute; a respectiva interpreta&ccedil;&atilde;o de Deuteron&ocirc;mio 24:1-2. &Eacute; poss&iacute;vel que Jesus tenha previsto aquela discuss&atilde;o e, portanto, pode ter mostrado que G&ecirc;nesis 2:24 &eacute; uma palavra original do pr&oacute;prio Deus. Em qualquer caso, os fariseus afirmam que Mois&eacute;s mandou (<i>enteilato<\/i>) (1) dar &agrave; mulher carta de div&oacute;rcio e (2) repudi&aacute;-la.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(d) Verso 8-9<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Jesus &eacute; muito mais exato em Sua interpreta&ccedil;&atilde;o do que os fariseus. Em Sua segunda resposta Ele substitui a palavra &ldquo;mandou&rdquo; pelo termo &ldquo;permitiu&rdquo; (<i>epetrepsen<\/i>).&nbsp; Mois&eacute;s permitiu o div&oacute;rcio mas n&atilde;o o ordenou. De fato, Mois&eacute;s parece mencionar a carta de div&oacute;rcio apenas de passagem. A passagem de Deuteron&ocirc;mio 24:1-4 esclarece se uma mulher que foi divorciada de seu primeiro marido pode ou n&atilde;o retornar ele. N&atilde;o h&aacute; nenhum imperativo que exija um div&oacute;rcio e a escrita de uma carta de div&oacute;rcio. A carta de div&oacute;rcio e o div&oacute;rcio est&atilde;o limitados a apenas um motivo, a saber, &ldquo;alguma indec&ecirc;ncia&rdquo;.32&nbsp; Esta frase tem sido interpretada diferentemente como pode ser vista nas escolas de Hillel e Shammai, mas parece sugerir alguma esp&eacute;cie de viola&ccedil;&atilde;o sexual. O novo casamento &eacute; ajustado.&nbsp;<i><\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A segunda resposta de Jesus consiste de uma defesa de Mois&eacute;s. Ao mesmo tempo Jesus vai al&eacute;m de Mois&eacute;s no verso 9 com Sua declara&ccedil;&atilde;o autorizada &ldquo;Eu vos digo&rdquo;. Mois&eacute;s &eacute; defendido por Jesus quando Ele esclarece que Mois&eacute;s n&atilde;o deu um mandamento. Al&eacute;m disso, Ele menciona a dureza do cora&ccedil;&atilde;o humano como um motivo para a concess&atilde;o feita por Mois&eacute;s. O div&oacute;rcio era praticado. Mois&eacute;s n&atilde;o podia impedir que ocorresse tal comportamento inumano de sua gera&ccedil;&atilde;o e das gera&ccedil;&otilde;es subseq&uuml;entes. Ele podia apenas tentar fazer com que o dano fosse o menor poss&iacute;vel. E assim ele permitiu o div&oacute;rcio sob certas circunst&acirc;ncias mas n&atilde;o o ordenou.33&nbsp; Sua inten&ccedil;&atilde;o era semelhante &agrave;quela retratada no relato da Cria&ccedil;&atilde;o, embora fosse dada certa abertura ao div&oacute;rcio.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Jesus continua: &ldquo;&hellip; mas, no princ&iacute;pio, n&atilde;o foi assim.&rdquo;&nbsp; O div&oacute;rcio n&atilde;o faz parte do plano divino. A frase &ldquo;no princ&iacute;pio&rdquo; (<i>ap&rsquo; arch_s<\/i>) j&aacute; tinha sido usada por Jesus um momento antes em Sua primeira resposta aos fariseus (v. 4). Ali ela foi ligada &agrave; Cria&ccedil;&atilde;o, como aqui. O tema Cria&ccedil;&atilde;o liga as duas respostas de Jesus aos fariseus. Toda a argumenta&ccedil;&atilde;o de Jesus baseia-se no relato da Cria&ccedil;&atilde;o. Tudo quanto dizia respeito ao&nbsp; casamento desde o princ&iacute;pio ainda &eacute; v&aacute;lido e obrigat&oacute;rio, principalmente em vista da vinda do reino de Deus na pessoa de Jesus Cristo e n&atilde;o admite o div&oacute;rcio.34&nbsp;J&aacute; no Serm&atilde;o da Montanha Jesus foi al&eacute;m da carta de div&oacute;rcio e substituiu a permiss&atilde;o do div&oacute;rcio por Sua pr&oacute;pria palavra autorizada fechando a porta para a op&ccedil;&atilde;o ao div&oacute;rcio exceto em caso de adult&eacute;rio.<i><\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A legisla&ccedil;&atilde;o mosaica em Dt 24:1-4 n&atilde;o era, portanto, normativa mas apenas secund&aacute;ria e tempor&aacute;ria, uma concess&atilde;o dependente da pecaminosidade do povo.&nbsp; Naquele contexto servia como um controle contra abusos e excessos&hellip; A infer&ecirc;ncia &eacute;&nbsp; que a nova era do presente reino de Deus envolve um retorno ao idealismo da narrativa do G&ecirc;nesis pr&eacute;-queda.35<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Afirma o Coment&aacute;rio B&iacute;blico Adventista:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Contudo, aqui o ensino de Cristo deixa claro que as provis&otilde;es da lei de Mois&eacute;s com&nbsp; respeito ao div&oacute;rcio s&atilde;o completamente inv&aacute;lidas para os crist&atilde;os&hellip; A lei de Gn 1:27; 2:24 precedeu a lei de Dt 24:1-4 e &eacute; superior a ela&hellip; Deus jamais revogou a lei do matrim&ocirc;nio. Ele a enunciou no princ&iacute;pio.36<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A segunda cena termina com a declara&ccedil;&atilde;o &ldquo;Eu vos digo&rdquo;. Jesus assegura aos Seus ouvintes que qualquer que se divorcia de sua mulher &ndash; Ele agora emprega a palavra para div&oacute;rcio (<i>apolu<\/i>) usada pelos fariseus &ndash; comete adult&eacute;rio se a exce&ccedil;&atilde;o seguinte n&atilde;o se aplica. Isto significa que em sua natureza o casamento &eacute; de fato permanente. No verso 6 Jesus nega categoricamente o div&oacute;rcio. No verso 9 Ele acrescenta: Mesmo que algu&eacute;m se divorcie, e isto seja contra o claro testemunho das Escrituras, ele ou ela n&atilde;o est&aacute; livre. Tal div&oacute;rcio e novo casamento s&atilde;o adult&eacute;rio, porque o primeiro casamento ainda &eacute; v&aacute;lido a despeito do div&oacute;rcio.37<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Aqui Mateus 19 adiciona uma nova dimens&atilde;o n&atilde;o encontrada em Mateus 5. Enquanto que em Mt 5:32 a mulher comete adult&eacute;rio se casar de novo, em Mateus 19:9 &eacute; o marido.38&nbsp; Ao passo que em Mateus 5:32 a mulher divorciada que casar outra vez comete adult&eacute;rio &ndash; obviamente, ela ainda &eacute; considerada como casada, em Mateus 19:9 o marido que casa com outra mulher comete adult&eacute;rio &ndash; ele ainda est&aacute; casado, se a exce&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se aplica. Marido e mulher s&atilde;o tratados do mesmo modo. Ao mesmo tempo, notamos que surge um quadro compreensivo se permitirmos que todos os textos b&iacute;blicos sobre um dado assunto nos fale.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mateus 19:9 cont&eacute;m quase a mesma cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o conforme j&aacute; mencionada em Mateus 5:32. Jesus admite um s&oacute; motivo pelo qual o div&oacute;rcio &eacute; poss&iacute;vel. Esse motivo &eacute;&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>. Mas mesmo em tal caso o contexto nos exorta a perdoar nosso parceiro e abandonar nossa dureza de cora&ccedil;&atilde;o e obstina&ccedil;&atilde;o. Desse modo, a pergunta introdut&oacute;ria dos fariseus &eacute; respondida. Div&oacute;rcio por qualquer motivo? N&atilde;o. O div&oacute;rcio contradiz o plano da Cria&ccedil;&atilde;o e a vontade de Deus que uniu marido e mulher. A &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o &eacute;&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>.&nbsp; Os diferentes aspectos de&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>&nbsp;s&atilde;o encontrados em ambos os Testamentos. Eles incluem prostitui&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&otilde;es sexuais pr&eacute;-maritais, adult&eacute;rio, incesto e homossexualismo; em resumo, rela&ccedil;&otilde;es sexuais fora do casamento.39<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em Mateus 19:9 o significado prim&aacute;rio de&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>&nbsp;pode ser adult&eacute;rio.40&nbsp; E de fato muitos dos importantes matizes de significado de&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>&nbsp;podem ser agrupadas sob o termo adult&eacute;rio.&nbsp;<i><\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Marcos e Lucas n&atilde;o usam a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o em suas passagens que tratam de div&oacute;rcio e novo casamento (Mc 10:1-12; Lc 16:18). A declara&ccedil;&atilde;o de Lucas &eacute; muito breve e consiste de apenas um vers&iacute;culo. Marcos &eacute; diferente. Ali encontramos uma passagem compar&aacute;vel &agrave; de Mateus 19. Contudo, a discuss&atilde;o corre em sentido inverso. Em Mateus 19 Jesus Se refere primeiro ao relato da Cria&ccedil;&atilde;o e, assim, declara o princ&iacute;pio b&aacute;sico que nos orienta em mat&eacute;ria de casamento e div&oacute;rcio antes de serem apresentados os aspectos espec&iacute;ficos da carta de div&oacute;rcio. Em Marcos 10 Jesus come&ccedil;a com os aspectos espec&iacute;ficos, a saber, a carta de div&oacute;rcio, e indutivamente Se move em dire&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio geral encontrado no relato da Cria&ccedil;&atilde;o. Uma vez tendo chegado ao princ&iacute;pio b&aacute;sico, os aspectos espec&iacute;ficos tais como a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o dificilmente t&ecirc;m lugar. Portanto, Marcos pode t&ecirc;-la omitido, embora talvez a tenha conhecido. Declara Hill:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Muitos comentaristas consideram estas palavras como tendo sido acrescentadas por Mateus&hellip; Isto n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio; se porn&eacute;ia significa &lsquo;adult&eacute;rio&rsquo;, ent&atilde;o a lei judaica&nbsp; exigia que um homem se divorciasse de sua mulher se ela cometesse tal ato.&nbsp; Realmente, este fato pode ser admitido em outros Evangelhos&hellip;, mas &eacute; conjeturado&nbsp;&nbsp; somente em Mateus. Uma rela&ccedil;&atilde;o adulterina violava a ordem da Cria&ccedil;&atilde;o com seu ideal monog&acirc;mico. Portanto, se Jesus defendeu a indissolubilidade do matrim&ocirc;nio baseado&nbsp; em G&ecirc;nesis, Ele deve ter permitido o div&oacute;rcio para isto, e isto somente, que necessariamente infringia a ordem criada.&rdquo;41<i><\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Entretanto, o problema mais decisivo n&atilde;o &eacute; a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o em si, mas a quest&atilde;o se a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o se refere apenas ao div&oacute;rcio ou tamb&eacute;m permite novo casamento.42&nbsp; H&aacute; ligeiras diferen&ccedil;as entre as cl&aacute;usulas de exce&ccedil;&atilde;o em Mateus 5:32 e Mateus 19:9, embora a mensagem b&aacute;sica seja a mesma. Em certo sentido as duas cl&aacute;usulas de exce&ccedil;&atilde;o s&atilde;o at&eacute; mesmo complementares. Em qualquer caso, as cl&aacute;usulas de exce&ccedil;&atilde;o n&atilde;o exigem div&oacute;rcio mas o permitem.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(1) Qualquer que se divorcia de sua mulher,<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">exceto por&nbsp;<i>motivo de porn&eacute;ia<\/i><b style=\"color: black;\">,<\/b><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>faz com que ela&nbsp;<\/i>cometa adult&eacute;rio;<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(2)&nbsp;&nbsp; e qualquer que casar com a mulher divorciada<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">comete adult&eacute;rio. (Mt 5:32)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">De acordo com Mateus 5:32 o homem comete adult&eacute;rio casando com a mulher divorciada. No caso de ela n&atilde;o ter cometido adult&eacute;rio seu casamento parece ainda ser v&aacute;lido. Portanto, uma nova uni&atilde;o com ela &eacute; adult&eacute;rio. Por&eacute;m, segundo Mateus 19:9, o homem divorciado comete adult&eacute;rio casando com qualquer mulher, se a exce&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se aplica. Seu casamento ainda &eacute; v&aacute;lido e seria prejudicado por uma nova uni&atilde;o. Consequentemente, os homens t&ecirc;m de levar em conta que eles podem n&atilde;o apenas prejudicar o casamento ainda existente de uma mulher quando eles casam novamente; eles podem causar dano ao seu pr&oacute;prio casamento e devem preocupar-se com o que est&atilde;o fazendo. Eles n&atilde;o est&atilde;o em liberdade de fazer o que querem.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(1)&nbsp;&nbsp; &ldquo;Qualquer que se divorcia de sua mulher,<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/i>exceto por<i>&nbsp;porn&eacute;ia,<\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(2)&nbsp;&nbsp; e casa com outra,<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">comete adult&eacute;rio.&rdquo; (Mt 19:9)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A principal cl&aacute;usula da senten&ccedil;a &eacute; &ldquo;ele comete adult&eacute;rio.&rdquo; Dependente desta cl&aacute;usula essencial h&aacute; uma cl&aacute;usula subordinada com dois verbos e dois objetos, &ldquo;qualquer que se divorcia de sua mulher&rdquo; e &ldquo;e casa com outra.&rdquo; Div&oacute;rcio (1) e novo casamento (2) s&atilde;o adult&eacute;rio (quarta linha).43&nbsp; Portanto, pode ser admitido que a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o encontrada entre (1) e (2) se refere tanto ao div&oacute;rcio quanto ao novo casamento. Sendo que a discuss&atilde;o com os fariseus estava tratando primariamente do div&oacute;rcio, &eacute; compreens&iacute;vel que a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o siga diretamente a frase &ldquo;se divorcia de sua mulher&rdquo; em vez de ir ao fim da cl&aacute;usula subordinada. Al&eacute;m disso, deve ser suscitada a seguinte quest&atilde;o: de que outra maneira Mateus poderia ter expresso este conceito? Teria sido mais claro se a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o tivesse seguido a frase&nbsp; &ldquo;e casa com outra&rdquo;? Deveria ele ter repetido a cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o? Isto teria confundido seus ouvintes?<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o faz pouco sentido se o c&ocirc;njuge que n&atilde;o tivesse sido envolvido em&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>n&atilde;o tivesse o direito de casar de novo. Um div&oacute;rcio leg&iacute;timo permite um casamento leg&iacute;timo. Porque no tempo de Jesus bem como durante os tempos do Antigo Testamento o novo casamento depois de um div&oacute;rcio era poss&iacute;vel, poder-se-ia esperar uma situa&ccedil;&atilde;o semelhante para o Novo Testamento.44&nbsp; Doutro modo, o Novo Testamento precisaria afirmar claramente que uma nova ordem foi estabelecida.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Agrave;s vezes aqueles que se op&otilde;em ao novo casamento do c&ocirc;njuge n&atilde;o envolvido em&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>apontam para a compreens&atilde;o e pr&aacute;tica dos Pais da Igreja, que mantiveram a mesma opini&atilde;o. Contudo, deve-se ter em mente que em quest&otilde;es b&iacute;blicas os Pais da Igreja n&atilde;o eram sempre mais fi&eacute;is &agrave;s Escrituras do que s&atilde;o os crist&atilde;os de hoje. Os problemas com a guarda do domingo surgiram j&aacute; no segundo s&eacute;culo d.C. A doutrina da imortalidade natural da alma foi aceita por muitos. O conceito de cargos eclesi&aacute;sticos, principalmente a import&acirc;ncia e poder dos bispos, foi elaborado com muito esfor&ccedil;o, e a Igreja foi elevada a um n&iacute;vel superior &agrave;s Escrituras. O ascetismo era recomendado por alguns.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Embora com Sua cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o Jesus permita o div&oacute;rcio e novo casamento em um caso espec&iacute;fico, o que importa ou interessa em Sua mensagem &eacute; a indissolubilidade do matrim&ocirc;nio. Portanto, encontramos declara&ccedil;&otilde;es sem exce&ccedil;&otilde;es em seguida &agrave;quelas que permitem uma exce&ccedil;&atilde;o no caso de&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>. Entretanto, a for&ccedil;a das declara&ccedil;&otilde;es de Jesus &eacute; suficientemente clara. Por este mesmo motivo os disc&iacute;pulos reagem t&atilde;o surpreendentemente e parecem estar escandalizados (verso 10). Isto nos leva &agrave; &uacute;ltima cena.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(e) Verso 10<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os disc&iacute;pulos declaram: &ldquo;Se &eacute; assim a rela&ccedil;&atilde;o do homem com sua mulher, &eacute; melhor n&atilde;o casar.&rdquo; O termo &ldquo;rela&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;causa&rdquo;, &ldquo;raz&atilde;o&rdquo; (<i>aitia<\/i>) j&aacute; ocorreu no verso 3. Os disc&iacute;pulos podem estar se referindo &agrave; pergunta dos fariseus que haviam indagado se &eacute; poss&iacute;vel algu&eacute;m divorciar-se da mulher por qualquer motivo. A despeito da cl&aacute;usula de exce&ccedil;&atilde;o eles compreenderam a natureza radical da exig&ecirc;ncia de Jesus e sentiram-se restringidos e encurralados. Tomaram o partido dos fariseus que por causa de sua dureza de cora&ccedil;&atilde;o estavam procurando meios de se livrarem do casamento. E eles fizeram uma sugest&atilde;o radical: Se n&atilde;o h&aacute; nenhuma sa&iacute;da do casamento, ent&atilde;o &eacute; melhor n&atilde;o casar. N&atilde;o vale a pena. Eles n&atilde;o podem pensar no casamento sem pensar tamb&eacute;m no div&oacute;rcio, e n&atilde;o v&ecirc;em e n&atilde;o compreendem o extraordin&aacute;rio dom do casamento que Deus lhes oferece.<i><\/i><\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(f) Versos 11-12<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mais uma vez Jesus responde. &Eacute; a Sua terceira resposta: &ldquo;Nem todos os homens podem aceitar esta declara&ccedil;&atilde;o, mas somente aqueles a quem isto foi concedido.&rdquo; A quest&atilde;o &eacute;: Qual &eacute; o antecedente de &ldquo;esta declara&ccedil;&atilde;o&rdquo; (literalmente: &ldquo;palavra&rdquo;)? Novamente a opini&atilde;o erudita difere. Ou se refere &agrave;s respostas dadas por Jesus aos fariseus46&nbsp;ou se refere &agrave; declara&ccedil;&atilde;o que os disc&iacute;pulos tinham feito um momento antes.47<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Se &ldquo;esta declara&ccedil;&atilde;o&rdquo; se referisse &agrave;s pr&oacute;prias palavras de Jesus, destruiria o que Jesus tentou estabelecer. Significaria que as reivindica&ccedil;&otilde;es de Jesus em rela&ccedil;&atilde;o ao matrim&ocirc;nio e Sua proibi&ccedil;&atilde;o do div&oacute;rcio (com a exce&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>) poderiam ser observadas somente por aqueles a quem isto &eacute; concedido. Isto significaria que qualquer obriga&ccedil;&atilde;o de seguir os princ&iacute;pios divinos seria suprimida e todos os que violassem a vontade de Deus teriam a desculpa de que n&atilde;o lhes foi concedido seguir o plano, vontade e ideal divinos. A &eacute;tica falharia. A sugest&atilde;o feita por France, de que as exig&ecirc;ncias de Jesus seriam obrigat&oacute;rias apenas para aqueles a quem Deus tem chamado para um matrim&ocirc;nio crist&atilde;o, tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; &uacute;til.48&nbsp;&nbsp; Desde quando os mandamentos de Deus s&atilde;o obrigat&oacute;rios somente para os crist&atilde;os? Certamente, os n&atilde;o-crist&atilde;os podem pisar a lei de Deus. Mas eles t&ecirc;m o direito de agir assim?&nbsp; Deus n&atilde;o os julgar&aacute;?49<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; melhor compreender Jesus como Se referindo &agrave; declara&ccedil;&atilde;o dos disc&iacute;pulos. Surpreendentemente, Ele n&atilde;o a rejeita, mas declara que realmente isto &eacute; concedido a alguns &ndash; embora n&atilde;o a todos &ndash; de n&atilde;o casar. Para a maioria das pessoas o plano divino &eacute; casamento e n&atilde;o celibato. No verso 12&nbsp; Jesus enumera tr&ecirc;s grupos de eunucos: (1) eunucos que nasceram deste modo, (2) eunucos que foram feitos eunucos por outros, e (3) aqueles que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos c&eacute;us. Parece que nem todos os tr&ecirc;s grupos s&atilde;o eunucos no sentido literal. Obviamente, o primeiro grupo deve ser compreendido literalmente. O segundo grupo tamb&eacute;m pode representar eunucos reais, o homem que pela for&ccedil;a foi feito incapacitado para o casamento. Cornes, por&eacute;m, sugere compreender o termo como figurativamente se referindo a pessoas divorciadas.50&nbsp;O &uacute;ltimo grupo pode abranger pessoas como Jo&atilde;o Batista que permanecem solteiros por causa do reino de Deus. &Eacute; importante reconhecer a voca&ccedil;&atilde;o de algu&eacute;m e aceit&aacute;-la, n&atilde;o importa a que grupo perten&ccedil;a e n&atilde;o importa se algu&eacute;m teve ou n&atilde;o de sofrer injusti&ccedil;a. O que &eacute; decisivo &eacute; concordar com a vontade e o plano de Deus, ou a vontade permissiva para nossa vida.51<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; dom de Deus ao ser humano compreender o mist&eacute;rio do casamento bem&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; como&nbsp; o&nbsp; mist&eacute;rio&nbsp; do&nbsp; celibato&hellip; Enquanto&nbsp; que o mist&eacute;rio do casamento &eacute; fundado na vontade de Deus com respeito &agrave; Cria&ccedil;&atilde;o, o mist&eacute;rio do celibato &eacute; fundamentado na vontade de Deus com respeito &agrave; vinda do reino dos c&eacute;us.52<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em Mateus 19:1-12 Jesus permite duas op&ccedil;&otilde;es. O ser humano pode casar e receber o dom divino do matrim&ocirc;nio. Isto &eacute; parte da ordem de Deus na Cria&ccedil;&atilde;o. Os seres humanos podem tamb&eacute;m escolher ficar solteiros por causa do reino de Deus, se receberam o respectivo chamado. Contudo, a possibilidade de obter um div&oacute;rcio n&atilde;o &eacute; dada, exceto em caso de adult&eacute;rio.53&nbsp; A &ecirc;nfase est&aacute; na indissolubilidade do matrim&ocirc;nio e n&atilde;o em sua exce&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m aqui &eacute; onde deve estar nosso enfoque. Aqueles que constantemente se concentram na exce&ccedil;&atilde;o e consideram isto normal, compreenderam mal a Jesus e t&ecirc;m um cora&ccedil;&atilde;o duro.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Implica&ccedil;&otilde;es para n&oacute;s<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quando Deus instituiu o casamento cogitou-se que deveria ser uma uni&atilde;o vital&iacute;cia entre um homem e uma mulher em que os dois se complementariam e contribuiriam para o bem-estar m&uacute;tuo. O ideal do matrim&ocirc;nio permite a sua compara&ccedil;&atilde;o com Jesus e a Igreja.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Jesus consolidou a indissolubilidade do matrim&ocirc;nio. Marcos e Lucas enfatizam este fato sem mencionar uma exce&ccedil;&atilde;o. Mateus registra as cl&aacute;usulas de exce&ccedil;&atilde;o nos cap&iacute;tulos 5 e 19. O div&oacute;rcio destr&oacute;i o que Deus uniu e se op&otilde;e &agrave; Sua vontade. Em todo caso, se ocorrer um div&oacute;rcio &ndash; exceto por<i>porn&eacute;ia<\/i>&nbsp;&ndash; s&oacute; existe a possibilidade de ficar solteiro ou reconciliar-se com o c&ocirc;njuge. Ent&atilde;o o novo casamento n&atilde;o &eacute; alternativa. Obviamente, o primeiro casamento permanece intacto apesar do div&oacute;rcio. A pessoa que se divorcia por qualquer outro motivo que n&atilde;o seja fornica&ccedil;&atilde;o e casa novamente, comete adult&eacute;rio e viola as leis de Deus, que s&atilde;o v&aacute;lidas para todos os tempos. Isto tamb&eacute;m &eacute; verdade para algu&eacute;m que casa com uma pessoa divorciada, se essa pessoa n&atilde;o est&aacute; divorciada por motivo de&nbsp;<i>porn&eacute;ia<\/i>&nbsp;pelo c&ocirc;njuge.<i><\/i><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Se um c&ocirc;njuge comete fornica&ccedil;&atilde;o, ou seja, &eacute; culpado de infidelidade&nbsp; sexual, o outro c&ocirc;njuge que n&atilde;o se envolveu em tal ato pode divorciar-se. Contudo, mesmo neste caso o ideal &eacute; a reconcilia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As duas exce&ccedil;&otilde;es para div&oacute;rcio, porn&eacute;ia e div&oacute;rcio por um c&ocirc;njuge descrente, que s&atilde;o discutidas em 1 Cor&iacute;ntios 7, s&atilde;o diferentes. Somente no primeiro caso pode o c&ocirc;njuge que n&atilde;o se envolveu em adult&eacute;rio solicitar um div&oacute;rcio. No outro caso, o parceiro crente &eacute; passivo e n&atilde;o toma a iniciativa de obter um div&oacute;rcio. Portanto, o &uacute;nico motivo pelo qual um membro da igreja pode divorciar-se de seu c&ocirc;njuge &eacute; fornica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Nos dois casos excepcionais pouco antes mencionados, n&atilde;o apenas o div&oacute;rcio &eacute; poss&iacute;vel &ndash; t&atilde;o tr&aacute;gico quanto possa ser &ndash; mas o parceiro fiel ou o parceiro crente que est&aacute; divorciado do descrente pode casar de novo.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quando um casamento se desintegra, a igreja &eacute; sempre afetada. Portanto, a igreja deve tomar medidas preventivas a fim de impedir que os casais se divorciem, e deve reagir de uma maneira b&iacute;blica e equilibrada se um casamento est&aacute; amea&ccedil;ado ou um casal se divorciou. Deixar de reagir absolutamente pode ser irrespons&aacute;vel. O objetivo do envolvimento da igreja deve ser ajudar, produzir cura e prestar assist&ecirc;ncia &agrave;queles que de outra forma poderiam se perder. Em alguns casos isto pode incluir a disciplina da igreja e a remo&ccedil;&atilde;o de uma pessoa do rol de membros da igreja.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Todos os crentes s&atilde;o chamados a se desviar da dureza de cora&ccedil;&atilde;o, a desenvolver seu casamento, conceder perd&atilde;o e novo come&ccedil;o, e dar um exemplo do que significa um casamento crist&atilde;o. Onde as condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o desfavor&aacute;veis, a solu&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &eacute; mudar as condi&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o o parceiro. Mesmo em casos que parecem ser sem esperan&ccedil;a, nos lembramos de que o Senhor que ressurgiu dos mortos pode tamb&eacute;m ressuscitar nossos casamentos para nova vida.<\/p>\n<hr style=\"color: #4d4d4d;\">\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\" style=\"font-weight: bold;\">1<\/span>&nbsp;Este artigo foi traduzido do original em ingl&ecirc;s por Francisco Alves de Pontes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\" style=\"font-weight: bold;\">2<\/span>&nbsp;Eva Kohlrusch, &ldquo;Seitensprung in ein neues Leben&rdquo; em&nbsp;<i>Bunte<\/i>, no. 28 (2000), 88-89 (traduzido).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\" style=\"font-weight: bold;\">3<\/span>&nbsp;Para o antecedente hist&oacute;rico veja, Hermann L. Strack e Paul Billerbeck,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Matth&auml;us erl&auml;utert aus Talmud und Midrasch<\/i>, Kommentar zum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch, Band 1 (M&uuml;nchen: C. H. Beck&rsquo;sche Verlagsbuchhandlung, 1986), 304, 315-320.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\" style=\"font-weight: bold;\">4<\/span>&nbsp;Walter Grundmann,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Markus<\/i>&nbsp;(Berlin: Evangelische Verlagsanstalt, 1984), 270 (traduzido).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\" style=\"font-weight: bold;\">5<\/span>&nbsp;Hermann L. Strack e Billerbeck, 304, 315-320.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\" style=\"font-weight: bold;\">6<\/span>&nbsp;Cf.Samuele Bacchiocchi,&nbsp;<i>The Marriage Covenant: A Biblical Study on Marriage, Divorce, and Remarriage<\/i>&nbsp;(Berrien Springs, MI: Biblical Perspectives, 1991), 183.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\" style=\"font-weight: bold;\">7<\/span>&nbsp;Cf. Gordon J. Wenham e William E. Heth,&nbsp;<i>Jesus and Divorce<\/i>&nbsp;(Carlisie: Paternoster Press, 1984), 19-44. Esta parece ser tamb&eacute;m a opini&atilde;o de A. Schlatter. Cf. Adolf Schlatter,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Matth&auml;us<\/i>&nbsp;(Stutgart: Calwer Verlag, 1947), 73-74. Veja tamb&eacute;m Walter Grundmann,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Lukas<\/i>&nbsp;(Berlin: Evangelische Verlagsanstalt, 1984), 324; Walter Grundmann,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Matth&auml;us<\/i>&nbsp;(Berlin: Evangelische Verlagsanstalt, 1990), 163, 428.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\" style=\"font-weight: bold;\">8<\/span>&nbsp;Cf. Bacchiocchi, 182.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\" style=\"font-weight: bold;\">9<\/span>&nbsp;Veja Wenham e Heth que discutem esta interpreta&ccedil;&atilde;o nas p&aacute;ginas 73-99. Cf. Craig S. Kenner,&nbsp;<i>&hellip; and Marries Another: Divorce and Remarriage in the Teachings of the New Testament<\/i>&nbsp;(Peabody: Hendrickson Publishers, 1991) e o&nbsp;<i>Manualda Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia,&nbsp;<\/i>edi&ccedil;&atilde;o revisada na Assembl&eacute;ia da Associa&ccedil;&atilde;o Geral de 2000 (Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001). Ellen G. White,&nbsp;<i>O Lar Adventista&nbsp;<\/i>(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), 341-342: &ldquo;Nada sen&atilde;o a viola&ccedil;&atilde;o do leito conjugal pode quebrar ou anular o voto matrimonial . . . Deus reconhece apenas um motivo pelo qual a esposa pode deixar seu marido ou o marido a sua esposa: o adult&eacute;rio.&rdquo; Francis D. Nichol (ed.),&nbsp;<i>The Seventh-day Adventist Bible Commentary<\/i>, vol. 5 (Washington: Review and Herald, 1956), 454: &ldquo;Aqui e na discuss&atilde;o paralela de Jesus em Mateus 5:32 isto parece estar impl&iacute;cito, embora n&atilde;o especificamente declarado, que a parte inocente de um div&oacute;rcio est&aacute; em liberdade de casar de novo. Esta tem sido a compreens&atilde;o da grande maioria dos comentaristas ao longo dos anos.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\" style=\"font-weight: bold;\">10<\/span>&nbsp;Veja &ldquo;Divorce and Remarriage Study Comission Report, 22.6.99,&rdquo; 5 e 10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\" style=\"font-weight: bold;\">11<\/span>&nbsp;&gt;Lothar Wilhelm, &ldquo;&lsquo;&hellip; das soll der Mensch nicht scheiden&rsquo;? Fragen zu den Aussagen der Evangelien &uuml;ber Ehescheidung und Wiederverheiratung&rdquo;, em&nbsp;<i>Glauben heute<\/i>, Jahrespr&auml;sent 1999, editado por El&iacute; Diez (L&uuml;neburg: Advent-Verlag, 1999, 16-33.&nbsp;&uarr;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\" style=\"font-weight: bold;\">12<\/span>&nbsp;Cf. Robert M. Johnston, &ldquo;Divorce and Remarriage: What the Bible Teaches&rdquo; (documento preparado pelo Conc&iacute;lio Ministerial Mundial da Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia, 1990).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\" style=\"font-weight: bold;\">13<\/span>&nbsp;Bacchiocchi, 183-189, 215-216. Escreve ele na p&aacute;gina 216: &ldquo;Como deve o crist&atilde;o relacionar-se com um c&ocirc;njuge que persiste em seu estilo de vida perverso? A admoesta&ccedil;&atilde;o de Paulo &eacute; sem rodeios: &lsquo;Afasta-te de tal pessoa&rsquo; (2 Tm 3:5). Viver com e amar uma pessoa que espalhafatosa e obstinadamente viola os princ&iacute;pios morais do Cristianismo, significa desculpar tal estilo de vida imoral.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\" style=\"font-weight: bold;\">14<\/span>&nbsp;(1) Casamento, div&oacute;rcio e ficar solteiro (19:1-12), b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as (19:13-15), (3) o jovem rico (19:16-26), (4) recompensas do discipulado (19:27-30), e (5) par&aacute;bola dos trabalhadores na vinha (20:1-16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\" style=\"font-weight: bold;\">15<\/span>&nbsp;Por exemplo, &ldquo;disc&iacute;pulo&rdquo; (19:10,13,25), &ldquo;o reino dos c&eacute;us&rdquo; (19:12,14,23; 20:1),&nbsp; &ldquo;pai e m&atilde;e&rdquo; (19:5,19, 29), &ldquo;palavra&rdquo; (19:1,11, 22) e adult&eacute;rio (19:9,18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\" style=\"font-weight: bold;\">16<\/span>&nbsp;Alguns manuscritos cont&ecirc;m o termo &ldquo;mulher&rdquo;, outros n&atilde;o. Novos Testamentos Gregos Modernos, tais como&nbsp;<i>Novum Testamentum Graece<\/i>&nbsp;de Nestle-Aland e&nbsp;<i>The Greek New Testament<\/i>&nbsp;das Sociedades B&iacute;blicas Unidas, omitem a palavra. A passagem paralela de Marcos 10:28-30 tamb&eacute;m n&atilde;o menciona a mulher (em um bom n&uacute;mero de importantes manuscritos). Por&eacute;m Lucas 18:29 menciona o termo. Contudo, Lucas 18:29 e o texto sobre div&oacute;rcio de Lucas 16:18 n&atilde;o s&atilde;o encontrados no mesmo contexto imediato. &Eacute; verdade que temporariamente os disc&iacute;pulos deixaram a esposa e seguiram a Jesus. Mas posteriormente &eacute; relatado que Pedro estava viajando com sua esposa (1Co 9:5). Os contextos espec&iacute;ficos de Mateus e Marcos que cont&ecirc;m a passagem sobre div&oacute;rcio e novo casamento podem ter causado a omiss&atilde;o do termo &ldquo;mulher&rdquo; da lista daqueles a quem um disc&iacute;pulo pode ter que deixar por causa do reino dos c&eacute;us. Pessoas poderiam ter chegado a err&ocirc;neas conclus&otilde;es que eram opostas &agrave; inten&ccedil;&atilde;o de Jesus. No contexto de Mateus 19 e Marcos 10 era necess&aacute;rio enfatizar que o discipulado n&atilde;o conduz ao div&oacute;rcio e n&atilde;o o permite. Mesmo em Lucas o termo &ldquo;deixar&rdquo; pode ter significado apenas uma separa&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria. Em 1 Cor&iacute;ntios 7:12-13, Paulo parece tratar do mesmo ou de um problema semelhante declarando que o crente n&atilde;o deve divorciar-se do incr&eacute;dulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\" style=\"font-weight: bold;\">17<\/span>&nbsp;Veja Daniel Patte,&nbsp;<i>The Gospel According to Matthew: A Structural Commentary on Matthew&rsquo;s Faith<\/i>(Philadelphia: Fortress, 1987), 261-280.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\" style=\"font-weight: bold;\">18<\/span>&nbsp;(1)&nbsp; 18:1-35&nbsp;&nbsp;&nbsp; Di&aacute;logo de Jesus com os disc&iacute;pulos (crian&ccedil;as, reino dos c&eacute;us)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(2)&nbsp; 19:1-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Di&aacute;logo de Jesus com os fariseus<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(3)&nbsp;&nbsp; 19:10-15&nbsp;&nbsp;&nbsp; Di&aacute;logo de Jesus com os disc&iacute;pulos (crian&ccedil;as, reino dos c&eacute;us)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\" style=\"font-weight: bold;\">19<\/span>&nbsp;Conex&otilde;es liter&aacute;rias entre as cenas 1 e 2 s&atilde;o, por exemplo, &ldquo;casar&rdquo; (19:9,10), &ldquo;homem&rdquo; e &ldquo;mulher&rdquo; (19:5,12), e &ldquo;motivo\/relacionamento&rdquo; (19:3,10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\" style=\"font-weight: bold;\">20<\/span>&nbsp;Este &eacute; o mesmo termo usado por Paulo em 1 Cor&iacute;ntios 7:10-11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\" style=\"font-weight: bold;\">21<\/span>&nbsp;Veja Strack e Billerbeck, 801.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\" style=\"font-weight: bold;\">22<\/span>&nbsp;Cf. Heinrich August Wilhelm Meyer,&nbsp;<i>Critical and Exegetical Hand-Book to the Gospel of Matthew<\/i>, reimpresso da 6&ordf;edi&ccedil;&atilde;o de 1884 (Peabody: Hendrickson, 1983), 337.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\" style=\"font-weight: bold;\">23<\/span>&nbsp;Cf. Patte, 264. Na p&aacute;gina 265 ele declara: &ldquo;Por que ent&atilde;o quereria algu&eacute;m indagar se &eacute; permitido o div&oacute;rcio? &hellip;O &uacute;nico motivo para esta atitude &eacute; que algu&eacute;m n&atilde;o percebe o casamento como um bom presente de Deus e que, conseq&uuml;entemente, algu&eacute;m v&ecirc; como boa a possibilidade de separar-se da esposa&hellip;&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\" style=\"font-weight: bold;\">24<\/span>&nbsp;Grundmann,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Matth&auml;us<\/i>, 427 (traduzido).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\" style=\"font-weight: bold;\">25<\/span>&nbsp;Cf. Alexander Sand,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Matth&auml;us, Regensburger Neues Testament<\/i>&nbsp;(Leipzig: St. Benno-Verlag, 1989), 390.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-26\" style=\"font-weight: bold;\">26<\/span>&nbsp;Cf. Alexander Balmain Bruce,&nbsp;<i>The Sinoptic Gospels, The Expositor&rsquo;s Greek Testament<\/i>, reimpresso (Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1990), 245-246.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\" style=\"font-weight: bold;\">27<\/span>&nbsp;Cf. Nichol 5:338, 454.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\" style=\"font-weight: bold;\">28<\/span>&nbsp;Patte, 265, escreve: &ldquo;Segundo os fariseus, Jesus contradiz o mandamento de Mois&eacute;s concernente ao div&oacute;rcio (Dt 24:1; Mt 19:7).&rdquo; Eles &ldquo;deliberadamente desafiam a autoridade da passagem citada por Jesus&hellip;&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\" style=\"font-weight: bold;\">29<\/span>&nbsp;Cf. R. T. France,&nbsp;<i>The Gospel According to Matthew: An Introduction and Commentary, The Tyndale New Testament Commentaries<\/i>, reimpresso da edi&ccedil;&atilde;o de 1985 (Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1990), 280.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\" style=\"font-weight: bold;\">30<\/span>&nbsp;Grundmann,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Matth&auml;us<\/i>, 426.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\" style=\"font-weight: bold;\">31<\/span>&nbsp;Veja v. 3 e o assunto da tenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\" style=\"font-weight: bold;\">32<\/span>&nbsp;A frase tem sido traduzida por &ldquo;qualquer coisa indecente&rdquo; ou &ldquo;indec&ecirc;ncia&rdquo; e consiste de duas palavras (<i>&lsquo;erwat d_b_r<\/i>). O segundo termo (<i>d_b_r<\/i>) significa &ldquo;palavra&rdquo;, &ldquo;ditado&rdquo;, &ldquo;mat&eacute;ria&rdquo;, &ldquo;caso&rdquo;. O primeiro termo (<i>&lsquo;erwat<\/i>) &eacute; traduzido por &ldquo;nudez&rdquo; ou &ldquo;partes pudendas&rdquo; e se refere, por exemplo, &agrave; vergonhosa exibi&ccedil;&atilde;o de transgress&otilde;es sexuais. Muito freq&uuml;entemente ele aparece no contexto de pecados sexuais registrados em Lev&iacute;tico 18 e 20 e em Ezequiel 16 e 23. Os textos de Ezequiel s&atilde;o encontrados no contexto de fornica&ccedil;&atilde;o. Juntos os dois termos (<i>&lsquo;erwat d_b_r<\/i>) ocorrem somente em Deuteron&ocirc;mio 23:14 e 24. Deuternon&ocirc;mio 23:13-15 trata dos excrementos humanos, ao passo que Deuteron&ocirc;mio 24:1 sugere alguma esp&eacute;cie de m&aacute; conduta sexual. Alguns afirmam que &lsquo;erwat d_b_r n&atilde;o inclui adult&eacute;rio. Eles declaram que o adult&eacute;rio exigia a pena de morte por apedrejamento (Lv 20:10; Dt 22:22) mas n&atilde;o permitia a possibilidade ou escrito de uma carta de div&oacute;rcio. &Eacute; correto que um homem, que tivesse rela&ccedil;&otilde;es sexuais com uma mulher casada ou comprometida devesse morrer, o ad&uacute;ltero junto com a ad&uacute;ltera. Todavia, a pena de morte no caso de adult&eacute;rio nem sempre era executada. No tempo de Jesus, Herodes e Herodias (Mt 14:3-4) n&atilde;o foram punidos. Este n&atilde;o era apenas o caso de pessoas influentes cometerem adult&eacute;rio. A mulher ad&uacute;ltera de Os&eacute;ias n&atilde;o foi executada (Os 3:1). Jos&eacute; originalmente planejou repudiar Maria, porque acreditava que ela tivera um caso com outro homem. Ele n&atilde;o procurou que lhe fosse infligida a pena de morte. Jesus impediu que os l&iacute;deres judeus executassem a mulher apanhada em adult&eacute;rio (Jo 8:5). Em Isa&iacute;as 50:1 e Jeremias 3:8 a carta de div&oacute;rcio &eacute; mencionada de uma forma metaf&oacute;rica. Israel, apresentado como a esposa de Yahweh, recebeu de Deus a carta de div&oacute;rcio por causa do seu adult&eacute;rio. Um certificado de div&oacute;rcio literal ou metaf&oacute;rico &eacute; escrito no Antigo Testamento somente para pecados &ldquo;sexuais&rdquo;. Portanto, a indec&ecirc;ncia em Deuteron&ocirc;mio 24:1 pode se referir a viola&ccedil;&otilde;es sexuais menores, mas &agrave;s vezes tamb&eacute;m pode incluir adult&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\" style=\"font-weight: bold;\">33<\/span>&nbsp;Cf. Bruce, 110; Sand, 389; David Hill,&nbsp;<i>The Gospel of Matthew, New Century Bible Commentary<\/i>, reimpresso da edi&ccedil;&atilde;o de 1972 (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1990), 280.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\" style=\"font-weight: bold;\">34<\/span>&nbsp;Cf. Sand, 391.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-35\" style=\"font-weight: bold;\">35<\/span>&nbsp;Donald A. Hagner, &ldquo;Matthew 14-28&rdquo;, em&nbsp;<i>Word Biblical Commentary<\/i>, vol. 33B (Dallas, TX: Word, 1995), 548-549.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-36\" style=\"font-weight: bold;\">36<\/span>&nbsp;Nichol, 5:454. Cf. tamb&eacute;m 5:337.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-37\" style=\"font-weight: bold;\">37<\/span>&nbsp;Cf. Meyer, 339.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-38\" style=\"font-weight: bold;\">38<\/span>&nbsp;Cf. Horst ReiBer, &ldquo;Moixe&uacute;w,&rdquo; in&nbsp;<i>Theologisches Begrifflexikon zum Neuen Testament<\/i>, editado por Lothar Coenen, Erich Beyreuther e Hans Bietenhard, 1:199-200 (Wuppertal: Theologischer Verlag R. Brockhaus, 1977), 200. Cf. Patte, 266.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-39\" style=\"font-weight: bold;\">39<\/span>&nbsp;Cf. Ekkehardt Mueller, &ldquo;Fornication,&rdquo;&nbsp;http:\/\/biblicalresearch.gc.adventist.org.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-40\" style=\"font-weight: bold;\">40<\/span>&nbsp;Grundmann,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Matth&auml;us<\/i>, 428.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-41\" style=\"font-weight: bold;\">41<\/span>&nbsp;Hill, 280-281.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-42\" style=\"font-weight: bold;\">42<\/span>&nbsp;Contra o novo casamento de um c&ocirc;njuge que n&atilde;o se envolveu em adult&eacute;rio, questiona, por exemplo, Bruce, 110; Grundmann,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Matth&auml;us<\/i>, 428; e Hagner, 549; enquanto que o novo casamento no mesmo caso &eacute; apoiado , e.g., por France, 281-282; Keener, 43-44; Lille, 99-120; David K. Lowery, &ldquo;A Theology of Matthew,&rdquo; in&nbsp;<i>A Biblical Theology of the New Testament<\/i>, editado por Roy B. Zuck (Chicago: Moody Press, 1994), 59; e Nicol, 5:454.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-43\" style=\"font-weight: bold;\">43<\/span>&nbsp;Algu&eacute;m poderia argumentar: O marido que n&atilde;o se divorcia de sua mulher mas casa outra vez n&atilde;o comete adult&eacute;rio. Contudo, tal racioc&iacute;nio &eacute; indefens&aacute;vel. A passagem de Mateus 19 discute o problema do div&oacute;rcio e n&atilde;o o assunto da poligamia. Entretanto, conforme salientado acima, por sua forte &ecirc;nfase na ordem da Cria&ccedil;&atilde;o (Mt 19:4-6,8), Jesus rejeita claramente a poligamia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-44\" style=\"font-weight: bold;\">44<\/span>&nbsp;Cf. William Lillie,&nbsp;<i>Studies in New Testament Ethics<\/i>&nbsp;(Edinburgh: Oliver and Boyd, 1961), 119-120: &ldquo;O div&oacute;rcio judaico tornava poss&iacute;vel o novo casamento da mulher&hellip;&nbsp; Isto estava sujeito a duas limita&ccedil;&otilde;es que um sacerdote n&atilde;o podia desposar uma mulher divorciada (Lev. 21:7, 14), e que um homem n&atilde;o podia casar com sua ex-mulher, se nesse meio-tempo ela tivesse casado com outro (Dt 24:4)&hellip; Em vista do costume judaico contempor&acirc;neo, &eacute; extremamente improv&aacute;vel que o ensino crist&atilde;o primitivo permitisse o div&oacute;rcio mas proibisse o novo casamento, como alguns t&ecirc;m imaginado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-45\" style=\"font-weight: bold;\">45<\/span>&nbsp;Cf. Keener, 43-44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-46\" style=\"font-weight: bold;\">46<\/span>&nbsp;Por exemplo, Patte, 267.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-47\" style=\"font-weight: bold;\">47<\/span>&nbsp;Por exemplo, Hagner, 549-550; Hill, 281; Lillie, 125; Meyer, 340; Nichol, 5:455.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-48\" style=\"font-weight: bold;\">48<\/span>&nbsp;Veja France, 282.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-49\" style=\"font-weight: bold;\">49<\/span>&nbsp;Andrew Cornes,&nbsp;<i>Divorce and Remarriage: Biblical Principles and Pastoral Practice<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1993), 90, escreve: &ldquo;A que se refere a express&atilde;o &lsquo;esta palavra&rsquo; (11)? A mais prov&aacute;vel resposta &eacute; que se refere ao que foi dito pouco antes: a opini&atilde;o dos disc&iacute;pulos de que se o novo casamento ap&oacute;s o div&oacute;rcio (ao menos em muitas, talvez em todas, as circunst&acirc;ncias) &eacute; incorreto para o seguidor de Cristo (cf. 9) ent&atilde;o o s&aacute;bio procedimento &eacute; n&atilde;o casar (10). Jesus &ndash; talvez para surpresa deles &ndash; n&atilde;o descarta esta opini&atilde;o de improviso. Ao contr&aacute;rio, para algumas pessoas isto &eacute; precisamente o que Deus tem &lsquo;concedido&rsquo; (11)&hellip; O ponto de vista alternativo de que &lsquo;esta palavra&rsquo; significa a proibi&ccedil;&atilde;o do div&oacute;rcio por Cristo exceto em infidelidade conjugal (3-9) ou Sua proibi&ccedil;&atilde;o do novo casamento (9) &ndash; &eacute; insustent&aacute;vel. Parece imposs&iacute;vel que, tendo introduzido Sua conclus&atilde;o com as solenes palavras: &lsquo;eu vos digo&rsquo; (9), Ele ent&atilde;o prosseguisse para afirmar que alguns podem legitimamente recusar Seu ensino porque isto n&atilde;o lhes foi concedido&hellip;&lsquo; Nem pode Ele estar dizendo em 11: &lsquo;Nem todos aceitam Seu ensino, mas somente aqueles [i.e. todos os crist&atilde;os] a quem isto foi concedido&rsquo;, declarando o fato um tanto &oacute;bvio de que enquanto os crist&atilde;os observar&atilde;o Seu ensino sobre div&oacute;rcio e novo casamento, aqueles que n&atilde;o s&atilde;o crist&atilde;os n&atilde;o o far&atilde;o. Isto provocaria uma estranha e desconexa rea&ccedil;&atilde;o ao seu protesto em 10; tamb&eacute;m tornaria o 12 (com sua conex&atilde;o &lsquo;porque&rsquo;) uma estranha e incoerente observa&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-50\" style=\"font-weight: bold;\">50<\/span>&nbsp;Veja Cornes, 92.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-51\" style=\"font-weight: bold;\">51<\/span>&nbsp;Cf. Cornes, 93.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-52\" style=\"font-weight: bold;\">52<\/span>&nbsp;Grudmann,&nbsp;<i>Das Evangelium nach Matth&auml;us<\/i>, 429 (traduzido).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-53\" style=\"font-weight: bold;\">53<\/span>&nbsp;Cf. Hagner, 550.<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo trata com a quest&atilde;o do casamento e div&oacute;rcio. 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