{"id":644,"date":"2014-09-30T06:00:24","date_gmt":"2014-09-30T06:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=644"},"modified":"2014-10-02T00:26:51","modified_gmt":"2014-10-02T00:26:51","slug":"educar-e-redimir-significado-e-implicacoes-da-nocao-de-redencao-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/educar-e-redimir-significado-e-implicacoes-da-nocao-de-redencao-educacao\/","title":{"rendered":"Educar \u00e9 redimir: significado e implica\u00e7\u00f5es da no\u00e7\u00e3o de reden\u00e7\u00e3o-educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O fil&oacute;sofo educacional Cipriano Luckesi aponta tr&ecirc;s maneiras de compreender o sentido da educa&ccedil;&atilde;o na sociedade: educa&ccedil;&atilde;o como reden&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o como reprodu&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o como um meio de transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade.1&nbsp;Pela sua busca de sentido e ensejo de a&ccedil;&atilde;o, todas elas podem ser consideradas tend&ecirc;ncias filos&oacute;fico-pol&iacute;ticas. Sobre a educa&ccedil;&atilde;o como reden&ccedil;&atilde;o, Luckesi destaca sua caracter&iacute;stica de enxergar a sociedade como &ldquo;conjunto&rdquo; de indiv&iacute;duos que convivem em sociedade, bem como sua &ecirc;nfase no desenvolvimento de habilidades e &ldquo;veicula&ccedil;&atilde;o dos valores &eacute;ticos necess&aacute;rios &agrave; conviv&ecirc;ncia social&rdquo;.2&nbsp;Para Dermeval Saviani, o sentido e finalidade da educa&ccedil;&atilde;o redentora &eacute; &ldquo;refor&ccedil;ar os la&ccedil;os sociais, promover a coes&atilde;o social e a integra&ccedil;&atilde;o de todos os indiv&iacute;duos no corpo social&rdquo;.3&nbsp;Como se v&ecirc;, educa&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o &eacute; uma discuss&atilde;o at&eacute; certo ponto &ldquo;normal&rdquo; no ambiente educacional.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Um exemplo cl&aacute;ssico da concep&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o como reden&ccedil;&atilde;o encontra-se na conhecida obra<i>Did&aacute;tica Magna<\/i>, da autoria de Com&ecirc;nius e escrita no s&eacute;culo 17. Partindo da compreens&atilde;o de um mundo criado por Deus como harm&ocirc;nico e bom, o educador mor&aacute;vio descreve a perda dessa harmonia, e argumenta ser papel da educa&ccedil;&atilde;o a recupera&ccedil;&atilde;o dessa harmonia perdida. Ele diz que &ldquo;um dos primeiros ensinamentos que a Sagrada Escritura nos d&aacute; &eacute; este: sob o sol n&atilde;o h&aacute; nenhum outro caminho mais eficaz para corrigir as corrup&ccedil;&otilde;es humanas que a reta educa&ccedil;&atilde;o da juventude&rdquo;.4<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em nossa contemporaneidade, no Relat&oacute;rio para a UNESCO da Comiss&atilde;o Internacional sobre Educa&ccedil;&atilde;o para o s&eacute;culo XXI, o pol&iacute;tico e economista franc&ecirc;s Jacques Delors, se bem que n&atilde;o pende para uma vis&atilde;o redentora, n&atilde;o deixa de enfatizar o papel preponderante da educa&ccedil;&atilde;o para os indiv&iacute;duos e para a coletividade. Assim ele se expressa:<\/p>\n<blockquote style=\"font-style: italic; color: #4d4d4d;\"><p>Ao terminar os seus trabalhos a Comiss&atilde;o faz, pois, quest&atilde;o de afirmar a sua f&eacute; no papel essencial da educa&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento cont&iacute;nuo, tanto das pessoas como das sociedades. N&atilde;o como um &ldquo;rem&eacute;dio milagroso&rdquo;, n&atilde;o como um &ldquo;abre-te s&eacute;samo&rdquo; de um mundo que atingiu a realiza&ccedil;&atilde;o de todos os seus ideais, mas, entre outros caminhos e para al&eacute;m deles, como uma via que conduza a um desenvolvimento humano mais harmonioso, mais aut&ecirc;ntico, de modo a fazer recuar a pobreza, a exclus&atilde;o social, as incompreens&otilde;es, as opress&otilde;es, as guerras&hellip;5<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A no&ccedil;&atilde;o de reden&ccedil;&atilde;o-educa&ccedil;&atilde;o6&nbsp;&eacute; fundamental nos escritos de Ellen G. White. No ano de 1870, ela come&ccedil;ou a publica&ccedil;&atilde;o, em quatro volumes, do que considerava ser a hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o, intitulada&nbsp;<i>The<\/i>&nbsp;<i>Spirit of Prophecy<\/i>.7&nbsp;Posteriormente, apresentou material adicional sobre o assunto, originando a s&eacute;rie&nbsp;<i>Grande Conflito<\/i>,8&nbsp;com pouco mais de 3.500 p&aacute;ginas. Para os Deposit&aacute;rios da literatura de Ellen G. White, essa cole&ccedil;&atilde;o permitiu que a igreja adventista e o mundo tivessem &ldquo;conhecimento do grande plano da reden&ccedil;&atilde;o humana e os prop&oacute;sitos de Deus em levar a cabo Seu plano original na cria&ccedil;&atilde;o do homem&rdquo;.9<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Considerando que o tema da reden&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental na pedagogia whiteana, este artigo discorrer&aacute; sobre esse assunto, e se prop&otilde;e refletir em quest&otilde;es como: Qual o sentido de uma educa&ccedil;&atilde;o redentiva em Ellen G. White? Porventura a reden&ccedil;&atilde;o whiteana &eacute; de natureza apenas religiosa ou espiritual? Que elementos tornam a educa&ccedil;&atilde;o e a reden&ccedil;&atilde;o uma s&oacute; obra? Para elucidar essas quest&otilde;es, abordaremos tr&ecirc;s t&oacute;picos fundamentais: sua compreens&atilde;o de reden&ccedil;&atilde;o, a similaridade entre reden&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o, e o impacto dessas id&eacute;ias para a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Conceito e objetivos da reden&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A conceitua&ccedil;&atilde;o whiteana de reden&ccedil;&atilde;o aponta, ao mesmo tempo, para seus objetivos fundamentais. Assim ela se expressa a respeito:<\/p>\n<blockquote style=\"font-style: italic; color: #4d4d4d;\"><p>[A reden&ccedil;&atilde;o &eacute; o] processo pelo qual a alma &eacute; treinada para o C&eacute;u. Este treinamento significa conhecimento de Cristo. Significa emancipa&ccedil;&atilde;o de ideias, h&aacute;bitos e pr&aacute;ticas que t&ecirc;m sido adquiridas na escola do pr&iacute;ncipe de escurid&atilde;o. A alma se deve libertar de tudo aquilo que &eacute; oposto &agrave; lealdade para com Deus.10<\/p><\/blockquote>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Reden&ccedil;&atilde;o enquanto conhecimento de Cristo<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Um aspecto fundamental da cita&ccedil;&atilde;o acima &eacute; que reden&ccedil;&atilde;o &eacute; conhecimento de Cristo; seria, ent&atilde;o, uma experi&ecirc;ncia no &acirc;mbito da vida di&aacute;ria, pois, para Ellen G. White, quem conhece a Cristo e possui seu amor, &ldquo;como o suave perfume n&atilde;o pode ocultar-se. Sua santa influ&ecirc;ncia ser&aacute; sentida por todos aqueles com quem entramos em contato&rdquo;.11&nbsp;Infere-se, ent&atilde;o, que o estudo da reden&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser um exerc&iacute;cio apenas te&oacute;rico, pois &ldquo;o evangelho &eacute; um sistema de verdades pr&aacute;ticas destinadas a efetuar grandes modifica&ccedil;&otilde;es no car&aacute;ter humano&rdquo;. De maneira que &ldquo;se n&atilde;o efetuar transforma&ccedil;&atilde;o na vida, nos h&aacute;bitos, e na pr&aacute;tica, ela n&atilde;o &eacute; verdade para aqueles que reivindicam acreditar nela&rdquo;.12&nbsp;Por isso &eacute; necess&aacute;rio que a reden&ccedil;&atilde;o seja percebida por &lsquo;aqueles com quem entramos em contato&rsquo;. Ou seja, &eacute; necess&aacute;rio experienciar a reden&ccedil;&atilde;o; ela precisa ser vis&iacute;vel na realidade pr&aacute;tica, n&atilde;o podendo ser limitada &agrave; discuss&atilde;o conceitual, informacional.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Por outro lado, a express&atilde;o &lsquo;verdades pr&aacute;ticas&rsquo;, com seus consequentes desdobramentos, evidencia que Ellen G. White faz uso da no&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica de verdade, e n&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica grega.13&nbsp;A no&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica de &lsquo;verdade (em hebraico&nbsp;<i>emet<\/i>, em grego&nbsp;<i>aletheia<\/i>), difere notavelmente da nossa; refere-se menos &agrave; busca da intelig&ecirc;ncia te&oacute;rica, abstrata, e mais &agrave; necessidade de conhecimento &uacute;til para se conduzir na vida. &Eacute; verdadeiro aquilo no qual o ser humano pode confiar, mediante o qual pode orientar sua vida. No pensamento semita, quando algu&eacute;m afirmava que sua palavra &eacute; a verdade (por exemplo, 1Rs 10:6; 2Cr 9:5), n&atilde;o se entendia apenas que quem disse essa palavra estaria convencido do que disse, sen&atilde;o que, al&eacute;m de tudo, era realmente assim.14&nbsp;Al&eacute;m disso, a verdade b&iacute;blica n&atilde;o faz refer&ecirc;ncia a teorias, mas a a&ccedil;&otilde;es. Por exemplo, a afirma&ccedil;&atilde;o &ldquo;verdade j&aacute; presente convosco&rdquo; (2Pe 1:12) n&atilde;o se refere a doutrinas, mas a a&ccedil;&otilde;es redentoras de Deus que t&ecirc;m sido experimentadas.15<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Todavia, isso n&atilde;o significa que em Ellen G. White n&atilde;o haja espa&ccedil;o para a teoria. Orientando sobre o procedimento de evangeliza&ccedil;&atilde;o, por exemplo, ela afirma:<\/p>\n<blockquote style=\"font-style: italic; color: #4d4d4d;\"><p>Os discursos te&oacute;ricos s&atilde;o essenciais para que todos possam conhecer a forma de doutrina, e vejam a cadeia da verdade, elo por elo, unidos em um todo perfeito. Mas nenhum discurso deve ser feito sem apresentar a Cristo, e Cristo crucificado, como o fundamento do evangelho, fazendo aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica das verdades apresentadas [&hellip;]<\/p>\n<p>Depois de a teoria da verdade haver sido apresentada, ent&atilde;o vem a parte laboriosa da obra. O povo n&atilde;o deve ser deixado sem instru&ccedil;&atilde;o no que respeita &agrave;s verdades pr&aacute;ticas relacionadas com sua vida di&aacute;ria.16<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O que se percebe nos escritos whiteanos &eacute; preocupa&ccedil;&atilde;o em n&atilde;o limitar a vida crist&atilde; a uma mera explana&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica ou doutrin&aacute;ria. Seu paradigma era a doutrina de Cristo, a qual, segunda ela,<\/p>\n<blockquote style=\"font-style: italic; color: #4d4d4d;\"><p>[&hellip;] n&atilde;o consistia do palavreado contradit&oacute;rio dos escribas, cheio de misticismo, sobrecarregado de formas absurdas e exig&ecirc;ncias destitu&iacute;das de significado; era, por&eacute;m, um sistema de verdade que satisfazia as necessidades do cora&ccedil;&atilde;o. Seus ensinos eram simples, claros e abrangentes. As verdades pr&aacute;ticas que proferia tinham um poder convincente, e prendiam a aten&ccedil;&atilde;o do povo.17<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A compreens&atilde;o whiteana sobre a &ldquo;verdade pr&aacute;tica&rdquo; nos leva &agrave; discuss&atilde;o de que somente a teoria n&atilde;o &eacute; suficiente para a compreens&atilde;o da vida.18&nbsp;Como afirmam os bi&oacute;logos Humberto Maturana e Francisco Varela, &ldquo;se a vida &eacute; um processo de conhecimento [princ&iacute;pio assumido pelos autores], os seres vivos constroem esse conhecimento n&atilde;o a partir de uma atitude passiva e sim pela intera&ccedil;&atilde;o&rdquo;.19E para compreend&ecirc;-la &ldquo;ser&aacute; necess&aacute;rio entendermos como conhecemos e o que conhecemos. Nesta perspectiva, necessariamente, teremos que nos remeter &agrave; experi&ecirc;ncia cotidiana, ao fen&ocirc;meno do conhecer.&rdquo;20&nbsp;De modo que a discuss&atilde;o em Ellen G. White n&atilde;o deve ser a respeito de qual &eacute; mais importante &ndash; ou a verdade te&oacute;rica ou a verdade pr&aacute;tica; afinal, n&atilde;o se deve encarar a vida necessariamente numa vis&atilde;o do tipo &lsquo;sim &ndash; n&atilde;o&rsquo;, e nem tampouco &lsquo;ou isto ou aquilo&rsquo;.21&nbsp;O ponto fundamental, neste caso, &eacute; a necessidade de uma vis&atilde;o sist&ecirc;mica para encarar esse poss&iacute;vel paradoxo.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Reden&ccedil;&atilde;o enquanto alvo<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O segundo elemento da conceitua&ccedil;&atilde;o whiteana de reden&ccedil;&atilde;o refere-se ao alvo de todo o processo: &ldquo;para o C&eacute;u.&rdquo; A compreens&atilde;o de C&eacute;u, neste contexto, pode ser entendida de duas maneiras. Primeiramente indicaria que as pessoas est&atilde;o sendo preparadas para habitar no C&eacute;u, que &eacute; o lugar da habita&ccedil;&atilde;o de Deus.22&nbsp;Em segundo lugar, com essa express&atilde;o White contrasta as exig&ecirc;ncias divinas com as humanas, e argumenta que essas s&atilde;o pesadas, posto que exigentes e causadoras de perplexidades e ansiedades, enquanto que aquelas contam com o aux&iacute;lio divino e, especialmente, baseiam-se no amor e na gra&ccedil;a, e n&atilde;o apenas na exig&ecirc;ncia por parte de Deus, bem como n&atilde;o no mero cumprimento por parte dos seres humanos.23&nbsp;A reden&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o, envolveria a paz da &ldquo;entrega completa&rdquo;, e, em contrapartida, o abandono do &ldquo;amor de si mesmo que traz desassossego&rdquo;.24<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pode-se perceber claramente que o conceito whiteano de reden&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se restringe a elementos subjetivos como arrependimento, perd&atilde;o, justifica&ccedil;&atilde;o e santifica&ccedil;&atilde;o.25&nbsp;A reden&ccedil;&atilde;o visa atingir o ser humano em sua totalidade sist&ecirc;mica, efetuando nele profundas modifica&ccedil;&otilde;es experienciais, promovendo o &ldquo;desenvolvimento do corpo, mente e alma para que se pudesse realizar o prop&oacute;sito divino da sua cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;.26<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A reden&ccedil;&atilde;o enquanto alvo leva-nos &agrave; ideia whiteana de que reden&ccedil;&atilde;o tem a ver com liberta&ccedil;&atilde;o, emancipa&ccedil;&atilde;o de ideias, h&aacute;bitos e pr&aacute;ticas daquilo que est&aacute; em oposi&ccedil;&atilde;o direta a Deus, e que compromete a lealdade a Ele. Nesse sentido, Ellen G. White defende a ideia de que um objetivo da liberdade &eacute; o desenvolvimento do car&aacute;ter.27&nbsp;&Eacute; no processo de desenvolvimento do car&aacute;ter que se restaura &ldquo;no homem a imagem de seu Autor&rdquo;, e no qual ocorre um retorno do ser humano &ldquo;&agrave; perfei&ccedil;&atilde;o em que fora criado&rdquo;, demonstrado num crescimento integral &ndash; &ldquo;corpo, mente e alma&rdquo;.28&nbsp;Esta restaura&ccedil;&atilde;o, como vimos, &eacute; defendida pela autora como o principal alvo da educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O papel do ser humano na reden&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Um terceiro elemento na conceitua&ccedil;&atilde;o de reden&ccedil;&atilde;o refere-se ao papel do ser humano. Ellen G. White entende que, no processo de efetiva&ccedil;&atilde;o da reden&ccedil;&atilde;o, h&aacute; coopera&ccedil;&atilde;o entre Deus e o ser humano.29&nbsp;Ela afirma o seguinte:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No plano da salva&ccedil;&atilde;o, a sabedoria divina designou a lei da a&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o, tornando a obra de benefic&ecirc;ncia em todos os seus ramos, duplamente aben&ccedil;oada. O que d&aacute; aos necessitados beneficia a outros, e &eacute; ele pr&oacute;prio beneficiado em grau ainda maior. Deus poderia ter conseguido Seu objetivo na salva&ccedil;&atilde;o dos pecadores sem o aux&iacute;lio do homem; mas Ele sabia que o homem n&atilde;o poderia ser feliz sem desempenhar uma parte na grande obra na qual ele cultivaria a abnega&ccedil;&atilde;o e a benefic&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Para que o homem n&atilde;o perdesse os benditos resultados da benefic&ecirc;ncia, nosso Redentor elaborou o plano de alist&aacute;-lo como Seu cooperador.30<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Para Ellen G. White, a efetiva&ccedil;&atilde;o da reden&ccedil;&atilde;o humana requer a coopera&ccedil;&atilde;o das pessoas; ou seja, a humanidade &eacute; redimida com a sua pr&oacute;pria participa&ccedil;&atilde;o. Essa ideia &eacute; explicitada na cita&ccedil;&atilde;o a seguir:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">[&hellip;] Deus deu a cada homem a sua obra. Devemos desenvolver a nossa salva&ccedil;&atilde;o com temor e tremor; porque Deus &eacute; quem efetua em n&oacute;s tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. Na obra de salva&ccedil;&atilde;o h&aacute; coopera&ccedil;&atilde;o dos agentes humanos e divinos. Tem-se declarado muita coisa acerca da inefic&aacute;cia do esfor&ccedil;o humano; no entanto, o Senhor n&atilde;o faz nada pela salva&ccedil;&atilde;o da alma sem a coopera&ccedil;&atilde;o do homem.31<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A no&ccedil;&atilde;o whiteana de servi&ccedil;o e coopera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o como consequ&ecirc;ncia, mas como condi&ccedil;&atilde;o da reden&ccedil;&atilde;o humana, &eacute; fundamental para a teologia e sua rela&ccedil;&atilde;o com a educa&ccedil;&atilde;o. Entende-se que &eacute; condi&ccedil;&atilde;o porque a salva&ccedil;&atilde;o do ser humano (e isso envolve teologia ou conhecimento teol&oacute;gico, &ldquo;Soteriologia&rdquo;) acontece com a coopera&ccedil;&atilde;o de seres humanos (e isto pode implicar em a&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas). De modo que, enquanto a teologia fornece as ferramentas para a poss&iacute;vel compreens&atilde;o da reden&ccedil;&atilde;o, a educa&ccedil;&atilde;o pode estabelecer a&ccedil;&otilde;es apropriadas para uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica redentora. S&oacute; desta maneira a reden&ccedil;&atilde;o significaria &ldquo;benef&iacute;cio&rdquo; ao ser humano, o qual ocorreria na medida em que ele pr&oacute;prio toma parte ou se envolve nesse processo, pois, como diz Ellen G. White, as pessoas podem ser &ldquo;polidos instrumentos nas m&atilde;os de Deus para a salva&ccedil;&atilde;o de almas&rdquo;.32<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Todavia, isso n&atilde;o significa que a teologia e a educa&ccedil;&atilde;o sejam elementos distintos e independentes de um mesmo processo, do tipo teoria e pr&aacute;tica; tamb&eacute;m n&atilde;o significa que a teologia seja o conhecimento da salva&ccedil;&atilde;o ou de Deus, e a educa&ccedil;&atilde;o constitua sua pr&aacute;tica. S&atilde;o, sim, dois elementos complementares de um mesmo processo. Como lembra Thomas Groome, no sentido b&iacute;blico conhecer a Deus &eacute; uma atividade din&acirc;mica, experiencial e relacional, que envolve toda a pessoa e encontra express&atilde;o numa vida de obedi&ecirc;ncia amorosa a Deus. Sem esta a&ccedil;&atilde;o amorosa, Deus n&atilde;o &eacute; conhecido; sem tal a&ccedil;&atilde;o, qualquer tipo de conhecimento n&atilde;o &eacute;, na vis&atilde;o b&iacute;blica, mais do que tolice.33<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Outro aspecto importante &eacute; a receptividade humana da reden&ccedil;&atilde;o. A ideia whiteana &eacute; que as provid&ecirc;ncias de reden&ccedil;&atilde;o s&atilde;o gratuitas para todos. Ela afirma que &ldquo;n&atilde;o ganhamos a salva&ccedil;&atilde;o por nossa obedi&ecirc;ncia; pois a salva&ccedil;&atilde;o &eacute; dom gratuito de Deus, e que obtemos pela f&eacute;&rdquo;.34&nbsp;Num outro trecho, insiste na gratuidade da reden&ccedil;&atilde;o dizendo que &ldquo;a salva&ccedil;&atilde;o &eacute; o dom gratuito de Deus para o crente, que lhe &eacute; concedido unicamente por amor a Cristo&rdquo; e deixa claro que o ser humano &ldquo;n&atilde;o pode apresentar suas boas obras como argumento para a salva&ccedil;&atilde;o de sua alma&rdquo;.35<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Todavia, percebe-se que Ellen G. White n&atilde;o entende gratuidade como universalismo.36&nbsp;Nesse sentido, ela diz que &ldquo;as&nbsp;<i>provis&otilde;es<\/i>&nbsp;da reden&ccedil;&atilde;o s&atilde;o livres para todos; os&nbsp;<i>resultados<\/i>&nbsp;da reden&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o desfrutados por aqueles que cumprirem as condi&ccedil;&otilde;es&rdquo;.37&nbsp;E quais s&atilde;o essas condi&ccedil;&otilde;es? Ela pr&oacute;pria responde:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; eleita toda pessoa que operar a sua pr&oacute;pria salva&ccedil;&atilde;o com temor e tremor. &Eacute; eleito aquele que cingir a armadura, e combater o bom combate da f&eacute;. &Eacute; eleito quem vigiar e orar, quem examinar as Escrituras, e fugir da tenta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; eleito aquele que continuamente tiver f&eacute;, e que for obediente a toda a palavra que sai da boca de Deus.38<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A reden&ccedil;&atilde;o &eacute; oferta gratuita, que precisa ser &lsquo;aceita&rsquo; pela a&ccedil;&atilde;o humana. Assim sendo, o ser humano tem o poder de negar a reden&ccedil;&atilde;o ao n&atilde;o se deixar tocar pela gratuidade, pela gra&ccedil;a. Ou seja, o n&atilde;o cumprimento das condi&ccedil;&otilde;es &eacute; a nega&ccedil;&atilde;o da reden&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ap&oacute;s termos descrito e analisado alguns aspectos fundamentais referentes &agrave; quest&atilde;o da reden&ccedil;&atilde;o em Ellen G. White, agora precisamos concentrar a an&aacute;lise nos elementos educa&ccedil;&atilde;o\/reden&ccedil;&atilde;o, juntos. &Eacute; o que faremos a seguir.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Educa&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No pensamento de Ellen G. White existe similaridade entre educa&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o, a ponto dela afirmar que &ldquo;no mais alto sentido, a obra da educa&ccedil;&atilde;o e da reden&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma&rdquo;.39&nbsp;Como observa Snorrason, &ldquo;o contexto no qual este humanamente imposs&iacute;vel alvo da educa&ccedil;&atilde;o &eacute; dado &eacute; soteriol&oacute;gico&rdquo;.40&nbsp;Segue-se, ent&atilde;o, que quando White falou de educa&ccedil;&atilde;o &lsquo;no mais alto sentido&rsquo;, ela estava falando de educa&ccedil;&atilde;o redentiva, religiosa, especificamente da educa&ccedil;&atilde;o crist&atilde;.41&nbsp;Assim sendo, a educa&ccedil;&atilde;o crist&atilde; n&atilde;o pode ser dissociada da reden&ccedil;&atilde;o, pois elas s&atilde;o uma s&oacute; obra. E se a educa&ccedil;&atilde;o e a reden&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma &uacute;nica obra, realidade ou processo, &eacute; fundamental entender quais os poss&iacute;veis aspectos que evidenciam essa similaridade.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Fun&ccedil;&atilde;o restauradora<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Um primeiro aspecto que torna a educa&ccedil;&atilde;o e a reden&ccedil;&atilde;o uma s&oacute; obra &eacute; a fun&ccedil;&atilde;o restauradora de ambas. Nesse sentido, as palavras de Ellen G. White s&atilde;o que &ldquo;restaurar no homem a imagem de seu Autor, lev&aacute;-lo de novo &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o em que fora criado [&hellip;] &ndash; esta deveria ser a obra da reden&ccedil;&atilde;o. Este &eacute; o objetivo da educa&ccedil;&atilde;o, o grande objetivo da vida&rdquo;.42&nbsp;Se uma a&ccedil;&atilde;o restauradora se faz necess&aacute;ria, &eacute; indispens&aacute;vel perguntar a raz&atilde;o dela. Al&eacute;m do mais, cabe esclarecer o que significaria &ldquo;restaurar no homem a imagem de seu Autor&rdquo;.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Por que se faz necess&aacute;ria uma Restaura&ccedil;&atilde;o?<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pela &oacute;tica whiteana, torna-se imperativo voltar ao relato b&iacute;blico da cria&ccedil;&atilde;o e recordar que &ldquo;quando Ad&atilde;o saiu das m&atilde;os do Criador, ele trazia em sua natureza f&iacute;sica, intelectual e espiritual, a semelhan&ccedil;a de seu Criador&rdquo;.43&nbsp;Com esta semelhan&ccedil;a, era o objetivo de Deus que &ldquo;quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a gl&oacute;ria do Criador&rdquo;,44&nbsp;imagem esta que se manifestaria pelo desenvolvimento cont&iacute;nuo de todas suas faculdades.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pela desobedi&ecirc;ncia, por&eacute;m, isto se perdeu. Com o pecado a semelhan&ccedil;a divina ficou obscurecida, sendo quase que totalmente apagada. Enfraqueceu-se a capacidade f&iacute;sica do homem e sua capacidade mental diminuiu; ofuscou-se-lhe a vis&atilde;o espiritual. Tornou-se sujeito &agrave; morte. Todavia, o ser humano n&atilde;o foi deixado sem esperan&ccedil;a. Por infinito amor e miseric&oacute;rdia foi concebido o plano da salva&ccedil;&atilde;o, concedendo-se um tempo de gra&ccedil;a.45<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No entender de Ellen G. White, a fun&ccedil;&atilde;o restauradora da educa&ccedil;&atilde;o e da reden&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria devido &agrave; queda, pois, embora exista &ldquo;em cada cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o somente poder intelectual, mas espiritual &ndash; percep&ccedil;&atilde;o do que &eacute; reto, anelo de bondade&rdquo;,46&nbsp;h&aacute; contra estes princ&iacute;pios &ldquo;um poder contendor, antag&ocirc;nico. [&hellip;] H&aacute; em sua natureza um pendor para o mal, uma for&ccedil;a &agrave; qual, sem aux&iacute;lio, n&atilde;o poder&aacute; ele resistir.&rdquo;47<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ao destacar o problema do mal como constituinte da natureza humana, White ecoa o pensamento de conhecidos te&oacute;logos e fil&oacute;sofos. De acordo com Mondin, ao longo da hist&oacute;ria o problema do mal despertou o interesse em muitos g&ecirc;nios do pensamento religioso e filos&oacute;fico, dentre os quais &ldquo;o autor do livro de J&oacute;, Or&iacute;genes, Agostinho, Bo&eacute;cio, Anselmo, Tom&aacute;s de Aquino, Cusano, Pascal, Leibniz, De Maistre, Schelling e outros&rdquo;.48<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Juan Antonio Estrada, te&oacute;logo e fil&oacute;sofo, afirma que &ldquo;como elemento constitutivo da experi&ecirc;ncia humana [o mal] sempre foi um problema central da filosofia e da religi&atilde;o&rdquo;.49&nbsp;E sendo um assunto relacionado &agrave; origem e finalidade da vida humana, deve ser profundamente analisado. Para Estrada, &eacute; apropriado estudar o mal do ponto de vista da religi&atilde;o; nesse sentido, ele diz:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A dimens&atilde;o existencial do mal, que mais cedo ou mais tarde experimentamos em n&oacute;s mesmos ou nas pessoas que nos s&atilde;o pr&oacute;ximas, resiste a uma mera especula&ccedil;&atilde;o racional, pr&oacute;pria da reflex&atilde;o filos&oacute;fica, e abre espa&ccedil;o para os testemunhos pessoais. Nisso consiste a superioridade da religi&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; filosofia.50<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Talvez, ent&atilde;o, porque &ldquo;a religi&atilde;o oferece uma resposta global, boa ou m&aacute;, consistente ou n&atilde;o, ao problema do mal&rdquo;,51&nbsp;&eacute; que as pessoas procuram nela &ndash; sen&atilde;o a compreens&atilde;o do fen&ocirc;meno &ndash; pelo menos o rem&eacute;dio para a sua cura.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Se levarmos em conta as dimens&otilde;es do mal adotada por Juan Antonio Estrada,52&nbsp;podemos afirmar que Ellen G. White entende o mal dentro de tr&ecirc;s aspectos diferentes. Em primeiro lugar ela entende que o mal &eacute; uma experi&ecirc;ncia constitutiva do ser humano. &Eacute; o que Estrada chama de &lsquo;mal metaf&iacute;sico&rsquo;. Para Ellen G. White, n&atilde;o se pode pensar em pessoas sem pensar no mal, e n&atilde;o apenas porque as pessoas s&atilde;o m&aacute;s, mas porque se vive na depend&ecirc;ncia dele; ela diz que o ser humano vive num &ldquo;estado de culpa&rdquo;.53&nbsp;Em outras palavras, o mal &eacute; da natureza humana, a qual ficou &ldquo;depravada pelo pecado&rdquo;.54<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Por outro lado, Ellen G. White compreende que devido ao mal ser um constitutivo das pessoas, a ra&ccedil;a humana est&aacute; exposta a outro tipo de mal, a dor e o sofrimento, chamado por Estrada de &lsquo;mal f&iacute;sico&rsquo;; &eacute; o mal como viv&ecirc;ncia. De fato, o conhecimento e a pr&aacute;tica do mal acompanham o ser humano &ldquo;por todos os dias de sua vida&rdquo;, desde o momento em que Ad&atilde;o e Eva livremente o escolheram.55Como resultado disso, o ser humano vivencia &ldquo;a onda de desgra&ccedil;as que emanou da transgress&atilde;o de nossos primeiros pais&rdquo;.56&nbsp;Infelizmente &ldquo;o pecado deles abriu as portas do dil&uacute;vio das desgra&ccedil;as sobre o mundo&rdquo;.57<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em terceiro lugar, Ellen G. White entende que o mal significa atos e a&ccedil;&otilde;es &ndash; que Estrada chama de &lsquo;mal moral&rsquo;. De acordo com Estrada, &eacute; devido &agrave; exist&ecirc;ncia da moral que o ser humano tem &ldquo;a consci&ecirc;ncia do pecado e da culpa e o anseio de justi&ccedil;a e perd&atilde;o como sua contrapartida&rdquo;.58&nbsp;Neste sentido, White afirma que o ser humano vive num &ldquo;estado de culpa consciente&rdquo;.59&nbsp;Ou seja, a pessoa sabe quando suas pr&aacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o m&aacute;s, sentindo-se culpada por elas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Enquanto que para Estrada o mal moral limita-se a a&ccedil;&otilde;es que quebram c&oacute;digos de conduta da sociedade &ndash; o mal &eacute; o produto das a&ccedil;&otilde;es humanas, diz ele60&nbsp;&ndash; para Ellen G. White o mal moral tamb&eacute;m se refere &agrave; quebra dos c&oacute;digos de conduta divinos.61&nbsp;S&atilde;o eles que regem a conduta humana. Assim sendo, a desobedi&ecirc;ncia &agrave;s leis de Deus tamb&eacute;m est&aacute; na esfera do mal moral.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Como se v&ecirc;, Ellen G. White constata marcado antagonismo na natureza humana, e sua explica&ccedil;&atilde;o para essa profunda realidade espiritual e antropol&oacute;gica &eacute; a queda, que aponta, de modo amplo, para o aparecimento do mal na humanidade e, de modo espec&iacute;fico, para a tens&atilde;o que esse mal provoca na experi&ecirc;ncia humana. Provavelmente, ela se inspira nas palavras do ap&oacute;stolo Paulo, o que evidencia essa tens&atilde;o nas seguintes palavras:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Porque eu sei que em mim, isto &eacute;, na minha carne, n&atilde;o habita bem nenhum, pois o querer o bem est&aacute; em mim; n&atilde;o, por&eacute;m, o efetu&aacute;-lo. Porque n&atilde;o fa&ccedil;o o bem que prefiro, mas o mal que n&atilde;o quero, esse fa&ccedil;o. Desventurado homem que sou! Quem me livrar&aacute; do corpo desta morte?62<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Conclui-se, ent&atilde;o, que a a&ccedil;&atilde;o restauradora se faz necess&aacute;ria devido &agrave; queda, que entronizou o mal na humanidade com consequ&ecirc;ncias nefastas. &Eacute; necess&aacute;rio, pois, lidar com o mal. A restaura&ccedil;&atilde;o, deste modo, teria o objetivo de combater e eliminar o mal. Todavia, este pareceria ser um objetivo geral, e Ellen G. White se refere especificamente a &ldquo;restaurar no homem a imagem de seu Autor&rdquo;. O nosso pr&oacute;ximo passo, ent&atilde;o, &eacute; entender pontualmente essa express&atilde;o. Comecemos por uma afirma&ccedil;&atilde;o que aponta para uma explica&ccedil;&atilde;o adequada:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O homem foi formado &agrave; semelhan&ccedil;a de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. Sua mente era capaz de compreender as coisas divinas. Suas afei&ccedil;&otilde;es eram puras; seus apetites e paix&otilde;es estavam sob o controle da raz&atilde;o. Ele era santo e feliz tendo a imagem de Deus e em perfeita obedi&ecirc;ncia &agrave; Sua vontade.63<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No par&aacute;grafo acima se percebe que a express&atilde;o whiteana &ldquo;formado &agrave; semelhan&ccedil;a de Deus&rdquo; refere-se &agrave; completude na natureza humana, nos aspectos f&iacute;sico, mental, emocional e espiritual. Entretanto, a autora tamb&eacute;m destaca a incompletude humana quando afirma que caso o ser humano tivesse permanecido fiel a Deus, &ldquo;teria ele continuado a obter novos tesouros de conhecimentos, a descobrir novas fontes de felicidade e a alcan&ccedil;ar concep&ccedil;&otilde;es cada vez mais claras da sabedoria, do poder e do amor de Deus&rdquo;.64&nbsp;Logo, embora o ser humano possu&iacute;sse determinada completude, ainda tinha um longo caminho a percorrer. Ellen G. White chama a aten&ccedil;&atilde;o para o inacabamento, e nisto h&aacute; proximidade com o pensamento do educador Paulo Freire, o qual argumenta que &ldquo;as ra&iacute;zes da educa&ccedil;&atilde;o mesma, como manifesta&ccedil;&atilde;o exclusivamente humana&rdquo; podem ser encontradas no fato de os homens se saberem inacabados, tendo &ldquo;a consci&ecirc;ncia de sua inconclus&atilde;o&rdquo;.65&nbsp;Usando as palavras freireanas, pode-se afirmar, ent&atilde;o, que as ideias de White sobre a completude e incompletude s&atilde;o uma esp&eacute;cie de estar sendo para poder ser. Nesse sentido, parece que tanto a concep&ccedil;&atilde;o freireana quanto a whiteana instam a educa&ccedil;&atilde;o a se refazer constantemente. Afinal, ela est&aacute; sendo. E &eacute; no processo de se refazer constantemente que a educa&ccedil;&atilde;o refaz o educando, restaurando-o continuamente.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mas, afinal, o que teria ocorrido com a imagem de Deus no ser humano devido &agrave; queda? Ellen G. White afirma que &ldquo;com o pecado a semelhan&ccedil;a divina ficou obscurecida, sendo quase que totalmente apagada&rdquo;.66&nbsp;E especifica o que seria esse obscurecimento: &ldquo;Enfraqueceu-se a capacidade f&iacute;sica do homem e sua capacidade mental diminuiu; ofuscou-se-lhe a vis&atilde;o espiritual. Tornou-se sujeito &agrave; morte&rdquo;.67&nbsp;A partir das palavras whiteanas, creio ser poss&iacute;vel pensar num ser humano n&atilde;o apenas enfraquecido, mas desintegrado devido &agrave; n&atilde;o possibilidade do uso apropriado de suas potencialidades. Usando a concep&ccedil;&atilde;o do soci&oacute;logo Edgar Morin, dir&iacute;amos que foi afetada a &ldquo;unidade complexa da natureza humana&rdquo;, instaurando-se desequil&iacute;brio e fragmenta&ccedil;&atilde;o nos campos &ldquo;f&iacute;sico, biol&oacute;gico, ps&iacute;quico, cultural, social, hist&oacute;rico&rdquo;,68&nbsp;e, acrescentaria White, espiritual.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; nesse clima de desestabilidade que deve ser compreendida a observa&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White de que tanto a reden&ccedil;&atilde;o como a educa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m como objetivo &ldquo;restaurar no homem a imagem de seu Criador, lev&aacute;-lo de volta &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o69&nbsp;em que fora criado, promover o desenvolvimento do corpo, mente e esp&iacute;rito&rdquo;.70&nbsp;&Eacute; importante notar que, diante do desequil&iacute;brio da unidade complexa da natureza humana, a educa&ccedil;&atilde;o e a reden&ccedil;&atilde;o promovem o fortalecimento justamente da totalidade do ser. Pensar diferentemente &ndash; por exemplo, numa educa&ccedil;&atilde;o que trate apenas de quest&otilde;es cognitivas, ou numa reden&ccedil;&atilde;o que trate apenas de quest&otilde;es espirituais &ndash; seria provavelmente entendido por Ellen G. White como ideias &ldquo;demasiadamente acanhadas&rdquo;.71&nbsp;Em outras palavras, a restaura&ccedil;&atilde;o da imagem de Deus seria ou implicaria no desenvolvimento completo, hol&iacute;stico, do ser humano.72<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Todavia, esse desenvolvimento n&atilde;o seria operacionalizado s&oacute; pela vontade humana, mas como fruto da convers&atilde;o, que produz na pessoa o desejo de mudan&ccedil;a. Ellen G. White entende que a convers&atilde;o &eacute; um &ldquo;poder regenerador, que nenhum olho humano pode ver&rdquo;, o qual &ldquo;gera na alma uma vida nova; cria um novo ser, &agrave; imagem de Deus&rdquo;.73&nbsp;De modo que a convers&atilde;o &eacute; fundamental para a restaura&ccedil;&atilde;o do ser e, consequentemente, &eacute; importante para a educa&ccedil;&atilde;o e a reden&ccedil;&atilde;o. O sujeito restaurado &eacute; um sujeito convertido, em quem a imagem de Deus foi resgatada, tornando-se uma nova criatura em sua plenitude, em sua totalidade. Essa no&ccedil;&atilde;o whiteana sobre a necessidade da convers&atilde;o parece encontrar converg&ecirc;ncia com a ideia do te&oacute;logo e soci&oacute;logo Hugo Assmann a respeito da convers&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o para a solidariedade.74&nbsp;Assmann afirma:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os seres humanos n&atilde;o s&atilde;o &lsquo;naturalmente&rsquo; t&atilde;o solid&aacute;rios quanto parecem supor nossos sonhos de uma sociedade justa e fraternal. Por isso n&atilde;o conv&eacute;m colocar num segundo plano, ou no rol dos pressupostos t&aacute;citos, o complicado problema da educa&ccedil;&atilde;o &ndash; melhor dito: da convers&atilde;o! &ndash; individual e coletiva, imprescind&iacute;vel para que existam predisposi&ccedil;&otilde;es para uma solidariedade efetiva, j&aacute; que esta n&atilde;o conta com &lsquo;instintos naturais&rsquo; adequados.75<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Assmann defende a convers&atilde;o &ndash; individual e coletiva &ndash; como imprescind&iacute;vel para que existam predisposi&ccedil;&otilde;es para uma solidariedade efetiva. Ellen G. White, por sua vez, defende a convers&atilde;o que significa a restaura&ccedil;&atilde;o da imagem de Deus, que implica na restaura&ccedil;&atilde;o do ser total, com efeitos mentais, espirituais e sociais. Ambas as propostas podem ser vistas como efetivas para a busca de uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica que preze pelo envolvimento pr&aacute;tico em a&ccedil;&otilde;es solid&aacute;rias na sociedade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pelo que vimos at&eacute; aqui, n&atilde;o resta d&uacute;vida de que o objetivo &uacute;ltimo da educa&ccedil;&atilde;o whiteana &eacute; a restaura&ccedil;&atilde;o da imagem de Deus no ser humano. De acordo com Snorrason, essa imagem &eacute; composta de alguns elementos, dentre os quais os mais importantes s&atilde;o a liberdade de escolha, dignidade, individualidade e um car&aacute;ter de amor expressos em servi&ccedil;o desinteressado a Deus e aos seres humanos. Tal car&aacute;ter inclui o desenvolvimento do ser inteiro para o servi&ccedil;o. Entretanto, o principal objetivo epistemol&oacute;gico da educa&ccedil;&atilde;o, um conhecimento experimental e pessoal de Deus, &eacute; indispens&aacute;vel para o objetivo educacional &uacute;ltimo &ndash; axiol&oacute;gico e metaf&iacute;sico &ndash; a saber, a restaura&ccedil;&atilde;o da imagem de Deus no ser humano. Este objetivo final da educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; est&aacute;tico, mas din&acirc;mico. O ser humano refletir&aacute; esta imagem, a gl&oacute;ria de Deus, mais e mais atrav&eacute;s da eternidade,76&nbsp;sendo poss&iacute;vel e verific&aacute;vel pelo desenvolvimento completo, hol&iacute;stico, das capacidades humanas.77<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Car&aacute;ter integral<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Um segundo aspecto que tornam a educa&ccedil;&atilde;o e a reden&ccedil;&atilde;o uma s&oacute; obra &eacute; o car&aacute;ter integral de ambas. Ellen G. White afirma que a obra da reden&ccedil;&atilde;o e o objetivo da educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o &ldquo;promover o desenvolvimento do corpo, mente e alma para que se pudesse realizar o prop&oacute;sito divino da sua cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;.78&nbsp;Esta conceitua&ccedil;&atilde;o est&aacute; mais explicitada na cita&ccedil;&atilde;o a seguir:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A verdadeira educa&ccedil;&atilde;o significa mais do que avan&ccedil;ar numa determinada s&eacute;rie de estudos. Significa mais do que a prepara&ccedil;&atilde;o para a vida presente. Ela tem que ver com todo o ser, e com todo o per&iacute;odo de exist&ecirc;ncia poss&iacute;vel ao homem. &Eacute; o desenvolvimento harmonioso dos poderes f&iacute;sicos, intelectuais e espirituais. Prepara o estudante para a alegria do servi&ccedil;o neste mundo e para a alegria mais elevada de um servi&ccedil;o mais amplo no mundo por vir.79<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Considerando que as palavras acima foram escritas em 1903, &eacute; significativo pensar no intuito whiteano de que uma educa&ccedil;&atilde;o completa deve abranger o ser total. Todavia, deve ser ressaltado que o car&aacute;ter integrativo whiteano n&atilde;o se parece completamente &agrave; educa&ccedil;&atilde;o integral ou hol&iacute;stica defendida na atualidade. De acordo com Rafael Yus,<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O termo Educa&ccedil;&atilde;o Hol&iacute;stica foi proposto pelo americano R. Miller (1997) para designar o trabalho de um conjunto heterog&ecirc;neo de liberais, de humanistas e de rom&acirc;nticos que t&ecirc;m em comum a convic&ccedil;&atilde;o de que a personalidade global de cada crian&ccedil;a deve ser considerada na educa&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o consideradas todas as facetas da experi&ecirc;ncia humana, n&atilde;o s&oacute; o intelecto racional e as responsabilidades de voca&ccedil;&atilde;o e cidadania, mas tamb&eacute;m os aspectos f&iacute;sicos, emocionais, sociais, est&eacute;ticos, criativos, intuitivos e espirituais inatos da natureza do ser humano.80<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Como se v&ecirc;, a principal diferen&ccedil;a entre o integralismo whiteano e o defendido por alguns educadores da atualidade radica nos seus fundamentos; enquanto que este se fundamenta em fontes humanistas, aquele argumenta ter sua fonte em Deus, ou no que se compreende de Deus. A principal semelhan&ccedil;a estaria na intencionalidade do desenvolvimento da personalidade global. Neste sentido, ainda no entender de Yus, a educa&ccedil;&atilde;o integral possui oito caracter&iacute;sticas fundamentais: Considera a globalidade da pessoa, desenvolve a espiritualidade, promove as inter-rela&ccedil;&otilde;es, busca o equil&iacute;brio, facilita a coopera&ccedil;&atilde;o, pretende alcan&ccedil;ar a inclus&atilde;o, busca a experi&ecirc;ncia e deseja atingir a contextualiza&ccedil;&atilde;o.81&nbsp;O prop&oacute;sito da educa&ccedil;&atilde;o seria, ent&atilde;o, alimentar todas essas potencialidades.82<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Sendo o aspecto espiritual um elemento diferenciado na concep&ccedil;&atilde;o educacional integral, cabe entender seu significado. Yus explica:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Talvez o tra&ccedil;o mais caracter&iacute;stico e diferenciador da tradi&ccedil;&atilde;o hol&iacute;stica tenha sido, e ainda &eacute;, a &ecirc;nfase dada &agrave;s dimens&otilde;es espirituais dos alunos, um elemento desprezado pelos sistemas educacionais atuais, ou mesmo reduzido a um determinado dogma. O holismo valoriza e desenvolve a espiritualidade como estado de conex&atilde;o de toda a vida, de experi&ecirc;ncia do ser, de sensibilidade e compaix&atilde;o, de divers&atilde;o e esperan&ccedil;a, de sentido de rever&ecirc;ncia e de contempla&ccedil;&atilde;o diante dos mist&eacute;rios do universo, assim como do significado e do sentido da vida. Esse sentimento de harmonia e espiritualidade &eacute; considerado essencial para a constru&ccedil;&atilde;o da paz do planeta.83<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Para Saturnino de la Torre e Maria C&acirc;ndida Moraes, educar n&atilde;o &eacute; apenas valorizar as intelig&ecirc;ncias ou a cogni&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m preocupar-se com a evolu&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia e do esp&iacute;rito. Eles chamam esse processo de&nbsp;<i>sentipensamento<\/i>. Nesse sentido, educar para&nbsp;<i>sentipensar<\/i>&nbsp;&eacute;:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Educar no caminho do amor, da inteireza e da sabedoria. &Eacute; educar o outro na justi&ccedil;a e na solidariedade. [&hellip;] &Eacute; educar sem reprimir ou negar a experi&ecirc;ncia da comunh&atilde;o, a experi&ecirc;ncia do cora&ccedil;&atilde;o, a experi&ecirc;ncia do esp&iacute;rito e a experi&ecirc;ncia do sagrado, reprimidos durante s&eacute;culos em nome de algo que no mundo moderno chamamos de ci&ecirc;ncia.84<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Entretanto, a inclus&atilde;o do espiritual n&atilde;o &eacute; comum nas propostas educacionais e mesmo nas reflex&otilde;es que tentam integrar a espiritualidade &agrave; tem&aacute;tica educacional. Por exemplo, o educador e neurologista Howard Gardner entende ser complicada a possibilidade de uma intelig&ecirc;ncia espiritual. No entanto admite a hip&oacute;tese de uma &ldquo;capacidade de pensar sobre quest&otilde;es c&oacute;smicas e existenciais&rdquo;,85&nbsp;quest&otilde;es estas que abrangem profundos temas teol&oacute;gicos e filos&oacute;ficos, como a exist&ecirc;ncia humana, &ldquo;a natureza da vida, da morte, da felicidade e da trag&eacute;dia&rdquo;.86&nbsp;E ao tratar dessas quest&otilde;es fundamentais, Gardner acredita ser necess&aacute;rio lidar com o tema da religi&atilde;o. Suas palavras neste sentido s&atilde;o que, &ldquo;na maioria das sociedades, os sistemas religiosos, m&iacute;ticos ou filos&oacute;ficos organizados lidam com estas quest&otilde;es, mas as pessoas tamb&eacute;m podem desenvolver suas pr&oacute;prias estruturas existenciais ou espirituais singulares&rdquo;.87<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A esse respeito, Ellen G. White afirma que &ldquo;a verdadeira educa&ccedil;&atilde;o significa mais que um curso de estudo&rdquo;.88&nbsp;Assim como Torre e Moraes, White acredita que o processo educativo vai al&eacute;m do oferecimento da forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica. E, semelhantemente a Yus, compreende que apenas a educa&ccedil;&atilde;o integral &eacute; uma educa&ccedil;&atilde;o completa. Portanto, no contexto educacional whiteano, educar n&atilde;o &eacute; apenas transmitir informa&ccedil;&atilde;o, desenvolvendo meramente a capacidade cognitiva do indiv&iacute;duo; o processo educacional &eacute; completo quando o estudante aprende a aprender, aprende a fazer, aprende a viver junto e aprende a ser,89&nbsp;e creio que &eacute; no&nbsp;<i>aprender a ser<\/i>&nbsp;que se pode pensar a religi&atilde;o, a religiosidade e a espiritualidade humanas, enquanto elementos ontol&oacute;gicos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">George Knight esquematizou os objetivos que fundamentam os afazeres pedag&oacute;gicos do sistema educacional da IASD, desde uma perspectiva whiteana, conforme mostra o figura a seguir.90&nbsp;Essa s&iacute;ntese ressalta que a verdadeira educa&ccedil;&atilde;o significa mais do que a prepara&ccedil;&atilde;o para a vida presente em apenas um campo do saber; fundamenta-se no relacionamento com Deus, impacta a vida di&aacute;ria em seus diversos aspectos e pretende estender-se &agrave; vida por vir.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Como observamos acima, a proposta whiteana de educa&ccedil;&atilde;o se caracteriza por sua clara orienta&ccedil;&atilde;o religiosa. Entretanto, isso n&atilde;o significa que desconsidera o cotidiano, pois a comunh&atilde;o\/relacionamento com Jesus Cristo &eacute; evidenciado pelo desenvolvimento do car&aacute;ter, que preparia a pessoa para uma intera&ccedil;&atilde;o apropriada com a sociedade, no intuito do servi&ccedil;o. De modo que os chamados &ldquo;alvos secund&aacute;rios&rdquo; s&atilde;o assim denominados n&atilde;o por sua pouca import&acirc;ncia, mas porque n&atilde;o devem ser considerados um fim em si mesmos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quando Ellen G. White afirma que a verdadeira educa&ccedil;&atilde;o tem que ver com todo o ser, abrangendo os poderes f&iacute;sicos, intelectuais e espirituais,91&nbsp;indica que n&atilde;o se deve praticar uma educa&ccedil;&atilde;o fragmentada, ou mesmo n&atilde;o se pode enaltecer um aspecto em detrimento de outro. Todavia, como observa Snorrason, ela reconhece as diferen&ccedil;as individuais,92&nbsp;n&atilde;o sendo intransigente em rela&ccedil;&atilde;o a alguns desenvolverem alguma habilidade espec&iacute;fica. Ela entende que &ldquo;alguns s&atilde;o qualificados para exercer maior for&ccedil;a intelectual que outros, enquanto outros s&atilde;o inclinados a amar e desfrutar de trabalho f&iacute;sico&rdquo;;93&nbsp;mas, insiste na ideia de que &ldquo;as culturas moral, intelectual e f&iacute;sica deveriam ser combinadas para ter homens e mulheres bem-desenvolvidos e bem-equilibrados&rdquo;.94Nesse sentido, entende que as pessoas &ldquo;deveriam buscar melhorar onde s&atilde;o deficientes&rdquo;, n&atilde;o se deixando avaliar e ditar seu comportamento pelos h&aacute;bitos e costumes da sociedade e da moda.95<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Implica&ccedil;&otilde;es da educa&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o para a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ao fazer a afirma&ccedil;&atilde;o de que &ldquo;no mais alto sentido, a obra da educa&ccedil;&atilde;o e da reden&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma&rdquo;, Ellen G. White n&atilde;o quer dizer que a educa&ccedil;&atilde;o crist&atilde; despreze as quest&otilde;es seculares ou materiais. Tampouco quer dizer que a educa&ccedil;&atilde;o limita-se a reflex&otilde;es religiosas ou espirituais. Ela mesma afirma, por exemplo, que &ldquo;o intelecto humano precisa expandir-se, e adquirir vigor, agudeza e atividade [&hellip;] A mente deve idear, trabalhar e esfor&ccedil;ar-se a fim de dar solidez e vigor ao intelecto&rdquo;.96Obviamente, ent&atilde;o, n&atilde;o entra em quest&atilde;o aqui um tipo de educa&ccedil;&atilde;o que despreze o preparo cognitivo. Os educadores australianos Collin e Russell Standish captaram apropriadamente o sentido da ideia whiteana ao comentarem que pensar a educa&ccedil;&atilde;o como sin&ocirc;nimo de reden&ccedil;&atilde;o permite transportar &ldquo;os alvos educacionais dos limites do imediato para o &acirc;mbito das realidades eternas&rdquo;.97Al&eacute;m do mais, longe de limitar sua compreens&atilde;o apenas ao n&iacute;vel religioso-espiritual, &ldquo;colocar a educa&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do eterno &eacute; realmente ampliar o sentido e o significado daquilo que est&aacute; acontecendo no presente&rdquo;.98<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Justamente no sentido de cuidar com uma educa&ccedil;&atilde;o limitada em sua abrang&ecirc;ncia, falando aos dirigentes da IASD na d&eacute;cada de 1870, Ellen G. White afirmou que as ideias deles acerca da educa&ccedil;&atilde;o eram demasiadamente acanhadas. Era necess&aacute;rio &ldquo;um escopo mais amplo&rdquo; e &ldquo;um objetivo mais elevado&rdquo;.99&nbsp;Esta educa&ccedil;&atilde;o mais ampla &eacute; possibilitada pela similaridade proposta entre educa&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o, similaridade esta que, como j&aacute; foi dito, permite transportar os objetivos educacionais dos limites do imediato para o campo das realidades eternas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mas, afinal, qual seria esse &ldquo;escopo mais amplo&rdquo; e esse &ldquo;objetivo mais elevado&rdquo;? Em seu livro<i>Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;Ellen G. White descreveu aquilo que pode ser considerado, sinteticamente, seu conceito fundamental e objetivo &uacute;ltimo da educa&ccedil;&atilde;o, a partir do qual se depreendem as particularidades que caracterizam sua pr&aacute;tica pedag&oacute;gica. Esse pequeno par&aacute;grafo aponta, resumidamente, para a natureza da pr&aacute;tica pedag&oacute;gica whiteana. Ela afirma:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A verdadeira educa&ccedil;&atilde;o significa mais do que avan&ccedil;ar numa determinada s&eacute;rie de estudos. Significa mais do que a prepara&ccedil;&atilde;o para a vida presente. Ela tem que ver com todo o ser, e com todo o per&iacute;odo de exist&ecirc;ncia poss&iacute;vel ao homem. &Eacute; o desenvolvimento harmonioso dos poderes f&iacute;sicos, intelectuais e espirituais. Prepara o estudante para a alegria do servi&ccedil;o neste mundo e para a alegria mais elevada de um servi&ccedil;o mais amplo no mundo por vir.100<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A partir desta afirma&ccedil;&atilde;o, destaco duas implica&ccedil;&otilde;es do pensamento de Ellen G. White na pr&aacute;tica pedag&oacute;gica: (1) uma pr&aacute;xis que impacta o sujeito durante toda a sua vida, preenchendo todas suas circunst&acirc;ncias e espa&ccedil;os em que se encontre (&ldquo;todo o per&iacute;odo de exist&ecirc;ncia poss&iacute;vel ao homem&rdquo;), e (2) uma pr&aacute;xis capaz de alcan&ccedil;ar o sujeito em toda sua complexidade, que possibilite desenvolver no educando todas suas potencialidades (&ldquo;ela tem que ver com todo o ser&hellip; &Eacute; o desenvolvimento harmonioso dos poderes f&iacute;sicos, intelectuais e espirituais&rdquo;).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma pr&aacute;xis pedag&oacute;gica que impacta o sujeito ao longo da vida<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Devido &agrave; sua abrang&ecirc;ncia, a proposta whiteana pretende impactar o sujeito durante toda sua vida, atingindo-o, obviamente, em todas as circunst&acirc;ncias e espa&ccedil;os em que se encontre. Deste modo, ter&iacute;amos uma pr&aacute;xis pedag&oacute;gica que fosse al&eacute;m da sala de aula, sendo capaz de unir a educa&ccedil;&atilde;o familiar, escolar, social e eclesial, considerando que estes s&atilde;o os espa&ccedil;os mais importantes do sujeito pensado por Ellen G. White. Essa abrang&ecirc;ncia pode ser verificada nos objetivos gerais da educa&ccedil;&atilde;o whiteana. Com esse prop&oacute;sito em mente, a seguir s&atilde;o sintetizados e comentados esses objetivos gerais da educa&ccedil;&atilde;o.101&nbsp;Primeiramente apresenta-se uma descri&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria, e depois faz-se uma explica&ccedil;&atilde;o um pouco mais detalhada.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen G. White entende que &ldquo;todo o saber e desenvolvimento real t&ecirc;m sua fonte no conhecimento de Deus&rdquo;;102&nbsp;sobre este objetivo repousa seu arcabou&ccedil;o educacional. Ela afirma que a educa&ccedil;&atilde;o que se baseia em Deus &eacute; capaz de renovar a mente e transformar o esp&iacute;rito, al&eacute;m de colocar o estudante diante das grandes li&ccedil;&otilde;es da vida, pois Ele &eacute; a Sabedoria.103&nbsp;Fundamentar a educa&ccedil;&atilde;o em Deus n&atilde;o significa dar um passo no escuro, e muito menos esconder-se na espiritualidade, ignorando o preparo acad&ecirc;mico.104<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No pensamento whiteano, a B&iacute;blia n&atilde;o &eacute; importante apenas para o crescimento moral ou espiritual dos estudantes; mesmo no aspecto cognitivo h&aacute; um grande benef&iacute;cio em seu estudo. Ela entende que &ldquo;a grandeza de seus temas, a nobre simplicidade de suas declara&ccedil;&otilde;es, a beleza de suas imagens, despertam e elevam os pensamentos como nada mais o faz&rdquo;.105&nbsp;Para Ellen G. White, &ldquo;nenhum outro estudo poder&aacute; transmitir tal poder mental como o faz o esfor&ccedil;o para se compreenderem as verdades estupendas da revela&ccedil;&atilde;o&rdquo;&nbsp;106&nbsp;bem como &ldquo;nenhum outro livro pode satisfazer os questionamentos da mente, ou aos anelos do cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.107<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Na concep&ccedil;&atilde;o whiteana, &eacute; fundamental entender que as coisas criadas apresentam sinais de Deus.108&nbsp;A natureza, ent&atilde;o, pode tornar-se um gigantesco comp&ecirc;ndio de ensino-aprendizado, no qual os estudantes podem ver &ldquo;uma express&atilde;o do amor e da sabedoria de Deus&rdquo;.109&nbsp;Nesse sentido, e valorizando o papel da natureza e o impacto que ela causa especialmente nas crian&ccedil;as, Ellen G. White afirma que &ldquo;a &uacute;nica sala de aula para as crian&ccedil;as de oito a dez anos, deve ser ao ar livre, entre as flores a desabrochar e os belos cen&aacute;rios da Natureza&rdquo;.110&nbsp;A valoriza&ccedil;&atilde;o da natureza n&atilde;o se limita &agrave; contempla&ccedil;&atilde;o, mas se requer que os estudantes se envolvam com o cuidado da terra. Ela entende que &ldquo;o trabalho na horta e no campo ser&aacute; uma mudan&ccedil;a agrad&aacute;vel na rotina tediosa das li&ccedil;&otilde;es abstratas a que nunca deveriam circunscrever-se as mentes juvenis.111<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O processo de resgate da imagem do Criador no ser humano tamb&eacute;m implica no desenvolvimento de uma intelig&ecirc;ncia vigorosa. White afirma:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O intelecto humano precisa expandir-se, e adquirir vigor, agudeza e atividade. Deve-se obrig&aacute;-lo a fazer trabalho &aacute;rduo, pois do contr&aacute;rio tornar-se-&aacute; d&eacute;bil e ineficiente. &Eacute; necess&aacute;ria energia cerebral para pensar com mais afinco; deve-se exigir do c&eacute;rebro o m&aacute;ximo a fim de resolver e dominar problemas dif&iacute;ceis, se n&atilde;o haver&aacute; um decr&eacute;scimo de vigor mental e da capacidade de pensar. A mente deve idear, trabalhar e esfor&ccedil;ar-se a fim de dar solidez e vigor ao intelecto.112<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Igualmente, a educa&ccedil;&atilde;o whiteana valoriza e promove o desenvolvimento do pensamento reflexivo, e procura &ndash; mediante as diversas metodologias e t&eacute;cnicas pedag&oacute;gicas &ndash; a forma&ccedil;&atilde;o de estudantes com um elevado senso cr&iacute;tico, formadores de opini&atilde;o. Assim &eacute; expressa essa intencionalidade:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Cada ser humano criado &agrave; imagem de Deus &eacute; dotado de certa faculdade pr&oacute;pria do Criador &ndash; a individualidade &ndash; faculdade esta de pensar e agir. Os homens nos quais se desenvolve essa faculdade s&atilde;o os que encaram responsabilidades, que s&atilde;o os dirigentes nos empreendimentos e que influenciam caracteres. &Eacute; a obra da verdadeira educa&ccedil;&atilde;o desenvolver esta faculdade, preparar os jovens para que sejam pensantes e n&atilde;o meros refletores do pensamento de outrem. Em vez de limitar o seu estudo ao que os homens t&ecirc;m dito ou escrito, sejam os estudantes encaminhados &agrave;s fontes da verdade, aos vastos campos abertos a pesquisas na natureza e na revela&ccedil;&atilde;o. Que contemplem os grandes fatos do dever e do destino, e a mente expandir-se-&aacute; e fortalecer-se-&aacute;.113<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen G. White entende que o processo ensino-aprendizagem deveria ser encarado como muito mais do que um simples adestramento ou disciplina mental. Sua inten&ccedil;&atilde;o deveria ser &ldquo;produzir homens fortes para pensar e agir, homens que sejam senhores e n&atilde;o escravos das circunst&acirc;ncias, homens que possuam amplid&atilde;o de esp&iacute;rito, clareza de pensamento, e coragem nas suas convic&ccedil;&otilde;es&rdquo;.114<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">De acordo com Ellen G. White, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel desenvolver o esp&iacute;rito e a mente de maneira apropriada num corpo enfermo, pois o cuidado da sa&uacute;de f&iacute;sica impacta no desenvolvimento de esp&iacute;rito, car&aacute;ter e mente robustos. Assim sendo, &ldquo;um conhecimento de fisiologia e higiene deve ser a base de todo esfor&ccedil;o educativo&rdquo;.115&nbsp;Isso far&aacute; com que as pessoas sejam influenciadas &ldquo;com o conceito de que o corpo &eacute; um templo em que Deus deseja habitar; que deve ser conservado puro, como a habita&ccedil;&atilde;o de pensamentos elevados e nobres&rdquo;.116<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Por outro lado, os estudantes precisam ser instru&iacute;dos nos diversos campos do saber, mas deve ter-se o cuidado de tamb&eacute;m ensin&aacute;-los no cumprimento dos deveres pr&aacute;ticos da vida di&aacute;ria, pois &ldquo;essa &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o de que tanto se necessita&rdquo;.117&nbsp;De maneira que, t&atilde;o importante quanto a aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o em qualquer ramo da ci&ecirc;ncia, &eacute; orientar os estudantes nas atividades corriqueiras, com as quais se deparam no dia-a-dia.118&nbsp;Os deveres pr&aacute;ticos da vida di&aacute;ria s&atilde;o as ocupa&ccedil;&otilde;es dom&eacute;sticas, aux&iacute;lio aos pais nas pequenas coisas que devem ser feitas em casa e na forma&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de utilidade no lar, deveres estes apropriados &agrave; sua idade.119&nbsp;Quanto &agrave; cidadania, a escola precisa despertar nos estudantes as &ldquo;sensibilidades morais no que respeita a ver e sentir os direitos que a sociedade tem sobre eles&rdquo;.120&nbsp;Assim fazendo, os estudantes podem tornar-se, por preceito e exemplo, uma influ&ecirc;ncia positiva para a sociedade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A educa&ccedil;&atilde;o whiteana valoriza o bom uso da vontade pr&oacute;pria. A este respeito, ela escreveu que se deve compreender &ldquo;a verdadeira for&ccedil;a da vontade. Esta &eacute; o poder que governa a natureza do homem, o poder da decis&atilde;o ou de escolha. Tudo depende da reta a&ccedil;&atilde;o da vontade. O poder da escolha deu-o Deus ao homem; a ele compete exerc&ecirc;-lo&rdquo;.121&nbsp;Desse modo, o processo ensino-aprendizado envolveria mais do que mera assimila&ccedil;&atilde;o de uma informa&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, Ellen G. White adverte que &ldquo;a educa&ccedil;&atilde;o que consiste no exerc&iacute;cio da mem&oacute;ria, com a tend&ecirc;ncia de desencorajar o pensamento independente, tem uma influ&ecirc;ncia moral que &eacute; pouco tomada em conta&rdquo;.122&nbsp;Qual seria essa influ&ecirc;ncia? &ldquo;Ao sacrificar o estudante a faculdade de raciocinar e julgar por si mesmo, torna-se incapaz de discernir entre a verdade e o erro, e cai f&aacute;cil presa do engano&rdquo;.123<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Como se percebe, Ellen G. White acredita que a educa&ccedil;&atilde;o deve formar um estudante aut&ocirc;nomo, que saiba fazer boas escolhas, assim como administrar suas decis&otilde;es e assumir a responsabilidade por elas. Afinal, a pessoa &ldquo;que confia no ju&iacute;zo de outrem, mais cedo ou mais tarde ser&aacute; por certo corrompido&rdquo;.124&nbsp;Essa autonomia implica em pensamento cr&iacute;tico,125&nbsp;o que significa pensar com liberdade, sem necessariamente repetir discursos formados e aceitos; o pensamento cr&iacute;tico inclui pensar para al&eacute;m do aceito, do estabelecido, daquilo entendido como normalidade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A educa&ccedil;&atilde;o whiteana estimula que haja nas escolas um ambiente de valoriza&ccedil;&atilde;o das pessoas, independentemente de ra&ccedil;a, religi&atilde;o ou sexo. &ldquo;Tanto quanto poss&iacute;vel&rdquo;, diz White, &ldquo;deve cada crian&ccedil;a ser ensinada a confiar em si mesma. Pondo em exerc&iacute;cio as v&aacute;rias faculdades, aprender&aacute; onde &eacute; mais forte e em que &eacute; deficiente&rdquo;.126&nbsp;Reconhecendo o papel decisivo dos professores neste empreendimento, ela afirma que &ldquo;o s&aacute;bio instrutor dar&aacute; especial aten&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento dos tra&ccedil;os mais fracos, para que a crian&ccedil;a possa formar um car&aacute;ter bem equilibrado e harmonioso&rdquo;.127Essas orienta&ccedil;&otilde;es fazem sentido, mais ainda hoje quando pesquisas sobre intelig&ecirc;ncia emocional t&ecirc;m esclarecido o papel da autoestima no processo educacional. O psic&oacute;logo Maxwell Maltz, por exemplo, afirma que o sentimento de inferioridade contribui para a manifesta&ccedil;&atilde;o de dist&uacute;rbios de ansiedade, falta de adapta&ccedil;&atilde;o social, mau desempenho escolar, expuls&atilde;o da escola, delinq&uuml;&ecirc;ncia, etc.128&nbsp;Ou seja, muitos conflitos pessoais acontecem devido &agrave; baixa autoestima e em decorr&ecirc;ncia da pouca expectativa que as pessoas colocam sobre si mesmas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Finalmente, a educa&ccedil;&atilde;o whiteana fala da import&acirc;ncia de se ensinar, por preceito e exemplo, li&ccedil;&otilde;es de compaix&atilde;o, amabilidade, piedade, cortesia, alegria e afeto, como caracter&iacute;sticas fundamentais que possibilitam a boa conviv&ecirc;ncia entre as pessoas.129&nbsp;Ela tamb&eacute;m valoriza a disposi&ccedil;&atilde;o de coopera&ccedil;&atilde;o entre os estudantes, o que inibe a forma&ccedil;&atilde;o de estudantes ego&iacute;stas, interessados apenas em seu bem-estar. Quanto a isso, Ellen G. White assevera:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A coopera&ccedil;&atilde;o deve ser o esp&iacute;rito da sala de aulas, a lei de sua vida. O professor que adquire a coopera&ccedil;&atilde;o de seus disc&iacute;pulos consegue um aux&iacute;lio imprescind&iacute;vel na manuten&ccedil;&atilde;o da ordem. Nos servi&ccedil;os da sala de aula muitos rapazes, cujo estado irrequieto acarreta desordem e insubordina&ccedil;&atilde;o, encontrariam vaz&atilde;o &agrave; sua energia sup&eacute;rflua. Que os mais velhos ajudem aos mais novos, os fortes aos fracos; e, quanto poss&iacute;vel, seja cada um chamado a fazer algo em que se distinga. Isso fomentar&aacute; o respeito pr&oacute;prio e o desejo de ser &uacute;til.130<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pode-se perceber nos objetivos gerais da educa&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica que impacta o sujeito durante toda a sua vida, em todas as circunst&acirc;ncias. Seja o senso de adora&ccedil;&atilde;o, a valoriza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento das potencialidades humanas, bem como o envolvimento com a sociedade, tudo isso ocorre ao longo da vida. Assim sendo, a educa&ccedil;&atilde;o deveria ser estruturada em todas as suas esferas &ndash; familiar, escolar, social e eclesial &ndash; com o intuito de alcan&ccedil;ar sempre o sujeito, e n&atilde;o apenas no per&iacute;odo escolar, ou enquanto durar sua educa&ccedil;&atilde;o formal.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Uma pr&aacute;xis pedag&oacute;gica que impacta o sujeito em toda sua complexidade<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em segundo lugar, o impacto da compreens&atilde;o whiteana de educa&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o implica em alcan&ccedil;ar o sujeito em toda sua complexidade. Deste modo, ter&iacute;amos uma educa&ccedil;&atilde;o preocupada em desenvolver no educando todas suas potencialidades, e n&atilde;o apenas as habilidades cognitivas. Essa abrang&ecirc;ncia pode ser verificada nos objetivos espec&iacute;ficos em rela&ccedil;&atilde;o aos estudantes. A seguir, esses objetivos s&atilde;o sintetizados e posteriormente comentados.131<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A educa&ccedil;&atilde;o whiteana prioriza o cultivo da &ldquo;retid&atilde;o de cora&ccedil;&atilde;o e lealdade para com Deus&rdquo;,132&nbsp;em conson&acirc;ncia com seu objetivo principal, que &eacute; &ldquo;o desenvolvimento harm&ocirc;nico das faculdades f&iacute;sicas, intelectuais e espirituais&rdquo;.133&nbsp;Ao mesmo tempo, a autora afirma a necessidade de condi&ccedil;&otilde;es para que o estudante desenvolva conduta reta, na expectativa de que se torne algu&eacute;m &uacute;til, possuidor de valor moral e integridade.134&nbsp;Observa-se que essa &eacute; uma quest&atilde;o fundamental no pensamento whiteano, mais importante at&eacute; que o cumprimento do curr&iacute;culo escolar, embora uma coisa n&atilde;o substitua a outra. Ellen G. White assim se expressou a esse respeito:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A maior necessidade do mundo &eacute; a de homens &ndash; homens que se n&atilde;o comprem nem se vendam; homens que no &iacute;ntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que n&atilde;o temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consci&ecirc;ncia seja t&atilde;o fiel ao dever, como a b&uacute;ssola o &eacute; ao p&oacute;lo; homens que permane&ccedil;am firmes pelo que &eacute; reto, ainda que caiam os c&eacute;us.135<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen G. White entende que os sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m educ&aacute;veis, sendo poss&iacute;vel desenvolv&ecirc;-los e control&aacute;-los. Ent&atilde;o, o estudante pode aprender a dominar suas emo&ccedil;&otilde;es, controlar suas atitudes e pesar seu julgamento, agindo sempre com bondade, a despeito da injusti&ccedil;a. A autora sugere que desde cedo na vida a pessoa deve ficar &ldquo;acostumada &agrave; submiss&atilde;o, ren&uacute;ncia e considera&ccedil;&atilde;o pela felicidade de outrem&rdquo;. Entende que os jovens &ldquo;devem ser ensinados a subjugar seu temperamento repentino, a conter a palavra apaixonada, a manifestar invari&aacute;vel bondade, cortesia e dom&iacute;nio pr&oacute;prio&rdquo;.136&nbsp;Hoje se sabe que a intelig&ecirc;ncia emocional &eacute; fundamental e significativa para o sucesso e felicidade,137&nbsp;justificando assim a import&acirc;ncia desse treinamento na sala de aula.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, Ellen G. White afirma que o estudante precisa desenvolver a intelig&ecirc;ncia interpessoal, relacionando-se apropriadamente com pequenos e grandes grupos, cooperando com todos, fortalecendo a uni&atilde;o entre a fam&iacute;lia e os amigos. Por causa disso, ela acredita que o ambiente escolar deve oferecer condi&ccedil;&otilde;es apropriadas ao estudante para o desenvolvimento de relacionamentos saud&aacute;veis, partindo do respeito a si mesmo, com a finalidade de respeitar a dignidade das pessoas, e finalmente considerando a todos como membros &ldquo;da grande fraternidade humana&rdquo;.138<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O estudante precisa conviver com situa&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas que o motivem e ensinem a tomar decis&otilde;es mediante escolhas s&aacute;bias. Compreende-se, ent&atilde;o, que &eacute; importante orient&aacute;-lo em seu processo de escolha e decis&atilde;o. Nesse intento, White valoriza a capacidade de raciocinar, pois &ldquo;todo ser humano dotado de raz&atilde;o tem o poder de escolher o que &eacute; reto&rdquo;.139&nbsp;Para poder escolher o que &eacute; certo, o estudante precisa ter a compet&ecirc;ncia de refletir em suas decis&otilde;es e escolhas, assim como emitir julgamento cr&iacute;tico sobre tudo aquilo que v&ecirc; ao seu redor. Sobre essa tem&aacute;tica, as palavras de Ellen G. White s&atilde;o:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os professores devem levar os estudantes a pensar, e a entender claramente a verdade por si mesmos. N&atilde;o &eacute; suficiente ao mestre explicar, ou ao aluno crer; deve ser suscitado o esp&iacute;rito de investiga&ccedil;&atilde;o, e o estudante deve ser atra&iacute;do a enunciar a verdade em sua pr&oacute;pria linguagem, tornando assim evidente que ele v&ecirc; sua for&ccedil;a e faz a aplica&ccedil;&atilde;o. Por trabalhosos esfor&ccedil;os, as verdades vitais devem assim ser gravadas na mente. Este pode ser um processo lento; &eacute;, por&eacute;m, mais valioso do que passar correndo sobre assuntos importantes, sem a devida considera&ccedil;&atilde;o.140<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A autora n&atilde;o compactua com a pr&aacute;tica de uma obedi&ecirc;ncia cega. Ela n&atilde;o defende nem mesmo a obedi&ecirc;ncia imposta; seu princ&iacute;pio &eacute; de que &ldquo;&eacute; melhor pedir do que ordenar; aquele a quem assim nos dirigimos tem oportunidade de se mostrar leal aos princ&iacute;pios retos. Sua obedi&ecirc;ncia &eacute; o resultado da escolha em vez de o ser da coa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.141Ao dizer que a obedi&ecirc;ncia deve ser resultado da op&ccedil;&atilde;o, provavelmente ela est&aacute; criticando a vis&atilde;o dominante de obedi&ecirc;ncia. Da&iacute; que sua defesa da import&acirc;ncia de desenvolver no estudante a disposi&ccedil;&atilde;o de obedecer, bem como o rigor com as quest&otilde;es que envolvem desobedi&ecirc;ncia e afronta &agrave; autoridade, deve ser compreendida no contexto de sua no&ccedil;&atilde;o de uma obedi&ecirc;ncia que resulta da escolha.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen G. White adverte sobre o excessivo tempo dedicado ao cultivo da mente, enquanto se negligencia o conhecimento do pr&oacute;prio organismo, na cren&ccedil;a de que o corpo cuidar&aacute; de si mesmo. Suas palavras a este respeito s&atilde;o de que &ldquo;todo estudante deve saber cuidar de si mesmo de tal maneira que conserve a sa&uacute;de nas melhores condi&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis, resistindo &agrave; debilidade e &agrave; doen&ccedil;a&rdquo;.142&nbsp;No caso da pessoa ser alcan&ccedil;ada por alguma enfermidade ou acidente, &ldquo;deve saber enfrentar as emerg&ecirc;ncias comuns&rdquo;.143<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Al&eacute;m das atividades escolares formais, Ellen G. White entende que h&aacute; importantes atividades que ocorrem fora da sala de aula e que envolvem importante aprendizado. De acordo com Cadwallader, h&aacute; dois tipos de atividades f&iacute;sicas de aprendizado extra-classe que s&atilde;o apresentadas por Ellen G. White, nomeadas como trabalho manual e deveres dom&eacute;sticos.144&nbsp;O trabalho manual era aquele feito pelo estudante enquanto estava na &aacute;rea de fazenda da escola,145&nbsp;bem como a constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios. No pensamento whiteano, ningu&eacute;m pode ser considerado educado se n&atilde;o aprendeu a trabalhar com suas m&atilde;os. O trabalho manual tem muitos benef&iacute;cios que podem ser classificados como f&iacute;sico, de sa&uacute;de, moral, vocacional e at&eacute; mesmo intelectual.146&nbsp;Por isso, o trabalho deveria ter um lugar importante no curr&iacute;culo e, extracurricularmente, em grande parte poderia substituir os jogos e esportes.147&nbsp;J&aacute; os deveres dom&eacute;sticos incluiam as atividades de trabalho dom&eacute;stico na cozinha, sala de jantar, dormit&oacute;rios ou alojamentos de estudante e o quarto individual do estudante.148&nbsp;Em acr&eacute;scimo, Ellen G. White afirma que &ldquo;os que est&atilde;o sempre ocupados e que animosamente cumprem suas tarefas di&aacute;rias, s&atilde;o os mais felizes e gozam a melhor sa&uacute;de&rdquo;, de maneira que &ldquo;a mais pura e elevada alegria vem &agrave;queles que fielmente cumprem os deveres designados&rdquo;.149<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Finalmente, a educa&ccedil;&atilde;o deve preocupar-se em desenvolver nos estudantes o interesse pela comunidade, assim como cultivar neles o esp&iacute;rito filantr&oacute;pico. &ldquo;A satisfa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as por serem &uacute;teis e praticarem atos de abnega&ccedil;&atilde;o para ajudar a outros&rdquo;, diz White, &ldquo;ser&aacute; o prazer mais salutar que j&aacute; experimentaram&rdquo;.150&nbsp;Sobre este prop&oacute;sito, a autora afirma:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Desde bem cedo, deve-se ministrar &agrave; crian&ccedil;a a li&ccedil;&atilde;o da prestimosidade. Logo que suas for&ccedil;as e o poder de racioc&iacute;nio estejam suficientemente desenvolvidos, deveria ser dadas a ela tarefas para desempenhar em casa. Deve ser estimulada a tentar auxiliar o pai e a m&atilde;e, estimulada a ser abnegada e a controlar a si mesma, a colocar a felicidade e o bem-estar dos outros acima dos seus, a estar atenta &agrave;s oportunidades de animar e ajudar os irm&atilde;os, os companheiros, e a mostrar bondade para com os idosos, os doentes e os infelizes. Quanto mais profundamente o esp&iacute;rito de verdadeiro servi&ccedil;o permear o lar, tanto mais profundamente ele se desenvolver&aacute; na vida das crian&ccedil;as. Elas aprender&atilde;o a encontrar prazer em servir e sacrificar-se pelo bem dos outros.151<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pode perceber-se nos objetivos espec&iacute;ficos relacionados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos estudantes uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica voltada a atingir o sujeito em toda sua complexidade. A partir do paradigma de que &eacute; necess&aacute;rio restaurar no ser humano a imagem do Criador, Ellen G. White prop&otilde;e mecanismos que permitem o cumprimento desse alvo espec&iacute;fico, e que impactam a pessoa em todas suas dimens&otilde;es: a mental (desenvolver pensamento cr&iacute;tico e reflexivo, desenvolver a capacidade de fazer escolhas e tomar decis&otilde;es, obedecer conscientemente os princ&iacute;pios e normas), a social (desenvolver relacionamentos saud&aacute;veis, cultivar desprendimento de si mesmo e solidariedade), a emocional (ter equil&iacute;brio emocional, desenvolver car&aacute;ter &iacute;ntegro), a f&iacute;sica (conhecer e vivenciar as leis da sa&uacute;de, envolver-se em atividades que requeiram esfor&ccedil;o f&iacute;sico) e a espiritual (ser leal a Deus e valorizar o que &eacute; espiritual). Al&eacute;m do mais, a dimens&atilde;o espiritual pode incluir, como vimos na cita&ccedil;&atilde;o anterior, &ldquo;o esp&iacute;rito do verdadeiro servi&ccedil;o&rdquo;, pois, como fica claro em Ellen G. White, a alegria de servir &eacute; uma caracter&iacute;stica que une a vida daqui com a do C&eacute;u, sendo uma responsabilidade essencial da educa&ccedil;&atilde;o.152<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">De modo que uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica que alcance o sujeito em toda sua complexidade, al&eacute;m de atender ao educando, promovendo seu desenvolvimento completo, sintoniza-o com a demanda da sociedade, aonde, como vimos, vive-se multidimensionalmente, exigindo uma forma&ccedil;&atilde;o e postura igualmente amplas. Ao que tudo indica, a ideia whiteana de uma educa&ccedil;&atilde;o que &ldquo;tem que ver com todo o ser&rdquo;, est&aacute; em sintonia com as demandas da contemporaneidade.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Resumo e considera&ccedil;&otilde;es finais<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Neste artigo tratei da no&ccedil;&atilde;o de reden&ccedil;&atilde;o nos escritos de Ellen G. White. Segundo a autora, reden&ccedil;&atilde;o &eacute; um tema que vai al&eacute;m da compreens&atilde;o humana; embora seja uma obra maravilhosa, &eacute; o &ldquo;o mist&eacute;rio dos mist&eacute;rios&rdquo;. Por qu&ecirc;? Inicialmente porque implica na assun&ccedil;&atilde;o da humanidade por parte de Cristo, processo deveras misterioso &agrave; humanidade. Al&eacute;m disso, devido &agrave; inesgotabilidade do tema, a mente humana tem dificuldade para captar racionalmente o quadro completo do significado da cruz; &eacute; um mist&eacute;rio no sentido de ser de dif&iacute;cil compreens&atilde;o. Todavia, paradoxalmente, &eacute; poss&iacute;vel compreender a reden&ccedil;&atilde;o. Como? Mediante uma experi&ecirc;ncia pessoal; a reden&ccedil;&atilde;o se daria na experi&ecirc;ncia da vida.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Tamb&eacute;m percebemos que para Ellen G. White a reden&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo, compondo-se de diversos elementos, tais como o pecado, o arrependimento, a justifica&ccedil;&atilde;o e a santifica&ccedil;&atilde;o, que ocorrem de modo sucessivo, alterando por completo a vida da pessoa. Como processo, a salva&ccedil;&atilde;o &eacute; mais do que algo planificado ou definido; a compreens&atilde;o whiteana de &ldquo;plano&rdquo; tem a ver mais com prop&oacute;sitos, meios e realiza&ccedil;&atilde;o, do que apenas a &ecirc;nfase em algo j&aacute; definido. Al&eacute;m disso, reden&ccedil;&atilde;o &eacute; conhecimento de Cristo. Seria, ent&atilde;o, uma experi&ecirc;ncia no &acirc;mbito da vida di&aacute;ria, pois quem conhece Cristo e possui seu amor, exerce influ&ecirc;ncia nos demais. Dessa maneira, o estudo da reden&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um exerc&iacute;cio te&oacute;rico, limitado &agrave; discuss&atilde;o conceitual, informacional, pois o evangelho &eacute; um sistema de verdades pr&aacute;ticas destinadas a efetuar grandes modifica&ccedil;&otilde;es no car&aacute;ter humano; ele &eacute; vis&iacute;vel na realidade pr&aacute;tica.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mostrei que a efetiva&ccedil;&atilde;o da reden&ccedil;&atilde;o humana requer a coopera&ccedil;&atilde;o das pessoas; ou seja &ndash; de certa maneira &ndash; a humanidade &eacute; redimida com a sua pr&oacute;pria participa&ccedil;&atilde;o. Assim sendo, o servi&ccedil;o e coopera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o consequ&ecirc;ncias, mas condi&ccedil;&atilde;o da reden&ccedil;&atilde;o humana. E como a reden&ccedil;&atilde;o se manifesta? Quando amamos uns aos outros. Isto &eacute;, a reden&ccedil;&atilde;o se torna presente na medida em que nos colocamos ao servi&ccedil;o do pr&oacute;ximo; a coopera&ccedil;&atilde;o humana &ndash; o servi&ccedil;o &ndash; n&atilde;o vem depois, vem ao mesmo tempo. N&atilde;o h&aacute; um sem o outro.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, observamos que existe uma not&aacute;vel similaridade entre educa&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o. Na verdade, no mais alto sentido, as obras da educa&ccedil;&atilde;o e da reden&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma. Argumentei que, provavelmente, White assim pensa devido &agrave; fun&ccedil;&atilde;o restauradora da reden&ccedil;&atilde;o, fun&ccedil;&atilde;o esta tamb&eacute;m atribu&iacute;da &agrave; educa&ccedil;&atilde;o. A restaura&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria porque, diante do desequil&iacute;brio da unidade complexa da natureza humana &ndash; pelo pecado &ndash; a educa&ccedil;&atilde;o e a reden&ccedil;&atilde;o promovem o fortalecimento da totalidade do ser, visando o resgate da imagem de Deus nas pessoas. Um segundo aspecto que torna a educa&ccedil;&atilde;o e a reden&ccedil;&atilde;o uma s&oacute; obra &eacute; o car&aacute;ter hol&iacute;stico de ambas; Ellen G. White afirma que a obra da reden&ccedil;&atilde;o e o objetivo da educa&ccedil;&atilde;o &eacute; promover o desenvolvimento do corpo, mente e esp&iacute;rito para que se pudesse realizar o prop&oacute;sito divino da cria&ccedil;&atilde;o. Isto significa que n&atilde;o se deve praticar uma educa&ccedil;&atilde;o fragmentada, ou mesmo n&atilde;o se pode enaltecer um aspecto em detrimento de outro, embora se reconhe&ccedil;am as diferen&ccedil;as e capacidades individuais.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">E qual a implica&ccedil;&atilde;o de tudo isso para a educa&ccedil;&atilde;o? Propus duas. Primeiramente, ter&iacute;amos uma pr&aacute;xis pedag&oacute;gica que impacta o sujeito ao longo da vida, atingindo-o em todas as circunst&acirc;ncias e espa&ccedil;os em que se encontre; esta pr&aacute;xis pedag&oacute;gica iria al&eacute;m da sala de aula, sendo capaz de unir a educa&ccedil;&atilde;o familiar, escolar, social e eclesial, considerando que estes s&atilde;o os espa&ccedil;os mais importantes do sujeito pensado por Ellen G. White. Em segundo lugar, ter&iacute;amos uma pr&aacute;xis pedag&oacute;gica que impacta o sujeito em toda sua complexidade; a pr&aacute;xis pedag&oacute;gica whiteana preocupa-se em desenvolver no educando todas suas potencialidades, e n&atilde;o apenas as habilidades cognitivas. Estes dois elementos mencionados promovem o desenvolvimento completo do sujeito, e sintoniza-o com a demanda da sociedade, onde se vive multidimensionalmente, o que exige uma forma&ccedil;&atilde;o e postura igualmente amplas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pelo que foi exposto neste artigo, creio que &eacute; poss&iacute;vel verificar certo car&aacute;ter &ldquo;antecipat&oacute;rio&rdquo; na proposta pedag&oacute;gica de Ellen G. White, especialmente se lembrarmos que suas reflex&otilde;es educacionais concentram-se, maiormente, entre 1872 e 1903. J&aacute; nesse per&iacute;odo ela falava de uma pr&aacute;xis pedag&oacute;gica que impactasse o sujeito durante toda a sua vida, preenchendo todas suas circunst&acirc;ncias e espa&ccedil;os em que se encontre, bem como de uma pr&aacute;xis pedag&oacute;gica capaz de alcan&ccedil;ar o sujeito em toda sua complexidade, que possibilitasse desenvolver no educando todas suas potencialidades; al&eacute;m disso, referiu-se a uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica que preparasse para o servi&ccedil;o. Estas ideias podem ser consideradas pensamentos seminais do que hoje se conhece como Educa&ccedil;&atilde;o Integral ou Hol&iacute;stica. &Eacute; oportuno lembrar que, de acordo com Rafael Yus, o termo Educa&ccedil;&atilde;o Hol&iacute;stica foi proposto pelo americano Ron Miller em meados da d&eacute;cada de 1980 &ndash; praticamente um s&eacute;culo depois de White &ndash; &ldquo;para designar o trabalho de um conjunto heterog&ecirc;neo de liberais, de humanistas e de rom&acirc;nticos que tem em comum a convic&ccedil;&atilde;o de que a personalidade global de cada crian&ccedil;a deve ser considerada na educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.153&nbsp;Considerando o tempo, as circunst&acirc;ncias e o prec&aacute;rio preparo acad&ecirc;mico de Ellen G. White, provavelmente estamos diante de uma pessoa que estava na fronteira, na liminaridade, quanto a alguns de seus conceitos e pr&aacute;ticas educacionais; nesse caso espec&iacute;fico, quanto &agrave; sua no&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o hol&iacute;stica.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A percep&ccedil;&atilde;o de que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; reden&ccedil;&atilde;o certamente conferiu &agrave; educa&ccedil;&atilde;o adventista uma fundamental no&ccedil;&atilde;o de seriedade, fortalecendo sua miss&atilde;o e permitindo-lhe compreender que o processo ensino-aprendizado &eacute; muito mais do que apenas desenvolvimento cognitivo. Al&eacute;m disso, a no&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o como reden&ccedil;&atilde;o possibilitou &agrave; educa&ccedil;&atilde;o adventista avan&ccedil;ar significativamente, tanto de modo qualitativo quanto quantitativo.<\/p>\n<hr style=\"color: #4d4d4d;\">\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\" style=\"font-weight: bold;\">1<\/span>&nbsp;Cipriano Carlos Luckesi,&nbsp;<i>Filosofia da Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Cortez, 1994), p. 37.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\" style=\"font-weight: bold;\">2<\/span>&nbsp;Ibid., p. 38.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\" style=\"font-weight: bold;\">3<\/span>&nbsp;Dermeval Saviani,&nbsp;<i>Escola e Democracia<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Cortez \/ Autores Associados, 1987), p. 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\" style=\"font-weight: bold;\">4<\/span>&nbsp;Comenius,&nbsp;<i>Did&aacute;tica Magna<\/i>, 2&ordf; ed. (S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 2002), p. 62.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\" style=\"font-weight: bold;\">5<\/span>&nbsp;Jacques Delors, Org.,&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o: Um Tesouro a Descobrir. Relat&oacute;rio para a UNESCO da Comiss&atilde;o Internacional Sobre Educa&ccedil;&atilde;o para o S&eacute;culo XXI<\/i>, 5&ordf; ed. (S&atilde;o Paulo: Cortez\/MEC, 2001), p. 11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\" style=\"font-weight: bold;\">6<\/span>&nbsp;Neste artigo optei pelo uso do termo&nbsp;<i>reden&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;devido &agrave; express&atilde;o whiteana &ldquo;no mais alto sentido, a obra da educa&ccedil;&atilde;o e da reden&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma&rdquo;.&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 30. O uso do voc&aacute;bulo&nbsp;<i>reden&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;&ndash; e n&atilde;o de&nbsp;<i>salva&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;&ndash; aliado &agrave;&nbsp;<i>educa&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;pode ser explicado pelo fato de que, no sentido b&iacute;blico, a met&aacute;fora de reden&ccedil;&atilde;o inclui as ideias de soltar de um la&ccedil;o, livrar de cativeiro ou escravid&atilde;o, comprar de volta algo perdido ou vendido, trocar algo na posse de algu&eacute;m, resgatar. Walter A. Elwell, ed.,&nbsp;<i>Evangelical Dictionary of Biblical Theology<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, Michigan: Baker, 1996), p. 664. Ellen G. White entende que restaurar no ser humano a imagem de seu Autor, conduzindo-o novamente &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o, promovendo seu desenvolvimento completo, &ldquo;tal deveria ser a obra da reden&ccedil;&atilde;o. Este &eacute; o objetivo da educa&ccedil;&atilde;o, o grande objetivo da vida&rdquo;.<b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b><i>Education<\/i>, p. 15-17.<b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b>Como se v&ecirc;, a d&iacute;ade educa&ccedil;&atilde;o-reden&ccedil;&atilde;o pode ser justificada pela ideia do resgate e restaura&ccedil;&atilde;o, que, de acordo com White, s&atilde;o obras fundamentais tanto da educa&ccedil;&atilde;o quanto da reden&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\" style=\"font-weight: bold;\">7<\/span>&nbsp;A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; dos Deposit&aacute;rios das Publica&ccedil;&otilde;es de Ellen G. White, em Ellen G. White,&nbsp;<i>The Story of Redemption<\/i>&nbsp;(Washington, DC: Review and Herald, 1947), p. 9. Esta obra traz um breve resumo de toda essa tem&aacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\" style=\"font-weight: bold;\">8<\/span>&nbsp;Composta pelas obras&nbsp;<i>Patriarcas e Profetas<\/i>,&nbsp;<i>Profetas e Reis<\/i>,&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>,&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>&nbsp;e&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\" style=\"font-weight: bold;\">9<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>The Story of Redemption<\/i>, p. 10. O livro&nbsp;<i>Steps to Christ,&nbsp;<\/i>publicado pela primeira vez em 1892, talvez seja o que melhor descreve os elementos e o processo de reden&ccedil;&atilde;o, conforme compreendido por Ellen G. White; ver&nbsp;<i>Steps to Christ<\/i>&nbsp;(Mountain View: Pacific Press, 1956).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\" style=\"font-weight: bold;\">10<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>The Desires of Ages<\/i>, p. 330. &ldquo;Redemption is that process by which the soul is trained for heaven. This training means knowledge of Christ. It means emancipation from ideas, habits, and practices that have been gained in the school of the prince of darkness. The soul must be delivered from all that is opposed to loyalty to God&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\" style=\"font-weight: bold;\">11<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Steps to Christ<\/i>, p. 77.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\" style=\"font-weight: bold;\">12<\/span>&nbsp;&ldquo;The gospel is a system of practical truths destined to work great changes in human character. If it does not work the transformation in life, in habits, and practice, it is no truth to those who claim to believe it. Man must be sanctified through the truth&rdquo;. Idem,&nbsp;<i>This<\/i>&nbsp;<i>Day with God<\/i>&nbsp;(Washington, DC: Review and Herald, 1979), p. 81.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\" style=\"font-weight: bold;\">13<\/span>&nbsp;Para estudo mais detalhado sobre a compreens&atilde;o whiteana de conhecimento te&oacute;rico, conhecimento pr&aacute;tico e conhecimento especulativo, ver Erling Bernhard Snorrason,&nbsp;<i>Aims of Education in the Writings of Ellen White<\/i>&nbsp;(Tese de Ph.D. em Educa&ccedil;&atilde;o. Andrews University, Berries Springs, Michigan, Estados Unidos, 2005), p. 161-170.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\" style=\"font-weight: bold;\">14<\/span>&nbsp;Pierre Maurice Bogaert, Matthias Delcor, Edmond Jacob, Edouard Lipinski, Robert Martin-achar, Joseph Ponthot,&nbsp;<i>Diccionario Enciclop&eacute;dico de la Biblia&nbsp;<\/i>(Barcelona: Herder, 1993), p. 1560-1561.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\" style=\"font-weight: bold;\">15<\/span>&nbsp;Ver Allen C. Myers, ed.,&nbsp;<i>The Eerdmans Bible Dictionary<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1987), p. 1022-1023. Tamb&eacute;m conferir David Noel Freedman, ed.,&nbsp;<i>Eerdmans Dictionary of the Bible<\/i>(Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 2000), p. 1338-1339.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\" style=\"font-weight: bold;\">16<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Testimonies for the Church<\/i>, vol. 4 (Mountain View: Pacific Press Publishing Association, 1948), p. 394-395.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\" style=\"font-weight: bold;\">17<\/span>&nbsp;White, &ldquo;Sanctify Them through Thy Truth&rdquo;, em&nbsp;<i>The Review and Herald<\/i>, 7 de fevereiro de 1888.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\" style=\"font-weight: bold;\">18<\/span>&nbsp;Vale a pena lembrar que essa express&atilde;o whiteana foi inicialmente publicado na Letter 14, de 13 de Mar&ccedil;o de 1885; portanto, numa &eacute;poca em que ainda n&atilde;o havia a discuss&atilde;o te&oacute;rica sobre a rela&ccedil;&atilde;o teoria-pr&aacute;tica, pelo menos n&atilde;o como entendemos hoje, a partir, por exemplo, da Teoria do Conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\" style=\"font-weight: bold;\">19<\/span>&nbsp;Humberto R. Maturana e Francisco J. Varela,&nbsp;<i>A &Aacute;rvore do Conhecimento: As Bases Biol&oacute;gicas da Compreens&atilde;o Humana<\/i>, Tradu&ccedil;&atilde;o de Humberto Mariotti e Lia Diskin (S&atilde;o Paulo: Pala Athenas, 2001), p. 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\" style=\"font-weight: bold;\">20<\/span>&nbsp;Lindemberg Medeiros de Ara&uacute;jo, &ldquo;Teoria do Conhecimento em Maturana e Varela- Movimento, Realidade e Autopoiese.&rdquo; Pesquisa realizada no site http:\/\/www.prac.ufpb.br\/copac\/extelar\/producao_academica\/artigos\/pa_a_movimento_realidade_e_autopoiese.pdf, acessado em 8 de junho de 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\" style=\"font-weight: bold;\">21<\/span>&nbsp;Humberto Mariotti, &ldquo;Autopiese, Cultura e Sociedade.&rdquo; Pesquisa realizada no site http:\/\/www.geocities.com\/pluriversu\/autopoies.html, acessado em 8 de junho de 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\" style=\"font-weight: bold;\">22<\/span>&nbsp;Ver por exemplo&nbsp;<i>Steps to Christ<\/i>, p. 11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\" style=\"font-weight: bold;\">23<\/span>&nbsp;O conceito de um Deus que &eacute; amor &eacute; claro em White. Ver, por exemplo,&nbsp;<i>Steps to Christ<\/i>, p. 10. Sobre a compreens&atilde;o whiteana da lei na perspectiva do amor, ela afirma: &ldquo;Cristo veio ao mundo com o amor acumulado na eternidade<b style=\"color: black;\">.&nbsp;<\/b>Varrendo aquelas cobran&ccedil;as que tinham atravancado a lei de Deus, Ele mostrou que a lei &eacute; uma lei de amor, uma express&atilde;o da bondade divina. Mostrou que na obedi&ecirc;ncia a seus princ&iacute;pios se acha envolvida a felicidade da humanidade, e com ela a estabilidade, o pr&oacute;prio fundamento e arcabou&ccedil;o da sociedade humana&rdquo;. White,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 76.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\" style=\"font-weight: bold;\">24<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>The Desires of Ages<\/i>, p. 330.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\" style=\"font-weight: bold;\">25<\/span>&nbsp;Elementos &lsquo;subjetivos&rsquo;, claro, est&atilde;o presentes no conceito whiteano. Ela afirma, por exemplo, que &ldquo;o plano de reden&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; meramente uma maneira de fugir da penalidade da transgress&atilde;o, mas atrav&eacute;s dele o pecador &eacute; perdoado de seus pecados&rdquo;. White tamb&eacute;m entendia que, ap&oacute;s o perd&atilde;o, a pessoa &eacute; vista n&atilde;o como um culpado perdoado e liberto do cativeiro, que &eacute; olhado com suspeita e com o qual n&atilde;o se admite amizade e confian&ccedil;a. Ap&oacute;s o perd&atilde;o, a pessoa &eacute; recebida como uma crian&ccedil;a que merece a mais plena confian&ccedil;a. White, &ldquo;Christ our Sacrifice&rdquo;, em&nbsp;<i>The Review and Herald<\/i>, 21 de setembro de 1886.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-26\" style=\"font-weight: bold;\">26<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 15-16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\" style=\"font-weight: bold;\">27<\/span>&nbsp;Esta &ecirc;nfase mostra que os temas reden&ccedil;&atilde;o e liberdade &ndash; al&eacute;m de servi&ccedil;o &ndash; t&ecirc;m proximidade, o que sugeriria um estudo articulado; para um aprofundamento dessa abordagem, ver&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o, Liberdade e Servi&ccedil;o: Os Fundamentos da Pedagogia de Ellen G. White<\/i>&nbsp;(Engenheiro Coelho: UNASPRESS, 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\" style=\"font-weight: bold;\">28<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 15-16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\" style=\"font-weight: bold;\">29<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Fundamentals of Christian Education: Instruction for the Home, the School, and the Church<\/i>(Nashville, Tennessee: Southern Publishing Association, 1923), p. 217. &ldquo;In the work of salvation there is a co-operation of human and divine agencies. There is much said concerning the inefficiency of human effort, and yet the Lord does nothing for the salvation of the soul without the co-operation of man.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\" style=\"font-weight: bold;\">30<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Testimonies for the Church<\/i>, vol. 3 (Mountain View: Pacific Press, 1948), p. 382.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\" style=\"font-weight: bold;\">31<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Fundamentals of Christian Education<\/i>, p. 217.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\" style=\"font-weight: bold;\">32<\/span>&nbsp;Ibid., p. 218.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\" style=\"font-weight: bold;\">33<\/span>&nbsp;Thomas H. Groome,&nbsp;<i>Christian Religious Education &ndash; Sharing Our History and Vision<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Francisco: Harper &amp; Row, 1980), p, 144.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\" style=\"font-weight: bold;\">34<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Step to Christ<\/i>, p. 61.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-35\" style=\"font-weight: bold;\">35<\/span>&nbsp;Idem, &ldquo;The Grace of God Manifested in Good Works&rdquo;, em&nbsp;<i>The Review and Herald<\/i>, 29 de janeiro de 1895.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-36\" style=\"font-weight: bold;\">36<\/span>&nbsp;Universalimo &eacute; a doutrina religiosa de que cada pessoa, cedo ou tarde, ser&aacute; reconciliada com Deus. No processo, tamb&eacute;m ocorre a reconcilia&ccedil;&atilde;o com todas as pessoas. De acordo com esta doutrina, haver&aacute; uma restitui&ccedil;&atilde;o final de todas as coisas e todo dano que as pessoas fizeram ser&aacute; cancelado, e todo relacionamento quebrado ser&aacute; curado. Ver Jerry L. Walls, ed.,&nbsp;<i>The Oxford Handbook of Eschatology<\/i>&nbsp;(Oxford: Oxford University Press, 2008), p. 446-461. Para um estudo do atual estado do debate sobre este tema, ver Robin A. Parry e Christopher H. Partridge,&nbsp;<i>Universal Salvation?&nbsp;<\/i><i>The Current Debate<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-37\" style=\"font-weight: bold;\">37<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Patriarchs and Prophets<\/i>, p. 208<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-38\" style=\"font-weight: bold;\">38<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-39\" style=\"font-weight: bold;\">39<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 30. &ldquo;In the highest sense the work of education and the work of redemption are one, for in education, as in redemption, &ldquo;other foundation can no man lay than that is laid, which is Jesus Christ.&rdquo; &ldquo;It was the good pleasure of the Father that in Him should all the fullness dwell.&rdquo; 1 Corinthians 3:11; Colossians 1:19, R.V.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-40\" style=\"font-weight: bold;\">40<\/span>&nbsp;Snorrason,&nbsp;<i>Aims of Education in the Writings of Ellen White,&nbsp;<\/i>p. 211.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-41\" style=\"font-weight: bold;\">41<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-42\" style=\"font-weight: bold;\">42<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 15-16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-43\" style=\"font-weight: bold;\">43<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education,&nbsp;<\/i>p. 15.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-44\" style=\"font-weight: bold;\">44<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-45\" style=\"font-weight: bold;\">45<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-46\" style=\"font-weight: bold;\">46<\/span>&nbsp;Ibid., 29.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-47\" style=\"font-weight: bold;\">47<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-48\" style=\"font-weight: bold;\">48<\/span>&nbsp;Battista Mondin,&nbsp;<i>Quem &eacute; Deus? Elementos de Teologia Filos&oacute;fica<\/i>, tradu&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Maria de Almeida (S&atilde;o Paulo: Paulus, 1997), p. 374.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-49\" style=\"font-weight: bold;\">49<\/span>&nbsp;Juan Antonio Estrada,&nbsp;<i>A Imposs&iacute;vel Teodic&eacute;ia: A Crise da F&eacute; em Deus e o Problema do Mal<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Paulinas, 2004), p. 9.&nbsp;&uarr;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-50\" style=\"font-weight: bold;\">50<\/span>&nbsp;Ibid., p. 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-51\" style=\"font-weight: bold;\">51<\/span>&nbsp;Ibid., p. 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-52\" style=\"font-weight: bold;\">52<\/span>&nbsp;Ibidem. Estrada afirma que, &ldquo;na hist&oacute;ria da filosofia ocidental, o mal tem sido analisado tradicionalmente a partir de tr&ecirc;s dimens&otilde;es: o mal metaf&iacute;sico, o mal f&iacute;sico e o mal moral&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-53\" style=\"font-weight: bold;\">53<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Patriarchs and Prophets<\/i>, p. 61.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-54\" style=\"font-weight: bold;\">54<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-55\" style=\"font-weight: bold;\">55<\/span>&nbsp;&gt;Ibid., p. 59. Ellen G. White usa a express&atilde;o &ldquo;teriam a ci&ecirc;ncia do mal&rdquo;, querendo dizer que Ad&atilde;o e Eva conheciam e, portanto, praticariam o mal, como realmente j&aacute; o haviam feito, deliberadamente desobedecendo &agrave; ordem de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-56\" style=\"font-weight: bold;\">56<\/span>&nbsp;Ibid.<i>,<\/i>&nbsp;p. 60.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-57\" style=\"font-weight: bold;\">57<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-58\" style=\"font-weight: bold;\">58<\/span>&nbsp;Estrada,&nbsp;<i>A Imposs&iacute;vel Teodic&eacute;ia<\/i>, p. 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-59\" style=\"font-weight: bold;\">59<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Patriarchs and Prophets,<\/i>&nbsp;p. 61.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-60\" style=\"font-weight: bold;\">60<\/span>&nbsp;Estrada,&nbsp;<i>A Imposs&iacute;vel Teodic&eacute;ia<\/i>, p. 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-61\" style=\"font-weight: bold;\">61<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Patriarchs and Prophets,<\/i>&nbsp;p. 57.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-62\" style=\"font-weight: bold;\">62<\/span>&nbsp;Romanos 7:18-19, 24. H&aacute; uma discuss&atilde;o aprofundada a respeito da impot&ecirc;ncia da vontade, na perspectiva do ap&oacute;stolo Paulo. Ver Hannah Arendt,&nbsp;<i>A Vida do Esp&iacute;rito<\/i>, tradu&ccedil;&atilde;o de Cesar Augusto de Almeida, Ant&ocirc;nio Abranches e Helena Martins (Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2008), p. 326-335.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-63\" style=\"font-weight: bold;\">63<\/span>&nbsp;White&nbsp;<i>Patriarchs and Prophets<\/i>, p. 45.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-64\" style=\"font-weight: bold;\">64<\/span>&nbsp;Ibid., p. 15.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-65\" style=\"font-weight: bold;\">65<\/span>&nbsp;Freire,&nbsp;<i>Pedagogia do Oprimido<\/i>, p. 84.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-66\" style=\"font-weight: bold;\">66<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education,&nbsp;<\/i>p. 15.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-67\" style=\"font-weight: bold;\">67<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-68\" style=\"font-weight: bold;\">68<\/span>&nbsp;Edgar Morin,&nbsp;<i>Os Sete Saberes Necess&aacute;rios &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o do Futuro<\/i>, 8&ordf; ed., tradu&ccedil;&atilde;o de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya (S&atilde;o Paulo: Cortez; Bras&iacute;lia: UNESCO, 2003), p. 15.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-69\" style=\"font-weight: bold;\">69<\/span>&nbsp;Quanto &agrave; no&ccedil;&atilde;o de perfei&ccedil;&atilde;o, observa-se em White a t&iacute;pica tens&atilde;o que caracteriza seu pensamento quando o assunto &eacute; complexo, requerendo mais do que apenas uma defini&ccedil;&atilde;o unilateral. Assim sendo, ao mesmo tempo em que reconhece que &ldquo;a igreja de Cristo na Terra ser&aacute; imperfeita&rdquo;&nbsp;<b style=\"color: black;\">(<\/b><i>A Igreja Remanescente<\/i><b style=\"color: black;\">, [<\/b>Tatu&iacute;: Casa Publicadora Brasileira, 1995],<b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b>p. 42), afirma que &ldquo;a &eacute;tica evang&eacute;lica n&atilde;o reconhece nenhuma norma sen&atilde;o a perfei&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter divino&rdquo;<b style=\"color: black;\">&nbsp;(<\/b><i>The Ministry of Healing<\/i><b style=\"color: black;\">&nbsp;[<\/b>Mountain View: Pacific Press, 1947],<b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b>p. 451), devendo &ldquo;o homem fazer veementes esfor&ccedil;os para vencer o que o impede de alcan&ccedil;ar a perfei&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, p. 482). Esse ideal n&atilde;o deve ser considerado inating&iacute;vel, pois a perfei&ccedil;&atilde;o &eacute; uma oferta de Jesus a todas as pessoas. De modo que, para alcan&ccedil;ar a perfei&ccedil;&atilde;o, o ser humano depende inteiramente de Deus<b style=\"color: black;\">(<\/b><i>Conselhos Sobre&nbsp;<\/i>Sa&uacute;de, p. 384;&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, p. 482)<b style=\"color: black;\">;&nbsp;<\/b>por isso, n&atilde;o deve haver preocupa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; sua consecu&ccedil;&atilde;o, pois ela pode ser alcan&ccedil;ada pela gra&ccedil;a e poder dEle.<b style=\"color: black;\">(<\/b><i>Conselhos Sobre&nbsp;<\/i>Sa&uacute;de, p. 384;&nbsp;<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, p. 478). Por exemplo, quando White fala sobre a necessidade da perfeita obedi&ecirc;ncia &agrave;s leis de Deus, assim ela coloca suas ideias: &ldquo;&hellip; by perfect obedience to the requirements of the law, man is justified. Only through faith in Christ is such obedience possible&rdquo; (<i>Signs of the Times<\/i>, 23 de julho de 1902). Mas, o que Ellen G. White entende por &ldquo;perfei&ccedil;&atilde;o&rdquo;? A seguinte cita&ccedil;&atilde;o parece apontar para uma compreens&atilde;o adequada: &ldquo;A verdadeira santifica&ccedil;&atilde;o significa perfeito amor, perfeita obedi&ecirc;ncia, perfeita conformidade com a vontade de Deus. Devemos santificar-nos para Deus mediante a obedi&ecirc;ncia &agrave; verdade. Nossa consci&ecirc;ncia deve ser expurgada das obras mortas para servir ao Deus vivo. N&atilde;o somos ainda perfeitos; mas &eacute; nosso privil&eacute;gio desvencilharmo-nos dos obst&aacute;culos do eu e do pecado e prosseguir para a perfei&ccedil;&atilde;o. Grandes possibilidades, altas e santas conquistas s&atilde;o colocadas ao alcance de todos&rdquo; (<i>Atos dos Ap&oacute;stolos<\/i>, p. 565).<b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b>Como se v&ecirc;, White parece sinonimizar &ldquo;perfei&ccedil;&atilde;o&rdquo; com &ldquo;santidade&rdquo;, enfatizando o fato de que h&aacute; um elevado alvo a ser alcan&ccedil;ado, o que envolve compromisso com Deus, bem como a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, concretas, de amor. Por outro lado, sens&iacute;vel ao fato de que o ser humano est&aacute; em constante aprendizado, White afirma que n&atilde;o somos ainda perfeitos, o que poderia evidenciar sua compreens&atilde;o de perfei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o como ser<b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b>sem-defeito, mas, como entende Paulo Freire &ndash; e j&aacute; foi frizado acima &ndash; algu&eacute;m que est&aacute; sendo para poder ser (<i>Pedagogia do Oprimido<\/i>, p. 84). Para um estudo aprofundando do conceito de perfei&ccedil;&atilde;o em Ellen G. White, ver Woodrow Wilson Whidden,<i>The Soteriology in Ellen G. White: The Persistent Path to the Perfection, 1836-1902<\/i>&nbsp;(Tese de PhD n&atilde;o publicada. Drew University, Madison, New Jersey, 1989), p. 328-396.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-70\" style=\"font-weight: bold;\">70<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education,&nbsp;<\/i>p. 15-16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-71\" style=\"font-weight: bold;\">71<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-72\" style=\"font-weight: bold;\">72<\/span>&nbsp;A cita&ccedil;&atilde;o a seguir corrobora esse racioc&iacute;nio: &ldquo;The Scriptures teach us to seek for the sanctification to God of body, soul, and spirit. In this work we are to be laborers together with God. Much may be done to restore the moral image of God in man, to improve the physical, mental, and moral capabilities. Great changes can be made in the physical system by obeying the laws of God and bringing into the body nothing that defiles. Our dependence is not in what man can do: it is in what God can do for man through Christ. When we surrender ourselves wholly to God, and fully believe, the blood of Christ cleanses from all sin&rdquo;. White, &ldquo;A Teacher Sent from God&rdquo;, em&nbsp;<i>The Review and Herald<\/i>, 30 de Abril de 1901.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-73\" style=\"font-weight: bold;\">73<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Steps to Christ<\/i>, p. 57.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-74\" style=\"font-weight: bold;\">74<\/span>&nbsp;Notoriamente, o pressuposto de White &eacute; que a convers&atilde;o, embora com not&aacute;veis efeitos em todas as &aacute;reas da vida, &eacute; de natureza eminentemente espiritual e motivada por Deus, enquanto que Assmann aborda o tema desde uma perspectiva fenomenol&oacute;gica, com implica&ccedil;&otilde;es sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-75\" style=\"font-weight: bold;\">75<\/span>&nbsp;Hugo Assmann,&nbsp;<i>Reencantar a Educa&ccedil;&atilde;o: Rumo &agrave; Sociedade Aprendente<\/i>&nbsp;(Petr&oacute;polis: Vozes, 1998), p. 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-76\" style=\"font-weight: bold;\">76<\/span>&nbsp;Estes elementos whiteanos da imagem de Deus ser&atilde;o tratados nos pr&oacute;ximos cap&iacute;tulos desta pesquisa. O racioc&iacute;nio &eacute; explanado em Snorrason,&nbsp;<i>Aims of Education in the Writings of Ellen White<\/i>, p. 191-202.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-77\" style=\"font-weight: bold;\">77<\/span>&nbsp;Ronald Habermas, professor de Estudos B&iacute;blicos e Forma&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; na John Brown University, nos Estados Unidos, lista 33 qualidades da imagem de Deus nas pessoas, a partir do relato b&iacute;blico de G&ecirc;nesis 1 a 3, representando a vida antes da queda. Essas qualidades s&atilde;o: honra, familiaridade, culturalidade, majestade, sa&uacute;de, incorruptibilidade, tranquilidade, adora&ccedil;&atilde;o, materialidade, imaterialidade (esp&iacute;rito), beleza, sensitividade, cuidado, moralidade, vontade, educabilidade, autodisciplina, autocontrole, sexualidade, matrim&ocirc;nio, ensino, raz&atilde;o, dilig&ecirc;ncia (criatividade), racioc&iacute;nio l&oacute;gico, responsabilidade, avalia&ccedil;&atilde;o, capacidade para expressar decep&ccedil;&atilde;o, verbalismo, alegria, indivisibilidade, escolha do mal, impressionabilidade, comungabilidade. Uma leitura atenta dessas qualidades nos mostra que elas abrangem a totalidade da vida humana, referindo-se aos poderes f&iacute;sicos, mentais, sociais, emocionais e espirituais. Ronald T. Habermas,&nbsp;<i>Introduction to Christian Education and Formation &ndash; A Lifelong Plan for Christ Centered Restoration<\/i>&nbsp;(Grand Rapids: Zondervan, 2008), p. 49-50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-78\" style=\"font-weight: bold;\">78<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education<\/i><b style=\"color: black;\">,&nbsp;<\/b>p. 15-16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-79\" style=\"font-weight: bold;\">79<\/span>&nbsp;Ibid., p. 13. &ldquo;True education means more than the pursual of a certain course of study. It means more than a preparation for the life that now is. It has to do with the whole being, and with the whole period of existence possible to man. It is the harmonious development of the physical, the mental, and the spiritual powers. It prepares the student for the joy of service in this world and for the higher joy of wider service in the world to come&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-80\" style=\"font-weight: bold;\">80<\/span>&nbsp;Rafael Yus,&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o integral: uma educa&ccedil;&atilde;o hol&iacute;stica para o s&eacute;culo XXI<\/i>&nbsp;(Porto Alegre: Artmed, 2002), p. 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-81\" style=\"font-weight: bold;\">81<\/span>&nbsp;Ibid., p. 21-25.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-82\" style=\"font-weight: bold;\">82<\/span>&nbsp;Ibid., p. 109.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-83\" style=\"font-weight: bold;\">83<\/span>&nbsp;Ibid., p. 22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-84\" style=\"font-weight: bold;\">84<\/span>&nbsp;Saturnino de La Torre e Maria C&acirc;ndida Moraes,&nbsp;<i>Sentipensar: Fundamentos e Estrat&eacute;gias para Reencantar a Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;(Petr&oacute;polis: Vozes, 2003), p. 127.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-85\" style=\"font-weight: bold;\">85<\/span>&nbsp;Howard Gardner,&nbsp;<i>Intelig&ecirc;ncia: Um Conceito Reformulado<\/i>, tradu&ccedil;&atilde;o de Adalgisa Campos da Silva (Rio de Janeiro: Objetiva, 2001), p. 88.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-86\" style=\"font-weight: bold;\">86<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-87\" style=\"font-weight: bold;\">87<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-88\" style=\"font-weight: bold;\">88<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Counsels to Parents, Teachers, and Students<\/i>, p. 64.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-89\" style=\"font-weight: bold;\">89<\/span>&nbsp;&gt;Hugo Assmann e Jung Mo Sung,&nbsp;<i>Compet&ecirc;ncia e Sensibilidade Solid&aacute;ria &ndash; Educar para a Esperan&ccedil;a<\/i>&nbsp;(Petr&oacute;polis: Vozes, 2000), p. 211.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-90\" style=\"font-weight: bold;\">90<\/span>&nbsp;George R. Knight,&nbsp;<i>Filosofia e Educa&ccedil;&atilde;o: Uma Introdu&ccedil;&atilde;o da Perspectiva Crist&atilde;<\/i>&nbsp;(Engenheiro Coelho: Unaspress, 2001), p. 215.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-91\" style=\"font-weight: bold;\">91<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 13. &ldquo;True education means more than the pursual of a certain course of study. It means more than a preparation for the life that now is. It has to do with the whole being, and with the whole period of existence possible to man. It is the harmonious development of the physical, the mental, and the spiritual powers. It prepares the student for the joy of service in this world and for the higher joy of wider service in the world to come&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-92\" style=\"font-weight: bold;\">92<\/span>&nbsp;Snorrason,&nbsp;<i>Aims of Education in the Writings of Ellen White<\/i>, p. 204.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-93\" style=\"font-weight: bold;\">93<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Testimonies for the Church<\/i>, vol. 3, p. 157.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-94\" style=\"font-weight: bold;\">94<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-95\" style=\"font-weight: bold;\">95<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-96\" style=\"font-weight: bold;\">96<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Fundamentals of Christian Education<\/i>, p. 226.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-97\" style=\"font-weight: bold;\">97<\/span>&nbsp;Collin D. Standish e Russell R. Standish,&nbsp;<i>Uma Vis&atilde;o Adventista da Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>, tradu&ccedil;&atilde;o de Gerson Pires de Ara&uacute;jo (Engenheiro Coelho: Gr&aacute;fica Alfa, 2002), p. 11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-98\" style=\"font-weight: bold;\">98<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-99\" style=\"font-weight: bold;\">99<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-100\" style=\"font-weight: bold;\">100<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-101\" style=\"font-weight: bold;\">101<\/span>&nbsp;Sobre os objetivos whiteanos da educa&ccedil;&atilde;o, dois dos principais trabalhos acad&ecirc;micos s&atilde;o: Snorrason,&nbsp;<i>Aims of Education in the Writings of Ellen White<\/i>, p. 178-249; e Edward Miles Cadwallader,&nbsp;<i>Educational Principles in the Writings of Ellen G. White<\/i>, p. 126-151. Devido &agrave; abrang&ecirc;ncia do material escrito por Ellen G. White, &eacute; poss&iacute;vel descrever dezenas de objetivos gerais. Cadwallader, por exemplo, lista 19 objetivos fundamentais, com diversas subdivis&otilde;es, totalizando quarenta e seis alvos educacionais gerais (p. 129-135). Snorrason classifica-os em quatro modalidades: convers&atilde;o, restaura&ccedil;&atilde;o da imagem de Deus, desenvolvimento de todos os poderes ou potencialidades e prepara&ccedil;&atilde;o para o servi&ccedil;o (p. 178-233). A Confedera&ccedil;&atilde;o das Uni&otilde;es Brasileiras da IASD, representando todo o sistema de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica Adventista em n&iacute;vel nacional, elaborou, em 2004, o primeiro documento oficial, intitulado&nbsp;<i>Pedagogia Adventista<\/i>, o qual atualmente serve de par&acirc;metro para a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica nas escolas da rede. Entre as p&aacute;ginas 48 a 52, de maneira concisa, esse documento apresenta os objetivos primordiais ideais da educa&ccedil;&atilde;o escolar, conforme entendidos pela IASD, os quais podem ser expressos em dez proposi&ccedil;&otilde;es; nesta pesquisa, optou-se por fazer uma abordagem a partir desses dez objetivos, os quais, pretensamente, sintetizam o pensamento whiteano sobre o tema; ver Confedera&ccedil;&atilde;o das Uni&otilde;es Brasileiras da Igreja Adventista do S&eacute;timo dia,&nbsp;<i>Pedagogia Adventista<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;: Casa Publicadora Brasileira, 2010). Para um aprofundamento dessa abordagem, ver Adolfo S. Su&aacute;rez,&nbsp;<i>A Influ&ecirc;ncia da Educa&ccedil;&atilde;o Escolar Adventista na Identidade e na F&eacute; de Adolescentes<\/i>, p. 64-88.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-102\" style=\"font-weight: bold;\">102<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 14.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-103\" style=\"font-weight: bold;\">103<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Fundamentals of Christian Education<\/i>, 543, 544.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-104\" style=\"font-weight: bold;\">104<\/span>&nbsp;Os itens 4 e 5 focam o preparo acad&ecirc;mico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-105\" style=\"font-weight: bold;\">105<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 124.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-106\" style=\"font-weight: bold;\">106<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-107\" style=\"font-weight: bold;\">107<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Counsels to Parents, Teachers, and Students<\/i>, p. 53-54.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-108\" style=\"font-weight: bold;\">108<\/span>&nbsp;idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 99.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-109\" style=\"font-weight: bold;\">109<\/span>&nbsp;Ibid., p. 102.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-110\" style=\"font-weight: bold;\">110<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Fundamentas of Chstian Education<\/i>, p. 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-111\" style=\"font-weight: bold;\">111<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Counsels to Parents, Teachers, and Students<\/i>, p. 187.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-112\" style=\"font-weight: bold;\">112<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Fundamentals of Christian Education<\/i>, p. 226.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-113\" style=\"font-weight: bold;\">113<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-114\" style=\"font-weight: bold;\">114<\/span>&nbsp;Ibid., p. 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-115\" style=\"font-weight: bold;\">115<\/span>&nbsp;Ibid., p. 195.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-116\" style=\"font-weight: bold;\">116<\/span>&nbsp;Ibid., p. 201.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-117\" style=\"font-weight: bold;\">117<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Counsels to Parents, Teachers, and Students<\/i>, p. 88.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-118\" style=\"font-weight: bold;\">118<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>The Ministry of Healing<\/i>, p. 444.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-119\" style=\"font-weight: bold;\">119<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Counsels to Parents, Teachers, and Students<\/i>, p. 149.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-120\" style=\"font-weight: bold;\">120<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 84.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-121\" style=\"font-weight: bold;\">121<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Steps to Christ<\/i>, p. 47.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-122\" style=\"font-weight: bold;\">122<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 230.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-123\" style=\"font-weight: bold;\">123<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-124\" style=\"font-weight: bold;\">124<\/span>&nbsp;Ibid., p. 231.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-125\" style=\"font-weight: bold;\">125<\/span>&nbsp;Ibid., p. 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-126\" style=\"font-weight: bold;\">126<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Child Guidance<\/i>:&nbsp;<i>Counsels to Seventh-day Adventist Parents<\/i>&nbsp;(Washington, DC: Review and Herald, 1982), p. 156.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-127\" style=\"font-weight: bold;\">127<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-128\" style=\"font-weight: bold;\">128<\/span>&nbsp;Citado em Les Parrot,&nbsp;<i>Adolescentes em Conflito&nbsp;<\/i>(S&atilde;o Paulo: Vida, 2003), p. 236.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-129\" style=\"font-weight: bold;\">129<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Child Guidance,<\/i>&nbsp;p. 143.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-130\" style=\"font-weight: bold;\">130<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 285-286.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-131\" style=\"font-weight: bold;\">131<\/span>&nbsp;Esta abordagem &eacute; baseada em Cadwallader,&nbsp;<i>Educational Principles in the Writings of Ellen G. White<\/i>, p. 314-342; Su&aacute;rez,&nbsp;<i>A Influ&ecirc;ncia da Educa&ccedil;&atilde;o Escolar Adventista na Identidade e na F&eacute; de Adolescentes<\/i>, p. 80-86; e Confedera&ccedil;&atilde;o das Uni&otilde;es Brasileiras da Igreja Adventista do S&eacute;timo dia,<i>Pedagogia Adventista<\/i>, p. 53-56.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-132\" style=\"font-weight: bold;\">132<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Counsels to Parents, Teachers, and Students<\/i>, p. 496.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-133\" style=\"font-weight: bold;\">133<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-134\" style=\"font-weight: bold;\">134<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Fundamentals of Christian Education<\/i>, p. 248.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-135\" style=\"font-weight: bold;\">135<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 57.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-136\" style=\"font-weight: bold;\">136<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Counsels to Parents, Teachers, and Students<\/i>, p. 124.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-137\" style=\"font-weight: bold;\">137<\/span>&nbsp;&gt;John Gottman e Joan DeClaire,&nbsp;<i>Intelig&ecirc;ncia Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos,&nbsp;<\/i>49&ordf; ed. (Rio de Janeiro: Objetiva, 2001), p. 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-138\" style=\"font-weight: bold;\">138<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 240.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-139\" style=\"font-weight: bold;\">139<\/span>&nbsp;Ibid., p. 289.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-140\" style=\"font-weight: bold;\">140<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Counsels on Education<\/i>&nbsp;(Mountain View, California: Pacific Press, 1968), p. 140.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-141\" style=\"font-weight: bold;\">141<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 290. A preocupa&ccedil;&atilde;o de Deus pela liberdade humana n&atilde;o exclu&iacute;a a &ldquo;pronta e perfeita obedi&ecirc;ncia&rdquo;. Entretanto, n&atilde;o havia obrigatoriedade, pois o ser humano fora estabelecido como &ldquo;livre agente moral&rdquo;. &ldquo;The Character of the Law of God&rdquo;, em&nbsp;<i>The Sings of the Times<\/i>, 15 de abril de 1886. De fato, &ldquo;todo indiv&iacute;duo, desde o mais humilde e obscuro at&eacute; ao maior e mais exaltado, &eacute; um agente moral&rdquo; (ver &ldquo;The Use of Talents&rdquo;, em&nbsp;<i>The Review and Herald<\/i>, 1&ordm; de maio de 1888), o qual, por livre, pode obedecer ou desobedecer (White,&nbsp;<i>The Sanctified Life<\/i>&nbsp;(Washington, DC: Review and Herald, 1971) , p. 76).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-142\" style=\"font-weight: bold;\">142<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Fundamentals of Christian Education<\/i>, p. 426-427.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-143\" style=\"font-weight: bold;\">143<\/span>&nbsp;Ibidem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-144\" style=\"font-weight: bold;\">144<\/span>&nbsp;Cadwallader,&nbsp;<i>Educational Principles in the Writings of Ellen G. White<\/i>, p. 301-313.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-145\" style=\"font-weight: bold;\">145<\/span>&nbsp;&Eacute; necess&aacute;rio lembrar que White acreditava no funcionamento de internatos, erigidos em amplo espa&ccedil;o f&iacute;sico, com lugar para atividades de agricultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-146\" style=\"font-weight: bold;\">146<\/span>&nbsp;No aspecto moral, por exemplo, White afirma que o trabalho manual &eacute; uma salvaguarda contra as tenta&ccedil;&otilde;es, devido &agrave; operosidade e disciplina que cria na pessoa. Ela diz assim: &ldquo;At the creation, labor was appointed as a blessing. It meant development, power, happiness. The changed condition of the earth through the curse of sin has brought a change in the conditions of labor; yet though now attended with anxiety, weariness, and pain, it is still a source of happiness and development. And it is a safeguard against temptation. Its discipline places a check on self-indulgence, and promotes industry, purity, and firmness. Thus it becomes a part of God&rsquo;s great plan for our recovery from the Fall.&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 214.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-147\" style=\"font-weight: bold;\">147<\/span>&nbsp;Cadwallader,&nbsp;<i>Educational Principles in the Writings of Ellen G. White<\/i>, p. 301.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-148\" style=\"font-weight: bold;\">148<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Testimonies for the Church<\/i>, vol. 6 (Mountain View: Pacific Press, 1948), p. 169; Vale ressaltar que, embora o contexto das orienta&ccedil;&otilde;es whiteanas a este respeito seja uma escola em regime de internato, estas atividades n&atilde;o se restringem necessariamente apenas ao ambiente de internato. Sobre o ambiente do lar, White declara: &ldquo;A educa&ccedil;&atilde;o que rapazes e mo&ccedil;as que frequentam nossos col&eacute;gios deviam receber na vida dom&eacute;stica &eacute; digna de especial aten&ccedil;&atilde;o. &Eacute; de grande import&acirc;ncia na obra da edifica&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter que os estudantes que frequentam nossos col&eacute;gios sejam ensinados a assumir a obra que lhes &eacute; indicada, submetendo toda inclina&ccedil;&atilde;o para a indol&ecirc;ncia. Necessitam familiarizar-se com os deveres da vida di&aacute;ria. Devem ser ensinados a executar os deveres dom&eacute;sticos bem e cabalmente, com o m&iacute;nimo de barulho e confus&atilde;o poss&iacute;veis. Tudo deve ser feito decentemente e com ordem&hellip; Muitos ramos de estudo que consomem o tempo do estudante, n&atilde;o s&atilde;o essenciais &agrave; utilidade ou felicidade; entretanto &eacute; essencial a todo jovem familiarizar-se completamente com os deveres de cada dia. Sendo necess&aacute;rio, uma jovem pode dispensar os conhecimentos de franc&ecirc;s ou &aacute;lgebra, ou mesmo de piano; mas &eacute; indispens&aacute;vel que aprenda a preparar bom p&atilde;o, confeccionar vestidos graciosamente adaptados, e executar eficientemente os muitos deveres atinentes ao lar&rdquo;. White,<b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b><i>The Adventist Home<\/i>&nbsp;(Washington, DC: Review and Herald, 1983), p. 88, 89.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-149\" style=\"font-weight: bold;\">149<\/span>&nbsp;White, &ldquo;The Reward of Faithful Toil&rdquo;, em&nbsp;<i>The Youth&rsquo;s Instructor<\/i>, 5 de dezembro de 1901.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-150\" style=\"font-weight: bold;\">150<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Fundamentals of Christian Education<\/i>, p. 36.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-151\" style=\"font-weight: bold;\">151<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>The Ministry of Healing<\/i>, p. 401.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-152\" style=\"font-weight: bold;\">152<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Education<\/i>, p. 13. &ldquo;True education [&hellip;] prepares the student for the joy of service in this world and for the higher joy of wider service in the world to come&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-153\" style=\"font-weight: bold;\">153<\/span>&nbsp;Yus,&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o Hol&iacute;stica<\/i>, p. 16.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fil&oacute;sofo educacional Cipriano Luckesi aponta tr&ecirc;s maneiras de compreender o sentido da educa&ccedil;&atilde;o na sociedade: educa&ccedil;&atilde;o como reden&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o como reprodu&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o como um meio de transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade.1&nbsp;Pela sua busca de sentido e ensejo de a&ccedil;&atilde;o, todas elas podem ser consideradas tend&ecirc;ncias filos&oacute;fico-pol&iacute;ticas. 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