{"id":725,"date":"2014-10-27T06:00:54","date_gmt":"2014-10-27T06:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=725"},"modified":"2014-10-27T12:50:15","modified_gmt":"2014-10-27T12:50:15","slug":"casamento-divorcio-e-novo-casamento-nos-escritos-de-ellen-g-white","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/casamento-divorcio-e-novo-casamento-nos-escritos-de-ellen-g-white\/","title":{"rendered":"Casamento, div\u00f3rcio e novo casamento nos escritos de Ellen G. White"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #4d4d4d;\">A discuss&atilde;o entre adventistas quanto ao div&oacute;rcio e novas n&uacute;pcias remonta ao in&iacute;cio da hist&oacute;ria da IASD, por ocasi&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o de sua primeira associa&ccedil;&atilde;o. No entanto, uma posi&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o sobre o assunto s&oacute; definiu-se em tempos mais recentes. Diante disso, v&ecirc;-se como pertinente uma compreens&atilde;o da postura da IASD sobre a quest&atilde;o em suas primeiras d&eacute;cadas, por meio do posicionamento de Ellen G. White expresso em seus escritos. Este artigo discorre sobre a posi&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White a respeito de casamento, div&oacute;rcio e novo casamento. Descreve sucintamente sua vis&atilde;o sobre a natureza e preparo para o matrim&ocirc;nio e procura sistematizar os conselhos dados por ela &agrave;s fam&iacute;lias que se depararam com essas situa&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">De acordo com o relato b&iacute;blico foi o pr&oacute;prio Criador que formou Eva e ent&atilde;o a conduziu a Ad&atilde;o para ser sua mulher. Ellen G. White declara que, no des&iacute;gnio de Deus, o casamento &eacute; &ldquo;uma das maiores b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os para a fam&iacute;lia humana&rdquo; (Ms 16, 1899). O matrim&ocirc;nio proveria as necessidades sociais do homem, preservaria a pureza da ra&ccedil;a e elevaria a natureza f&iacute;sica, mental e moral, trazendo felicidade e contentamento (<i>PP,&nbsp;<\/i>46).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Cristo sancionou o casamento ao realizar seu primeiro milagre em uma festa de bodas e Ele ainda se rejubila com aqueles que se alegram em uma festividade nupcial (<i>LA,&nbsp;<\/i>100). Ele se deleita com &ldquo;casamentos felizes, felizes lares&rdquo; (99). &ldquo;O C&eacute;u contempla com prazer um casamento formado com um sincero desejo de seguir a dire&ccedil;&atilde;o dada nas Escrituras&rdquo; (Carta 17, 1896).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os conselhos de Ellen G. White incluem muitas condi&ccedil;&otilde;es que, se forem seguidas, resultar&atilde;o em casamentos felizes. Uma delas &eacute;: Cristo deve ser o centro tanto na vida do marido como na vida da mulher (<i>CBV,&nbsp;<\/i>358).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen White escreveu para a irm&atilde; L:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Que a mulher se entregue a Cristo antes de se entregar a qualquer amigo terreno, e n&atilde;o assuma nenhuma rela&ccedil;&atilde;o que entre em atrito com isto. [&hellip;] Minha irm&atilde;, a menos que desejes ter um lar de onde nunca se levantem as sombras, n&atilde;o te unas com um homem que &eacute; inimigo de Deus (<i>TS,&nbsp;<\/i>vol. 2, 120).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ela ainda argumenta que seria melhor permanecer solteiro do que se unir a uma pessoa mundana (<i>LA,&nbsp;<\/i>68). Os adventistas deveriam se casar com adventistas, e n&atilde;o simplesmente com crentes em Cristo. Ellen G. White escreveu posteriormente a irm&atilde; L: &ldquo;Mesmo que o companheiro de tua escolha fosse em todos os outros respeitos digno (o que, por&eacute;m, ele n&atilde;o &eacute;), no entanto&nbsp;<i>ele n&atilde;o aceitou a verdade para este tempo; &eacute;&nbsp;<\/i>um&nbsp;<i>descrente,&nbsp;<\/i>e &eacute;s pelo C&eacute;u proibida de unir-te a ele&rdquo; (<i>TS,&nbsp;<\/i>vol. 2, 121, grifo meu).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ambos, noivo e noiva, deveriam ser adultos e maduros o suficiente para pesar cuidadosamente todas as suas chances para a felicidade. &ldquo;Casamentos precoces n&atilde;o devem ser encorajados&rdquo; (<i>LA,<\/i>79). &ldquo;Um jovem adolescente n&atilde;o possui crit&eacute;rio para julgar a conveni&ecirc;ncia de ter como companheiro para a vida outro jovem t&atilde;o imaturo como ele mesmo&rdquo; (Ibidem). Os casamentos precipitados devem ser evitados, pois frequentemente levam &agrave; separa&ccedil;&atilde;o, ao div&oacute;rcio e &agrave; confus&atilde;o na igreja (<i>MJ,&nbsp;<\/i>458).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os atributos pessoais do esposo e da esposa devem ser compat&iacute;veis, &ldquo;escolhei vossa esposa de uma classe que esteja mais de acordo com a vossa&rdquo;, Ellen G. White escreveu para um homem que estava planejando se casar. Ele era rude e a mulher delicada e refinada; nela as qualidades intelectuais predominavam (Carta<i>&nbsp;<\/i>21, 1860).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As caracter&iacute;sticas raciais devem tamb&eacute;m ser semelhantes. Ellen G. White n&atilde;o afirma que uma ra&ccedil;a &eacute; superior a outra. &ldquo;Todos os homens&rdquo;, ela diz, &ldquo;brancos e negros, s&atilde;o iguais&rdquo; (<i>ME,&nbsp;<\/i>vol. 2, 341 e 342). Seu conselho, contra casamentos inter-raciais &eacute; baseado primeiramente nos problemas e consequ&ecirc;ncias que deles resultam. Os filhos se amarguram pelos seus pais, cria-se controv&eacute;rsia e a obra de Deus se retrai ao inv&eacute;s de avan&ccedil;ar. Em virtude dessas considera&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, n&atilde;o se devem encorajar tais uni&otilde;es. O conselho inequ&iacute;voco &eacute; oferecido: &ldquo;Esse passo n&atilde;o deve ser dado&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A mulher deve saber como educar seus filhos nos aspectos pr&aacute;ticos da vida, tais como os cuidados do lar, com os doentes, al&eacute;m de princ&iacute;pios de higiene, etc. (<i>CBV<\/i>, 302;&nbsp;<i>LA<\/i>, 90 e&nbsp;<i>FEC,&nbsp;<\/i>75).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Marido e mulher devem manter sua pr&oacute;pria individualidade (<i>CBV,&nbsp;<\/i>361). A esposa n&atilde;o deve subjugar sua pr&oacute;pria identidade e se tornar, simplesmente, uma m&aacute;quina dirigida pela vontade de seu c&ocirc;njuge (Carta 25,<i>&nbsp;<\/i>1885).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">J&aacute; quanto a poligamia, embora praticada nos tempos do Antigo Testamento, nunca foi uma op&ccedil;&atilde;o leg&iacute;tima para os seguidores de Deus, em qualquer pa&iacute;s ou &eacute;poca. &ldquo;Deus n&atilde;o sancionou a poligamia em um &uacute;nico caso&rdquo;&nbsp;<i>(SG,&nbsp;<\/i>vol. 3, 100).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Por fim, ambos, marido e mulher, devem reconhecer os privil&eacute;gios do relacionamento conjugal que inclui o amor sexual praticado sem &ldquo;excesso&rdquo; (<i>LA<\/i>,<i>&nbsp;<\/i>121-128).<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Div&oacute;rcio<\/h2>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Um antigo problema da Igreja<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;Como devemos tratar casamentos divorciados?&rdquo; Este era o primeiro item da agenda da delega&ccedil;&atilde;o, de nove ministros adventistas do s&eacute;timo dia, que se encontrou em Monterey, Michigan, de 4 a 6 de outubro de 1862, para a organiza&ccedil;&atilde;o da primeira associa&ccedil;&atilde;o da Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia (IASD), naquele estado. O problema que estava afetando alguns irm&atilde;os em Illinois e Wisconsin foi apresentado pelo irm&atilde;o Sanborn. Quando Tiago White solicitou uma explica&ccedil;&atilde;o para a express&atilde;o &ldquo;casamentos divorciados&rdquo;, Sanborn disse que se referia &agrave;s pessoas divorciadas que se casaram novamente, sem as bases para a separa&ccedil;&atilde;o, mencionadas em Mateus 19. A pergunta dele era: esses indiv&iacute;duos poderiam ser aceitos como membros da igreja?1<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Deste modo, casamento, div&oacute;rcio e novo casamento s&atilde;o problemas muito antigos na IASD, como a organiza&ccedil;&atilde;o de sua primeira sede administrativa, a Associa&ccedil;&atilde;o de Michigan. O problema continua a ser um tema em discuss&atilde;o, demandando aten&ccedil;&atilde;o de comiss&otilde;es de igrejas locais e comit&ecirc;s especiais representados por associa&ccedil;&otilde;es e uni&otilde;es.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A vis&atilde;o documentada da Igreja sobre o problema<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Nesse breve documento n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel considerar a atmosfera social semipuritana que caracterizava os dias de Ellen G. White, nem mesmo comentar suas atitudes crist&atilde;s gerais em rela&ccedil;&atilde;o ao div&oacute;rcio e novo casamento. Estamos lidando simplesmente com Ellen White e seus escritos. Para tanto, a posi&ccedil;&atilde;o de um documento geral da IASD atrav&eacute;s desses anos se mostra de grande utilidade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>&nbsp;publicou, de 1862 a 1900, 15 artigos, coment&aacute;rios, respostas a perguntas e r&eacute;plicas de leitores a respeito do assunto do div&oacute;rcio e novo casamento. A posi&ccedil;&atilde;o adotada pela revista foi consistente no decorrer desses anos. Adult&eacute;rio era a &uacute;nica raz&atilde;o para o div&oacute;rcio, e novo casamento s&oacute; seria admiss&iacute;vel apenas para a parte inocente.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A opini&atilde;o do peri&oacute;dico aparece bem definida, todavia, um tanto r&iacute;gida. Se isto representa a posi&ccedil;&atilde;o oficial da IASD, n&atilde;o podemos afirmar. Pelo menos, representa o ponto de vista de Uriah Smith, quando foi redator da revista. Duas notas publicadas por ele em 1887 (11 de janeiro e 8 de fevereiro) s&atilde;o de particular interesse. A primeira, mostra um caso espec&iacute;fico de um novo casamento, que n&atilde;o foi por raz&atilde;o de adult&eacute;rio. A segunda, trata de outros casos citados por leitores e suas respostas, bem como a posi&ccedil;&atilde;o do redator.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A posi&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White parece ser menos r&iacute;gida, pelo menos quando trata de alguns casos espec&iacute;ficos, em particular, por meio de sua correspond&ecirc;ncia. Esse material ser&aacute; mostrado posteriormente nesse estudo. Tais casos representam exce&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o a regra, mas isso tamb&eacute;m &eacute; evidenciado na B&iacute;blia algumas vezes.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A &uacute;nica raz&atilde;o para a dissolu&ccedil;&atilde;o do voto conjugal: adult&eacute;rio<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O casamento &ldquo;deve ser cuidadosamente considerado&rdquo;, pois &eacute; um &ldquo;passo tomado para a vida toda&rdquo; (<i>LA<\/i>, 34). &ldquo;&Eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o sagrada&rdquo; (<i>Nos Lugares Celestiais, MM<\/i>, 202) semelhante &agrave; uni&atilde;o de Cristo e sua igreja (<i>TS<\/i>, vol. 7, 46).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Nos tempos de Jesus, os judeus repudiavam as mulheres pelas ofensas mais triviais (<i>MDC<\/i>, 63), por&eacute;m, Cristo rejeitou aquela pr&aacute;tica. O padr&atilde;o moral n&atilde;o deveria se basear em legisla&ccedil;&otilde;es ou inclina&ccedil;&otilde;es humanas, mas na lei de Deus, na &ldquo;elevada norma moral de justi&ccedil;a divina&rdquo; (<i>LA<\/i>, 342). &ldquo;Se a esposa &eacute; incr&eacute;dula e opositora, o marido n&atilde;o pode, em face da lei de Deus, abandon&aacute;-la s&oacute; por isto (Ibid, 344). Nem os c&ocirc;njuges podem se separar por incompatibilidade de g&ecirc;nios; mas sim, devem procurar mudar a pr&oacute;pria disposi&ccedil;&atilde;o (Carta 168, 1901).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">N&atilde;o se deve considerar a falta de amor como uma raz&atilde;o suficiente para o div&oacute;rcio ap&oacute;s o voto solene feito, na presen&ccedil;a de Deus e dos santos anjos, ainda que por um c&ocirc;njuge imperfeito. &ldquo;Quando conduzirdes mais a vontade em vosso aux&iacute;lio e conscienciosamente andardes no temor do Senhor, ent&atilde;o o amor que agora supondes estar morto ressuscitar&aacute;. [&hellip;] A fonte do amor aumentar&aacute; dia a dia e toda a amargura e decep&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o exclu&iacute;das a seu tempo&rdquo; (Carta 57, 1888).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quanto a essa quest&atilde;o ainda, Ellen G. White comenta: &ldquo;Digo-vos que n&atilde;o podeis quebrar vosso voto conjugal e permanecerdes sem culpa diante de Deus. [&hellip;] Apegai-vos a vossos votos conjugais porque sois reta de cora&ccedil;&atilde;o e sentireis arrependimento quando fordes vestida com as vestes da justi&ccedil;a de Cristo&rdquo; (Ibidem).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em contraste &agrave;s ofensas triviais, Ellen G. White deu a &uacute;nica raz&atilde;o para o div&oacute;rcio: &ldquo;Nada sen&atilde;o a viola&ccedil;&atilde;o do leito conjugal pode quebrar ou anular o voto conjugal&rdquo; (<i>LA<\/i>, 341). &ldquo;S&oacute; h&aacute; uma raz&atilde;o pela qual o marido pode legitimamente separar-se de sua esposa ou a esposa de seu marido: o adult&eacute;rio&rdquo; (Ibid, 345).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ela salientou que Jesus aprovou a dissolu&ccedil;&atilde;o do casamento apenas em caso de adult&eacute;rio (Ibid., 340). Em seu Serm&atilde;o do Monte, Cristo declarou &ldquo;plenamente&rdquo; que havia uma &uacute;nica raz&atilde;o para o fim do casamento: infidelidade ao voto conjugal (<i>MDC<\/i>, 63). Em resumo, Ellen G. White declarou que Jesus permite um novo casamento apenas quando o direito ao div&oacute;rcio existe.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A um certo m&eacute;dico casado com uma incr&eacute;dula, o qual possu&iacute;a algumas ideias err&ocirc;neas a respeito do casamento e queria repudiar sua mulher, ela disse: &ldquo;Deus reconhece apenas um motivo&rdquo; para o div&oacute;rcio: o adult&eacute;rio. Ela convidou esse obreiro a trazer sua esposa de volta ao seu lado, quando j&aacute; haviam se separado (Ibid, 342-343).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;O div&oacute;rcio &eacute; uma eterna e sincera m&aacute;goa. O casamento deveria ser muito bem considerado antes de ser contra&iacute;do&rdquo;, escreveram Tiago e Ellen G. White em 1868, referindo-se a uma mulher que tinha que viver com um ad&uacute;ltero (<i>RH<\/i>, 24\/03\/1868, 236). Ela ainda acrescenta que os casados deveriam possuir a t&ecirc;mpera do a&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o a seus votos conjugais (Carta 321, 1903).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1863, Ellen G. White escreveu:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma mulher pode estar legalmente divorciada do marido pelas leis do pa&iacute;s, mas n&atilde;o divorciada &agrave; vista de Deus e de acordo com a lei mais alta. [&hellip;] Embora as leis do pa&iacute;s possam permitir o div&oacute;rcio &agrave; luz da B&iacute;blia, continuam como marido e esposa, segundo as leis de Deus.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">E acrescentou: &ldquo;Vi que a irm&atilde; A, por ora, n&atilde;o tem direito de desposar outro homem; mas se ela, ou qualquer outra mulher, obtiver um div&oacute;rcio legal na base de adult&eacute;rio por parte do marido, ent&atilde;o est&aacute; livre para casar com quem quiser&rdquo; (<i>LA<\/i>, 344).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1888, ao lidar com uma situa&ccedil;&atilde;o muito delicada envolvendo dois colportores, ela registrou o seguinte em seu di&aacute;rio: &ldquo;Tive uma longa conversa com a irm&atilde; B mostrando-lhe que o voto conjugal &eacute; um v&iacute;nculo e que nenhuma das partes pode abdicar de seus direitos, salvo em caso de adult&eacute;rio, a viola&ccedil;&atilde;o do leito conjugal&rdquo; (Ms<i>&nbsp;22<\/i>, 1888).<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Novo casamento<\/h2>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Tr&ecirc;s casos de novo casamento<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em seus escritos, Ellen G. White apresenta, pelo menos, tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es envolvendo novo casamento: ap&oacute;s a morte do c&ocirc;njuge, ap&oacute;s o div&oacute;rcio baseado em adult&eacute;rio e ap&oacute;s div&oacute;rcio permitido por outras causas que n&atilde;o o adult&eacute;rio. O problema da separa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m merece uma considera&ccedil;&atilde;o aqui.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(1) Novo casamento ap&oacute;s a morte de um c&ocirc;njuge<\/h2>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(A) Casamento de um vi&uacute;vo<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1890, um vi&uacute;vo idoso escreveu a Ellen White solicitando orienta&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a um novo casamento. Ela respondeu-lhe:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Eu sei, conforme dizeis, que deveis ser muito s&oacute; em vossa idade e n&atilde;o vejo obje&ccedil;&atilde;o se h&aacute; algu&eacute;m a quem possais amar e retribuir vosso amor. Por&eacute;m, como n&atilde;o conhe&ccedil;o a senhora que tendes em mente, n&atilde;o posso aconselhar como algu&eacute;m que conhece ambas as partes (Carta 70, 1898).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O segundo casamento do irm&atilde;o Haskell tamb&eacute;m &eacute; outro que pode ser citado. A esposa dele faleceu em 1894. Tr&ecirc;s anos depois, aos 64 anos de idade, ele se casou novamente. Ellen G. White escreveu ao casal: &ldquo;Alegramo-nos ao ouvir de v&oacute;s que vossos interesses est&atilde;o unidos como se fossem um. Que o Senhor aben&ccedil;&otilde;e essa uni&atilde;o. [&hellip;] Estou feliz, irm&atilde;o Haskell, porque tendes uma ajudadora. Isto &eacute; o que tenho desejado por algum tempo&rdquo; (Carta 74a, 1897).<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(B) O segundo casamento do irm&atilde;o Butler<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A primeira esposa do irm&atilde;o G. I. Butler morreu ap&oacute;s 42 anos de uni&atilde;o conjugal. Quando ele tinha 68 anos, teve oportunidade de se casar com uma mulher de 35 anos &ldquo;em cuja convers&atilde;o &agrave; verdade ele f&ocirc;ra um instrumento&rdquo; (Carta 117, cc 1902). Por&eacute;m, ele encontrou forte oposi&ccedil;&atilde;o por parte da irm&atilde; e cunhado da mulher. O pr&oacute;prio filho de Butler se op&ocirc;s tamb&eacute;m ao plano. Ellen G. White enviou tr&ecirc;s cartas aos familiares endere&ccedil;adas a irm&atilde; e ao cunhado da mulher e uma ao filho de Butler, desaprovando tal oposi&ccedil;&atilde;o (Cartas 77, 78, 117 e 118, 1902).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ela assim os aconselhou:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Eu vos suplico que n&atilde;o repreendais vosso pai. N&atilde;o dev&iacute;eis sentir o que sentis, pois vosso pai n&atilde;o est&aacute; fazendo nada que Deus condena. A condena&ccedil;&atilde;o existe apenas na mente dos homens. Em nada ele tem desonrado seus filhos e tem se mantido no caminho do Senhor. [&hellip;] Esta mulher &eacute; jovem, mas est&aacute; em uma idade em que pode ajud&aacute;-lo em seu trabalho. A idade de vosso pai n&atilde;o deve ser uma barreira para sua felicidade? (Carta 117, 1902).2<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ademais, quando ele completou 73 anos de idade tornou a se casar com outra mulher. Ellen G. White se sentiu feliz por eles. (Carta 390, 1907).<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(C) Conselho a um vi&uacute;vo<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ap&oacute;s a morte de sua esposa, J. N. Andrews decidiu permanecer vi&uacute;vo, uma posi&ccedil;&atilde;o que Ellen G. White n&atilde;o apoiou. Ela julgava que um novo casamento traria equil&iacute;brio &agrave; sua vida.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ela expressou:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Tendes tido id&eacute;ias err&ocirc;neas em rela&ccedil;&atilde;o a vos manterdes vi&uacute;vo, por&eacute;m nada mais falarei sobre este assunto. A influ&ecirc;ncia de uma nobre mulher crist&atilde; de habilidades distintas serviria para neutralizar as tend&ecirc;ncias de vossa mente. A habilidade de concentra&ccedil;&atilde;o, a intensa luz com que considerais todas as coisas de car&aacute;ter religioso ligadas a causa e &agrave; obra de Deus t&ecirc;m trazido depress&atilde;o em vosso esp&iacute;rito, um peso de ansiedade que vos tem enfraquecido f&iacute;sica e mentalmente. Se estiv&eacute;sseis ligado a algu&eacute;m com sentimentos opostos, ter&iacute;eis for&ccedil;a para descartar pensamentos melanc&oacute;licos. A individualidade dela n&atilde;o seria subjugada, mas sua identidade preservada e sua influ&ecirc;ncia seria modeladora sobre vossa mente. Se assim fosse, hoje ter&iacute;eis for&ccedil;a f&iacute;sica e poder para resistir a doen&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em outro momento ela tamb&eacute;m disse:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Eu vos aconselhei a casardes antes de retornardes a &uacute;ltima vez &agrave; Europa por estas raz&otilde;es. Primeiro, precis&aacute;veis de uma esposa para cuidar de v&oacute;s e n&atilde;o dev&iacute;eis ter levado vossa fam&iacute;lia &agrave; Europa sem uma boa companhia para ser uma m&atilde;e para vossos filhos. [&hellip;] Precisais de outro elemento em vossos labores que n&atilde;o possu&iacute;s e que n&atilde;o compreendeis ser realmente essencial (Carta 9, 1883).<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(2) Novo casamento de uma parte &lsquo;inocente&rsquo;<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Segundo Ellen G. White, a parte &ldquo;injuriada&rdquo; tem tr&ecirc;s possibilidades em face de um div&oacute;rcio: (A) Permanecer com a parte &ldquo;culpada&rdquo;. O inocente n&atilde;o se torna culpado por manter o casamento com o c&ocirc;njuge infrator (<i>LA<\/i>, 346); (B) Novo casamento. Um segundo matrim&ocirc;nio &eacute; justific&aacute;vel para a parte inocente,3&nbsp;em um div&oacute;rcio permitido por adult&eacute;rio (<i>ME<\/i>, vol. 2, 339-349) e; (C) Permanecer s&oacute;. Em resposta a um colportor que foi abandonado pela esposa por outros motivos que n&atilde;o o adult&eacute;rio, Ellen G. White escreveu:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">N&atilde;o vejo que mais se pode fazer neste caso, e penso que a &uacute;nica coisa que podeis fazer &eacute; abandonar vossa esposa. Se ela est&aacute; assim determinada a n&atilde;o viver em vossa companhia, sereis ambos muito infelizes se o tentardes. Visto que ela inteira e determinadamente escolheu sua sorte, a &uacute;nica coisa que podeis fazer &eacute; tomar vossa cruz e proceder como homem. [&hellip;] V&oacute;s me perguntastes se poder&iacute;eis casar outra vez visto que vossa esposa vos deixou. Eu diria que se algu&eacute;m compreendesse todas as circunst&acirc;ncias, poderia escolher casar-se convosco. Se n&atilde;o tiv&eacute;sseis sido casado, n&atilde;o veria obje&ccedil;&otilde;es. [&hellip;] Espero que procedais como homem. Ponde de lado este assunto, voltai ao trabalho, cumpri vossos deveres independente de qualquer pessoa na Terra, abnegando-vos, sacrificando-vos, esquecendo-vos. [&hellip;] Entregai vosso caso a Deus. [&hellip;] N&atilde;o deixeis que o desapontamento vos arru&iacute;ne. Expulsai a melancolia. [&hellip;]&nbsp; Desviai-vos das coisas terrenas, &iacute;dolos terrenos, e louvai o Senhor Deus, servindo-o de todo o vosso cora&ccedil;&atilde;o e toda a vossa alma, ent&atilde;o consagrar-vos-ei totalmente ao Senhor&rdquo; (Carta 40, 1888 e&nbsp;<i>LA<\/i>, 344).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ap&oacute;s certo tempo, a mulher se divorciou e se casou novamente, e o colportor fez o mesmo. Sua nova sogra escreveu a Ellen G. White pedindo-lhe que ela intervisse para separ&aacute;-los, pois o homem havia se mutilado. Ela recebeu essa resposta:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">J n&atilde;o repudiou sua esposa. Ela o deixou e casou-se com outro homem. Nada vejo nas Escrituras que o pro&iacute;ba de casar-se no Senhor. Ele tem direito ao afeto de uma mulher. [&hellip;] N&atilde;o vejo porque essa nova uni&atilde;o deve ser perturbada. [&hellip;] Nada vejo na Palavra de Deus que poderia exigir a separa&ccedil;&atilde;o de ambos. Como pedistes meu conselho, dou-o francamente (<i>ME,<\/i>&nbsp;vol. 2, 339 e 340).4<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Referindo-se a um membro de igreja cujo marido quebrou o voto conjugal por adult&eacute;rio, Ellen G. White disse que ap&oacute;s o div&oacute;rcio por motivo de adult&eacute;rio, ela ou outra mulher nas mesmas circunst&acirc;ncias poderia casar-se outra vez (344).<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(3) Novo casamento ap&oacute;s o div&oacute;rcio por outra causa que n&atilde;o o adult&eacute;rio<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma das secret&aacute;rias da senhora White se apaixonou por um homem, que um ano ou dois antes havia abandonado sua esposa e filhos. Deixando-os com seu sogro, viajou para outro continente. A esposa dele buscou o div&oacute;rcio por motivo de abandono. Antes que o div&oacute;rcio fosse concedido, esse homem come&ccedil;ou a cortejar a secret&aacute;ria. A senhora White insistiu em que nenhum dos dois tinha o direito de se casar. O homem ainda estava legalmente ligado a sua esposa, e a secret&aacute;ria n&atilde;o tinha o direito de se casar com ele, mesmo ap&oacute;s a concess&atilde;o do div&oacute;rcio (<i>ME<\/i>, vol. 2, 340 e 341). Ela escreveu: &ldquo;Quero que ambos compreendam mediante a luz que Deus deu considerando o passado e o presente, n&atilde;o poderia pensar em empregar a ambos se derdes este passo&rdquo; (Carta 14, 1895).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Escrevendo ao homem, ela disse que ele estava tentando &ldquo;sacrificar a verdade para obter uma esposa&rdquo;, &ldquo;obter uma esposa por deslealdade a Deus&rdquo;. E ainda acrescentou: &ldquo;Aquele que n&atilde;o &eacute; sincero para com Deus n&atilde;o pode ser sincero para com sua esposa&rdquo; (Carta 17, 1896). Em outra ocasi&atilde;o, ela disse: &ldquo;Haveis, ambos, violado a lei s&oacute; com o pensar que v&oacute;s pod&iacute;eis unir em matrim&ocirc;nio. Dev&iacute;eis haver repelido o pensamento &agrave; sua primeira sugest&atilde;o (Carta 14, 1893). Deste modo, fica claro que Ellen G. White via o adult&eacute;rio como a &uacute;nica base para o div&oacute;rcio e novo casamento, para a parte inocente, enquanto o c&ocirc;njuge ainda vive.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Entretanto, h&aacute; casos em que ela faz uma exce&ccedil;&atilde;o a essa posi&ccedil;&atilde;o, conforme os exemplos que se seguem:<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(A) Professor &lsquo;G&rsquo;<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O irm&atilde;o G foi um educador, administrador, diretor de col&eacute;gio e secret&aacute;rio da Associa&ccedil;&atilde;o Geral. Ap&oacute;s aproximadamente 12 anos de vida conjugal, ele n&atilde;o ofereceu resist&ecirc;ncia quando sua esposa obteve div&oacute;rcio devido a problemas de personalidade (Carta 12, 1884).5&nbsp;Em 1887, ele se casou outra vez, resultando em sua ren&uacute;ncia como obreiro.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1892, cinco anos mais tarde, Ellen G. White, escrevendo para um l&iacute;der, mencionou que estava &agrave; procura de um &ldquo;professor de gram&aacute;tica para turmas avan&ccedil;adas&rdquo; na Austr&aacute;lia. Eis o que ela disse:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;Se t&atilde;o somente G tivesse se mantido em retid&atilde;o, n&atilde;o haveria outra op&ccedil;&atilde;o melhor do que ele para vir. Mas o problema &eacute; se o seu passado n&atilde;o ir&aacute; segui-lo. Mal ousamos nos aventurar e correr o risco. N&atilde;o tenho d&uacute;vidas de que ele se arrependeu sinceramente e creio que o Senhor o perdoou&rdquo; (Carta 13, 1892).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em outra cita&ccedil;&atilde;o, ela parece, claramente, buscar a melhor solu&ccedil;&atilde;o para o caso:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ent&atilde;o, o que podemos fazer com G? Deix&aacute;-lo onde est&aacute;, presa do remorso e ser in&uacute;til o resto de sua vida? N&atilde;o consigo ver o que pode ser. Oh, quem nos dera ter sabedoria do alto! Oh, se tiv&eacute;ssemos o conselho dAquele que l&ecirc; o cora&ccedil;&atilde;o como um livro aberto! (Ibidem).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quase dois anos mais tarde, Ellen White enviou uma carta ao professor G, convidando-o a vender tudo o que possu&iacute;a e ir a Austr&aacute;lia. A carta Ihe causou uma &ldquo;alegre surpresa&rdquo;. Abaixo, um trecho da correspond&ecirc;ncia:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Querido irm&atilde;o G: Minha mente tem se detido em vossa pessoa repetidas vezes. Senti-me na liberdade de exercer meu pr&oacute;prio julgamento. Eu vos aconselhei h&aacute; muito tempo atr&aacute;s a mudardes de cidade. Tive esperan&ccedil;a de que meus irm&atilde;os pudessem ter sabedoria do alto para aconselhar-vos a n&atilde;o permanecerdes onde estais hoje. Se tendes algo a fazer, fazei-o depressa. Se estiv&eacute;sseis neste pa&iacute;s, creio plenamente que ver&iacute;eis portas se abrindo onde poder&iacute;eis trabalhar para ser um portador de luz &agrave;queles que est&atilde;o nas trevas do erro.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Como seria se vi&eacute;sseis para este pa&iacute;s? Como Abra&atilde;o, n&atilde;o sabendo para onde ia e buscando humildemente orienta&ccedil;&atilde;o. Eu vos pe&ccedil;o que mudeis. Vinde para a Austr&aacute;lia enquanto estivermos aqui. Vinde sob nossa pr&oacute;pria responsabilidade. Tereis recursos para a mudan&ccedil;a se venderdes vossa fazenda. Ent&atilde;o creio que o caminho se abrir&aacute; para trabalhardes e que o Senhor possa dirigir-vos &eacute; o meu sincero desejo e sincera ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">H&aacute; abund&acirc;ncia de trabalho para fazerdes na grande colheita. Aqui h&aacute; campos totalmente maduros para a seara; o trabalho est&aacute; prestes a ser iniciado em Sidney, cuja popula&ccedil;&atilde;o &eacute; cerca de um milh&atilde;o de habitantes; em Melbourne o n&uacute;mero ainda &eacute; maior. Em Queensland o trabalho precisa come&ccedil;ar. H&aacute; 30 guardadores do s&aacute;bado em uma localidade em Queensland que nunca viram ou ouviram um pregador e outros est&atilde;o espalhados por toda a regi&atilde;o, aguardando pela mensagem da verdade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Por favor, considerai este assunto e escrevei-nos a respeito de vossa id&eacute;ia. Quais s&atilde;o vossos recursos? O que estais pensando em fazer? Como est&atilde;o vossas finan&ccedil;as? Como o Senhor est&aacute; dirigindo vossa mente? Por favor, considerai o assunto, e que o Senhor vos d&ecirc; sabedoria para mover algu&eacute;m mais imediatamente. Com muito amor&rdquo; (Carta 7&ordf;, 1894).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O professor G se sentiu muito feliz pela confian&ccedil;a depositada nele, mas argumentou que lhe era imposs&iacute;vel vender a fazenda, algo que ele estava tentando fazer por dois anos. Aqui est&atilde;o alguns trechos de sua resposta:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Temos pensado demasiadamente em v&oacute;s, suponho que do mesmo modo que os filhos desobedientes pensam em suas queridas m&atilde;es que magoaram e decepcionaram. [&hellip;] Parece que Satan&aacute;s me amarrou m&atilde;os e p&eacute;s quase literalmente. [&hellip;] vossos filhos errantes, mas arrependidos&rdquo;.6<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">De Michigan, ele se mudou para os estados sulinos, onde em 1909 estabeleceu uma escola normal e agr&iacute;cola aut&ocirc;noma. Ellen G. White e seu filho William o ajudaram em seus empreendimentos, com cartas encorajadoras e apoio financeiro.7&nbsp;H&aacute; pelo menos 14 cartas escritas por William C. White ao professor G em 1911, e dez dele para William, al&eacute;m de uma endere&ccedil;ada diretamente a Ellen G. White solicitando um conselho particular. H&aacute;, ainda quatro cartas de Ellen G. White para o professor G.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Pode-se ver o apoio de Ellen G. White a ele na seguinte declara&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Sinto-me mais do que satisfeita pelo fato de que podeis vos engajar no trabalho educacional e unir vossa influ&ecirc;ncia &agrave; de outros obreiros, abrindo as Escrituras &agrave;queles que n&atilde;o compreendem a Palavra de Deus (Carta 56, 1910).8<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quando analisamos a atitude de Ellen G. White em rela&ccedil;&atilde;o ao caso do professor G, podemos fazer algumas considera&ccedil;&otilde;es. A primeira, que a utilidade de um indiv&iacute;duo na causa de Deus n&atilde;o &eacute; necessariamente destru&iacute;da para sempre por seus erros passados, mesmo em caso de adult&eacute;rio, caso verdadeiro arrependimento seja manifestado. Em segundo lugar, em alguns casos b&iacute;blicos (Davi, a mulher flagrada em adult&eacute;rio, a samaritana junto ao po&ccedil;o, e o membro que cometeu incesto na igreja de Corinto) a aplica&ccedil;&atilde;o da lei parece ser menos r&iacute;gida, mais paciente e compassiva do que a letra da lei parece exigir. O mesmo pode ser dito de Ellen G. White ao lidar com o professor G.<\/p>\n<h3 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">(B) A hist&oacute;ria de W<\/h3>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O caso de W n&atilde;o causou perplexidade apenas para a igreja, mas tamb&eacute;m para Ellen G. White, que escreveu: &ldquo;O caso do irm&atilde;o W tem-me atribulado&rdquo; (Carta 41,1902). Ap&oacute;s apresentar um resumo do problema, consideraremos o conselho de Ellen G. White para esse caso. No entanto, &eacute; conveniente lembrar a assertiva de W. C. White em casos semelhantes: &ldquo;N&atilde;o era inten&ccedil;&atilde;o da irm&atilde; White que sa&iacute;sse algo de sua pena que pudesse ser utilizado como lei ou regra ao lidar com estas quest&otilde;es de casamento, div&oacute;rcio, novo casamento e adult&eacute;rio&rdquo;.9<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O irm&atilde;o W recebeu credencial de ministro durante 1890 e 1891. Em 1892, aos 29 anos, casou-se com sua primeira mulher e trabalhou em Michigan, Illinois e Indiana, al&eacute;m de construir as igrejas de Alabama, Birmingham e Tennessee. Depois de muitos conflitos com sua esposa, ela o abandonou. Enquanto colportava, muito provavelmente ap&oacute;s sua separa&ccedil;&atilde;o, W teve um caso com uma de suas conversas e com ela teve uma filha. Suas credenciais foram retiradas. A esposa obteve o div&oacute;rcio e casou-se outra vez. Depois disso, W casou-se com a segunda esposa com quem mantivera &ldquo;rela&ccedil;&otilde;es il&iacute;citas por algum tempo&rdquo; (<i>DF<\/i>, 294).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A essa altura, o pai e um irm&atilde;o de W come&ccedil;aram a criar s&eacute;rios problemas para ele. Ambos o criticavam severamente por viver com outra mulher e queriam que ele voltasse para sua primeira esposa (Ibidem). Em uma carta a sua m&atilde;e, Edson White perguntou: &ldquo;Ele poderia resolver os problemas, repudiando esta mo&ccedil;a cuja vida foi arruinada por ele?&rdquo; (Ibidem). Em resposta ao filho, Ellen G. White escreveu:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Eu considero o problema do mesmo modo que voc&ecirc;. N&atilde;o seria o melhor voltar para a outra mulher. [&hellip;] Deixe W com o Senhor. [&hellip;] Deus compreende a situa&ccedil;&atilde;o e se W busc&aacute;-lo de todo o seu cora&ccedil;&atilde;o ele o encontrar&aacute;. [&hellip;] Deus o perdoar&aacute; e o receber&aacute;. [&hellip;] W pode esperar em Deus e fazer o melhor que pode para servi-Lo em humildade. Compreendo perfeitamente a situa&ccedil;&atilde;o entre W e sua primeira esposa e eu sabia que o caso terminaria em separa&ccedil;&atilde;o pois W n&atilde;o pode suportar viver como escravo e ter sua identidade perdida em uma esposa que se tornou sua ju&iacute;za e consci&ecirc;ncia, em seus deveres e em seu trabalho de modo geral (Carta 175,1901).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Depois de algum tempo, ele retornou ao trabalho da colportagem encorajado pelos irm&atilde;os Palmer e Edson White e foi enviado as &Iacute;ndias Ocidentais, onde realizou excelente trabalho. Retornou a Memphis, ap&oacute;s algum tempo, onde trabalhou com os negros, auxiliando no trabalho da colportagem e no treinamento de obreiros durante os anos de 1902 e 1903. Ele obteve credencial contra a vontade de G. I. Butler, ent&atilde;o presidente da Uni&atilde;o Associa&ccedil;&atilde;o do Sul. Devido a insist&ecirc;ncia de alguns amigos, o irm&atilde;o Butler, relutante, finalmente participou da ordena&ccedil;&atilde;o de W.10&nbsp;Em Memphis, W fez um &ldquo;excelente trabalho&rdquo; e &ldquo;trabalhou arduamente&rdquo;, de acordo com Edson White, em favor dos adventistas do s&eacute;timo dia negros. Ellen G. White tamb&eacute;m avaliou positivamente o trabalho dele:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">N&atilde;o vejo raz&atilde;o por que n&atilde;o devemos encorajar W a ser um obreiro na vinha do Senhor.11&nbsp;A purifica&ccedil;&atilde;o da alma do pecado inclui os dons de perd&atilde;o, justifica&ccedil;&atilde;o e santifica&ccedil;&atilde;o. E a purifica&ccedil;&atilde;o interior do cora&ccedil;&atilde;o &eacute; evidenciada pela purifica&ccedil;&atilde;o exterior da vida. A miseric&oacute;rdia de Deus para com aqueles que sinceramente se arrependem e chegam-se a Ele, atrav&eacute;s de Cristo, n&atilde;o conhece limite. Ele perdoar&aacute; o mais culpado e purificar&aacute; o mais polu&iacute;do. O caso do irm&atilde;o W tem-me atribulado, mas agora tenho uma luz mais distinta sobre isto; e agora direi que se o irm&atilde;o W permanecer ligado a Jesus, ele estar&aacute; seguro, pois Cristo tem assegurado seu poder infinito, fidelidade e amor para salvar at&eacute; o &uacute;ltimo. Que o irm&atilde;o W saiba que eu escrevi isto (Carta 41, 1902).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1911, o irm&atilde;o McVaugh, presidente da Uni&atilde;o Associa&ccedil;&atilde;o do Sul, escreveu a W. C. White relatando a situa&ccedil;&atilde;o que havia surgido na Associa&ccedil;&atilde;o de Alabama devido a W. O irm&atilde;o White respondeu ao McVaugh, afirmando que sua m&atilde;e n&atilde;o queria assumir uma pesada responsabilidade no caso. Ele declarou:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em rela&ccedil;&atilde;o ao irm&atilde;o W, ela diz o que tem dito sobre outros homens em posi&ccedil;&atilde;o de certa forma semelhante &agrave; dele. Se eles, de fato, se arrependeram completa e sinceramente, n&atilde;o devem ser proibidos de trabalhar para Cristo em um cargo humilde, mas n&atilde;o devem ser elevados a posi&ccedil;&otilde;es de responsabilidade.12<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen White endossou a carta de W.C. White, acrescentando o seguinte de pr&oacute;prio punho: &ldquo;Este &eacute; o conselho correto em tais casos. Que ele ande humildemente diante de Deus. N&atilde;o vejo luz em atribuir-lhe responsabilidades&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1913, A. L. Miller, ent&atilde;o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Alabama e anci&atilde;o da igreja de Birmingham, escreveu a Ellen G. White a respeito do caso. Como a maioria da igreja queria W para anci&atilde;o da igreja e pastor atuante, uma posi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o acatada pela Associa&ccedil;&atilde;o Uni&atilde;o do Sul, Miller decidiu apresentar o &ldquo;caso diante da serva do Senhor&rdquo;, para uma decis&atilde;o final.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O irm&atilde;o W decidiu ir ao encontro de Ellen G. White e discutir o caso com ela pessoalmente. Ele viajou &agrave; Calif&oacute;rnia, mas n&atilde;o foi bem sucedido, pois Ellen G. White n&atilde;o quis discutir o assunto. Nessa ocasi&atilde;o, ela tinha 85 anos. Ele ent&atilde;o optou por deixar seu caso, por escrito, com ela. Quando as cartas do irm&atilde;o Miller e de W foram apresentadas diante dela, sua resposta foi: &ldquo;N&atilde;o julgo ser meu trabalho tratar de tais assuntos a menos que o caso seja totalmente claro diante de mim&rdquo;. Ela prosseguiu: &ldquo;N&atilde;o posso assumir a responsabilidade em tais problemas. [&hellip;] Que aqueles que foram designados por Deus para assumirem tais responsabilidades o fa&ccedil;am de acordo com os princ&iacute;pios crist&atilde;os&rdquo; (Ms 2, 1913). O irm&atilde;o W morreu no hospital e sanat&oacute;rio de Washington, em 24 de julho de 1934, aos 78 anos de idade. Ele morreu antes da sua esposa, a qual cuidou dele em seus &uacute;ltimos dias.13<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Separa&ccedil;&atilde;o de pessoas &ldquo;culpadas&rdquo; que contra&iacute;ram novo casamento<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen G. White admite a possibilidade de separa&ccedil;&atilde;o de pessoas casadas por outras raz&otilde;es que n&atilde;o o adult&eacute;rio. Em certa ocasi&atilde;o, ela aconselhou um casal a n&atilde;o se separar, por&eacute;m, em outros casos ela optou pelo oposto. Parece que em seus conselhos ela ponderava sobre a particularidade de cada caso e circunst&acirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A um casal j&aacute; separado por algum tempo por outro motivo que n&atilde;o o adult&eacute;rio de uma das partes, ela aconselhou um dos c&ocirc;njuges a &ldquo;ir a Cristo e submeter-se ao controle de Deus&rdquo; (Carta 47, 1902), ao inv&eacute;s de procurar outra esposa.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma esposa maltratada, ap&oacute;s um longo per&iacute;odo de separa&ccedil;&atilde;o de seu marido, escreveu a Ellen G. White pedindo conselho. &ldquo;N&atilde;o aconselho o seu retorno a D., a menos que veja nele decidida mudan&ccedil;a&rdquo; (<i>LA<\/i>, 343).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A certo homem, abandonado por sua mulher, ela disse: &ldquo;N&atilde;o vejo que mais se pode fazer neste caso, e penso que a &uacute;nica coisa que podeis fazer &eacute; abandonar vossa esposa. Se ela est&aacute; assim determinada a n&atilde;o viver em vossa companhia, sereis muito infelizes se o tentardes&rdquo; (Ibid, 344).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Na Carta 34, datada de 1890, Ellen G. White aconselha um homem a separar-se de sua esposa e devolv&ecirc;-la a sua m&atilde;e &ldquo;que fez dela o que ela &eacute;&rdquo;. Ela declara que &ldquo;neste caso n&atilde;o &eacute; com a mulher que o irm&atilde;o A est&aacute; lidando, mas um esp&iacute;rito desesperado e sat&acirc;nico&rdquo;. Ellen G. White acrescenta que aquele casamento foi &ldquo;um ardil de Satan&aacute;s&rdquo;. A mulher era controlada por dem&ocirc;nios que tentavam incapacit&aacute;-lo para o trabalho do Senhor. No final da carta, ela diz que &ldquo;o voto conjugal que une a esposa ao marido n&atilde;o deve ser quebrado&rdquo;. Isto quer dizer que deveria haver separa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o div&oacute;rcio. Em um caso em que a parte culpada se casou outra vez, o conselho de Ellen G. White foi que a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o melhoraria se a segunda esposa fosse abandonada (<i>ME<\/i>, vol. 2, 341 e 342).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Lidando com um caso particular, Ellen G. White menciona que &ldquo;geralmente ap&oacute;s terem tumultuado as coisas fazendo-as em peda&ccedil;os, n&atilde;o tinham sabedoria para recomp&ocirc;-las tornando a situa&ccedil;&atilde;o melhor&rdquo;. Quando referiu-se &agrave;queles que estavam lidando com o caso, disse que se eles &ldquo;houvessem estudado cuidadosamente uma solu&ccedil;&atilde;o melhor e pudessem encontrar lugares para estes onde pudessem se sentir confort&aacute;veis, melhor seria n&atilde;o executar a id&eacute;ia de separa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Carta 5, 1891). Sobre esse caso ainda, ela conclui:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Escrevo isto porque tenho visto muitos casos dessa natureza e as pessoas t&ecirc;m grande preocupa&ccedil;&atilde;o at&eacute; que tudo esteja desordenado e desarraigado e ent&atilde;o seu interesse e preocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o v&atilde;o muito longe. Devemos saber que temos um zelo de acordo com o nosso conhecimento. N&atilde;o devemos nos posicionar precipitadamente em tais assuntos, mas considerar os dois lados da quest&atilde;o; devemos agir cautelosamente e com ternura piedosa, porque n&atilde;o conhecemos todas as circunst&acirc;ncias que levaram a esse tipo de procedimento. Aconselho que estes infelizes sejam deixados a cargo de Deus e de suas pr&oacute;prias consci&ecirc;ncias, e que a igreja n&atilde;o os trate como pecadores at&eacute; terem evid&ecirc;ncias de que eles s&atilde;o assim considerados a vista de um Deus Santo (Ibidem).<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A situa&ccedil;&atilde;o &lsquo;deixai-os em paz&rsquo;<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen G. White usou tr&ecirc;s express&otilde;es semelhantes em tr&ecirc;s casos distintos: &ldquo;deixai-os em paz, &ldquo;deixai W com o Senhor&rdquo; e &ldquo;deixai-os com Deus e com suas pr&oacute;prias consci&ecirc;ncias&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A primeira express&atilde;o foi usada quando se referiu a um de seus cunhados, marido de Sarah Harmon, a qual morreu e deixou o esposo com cinco filhos para cuidar. Ele se casou ent&atilde;o com uma mulher que havia sido uma fieI serva da casa durante anos. Um ataque de sarampo a deixou insana, e ela teve que ser internada em um hosp&iacute;cio. Quando seu marido se casou pela terceira vez, algumas pessoas tentaram obter sua exclus&atilde;o da igreja sob a alega&ccedil;&atilde;o de adult&eacute;rio. Outros apelaram para Ellen G. White resolver o problema. Em resposta, ela disse: &ldquo;Deixai-os em paz&rdquo;.14<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O irm&atilde;o W se casou duas vezes, embora, sua primeira mulher n&atilde;o tenha se casado ap&oacute;s o div&oacute;rcio. &Agrave;queles que desejavam romper o segundo casamento, Ellen G. White escreveu: &ldquo;O caso n&atilde;o pode ser melhorado por deixar a segunda esposa. Deixai W com o Senhor&rdquo; (Carta 175, 1901).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quando o irm&atilde;o C. H. Bliss escreveu a Ellen G. White pedindo conselho em rela&ccedil;&atilde;o ao caso, ela se referiu a &ldquo;muitos casos dessa natureza&rdquo; e concluiu:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Aconselho que estes infelizes sejam deixados a cargo de Deus e de suas pr&oacute;prias consci&ecirc;ncias, e que a igreja n&atilde;o os trate como pecadores at&eacute; terem evid&ecirc;ncia de que eles s&atilde;o assim considerados a vista de um Deus Santo. Ele I&ecirc; os cora&ccedil;&otilde;es como um livro aberto. Ele n&atilde;o julga como o homem julga (Carta 5,1891).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A hist&oacute;ria do irm&atilde;o J &eacute; a &uacute;nica do g&ecirc;nero na correspond&ecirc;ncia de Ellen G. White que se encontra no caixa-forte do Patrim&ocirc;nio Liter&aacute;rio White. O caso envolve um colportor bem sucedido que escolheu se tornar est&eacute;ril (n&atilde;o foi poss&iacute;vel determinar as circunst&acirc;ncias), muito provavelmente enquanto ainda casado. Ele se divorciou de sua primeira esposa, casou-se novamente e acabou se separando da segunda tamb&eacute;m.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em rela&ccedil;&atilde;o a esse caso particular &eacute; interessante destacar dois pontos. O primeiro, &eacute; a aprova&ccedil;&atilde;o de Ellen G. White para um segundo casamento da &ldquo;parte inocente&rdquo; ap&oacute;s o div&oacute;rcio e novo casamento da &ldquo;parte culpada&rdquo;. O segundo, &eacute; o consentimento dela quanto ao casamento de um indiv&iacute;duo mutilado, bem como em rela&ccedil;&atilde;o a sua ideia de vantagem da &ldquo;condi&ccedil;&atilde;o est&eacute;ril&rdquo;&nbsp; de J sobre o c&ocirc;njuge dele, o crescimento familiar e o servi&ccedil;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis sobre o primeiro casamento de J n&atilde;o s&atilde;o suficientes para fornecer um quadro completo do caso. H&aacute; refer&ecirc;ncias a v&aacute;rios problemas relacionados ao casal, baseadas em uma visita de Ellen G. White &agrave; mulher, suas cartas ao marido e &agrave; esposa, anota&ccedil;&otilde;es em seu di&aacute;rio e uma refer&ecirc;ncia de duas p&aacute;ginas do Arquivo de Documentos.15<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Algumas pessoas estavam incentivando a senhora K (primeira esposa de J) a divorciar-se dele. De fato, alguns a estavam ridicularizando por causa de sua situa&ccedil;&atilde;o como esposa. Ellen G. White visitou a mulher a fim de &ldquo;ajud&aacute;-la a erguer a sua cruz&rdquo; (Carta 6, 1888). Ela foi bem sucedida momentaneamente, ap&oacute;s conversar temporariamente com a irm&atilde; K, ela fez as seguintes observa&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O voto conjugal &eacute; um v&iacute;nculo e n&atilde;o pode abrir m&atilde;o de suas exig&ecirc;ncias a qualquer uma das partes que o assume, salvo em caso de adult&eacute;rio, a viola&ccedil;&atilde;o do leito conjugal. [&hellip;] A irm&atilde; K foi aben&ccedil;oada, abrandou-se e submeteu-se ao Esp&iacute;rito Santo e sua mente moveu-se de acordo com a vontade de Deus. [&hellip;] Uma importante vit&oacute;ria foi conquistada&rdquo; (Ms 22, 1888).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen G. White considerou errado a senhora K ter se divorciado, mesmo que J fosse um homem mutilado (Carta 6, 1888). As raz&otilde;es por que ele assim agiu s&atilde;o desconhecidas. Ellen G. White usa tr&ecirc;s express&otilde;es ao se referir a esse problema: &ldquo;mutilado&rdquo;, &ldquo;condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica&rdquo; e &ldquo;condi&ccedil;&atilde;o est&eacute;ril&rdquo; (ver Carta 6, 1888; Carta 50, 1895).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em 1894, o irm&atilde;o J escreveu a Ellen G. White contando-lhe que a senhora K &ldquo;casou-se com um desconhecido de Topeka e agora ela &eacute; &lsquo;mama&rsquo;. Ela deve estar feliz&rdquo;.16&nbsp;Ele enviou uma outra carta a Ellen G. White no ano seguinte. &ldquo;Suponho que a senhora saiba a respeito de meu casamento dia 6 de mar&ccedil;o com a senhora L de Pensilv&acirc;nia&rdquo;. Refer&ecirc;ncias foram feitas das excelentes qualifica&ccedil;&otilde;es e capacidades da ent&atilde;o futura noiva.17<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o, a m&atilde;e de L enviou uma carta a Ellen G. White pedindo conselho e solicitando ajuda para separar o casal (parte desta carta aparece em&nbsp;<i>ME<\/i>, vol. 2, 339 e 340). Ao aprovar a uni&atilde;o, Ellen G. White teceu v&aacute;rias considera&ccedil;&otilde;es: (a) &ldquo;J n&atilde;o repudiou sua mulher&rdquo;. Ele amava sua primeira esposa e fez tudo o que podia para ajud&aacute;-la e procurou todos os meios para conserv&aacute;-la. [&hellip;] e implorou-lhe para que n&atilde;o pedisse div&oacute;rcio (Ibidem); (b) &ldquo;Ela o abandonou&rdquo;; (c) desprezou-o e; (d) &ldquo;casou-se com outro homem&rdquo;; (e) o segundo casamento dele &eacute; b&iacute;blico; (f) n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para perturbar o casal porque se casaram depois de K se divorciar dele; (g) al&eacute;m disso, L sabia da &ldquo;condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica de J&rdquo; ou de sua mutila&ccedil;&atilde;o. O irm&atilde;o J foi informado a respeito do conselho dado por Ellen G. White &agrave; m&atilde;e de L (Ela diz em sua carta que est&aacute; enviando uma c&oacute;pia para ele). Em uma carta escrita em 9 de novembro de 1895, o irm&atilde;o J agradece a Ellen G. White ter-lhe enviado uma c&oacute;pia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen G. White n&atilde;o censurou o irm&atilde;o J por sua mutila&ccedil;&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o censuro ou condeno o irm&atilde;o J em sua posi&ccedil;&atilde;o.&rdquo; Ela ent&atilde;o fornece as raz&otilde;es para sua aprova&ccedil;&atilde;o: (a) ele est&aacute; em condi&ccedil;&otilde;es melhores para ser vencedor do que muitos outros homens jovens; (b) o caso de sua esposa n&atilde;o &eacute; o pior que pode acontecer a uma mulher. &ldquo;Chegou o tempo em que a condi&ccedil;&atilde;o est&eacute;ril n&atilde;o &eacute; a pior condi&ccedil;&atilde;o que existe&rdquo; (Carta 50, 1895).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em sua carta, Ellen G. White menciona alguns textos b&iacute;blicos que fazem refer&ecirc;ncias a eunucos, al&eacute;m de citar alguns problemas de fam&iacute;lia, tais como mission&aacute;rios que encontram dificuldades em seu trabalho porque t&ecirc;m muitos filhos. Ellen G. White refere-se ao novo casamento de J da seguinte forma:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Nada vejo nas Escrituras que pro&iacute;ba J de se casar outra vez no Senhor. [&hellip;] Pode ser que este casamento esteja de acordo com a vontade de Deus a fim de que tanto J como sua filha possam ter uma experi&ecirc;ncia mais rica e sejam aperfei&ccedil;oados onde possuem falhas&rdquo; (Ibidem).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O irm&atilde;o J observa, em duas cartas diferentes &agrave; Ellen G. White, que sua nova esposa &eacute; &ldquo;uma j&oacute;ia&rdquo; e que &ldquo;quando minha esposa e eu podemos ficar a s&oacute;s somos felizes como os p&aacute;ssaros&rdquo;.18Por&eacute;m, apesar do casal ter gozado de um come&ccedil;o feliz de vida conjugal, a uni&atilde;o terminou em separa&ccedil;&atilde;o. Em 1910, W. C. White enviou uma carta a um parente, pedindo-lhe que ele e sua mulher fossem como pai e m&atilde;e para L, que estava morando ent&atilde;o em Colorado.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">W. C. White comentou que L havia se separado de seu marido e estava agora tentando come&ccedil;ar uma nova vida por si mesma, n&atilde;o desejando permanecer sob seu controle. Foi melhor para ela trabalhar arduamente e sofrer algumas priva&ccedil;&otilde;es do que pedir ajuda financeira a algu&eacute;m que foi t&atilde;o ditador e dominador. Ela tamb&eacute;m se convenceu de que foi melhor para ela tanto quanto poss&iacute;vel estar separada de J.19<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Compreens&atilde;o das declara&ccedil;&otilde;es de Ellen G. White em casos de div&oacute;rcio e novo casamento<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A fim de que possamos melhor compreender os escritos de Ellen G. White que abordam certos casos de adult&eacute;rio, div&oacute;rcio e novo casamento, conv&eacute;m considerarmos as diferentes formas de leis do Antigo Testamento: (a) Lei categ&oacute;rica ou apod&iacute;ctica e (b) Formas casu&iacute;sticas da lei, e tamb&eacute;m o que chamaremos de aplica&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica da lei.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A lei apod&iacute;ctica ou categ&oacute;rica consiste, geralmente, em proibi&ccedil;&otilde;es, proscri&ccedil;&otilde;es e que pro&iacute;bem certas atividades sem atribuir uma penalidade. Tais leis s&atilde;o expressas de modo absoluto, categ&oacute;rico, que parecem inflex&iacute;veis, concisas e &aacute;speras. Por exemplo, &Ecirc;xodo 20:14: &ldquo;N&atilde;o adulterar&aacute;s&rdquo;. Aparentemente n&atilde;o h&aacute; lugar para exce&ccedil;&otilde;es de qualquer esp&eacute;cie.20<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">J&aacute; a lei casu&iacute;stica, que compreende a maioria das leis do Antigo Testamento, &eacute; formulada na forma de casos, e consiste em instru&ccedil;&otilde;es para juristas e ju&iacute;zes na aplica&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a (Dt 22:13-29). Esses casos de lei s&atilde;o, geralmente, precedidos em sua formula&ccedil;&atilde;o por um &ldquo;se&rdquo;; ap&oacute;s a descri&ccedil;&atilde;o do caso, segue-se um &ldquo;ent&atilde;o&rdquo; (Ibid., 23).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Por sua vez, vemos a aplica&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica da lei em Jo&atilde;o 8:1-11. Nesse relato, Jesus admitiu que a forma apod&iacute;ctica ou absoluta da lei f&ocirc;ra violada, quando Ele reconheceu que a mulher era uma pecadora (&ldquo;Vai e n&atilde;o peques mais&rdquo;). Ele tamb&eacute;m expressou, tacitamente, que a forma casu&iacute;stica da lei fora infringida (v. 5), quando n&atilde;o contradisse os acusadores dela (Dt 22:22; Lv 20:10).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ao julgar o caso, Jesus n&atilde;o aplicou a letra da lei (apod&iacute;ctica ou casu&iacute;stica), mas o que podemos chamar de &ldquo;lei do evangelho&rdquo;. Obviamente, Cristo discerniu a atitude da mulher de verdadeiro arrependimento e contri&ccedil;&atilde;o, que deve preceder a aplica&ccedil;&atilde;o da &ldquo;lei do evangelho&rdquo;. Essa postura &eacute; caracterizada por piedade, perd&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o. A diferen&ccedil;a da atitude aqui est&aacute; entre a letra da lei, que os acusadores da mulher reivindicavam, e o esp&iacute;rito e o intento da mesma, que eles n&atilde;o compreenderam por causa de sua compreens&atilde;o legalista do problema. Passaram por alto a gra&ccedil;a de Deus conforme foi revelada em Cristo e no evangelho.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em alguns casos b&iacute;blicos, por exemplo, o pecado de Davi, a mulher samaritana junto ao po&ccedil;o, a mulher apanhada em pecado e o caso do membro que cometeu incesto na igreja de Corinto (ver 2Sm 12 e 13; Jo 4: 5-8; 8: 1-11; 1Co 5: 1-13; 2Co 2: 5-10) a aplica&ccedil;&atilde;o da lei &eacute; menos r&iacute;gida, mais compassiva e piedosa do que a letra da lei.21<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ao estudar casos semelhantes aos do professor G, J, W e outros, logo percebe-se que Ellen G. White aconselhou com base nesses mesmos princ&iacute;pios. Alguns de seus escritos revelam aspectos apod&iacute;cticos e casu&iacute;sticos da lei, enquanto outros mostram o princ&iacute;pio da aplica&ccedil;&atilde;o da &ldquo;lei do evangelho&rdquo;, demonstrando compaix&atilde;o, perd&atilde;o, encorajamento e restaura&ccedil;&atilde;o. Certa vez, ela escreveu: &ldquo;Se errarmos que seja pelo lado da miseric&oacute;rdia mais do que do lado da condena&ccedil;&atilde;o e procedimento &aacute;spero&rdquo; (Carta 16, 1887).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Alguns podem ressaltar que no caso da mulher apanhada em adult&eacute;rio, o pr&oacute;prio Cristo foi o legislador, e que, portanto, Ellen G. White n&atilde;o poderia fazer tal declara&ccedil;&atilde;o. Entretanto, como um instrumento de Deus inspirado pelo divino Esp&iacute;rito, ela, em certo sentido, poderia agir desse modo (2Sm 12:13; 1Co 5:1-5; 2Co 2:4-10).<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A situa&ccedil;&atilde;o &lsquo;vivendo em adult&eacute;rio&rsquo;<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen G. White faz uso das express&otilde;es &ldquo;vivendo em pecado&rdquo; e &ldquo;vivendo em pecado franco ou aberto&rdquo;. No primeiro caso, ela se refere a casamentos mistos de judeus no per&iacute;odo do p&oacute;s-ex&iacute;lio. Pr&iacute;ncipes, sacerdotes, levitas e muitos outros se casaram com os pag&atilde;os circunvizinhos (ver Ed 9:1,12;10:2,3,10,14,18; Ne 13:23-25). &ldquo;At&eacute; mesmo alguns dos homens revestidos de responsabilidade estavam vivendo em franco pecado&rdquo; (<i>PR<\/i>, 589). &ldquo;Pecado franco&rdquo;, aqui, &eacute; uma refer&ecirc;ncia a &ldquo;flagrantes viola&ccedil;&otilde;es da lei&rdquo; que incluem casamentos mistos &ldquo;com as na&ccedil;&otilde;es circunvizinhas&rdquo;. &ldquo;A apostasia de Israel devia-se em grande parte &agrave; sua mistura com na&ccedil;&otilde;es pag&atilde;s&rdquo; (Ibid, 590).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O segundo caso se refere &agrave; rela&ccedil;&atilde;o de Herodes com a mulher de seu irm&atilde;o. &ldquo;Por que ele n&atilde;o poderia ter prosseguido sem incorrer no desprazer daqueles que estavam vivendo em pecado?&rdquo; (<i>PR<\/i>, 138). A express&atilde;o &ldquo;vivendo em pecado&rdquo; &eacute; identificada nessa cita&ccedil;&atilde;o como adult&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O terceiro caso faz alus&atilde;o &agrave; mulher samaritana junto ao po&ccedil;o. Ela estava &ldquo;vivendo abertamente em pecado&rdquo; (<i>DTN<\/i>, 173). Referindo-se ao &uacute;ltimo dos seis homens com quem ela vivia, Jesus disse, &ldquo;o que agora tens n&atilde;o &eacute; teu marido&rdquo;. &ldquo;Viver abertamente em pecado&rdquo; tamb&eacute;m &eacute; uma refer&ecirc;ncia ao adult&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O trecho seguinte, relatado por W.C. White como incesto, apresenta um exemplo de &ldquo;pecado aberto&rdquo;:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ele tomou sua posi&ccedil;&atilde;o mesmo em face da luz e da verdade. Escolheu obstinadamente sua pr&oacute;pria conduta e recusou-se ouvir a reprova&ccedil;&atilde;o. Ele tem seguido as inclina&ccedil;&otilde;es de seu cora&ccedil;&atilde;o corrupto, violou a santa lei de Deus e lan&ccedil;ou opr&oacute;brio sobre a causa da verdade presente. Mesmo que ele se arrependa sinceramente, a igreja deve abandonar seu caso. Se ele for para o C&eacute;u, dever&aacute; ir sozinho, sem a companhia da igreja. Uma firme reprova&ccedil;&atilde;o de Deus e da igreja devem permanecer sobre ele para que o padr&atilde;o de moralidade n&atilde;o seja rebaixado ao p&oacute; (<i>Ts<\/i>, vol. 1, 215).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A express&atilde;o &ldquo;pecado aberto&rdquo; &eacute; tamb&eacute;m usada por Ellen G. White de um modo mais geral, n&atilde;o relacionado somente ao contexto de sexo (ver&nbsp;<i>DTN<\/i>, 633). &Eacute; evidente que ela considerava o pecado como uma situa&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, mais do que uma queda pontual relatada em um texto, em determinado tempo e caso. Falando de modo geral, ela menciona cinco passos que o pecador deve dar para ser restaurado &agrave; comunh&atilde;o da igreja (ver&nbsp;<i>OE<\/i>, 50;&nbsp;<i>LA<\/i>, 346): (a) arrependimento, por meio da submiss&atilde;o ao trabalho do Esp&iacute;rito Santo, &ldquo;por mais grave que possa ter sido a ofensa&rdquo;; (b) &ldquo;submiss&atilde;o &agrave; disciplina de Cristo&rdquo;; (c) confiss&atilde;o; (d) perd&atilde;o do pecado e; (e) dar evid&ecirc;ncias de arrependimento.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Cartas de Ellen G. White contendo orienta&ccedil;&otilde;es sobre div&oacute;rcio e novo casamento<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; interessante que Ellen G. White escrevesse sobre o tema div&oacute;rcio e novo casamento para a Igreja Adventista. Por&eacute;m, ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>O Lar Adventista<\/i>,&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>&nbsp;volume 2 e algumas compila&ccedil;&otilde;es de materiais n&atilde;o-publicados, a Igreja tomou conhecimento de algumas cartas e manuscritos que tratavam do problema. A interpreta&ccedil;&atilde;o de parte desses materiais tem levado alguns a adotar uma vis&atilde;o mais liberal sobre o div&oacute;rcio e novo casamento.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Parece que Ellen G. White n&atilde;o lidou com o problema, exceto por meio de correspond&ecirc;ncia, quando abordada para dar conselhos pessoais, direta ou indiretamente, por obreiros envolvidos em problemas de terceiros. Escrevendo em 1902, ela disse: &ldquo;Deveria aparecer muito mais sobre o assunto do casamento em nossas publica&ccedil;&otilde;es. [&hellip;] Embora eu n&atilde;o tenha escrito muito sobre o tema, tenho feito muito trabalho pessoal nesta linha&rdquo; (Carta 110, 1902).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O fato de Ellen G. White ter trabalhado com casos individuais, deveria nos advertir a n&atilde;o generalizarmos mais do que as experi&ecirc;ncias b&iacute;blicas que temos no caso de Davi e da mulher apanhada em adult&eacute;rio. Nesse sentido, seria bom lembrar o que W. C. White escreveu em 1931: &ldquo;N&atilde;o era inten&ccedil;&atilde;o da irm&atilde; White que sa&iacute;sse algo de sua pena que pudesse ser utilizado como lei ou regra ao lidar com estas quest&otilde;es de casamento, div&oacute;rcio, novo casamento e adult&eacute;rio.&rdquo;22<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Quanto a outros materiais que Ellen G. White escreveu, h&aacute; algumas poucas p&aacute;ginas em&nbsp;<i>O Maior Discurso de Cristo<\/i>. Com exce&ccedil;&atilde;o de um coment&aacute;rio em rela&ccedil;&atilde;o ao caso de uma &ldquo;irm&atilde; ofendida&rdquo;, relatado na&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>&nbsp;de 24 de mar&ccedil;o de 1868, seu sil&ecirc;ncio na revista oficial da igreja &eacute; not&aacute;vel. A resposta no peri&oacute;dico, escrita conjuntamente por Tiago e Ellen G. White, foi publicada quase na &iacute;ntegra em&nbsp;<i>O Lar Adventista<\/i>, p&aacute;ginas 346 e 347. Abaixo, reproduzo o texto na &iacute;ntegra:<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A ofendida irm&atilde; A<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Com respeito ao casamento da ofendida irm&atilde; A. G., dir&iacute;amos em resposta &agrave;s perguntas de J. H. W., que &eacute; uma caracter&iacute;stica comum nos casos da maioria dos que t&ecirc;m sido apanhados em pecado, como o foi o seu marido, n&atilde;o terem eles o real senso de sua vilania. Alguns, entretanto, o sentem, e t&ecirc;m sido restaurados &agrave; comunh&atilde;o da igreja, mas n&atilde;o antes que tenham merecido a confian&ccedil;a do povo de Deus, em virtude de confiss&atilde;o incondicional e um per&iacute;odo de sincero arrependimento. Este caso apresenta dificuldades n&atilde;o encontradas em alguns, e poder&iacute;amos acrescentar apenas o seguinte:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(1) Nos casos de viola&ccedil;&atilde;o do s&eacute;timo mandamento onde a parte culpada n&atilde;o manifesta verdadeiro arrependimento, se a parte ofendida pode obter o div&oacute;rcio sem tornar pior a situa&ccedil;&atilde;o de ambos e dos filhos, se os tem, devem separar-se.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(2) Se h&aacute; possibilidades de ficarem eles pr&oacute;prios e os filhos em situa&ccedil;&atilde;o pior pelo div&oacute;rcio, n&atilde;o conhecemos nenhum texto escritur&iacute;stico que declarem culpada a parte inocente por n&atilde;o se separarem.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(3) Tempo, trabalho, ora&ccedil;&atilde;o, paci&ecirc;ncia, f&eacute; e uma vida piedosa podem operar uma reforma. Viver com algu&eacute;m que tenha quebrado o voto matrimonial &eacute; coberto por toda parte com a desgra&ccedil;a e a vergonha do amor culpado, e n&atilde;o o sente, &eacute; um cancro devorador para a alma; e contudo o div&oacute;rcio &eacute; uma eterna e sincera m&aacute;goa. Deus se apiedada parte inocente! O casamento deve ser considerado muito antes de contra&iacute;do.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(4) Por qu&ecirc;! Oh, por qu&ecirc;! Homens e mulheres que podiam ser respeit&aacute;veis e bons a alcan&ccedil;ar o C&eacute;u vendem-se afinal ao diabo por baixo pre&ccedil;o, ferindo o cora&ccedil;&atilde;o de seus amigos, desgra&ccedil;ando suas fam&iacute;lias, acarretando a reproche sobre a causa e indo afinal para o inferno! Por que os que s&atilde;o apanhados no crime n&atilde;o manifestam arrependimento proporcional &agrave; enormidade do crime e n&atilde;o escapam para Cristo em busca de miseric&oacute;rdia, a fim de curar, tanto quanto poss&iacute;vel, as feridas que fizeram?<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(5) Mas se fizeram como deve ser feito e se a parte inocente n&atilde;o quiser obter o div&oacute;rcio por direito, continuando com o culpado depois que sua culpa for conhecida, n&atilde;o consideramos a parte inocente pecadora por permanecer no conv&iacute;vio e seu direito moral ao partir, pare&ccedil;a question&aacute;vel se sua vida e sa&uacute;de n&atilde;o correram grande perigo por ficar com o culpado.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(6) Assim como foi nos dias de No&eacute;, um dos sinais deste tempo &eacute; a paix&atilde;o por casamentos precipitados e imprudentes. Satan&aacute;s est&aacute; nisto. Se Paulo podia permanecer sozinho e recomendou o mesmo a outros, para que ele e outros pudessem consagrar-se totalmente a Deus por que n&atilde;o fazem o mesmo, permanecendo s&oacute;, aqueles que deveriam ser totalmente do Senhor, evitando os cuidados, prova&ccedil;&otilde;es e amarga ang&uacute;stia, t&atilde;o freq&uuml;entes nas experi&ecirc;ncias daqueles que escolhem a vida conjugal? E mais, se ele escolheu permanecer s&oacute; e podia recomend&aacute;-lo aos outros, dezoito s&eacute;culos atr&aacute;s, n&atilde;o seria de fato louv&aacute;vel para aqueles que est&atilde;o esperando a volta do Filho do Homem agir do mesmo modo, a menos que as evid&ecirc;ncias sejam question&aacute;veis de que eles est&atilde;o melhorando sua condi&ccedil;&atilde;o, tornando o c&eacute;u mais seguro por assim agirem? Quando tantos est&atilde;o em perigo, por que n&atilde;o ficar do lado seguro de uma vez?23<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Sum&aacute;rio dos conceitos de Ellen G. White<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os pontos seguintes sintetizam os conceitos de Ellen G. White sobre casamento, div&oacute;rcio e novo casamento:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(1)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conceito de Ellen G. White sobre o casamento &eacute; b&iacute;blico e conservador. Ela o considera como uma institui&ccedil;&atilde;o sagrada, criada pelo pr&oacute;prio Deus e, mais tarde, honrada por Jesus quando esteve aqui na Terra. O casamento &eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o se os princ&iacute;pios divinos forem seguidos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(2)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A monogamia &eacute; o ideal de Deus para a humanidade. &ldquo;Deus n&atilde;o sancionou a poligamia em um &uacute;nico caso&rdquo; (<i>SG<\/i>, vol. 3, 100).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(3)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ellen G. White desaprova, decididamente, casamentos incompat&iacute;veis, precipitados e com incr&eacute;dulos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(4)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda que n&atilde;o deva existir racismo entre o povo de Deus, ela n&atilde;o incentivou casamentos inter-raciais.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(5)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ela defende firmemente a ideia de que o casamento &eacute; para a vida toda.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(6)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ellen G. White segue a B&iacute;blia (Rm 7:1-3) em rela&ccedil;&atilde;o ao direito de se casar novamente ap&oacute;s a morte de um dos c&ocirc;njuges.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(7)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; William C. White declarou que sua m&atilde;e n&atilde;o desejava estabelecer regras ou leis para casos que envolviam problemas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(8)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conselhos a casos, situa&ccedil;&otilde;es e indiv&iacute;duos espec&iacute;ficos n&atilde;o deveriam ser generalizados. As circunst&acirc;ncias e situa&ccedil;&otilde;es variam. A igreja e seus l&iacute;deres trataram de casos espec&iacute;ficos em cada situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(9)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Algumas vezes, quando solicitavam a Ellen G. White conselhos em casos dif&iacute;ceis, ela dava sugest&otilde;es. Por&eacute;m, em outros exemplos, quando n&atilde;o tinha luz em rela&ccedil;&atilde;o ao problema, entregava o caso &ldquo;aos irm&atilde;os&rdquo; para ser considerado de acordo com os princ&iacute;pios b&iacute;blicos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(10) Deve-se permitir a separa&ccedil;&atilde;o de c&ocirc;njuges incompat&iacute;veis para o bem-estar espiritual dos indiv&iacute;duos envolvidos. Todavia, somente a morte ou o adult&eacute;rio podem anular os votos que foram registrados no C&eacute;u.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(11) Uma pessoa que segue a B&iacute;blia n&atilde;o pode entrar em um relacionamento extraconjugal, exceto ap&oacute;s a morte de seu c&ocirc;njuge ou se esse cometer adult&eacute;rio. Contudo, a parte inocente pode permanecer com a culpada se assim o desejar. O adult&eacute;rio coloca a &ldquo;parte inocente&rdquo; em uma situa&ccedil;&atilde;o que lhe permite um novo casamento ou a perman&ecirc;ncia com a parte culpada.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(12) Uma pessoa pode estar legalmente divorciada de acordo com as leis do pa&iacute;s, mas n&atilde;o est&aacute; &agrave; vista de Deus, se o div&oacute;rcio foi obtido por outros motivos que n&atilde;o o adult&eacute;rio.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(13) O direito a um novo casamento existe apenas quando o direito para o div&oacute;rcio b&iacute;blico existe. Entretanto, h&aacute; novos casamentos com direitos ou sem direitos. Esse princ&iacute;pio foi estabelecido pelo pr&oacute;prio Cristo no Evangelho.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(14) Algumas das formula&ccedil;&otilde;es e declara&ccedil;&otilde;es de Ellen G. White concernentes ao div&oacute;rcio e novo casamento tendem a ser r&iacute;gidas, definidas e absolutas (lei na forma apod&iacute;ctica). Por&eacute;m, em certos exemplos ao lidar com casos e circunst&acirc;ncias particulares, ela revela grande paci&ecirc;ncia, clem&ecirc;ncia e compreens&atilde;o em sua aplica&ccedil;&atilde;o (a forma da &ldquo;lei do evangelho&rdquo;).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(15) N&atilde;o h&aacute; nenhum caso conhecido em que Ellen White tenha aconselhado o rompimento de um segundo casamento de uma &ldquo;parte culpada&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(16) Em certos casos de novo casamento n&atilde;o por adult&eacute;rio, ela aconselhou: &ldquo;deixai-os em paz&rdquo; ou &ldquo;deixai-os com Deus e com suas consci&ecirc;ncias&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(17) Em rela&ccedil;&atilde;o ao casamento de um homem mutilado, cuja esposa conhecia a situa&ccedil;&atilde;o antes do casamento, ela disse que tal homem estaria em melhores condi&ccedil;&otilde;es para ser um vencedor do que muitos outros homens. Em rela&ccedil;&atilde;o a esposa, ela disse que h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es piores que podem ocorrer a uma mulher.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(18) Ela tratou do assunto do div&oacute;rcio e novo casamento quase que exclusivamente por meio de suas correspond&ecirc;ncias. Parece que o &uacute;nico artigo que ela escreveu sobre o tema &eacute; um que apareceu na&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, em 24 de mar&ccedil;o de 1868, em co-autoria com Tiago White. As declara&ccedil;&otilde;es contidas em&nbsp;<i>O Lar Adventista<\/i>&nbsp;e&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>&nbsp;volume 2, extra&iacute;das em sua maioria das cartas, formam uma base para uma posi&ccedil;&atilde;o mais recente e menos r&iacute;gida, adotada por muitos na igreja e pela pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o. Entretanto, deve-se ter em mente a declara&ccedil;&atilde;o de W. C. White que Ellen G. White n&atilde;o desejava que seus escritos fossem usados como uma lei ou regra.<\/p>\n<hr style=\"color: #4d4d4d;\">\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias<\/h2>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\" style=\"font-weight: bold;\">1<\/span>&nbsp;Ver&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 14 de outubro de 1862, 151.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-2\" style=\"font-weight: bold;\">2<\/span>&nbsp;Ver tamb&eacute;m&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 29 de agosto de 1918, obitu&aacute;rio de G. I. Butler.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-3\" style=\"font-weight: bold;\">3<\/span>&nbsp;Ver p&aacute;ginas 43 e 44 das declara&ccedil;&otilde;es feitas por Tiago e Ellen G. White em rela&ccedil;&atilde;o aos termos e express&otilde;es usadas. Em alguns casos a chamada &ldquo;parte inocente&rdquo; &eacute;, de fato, &ldquo;culpada&rdquo; em certo grau por haver contribu&iacute;do para as condi&ccedil;&otilde;es e circunst&acirc;ncias que levaram o c&ocirc;njuge &ldquo;culpado&rdquo; a infidelidade. No caso comentado acima por Tiago e Ellen G. White, parece que uma parte era inocente enquanto que a outra, culpada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-4\" style=\"font-weight: bold;\">4<\/span>&nbsp;Ver &ldquo;Hist&oacute;ria do caso de J&rdquo;, nas p&aacute;ginas 34 a 37 deste documento, para obter mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-5\" style=\"font-weight: bold;\">5<\/span>&nbsp;Sra. G a Ellen G. White, 7 de mar&ccedil;o, 1884; 21 de agosto, 1884.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-6\" style=\"font-weight: bold;\">6<\/span>&nbsp;Carta escrita em 16 de julho de 1894.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-7\" style=\"font-weight: bold;\">7<\/span>&nbsp;William C. White ao professor G, 26 de fevereiro de 1911.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-8\" style=\"font-weight: bold;\">8<\/span>&nbsp;Parte da carta, relacionada ao trabalho nas cidades, aparece em&nbsp;<i>Medicina e Salva&ccedil;&atilde;o<\/i>, 303 e 304.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-9\" style=\"font-weight: bold;\">9<\/span>&nbsp;W. C. White, 6 de janeiro de 1931.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-10\" style=\"font-weight: bold;\">10<\/span>&nbsp;Ver G. I. Butler a W. C. White, 3 de julho de 1906.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\" style=\"font-weight: bold;\">11<\/span>&nbsp;De acordo com uma declara&ccedil;&atilde;o de W. C. White, datada de 15 de setembro de 1911, este termo refere-se a trabalhar como um leigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\" style=\"font-weight: bold;\">12<\/span>&nbsp;W. C. White a Mc Vaugh, 15 de setembro de 1911.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\" style=\"font-weight: bold;\">13<\/span>&nbsp;O nome de W n&atilde;o est&aacute; registrado no&nbsp;<i>YearBook&nbsp;<\/i>da IASD de 1909-1914 em nenhum cargo como obreiro denominacional.&nbsp;&uarr;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\" style=\"font-weight: bold;\">14<\/span>&nbsp;W. C. White, 21 de fevereiro de 1927.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\" style=\"font-weight: bold;\">15<\/span>&nbsp;W. C. White, DF, 1002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\" style=\"font-weight: bold;\">16<\/span>&nbsp;Ver cartas de 1&ordm; de novembro de 1892 e 10 e 14 de agosto de 1893 sabre o div&oacute;rcio e novo casamento de K.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\" style=\"font-weight: bold;\">17<\/span>&nbsp;Cartas de 23 de abril de 1895 a 17 de setembro de 1895.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\" style=\"font-weight: bold;\">18<\/span>&nbsp;ver as cartas de 9 e 23 de abril de 1895.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\" style=\"font-weight: bold;\">19<\/span>&nbsp;DF, 1002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\" style=\"font-weight: bold;\">20<\/span>&nbsp;Ver&nbsp;<i>The Zondervan &ndash; Pictorial Encyclopedia of the Bible<\/i>, 884 e 885.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\" style=\"font-weight: bold;\">21<\/span>&nbsp;No caso das refer&ecirc;ncias do Novo Testamento precisamos lembrar que as leis romanas e n&atilde;o as judaicas estavam em vigor. N&atilde;o h&aacute; nenhuma evid&ecirc;ncia de que o homem envolvido no caso da mulher apanhada em adult&eacute;rio fosse casado. Qualquer que seja a situa&ccedil;&atilde;o, a gra&ccedil;a de Cristo alcan&ccedil;ou a mulher e conduziu-a ao arrependimento genu&iacute;no! Arrependimento genu&iacute;no &eacute; o alvo a ser alcan&ccedil;ado em todos os casos onde adult&eacute;rio e fornica&ccedil;&atilde;o estiverem envolvidos. Todas as atitudes subseq&uuml;entes da igreja devem ser constru&iacute;das sobre uma plataforma de arrependimento genu&iacute;no.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\" style=\"font-weight: bold;\">22<\/span>&nbsp;6 de janeiro de 1931.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\" style=\"font-weight: bold;\">23<\/span>&nbsp;Artigo conjunto por Tiago e Ellen G. White,&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, 24 de mar&ccedil;o de 1968.<\/p>\n<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A discuss&atilde;o entre adventistas quanto ao div&oacute;rcio e novas n&uacute;pcias remonta ao in&iacute;cio da hist&oacute;ria da IASD, por ocasi&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o de sua primeira associa&ccedil;&atilde;o. No entanto, uma posi&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o sobre o assunto s&oacute; definiu-se em tempos mais recentes. 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