{"id":6822,"date":"2021-04-11T22:47:55","date_gmt":"2021-04-12T01:47:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=6822"},"modified":"2021-05-28T11:41:12","modified_gmt":"2021-05-28T14:41:12","slug":"a-tarefa-administrativa-na-igreja-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/a-tarefa-administrativa-na-igreja-crista\/","title":{"rendered":"A tarefa administrativa na igreja crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h4><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Introducci&oacute;n<\/span><\/span><\/h4>\n<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">El estudio de la administraci&oacute;n se ha aplicado ampliamente en la esfera secular durante muchos a&ntilde;os, pero &iquest;qu&eacute; pasa con la iglesia local? <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">&iquest;Alguno de estos enfoques no cristianos se aplica en el contexto de una organizaci&oacute;n eclesi&aacute;stica? <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Anthony y Estep (2008) son enf&aacute;ticos al decir: &ldquo;La comunidad de fe ofrece un contexto diferente en el que se desarrolla la administraci&oacute;n&rdquo; (p. 39). <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Esto significa que en la iglesia, las personas mismas son el centro de la administraci&oacute;n y no se las considera un medio para alcanzar un fin. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Por lo tanto, se requiere un paradigma teol&oacute;gico basado en una comprensi&oacute;n exhaustiva de la Biblia para comprender la administraci&oacute;n en la iglesia cristiana.<\/span><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/13WCWeQbm5jw9kjlQvvQo0ftXgTn4FXDr\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Link para baixar o documento em PDF<\/a><\/p>\n<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Dios est&aacute; obrando maravillas en nuestros d&iacute;as. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Nuestras iglesias est&aacute;n creciendo. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">El desaf&iacute;o es muy grande, pero tambi&eacute;n es la responsabilidad de organizarlos para que todo se haga con decencia y orden. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Cada d&iacute;a hay m&aacute;s personas, m&aacute;s recursos, m&aacute;s obras por hacer, m&aacute;s necesidad de gestionarlas bajo la direcci&oacute;n del Esp&iacute;ritu Santo.<\/span><\/span><\/p>\n<h4><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">La iglesia no es una empresa secular <\/span><\/span><\/h4>\n<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Los conceptos de administraci&oacute;n secular est&aacute;n aumentando cada vez m&aacute;s (Miles, 2014, p. Xiii), lo que hace necesario proponer conceptos de gesti&oacute;n netamente cristianos que sirvan para orientar a pastores y l&iacute;deres de iglesias y, as&iacute;, desarrollar en ellos convicciones cristianas de que pueden integrar la teolog&iacute;a b&iacute;blica con la teor&iacute;a administrativa.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Frank (2006) afirma: &ldquo;as circunst&acirc;ncias contempor&acirc;neas demandam uma teologia cr&iacute;tica, construtiva e pr&aacute;tica de lideran&ccedil;a e gest&atilde;o&rdquo; (p. 123). Anthony e Estep (2008) comentam: &ldquo;&eacute; tr&aacute;gico que muitas organiza&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s tenham aceitado a filosofia de administra&ccedil;&atilde;o do mundo&rdquo; (p.40). Por dedu&ccedil;&atilde;o, podemos afirmar que muitos l&iacute;deres de igrejas crist&atilde;s tentam realizar a obra de Deus usando uma filosofia administrativa diametralmente oposta aos princ&iacute;pios b&iacute;blicos.<\/p>\n<p>Por sua vez, Rush (2002) sugere que &ldquo;o l&iacute;der crist&atilde;o deve servir sob a autoridade de Deus&rdquo; (p. 4), e Alfaro (2010) comenta que nosso modelo na administra&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica &eacute; Jesus, j&aacute; que Ele &eacute; &ldquo;a autoridade que regula o crescimento da igreja e lhe d&aacute; dire&ccedil;&atilde;o&rdquo; (p. 71).<\/p>\n<p>Assim, um l&iacute;der que administra uma igreja, segundo Ra&uacute;l Yoccou, deve &ldquo;crescer na depend&ecirc;ncia de Deus e ser um retentor fiel da Palavra&rdquo; (p. 21). Nesse sentido, alguns elementos espirituais s&atilde;o necess&aacute;rios, uma vez que a administra&ccedil;&atilde;o, de uma perspectiva crist&atilde;, n&atilde;o &eacute; secular, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; neutra, antes uma express&atilde;o pr&aacute;tica de nossos pontos de vista teol&oacute;gicos (Nathan, 2004, p. 1-18). Frank (2006) manifesta que &ldquo;o termo administra&ccedil;&atilde;o por defini&ccedil;&atilde;o &eacute; uma forma de minist&eacute;rio&rdquo; (p. 48), claro, orientado para o servi&ccedil;o da comunidade de f&eacute;.<\/p>\n<p>Por outro lado, Engen Van (2004), falando de administra&ccedil;&atilde;o, comenta que &ldquo;embora os m&eacute;todos e as formas de administra&ccedil;&atilde;o variem, a necessidade de uma cuidadosa administra&ccedil;&atilde;o e uma precisa organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; vital&rdquo; (p. 199).<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que este conceito &eacute; importante. No entanto, da perspectiva crist&atilde;, a administra&ccedil;&atilde;o da igreja difere muito da administra&ccedil;&atilde;o secular. Para a administra&ccedil;&atilde;o secular, como menciona Bahamondes (2010), o objetivo principal &ldquo;&eacute; alcan&ccedil;ar efic&aacute;cia e efici&ecirc;ncia em uma gest&atilde;o&rdquo; (p. 90). Por&eacute;m, a partir da perspectiva crist&atilde;, a administra&ccedil;&atilde;o tem outros objetivos. Sua miss&atilde;o final &eacute; ajudar na transforma&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos dentro da igreja e da comunidade, ajudando-os em seu crescimento integral. Ou seja, no contexto de uma igreja crist&atilde;, os pr&oacute;prios indiv&iacute;duos s&atilde;o a raz&atilde;o e o foco da administra&ccedil;&atilde;o, &ldquo;gente que cuida de gente&rdquo; e n&atilde;o os meios para atingir um fim.<\/p>\n<h4>Tipos contempor&acirc;neos de governo eclesi&aacute;stico<\/h4>\n<p>Quando falamos de governo eclesi&aacute;stico, estamos nos referindo a como as igrejas s&atilde;o administradas, organizadas e dirigidas. Cremos que em toda administra&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica &eacute; vital contar com um estilo de governo que d&ecirc; uma dire&ccedil;&atilde;o correta &agrave; igreja, de acordo com seus objetivos. Welch (2011) comenta que &ldquo;a administra&ccedil;&atilde;o &eacute; descrita como o processo de utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos pessoais, f&iacute;sicos e fiscais a fim de atender aos objetivos e metas da organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; (p. 13). A estrutura organizacional eclesi&aacute;stica pode ser rastreada at&eacute; a &eacute;poca da igreja primitiva. A esse respeito, Ryrie (2003, p. 466) diz: &ldquo;S&oacute; porque tem havido e continua havendo debate sobre os detalhes espec&iacute;ficos da organiza&ccedil;&atilde;o da igreja, existem diferentes tipos b&aacute;sicos de igreja. Por&eacute;m, &eacute; inquestion&aacute;vel que a igreja primitiva tinha uma organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; importante notar que alguns escritores, como Bilezikian (2007), afirmam que &ldquo;as multid&otilde;es de congrega&ccedil;&otilde;es s&atilde;o classificadas com estruturas de lideran&ccedil;a contr&aacute;rias &agrave;s receitas do Novo Testamento&rdquo; (p. 5). Por isso, seria conveniente fazer-nos as seguintes perguntas: nossa lideran&ccedil;a pastoral facilita o desenvolvimento da miss&atilde;o da igreja? Nossa estrutura &eacute; din&acirc;mica, simples e flex&iacute;vel? Temos um sistema de governo fiel aos princ&iacute;pios b&iacute;blicos? &Eacute; voltado para a forma&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o e maturidade dos crentes?<\/p>\n<p>N&uacute;&ntilde;ez (2001) comenta que os l&iacute;deres dos primeiros tempos do pentecostalismo do s&eacute;culo XX tinham o conceito de uma lideran&ccedil;a sem l&iacute;deres. Eles enfatizaram n&atilde;o uma doutrina particular, mas ter a experi&ecirc;ncia de Deus, por meio do Esp&iacute;rito Santo. Ele menciona que &ldquo;a tend&ecirc;ncia moderna de magnificar posi&ccedil;&otilde;es pessoais e estruturas de governo eclesi&aacute;stico s&atilde;o como um afastamento da pr&oacute;pria natureza do pentecostalismo hist&oacute;rico&rdquo; (p. 85).<\/p>\n<p>Nesse sentido, ao revisar os coment&aacute;rios de diversos autores sobre este assunto, podemos mencionar que n&atilde;o existe unanimidade na hora de enumerar os modelos de governo eclesial. Morris (2006) sugere que, basicamente, &ldquo;existem tr&ecirc;s tipos de governo eclesi&aacute;stico: o episcopal, o presbiteriano e o congregacionalista. Provavelmente nenhum deles existe em uma forma totalmente pura sem se misturar com os outros&rdquo; (p. 280).<\/p>\n<p>Para W. Conner (2003), &ldquo;em geral, h&aacute; quatro formas diferentes de governo eclesi&aacute;stico&rdquo; (p. 313). A mon&aacute;rquica, na qual a autoridade final est&aacute; nas m&atilde;os de um homem, como no caso da Igreja Cat&oacute;lica Romana, com o papa de Roma &agrave; frente; a episcopal, na qual a igreja &eacute; governada por um col&eacute;gio ou um corpo de bispos; a presbiteriana, na qual a igreja local &eacute; governada por anci&atilde;os, com tribunais superiores de apela&ccedil;&atilde;o; e a democr&aacute;tica, na qual a congrega&ccedil;&atilde;o local &eacute; aut&ocirc;noma, e na qual n&atilde;o h&aacute; nenhuma entidade exterior perante a qual a congrega&ccedil;&atilde;o local seja respons&aacute;vel no que diz respeito a seus pr&oacute;prios assuntos internos.<\/p>\n<p>Certamente, cada confiss&atilde;o religiosa tem um tipo de administra&ccedil;&atilde;o de acordo com o estilo de governo eclesi&aacute;stico (Link, 1999, pp. 530-531; Frost, 1999, pp. 531-532), sendo o mais comum no mundo evang&eacute;lico, o tipo de administra&ccedil;&atilde;o congregacional.<\/p>\n<p>Falando do sistema congregacional, Zald&iacute;var (2006) afirma: &ldquo;este sistema tamb&eacute;m se chama independente. Nele, cada congrega&ccedil;&atilde;o &eacute; uma igreja completa e independente de qualquer outra&rdquo; (p. 412). Por sua vez, Anderson (1990) comenta que nesse tipo de administra&ccedil;&atilde;o, &ldquo;insiste-se na autonomia de cada congrega&ccedil;&atilde;o&rdquo; (p. 553).<\/p>\n<p>Erickson (2008) argumenta que &ldquo;os grupos que tendem ao congregacionalismo e t&ecirc;m uma orienta&ccedil;&atilde;o mais independente mostram menos tend&ecirc;ncia a se fundir&rdquo; (p. 1139).<\/p>\n<p>Ryrie (1996) comenta que &ldquo;a forma congregacional de governo significa basicamente que a autoridade definitiva para governar a igreja cabe aos pr&oacute;prios membros&rdquo; (p. 468), independentemente das outras congrega&ccedil;&otilde;es da mesma f&eacute;.<\/p>\n<p>O Manual da Igreja (2015) menciona que &ldquo;a forma de governo da Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia &eacute; representativa&rdquo; (p. 27), que reconhece a autoridade da Igreja cabe a seus membros, e &eacute; expressa atrav&eacute;s de representantes devidamente escolhidos em cada n&iacute;vel da organiza&ccedil;&atilde;o, com responsabilidade executiva delegada &agrave;s entidades representativas e aos oficiais para o governo da Igreja em cada n&iacute;vel diferente.<\/p>\n<h4>A administra&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica no minist&eacute;rio pastoral<\/h4>\n<p>Por observa&ccedil;&atilde;o, percebi que alguns l&iacute;deres da igreja minimizam a tarefa da administra&ccedil;&atilde;o; evitam assistir &agrave;s comiss&otilde;es de suas igrejas locais; ignoram as convoca&ccedil;&otilde;es e geralmente apresentam desculpas para discutir assuntos relacionados &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o. Embora seja verdade que administra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo de miss&atilde;o, uma boa administra&ccedil;&atilde;o facilita e fortalece a miss&atilde;o. Portanto, h&aacute; uma necessidade de abordar a teologia b&iacute;blica de administra&ccedil;&atilde;o no minist&eacute;rio pastoral e &eacute; necess&aacute;rio que todos os l&iacute;deres compreendam e sejam treinados para transmiti-la aos membros de suas igrejas.<\/p>\n<h4>O pastor e suas fun&ccedil;&otilde;es na igreja local<\/h4>\n<p>O pastor &eacute; a pessoa de maior influ&ecirc;ncia sobre a congrega&ccedil;&atilde;o. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a igreja adotar&aacute; a personalidade do pastor e, de algum modo, acabar&aacute; seguindo tamb&eacute;m as tend&ecirc;ncias do dinamismo de sua lideran&ccedil;a. De fato, a lideran&ccedil;a &eacute; o fator fundamental, tanto nas empresas como na igreja.<\/p>\n<p>No &acirc;mbito eclesi&aacute;stico, se o pastor tem vis&atilde;o, a igreja avan&ccedil;ar&aacute; junto com ele (Vanhoozer e Strachan, 2016, p. 1-2); se o pastor &eacute; um homem de ora&ccedil;&atilde;o, a igreja ser&aacute; uma igreja de ora&ccedil;&atilde;o; se o pastor tem vis&atilde;o mission&aacute;ria, definitivamente a igreja ter&aacute; paix&atilde;o por alcan&ccedil;ar os n&atilde;o alcan&ccedil;ados com a mensagem do evangelho de Jesus Cristo (Wagner, 1990).<\/p>\n<p>MacArthur (2009) afirma que &ldquo;a imagem de um pastor demonstra a autoridade e fidelidade de Deus, assim como a necessidade e implica&ccedil;&otilde;es de obedecer-Lhe&rdquo; (p. 62). Macchia (2002) comenta: &ldquo;No Salmo 23, existem certas fun&ccedil;&otilde;es pastorais que s&atilde;o aplic&aacute;veis ao pastor de uma igreja hispano-americana&rdquo; (p. 275).<\/p>\n<p>Considerando que a igreja &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o estabelecida por Deus para cumprir uma miss&atilde;o e desenvolver no mundo um programa integral (Wagner, 2005), &eacute; necess&aacute;rio que o pastor concentre sua lideran&ccedil;a em uma miss&atilde;o qu&aacute;drupla: pregar, ensinar, pastorear e administrar.<\/p>\n<p>No entanto, uma das grandes tenta&ccedil;&otilde;es que afligem o pastor dos grandes centros urbanos &eacute; ser guiado pela mentalidade secular que diz respeito ao sucesso profissional. N&uacute;&ntilde;ez (1998) comenta que &ldquo;uma vez que o pastor &eacute; levado pelo esp&iacute;rito deste s&eacute;culo, ele muda facilmente seus motivos, suas metas, sua mensagem e seus m&eacute;todos&rdquo; (p. 83).<\/p>\n<p>Portanto, o pastor deve ter muito cuidado, para n&atilde;o adaptar sua lideran&ccedil;a ao gosto da &eacute;poca e se tornar um mero profissional eclesi&aacute;stico, praticando servilmente os m&eacute;todos empresariais do mundo. J&aacute; que o pastor que deixa de lado suas fun&ccedil;&otilde;es pastorais, segundo o modelo b&iacute;blico, mais cedo ou mais tarde se torna um executivo, e sua igreja, uma empresa muito semelhante &agrave;s muitas que existem no mundo.<\/p>\n<p>Rice (2000), falando das fun&ccedil;&otilde;es pastorais, aplica a imagem central do pastor como guia espiritual &ldquo;&agrave;s v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es do minist&eacute;rio: adora&ccedil;&atilde;o, lideran&ccedil;a, cuidado pastoral, ensino, mudan&ccedil;a social e administra&ccedil;&atilde;o&rdquo; (p. 16).<\/p>\n<h4>Descri&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es<\/h4>\n<p>A primeira fun&ccedil;&atilde;o tem a ver com a prega&ccedil;&atilde;o ou proclama&ccedil;&atilde;o do evangelho. Powers (2006) menciona que &ldquo;a tarefa de pregar do pastor abrange as mensagens que s&atilde;o tanto evangelizadoras como de edifica&ccedil;&atilde;o para a igreja. Em ambas as dimens&otilde;es da prega&ccedil;&atilde;o, o pastor tem a oportunidade de apoiar a fun&ccedil;&atilde;o educacional da igreja&rdquo; (p. 362).<\/p>\n<p>O segundo &acirc;ngulo do minist&eacute;rio pastoral tem a ver com o ensino. Calder&oacute;n (1982) menciona que &ldquo;na prega&ccedil;&atilde;o, semeia-se; em contrapartida, no ensino cultiva-se&rdquo; (p.16). Para Powers (2006), &ldquo;o pastor &eacute; o principal professor da igreja e tem que ser inabal&aacute;vel em sua lealdade &agrave; palavra que est&aacute; sendo ensinada&rdquo; (p. 362).<\/p>\n<p>A terceira fun&ccedil;&atilde;o de um pastor na igreja tem a ver com pastorear. Isso significa guiar, alimentar, proteger e nutrir. Pastorear requer aten&ccedil;&atilde;o ao minist&eacute;rio educacional da igreja atrav&eacute;s do ensino b&iacute;blico. Dessa forma, o rebanho pode receber uma dieta bem balanceada, estar protegido contra falsos ensinos, ser orientado a caminhar retamente e receber for&ccedil;as para a jornada di&aacute;ria (Powers, 2006).<\/p>\n<p>A quarta fun&ccedil;&atilde;o pastoral tem a ver com a administra&ccedil;&atilde;o. Garc&iacute;a (2011) comenta que uma das fun&ccedil;&otilde;es mais importantes do pastor &eacute; saber receber a ajuda e dire&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo e encontrar os dons e talentos nos membros, para &ldquo;capacit&aacute;-los, trein&aacute;-los e supervisionar seu desenvolvimento&rdquo; (p. 261).<\/p>\n<h4>O dom da administra&ccedil;&atilde;o no minist&eacute;rio pastoral<\/h4>\n<p>Em nossa &acirc;nsia de querer administrar com sucesso nossas igrejas, podemos correr os perigos de ser t&atilde;o organizados que n&atilde;o demos lugar &agrave; obra do Esp&iacute;rito Santo, ou que sejamos t&atilde;o m&iacute;sticos que deixemos tudo na dire&ccedil;&atilde;o de Deus e procedamos sem planos. Por isso, creio que &eacute; importante analisar a administra&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica como um dom.<\/p>\n<p>Na B&iacute;blia (1Co 12:28; Rm 12:8), o dom espiritual da administra&ccedil;&atilde;o &eacute; identificado. A palavra grega para administra&ccedil;&atilde;o &eacute; <em>kubernesis<\/em>, referindo-se a um capit&atilde;o de navio ou um timoneiro. Nas vers&otilde;es antigas, tamb&eacute;m &eacute; chamado <em>dom de governo<\/em>.<\/p>\n<p>Anthony e Estep (2008) afirmam que &ldquo;a import&acirc;ncia do timoneiro aumenta em tempos de tempestade. A responsabilidade de dirigir a congrega&ccedil;&atilde;o pode muito bem ter se desenvolvido especialmente em emerg&ecirc;ncias&rdquo; (p. 12).<\/p>\n<p>Considerando esses conceitos, podemos definir que a administra&ccedil;&atilde;o &eacute; um dom de Deus, dado a indiv&iacute;duos para prepar&aacute;-los para servir em uma fun&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a. Portanto, os pastores que t&ecirc;m o dom de administra&ccedil;&atilde;o podem fazer com que a organiza&ccedil;&atilde;o de uma igreja v&aacute; na dire&ccedil;&atilde;o certa. Em resumo, Tidwell (1985, p. 27) define a administra&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica desta forma: &Eacute; a orienta&ccedil;&atilde;o fornecida pelos l&iacute;deres da igreja &agrave; medida que a conduzem a usar seus recursos espirituais, humanos, f&iacute;sicos e financeiros para que a igreja alcance seus objetivos e cumpra seu prop&oacute;sito reconhecido. &Eacute; capacitar os filhos de Deus que constituem a igreja para que se tornem e fa&ccedil;am o que podem se tornar e fazer, pela gra&ccedil;a de Deus.<\/p>\n<p>Mas e se os pastores de hoje n&atilde;o t&ecirc;m o dom da administra&ccedil;&atilde;o? Seguindo o modelo b&iacute;blico, eles deveriam buscar outros l&iacute;deres da igreja para aliviar seus fardos, pessoas que tenham melhor discernimento em assuntos de administra&ccedil;&atilde;o. Macchia (2002) menciona que &ldquo;h&aacute; muito mais talento dispon&iacute;vel na igreja do que a maioria das pessoas sup&otilde;e&rdquo; (p. 190).<\/p>\n<p>Tomando a figura do timoneiro, &eacute; necess&aacute;rio mencionar que, para que o capit&atilde;o de um barco possa fazer seu trabalho a bordo, deve contar com a colabora&ccedil;&atilde;o total de toda a tripula&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; uma li&ccedil;&atilde;o fundamental nisso que devemos aprender? Isso &eacute; um desafio para os pastores, especialmente aqueles que pastoreiam distritos com v&aacute;rias igrejas.<\/p>\n<p>O que estamos querendo dizer &eacute; que o dom da administra&ccedil;&atilde;o pode ser desenvolvido na igreja. Para isso, o pastor tem que trabalhar com as pessoas e se dar bem com elas (De Vile, 1998, p. 8). Voc&ecirc; pode fazer isso de uma maneira melhor se ajudar a desenvolver as capacidades de seus l&iacute;deres, cuidando pessoalmente de seus neg&oacute;cios. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, essa &eacute; a melhor administra&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica. Essa declara&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; respaldada por Comiskey (2011), que sustenta: &ldquo;a administra&ccedil;&atilde;o eficaz come&ccedil;a cuidando e capacitando os santos&rdquo; (p. 69).<\/p>\n<p>O dom da administra&ccedil;&atilde;o traz consigo a capacidade administrativa que &eacute; adquirida por meio do desenvolvimento da lideran&ccedil;a. Qualquer l&iacute;der crist&atilde;o que seja colocado em responsabilidades de lideran&ccedil;a e n&atilde;o tenta desenvolver sua capacidade administrativa seria t&atilde;o insensato como o pastor que tem o dom de pregar, mas n&atilde;o abre um livro para preparar o serm&atilde;o.<\/p>\n<h4>O dom na igreja apost&oacute;lica<\/h4>\n<p>Na igreja apost&oacute;lica era essencial que os pregadores e pastores escolhessem as pessoas que deveriam realizar a obra de Deus nas congrega&ccedil;&otilde;es locais (Roloff, 1999, pp. 525-527). Por exemplo, di&aacute;conos foram escolhidos para trazer a oferta de amor &agrave; igreja de Jerusal&eacute;m.<\/p>\n<p>Portanto, sugiro aos pastores que t&ecirc;m que administrar muitas igrejas, estudar com ora&ccedil;&atilde;o esses princ&iacute;pios administrativos, para administrar de acordo com o cora&ccedil;&atilde;o de Deus. MacArthur (2011) menciona: &ldquo;grande parte do Novo Testamento foi escrita com o prop&oacute;sito expl&iacute;cito de instruir igrejas e pastores sobre essas quest&otilde;es&rdquo; (p. 28).<\/p>\n<p>Em 1 Cor&iacute;ntios 12, Paulo enfatiza tr&ecirc;s vezes que Deus &eacute; o doador dos dons e que o prop&oacute;sito dos dons n&atilde;o era para benef&iacute;cio ou supera&ccedil;&atilde;o pessoal, mas para a edifica&ccedil;&atilde;o de sua igreja. Falando sobre o dom da administra&ccedil;&atilde;o, Wagner (1980) afirma que este &ldquo;&eacute; a habilidade especial que Deus d&aacute; a alguns membros do Corpo de Cristo&rdquo; (p. 152), que lhes permite entender claramente os objetivos imediatos e de longo prazo de uma unidade particular do Corpo de Cristo, e elaborar e executar planos eficazes para atingir esses objetivos.<\/p>\n<h4>Qualidades espirituais<\/h4>\n<p>Devemos mencionar que, para administrar a igreja do Senhor, certas qualidades espirituais s&atilde;o necess&aacute;rias (Patte, 2010, p. 926). Fasold (2000) argumenta que &ldquo;a lideran&ccedil;a conduzida por pessoas n&atilde;o regeneradas facilmente cai na crueldade, na tirania e no desejo de dominar e controlar os outros&rdquo; (p. 32).<\/p>\n<p>Graham (1992) afirma que o l&iacute;der &ldquo;n&atilde;o deve ser ditatorial, eg&oacute;latra ou dogm&aacute;tico&rdquo; e que, em contrapartida, precisa ser &ldquo;qualquer coisa, menos isso&rdquo;. Em realidade, &ldquo;deve ser humilde, af&aacute;vel, cort&ecirc;s, am&aacute;vel e cheio de amor; mas &agrave;s vezes tem que atuar com muita firmeza&rdquo; (p. 173).<\/p>\n<p>O NT enfatiza a atitude de servo como a caracter&iacute;stica principal do verdadeiro l&iacute;der crist&atilde;o. Nesse sentido, Bahamondes (2010) comenta: &ldquo;Acredito que os pastores, em sua qualidade de l&iacute;deres, devem parar e pensar sobre o estado atual de suas congrega&ccedil;&otilde;es. O que voc&ecirc; poderia fazer para melhorar o que n&atilde;o est&aacute; funcionando?&rdquo; (p. 190).<\/p>\n<h4>Teologia da administra&ccedil;&atilde;o integrada ao trabalho pastoral<\/h4>\n<p>A abordagem teol&oacute;gica da administra&ccedil;&atilde;o sugere que a administra&ccedil;&atilde;o integrada ao trabalho pastoral &eacute; um minist&eacute;rio <em>em<\/em> e <em>por<\/em> si mesmo; &eacute; mais do que um m&eacute;todo ou um meio para alcan&ccedil;ar um fim, e &eacute; usado para o servi&ccedil;o e est&iacute;mulo de outros.<\/p>\n<p>Powers (2006) argumenta que &ldquo;a administra&ccedil;&atilde;o &eacute; uma parte integral da rela&ccedil;&atilde;o do pastor com o minist&eacute;rio educacional da igreja. Alguns pastores veem isso como puramente secular e hesitam em dedicar tempo &agrave; administra&ccedil;&atilde;o&rdquo; (p. 364).<\/p>\n<p>A falta de um enfoque teol&oacute;gico na administra&ccedil;&atilde;o pastoral traz como resultado uma dicotomia caracterizada por uma falta de integra&ccedil;&atilde;o entre a cultura teol&oacute;gica da congrega&ccedil;&atilde;o e a cultura administrativa. N&atilde;o podemos segurar nossa teologia em uma m&atilde;o e a administra&ccedil;&atilde;o na outra. As duas devem estar unidas, integradas em uma abordagem consistente para dirigir o minist&eacute;rio (Frank, 2007, p. 32-53).<\/p>\n<p>No trabalho pastoral, acontece muitas vezes de voc&ecirc; ter que lidar com alguns assuntos seculares que s&atilde;o introduzidos na igreja. Por exemplo, quando s&atilde;o arrecadados fundos para construir igrejas ou para alguma atividade dos jovens. Ser&aacute; que podemos utilizar m&eacute;todos seculares para motivar a congrega&ccedil;&atilde;o a dar? Como esses m&eacute;todos se encaixam na exorta&ccedil;&atilde;o de Paulo de ofertar com alegria?<\/p>\n<p>Nessas situa&ccedil;&otilde;es cotidianas, &eacute; vital que o pastor integre a administra&ccedil;&atilde;o do ponto de vista teol&oacute;gico. Segundo Criswell (1999), &ldquo;isso significa que o bom pastor tem que ser um bom administrador&rdquo; (p. 332).<\/p>\n<p>Portanto, a integra&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o no trabalho pastoral deve dar gl&oacute;ria a Deus. Atkinson e Field (2004) afirmam que &ldquo;embora agora a humanidade esteja ca&iacute;da, Deus continua exigindo que a administra&ccedil;&atilde;o seja realizada com justi&ccedil;a, dilig&ecirc;ncia, retid&atilde;o e fidelidade&rdquo; (p. 202).<\/p>\n<h4>Responsabilidades do trabalho pastoral<\/h4>\n<p>Em toda empresa secular, &eacute; desenvolvido um documento que serve como sua declara&ccedil;&atilde;o fundamental para estabelecer sua miss&atilde;o, sua vis&atilde;o e seus valores centrais. Esses valores guiam a institui&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s das mudan&ccedil;as do tempo e da cultura.<\/p>\n<p>Para o pastor de igreja, a B&iacute;blia &eacute; o documento essencial em seu trabalho ministerial; ela serve como um fio de prumo para as decis&otilde;es e fun&ccedil;&otilde;es administrativas; &eacute; a principal lente pela qual deriva as pr&aacute;ticas e os princ&iacute;pios administrativos para as atividades da igreja. Briner e Pritchard (1997) argumentam que &ldquo;n&atilde;o h&aacute; melhor exemplo disso do que os resultados surpreendentes que os disc&iacute;pulos alcan&ccedil;aram depois que Jesus os deixou&rdquo; (p. 64).<\/p>\n<p>Ter uma abordagem teol&oacute;gica da administra&ccedil;&atilde;o nos ajuda a cumprir as responsabilidades pastorais com &ecirc;xito. Abaixo, listarei algumas delas:<\/p>\n<ol>\n<li>Supervisionar a igreja local.<\/li>\n<li>Supervisionar a administra&ccedil;&atilde;o de disciplina.<\/li>\n<li>Conciliar as disputas entre crist&atilde;os.<\/li>\n<li>Pregar e ensinar a Palavra.<\/li>\n<li>Estabelecer uma estrutura e um processo de discipulado.<\/li>\n<li>Zelar pelo bom nome da igreja local.<\/li>\n<li>Cuidar dos bens e equipamentos atribu&iacute;dos.<\/li>\n<li>Comparecer &agrave;s reuni&otilde;es e treinamentos ministeriais combinados.<\/li>\n<li>Enviar relat&oacute;rios mensais.<\/li>\n<li>Manter a identidade doutrin&aacute;ria da igreja.<\/li>\n<li>Manter-se atualizado teol&oacute;gica e academicamente.<\/li>\n<li>Implementar um plano de visita&ccedil;&atilde;o integral, etc.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O trabalho pastoral, independentemente da &aacute;rea em que atua, tem uma profunda responsabilidade diante de Deus. Administrar as organiza&ccedil;&otilde;es eclesi&aacute;sticas dentro dos limites apresentados claramente em Sua Palavra &eacute; uma solene responsabilidade.<\/p>\n<p>No entanto, um certo grau de aptid&atilde;o hermen&ecirc;utica &eacute; necess&aacute;rio para interpretar corretamente os princ&iacute;pios b&iacute;blicos de administra&ccedil;&atilde;o. Sem uma interpreta&ccedil;&atilde;o fiel dela, n&atilde;o h&aacute; esperan&ccedil;a de uma aplica&ccedil;&atilde;o correta.<\/p>\n<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Macchia (2002) sostiene que &ldquo;pensar y planificar estrat&eacute;gicamente nos ayudar&aacute; a alcanzar una iglesia centrada en Cristo, buscar la integraci&oacute;n de la voluntad de Dios, la singularidad de nuestra propia iglesia y las responsabilidades como l&iacute;deres&rdquo; (p. 197).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Finalmente, el pastor de la iglesia local tiene un papel clave en llevar a cabo el plan de Dios para difundir Su gloria a todas las naciones. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Si el pastor tiene la visi&oacute;n, el conocimiento y las herramientas adecuadas, la iglesia se movilizar&aacute; activamente y, como resultado, tendremos m&aacute;s trabajadores, m&aacute;s oraci&oacute;n y m&aacute;s apoyo financiero para llevar a cabo la obra de Dios.<\/span><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/13WCWeQbm5jw9kjlQvvQo0ftXgTn4FXDr\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Link para baixar o documento em PDF<\/a><\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introducci&oacute;n El estudio de la administraci&oacute;n se ha aplicado ampliamente en la esfera secular durante muchos a&ntilde;os, pero &iquest;qu&eacute; pasa con la iglesia local? &iquest;Alguno de estos enfoques no cristianos se aplica en el contexto de una organizaci&oacute;n eclesi&aacute;stica? 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