{"id":694,"date":"2014-10-20T16:04:02","date_gmt":"2014-10-20T16:04:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=694"},"modified":"2014-10-20T16:04:02","modified_gmt":"2014-10-20T16:04:02","slug":"havera-casamentos-na-nova-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/havera-casamentos-na-nova-terra\/","title":{"rendered":"Haver\u00e1 casamentos na Nova Terra?"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A esperan&ccedil;a crist&atilde; de &ldquo;novos c&eacute;us e nova terra, nos quais habita justi&ccedil;a&rdquo; (2Pe 3:13)1&nbsp;abrange diversas expectativas, como: felicidade plena, sa&uacute;de total, vida eterna e, especialmente, companheirismo pessoal com Deus. Ao longo dos anos t&ecirc;m surgido pessoas anunciando um &ldquo;algo mais&rdquo;, como casamento e procria&ccedil;&atilde;o entre os salvos, ap&oacute;s a segunda vinda de Jesus Cristo. &Eacute; prop&oacute;sito deste estudo abordar brevemente alguns ensinos referentes ao tema e empreender uma an&aacute;lise do texto b&iacute;blico que trata da condi&ccedil;&atilde;o dos salvos ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Diversas cren&ccedil;as sobre a vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O primeiro ponto de vista a ser abordado &eacute; o dos saduceus, que &ldquo;declaram n&atilde;o haver ressurrei&ccedil;&atilde;o, nem anjo, nem esp&iacute;rito&rdquo;; o segundo &eacute; o dos fariseus, que &ldquo;admitem todas essas coisas&rdquo; (At 23:8). Os fariseus tamb&eacute;m acreditavam que na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o o corpo continuaria a exercer as fun&ccedil;&otilde;es conjugais tal como os maometanos o fazem atualmente.2Em parte, parece que os fariseus compartilhavam a cren&ccedil;a registrada no livro ap&oacute;crifo Apocalipse de Baruque, que, se presume, foi escrito em torno de 100 d.C.3: &ldquo;Pois a terra certamente devolver&aacute; os mortos neste tempo; ela os recebe agora a fim de preserv&aacute;-los, sem mudar nada em sua forma. Do modo como ela os recebeu, assim os devolver&aacute;. E assim como eu os entreguei, assim eu os ressuscitarei&rdquo;.4<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A revela&ccedil;&atilde;o de Jesus diferia tanto da cren&ccedil;a dos fariseus quanto da incredulidade&nbsp; dos saduceus no que se referia &agrave; vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o, pois, conforme Ele declarou, &ldquo;na ressurrei&ccedil;&atilde;o nem casam, nem se d&atilde;o em casamento; s&atilde;o, por&eacute;m, como os anjos no c&eacute;u&rdquo; (Mt 22:30). De um modo geral, os pais da igreja interpretaram as palavras de Cristo semelhantemente, isto &eacute;, que ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o haveria mais casamento e, consequentemente, n&atilde;o haveria mais vida sexual nem procria&ccedil;&atilde;o.5Esta &eacute; a interpreta&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica, bem representada por Tom&aacute;s de Aquino que afirmou &ldquo;o matrim&ocirc;nio n&atilde;o subsiste al&eacute;m do tempo desta vida, em que foi contra&iacute;do&rdquo;,6uma posi&ccedil;&atilde;o que ainda &eacute; mantida no catecismo cat&oacute;lico: &ldquo;o Matrim&ocirc;nio &eacute; uma realidade da figura deste mundo que passa&rdquo;.7<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A bem da verdade &eacute; relevante que se destaque que o dualismo grego (corpo-esp&iacute;rito) influenciou diretamente na concep&ccedil;&atilde;o crist&atilde; de diversas cren&ccedil;as, inclusive na da vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o. Sob certo aspecto, &eacute; atrav&eacute;s do corpo que as pessoas se relacionam com o mundo, isto &eacute; com a fam&iacute;lia, a procria&ccedil;&atilde;o, a vida econ&ocirc;mica e a pol&iacute;tica. Por outro lado, o esp&iacute;rito relaciona-se com a religi&atilde;o, a comunidade de crentes e, por fim, com Deus, que &eacute; esp&iacute;rito. A &ecirc;nfase sobre o esp&iacute;rito aliena o crist&atilde;o da presente ordem de coisas.8Esta concep&ccedil;&atilde;o dualista forneceu os pressupostos para a cren&ccedil;a na qual o sexo e a procria&ccedil;&atilde;o se originaram como consequ&ecirc;ncia do pecado de Ad&atilde;o. Isto &eacute; exemplificado pelo livro ap&oacute;crifo de Baruque:&nbsp;E como tu vistes, as &aacute;guas negras no topo das nuvens que a princ&iacute;pio vieram sobre a terra; esta &eacute; a transgress&atilde;o que Ad&atilde;o, o primeiro homem, cometeu. Pois quando ele transgrediu, a morte inoportuna passou a existir, passou a se ouvir de murmura&ccedil;&atilde;o, afli&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;a surgiram, o trabalho se efetivou, o orgulho veio &agrave; exist&ecirc;ncia, o reino da morte come&ccedil;ou a pedir para ser renovado com sangue, iniciou-se a concep&ccedil;&atilde;o de filhos, brotou a paix&atilde;o dos pais, a altivez do homem foi humilhada e a bondade foi banida.9<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A perspectiva negativista em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, por depender do corpo para se expressar, forjou a cren&ccedil;a de que o casamento era um rem&eacute;dio para a morte.10Como consequ&ecirc;ncia, o ensino de Jesus de que na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o haver&aacute; casamento (Mt 22:30) juntamente com Sua declara&ccedil;&atilde;o de que alguns crist&atilde;os &ldquo;a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos c&eacute;us&rdquo; (Mt 19:12) parecia colocar o celibato acima da condi&ccedil;&atilde;o matrimonial j&aacute; nesta vida.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A dicotomia corpo-esp&iacute;rito tamb&eacute;m pode ser vista no livro ap&oacute;crifo de 1 Enoque, possivelmente escrito entre o terceiro e o segundo s&eacute;culo a.C.11Nesta obra os anjos s&atilde;o descritos como seres espirituais, imortais e celibat&aacute;rios: &ldquo;Na verdade, tu [anjo] inicialmente eras espiritual (tendo) vida eterna, e imortal em todas as gera&ccedil;&otilde;es do mundo. Foi por isto (inicialmente) que eu n&atilde;o criei esposas para ti, pois a habita&ccedil;&atilde;o dos seres espirituais do c&eacute;u &eacute; o c&eacute;u&rdquo;.12Como decorr&ecirc;ncia desta cren&ccedil;a, e visto que a morte n&atilde;o tem poder sobre os anjos, estes desconhecem a necessidade de casamento, ou seja, o fato de serem imortais isenta-os da necessidade de se casarem e procriarem.13<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A dicotomia corpo-esp&iacute;rito substanciou a exalta&ccedil;&atilde;o do estado virginal acima do matrimonial.14Al&eacute;m do mais, o celibato dos crist&atilde;os passou a ser visto como uma antecipa&ccedil;&atilde;o no presente da vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o, semelhante &agrave; dos anjos: &ldquo;Aquilo que seremos, v&oacute;s j&aacute; tendes come&ccedil;ado a ser. V&oacute;s j&aacute; possu&iacute;s neste mundo a gl&oacute;ria da ressurrei&ccedil;&atilde;o. V&oacute;s passais pelo mundo sem o cont&aacute;gio do mundo; pois continuais castos e virgens, por isto sois iguais aos anjos de Deus&rdquo;.15<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Continuando a exposi&ccedil;&atilde;o das cren&ccedil;as sobre a vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o, menciona-se a Igreja Luterana do S&iacute;nodo de Missouri, que seguiu a mesma linha tradicional de interpreta&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, pois diz, o &ldquo;casamento faz parte da ordem da cria&ccedil;&atilde;o e constitui umas das estruturas do presente. Na era por vir, tais estruturas n&atilde;o ser&atilde;o mais necess&aacute;rias e cessar&atilde;o&rdquo;.16Igualmente, a Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia mant&eacute;m a explana&ccedil;&atilde;o conservadora ao declarar que &ldquo;n&atilde;o haver&aacute; necessidade de casamento, porque prevalecer&aacute; uma ordem diferente de vida&rdquo;,17cren&ccedil;a que tamb&eacute;m &eacute; compartilhada pela Igreja Batista.18<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ap&oacute;s esta breve abordagem sobre a cren&ccedil;a comum de que na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o haver&aacute; casamento, rela&ccedil;&otilde;es sexuais e procria&ccedil;&atilde;o, analisar-se-&aacute; alguns pontos de vista divergentes. Por exemplo, a New Church ensina que &ldquo;o verdadeiro casamento perdurar&aacute; por toda a eternidade&rdquo; e que os anjos existem como homem e mulher &ldquo;em cada detalhe&rdquo; e &ldquo;todos s&atilde;o felizes, s&atilde;o casados e muito rom&acirc;nticos&rdquo;.19A New Church segue os ensinos de Emanuel Swedenborg, um cientista sueco, professor religioso e espiritualista, que nasceu em 1688 e morreu em 1772.20Swedenborg alegou haver mantido contato com anjos e esp&iacute;ritos que o ajudaram a elaborar os ensinos da New Church.21<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Devido &agrave; sua relev&acirc;ncia para o presente estudo, apresentam-se, a seguir, as palavras textuais do pr&oacute;prio Swedenborg:&nbsp;Eu j&aacute; vos demonstrei que h&aacute; casamentos no c&eacute;u&hellip; Isto n&atilde;o &eacute; um assunto de opini&atilde;o, mas de experi&ecirc;ncia, que eu tive pela associa&ccedil;&atilde;o com anjos e esp&iacute;ritos&hellip;<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As pessoas casadas geralmente se encontram ap&oacute;s a morte, reconhecem-se, unem-se e vivem juntas por um per&iacute;odo de tempo. Isto ocorre no primeiro est&aacute;gio, quando eles vivem, externamente, do modo como viveram no mundo. Mas gradualmente, &agrave; medida que eles se livram das superficialidades e se aproximam do que eles realmente s&atilde;o interiormente, eles descobrem a verdade sobre o seu amor e sua atra&ccedil;&atilde;o, e se podem ou n&atilde;o viver como se fossem um. Se eles podem, vivem como se fosse um e permanecem casados; se n&atilde;o podem, eles se separam, algumas vezes o marido da esposa, noutras a esposa do marido, e, algumas vezes, mutuamente um do outro. O homem obt&eacute;m uma esposa apropriada e, do mesmo modo, a esposa um marido adequado. Os parceiros desfrutam do intercurso, um com o outro, da mesma maneira como no mundo, apenas mais feliz e mais ricamente, embora sem gerar filhos.22<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Swedenborg tamb&eacute;m ensinou que os c&ocirc;njuges que t&ecirc;m um casamento feliz nesta vida continuar&atilde;o a sua conviv&ecirc;ncia no mundo por vir, mas aqueles que falharam na uni&atilde;o conjugal e ainda desejam ter um casamento ideal encontrar&atilde;o a sua alma g&ecirc;mea. Segundo Swedenborg, h&aacute; casamentos que se efetivam por raz&otilde;es espirituais e outros que se concretizam por raz&otilde;es n&atilde;o-espirituais. Entre as raz&otilde;es n&atilde;o-espirituais encontram-se: motivos financeiros, status social, atra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, etc. Ao contr&aacute;rio do ensino de Jesus, Swedenborg afirmou que os anjos se casam e sua uni&atilde;o &eacute; eterna. Isto ele declarou com base em sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia no c&eacute;u.&nbsp;23Lee Woofenden, reverendo da New Church, chega a dizer que embora reconhe&ccedil;a n&atilde;o ter nenhum apoio nos escritos de Emanuel Swedenborg, acredita que na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o haver&aacute; casamento gay.24<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os m&oacute;rmons (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos &Uacute;ltimos Dias) t&ecirc;m uma cren&ccedil;a diferente<b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b>da interpreta&ccedil;&atilde;o tradicional e da New Church, acima descrita. Eles n&atilde;o acreditam que ser&atilde;o realizados casamentos no C&eacute;u. Ensinam que o casamento &eacute; uma ordenan&ccedil;a terrestre e deve ser concretizado aqui. Contudo, &eacute; poss&iacute;vel desfrutar uma vida conjugal no c&eacute;u.25De acordo com o ensino de Joseph Smith, aquele casal que desejar continuar unido no c&eacute;u dever&aacute; realizar, aqui na terra, um &ldquo;concerto eterno&rdquo; selado pelo &ldquo;Esp&iacute;rito Santo da promessa&rdquo;.26A condi&ccedil;&atilde;o &eacute; que este &ldquo;concerto&rdquo; seja efetivado num templo m&oacute;rmon terrestre e que o casal seja fiel ao seu concerto com Deus. Inicialmente, este &ldquo;concerto eterno&rdquo; podia ser pol&iacute;gamo, mas esta doutrina foi substitu&iacute;da27e o casamento celestial passou a ser monog&acirc;mico, embora alguns m&oacute;rmons, classificados como radicais, ainda creiam e pratiquem a poligamia.28Os m&oacute;rmons acreditam que ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o o casal voltar&aacute; a ser uma s&oacute; carne e permanecer&aacute; unido por toda a eternidade,29ou seja, os remidos ter&atilde;o um corpo carnal. Neste aspecto, a doutrina m&oacute;rmon diverge do ensino de Paulo, que disse que os remidos n&atilde;o ter&atilde;o um &ldquo;corpo natural&rdquo;, mas um &ldquo;corpo espiritual&rdquo; (1Co 15:44).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O grupo religioso New Covenant Church of God &ndash; B&rsquo;rit Chadashah Assembly of Yahweh, origin&aacute;rio da Su&eacute;cia, autodenominado de Crist&atilde;os Evang&eacute;lico-Israelitas Messi&acirc;nicos, tem uma posi&ccedil;&atilde;o diferente das demais at&eacute; agora estudadas. Acreditam que as tr&ecirc;s passagens neotestament&aacute;rias (Mt 22:23-33; Mc 12:18-27; Lc 20:27-40) de fato ensinam que n&atilde;o ser&atilde;o realizados casamentos na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o, mas afirmam que &ldquo;isto n&atilde;o quer dizer que o casamento, como institui&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o ocorrer&aacute;&rdquo;.30A cren&ccedil;a que os distingue &eacute; que al&eacute;m das uni&otilde;es monog&acirc;micas, tamb&eacute;m haver&aacute; uni&otilde;es conjugais pol&iacute;gamas na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A FICP [First International Christian Polygamist] cr&ecirc; que todos os casamentos (monog&acirc;micos e pol&iacute;gamos), como a salva&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o pr&eacute;-ordenados e que as nossas esposas eternas foram escolhidas antes da vida nesta terra, numa condi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-existente. O nascimento nesta terra cont&eacute;m, necessariamente, o princ&iacute;pio da separa&ccedil;&atilde;o, mas se n&oacute;s estivermos na devida harmonia com o Ruach (Esp&iacute;rito) n&oacute;s iremos nos reunir novamente com as nossas esposas, e se porventura n&oacute;s as perdermos nesta vida, n&oacute;s nos reuniremos com elas na pr&oacute;xima.&nbsp;31<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mesmo entre os adventistas do s&eacute;timo dia t&ecirc;m surgido pessoas que apresentam pontos de vista diferentes da interpreta&ccedil;&atilde;o tradicional a respeito da vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o. Como exemplo menciona-se Samuele Bacchiocchi. Em sua obra&nbsp;<i>The Marriage Covenant<\/i>, ele diz que n&atilde;o haver&aacute; casamentos na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o para promoverem a procria&ccedil;&atilde;o, mas que o relacionamento &iacute;ntimo entre marido e mulher continuar&aacute;.32Nesta mesma obra, ele apresenta uma interpreta&ccedil;&atilde;o peculiar sobre o fato de nalgumas narrativas b&iacute;blicas anjos aparecerem formando duplas:&nbsp;A refer&ecirc;ncia de Jesus a sermos &ldquo;como os anjos&rdquo; (Mat. 22:30) na ressurrei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o implica necessariamente na cessa&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o relacional do casamento. Em nenhum lugar as Escrituras sugerem que os anjos s&atilde;o seres &ldquo;unissex&rdquo;, incapazes de se envolverem em relacionamentos &iacute;ntimos similares aos do matrim&ocirc;nio humano. O fato de os anjos serem&nbsp; mencionados com frequ&ecirc;ncia na B&iacute;blia em pares (Gen. 19:1; Ex 25:18; 1Rs 6:23) sugere que eles podem desfrutar relacionamentos &iacute;ntimos como casais.33<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Outro exemplo de interpreta&ccedil;&atilde;o adventista heterodoxa &eacute; a publica&ccedil;&atilde;o independente intitulada &ldquo;N&atilde;o &eacute; Bom que o Homem Esteja S&oacute;&rdquo;, assinada por Ven&iacute;cius Domingos. A publica&ccedil;&atilde;o defende a teoria de que haver&aacute; casamento e procria&ccedil;&atilde;o na nova terra. O autor utiliza tanto a B&iacute;blia quanto os escritos de Ellen G. White na tentativa de substanciar seus argumentos a respeito do assunto. A seguir, apresenta-se uma s&iacute;ntese do pr&oacute;prio autor:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1) Jesus vir&aacute; para restaurar todas as coisas que com tanto amor criou e aben&ccedil;oou; 2) Nada do que fez se perder&aacute;; 3) Sua cria&ccedil;&atilde;o &eacute; s&aacute;bia e perfeita, n&atilde;o havendo nada objet&aacute;vel; 4) O sexo, assim como as demais fun&ccedil;&otilde;es do organismo, funcionar&aacute; normalmente em todos os sentidos; 5) O que o pecado deturpou ser&aacute; recuperado em todos os detalhes; 6) Homens, mulheres e crian&ccedil;as salvas ressuscitar&atilde;o na primeira ressurrei&ccedil;&atilde;o e, a seguir, homens, mulheres e crian&ccedil;as salvas ser&atilde;o transformados e levados; 7) Todos ser&atilde;o machos e f&ecirc;meas, conforme aquilo que Ele fez na cria&ccedil;&atilde;o; 8) Suas tr&ecirc;s institui&ccedil;&otilde;es &ndash; o matrim&ocirc;nio, o s&aacute;bado e a alimenta&ccedil;&atilde;o &ndash; retornam ao seu lugar de origem e na forma e des&iacute;gnio para os quais foram institu&iacute;dos: o s&aacute;bado para descanso e o matrim&ocirc;nio para a reprodu&ccedil;&atilde;o; 9) Todos viver&atilde;o felizes, e habitar&atilde;o a Terra em suas moradas; 10) A descend&ecirc;ncia dos salvos permanecer&aacute; morando neste planeta, mas t&atilde;o logo ele fique lotado com o n&uacute;mero de habitantes correspondentes por metro quadrado, metragem que o Senhor determinar&aacute;, eles ou seus descendentes &ldquo;livres de mortalidade, al&ccedil;ar&atilde;o v&ocirc;o incans&aacute;vel para os mundos distantes&rdquo; (GC 683) &ndash;&nbsp; e l&aacute; aprender&atilde;o da sabedoria de Deus e por l&aacute; permanecer&atilde;o com suas fam&iacute;lias, podendo voltar ao Planeta Terra quando quiserem para visitar seus parentes e adorar no Templo de Deus (Is 66:23); 11) Deus n&atilde;o criou este planeta para que se tornasse um pres&iacute;dio para a ra&ccedil;a; 12) N&atilde;o seremos robotizados, assexuados, androidizados como afirmam certos descrentes do plano inicial de Deus.&nbsp; Seremos, juntos e com Cristo, seres humanos por toda a eternidade &ndash; macho e f&ecirc;mea como nos criou (Gn 5:1, 2). E viveremos para sempre felizes no Novo &Eacute;den.34<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Segundo o mesmo autor, a &ldquo;restaura&ccedil;&atilde;o de tudo&rdquo;35inclui a continuidade da ordem divina, transmitida no princ&iacute;pio: &ldquo;Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra&rdquo; (Gn 1:28).36Consequentemente, para ele, ap&oacute;s a segunda vinda de Cristo e a ressurrei&ccedil;&atilde;o, os remidos manter&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es sexuais e procriar&atilde;o.37Em virtude disto, Deus repovoar&aacute; o c&eacute;u com a fam&iacute;lia humana.38Quando os remidos retornarem para a Terra renovada, eles se multiplicar&atilde;o aqui at&eacute; atingirem uma densidade populacional m&aacute;xima pr&eacute;-estabelecida por Deus; ao ser atingido este n&uacute;mero, os descendentes dos remidos se deslocar&atilde;o para outros planetas do universo a fim de povo&aacute;-los mediante processos procriativos.39<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Outro argumento defendido por esse autor &eacute; a restaura&ccedil;&atilde;o do &ldquo;matrim&ocirc;nio ed&ecirc;nico&rdquo;.40O casamento da nova terra ser&aacute; determinado pelo estado civil dos salvos. Por exemplo, os jovens solteiros &ldquo;n&atilde;o escolher&atilde;o seus pares, como aconteceu aqui quando os homens abandonaram Deus&rdquo;.41Quanto aos salvos que se casaram aqui na Terra antes da segunda vinda de Cristo, qual ser&aacute; a condi&ccedil;&atilde;o deles? Permanecer&atilde;o unidos na nova terra? De acordo com Domingos, h&aacute; duas possibilidades: alguns poder&atilde;o continuar unidos, outros n&atilde;o. Depender&aacute; da qualidade de uni&atilde;o que tiveram na terra. Sob a &oacute;tica do autor, &ldquo;o casamento terrestre&rdquo; &eacute; &ldquo;uma institui&ccedil;&atilde;o falha&rdquo; e, por isso, &ldquo;ter&aacute; que ser eliminado&rdquo;.42&nbsp; Para ele, &ldquo;os casamentos de hoje visam apenas interesses e desejos ego&iacute;sticos&rdquo;.43&nbsp; Em sua avalia&ccedil;&atilde;o, a maioria dos casamentos de crist&atilde;os encontra-se nesta categoria e, por isso, ser&atilde;o desfeitos quando Cristo voltar. Consequentemente, &ldquo;milh&otilde;es de mulheres subir&atilde;o sem os seus maridos, assim como milh&otilde;es de maridos subir&atilde;o sem suas mulheres&rdquo;.44&nbsp; &Eacute; aqui que entra a &ldquo;imaginosa&rdquo; solu&ccedil;&atilde;o de Domingos: eles n&atilde;o permanecer&atilde;o s&oacute;s como pessoas divorciadas, mas ir&atilde;o se casar novamente com outra pessoa do sexo oposto, embora seus primeiros c&ocirc;njuges estejam vivos e no c&eacute;u.&nbsp; O detalhe relevante &eacute; que a escolha do(a) novo(a) parceiro(a) conjugal ser&aacute; determinada pelo Senhor que &ldquo;apresentar&aacute; do jeito dEle, um ao outro e assim se formar&atilde;o novos pares&rdquo;.45Por outro lado, &eacute; poss&iacute;vel que alguns casais que se uniram aqui na terra permane&ccedil;am juntos, uma vez que o autor n&atilde;o descarta a &ldquo;hip&oacute;tese de que alguns casais tenham acertado, e que depois de alguns &lsquo;reparos&rsquo; vivam bem na eternidade&rdquo;.46<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Continuando em sua exposi&ccedil;&atilde;o, Domingos apresenta raz&otilde;es adicionais para a sua teoria: &ldquo;Caso Deus viesse a permitir que apenas os casais que h&atilde;o de subir casados assim permanecessem, estaria sendo injusto quanto a sua [<i>sic<\/i>] pr&oacute;pria regra j&aacute; estabelecida, quando diz que n&atilde;o faz acep&ccedil;&atilde;o de pessoas (Dt 10:17). Os milh&otilde;es de jovens que h&atilde;o de subir que nunca tiveram a chance de casar, as milhares de criancinhas que se salvar&atilde;o, os milhares de vi&uacute;vos e vi&uacute;vas que as guerras, as enfermidades se encarregaram de gerar, seriam dessa forma descriminados [<i>sic<\/i>]&rdquo;.47<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Assim, a argumenta&ccedil;&atilde;o de Domingos consiste no seguinte: o casamento, o sexo e a procria&ccedil;&atilde;o foram dados por Deus ao ser humano antes da entrada do pecado no mundo. Quando Cristo voltar, Ele restaurar&aacute; a Terra ao seu estado original, inclusive o matrim&ocirc;nio, as rela&ccedil;&otilde;es sexuais e a gera&ccedil;&atilde;o de filhos. Depois que a Terra renovada for plenamente repovoada, os descendentes dos remidos se deslocar&atilde;o para outros planetas a fim de coloniz&aacute;-los mediante procria&ccedil;&atilde;o sexual. Ou seja, a doutrina de Domingos fundamenta-se na premissa de que o sexo &eacute; um bem eterno e absoluto para os seres humanos, seja pelo prazer que proporciona e pelos filhos que disponibiliza. Se Deus privasse os salvos deste direito, conforme o autor, equivaleria a dizer que Ele estaria sendo injusto.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em suma, as igrejas Cat&oacute;lica, Luterana do S&iacute;nodo de Missouri, Adventista do S&eacute;timo Dia, Batista, dentre as mencionadas, ensinam que o casamento e, consequentemente, as rela&ccedil;&otilde;es sexuais e a procria&ccedil;&atilde;o s&atilde;o atividades restritas &agrave; presente vida na terra, mas n&atilde;o continuar&atilde;o na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o. Em oposi&ccedil;&atilde;o a esta concep&ccedil;&atilde;o, os M&oacute;rmons, a New Church que segue os ensinos de Emanuel Swedenborg, o grupo religioso New Covenant Church of God &ndash; B&rsquo;rit Chadashah Assembly of Yahweh, o autor adventista Samuele Bacchiocchi e o senhor Ven&iacute;cius Domingos ensinam que haver&aacute; casamento, rela&ccedil;&otilde;es sexuais e procria&ccedil;&atilde;o na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o. A diferen&ccedil;a por parte dos M&oacute;rmons &eacute; que para desfrutar dos privil&eacute;gios do casamento na nova terra &eacute; preciso que se efetive na terra o casamento celestial, uma vez que l&aacute; n&atilde;o ser&atilde;o ministradas novas uni&otilde;es matrimoniais.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ap&oacute;s esta breve exposi&ccedil;&atilde;o das cren&ccedil;as de algumas igrejas, grupos religiosos e alguns indiv&iacute;duos, &eacute; realizado um estudo sobre a declara&ccedil;&atilde;o de Cristo a respeito da vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">An&aacute;lise de Mateus 22:23-33<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A quest&atilde;o sobre casamento na nova terra foi apresentada a Jesus pelos saduceus na ter&ccedil;a-feira que antecedeu a crucifix&atilde;o.48Este mesmo incidente tamb&eacute;m &eacute; narrado por Marcos e Lucas (Mc 12:18-27; Lc 20:27-38). Contudo, neste estudo segue-se o texto de Mateus:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Naquele dia, aproximaram-se dele alguns saduceus, que dizem n&atilde;o haver ressurrei&ccedil;&atilde;o, e lhe perguntaram: Mestre, Mois&eacute;s disse: Se algu&eacute;m morrer, n&atilde;o tendo filhos, seu irm&atilde;o casar&aacute; com a vi&uacute;va e suscitar&aacute; descend&ecirc;ncia ao falecido. Ora, havia entre n&oacute;s sete irm&atilde;os. O primeiro, tendo casado, morreu e, n&atilde;o tendo descend&ecirc;ncia, deixou sua mulher a seu irm&atilde;o; o mesmo sucedeu com o segundo, com o terceiro, at&eacute; ao s&eacute;timo; depois de todos eles, morreu tamb&eacute;m a mulher. Portanto, na ressurrei&ccedil;&atilde;o, de qual dos sete ser&aacute; ela esposa? Porque todos a desposaram. Respondeu-lhes Jesus: Errais, n&atilde;o conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. Porque, na ressurrei&ccedil;&atilde;o, nem casam, nem se d&atilde;o em casamento; s&atilde;o, por&eacute;m, como os anjos no c&eacute;u. E, quanto &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos, n&atilde;o tendes lido o que Deus vos declarou: Eu sou o Deus de Abra&atilde;o, o Deus de Isaque e o Deus de Jac&oacute;? Ele n&atilde;o &eacute; Deus de mortos, e sim de vivos. Ouvindo isto, as multid&otilde;es se maravilhavam da sua doutrina (Mt 22:23-33).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A per&iacute;cope tem,49entre a breve narrativa introdut&oacute;ria (v. 23) e a narrativa que conclui a se&ccedil;&atilde;o (v. 33), um di&aacute;logo escol&aacute;stico que consiste da quest&atilde;o apresentada pelos saduceus (vv. 23-28) e a resposta de Jesus (vv. 29-32).&nbsp; Tr&ecirc;s partes comp&otilde;em a quest&atilde;o: a cita&ccedil;&atilde;o da lei do levirato (v. 24), a hist&oacute;ria da mulher e os sete irm&atilde;os (vv. 25-27), a d&uacute;vida sobre a maneira pela qual a lei do levirato se coaduna com o relato e com a doutrina da ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos (v. 28).&nbsp; Semelhantemente, a resposta de Jesus se divide em tr&ecirc;s partes.&nbsp; A primeira &eacute; uma censura ret&oacute;rica: os saduceus nada compreendem das Escrituras e do poder de Deus (v. 29).&nbsp; A segunda parte aborda a natureza da vida ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o e a consequente inaplicabilidade da lei do levirato com base na transforma&ccedil;&atilde;o dos santos &agrave; condi&ccedil;&atilde;o ang&eacute;lica (v. 30).&nbsp; E em terceiro, Jesus vai mais al&eacute;m ao defender a Sua pr&oacute;pria cren&ccedil;a ao mesmo tempo em que ataca a dos seus oponentes. Isto Ele faz mediante a interpreta&ccedil;&atilde;o de um verso da Tora (vv. 31-32).50<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Os saduceus<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma tradi&ccedil;&atilde;o rab&iacute;nica menciona Zadoque, um disc&iacute;pulo de Ant&iacute;gono de Soko, como pai dos saduceus.&nbsp; Possivelmente, Zadoque tenha discordado do seu professor e negado a ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos, e assim fundado este partido. Epif&acirc;nio, em Heresias I, 14 informa que o nome deriva do hebraico&nbsp;<i>tsad&icirc;q<\/i>, &ldquo;justos&rdquo;.51<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os saduceus compunham o partido aristocr&aacute;tico dos sacerdotes e dentre eles era em geral escolhido o sumo sacerdote.52&nbsp; Surgiram ap&oacute;s a revolta dos Macabeus, quando os Hasmoneanos procuraram conquistar a liberdade dos s&iacute;rios. Opunham-se aos fariseus.53Embora em menor n&uacute;mero do que os fariseus, eles detinham maior influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica, porque controlavam o sacerd&oacute;cio. Seus contatos com dominadores estrangeiros tendiam a reduzir sua devo&ccedil;&atilde;o religiosa, levando-os mais na dire&ccedil;&atilde;o da heleniza&ccedil;&atilde;o. Quando o templo de Jerusal&eacute;m foi destru&iacute;do em 70 d.C., os saduceus e seu partido desapareceram.54<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os saduceus procuravam defender as doutrinas mais antigas por considerarem em alta conta o sistema sacrificial do templo. O principal ponto de discord&acirc;ncia com os fariseus referia-se &agrave; lei.55&nbsp; Ao contr&aacute;rio de fariseus e ess&ecirc;nios, os saduceus nada deixaram registrado para a posteridade. Como partido religioso, os saduceus se orgulhavam da estrita interpreta&ccedil;&atilde;o da lei &ndash; os cinco livros de Mois&eacute;s &ndash; que eles reconheciam como os &uacute;nicos inspirados.56<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Segundo Fl&aacute;vio Josefo, a &ldquo;opini&atilde;o dos saduceus &eacute; que as almas morrem com os corpos; que a &uacute;nica coisa que n&oacute;s somos obrigados a fazer &eacute; observar a lei e &eacute; um ato de virtude n&atilde;o querer exceder em sabedoria aos que no-la ensinam. Os desta seita s&atilde;o em pequeno n&uacute;mero, mas &eacute; composta de pessoas da mais alta condi&ccedil;&atilde;o&rdquo;.57Al&eacute;m disto, os saduceus &ldquo;negam absolutamente o destino e cr&ecirc;em que, como Deus &eacute; incapaz de fazer o mal, Ele n&atilde;o se incomoda com o que os homens fazem. Dizem que n&atilde;o est&aacute; em n&oacute;s fazer o bem ou o mal, segundo nossa vontade nos leva a um ou outro, e as almas n&atilde;o s&atilde;o nem castigadas nem recompensadas num outro mundo&rdquo;.58Assim, eles n&atilde;o acreditavam na imortalidade da alma nem no ju&iacute;zo futuro. Eles tamb&eacute;m negavam a exist&ecirc;ncia dos anjos e de outros esp&iacute;ritos (At 23:8).59A escatologia dos saduceus negava a cren&ccedil;a na ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos.60Os samaritanos, como os saduceus, rejeitavam a doutrina da ressurrei&ccedil;&atilde;o, porque ambos s&oacute; reconheciam a inspira&ccedil;&atilde;o do Pentateuco. Atribu&iacute;am a cren&ccedil;a da ressurrei&ccedil;&atilde;o a uma heran&ccedil;a da cultura persa, adicionada &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o judaica, algum tempo depois de o Antigo Testamento ter sido escrito.61<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Narrativa e quest&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Naquele mesmo dia, a ter&ccedil;a-feira que antecedia a crucifix&atilde;o, os fariseus j&aacute; haviam abordado a Jesus a respeito da quest&atilde;o do tributo. Estes, com base em Isa&iacute;as 26:19 e Daniel 12:2, criam na renova&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica,62e ensinavam que as fun&ccedil;&otilde;es conjugais, como sexo e procria&ccedil;&atilde;o seriam restauradas ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o.63Por sua vez, os saduceus discordavam deste ensino dos fariseus e, visto que Jesus ensinava a ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos, eles se aproximaram com uma pergunta que, segundo seu ponto de vista, exigiria uma resposta que logicamente indicaria ser o ensino da ressurrei&ccedil;&atilde;o um absurdo.64<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Da mesma maneira como fariseus e herodianos, os saduceus achegaram-se a Jesus utilizando uma express&atilde;o que revelava um falso respeito, &ldquo;mestre&rdquo;.65Logo depois, resumidamente, relembram o conte&uacute;do da lei do levirato (Dt 25:5, 6). A lei prescrevia que se porventura irm&atilde;os morassem juntos e um deles viesse a morrer, ent&atilde;o a vi&uacute;va deveria casar-se com o irm&atilde;o do falecido a fim de que este lhe suscitasse descend&ecirc;ncia, de modo que o primeiro filho que lhe nascesse deveria ser considerado filho do irm&atilde;o falecido.66Esta n&atilde;o era uma lei peculiar dos israelitas, pois outros povos da Antiguidade, como os eg&iacute;pcios e persas, tamb&eacute;m a adotavam. A lei tinha por objetivo assegurar a manuten&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia e a n&atilde;o-aliena&ccedil;&atilde;o da propriedade. A lei n&atilde;o era aplicada quando um homem deixasse filhas (Nm 27:8), mas somente quando uma vi&uacute;va ficasse sem filhos. Posteriormente, os rabis estenderam a obriga&ccedil;&atilde;o &agrave; mulher prometida em casamento.67De qualquer maneira, a quest&atilde;o apresentada pelos saduceus tinha base escritur&iacute;stica e legal, apenas n&atilde;o estava bem esclarecido se era um fato real ou uma situa&ccedil;&atilde;o imagin&aacute;ria.68De acordo com Gundry, &eacute; poss&iacute;vel que os saduceus tenham feito uma adapta&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria relatada por Tobias a respeito de Sara que se casara sucessivamente com sete maridos, e que foram mortos por um dem&ocirc;nio antes que ela consumasse cada casamento (Tb 3:8, 15; 6:13; 7:11).69A principal diferen&ccedil;a entre as duas hist&oacute;rias &eacute; que no caso de Sara nenhum dos seus casamentos fora consumado, pois cada marido fora morto pelo dem&ocirc;nio Asmodeu &ldquo;antes que se tivessem unido a ela como esposos&rdquo; (Tb 3:8), enquanto na hist&oacute;ria dos saduceus, todos os sete irm&atilde;os consumaram o casamento com a mulher, mas sem terem filhos com ela. A hist&oacute;ria dos saduceus parece ter um car&aacute;ter lend&aacute;rio, mas, se o caso era real, e n&atilde;o apenas uma elabora&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria de Tobias, h&aacute; ind&iacute;cios de que os saduceus foram influenciados por Tobias, talvez pelo n&uacute;mero sete. Contudo, deve-se destacar que os saduceus procuraram tornar o caso mais do que hipot&eacute;tico mediante o emprego da express&atilde;o &ldquo;entre n&oacute;s&rdquo; (Mt 22:25).70<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ap&oacute;s a narrativa, os saduceus concluem: &ldquo;Portanto, na ressurrei&ccedil;&atilde;o, de qual dos sete ser&aacute; ela esposa? Porque todos a desposaram&rdquo; (Mt 22:28). Tratava-se de uma indaga&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica de car&aacute;ter especu-lativo.71Se Jesus n&atilde;o desse uma resposta satisfat&oacute;ria, tal falha afetaria o elevado conceito que Ele desfrutava junto ao povo.72Pela l&oacute;gica dos saduceus, a situa&ccedil;&atilde;o da mulher apresentava um problema insol&uacute;vel. Se houvesse ressurrei&ccedil;&atilde;o, eles presumiam, os relacionamentos sociais continuariam da mesma maneira que na vida atual com casamentos, rela&ccedil;&otilde;es sexuais, procria&ccedil;&atilde;o, etc.73Conforme a lei de Mois&eacute;s, raciocinaram, todos os sete irm&atilde;os74que tiveram vida sexual ativa com a mulher,75mas n&atilde;o geraram filhos,76deveriam viver com ela ao mesmo tempo. Embora a cultura judaica permitisse a pr&aacute;tica da poligamia, a uni&atilde;o conjugal de uma mulher com mais de um homem estava totalmente fora de cogita&ccedil;&atilde;o.77Por outro lado, se ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o a mulher recebesse um dos sete maridos para com ele conviver, haveria uma situa&ccedil;&atilde;o injusta para com os outros seis irm&atilde;os preteridos, afinal, anteriormente todos haviam-na desposado legalmente, o que lhes assegurava o direito de viver com ela. Assim, na l&oacute;gica dos saduceus, n&atilde;o existiria ressurrei&ccedil;&atilde;o porque esta contradiria os ensinos de Mois&eacute;s e do Pentateuco alusivos ao casamento.78<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Os saduceus desconhecem as escrituras<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A resposta de Jesus &agrave; quest&atilde;o proposta pelos saduceus foi: &ldquo;Errais, n&atilde;o conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus&rdquo; (Mt 22:29).&nbsp; Al&eacute;m de &ldquo;errar&rdquo;, o verbo grego&nbsp;<i>planao<\/i>&nbsp;tamb&eacute;m tem o sentido de &ldquo;estar enganado&rdquo;.79&nbsp; Na acep&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica e helen&iacute;stica,&nbsp;<i>planao<\/i>&nbsp;tinha o sentido de &ldquo;fazer vaguear, fazer errar&rdquo;.80&nbsp; Literalmente,&nbsp;<i>planao<\/i>&nbsp;significa &ldquo;levar para o mau caminho&rdquo;.81O conte&uacute;do do engano est&aacute; bem definido, este consistia em transferir para a vida futura as mesmas condi&ccedil;&otilde;es da vida presente.82<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os saduceus se consideravam mais ex&iacute;mios estudantes das Escrituras do que os fariseus, mas aqui Jesus assevera que a despeito de todo conhecimento alegado, eles ignoravam a Palavra de Deus.83&nbsp; A men&ccedil;&atilde;o feita por Jesus &agrave;s &ldquo;Escrituras&rdquo; (Mt 22:29) seria normalmente entendida como uma refer&ecirc;ncia ao c&acirc;non de todo o Antigo Testamento, mas, possivelmente aqui Jesus Se refira a ignor&acirc;ncia dos saduceus quanto &agrave;s suas pr&oacute;prias Escrituras can&ocirc;nicas, isto &eacute;, aos cinco livros de Mois&eacute;s.84&nbsp; Al&eacute;m do mais, o pr&oacute;prio tempo do verbo utilizado por Cristo enfatiza o desconhecimento dos saduceus:&nbsp;<i>eid&oacute;tes<\/i>, que se encontra no partic&iacute;pio perfeito, cuja melhor tradu&ccedil;&atilde;o seria, &ldquo;n&atilde;o terdes conhecido e continuais n&atilde;o conhecendo&rdquo;.85<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Se desejasse, Jesus poderia ter respondido com base nas mesmas premissas dos saduceus, ou seja, que a mulher de fato pertenceria ao primeiro irm&atilde;o e que os outros estariam apenas suscitando &ldquo;a seu irm&atilde;o nome em Israel&rdquo; (Dt 25:7). Mas n&atilde;o, Jesus discorre sobre os fundamentos da doutrina da ressurrei&ccedil;&atilde;o, que eles desconheciam,86mas j&aacute; estava presente nas palavras do Senhor a Mois&eacute;s: &ldquo;Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abra&atilde;o, o Deus de Isaque e o Deus de Jac&oacute;&rdquo; (&Ecirc;x 3:6).87<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Os saduceus desconhecem o poder de deus<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">N&atilde;o havia motivo para os saduceus desconhecerem o poder de Deus, pois este lhes fora revelado no Pentateuco. O poder de Deus,&nbsp;<i>koach<\/i>&nbsp;no hebraico, &eacute; descrito por Mois&eacute;s em seu c&acirc;ntico, ap&oacute;s a passagem do povo de Israel pelo Mar Vermelho: &ldquo;A tua destra, &oacute; Senhor, &eacute; gloriosa em poder&hellip;&rdquo; (&Ecirc;x 15:6).&nbsp; &Eacute; bem verdade que os saduceus s&oacute; aceitavam o Pentateuco como can&ocirc;nico, mas a men&ccedil;&atilde;o ao poder de Deus revelado na cria&ccedil;&atilde;o pelos profetas n&atilde;o pode ser negada: &ldquo;Ah! SENHOR Deus, eis que fizeste os c&eacute;us e a terra com o teu grande poder e com o teu bra&ccedil;o estendido; coisa alguma te &eacute; demasiadamente maravilhosa&rdquo; (Jr 32:17; cf. Is 40:26; Jr 27:5).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A express&atilde;o &ldquo;poder de Deus&rdquo; obviamente se aplica a habilidade divina de ressuscitar os mortos por ocasi&atilde;o da segunda vinda de Cristo.88&nbsp; Por um lado, a ignor&acirc;ncia dos saduceus n&atilde;o lhes permitia ver que Deus era poderoso o suficiente para ressuscitar os mortos e, por outro, para estabelecer uma nova organiza&ccedil;&atilde;o na sociedade. Sobretudo, porque os salvos viver&atilde;o felizes na nova e gloriosa ordem social, ainda que nesta presente vida terrena eles n&atilde;o possam entender plenamente o que Deus lhes reserva para o futuro: &ldquo;mas, como est&aacute; escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em cora&ccedil;&atilde;o humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam&rdquo; (1Co 2:9).89Assim, por Sua resposta, Jesus revelou que o poder de Deus ser&aacute; demonstrado pela transforma&ccedil;&atilde;o do relacionamento entre homens e mulheres &agrave; semelhan&ccedil;a da exist&ecirc;ncia dos anjos.90<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Esta per&iacute;cope em estudo apresenta um jogo de palavras interessante que amplia a compreens&atilde;o sobre a atua&ccedil;&atilde;o do poder de Deus. O verbo grego que os saduceus utilizaram para se referirem a &ldquo;suscitar&rdquo; descend&ecirc;ncia ao falecido &eacute;&nbsp;<i>anisteemi<\/i>, enquanto a palavra grega empregada para ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute;&nbsp;<i>anastasis<\/i>.91&nbsp; Como bem se pode observar, a origem &eacute; a mesma. H&aacute; uma relevante implica&ccedil;&atilde;o para o estudo da per&iacute;cope, uma vez que os saduceus entendiam que a &uacute;nica maneira de perpetua&ccedil;&atilde;o da vida &eacute; atrav&eacute;s das rela&ccedil;&otilde;es sexuais no casamento, mas Jesus explicou que Deus pode perpetuar a vida, atrav&eacute;s da ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos.92<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o haver&aacute; casamento<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Depois de Se referir ao engano dos saduceus em n&atilde;o conhecerem as Escrituras e o poder de Deus, Jesus acrescenta, &ldquo;na ressurrei&ccedil;&atilde;o nem casam nem se d&atilde;o em casamento&rdquo; (Mt 22:30). Neste ponto do di&aacute;logo, Jesus ergue &ldquo;o v&eacute;u da vida futura&rdquo;93e passa a revelar fatos novos e desconhecidos at&eacute; aquele presente momento. A utiliza&ccedil;&atilde;o da preposi&ccedil;&atilde;o grega&nbsp;<i>&eacute;n<\/i>&nbsp;no come&ccedil;o do v. 30 tem uma conota&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica proeminente porque aponta para uma localidade acima dos limites da terra.94Embora a frase &ldquo;nem casam nem se d&atilde;o em casamento&rdquo; pare&ccedil;a transmitir uma no&ccedil;&atilde;o de &ldquo;refor&ccedil;o m&uacute;tuo&rdquo;,95na verdade, o fato de o primeiro verbo estar conjugado na voz ativa e o segundo na voz m&eacute;dia,96revela um prop&oacute;sito bem definido. Aqui Jesus opta por seguir de perto a maneira judaica tradicional de pensar e se expressar. Ele usa a voz ativa (<i>gamo&ucirc;sin<\/i>) para os homens e a voz passiva (<i>gam&iacute;zontai<\/i>) para a mulher.97O emprego do tempo verbal no presente tem outra implica&ccedil;&atilde;o ainda mais impactante para a compreens&atilde;o da frase, pois se trata de um tempo presente com sentido futur&iacute;stico, que torna as condi&ccedil;&otilde;es da vida dos remidos t&atilde;o certas de se cumprir no porvir que podem ser consideradas como j&aacute; em vigor.98<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O fato novo na revela&ccedil;&atilde;o de Jesus &eacute; que ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o mais haver&aacute; casamento. Para algumas pessoas isto &eacute; inaceit&aacute;vel. Uma das raz&otilde;es apresentadas &eacute; que o casamento foi institu&iacute;do por Deus na semana da cria&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tendo, portanto, nenhuma conota&ccedil;&atilde;o pecaminosa; por isto, acreditam, haver&aacute; rela&ccedil;&otilde;es conjugais na nova ordem social da vida futura.99<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; necess&aacute;rio que se fa&ccedil;a uma breve revis&atilde;o do ensino b&iacute;blico sobre o casamento. Pode-se dizer que a B&iacute;blia apresenta tr&ecirc;s fases do matrim&ocirc;nio. A primeira teve in&iacute;cio no ato divino da cria&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma uni&atilde;o monog&acirc;mica, permanente e indissol&uacute;vel,100delimitada pela express&atilde;o &ldquo;uma s&oacute; carne&rdquo; (Gn 2:24).&nbsp; Nesta primeira fase, o casamento tinha dois prop&oacute;sitos b&aacute;sicos: promover unidade atrav&eacute;s da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual (Gn 2:24) e favorecer a procria&ccedil;&atilde;o (Gn 1:28).101Ap&oacute;s a entrada do pecado no mundo, foi acrescido outro prop&oacute;sito: o casamento monog&acirc;mico deveria impedir a impureza sexual (1Co 7:1, 2). A segunda fase &eacute; definida pela lei mosaica que permitia o div&oacute;rcio por iniciativa do marido, caso sua esposa n&atilde;o fosse &ldquo;agrad&aacute;vel aos seus olhos&rdquo;, podendo &ldquo;lhe dar um termo de div&oacute;rcio&rdquo; e, com isto, despedi-la &ldquo;de casa&rdquo; (Dt 24:1). Embora estivesse na lei mosaica, este tipo de div&oacute;rcio encontrava-se fora do prop&oacute;sito original de Deus definido na cria&ccedil;&atilde;o. A terceira fase &eacute; definida por Jesus em Seu di&aacute;logo com os fariseus sobre a permiss&atilde;o mosaica do div&oacute;rcio\/rep&uacute;dio. Em resposta &agrave; pergunta feita, Jesus asseverou: &ldquo;por causa da dureza do vosso cora&ccedil;&atilde;o &eacute; que Mois&eacute;s vos permitiu repudiar vossas mulheres; entretanto, n&atilde;o foi assim desde o princ&iacute;pio&rdquo; (Mt 19:8).102Cristo admitia a justificativa hist&oacute;rica da lei mosaica do div&oacute;rcio para uma determinada &eacute;poca, mas, tamb&eacute;m, reconhecia que a ordem original fora desvirtuada pela corrup&ccedil;&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o humano.103Em Mateus 19:4-6, Ele restaura o casamento ao plano original da cria&ccedil;&atilde;o, ou seja, Ele confirma que a uni&atilde;o conjugal &eacute; monog&acirc;mica, permanente e indissol&uacute;vel.104A terceira fase &eacute; a &uacute;ltima, porque o relacionamento conjugal entre duas pessoas do sexo oposto &eacute; um estilo de vida do tempo presente que deixar&aacute; de existir. A hist&oacute;ria do casamento terminar&aacute; quando Jesus voltar (Mt 22:30).105<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">H&aacute; outras passagens b&iacute;blicas que auxiliam a ampliar a compreens&atilde;o do ensino de Jesus sobre a extin&ccedil;&atilde;o do casamento ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, a abordagem que o ap&oacute;stolo Paulo faz sobre o casamento permite que se fa&ccedil;am infer&ecirc;ncias relevantes. O ap&oacute;stolo reconhecia a legitimidade do casamento, bem como o m&uacute;tuo direito dos c&ocirc;njuges &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o sexual (1Co 7:3-5). Sob a sua perspectiva, o casamento monog&acirc;mico impedia a impureza sexual (1Co 7:2). &ldquo;Impureza&rdquo; &eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o do grego&nbsp;<i>porne&iacute;as<\/i>. O estudo minucioso sobre a abrang&ecirc;ncia das situa&ccedil;&otilde;es definidas por&nbsp;<i>porneia<\/i>, tanto na Septuaginta como em o Novo Testamento,<i>&nbsp;<\/i>inclui rela&ccedil;&otilde;es sexuais com mulheres solteiras (praticadas privadamente, ou em rituais religiosos), adult&eacute;rio-prostitui&ccedil;&atilde;o de mulheres casadas, rela&ccedil;&otilde;es sexuais prom&iacute;scuas de homens em rituais pag&atilde;os, homossexualismo, adult&eacute;rio, rela&ccedil;&atilde;o sexual incestuosa, rela&ccedil;&atilde;o sexual com prostituta106e sexo antes do casamento.107Neste mesmo cap&iacute;tulo, o ap&oacute;stolo se dirige &ldquo;aos solteiros e vi&uacute;vos&rdquo; e lhes diz que &ldquo;seria bom se permanecessem no estado em que tamb&eacute;m eu vivo. Caso, por&eacute;m, n&atilde;o se dominem, que se&nbsp;<i>casem<\/i>; porque &eacute; melhor&nbsp;<i>casar<\/i>do que viver abrasado&rdquo; (1Co 7:8, 9).108Assim, Paulo deixou bem definido que as rela&ccedil;&otilde;es sexuais se restringem exclusivamente ao casamento. &Eacute; bom observar que &ldquo;casar&rdquo;, tradu&ccedil;&atilde;o do grego&nbsp;<i>gameo<\/i>, &eacute; o mesmo verbo empregado por Cristo em Mateus 22:30, &ldquo;nem&nbsp;<i>casam<\/i>&nbsp;nem se d&atilde;o em&nbsp;<i>casamento<\/i>&rdquo;.109A principal implica&ccedil;&atilde;o &eacute; que n&atilde;o havendo matrim&ocirc;nio na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o, consequentemente n&atilde;o haver&aacute; nem rela&ccedil;&otilde;es sexuais nem procria&ccedil;&atilde;o.110<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em fun&ccedil;&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o de Jesus de que os remidos ser&atilde;o como os anjos no c&eacute;u, que n&atilde;o se casam nem se d&atilde;o em casamento, &eacute; necess&aacute;rio que se fa&ccedil;a um breve estudo sobre a natureza e o minist&eacute;rio dos anjos.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A refer&ecirc;ncia de Jesus aos anjos<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Outro fato novo na revela&ccedil;&atilde;o de Jesus &eacute; que ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o os remidos &ldquo;s&atilde;o, por&eacute;m, como os anjos no c&eacute;u&rdquo; (Mt 22:30). Originalmente a palavra hebraica utilizada para anjo &eacute;&nbsp;<i>mal&rsquo;ak<\/i>, cujo correspondente em grego &eacute;&nbsp;<i>angelos<\/i>; em ambos os casos significa mensageiro.111&Eacute; interessante observar que algumas vezes a palavra mensageiro tamb&eacute;m se aplica a Cristo (Ex 23:20; Ml 3:1b; At 7:35) e a alguns seres humanos, como o profeta Ageu (Ag 1:13) ou a um sacerdote (Ml 2:7) sendo distinguidos pelo contexto em que aparecem.112Curiosamente a Septuaginta traduziu o hebraico<i>Elohim<\/i>&nbsp; por anjos em Sl 8:5, o que foi ratificado por Hb 2:7. No Antigo Testamento encontram-se outras express&otilde;es para descrev&ecirc;-los como &ldquo;assembl&eacute;ia dos santos&rdquo; (Sl 89:5, 7) e &ldquo;ex&eacute;rcitos&rdquo; (Is 6:3). O Novo Testamento apresenta express&otilde;es que se aplicam aos anjos como &ldquo;mil&iacute;cia celestial&rdquo; (Lc 2:13), &ldquo;esp&iacute;ritos&rdquo; (Hb 1:14), &ldquo;potestades&rdquo; (Cl 1:16), &ldquo;poderes&rdquo; (Rm 8:38), &ldquo;principados&rdquo; (Ef 6:12), &ldquo;santos&rdquo; (1Te 3:13),113etc.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A B&iacute;blia declara que os anjos foram criados em Salmos 148:2, 5, &ldquo;Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas legi&otilde;es celestes&hellip; Louvem o nome do SENHOR, pois mandou ele, e foram criados&rdquo;.114Quanto a sua natureza, a B&iacute;blia informa que os anjos s&atilde;o &ldquo;esp&iacute;ritos&rdquo; (Hb 1:14)115e, que n&atilde;o se casam,116nem procriam (Mt 22:30).117Em compara&ccedil;&atilde;o aos seres humanos118e demais seres de outros mundos119criados por Deus, eles s&atilde;o superiores (Hb 2:7). Intelectualmente, tamb&eacute;m s&atilde;o superiores aos seres humanos.120Sobre o seu n&uacute;mero, as Escrituras notificam que s&atilde;o &ldquo;milh&otilde;es de milh&otilde;es e milhares de milhares&rdquo; (Ap 5:11). Eles comp&otilde;em ordens como querubins, serafins, &ldquo;anjos excelsos em poder&rdquo;121e est&atilde;o organizados em divis&otilde;es com anjos categorizados &agrave; frente,122sendo que as responsabilidades mais elevadas s&atilde;o desempenhadas por arcanjos.123Os querubins s&atilde;o descritos com duas asas (2Cr 3:11, 12),124os serafins com seis (Is 6:2).125Satan&aacute;s, era um &ldquo;querubim da guarda ungido&rdquo; (Ez 28:14),126por outro lado, os anjos que aceitaram os seus sofismas pertenciam a ordem dos serafins.127Como mensageiros de Deus, os anjos partem &ldquo;&agrave; semelhan&ccedil;a de rel&acirc;mpagos&rdquo; (Ez 1:14), &ldquo;t&atilde;o deslumbrante &eacute; sua gl&oacute;ria e t&atilde;o c&eacute;lere o seu v&ocirc;o&rdquo;.128&nbsp; Informa&ccedil;&otilde;es adicionais a respeito dos anjos s&atilde;o oferecidas por Ellen G. White em seus escritos. Por exemplo, o semblante dos anjos &eacute; suave e exprime felicidade,129s&atilde;o revestidos de uma &ldquo;luz de deslumbrante brilho&rdquo;130e t&ecirc;m uma estatura inferior a de Cristo.131De um modo geral, s&atilde;o invis&iacute;veis aos homens,132mas, por vezes, eles aparecem para as pessoas (Nm 22:31; 2Rs 6:17). Quando se tornam vis&iacute;veis, normalmente eles assumem a apar&ecirc;ncia de homem (Gn 18:16, 22; 19:1, 5; Jz 13:6; Mc 16:5; Lc 24:4). Um &ldquo;jovem de nobre apar&ecirc;ncia&rdquo;,133assim foi descrito o anjo que freq&uuml;entemente aparecia trazendo mensagens para Ellen White. Tanto a B&iacute;blia quanto o Esp&iacute;rito de Profecia nada informam a respeito de que anjos tenham aparecido em forma feminina.134<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O cap&iacute;tulo 12 de Apocalipse descreve o conflito travado no c&eacute;u entre Cristo, Seus anjos leais e Satan&aacute;s e os seus anjos. Antes da batalha decisiva, &ldquo;quase a metade de todos os anjos&rdquo;135&nbsp;era simpatizante da causa do inimigo, contudo alguns deles atenderam aos argumentos de Deus e voltaram a fazer parte das fileiras do Senhor. Mas, quando Satan&aacute;s foi expulso, um ter&ccedil;o dos anjos que tomaram posi&ccedil;&atilde;o ao seu lado teve que acompanh&aacute;-lo (Ap 12:4),136de modo que foi deixado um &ldquo;vazio&rdquo; no c&eacute;u.137<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Hebreus 1:7, 14 descreve os anjos bons como &ldquo;ministros&rdquo;, grego&nbsp;<i>l&iacute;tourgos<\/i>, que tamb&eacute;m tem o sentido de servidores.138Tais como Deus, o Pai, e Jesus Cristo, os anjos vivem para colocar em a&ccedil;&atilde;o &ldquo;a grande lei da vida [que] &eacute; a lei do servi&ccedil;o em prol de outrem&rdquo;.139No c&eacute;u, os anjos servem a Deus.140Os querubins est&atilde;o relacionados com o trabalho no santu&aacute;rio celestial,141onde guardam a lei de Deus.142Cristo est&aacute; assentado entre querubins,143e Deus habita entre querubins.144Os serafins tamb&eacute;m ministram no santu&aacute;rio celestial, onde se encontra o trono de Deus.145Querubins e serafins unem suas vozes em louvor a Deus no c&eacute;u.146<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Juntamente com &ldquo;anjos magn&iacute;ficos em poder&rdquo;, querubins e serafins cooperam para o bem &ldquo;daqueles que h&atilde;o de herdar a salva&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Hb 1:14).147Os anjos de Deus se fazem presentes em &ldquo;toda assembl&eacute;ia de neg&oacute;cio ou prazer, em toda reuni&atilde;o de culto&rdquo;,148e &ldquo;observam cada palavra e a&ccedil;&atilde;o dos seres humanos&rdquo;.149Seu minist&eacute;rio em favor dos filhos de Deus aqui na terra &eacute; bastante amplo, sendo eles enviados para &ldquo;confortar os tristes, proteger os que est&atilde;o em perigo, conquistar o cora&ccedil;&atilde;o dos homens para Cristo&rdquo;.150Eles &ldquo;nos guardam do mal, e repelem os poderes das trevas que nos est&atilde;o procurando destruir&rdquo;.151Os anjos tamb&eacute;m se unem aos filhos de Deus aqui na terra para louvarem &ldquo;a Deus e a Seu Filho&rdquo;.152Sobretudo &eacute; muito bom saber que um &ldquo;anjo da guarda &eacute; designado a todo seguidor de Cristo&rdquo;.153<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Como os anjos vivem na esfera celestial, &eacute; preciso que se amplie a no&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica do&nbsp; c&eacute;u, a fim de entender o contexto da quest&atilde;o referente ao casamento na Nova Terra.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A refer&ecirc;ncia de Jesus ao c&eacute;u<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">C&eacute;us &eacute; o correspondente portugu&ecirc;s do hebraico&nbsp;<i>shamayim<\/i>&nbsp;e do grego&nbsp;<i>ouran&oacute;s<\/i>. Este termo na B&iacute;blia descreve: (1) o c&eacute;u atmosf&eacute;rico, (2) o astron&ocirc;mico, ou c&eacute;u estelar, e (3) a habita&ccedil;&atilde;o de Deus. O c&eacute;u atmosf&eacute;rico &eacute; o espa&ccedil;o no qual os p&aacute;ssaros voam (Gn 1:20), de onde provem a chuva (Gn 7:11; Dt 11:11), e onde os ventos se movimentam (Dn 8:8). No dia do ju&iacute;zo o c&eacute;u atmosf&eacute;rico, juntamente com a terra, ser&aacute; dissolvido no fogo (2Pe 3:10) e, depois, Deus criar&aacute; novos c&eacute;us e nova terra (2Pe 3:13; Ap 21:1).154O c&eacute;u astron&ocirc;mico, ou estelar, &eacute; o espa&ccedil;o no qual o sol, a lua e as estrelas t&ecirc;m a sua &oacute;rbita (Gn 1:14, 16, 17; Is 13:10; Jl 2:30, 31; Mt 24:29).155<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O lugar da habita&ccedil;&atilde;o de Deus com freq&uuml;&ecirc;ncia &eacute; representado como o c&eacute;u (1Rs 8:30, 39; Sl 11:4; 53:2; 80:14; 102:19; 139:8; etc.). Diversas vezes Jesus Se referiu ao Pai como estando no c&eacute;u (Mt 5:16, 45, 48; 6:9). Cristo veio do c&eacute;u para concretizar a Sua encarna&ccedil;&atilde;o (Jo 3:13, 31; 6:38) e ascendeu ao c&eacute;u ap&oacute;s a Sua ressurrei&ccedil;&atilde;o (Hb 9:24). Ele descer&aacute; do c&eacute;u em Sua segunda vinda, e levar&aacute; os remidos com Ele (Jo 14:1-3; 1Ts 4:13-18; 1Pe 1:4). O c&eacute;u ser&aacute; a habita&ccedil;&atilde;o dos remidos at&eacute; que eles herdem a nova terra no final do mil&ecirc;nio (Ap 21:1-7).155<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O c&eacute;u onde Deus habita &eacute; o lugar onde se encontra o Seu trono (Mt 5:34, 23:22). L&aacute; tamb&eacute;m est&aacute; o Seu santu&aacute;rio (Ap 11:19, 15:5; Hb 8:1). O c&eacute;u tamb&eacute;m &eacute; o lugar da habita&ccedil;&atilde;o dos anjos (Mc 13:32; Mt 18:10; Hb 12:22),157de modo que a express&atilde;o &ldquo;no c&eacute;u&rdquo;, em Mateus 22:30, deve ser entendida como &ldquo;na presen&ccedil;a de Deus&rdquo;.158<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Havendo-se estudado a refer&ecirc;ncia de Jesus aos anjos e ao c&eacute;u, passa-se a analisar o estilo de conv&iacute;vio dos salvos na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio do que pensam alguns indiv&iacute;duos, a declara&ccedil;&atilde;o de Jesus abrange tanto o per&iacute;odo de tempo do &ldquo;mil&ecirc;nio&rdquo;, quanto o da eternidade na Nova Terra.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A natureza da vida ap&oacute;s&nbsp; a ressurrei&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Logo ap&oacute;s a queda de Ad&atilde;o e Eva, Deus teve que por em a&ccedil;&atilde;o o plano da reden&ccedil;&atilde;o (Gn 3:15),159simbolizado pela morte do cordeiro (Gn 3:21;1604:4161), que apontava para Cristo, o Salvador (Jo 1:29). Este mundo tornou-se o palco do conflito entre o bem e o mal. Esta trama sinistra envolve v&aacute;rios figurantes: Deus, Seus anjos leais, os seres humanos, Satan&aacute;s e seus anjos ca&iacute;dos. O plano divino da salva&ccedil;&atilde;o foi ratificado pelo evento Cristo, ou seja, Sua encarna&ccedil;&atilde;o, vida, morte, ressurrei&ccedil;&atilde;o, ascens&atilde;o e intercess&atilde;o no santu&aacute;rio celestial. Mas o plano ainda n&atilde;o foi conclu&iacute;do. Em cumprimento &agrave; Sua promessa (Mt 24:29-30), Jesus voltar&aacute; para dar vida eterna aos Seus filhos fi&eacute;is (1Ts 4:13-18).&nbsp; Ap&oacute;s a segunda vinda de Cristo, os remidos ascender&atilde;o com Ele at&eacute; o c&eacute;u, para junto do Pai (Jo 14:1-3).162L&aacute; permanecer&atilde;o por mil anos (Ap 20:6). Uma de suas atividades ser&aacute; a participa&ccedil;&atilde;o no julgamento dos &iacute;mpios, de Satan&aacute;s e seus anjos (Ap 20:4; 1Co 6:3). Terminados os mil anos, Satan&aacute;s, o autor do pecado, seus anjos e os &iacute;mpios ser&atilde;o mortos no lago de fogo e enxofre (Ap 20:7-10).163<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A princ&iacute;pio, parece dif&iacute;cil entender porque n&atilde;o haver&aacute; casamento na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o, visto que n&atilde;o &ldquo;&eacute; nenhum pecado em si o comer e beber, ou casar-se e dar-se em casamento&rdquo;.164Afinal, se Deus desejasse, Ele poderia restaurar o casamento, a gratifica&ccedil;&atilde;o sexual e a procria&ccedil;&atilde;o na nova terra.&nbsp; Mas, n&atilde;o. Jesus disse que ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o os salvos viver&atilde;o da mesma maneira como os anjos bons vivem. Por qu&ecirc;? Ele n&atilde;o apresentou raz&otilde;es expl&iacute;citas, mas disse sucintamente como ser&aacute; o estilo da nova vida: semelhante ao dos anjos, sem casamento.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O fato de n&atilde;o restaurar o casamento, aquilo que Ele pr&oacute;prio considera como bom, n&atilde;o compromete o car&aacute;ter de Deus. Naturalmente, Ele &eacute; s&aacute;bio o suficiente para determinar o que deve e o que n&atilde;o deve continuar na nova ordem social. &Eacute; verdade que o s&aacute;bado, como institui&ccedil;&atilde;o divina estabelecida na cria&ccedil;&atilde;o, permanecer&aacute; na nova terra (Is 66:23), mas o casamento n&atilde;o ser&aacute; restabelecido (Mt 22:30). De modo algum se deve por em d&uacute;vida a justi&ccedil;a divina por causa da futura retirada daquilo que hoje &eacute; considerado bom: o prazer sexual e a procria&ccedil;&atilde;o dentro dos limites sagrados do casamento.&nbsp; &Eacute; preciso que se descanse pela f&eacute; na soberania de um Deus que sempre sabe o que &eacute; melhor para os Seus filhos.165Mas a pergunta permanece: por qu&ecirc;? A resposta poder&aacute; ser encontrada num estudo mais abrangente do tema nos escritos de Ellen G. White.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O in&iacute;cio do conflito entre o bem e o mal ocorreu no c&eacute;u. Antes de ser expulso, Satan&aacute;s alegou que Deus n&atilde;o poderia bani-lo juntamente com os anjos que simpatizavam com a sua causa, pois tal iniciativa deixaria um &ldquo;vazio no C&eacute;u&rdquo;.166Contudo, o conflito se acirrou, de modo que Satan&aacute;s e seus anjos tiveram que ser exclu&iacute;dos do c&eacute;u.167Algum tempo ap&oacute;s este triste incidente, o<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pai consultou Seu Filho com respeito &agrave; imediata execu&ccedil;&atilde;o de Seu prop&oacute;sito de fazer o homem para habitar a Terra. Colocaria o homem sob prova a fim de testar sua lealdade, antes que ele pudesse ser posto eternamente fora de perigo. Se ele suportasse o teste com o qual Deus considerava conveniente prov&aacute;-lo, seria finalmente&nbsp;<i>igual aos anjos<\/i>.168<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Al&eacute;m deste, havia outro prop&oacute;sito:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Deus criou o homem para Sua pr&oacute;pria gl&oacute;ria, para que depois de testada e provada, a fam&iacute;lia humana pudesse tornar-se uma com a fam&iacute;lia celestial. Era o prop&oacute;sito de Deus&nbsp;<i>repovoar o C&eacute;u com a fam&iacute;lia humana<\/i>, caso ela se demonstrasse obediente a cada palavra divina. Ad&atilde;o deveria ser provado a fim de demonstrar se seria obediente, tal como os anjos fi&eacute;is, ou desobediente.169<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O segundo prop&oacute;sito de Deus com a cria&ccedil;&atilde;o da ra&ccedil;a humana estava intimamente ligado ao primeiro. Este consistia em preencher o vazio que fora deixado pelos anjos que foram expulsos, noutras palavras, &ldquo;repovoar o C&eacute;u&rdquo;. Lastimavelmente, Ad&atilde;o e Eva foram reprovados no teste de fidelidade, mas no final da hist&oacute;ria deste mundo, quando Jesus voltar e ressuscitar os justos e transformar os justos vivos, o prop&oacute;sito original de Deus se concretizar&aacute;:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pelo poder de Seu amor, mediante obedi&ecirc;ncia, o homem ca&iacute;do, um verme do p&oacute;, deve ser transformado, habilitado a ser um membro da fam&iacute;lia celestial, um companheiro atrav&eacute;s das eras eternas de Deus e Cristo e dos santos anjos. O C&eacute;u triunfar&aacute; pois as&nbsp;<i>vagas<\/i>&nbsp;<i>deixadas pelos anjos ca&iacute;dos de Satan&aacute;s e seu ex&eacute;rcito ser&atilde;o<\/i>&nbsp;<i>preenchidas pelos redimidos do Senhor<\/i>.170<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Esta sequ&ecirc;ncia de cita&ccedil;&otilde;es permite que se fa&ccedil;am algumas infer&ecirc;ncias relevantes para o presente estudo a respeito da vida dos remidos ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o. A declara&ccedil;&atilde;o de Jesus &ldquo;s&atilde;o, por&eacute;m, como os anjos no c&eacute;u&rdquo; (Mt 22:30) revela que os seres humanos resgatados do pecado ser&atilde;o promovidos na hierarquia da cria&ccedil;&atilde;o divina. Originalmente, o homem foi feito &ldquo;um pouco menor que os anjos&rdquo; (Hb 2:7). Segundo Ellen White, &ldquo;O Senhor&hellip; havia dotado Ad&atilde;o com poderes mentais superiores a qualquer outra criatura vivente que houvesse feito. Suas faculdades mentais eram apenas um pouco menor do que as dos anjos&rdquo;.171Contudo, a &ldquo;obra da reden&ccedil;&atilde;o envolve consequ&ecirc;ncias das quais &eacute; dif&iacute;cil ao homem ter qualquer concep&ccedil;&atilde;o&rdquo;,172pois aquele que se aproxima da cruz de Cristo e &ldquo;prostrando-se ao p&eacute; da mesma, atra&iacute;do pelo poder de Cristo, d&aacute;-se uma nova cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;.173Como consequ&ecirc;ncia, os remidos ocupar&atilde;o uma posi&ccedil;&atilde;o &ldquo;acima dos pr&oacute;prios anjos que jamais ca&iacute;ram&rdquo;.174Na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o os salvos compartilhar&atilde;o &ldquo;a dignidade e os privil&eacute;gios dos anjos&rdquo;,175como desfrutar pessoalmente da presen&ccedil;a de Deus, louv&aacute;-Lo, servi-Lo, e voar, porque os remidos ter&atilde;o asas. Este fato foi relatado por Ellen White em sua primeira vis&atilde;o. Em uma das cenas ela viu &ldquo;as crian&ccedil;as subirem, ou, se o preferiam, fazer uso de suas pequenas&nbsp;<i>asas e voar<\/i>&nbsp;ao cimo das montanhas e apanhar flores que nunca murchar&atilde;o&rdquo;.176Numa outra vis&atilde;o em que descrevia a destrui&ccedil;&atilde;o final dos &iacute;mpios, Ellen White viu &ldquo;os santos usarem as suas&nbsp;<i>asas<\/i>&nbsp;e subiram ao alto do muro da cidade&rdquo;.177Outro elevado privil&eacute;gio dos remidos ser&aacute; o de ter acesso a todos &ldquo;os tesouros do universo&rdquo; pois estes &ldquo;estar&atilde;o abertos ao estudo&rdquo;.178Isto ser&aacute; poss&iacute;vel porque os remidos &ldquo;<i>al&ccedil;ar&atilde;o<\/i>&nbsp;<i>v&ocirc;o<\/i>incans&aacute;vel para os mundos distantes&rdquo;.179<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Apocalipse 12:12 faz uma refer&ecirc;ncia not&aacute;vel aos redimidos que, por sua vez, est&aacute; enraizada em Isa&iacute;as 49:13 (cf. Ap 18:20; Dt 32:43; Is 44:23). O convite &ldquo;Por isso, festejai, &oacute; c&eacute;us, e v&oacute;s, os que neles habitais&rdquo; &eacute; feito n&atilde;o aos anjos, mas &agrave;queles que foram aperfei&ccedil;oados, especialmente os m&aacute;rtires. &Eacute; a eles que Deus convoca a subirem ao c&eacute;u, pois o pr&oacute;prio Deus estender&aacute; sobre eles o Seu tabern&aacute;culo: &ldquo;Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem s&atilde;o e donde vieram?&hellip; se acham diante do trono de Deus e&nbsp;<i>o servem de dia e de noite no seu santu&aacute;rio<\/i>; e aquele que se assenta no trono estender&aacute; sobre eles o seu tabern&aacute;culo&rdquo; (Ap 7:13, 15).180Deve-se dar uma aten&ccedil;&atilde;o especial &agrave; liga&ccedil;&atilde;o entre c&eacute;u e tabern&aacute;culo. Aqui c&eacute;u, como a Nova Jerusal&eacute;m, &eacute; definido em termos de servi&ccedil;o perfeito prestado a Deus pelos que foram aperfei&ccedil;oados.181Sim, al&eacute;m do privil&eacute;gio de visitar outros mundos para estudo, os remidos cumprir&atilde;o uma miss&atilde;o de testemunho aos &ldquo;seres n&atilde;o ca&iacute;dos&rdquo;.182Em harmonia com Cristo, que &ldquo;n&atilde;o veio para ser servido, mas para servir&rdquo; (Mt 20:28), os remidos tamb&eacute;m h&atilde;o de servir no mundo vindouro como testemunhas da justi&ccedil;a de Deus ao tratar com o mal,183porque<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Apenas os remidos, dentre todos os seres criados, conheceram em sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia o conflito com o pecado; trabalharam com Cristo e, conforme os mesmos anjos n&atilde;o o poderiam fazer, associaram-se em Seus sofrimentos; n&atilde;o ter&atilde;o eles qualquer testemunho quanto &agrave; ci&ecirc;ncia da reden&ccedil;&atilde;o, algo que seja de valor para seres n&atilde;o ca&iacute;dos?184<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em nossa vida aqui, posto que terrestre e restrita pelo pecado, a maior alegria e mais elevada educa&ccedil;&atilde;o se encontram no servi&ccedil;o em favor de outrem. E no futuro estado, livres das limita&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias da humanidade pecaminosa, ser&aacute; no servi&ccedil;o que se encontrar&aacute; a nossa m&aacute;xima alegria e mais elevada educa&ccedil;&atilde;o &ndash; testemunhando (e aprendendo, novamente, sempre que assim o fizermos) &ldquo;as riquezas da gl&oacute;ria deste mist&eacute;rio, &hellip; que &eacute; Cristo em v&oacute;s, esperan&ccedil;a da gl&oacute;ria&rdquo; (Cl 1:27).185<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Os remidos n&atilde;o se casar&atilde;o nem procriar&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As palavras &ldquo;na ressurrei&ccedil;&atilde;o, nem casam, nem se d&atilde;o em casamento; s&atilde;o, por&eacute;m, como os anjos no c&eacute;u&rdquo; (Mt 22:30), constituem-se numa revela&ccedil;&atilde;o especial de Jesus sobre o futuro dos remidos. O c&eacute;u &eacute; a esfera da exist&ecirc;ncia dos anjos (Mt 18:10; Mc 12:25; 13:32; Ef 3:15; Ap 12:7),186portanto, um n&iacute;vel diferente em rela&ccedil;&atilde;o ao dos seres humanos.187A origem dos anjos no c&eacute;u aponta para o car&aacute;ter de servidores divinos e a plena autoridade como mensageiros de Deus.188Outras passagens das Escrituras confirmam que haver&aacute; uma nova ordem na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o. Como exemplo menciona-se a declara&ccedil;&atilde;o de Jesus a respeito do reino de Deus, &ldquo;N&atilde;o vem o reino de Deus com vis&iacute;vel apar&ecirc;ncia&rdquo; (Lc 17:20).189Por sua vez, Paulo disse que &ldquo;o reino de Deus n&atilde;o &eacute; comida nem bebida&rdquo; (Rm 14:17).190Em 1Co 15:50, Paulo afirmou que &ldquo;a carne e o sangue n&atilde;o podem herdar o reino de Deus&rdquo;. Parece que Mt 22:30 trata da mesma implica&ccedil;&atilde;o de 1Co 15:50.191Por outro lado, a declara&ccedil;&atilde;o paulina de que os &ldquo;alimentos s&atilde;o para o est&ocirc;mago, e o est&ocirc;mago, para os alimentos; mas Deus destruir&aacute; tanto estes como Aquele&rdquo; (1Co 6:13) permite inferir que os justos redimidos ter&atilde;o uma exist&ecirc;ncia de fato renovada como os anjos de Deus por ocasi&atilde;o da ressurrei&ccedil;&atilde;o do corpo, sem a necessidade de utilizar alguns membros, sem contudo renunciar ao corpo, que passar&aacute; a ser um &ldquo;corpo espiritual&rdquo; (1Co 15:44).192<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em fun&ccedil;&atilde;o de sua natureza espiritual (Hb 1:14), os anjos de Deus n&atilde;o se casam e nem procriam. Eles foram criados por Deus para executarem a Sua vontade como mensageiros. Por sua vez, os seres humanos foram criados por Deus para serem fecundos, multiplicar-se, encher a terra, sujeitarem-na e dominar os animais (Gn 1:28). Diferentemente dos anjos, que s&atilde;o seres espirituais, o ser humano foi feito do barro (Gn 2:7) e recebeu a incumb&ecirc;ncia de procriar por meio da institui&ccedil;&atilde;o matrimonial (Gn 2:24). Em compara&ccedil;&atilde;o aos anjos, os homens s&atilde;o inferiores (Hb 2:7). Um dos prop&oacute;sitos divinos em criar o ser humano era que este, ap&oacute;s ser aprovado no teste, repovoasse o c&eacute;u, em lugar dos anjos que foram expulsos com Satan&aacute;s. Este prop&oacute;sito ser&aacute; alcan&ccedil;ado ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o dos justos. Em si, este fato significar&aacute; uma promo&ccedil;&atilde;o funcional para os justos redimidos, pois, de acordo com a revela&ccedil;&atilde;o de Cristo, eles ser&atilde;o &ldquo;como os anjos no c&eacute;u&rdquo; (Mt 22:30). Deste modo, &ldquo;como os anjos no c&eacute;u&rdquo; n&atilde;o significa que os remidos se tornar&atilde;o anjos,193mas que desfrutar&atilde;o dos privil&eacute;gios dos anjos, como estar na presen&ccedil;a de Deus, louvar a Sua Pessoa, receberem asas e, principalmente, cumprir uma miss&atilde;o especial, que ser&aacute; a de testemunhar aos habitantes dos outros mundos que n&atilde;o pecaram sobre o amor e a justi&ccedil;a de Deus. Assim, os justos redimidos, por serem levados ao c&eacute;u pelo Senhor, compartilhar&atilde;o da mesma condi&ccedil;&atilde;o dos anjos, onde n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio o casamento nem a procria&ccedil;&atilde;o, porque exercer&atilde;o uma fun&ccedil;&atilde;o eminentemente superior &agrave;s que realizavam na terra.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Enfim, os remidos n&atilde;o casar&atilde;o e n&atilde;o se dar&atilde;o em casamento porque o Senhor tamb&eacute;m o revelou &agrave; Sua serva Ellen G. White:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Homens h&aacute; hoje que expressam a cren&ccedil;a de que haver&aacute; casamentos e nascimentos na Nova Terra; os que cr&ecirc;em nas Escrituras, por&eacute;m, n&atilde;o podem admitir tais doutrinas. A doutrina de que nascer&atilde;o filhos na Nova Terra n&atilde;o constitui parte da &ldquo;firme palavra da profecia&rdquo; (II Ped. 1:19). As palavras de Cristo s&atilde;o demasiado claras para serem mal compreendidas. Elas esclarecem de uma vez por todas a quest&atilde;o dos casamentos e nascimentos na Nova Terra. Nenhum dos que forem despertados da morte, nem dos que forem trasladados sem ver a morte, casar&aacute; ou ser&aacute; dado em casamento. Eles ser&atilde;o como os anjos de Deus, membros da fam&iacute;lia real.194<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">H&aacute; uma outra declara&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White que contribui para esclarecer a origem das cren&ccedil;as referentes a casamento na nova terra. Em carta endere&ccedil;ada a determinado irm&atilde;o ela afirmou:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O inimigo ganha muito quando consegue levar a imagina&ccedil;&atilde;o de um dos escolhidos servos de Jeov&aacute; a demorar o pensamento nas possibilidades de associa&ccedil;&atilde;o, no mundo por vir, com uma mulher a quem ama, e ali criar fam&iacute;lia. N&atilde;o precisamos desses quadros apraz&iacute;veis. Todos esses pontos de vista se originam da mente do tentador.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Temos a clara afirma&ccedil;&atilde;o de Cristo de que no mundo vindouro os redimidos &ldquo;n&atilde;o se casam, nem se d&atilde;o em casamento. Pois n&atilde;o podem mais morrer, porque s&atilde;o iguais aos anjos e s&atilde;o filhos de Deus, sendo filhos da ressurrei&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Luc. 20:35 e 36.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Foi-me apresentado o fato de que as f&aacute;bulas espirituais est&atilde;o levando cativos a muitos. Tua mente &eacute; sensual e, a menos que venha uma mudan&ccedil;a, isso se demonstrar&aacute; tua ru&iacute;na. A todos os que condescendem com fantasias profanas, desejo dizer: Parai por amor de Cristo, parai exatamente onde estais. Estais em terreno proibido. Arrependei-vos, eu vos rogo, e convertei-vos. Carta 231, 1903.195<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Desse modo, pode-se perceber que os ensinos relacionados com a realiza&ccedil;&atilde;o de casamentos, rela&ccedil;&otilde;es sexuais e procria&ccedil;&atilde;o a terem lugar na nova terra t&ecirc;m sua origem e inspira&ccedil;&atilde;o com Satan&aacute;s, o inimigo de Deus.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Como bem se pode constatar, n&atilde;o haver&aacute; relacionamento conjugal na vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o, no sentido de rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas e procria&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, haver&aacute; conviv&ecirc;ncia familiar. Em carta escrita a um irm&atilde;o que perdera sua esposa e ficara s&oacute; para cuidar dos seus filhos, Ellen White afirmou:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Oraremos por v&oacute;s e por vossos preciosos pequeninos, para que possais, mediante paciente continua&ccedil;&atilde;o em fazer o bem, conservar vossa face e vossos passos sempre em dire&ccedil;&atilde;o do C&eacute;u. Oraremos para que tenhais influ&ecirc;ncia e &ecirc;xito em guiar vossos pequenos, a fim de que, com eles, possais alcan&ccedil;ar a coroa da vida, e no lar l&aacute; de cima, que agora est&aacute; sendo preparado para n&oacute;s, v&oacute;s e vossa esposa e filhos possais ser uma fam&iacute;lia reunida, feliz e jubilosa, para nunca mais vos separardes. Com muito amor e simpatia. Carta 143, 1903.196<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Jesus interpreta &Ecirc;xodo 3:6<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Jesus encerrou Seu di&aacute;logo com os saduceus por meio das palavras &ldquo;E quanto &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos, n&atilde;o tendes lido o que Deus vos declarou: Eu sou o Deus de Abra&atilde;o, o Deus de Isaque e o Deus de Jac&oacute;? Ele n&atilde;o &eacute; Deus de mortos, e sim de vivos&rdquo; (Mt 22:31, 32). Jesus demonstrou aos Seus interrogadores que eles desconheciam a profundidade das Escrituras e o poder de Deus. Na verdade, o que lhes faltava era f&eacute; em Deus.197Aqui, mais uma vez, Jesus emprega o presente futur&iacute;stico (&ldquo;Eu sou&hellip;&rdquo;, &ldquo;Ele n&atilde;o &eacute;&hellip;&rdquo;), o que torna a ressurrei&ccedil;&atilde;o destas pessoas t&atilde;o certa como a dos sete irm&atilde;os e da mulher, isto &eacute;, t&atilde;o certa como se j&aacute; tivesse ocorrido. O argumento de Jesus &eacute; uma obra de arte pelo fato de surpreendentemente inferir daquela passagem o que ningu&eacute;m antes fizera. A frase &ldquo;quanto &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos&rdquo; inclui os patriarcas entre aqueles que j&aacute; estavam mortos. Portanto, a declara&ccedil;&atilde;o de que Deus &ldquo;n&atilde;o &eacute; Deus de mortos, e sim de vivos&rdquo; significa que aqueles que neste presente tempo est&atilde;o mortos viver&atilde;o outra vez em virtude da ressurrei&ccedil;&atilde;o.198A declara&ccedil;&atilde;o de Jesus &eacute; tamb&eacute;m uma indica&ccedil;&atilde;o de que o Deus de Israel n&atilde;o esqueceu o Seu concerto com os patriarcas. Eles n&atilde;o passaram para a esfera da n&atilde;o exist&ecirc;ncia da morte. Ao contr&aacute;rio, a ressurrei&ccedil;&atilde;o prova que Deus &eacute; o Deus dos vivos. Assim, os grandes patriarcas vivem para Deus (Lc 20:38) e esperam a ressurrei&ccedil;&atilde;o no fim do tempo (cf. 1Co 15:51-55; 1Te 4:16, 17; Hb 11:39, 40).199<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Conclus&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No princ&iacute;pio, Ad&atilde;o e Eva foram criados para serem fecundos, multiplicar-se, encher a terra, sujeitarem-na; dominar os animais, cultivar e guardar o jardim do &Eacute;den (Gn 1:28; 2:15). O casamento, as rela&ccedil;&otilde;es sexuais e a procria&ccedil;&atilde;o foram dons de Deus ao homem que tinham por objetivo prover-lhe felicidade e, ao mesmo tempo, condi&ccedil;&otilde;es para cumprir a sua miss&atilde;o na terra. Os filhos e descendentes atuariam como auxiliares no cumprimento da tarefa. Contudo, a entrada do pecado alterou a meta inicial de Deus para o homem e o mundo. A vinda de Cristo a esta terra como uma crian&ccedil;a e, posteriormente, Sua morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o asseguraram ao homem o direito &agrave; salva&ccedil;&atilde;o eterna. Ap&oacute;s Sua segunda vinda, Cristo levar&aacute; os justos vivos transformados e os justos ressuscitados para estarem com Ele, inicialmente por mil anos no c&eacute;u e, depois, pelos anos da eternidade nesta terra que ser&aacute; renovada.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os salvos n&atilde;o casar&atilde;o nem se dar&atilde;o em casamento porque vivenciar&atilde;o uma nova qualidade de exist&ecirc;ncia. Eles fruir&atilde;o eternamente a presen&ccedil;a e o compa-nheirismo de Deus e Seus anjos. Em cumprimento do prop&oacute;sito de Deus, os redimidos ocupar&atilde;o o espa&ccedil;o vazio deixado pelos anjos que foram expulsos do c&eacute;u juntamente com seu l&iacute;der, Satan&aacute;s. Por esta raz&atilde;o eles fruir&atilde;o uma promo&ccedil;&atilde;o especial entre os seres criados por Deus. Viver&atilde;o pelos s&eacute;culos infindos da eternidade em companhia dos anjos bons e de Deus. Que privil&eacute;gio inaudito, enquanto os demais seres dos mundos n&atilde;o ca&iacute;dos permanecem em seus ambientes naturais, os redimidos da terra estar&atilde;o para sempre junto ao trono de Deus. Esta promo&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m tem um car&aacute;ter funcional, pois os redimidos cumprir&atilde;o uma miss&atilde;o peculiar no universo. Os mundos que n&atilde;o se rebelaram contra Deus ser&atilde;o visitados pelos salvos, para que possam ouvir o testemunho pessoal relativo &agrave; vit&oacute;ria sobre o pecado mediante os m&eacute;ritos do sacrif&iacute;cio de Cristo na cruz do Calv&aacute;rio. Neste sentido, a miss&atilde;o dos remidos ser&aacute; distinta da tarefa dos anjos, uma vez que eles passaram pelo sofrimento provocado pelo pecado e sa&iacute;ram vencedores em Cristo, algo que os anjos leais testemunharam, mas n&atilde;o vivenciaram pessoalmente. Em virtude destas condi&ccedil;&otilde;es peculiares dos redimidos, isto &eacute;, a vit&oacute;ria pessoal contra o pecado pelos m&eacute;ritos de Cristo, seu companheirismo eterno com Deus e sua miss&atilde;o testemunhal no universo &eacute; que os salvos, como os anjos, n&atilde;o precisam se casar e procriar. Esta foi uma condi&ccedil;&atilde;o dos seres humanos quando estavam na terra para cumprirem a miss&atilde;o de povo&aacute;-la e administr&aacute;-la. Na nova terra n&atilde;o ter&aacute; mais sentido.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Agrave; presumida irrespond&iacute;vel quest&atilde;o proposta pelos saduceus, Jesus apresentou uma nova revela&ccedil;&atilde;o concernente ao estilo de vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o: os redimidos desfrutar&atilde;o de uma exist&ecirc;ncia imortal semelhante &agrave; dos anjos do c&eacute;u que n&atilde;o se casam nem procriam. Al&eacute;m disto, eles ter&atilde;o a habilidade do deslocamento r&aacute;pido dos anjos, pois tamb&eacute;m dispor&atilde;o de asas. Este &eacute; outra situa&ccedil;&atilde;o&nbsp; que comprova o fato de que os salvos realmente foram promovidos a uma nova condi&ccedil;&atilde;o de vida entre as criaturas de Deus.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Aqueles que rejeitam o ensino de Cristo alusivo &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de vida na nova terra cometem o mesmo engano dos saduceus que desconheciam as verdades das Escrituras e o poder de Deus. No caso de pretensos adventistas que postulam a no&ccedil;&atilde;o de que haver&aacute; casamento, rela&ccedil;&otilde;es sexuais e procria&ccedil;&atilde;o na vida por vir, h&aacute; um outro fator lament&aacute;vel que &eacute; o desconhecimento ou a recusa em aceitar os claros ensinos dos escritos inspirados de Ellen G. White sobre o tema. Mais complicador ainda &eacute; o fato de que defender tais no&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias &agrave;s Escrituras e ao dom prof&eacute;tico &eacute; promover ensinos que foram forjados pela mente de Satan&aacute;s, o arquinimigo de Deus, ao longo do conflito entre o bem e o mal.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Alguns n&atilde;o conseguem compreender por que na nova ordem da vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o haver&aacute; casamento, rela&ccedil;&otilde;es sexuais e procria&ccedil;&atilde;o. Argumentam que aquilo que era bom e n&atilde;o tinha rela&ccedil;&atilde;o com o pecado deveria continuar na eternidade. Pareceria uma injusti&ccedil;a privar os salvos da intimidade do relacionamento conjugal. Neste aspecto, trata-se de uma subestima&ccedil;&atilde;o pueril do car&aacute;ter e poder de Deus. &Eacute; bom lembrar as palavras do ap&oacute;stolo Paulo: &ldquo;Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em cora&ccedil;&atilde;o humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam&rdquo; (1Co 2:9). &Eacute; preciso confiar, Deus tem algo infinitamente melhor entesourado para os Seus filhos redimidos do que casamento e sexo. Certamente os relacionamentos na vida por vir ser&atilde;o mais &iacute;ntimos do que no casamento e a comunica&ccedil;&atilde;o, mais profunda do que o sexo.200<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">\n<\/p><hr style=\"color: #4d4d4d;\">\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\" style=\"font-weight: bold;\">1<\/span>&nbsp;Salvo indica&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria, todas as refer&ecirc;ncias neste artigo s&atilde;o da Vers&atilde;o de Jo&atilde;o Ferreira de Almeida, Vers&atilde;o Revista e Atualizada no Brasil, 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o&nbsp; (S&atilde;o Paulo: Sociedade B&iacute;blica do Brasil, 1991).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\" style=\"font-weight: bold;\">2<\/span>&nbsp;A. T. Robertson,&nbsp;<i>Word Pictures in the Greek New Testament<\/i>&nbsp;em&nbsp;<i>BibleWorks<\/i>&nbsp;<i>4.0<\/i>&nbsp;(Big Fork, MT: Hermeneutika, 1999), Mc 12:25, CD-Rom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\" style=\"font-weight: bold;\">3<\/span>&nbsp;Bernhard Lang, &ldquo;No Sex in Heaven: The Logic of Procriation, Death, and Eternal Life in the Judaeo-Christian Tradition&rdquo;,&nbsp;<i>Alter Orient und Altes Testament<\/i>&nbsp;(1985): 240.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\" style=\"font-weight: bold;\">4<\/span>&nbsp;2 Baruque 50:2, em&nbsp;<i>The Old Testament Pseudepigrapha<\/i>, ed. James H. Charlesworth (Nova&nbsp; Iorque: Doubleday, 1983), 1:638.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\" style=\"font-weight: bold;\">5<\/span>&nbsp;Lang, 251.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\" style=\"font-weight: bold;\">6<\/span>&nbsp;Tom&aacute;s de Aquino,&nbsp;<i>Suma teol&oacute;gica,<\/i>&nbsp;Suplemento, quest&otilde;es 1-68 (Caxias do Sul, RS: Livraria Sulina, 1980), 4734.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\" style=\"font-weight: bold;\">7<\/span>&nbsp;<i>Catecismo da igreja cat&oacute;lica<\/i>&nbsp;(Petr&oacute;polis, RJ:&nbsp; Vozes e S&atilde;o Paulo: Loyola, 1993), 443.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\" style=\"font-weight: bold;\">8<\/span>&nbsp;Lang, 245.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\" style=\"font-weight: bold;\">9<\/span>&nbsp;2 Baruque 56:6, em&nbsp;<i>The Old Testament Pseudepigrapha<\/i>, 1:641.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\" style=\"font-weight: bold;\">10<\/span>&nbsp;Gilles Carton, &ldquo;Comme des anges dans le ciel&rdquo;,&nbsp;<i>Bible et Vie Chr&eacute;tienne<\/i>&nbsp;28 (1959): 49.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\" style=\"font-weight: bold;\">11<\/span>&nbsp;Lang, 238.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\" style=\"font-weight: bold;\">12<\/span>&nbsp;1 Enoque 15:6, 7, em&nbsp;<i>The Old Testament Pseudepigrapha<\/i>, 1:21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\" style=\"font-weight: bold;\">13<\/span>&nbsp;Carton, 51.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\" style=\"font-weight: bold;\">14<\/span>&nbsp;Greg&oacute;rio de Nissa,&nbsp;<i>On Virginity<\/i>, Introdu&ccedil;&atilde;o,&nbsp;<i>The Ante-Nicene Fathers<\/i>, eds., Alexander Roberts e James Donaldson (Grand Rapids, MI: Eerdmans, s.d.), 5:543.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\" style=\"font-weight: bold;\">15<\/span>&nbsp;Cipriano,&nbsp;<i>Tratado II:22<\/i>,&nbsp;<i>The Ante-Nicene Fathers<\/i>, 5:436. Greg&oacute;rio de Nissa, de modo semelhante a Cipriano, afirmou que, &ldquo;a peculiaridade da natureza ang&eacute;lica &eacute; a de que eles s&atilde;o estranhos ao casamento; portanto a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o desta promessa j&aacute; foi alcan&ccedil;ada por aquele que n&atilde;o apenas uniu sua pr&oacute;pria gl&oacute;ria com a dos Santos, mas tamb&eacute;m pela sua vida imaculada passou a imitar a pureza destes seres incorp&oacute;reos. Se a virgindade pode nos conceder favores como esses, que palavras seriam apropriadas para expressar t&atilde;o grande maravilha?&rdquo; Greg&oacute;rio de Nissa,&nbsp;<i>On Virginity<\/i>&nbsp;XIII (ANF, 5:360).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\" style=\"font-weight: bold;\">16<\/span>&nbsp;&ldquo;Marriage in Heaven?&rdquo;, pesquisa realizada na internet, no site<i>http:\/\/www.lcms.org\/pages\/internal.asp?NavID=2739<\/i>, no dia 18 de janeiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\" style=\"font-weight: bold;\">17<\/span>&nbsp;&ldquo;They neither marry&rdquo; [Mt 22:30],&nbsp;<i>Seventh-day Adventist Bible Commentary<\/i>&nbsp;(<i>SDABC<\/i>), ed. Francis D. Nichol (Washington, DC: Review and Herald, 1978), 5:483. Este ensino &eacute; confirmado por Madeline S. Johnston, &ldquo;Will We Get Married in Heaven&rdquo;,&nbsp;<i>Guide<\/i>, 31 de dezembro de 1988, 14; Ken McFarland, &ldquo;Heaven and Sex?&rdquo;&nbsp;<i>Signs of Times<\/i>, maio de 1981, 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\" style=\"font-weight: bold;\">18<\/span>&nbsp;David Reagan, &ldquo;Marriage in Heaven&rdquo;, pesquisa realizada na internet, no site<i>http:\/\/www.learnthebible.org\/q_a_marriage_in_heaven.htm<\/i>, no dia 2\/2\/2005. A express&atilde;o &ldquo;marriage in heaven&rdquo;, no site de pesquisa Google, realizada no dia 18\/1\/2005, apresentou um total de 6840 entradas ou sites. A seguir apresentam-se outros exemplos de sites que ensinam que a cren&ccedil;a tradicional sobre a vida p&oacute;s-ressurrei&ccedil;&atilde;o: Rich Deem, &ldquo;Will There be Marriage in Heaven?&rdquo;, pesquisa realizada na internet, no site<i>http:\/\/www.godandscience.org\/doctrine\/marriageinheaven.html#06<\/i>, no dia 18\/1\/2005; Eric Johnson, &ldquo;Mark 12:25 and Marriage in Heaven&rdquo;, pesquisa realizada n internet, no site<i>http:\/\/www.mrm.org\/multimedia\/text\/marriage-in-heaven.html<\/i>, no dia 18 de janeiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\" style=\"font-weight: bold;\">19<\/span>&nbsp;Pesquisa realizada na internet, no site&nbsp;<i>http:\/\/www.baltimorenewchurch.org\/marr.htm<\/i>, no dia 18de janeiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\" style=\"font-weight: bold;\">20<\/span>&nbsp;Pesquisa realizada na internet, no site&nbsp;<i>http:\/\/www.encyclopedia.com\/html\/s\/swedenbo.asp<\/i>, no dia 21 de janeiro de 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\" style=\"font-weight: bold;\">21<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\" style=\"font-weight: bold;\">22<\/span>&nbsp;Emanuel Swedenborg, &ldquo;The Condition of Married Partners After Death&rdquo;, pesquisa realizada na internet, no site&nbsp;<i>http:\/\/www.egogahan.com\/Spiritual%20Issues\/Swedenborg-3-LoveinMarriage.htm<\/i>, no dia 18 de janeiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\" style=\"font-weight: bold;\">23<\/span>&nbsp;Lee Woofenden, &ldquo;Soulmates, Marriage in Heaven&rdquo;, pesquisa realizada no site,<i>http:\/\/www.egogahan.com\/Soulmates.html<\/i>, no dia 18 de janeiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\" style=\"font-weight: bold;\">24<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\" style=\"font-weight: bold;\">25<\/span>&nbsp;John Walsh, &ldquo;Is there Eternal Marriage?&rdquo;, pesquisa realizada no site,<i>http:\/\/www.lightplanet.com\/mormons\/response\/qa\/eternal_marriage.htm<\/i>, no dia 18 de janeiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-26\" style=\"font-weight: bold;\">26<\/span>&nbsp;Joseph Smith, &ldquo;The Doctrine and Covenants&rdquo;, Se&ccedil;&atilde;o 132:19, pesquisa realizada na internet no site,<i>http:\/\/www.mormon.org\/search\/1,9643,1226<\/i><i>&#8209;<\/i><i>1,00.html#<\/i>, no dia 20 de janeiro de 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\" style=\"font-weight: bold;\">27<\/span>&nbsp;A igreja m&oacute;rmon abandonou oficialmente a poligamia em 1890. Para maiores informa&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas sobre este fato, ver o site<i>http:\/\/collections.ic.gc.ca\/pasttopresent\/settlement\/aa_Charles_Ora_Card.html<\/i>. Pesquisa feita no dia 4 de fevereiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\" style=\"font-weight: bold;\">28<\/span>&nbsp;Pesquisa realizada na internet, no site,&nbsp;<i>http:\/\/www.nccg.org\/fecpp\/CPMFAQ094-Eternal.html<\/i>, no dia 18 de janeiro de 2005. Para maiores informa&ccedil;&otilde;es sobre m&oacute;rmons radicais que ainda praticam a poligamia, ver o site,&nbsp;<i>http:\/\/collections.ic.gc.ca\/pasttopresent\/settlement\/aa_Charles_Ora_Card.html<\/i>. Pesquisa feita no dia 4 de fevereiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\" style=\"font-weight: bold;\">29<\/span>&nbsp;Walsh,&nbsp;<i>http:\/\/www.lightplanet.com\/mormons\/response\/qa\/eternal_marriage.htm<\/i>, 18 de janeiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\" style=\"font-weight: bold;\">30<\/span>&nbsp;Stanislaw Kr&oacute;lewiec, &ldquo;Does the Bible Say that Marriage Extends Beyond the Grave?&rdquo;, pesquisa realizada na internet, no site&nbsp;<i>http:\/\/www.nccg.org\/fecpp\/CPMFAQ094-Eternal.html<\/i>, no dia 18 de janeiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\" style=\"font-weight: bold;\">31<\/span>&nbsp;Ibid. Para maiores informa&ccedil;&otilde;es sobre as cren&ccedil;as deste grupo religioso, ver o site<i>http:\/\/www.nccg.org\/fecpp\/index.html<\/i>. Pesquisa feita no dia 18 de janeiro de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\" style=\"font-weight: bold;\">32<\/span>&nbsp;Samuele Bacchiocchi,&nbsp;<i>The Marriage Covenant<\/i>&nbsp;(Berrien Springs, MI: Biblical Perspectives, 1994), 87.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\" style=\"font-weight: bold;\">33<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\" style=\"font-weight: bold;\">34<\/span>&nbsp;Ven&iacute;cius Domingos, &ldquo;N&atilde;o &eacute; Bom que o Homem Esteja S&oacute;&rdquo;, 16.&nbsp; O estudo publicado pelo autor n&atilde;o fornece editora, local de publica&ccedil;&atilde;o e, tampouco, data. Por isso n&atilde;o foi poss&iacute;vel fornecer tais informa&ccedil;&otilde;es bibliogr&aacute;ficas. Segundo informa&ccedil;&otilde;es prestadas pelo pastor &Eacute;rico Tadeu Xavier atrav&eacute;s de liga&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica, o autor &eacute; membro da Igreja Adventista no Estado de Santa Catarina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-35\" style=\"font-weight: bold;\">35<\/span>&nbsp;Ibid., 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-36\" style=\"font-weight: bold;\">36<\/span>&nbsp;Ibid., 7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-37\" style=\"font-weight: bold;\">37<\/span>&nbsp;Ibid., 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-38\" style=\"font-weight: bold;\">38<\/span>&nbsp;Ibid. 14.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-39\" style=\"font-weight: bold;\">39<\/span>&nbsp;Ibid., 7.&nbsp; Como tentativa de comprova&ccedil;&atilde;o de sua teoria, na qual os remidos, ap&oacute;s a segunda vinda de Cristo, procriar&atilde;o e &ldquo;colonizar&atilde;o&rdquo; outros planetas do universo, Domingos cita G&ecirc;nesis 15:5; 22:17; 32:12; Apocalipse 7:9, ibid., 5. Al&eacute;m destes textos b&iacute;blicos, ele tamb&eacute;m cita Ellen G. White:&nbsp;<i>O cuidado de Deus &ndash;&nbsp;<\/i>Medita&ccedil;&otilde;es matinais (Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), 171; idem,<i>Primeiros escritos<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988), 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-40\" style=\"font-weight: bold;\">40<\/span>&nbsp;Domingos, 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-41\" style=\"font-weight: bold;\">41<\/span>&nbsp;Ibid., 13<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-42\" style=\"font-weight: bold;\">42<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-43\" style=\"font-weight: bold;\">43<\/span>&nbsp;Ibid., 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-44\" style=\"font-weight: bold;\">44<\/span>&nbsp;Ibid., 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-45\" style=\"font-weight: bold;\">45<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-46\" style=\"font-weight: bold;\">46<\/span>&nbsp;Ibid., 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-47\" style=\"font-weight: bold;\">47<\/span>&nbsp;Ibid., 14.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-48\" style=\"font-weight: bold;\">48<\/span>&nbsp;&ldquo;The same day&rdquo; [Mt 22:23],&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 5:482.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-49\" style=\"font-weight: bold;\">49<\/span>&nbsp;Robert H. Gundry,&nbsp;<i>Mark<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1992), 700.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-50\" style=\"font-weight: bold;\">50<\/span>&nbsp;W. D. Davies, e Dale Allison, Jr., C.,&nbsp;<i>A Critical and Exegetical Commentary on<\/i>&nbsp;<i>the Gospel According to Saint Matthew<\/i>, 3 vols., International Critical Commentary (Edinburg: T. e T. Clark, 2000), 1:221.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-51\" style=\"font-weight: bold;\">51<\/span>&nbsp;Louis Goldberg, &ldquo;Sadducees&rdquo;,&nbsp;<i>Wycliffe Bible Encyclopedia&nbsp;<\/i>(<i>WBE<\/i>), eds., Charles F Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea (Chicago: Moody Press, 1979), 2:1500.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-52\" style=\"font-weight: bold;\">52<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>O desejado de todas as na&ccedil;&otilde;es<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990), 604.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-53\" style=\"font-weight: bold;\">53<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-54\" style=\"font-weight: bold;\">54<\/span>&nbsp;Robert H. Gundry,&nbsp;<i>Panorama do Novo Testamento<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Vida Nova, 2001), 55-56. Para maiores informa&ccedil;&otilde;es sobre o desaparecimento hist&oacute;rico dos saduceus, ver Victor Eppstein, &ldquo;When and How the Sadducees Were Excommunicated&rdquo;,&nbsp;<i>Journal of Biblical Literature<\/i>&nbsp;85 (1966): 2:213-224.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-55\" style=\"font-weight: bold;\">55<\/span>&nbsp;Goldberg, &ldquo;Sadducees&rdquo;,&nbsp;<i>WBE<\/i>, 2:1501.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-56\" style=\"font-weight: bold;\">56<\/span>&nbsp;<i>Seventh-day<\/i>&nbsp;<i>Adventist Bible Dictionary&nbsp;<\/i>(<i>SDABD<\/i>), ed. Siegfried H. Horn (Washington, DC: Review and Herald, 1960), ver &ldquo;Sadducees&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-57\" style=\"font-weight: bold;\">57<\/span>&nbsp;Fl&aacute;vio Josefo,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria dos judeus<\/i>&nbsp;(Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembl&eacute;ias de Deus, 1990), 416.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-58\" style=\"font-weight: bold;\">58<\/span>&nbsp;Ibid., 556. Ellen G. White amplia este quadro, dizendo: &ldquo;Acreditavam em Deus como o &uacute;nico ser superior aos homens; mas argumentavam que uma provid&ecirc;ncia que tudo rege e uma previs&atilde;o divina privaria o homem da liberdade moral, degradando-o &agrave; posi&ccedil;&atilde;o de um escravo. Era cren&ccedil;a deles que, criando o homem, Deus o deixou livre para dirigir sua pr&oacute;pria vida e moldar os acontecimentos do mundo; que o destino deles estava em suas pr&oacute;prias m&atilde;os&rdquo;. White,&nbsp;<i>O desejado de todas as na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 604. Al&eacute;m disto, eles negavam &ldquo;que o Esp&iacute;rito de Deus opera por meio dos esfor&ccedil;os humanos ou de meios naturais&rdquo;. Ibid. A soteriologia dos saduceus fundamentava-se na a&ccedil;&atilde;o humana: &ldquo;mantinham a opini&atilde;o de que, pelo devido emprego das faculdades naturais, podia o homem elevar-se e esclarecer-se; que, por meio de rigorosas e austeras exa&ccedil;&otilde;es, sua vida se podia purificar&rdquo;.&nbsp; Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-59\" style=\"font-weight: bold;\">59<\/span>&nbsp;&Eacute; dif&iacute;cil entender como os saduceus negavam a exist&ecirc;ncia dos anjos, uma vez que os livros da lei os mencionam (Gn 16:7-11; 28:12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-60\" style=\"font-weight: bold;\">60<\/span>&nbsp;Goldberg, &ldquo;Sadducees&rdquo;,&nbsp;<i>WBE<\/i>, 2:1502.&nbsp; Ver tamb&eacute;m o verbete &ldquo;Sadducees&rdquo;,&nbsp;<i>SDABD<\/i>; Gundry, 54; White,&nbsp;<i>O desejado de todas as na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 603.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-61\" style=\"font-weight: bold;\">61<\/span>&nbsp;Leon Morris,&nbsp;<i>The Gospel According to Matthew<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1992), 558.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-62\" style=\"font-weight: bold;\">62<\/span>&nbsp;D. A. Carson, &ldquo;Matthew&rdquo;,&nbsp;<i>The Expositor&rsquo;s Bible Commentary<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Zondervan, 1974), 8:460-461. Os saduceus n&atilde;o acreditavam na ressurrei&ccedil;&atilde;o (At 23:8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-63\" style=\"font-weight: bold;\">63<\/span>&nbsp;Robertson,&nbsp;<i>Word Pictures in the Greek New Testament<\/i>, CD-Rom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-64\" style=\"font-weight: bold;\">64<\/span>&nbsp;A. Lukyn Williams,&nbsp;<i>St. Matthew<\/i>, The Pulpit Commentary (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1977), 15:362.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-65\" style=\"font-weight: bold;\">65<\/span>&nbsp;Carson, 461.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-66\" style=\"font-weight: bold;\">66<\/span>&nbsp;Para uma aplica&ccedil;&atilde;o interessante da lei do levirato, ver Rute 4:1-8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-67\" style=\"font-weight: bold;\">67<\/span>&nbsp;Williams, 362. Nos tempos modernos a lei &eacute; seguida pelos drusos e algumas tribos &aacute;rabes. Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-68\" style=\"font-weight: bold;\">68<\/span>&nbsp;William Hendriksen, &ldquo;Exposition of the Gospel According to Matthew&rdquo;,&nbsp;<i>New Testament Commentary<\/i>(Grand Rapids, MI: Baker, 1975), 805.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-69\" style=\"font-weight: bold;\">69<\/span>&nbsp;Gundry,&nbsp;<i>Mark<\/i>, 705.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-70\" style=\"font-weight: bold;\">70<\/span>&nbsp;Donald A. Hagner,&nbsp;<i>Matthew 14-28<\/i>, Word Biblical Commentary (WBC), em&nbsp;<i>Nelson Eletronic Publishing<\/i>&nbsp;Commentary (Dallas, TX: Word Books, 1995), Form\/Structure\/Setting, CD-Rom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-71\" style=\"font-weight: bold;\">71<\/span>&nbsp;Como explica Ellen G. White, &ldquo;Os saduceus arrazoavam que se o corpo havia de compor-se, em seu estado imortal, das mesmas part&iacute;culas de mat&eacute;ria que no estado mortal, ent&atilde;o ao ressuscitar devia possuir carne e sangue, e reencetar no mundo eterno a vida interrompida aqui na Terra. Nesse caso, conclu&iacute;am, as rela&ccedil;&otilde;es terrenas continuariam, marido e mulher estariam juntos, realizar-se-iam casamentos, e todas as coisas prosseguiriam da mesma maneira que antes da morte, sendo as fraquezas e paix&otilde;es desta vida perpetuadas na vida por vir&rdquo;. White,&nbsp;<i>O desejado de todas as na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 605.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-72\" style=\"font-weight: bold;\">72<\/span>&nbsp;&ldquo;Whose wife?&rdquo;,&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 5:482.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-73\" style=\"font-weight: bold;\">73<\/span>&nbsp;Carson, 461.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-74\" style=\"font-weight: bold;\">74<\/span>&nbsp;Se porventura a mulher tivesse se casado duas vezes, de acordo com os rabis, ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o ela viveria com o primeiro marido. Williams, 363.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-75\" style=\"font-weight: bold;\">75<\/span>&nbsp;Hagner, Mt 22:24-28, WBC, em CD-Rom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-76\" style=\"font-weight: bold;\">76<\/span>&nbsp;O texto paralelo de Lc 20:31 diz, &ldquo;igualmente os sete n&atilde;o tiveram filhos e morreram&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-77\" style=\"font-weight: bold;\">77<\/span>&nbsp;Gundry,&nbsp;<i>Mark<\/i>, 702.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-78\" style=\"font-weight: bold;\">78<\/span>&nbsp;Hagner, Mt 22:24-28, WBC, em CD-Rom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-79\" style=\"font-weight: bold;\">79<\/span>&nbsp;<i>The Analytical Greek Lexicon&nbsp;<\/i>(<i>AGL<\/i>), (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1976), ver &ldquo;plan&acute;aw&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-80\" style=\"font-weight: bold;\">80<\/span>&nbsp;Herbert Braun, &ldquo;<i>Planao<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>Theological Dictionary of the New Testament&nbsp;<\/i>(<i>TDNT<\/i>), ed. Gerhard Kittel (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1993), 6:229.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-81\" style=\"font-weight: bold;\">81<\/span>&nbsp;Ibid. Observe-se que em Mt 18:12 Jesus utiliza&nbsp;<i>planomenon<\/i>, uma forma derivada de&nbsp;<i>planao<\/i>, para descrever a a&ccedil;&atilde;o da ovelha que se &ldquo;extraviou&rdquo;. &ldquo;Do err&rdquo;,&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 5:482.&nbsp; Em Rm 1:27,&nbsp;<i>pl&aacute;ne<\/i>, &ldquo;erro&rdquo; (ARA) &eacute; descrito (Rm 1:21-23) como a atitudes pecaminosas dos gentios.&nbsp; O autor da carta aos Hebreus adverte os seus destinat&aacute;rios, lembrando-lhes a atitude dos seus &ldquo;pais&rdquo; (Hb 3:9) na &ldquo;tenta&ccedil;&atilde;o do deserto&rdquo; (Hb 3:8): &ldquo;&hellip; e viram&hellip; sempre&nbsp;<i>erram<\/i>&nbsp;no seu cora&ccedil;&atilde;o; eles tamb&eacute;m n&atilde;o conheceram os meus caminhos&rdquo; (Hb 3:10).&nbsp; O pr&oacute;prio autor de Hebreus interpreta o &ldquo;erro&rdquo; dizendo que este consiste em ter &ldquo;perverso cora&ccedil;&atilde;o de incredulidade&rdquo; que se afastava do &ldquo;Deus vivo&rdquo;. Braun, &ldquo;<i>Planao<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 6:243.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-82\" style=\"font-weight: bold;\">82<\/span>&nbsp;Williams, 363. Ver Albright, e Mann, 273.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-83\" style=\"font-weight: bold;\">83<\/span>&nbsp;&ldquo;Not knowing the scriptures&rdquo;,&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 5:483.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-84\" style=\"font-weight: bold;\">84<\/span>&nbsp;Hagner, Mt 22:29, WBC, em CD-Rom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-85\" style=\"font-weight: bold;\">85<\/span>&nbsp;No grego, o partic&iacute;pio perfeito tem o sentido de uma a&ccedil;&atilde;o realizada no passado, mas que tem conseq&uuml;&ecirc;ncias no presente.&nbsp; William D. Mounce,&nbsp;<i>Basics of Biblical Greek<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Zondervan, 1993), 272.&nbsp; Para ter uma melhor no&ccedil;&atilde;o do partic&iacute;pio em portugu&ecirc;s, ver Domingos P. Cegalla,&nbsp;<i>Nov&iacute;ssima gram&aacute;tica da l&iacute;ngua portuguesa<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Editora Nacional, 1997), 199.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-86\" style=\"font-weight: bold;\">86<\/span>&nbsp;Sherman E. Johnson, &ldquo;Exegesis of the Book of Matthew&rdquo;,&nbsp;<i>Interpreter&rsquo;s Bible<\/i>&nbsp;(Nova Iorque: Abingdon, 1951), 7:522.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-87\" style=\"font-weight: bold;\">87<\/span>&nbsp;Gundry, Mark, 702.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-88\" style=\"font-weight: bold;\">88<\/span>&nbsp;Hagner, Mt 22:29,&nbsp;<i>WBC<\/i>, em CD-Rom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-89\" style=\"font-weight: bold;\">89<\/span>&nbsp;&ldquo;Not knowing the scriptures&rdquo;,&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 5:483. A problem&aacute;tica dos saduceus a respeito do poder de Deus &eacute; sintetizada por Ellen G. White: &ldquo;Os saduceus haviam-se lisonjeado de seguirem as Escrituras mais estritamente que todos os outros homens. Mas Jesus lhes mostrou que n&atilde;o lhe haviam compreendido o verdadeiro sentido. Esse conhecimento devia penetrar na alma, mediante a ilumina&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo. Sua ignor&acirc;ncia das Escrituras e do poder de Deus, declarou Ele ser a causa da confus&atilde;o de sua f&eacute; e das trevas de sua mente.&nbsp; Estavam procurando por os mist&eacute;rios de Deus no &acirc;mbito de seu limitado racioc&iacute;nio. Cristo os chamou a abrir a mente &agrave;s sagradas verdades que dilatariam e robusteceriam o entendimento. Milhares de criaturas se tornam incr&eacute;dulas, porque sua mente finita n&atilde;o pode compreender os mist&eacute;rios divinos. N&atilde;o podem explicar a maravilhosa manifesta&ccedil;&atilde;o do poder divino em Suas provid&ecirc;ncias, portanto rejeitam as demonstra&ccedil;&otilde;es desse poder, atribuindo-o a agentes naturais que menos ainda podem compreender.&nbsp; A &uacute;nica chave para os mist&eacute;rios que nos circundam, &eacute; reconhecer em todos eles a presen&ccedil;a e o poder divinos. Os homens necessitam reconhecer a Deus como Criador do Universo. Algu&eacute;m que tudo ordena e executa tudo. Necessitam de mais larga vis&atilde;o de Seu car&aacute;ter, e do mist&eacute;rio de Suas instrumen-talidades&rdquo;. White,&nbsp;<i>O desejado de todas as na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 605-606.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-90\" style=\"font-weight: bold;\">90<\/span>&nbsp;Daniel Patte,&nbsp;<i>The Gospel According to Matthew<\/i>&nbsp;(Philadelphia, PA: Fortress, 1986), 312. Ver, tamb&eacute;m Gundry,&nbsp;<i>Mark<\/i>, 702.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-91\" style=\"font-weight: bold;\">91<\/span>&nbsp;O verbo&nbsp;<i>anisteemi<\/i>&nbsp;&eacute; traduzido em o NT por &ldquo;levantar&rdquo; (At 9:41), &ldquo;suscitar descend&ecirc;ncia&rdquo; (Mt 22:24) e &ldquo;ressuscitar&rdquo; (Jo 6:39). O substantivo&nbsp;<i>anastasis<\/i>&nbsp;&eacute; traduzido em o NT por &ldquo;ressurrei&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Mt 22:23, 28, 30, etc.). Portanto, o verbo e o substantivo grego t&ecirc;m o sentido de &ldquo;levantar&rdquo;, seja no sentido literal, seja no sentido figurado de &ldquo;levantar&rdquo; descend&ecirc;ncia (procriar) e &ldquo;levantar dos mortos&rdquo; (ressuscitar).&nbsp;<i>AGL<\/i>, ver anisthm, anastasij.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-92\" style=\"font-weight: bold;\">92<\/span>&nbsp;Morris, 560. Ver Patte, 312. O relato paralelo de Mc 12:18-27 oferece uma constru&ccedil;&atilde;o um pouco diferente de Mateus: &ldquo;Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casar&atilde;o, nem se dar&atilde;o em casamento&rdquo;. Pelo modo em que a frase est&aacute; constru&iacute;da no grego, Jesus Se refere diretamente &agrave; mulher e aos sete irm&atilde;os. Gundry,&nbsp;<i>Mark<\/i>, 702.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-93\" style=\"font-weight: bold;\">93<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>O desejado de todas as na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 605.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-94\" style=\"font-weight: bold;\">94<\/span>&nbsp;Albrecht Oepke, &ldquo;<i>&Eacute;n<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 2:537.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-95\" style=\"font-weight: bold;\">95<\/span>&nbsp;Hagner, Mt 22:30,&nbsp;<i>WBC<\/i>, em CD-Rom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-96\" style=\"font-weight: bold;\">96<\/span>&nbsp;No texto grego encontra-se,&nbsp;<i>o&uacute;te gamo&ucirc;sin o&uacute;te gam&iacute;zontai<\/i>.&nbsp;<i>Gamo&ucirc;sin<\/i>&nbsp;est&aacute; na terceira pessoa do plural do presente do indicativo ativo, enquanto&nbsp;<i>gam&iacute;zontai<\/i>&nbsp;aparece na terceira pessoa do plural do presente do indicativo da voz m&eacute;dia. Greek New Testament,&nbsp;<i>BibleWorks<\/i>, Mt 22:30, em CD-Rom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-97\" style=\"font-weight: bold;\">97<\/span>&nbsp;Ethelbert Stauffer, &ldquo;<i>Gam&eacute;o<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 1:651. Este dado &eacute; confirmado por Davies, e Allison, 1:227.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-98\" style=\"font-weight: bold;\">98<\/span>&nbsp;Gundry,&nbsp;<i>Mark<\/i>, 702. Ver, tamb&eacute;m Morris, 560.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-99\" style=\"font-weight: bold;\">99<\/span>&nbsp;Ver acima o estudo sobre os diferentes int&eacute;rpretes que defendem a continuidade do casamento na vida futura ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-100\" style=\"font-weight: bold;\">100<\/span>&nbsp;Diversas passagens, nas Escrituras, sustentam a identifica&ccedil;&atilde;o do casamento como um concerto permanente.&nbsp; Dentre elas se destacam: Os&eacute;ias 2:20; 13:5; 5:3-4; Isa&iacute;as 54:5-8; Jeremias 3:20; 31:3, 4, 22, 31-33; Prov&eacute;rbios 2:17; Ezequiel 16:8-14, 59, 60-63. Para uma discuss&atilde;o mais abrangente sobre monogamia, perman&ecirc;ncia e indissolubilidade do matrim&ocirc;nio, ver Natanael B. P. Moraes,<i>Teologia e &eacute;tica do sexo para solteiros<\/i>&nbsp;(Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universit&aacute;ria Adventista, 2000), 18-27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-101\" style=\"font-weight: bold;\">101<\/span>&nbsp;Para uma melhor compreens&atilde;o dos dois prop&oacute;sitos do casamento, ver Moraes, 21-27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-102\" style=\"font-weight: bold;\">102<\/span>&nbsp;Embora o estudo de Natanael Moraes sobre Mt 19:3-6 tenha seu foco na pureza sexual pr&eacute;-marital, ele tamb&eacute;m fornece subs&iacute;dios para o tema da indissolubilidade do v&iacute;nculo matrimonial.&nbsp; Ver Moraes, 36-39.&nbsp;&uarr;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-103\" style=\"font-weight: bold;\">103<\/span>&nbsp;Stauffer, &ldquo;<i>Gameo<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 1:649.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-104\" style=\"font-weight: bold;\">104<\/span>&nbsp;Ainda neste incidente com os fariseus, Jesus deixou claro que a &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o que permite o div&oacute;rcio s&atilde;o as &ldquo;rela&ccedil;&otilde;es sexuais il&iacute;citas&rdquo; (Mt 19:9). &ldquo;Rela&ccedil;&otilde;es sexuais il&iacute;citas&rdquo; &eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o do termo grego&nbsp;<i>porneia<\/i>.&nbsp; Para uma melhor no&ccedil;&atilde;o sobre as situa&ccedil;&otilde;es definidas por&nbsp;<i>porneia<\/i>, ver o estudo feito sobre a palavra em Moraes, 39-41.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-105\" style=\"font-weight: bold;\">105<\/span>&nbsp;Stauffer, &ldquo;<i>Gameo<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 1:651.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-106\" style=\"font-weight: bold;\">106<\/span>&nbsp;Moraes, 41.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-107\" style=\"font-weight: bold;\">107<\/span>&nbsp;Ibid., 33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-108\" style=\"font-weight: bold;\">108<\/span>&nbsp;Grifo nosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-109\" style=\"font-weight: bold;\">109<\/span>&nbsp;Grifo nosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-110\" style=\"font-weight: bold;\">110<\/span>&nbsp;Millard J. Erickson,&nbsp;<i>Christian Theology<\/i>&nbsp;(Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1991), 1232. Ver, tamb&eacute;m, Augustus H. Strong,&nbsp;<i>Teologia sistem&aacute;tica<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Teol&oacute;gica, 2002), 1:651; Gerhard Kittel, &ldquo;<i>Is&aacute;ngelos<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 1:87.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-111\" style=\"font-weight: bold;\">111<\/span>&nbsp;J. Macartney Wilson, &ldquo;<i>Angel<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>The International Standard Bible Encyclopedia<\/i>&nbsp;(<i>ISBE<\/i>), ed. Geoffrey H. Bromiley (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1992), 1:124. Para uma no&ccedil;&atilde;o mais abrangente sobre os anjos, seu minist&eacute;rio, segundo a perspectiva adventista, ver Walton J. Brown,&nbsp;<i>Angels<\/i>&nbsp;(Washington, DC: Review and Herald, 1987).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-112\" style=\"font-weight: bold;\">112<\/span>&nbsp;Guy B. Funderburk, &ldquo;<i>Angel<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible<\/i>&nbsp;(<i>ZPEB<\/i>), ed. Merrill C. Tenney (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1975), 1:160.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-113\" style=\"font-weight: bold;\">113<\/span>&nbsp;O verso completo de 1 Tessalonicenses 3:13 diz, &ldquo;a fim de que seja o vosso cora&ccedil;&atilde;o confirmado em santidade, isento de culpa, na presen&ccedil;a de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos&rdquo;. Em vez de &ldquo;santos&rdquo;, Marcos 8:38 traz &ldquo;anjos&rdquo;, &ldquo;Porque qualquer que, nesta gera&ccedil;&atilde;o ad&uacute;ltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, tamb&eacute;m o Filho do Homem se envergonhar&aacute; dele quando vier na gl&oacute;ria de seu Pai com os santos anjos&rdquo;. Muito provavelmente os &ldquo;santos&rdquo; de 1 Tessalonicenses 3:13 se refiram aos anjos, mas tamb&eacute;m poderia ser uma refer&ecirc;ncia &agrave;s pessoas que receber&atilde;o a Cristo por ocasi&atilde;o de Sua vinda (2Te 1:10). Contudo, diversas outras passagens permitem que se conclua que &ldquo;santos&rdquo;, em 1 Tessalonicenses 3:13, se refira realmente aos anjos (2Te 1:7; Mc 13:27; Sl 89:5, 7). F. F. Bruce, 1Te 3:13,&nbsp;<i>WBC<\/i>, em CD-Rom. Ver, tamb&eacute;m &ldquo;Saints&rdquo;,&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 7:241.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-114\" style=\"font-weight: bold;\">114<\/span>&nbsp;Colossenses 1:16 tamb&eacute;m deixa impl&iacute;cita a cria&ccedil;&atilde;o dos anjos. Por sua vez, Ellen G. White deixa claro que os anjos foram criados por Deus em&nbsp;<i>Patriarcas e profetas<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 34;&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o&nbsp;<\/i>(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 13;<i>Mensagens escolhidas<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985), 1:247.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-115\" style=\"font-weight: bold;\">115<\/span>&nbsp;Outros textos deixam claro esta realidade, por exemplo, os dem&ocirc;nios (anjos ca&iacute;dos) s&atilde;o descritos como &ldquo;esp&iacute;ritos&rdquo; em Mateus 8:16; 12:45; Lucas 7:21; 8:2; 11:26; Atos 19:12; Apocalipse 16:14. O pr&oacute;prio texto em estudo parece confirmar que os anjos s&atilde;o seres espirituais, pois n&atilde;o se casam. Erickson, 438-439.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-116\" style=\"font-weight: bold;\">116<\/span>&nbsp;Ver Ellen G. White,&nbsp;<i>Medicina e salva&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1991), 99-100; Wayne Grudem,&nbsp;<i>Teologia sistem&aacute;tica<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Vida Nova, 1999), 235, 326, 334 ref. 8; Lewis S. Chafer,&nbsp;<i>Teologia sistem&aacute;tica<\/i>&nbsp;(S&atilde;o Paulo: Hagnos, 2003), 433.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-117\" style=\"font-weight: bold;\">117<\/span>&nbsp;Ver C. Fred Dickason,&nbsp;<i>Angels<\/i>&nbsp;(Chicago: Moody Press, 1984), 34; Irwin H. Evans,&nbsp;<i>Ministry of Angels<\/i>&nbsp;(Mountain View, CA: Pacific Press, 1915), 20; Erickson, 438.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-118\" style=\"font-weight: bold;\">118<\/span>&nbsp;Ver Ellen G. White,&nbsp;<i>O grande conflito<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 511; idem,<i>Testemunhos seletos<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1984), 1:298; idem,&nbsp;<i>A verdade sobre os anjos<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 48.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-119\" style=\"font-weight: bold;\">119<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Patriarcas e profetas<\/i>, 37.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-120\" style=\"font-weight: bold;\">120<\/span>&nbsp;Ibid., 50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-121\" style=\"font-weight: bold;\">121<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), 176.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-122\" style=\"font-weight: bold;\">122<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o<\/i>, 17;&nbsp;<i>Primeiros escritos<\/i>, 145.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-123\" style=\"font-weight: bold;\">123<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Filhos e filhas de Deus<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005), 295. A B&iacute;blia faz v&aacute;rias refer&ecirc;ncias ao maior dos arcanjos, Miguel. Daniel o descreve como &ldquo;Miguel, um dos primeiros pr&iacute;ncipes&rdquo; (Dn 10:13; cf. Dn 10:21; 12:1). Judas o menciona no contexto da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Mois&eacute;s (v. 9). O ap&oacute;stolo Paulo fala da voz do arcanjo que ressuscitar&aacute; os que morreram em Cristo (1Ts 4:16). Jesus declarou que os mortos ressurgir&atilde;o pela voz do Filho do Homem (Jo 5:28). Isto evidencia que Miguel, o arcanjo; ou Miguel, o pr&iacute;ncipe, &eacute; o pr&oacute;prio Jesus Cristo. Brown, 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-124\" style=\"font-weight: bold;\">124<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o<\/i>, 154.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-125\" style=\"font-weight: bold;\">125<\/span>&nbsp;Ver Theodor H. Gaster, &ldquo;<i>Angel<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>The Interpreter&rsquo;s Dictionary of the Bible<\/i>&nbsp;(Nashville, TN: Abingdon Press, 1962), 1:131.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-126\" style=\"font-weight: bold;\">126<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Patriarcas e profetas<\/i>, 23.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-127\" style=\"font-weight: bold;\">127<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>O desejado de todas as na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 731.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-128\" style=\"font-weight: bold;\">128<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>O grande conflito<\/i>, 512; idem,&nbsp;<i>Patriarcas e profetas<\/i>, 512.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-129\" style=\"font-weight: bold;\">129<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o<\/i>, 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-130\" style=\"font-weight: bold;\">130<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Atos dos ap&oacute;stolos<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1986), 147; idem,&nbsp;<i>Patriarcas e profetas<\/i>, 45.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-131\" style=\"font-weight: bold;\">131<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Ellen G. White Comments<\/i>&nbsp;em&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 7:904; idem,&nbsp;<i>O grande conflito<\/i>, 643.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-132\" style=\"font-weight: bold;\">132<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Atos dos ap&oacute;stolos<\/i>, 153.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-133\" style=\"font-weight: bold;\">133<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>A verdade sobre os anjos<\/i>, 253.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-134\" style=\"font-weight: bold;\">134<\/span>&nbsp;Ver Erickson, 440.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-135\" style=\"font-weight: bold;\">135<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o<\/i>, 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-136\" style=\"font-weight: bold;\">136<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Testemunhos seletos<\/i>, 1:312.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-137\" style=\"font-weight: bold;\">137<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o<\/i>, 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-138\" style=\"font-weight: bold;\">138<\/span>&nbsp;O verbo grego&nbsp;<i>litourgeo<\/i>&nbsp;denota o servi&ccedil;o oficial p&uacute;blico ou para o estado, sendo usado na Septuaginta para o servi&ccedil;o no templo e no cristianismo para o servi&ccedil;o de adora&ccedil;&atilde;o na igreja. Hermann W. Beyer, &ldquo;<i>Diakoneo<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 2:81.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-139\" style=\"font-weight: bold;\">139<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 103.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-140\" style=\"font-weight: bold;\">140<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Atos dos ap&oacute;stolos<\/i>, 154.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-141\" style=\"font-weight: bold;\">141<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o<\/i>, 154.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-142\" style=\"font-weight: bold;\">142<\/span>&nbsp;<i>Ellen G. White&nbsp;<\/i>em&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 2:1030.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-143\" style=\"font-weight: bold;\">143<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Testemunhos seletos<\/i>, 2:353.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-144\" style=\"font-weight: bold;\">144<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Patriarcas e profetas<\/i>, 732.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-145\" style=\"font-weight: bold;\">145<\/span>&nbsp;Ibid., 357. Ver tamb&eacute;m, idem,&nbsp;<i>O grande conflito<\/i>, 414.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-146\" style=\"font-weight: bold;\">146<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>O maior discurso de Cristo<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP; Casa Publicadora Brasileira, s.d.), 104. Ver tamb&eacute;m, idem,&nbsp;<i>Profetas e reis<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), 313.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-147\" style=\"font-weight: bold;\">147<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Atos dos ap&oacute;stolos<\/i>, 154.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-148\" style=\"font-weight: bold;\">148<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus<\/i>, 176.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-149\" style=\"font-weight: bold;\">149<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-150\" style=\"font-weight: bold;\">150<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>O desejado de todas as na&ccedil;&otilde;es<\/i>, 615.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-151\" style=\"font-weight: bold;\">151<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>A ci&ecirc;ncia do bom viver<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 253-254.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-152\" style=\"font-weight: bold;\">152<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Atos dos ap&oacute;stolos<\/i>, 154.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-153\" style=\"font-weight: bold;\">153<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>O grande conflito<\/i>, 512. Em&nbsp;<i>Atos dos ap&oacute;stolos<\/i>, 154, Ellen White diz que &ldquo;cada verdadeiro filho de Deus tem a coopera&ccedil;&atilde;o dos seres celestiais&rdquo;. Como ilustra&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio dos anjos, Ellen White informa que eles &ldquo;s&atilde;o enviados em miss&otilde;es de miseric&oacute;rdia aos filhos de Deus. A Abra&atilde;o, com promessas de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os; &agrave;s portas de Sodoma, para livrar o justo L&oacute; da condena&ccedil;&atilde;o do fogo; a Elias, quando se achava a ponto de perecer de cansa&ccedil;o e fome no deserto; a Eliseu, com carros e cavalos de fogo, cercando a pequena cidade em que estava encerrado por seus advers&aacute;rios; a Daniel, enquanto buscava sabedoria divina na corte de um rei pag&atilde;o, ou abandonado para se tornar presa dos le&otilde;es; a Pedro, condenado &agrave; morte no calabou&ccedil;o de Herodes; aos prisioneiros em Filipos; a Paulo e seus companheiros na noite da tempestade no mar; a abrir a mente de Corn&eacute;lio para receber o evangelho; a enviar Pedro com a mensagem da salva&ccedil;&atilde;o ao desconhecido gentio &ndash; assim, em todos os tempos, t&ecirc;m os santos anjos ministrado ao povo de Deus&rdquo;. Idem,&nbsp;<i>O grande conflito<\/i>, 512.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-154\" style=\"font-weight: bold;\">154<\/span>&nbsp;<i>SDABD<\/i>, ver &ldquo;Heaven&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-155\" style=\"font-weight: bold;\">155<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-156\" style=\"font-weight: bold;\">156<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-157\" style=\"font-weight: bold;\">157<\/span>&nbsp;Helmut Traub, &ldquo;<i>Ouran&oacute;s<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 5:533.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-158\" style=\"font-weight: bold;\">158<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-159\" style=\"font-weight: bold;\">159<\/span>&nbsp;Para uma abordagem mais abrangente sobre o tema, ver &ldquo;I will put enmity&rdquo;, &ldquo;Between thy seed and her seed&rdquo;, &ldquo;It shall bruise thy head&rdquo;,&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 1:232-233.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-160\" style=\"font-weight: bold;\">160<\/span>&nbsp;Ver &ldquo;Coats of skins&rdquo;,&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 1:235-236.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-161\" style=\"font-weight: bold;\">161<\/span>&nbsp;Ver &ldquo;The firstlings of his flock&rdquo;, &ldquo;Had respect&rdquo;,&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 1:239.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-162\" style=\"font-weight: bold;\">162<\/span>&nbsp;Para uma melhor no&ccedil;&atilde;o sobre o ensino adventista do s&eacute;timo dia sobre a segunda vinda de Cristo, ver&nbsp;<i>Nisto cremos<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1989), 431-450.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-163\" style=\"font-weight: bold;\">163<\/span>&nbsp;Para maiores informa&ccedil;&otilde;es a respeito do ensino adventista sobre o mil&ecirc;nio, ver&nbsp;<i>Nisto cremos<\/i>, 469-484.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-164\" style=\"font-weight: bold;\">164<\/span>&nbsp;Ellen G. White,&nbsp;<i>O lar adventista<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990), 121.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-165\" style=\"font-weight: bold;\">165<\/span>&nbsp;De acordo com Ellen G. White, &ldquo;F&eacute; &eacute; confian&ccedil;a em Deus &ndash; acreditar que Ele nos ama e sabe o que &eacute; melhor para n&oacute;s&rdquo;.&nbsp;<i>Obreiros evang&eacute;licos<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1993), 259.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-166\" style=\"font-weight: bold;\">166<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o<\/i>, 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-167\" style=\"font-weight: bold;\">167<\/span>&nbsp;Ibid., 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-168\" style=\"font-weight: bold;\">168<\/span>&nbsp;Ibid. Grifo nosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-169\" style=\"font-weight: bold;\">169<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>A verdade sobre os anjos<\/i>, 287. Grifo nosso. Ver tamb&eacute;m, idem,&nbsp;<i>O cuidado de Deus<\/i>&nbsp;&ndash; medita&ccedil;&otilde;es matinais (Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), 171.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-170\" style=\"font-weight: bold;\">170<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>A verdade sobre os anjos<\/i>, 287; 49. Grifo nosso. Ver tamb&eacute;m, idem, em&nbsp;<i>SDABC<\/i>, 7:949.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-171\" style=\"font-weight: bold;\">171<\/span>&nbsp;Idem,<i>&nbsp;A verdade sobre os anjos<\/i>, 48.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-172\" style=\"font-weight: bold;\">172<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus<\/i>, 163.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-173\" style=\"font-weight: bold;\">173<\/span>&nbsp;Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-174\" style=\"font-weight: bold;\">174<\/span>&nbsp;Ibid. Ver tamb&eacute;m, idem,&nbsp;<i>Testemunhos seletos<\/i>, 2:336-337.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-175\" style=\"font-weight: bold;\">175<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Caminho a Cristo<\/i>&nbsp;(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1994), 126.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-176\" style=\"font-weight: bold;\">176<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Primeiros escritos<\/i>, 19. Grifo nosso. Ver tamb&eacute;m, idem,&nbsp;<i>Testemunhos para a igreja&nbsp;<\/i>(Tatu&iacute;, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000), 1:69; idem,&nbsp;<i>Mensagens escolhidas<\/i>, 2:260.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-177\" style=\"font-weight: bold;\">177<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Primeiros escritos<\/i>, 53. Grifo nosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-178\" style=\"font-weight: bold;\">178<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>O grande conflito<\/i>, 677.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-179\" style=\"font-weight: bold;\">179<\/span>&nbsp;Ibid. Grifo nosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-180\" style=\"font-weight: bold;\">180<\/span>&nbsp;Grifo nosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-181\" style=\"font-weight: bold;\">181<\/span>&nbsp;Traub, &ldquo;<i>Ouran&oacute;s<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 5:533.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-182\" style=\"font-weight: bold;\">182<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Educa&ccedil;&atilde;o<\/i>, 308.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-183\" style=\"font-weight: bold;\">183<\/span>&nbsp;Ibid., 307-308.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-184\" style=\"font-weight: bold;\">184<\/span>&nbsp;Ibid., 308.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-185\" style=\"font-weight: bold;\">185<\/span>&nbsp;Ibid., 308-309.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-186\" style=\"font-weight: bold;\">186<\/span>&nbsp;Traub, &ldquo;<i>Ouran&oacute;s<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 5:533.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-187\" style=\"font-weight: bold;\">187<\/span>&nbsp;Evans, 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-188\" style=\"font-weight: bold;\">188<\/span>&nbsp;Traub, &ldquo;<i>Ouran&oacute;s<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 5:533. Em v&aacute;rias partes, a B&iacute;blia declara que eles v&ecirc;m do c&eacute;u e retornam a ele individualmente (Mt 28:2; Lc 22:43; Gl 1:8) ou em hostes (Lc 2:15). Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-189\" style=\"font-weight: bold;\">189<\/span>&nbsp;Karl L. Schmidt, &ldquo;<i>Basil&eacute;ia<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 1:585-586.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-190\" style=\"font-weight: bold;\">190<\/span>&nbsp;Ibid., 586.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-191\" style=\"font-weight: bold;\">191<\/span>&nbsp;Erickson, 1198.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-192\" style=\"font-weight: bold;\">192<\/span>&nbsp;J. Horst, &ldquo;<i>M&eacute;los<\/i>&rdquo;,&nbsp;<i>TDNT<\/i>, 4:561.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-193\" style=\"font-weight: bold;\">193<\/span>&nbsp;Evans, 21; Morris, 561.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-194\" style=\"font-weight: bold;\">194<\/span>&nbsp;White,&nbsp;<i>Medicina e salva&ccedil;&atilde;o<\/i>, 99-100.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-195\" style=\"font-weight: bold;\">195<\/span>&nbsp;Ibid., 100-101.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-196\" style=\"font-weight: bold;\">196<\/span>&nbsp;Idem,&nbsp;<i>Mensagens escolhidas<\/i>, 2:262-263.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-197\" style=\"font-weight: bold;\">197<\/span>&nbsp;Williams, 363.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-198\" style=\"font-weight: bold;\">198<\/span>&nbsp;Gundry,&nbsp;<i>Mark<\/i>, 703.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-199\" style=\"font-weight: bold;\">199<\/span>&nbsp;George R. Knight,&nbsp;<i>Matthew<\/i>&nbsp;&ndash; The Abundant Life Bible Amplifier (Boise, ID: Pacific Press, 1994), 225.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-200\" style=\"font-weight: bold;\">200<\/span>&nbsp;McFarland, 13.<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu&ccedil;&atilde;o A esperan&ccedil;a crist&atilde; de &ldquo;novos c&eacute;us e nova terra, nos quais habita justi&ccedil;a&rdquo; (2Pe 3:13)1&nbsp;abrange diversas expectativas, como: felicidade plena, sa&uacute;de total, vida eterna e, especialmente, companheirismo pessoal com Deus. 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