{"id":6411,"date":"2020-10-26T13:55:58","date_gmt":"2020-10-26T16:55:58","guid":{"rendered":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=6411"},"modified":"2020-10-26T15:02:46","modified_gmt":"2020-10-26T18:02:46","slug":"o-espirito-santo-e-atos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/o-espirito-santo-e-atos-2\/","title":{"rendered":"O Espirito Santo e Atos 2"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: center;\"><strong>O Esp&iacute;rito Santo em Atos 2: um Estudo sobre a natureza e o prop&oacute;sito do pentencostes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>&Eacute;rico Tadeu Xavier1<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resumo<\/p>\n<p>A quest&atilde;o da natureza e o prop&oacute;sito da atua&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo no contexto de&nbsp; Atos 2 s&atilde;o discutidos neste artigo para favorecer uma compreens&atilde;o adequada do tema, desenvolvendo um estudo sobre &ldquo;o Pentecostes&rdquo; na vis&atilde;o do Antigo Testamento em conson&acirc;ncia com a abordagem do Novo Testamento, descrevendo o cumprimento da profecia em seus contextos remoto e pr&oacute;ximo; aspectos da Igreja e sua miss&atilde;o, incluindo fatores sobre o nascimento da igreja neotestament&aacute;ria e ressaltando a perspectiva mission&aacute;ria do pentecostes. Tais referendos explicitam a a&ccedil;&atilde;o soberana do Esp&iacute;rito, como sendo uma a&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter &uacute;nico e universal, tendo em vista esclarecer a representatividade das l&iacute;nguas, do vento e do fogo, tal como simbolismos do poder divino do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Palavras-chave: Esp&iacute;rito Santo. Pentecostes. Miss&atilde;o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>abstract<\/p>\n<p>The issue of the nature and purpose of the action of the Holy Spirit in the context of Acts 2 are discussed in this article to promote a proper understanding of the topic, developing a study on &ldquo;Pentecost&rdquo; in a view of the Old Testament in accordance with the approach of the New Testament, describing the fulfillment of prophecy in its remote and close contexts; aspects of the Church and its mission, including factors about the birth of the New Testament church is and emphasizing the missionary perspective of Pentecost. Such referendums explicit the sovereign action of the Spirit, as an action of universal and unique character, in order to clarify the representation of languages, wind and fire as symbols of divine power of the Holy Spirit.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Keywods: holy spirit. Pentecost. mission.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>introdu&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>O presente artigo tem como objetivo mostrar que o batismo do Esp&iacute;rito Santo, o dom de l&iacute;nguas e a edifica&ccedil;&atilde;o da igreja, em Atos 2, foram necess&aacute;rios como meio e n&atilde;o como fim do prop&oacute;sito fundamental de Deus para a igreja e o mundo, pois a natureza e o prop&oacute;sito do pentecostes s&atilde;o eminentemente mission&aacute;rios (BOER, 1961).<\/p>\n<p>1 Doutor em Teologia pelo Programa Doutoral Latino Americano &ndash; PRODOLA. Professor no Semin&aacute;rio Adventista Latino Americano de Teologia &ndash; SALT\/IAENE.<\/p>\n<p>A B&iacute;blia Sagrada (1999), em Lucas, preparando o cen&aacute;rio para apresent&aacute;- lo desta forma diz em Atos 2. 5: &ldquo;Ora, estavam habitando2 em Jerusal&eacute;m judeus, homens piedosos, vindos de todas as na&ccedil;&otilde;es debaixo do c&eacute;u&rdquo;.<\/p>\n<p>Antes de analisar o pentecostes propriamente dito, ser&aacute; apresentado um panorama geral da festa, incluindo a sua finalidade e o que ela representava, ressaltando aspectos contextuais relevantes no Antigo e Novo Testamento b&iacute;blico.<\/p>\n<p>O Pentecostes no antigo testamento<\/p>\n<p>No livro de Lev&iacute;tico cap&iacute;tulo 23, acham-se registradas as festas e santas convoca&ccedil;&otilde;es ordenadas pelo Senhor. S&atilde;o sete ao todo. Tr&ecirc;s delas s&atilde;o as grandes festas do ano &ndash; a p&aacute;scoa, o pentecostes, e a festa dos tabern&aacute;culos. Sobre as tr&ecirc;s festas, A B&iacute;blia Sagrada (1969) declara:<\/p>\n<p>&ldquo;Tr&ecirc;s vezes ao ano todo var&atilde;o entre ti aparecer&aacute; perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher, na festa dos P&atilde;es asmos, e na festa das semanas, e na festa dos tabern&aacute;culos. Por&eacute;m, n&atilde;o aparecer&aacute; vazio perante o Senhor&rdquo; (Dt 16:16).3<\/p>\n<p>Al&eacute;m da p&aacute;scoa, do pentecostes, da festa dos tabern&aacute;culos e do dia da expia&ccedil;&atilde;o, havia tr&ecirc;s outras, isto &eacute;, a festa das trombetas, que tinha lugar no primeiro dia do s&eacute;timo m&ecirc;s, a festa dos p&atilde;es asmos e a festa das prim&iacute;cias (Lv 23:24, 6, 9-14; Ex 12:17 e Nm 28:17).<\/p>\n<p>As duas &uacute;ltimas mencionadas celebravam-se conjuntamente com a observ&acirc;ncia da p&aacute;scoa, mas s&atilde;o positivamente indicadas como distintas daquela (Ex 12:12, 15 e 17; Nm 28:16-17; Lv 23:9-14).<\/p>\n<p>A p&aacute;scoa era observada no d&eacute;cimo quarto dia do primeiro m&ecirc;s, a&nbsp;&nbsp; festa dos p&atilde;es asmos come&ccedil;ava no d&eacute;cimo quinto dia do mesmo m&ecirc;s, e os primeiros frutos eram movidos no dia dezesseis (Lv 23:5, 6 e 11). As tr&ecirc;s primeiras festas vinham assim no primeiro m&ecirc;s do ano. As &uacute;ltimas tr&ecirc;s no s&eacute;timo m&ecirc;s: a festa das trombetas no primeiro dia, o dia da expia&ccedil;&atilde;o, no d&eacute;cimo dia, e a festa dos tabern&aacute;culos, no d&eacute;cimo quinto (Lv 23:24, 27 e 39). A de pentecostes vinha entre esses dois grupos de festas, cinquenta dias a contar do &ldquo;dia seguinte do s&aacute;bado&rdquo;, o quer dizer o dia dezesseis de abib, o primeiro m&ecirc;s. Isso traria o pentecostes a &uacute;ltima parte do terceiro m&ecirc;s do ano judaico, ou nosso maio ou junho (Lv 23:15-16).<\/p>\n<p>3 As duas palavras utilizadas para designar &ldquo;festas&rdquo; e &ldquo;santas convoca&ccedil;&otilde;es&rdquo; diferem de maneira significativa em sua significa&ccedil;&atilde;o. Hag, que se aplica especialmente &agrave;s tr&ecirc;s festas mencionadas a cima, quer dizer &ldquo;uma ocasi&atilde;o de regozijo, uma festa&rdquo;. Moadeem indica de prefer&ecirc;ncia ocasi&otilde;es designadas, observ&acirc;ncias, ou reuni&otilde;es solenes. Um exemplo seria o Dia da Expia&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o era uma festa em qualquer sentido da palavra, mas uma santa convoca&ccedil;&atilde;o (Lv 23:26-32).2 O termo habitando significa hospedados no original.<\/p>\n<p>O Pentecostes vinha cinquenta dias depois da apresenta&ccedil;&atilde;o do molho movido no dia 16 de abib. Na B&iacute;blia Sagrada (1999), encontra-se: Daquele dia &ldquo;contareis cinquenta dias: ent&atilde;o oferecereis nova&nbsp; oferta de manjares&nbsp;&nbsp;&nbsp; ao Senhor. Das vossas habita&ccedil;&otilde;es trareis dois p&atilde;es de movimento: de duas d&iacute;zimas de farinha ser&atilde;o, levedados se cozer&atilde;o: prim&iacute;cias s&atilde;o do Senhor&rdquo; (Lv 23:16-17).<\/p>\n<p>Como era apresentado o molho movido no princ&iacute;pio da colheita, antes que coisa alguma da nova produ&ccedil;&atilde;o fosse usada, assim vinha o pentecostes ao fim da ceifa de todo gr&atilde;o, n&atilde;o somente da cevada, como no caso do molho movido, representando o jubiloso reconhecimento por parte de Israel, de sua depend&ecirc;ncia de Deus como doador de todas as boas d&aacute;divas. Desta vez n&atilde;o era molho que se apresentava, mas dois p&atilde;es de farinha movidos, cozidos com fermento, juntamente com &ldquo;sete cordeiros sem mancha, de um ano, e um novilho, e dois carneiros&rdquo; (Lv 23:17-18). Isto era acompanhado de um bode para a expia&ccedil;&atilde;o do pecado, e dois cordeiros de um ano por sacrif&iacute;cio pac&iacute;fico (Lv 23:19).<\/p>\n<p>Na celebra&ccedil;&atilde;o da p&aacute;scoa, era particularmente recomendado que n&atilde;o se devia comer nem ter nenhum fermento. No pentecostes deviam-se apresentar dois p&atilde;es, e se recomendava: &ldquo;levedados se cozer&atilde;o&rdquo; (Lv 23:17). O molho movido &eacute; &ldquo;Cristo as prim&iacute;cias&rdquo;. Ele era sem pecado. O p&atilde;o n&atilde;o &eacute; cria&ccedil;&atilde;o imediata de Deus, em parte &eacute; obra do homem. &Eacute; imperfeita, misturada com fermento. Mas &eacute; aceita. Movia-se &ldquo;perante o Senhor, com os dois cordeiros: santos ser&atilde;o ao Senhor, para o uso do sacerdote&rdquo; (Lv 23:20).<\/p>\n<p>O Pentecostes simboliza o derramamento do Esp&iacute;rito Santo. Como os p&atilde;es se ofereciam cinquenta dias depois do molho movido ser apresentado, assim havia justamente cinquenta dias entre a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, e o derramamento do Esp&iacute;rito no pentecostes (At 2:1-4). Quarenta desses dias, Cristo passou na Terra instruindo e ajudando os disc&iacute;pulos (At 1:3). Depois, ascendeu ao C&eacute;u, e por dez dias os onze disc&iacute;pulos continuaram em ora&ccedil;&atilde;o e s&uacute;plicas at&eacute; se cumprir &ldquo;o dia de pentecostes&rdquo;. Com este, veio a plenitude do Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>Prop&oacute;sitos do Pentecostes de atos 2<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil percebermos que o relato do Pentecostes por Lucas teve dois prop&oacute;sitos fundamentais, sendo que o primeiro &eacute; mencionado para balizar e dar respaldo ao segundo. O primeiro prop&oacute;sito trata do contexto pr&oacute;ximo e remoto da profecia b&iacute;blica e seu primeiro cumprimento. O segundo tem a ver com a inaugura&ccedil;&atilde;o da igreja neotestament&aacute;ria e sua miss&atilde;o no mundo. A&nbsp;Profecia e seu cumprimento em atos 2 (contexto Remoto)<\/p>\n<p>Dentre as passagens b&iacute;blicas do Antigo Testamento que profetizam o derramamento do Esp&iacute;rito Santo em Atos 2, a mais conhecida &eacute; a de Joel 2:28-32, justamente porque &eacute; a ela que Pedro faz men&ccedil;&atilde;o na primeira parte de seu discurso em Atos 2:14-21, para explicar o pentecostes do Esp&iacute;rito aos que simplesmente n&atilde;o o entenderam ou zombaram dos que falavam em outras l&iacute;nguas, chamando-os de embriagados.<\/p>\n<p>Em conson&acirc;ncia com o exposto White (1990, p. 40) diz que Os sacerdotes resolvidos a atribuir o poder miraculoso dos disc&iacute;pulos a alguma causa natural, declararam estarem eles embriagados por terem bebido demais do vinho novo preparado para o banquete. Alguns dos mais ignorantes dentre o povo creram na acusa&ccedil;&atilde;o, mas os mais inteligentes sabiam que isso era falso; e os que compreendiam as diferentes l&iacute;nguas testificavam da corre&ccedil;&atilde;o com que eram usadas pelos disc&iacute;pulos.<\/p>\n<p>Utilizando o texto da B&iacute;blia Sagrada (1999), no livro de Joel, Pedro diz: Ent&atilde;o se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Var&otilde;es judeus e todos os habitantes de Jerusal&eacute;m, tomais conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Estes homens n&atilde;o est&atilde;o embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. Mas o que ocorre &eacute; o que foi dito por interm&eacute;dio do profeta Joel: E acontecer&aacute; nos &uacute;ltimos dias, diz o Senhor, que derramarei o Meu Esp&iacute;rito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizar&atilde;o, vossos jovens ter&atilde;o vis&otilde;es, e sonhar&atilde;o vossos velhos; at&eacute; sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do Meu Esp&iacute;rito naqueles dias, e profetizar&atilde;o. Mostrarei prod&iacute;gios em cima no c&eacute;u e sinais embaixo na terra; sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converter&aacute; em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. E acontecer&aacute; que todo aquele que invocar o nome do Senhor ser&aacute; salvo. (At 2:14-21).<\/p>\n<p>S&atilde;o evidentes algumas semelhan&ccedil;as entre a passagem de Joel 2:28-32 e a de Atos 2:14-21. Por exemplo: nos dois casos o Senhor derrama o Esp&iacute;rito Santo sobre a comunidade reunida de Israel. No pentecostes os judeus da Dispers&atilde;o estavam reunidos em um s&oacute; lugar. Em seu discurso, Pedro afirma que ap&oacute;s Jesus ressuscitar dos mortos, Ele foi exaltado &agrave; direita de Deus e &ldquo;tendo recebido do Pai a promessa do Esp&iacute;rito Santo, derramou (evxe,ceen ) isto que vedes e ouvis&rdquo; (At 2:33). O verbo evxe,ceen vem de evkce,w (derramar) e &eacute; o mesmo usado pela LXX na tradu&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Eu derramarei&rdquo; de Joel 2:28-32.<\/p>\n<p>Pedro se utilizou da profecia de Joel, e n&atilde;o da de outro profeta do Antigo Testamento, porque em Joel a profecia acerca do derramamento do Esp&iacute;rito Santo &eacute; uma das mais completas do AT.<\/p>\n<p>A cita&ccedil;&atilde;o de Pedro segue a LXX, mas com algumas pequenas altera&ccedil;&otilde;es para adaptar a profecia ao seu contexto. Marshall (1985), em seu coment&aacute;rio de Atos, alista quatro temas importantes da profecia de Joel em Atos 2.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O primeiro tema da profecia, e o principal, segundo Marshall, &eacute; que Deus est&aacute; para derramar o Seu Esp&iacute;rito sobre todos os povos, isto &eacute;, sobre todos os tipos de pessoas (judeus e gentios), e n&atilde;o apenas sobre os profetas, reis e sacerdotes, como nos relatos do Antigo Testamento.<\/p>\n<p>Um segundo elemento da profecia &eacute; a ocorr&ecirc;ncia de sinais c&oacute;smicos do tipo que se associa com os quadros apocal&iacute;pticos do fim do mundo (Ap 6.12). Aqui, podemos notar que Pedro alterou a express&atilde;o de Joel: &ldquo;prod&iacute;gios no c&eacute;u e na terra&rdquo;, para <em>prod&iacute;gios em cima no c&eacute;u e sinais embaixo na terra. <\/em>Os sinais seriam provavelmente o dom de l&iacute;nguas e os v&aacute;rios milagres de cura que logo passariam a ser narrados. O que dizer, por&eacute;m, dos prod&iacute;gios?&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se n&atilde;o aceitarmos que a refer&ecirc;ncia diz respeito aos sinais c&oacute;smicos que acompanharam a crucifica&ccedil;&atilde;o (lc 23.44-45), ent&atilde;o teremos que entender&nbsp; que Pedro antev&ecirc; os sinais que anunciar&atilde;o o fim do mundo. Estes ainda s&atilde;o futuros e pertencem ao &ldquo;fim&rdquo; dos &uacute;ltimos dias, e n&atilde;o ao &ldquo;come&ccedil;o&rdquo; deles, que estava se realizando.<\/p>\n<p>O terceiro elemento na profecia de Joel &eacute; o evento do qual estes sinais s&atilde;o a prefigura&ccedil;&atilde;o. Para Joel, &eacute; claro, o <em>Senhor <\/em>era o pr&oacute;prio Jav&eacute;. Para Pedro e Lucas surge a pergunta: <em>Senhor, <\/em>aqui, n&atilde;o significa implicitamente Jesus? Isto porque em Atos 2:36 Jesus ser&aacute; declarado Senhor.<\/p>\n<p>Em quarto lugar, a profecia de Joel termina com uma promessa no sentido de que <em>aquele que invocar o nome <\/em>deste <em>Senhor, <\/em>isto &eacute;, apelar a Ele, pedindo socorro, ser&aacute; salvo. Para os crist&atilde;os, certamente, se tratava de procurar em Jesus a salva&ccedil;&atilde;o (cf. Em 10:13,14; 1Co 1:2). Reconhece-se que, se Pedro citou o texto em hebraico, haveria clara refer&ecirc;ncia a Jav&eacute;, e, portanto, a aplica&ccedil;&atilde;o&nbsp; a Jesus ficaria clara somente &agrave;queles que ouviam ou liam o texto em grego (MARSHAL, 1985).<\/p>\n<p>A Profecia e seu cumprimento em atos 2 (contexto pr&oacute;ximo)<\/p>\n<p>Na concep&ccedil;&atilde;o de Barcley (1981), Jo&atilde;o Batista antecipou de modo v&iacute;vido o que aconteceria em Atos 2. Lucas relata em seu Evangelho que Jo&atilde;o pregava assim: &ldquo;Eu, na verdade, vos batizo com &aacute;gua, mas vem o que &eacute; mais poderoso que eu, do qual n&atilde;o sou digno de desatar-lhe as correias das sand&aacute;lias; Ele vos batizar&aacute; com o Esp&iacute;rito Santo e com fogo&rdquo; (Lc 3.16; cf Mt 3.11). Para o Autor, a palavra <em>fogo <\/em>nesta passagem refere-se ao pentecostes, mas tamb&eacute;m ao ju&iacute;zo final.<\/p>\n<p>Mais tarde, no final de seu Evangelho, Lucas volta a tratar daquela mesma promessa, agora dita pelo pr&oacute;prio Senhor Jesus. &ldquo;Eis que envio sobre v&oacute;s a promessa de Meu Pai; permanecei, pois, na cidade, at&eacute; que do alto sejais revestidos de poder&rdquo; (Lc 24.49). E o Cristo exaltado derramou o Esp&iacute;rito Santo prometido que Ele recebeu de Deus Pai (At 2.33).<\/p>\n<p>Contudo, o contexto mais pr&oacute;ximo que se pode ter do Pentecostes est&aacute; exatamente no cap&iacute;tulo 1 do segundo livro de Lucas:<\/p>\n<p>E, comendo (Jesus) com eles (Seus disc&iacute;pulos), determinou-lhes que n&atilde;o se ausentassem de Jerusal&eacute;m, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes. Porque Jo&atilde;o, na verdade, batizou com &aacute;gua, mas voz sereis batizados com o Esp&iacute;rito Santo, n&atilde;o muito depois destes dias. Ent&atilde;o, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, ser&aacute; este tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: N&atilde;o vos compete conhecer tempos ou &eacute;pocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre voz o Esp&iacute;rito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusal&eacute;m como em toda a Jud&eacute;ia e Samaria a at&eacute; aos confins da terra (At 1:4-8).<\/p>\n<p>Jesus ordenou aos Seus disc&iacute;pulos que n&atilde;o se ausentassem de Jerusal&eacute;m enquanto n&atilde;o recebessem o batismo do Esp&iacute;rito. S&oacute; podemos entender adequadamente esta ordem &agrave; luz de seu contexto hist&oacute;rico. Ap&oacute;s a Sua ressurrei&ccedil;&atilde;o, Jesus instruiu os disc&iacute;pulos a retornarem &agrave; Galil&eacute;ia (Mt 28.10; Mc 16.7). E eles prontamente o fizeram, por duas raz&otilde;es. Em primeiro lugar, eles teriam a oportunidade e v&ecirc;-lo novamente na Galil&eacute;ia, segundo prometera (Mc 14.28). Em segundo lugar, eles n&atilde;o estavam nem um pouco interessados em permanecer em Jerusal&eacute;m, o lugar onde os judeus mataram Jesus e que eles, os disc&iacute;pulos, tamb&eacute;m estariam correndo perigo de morte.<\/p>\n<p>Jerusal&eacute;m, o lugar onde Jesus concluiu seu minist&eacute;rio terreno, seria agora o ponto de partida de uma nova era. Dali, no dia de Pentecostes, Ele enviaria a Sua igreja como prim&iacute;cias e testemunha de tudo o que Ele disse e fez, isto &eacute;, &ldquo;que em seu nome se pregasse arrependimento para remiss&atilde;o de pecados a todas as na&ccedil;&otilde;es, come&ccedil;ando de Jerusal&eacute;m&rdquo; (Lc 24:47).<\/p>\n<p>Por isso, mais tarde, logo ap&oacute;s a ascens&atilde;o, os disc&iacute;pulos fizeram imediatamente o que Jesus mandou. Retornaram do Monte das Oliveiras para Jerusal&eacute;m, e quando ali entraram subiram ao cen&aacute;culo, local onde o Senhor celebrou a p&aacute;scoa. Lucas diz que no cen&aacute;culo &ldquo;Todos estes (os onze, At 1:13) perseveraram un&acirc;nimes em ora&ccedil;&atilde;o, com as mulheres, com Maria, m&atilde;e de Jesus, e com os irm&atilde;os Dele&rdquo; (At 1:14). Certamente havia entre eles uma grande expectativa naquilo que estava para acontecer (Marshal, 1977).<\/p>\n<p>A igreja e sua miss&atilde;o<\/p>\n<p>De acordo a perspectiva da miss&atilde;o a cumprir-se pela Igreja, assim como a vis&atilde;o mission&aacute;ria apresentada por ocasi&atilde;o do pentecostes, s&atilde;o descritas a seguir a inaugura&ccedil;&atilde;o da igreja do Novo Testamento, com as probabilidades visualizadas pelo pentecostes e os aspectos simb&oacute;licos das l&iacute;nguas, do vento e do fogo.<\/p>\n<p>O nascimento da igreja neotestament&aacute;ria<\/p>\n<p>O tempo entre a ascens&atilde;o de Jesus e a espera dos disc&iacute;pulos para o derramamento do Esp&iacute;rito Santo foi curto, de apenas dez dias. Nas palavras de Jesus, o Pentecostes ocorreria &ldquo;n&atilde;o muito depois destes dias&rdquo; (At 1:5).<\/p>\n<p>O contexto da inaugura&ccedil;&atilde;o da igreja neotestament&aacute;ria n&atilde;o poderia ser outro. Estavam presentes em Jerusal&eacute;m judeus piedosos &ldquo;vindos de todas as na&ccedil;&otilde;es debaixo do c&eacute;u&rdquo; (At 2:5).<\/p>\n<p>Era imposs&iacute;vel para a&nbsp; maioria&nbsp; dos&nbsp; judeus&nbsp; comparecerem&nbsp; a&nbsp; todos&nbsp; os tr&ecirc;s festivais a cada ano, visto que eles estavam amplamente dispersos pelo mundo. No entanto, um n&uacute;mero consider&aacute;vel vinha a Jerusal&eacute;m para adora&ccedil;&atilde;o nas tr&ecirc;s ocasi&otilde;es. Uma vez que a viagem pelo Mediterr&acirc;neo era mais segura ao final da primavera, quando o Pentecostes era celebrado, esta festa normalmente trazia muita gente para a cidade de Jerusal&eacute;m. Sua popula&ccedil;&atilde;o, que normalmente era de cinquenta mil habitantes, chegava a quase um milh&atilde;o nesta &eacute;poca do ano.<\/p>\n<p>Lucas relaciona, em Atos 2:9-11, quinze na&ccedil;&otilde;es do mundo antigo. Estavam pessoas das mais diversas origens: partos, medos, elamitas, capad&oacute;cios, do Ponto, da &Aacute;sia, da Frigia, da Panf&iacute;lia, do Egito, de partes da L&iacute;bia, Cirene, Roma, e ainda cretenses e &aacute;rabes. E assim, &ldquo;No dia de Pentecostes, Cristo, atrav&eacute;s do poder do Esp&iacute;rito Santo, abre as portas e envia os disc&iacute;pulos para o mundo&rdquo; (BARRO, 2002, p. 111), cumprindo-se o que se l&ecirc; em Atos 1:8, que eles receberiam o poder e iriam atuar como testemunhas para a dissemina&ccedil;&atilde;o da palavra.<\/p>\n<p>Quadro1: na&ccedil;&otilde;es demonstradas no Pentecostes<\/p>\n<p>O quadro a seguir ressalta as na&ccedil;&otilde;es demonstradas no pentecostes:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"84\">Povos<\/td>\n<td width=\"388\">Caracter&iacute;sticas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">&nbsp;\n<p>Partos<\/p><\/td>\n<td width=\"388\">Regi&atilde;o sudeste do Mar C&aacute;spio, que nos tempos do Novo Testamento alcan&ccedil;ava at&eacute; o Rio Eufrates. Os partos eram os sucessores dos antigos persas e tornaram-se advers&aacute;rios dos romanos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">Medos<\/td>\n<td width=\"388\">Povo indo-europeu que habitava a &aacute;rea ao sudoeste do Mar\n<p>C&aacute;spio.<\/p><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">&nbsp;\n<p>Elamitas<\/p><\/td>\n<td width=\"388\">Povo que habitava Elam, o distrito ao norte do Golfo P&eacute;rsico, pr&oacute;ximo &agrave; parte inferior do Rio Tigre e ao sul da regi&atilde;o dos medos.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"84\">Jud&eacute;ia<\/td>\n<td width=\"388\">A &aacute;rea na qual se encontrava Jerusal&eacute;m.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">Capad&oacute;cia<\/td>\n<td width=\"388\">Um territ&oacute;rio na parte leste da &Aacute;sia Menor, ao sul de Ponto e oeste da Arm&ecirc;nia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">&nbsp;\n<p>Ponto<\/p><\/td>\n<td width=\"388\">Era, originalmente, o nome do Mar Negro, mas veio a designar a &aacute;rea da fronteira deste mar na parte nordeste da &Aacute;sia Menor.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">&Aacute;sia<\/td>\n<td width=\"388\">Era a prov&iacute;ncia romana da &Aacute;sia Menor, formada em 133\n<p>a.C.<\/p><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">Frigia<\/td>\n<td width=\"388\">Era a maior &aacute;rea no centro da &Aacute;sia Menor.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">&nbsp;\n<p>Panf&iacute;lia<\/p><\/td>\n<td width=\"388\">Era um distrito costeiro na regi&atilde;o sul da &Aacute;sia Menor, a leste\n<p>da L&iacute;cia e oeste da Cil&iacute;cia, ao sul da Ps&iacute;dia.<\/p><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">&nbsp;\n<p>Egito<\/p><\/td>\n<td width=\"388\">Um antigo pa&iacute;s no continente africano, lar dos antigos fara&oacute;s.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">Partes da\n<p>L&iacute;bia&nbsp;&nbsp; e<\/p>\n<p>Cirene<\/p><\/td>\n<td width=\"388\">Era um territ&oacute;rio na costa norte da &Aacute;frica, cuja capital era Cirene.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">Roma<\/td>\n<td width=\"388\">Este &eacute; o nome de uma cidade e n&atilde;o de um territ&oacute;rio, o &uacute;nico local que n&atilde;o estava na &aacute;rea leste do Mediterr&acirc;neo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"84\">&nbsp;\n<p>Cretenses e &aacute;rabes<\/p><\/td>\n<td width=\"388\">Do oeste (habitantes da ilha de Creta) e do leste (povos do deserto da S&iacute;ria, a oeste da Mesopot&acirc;mia e leste de Orontes, e da pen&iacute;nsula limitada pelo Golfo P&eacute;rsico, Oceano &Iacute;ndico e Mar Vermelho).<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: Adaptado de BARRO (2002, p. 111).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o se sabe ao certo porque Lucas omite em sua lista as na&ccedil;&otilde;es que obviamente deveriam ser mencionadas, como Gr&eacute;cia, Maced&ocirc;nia e Chipre. Contudo, a inten&ccedil;&atilde;o primordial do autor est&aacute; bem evidente, isto &eacute;, enfatizar que as boas novas transcendem as barreiras ling&uuml;&iacute;sticas e que aqueles representantes das na&ccedil;&otilde;es certamente voltariam para suas terras anunciando os efeitos poderosos de Deus.<\/p>\n<p>A Perspectiva mission&aacute;ria do Pentecostes<\/p>\n<p>O Pentecostes &eacute; o ponto alto da sequ&ecirc;ncia de eventos relacionados &agrave; morte, ressurrei&ccedil;&atilde;o e ascens&atilde;o de Jesus. &Eacute; por isso que para Lucas o Pentecostes possui um significado pr&aacute;tico e din&acirc;mico, traduzido em termos de nascimento e miss&atilde;o da igreja neotestament&aacute;ria.<\/p>\n<p>Lucas apresenta o pentecostes como o in&iacute;cio da miss&atilde;o mundial da Igreja, visto que <em>igreja <\/em>e <em>miss&atilde;o <\/em>s&atilde;o partes insepar&aacute;veis na mente do Esp&iacute;rito. Por isso, a implementa&ccedil;&atilde;o do programa de Atos 1.8 dependia do Pentecostes. Aqueles que testificaram os efeitos do derramamento do Esp&iacute;rito Santo e ouviram o evangelho pregado por Pedro, representavam &ldquo;todas as na&ccedil;&otilde;es debaixo do c&eacute;u&rdquo; (At 2:5). E a lista, como j&aacute; vimos, inclu&iacute;a um vasto panorama das na&ccedil;&otilde;es do Mediterr&acirc;neo oriental (At 2:9-11).<\/p>\n<p>O car&aacute;ter missiol&oacute;gico de Atos 2 &eacute; facilmente percebido pela import&acirc;ncia que Lucas d&aacute; ao Pentecostes. O Pentecostes est&aacute; no come&ccedil;o de um novo livro escrito por ele e n&atilde;o no final de sua primeira obra. N&atilde;o seria exagero dizer que pela posi&ccedil;&atilde;o do Pentecostes em Atos, Lucas atribui a ele um valor e import&acirc;ncia semelhantes ao nascimento de Cristo no in&iacute;cio de seu Evangelho, ou mesmo a algo como o relato da cria&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio de G&ecirc;nesis. Concordamos com Kistemaker (1990, p.90), quando diz: &ldquo;Depois da obra da cria&ccedil;&atilde;o de Deus e a encarna&ccedil;&atilde;o do Filho de Deus, a descida do Esp&iacute;rito Santo no Pentecostes &eacute; o terceiro maior ato divino&rdquo;. Tal afirma&ccedil;&atilde;o corrobora para uma compreens&atilde;o adequada do evento.<\/p>\n<p>L&iacute;nguas, vento e fogo<\/p>\n<p>Lucas deixa claro que os &ldquo;galileus&rdquo;4 (no caso os ap&oacute;stolos e outros que estavam na casa) de Atos 2.7 falavam as l&iacute;nguas das na&ccedil;&otilde;es presentes naquela festa (At 2:6-11). Atos 2 apresenta a enorme diferen&ccedil;a entre o verdadeiro dom de l&iacute;nguas manifestado entre os disc&iacute;pulos de Jesus e o falso dom de l&iacute;nguas defendido pelos pentecostais de hoje.<\/p>\n<p>A concess&atilde;o do dom de l&iacute;nguas relatada em Atos 2 foi a maravilhosa capacita&ccedil;&atilde;o dos disc&iacute;pulos para cumprirem a ordem de ir e pregar o evangelho a todo o mundo (Mt.28:19). O grande desafio era o seguinte: como homens simples (os disc&iacute;pulos) poderiam pregar o evangelho para pessoas de diferentes nacionalidades, reunidas para a festa de pentecostes?<\/p>\n<p>4 Um estudo interessante do termo &ldquo;galileus&rdquo; em Atos 2.7 pode ser encontrado em C.S.Mann, Pentecosts in Acts. In: MUNCK, Johannes (ed.). <em>Anchor Bible: The Acts of the Apostles. <\/em>New York: Doubleday &amp; Co., 1967, p. 271-275<\/p>\n<p>White (1990, p. 39, 40), responde ao dizer que: &ldquo;Durante a dispers&atilde;o, os judeus tinham sido espalhados por quase todas as partes do mundo habitado, e em seu ex&iacute;lio tinham aprendido a falar v&aacute;rias l&iacute;nguas. Muitos desses judeus estavam, nessa ocasi&atilde;o, em Jerusal&eacute;m assistindo &agrave;s festas religiosas que ent&atilde;o se realizavam. Cada l&iacute;ngua conhecida estava por eles representada. Esta diverg&ecirc;ncia de l&iacute;nguas teria sido um grande embara&ccedil;o &agrave; proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho; Deus, portanto, de maneira miraculosa, supriu a defici&ecirc;ncia dos Ap&oacute;stolos. O Esp&iacute;rito Santo fez por eles o que n&atilde;o teriam podido fazer por si mesmo em toda uma exist&ecirc;ncia.&rdquo;<\/p>\n<p>Concordando com o exposto Nichol (2001, p. 141), comenta que: &ldquo;Para a festa de pentecostes tinham se reunido em Jerusal&eacute;m, peregrinos dos quatro pontos cardeais&hellip; Estes judeus da di&aacute;spora entendiam suficientemente o hebraico&hellip; mas possivelmente n&atilde;o estavam em condi&ccedil;&otilde;es de entender o arameu idioma cotidiano dos disc&iacute;pulos&rdquo;.<\/p>\n<p>Note que essas outras l&iacute;nguas n&atilde;o eram estranhas, pois os representantes dos v&aacute;rios idiomas, ali presentes, entendiam perfeitamente o que os disc&iacute;pulos diziam: &ldquo;Todos os temos ouvido em nossas pr&oacute;prias l&iacute;nguas&hellip; (At 2:11)&rdquo;. Esse &eacute; o verdadeiro dom de l&iacute;nguas. Outro detalhe importante &eacute; que, em Atos 2, a palavra grega para l&iacute;nguas &eacute; glw\/ssa. Ela tamb&eacute;m &eacute; encontrada em Atos 10 e 19, com o significado de l&iacute;nguas de na&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Em Atos 2:6 &eacute; mencionada a confus&atilde;o das pessoas, ao que tudo indica, buscando ao disc&iacute;pulo que estava falando o idioma que lhes era conhecido. E, ao perceber que os galileus, de fato, estavam falando em v&aacute;rios idiomas, a multid&atilde;o ficou maravilhada (At 2:7). O fato de os onze disc&iacute;pulos terem se colocado em p&eacute;, quando Pedro come&ccedil;ou a explicar o fen&ocirc;meno, provavelmente em aramaico (associando-o a profecia de Joel 2), evidencia que estavam traduzindo as palavras de Pedro para os diversos idiomas ali representados. Al&eacute;m disso, ao final do serm&atilde;o as pessoas perguntaram a Pedro e <em>aos demais ap&oacute;stolos<\/em>: <em>&ldquo;Que faremos irm&atilde;os? <\/em>(At 2:37)&rdquo;. Foi Pedro quem pregou. Por que ent&atilde;o os outros ap&oacute;stolos tiveram que responder &agrave; pergunta da multid&atilde;o? Cada grupo lingu&iacute;stico, naturalmente, perguntou ao ap&oacute;stolo que estava traduzindo o serm&atilde;o para o seu idioma.<\/p>\n<p>Em sua sabedoria, Deus viu que aquele era o momento oportuno para levar o evangelho a v&aacute;rias na&ccedil;&otilde;es, e concedeu o dom necess&aacute;rio no momento certo. Logo, o dom de l&iacute;nguas foi concedido com um prop&oacute;sito evangel&iacute;stico (At 2:37-39), Pois para White (1990, p. 40, 48), os disc&iacute;pulos agora podiam proclamar as verdades do evangelho por toda a parte, falando com perfei&ccedil;&atilde;o a l&iacute;ngua daqueles por quem trabalhavam&hellip; Da&iacute; por diante, a linguagem dos disc&iacute;pulos era pura, simples e acurada, falassem eles no idioma materno, ou numa l&iacute;ngua estrangeira&hellip; As boas-novas de um Salvador ressuscitado foram levadas at&eacute; as mais long&iacute;nquas partes do mundo habitado.<\/p>\n<p>De acordo com Gonzales (1986, p. 156), &ldquo;Sons e enuncia&ccedil;&otilde;es inintelig&iacute;veis sempre foram caracter&iacute;sticas do paganismo, e hoje s&atilde;o comuns nas reuni&otilde;es esp&iacute;ritas, nos candombl&eacute;s e centros umbandistas. Ali s&atilde;o faladas tamb&eacute;m l&iacute;nguas estranhas.&rdquo;<\/p>\n<p>Para Xavier (2011), ao contr&aacute;rio do que aconteceu no Pentecostes (quase tr&ecirc;s mil pessoas convertidas) de acordo com Atos2:41, as chamadas <em>l&iacute;nguas estranhas <\/em>dos pentecostais n&atilde;o t&ecirc;m nenhum fim evangel&iacute;stico, pois s&atilde;o faladas entre os pr&oacute;prios crentes de uma mesma nacionalidade.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; natureza, prop&oacute;sito e conte&uacute;do das l&iacute;nguas faladas em Atos 2 &eacute; importante observar Marshal (2000, p. 357), afirmando que &ldquo;a hist&oacute;ria ensina que l&iacute;nguas humanas intelig&iacute;veis s&atilde;o significativas, n&atilde;o as l&iacute;nguas inintelig&iacute;veis como as frequentemente encontradas na glossolalia moderna ou como as que usualmente pensam-se terem sido faladas em Corinto&rdquo;. Considerando ainda que o prop&oacute;sito principal dos dons do Esp&iacute;rito concedidos &agrave; igreja era a miss&atilde;o, e n&atilde;o especificamente a edifica&ccedil;&atilde;o particular da igreja ou dos seus membros individuais.<\/p>\n<p>E qual o significado do vento e do fogo em Atos 2? O vento simboliza o Esp&iacute;rito Santo. O som do vento denota poder celestial e seu aparecimento repentino revela a inaugura&ccedil;&atilde;o de algo sobrenatural.<\/p>\n<p>O fogo era o cumprimento da descri&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Batista do poder de Jesus: &ldquo;Ele vos batizar&aacute; com o Esp&iacute;rito Santo e com fogo&rdquo; (Mt 3:11;Lc 3:16). No Antigo Testamento o fogo &eacute; frequentemente um s&iacute;mbolo da presen&ccedil;a de Deus para indicar santidade, ju&iacute;zo e gra&ccedil;a (Ex 3:2-5; 1 Rs 18:38; 2 Rs 2:11). Em Atos 2 o fogo se dividiu em <em>l&iacute;nguas de fogo <\/em>que pousaram sobre cada um dos crentes presentes na casa. Em decorr&ecirc;ncia disto eles falaram em outras l&iacute;nguas.<\/p>\n<p>Notemos que Lucas tem o cuidado de observar que n&atilde;o foram simplesmente vento e fogo que invadiram a casa, mas sim o Esp&iacute;rito Santo <em>como <\/em>vento e fogo. Esta foi a maneira que Lucas encontrou para dizer que o que aconteceu naquele dia n&atilde;o tinha nada a ver com fen&ocirc;menos meramente naturais.<\/p>\n<p>Principais caracter&iacute;sticas do Pentecostes<\/p>\n<p>H&aacute; pelo menos tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas do Pentecostes de Atos 2 que podem ser destacadas:<\/p>\n<p>a&ccedil;&atilde;o soberana do esp&iacute;rito<\/p>\n<p>Lucas relata nos quatro primeiros vers&iacute;culos de Atos 2 como o Esp&iacute;rito Santo atuou soberanamente naquele dia, em fragrante contraste com a passividade dos que &ldquo;estavam reunidos no mesmo lugar&rdquo;(At 2:1). Diz que &ldquo;<em>de repente, veio do c&eacute;u <\/em>um som , e <em>encheu toda casa <\/em>onde estavam assentados&rdquo; (At 2:2, grifos nossos). &ldquo;E apareceram, distribu&iacute;das entre eles, l&iacute;nguas, como de fogo, e <em>pousou uma sobre cada um deles&rdquo; <\/em>(At 2:3, grifos nossos). &ldquo;Todos ficaram cheios do Esp&iacute;rito Santo e passaram a falar em outras l&iacute;nguas, segundo o Esp&iacute;rito <em>lhes concedia <\/em>que falassem&rdquo; (At 2:4, grifos nossos). Nesta a&ccedil;&atilde;o sobrenatural do Esp&iacute;rito Santo est&aacute; evidente o car&aacute;ter sobrenatural do Pentecostes quando&nbsp; o Esp&iacute;rito vem do c&eacute;u e entra na casa com um som repentino como o&nbsp; vento impetuoso e l&iacute;nguas de fogo que pousavam sobre cada um dos que&nbsp; ali estavam, ficando todos cheios do Esp&iacute;rito e passando a falar em outras l&iacute;nguas, segundo a concess&atilde;o do pr&oacute;prio Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p>O dom das l&iacute;nguas em Atos 2 nos faz relembrar o ensino de Paulo em 1 Cor&iacute;ntios 12:11? &ldquo;Mas um s&oacute; e o mesmo Esp&iacute;rito realiza todas estas cousas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente&rdquo;.<\/p>\n<p>5 a&ccedil;&atilde;o &Uacute;nica na hist&oacute;ria<\/p>\n<p>George E. Laad , T<em>eologia do Novo Testamento.<\/em>2&ordf; ed. (Rio de Janeiro: Juerp, 1986), p. 327, utiliza este mesmo cap&iacute;tulo (1 Co 12) para tecer um coment&aacute;rio importante do significado teol&oacute;gico do batismo com o Esp&iacute;rito em compara&ccedil;&atilde;o ao Pentecostes de Atos 2. Diz ele: &ldquo;O significado teol&oacute;gico do batismo com o Esp&iacute;rito n&atilde;o &eacute; explicado em parte alguma de Atos,e h&aacute; apenas uma declara&ccedil;&atilde;o, em todo o Novo Testamento, neste sentido.Embora isto seja encontrado em Paulo,as&nbsp; v&aacute;rias extens&otilde;es&nbsp; do Pentecostes, relatadas em Atos, podem ser compreendidas &agrave; luz desta afirma&ccedil;&atilde;o: &lsquo;Pois em um s&oacute; Esp&iacute;rito fomos todos n&oacute;s batizados em um s&oacute; corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos,quer livres; e a todos n&oacute;s foi dado beber de um s&oacute; Esp&iacute;rito&rsquo; (1 Co 12.13). O batismo com o Esp&iacute;rito &eacute; o ato do Esp&iacute;rito Santo reunindo,em uma unidade espiritual, pessoas de diferentes origens raciais e forma&ccedil;&atilde;o social,a fim de que formem o corpo de Cristo &ndash; a evkklhsi,a &rdquo;.nenhum, &eacute; claro. O primeiro Pentecostes, quando o Esp&iacute;rito foi derramado sobre os crentes, foi o &uacute;nico. No entanto, existe um sentido, segundo o qual, estes termos est&atilde;o corretos.A segunda coisa que aprendemos em Atos 2 &eacute; que o Pentecostes foi um ato &uacute;nico na hist&oacute;ria da humanidade. Naturalmente este &eacute; um ponto controvertido, visto que as igrejas hist&oacute;ricas o defendem mas as igrejas carism&aacute;ticas o rejeitam terminantemente. Ao procurar uma defini&ccedil;&atilde;o equilibrada a esse respeito, acreditamos que Pierson; Stott, Bruner &amp; Ladd (1986) fazem uma abordagem adequada ao afirmarem que alguns estudiosos falam de um &ldquo;Pentecostes samaritano&rdquo; e de um &ldquo;Pentecostes gent&iacute;lico&rdquo;que sucedeu o Pentecostes de Jerusal&eacute;m. N&atilde;o podemos fazer o mesmo de modo o&nbsp;Esp&iacute;rito veio sobre a igreja de Jerusal&eacute;m para prepar&aacute;-la e capacit&aacute;-la para a sua miss&atilde;o, e a preparou para os pr&oacute;ximos passos. O Esp&iacute;rito do Cristo ressurreto continuava a liderar a sua igreja para fora dos limites de Jerusal&eacute;m e da sua familiar cultura judaica em dire&ccedil;&atilde;o a outros povos, lugares e culturas &ndash; at&eacute; aos confins da terra a&ccedil;&atilde;o universal. Um terceiro ponto que gostar&iacute;amos de destacar &eacute; o car&aacute;ter universal do Pentecostes. Percebemos facilmente a inten&ccedil;&atilde;o de Deus ao enviar o Esp&iacute;rito Santo numa ocasi&atilde;o em que &ldquo;estavam habitando em Jerusal&eacute;m judeus, homens piedosos, vindos de todas as na&ccedil;&otilde;es debaixo do c&eacute;u&rdquo; (At 2:5).<\/p>\n<p>Entre os judeus &ldquo;vindos de todas as na&ccedil;&otilde;es&rdquo; havia tamb&eacute;m &ldquo;pros&eacute;litos&rdquo; (At 2.11). Mas isto n&atilde;o &eacute; tudo. O car&aacute;ter universal do Pentecostes fica ainda mais evidente no trecho do discurso de Pedro que diz: &ldquo;Pois para v&oacute;s outros &eacute; a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda est&atilde;o longe, isto &eacute;, para quantos O Senhor, nosso Deus, chamar&rdquo; (At :.39; cf. Jl 2:32).<\/p>\n<p>N&atilde;o sabemos at&eacute; onde Pedro entendeu que a profecia de Joel&nbsp; prometia este dom ou batismo do Esp&iacute;rito &agrave; todos os crentes. Se tomarmos isoladamente o texto de Atos 10, poderemos concluir que foi somente ap&oacute;s aquela experi&ecirc;ncia em Jope e na casa de Corn&eacute;lio que Pedro e a igreja de Jerusal&eacute;m entenderam que &ldquo;tamb&eacute;m aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para a vida&rdquo; (At 11:18).6 Contudo, recordemos que em seu discurso Pedro cita Joel, dizendo: &ldquo;E acontecer&aacute; que todo aquele que invocar o nome do Senhor ser&aacute; salvo&rdquo; (At 2:21). N&atilde;o esque&ccedil;amos que os &ldquo;pros&eacute;litos&rdquo; de Atos 2:11 eram gentios.<\/p>\n<p>Para Stott &amp; Kuiper (1986), a passagem citada a pouco de Atos 2:39 tamb&eacute;m parece lan&ccedil;ar uma luz sobre a concep&ccedil;&atilde;o universal de Pedro. Uma refer&ecirc;ncia aos gentios por Pedro &eacute; altamente prov&aacute;vel, tendo em vista a maneira rab&iacute;nica de entender a frase em Isa&iacute;as 57:19 (cf. Ef 2:13,17). Na verdade, na concep&ccedil;&atilde;o de Ladd (1986, p. 327): &ldquo;os primitivos crist&atilde;os n&atilde;o compreenderam de imediato que era a sua miss&atilde;o proclamar o evangelho em todo o mundo. Eles permaneceram em Jerusal&eacute;m, e a miss&atilde;o mundial n&atilde;o come&ccedil;ou sen&atilde;o quando a persegui&ccedil;&atilde;o expulsou os elenistas para fora da capital&rdquo;. De qualquer forma, Lucas, que era gentio, tinha em mente o evangelho para todos os povos quando escreveu Atos 2.<\/p>\n<p>6 &Eacute; interessante notar que em sua justificativa perante a igreja de Jerusal&eacute;m em Atos 11 Pedro menciona o Pentecostes de Atos 2 para convencer seus ouvintes.Veja Atos 11.15-18( Publica&ccedil;&otilde;es Evang&eacute;licas Selecionadas, 1976), p. 59-61.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Considera&ccedil;&otilde;es Finais<\/p>\n<p>O pentecostes de Atos 2, no verdadeiro sentido do termo, foi um ato &uacute;nico na hist&oacute;ria. N&atilde;o foi o fim, mas o in&iacute;cio de uma nova era. A era do Esp&iacute;rito Santo. White (1990, p. 37), comenta que: &ldquo;Durante a era patriarcal&nbsp; a influ&ecirc;ncia do Esp&iacute;rito Santo tinha sido muitas vezes revelada de maneira muito not&aacute;vel, mas nunca em Sua plenitude&rdquo;.<\/p>\n<p>A mesma autora diz que &ldquo;Antes de deixar os disc&iacute;pulos, Cristo &ldquo;soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Esp&iacute;rito Santo&rdquo; (S&atilde;o Jo&atilde;o 20:22). E continuou: &ldquo;Eis que sobre v&oacute;s envio a promessa de Meu Pai&rdquo; (S&atilde;o Lucas 24:49). Somente depois da ascens&atilde;o, por&eacute;m, foi o dom recebido em sua plenitude. Apenas quando os disc&iacute;pulos se renderam plenamente &agrave; Sua opera&ccedil;&atilde;o em f&eacute; e s&uacute;plicas, foi derramado sobre eles o Esp&iacute;rito Santo. Ent&atilde;o os bens do C&eacute;u foram concedidos aos seguidores de Cristo em sentido especial (WHITE, 1990, p. 327).<\/p>\n<p>Favorecendo a compreens&atilde;o do tema, Xavier (2006, p. 66), prop&otilde;e que o Pentecostes assinalou o in&iacute;cio da dispensa&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo mediante Sua &ldquo;instala&ccedil;&atilde;o como administrador da igreja em todas as coisas&rdquo;. Quando Jesus ascendeu ao c&eacute;u, entregou por inteiro a administra&ccedil;&atilde;o de Sua igreja ao Esp&iacute;rito Santo, at&eacute; o Seu pr&oacute;prio retorno em gl&oacute;ria.<\/p>\n<p>E aquele come&ccedil;o n&atilde;o poderia ser mais extraordin&aacute;rio. Quer seja pela maneira como o Esp&iacute;rito se manifestou; quer seja pelo resultado daquela manifesta&ccedil;&atilde;o. Dos que ouviram a prega&ccedil;&atilde;o do evangelho naquele dia, tr&ecirc;s mil foram salvos.<\/p>\n<p>O prop&oacute;sito fundamental do Pentecostes de Atos 2 foi a forma&ccedil;&atilde;o de uma igreja mission&aacute;ria, a comunidade dos chamados para fora. Em Atos, a igreja primitiva n&atilde;o viveria o &ldquo;mito da vida espiritual interior e individual&rdquo; ou &ldquo;narcisismo eclesi&aacute;stico&rdquo;. A comunidade adoradora e mission&aacute;ria de Atos estaria voltada para fora de si mesma.<\/p>\n<p>A forma como os crist&atilde;os primitivos compreenderam o Pentecostes atesta um fato b&aacute;sico. Sem o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o h&aacute; proclama&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel e eficaz do evangelho. N&atilde;o h&aacute; nem mesmo evangelhos, nem vida em Cristo. Antes do Pentecostes os ap&oacute;stolos de Jesus eram apenas testemunhas de Sua ressurrei&ccedil;&atilde;o no sentido passivo do termo. A partir do Pentecostes eles, e a igreja como um todo, abalariam o mundo com o testemunho entusiasticamente vibrante de que Jesus concede vida a todos os que nEle crerem. A igreja &eacute; empurrada ao mundo, descobrindo de maneira clara que &eacute; verdade para o mundo, convencida de que O Esp&iacute;rito n&atilde;o foi concedido t&atilde;o somente para seu deleite pessoal, mas principalmente para capacit&aacute;-la a proclamar que Deus amou o mundo de tal maneira que agora lhes possibilitar&aacute; a vida em Jesus.<\/p>\n<p>O Pentecostes contempla a cria&ccedil;&atilde;o de um povo mission&aacute;rio formado por homens e mulheres que amam verdadeiramente a Jesus Cristo. O sacerd&oacute;cio universal dos crentes come&ccedil;a no Pentecostes. E a partir daquele dia todos n&oacute;s fazemos parte de uma mesma miss&atilde;o. A miss&atilde;o de proclamar, pelo poder e presen&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo, as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz, a saber, Jesus, a esperan&ccedil;a da gl&oacute;ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer&ecirc;ncias<\/p>\n<p>BARCLEY, Willian. <strong>Willian Commentary. <\/strong>Grand Rapids: Baker Book<\/p>\n<p>House, 1981.<\/p>\n<p>BARRO, Jorge. <strong>De cidade em cidade. <\/strong>Londrina, PR: Editora Descoberta, 2002.<\/p>\n<p>B&Iacute;BLIA SAGRADA. 2. ed. rev, e at.Trad. de Jo&atilde;o Ferreira de Almeida. Barueri-SP: Sociedade B&iacute;blica do Brasil, 1999.<\/p>\n<p>BOER, Harry R. <strong>Pentecost and Missions. <\/strong>Grand Rapids: Eerdamans, 1961.<\/p>\n<p>GONZALES, Louren&ccedil;o. <strong>Assim diz o Senhor. <\/strong>Niter&oacute;i, RJ: Editora Ados,<\/p>\n<p>1986.<\/p>\n<p>KISTEMAKER, Simon J. <strong>Exposition of the Acts the Apostles. <\/strong>New<\/p>\n<p>Testament Commentary. Grand Rapids: Baker Book House, 1990.<\/p>\n<p>LAAD, George E. <strong>Teologia do Novo Testamento<\/strong><em>. <\/em>2&ordf; ed. Rio de Janeiro:<\/p>\n<p>Juerp, 1986.<\/p>\n<p>MANN, C.S. Pentecosts in Acts. In: MUNCK, Johannes (ed.). <strong>Anchor Bible: The Acts of the Apostles. <\/strong>New York: Doubleday &amp; Co., 1967.<\/p>\n<p>MARSHAL, I. Howard. The Significance of Pentecost. In: Torrance T. F. &amp; Reid J. K. S. (eds.). <strong>Scottish Journal Theology. <\/strong>Scottish Academic Press, N&ordm; 4, 1977.<\/p>\n<p><u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/u>. <strong>Atos: <\/strong>introdu&ccedil;&atilde;o e coment&aacute;rio. S&eacute;rie Cultura B&iacute;blica. S&atilde;o Paulo:<\/p>\n<p>Vida Nova Mundo Crist&atilde;o,1985.<\/p>\n<p><u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/u>. <strong>Atos que contam<\/strong><em>. <\/em>Londrina: Descoberta Editora, 2000.<\/p>\n<p>NICHOL, Francis D. ed. Trad. V&iacute;ctor E. 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