{"id":6846,"date":"2021-04-22T22:48:39","date_gmt":"2021-04-23T01:48:39","guid":{"rendered":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=6846"},"modified":"2021-05-28T11:24:29","modified_gmt":"2021-05-28T14:24:29","slug":"grupos-geracionais-e-as-novas-geracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/grupos-geracionais-e-as-novas-geracoes\/","title":{"rendered":"Grupos geracionais e as novas gera\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: center;\">Grupos geracionais e as novas gera&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Pr. Marcelo Cardoso<\/p>\n<p>&nbsp;Para o entendimento do conceito de (NG) e sua import&acirc;ncia, h&aacute; a necessidade de se voltar ao passado e compreender profundamente os movimentos que reestruturaram&nbsp; sistematicamente a maneira de agir e pensar do ser humano desde o s&eacute;culo XVI. O Iluminismo trouxe uma quebra gradual hegem&ocirc;nica da igreja no Velho Mundo, ocorrendo o desenvolvimento intelectual que vinha surgindo com o Renascimento e abrindo o caminho para o nascimento de ideias libert&aacute;rias em diferentes &aacute;reas sociedade europeia, chegando ao &acirc;mbito religioso. Os iluministas, assim se autodenominavam por acreditarem que seus pensamentos eram contr&aacute;rios ao que eles entendiam como um retrocesso originado pela opress&atilde;o filos&oacute;fica-religiosa e se julgavam como propagadores&nbsp; de luz e conhecimento, da&iacute; o termo iluministas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1UgWf068PUWfbCL4mg5s60PVDTsLnMCH1\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Link para baixar o documento em PDF<\/a><\/p>\n<p>Ren&eacute; Descartes (1596 &ndash; 1650), famoso iluminista e considerado at&eacute; hoje como o pai do Racionalismo, em sua principal obra ressalta que o discurso da raz&atilde;o, apresenta uma verdadeira afronta a qualquer tipo de cren&ccedil;a sem fundamentos cient&iacute;ficos para&nbsp; justific&aacute;-la,&nbsp;isso promoveu mudan&ccedil;as significativas na filosofia, ci&ecirc;ncia, pol&iacute;tica e principalmente no pensamento religioso &agrave; &eacute;poca.<\/p>\n<p>A partir de ent&atilde;o, o mundo come&ccedil;ava a viver ares de desprendimento das amarras da igreja dominante e da ascens&atilde;o de uma forma de pensamento que valorizava o racionalismo e o cientificismo, questionando tudo que n&atilde;o coadunasse com a ci&ecirc;ncia e com as explica&ccedil;&otilde;es l&oacute;gicas. Hervieu-L&eacute;ger define que este momento passou a ser conhecido como Modernidade e que trazia tra&ccedil;os bem espec&iacute;ficos, cujos resultados envolviam o enfraquecimento social e cultural da religi&atilde;o; ela chega a apresentar tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas para este enfraquecimento: 1) A Modernidade coloca &agrave; frente em todos os dom&iacute;nios da a&ccedil;&atilde;o, a racionalidade, fazendo com que a ci&ecirc;ncia dissipasse toda a ignorancia gerada por uma f&eacute; cega e sem fundamento. 2) A Modernidade come&ccedil;a a formar um<\/p>\n<p>indiv&iacute;duo capaz de fazer o mundo no qual ele vive e constr&oacute;i ele mesmo as significa&ccedil;&otilde;es que d&atilde;o sentido a sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia, sem necessitar mais da religi&atilde;o para isso. 3) A Modernidade inicia um tipo particular de organiza&ccedil;&atilde;o social, caracterizada pelo enfraquecimento das institui&ccedil;&otilde;es, incluindo aqui as igrejas. &Eacute; neste processo que a soci&oacute;loga francesa chega a dizer:<\/p>\n<p>Nestas novas sociedades marcadas pela Modernidade, o pol&iacute;tico e o religioso se separam; o aspecto econ&ocirc;mico e o dom&eacute;stico se dissociam; a arte, a ci&ecirc;ncia, a moral, a cultura constituem igualmente registros distintos nos quais os homens realizam a sua capacidade criativa. Mas, ela aparece em toda parte insepar&aacute;vel do processo pelo qual a autonomia da ordem temporal constituiu-se progressivamente emancipando-se da tutela da tradi&ccedil;&atilde;o religiosa.<\/p>\n<p>Desde a declara&ccedil;&atilde;o de Nietzsche de que &ldquo;Deus est&aacute; morto&rdquo;, a religi&atilde;o tenta retomar o seu papel de protagonista, proclamando a &ldquo;revanche divina&rdquo; e se reestruturando dentro do cen&aacute;rio social com o desenvolvimento de novos movimentos espirituais, movimentos que v&atilde;o das correntes carism&aacute;ticas e pentecostais, a teologia da liberta&ccedil;&atilde;o e da prosperidade, ou a associa&ccedil;&atilde;o com inspira&ccedil;&otilde;es esot&eacute;ricas em seus cultos. Esses fen&ocirc;menos for&ccedil;aram a cria&ccedil;&atilde;o de um paradoxo da Modernidade de vis&atilde;o na cren&ccedil;a, pois de um lado, s&atilde;o desqualificadas as grandes explica&ccedil;&otilde;es religiosas do mundo pelas quais as pessoas no passado encontravam um sentido e por outro fazem com que as institui&ccedil;&otilde;es religiosas continuem a perder a sua capacidade social e cultural de impor e regular a vida do ser humano, perdendo gradativamente fi&eacute;is ou produzindo membros sem compromisso ou filia&ccedil;&atilde;o religiosa.<\/p>\n<p>Sobre isso, ressalta-se que cada vez mais cresce neste ambiente o n&uacute;mero daqueles que se declaram sem religi&atilde;o, lembrando que eles em diversos casos, podem n&atilde;o declarar uma religi&atilde;o ou frequentar uma igreja formalmente, mas isso n&atilde;o deve de maneira alguma enquadr&aacute;-los no grupo dos descrentes, dos que n&atilde;o creem em alguma forma de ser supremo ou transcendente. A Pew Research Center, reconhecido centro de pesquisas e informa&ccedil;&otilde;es estadunidense, que estuda tend&ecirc;ncias e atitudes sociais, e que geram implica&ccedil;&otilde;es em &aacute;reas como: pol&iacute;tica, economia, sociologia e religi&atilde;o no mundo, afirma que os sem religi&atilde;o nos Estados Unidos, tem dobrado percentualmente o seu n&uacute;mero de adeptos nos &uacute;ltimos anos. Na Europa este grupo alcan&ccedil;a incr&iacute;veis 68% da sua popula&ccedil;&atilde;o, chegando a pa&iacute;ses como a Fran&ccedil;a com uma taxa de 73%. No Brasil, Mariano ressalta que no &uacute;ltimo censo realizado em 2010, pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estat&iacute;stica (IBGE), essa categoria era representada por 8% em rela&ccedil;&atilde;o ao somat&oacute;rio geral da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Por&eacute;m, ainda segundo ele, h&aacute; uma previs&atilde;o de crescimento para o pr&oacute;ximo levantamento na ordem de 12%, levando em considera&ccedil;&atilde;o a taxa de crescimento das principais religi&otilde;es que comp&otilde;e o cen&aacute;rio brasileiro, esse n&uacute;mero chega a ser assustador.<\/p>\n<p>Nicodemus, um l&iacute;der religioso crist&atilde;o, ao fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o do contexto religioso atual se mostra preocupado com o crescimento n&atilde;o s&oacute; dos sem religi&atilde;o, mas tamb&eacute;m dos ateus e agn&oacute;sticos, chega a afirmar que &eacute; inconteste que em tempos atuais a quantidade de ate&iacute;stas, agnosticistas e sem religi&atilde;o ganha um volume cada vez mais contundente.<\/p>\n<p>Ainda na compreens&atilde;o deste universo religioso, n&atilde;o se deve desprezar os recentes estudos sociol&oacute;gicos geracionais que trazem diferentes an&aacute;lises sociol&oacute;gicas e que abarcam n&atilde;o somente aquelas que indicam diferen&ccedil;as de classes, desigualdades de g&ecirc;nero, &eacute;tnico-raciais e culturais. Vive-se um momento de reconstru&ccedil;&atilde;o das trajet&oacute;rias sociais, tornando cada vez mais imprescind&iacute;vel o estudo e a compreens&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es coletivas empreendidas pelas diversas gera&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o surgindo pelo caminho, bem como conhecimento dos desafios que as mesmas enfrentam.<\/p>\n<p>Os estudos geracionais t&ecirc;m se tornado cada vez mais relevantes nas organiza&ccedil;&otilde;es, pois permitem um conhecimento mais aprofundado das a&ccedil;&otilde;es humanas, entendendo seus gostos, costumes, prefer&ecirc;ncias, tend&ecirc;ncias e comportamentos. Isto se deve, a uma compreens&atilde;o das diversas etapas pela qual passa o indiv&iacute;duo em sua trajet&oacute;ria de vida, sendo influenciado desde a &eacute;poca do seu nascimento, passando por seu desenvolvimento e por movimentos sociais vivenciados no decorrer de sua exist&ecirc;ncia ou por momentos cr&iacute;ticos.. Oliveira afirma que todo ser humano est&aacute; ligado a um mesmo hist&oacute;rico de vida, carregando uma timeline e isto &eacute; o que o torna parte de um grupo com conex&atilde;o geracional:<\/p>\n<p>A mesma juventude que est&aacute; orientada pela mesma problem&aacute;tica hist&oacute;rico-atual vive em uma &ldquo;conex&atilde;o geracional&rdquo;; aqueles grupos que dentro dessa mesma conex&atilde;o geracional processam essas experi&ecirc;ncias de forma distinta constituem distintas &ldquo;unidades geracionais&rdquo; no &acirc;mbito da mesma conex&atilde;o geracional. A defini&ccedil;&atilde;o dos grupos geracionais, parte do pressuposto de que a experi&ecirc;ncia comum gera uma tend&ecirc;ncia ao processar os acontecimentos de forma semelhante, moldando vieses na percep&ccedil;&atilde;o, na prefer&ecirc;ncia por valores e mindset. Assim, para se definir uma gera&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o identificados eventos hist&oacute;ricos, pol&iacute;ticos ou sociais que geraram impactos nos valores, atitudes e comportamentos das pessoas envolvidas, para delimitar datas de refer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Essa abordagem inicia de uma perspectiva sociocognitivo-cultural, para a qual as gera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o produtos de eventos hist&oacute;ricos, que, por sua vez, criam padr&otilde;es de comportamento. Apesar de aparentemente objetiva, essa pr&aacute;tica n&atilde;o tem um total consenso entre pesquisadores, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s datas que delimitam cada grupo e as caracterizam. No entanto, Veloso e Dutra apontam que, apesar das diverg&ecirc;ncias entre autores, em especial quanto &agrave; &eacute;poca que define cada gera&ccedil;&atilde;o, as pesquisas n&atilde;o diferem significativamente quando conceituam as caracter&iacute;sticas dos cinco grupos mais utilizados na literatura: veteranos, baby boomers, gera&ccedil;&atilde;o X, gera&ccedil;&atilde;o Y ou Millenious e gera&ccedil;&atilde;o Z.<\/p>\n<p>Soci&oacute;logos e estudiosos afirmam que &eacute; cada vez mais dif&iacute;cil comparar as novas gera&ccedil;&otilde;es, pois o tempo de dist&acirc;ncia que as separam se reduz de uma para outra na medida que vai surgindo uma gera&ccedil;&atilde;o nova. Tendo como base as gera&ccedil;&otilde;es passadas que eram formadas por per&iacute;odos de 25 anos, as de hoje, um quarto de s&eacute;culo &eacute; praticamente cem anos para elas. Muitos distinguem o avan&ccedil;o da tecnologia, o volume exacerbado de informa&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m do encurtamento das dist&acirc;ncias por meio da internet, como fatores que aceleram a redu&ccedil;&atilde;o do tempo e propiciam mudan&ccedil;as cada vez mais r&aacute;pidas nas rela&ccedil;&otilde;es sociais, familiares e de trabalho. Compreender estas mudan&ccedil;as neste cen&aacute;rio de tamanha fluidez e incertezas tem sido um desafio sociol&oacute;gico cada vez maior, pois novas gera&ccedil;&otilde;es v&atilde;o surgindo com suas diferentes caracter&iacute;sticas a cada dez anos em m&eacute;dia e atrelados a elas, seguem as novas e diferentes formas como os indiv&iacute;duos pensam, se comportam, e consomem produtos e servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>De acordo com o CPDEC &ndash; Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Educa&ccedil;&atilde;o Continuada, seus comportamentos est&atilde;o atrelados &agrave;s caracter&iacute;sticas marcantes de cada gera&ccedil;&atilde;o, apresentadas na tabela abaixo:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table width=\"566\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"104\">Veteranos (1935-1945)<\/td>\n<td width=\"113\">Baby\n<p>Boomers<\/p>\n<p>(1946-1964)<\/p><\/td>\n<td width=\"114\">Gera&ccedil;&atilde;o X (1965-1980)<\/td>\n<td width=\"123\">Gera&ccedil;&atilde;o Y (1981-1997)<\/td>\n<td width=\"112\">Gera&ccedil;&atilde;o Z (1998-2009)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Assistiram os pais lutarem pela sobreviv&ecirc;ncia.\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S&atilde;o<\/p>\n<p>conservadores e cuidadosos com o dinheiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Valorizam seguran&ccedil;a e estabilidade.<\/p><\/td>\n<td width=\"113\">Representam grupo experiente.\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Iniciaram a carreira com m&aacute;quinas de escrever, sem computadores e celulares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Passaram por momentos dif&iacute;ceis da economia mundial.<\/p><\/td>\n<td width=\"114\">S&atilde;o fortes candidatos a posi&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a.\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Iniciaram a carreira juntamente com os avan&ccedil;os da tecnologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se divertiam com os primeiros v&iacute;deo games.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Valorizam o empreendimento.<\/p><\/td>\n<td width=\"123\">Buscam posi&ccedil;&otilde;es de lideran&ccedil;a.\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cresceram com a tecnologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Possuem mentalidade global<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aceitam mais f&aacute;cil as diferen&ccedil;as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Viveram bons momentos da economia mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/td>\n<td width=\"112\">Representam o grupo mais jovem da organiza&ccedil;&atilde;o.\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S&atilde;o totalmente tecnol&oacute;gicos<\/p>\n<p>(nativos digitais).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>T&ecirc;m pais protetores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Valorizam o engajamento em a&ccedil;&otilde;es sociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entediam-se facilmente.<\/p><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table width=\"566\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"104\"><\/td>\n<td width=\"113\"><\/td>\n<td width=\"114\">&nbsp;\n<p>Focam no<\/p>\n<p>equil&iacute;brio entre a vida pessoal e profissional.<\/p><\/td>\n<td width=\"123\">S&atilde;o questionadores, ansiosos e imediatistas.\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o se prendem &agrave; empresa.<\/p><\/td>\n<td width=\"112\">&nbsp;\n<p>Est&atilde;o sempre em busca de algo melhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: www.cpdec.com.br<\/p>\n<p>Para efeito de delimita&ccedil;&atilde;o deste artigo, ser&aacute; considerado como (NG) os indiv&iacute;duos que comp&otilde;em a gera&ccedil;&atilde;o Y e Z. Esta parcela representa aproximadamente 28% da popula&ccedil;&atilde;o mundial em um universo de 7,7 bilh&otilde;es de habitantes no planeta, no Brasil estes n&uacute;meros n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o d&iacute;spares e est&atilde;o atualmente na faixa dos 27% do total da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Outro ponto a considerar &eacute; o conhecimento mais profundo dos principais aspectos daqueles que nasceram no in&iacute;cio dos anos 1980 at&eacute; o fim da primeira d&eacute;cada do ano 2000 e que neste caso s&atilde;o duas gera&ccedil;&otilde;es que trazem diferen&ccedil;as comportamentais, mas tamb&eacute;m t&ecirc;m caracter&iacute;sticas assemelhadas e bem acentuadas, incluir-se-&atilde;o para fins de an&aacute;lise em um &uacute;nico grupo e denominar-se-&aacute; a partir de agora de (NG).<\/p>\n<p>A (NG) se desenvolveu em uma &eacute;poca de grandes avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e prosperidade econ&ocirc;mica, as crian&ccedil;as desta gera&ccedil;&atilde;o cresceram tendo o que muitos de seus pais n&atilde;o tiveram. Os pais presenciaram o nascimento da internet e da tecnologia, a (NG) j&aacute; nasceu experimentando seu pleno desenvolvimento e por isso, tem extrema facilidade de intera&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o indiv&iacute;duos que cresceram rodeados de facilidades oferecidas por seus progenitores, que por raz&otilde;es &oacute;bvias desejavam dar uma vida melhor a eles, em compara&ccedil;&atilde;o com aquela que tiveram. Foram criados em um ambiente de multitarefas e atividades, estimulando rapidamente seu c&eacute;rebro e dificultando a concentra&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica em uma &uacute;nica atividade.<\/p>\n<p>No &acirc;mbito profissional, a (NG) tem facilidade de se frustrar com os outros e consigo pr&oacute;prio facilmente, pois esperam por valoriza&ccedil;&otilde;es instant&acirc;neas e seus padr&otilde;es exigem constante retorno sobre seu desempenho, principalmente nas atividades profissionais. Caso n&atilde;o se sintam realizados na fun&ccedil;&atilde;o ou atividades que executam, n&atilde;o tem dificuldade alguma em abandona-las e partirem para um novo desafio. Diferente das gera&ccedil;&otilde;es passadas, a (NG) n&atilde;o se realiza com gratifica&ccedil;&otilde;es financeiras e bons sal&aacute;rios, isto n&atilde;o &eacute; o mais importante para eles, muitas vezes esta realiza&ccedil;&atilde;o vem atrav&eacute;s de satisfa&ccedil;&atilde;o relacional com seu grupo de trabalho e um ambiente profissional agrad&aacute;vel. Lombardia destaca que os indiv&iacute;duos da (NG) s&atilde;o conservadores, materialistas e possui avers&atilde;o &agrave; supervis&atilde;o, desconfiam de verdades absolutas, s&atilde;o positivistas, autoconfiantes, cumprem objetivos e n&atilde;o os prazos, al&eacute;m de serem muito criativos. Procuram ambiente profissional em que a hierarquia seja menos rigorosa, sempre focando as a&ccedil;&otilde;es em resultados e n&atilde;o sendo f&atilde;s de regras na vida pessoal.<\/p>\n<p>No campo do conhecimento e do aprendizado, n&atilde;o h&aacute; como desprezar o contato &iacute;ntimo com a tecnologia e a internet que a (NG) experimenta diariamente, isto faz com que busque constantemente novidades e prender sua aten&ccedil;&atilde;o se torna um enorme desafio. Eles valorizam informa&ccedil;&otilde;es sempre muito atualizadas, para eles n&atilde;o bastam informa&ccedil;&otilde;es, elas necessitam ser atuais e recentes; nesta realidade, o ensinar e o aprender materializamse por meio de programas, com pr&aacute;ticas e intera&ccedil;&otilde;es coletivas, querem entender rapidamente o qu&atilde;o relevante &eacute; aquele conhecimento para sua vida e se esta pergunta n&atilde;o for imediatamente respondida, perdem o interesse na mesma velocidade que tiveram.<\/p>\n<p>No aspecto social, a (NG) aprecia a coer&ecirc;ncia das pessoas com as quais se relaciona, qualquer tra&ccedil;o de hipocrisia entre aquilo que se fala e aquilo que se faz, j&aacute; &eacute; motivo para decep&ccedil;&atilde;o por parte deste grupo. S&atilde;o mais propensos a aceitar diferen&ccedil;as, rejeitando toda forma de preconceito e s&atilde;o mais abertos a pluralidade; fogem da responsabilidade, buscam permanecer na casa dos pais o maior tempo poss&iacute;vel e imaginam que os problemas do universo devem ser resolvidos pelas outras gera&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que na sua vis&atilde;o, foram as gera&ccedil;&otilde;es passadas que criaram os problemas.<\/p>\n<p>A (NG) tem se tornado um enorme desafio em &aacute;reas como educa&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o profissional, relacionamentos pessoais, entre tantas outras, incluindo a religi&atilde;o. Este grupo atende aos aspectos j&aacute; descritos da p&oacute;s-modernidade, eles nasceram neste meio, portanto, adv&eacute;m de uma sociedade cada vez mais laicizada e vivem em um ambiente secularizado que forma o seu pr&oacute;prio mindset. Para l&iacute;deres religiosos adventistas, este desafio &eacute; claramente percept&iacute;vel, tanto no universo de fora da igreja, quanto dentro dela, haja vista, ser a igreja composta por uma diversidade geracional em seus membros e a (NG) compor boa parcela dela.<\/p>\n<p>Existem enormes desafios ao se tratar de (NG) na igreja, assim como em qualquer organiza&ccedil;&atilde;o, ela tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; diferente e em virtude disto, um dos pontos que se estabelece como desafiante &eacute; como tornar as mensagens b&iacute;blicas dos p&uacute;lpitos atrativas e relevantes para eles? Quais os elementos essenciais de um serm&atilde;o para alcan&ccedil;ar a (NG)? Que estrat&eacute;gias devem ser empregadas para a prepara&ccedil;&atilde;o da mensagem e sua devida apresenta&ccedil;&atilde;o? S&atilde;o estas respostas que o artigo intentar&aacute; apresentar a seguir.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>Elementos no serm&atilde;o para o alcance das novas gera&ccedil;&otilde;es<\/li>\n<\/ol>\n<p>In&uacute;meras estrat&eacute;gias devem ser empregadas por aqueles que preparam e apresentam um serm&atilde;o para o tornar atraente e significativo ao ouvinte, s&atilde;o fatores que coesos formam um conjunto de procedimentos envolvendo: estilo do serm&atilde;o, conte&uacute;do, fidedignidade ao texto b&iacute;blico, aplica&ccedil;&otilde;es, recursos na apresenta&ccedil;&atilde;o e conhecimento do p&uacute;blico-alvo. Ali&aacute;s, &eacute; sobre este &uacute;ltimo ponto que o artigo se debru&ccedil;ar&aacute; mais detidamente na busca da resposta ao principal problema deste trabalho.<\/p>\n<p>Conhecer o p&uacute;blico-alvo &eacute; dever de todo comunicador e principalmente do expositor das Escrituras Sagradas; os chamados ru&iacute;dos na mensagem, constituem situa&ccedil;&otilde;es que dificultam a comunica&ccedil;&atilde;o entre interlocutor e ouvinte. Estes ru&iacute;dos podem surgir por diversos fatores que somados diminuem ou anulam o alcance da mensagem explanada, muitas vezes o conte&uacute;do do serm&atilde;o n&atilde;o necessita ser modificado em sua ess&ecirc;ncia, mas, ajustes que envolvam o uso de palavras, express&otilde;es ou at&eacute; mesmo certos sentidos, devem ser cuidadosamente estudados de acordo com o perfil do seu p&uacute;blico, levando em considera&ccedil;&atilde;o aspectos sociais, culturais, regionais e et&aacute;rios. Conv&eacute;m a quem prega, a preocupa&ccedil;&atilde;o no conte&uacute;do da mensagem, na forma como ela ser&aacute; exposta e na afinidade entre o ouvinte e o pregador.<\/p>\n<p>Ao analisar as idiossincrasias da (NG), nota-se que n&atilde;o h&aacute; como passar ao largo aspectos que facilitam a aproxima&ccedil;&atilde;o com o grupo em quest&atilde;o. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o deve come&ccedil;ar logo na prepara&ccedil;&atilde;o da mensagem e que precisar&aacute; conter um tema atraente, inovador e atual, lembrando que haver&aacute; necessidade de se extrair estas adjetiva&ccedil;&otilde;es de<\/p>\n<p>um texto produzido a milhares de anos; fica ent&atilde;o a pergunta, como proceder? A contextualiza&ccedil;&atilde;o &eacute; um fator preponderante nesta parte, a mensagem deve vir cheia de sentido para a (NG), que a ouve diante de um mundo em constante mudan&ccedil;a, a (NG) valoriza este aspecto da atualiza&ccedil;&atilde;o e estar atento aos problemas pelas quais ela passa e inclu&iacute;-los na prega&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de expor solu&ccedil;&otilde;es extra&iacute;das da B&iacute;blia &eacute; crucial para o sucesso da aceita&ccedil;&atilde;o e absor&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Problemas que envolvam crises existenciais, relacionamentos interpessoais, familiares, viol&ecirc;ncia, incertezas quanto ao futuro, al&eacute;m de conceitos como: preconceito, liberdade e respeito, atraem estes indiv&iacute;duos e necessitam de inser&ccedil;&atilde;o e contextualiza&ccedil;&atilde;o na hist&oacute;ria b&iacute;blica apresentada. A utiliza&ccedil;&atilde;o de ilustra&ccedil;&otilde;es e hist&oacute;rias reais que se interliguem com o contexto da mensagem &eacute; um aspecto importante, pois a (NG) &eacute; aficionada por expor a sua vida e acompanhar a de terceiros pelas redes sociais, e encontrar nos serm&otilde;es ilustra&ccedil;&otilde;es que a remetam a experi&ecirc;ncias vividas por outras pessoas e situa&ccedil;&otilde;es do cotidiano, traz uma aproxima&ccedil;&atilde;o com esse mundo virtual.<\/p>\n<p>O segundo fator est&aacute; na apresenta&ccedil;&atilde;o do serm&atilde;o e isto envolve o ambiente, as ferramentas e o mensageiro. O ambiente necessita, independente do grupo para quem se prega, de condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas que estabele&ccedil;am uma boa conex&atilde;o entre o ouvinte e o interlocutor; cadeiras confort&aacute;veis, ilumina&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria, temperatura ambiente agrad&aacute;vel, som aud&iacute;vel e sem falhas s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas necess&aacute;rias para a absor&ccedil;&atilde;o da mensagem. Mas, se tratando da (NG), outros recursos se apresentam como indispens&aacute;veis; a (NG) &eacute; digitalizada e, portanto, os recursos tecnol&oacute;gicos atraem este grupo, o uso de equipamentos tanto da parte de quem ouve (celulares, tablets e computadores), quanto da parte de quem prega &eacute; importante neste caso. A proje&ccedil;&atilde;o na tela de textos b&iacute;blicos utilizados no decorrer da prega&ccedil;&atilde;o ou os conceitos que o pregador considera importantes para a fixa&ccedil;&atilde;o de uma ideia no serm&atilde;o, &eacute; interessante.<\/p>\n<p>A informalidade &eacute; outra caracter&iacute;stica da (NG), como neste caso em quest&atilde;o, est&aacute; se falando do ambiente; propiciar um lugar despojado de formalidade, mesmo sendo a igreja, d&aacute; bons resultados. Ceder em alguns aspectos, apresentando uma liturgia menos engessada, louvores mais contempor&acirc;neos, sem contudo, abrir m&atilde;o de princ&iacute;pios e valores, e amenizando eventuais choques geracionais na igreja, n&atilde;o &eacute; de todo mal; dependendo da ocasi&atilde;o e local, se despojar de pequenos detalhes como acess&oacute;rios e roupas mais formais faz toda a diferen&ccedil;a para facilitar a aproxima&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico da (NG).<\/p>\n<p>Quanto a afinidade entre ouvinte e pregador, destaca-se a quest&atilde;o da &eacute;tica crist&atilde;, tanto no aspecto da homil&eacute;tica, j&aacute; abordado aqui, quanto aos procedimentos &eacute;ticos nas rela&ccedil;&otilde;es humanas e que &eacute; valorizado pela (NG). A aten&ccedil;&atilde;o que este grupo dispensa &agrave;s pessoas que manifestam preocupa&ccedil;&atilde;o por elas e demonstram em atitudes, &eacute; muito grande; White j&aacute; destacava que este era o m&eacute;todo de Jesus trabalhar e atrair o ser humano, parece ser tamb&eacute;m o mais bem apropriado para a (NG), ela afirma que: &ldquo;O Salvador misturavase com os homens como uma pessoa que lhes deseja o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes &agrave;s necessidades e granjeava-lhes a confian&ccedil;a. Ordenava ent&atilde;o: &lsquo;Segue-me&rsquo;&rdquo;. Portanto, o envolvimento e a aproxima&ccedil;&atilde;o pessoal com a (NG) &eacute; uma ferramenta que n&atilde;o pode ser desprezada e deve ser estabelecida muito antes da mensagem ser exposta.<\/p>\n<p>Outro ponto de destaque que &eacute; muito valorizado pela (NG), pode ser exemplificado pela preocupa&ccedil;&atilde;o de Jesus em colocar ordem na maneira como a religi&atilde;o era deturpada pelos l&iacute;deres religiosos de Sua &eacute;poca, que a manchavam de hipocrisia atrav&eacute;s de seus atos, sobre isto White chega a dizer:<\/p>\n<p>Sacerdotes e pr&iacute;ncipes fixaram-se em uma rotina de cerimonialismo. Satisfizeram-se com uma religi&atilde;o legal e era-lhes imposs&iacute;vel dar a outros as vivas verdades do C&eacute;u. Consideravam suficiente sua pr&oacute;pria justi&ccedil;a e n&atilde;o desejavam a intromiss&atilde;o de um novo elemento em sua religi&atilde;o. A boa vontade de Deus para com os homens n&atilde;o era por eles aceita como algo &agrave; parte deles pr&oacute;prios, mas a relacionavam com seus pr&oacute;prios m&eacute;ritos por causa de suas boas obras. A f&eacute; que opera por amor e purifica a alma n&atilde;o achava lugar na uni&atilde;o com a religi&atilde;o dos fariseus, feita de cerimonialismo e injun&ccedil;&otilde;es humanas.<\/p>\n<p>A falsidade na atitude dos religiosos e que incomodava o povo no tempo de Cristo, tamb&eacute;m desagrada hoje em dia a (NG), ela busca constantemente coer&ecirc;ncia entre atitudes e palavras, n&atilde;o que haja da parte dela uma exacerbada autocobran&ccedil;a, mas a (NG) exige coer&ecirc;ncia dos outros e principalmente daqueles que elas enxergam como refer&ecirc;ncia de lideran&ccedil;a. O pregador necessita antes de pregar, viver o que prega; para que sua mensagem possa alcan&ccedil;ar a mente da (NG), se as palavras coadunam com as atitudes, isto facilitar&aacute; para que comecem a fazer sentido e juntas estabelecer&atilde;o um la&ccedil;o cognitivo e afetivo.<\/p>\n<p>Morris acentua que a maioria das igrejas na atualidade, pressup&otilde;e que as pessoas ainda veem o mundo do ponto de vista do crist&atilde;o, assim, usa-se as mesmas metodologias que as igrejas empregam h&aacute; s&eacute;culos. No entanto, esquecem a realidade do ponto de vista predominante no mundo ocidental em pleno s&eacute;culo XXI e sustentado pelo racionalismo; &eacute; com este perfil que os indiv&iacute;duos da (NG) chegam &agrave; igreja e quando se trata de pregar a eles n&atilde;o h&aacute; como n&atilde;o proceder ajustes nos procedimentos e nas formas para alcan&ccedil;alos.<\/p>\n<p>Seguir os passos apresentados acima far&aacute; com que a mensagem, que j&aacute; &eacute; poderosa e contundente, ganhe ainda mais for&ccedil;a e atinja em cheio os anseios e necessidades da (NG).<\/p>\n<p>CONCLUS&Atilde;O<\/p>\n<p>Este artigo apresentou a prega&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica como uma das tarefas mais importantes da igreja crist&atilde; e por ser t&atilde;o relevante ainda hoje, exige daqueles que se dedicam na prepara&ccedil;&atilde;o e na exposi&ccedil;&atilde;o de sua mensagem, um acurado cuidado em ser fiel ao texto b&iacute;blico original, em dizer integralmente aquilo que Deus intencionava &agrave;quela &eacute;poca, nos dias de hoje e principalmente, entendendo que o verdadeiro sucesso no alcance do serm&atilde;o n&atilde;o est&aacute; na sabedoria e capacidade humana, mas no poder e na a&ccedil;&atilde;o de Deus na vida do pregador e do ouvinte, sendo sua principal fun&ccedil;&atilde;o a transforma&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o a informa&ccedil;&atilde;o apenas.<\/p>\n<p>A homil&eacute;tica, como uma das disciplinas da teologia tem como ci&ecirc;ncia e arte, a responsabilidade de apresentar diferentes instrumentos para a composi&ccedil;&atilde;o das mensagens b&iacute;blicas e sua exposi&ccedil;&atilde;o ao p&uacute;blico. Uma dessas ferramentas essenciais, mas pouco mencionada na academia &eacute; a &eacute;tica crist&atilde; na homil&eacute;tica, ela normatiza as a&ccedil;&otilde;es do pregador em rela&ccedil;&atilde;o a si pr&oacute;prio, &agrave; mensagem e ao receptor; sendo ela, portanto, um importante fator para tornar o serm&atilde;o relevante e agente de transforma&ccedil;&atilde;o &agrave; (NG).<\/p>\n<p>Esta (NG) que vive o amadurecimento de mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas, sociais, culturais e religiosas trazidas desde o Iluminismo, onde o cientificismo e a raz&atilde;o estabeleceram um novo marco nas rela&ccedil;&otilde;es entre o ser humano e as institui&ccedil;&otilde;es, principalmente as religiosas, vive a ideia da laiciza&ccedil;&atilde;o. Esta teoria e pensamento que come&ccedil;ou a se desenvolver no passado, ganhou corpo e experimenta seu apogeu na sociedade contempor&acirc;nea atual, direcionando a atitude do ser humano em rela&ccedil;&atilde;o a religi&atilde;o e as igrejas, encarando-as negativamente. Vieses de seculariza&ccedil;&atilde;o e falta de pertencimento s&atilde;o determinantes na postura e atitude das pessoas que hoje formam as diferentes gera&ccedil;&otilde;es dentro e fora da igreja.<\/p>\n<p>Atrelados a este ambiente religioso conturbado por uma nova reconfigura&ccedil;&atilde;o, os soci&oacute;logos apresentam uma formula&ccedil;&atilde;o de grupos, tendo como base a faixa et&aacute;ria, os acontecimentos hist&oacute;ricos vividos, os movimentos sociais perpassados, entre tantos outros, e os agregam a grupos geracionais. Grupos, que segundo estudiosos, cont&eacute;m caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias e exclusivas que determinam seu comportamento, pensamento e tend&ecirc;ncia, a compreens&atilde;o destas caracter&iacute;sticas torna-se fundamental para a igreja, pois ela pr&oacute;pria &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o formada por pessoas divididas em gerac&otilde;es.<\/p>\n<p>O trabalho procurou analisar os aspectos comportamentais das diferentes gera&ccedil;&otilde;es, levando em considera&ccedil;&atilde;o detalhes profissionais, de aprendizado e sociais, por&eacute;m se fixou mais detidamente nas gera&ccedil;&otilde;es Y e Z, consideradas pelo presente artigo como objeto de estudo e classificadas como (NG). Na busca por uma compreens&atilde;o mais apurada do perfil das pessoas que comp&otilde;em este grupo e na resposta ao desafio proposto em apresentar ao leitor sugest&otilde;es que tornem os serm&otilde;es mais relevantes e atraentes &agrave; (NG), concluiu-se que &eacute; necess&aacute;rio cumprir tr&ecirc;s passos na elabora&ccedil;&atilde;o e exposi&ccedil;&atilde;o da mensagem b&iacute;blica ao pregar.<\/p>\n<p>O primeiro passo est&aacute; no entendimento de que o pregador ao preparar e apresentar uma mensagem por meio do serm&atilde;o, deve buscar uma aproxima&ccedil;&atilde;o com a realidade vivida pela (NG), conhecer seu contexto de vida, lutas e anseios aproxima a mensagem do ouvinte. Quando h&aacute; oportunidade e esta aproxima&ccedil;&atilde;o se d&aacute; por um relacionamento mais direto, permitindo criar uma ponte de afinidade entre interlocutor e ouvinte, gera-se a facilidade do conhecimento mais profundo das necessidades e isto acaba dando mais peso ao serm&atilde;o, al&eacute;m de criar la&ccedil;os afetivos em uma gera&ccedil;&atilde;o materialista e que carece de aten&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O segundo ponto est&aacute; na informalidade da apresenta&ccedil;&atilde;o do serm&atilde;o, isto exige do mensageiro uma postura diferenciada, uma linguagem apropriada e uma roupa condizente e que promova aproxima&ccedil;&atilde;o com o grupo, mas que n&atilde;o fira princ&iacute;pios de dec&ecirc;ncia, mod&eacute;stia e sensatez. A (NG) n&atilde;o exige que algu&eacute;m seja como eles, mas espera que a pessoa seja ela mesma. Outro fator da informalidade est&aacute; no ambiente e no programa onde ocorrer&aacute; a prega&ccedil;&atilde;o, tudo deve ser preparado para que o ambiente seja fluido e agrad&aacute;vel, as partes que envolvem o antes, o durante e o ap&oacute;s o serm&atilde;o necessitam se desenvolver de forma descontra&iacute;da, mesmo que haja regras, elas n&atilde;o devem transparecer.<\/p>\n<p>Por &uacute;ltimo, a coer&ecirc;ncia na atitude do pregador, entre suas palavras e seus atos capacita o mensageiro e fortalece a pr&oacute;pria mensagem. Era esta a atitude que Jesus tinha e tanto desenvolveu em Seu Minist&eacute;rio, Ele se preocupava com as pessoas, se importava com suas necessidades, estabelecia um ponto de converg&ecirc;ncia, criava afinidade e lutava contra a falsidade e hipocrisia, fortalecendo a coer&ecirc;ncia entre se dizer crist&atilde;o e efetivamente ser.<\/p>\n<p>Em suma, conclui-se que o ser humano passa por constantes mudan&ccedil;as, exigindo da igreja e de seus l&iacute;deres a busca por din&acirc;micas renova&ccedil;&otilde;es e releituras; estas altera&ccedil;&otilde;es envolvem uma atualiza&ccedil;&atilde;o constante no entendimento e procedimento da igreja em rela&ccedil;&atilde;o as pessoas, dentro e fora dela. Para potencializar o avan&ccedil;o da mensagem das Boas Novas, o pregador nos dias atuais demanda conhecer a (NG), suas caracter&iacute;sticas e estrat&eacute;gias que atinjam as necessidades espec&iacute;ficas dos indiv&iacute;duos deste grupo, colocando em pr&aacute;tica ao aplica-las no p&uacute;lpito os serm&otilde;es pregados.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1UgWf068PUWfbCL4mg5s60PVDTsLnMCH1\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Link para baixar o documento em PDF<\/a><\/p>\n<p>REFER&Ecirc;NCIAS<\/p>\n<p>AZEVEDO, Irland Pereira. De pastor para pastores: um testemunho pessoal. Rio de janeiro: JUERP, 2001.<\/p>\n<p>CENNAMO, L; GARDNER, D. Generational differences in work values, outcomes and person-organisation values fit. Journal of Managerial Psychology. San Antonio, v. 23, n. 8, p. 26-47, 2008.<\/p>\n<p>BOWIE, Walter Russell. Preaching. Nashiville: Abingdon Press, 2001.<\/p>\n<p>BROADUS, John. O serm&atilde;o e o seu preparo. Rio de Janeiro: JUERP, 1960.<\/p>\n<p>CHIUZI, R. M.; PEIXOTO, B. R. G.; FUSARI, G. L. Conflito de gera&ccedil;&otilde;es nas organiza&ccedil;&otilde;es: um fen&ocirc;meno social interpretado a partir da teoria de Erik Erikson. Temas em Psicologia, v. 19, n. 2, p. 108-126, 2011.<\/p>\n<p>CORDEIRO, H. T. D.; FREITAG, B. B.; FISCHER, A. L.; DE ALBUQUERQUE, L. G. A quest&atilde;o das gera&ccedil;&otilde;es no campo da gest&atilde;o de pessoas: tema emergente?. Revista de Carreiras e Pessoas, v. 3, n. 2, p. 35-51, 2013.<\/p>\n<p>CRANE, James. O serm&atilde;o eficaz. Rio de Janeiro: JUERP, 2009.<\/p>\n<p>CUNHA, Nath&aacute;lia Barcelos; CUNHA, Norival Carvalho; CUNHA, Thais Naiane. Gera&ccedil;&atilde;o digital: transforma&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica. Cadernos da Funcamp, Campinas, V. 14, n. 20, p. 75-83, 2015.<\/p>\n<p>FEIXA, Carles; LECCARDI, Carmem. &ldquo;O conceito de gera&ccedil;&atilde;o nas teorias sobre juventude&rdquo;. 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Que tipo espec&iacute;fico de envolvimento voc&ecirc; como articulista sugeriria?<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupos geracionais e as novas gera&ccedil;&otilde;es Pr. Marcelo Cardoso &nbsp;Para o entendimento do conceito de (NG) e sua import&acirc;ncia, h&aacute; a necessidade de se voltar ao passado e compreender profundamente os movimentos que reestruturaram&nbsp; sistematicamente a maneira de agir e pensar do ser humano desde o s&eacute;culo XVI. 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