{"id":6772,"date":"2021-03-22T08:00:01","date_gmt":"2021-03-22T11:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=6772"},"modified":"2021-03-21T22:00:09","modified_gmt":"2021-03-22T01:00:09","slug":"a-tecnologia-digital-e-a-vida-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/a-tecnologia-digital-e-a-vida-crista\/","title":{"rendered":"A Tecnologia Digital e a Vida Crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: center;\"><strong>A Tecnologia Digital e a Vida Crist&atilde;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Elias Brasil de Souza<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este ensaio oferece algumas opini&otilde;es sobre a tecnologia digital e argumenta que dever&iacute;amos trazer nossa vida digital sob o senhorio de Jesus Cristo. A tecnologia digital torna a vida mais confort&aacute;vel e agrad&aacute;vel em muitas maneiras. A Internet, nossos aparelhos tais como desktops, laptops, tablets, smartphones etc., facilmente nos conecta com uma outra pessoa e nos d&aacute; acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o em toda parte. Somente o Facebook possui 1,4 bilh&atilde;o de usu&aacute;rios.<strong><sup>&nbsp;<\/sup><\/strong>Se ele fosse um pa&iacute;s,<strong><sup>&nbsp;<\/sup><\/strong>seria o maior do mundo. De fato, a era digital nos tem trazido muitos privil&eacute;gios; ela torna uma vasta quantidade de informa&ccedil;&atilde;o facilmente acess&iacute;vel, ela interconecta pessoas de maneiras jamais sonhadas em tempos passados, e torna a realiza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias tarefas muito mais f&aacute;cil do que nunca antes. De muitas maneiras &eacute; um privil&eacute;gio viver nesta era digital e desfrutar os benef&iacute;cios que ela traz para todas as &aacute;reas de nossa vida. Entretanto, ela vem com uma etiqueta de pre&ccedil;o porque a combina&ccedil;&atilde;o de aparelhos sofisticados com os tent&aacute;culos sempre em expans&atilde;o da Web de amplitude mundial est&aacute; remodelando a n&oacute;s, nosso mundo, e nossos<\/p>\n<p>relacionamentos. Deste modo podemos desejar refletir sobre as maneiras para desfrutar as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os da era digital sem ser prejudicado por ela. Este breve ensaio oferece alguns pensamentos sobre alguns aspectos teol&oacute;gicos, filos&oacute;ficos e &eacute;ticos da tecnologia. Ele conclui com algumas sugest&otilde;es pr&aacute;ticas sobre como controlar nossas vidas superlinkadas de maneiras que honrem a Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Pensamentos Teol&oacute;gicos Sobre a Tecnologia Digital<\/h1>\n<p>O termo tecnologia designa &ldquo;as instrumentalidades que n&oacute;s criamos a fim de atualizar o mundo j&aacute; feito&rdquo;<strong><sup>&nbsp;<\/sup><\/strong>e assim facilitar nossas vidas sob o sol. Como tal, a tecnologia surgiu da criatividade dada por Deus e n&atilde;o deveria ser considerada como um mal em si mesma. Criados &agrave; imagem de Deus, somos capazes de modelar o mundo de maneiras que n&atilde;o s&atilde;o poss&iacute;veis para as outras criaturas. Deste modo desde o Jardim do &Eacute;den, os seres humanos t&ecirc;m estado na ocupa&ccedil;&atilde;o de inventar aparelhos para tornar a vida mais confort&aacute;vel, desfrut&aacute;vel, e eficaz. Tudo come&ccedil;ou quando Deus colocou Ad&atilde;o &ldquo;no Jardim do &Eacute;den para zelar de ele e cultiva-lo&rdquo; (Gn 2:15). Mas antes da cria&ccedil;&atilde;o de Ad&atilde;o, a Escritura admite que &ldquo;n&atilde;o havia homem para cultivar o solo&rdquo; (Gn 2:5). O ato de cultivar o solo &ndash; o que sup&otilde;e o uso de ferramentas e consequentemente tecnologia &ndash; surge como uma atividade necess&aacute;ria e positiva. Portanto, &ldquo;Ad&atilde;o devia tomar o mundo &lsquo;natural&rsquo; (que Deus fez) e molda-lo em alguma outra coisa &ndash; alguma coisa n&atilde;o inteiramente &lsquo;natural&rsquo; &ndash; mas sancionada por Deus.&rdquo; A tecnologia ent&atilde;o aparece para ajudar os humanos a realizarem melhor a miss&atilde;o de zelar da terra e cuidar da cria&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Posteriormente, a entrada do pecado desvirtuou n&atilde;o apenas a cria&ccedil;&atilde;o, mas contaminou os produtos art&iacute;sticos e tecnol&oacute;gicos da criatividade humana. Consequentemente, a tecnologia tem se tornado ambivalente e pode ser usada de uma maneira que &ldquo;n&atilde;o somente amplia o potencial para o maior bem mas tamb&eacute;m para o maior mal.&rdquo;<strong><sup>&nbsp;<\/sup><\/strong>A tecnologia pode servir quer para lavrar a terra para sustentar a vida ou pode ser transformada numa arma para destruir a vida. Ela pode aben&ccedil;oar os humanos com aparelhos que salvam vidas, como a medicina moderna pode testificar, mas ela tamb&eacute;m pode produzir bombas nucleares para trazerem destrui&ccedil;&atilde;o e morte. Entretanto, apesar de seus riscos e perigos, a tecnologia &eacute; um produto da criatividade humana, que &eacute; um aspecto da imagem de Deus. E o fato que o primeiro desenvolvimento tecnol&oacute;gico descrito na B&iacute;blia acontece entre os descendentes de Caim (Gn 4:17&ndash;22) n&atilde;o invalida a legitimidade da tecnologia.&nbsp; Como a B&iacute;blia mostra, a tecnologia &ndash; na forma de altares, pratos, incens&aacute;rios, tigelas, bacias, jarros, arcos, candelabros etc. &ndash; era tanto uma parte das atividades santu&aacute;rio\/templo como eram os servi&ccedil;os rituais (Ex 25:29; 1 Cr 28:11&ndash;21). Em suas atividades seculares os Israelitas n&atilde;o se abstinham do uso da tecnologia; eles iam at&eacute; os Filisteus para afiar suas ferramentas visto que os &uacute;ltimos possu&iacute;am a habilidade t&eacute;cnica de Hur&atilde;o de Tiro, que era &ldquo;um habilidoso artes&atilde;o em bronze&rdquo; (1 Rs 7:14). Os ap&oacute;stolos e outros Crist&atilde;os primitivos se aproveitaram dos desenvolvimentos tecnol&oacute;gicos mais recentes ao adotarem o codex, a tecnologia de escrita mais recente, para registrar, preservar, e comunicar a Palavra de Deus.<strong><sup>6<\/sup><\/strong> E n&atilde;o &eacute; muito fora de lugar dizer que a igreja apost&oacute;lica sempre esteve pronta para usar a tecnologia mais eficaz para levar a obra de Deus adiante.<\/p>\n<p>Notavelmente, algumas profecias escatol&oacute;gicas do Velho Testamento concebem a era Messi&acirc;nica como uma na qual a tecnologia desempenha um papel. Instrumentos inventados para destru&iacute;rem a vida s&atilde;o transformados em ferramentas agr&iacute;colas para assegurarem a vida (Is 2:4; 60:17, 18; Mq 4:3). E na profecia de fechamento das Escrituras, uma cidade, um s&iacute;mbolo supremo das realiza&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas humanas, se torna o pr&oacute;prio lugar de habita&ccedil;&atilde;o para Deus e o Cordeiro. As ruas de ouro e as pedras preciosas tamb&eacute;m s&atilde;o s&iacute;mbolos da criatividade tecnol&oacute;gica (Ap 22:1&ndash;22:5).<\/p>\n<p>Portanto, a tecnologia n&atilde;o deveria ser ignorada, evitada, ou rejeitada a partir de bases b&iacute;blicas; antes, ela deve ser cautelosamente adotada, tal como o povo de Deus tem feito ao longo da hist&oacute;ria.<\/p>\n<h1>Pensamentos Filos&oacute;ficos Sobre Tecnologia Digital<\/h1>\n<p>De acordo com alguns teoristas, a tecnologia pode ser dividida, grosseiramente, em quatro categorias: (1) aquelas que suplementam ou ampliam nossas capacidades inatas: o arado, a agulha, e o carro; (2) aquelas que estendem os limites ou sensibilidade de nossos sentidos: o microsc&oacute;pio, o amplificador; (3) aquelas que remodelam a natureza para servir melhor nossas necessidades ou desejos: o reservat&oacute;rio, a usina hidrel&eacute;trica; e (4) aqueles que prolongam ou apoiam nossos poderes mentais &ndash; isto &eacute;, instrumentos t&eacute;cnicos usados para reunir informa&ccedil;&atilde;o, articular ideias, compartilhar conhecimento, realizar c&aacute;lculos, e expandir a capacidade de nossa mem&oacute;ria &ndash; tais como livros, jornais, e computadores.<\/p>\n<p>A respeito de seu relacionamento e efeitos sobre os humanos, a tecnologia pode ser abordada a partir de duas principais perspectivas filos&oacute;ficas: instrumentalismo e determinismo. O instrumentalismo mant&eacute;m que um artefato t&eacute;cnico &eacute; apenas uma ferramenta neutra sob o controle de seu usu&aacute;rio. Neste ponto de vista, nossos aparelhos s&atilde;o meramente instrumentos em nossas m&atilde;os e portanto sujeitos ao uso que fazemos de eles. Por outro lado, o determinismo afirma que essa tecnologia n&atilde;o &eacute; de modo algum neutra. Ela molda seus usu&aacute;rios e os induz a realizarem alguns alvos predeterminados. Como &eacute; frequente o caso, a verdade pode estar em algum lugar entre os dois. Embora um ponto de vista instrumental da tecnologia possa parecer mais intuitivo e auto evidente, dever&iacute;amos n&atilde;o nos esquecer do fato que a tecnologia, e a tecnologia digital para esse material, traz alguns valores inerentes com ela. Como v&aacute;rios teoristas da comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m admoestado, a tecnologia ret&eacute;m alguns valores planejados por seus criadores. Marshall McLuhan aconselha, &ldquo;o agente &eacute; a mensagem,&rdquo;&nbsp;um conselho ecoado por outros teoristas da m&iacute;dia.&nbsp;Tem sido amplamente observado que os recursos tecnol&oacute;gicos que vieram &agrave; exist&ecirc;ncia durante as poucas d&eacute;cadas passadas est&atilde;o agora reinstalando nossos c&eacute;lebros.<\/p>\n<p>Agora parece claro que o aparelho tecnol&oacute;gico vem com alguns valores predeterminados incorporados nele. Como um teorista afirma: &ldquo;Em cada ferramenta est&aacute; incorporada uma tend&ecirc;ncia ideol&oacute;gica, uma predisposi&ccedil;&atilde;o para construir o mundo como uma coisa ou outra, para valorizar uma coisa acima da outra, para ampliar um sentido ou habilidade mais ruidosamente do que o outro.&rdquo;&nbsp;E o mesmo autor continua: &ldquo;As novas tecnologias alteram a estrutura dos nossos interesses: as coisas sobre as quais pensamos. Elas alteram a natureza de nossos s&iacute;mbolos: as coisas com as quais pensamos.&rdquo;&nbsp;Por exemplo, os telefones celulares eram dispositivos para conectarem gerentes com os seus empregados. Quando os telefones celulares foram popularizados, eles transformaram muitos usu&aacute;rios em &ldquo;gerentes&rdquo; mesmo durante um jantar da fam&iacute;lia ou culto de adora&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m, parece auto evidente que cada tecnologia traz n&atilde;o apenas benef&iacute;cios mas tamb&eacute;m problemas, e resolve-los requer tecnologias mais novas ainda. Como Freud satirizou h&aacute; muito tempo atr&aacute;s: &ldquo;Se n&atilde;o tivesse existido estrada de ferro para conquistar dist&acirc;ncias, meu filho jamais teria deixado sua pequena cidade natal e eu n&atilde;o necessitaria de telefone para ouvir sua voz; se viajar atravessando o oceano por navio n&atilde;o tivesse sido adotado, meu amigo n&atilde;o teria embarcado em sua viagem mar&iacute;tima e eu n&atilde;o teria necessidade de um cabo submarino para aliviar minha ansiedade a respeito de ele.&rdquo;<\/p>\n<p>Quando ponderamos os benef&iacute;cios e fardos dos aparelhos tecnol&oacute;gicos, &eacute; dif&iacute;cil discordar de Freud. Cada nova tecnologia parece trazer alguns benef&iacute;cios que s&atilde;o n&atilde;o obstantes acompanhados por algum problema que por sua vez requer uma nova tecnologia para conter seus efeitos indesej&aacute;veis. Por exemplo, tecnologias que de modo crescente t&ecirc;m liberado os seres humanos do trabalho f&iacute;sico consequentemente torna necess&aacute;ria outra tecnologia, a esteira ergom&eacute;trica, para mitigar os efeitos de um estilo de vida sedent&aacute;rio. Mas as boas novas s&atilde;o que o aspecto negativo de nossos aparelhos digitais pode ser mitigado, e eles podem assim ser usados de maneiras que honrem a Deus. Nas reflex&otilde;es que seguem eu tento sugerir alguns princ&iacute;pios para nos ajudarem a controlar nossa vida hiperlinkada.<\/p>\n<h1>Pensamentos &Eacute;ticos Sobre Tecnologia Digital<\/h1>\n<p>De acordo com um autor, a percep&ccedil;&atilde;o da tecnologia que uma sociedade em geral possui, se divide em tr&ecirc;s categorias: Primeira, &ldquo;tudo o que j&aacute; est&aacute; no mundo quando voc&ecirc; nasce &eacute; perfeitamente normal.&rdquo; Segunda, &ldquo;tudo o que &eacute; inventado agora e antes de voc&ecirc; completar trinta anos &eacute; incrivelmente excitante e criativo e com alguma sorte voc&ecirc; pode se afastar rapidamente de ele.&rdquo; Terceira, &ldquo;qualquer coisa que for inventada depois que voc&ecirc; tiver trinta anos &eacute; contra a ordem natural das coisas e inicia o fim da civiliza&ccedil;&atilde;o como a conhecemos at&eacute; cerca de dez anos atr&aacute;s quando ela gradualmente deixou de estar realmente correta.&rdquo;<\/p>\n<p>A qualquer grupo de idade que algu&eacute;m perten&ccedil;a, &eacute; cada vez mais dif&iacute;cil viver sem uma conex&atilde;o de Internet ou aparelhos m&oacute;veis. Privar-se de um telefone m&oacute;vel pode gerar ansiedade. Nove em cada dez pessoas abaixo dos trinta anos de idade admitem sofrer de &ldquo;nomofobia,&rdquo; o temor de n&atilde;o ter telefone m&oacute;vel.&nbsp;Dado o papel penetrante que os aparelhos digitais e a Internet desempenham em nossa cultura, n&atilde;o podemos separar nossa vida espiritual da nossa vida hiperlinkada. O modo como vivemos nossa vida digital tem implica&ccedil;&otilde;es em nossa vida persosonificada,&nbsp;e consequentemente em nosso relacionamento com Jesus. A seguir observamos que alguns benef&iacute;cios da vida digital v&ecirc;m com desafios &eacute;ticos que precisam de cuidadosa aten&ccedil;&atilde;o. Para honrar a Jesus com nossa experi&ecirc;ncia digital, pode ser &uacute;til refletir como a efic&aacute;cia, acessibilidade, informa&ccedil;&atilde;o, conectividade, responsabilidade, privacidade, adora&ccedil;&atilde;o e sabedoria atuam na experi&ecirc;ncia digital de algu&eacute;m.<\/p>\n<h1>Efic&aacute;cia<\/h1>\n<p>A tecnologia digital funciona como uma poupadora de tempo quando ela pode organizar r&aacute;pida e eficientemente a execu&ccedil;&atilde;o de tarefas e prov&ecirc; acesso a uma vasta quantidade de informa&ccedil;&atilde;o. Entretanto, ela pode frequentemente ser uma drenadora de tempo. Aquilo que come&ccedil;a como uma pesquisa digital dirigida pode muito facilmente se tornar uma distra&iacute;da, uma trivial mudan&ccedil;a de link para link, checagem da m&iacute;dia social, ou respostas &agrave;s mensagens. Desse modo a principal vantagem da tecnologia digital pode ser afastada pelas tenta&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; pr&oacute;pria m&iacute;dia.<\/p>\n<p>Gastar tempo com trivialidades e nenhum tempo para o estudo da B&iacute;blia, reflex&atilde;o, e uma vida devocional saud&aacute;vel &eacute; o principal desafio na era digital; &eacute; uma quest&atilde;o de mordomia que necessita de uma s&eacute;ria considera&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o quando usarmos nossos aparelhos digitais, devemos estar conscientes que a administra&ccedil;&atilde;o do tempo pode ser um s&eacute;rio desafio a vencer. Nunca antes o conselho inspirado foi t&atilde;o pertinente como agora: &ldquo;Andai circunspectamente, n&atilde;o como loucos mas como s&aacute;bios, redimindo o tempo, porque os dias s&atilde;o maus&rdquo; (Ef 5:15, 16).<\/p>\n<h1>Acessibilidade<\/h1>\n<p>Muitos aplicativos, sites, e outros softwares proporcionam acesso &agrave; Palavra de Deus em todo lugar e circunst&acirc;ncia conceb&iacute;veis. S&atilde;o tantos que na igreja, muitos adoradores preferem ler a B&iacute;blia em seus aparelhos em vez de num volume impresso. Por&eacute;m, nossos aparelhos digitais costumeiramente tamb&eacute;m cont&ecirc;m uma hoste de outros aplicativos al&eacute;m da B&iacute;blia, e em alguns casos at&eacute; mesmo conex&atilde;o com a Internet. Consequentemente a tenta&ccedil;&atilde;o na igreja para navegar na web, ler e-mails, e participar na m&iacute;dia social pode dominar o adorador. Os antigos Israelitas enfrentavam a tenta&ccedil;&atilde;o constante de trocar o culto ao Deus verdadeiro por rituais pag&atilde;os realizados em lugares altos e embaixo de &aacute;rvores sagradas. Tenta&ccedil;&otilde;es semelhantes assaltam muitos adoradores hoje como &ldquo;iDeuses&rdquo;&nbsp;distanciando-os do culto verdadeiro. Por&eacute;m, o primeiro mandamento nos lembra: &ldquo;N&atilde;o ter&aacute;s outros deuses al&eacute;m de Mim&rdquo; (Ex 20:3, NVI).<\/p>\n<h1>Informa&ccedil;&atilde;o<\/h1>\n<p>Um dos principais benef&iacute;cios da tecnologia digital &eacute; o acesso r&aacute;pido a dados e informa&ccedil;&otilde;es. Contudo, esta vasta quantidade de dados e informa&ccedil;&otilde;es costumeiramente &eacute; acessada numa olhada r&aacute;pida &ndash; e muito provavelmente n&atilde;o mere&ccedil;a mais. Tais olhadas r&aacute;pidas tendem a comprometer a habilidade da pessoa de pensar profundamente e se concentrar numa ideia espec&iacute;fica.&nbsp;Como um autor Crist&atilde;o explica,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pessoas que gastam longas horas lendo livros com ideias complexas tendem a se tornar boas nessa atividade. Igualmente, pessoas que gastam seus dias consumindo pequenos peda&ccedil;os de informa&ccedil;&atilde;o tais como mensagens de texto ou posi&ccedil;&atilde;o atualizada tendem a possuir mentes particularmente adaptadas para realizarem essas tarefas. Mas justamente como &eacute; dif&iacute;cil dominar corrida de longas dist&acirc;ncias e levantar pesos com nossas pernas, estas duas tarefas mentais s&atilde;o mutuamente exclusivas a um certo grau.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma pesquisa recente mostra que por causa da tecnologia digital o per&iacute;odo curto de tempo da aten&ccedil;&atilde;o humana tem diminu&iacute;do sua m&eacute;dia de doze segundos no ano 2000 para apenas 8 segundos hoje (menor do que o de uma pequena carpa de aqu&aacute;rio, cuja m&eacute;dia &eacute; nove segundos).&nbsp;Como uma consequ&ecirc;ncia adicional, a memoriza&ccedil;&atilde;o da B&iacute;blia tende a ser negligenciada visto que qualquer passagem pode ser encontrada rapidamente num aparelho digital. Conscientes de tais riscos, dever&iacute;amos lutar para aprofundar nosso pensamento, reflex&atilde;o, e medita&ccedil;&atilde;o para manusear a palavra de Deus responsavelmente. O pensamento superficial inevitavelmente leva &agrave; vida superficial.&nbsp;Quando navegamos em nossos aparelhos digitais sempre devemos ter em mente aquilo que o Senhor disse a Josu&eacute;: &ldquo;Esse Livro da Lei n&atilde;o se apartar&aacute; de sua boca, mas voc&ecirc; meditar&aacute; nele dia e noite, para que tenha cuidado de fazer de acordo com tudo o que est&aacute; escrito nele. Porque ent&atilde;o voc&ecirc; tornar&aacute; seu caminho pr&oacute;spero, e ent&atilde;o voc&ecirc; ser&aacute; bem sucedido&rdquo; (Js 1:8).<\/p>\n<h1>Conectividade<\/h1>\n<p>A tecnologia digital permite nos conectarmos com outras pessoas, estabelecer relacionamentos, e formar amizades e comunidades o que n&atilde;o seria poss&iacute;vel de outra maneira. A vida da igreja tamb&eacute;m tem se beneficiado da m&iacute;dia digital, transcendendo barreiras geogr&aacute;ficas espalhando a mensagem do evangelho e provendo cultos de adora&ccedil;&atilde;o para muitos que de outra maneira seriam privados de tal experi&ecirc;ncia. Infelizmente, algumas pessoas optam por uma experi&ecirc;ncia de adora&ccedil;&atilde;o despersonificada em frente de um computador em vez de frequentar &agrave; igreja fisicamente para desfrutar a presen&ccedil;a f&iacute;sica de outros crentes. Estes adoradores perdem o privil&eacute;gio de experimentar a presen&ccedil;a f&iacute;sica de outros crentes e todas as responsabilidades que fluem de uma genu&iacute;na comunidade da igreja. A adora&ccedil;&atilde;o intermediada ou virtual, embora aceit&aacute;vel em circunst&acirc;ncias atenuantes, nunca pode substituir adequadamente as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os da presen&ccedil;a personificada. Fomos criados para relacionamentos face a face e intera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o intermediada com Deus e nossos companheiros humanos. Interessantemente, embora o ap&oacute;stolo Jo&atilde;o muitas vezes usasse a tecnologia da escrita para se comunicar com a igreja, ele reconhecia que o encontro face a face era muito melhor: &ldquo;Tenho muitas coisas que lhes escrever, mas n&atilde;o &eacute; meu prop&oacute;sito faze-lo com papel e tinta. Em vez disso, espero visita-los e falar com voc&ecirc;s face a face, para que a nossa alegria seja completa&rdquo; (2 Jo 12, NVI). Enfatizando o valor &uacute;ltimo do encontro face a face, a B&iacute;blia diz que um dia veremos a Deus face a face (Mt 5:8; 1 Co 13:12; 1 Jo 3:2). E o livro do Apocalipse conclui declarando que na Nova Jerusal&eacute;m, os remidos ver&atilde;o a face de Deus (Ap 22:4).<\/p>\n<h1>Privacidade<\/h1>\n<p>Dever&iacute;amos tamb&eacute;m manter em mente que quando estamos navegando na Internet sempre deixamos pegadas digitais mostrando nossas compras, pesquisas, fotografias, cliques, interesses, e muito mais. Nosso instrumento de pesquisa sabe muito mais a nosso respeito do que nosso c&ocirc;njuge, pastor, ou psic&oacute;logo. Se nossas pesquisas indicassem o que est&aacute; dentro dos nossos cora&ccedil;&otilde;es, nossos aparelhos diriam aonde temos estado. Um autor Crist&atilde;o descreve isso do seguinte modo:<\/p>\n<p>Gastei uns poucos minutos lendo os cabe&ccedil;alhos num site de not&iacute;cias. Naveguei pelo &uacute;ltimo blog de artigos coletados por meu leitor RSS e me detive no Facebook para ver como meus amigos t&ecirc;m estado. Mesmo nestas poucas e in&oacute;cuas atividades, deixei para tr&aacute;s um rastro de dados. Meu provedor do telefone celular me rastreou quando andei de casa para cafeteria, e mesmo agora ele pode ler minha localiza&ccedil;&atilde;o dentro da margem de uns poucos metros &ndash; certamente uma leitura acurada o suficiente para saber que estou neste edif&iacute;cio. H&aacute; uns poucos minutos atr&aacute;s, meu iPhone me enviou uma informa&ccedil;&atilde;o Apple de localiza&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida por doze horas baseada em GPS, conex&otilde;es Wi-Fi, e torres de telefones celulares. O Facebook sabe o endere&ccedil;o da Internet que eu visitei, sabe que tipo de computador estou usando, sabe cada uma das ajudas que ele me mostrou, e sabe que eu n&atilde;o cliquei em nenhuma de elas. O Google sabe que blogs eu olhei nesta manh&atilde; e sabe que fiz uma pesquisa ou duas ao longo do caminho. Meu cart&atilde;o de cr&eacute;dito sabe aonde estou &ndash; ou pelo menos eles sabiam aonde eu estava h&aacute; 15 minutos atr&aacute;s, visto que agora eles possuem um registro da compra que eu fiz (um sandu&iacute;che absolutamente bom de ovo frito, voc&ecirc; deve conhecer). Uma c&acirc;mera de seguran&ccedil;a no banco pr&oacute;xima da porta gravou alguns dos meus passos quando depositei um cheque no instante em que fui ao caixa. Todos estes dados foram registrados em algum lugar &ndash; em muitos lugares, na verdade. E estes dados provavelmente permanecer&atilde;o ali para sempre. Ser&aacute; a exce&ccedil;&atilde;o em vez de a regra se os dados alguma vez forem apagados.<\/p>\n<p>Desse modo, embora possamos ter a impress&atilde;o que aquilo que fizemos online &eacute; particular, nossas vidas est&atilde;o mais expostas ao p&uacute;blico hoje do que nunca antes. Com tal visibilidade podemos trazer honra ou vergonha ao nome de Deus. Por isso, quando usarmos esta ferramenta t&atilde;o &uacute;til, n&atilde;o obstante t&atilde;o arriscada, como a Internet, dever&iacute;amos guardar em nossa mente o conselho de Paulo: &ldquo;N&atilde;o sejam conformados a este mundo, mas sejam transformados pela renova&ccedil;&atilde;o de sua mente, para que voc&ecirc;s possam provar o que &eacute; a boa e aceit&aacute;vel e perfeita vontade de Deus&rdquo; (Rm 12:2).<\/p>\n<h1>Adora&ccedil;&atilde;o<\/h1>\n<p>Outro problema que merece considera&ccedil;&atilde;o diz respeito ao crescente uso de B&iacute;blias digitais na igreja, principalmente pelos jovens, os assim chamados &ldquo;nativos digitais&rdquo;&nbsp;Os membros tradicionais da igreja podem se sentir desconfort&aacute;veis com esta situa&ccedil;&atilde;o. Afinal, levar uma B&iacute;blia pessoal impressa para a igreja transmite a imagem de um Crist&atilde;o fiel. Entretanto, uma olhada mais de perto em alguns desenvolvimentos hist&oacute;ricos acautela contra qualquer posi&ccedil;&atilde;o dogm&aacute;tica. A esse respeito, deve ser lembrado que desde os tempos de Mois&eacute;s at&eacute; &agrave; Reforma crentes individuais raramente possu&iacute;am uma c&oacute;pia pessoal da B&iacute;blia. Eles encontravam a Palavra de Deus quando se reuniam para adorar no templo, sinagogas, e igrejas estabelecidas. As c&oacute;pias manuscritas eram t&atilde;o caras que apenas sacerdotes, rabis, e outros l&iacute;deres religiosos se davam o luxo, e isso tamb&eacute;m para o uso da comunidade. Com o advento da imprensa, as fam&iacute;lias poderiam comprar uma c&oacute;pia das Escrituras. Mas foi somente no s&eacute;culo vinte que os indiv&iacute;duos poderiam possuir uma c&oacute;pia da B&iacute;blia e consequentemente leva-la para a igreja.&nbsp;Assim n&atilde;o existem bases hist&oacute;ricas ou teol&oacute;gicos para rejeitar um meio em favor do outro. Pode ser argumentado que uma c&oacute;pia impressa da B&iacute;blia pode carregar um poder simb&oacute;lico mais forte porque o agente refor&ccedil;a a mensagem. Uma B&iacute;blia digital, por outro lado, costumeiramente tem que competir com outros aplicativos do mesmo aparelho. Aqueles que optam por uma B&iacute;blia digital s&atilde;o mais propensos a distra&ccedil;&otilde;es, como j&aacute; mencionado. Apesar destas considera&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o dever&iacute;amos restringir a B&iacute;blia a um instrumento espec&iacute;fico. Acima de tudo, dever&iacute;amos nos concentrar no encorajamento de nossa juventude para estudar a B&iacute;blia, seja sobre uma tela ou impressa. Afinal, quer entesourada num manuscrito, num volume impresso, ou num aplicativo digital, &ldquo;a palavra de Deus &eacute; viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra at&eacute; o ponto de dividir alma e esp&iacute;rito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e inten&ccedil;&otilde;es do cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Hb 4:12).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Sabedoria<\/h1>\n<p>Como a tecnologia de comunica&ccedil;&atilde;o mais fascinante e revolucion&aacute;ria, a Internet forma uma combina&ccedil;&atilde;o de livro, r&aacute;dio, fotografias, tel&eacute;grafo, televis&atilde;o, telefone etc. T&atilde;o poderosa tecnologia acessada de nossos aparelhos digitais cria um sentimento de poder irrestrito sobre qualquer esp&eacute;cie de informa&ccedil;&atilde;o que podemos estar interessados ou curiosos a respeito. E diferente de muitas tecnologias anteriores, a Internet &eacute; uma estrada de m&atilde;o dupla. Seu usu&aacute;rio tamb&eacute;m pode replicar, responder, e postar conte&uacute;do sem qualquer necessidade de cuidadosa avalia&ccedil;&atilde;o. Consequentemente, como reconhece um erudito, ela &ldquo;desestabiliza massivamente as estruturas de conhecimento estabelecidas por s&eacute;culos de impress&atilde;o (dire&ccedil;&atilde;o editorial, revis&otilde;es cuidadosas, aprova&ccedil;&atilde;o governamental ou eclesi&aacute;stica, e assim por diante).&rdquo;<strong><sup>&nbsp;<\/sup><\/strong>Para navegar num mar t&atilde;o grande de informa&ccedil;&atilde;o tem que se fazer distin&ccedil;&atilde;o entre a verdade e o erro de maneiras n&atilde;o antecipadas pelas tecnologias anteriores.<\/p>\n<p>&Eacute; instrutivo saber que tais instrumentos de pesquisa, por exemplo, mensuram a verdade pela relev&acirc;ncia, e os wikis mensuram a verdade pelo consenso. A quest&atilde;o cr&iacute;tica, como um autor Crist&atilde;o observou, n&atilde;o &eacute; se a Wikip&eacute;dia &eacute; boa ou m&aacute; ou se tais instrumentos de pesquisas s&atilde;o bons ou maus. A quest&atilde;o na verdade &eacute;, se nossas tecnologias est&atilde;o mudando nossa pr&oacute;pria concep&ccedil;&atilde;o da verdade. Isto aconteceu com o advento da fotografia tamb&eacute;m. Na era da impress&atilde;o, cr&iacute;amos naquilo que l&iacute;amos. Mas na era da fotografia, uma era de imagens, chegamos ao ponto de decidir que uma imagem valia mais do que 1000 palavras &ndash; que as imagens possu&iacute;am mais peso e autoridade na arena da verdade. De qualquer modo come&ccedil;amos a crer naquilo que v&iacute;amos em vez de naquilo que l&iacute;amos. Em algum lugar ao longo do caminho a imagem mudou a maneira de entendermos a verdade.<\/p>\n<p>Isto muda, de maneiras fundamentais, a concep&ccedil;&atilde;o da verdade e o que constitui autoridade. O mesmo autor adverte que como &ldquo;Crist&atilde;os, sabemos que esta avenida n&atilde;o &eacute; nada mais do que o fim mortal. O conhecimento e a verdade n&atilde;o podem ser democratizados; eles fluem de Deus que &eacute; a verdade. Quando criamos e usamos tecnologias digitais como wikis e instrumentos de pesquisa para acessar informa&ccedil;&atilde;o, devemos nos guardar contra o perigo de segui-los para nos recriarmos &agrave; pr&oacute;pria imagem deles.&rdquo;<\/p>\n<p>Desse modo a fim de perceber melhor a utilidade e os limites da Internet e seus aparelhos tecnol&oacute;gicos que a acompanham, podemos aplicar um modelo que organiza o conte&uacute;do da mente humana em cinco categorias: dados (s&iacute;mbolos), informa&ccedil;&atilde;o (dados processados que respondem as quest&otilde;es quem, o que, e quando), conhecimento (aplica&ccedil;&atilde;o de dados para responder a quest&atilde;o &ldquo;como&rdquo;), entendimento (aprecia&ccedil;&atilde;o do &ldquo;por que&rdquo;), e sabedoria (avalia&ccedil;&atilde;o do entendimento).&nbsp;A tecnologia pode ser &uacute;til quando tentamos adquirir as primeiras duas ou tr&ecirc;s categorias. Mas nenhuma tecnologia pode substituir a mente humana quanto ela chega ao entendimento e sabedoria. Hoje em dia as pessoas tendem a confundir dados, informa&ccedil;&atilde;o, e conhecimento com entendimento e sabedoria. Para lidar com uma vasta quantidade de dados, e conhecimento e transforma-los em entendimento e sabedoria, precisamos fazer uso apropriado de nossas faculdades intelectuais. Nenhuma m&aacute;quina pode substituir nossos c&eacute;rebros quando separamos o bom do ruim e transformamos conhecimento em entendimento e sabedoria para navegar na vida real. Mas ultimamente, com uma quantidade de dados e informa&ccedil;&otilde;es t&atilde;o esmagadora derramada sobre n&oacute;s, dever&iacute;amos sempre lembrar este axioma sapiencial: &ldquo;O temor do Senhor &eacute; o princ&iacute;pio da sabedoria, o conhecimento do Santo &eacute; entendimento&rdquo; (Pv 9:10).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Conclus&atilde;o<\/h1>\n<p>Fidelidade a Deus n&atilde;o exige ignor&acirc;ncia, temor, ou rejei&ccedil;&atilde;o da tecnologia digital. Na verdade, dever&iacute;amos ser gratos por vivermos num tempo quando a tecnologia digital torna o conhecimento dispon&iacute;vel como nunca antes e nos permite realizar tarefas e nos mant&eacute;m conectados com aqueles que amamos. &Eacute; nossa responsabilidade vivermos nossas vidas digitais das maneiras que honrem a Deus, mostre amor e respeito por nosso pr&oacute;ximo, e cuidado para com o mundo criado. Assim, um uso religioso dos aparelhos digitais &eacute; algo que honra a Deus com mordomia fiel de nossos recursos digitais. Para concluir ofere&ccedil;o umas poucas sugest&otilde;es pr&aacute;ticas sobre como honrar a Deus com nossos aparelhos tecnol&oacute;gicos: (1) Quando voc&ecirc; pegar seu smartphone ou algum outro aparelho digital cada manh&atilde;, primeiro abra o seu aplicativo da B&iacute;blia e comece seu dia digital com uma leitura da B&iacute;blia. (2) Durante o dia, t&atilde;o frequentemente quanto poss&iacute;vel, abra seu aplicativo da B&iacute;blia em seu smartphone ou tablet e medite numa passagem da Escritura. Desde que um telefone celular torna voc&ecirc; sempre dispon&iacute;vel para os outros, por que n&atilde;o permitir que Deus o alcance atrav&eacute;s de Sua Palavra? (3) D&ecirc; prioridade a uma presen&ccedil;a corporal acima do toque do seu smartphone. Em outras palavras, n&atilde;o interrompa a conversa&ccedil;&atilde;o ou intera&ccedil;&atilde;o face a face para atender seu telefone celular ou verificar e-mails (a menos que existam circunst&acirc;ncias atenuantes). (4) Durante as horas das refei&ccedil;&otilde;es, do culto familiar, e outras intera&ccedil;&otilde;es face a face coloque de lado seus aparelhos para desfrutar melhor a presen&ccedil;a f&iacute;sica de seus amados.<\/p>\n<p>Voc&ecirc; pode ter ideias e maneiras melhores para alcan&ccedil;ar este alvo proposto. A regra fundamental &eacute; esta: Seja o senhor de sua tecnologia, jamais o servo. Controle seus aparelhos tecnol&oacute;gicos e viva sua vida online de maneiras que tragam honra a Deus. Finalmente, como princ&iacute;pio fundamental para guiar-nos quando manuseamos nossa tecnologia digital permanece o velho e sempre atualizado conselho: &ldquo;Assim, quer voc&ecirc;s comam ou bebam, ou fa&ccedil;am qualquer outra coisa, fa&ccedil;am tudo para a gl&oacute;ria de Deus&rdquo; (1 Co 10:31, NVI).<\/p>\n<p><em>Elias Brasil de Souza &eacute; diretor do Biblical Research Institute <\/em><\/p>\n<ul>\n<li>O Portal de Estat&iacute;sticas, acessado em 21 de Junho de 2015, http:\/\/www.statista.com\/statistics\/272014\/global-socialnetworks-ranked-bynumber-of-users\/<\/li>\n<li>Devo esta analogia a Jonathan Morrow, Think Christianly: Looking at the Intersection of Faith and Culture (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2011), 188.<\/li>\n<li>Ignacio L. G&ouml;tz, Technology and the Spirit (Westport, CT: Praeger, 2001), 22.<\/li>\n<li>John Dyer, From the Garden to the City: The Redeeming and Corrupting Power of Technology (Grand Rapids, MI:<\/li>\n<\/ul>\n<p>Kregel Publications, 2011), Kindle location 742-743.<\/p>\n<ul>\n<li>Derek C. Schuurman, Shaping a Digital World: Faith, Culture and Computer Technology (Westmont, IL:<\/li>\n<\/ul>\n<p>InterVarsity Press, 2013), Vyrso edi&ccedil;&atilde;o digital .<\/p>\n<ul>\n<li>Veja Graham N. Stanton, Jesus and Gospel (Cambridge: Cambridge University Press, 2004), 165&ndash;191.<\/li>\n<li>Nicholas G. Carr, The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains (New York: W. W. Norton, 2011), 78&ndash; 79, iBook.<\/li>\n<li>James W. Carey, Communication as Culture: Essays on Media and Society, ed. rev. (New York: Routledge, 2009), 107.<\/li>\n<li>Charles Adams, &ldquo;Automobiles, Computers, and Assault Rifles: The Value-Ladenness of Technology and the Engineering Curriculum,&rdquo; Pro Rege 19, no. 3 (1991): 1&ndash;7.<\/li>\n<li>Marshall McLuhan, Understanding Media: The Extensions of Man (Cambridge, MA.: MIT Press, 1994), 7. <sup>11 <\/sup>Veja, e.g., Neil Postman, Technopoly: The Surrender of Culture to Technology (New York: Vintage Books, 1993), 133; Juval Portugali, Complexity, Cognition and the City (Heidelberg: Springer, 2011), 100.<\/li>\n<li>Veja Carr, chapter 6: &ldquo;The Juggler&rsquo;s Brain.&rdquo; Archibald D. Hart and Sylvia Hart Frejd, The Digital Invasion: How Technology is Shaping You and Your Relationships (Grand Rapids, MI: Baker, 2013), Vyrso edi&ccedil;&atilde;o digital (veja especialmente cap&iacute;tulo 3, &ldquo;The Rewiring of Our Brains&rdquo;).<\/li>\n<li>Postman, 13.<\/li>\n<li>, 20.<\/li>\n<li>Sigmund Freud, Civilization and Its Discontents (New York: W. W. Norton, 1962), 35.<\/li>\n<li>Douglas Adams, &ldquo;How to Stop Worrying and Learn to Love the Internet&rdquo; (esta parte apareceu primeiro no News<\/li>\n<\/ul>\n<p>Review se&ccedil;&atilde;o do The Sunday Times, 29 de Agosto de 1999), acessado em 2 de Junho de 2015, <a href=\"http:\/\/www.douglasadams.com\/dna\/19990901-00-a.html\"><em>http:\/\/www.douglasadams.com\/dna\/19990901-00-a.html <\/em><\/a><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/news.com.au\/\">com.au, <\/a>2 de Junho de 2013, acessado em 30 de Maio de 2015,<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"http:\/\/www.news.com.au\/technology\/nomophobia-the-fear-of-nothaving-a-mobile-phone-hits-record-numbers\/story-e6frfro0-1226655033189\">http:\/\/www.news.com.au\/technology\/nomophobia-the-fear-of-nothaving-a-mobile-phone-hits-record<\/a><a href=\"http:\/\/www.news.com.au\/technology\/nomophobia-the-fear-of-nothaving-a-mobile-phone-hits-record-numbers\/story-e6frfro0-1226655033189\">numbers\/story-e6frfro0-1226655033189<\/a><a href=\"http:\/\/www.news.com.au\/technology\/nomophobia-the-fear-of-nothaving-a-mobile-phone-hits-record-numbers\/story-e6frfro0-1226655033189\">.<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>O adjetivo &ldquo;personificado&rdquo; em toda parte deste artigo indica relacionamento e intera&ccedil;&otilde;es face a face. Em contraste, &ldquo;despersonificado&rdquo; se relaciona a experi&ecirc;ncias vividas atrav&eacute;s da media&ccedil;&atilde;o da tecnologia digital.<\/li>\n<li>Veja Craig Detweiler, iGods: How Technology Shapes Our Spiritual and Social Lives (Grand Rapids, MI: Brazos Press, 2014).<\/li>\n<li>Veja Jun Young and David Kinnaman, The Hyperlinked Life: Live with Wisdom in an Age of Information Overload (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2014), Vyrso edi&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica.<\/li>\n<li>Dyer, Kindle location 587&ndash;595.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.medicaldaily.com\/human-attention-span-shortens-8-seconds-due-digital-technology-3-ways-stay-focused-333474\">http:\/\/www.medicaldaily.com\/human-attention-span-shortens-8-seconds-due-digital-technology-3-ways-stay<\/a><a href=\"http:\/\/www.medicaldaily.com\/human-attention-span-shortens-8-seconds-due-digital-technology-3-ways-stay-focused-333474\">focused-333474<\/a><\/li>\n<li>Este ponto &eacute; bem desenvolvido por Challies.<\/li>\n<li>8<\/li>\n<li>De acordo com Archibald D. Hart, Hart Frejd Sylvia, and Sylvia Hart Frejd, The Digital Invasion: How Technology Is Shaping You and Your Relationships (Grand Rapids, MI: Baker, 2013), Vyrso edi&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica, &ldquo;O termo nativo digital descreve aqueles que nasceram depois do advento da tecnologia digital. Obviamente, eles s&atilde;o a gera&ccedil;&atilde;o mais jovem. Este grupo tamb&eacute;m &eacute; chamado de &ldquo;Gera&ccedil;&atilde;o i&rdquo; tendo nascido com o DNA digital. Em contraste, imigrantes digitais s&atilde;o aqueles nascidos antes do advento da tecnologia digital. Eles cresceram sem qualquer DNA digital, e t&ecirc;m batalhado para aprender como o mundo digital funciona. Em termos gerais nativos digitais falam e respiram a linguagem dos computadores, enquanto que os imigrantes digitais, embora sejam capazes de se adaptarem &agrave; tecnologia, n&atilde;o t&ecirc;m qualquer DNA digital para guia-los.&rdquo; <sup>26 <\/sup>Dyer, Kindle location 340&ndash;347.<\/li>\n<li>Paul A., Soukup, Francis J. Buckley and David C. Robinson, &ldquo;The Influence of Information Technologies on Theology,&rdquo; Theological Studies 61 (2001): 373.<\/li>\n<li>Por exemplo: &ldquo;Em Mar&ccedil;o de 2007 os padr&otilde;es de guias eram 24 anos mais velhos do que o homem de Kentuck Ryan Jordan. Por mais de um ano ele tinha trabalhado como um editor para a Wikipedia, fazendo mudan&ccedil;as e correc&otilde;es em milhares de artigos e servindo como um &aacute;rbitro nas disputas entre os autores. Seu esbo&ccedil;o biogr&aacute;fico na Wikipedia o descrevia como um professor de religi&atilde;o numa universidade particular. N&atilde;o parecia haver qualquer coisa fora do comum sobre seu trabalho; nenhuma bandeira vermelha nunca foi erguida. Mas depois que um usu&aacute;rio da Wikipedia leu um registro Nova Iorquino de Jordan em 2006 &ndash; que apenas se passava pelo pseud&ocirc;nimo Essjay, que a revista tamb&eacute;m usou &ndash; a verdade a respeito da identidade de Jordan come&ccedil;ou a ser esclarecida. Ele n&atilde;o apenas n&atilde;o era um professor com especializa&ccedil;&atilde;o em teologia e lei can&ocirc;nica, mas tamb&eacute;m jamais recebeu um t&iacute;tulo de Doutor em Filosofia, como havia reivindicado, e frequentemente usou um livro chamado <em>Catolicismo para Mudos<\/em> como sua fonte de edi&ccedil;&atilde;o.&rdquo; Frances Romero, &ldquo;Editor Found to be a Fraud,&rdquo; TIME (Ter&ccedil;a-feira, 13 de Janeiro de<\/li>\n<\/ul>\n<p>2011), acessado em 1 de Junho de 2015, &nbsp;http:\/\/content.time.com\/time\/specials\/packages\/article\/0,28804,2042333_2042334_2042575,00.html <sup>29<\/sup> Challies.<\/p>\n<ul>\n<li>\n<li>Gene Bellinger, Durval Castro, Anthony Mills, &ldquo;Data, Information, Knowledge, and Wisdom,&rdquo; acessado e 1 de<\/li>\n<\/ul>\n<p>Junho de 2015, <a href=\"http:\/\/www.systems-thinking.org\/dikw\/dikw.htm\">http:\/\/www.systems-thinking.org\/dikw\/dikw.htm<\/a><\/p>\n<p>Copyright &copy; Biblical Research Institute General Conference of Seventh-day Adventists&reg;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Link para baixar o documento.&nbsp;<a href=\"https:\/\/deptos.adventistas.org\/ministerial\/portal-pastor\/pt\/Artigos\/A-Tecnologia-Digital-e-a-Vida-Crist%C3%A3.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Download em PDF<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Tecnologia Digital e a Vida Crist&atilde; Elias Brasil de Souza &nbsp; Este ensaio oferece algumas opini&otilde;es sobre a tecnologia digital e argumenta que dever&iacute;amos trazer nossa vida digital sob o senhorio de Jesus Cristo. 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