{"id":6509,"date":"2020-11-23T13:20:26","date_gmt":"2020-11-23T16:20:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=6509"},"modified":"2020-11-23T13:20:26","modified_gmt":"2020-11-23T16:20:26","slug":"o-evangelho-como-missao-integral-os-desafios-de-uma-assistencia-contextualizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/o-evangelho-como-missao-integral-os-desafios-de-uma-assistencia-contextualizada\/","title":{"rendered":"O Evangelho como miss\u00e3o integral: Os Desafios de uma Assist\u00eancia Contextualizada"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h5 style=\"text-align: center;\"><strong>O Evangelho como miss&atilde;o integral: os desafios de uma assist&ecirc;ncia contextualizada<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Wagner Kuhn<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>A tarefa de contextualizar o Evangelho por meio de minist&eacute;rios de assist&ecirc;ncia e desenvolvimento envolve muitos desafios e oportunidades. Desafios ocorrem porque quando o Evangelho est&aacute; sendo con- textualizado existe o risco de incluir mais do que aquilo que &eacute; necess&aacute;rio. H&aacute; o risco de considerar a cultura de algu&eacute;m como melhor, o seu comportamento como mais ideal, sua religi&atilde;o como superior, e seus atos de caridade para justificar sua &eacute;tica humanit&aacute;ria. Ao mesmo tempo, existe o risco de n&atilde;o incluir o que &eacute; realmente necess&aacute;rio.<\/p>\n<p>No entanto, muitas pessoas ir&atilde;o ver ou ouvir a verdade do Evangelho pela primeira vez durante uma situa&ccedil;&atilde;o de crise ou atrav&eacute;s de programas de desenvolvimento em que aqueles que fornecem ajuda f&iacute;sica, emocional, material ou educacional tamb&eacute;m compartilham a verdade espiritual do Evangelho de forma indireta. Essa &eacute; a esperan&ccedil;a trazida a eles.<\/p>\n<p>&Eacute; importante notar que, apesar de existirem desafios no processo de contextualizar o Evangelho por meio de minist&eacute;rios de assist&ecirc;ncia e desenvolvimento, as oportunidades s&atilde;o muitas, e mais esfor&ccedil;os devem ser empregados nesse tipo de miss&atilde;o. Mesmo quando as pessoas n&atilde;o est&atilde;o fazendo a decis&atilde;o de aderir &agrave; igreja, o Evangelho &eacute; vivido e demonstrado, e, como a B&iacute;blia declara, a semente vai produzir frutos na &eacute;poca de colheita.<\/p>\n<h3>Contextualiza&ccedil;&atilde;o na teoria e pr&aacute;tica<\/h3>\n<p>A contextualiza&ccedil;&atilde;o1 do Evangelho significa que o Evangelho tem sido n&atilde;o s&oacute; comunicado, mas tamb&eacute;m tem sido entendido, vivido, e tem transforma-&nbsp;&nbsp; do indiv&iacute;duos e comunidades, bem como a sua cultura. Se os crist&atilde;os devem comunicar a mensagem do evangelho a outras culturas, eles devem encontrar maneiras de torn&aacute;-lo compreens&iacute;vel sem perder a mensagem em armadilhas culturais. O Evangelho tem m&uacute;ltiplas facetas, das quais aux&iacute;lio e desenvolvi- mento s&atilde;o parte integrante. Assim, a integra&ccedil;&atilde;o de palavra e a&ccedil;&atilde;o, ser e fazer, deve ser sempre o foco da verdadeira miss&atilde;o integral.<\/p>\n<p>Por muitos anos, mas principalmente durante a era colonial, os mission&aacute;rios crist&atilde;os (principalmente&nbsp; protestantes)&nbsp; entenderam&nbsp; que,&nbsp; para&nbsp; que as pessoas se tornassem crist&atilde;s, elas deveriam, igualmente, adotar diversos elementos da cultura ocidental &mdash; eles tinham que aceitar a cultura do mission&aacute;rio. Atualmente, muita coisa mudou, principalmente na forma como os mission&aacute;rios do Ocidente t&ecirc;m tentado ser mais sens&iacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s culturas n&atilde;o ocidentais e &agrave; forma como se adaptaram ou contextualizaram a obra&nbsp;&nbsp; e a mensagem do Evangelho. Para muitos, o Evangelho est&aacute; acima da cultura, mas deve ser entendido em todo o contexto cultural.<\/p>\n<h4>Defini&ccedil;&otilde;es<\/h4>\n<p>A contextualiza&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica ajuda as pessoas a entender que o Evangelho &eacute; apresentado como uma mensagem de salva&ccedil;&atilde;o n&atilde;o do Ocidente ao Oriente nem do Norte ao Sul, mas de Deus a todos os povos, culturas e na&ccedil;&otilde;es. O evangelho como expresso na Palavra de Deus, julga a cultura, e como tal,<\/p>\n<p>A tradu&ccedil;&atilde;o da B&iacute;blia &eacute; uma das melhores formas de contextualizar o Evangelho para outras culturas. &Eacute; a maneira de Deus falar com as pessoas em sua pr&oacute;pria l&iacute;ngua . Como Jesus continuou a ser Deus quando tomou a forma humana, o mesmo acontece com as Escrituras &mdash; ela continua a ser a revela&ccedil;&atilde;o divina de Deus mesmo quando &eacute; escrita em diferentes l&iacute;nguas. Portanto, a verdadeira contextualiza&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais do que a simples comunica&ccedil;&atilde;o do Evangelho. Significa que o Evangelho tem sido ex- plicado, compreendido, vivido e frutificado; esse Deus est&aacute; trabalhando ativamente nos cora&ccedil;&otilde;es das pessoas, transformando-as em novas criaturas; que a Palavra eterna transformou suas vidas, suas sociedades e sua cultura (HIEBERT; HIEBERT-MENE- SES, 1995, p. 371-372). &ldquo;Contextualizar&rdquo; significa se &ldquo;adaptar-se&rdquo;, encarnar e transferir a mensagem, as palavras, o exemplo e a obra de Cristo, de modo a represent&aacute;-lo como Ele &eacute;: a Palavra de Deus revelada aos homens e mulheres.<\/p>\n<p>Contextualizar o Evangelho significa viver a vida de Cristo em nossa vida; receber a vida e a Palavra escrita e comunic&aacute;-la aos outros de maneira que possam entender. Mesmo aqueles que n&atilde;o sabem ler ou escrever podem compreender o Evangelho se lhes for comunicado de forma adequada, ou melhor, se o Evangelho for vivido de forma que representa o Deus do Evangelho.<\/p>\n<p>Contextualiza&ccedil;&atilde;o &eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o ou a tradu&ccedil;&atilde;o do Evangelho em formas verbais que s&atilde;o entendidas pelas pessoas em sua pr&oacute;pria cultura distinta e situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas (NICHOLLS <em>apud <\/em>HESSELGRAVE; ROMMEN, 1989, p. 33). O conte&uacute;do do Evangelho tamb&eacute;m est&aacute; sendo praticado e vivido de maneira concreta e real. Contextualiza&ccedil;&atilde;o pode tamb&eacute;m ser um processo com tr&ecirc;s elementos distintos: revela&ccedil;&atilde;o, interpreta&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da qual n&atilde;o haveria continuidade de sentido (YODER <em>apud <\/em>ROMMEN, 1989, p. 201). Contextualiza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode ser definida como o processo em que a mensagem da Palavra de Deus se relaciona com o contexto cultural em que &eacute; proclamada; isto significa que a Palavra de Deus deve ser levada &agrave;s pessoas onde elas vivem, &agrave; cultura em que vivem, de tal maneira que possam identificar-se com a ela e expressar-se com a Palavra em sua pr&oacute;pria forma cultural (LAUERDORF, 1984, p. 2).2 aceita o que &eacute; bom na cultura e tamb&eacute;m condena e rejeita o que &eacute; mau em cada cultura (HIEBERT, 1994, p. 64, 75-92).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1 Para um estudo mais detalhado da contextualiza&ccedil;&atilde;o a partir de uma perspectiva adventista, consulte <em>Journal of Adventist Mission Studies <\/em>(v. 1, no 2, 2005) do Departamento de Miss&atilde;o Mundial da Universidade Andrews. Essa edi&ccedil;&atilde;o foi inteiramente dedicada a esse assunto.<\/p>\n<p>2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para que minist&eacute;rios de assist&ecirc;ncia e desenvolvimento sejam entendidos como miss&atilde;o integral, a igre-&nbsp;&nbsp; ja deve se engajar na contextualiza&ccedil;&atilde;o global com algumas caracter&iacute;sticas essenciais e fundamentais. Moreau (2006, p. 325-327) discutiu sete destas caracter&iacute;sticas afirmando que: 1) A contextualiza&ccedil;&atilde;o abrangente est&aacute; preocupada com o conjunto da f&eacute; crist&atilde;. 2) &Eacute; tanto proposicional e existencial; como&nbsp; tal, deve envolver tanto as verdades eternas sobre a nossa f&eacute;, quanto a forma como as verdades devem ser vividas. 3) &Eacute; baseada na B&iacute;blia. 4) &Eacute; interdisciplinar na sua abordagem &agrave; cultura. 5) &Eacute; din&acirc;mico. 6) &Eacute; ciente do impacto da pecaminosidade humana no processo. 7) &Eacute; um processo de duas vias, em que todos os lados contribuem.<\/p>\n<p>O processo de uma contextualiza&ccedil;&atilde;o abrangente do Evangelho deve ser visto e aplicado em v&aacute;rios aspectos do minist&eacute;rio da igreja e miss&atilde;o.3 Como exemplos, algumas das &aacute;reas de miss&atilde;o onde contextualiza&ccedil;&atilde;o pode ser aplica- da s&atilde;o: a tradu&ccedil;&atilde;o da B&iacute;blia (e toda a literatura crist&atilde;); prega&ccedil;&atilde;o do Evangelho de forma que seja compreens&iacute;vel para os ouvintes; estrutura administrativa e formas de governo eclesi&aacute;stico; disciplina de novos crentes; liturgia e adora&ccedil;&atilde;o, batismo, casamentos e comunh&atilde;o; m&uacute;sica e hinos; comunica&ccedil;&atilde;o, filosofia e m&eacute;todos de educa&ccedil;&atilde;o; cuidados de sa&uacute;de, minist&eacute;rios de assist&ecirc;ncia e caridade com os pobres e necessitados, e programas de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Pode-se afirmar que o objetivo de uma contextualiza&ccedil;&atilde;o abrangente &ldquo;&eacute; tornar a f&eacute; crist&atilde; <em>como um todo <\/em>&mdash; n&atilde;o s&oacute; a mensagem, mas tamb&eacute;m os meios de viver a nossa f&eacute; no contexto local &mdash; compreens&iacute;vel&rdquo; (MOREAU, 2006, p. 325). A vida do mission&aacute;rio deve ser contextualizada; e assim deve ser a sua mensagem, bem como a abordagem e metodologia do testemunho. Al&eacute;m disso, aspectos da vida crist&atilde;, tais como a adora&ccedil;&atilde;o, devem ser contextualizados. At&eacute; mais importante &eacute; a necessidade de contextua- lizar muitos dos aspectos da velha cultura.<\/p>\n<h3>Exemplos<\/h3>\n<p>Cristo &eacute; o melhor exemplo de contextualiza&ccedil;&atilde;o do Evangelho eterno. Ele &eacute; o Filho de Deus encarnado. Ele viveu e morreu para nos dar um exemplo a ser seguido, e sua Igreja &eacute; chamada a seguir os seus passos. Mais urgentemente, o mundo precisa do que tem sido necess&aacute;rio nos &uacute;ltimos 2.000 anos: uma revela&ccedil;&atilde;o real de Cristo (WHITE, 1905, p. 143). Como pode ent&atilde;o Cristo ser revelado para o mundo? Quais s&atilde;o as formas e os m&eacute;todos a serem usados? O que significa, atualmente, contextualizar o Evangelho &agrave;s pessoas, culturas e&nbsp;lugares onde vivem? Neste contexto, Ellen G. White escreveu extensamente sobre os m&eacute;todos e princ&iacute;pios que devem ser empregados como tentativa de contextualizar e viver o evangelho de Cristo:<\/p>\n<p>3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qualquer adventista envolvido em miss&atilde;o ou minist&eacute;rio integral que requer contextualiza&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria&nbsp;&nbsp; do Evangelho deve consultar os princ&iacute;pios e diretrizes estabelecidos pela Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia. Eles podem ser encontrados no site oficial da Igreja Adventista (dispon&iacute;vel em: <a href=\"http:\/\/bit\/\">http:\/\/bit.<\/a> ly\/2975B2kl), sob o t&iacute;tulo &ldquo;Guideliness for Engaging in Global Mission&rdquo;. Esse documento tem cinco partes que descrevem os seguintes temas: 1) o uso da B&iacute;blia na miss&atilde;o; 2) estruturas organizacionais transit&oacute;rias; 3) Cren&ccedil;as Fundamentais e preparo para o batismo; 4) formas de culto; e 5) contextualiza&ccedil;&atilde;o e sincretismo. Este &uacute;ltimo ponto &eacute; o mais relevante na discuss&atilde;o, compreens&atilde;o e pr&aacute;tica de um minist&eacute;rio contextualizado. Outro documento importante e mais atualizado &eacute; &ldquo;<em>Roadpmap <\/em><em>for Mission<\/em>&rdquo;, e tamb&eacute;m pode ser encontrado no site oficial da igreja (dispon&iacute;vel em: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/29fAMvN)\">http:\/\/bit.ly\/29fAMvN).<\/a><\/p>\n<p>Unicamente o m&eacute;todo de Cristo trar&aacute; verdadeiro &ecirc;xito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes &agrave;s necessidades e granjeava-lhes a confian&ccedil;a. Ordenava ent&atilde;o: &ldquo;Segue-Me&rdquo; (Jo 21:19).<\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;rio p&ocirc;r-se em &iacute;ntimo contato com o povo mediante esfor&ccedil;o pessoal. Se se empregasse menos tempo a pregar serm&otilde;es, e mais fosse dedicado a servi&ccedil;o pessoal, maiores seriam os resultados que se veriam. Os pobres devem ser socorridos, cuidados os doentes, os aflitos e os que sofreram perdas confortados, instru&iacute;dos os ignorantes e os inexperientes aconselhados. Cumpre-nos chorar com os que choram, e alegrar-nos com os que se alegram. Aliado ao poder de persuas&atilde;o, ao poder da ora&ccedil;&atilde;o e ao poder do amor de Deus, esta obra jamais ficar&aacute; sem frutos (WHITE, 1905, p. 143-144).<\/p>\n<p>A cita&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White &eacute; uma defini&ccedil;&atilde;o clara sobre a forma como o Evangelho deve ser contextualizado, especialmente na &aacute;rea das obras sociais da igreja. &Eacute; importante compreender que a verdadeira contextualiza&ccedil;&atilde;o do Evangelho n&atilde;o se limita &agrave; prega&ccedil;&atilde;o ou tradu&ccedil;&atilde;o da Palavra, sua ess&ecirc;ncia diz respeito &agrave; viv&ecirc;ncia e &agrave; pr&aacute;tica do Evangelho &mdash; &ldquo;Cristo em v&oacute;s, a esperan&ccedil;a da gl&oacute;ria&rdquo; (Cl 1:27). Isto &eacute; o que Paulo queria dizer quando fez refer&ecirc;ncia ao &ldquo;mist&eacute;rio da encarna&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A encarna&ccedil;&atilde;o foi a forma de Deus de se contextualizar a n&oacute;s como indiv&iacute;duos, a nossa condi&ccedil;&atilde;o, e para o nosso mundo deca&iacute;do.<\/p>\n<p>Outro exemplo de uma contextualiza&ccedil;&atilde;o pessoal &eacute; de Mazhar Mallouhi, nascido em uma casa mu&ccedil;ulmana, na S&iacute;ria, um escritor que j&aacute; publicou mais de uma d&uacute;zia de livros. Ele tamb&eacute;m &eacute; um crist&atilde;o mission&aacute;rio aos mu&ccedil;ulmanos do Oriente M&eacute;dio, vivendo naquele local para compartilhar o Evangelho e para a paz de Cristo ao mundo mu&ccedil;ulmano, os &aacute;rabes, e tamb&eacute;m aos crist&atilde;os. Em um artigo escrito por Paul-Gordon Chandler (2003, p. 54-59), Mallouhi &eacute; descrita como &ldquo;o vivo legado crist&atilde;o de Gandhi no mundo mu&ccedil;ulmano&rdquo;. A experi&ecirc;ncia de convers&atilde;o de Mallouhi &eacute; &uacute;nica e extraordin&aacute;ria ao mesmo tempo. Para ele, o cristianismo era uma ferramenta de opress&atilde;o&nbsp; dos colonizadores, um &ldquo;faroeste religioso&rdquo;, que prosseguiu as suas cruzadas medievais contra os povos &aacute;rabes. Os crist&atilde;os chamam Cristo de &ldquo;Pr&iacute;ncipe da Paz&rdquo;, mas ao mesmo tempo apoiavam a guerra. A coisa mais bela do Evangelho, a cruz, foi usada como uma arma nas m&atilde;os daqueles que participaram das cruzadas contra n&oacute;s; e a cruz, o meio pelo qual Deus abra&ccedil;a a humanidade, &eacute; transformada em uma espada (CHANDLER, 2003, p. 55).<\/p>\n<p>O exemplo e a vida de Mahatma Gandhi (1869-1948) influenciou grande- mente Mallouhi a considerar o cristianismo. Gandhi, embora nunca se tornasse crist&atilde;o, considerou Cristo como seu exemplo e muitas vezes declarou o seguinte para mission&aacute;rios crist&atilde;os na &Iacute;ndia: &ldquo;N&atilde;o fale sobre o cristianismo, apenas viva como um verdadeiro crist&atilde;o e as pessoas vir&atilde;o para ver a fonte de seu poder.&rdquo; Gandhi foi capaz de fazer o que os mission&aacute;rios n&atilde;o foram capazes de fazer em 50 anos &mdash; os olhos da &Iacute;ndia se viraram para a cruz. O testemunha involunt&aacute;rio de Gandhi a respeito de Cristo para os hindus e os mu&ccedil;ulmanos da &Iacute;ndia atingiram e tocaram o cora&ccedil;&atilde;o de Mazhar Mallouhi. Ele viu os ensinamentos de Jesus demonstrados e vividos na vida de Gandhi (CHANDLER, 2003, p. 54).<\/p>\n<p>Assim como Gandhi, encarnou e incorporou em sua pr&oacute;pria vida os princ&iacute;pios do evangelho de Cristo. Mazhar Mallouhi, atrav&eacute;s do exemplo de Gandhi, foi atra&iacute;do para Cristo atrav&eacute;s de suas palavras: &ldquo;Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei&rdquo; (Mt 11:28).<\/p>\n<p>Como escritor, Mallouhi apresenta a B&iacute;blia de uma forma que &eacute; cultural- mente aceit&aacute;vel no Oriente M&eacute;dio. N&atilde;o muito tempo atr&aacute;s, em uma grande conven&ccedil;&atilde;o de livros mu&ccedil;ulmanos, em um pa&iacute;s Africano do Norte, um livro escrito por Mallouhi, intitulado <em>An Eastern Reading of the Gospel of Luke <\/em>(Uma leitura oriental do evangelho de Lucas) ajudou a B&iacute;blia a ganhar acesso e tornar-se mais aceita pelo povo mu&ccedil;ulmano. Foi o livro que mais vendeu nessa conven&ccedil;&atilde;o. Esse livro retratava Jesus como algu&eacute;m que tem ra&iacute;zes no Oriente M&eacute;dio, e como algu&eacute;m que se identifica e se relaciona com os mu&ccedil;ulmanos do Oriente M&eacute;dio. Neste contexto, e na realidade, o cristianismo n&atilde;o &eacute; uma religi&atilde;o do Oeste; &eacute; sobretudo uma religi&atilde;o do Oriente (CHANDLER, 2003, p. 58).<\/p>\n<p>O sonho de Mazhar Mallouhi &eacute;&nbsp; encontrar&nbsp; um&nbsp; lar&nbsp; para&nbsp; a&nbsp; Palavra de Deus nos cora&ccedil;&otilde;es dos povos mu&ccedil;ulmanos do mundo, de modo que muitos v&atilde;o entender o Evangelho e encontrar a verdade e reconcilia&ccedil;&atilde;o duradoura no Pr&iacute;ncipe da Paz do Oriente M&eacute;dio. Esse &eacute; um exemplo de verdadeira contextualiza&ccedil;&atilde;o, que toma como base o exemplo de Jesus e os princ&iacute;pios b&iacute;blicos. Jesus veio para representar e revelar Deus a um mun- do ca&iacute;do. Ele veio personificar a divindade de Deus; viver o Evangelho, j&aacute; que Ele pr&oacute;prio &eacute; o Evangelho. Ele fez isso enquanto andava pelas estradas da Galileia, ao ajudar aqueles em necessidade, enquanto chamava pecado- res ao arrependimento. Ele continua o seu trabalho atrav&eacute;s de seus fi&eacute;is seguidores quando tamb&eacute;m decidiram viver e praticar totalmente e inteiramente seu Evangelho integral.<\/p>\n<h3>Minist&eacute;rios integrais a partir de perspectivas b&iacute;blica<\/h3>\n<p>A B&iacute;blia fornece princ&iacute;pios e instru&ccedil;&otilde;es sobre o nosso dever e cuidado para com as vi&uacute;vas, &oacute;rf&atilde;os, estrangeiros, pobres e necessitados, doentes, deficientes e todos os oprimidos pelo diabo. Essas instru&ccedil;&otilde;es foram dadas a n&oacute;s por um Deus que ama e cuida de n&oacute;s. V&aacute;rias destas instru&ccedil;&otilde;es encontram-se nas passagens do AT (ver &Ecirc;x 22:21-25; 23:9-11; Lv 19:9-15; 25:25-28; Dt 10:17-19;14:28-29; 15:7-11; 24:12-21; 26:12-13; 27:19; J&oacute; 29:12-17; 31:13-23; Sl 68:5; 82:2-4;112:4-9; 146: 9; Pv 13:23; 14:31; 19:7; 22:22-23; 23:10-11; 29:7; 31:10; Is 1:17, 23;10:1-2; 58:6- 10; Jr 5:27-28; 7:5-7; 22:3; 49:11; Ez 18:7; 16:49; Dn 4:27; Os 14:3;<\/p>\n<p>Zc 7:9-10; Ml 3:5). Os profetas eram francos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s leis e regulamentos sobre o aux&iacute;lio e bem-estar social no AT. Muitas vezes, uma pergunta &eacute; feita: como podem os pobres, sem-teto e desempregados ser ajudados a fim de assegurar as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os da provid&ecirc;ncia de Deus e viver a vida que Ele pretendia para a humanidade? Observe a seguinte declara&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p>Se os homens dessem mais aten&ccedil;&atilde;o aos ensinos da Palavra de Deus, encontrariam uma solu&ccedil;&atilde;o a esses problemas que os desconcertam. Muito se poderia aprender do Antigo Testamento quanto &agrave; quest&atilde;o do trabalho e do aux&iacute;lio aos pobres. No plano de Deus para Israel, toda fam&iacute;lia tinha um lar na Terra, e terreno suficiente para planta&ccedil;&otilde;es. Assim eram proporcionados tanto os meios como o incentivo para uma vida &uacute;til, industriosa e independente. E nenhuma medida humana j&aacute; excedeu a esse plano. A pobreza e a mis&eacute;ria que hoje existem se devem, em grande parte, ao fato de o mundo ter se afastado dele (WHITE, 1905, p. 143-144).<\/p>\n<p>Os princ&iacute;pios, li&ccedil;&otilde;es e instru&ccedil;&otilde;es da B&iacute;blia ajudam as pessoas a compreender a inten&ccedil;&atilde;o de Deus em rela&ccedil;&atilde;o aos mais necessitados. Deus quer que todos estejam em conex&atilde;o com a sua Palavra de modo que cada um possa ser seu instrumento de miseric&oacute;rdia e amor para aqueles que est&atilde;o sofrendo. &ldquo;&Eacute; o des&iacute;gnio de Deus que o rico e o pobre estejam intimamente ligados pelos la&ccedil;os da simpatia e da assist&ecirc;ncia m&uacute;tua&rdquo; (WHITE, 1905, p. 193). Esta uni&atilde;o ir&aacute; provar ser uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o para ambos os grupos. Vai ajudar tanto os pobres quanto os ricos no entendimento do plano de salva&ccedil;&atilde;o de Deus e das verdades espirituais que podem ser reveladas por uma vida de benevol&ecirc;ncia e, assim, entendidas no meio de ang&uacute;stia e sofrimento.<\/p>\n<p>A verdadeira caridade ajuda os homens a ajudarem a si mesmos. Se algu&eacute;m vem &agrave; nossa porta e pede alimento, n&atilde;o o devemos mandar embora com fome; sua pobreza pode ser o resultado de um infort&uacute;nio. Mas a verdadeira benefic&ecirc;ncia significa mais que simples d&aacute;divas. Importa em um real interesse no bem-estar dos outros. Cumpre-nos buscar compreender as necessidades dos pobres e dos aflitos, e conceder-lhes o aux&iacute;lio que mais benef&iacute;cio lhes proporcione. Dedicar pensamentos e tempo e esfor&ccedil;o pessoal, custa muit&iacute;ssimo mais que dar meramente dinheiro. Mas &eacute; a verdadeira caridade (WHITE, 1905, p. 195).<\/p>\n<p>&Eacute; somente por seu amor e servi&ccedil;o para com os seus filhos que as pessoas carentes&nbsp; podem&nbsp; provar&nbsp; a autenticidade&nbsp; de seu amor por&nbsp; Deus (WHITE, 1905,<\/p>\n<ol>\n<li>205). O verdadeiro servi&ccedil;o prov&eacute;m um verdadeiro amor pelo Salvador como demonstrado para com aqueles que Ele veio para salvar e restaurar. Jesus d&aacute; um exemplo extraordin&aacute;rio, ao contar a hist&oacute;ria do Bom Samaritano (veja Lc 10:25- 37). Neste incidente onde o Evangelho &eacute; contextualizado atrav&eacute;s da pessoa do Bom Samaritano, Jesus trouxe uma nova interpreta&ccedil;&atilde;o do que Deus tinha ordenado na antiga alian&ccedil;a, mas que os israelitas do tempo de Jesus haviam esquecido.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O NT tamb&eacute;m fornece muitos exemplos que ajudam as pessoas a entender como os minist&eacute;rios integrais devem ser parte da vida e da miss&atilde;o, tanto do crente quanto da igreja, que &eacute; o corpo de Cristo. O tratamento am&aacute;vel e gentil de Jesus &agrave;s mulheres tamb&eacute;m ajuda as pessoas a compreender melhor a forma de contextua- lizar o Evangelho; um exemplo disto &eacute; a hist&oacute;ria da mulher samaritana (Jo 4:1-26); outro &eacute; como Jesus reinterpretou ou contextualizou a mensagem de Deus, como &eacute; o caso da mulher apanhada em adult&eacute;rio (Jo 8:1-11).4<\/p>\n<p>4&nbsp;&nbsp; Outros exemplos de como o Evangelho de Cristo tocou as mulheres s&atilde;o as seguintes: a mulher cananeia ou siro-fen&iacute;cia (Mt 15:21-28; Mc 7:24-30); a m&atilde;e de Jesus (Jo 19:25-27); Jesus encorajou Marta e Maria (Jo 11:17-37); ressuscitou o filho de uma vi&uacute;va (Lc 7:11-17); foi ungido por uma mulher pecadora e perdoou pecados (Jo 12:1-11; Mt 26:6-13; Mc 14:3-9; Lc 7:36-50); curou e dialogou com uma mulher doente (Lc 8:43-48; Mt 9:20-22; Mc 5:25-34); mulheres foram curadas de esp&iacute;ritos malignos e doen&ccedil;as (Lc 8:1-3); Jesus curou uma mulher aleijada (Lc 13:10-13); notou a vi&uacute;va dando sua oferta (Mc 12:41-44; 21:1-4); apareceu a Maria (Jo 20:10-18).<\/p>\n<p>Todo o minist&eacute;rio de Jesus &mdash; ensinando, pregando e curando &mdash; demonstrou a sua miss&atilde;o de salvar e restaurar, curar e perdoar. Sua a&ccedil;&otilde;es confirmaram seus ensinamentos<\/p>\n<p>Seus milagres testificavam da veracidade de suas palavras, de que n&atilde;o veio a destruir, mas a salvar. Aonde quer que fosse, as novas de sua miseric&oacute;rdia o precediam. Por onde havia passado, os que haviam sido alvo de sua compaix&atilde;o se regozijavam na sa&uacute;de, e experimentavam as for&ccedil;as rec&eacute;m-adquiridas. Multid&otilde;es ajuntavam-se em torno deles para ouvir de seus l&aacute;bios as obras que o Senhor realizara. Sua voz havia sido o primeiro som ouvido por muitos, seu nome o primeiro proferido, seu rosto o primeiro que contemplaram. [&hellip;]<\/p>\n<p>O Salvador tornava cada ato de cura uma ocasi&atilde;o para implantar princ&iacute;pios divinos na mente e na alma. Esse era o des&iacute;gnio de sua obra. Comunicava b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os terrestres, para que pudesse inclinar o cora&ccedil;&atilde;o dos homens ao recebimento do evangelho de sua gra&ccedil;a. Cristo poderia ter ocupado o mais elevado lugar entre os mestres da na&ccedil;&atilde;o judaica, mas preferiu levar o evangelho aos pobres. Ia de lugar&nbsp;&nbsp;&nbsp; a lugar, para que os que se achavam nos caminhos e atalhos pudessem ouvir as palavras da verdade. [&hellip;] Assim ia de cidade em cidade, de vila em vila, pregando o evangelho e curando os enfermos &mdash; o Rei da gl&oacute;ria na humilde veste humana (WHITE, 1905, p. 19-22).<\/p>\n<p>Como notado, o minist&eacute;rio de Jesus foi totalmente dedicado &agrave; salva&ccedil;&atilde;o e resgate de seres humanos &agrave; sua integralidade original. Ele lhes pregou o Evangelho, curou sua doen&ccedil;a, perdoou seus pecados, e os restaurou a uma vida que era completa &mdash; reconciliou todos com Deus atrav&eacute;s de si mesmo.<\/p>\n<p>Ellen G. White comenta que &ldquo;o Salvador assistia tanto &agrave; alma como ao corpo. O evangelho por Ele pregado era uma mensagem de vida espiritual e de restaura&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica&rdquo; (WHITE, 1905, p. 111). Al&eacute;m disso, era &ldquo;dando a vida pela vida dos homens&rdquo; que Ele &ldquo;restauraria na humanidade a imagem de Deus. E havia de nos levantar do p&oacute;, reformar o car&aacute;ter segundo o modelo de seu pr&oacute;prio car&aacute;ter, e torn&aacute;-lo belo com sua pr&oacute;pria gl&oacute;ria&rdquo; (WHITE, 1905, p. 504).<\/p>\n<p>Este &eacute;, sem qualquer d&uacute;vida, aquilo que todos podem se referir como&nbsp;&nbsp;&nbsp; o Evangelho integral de Jesus Cristo; um Evangelho que &eacute; capaz de curar e salvar, proteger e restaurar &mdash; transformando seres humanos em herdeiros&nbsp;&nbsp; do reino de Deus por restaurar neles a imagem de Deus. Esse &eacute; o trabalho que deve ser feito atrav&eacute;s do poder do Esp&iacute;rito de Deus, a fim de que muitos pobres, doentes e necessitados possam receber a gra&ccedil;a deste Evangelho integral de Cristo e ser transformados em sua semelhan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Ao ajudar os pobres, as pessoas precisam ter cuidado para n&atilde;o torn&aacute;-los dependentes. O ap&oacute;stolo Paulo faz uma refer&ecirc;ncia que se aproxima do desenvolvimento crist&atilde;o, como pode ser entendido, no contexto atual. Ele escreveu: &ldquo;e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que &eacute; vosso e trabalhar com as pr&oacute;prias m&atilde;os, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar&rdquo; (1Ts 4:11-12). &Eacute; claro que os crentes n&atilde;o devem ser um fardo para os outros &mdash; a depend&ecirc;ncia &eacute; contra os princ&iacute;pios crist&atilde;os. Ao viverem uma vida tranquila, trabalhando com as pr&oacute;prias m&atilde;os, e n&atilde;o interferindo nos assuntos dos outros, os crentes possui- riam dignidade, seriam autossuficientes e se tornariam cidad&atilde;os respeitados de suas comunidades. Esse foi de fato o evangelho, demonstrado concretamente.<\/p>\n<h3>Desenvolvimento integral<\/h3>\n<p>A transforma&ccedil;&atilde;o hol&iacute;stica &eacute; a finalidade &uacute;ltima do desenvolvimento crist&atilde;o. Mas para que essa transforma&ccedil;&atilde;o ocorra, o poder divino e a vontade humana devem cooperar. Jesus mostrou &agrave;s pessoas o caminho amando e identificando-se com elas at&eacute; a morte. Sua miss&atilde;o era trazer restaura&ccedil;&atilde;o completa para homens e mulheres. Ele &ldquo;veio trazer-lhes sa&uacute;de, paz e perfei&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter. [&hellip;] Dele emanava uma corrente de poder restaurador, ficando os homens f&iacute;sica, mental e moralmente s&atilde;os&rdquo; (WHITE, 1942, p. 17). Desenvolvimento real &eacute; mais do que apenas mudan&ccedil;as no comportamento, tradi&ccedil;&otilde;es, ou vis&atilde;o de mundo; &eacute; uma transforma&ccedil;&atilde;o de toda a pessoa, que afeta a comunidade inteira. &Eacute; uma transforma&ccedil;&atilde;o tanto de pobres quanto de n&atilde;o pobres. Todos precisam ser transformados e salvos pela gra&ccedil;a redentora de Deus.<\/p>\n<p>O minist&eacute;rio efetivo para toda a pessoa &eacute; um processo pelo qual a vis&atilde;o de mundo e os valores s&atilde;o transformados em uma forma agrad&aacute;vel a Cristo e moldados pela sua Palavra. Quando isso acontece, as pessoas cada vez mais cumprem o&nbsp; seu potencial dado por Deus e demonstram justi&ccedil;a na motiva&ccedil;&atilde;o e comporta- mento. [&hellip;] Tal transforma&ccedil;&atilde;o radical e duradoura ocorre quando o&nbsp; Esp&iacute;rito Santo muda as pessoas e as torna semelhantes a Jesus. Ent&atilde;o, o desenvolvimento [que &eacute; integral] j&aacute; come&ccedil;ou (STEWARD, 1982, p. 24).<\/p>\n<p>Em outras palavras, e parafraseando as palavras do ap&oacute;stolo Paulo em&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1 Cor&iacute;ntios 13, pode-se afirmar que, se n&atilde;o h&aacute; amor, n&atilde;o h&aacute; desenvolvimento. Posso fazer muitas coisas, at&eacute; mesmo coisas imposs&iacute;veis, mas se eu n&atilde;o amar, n&atilde;o sou nada, nada disso me aproveitaria.<\/p>\n<p>O amor &eacute; paciente, &eacute; benigno; o amor n&atilde;o arde em ci&uacute;mes, n&atilde;o se ufana, n&atilde;o se ensoberbece, n&atilde;o se conduz inconvenientemente, n&atilde;o procura&nbsp; os&nbsp; seus&nbsp; interesses, n&atilde;o se exaspera, n&atilde;o se ressente do mal; n&atilde;o se alegra com a injusti&ccedil;a, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo cr&ecirc;, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecer&atilde;o; havendo l&iacute;nguas, cessar&atilde;o; havendo ci&ecirc;ncia, passar&aacute; [&hellip;]. Agora, pois, permanecem a f&eacute;, a esperan&ccedil;a e o amor, estes tr&ecirc;s; por&eacute;m o maior destes &eacute; o amor (1Co 13:4-8, 13).<\/p>\n<p>A ess&ecirc;ncia do desenvolvimento transformacional e integral &eacute; o amor, e a fonte ou origem de amor genu&iacute;no e altru&iacute;sta &eacute; Deus. O desenvolvimento, ent&atilde;o, vem por meio do estabelecimento do Reino de Deus &agrave; medida que os membros do corpo de Cristo, que formam a sua igreja, se re&uacute;nem para ador&aacute;-lo, reconhecendo-o como Criador e Salvador. Isso acontece por meio da busca de paz e justi&ccedil;a. O perd&atilde;o &eacute; dado e recebido, pessoas s&atilde;o restauradas (tornadas completas), e Deus &eacute; adorado em Esp&iacute;rito e em verdade. O desenvolvimento integral vem de Deus, por meio do Filho e do Esp&iacute;rito. &Eacute; dado como um presente e, quando aceito individualmente e compartilhado pelos membros do corpo de Cristo, transforma toda a pessoa, toda a comunidade. Os resultados desse desenvolvimento integral s&atilde;o os frutos do Esp&iacute;rito, dos quais o mais importante &eacute; o amor.<\/p>\n<h3><strong>O Evangelho como miss&atilde;o integral:<\/strong><\/h3>\n<p><strong>desafios e oportunidades<\/strong><\/p>\n<p>A contextualiza&ccedil;&atilde;o do Evangelho &eacute; sempre um desafio, com riscos e oportunidades. Alguns dos poss&iacute;veis desafios envolvidos neste processo ser&atilde;o discutidos brevemente.<\/p>\n<h4><strong>Desafios<\/strong><\/h4>\n<p>Em primeiro lugar, existe o risco de diminuir o Evangelho a um n&iacute;vel t&atilde;o id&ecirc;ntico a certa cultura que ele n&atilde;o tem o poder de transformar nem a cultura<\/p>\n<p>nem as pessoas a que se destina; o Evangelho se torna um prisioneiro da cultura. Uma das raz&otilde;es &eacute; o excesso de contextualiza&ccedil;&atilde;o, ou contextualiza&ccedil;&atilde;o acr&iacute;tica.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, e de forma semelhante, a contextualiza&ccedil;&atilde;o dos minist&eacute;rios integrais representa outro risco grave na medida em que esses minist&eacute;rios se tornam um fim em si mesmos, ou se tornam o Evangelho em si mesmo. Um exemplo seria o da igreja se tornando uma grande ag&ecirc;ncia humanit&aacute;ria. Em outras palavras, servi&ccedil;os comunit&aacute;rios e minist&eacute;rios assistenciais, a ADRA, hospitais, ou nossas escolas e universidades, por sua vez, tornam-se igrejas em si mesmas ou o pr&oacute;prio Evangelho. Para esclarecer esse desafio, alguns peque- nos exemplos da hist&oacute;ria e da B&iacute;blia ser&atilde;o fornecidas abaixo.<\/p>\n<p><em>Rei<\/em> <em>Salom&atilde;o<\/em> <em>&mdash; <\/em>O rei mais s&aacute;bio que j&aacute; viveu tentou contextualizar o plano de<\/p>\n<p>Deus de acordo com o que ele pensava que era correto, de acordo com o seu pr&oacute;prio racioc&iacute;nio. Ele permitiu que o culto aos deuses pag&atilde;os fossem realizados dentro das paredes de seu pr&oacute;prio pal&aacute;cio e em sua na&ccedil;&atilde;o &mdash; o pr&oacute;prio territ&oacute;rio de Israel. O resultado era previs&iacute;vel e terr&iacute;vel: a idolatria pag&atilde; penetrou a na&ccedil;&atilde;o escolhida e a tornou parte da pr&oacute;pria cultura do povo eleito de Deus.<\/p>\n<p><em>As tradi&ccedil;&otilde;es dos fariseus &mdash; <\/em>As instru&ccedil;&otilde;es de Deus foram rejeitadas,<\/p>\n<p>os seus conselhos esquecidos, e estes foram substitu&iacute;dos por decretos humanos: a vontade humana no lugar da vontade de Deus. Esse &eacute; um tipo de contextualiza&ccedil;&atilde;o onde a vontade de Deus e suas instru&ccedil;&otilde;es foram substitu&iacute;das pela vontade humana e suas tradi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Da mesma forma, corremos o mesmo risco na Igreja Adventista atual, em nosso sistema educativo, no sistema m&eacute;dico, e&nbsp; em&nbsp; qualquer sistema institucionalizado da igreja. Se n&atilde;o tivermos cuidado, podemos acabar aceitando curr&iacute;culos governamentais, pr&aacute;ticas m&eacute;dicas, filosofias secularizadas, e assim por diante, somando apenas a nossas pr&oacute;prias tradi&ccedil;&otilde;es humanas, em vez da revela&ccedil;&atilde;o e instru&ccedil;&otilde;es de Deus.<\/p>\n<p><em>As tradi&ccedil;&otilde;es cat&oacute;licas romanas &mdash; <\/em>Essa contextualiza&ccedil;&atilde;o excessiva aconteceu com a Igreja Cat&oacute;lica, que substituiu alguns princ&iacute;pios e mandamentos de Deus por suas pr&oacute;prias tradi&ccedil;&otilde;es. Em muitas ocasi&otilde;es, em vez de pregar o Evangelho de Cristo, a Igreja Romana acabou tornando-se um arauto da cultura e das tradi&ccedil;&otilde;es humanas, e em vez levar o Evangelho, tornou-se opressiva, for&ccedil;ando as pessoas a aceitar a sua pr&oacute;pria cultura e tradi&ccedil;&otilde;es como o pr&oacute;prio Evangelho.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo aspecto ou desafio de minist&eacute;rios integrais girando em torno de uma ag&ecirc;ncia humanit&aacute;ria ou uma grande empresa pastoral social, veja os seguintes exemplos: <em>A caridade como um meio de salva&ccedil;&atilde;o &mdash; <\/em>A pr&aacute;tica da caridade substitui a necessidade de um Salvador &mdash; isso &eacute; salva&ccedil;&atilde;o pelas obras. Os pobres e necessitados tornam-se instrumentos de salva&ccedil;&atilde;o para aqueles que s&atilde;o ricos,&nbsp; e estes, por sua vez, ganham a sua salva&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da partilha com os pobres de sua abund&acirc;ncia. Para os pobres, por outro lado, a pr&aacute;tica de uma vida humilde e privada e a pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o de pobreza s&atilde;o considerados merit&oacute;rios para a salva&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; necessidade de Deus, j&aacute; que a pobreza &eacute; um meio de salva&ccedil;&atilde;o. Dar ou receber a esmola torna-se mais importante que compartilhar, pregar, aceitar, ou viver e praticar o Evangelho.<\/p>\n<p><em>O Evangelho social &mdash; <\/em>Muitos minist&eacute;rios sociais come&ccedil;am com o nobre prop&oacute;sito de partilhar e&nbsp; testemunhar do&nbsp; Evangelho, mas &agrave;&nbsp; medida que o tempo passa, o testemunho do Evangelho diminui e o compartilhamento do amor de Deus cessa. Pouca ou nenhuma refer&ecirc;ncia &eacute; feita ao Evangelho que transforma, restaura, cura, redime e salva. Muito se fala sobre&nbsp; o fato de que a sociedade est&aacute; cada vez melhor, que programas sociais podem transformar e melhorar sociedades e comunidades, e que, como resultado,&nbsp;&nbsp; o Reino de Deus ser&aacute; estabelecido aqui na Terra, porque as pessoas est&atilde;o melhorando, progredindo no sentido de alcan&ccedil;ar a santidade.<\/p>\n<p>Sa&uacute;de sem cura e tratamento sem o Evangelho &mdash; O caso do Sana- t&oacute;rio de Battle Creek e do Dr. John H.&nbsp; Kellogg &eacute;&nbsp; um exemplo.&nbsp; Parecia que o restabelecimento da sa&uacute;de tornou-se um fim em si mesmo. O lado espiritual foi negligenciado, e o Evangelho integral deixou de ser pratica- do como instru&iacute;do por Deus. O Dr. Kellogg focalizou continuamente em novas descobertas m&eacute;dicas e novas t&eacute;cnicas de tratamento, esquecendo-se de tamb&eacute;m ajudar os doentes a olhar para Jesus como o grande M&eacute;dico. Sua compreens&atilde;o pante&iacute;sta de Deus e da natureza o levou a uma contextualiza&ccedil;&atilde;o do Evangelho que provou ser desastrosa para ele e para a igreja.<\/p>\n<p><em>Programas de sa&uacute;de, sociais e de desenvolvimento que est&atilde;o fora do<\/em><\/p>\n<p><em>Evangelho <\/em><em>e fora do corpo de Cristo &mdash; <\/em>Hospitais adventistas do s&eacute;timo dia e institui&ccedil;&otilde;es de ensino, bem como a ADRA, est&atilde;o em&nbsp; grande risco de perder de vista sua verdadeira finalidade e fun&ccedil;&atilde;o, que &eacute; tanto curar&nbsp; os doentes quanto transformar as comunidades, permitindo-lhes ter vi- das significativas e abundantes. O risco &eacute; que esses minist&eacute;rios proporcionem a cura f&iacute;sica, mudan&ccedil;as sociais e comunidades desenvolvidas, mas falta a verdadeira transforma&ccedil;&atilde;o que ocorre quando o evangelho &eacute; compartilhado e vivido em palavras e atos. Oportunidades<\/p>\n<p>A contextualiza&ccedil;&atilde;o abrangente e a cr&iacute;tica do Evangelho render&aacute; muitos benef&iacute;cios e oportunidades concretas. Como o Evangelho e o cristianismo t&ecirc;m necessidade de ser constantemente traduzidos, adaptados e transferidos para outras culturas e l&iacute;nguas, desde o in&iacute;cio, n&oacute;s tamb&eacute;m temos que nos assegurar de que os nossos minist&eacute;rios hol&iacute;sticos sejam relevantes e apropria- dos para a cultura e as pessoas que est&atilde;o servindo. Isso &eacute; realizado tentando-se contextualizar a vida e a mensagem, bem como as abordagens e os m&eacute;todos utilizados enquanto apresentamos ou vivemos o Evangelho de forma integral em um determinado contexto.<\/p>\n<p>Um dos desafios que a Igreja possui, que ao mesmo tempo torna-se uma oportunidade, &eacute; ajustar os seus m&eacute;todos e sua maneira de fazer miss&atilde;o, a fim de enfrentar e lidar com as mudan&ccedil;as sociais em curso neste mundo. Ela deve se esfor&ccedil;ar continuamente para expressar a mensagem eterna de uma forma que &eacute; relevante para a cultura emergente e para as necessidades atuais de um mundo agonizante sem alterar seus princ&iacute;pios (PUJIC, 2003, p. 21). Uma contextualiza&ccedil;&atilde;o equilibrada e s&eacute;ria do Evangelho vai ajudar a igreja no cumprimento da sua miss&atilde;o. Alguns exemplos de possibilidades reais s&atilde;o as seguintes:<\/p>\n<p><em>Tradu&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de literatura crist&atilde; &mdash; <\/em>A igreja tem uma oportunidade quando traduz, produz e distribui literatura e recursos crist&atilde;os em v&aacute;rios idiomas para os mais diversos grupos de pessoas do mundo. A tradu&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de B&iacute;blias e livros que transmitem a mensagem de Deus cumprem esse prop&oacute;sito e exemplificam o que a contextualiza&ccedil;&atilde;o adequada significa na pr&aacute;tica.<\/p>\n<p><em>Lideran&ccedil;a crist&atilde; servidora &mdash; <\/em>Quando os l&iacute;deres da igreja seguem o exemplo de Cristo em um mundo onde os valores b&iacute;blicos n&atilde;o s&atilde;o populares, eles est&atilde;o cumprindo o plano tencionado de Deus para eles. Eles avan&ccedil;am contra a cultura dominante e contextualizam o Evangelho integral de Cristo exemplificando em sua pr&oacute;pria vida o car&aacute;ter amoroso do Salvador.<\/p>\n<p><em>O Evangelho integral &mdash; <\/em>A igreja deve ensinar, praticar e viver o Evangelho em sua inteireza &mdash; em palavras e a&ccedil;&otilde;es. Como tal, os crist&atilde;os adventistas t&ecirc;m uma oportunidade &uacute;nica e grandiosa de compartilhar a verdade presente no contexto atual. Essa verdade presente deve ser continuamente adaptada (contextualizada) enquanto testemunhamos, ensinando e curando, de modo que o Evangelho integral de Cristo seja compreendido, aceito e praticado por aqueles que estamos tentando alcan&ccedil;ar. As tr&ecirc;s mensagens ang&eacute;licas de Apocalipse 14 s&atilde;o parte singular da mensagem do Evangelho e devem ser compartilhadas com todas as na&ccedil;&otilde;es, l&iacute;nguas e povos deste mundo. Por meio do ensino, prega&ccedil;&atilde;o e cura, as verdades do Evangelho como s&atilde;o em Jesus ser&atilde;o transmitidas para aqueles que est&atilde;o em necessidade de reden&ccedil;&atilde;o e de um Salvador. Todos os membros, departamentos, institui&ccedil;&otilde;es, minist&eacute;rios e ag&ecirc;ncias da igreja s&atilde;o chamados a participar na partilha do Evangelho integral de Jesus.<\/p>\n<p><em>O minist&eacute;rio integral da ADRA <\/em>&mdash; &Agrave; medida que os servidores da ADRA<\/p>\n<p>introduzem um novo territ&oacute;rio ou lugar, &eacute; imperativo que eles tirem as sand&aacute;lias dos p&eacute;s, porque o lugar que est&atilde;o pisando pode ser terra santa. Creio que Deus est&aacute; trabalhando na vida de muitas pessoas antes mesmo que indiv&iacute;duos e ag&ecirc;ncias ini- ciem suas atividades humanit&aacute;rias e de testemunho em determinado lugar.<\/p>\n<p>Deus tamb&eacute;m envia seus servos como servidores de assist&ecirc;ncia e desenvolvimento para lugares onde ningu&eacute;m ouviu o Evangelho, de modo que o seu car&aacute;ter amoroso possa ser vivido por meio desses servidores. Muitas vezes, essa &eacute; a forma como os minist&eacute;rios integrais da ADRA podem contextualizar o Evangelho &agrave; medida que ele &eacute; pregado mediante palavras, atos e programas&nbsp;&nbsp; de desenvolvimento &mdash; um Evangelho que &eacute; exemplificado em princ&iacute;pios, na pr&aacute;tica e nas vidas daqueles que servem.<\/p>\n<h3><strong>Considera&ccedil;&otilde;es finais<\/strong><\/h3>\n<p>O testemunho silencioso e intencional dos que est&atilde;o dispostos a ajudar os necessitados, mesmo em pa&iacute;ses distantes onde o Evangelho n&atilde;o pode ser pregado abertamente, &eacute; uma maneira distinta e eficaz de contextualizar o Evangelho, e em tempo que produzir&aacute; resultados positivos. Devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo que &ldquo;ia de cidade em cidade, de vila em vila, pregando o Evangelho e curando os enfermos &mdash; o Rei da gl&oacute;ria na humilde veste humana&rdquo; (WHITE, 1942, p. 22). Ele n&atilde;o s&oacute; contextualizou o Evangelho em forma e significado que pode ser compreendido por todos, mas era&nbsp;&nbsp; o pr&oacute;prio Evangelho &mdash; a Palavra de vida.<\/p>\n<p>Servidores do desenvolvimento n&atilde;o devem se envergonhar do Evangelho, porque ele &eacute; o poder de Deus para a salva&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o dos que creem (Rm 1:16). Esse poder vai acompanhar todos os envolvidos em minist&eacute;rios integrais, e como Cristo, que transmitia a vida e a salva&ccedil;&atilde;o enquanto ministrava a todos &mdash; cura, ensino e partilhar as boas-novas &mdash;, eles tamb&eacute;m v&atilde;o ser ve&iacute;culos da gra&ccedil;a de Deus. No final, todos precisamos entender que compartilhar as boas-novas do Evangelho e curar o corpo humano &eacute; uma e a mesma atividade, que &eacute; levada adiante por indiv&iacute;duos atrav&eacute;s do poder do Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>O Evangelho torna-se uma miss&atilde;o integral quando a nossa vida, mensagem e m&eacute;todos s&atilde;o contextualizadas &agrave;s realidades e necessidades daqueles a quem ministramos para aqueles que sofrem. Como obreiros da igreja, dedicamo-nos &agrave; assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria, &agrave;s atividades educativas e de desenvolvimento, &agrave; administra&ccedil;&atilde;o, &agrave; prega&ccedil;&atilde;o, ou &agrave; miss&atilde;o m&eacute;dica; somos as m&atilde;os e os p&eacute;s de um corpo &mdash; o Corpo de Cristo. Assim, os minist&eacute;rios integrais devem ser realizados em conjunto&nbsp; e de forma&nbsp; integrada enquanto nos esfor&ccedil;amos para viver a boa-nova de Deus na sabedoria e for&ccedil;a do Esp&iacute;rito e no amor e gra&ccedil;a de Jesus Cristo. Ent&atilde;o, qual &eacute; o nosso papel na miss&atilde;o integral de Deus? Que Deus nos aben&ccedil;oe &agrave; medida que continuamos a buscar melhores maneiras de servi-lo, traduzindo, contextualizando e adaptando o Evangelho em palavras e a&ccedil;&otilde;es em quem somos, no que fazemos e onde quer que estejamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/deptos.adventistas.org\/ministerial\/portal-pastor\/pt\/Artigos\/O%20Evangelho%20como%20missa%CC%83o%20integral.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Download em PDF<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Evangelho como miss&atilde;o integral: os desafios de uma assist&ecirc;ncia contextualizada Wagner Kuhn &nbsp; A tarefa de contextualizar o Evangelho por meio de minist&eacute;rios de assist&ecirc;ncia e desenvolvimento envolve muitos desafios e oportunidades. 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