{"id":767,"date":"2014-11-14T06:00:34","date_gmt":"2014-11-14T06:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=767"},"modified":"2014-11-18T18:29:39","modified_gmt":"2014-11-18T18:29:39","slug":"o-ecumenismo-e-a-justificacao-pela-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/o-ecumenismo-e-a-justificacao-pela-fe\/","title":{"rendered":"O ecumenismo e a justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"text-align: justify;\">O Conc&iacute;lio de Trento (1545-1563) condenou a doutrina protestante da justifica&ccedil;&atilde;o, e os protestantes contra-atacaram. Afinal, a verdade estava em jogo. Mas agora, n&atilde;o. A sobreviv&ecirc;ncia do cristianismo &eacute; apresentada como raz&atilde;o para reduzir diferen&ccedil;as e real&ccedil;ar concord&acirc;ncias, a fim de enfrentar um inimigo comum: o secularismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialmente desde o 2&ordm; Conc&iacute;lio do Vaticano (1963-1965), a Igreja Cat&oacute;lica Romana tem trabalhado para atrair outras igrejas. Um artigo intitulado &ldquo;Evang&eacute;licos e cat&oacute;licos juntos: A miss&atilde;o crist&atilde; no terceiro mil&ecirc;nio&rdquo; afirma: &ldquo;Juntos oramos pelo cumprimento da ora&ccedil;&atilde;o do nosso Senhor: &lsquo;A fim de que todos sejam um; e como &eacute;s Tu, &oacute; Pai, em Mim e Eu em Ti, tamb&eacute;m sejam eles em n&oacute;s; para que o mundo creia que Tu Me enviaste&rsquo;. Juntos, evang&eacute;licos e cat&oacute;licos confessamos nossos pecados contra a unidade que Cristo deseja para todos os Seus disc&iacute;pulos&rdquo;.[1] O artigo continua dizendo que protestantes e cat&oacute;licos em comum acordo aceitam que &ldquo;o esc&acirc;ndalo do conflito entre crist&atilde;os obscurece o esc&acirc;ndalo da cruz, enfraquecendo assim a miss&atilde;o de Cristo&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual &eacute; a miss&atilde;o de Cristo? Se essa miss&atilde;o &eacute; proclamar a salva&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da vida e morte de Jesus, seria o caso de se perguntar: T&ecirc;m cat&oacute;licos e protestantes a mesma miss&atilde;o? A compreens&atilde;o que os dois grupos t&ecirc;m sobre salva&ccedil;&atilde;o n&atilde;o responde positivamente a essa pergunta.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Defini&ccedil;&atilde;o de Trento<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o decreto de Trento, a vers&atilde;o <em>Vulgata Latina<\/em> das Escrituras era a B&iacute;blia oficial, mas essa vers&atilde;o n&atilde;o faz justi&ccedil;a &agrave; palavra grega <em>dikaiosun&eacute;<\/em>, cujo significado &eacute; &ldquo;declarar justo&rdquo;. A Vulgata traduz a palavra pelo termo latino <em>justificare<\/em>, que significa &ldquo;tornar justo&rdquo;. Ser algu&eacute;m declarado justo nada tem que ver com m&eacute;rito pessoal, ao passo que &ldquo;feito justo&rdquo; implica obras merit&oacute;rias. &ldquo;O verbo grego se refere a alguma coisa fora da pessoa em quest&atilde;o, enquanto o latim se refere &agrave;s qualidades da pessoa.&rdquo;[2]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda de acordo com Trento, justifica&ccedil;&atilde;o &ldquo;n&atilde;o &eacute; apenas uma remiss&atilde;o de pecados, mas tamb&eacute;m a santifica&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o do homem interior, atrav&eacute;s da recep&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gra&ccedil;a e dos dons, por meio dos quais um injusto se torna justo, um inimigo se torna amigo&rdquo;.[3] F&eacute;, esperan&ccedil;a e amor s&atilde;o infundidos no crist&atilde;o, declara Schroeder.[4] Com essa infus&atilde;o, tem in&iacute;cio um processo no qual as obras merit&oacute;rias promovem a justifica&ccedil;&atilde;o.[5] Essa contribui&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica &eacute; crucial. &Eacute; uma vis&atilde;o que parece confundir as categorias de justifica&ccedil;&atilde;o e santifica&ccedil;&atilde;o, colocando santifica&ccedil;&atilde;o antes da justifica&ccedil;&atilde;o. William Shedd est&aacute; certo, ao afirmar que &ldquo;os homens s&atilde;o justificados para que sejam santificados, n&atilde;o santificados para que sejam justificados&rdquo;.[6]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, o conceito cat&oacute;lico de justifica&ccedil;&atilde;o infundida, ou &ldquo;justifica&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica&rdquo;,[7] &eacute; um estado em que se verifica apenas uma remiss&atilde;o dos pecados, pois a culpa ainda permanece e o d&eacute;bito deve ser saldado pelo castigo temporal, mesmo al&eacute;m deste mundo, no purgat&oacute;rio.[8] Isso, acredito eu, n&atilde;o faz justi&ccedil;a &agrave; cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teologia cat&oacute;lica defende que a justifica&ccedil;&atilde;o &eacute; um ato transformador pelo qual algo sobrenatural &eacute; infundido, colocado no cora&ccedil;&atilde;o e na mente do crente. Em contraste, a vis&atilde;o protestante afirma que &ldquo;ser justificado&rdquo; significa Deus declarar que uma pessoa &eacute; justa atrav&eacute;s da aceita&ccedil;&atilde;o, pela f&eacute;, da morte vic&aacute;ria de Cristo. Nada novo &eacute; infundido no crente. Isso me parece fazer justi&ccedil;a &agrave; cruz.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Defini&ccedil;&atilde;o da Escritura<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A justifica&ccedil;&atilde;o &eacute; recebida atrav&eacute;s da f&eacute; em Jesus Cristo e n&atilde;o pode ser conquistada. Diz Paulo: &ldquo;Sendo justificados gratuitamente, por Sua gra&ccedil;a, mediante a reden&ccedil;&atilde;o que h&aacute; em Cristo Jesus&rdquo; (Rm 3:24); pois &ldquo;o homem &eacute; justificado pela f&eacute;, independentemente das obras&rdquo; (v. 28). E mesmo a f&eacute;, em si mesma, n&atilde;o &eacute; algo que brota do cora&ccedil;&atilde;o humano, mas um dom que vem de Deus (Rm 10:17; Ef 2:7, 8). Seres humanos s&atilde;o &ldquo;justificados pelo Seu [de Cristo] sangue&rdquo; (Rm 5:9). O Calv&aacute;rio foi o &ldquo;&uacute;nico ato de justi&ccedil;a&rdquo; pelo qual &ldquo;veio a gra&ccedil;a sobre todos os homens, para a justifica&ccedil;&atilde;o que d&aacute; vida&rdquo; (v. 18). &ldquo;Aquele [Cristo] que n&atilde;o conheceu pecado, Ele O fez pecado por n&oacute;s; para que, nEle, f&ocirc;ssemos feitos justi&ccedil;a de Deus&rdquo; (2Co 5:21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Romanos 4, Paulo usa os termos &ldquo;justificar&rdquo; (<em>dikaio&oacute;<\/em>) ou &ldquo;justi&ccedil;a&rdquo; (<em>dikaiosun&eacute;<\/em>) no sentido de declara&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o no sentido de transforma&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Abra&atilde;o creu em Deus, e isso lhe foi imputado [<em>logizomai<\/em>] para justi&ccedil;a&rdquo; (Rm 4:3); imputado ou &ldquo;considerado a favor dele&rdquo;. Imputado ou considerado, isso simplesmente significa que Abra&atilde;o foi legalmente declarado ou considerado justo, por causa de sua f&eacute; em Deus. H&aacute; nove ocorr&ecirc;ncias da palavra <em>logizomai&nbsp;<\/em>nesse cap&iacute;tulo, significando &ldquo;imputa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, e n&atilde;o infus&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imputada justi&ccedil;a de Cristo torna desnecess&aacute;ria qualquer infus&atilde;o por meio dos sacramentos ou obras merit&oacute;rias. O Calv&aacute;rio foi a quita&ccedil;&atilde;o plena da d&iacute;vida. Justi&ccedil;a imputada sempre encontra seu recipiente em total depend&ecirc;ncia da imputa&ccedil;&atilde;o ou concess&atilde;o da justi&ccedil;a de Cristo. Contr&aacute;rio a isso, o ensinamento da Igreja Cat&oacute;lica sobre infus&atilde;o focaliza justi&ccedil;a inerente e m&eacute;ritos humanos. O desempenho pessoal e a media&ccedil;&atilde;o de outros (Maria e os santos) tomam o lugar da exclusiva depend&ecirc;ncia do Cristo crucificado, ressuscitado e intercessor diante do Pai, no trono celestial.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Diferen&ccedil;as de compreens&atilde;o<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fundamental diferen&ccedil;a entre a compreens&atilde;o cat&oacute;lica e a protestante sobre justifica&ccedil;&atilde;o &eacute; a diferen&ccedil;a entre imputa&ccedil;&atilde;o e infus&atilde;o. Conforme disse Paul Schrotenboer, &ldquo;&eacute; parte de uma nova confiss&atilde;o cat&oacute;lica romana sobre justifica&ccedil;&atilde;o, Trento permanece como a principal barreira entre os herdeiros da Reforma e o catolicismo romano&rdquo;.[9]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em harmonia com a antiga tradi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica, a enc&iacute;clica <em>Redemptori Missio<\/em>, de Jo&atilde;o Paulo II (07\/12\/1990), afirma: &ldquo;Deus estabeleceu Cristo como o &uacute;nico mediador e que ela mesma [a Igreja] tem sido estabelecida como o sacramento universal de salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Citando o 2&ordm; Concilio do Vaticano, a enc&iacute;clica continua dizendo que &ldquo;o di&aacute;logo deveria ser conduzido e implementado com a convic&ccedil;&atilde;o de que a Igreja &eacute; o meio ordin&aacute;rio de salva&ccedil;&atilde;o e que somente ela possui a plenitude dos meios de salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;.[10]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O 2&ordm; Conc&iacute;lio do Vaticano tamb&eacute;m estabelece que &ldquo;atrav&eacute;s da Igreja, n&oacute;s habitamos em Cristo&rdquo;. A igreja &eacute; o corpo de Cristo. &ldquo;Nesse corpo, a vida de Cristo &eacute; derramada nos crentes [infus&atilde;o], que, atrav&eacute;s dos sacramentos, s&atilde;o unidos numa forma real e misteriosa com Cristo&hellip; Ao participarmos do corpo do Senhor atrav&eacute;s do p&atilde;o da Eucaristia, somos admitidos em comunh&atilde;o com Ele e uns com os outros.&rdquo;[11] A Igreja e seus sacramentos t&ecirc;m um papel central no processo cat&oacute;lico de salva&ccedil;&atilde;o &ndash; posi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o encontrada no protestantismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais adiante, a enc&iacute;clica papal fez uma declara&ccedil;&atilde;o significativa, confiando a Igreja e sua miss&atilde;o &agrave; dire&ccedil;&atilde;o de Maria, vis&atilde;o essa que n&atilde;o &eacute; aceita pelos protestantes. Enquanto os protestantes sustentam que a salva&ccedil;&atilde;o ocorre somente atrav&eacute;s de Cristo e que Ele &eacute; a causa &uacute;nica e &uacute;nico mediador da salva&ccedil;&atilde;o, os cat&oacute;licos creem que a Igreja, Maria e os santos tamb&eacute;m exercem fun&ccedil;&atilde;o mediadora entre Deus e os seres humanos. Esses tr&ecirc;s s&atilde;o colocados entre Cristo e os crentes e, frequentemente, funcionam como se a miss&atilde;o dEle &ndash; vida, morte e atual intercess&atilde;o &ndash; n&atilde;o fosse suficiente.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Quem est&aacute; mudando?<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acaso, est&aacute; se desmoronando a barreira de Trento? Ou a miss&atilde;o protestante do s&eacute;culo 16 est&aacute; mudando? Alguns influentes l&iacute;deres protestantes est&atilde;o preocupados. David F. Wells, por exemplo, escreve: &ldquo;O mundo evang&eacute;lico, de fato, est&aacute; se dividindo porque suas verdades centrais, que uma vez o mantiveram unido, j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m o mesmo poder de unir que tinham no passado e, em alguns casos, s&atilde;o completamente rejeitadas, sem nenhuma rea&ccedil;&atilde;o posterior.&rdquo;[12] Exemplo disso &eacute; o surgimento de muitos movimentos ex&oacute;ticos que rejeitam a doutrina da justifica&ccedil;&atilde;o somente pela f&eacute; (<em>sola fide<\/em>), fundamento sobre o qual a igreja protestante &eacute; sustentada ou de onde se desmorona. Acertadamente, Guy P. Walters adverte que &ldquo;a igreja est&aacute; enfrentando uma amea&ccedil;a capaz de solapar seus alicerces&rdquo;.[13]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Karl Barth se referiu ao Conc&iacute;lio de Trento como aquele que &ldquo;fala de boas obras do homem regenerado, que &eacute; apenas um pecadorzinho e comete apenas min&uacute;sculos pecados, e que est&aacute; na feliz posi&ccedil;&atilde;o de ser capaz de crescer na gra&ccedil;a da justifica&ccedil;&atilde;o em coopera&ccedil;&atilde;o com ela, e at&eacute; mesmo aumentar o grau de sua eterna bem-aventuran&ccedil;a. A consequ&ecirc;ncia pr&aacute;tica de tudo isso &eacute; que a mis&eacute;ria do homem n&atilde;o &eacute; considerada, de nenhum modo, coisa s&eacute;ria ou perigosa para crist&atilde;os e n&atilde;o crist&atilde;os. A comunh&atilde;o da Reforma n&atilde;o poderia reconciliar-se com a igreja que sustenta essa doutrina, e n&atilde;o pode aceitar o convite para essa uni&atilde;o hoje&rdquo;.[14]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barth acrescenta: &ldquo;Com sua doutrina de justifica&ccedil;&atilde;o, a Igreja Cat&oacute;lica Romana fechou as portas &agrave; reforma de si mesma e se privou de toda possibilidade para tomar a iniciativa de unir a dividida Igreja. Era imposs&iacute;vel para as igrejas evang&eacute;licas voltar &agrave; comunh&atilde;o com Roma, quando o ponto decisivo do di&aacute;logo era conduzido dessa maneira. Elas n&atilde;o podiam renunciar &nbsp;&agrave; verdade pela unidade.&rdquo;[15] Esse comprometimento da verdade, em favor da unidade, est&aacute; na base dos recentes documentos cat&oacute;licos-protestantes com vistas &agrave; conquista de uma superficial unidade contra o secularismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora somente a Escritura tenha sido a regra de f&eacute; e cren&ccedil;a dos reformadores no s&eacute;culo 16, atualmente, m&eacute;todos cr&iacute;ticos s&atilde;o colocados acima dela por alguns eruditos protestantes, assim como, no catolicismo, o Magist&eacute;rio &eacute; colocado acima da Escritura. Quando a Escritura n&atilde;o &eacute; suprema, quando n&atilde;o lhe &eacute; permitido interpretar-se a si mesma, a tradi&ccedil;&atilde;o usurpa o papel interpretativo que ela possui seja entre cat&oacute;licos, seja entre protestantes. Essa &eacute; uma das raz&otilde;es fundamentais pela quais, hoje, existe mais harmonia entre cat&oacute;licos e protestantes do que no s&eacute;culo 16. Em outras palavras, o protestantismo est&aacute; mudando.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O contexto perdido<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naturalmente, a salva&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais ampla que justifica&ccedil;&atilde;o. O abismo entre os pecadores e o Salvador &eacute; intranspon&iacute;vel pela iniciativa do pecador. Por&eacute;m, Deus tomou a iniciativa de estender a cruz sobre o abismo a fim de resgatar os seres humanos. Salva&ccedil;&atilde;o requer a vida, morte, ressurrei&ccedil;&atilde;o e atual minist&eacute;rio de intercess&atilde;o do Salvador. Ela envolve justifica&ccedil;&atilde;o, santifica&ccedil;&atilde;o e glorifica&ccedil;&atilde;o final. Requer a obra do Esp&iacute;rito Santo, que restaura no ser humano a imagem de Deus que foi maculada pelo pecado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Salva&ccedil;&atilde;o implica um trabalho de recria&ccedil;&atilde;o e somente Deus pode recriar. &Eacute; por isso que Escritura apresenta a salva&ccedil;&atilde;o em tr&ecirc;s tempos: &ldquo;fomos salvos&rdquo; (Rm 8:24), &ldquo;somos salvos&rdquo; (1Co 1:18) e &ldquo;ser&aacute; salvo&rdquo; (Mt 24:13). Salva&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo, come&ccedil;ando com o novo nascimento (Jo 3:3-7), e terminando com a glorifica&ccedil;&atilde;o por ocasi&atilde;o da segunda vinda de Cristo (1Co 15:51-55). Salva&ccedil;&atilde;o &eacute; a resposta de Deus para o problema do pecado. Considerando que pecado &eacute; transgress&atilde;o da lei (1Jo 3:4), resultando em morte (Rm 6:23), Cristo morreu a fim de pagar a d&iacute;vida pecaminosa do homem (Is 53:5). O Calv&aacute;rio n&atilde;o significou a mera revela&ccedil;&atilde;o do amor de Deus; ele significou reden&ccedil;&atilde;o. Com a morte de Cristo, foi mantida a imutabilidade de Sua lei. Ele revelou a verdade a respeito da cruz. Isso n&atilde;o &eacute; abordado no corrente debate entre cat&oacute;licos e protestantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A salva&ccedil;&atilde;o necessita ser estudada no contexto relacional da Trindade. Ela n&atilde;o &eacute; resultado de obras merit&oacute;rias humanas, como nossos amigos cat&oacute;licos romanos acreditam, nem &eacute; uma obra de Deus decidindo por decreto o destino humano, conforme a cren&ccedil;a dos nossos amigos reformadores. Os primeiros veem a salva&ccedil;&atilde;o como fruto das obras humanas; os &uacute;ltimos a consideravam resultado de um decreto divino. O ponto de vista dos primeiros era lan&ccedil;ado contra o ponto de vista dos &uacute;ltimos. Te&oacute;logos adeptos dos dois conceitos precisam considerar a salva&ccedil;&atilde;o no contexto relacional da Trindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist&oacute;ria relacional da Trindade &eacute; um eterno concerto de amor. Entre as Pessoas da Trindade h&aacute; um rec&iacute;proco amor eterno, de modo que cada uma delas ama as outras duas Pessoas e, assim, a Divindade ama Seus seguidores, o que &eacute; a pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia da lei conforme foi enunciado por Jesus Cristo (Mt 22:37-40). A natureza de Deus &eacute; amor (1Jo 4:8), e a hist&oacute;ria do amor trinitariano demonstra que a lei &eacute; um transcrito do car&aacute;ter divino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pecado &eacute; mais que transgress&atilde;o lei (1Jo 3:4), &eacute; quebra de relacionamento, porque &ldquo;tudo o que n&atilde;o prov&eacute;m de f&eacute; &eacute; pecado&rdquo; (Rm 14:23). O pecado destr&oacute;i o relacionamento com a Trindade. Por outro lado, a salva&ccedil;&atilde;o &eacute; a restaura&ccedil;&atilde;o desse relacionamento. Isso significa que a alian&ccedil;a entre a Trindade e os seres humanos reflete a alian&ccedil;a de relacionamento que existe entre a pr&oacute;pria Trindade. De fato, essa alian&ccedil;a de relacionamento na din&acirc;mica &iacute;ntima da Trindade transborda na din&acirc;mica exterior entre ela e os seres humanos. Os crentes amar&atilde;o a Deus e aos semelhantes, e observar&atilde;o a lei de Deus atrav&eacute;s do concerto de comunh&atilde;o com a Trindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, quando a Escritura estabelece que a salva&ccedil;&atilde;o &eacute; alcan&ccedil;ada somente pela f&eacute; e n&atilde;o &eacute; dependente de obras humanas (Ef 2:7, 8), temos a&iacute; uma verdade fundamental. A salva&ccedil;&atilde;o &eacute; unicamente resultado do amor e da gra&ccedil;a de Deus para com os pecadores. Por causa do que tem realizado atrav&eacute;s de Cristo, Ele nos declara justos. Justifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; a infus&atilde;o de alguma coisa em nossa vida; muito menos nossas boas obras colaboram em coisa alguma no processo da salva&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, a pessoa salva foi salva para as boas obras; n&atilde;o pelas boas obras. Pessoas que foram salvas vivem como salvas, experimentando uma vida de obedi&ecirc;ncia atrav&eacute;s de boas obras. Cristo afirmou que o amor a Deus &eacute; revelado na observ&acirc;ncia da Sua lei (Jo 14:15). Santifica&ccedil;&atilde;o significa justamente isto: &ldquo;Logo, j&aacute; n&atilde;o sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela f&eacute; no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim&rdquo; (Gl 2:20). Isso proclama a verdade a respeito do Calv&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ess&ecirc;ncia da observ&acirc;ncia da lei &eacute; demonstrada na hist&oacute;ria da Trindade. Seu amor rec&iacute;proco n&atilde;o muda, pois a lei &eacute; t&atilde;o imut&aacute;vel quanto Deus. A Escritura declara que Deus n&atilde;o muda (Ml 3:6) e que &ldquo;Jesus Cristo, ontem e hoje, &eacute; o mesmo e o ser&aacute; para sempre&rdquo; (Hb 13:8). &Eacute; por isso que a lei foi escrita no cora&ccedil;&atilde;o dos crentes no per&iacute;odo hist&oacute;rico do Antigo Concerto (Dt 5:29; 6:4; 11:13; 30:6, 10; Is 51:7) assim como no per&iacute;odo do Novo Concerto (Jr 31:31-33). A salva&ccedil;&atilde;o sempre incluiu a inscri&ccedil;&atilde;o da lei no cora&ccedil;&atilde;o e mente, pois salva&ccedil;&atilde;o &eacute; restaura&ccedil;&atilde;o, transforma&ccedil;&atilde;o de rebeldes transgressores da lei em crentes guardadores da lei. Como diz o Apocalipse, &ldquo;aqui est&aacute; a paci&ecirc;ncia dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a f&eacute; em Jesus&rdquo; (Ap 14:12). No debate entre cat&oacute;licos e protestantes, a import&acirc;ncia da observ&acirc;ncia da lei no contexto da salva&ccedil;&atilde;o parece ter sido perdida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Promover a uni&atilde;o pela qual Cristo orou n&atilde;o &eacute; simplesmente teorizar sobre diferen&ccedil;as, reacomod&aacute;-las, e depois pretender que haja concord&acirc;ncia. Cristo orou nos seguintes termos: &ldquo;Santifica-os na verdade, a Tua Palavra &eacute; a verdade&rdquo; (Jo 17:17). &ldquo;A fim de que todos sejam um; e como &eacute;s Tu, &oacute; Pai, em Mim e Eu em Ti&rdquo; (v. 21). Essa &eacute; uma uni&atilde;o real. A Divindade est&aacute; unida em amor e verdade. Nenhum outro tipo de uni&atilde;o responde &agrave; ora&ccedil;&atilde;o de Cristo nem combate o secularismo, porque tamb&eacute;m &eacute; um tipo se uni&atilde;o secular. Assim, os l&iacute;deres que est&atilde;o empenhados em construir a uni&atilde;o entre cat&oacute;licos e protestantes est&atilde;o no caminho errado: afastam-se para longe em vez de se aproximar da verdadeira uni&atilde;o.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Refer&ecirc;ncias:<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Charles Colson, First Things: The Journal of Religion, Culture and Public Life, maio de 1994, p. 43.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Alister E. McGrath, Christianity&rsquo;s Dangerous Idea: The Protestant Revolution &ndash; A History From the Sixteenth Century to the Twenty-First (Nova York, NY: HarperCollins, 2007), p. 29.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 H. J. Schroeder, The Canons and Decrees of the Council of Trent (Rockford, IL: Tan Books and Publishers, 1978), p. 33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 Ibid., 34.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 Ibid., 36, 45.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 William G. T. Shedd, Dogmatic Theology (Phillipsburg, NJ: Presbyterian &amp; Reformed Publishing, 2003), p. 800.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 Francis Turrentin, Institutes of Elenctic Theology (Phillipsburg, NJ: Presbyterian &amp; Reformed Publishing, 1994), v. 2, p. 660.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 H. J. Schroeder, Op. Cit., p. 46.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 Paul G. Schrotenboer, Roman Catholicism: A Contemporary Evangelical Perspective (Grand Rapids, MI: Baker, 1988), p. 66.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 J. Michael Miller, ed., The Encyclicals of John Paul II (Huntington, IN: Our Sunday Visitor, 1996), p. 441, 442.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11 Walter Abbott, ed., The Documents of Vatican II (Londres: Herder and Herder Publishing, 1967), p. 19, 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12 David F. Wells, em By Faith Alone: Answering the Challenges to the Doctrine of Justification (Wheaton, IL: Crossway, 2007), p. 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13 Guy P. Waters, em By Faith Alone: Answering the Challenges to the Doctrine of Justification, p. 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14 Karl Barth, Church Dogmatics, 4:2 (Edinburgh: T&amp;T Clark), p. 498.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15 Karl Barth, Church Dogmatics, 4:1, p. 626.<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conc&iacute;lio de Trento (1545-1563) condenou a doutrina protestante da justifica&ccedil;&atilde;o, e os protestantes contra-atacaram. 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