{"id":887,"date":"2015-01-12T06:00:34","date_gmt":"2015-01-12T06:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=887"},"modified":"2015-01-12T12:13:49","modified_gmt":"2015-01-12T12:13:49","slug":"a-relacao-entre-os-escritos-de-ellen-g-white-e-a-biblia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/a-relacao-entre-os-escritos-de-ellen-g-white-e-a-biblia\/","title":{"rendered":"A Rela\u00e7\u00e3o entre os escritos de Ellen G. White e a B\u00edblia"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Talvez n&atilde;o haja assunto mais mal compreendido nas cren&ccedil;as dos adventistas do s&eacute;timo dia do que a quest&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o adequada entre os escritos de Ellen G. White e os da B&iacute;blia. Uma compara&ccedil;&atilde;o dos escritos de autores crist&atilde;os como Walter R. Martin1, Norman F. Doughty2&nbsp;e outros que escreveram criticamente sobre as cren&ccedil;as doutrin&aacute;rias dos adventistas, com algumas das declara&ccedil;&otilde;es frequentemente citadas dos pr&oacute;prios escritores adventistas, que parecem apresentar posi&ccedil;&otilde;es diferentes, se n&atilde;o conflitantes, faz-nos pensar se talvez n&oacute;s pr&oacute;prios, da igreja, &eacute; que somos os respons&aacute;veis por causar parte da confus&atilde;o l&aacute; fora! Por exemplo, tomemos a defini&ccedil;&atilde;o de duas palavras que usamos com frequ&ecirc;ncia nesta apresenta&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s partes:&nbsp;<i>inspira&ccedil;&atilde;o&nbsp;<\/i>e&nbsp;<i>revela&ccedil;&atilde;o<\/i>. O ex-pastor adventista Walter Rea, seguindo Webster, v&ecirc; a inspira&ccedil;&atilde;o como sendo &ldquo;a influ&ecirc;ncia divina direta ou imediatamente exercida sobre a mente ou alma dos homens&rdquo;. Rea rotula isto como &ldquo;subjetivo&rdquo;. A revela&ccedil;&atilde;o &eacute; vista como &ldquo;a comunica&ccedil;&atilde;o que Deus faz de Si mesmo e de Sua vontade a Suas criaturas&rdquo;; isto Rea rotula3&nbsp;como &ldquo;objetivo&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Depois de definir&nbsp;<i>objetivo&nbsp;<\/i>e&nbsp;<i>subjetivo,&nbsp;<\/i>Rea alega que esta revela&ccedil;&atilde;o objetiva possui autoridade, enquanto que a inspira&ccedil;&atilde;o subjetiva n&atilde;o possui. A revela&ccedil;&atilde;o objetiva, aos olhos de Rea, est&aacute; relacionada a fatos e planos de a&ccedil;&atilde;o, enquanto que a revela&ccedil;&atilde;o subjetiva &eacute; vista como estando associada a valores e opini&otilde;es pessoais.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Rea ent&atilde;o tira a conclus&atilde;o de que os pronunciamentos de Ellen White transmitem, em sua maioria, inspira&ccedil;&atilde;o subjetiva. Isto &eacute;, consistem principalmente de valores ou opini&otilde;es pessoais (ou dela, ou das pessoas que a influenciaram, ou de autores de quem ela copiou). Como tais, seus escritos n&atilde;o possuem virtualmente qualquer autoridade de Deus, a menos que possam ser provados por outras fontes, preferivelmente a B&iacute;blia.4<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">John J. Robertson, em seu livro&nbsp;<i>The White Truth&nbsp;<\/i>(&ldquo;A Verdade White&rdquo;)5&nbsp;, discorda desta dicotomia subjetivo\/objetivo. Para ele, &ldquo;a revela&ccedil;&atilde;o representa a atividade de Deus como quem&nbsp;<i>envia&nbsp;<\/i>uma mensagem a Seu profeta escolhido. A inspira&ccedil;&atilde;o representa a atividade de Deus sobre o profeta ou dentro dele, que ent&atilde;o se torna o transmissor dessa revela&ccedil;&atilde;o ao Seu povo.&rdquo;6<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Eu tamb&eacute;m discordo da dicotomia subjetivo\/objetivo projetada por Walter Rea, mas preferiria definir os termos &ndash; como foi feito na parte 1 desta s&eacute;rie &ndash; de maneira um pouco diferente de Robertson. Tomando emprestada em parte a defini&ccedil;&atilde;o de Raoul Dederen, sugerimos que a inspira&ccedil;&atilde;o pode ser considerada um&nbsp;<i>processo&nbsp;<\/i>pelo qual Deus capacita o profeta a receber e comunicar Sua mensagem, enquanto que revela&ccedil;&atilde;o &eacute; vista como o&nbsp;<i>conte&uacute;do&nbsp;<\/i>da mensagem assim comunicada.7<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Um estranho ao adventismo, lendo estes tr&ecirc;s conjuntos de defini&ccedil;&otilde;es, talvez possa ser desculpado por se perguntar se a igreja realmente tem uma teologia coerente! O mesmo tem acontecido com nossos pronunciamentos sobre a rela&ccedil;&atilde;o dos escritos de Ellen White para com a B&iacute;blia. Dentro da igreja tamb&eacute;m tem havido alguma confus&atilde;o sobre os escritos da Sr&ordf; White, bem como um pouco de abuso e mau uso deles. Alguns membros de fato t&ecirc;m feito deles uma segunda B&iacute;blia, parecendo com frequ&ecirc;ncia considerar a Sr&ordf; White o mais importante dos dois. Alguns ministros e professores t&ecirc;m citado a Sr&ordf; White dez vezes ou mais para cada passagem da B&iacute;blia; alguns t&ecirc;m at&eacute; pregado serm&otilde;es do tipo &ldquo;trem de carga&rdquo; (a locomotiva &eacute; a introdu&ccedil;&atilde;o do serm&atilde;o, seguida por uma fileira de vag&otilde;es de carga &ndash; cita&ccedil;&otilde;es da Sr&ordf; White; e por fim vem o &uacute;ltimo vag&atilde;o, a conclus&atilde;o do serm&atilde;o). A frustra&ccedil;&atilde;o e irrita&ccedil;&atilde;o experimentada por um motorista que fica esperando passar um longo e lento trem de carga &eacute; quase id&ecirc;ntica aos sentimentos de exaspera&ccedil;&atilde;o e ira por parte daquele que &eacute; for&ccedil;ado a ouvir este tipo de mostruosidade homil&eacute;tica. Os escritos da Sr&ordf; White tamb&eacute;m t&ecirc;m sido mal usados por pais, professores e pregadores, que t&ecirc;m usado declara&ccedil;&otilde;es deles como uma palmat&oacute;ria teol&oacute;gica com a qual se corrige o ofensor para faz&ecirc;-lo submeter-se. Contudo, este mau uso, quer por proponentes do conceito de que os escritos de Ellen White s&atilde;o uma segunda B&iacute;blia (ou mesmo um adendo &agrave; B&iacute;blia), ou por outras aplica&ccedil;&otilde;es err&ocirc;neas, n&atilde;o &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o da igreja adventista do s&eacute;timo dia, mesmo que estas posi&ccedil;&otilde;es sejam adotadas por alguns de seus membros bem-intencionados, mas mal informados. E, como diria John Quincy Adams, &ldquo;Argumentos extra&iacute;dos do abuso de alguma coisa n&atilde;o s&atilde;o admiss&iacute;veis contra o seu uso.&rdquo;&nbsp;8&nbsp;Em outras palavras, &ldquo;N&atilde;o jogue fora o beb&ecirc; junto com a &aacute;gua do banho!&rdquo; Qual, ent&atilde;o, &eacute; realmente a posi&ccedil;&atilde;o da denomina&ccedil;&atilde;o com respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o adequada entre os escritos da Sr&ordf; White e a B&iacute;blia Sagrada? Segundo entendo, afirmamos que Ellen G. White foi inspirada da mesma forma e no mesmo grau que os profetas b&iacute;blicos; mas &ndash; e isto ser&aacute; paradoxal para alguns &ndash;&nbsp;<i>n&atilde;o&nbsp;<\/i>fazemos dos escritos dela uma segunda B&iacute;blia, ou mesmo uma adi&ccedil;&atilde;o ao c&acirc;non sagrado da Palavra de Deus. Deixe-me explicar.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A Palavra de Deus atrav&eacute;s dos profetas<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os adventistas do s&eacute;timo dia geralmente cr&ecirc;em que o c&acirc;non sagrado da Escritura foi encerrado com a inclus&atilde;o do Apocalipse de Jo&atilde;o. E o c&acirc;non, portanto, &eacute; tanto completo quanto suficiente em si mesmo. Em outras palavras, &eacute; poss&iacute;vel para uma pessoa encontrar Jesus Cristo, obter salva&ccedil;&atilde;o e vida eterna, sem jamais ter ouvido Ellen G. White ou lido uma s&oacute; palavra de seus escritos.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os adventistas, al&eacute;m disso, desde seus primeiros dias, t&ecirc;m mantido tradicionalmente a posi&ccedil;&atilde;o de que as Escrituras s&atilde;o a&nbsp;<i>fonte&nbsp;<\/i>de nossas cren&ccedil;as doutrin&aacute;rias, a&nbsp;<i>autoridade&nbsp;<\/i>dessas cren&ccedil;as, e o&nbsp;<i>teste&nbsp;<\/i>de todas as cren&ccedil;as (e tamb&eacute;m de toda experi&ecirc;ncia religiosa). Contudo, tendo dito tudo isso, &eacute; tamb&eacute;m claramente evidente pela B&iacute;blia que Deus tamb&eacute;m usou v&aacute;rios mensageiros prof&eacute;ticos, muitos deles contempor&acirc;neos dos escritores b&iacute;blicos, mas cujos pronunciamentos n&atilde;o formam parte do c&acirc;non em si. Alguns deles fizeram seu trabalho durante os tempos do Velho Testamento, alguns durante os tempos do Novo Testamento. Parece evidente que o minist&eacute;rio prof&eacute;tico deles envolvia o mesmo tipo de trabalho que o dos escritores b&iacute;blicos. E esta lista de profetas n&atilde;o-can&ocirc;nicos incluiu tanto mulheres quanto homens &ndash; cinco destes mencionados em cada um dos testamentos.&nbsp;9<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O primeiro profeta mencionado na B&iacute;blia foi Enoque, &ldquo;o s&eacute;timo depois de Ad&atilde;o&rdquo; (Judas 14); assim o &ldquo;dom espiritual&rdquo; da profecia esteve entre os primeiros dos assim chamados &ldquo;dons do Esp&iacute;rito Santo&rdquo; a serem concedidos &agrave; fam&iacute;lia humana. Durante os primeiros 2500 anos da hist&oacute;ria humana todos os pronunciamentos prof&eacute;ticos foram orais. Mois&eacute;s marca o ponto de transi&ccedil;&atilde;o: ele foi o primeiro profeta liter&aacute;rio. Deste momento em diante ambas as variedades de profetas floresceram.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Profetas liter&aacute;rios mas n&atilde;o-can&ocirc;nicos<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Nem todos os profetas liter&aacute;rios, por&eacute;m, se encontraram como autores de obras que mais tarde seriam adicionadas ao c&acirc;non do Velho ou do Novo Testamento. Pelo menos oito profetas liter&aacute;rios mas n&atilde;o-can&ocirc;nicos s&atilde;o mencionados por nome no Velho Testamento. Jasar foi o primeiro, quinze s&eacute;culos antes de Cristo, talvez s&oacute; uns 40 anos ap&oacute;s o tempo de Mois&eacute;s. Embora o Livro de Jasar seja mencionado tanto em Josu&eacute; 10:13 quanto em II Samuel 1:18 (ARA &ndash; Livro dos Justos), este livro n&atilde;o foi inclu&iacute;do no Velho Testamento. Quatro s&eacute;culos e meio mais tarde, &ldquo;Nat&atilde; o profeta&rdquo; e &ldquo;Gade o vidente&rdquo; escreveram livros10&nbsp;durante o reinado do rei Davi; mas conquato os salmos deste foram incorporados ao Velho Testamento, os livros dos primeiros n&atilde;o o foram. Cerca de duas d&eacute;cadas mais tarde A&iacute;as, o silonita, foi o autor de escritos profeticamente inspirados,&nbsp;11&nbsp;e outros 20 anos mais tarde vieram o profeta Sema&iacute;as&nbsp;12&nbsp;e o vidente Ido&nbsp;13&nbsp;como profetas liter&aacute;rios mas n&atilde;o-can&ocirc;nicos. Ent&atilde;o, cerca de 20 anos depois disto, Je&uacute; escreveu um livro prof&eacute;tico inspirado&nbsp;14&nbsp;e o &uacute;ltimo dos profetas liter&aacute;rios mas n&atilde;o-can&ocirc;nicos (pelo menos dos mencionados na B&iacute;blia) foi Elias&nbsp;15no in&iacute;cio do s&eacute;culo nono antes de Cristo. Vem imediatamente &agrave; mente a pergunta: se estes homens foram verdadeiramente inspirados, por que seus escritos n&atilde;o foram inclu&iacute;dos no Velho Testamento? Alguns j&aacute; sugeriram uma pronta solu&ccedil;&atilde;o: os escritos deles, embora inspirados, n&atilde;o eram&nbsp;<i>t&atilde;o&nbsp;<\/i>inspirados quanto os dos autores b&iacute;blicos. Esta id&eacute;ia de graus de inspira&ccedil;&atilde;o tem uma longa hist&oacute;ria no adventismo; uma varia&ccedil;&atilde;o deste tema veio &agrave; tona em nosso pr&oacute;prio tempo.&nbsp;16<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma hip&oacute;tese de validade igual (se n&atilde;o superior) &eacute; que as mensagens destes escritores prof&eacute;ticos liter&aacute;rios mas n&atilde;o-can&ocirc;nicos eram de natureza local: foram escritas para atender a uma situa&ccedil;&atilde;o imediata de sua pr&oacute;pria &eacute;poca. O Esp&iacute;rito Santo em Sua sabedoria infinitamente superior achou que era necess&aacute;rio preservar essas mensagens para per&iacute;odos posteriores da hist&oacute;ria.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b><\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Graus de inspira&ccedil;&atilde;o?<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Oferecemos agora tr&ecirc;s argumentos contra o conceito de graus de inspira&ccedil;&atilde;o (ou graus de revela&ccedil;&atilde;o):&nbsp;<i>a. A partir de observa&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica:&nbsp;<\/i>o registro b&iacute;blico n&atilde;o faz diferen&ccedil;a entre profetas can&ocirc;nicos e n&atilde;o-can&ocirc;nicos quanto &agrave; fonte de suas mensagens, nem na &ldquo;cadeia de comando&rdquo; empregada na comunica&ccedil;&atilde;o das mensagens desde a Divindade at&eacute; o profeta. N&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a no m&eacute;todo de comunica&ccedil;&atilde;o; nenhuma diferen&ccedil;a com respeito aos fen&ocirc;menos f&iacute;sicos associados com um profeta em vis&atilde;o; nenhuma diferen&ccedil;a no tipo de mensagens comunicadas &ndash; encorajamento, conselho, admoesta&ccedil;&atilde;o, reprova&ccedil;&atilde;o, censura; nenhuma diferen&ccedil;a nos tipos de &ldquo;imperfei&ccedil;&otilde;es&rdquo; dos &ldquo;vasos de barro&rdquo;; nenhuma diferen&ccedil;a na resposta que as mensagens provocaram &ndash; alguns ouvintes as atenderam e foram aben&ccedil;oados, outros as desconsideraram e sofreram as conseq&uuml;&ecirc;ncias. Admitimos ser este o argumento do sil&ecirc;ncio; mas &eacute; irrazo&aacute;vel afirmar que o &ocirc;nus da prova cabe &agrave; pessoa que quer estabelecer diferentes graus de inspira&ccedil;&atilde;o?&nbsp;<i>b. A partir da l&oacute;gica:&nbsp;<\/i>levantar a quest&atilde;o de graus de inspira&ccedil;&atilde;o (ou revela&ccedil;&atilde;o) imediatamente cria a necessidade de determinar exatamente quem far&aacute; a classifica&ccedil;&atilde;o. Tal &aacute;rbitro precisa necessariamente ser elevado n&atilde;o simplesmente ao n&iacute;vel do profeta, mas a um n&iacute;vel&nbsp;<i>acima&nbsp;<\/i>do profeta, j&aacute; que ele &eacute; quem faz o julgamento, decretando que uma parte dos escritos do profeta &eacute; mais inspirada que outra.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Este problema &eacute; ainda mais complicado porque nenhum homem pode se elevar mesmo ao n&iacute;vel de um profeta &ndash; muito menos a uma posi&ccedil;&atilde;o acima da do profeta. Paulo afirma claramente que o&nbsp;<i>Esp&iacute;rito Santo&nbsp;<\/i>divide os dons espirituais a cada um &ldquo;segundo a sua vontade&rdquo; (I Cor&iacute;ntios 12:11; Hebreus 2:4). &ldquo;Ningu&eacute;m, pois, toma esta honra para si mesmo&rdquo;; o m&aacute;ximo que qualquer ser humano, por si, pode fazer, &eacute; &ldquo;[procurar], com zelo, os melhores dons&rdquo; (I Cor&iacute;ntios 12:31). Certamente nenhum mero ser humano deve presun&ccedil;osamente se colocar acima dos profetas para determinar uma quest&atilde;o como esta!&nbsp;<i>c. A partir da f&eacute;:&nbsp;<\/i>Aceito Ellen White como uma profetisa inspirada do Senhor, e ela certa vez declarou que n&atilde;o existem graus de inspira&ccedil;&atilde;o. E isso, se n&atilde;o houvesse nenhum outro argumento, seria suficiente para resolver o assunto para mim. Ningu&eacute;m menos que o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Geral, George I. Butler, certa vez discorreu sobre o assunto da inspira&ccedil;&atilde;o e revela&ccedil;&atilde;o. Em seus dez artigos, que foram publicados de 8 de janeiro a 3 de junho de 1884 na&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, Butler exp&ocirc;s a ideia de que havia &ldquo;diferen&ccedil;as em graus&rdquo; de inspira&ccedil;&atilde;o.&nbsp;17<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ellen White permaneceu em sil&ecirc;ncio por cinco anos. Ser&aacute; que ela estava caridosamente esperando que ele descobrisse seu pr&oacute;prio erro e o corrigisse, poupando assim a si mesmo (e a ela) o embara&ccedil;o de uma censura p&uacute;blica?<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">N&atilde;o sabemos; contudo, em 1889 ela escreveu uma resposta bastante incisiva:&ldquo;Tanto no Tabern&aacute;culo [de Battle Creek] como no col&eacute;gio tem sido ensinado o assunto da inspira&ccedil;&atilde;o, e homens finitos se t&ecirc;m arrogado dizer que certas coisas nas Escrituras foram inspiradas e outras n&atilde;o. Foi-me mostrado que o Senhor n&atilde;o inspirou os artigos acerca da inspira&ccedil;&atilde;o publicados na&nbsp;<i>Review.&nbsp;<\/i>Quando os homens se atrevem a criticar a Palavra de Deus, atrevem-se a pisar em terreno santo, sagrado, e melhor lhes seria esconder sua sabedoria como loucura. Deus n&atilde;o designou homem algum para proferir ju&iacute;zos sobre Sua Palavra, escolhendo umas coisas como inspiradas e desacreditando outras como n&atilde;o inspiradas. Os testemunhos t&ecirc;m sido tratados da mesma maneira; mas Deus n&atilde;o est&aacute; nisto.&rdquo;&nbsp;18<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Graus de autoridade &ndash; uma posi&ccedil;&atilde;o insustent&aacute;vel<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Alguns que favorecem a ideia de graus de inspira&ccedil;&atilde;o (ou revela&ccedil;&atilde;o) t&ecirc;m promovido recentemente a ideia de que profetas tamb&eacute;m t&ecirc;m graus de autoridade. Esta &uacute;ltima posi&ccedil;&atilde;o &eacute; t&atilde;o insustent&aacute;vel quanto a primeira, em grande parte pelas mesmas raz&otilde;es. Empiricamente n&atilde;o h&aacute; qualquer evid&ecirc;ncia b&iacute;blica de que um grupo de profetas tivesse mais &ndash; ou menos &ndash; autoridade do que outro grupo. Contudo, se houvesse, realmente, graus de autoridade, como seriam determinados? E por quem? A experi&ecirc;ncia do rei Davi com dois profetas liter&aacute;rios, mas n&atilde;o-can&ocirc;nicos que ministraram durante seu reinado pareceriam fornecer evid&ecirc;ncias contra os graus de inspira&ccedil;&atilde;o ou autoridade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>Nat&atilde;.&nbsp;<\/i>Na parte 2 discutimos o problema do entusi&aacute;stico endosso de Nat&atilde; ao plano de Davi de construir um templo, sem primeiro consultar a Deus para ver se o plano tinha&nbsp;<i>Sua&nbsp;<\/i>divina aprova&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o tinha, e naquela noite Deus falou a Nat&atilde; dizendo-lhe que voltasse ao rei e corrigisse a mensagem anterior (II Samuel 7:1-17). Cinco cap&iacute;tulos depois encontramos Nat&atilde; de volta no pal&aacute;cio, por orienta&ccedil;&atilde;o de Deus, para repreender Davi pelos seus pecados g&ecirc;meos de adult&eacute;rio com Bate-Seba e assassinato do marido dela, Urias. Usando o disfarce de uma par&aacute;bola, Nat&atilde; corajosamente faz Davi entender a enormidade de seus crimes; e Davi, convencido pelo Esp&iacute;rito Santo atrav&eacute;s de Seu mensageiro, se confessa e se arrepende. Nat&atilde; ent&atilde;o assegura a Davi que Deus havia aceito seu arrependimento e o havia perdoado (II Samuel 12:1-14). Nat&atilde; adverte, por&eacute;m, que consequ&ecirc;ncias inexor&aacute;veis resultar&atilde;o dos atos de Davi. Estas consequ&ecirc;ncias ainda ocorrer&atilde;o apesar do generoso e misericordioso perd&atilde;o de Deus (versos 15-23). Mais tarde, partindo de seu genu&iacute;no arrependimento e remorso, Davi escreveu o Salmo 51, no qual ele apela a Deus: &ldquo;Apaga as minhas transgress&otilde;es &hellip; purifica-me do meu pecado. Cria em mim, &oacute; Deus, um cora&ccedil;&atilde;o puro e renova dentro de mim um esp&iacute;rito inabal&aacute;vel. N&atilde;o me repulses da tua presen&ccedil;a, nem me retires o teu Santo Esp&iacute;rito. Restitui-me a alegria da tua salva&ccedil;&atilde;o &hellip; Ent&atilde;o, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converter&atilde;o a ti&rdquo; (versos 1, 2, 10-13). E Deus lhe concedeu este desejo sincero.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Tanto Nat&atilde; quanto Davi foram profetas. Algumas centenas de anos mais tarde, quando o c&acirc;non do Velho Testamento ia ser formado (talvez sob a supervis&atilde;o de Esdras), o Livro de Nat&atilde; n&atilde;o seria inclu&iacute;do, mas os salmos de Davi seriam. Assim, Davi se tornaria um profeta can&ocirc;nico, e Nat&atilde; um profeta n&atilde;o-can&ocirc;nico. Sabemos deste encontro n&atilde;o porque ele se ache no Livro de Nat&atilde;, mas porque o autor de II Samuel 12 o incluiu em seu livro.&nbsp;19&nbsp;Se por acaso tivesse sido dada a Davi uma vis&atilde;o do futuro, na qual ele fosse informado de seu subsequente status, e do de Nat&atilde;, e se Davi tivesse adotado a fantasiosa teoria dos graus de inspira&ccedil;&atilde;o, talvez tivesse logicamente ocorrido o seguinte di&aacute;logo:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ap&oacute;s ser censurado por Nat&atilde;, talvez Davi tivesse levantado a m&atilde;o, em advert&ecirc;ncia, e dito: &ldquo;Espere um minuto, Nat&atilde;. Voc&ecirc; deve mostrar mais respeito e defer&ecirc;ncia a mim. Sim, voc&ecirc; &eacute; um profeta; mas ser&aacute; um profeta n&atilde;o-can&ocirc;nico esquecido daqui a alguns s&eacute;culos. Eu serei um profeta can&ocirc;nico; crist&atilde;os daqui a tr&ecirc;s mil&ecirc;nios estar&atilde;o cantando meus salmos em suas igrejas. Meu Salmo 51 de arrependimento encorajar&aacute; o cora&ccedil;&atilde;o de milh&otilde;es de pessoas ao longo dos s&eacute;culos. Mas daqui a 3000 anos ningu&eacute;m saber&aacute; uma &uacute;nica palavra do que voc&ecirc; escreveu no Livro de Nat&atilde;!&rdquo; Talvez Davi tivesse at&eacute; repreendido um pouco a Nat&atilde;, num esfor&ccedil;o de defender-se, acrescentando: &ldquo;Tenha cuidado, Nat&atilde;. Lembre-se, voc&ecirc; n&atilde;o estava muito certo algum tempo atr&aacute;s quando me deu sua aprova&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica para que eu constru&iacute;sse o templo. Tem certeza de que est&aacute; certo agora?&rdquo; E que dizer dos graus de autoridade? Bem, a hist&oacute;ria come&ccedil;a de maneira muito simples: &ldquo;O Senhor&nbsp;<i>enviou Nat&atilde;&nbsp;<\/i>a Davi.&rdquo; Nat&atilde; tinha autoridade? Autoridade de quem? E quanta autoridade? Essas simples palavras citadas em II Samuel 12:1 respondem a estas perguntas de maneira poderosa. A esta altura &eacute; &uacute;til a experi&ecirc;ncia de Gade, o outro profeta liter&aacute;rio mas n&atilde;o-can&ocirc;nico que ministrou a Davi.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em I Cr&ocirc;nicas 21 lemos que Satan&aacute;s tentou Davi a pecar ao fazer o recenseamento de Israel. O general do rei, Joabe, protestou em v&atilde;o. Israel foi recenseado (versos 1 a 6), e &ldquo;tudo isto desagradou a Deus, pelo que feriu a Israel&rdquo; (verso 7).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No verso seguinte, Davi est&aacute; conversando diretamente com Deus. Ele confessa sua tolice e culpa e pede perd&atilde;o. Mas no verso 9 Deus n&atilde;o Se dirige a Davi diretamente, como certamente poderia ter feito, pois os profetas t&ecirc;m um canal especial de comunica&ccedil;&atilde;o com o Todo-Poderoso.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">N&atilde;o. &ldquo;Falou, pois, o Senhor a Gade, o vidente de Davi.&rdquo; Uma vez que Davi seria um profeta can&ocirc;nico, por que Deus n&atilde;o Se comunicou diretamente com ele? Por que escolheu, em vez disso, um profeta n&atilde;o-can&ocirc;nico? Note, ainda, o que Deus disse a Gade: &ldquo;Vai e dize a Davi: Assim diz o Senhor: &hellip;&rdquo; (verso 10). Certamente esta frase indica enfaticamente a autoridade da mensagem de Gade. Ser&aacute; que Gade precisava de qualquer outra autoridade sen&atilde;o um &ldquo;Assim diz o Senhor&rdquo;? O que Deus disse a Gade que fizesse? Ele foi instru&iacute;do a dizer a Davi que Deus agora estava oferecendo ao rei sua escolha de tr&ecirc;s puni&ccedil;&otilde;es: tr&ecirc;s anos de fome, tr&ecirc;s meses de destrui&ccedil;&atilde;o pelos inimigos, ou tr&ecirc;s dias de peste na terra (verso 12). Deus tamb&eacute;m ordenou que Gade dissesse a Davi: &ldquo;V&ecirc;, pois, agora, que resposta hei de dar ao que me enviou&rdquo; (verso 12). Davi tinha o canal prof&eacute;tico especial de comunica&ccedil;&atilde;o; mas n&atilde;o devia us&aacute;-lo neste caso; ao contr&aacute;rio, devia se comunicar de volta com Deus por meio de Gade.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Novamente dizemos que n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias de que Davi reivindicasse inspira&ccedil;&atilde;o superior &agrave; de Gade. Em vez disso, &ldquo;subiu, pois, Davi, segundo a palavra de Gade, que falara em nome do Senhor&rdquo; (verso 19).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; absurdo falar em graus de inspira&ccedil;&atilde;o. Ou um profeta &eacute; inspirado, ou n&atilde;o &eacute;. Recentemente estive presente a uma reuni&atilde;o em que havia um grande n&uacute;mero de mulheres que estavam esperando dar filhos &agrave; luz num futuro pr&oacute;ximo. Algumas estavam bem avan&ccedil;adas na gravidez; algumas estavam no princ&iacute;pio. &Agrave;s vezes falamos de uma mulher no primeiro trimestre de gravidez como estando &ldquo;ligeiramente gr&aacute;vida&rdquo;. Mas a express&atilde;o n&atilde;o s&oacute; &eacute; inexata, mas incorreta. Nunca se viu uma mulher que estivesse &ldquo;ligeiramente gr&aacute;vida&rdquo;. Ou ela est&aacute; gr&aacute;vida, ou n&atilde;o! Da mesma forma, nunca se viu um profeta que fosse &ldquo;ligeiramente&rdquo; inspirado. &Eacute; igualmente absurdo falar de graus de autoridade. Em 2 de fevereiro de 1980, o respeitado estudioso adventista Don F. Neufeld&nbsp;20&nbsp;pregou um serm&atilde;o na igreja adventista de Takoma Park, Maryland, intitulado &ldquo;Quando Jesus Fala&rdquo;. Para esta mensagem, que foi a &uacute;ltima que ele pregou,&nbsp;21&nbsp;Neufeld escolheu como seu texto Apocalipse 19:10: &ldquo;Pois o testemunho de Jesus &eacute; o esp&iacute;rito da profecia&rdquo;. Em sua mensagem ele discorreu sobre as v&aacute;rias poss&iacute;veis tradu&ccedil;&otilde;es dessas frases que s&atilde;o familiares aos adventistas: &ldquo;o testemunho de Jesus&rdquo; e &ldquo;o esp&iacute;rito de profecia&rdquo;. E em sua conclus&atilde;o ele demonstrou um ponto muito convincente: &ldquo;Atrav&eacute;s de Seu testemunho aos profetas do Novo Testamento, Jesus predisse que a atividade prof&eacute;tica, como um dos muitos dons espirituais, continuaria na igreja. Em outras palavras, o testemunho de Jesus para Seu povo n&atilde;o devia cessar ap&oacute;s os livros que comp&otilde;em o c&acirc;non atual da B&iacute;blia terem sido escritos. A atividade prof&eacute;tica continuaria ap&oacute;s o encerramento do c&acirc;non.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;Isto nos leva a uma importante pergunta. Se em toda atividade prof&eacute;tica &eacute; Jesus quem est&aacute; falando, quer nos tempos do Velho Testamento, nos tempos do Novo Testamento, ou em tempos posteriores ao Novo Testamento,&nbsp;<i>podemos com l&oacute;gica fazer uma distin&ccedil;&atilde;o e dizer que o que Jesus disse em um per&iacute;odo &eacute; mais, ou menos, autoritativo do que o que Ele disse em qualquer outro per&iacute;odo,&nbsp;<\/i>pelo menos com refer&ecirc;ncia &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es envolvidas? &ldquo;Por exemplo, algo que Jesus disse no s&eacute;culo I A.D. poderia ser mais, ou menos, autoritativo do que o que Ele disse no s&eacute;culo XIX A.D.? A resposta, eu acho, &eacute; &oacute;bvia. N&atilde;o faz sentido querer defender graus de inspira&ccedil;&atilde;o, como se o que Jesus disse em uma gera&ccedil;&atilde;o seja mais inspirado do que o que Ele disse em outra.&rdquo;&nbsp;22&nbsp;Os adventistas do s&eacute;timo dia geralmente afirmam que Ellen G. White &eacute; melhor compreendida no papel dos profetas liter&aacute;rios mas n&atilde;o-can&ocirc;nicos da B&iacute;blia. Como tal, seus escritos foram inspirados pelo Esp&iacute;rito Santo da mesma forma e no mesmo grau que os escritos que foram incorporados &agrave; B&iacute;blia; contudo n&atilde;o fazemos deles uma segunda B&iacute;blia, nem mesmo os consideramos como uma adi&ccedil;&atilde;o ao c&acirc;non sagrado da Escritura. Notemos a seguir como Ellen White via seus escritos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; B&iacute;blia.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A analogia da &ldquo;luz maior&rdquo;\/&ldquo;luz menor&rdquo;<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Numa &ldquo;carta aberta&rdquo; aos membros da igreja, escrita em 6 de dezembro de 1902 e publicada na&nbsp;<i>Advent Review and Sabbath Herald&nbsp;<\/i>de 20 de janeiro de 1903, a Sr&ordf; White estava olhando &agrave; frente, ao novo ano, e estava especialmente preocupada com a obra da colportagem, que na &eacute;poca estava enlanguescendo. &ldquo;Tenho sido instru&iacute;da de que a obra da colportagem [venda da literatura adventista de porta em porta] deve ser revivida, e que deve ser levada avante com cada vez mais sucesso.&rdquo;&nbsp;23Ela expressa aprecia&ccedil;&atilde;o pelos esfor&ccedil;os unidos dos leigos e colportores em promover o livro&nbsp;<i>Par&aacute;bolas de Jesus&nbsp;<\/i>(cujos royalties ela dedicara para ajudar a pagar a d&iacute;vida que o Col&eacute;gio de Battle Creek tinha), e ela insiste em que se d&ecirc; maior aten&ccedil;&atilde;o &agrave; circula&ccedil;&atilde;o de suas outras obras. Salientando a import&acirc;ncia deste esfor&ccedil;o mission&aacute;rio, ela acrescenta: &ldquo;A irm&atilde; White n&atilde;o &eacute; a originadora destes livros. Eles cont&ecirc;m as instru&ccedil;&otilde;es que o Senhor tem lhe dado durante a obra de sua vida. Eles cont&ecirc;m a preciosa e confortadora luz que Deus graciosamente deu a Sua serva para ser dada ao mundo. De suas p&aacute;ginas esta luz deve brilhar para os cora&ccedil;&otilde;es de homens e mulheres, levando-os ao Salvador. O Senhor declarou que estes livros devem ser espalhados por todo o mundo.&rdquo;&nbsp;24&nbsp;Ent&atilde;o, para ampliar esta ideia de que a &ldquo;luz deve brilhar&rdquo; de seus escritos, e para demonstrar a rela&ccedil;&atilde;o entre esses livros e os escritos da B&iacute;blia, ela empregou a met&aacute;fora frequentemente citada: &ldquo;O Senhor enviou a Seu povo muitas instru&ccedil;&otilde;es, regra sobre regra, preceito sobre preceito, um pouco aqui, um pouco ali. Pouca aten&ccedil;&atilde;o &eacute; dada &agrave; B&iacute;blia, e&nbsp;<i>o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres &agrave; luz maior.&nbsp;<\/i>25&nbsp;Aqui a Sr&ordf; White faz refer&ecirc;ncia eventual a G&ecirc;nesis 1:16: &ldquo;Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite&rdquo;. Por analogia ela est&aacute; dizendo que a B&iacute;blia &eacute; a &ldquo;luz maior&rdquo;, e que seus escritos s&atilde;o a &ldquo;luz menor&rdquo;. Antes de examinar esta analogia em detalhes para determinar o que a Sr&ordf; White tencionava ensinar com ela (e, igualmente importante, o que ela&nbsp;<i>n&atilde;o&nbsp;<\/i>desejava transmitir), examinemos primeiro a quest&atilde;o de como a pr&oacute;pria Sr&ordf; White via esta &ldquo;luz maior&rdquo; da B&iacute;blia Sagrada.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Sintetizando uma lista &uacute;til fornecida por Denton E. Rebok&nbsp;26&nbsp;e algumas observa&ccedil;&otilde;es em tr&ecirc;s par&aacute;grafos da introdu&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>,&nbsp;27&nbsp;notamos a posi&ccedil;&atilde;o da Sr&ordf; White sobre a B&iacute;blia, e depois como ela via seus escritos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; B&iacute;blia:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><strong style=\"color: black;\"><i>a. A natureza da B&iacute;blia<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. A B&iacute;blia inteira &eacute; a inspirada palavra de Deus.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. A &ldquo;verdade de Deus encontra-se em Sua Palavra&rdquo;. Ningu&eacute;m precisa &ldquo;procurar em outro lugar a verdade presente&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><strong style=\"color: black;\"><i>b. Prop&oacute;sito da B&iacute;blia<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. A B&iacute;blia estabelece o padr&atilde;o para o viver crist&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. Ela cont&eacute;m &ldquo;conforto, guia e conselho e o plano da salva&ccedil;&atilde;o t&atilde;o claro como um raio de sol&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">3. Adapta-se &agrave;s necessidades de todos &ndash; ricos e pobres, letrados e ignorantes, &ldquo;todas as idades e todas as classes&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">4. Ela cont&eacute;m todo o conhecimento que &eacute; &ldquo;necess&aacute;rio para a salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Portanto, os homens devem apegar-se &agrave; B&iacute;blia, crendo nela e obedecendo a ela; e ent&atilde;o &ldquo;nenhum&rdquo; deles se perder&aacute;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><strong style=\"color: black;\"><i>c. Primazia da B&iacute;blia<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. Deve ser aceita &ldquo;como autorizada e infal&iacute;vel revela&ccedil;&atilde;o&rdquo; da vontade de Deus.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. Como tal, ela &eacute; &ldquo;a norma do car&aacute;ter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experi&ecirc;ncia religiosa&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><strong style=\"color: black;\"><i>d. Papel dos dons espirituais (profecia):<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. A exist&ecirc;ncia da B&iacute;blia &ldquo;n&atilde;o tornou desnecess&aacute;ria a cont&iacute;nua presen&ccedil;a e dire&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. Ao contr&aacute;rio, Jesus prometeu aos Seus seguidores o dom do Esp&iacute;rito Santo para &ldquo;aclarar a Palavra a Seus servos&rdquo; e &ldquo;para iluminar e aplicar os seus ensinos&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">3. Uma vez que a consist&ecirc;ncia &eacute; um atributo da Divindade, e uma vez que foi o Esp&iacute;rito Santo que originalmente inspirou a B&iacute;blia, &eacute; imposs&iacute;vel que o ensino do Esp&iacute;rito Santo atrav&eacute;s dos dons do Esp&iacute;rito fossem contr&aacute;rios ao que a B&iacute;blia diz.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">4. O Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o foi, n&atilde;o &eacute;, e nunca ser&aacute; dado &ldquo;a fim de sobrepor-Se &agrave; Escritura&rdquo; porque a Palavra de Deus &eacute; &ldquo;a norma pela qual todo ensino e experi&ecirc;ncia devem ser aferidos&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">5. Os&nbsp;<i>Testemunhos&nbsp;<\/i>foram dados apenas porque o homem negligenciou a B&iacute;blia, e os Testemunhos o encaminharam de volta a ela.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(a) Eles n&atilde;o s&atilde;o dados como acr&eacute;scimo &agrave; Palavra de Deus<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">(b) Eles n&atilde;o devem tomar o lugar da Palavra de Deus.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Met&aacute;foras para interpretar a analogia<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">H&aacute; talvez quatro met&aacute;foras que podem ser usadas para ajudar a entender o que a Sr&ordf;. White tencionava ensinar com sua analogia da &ldquo;luz maior&rdquo;\/&rdquo;luz menor&rdquo; (e ao faz&ecirc;-lo, impedir-nos de interpretar mal essa analogia):<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>1. Tempo e rela&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas.&nbsp;<\/i>A B&iacute;blia &eacute; a mensagem universal de Deus para todos os homens em todos os tempos. Seus 66 livros foram escritos por aproximadamente 40 profetas liter&aacute;rios e can&ocirc;nicos, durante um per&iacute;odo de aproximadamente 1500 anos, e a B&iacute;blia tem representado a vontade de Deus para toda a humanidade por dois a tr&ecirc;s mil&ecirc;nios. Por outro lado, os profetas liter&aacute;rios mas n&atilde;o-can&ocirc;nicos &ndash; oito s&atilde;o mencionados no Velho Testamento, e os adventistas hoje em dia colocam Ellen White nesta categoria &ndash; escreveram primariamente para seu pr&oacute;prio tempo e seu pr&oacute;prio povo. Assim, nesta distin&ccedil;&atilde;o mais espec&iacute;fica, os profetas can&ocirc;nicos podem ser vistos como a &ldquo;luz maior&rdquo;, e os profetas n&atilde;o-can&ocirc;nicos como a &ldquo;luz menor&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>2. Rela&ccedil;&atilde;o entre o que testa e o que &eacute; testado<\/i>.&nbsp;28&nbsp;Toda na&ccedil;&atilde;o do mundo, do antigo Egito com seu c&uacute;bito fara&ocirc;nico &agrave;s na&ccedil;&otilde;es modernas com seu metro e quilograma, t&ecirc;m mantido padr&otilde;es nacionais de medida linear e de massa, nos quais a precis&atilde;o e exatid&atilde;o s&atilde;o de suma import&acirc;ncia. Sem isso, nenhuma na&ccedil;&atilde;o poderia funcionar. O com&eacute;rcio, a constru&ccedil;&atilde;o civil e a produ&ccedil;&atilde;o em massa seriam uma impossibilidade. Algu&eacute;m que visite o museu anexo &agrave; biblioteca do Bureau Nacional de Medidas dos Estados Unidos em Gaithersburg, Maryland, ver&aacute; em exibi&ccedil;&atilde;o o original do Prot&oacute;tipo Nacional do Metro No. 27, que foi a refer&ecirc;ncia nacional para medida linear de 1893 a 1960 (quando o metro foi subsequentemente definido em termos da luz emitida por &aacute;tomos eletricamente excitados do g&aacute;s cript&ocirc;nio-86).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ap&oacute;s o Tratado do Metro ter sido assinado em S&egrave;vres, na Fran&ccedil;a, em 1785, o Bureau Internacional de Pesos e Medidas fez 31 prot&oacute;tipos do metro e do quilograma em platina (90%) e ir&iacute;dio (10%), uma subst&acirc;ncia especialmente notada n&atilde;o apenas por sua excepcional durabilidade mas tamb&eacute;m por seu baixo coeficiente de expans&atilde;o e contra&ccedil;&atilde;o. Os pa&iacute;ses que o assinaram fizeram um sorteio (e os Estados Unidos desta forma ficaram com os metros de n&uacute;mero 21 e 17 e com os quilogramas de n&uacute;mero 4 e 20), e estes novos padr&otilde;es foram enviados &agrave;s capitais das na&ccedil;&otilde;es participantes. Ali estes eram preservados num abiente em que a umidade e a temperatura eram rigorosamente controladas. (A t&eacute;cnica que trabalha com o quilograma nacional em Gaithersburg, por exemplo, n&atilde;o tem permiss&atilde;o para tocar o peso de metal &ndash; a umidade dos dedos poderia afetar seu peso! Ela tamb&eacute;m precisa usar um avental aluminizado para impedir que o calor de seu corpo afete o padr&atilde;o.)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Al&eacute;m dos padr&otilde;es nacionais de refer&ecirc;ncia de comprimento e massa, o Bureau Nacional de Pesos e Medidas tem tamb&eacute;m &ldquo;padr&otilde;es de trabalho&rdquo; que possuem exatamente a mesma medida e peso, feitos dos mesmos materiais. Se voc&ecirc; suspeitar que o seu metro ou a sua r&eacute;gua est&aacute; com o comprimento incorreto, pode lev&aacute;-los a Gaitherburg e compar&aacute;-los com os padr&otilde;es de trabalho.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A prop&oacute;sito, os padr&otilde;es de trabalho n&atilde;o t&ecirc;m nenhuma diferen&ccedil;a do padr&atilde;o nacional de refer&ecirc;ncia; a &uacute;nica diferen&ccedil;a entre eles &eacute; que um foi arbitrariamente escolhido por sorteio para sua elevada posi&ccedil;&atilde;o como&nbsp;<i>o&nbsp;<\/i>padr&atilde;o da na&ccedil;&atilde;o.&nbsp;29&nbsp;Agora a aplica&ccedil;&atilde;o: o padr&atilde;o nacional poderia ser visto como a &ldquo;luz maior&rdquo;; o padr&atilde;o de trabalho poderia ser visto como a &ldquo;luz menor&rdquo;. Ou, numa analogia igualmente v&aacute;lida, o padr&atilde;o de trabalho poderia ser visto como a &ldquo;luz maior&rdquo;; a r&eacute;gua ou metro que voc&ecirc; traz para ser testado, seria assim a &ldquo;luz menor&rdquo;.O padr&atilde;o de medida nacional nunca &eacute; testado pelo metro que voc&ecirc; compra na loja; da mesma forma, as Escrituras nunca devem ser testadas pelos escritos de Ellen G. White. Contudo, se e quando nossos instrumentos de medida comprados na loja s&atilde;o testados e se descobre que eles s&atilde;o totalmente exatos e confi&aacute;veis, n&atilde;o hesitamos em us&aacute;-los como padr&otilde;es autoritativos &ndash; mas sempre em rela&ccedil;&atilde;o e com refer&ecirc;ncia ao padr&atilde;o m&aacute;ximo aceito (a &ldquo;luz maior&rdquo;).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>3. Quarenta velas\/uma vela.&nbsp;<\/i>30&nbsp;Coloque quarenta velas id&ecirc;nticas numa das extremidades de uma mesa, e outra vela acessa na outra. (A B&iacute;blia foi escrita por cerca de 40 autores diferentes, e os escritos de Ellen G. White por um s&oacute; autor, naturalmente.) Uma vez que a luz de quarenta velas &eacute; maior que a de uma s&oacute;, assim as Escrituras podem ser vistas como a &ldquo;luz maior&rdquo;, enquanto que os escritos de Ellen White s&atilde;o vistos como a &ldquo;luz menor&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; especialmente importante neste contexto, contudo, lembrarmos que o que &eacute; emitido, tanto pelas 40 velas como por aquela &uacute;nica vela, &eacute; &ldquo;luz&rdquo;. E a analogia de Ellen White do sol e da lua como luzes superior e inferior &eacute; particularmente adequada porque a luz que &eacute; irradiada pelos dois astros do c&eacute;u &eacute; o mesmo tipo de luz. A lua n&atilde;o tem luz pr&oacute;pria; ela simplesmente reflete a luz do sol. Luz &eacute; luz, quer seja a luz do sol ou a luz do Filho de Deus. E se a luz que h&aacute; em voc&ecirc; se transformar em trevas, &ldquo;qu&atilde;o grandes trevas ser&atilde;o!&rdquo; (Mateus 6:23).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Tamb&eacute;m vale a pena lembrar que as met&aacute;foras que chamamos de par&aacute;bolas s&atilde;o geralmente interpretadas de forma a ensinar uma verdade e somente uma verdade. Se quisermos ir longe demais, elas sucumbem. Por exemplo, conquanto Ellen White at&eacute; certo ponto seja bem representada pela vela sozinha, permanece o fato de que o volume total de seus escritos excede em muitas vezes o conte&uacute;do total de palavras do Velho e do Novo Testamento combinados (a &ldquo;luz maior&rdquo;). A analogia n&atilde;o deve ser levada longe demais!<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>4. Mapa do pa&iacute;s\/mapa do estado.&nbsp;<\/i>Muitas pessoas que viajam pelos Estados Unidos levam consigo um atlas para ajud&aacute;-las a andar pelas estradas do pa&iacute;s. Muitos atlas t&ecirc;m no come&ccedil;o um mapa de p&aacute;gina dupla mostrando os 48 estados, seguido por mapas individuais de cada estado em uma p&aacute;gina. O mapa do pa&iacute;s seria assim considerado como a &ldquo;luz maior&rdquo;, e o mapa dos estados como a &ldquo;luz menor&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Vale a pena aqui fazer duas aplica&ccedil;&otilde;es: n&atilde;o h&aacute; desacordos entre a representa&ccedil;&atilde;o de Maryland, por exemplo, no mapa do pa&iacute;s em p&aacute;gina dupla, e o mapa do estado de Maryland em uma s&oacute; p&aacute;gina. Contudo, h&aacute; substancialmente mais detalhes no mapa estadual de Maryland que &eacute; a &ldquo;luz menor&rdquo; do que no mapa nacional que &eacute; a &ldquo;luz maior&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ao concluir nossa discuss&atilde;o desta analogia de &ldquo;luz maior&rdquo;\/&rdquo;luz menor&rdquo;, provavelmente vale a pena notar que, com base nas pr&oacute;prias declara&ccedil;&otilde;es de Ellen White, pareceria ser uma distor&ccedil;&atilde;o impr&oacute;pria o afirmar (como alguns cr&iacute;ticos modernos fazem) que com esta figura de linguagem ela quis dizer que a B&iacute;blia tinha maior inspira&ccedil;&atilde;o ou autoridade que seus escritos.&nbsp;31<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A analogia do telesc&oacute;pio<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Al&eacute;m das met&aacute;foras da &ldquo;luz maior&rdquo;\/&rdquo;luz menor&rdquo;, outra analogia, tamb&eacute;m extra&iacute;da do mundo da natureza, tem sido particularmente &uacute;til em definir a rela&ccedil;&atilde;o entre os escritos de Ellen White e os da B&iacute;blia. Ela foi criada pela Sr&ordf; S. M. I. Henry, uma &ldquo;evangelista&rdquo; da Uni&atilde;o Feminina de Temperan&ccedil;a Crist&atilde;, em meados do s&eacute;culo XIX, que se converteu ao adventismo quando estava como paciente no Sanat&oacute;rio de Battle Creek em 1896. (Ela subsequentemente encontrou cura divina atrav&eacute;s da ora&ccedil;&atilde;o.)&nbsp;32<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A Sr&ordf; Henry escreveu, num extenso e fascinante relato autobiogr&aacute;fico, sobre sua compreens&atilde;o err&ocirc;nea, inicialmente, do papel dos&nbsp;<i>Testemunhos,&nbsp;<\/i>sua desilus&atilde;o ao descobrir que muitos adventistas em Battle Creek tinham neles uma cren&ccedil;a s&oacute; de l&aacute;bios, sua luta pessoal para compreender a fun&ccedil;&atilde;o do dom espiritual da profecia nos tempos modernos, e sua subsequente ilumina&ccedil;&atilde;o como resultado de uma sess&atilde;o especial de ora&ccedil;&atilde;o. Seu estudo a levou inicialmente a ver os escritos de Ellen G. White como uma lente &ndash; e, subsequentemente, como um telesc&oacute;pio &ndash; atrav&eacute;s do qual olhamos para a B&iacute;blia. Desenvolvendo a analogia, ela disse que estes escritos tamb&eacute;m estavam sujeitos &ldquo;a todas as condi&ccedil;&otilde;es e limita&ccedil;&otilde;es do telesc&oacute;pio&rdquo;. &ldquo;Podem interpor-se nuvens entre ele e o c&eacute;u cheio de estrelas &ndash; nuvens de incredulidade, de conten&ccedil;&atilde;o; Satan&aacute;s pode promover tempestades em torno dele; ele pode ser empanado pelo h&aacute;lito de nosso pr&oacute;prio ego&iacute;smo; o p&oacute; da supersti&ccedil;&atilde;o se pode aglomerar sobre ele; podemos meter-nos com ele, e desvi&aacute;-lo do campo [de observa&ccedil;&atilde;o]; ele pode ser focalizado em dire&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o vazio; pode ser virado ao contr&aacute;rio, de modo que tudo pare&ccedil;a t&atilde;o diminu&iacute;do que n&atilde;o podemos reconhecer coisa alguma. Podemos mudar o foco de maneira que tudo fique fora de propor&ccedil;&atilde;o, e se torne horr&iacute;vel. Pode ser t&atilde;o encurtado que n&atilde;o apare&ccedil;a ao nosso olhar sen&atilde;o um grande peda&ccedil;o de vidro opaco. Se a&nbsp;<i>lente&nbsp;<\/i>&eacute; tomada pelo&nbsp;<i>campo&nbsp;<\/i>[de observa&ccedil;&atilde;o] n&atilde;o podemos receber sen&atilde;o mui estreita concep&ccedil;&atilde;o do mais magnificente espet&aacute;culo a que o c&eacute;u jamais convidou o nosso olhar; mas em sua pr&oacute;pria fun&ccedil;&atilde;o de meio de obter mais ampla e clara vis&atilde;o, como um&nbsp;<i>telesc&oacute;pio<\/i>, o Testemunho tem uma utilidade maravilhosamente bela e santa. &ldquo;Tudo depende de nossa rela&ccedil;&atilde;o para com ele e o emprego que dele fazemos. Ele &eacute; em si mesmo s&oacute; um &oacute;culo atrav&eacute;s do qual olhamos; mas na m&atilde;o do Diretor Divino, devidamente montado, assestado para o devido &acirc;ngulo e ajustado aos olhos do observador, com um campo limpo de nuvens, revelar&aacute;&nbsp;<i>verdade&nbsp;<\/i>tal que vivifique o sangue, alegre o cora&ccedil;&atilde;o e abra uma larga porta de expecta&ccedil;&atilde;o. Transformar&aacute; nebulosas a constela&ccedil;&otilde;es; long&iacute;nquos pontos de luz em planetas de primeira grandeza e em s&oacute;is resplandecentes de gl&oacute;ria. &ldquo;O fracasso consiste em compreender o que s&atilde;o os Testemunhos e como devem ser usados. N&atilde;o s&atilde;o os c&eacute;us, palpitantes de incont&aacute;veis esferas de verdade, por&eacute;m conduzem os olhos e d&atilde;o-lhes poder para penetrar nas gl&oacute;rias da misteriosa Palavra viva de Deus.&rdquo;&nbsp;33<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Denton Rebok atesta que &ldquo;a pr&oacute;pria irm&atilde; White disse que a Sr&ordf; S. M. I. Henry apreendera a rela&ccedil;&atilde;o entre os escritos do Esp&iacute;rito de Profecia e a B&iacute;blia t&atilde;o clara e acuradamente como algu&eacute;m pudesse exprimi-lo em palavras.&rdquo;&nbsp;34&nbsp;Um telesc&oacute;pio n&atilde;o coloca mais estrelas no c&eacute;u; ele simplesmente revela de maneira mais clara as estrelas que j&aacute; est&atilde;o l&aacute;. E os escritos de Ellen White, mudando a figura, podem tamb&eacute;m ser vistos como um microsc&oacute;pio que ajuda a &ldquo;ampliar e tornar claros os pormenores das verdades da Palavra&rdquo; de Deus.&nbsp;35&nbsp;Da mesma forma, os escritos de Ellen White acrescentam detalhes e tornam claros os ensinos das Escrituras.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">O modelo de relacionamento de Jemison<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O falecido T. H. Jemison, numa obra que por d&eacute;cadas foi o livro de texto padr&atilde;o para a mat&eacute;ria de Orienta&ccedil;&atilde;o Prof&eacute;tica nas faculdades adventistas, devota um cap&iacute;tulo todo a &ldquo;Os Escritos de Ellen G. White e a B&iacute;blia&rdquo; no livro&nbsp;<i>A Prophet Among You&nbsp;<\/i>(Um Profeta entre V&oacute;s).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Citando extensivamente as palavras da pr&oacute;pria Ellen White, principalmente no cap&iacute;tulo &ldquo;A Natureza e Influ&ecirc;ncia dos Testemunhos&rdquo;,&nbsp;36&nbsp;Jemison mostra que a Sr&ordf;. White considerava que seus escritos cumpriam oito fun&ccedil;&otilde;es, que poderiam prontamente ser agrupadas em tr&ecirc;s categorias:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><strong style=\"color: black;\"><i>A. Dirigir aten&ccedil;&atilde;o para a B&iacute;blia:<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. Exaltar a B&iacute;blia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. Atrair as mentes para a B&iacute;blia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">3. Chamar a aten&ccedil;&atilde;o para verdades negligenciadas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><strong style=\"color: black;\"><i>B. Auxiliar na compreens&atilde;o da B&iacute;blia:<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">4. Gravar verdades j&aacute; reveladas.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">5. Despertar as mentes.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">6. Simplificar verdades.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><strong style=\"color: black;\"><i>C. Ajudar a aplicar princ&iacute;pios b&iacute;blicos a nossa vida:<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">7. Apresentar princ&iacute;pios e ajudar a aplic&aacute;-los.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">8. Instruir em detalhes.&nbsp;37<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O par&aacute;grafo final de Jemison neste cap&iacute;tulo &eacute; especialmente instrutivo. Depois de perguntar o que significam as express&otilde;es de Ellen White: &ldquo;n&atilde;o &eacute; trazida nenhuma verdade adicional&rdquo;&nbsp;38&nbsp;e &ldquo;os testemunhos escritos n&atilde;o s&atilde;o para dar nova luz&rdquo;&nbsp;39, e de perguntar: &ldquo;N&atilde;o s&atilde;o dadas descri&ccedil;&otilde;es e enumerados detalhes nos livros de Ellen White que n&atilde;o s&atilde;o mencionados na B&iacute;blia?&rdquo; Jemison responde: &ldquo;Certamente, ou haveria pouco prop&oacute;sito em dar estas mensagens. E estas n&atilde;o s&atilde;o &lsquo;verdade adicional&rsquo; e &lsquo;nova luz&rsquo;? De maneira alguma.&nbsp;<i>Os escritos n&atilde;o introduzem nenhum assunto novo, nenhuma revela&ccedil;&atilde;o nova, nenhuma doutrina nova. Eles simplesmente d&atilde;o detalhes adicionais sobre assuntos que j&aacute; s&atilde;o parte do relato b&iacute;blico.&nbsp;<\/i>A B&iacute;blia abrange todo o &acirc;mbito da verdade espiritual. N&atilde;o h&aacute; necessidade de que nada mais seja acrescentado. Mas detalhes, incidentes e aplica&ccedil;&otilde;es adicionais contidos nestes escritos modernos levam a uma percep&ccedil;&atilde;o mais agu&ccedil;ada e a uma compreens&atilde;o mais profunda da verdade j&aacute; revelada.&rdquo;&nbsp;40<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">As duas &ldquo;ressurrei&ccedil;&otilde;es especiais&rdquo;<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Uma ilustra&ccedil;&atilde;o de como estes escritos nos d&atilde;o n&atilde;o apenas detalhes adicionais mas tamb&eacute;m sugere novos relacionamentos entre certas passagens espec&iacute;ficas da B&iacute;blia &eacute; visto no tratamento que Ellen White d&aacute; em sua discuss&atilde;o das duas ressurrei&ccedil;&otilde;es especiais mencionadas na B&iacute;blia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>1. A ressurrei&ccedil;&atilde;o especial na P&aacute;scoa.&nbsp;<\/i>Duas vezes na B&iacute;blia, uma vez no evangelho de Mateus e uma vez na ep&iacute;stola de Paulo aos Ef&eacute;sios, &eacute; mencionado um intrigante assunto com min&uacute;cias torturantes: a ressurrei&ccedil;&atilde;o especial que ocorreu na manh&atilde; do domingo de P&aacute;scoa e a incr&iacute;vel consequ&ecirc;ncia, 40 dias mais tarde, na Ascens&atilde;o. Estes s&atilde;o os fatos como se encontram na B&iacute;blia: em Mateus 27:51-53 &eacute;-nos dito que (a) houve um terremoto no momento da morte de Cristo; (b) ele abriu v&aacute;rias sepulturas; (c) depois de Cristo ter ressuscitado no domingo de manh&atilde; &ldquo;muitos&rdquo; foram ressuscitados; (d) estas pessoas foram identificadas como &ldquo;santos&rdquo; (na B&iacute;blia um santo n&atilde;o &eacute; uma pessoa super-justa que opera milagres, mas sim um crist&atilde;o comum, um pecador salvo pela gra&ccedil;a); (e) as pessoas ressuscitadas dos mortos entraram em Jerusal&eacute;m (&ldquo;a cidade santa&rdquo;); (f) apareceram a &ldquo;muitos&rdquo; dos cidad&atilde;os daquele lugar; e em Ef&eacute;sios 4:8 (margem) ainda nos &eacute; dito que (g) ascenderam com Cristo ao C&eacute;u 40 dias ap&oacute;s terem sido ressuscitados dos mortos. Ellen White, contudo, afasta a cortina e d&aacute; quase uma d&uacute;zia de fatos adicionais de identifica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Durante sua vida natural eles &ldquo;haviam colaborado com Deus.&rdquo;&nbsp;41<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Foram m&aacute;rtires; &ldquo;&agrave; custa da pr&oacute;pria vida&rdquo;&nbsp;42&nbsp;&ldquo;tinham dado valorosamente o seu testemunho em favor da verdade.&rdquo;&nbsp;43<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Representavam &ldquo;todos os tempos&rdquo; da Hist&oacute;ria, &ldquo;desde a cria&ccedil;&atilde;o at&eacute; os dias de Cristo.&rdquo;&nbsp;44&nbsp;(Abel foi o primeiro m&aacute;rtir; Jo&atilde;o Batista o &uacute;ltimo m&aacute;rtir registrado antes do Calv&aacute;rio.)<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Diferiam em estatura e formas, &ldquo;sendo alguns mais nobres que outros, em seu aspecto. &hellip; Os que viveram nos dias de No&eacute; e Abra&atilde;o pareciam-se com anjos na forma, beleza e for&ccedil;a.&rdquo;&nbsp;45&nbsp;[Ad&atilde;o tinha mais de duas vezes a altura dos homens que vivem hoje; Eva era um pouco mais baixa (sua cabe&ccedil;a ia at&eacute; pouco acima dos ombros dele)].&nbsp;46<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Ressurgiram par a imortalidade;&nbsp;47&nbsp;enquanto que as tr&ecirc;s pessoas ressuscitadas durante o minist&eacute;rio de Cristo antes do Calv&aacute;rio n&atilde;o ressuscitaram para a vida eterna, e subsequentemente morreram de novo.&nbsp;48<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Foi Cristo quem os ressuscitou para a vida.&nbsp;49<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Sua obra era testemunhar da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo. Eram testemunhas que os sacerdotes n&atilde;o podiam silenciar.&nbsp;50&nbsp;O testemunho deles contradisse a mentira dos soldados romanos subornados.&nbsp;51<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Sua mensagem era: o sacrif&iacute;cio pelo homem estava completo; Jesus, a quem os judeus crucificaram, ressuscitara dos mortos.&nbsp;52&nbsp;A prova? &ldquo;Ressuscitamos com Ele.&rdquo;&nbsp;53<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Eram o cumprimento vivo da profecia de Isa&iacute;as 26:19.&nbsp;54<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ndash; Jesus os apresentou em pessoa a Seu Pai no C&eacute;u como as prim&iacute;cias de todos os justos mortos que um dia seriam trazidos de volta &agrave; vida.&nbsp;55<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&Eacute; verdade que nos escritos de Ellen White n&atilde;o temos &ldquo;nenhum assunto novo, nenhuma revela&ccedil;&atilde;o nova, nenhuma nova doutrina&rdquo;; mas temos bastante informa&ccedil;&otilde;es novas!<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>2. A ressurrei&ccedil;&atilde;o especial pouco antes da segunda vinda de Cristo.&nbsp;<\/i>Quatro passagens da B&iacute;blia falam, diretamente ou por implica&ccedil;&atilde;o, de uma ressurrei&ccedil;&atilde;o especial pouco antes da segunda vinda de Cristo.&nbsp;56&nbsp;Ellen White interpreta para n&oacute;s: haver&aacute; tr&ecirc;s classes de pessoas &ndash; (a) os que morreram na f&eacute; da terceira mensagem ang&eacute;lica, guardando o s&aacute;bado; (b) os que crucificaram Jesus e n&atilde;o encontraram a salva&ccedil;&atilde;o antes de morrerem, 19 s&eacute;culos atr&aacute;s; e (c) os mais violentos oponentes da verdade de Cristo e de Seu povo.&nbsp;57&nbsp;Podemos deduzir da B&iacute;blia s&oacute; as primeiras duas categorias; a terceira nos vem pelo dom prof&eacute;tico de nossa &eacute;poca como uma informa&ccedil;&atilde;o adicional, extra-b&iacute;blica.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Ellen White e o Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Muitos dos que est&atilde;o na igreja adventista hoje e que expressam preocupa&ccedil;&atilde;o (ou mesmo d&uacute;vida) sobre a autoridade de Ellen White na igreja geralmente concentram seu interesse na quest&atilde;o da autoridade doutrin&aacute;ria. Sendo este o caso, &eacute; especialmente &uacute;til para n&oacute;s o examinar, sucessivamente, a maneira em que n&oacute;s, como povo, chegamos &agrave;s nossas doutrinas, e a maneira em que a pr&oacute;pria Ellen White considerou a natureza de sua contribui&ccedil;&atilde;o para esse processo.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">As Confer&ecirc;ncias Sab&aacute;ticas<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A maioria dos historiadores adventistas provavelmente concordariam que a estrutura doutrin&aacute;ria da denomina&ccedil;&atilde;o foi formada, em grande parte, durante uma s&eacute;rie de longas reuni&otilde;es de fim-de-semana que hoje chamamos de confer&ecirc;ncias b&iacute;blicas, mas que nos primeiros tempos eram geralmente conhecidas como confer&ecirc;ncias sab&aacute;ticas. Os historiadores, contudo, parecem estar menos de acordo quanto &agrave; &eacute;poca em que estas reuni&otilde;es foram realizadas. LeRoy Edwin Froom, autor da monumental e exaustiva obra em quatro volumes,&nbsp;<i>The Prophetic Faith of Our Fathers&nbsp;<\/i>(A F&eacute; Prof&eacute;tica de Nossos Pais), num cap&iacute;tulo intitulado &ldquo;As Confer&ecirc;ncias Sab&aacute;ticas Consolidam o Movimento Emergente&rdquo;,58&nbsp;parece satisfeito em mencionar meramente as seis confer&ecirc;ncias realizadas em 1848:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>1. Rocky Hill, Connecticut, 20 a 24 de abril,&nbsp;<\/i>na casa de Albert Belden. Pessoas presentes: cerca de 50. Oradores: H. S. Gurney, Jos&eacute; Bates (o s&aacute;bado e a lei) e Tiago White (a compreens&atilde;o inicial da terceira mensagem ang&eacute;lica, seu escopo e especifica&ccedil;&otilde;es).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>2. Volney, New York, 18 de agosto,&nbsp;<\/i>na casa de David Arnold. Pessoas presentes: cerca de 35. Oradores: Jos&eacute; Bates (o s&aacute;bado), e Tiago White (a par&aacute;bola de Mateus 25:1-13).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>3. Port Gibson, New York, 27 e 28 de agosto,&nbsp;<\/i>no celeiro de Hiram Edson. N&atilde;o h&aacute; detalhes espec&iacute;ficos dispon&iacute;veis.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>4. Rocky Hill, Connecticut, 8 e 9 de setembro,&nbsp;<\/i>na casa de Albert Belden. N&atilde;o h&aacute; detalhes espec&iacute;ficos dispon&iacute;veis.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>5. Topsham, Maine, 20-22 de outubro,&nbsp;<\/i>na casa de Stockbridge Howland. A discuss&atilde;o se centralizou em torno da possibilidade de publicar um peri&oacute;dico, mas uma vez que os participantes n&atilde;o tinham fundos, nenhum voto concreto foi tomado.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>6. Dorchestre, Massachusetts, 18 de novembro,&nbsp;<\/i>na casa de Otis Nichols. Ocorreu uma discuss&atilde;o adicional sobre a publica&ccedil;&atilde;o de um peri&oacute;dico, e Ellen White recebeu conselho afirmativo do Senhor quanto a este minist&eacute;rio de publica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Os editores da&nbsp;<i>Enciclop&eacute;dia Adventista do S&eacute;timo Dia,&nbsp;<\/i>contudo, v&ecirc;em um per&iacute;odo de tr&ecirc;s anos envolvido na forma&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria, em vez de meramente o ano inicial de 1848; e salientam que em 1849 houve outras seis confer&ecirc;ncias (Tiago e Ellen White estiveram presentes a pelo menos tr&ecirc;s delas: &agrave; de Paris, Maine, em setembro, e &agrave;s de Oswego e Centerport, New York, em novembro). E em 1850 houve um total de dez confer&ecirc;ncias sab&aacute;ticas, e os White estiveram presentes a oito delas.&nbsp;59<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">As confer&ecirc;ncias eram frequentadas em sua maior parte por aqueles que haviam sido arrebanhados pelo movimento milerita e n&atilde;o estavam dispostos, ap&oacute;s o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844, a lan&ccedil;ar fora sua experi&ecirc;ncia passada (como muitos outros haviam feito). Amigos interessados destes ex-mileritas tamb&eacute;m estiveram presentes &agrave;s reuni&otilde;es, que podiam acontecer durante a sexta e o s&aacute;bado, ou s&aacute;bado e domingo, ou de quinta a domingo. Tendo em mente que o movimento milerita foi provavelmente o movimento mais ecum&ecirc;nico de todo o s&eacute;culo dezenove, n&atilde;o &eacute; de surpreender que este remanescente dele compreendesse um grupo de pessoas com pontos de vista teol&oacute;gicos grandemente divergentes. Comentando sobre a primeira das confer&ecirc;ncias de 1848, Tiago White, numa carta escrita posteriormente a Stockbridge Howland, disse dos 50 que estiveram presentes: &ldquo;Eles n&atilde;o estavam todos inteiramente na verdade.&rdquo;&nbsp;60&nbsp;Quanto &agrave; segunda confer&ecirc;ncia sab&aacute;tica (e primeira reuni&atilde;o geral a ser realizada no oeste do estado de New York), Ellen White, ao descrever as posi&ccedil;&otilde;es dos aproximadamente 35 participantes, escreveu que &ldquo;dificilmente haveria dois que estivessem de acordo entre si. Alguns se apegavam a erros s&eacute;rios, e cada qual defendia tenazmente suas opini&otilde;es, declarando que estavam de acordo com as Escrituras.&rdquo;&nbsp;61&nbsp;Os problemas discutidos n&atilde;o se centralizavam tanto em se uma cren&ccedil;a podia ser encontrada na B&iacute;blia, mas no que a B&iacute;blia&nbsp;<i>queria dizer&nbsp;<\/i>com suas palavras. Contudo, invariavelmente, quando terminava o fim-de-semana, havia unidade de cren&ccedil;a. O que acontecia para extrair essa unanimidade de tal diversidade? Primeiro, havia fervoroso estudo da B&iacute;blia e ora&ccedil;&atilde;o. Escrevendo em 1904, mais de meio s&eacute;culo ap&oacute;s os eventos, Ellen White ainda tinha v&iacute;vidas recorda&ccedil;&otilde;es das confer&ecirc;ncias. Ela escreveu sobre elas porque &ldquo;muitos de nosso povo n&atilde;o reconhecem qu&atilde;o firmemente foram lan&ccedil;ados os alicerces de nossa f&eacute;&rdquo;. Ela identificou por nome muitos dos participantes mais proeminentes que &ldquo;buscavam a verdade como a tesouros escondidos&rdquo;. Quanto a sua pr&oacute;pria participa&ccedil;&atilde;o, ela acrescentou: &ldquo;Reunia-me com eles, e estud&aacute;vamos e or&aacute;vamos fervorosamente. Muitas vezes fic&aacute;vamos reunidos at&eacute; alta noite, e &agrave;s vezes a noite toda, pedindo luz e estudando a Palavra. Repetidas vezes esses irm&atilde;os se reuniram para estudar a B&iacute;blia, a fim de que conhecessem seu sentido e estivessem preparados para ensin&aacute;-la com poder.&rdquo;&nbsp;62<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Mas somente o estudo da B&iacute;blia e a ora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o eram suficientes para convencer os participantes. Estes rudes fazendeiros e comerciantes se apegavam tenazmente a suas teorias teol&oacute;gicas acariciadas, sem arredar p&eacute; um cent&iacute;metro. Quanto a isto a Sr&ordf; White acrescentou: &ldquo;Essa estranha diverg&ecirc;ncia de opini&atilde;o acarretava um peso tremendo sobre mim. Vi que muitos erros estavam sendo apresentados como verdade. Parecia-me que Deus estava sendo desonrado. Grande pesar me oprimia o esp&iacute;rito, e desmaiei sob aquele fardo. Alguns recearam que eu estivesse morrendo. Os irm&atilde;os Bates, Chamberlain, Gurney, Edson e meu esposo oraram por mim. O Senhor ouviu a ora&ccedil;&atilde;o de Seus servos, e eu me&nbsp; reanimei.&rdquo;&nbsp;63<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Al&eacute;m do fervoroso e extenso estudo da B&iacute;blia e ora&ccedil;&atilde;o, as confer&ecirc;ncias viam a interven&ccedil;&atilde;o direta do Esp&iacute;rito Santo; mas esta interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o vinha at&eacute; que os participantes tivessem ido at&eacute; onde podiam. Notemos a seguir, ent&atilde;o, a obra do Esp&iacute;rito Santo que operava atrav&eacute;s dos vasos humanos nestas confer&ecirc;ncias nas quais nossas posi&ccedil;&otilde;es doutrin&aacute;rias foram estabelecidas.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">O papel das vis&otilde;es na forma&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A fun&ccedil;&atilde;o das vis&otilde;es dadas nas confer&ecirc;ncias parece ter sido: (a) corrigir os irm&atilde;os se estivessem no caminho errado, ou (b) confirmar e corroborar se eles estavam no caminho certo, mas (c) nunca iniciar uma formula&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria. Como Arthur L. White mais tarde declararia no item n&uacute;mero 12 (de 21) dos &ldquo;Pontos &Uacute;teis na Interpreta&ccedil;&atilde;o e Uso dos Escritos de Ellen G. White&rdquo;: &ldquo;Os conselhos n&atilde;o s&atilde;o dados para tomar o lugar da f&eacute;, iniciativa, trabalho duro ou estudo da B&iacute;blia. Deus n&atilde;o usou o Esp&iacute;rito de Profecia para tornar-nos dependentes ou fracos. Ao contr&aacute;rio, os conselhos devem tornar-nos fortes ao encorajar-nos a estudar a Palavra de Deus, e ao encorajar-nos a seguir em frente.&rdquo;&nbsp;64&nbsp;Escreveu Ellen White concernente a este est&aacute;gio de desenvolvimento doutrin&aacute;rio: &ldquo;Quando, em seu estudo, chegavam a ponto de dizerem: &lsquo;Nada mais podemos fazer&rsquo;, o Esp&iacute;rito do Senhor vinha sobre mim, e eu era arrebatada em vis&atilde;o, e era-me dada uma clara explana&ccedil;&atilde;o das passagens que estiv&eacute;ramos estudando, com instru&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; maneira em que dev&iacute;amos trabalhar e ensinar eficientemente. Assim nos foi proporcionada luz que nos ajudou a compreender as passagens acerca de Cristo, Sua miss&atilde;o e sacerd&oacute;cio. Foi-me tornada clara uma cadeia de verdades que se estendia daquele tempo at&eacute; ao tempo em que entraremos na cidade de Deus, e transmiti aos outros as instru&ccedil;&otilde;es que o Senhor me dera.&rdquo;&nbsp;65&nbsp;Falando da segunda confer&ecirc;ncia sab&aacute;tica em particular, e da obra e lugar das vis&otilde;es, Ellen White escreveu em sua autobiografia: &ldquo;A luz do C&eacute;u repousou ent&atilde;o sobre mim e logo perdi a no&ccedil;&atilde;o das coisas terrestres. Meu anjo assistente me apresentou alguns dos erros dos presentes, e tamb&eacute;m a verdade em contraste com seus erros. Essas opini&otilde;es contradit&oacute;rias, que eles pretendiam achar-se em harmonia com as Escrituras, estavam apenas de conformidade com a sua opini&atilde;o no tocante aos ensinos da B&iacute;blia; foi-me mandado dizer-lhes que deveriam abandonar seus erros, e aceitar as verdades da mensagem do terceiro anjo.&rdquo;&nbsp;66&nbsp;O que fez com que estes adventistas p&oacute;s-mileritas aceitassem as vis&otilde;es desta jovem profetisa que nem chegara &agrave; casa dos vinte? Talvez tr&ecirc;s raz&otilde;es tenham sido fundamentais:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Primeiro, o conte&uacute;do das vis&otilde;es. Elas eram relevantes e &uacute;teis para resolver os problemas imediatos dos quais as confer&ecirc;ncias estavam tratando. Segundo, os incr&iacute;veis fen&ocirc;menos f&iacute;sicos que acompanhavam uma vis&atilde;o p&uacute;blica. Isto nunca foi um&nbsp;<i>teste&nbsp;<\/i>de autenticidade, porque Satan&aacute;s pode contrafazer, e de fato contrafaz, fen&ocirc;menos f&iacute;sicos, mas certamente era uma evid&ecirc;ncia de atividade sobrenatural.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Terceiro, o cont&iacute;nuo fen&ocirc;meno da mente da profetisa estar &ldquo;fechada&rdquo; quando ela n&atilde;o estava em vis&atilde;o. Isto aparentemente durou por um per&iacute;odo de &ldquo;dois ou tr&ecirc;s anos&rdquo; &ndash; coincidindo com as confer&ecirc;ncias sab&aacute;ticas &ndash; e durante este tempo, quando&nbsp;<i>n&atilde;o&nbsp;<\/i>em vis&atilde;o, tudo o que a Sr&ordf;. White podia fazer era relatar o que ela havia visto em vis&atilde;o; n&atilde;o conseguia entrar nas discuss&otilde;es subseq&uuml;entes nem sobre o significado do que ela havia visto nem sobre a verdade b&iacute;blica em geral. &ldquo;Minha mente estava por assim dizer fechada&rdquo;, ela escreveu anos depois, &ldquo;e n&atilde;o podia compreender o sentido das passagens que estud&aacute;vamos.&rdquo; E ela permaneceu assim &ldquo;fechada&rdquo; at&eacute; que todos os principais pontos de nossa f&eacute; tivessem sido sistematicamente desenvolvidos.&nbsp;67<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ela tamb&eacute;m escreveu do efeito disto sobre os que assistiam &agrave;s confer&ecirc;ncias: &ldquo;Os irm&atilde;os sabiam que, quando n&atilde;o em vis&atilde;o, eu n&atilde;o compreendia esses assuntos,&nbsp;<i>e aceitaram como luz direta do C&eacute;u as revela&ccedil;&otilde;es dadas.&rdquo;&nbsp;<\/i>68<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">De sua perspectiva com a idade de 77 anos, a observa&ccedil;&atilde;o de Ellen White quanto a seus sentimentos em rela&ccedil;&atilde;o a este fen&ocirc;meno em que sua mente estava trancada &eacute; ainda mais pungente: &ldquo;Esta foi uma das maiores tristezas de minha vida.&rdquo;&nbsp;69<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em grande parte por causa da natureza &uacute;til de suas vis&otilde;es nas confer&ecirc;ncias b&iacute;blicas, a Sr&ordf;. White p&ocirc;de escrever sobre tais ocasi&otilde;es: &ldquo;Nossa reuni&atilde;o encerrou-se triunfantemente. A verdade ganhou a vit&oacute;ria. Nossos irm&atilde;os renunciaram a seus erros e uniram-se &agrave; mensagem do terceiro anjo; e Deus grandemente os aben&ccedil;oou e acrescentou muitos ao seu n&uacute;mero.&rdquo;&nbsp;70&nbsp;Froom, olhando para os fatos acima, v&ecirc; o papel de Ellen White na forma&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria como sendo essencialmente a de um &aacute;rbitro: a um, &ldquo;sua id&eacute;ia est&aacute; correta&rdquo;; a outro: &ldquo;sua ideia est&aacute; errada&rdquo;. Ele diz:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;Ao longo de todo este tempo de intensa pesquisa o Esp&iacute;rito de Profecia foi uma ajuda &ndash; mas apenas uma ajuda. Nenhuma doutrina ou interpreta&ccedil;&atilde;o de profecia foi inicialmente descoberta ou revelada atrav&eacute;s do Esp&iacute;rito de Profecia. As doutrinas dos sabatistas estavam&nbsp;<i>todas&nbsp;<\/i>fundamentadas nas Santas Escrituras, portanto a plataforma deles foi verdadeiramente uma plataforma protestante.&rdquo;&nbsp;71<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">N&atilde;o podemos deixar de pensar, contudo, se a declara&ccedil;&atilde;o de Froom n&atilde;o est&aacute; em conflito com o testemunho da Sr&ordf; White de que &ldquo;uma linha da verdade&hellip; foi-me deixada clara&rdquo; e, al&eacute;m disso, &ldquo;foram dadas instru&ccedil;&otilde;es sobre como dev&iacute;amos trabalhar para ensinar com efici&ecirc;ncia&rdquo;; embora a observa&ccedil;&atilde;o de Froom esteja provavelmente bem perto do alvo.&nbsp;72<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Como Ellen White via sua autoridade<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Em vista das experi&ecirc;ncias dram&aacute;ticas, para n&atilde;o dizer sensacionais, pelas quais ela passou, n&atilde;o apenas de 1848 a 1850, mas em anos posteriores, quando estas doutrinas originais foram repetidas e ampliadas pelo Esp&iacute;rito Santo, &eacute; interessante examinar o efeito destas experi&ecirc;ncias sobre a percep&ccedil;&atilde;o de Ellen White. Como ela via a si mesma? Como avaliava a obra que Deus a levara a realizar? Que conseq&uuml;&ecirc;ncias resultariam de uma rejei&ccedil;&atilde;o de sua obra?<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><i>1. Ela negava estar dando meramente seu conhecimento\/opini&atilde;o pessoal.&nbsp;<\/i>Ellen White foi objeto de ataques acrimoniosos mesmo durante sua vida; e ela falou pronunciadamente em defesa de si mesma &ndash; e de Deus. Negou a no&ccedil;&atilde;o de que estivesse apresentando meramente informa&ccedil;&otilde;es ou opini&otilde;es humanas, mas afirmou, ao contr&aacute;rio, que todas as suas declara&ccedil;&otilde;es vinham de Deus e que ela era meramente o conduto. &ldquo;N&atilde;o sou dotada de nenhuma sabedoria especial; sou apenas um instrumento nas m&atilde;os de Deus para fazer a obra que me designou. As instru&ccedil;&otilde;es que tenho dado pela pena e de viva voz s&atilde;o uma express&atilde;o da luz que Deus Se dignou conceder-me.&rdquo;&nbsp;73&nbsp;Em suas cartas e testemunhos, disse Ellen White, &ldquo;Nessas cartas que escrevi, nos testemunhos de que sou portadora, apresento-vos aquilo que o Senhor me tem apresentado a mim. N&atilde;o escrevo nem um artigo expressando meramente minhas pr&oacute;prias ideias. Eles s&atilde;o o que Deus me exp&ocirc;s em vis&atilde;o &ndash; os preciosos raios de luz que brilham do trono.&rdquo;&nbsp;74&nbsp;Ellen White afirmou ocupar um lugar singular em sua igreja &ndash; uma obra n&atilde;o confiada a nenhum outro membro. Ela citou um anjo como lhe tendo dito: &ldquo;Deus levantou voc&ecirc; e lhe deu palavras para comunicar ao povo e para alcan&ccedil;ar cora&ccedil;&otilde;es, como n&atilde;o deu a nenhuma outra pessoa. &hellip; Deus a impressionou com isto, abrindo-o diante de sua vis&atilde;o, como n&atilde;o fez com nenhuma outra pessoa que esteja viva.&rdquo;&nbsp;75&nbsp;Falando por si mesma, ela continuou: &ldquo;Deus n&atilde;o deu a meus irm&atilde;os a obra que Ele me deu.&rdquo;&nbsp;76&nbsp;Para ilustrar a natureza essencial dessa singularidade, ela acrescentou: &ldquo;Quando estou falando &agrave;s pessoas, digo muitas coisas que n&atilde;o havia premeditado. O Esp&iacute;rito do Senhor freq&uuml;entemente vem sobre mim. Pare&ccedil;o ser levada para fora e para longe de mim mesma. &hellip; Sinto-me compelida a falar do que &eacute; colocado diante de mim. N&atilde;o ouso resistir ao Esp&iacute;rito de Deus.&rdquo;&nbsp;77<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;De um terreno mais alto, sob a instru&ccedil;&atilde;o que Deus me deu, apresento estas coisas diante de v&oacute;s&rdquo;, ela declarou.&nbsp;78&nbsp;Ela continuou, negando que qualquer pessoa pudesse aceitar parte de seus escritos e rejeitar outras partes. &ldquo;N&atilde;o podemos pertencer metade o Senhor e metade ao mundo. N&atilde;o somos filhos de Deus a menos que o sejamos totalmente.&rdquo;&nbsp;79&nbsp;A seguir, note isto. Falando de seus testemunhos, ela afirmou: &ldquo;Ou Deus est&aacute; ensinando a Sua igreja, reprovando os seus erros e fortalecendo a sua f&eacute;, ou n&atilde;o est&aacute;. Esta obra &eacute; de Deus ou n&atilde;o o &eacute;. Deus nada faz de parceria com Satan&aacute;s.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Minha obra&hellip; ou traz o cunho de Deus ou o cunho do maligno. N&atilde;o h&aacute; meio-termo &nbsp;este caso. Ou os Testemunhos procedem do Esp&iacute;rito de Deus ou do diabo.&rdquo;&nbsp;80<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Ela n&atilde;o estava dando &ldquo;simplesmente a opini&atilde;o da irm&atilde; White&rdquo;; e os que afirmavam isto, ela declarou, tinham &ldquo;assim insultado o Esp&iacute;rito de Deus&rdquo;.&nbsp;81&nbsp;Ela amplia isto um pouco mais, dizendo: &ldquo;Se pois aqueles, a quem estas solenes advert&ecirc;ncias dizem respeito, objetarem: &lsquo;Isto n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o a opini&atilde;o individual da irm&atilde; White, prefiro seguir o meu pr&oacute;prio ju&iacute;zo&rsquo;, e continuarem a fazer as mesmas coisas contra as quais foram advertidos, revelar&atilde;o com isto que desprezam os conselhos divinos, e o resultado ser&aacute; justamente o que o Esp&iacute;rito de Deus me revelou que havia de ser: agravo &agrave; causa de Deus e perdi&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria.&rdquo;&nbsp;82&nbsp;<i>2. A Sr&ordf;. White reivindicava autoridade para definir verdades doutrin&aacute;rias.&nbsp;<\/i>Mas ela foi ainda al&eacute;m. Ela n&atilde;o s&oacute; era uma porta-voz de Deus quando falava sobre algum assunto nos lares e igrejas de seus irm&atilde;os de f&eacute;, mas, quando definia uma posi&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria, essa defini&ccedil;&atilde;o era autoritativa e confi&aacute;vel. Falando sobre os primeiros tempos (indubitavelmente uma refer&ecirc;ncia &agrave;s confer&ecirc;ncias sab&aacute;ticas de 1848 a 1850), quando &ldquo;erro ap&oacute;s erro procurava for&ccedil;ar entrada entre n&oacute;s&rdquo;, e &ldquo;pastores e doutores introduziam novas doutrinas&rdquo;, os pequenos grupos passavam &ldquo;por vezes noites inteiras&rdquo; pesquisando as Escrituras e orando a Deus por Sua guia. &hellip; Nessas ocasi&otilde;es, &ldquo;o poder de Deus vinha sobre mim,&nbsp;<i>e eu era habilitada a definir claramente o que era a verdade e o que era erro<\/i>.&rdquo;&nbsp;83<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A Sr&ordf; White declarou, com efeito, que suas declara&ccedil;&otilde;es sobre doutrina estavam essencialmente sem erro. &ldquo;H&aacute; uma corrente de verdade retil&iacute;nea, sem uma s&oacute; frase her&eacute;tica, naquilo que escrevi.&rdquo;&nbsp;84Seus testemunhos &ldquo;nunca contradizem&rdquo; a B&iacute;blia porque ela foi &ldquo;instru&iacute;da a respeito da rela&ccedil;&atilde;o de uma passagem para com outras passagens da Escritura.&rdquo;&nbsp;85&nbsp;Mesmo os assuntos doutrin&aacute;rios em seus di&aacute;rios pessoais, escreveu ela cinco anos antes de sua morte, deviam ser impressos porque cont&ecirc;m &ldquo;luz&rdquo; e &ldquo;instru&ccedil;&otilde;es&rdquo; que lhe foram dadas para &ldquo;corrigir erros e para especificar o que &eacute; verdade.&rdquo;&nbsp;86&nbsp;Ao evangelista W. W. Simpson, que trabalhava no sul da Calif&oacute;rnia, ela escreveu em 1906: &ldquo;Sou grata porque as instru&ccedil;&otilde;es contidas em meus livros estabelecem a verdade presente para este tempo. Estes livros foram escritos sob a demonstra&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo.&rdquo;&nbsp;87&nbsp;Em 1905, pouco depois de ter tido de censurar as doutrinas esp&uacute;rias promovidas pelo Dr. John Harvey Kellogg e seus seguidores, e olhando novamente para tr&aacute;s, &agrave;quelas primeiras confer&ecirc;ncias sab&aacute;ticas nas quais a manifesta&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo foi t&atilde;o marcada, a Sr&ordf; White declarou sem equ&iacute;vocos:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;Quando o poder de Deus testifica daquilo que &eacute; a verdade, essa verdade deve permanecer para sempre como a verdade. N&atilde;o devem ser agasalhadas quaisquer suposi&ccedil;&otilde;es posteriores contr&aacute;rias ao esclarecimento que Deus proporcionou.&rdquo;&nbsp;88<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">No restante da passagem ela falou de se levantarem homens no futuro (como haviam se levantado no passado) com &ldquo;interpreta&ccedil;&otilde;es das Escrituras que para eles s&atilde;o verdade, mas que n&atilde;o o s&atilde;o&rdquo;. Estas pessoas afirmariam possuir &ldquo;nova ilumina&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Mas, asseverou ela, as doutrinas destes homens iriam contradizer a luz &ldquo;que foi dada por Deus sob a demonstra&ccedil;&atilde;o de Seu Santo Esp&iacute;rito&rdquo;. Ela ent&atilde;o aconselhou os futuros l&iacute;deres da igreja a rejeitarem tais mensagens que contradigam &ldquo;os pontos especiais de nossa f&eacute;&rdquo; e que movam nem que seja &ldquo;uma coluna do fundamento sustentado por Deus&rdquo; de 1844 at&eacute; a virada do s&eacute;culo. A aceita&ccedil;&atilde;o de tais conceitos levaria &ldquo;&agrave; nega&ccedil;&atilde;o da verdade que, nos &uacute;ltimos cinq&uuml;enta anos, Deus tem estado a conceder a Seu povo, comprovando-a pela demonstra&ccedil;&atilde;o de Seu Santo Esp&iacute;rito.&rdquo;&nbsp;89&nbsp;<i>3. Motiva&ccedil;&atilde;o dos cr&iacute;ticos.&nbsp;<\/i>A motiva&ccedil;&atilde;o fundamental daqueles que &ldquo;dissecam&rdquo; os escritos da Sr&ordf;. White &ldquo;para os acomodar &agrave;s vossas pr&oacute;prias id&eacute;ias, pretendendo que Deus vos deu per&iacute;cia para discernir o que &eacute; luz do C&eacute;u e o que &eacute; mera sabedoria humana&rdquo;&nbsp;90, foi identificada pela profetisa como sendo &ldquo;o esp&iacute;rito predominante em nosso tempo&hellip; infidelidade e apostasia &ndash; esp&iacute;rito de professada ilumina&ccedil;&atilde;o&hellip;, mas na realidade da mais cega presun&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Ela acrescentou: &ldquo;H&aacute; um vis&iacute;vel esp&iacute;rito de oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; clara Palavra de Deus, de idol&aacute;trica exalta&ccedil;&atilde;o da sabedoria humana sobre a revela&ccedil;&atilde;o divina.&rdquo;&nbsp;91<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">E indo ainda mais fundo na quest&atilde;o da causa, a Sr&ordf; White explicou o&nbsp;<i>&ldquo;verdadeiro&rdquo;&nbsp;<\/i>motivo (it&aacute;licos dela) para oposi&ccedil;&atilde;o aos seus escritos, que raramente &eacute; mencionado em p&uacute;blico: ela escreveu ou disse algo que reprova o estilo de vida do cr&iacute;tico, talvez na &aacute;rea de dieta ou vestu&aacute;rio, material de leitura, entretenimento e divers&atilde;o, mordomia ou observ&acirc;ncia do s&aacute;bado. O cr&iacute;tico exibe assim, por sua cr&iacute;tica, &ldquo;uma falta de coragem moral, de uma vontade fortalecida e dirigida pelo Esp&iacute;rito de Deus, para renunciar h&aacute;bitos perniciosos.&rdquo;&nbsp;92&nbsp;<i>4. O perigo da d&uacute;vida.&nbsp;<\/i>A seguir notamos a Sr&ordf; White voltando sua aten&ccedil;&atilde;o para a quest&atilde;o da d&uacute;vida &ndash; d&uacute;vida quanto &agrave; B&iacute;blia e d&uacute;vida quanto aos escritos da profetisa contempor&acirc;nea de Deus: &ldquo;Satan&aacute;s tem habilidade em sugerir d&uacute;vidas e inventar obje&ccedil;&otilde;es ao testemunho que Deus envia, e muitos consideram uma virtude e ind&iacute;cio de intelig&ecirc;ncia, o mostrar-se descrente, duvidar e argumentar. Os que querem duvidar t&ecirc;m suficiente oportunidade para isso. Deus n&atilde;o Se prop&otilde;e fazer desaparecer toda ocasi&atilde;o para a incredulidade. [Se Ele fizesse isso, removeria automaticamente toda oportunidade para o exerc&iacute;cio da f&eacute;!] Apresenta evid&ecirc;ncias que precisam ser cuidadosamente investigadas, com esp&iacute;rito humilde e suscept&iacute;vel ao ensino; e todos devem julgar pela for&ccedil;a dessas mesmas evid&ecirc;ncias. &nbsp;Deus d&aacute; aos esp&iacute;ritos sinceros suficientes evid&ecirc;ncias para crer; o que, por&eacute;m, voltar os olhos da for&ccedil;a dessas provas, somente porque deparou algumas coisas que sua intelig&ecirc;ncia finita n&atilde;o apreende, ser&aacute; abandonado &agrave; atmosfera glacial da incredulidade e da d&uacute;vida, vindo a experimentar o naufr&aacute;gio da f&eacute;.&rdquo;&nbsp;93<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">A Sr&ordf; White declarou fervorosamente: &ldquo;Se voc&ecirc;s perderem a confian&ccedil;a nos Testemunhos, se afastar&atilde;o das verdades b&iacute;blicas.&rdquo;&nbsp;94&nbsp;Ela d&aacute; at&eacute; mesmo os passos sucessivos na escada descendente que leva &agrave; &ldquo;perdi&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Note-os: a. Satan&aacute;s faz com que os membros da igreja se empenhem num esp&iacute;rito de cr&iacute;tica da lideran&ccedil;a denominacional em todos os n&iacute;veis &ndash; ele excita &ldquo;ci&uacute;me e descontentamento em rela&ccedil;&atilde;o aos que t&ecirc;m a dire&ccedil;&atilde;o do trabalho.&rdquo; b. Discutem-se depois os dons espirituais em geral (e o dom de profecia exercido atrav&eacute;s da Sr&ordf; White em particular), &ldquo;resultando da&iacute; serem eles amesquinhados, e acaba-se por desconsiderar as instru&ccedil;&otilde;es dadas por meio de vis&otilde;es.&rdquo; c. As doutrinas b&aacute;sicas, ou sustent&aacute;culos, da igreja, os &ldquo;pontos vitais de nossa f&eacute;&rdquo;, geram ceticismo; e ent&atilde;o d. &ldquo;Vem depois a d&uacute;vida sobre as Escrituras Sagradas,&rdquo; sobre a pr&oacute;pria B&iacute;blia, &ldquo;e, finalmente, a marcha definitiva para a perdi&ccedil;&atilde;o.&rdquo; A Sr&ordf;. White ainda acrescenta: &ldquo;Quando os Testemunhos, em que uma vez se acreditou, s&atilde;o postos em d&uacute;vida e rejeitados, Satan&aacute;s sabe que os iludidos n&atilde;o se deixar&atilde;o ficar por a&iacute;; e redobra de esfor&ccedil;os at&eacute; que os arraste a uma rebeli&atilde;o declarada, que se torne insan&aacute;vel e termine em destrui&ccedil;&atilde;o. Com dar lugar a d&uacute;vida e incredulidade quanto &agrave; obra de Deus, &hellip; aparelham a si pr&oacute;prios o caminho para completo engano.&rdquo;&nbsp;95&nbsp;<i>5. Um apelo &ndash; e uma advert&ecirc;ncia.&nbsp;<\/i>A Sr&ordf;. White apelou fervorosamente aos cr&iacute;ticos de seus dias:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;N&atilde;o se interponham entre mim e o povo, desviando dele a luz que Deus lhe deseja dar. N&atilde;o deprimam, por sua cr&iacute;tica, a for&ccedil;a, a virtude e a import&acirc;ncia dos Testemunhos. &hellip; Se os Testemunhos n&atilde;o falarem de acordo com a Palavra de Deus, rejeitem-nos. Cristo e Belial n&atilde;o se unem. Por amor de Cristo, deixem de confundir o esp&iacute;rito do povo com sofismas e ceticismo, tornando de nenhum efeito a obra que Deus deseja fazer. N&atilde;o procurem, por sua falta de discernimento espiritual, fazer deste m&eacute;todo de opera&ccedil;&atilde;o de Deus, uma pedra de esc&acirc;ndalo pela qual muitos venham a trope&ccedil;ar e cair, ser enla&ccedil;ados e presos.&rdquo;&nbsp;96<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Indo ainda mais longe, ela afirma que &ldquo;a incredulidade de voc&ecirc;s n&atilde;o mudar&aacute; os fatos no caso&rdquo;;&nbsp;97&ldquo;a incredulidade de voc&ecirc;s n&atilde;o afeta a veracidade deles [dos&nbsp;<i>Testemunhos<\/i>]. Se eles forem de Deus, permanecer&atilde;o.&rdquo;&nbsp;98<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">E depois diz: &ldquo;Deus n&atilde;o &eacute; homem; Ele n&atilde;o Se deixar&aacute; escarnecer.&rdquo;&nbsp;99&nbsp;E &ldquo;oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s amea&ccedil;as de Deus n&atilde;o impedir&aacute; a execu&ccedil;&atilde;o delas. Desafiar as palavras do Senhor, faladas atrav&eacute;s de Seus instrumentos escolhidos, somente provocar&aacute; Sua ira e acabar&aacute; trazendo ru&iacute;na certa sobre o ofensor.&rdquo;&nbsp;100&nbsp;Falando sobre sua obra, e sobre o Senhor que a comissionou, a Sr&ordf;. White ainda adverte: &ldquo;Se Deus me deu uma mensagem a transmitir a Seu povo, aqueles que querem me impedir na obra e diminuir a f&eacute; das pessoas em sua verdade n&atilde;o est&atilde;o lutando contra o instrumento, mas contra Deus. Voc&ecirc;s menosprezam e insultam n&atilde;o ao instrumento, mas a Deus, que falou a voc&ecirc;s nestas advert&ecirc;ncias e reprova&ccedil;&otilde;es. Dificilmente &eacute; poss&iacute;vel que algu&eacute;m fa&ccedil;a um insulto maior a Deus do que desprezar e rejeitar as instrumentalidades que Ele apontou para gui&aacute;-los.&rdquo;&nbsp;101<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Numa vis&atilde;o noturna o Senhor falou &agrave; Sr&ordf; White sobre aqueles que haviam virado as costas &agrave; luz que lhes fora enviada. &ldquo;Ao menosprezarem e rejeitarem o testemunho que Eu lhe dei para transmitir, n&atilde;o foi voc&ecirc;, mas a Mim, que eles menosprezaram.&rdquo;&nbsp;102&nbsp;E, finalmente: &ldquo;Se voc&ecirc;s procurarem&rdquo;, disse a Sr&ordf; White, &ldquo;colocar de lado o conselho de Deus de maneira a lhes convir, se voc&ecirc;s diminu&iacute;rem a confian&ccedil;a do povo de Deus nos Testemunhos que Ele lhes enviou, voc&ecirc;s est&atilde;o se rebelando contra Deus t&atilde;o &nbsp;certamente como Cor&eacute;, Dat&atilde; e Abir&atilde;. Voc&ecirc;s conhecem a hist&oacute;ria deles.&rdquo;&nbsp;103&nbsp;Por outro lado, &ldquo;todos os que cr&ecirc;em que o Senhor tem falado por interm&eacute;dio da irm&atilde; White, e lhe tem dado uma mensagem, estar&atilde;o livres dos muitos enganos que surgir&atilde;o nestes &uacute;ltimos dias.&rdquo;&nbsp;104&nbsp;Para resumir esta considera&ccedil;&atilde;o do papel de Ellen White no desenvolvimento da doutrina adventista do s&eacute;timo dia, conclu&iacute;mos que ela desempenhou uma parte importante na forma&ccedil;&atilde;o da cren&ccedil;a doutrin&aacute;ria adventista, especialmente durante as confer&ecirc;ncias sab&aacute;ticas de 1848 a 1850; mas seu papel este essencialmente limitado a transmitir as mensagens de Deus dadas em vis&atilde;o, em vez de entrar em di&aacute;logo com os que estavam elaborando a estrutura de nosso sistema doutrin&aacute;rio. O Esp&iacute;rito de Deus n&atilde;o vinha sobre ela at&eacute; que os que estavam empenhados em s&eacute;rio estudo e ora&ccedil;&atilde;o tivessem ido at&eacute; onde podiam; ent&atilde;o as mensagens dadas atrav&eacute;s da Sr&ordf;. White se inclinavam ou a corrigir (se os participantes estavam indo na dire&ccedil;&atilde;o errada) ou a&nbsp;<i>confirmar&nbsp;<\/i>e&nbsp;<i>corroborar&nbsp;<\/i>(se estavam indo na dire&ccedil;&atilde;o certa); mas n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias de que as vis&otilde;es foram dadas para&nbsp;<i>iniciar&nbsp;<\/i>a formula&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria. A Sr&ordf; White, conquanto mantivesse a primazia da B&iacute;blia, se considerava, n&atilde;o obstante, como algu&eacute;m correspondente aos profetas b&iacute;blicos no receber as mensagens de Deus e transmiti-las a Seu povo. Uma vez que era o mesmo Esp&iacute;rito, falando nos tempos b&iacute;blicos e tamb&eacute;m nos tempos modernos, essas mensagens tinham igual valor. Elas n&atilde;o podiam ser ignoradas com impunidade, quer pelos cr&iacute;ticos que tentavam dissec&aacute;-las, quer por outros que convenientemente as negligenciava e ignorava.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><b style=\"color: black;\">&nbsp;<\/b><\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">&nbsp;&ldquo;A B&iacute;blia e a B&iacute;blia somente!&rdquo;<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Nos dias da Reforma Protestante a proclama&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica dos protestantes contra a primazia da tradi&ccedil;&atilde;o humana sobre a Escritura inspirada foi: &ldquo;A B&iacute;blia e a B&iacute;blia somente!&rdquo; No in&iacute;cio do movimento do Advento este mesmo&nbsp;<i>slogan&nbsp;<\/i>foi ouvido com frequ&ecirc;ncia, mas naquele tempo o&nbsp;<i>slogan&nbsp;<\/i>foi empregado para camuflar sutis difama&ccedil;&otilde;es do minist&eacute;rio e das mensagens de Ellen White. Este&nbsp;<i>slogan&nbsp;<\/i>tamb&eacute;m &eacute; ouvido hoje na mesma conex&atilde;o. Numa reuni&atilde;o campal na &uacute;ltima primavera um pastor adventista de um de nossos col&eacute;gios da Am&eacute;rica do Norte contou esta experi&ecirc;ncia: num s&aacute;bado, numa certa classe da escola sabatina cujo professor era um professor do campus, e que era frequentada por alunos da faculdade, o professor come&ccedil;ou perguntando aos membros da classe individualmente que ideias eles haviam encontrado em escritos extrab&iacute;blicos contempor&acirc;neos que tivessem import&acirc;ncia para o estudo da li&ccedil;&atilde;o daquele dia. Foram oferecidas respostas atrav&eacute;s de cita&ccedil;&otilde;es de autores &uacute;teis como Lutero e Calvino, bem como Keith Miller, Paul Tournier, C. S. Lewis, e assim por diante. A seguir o professor pediu que os alunos partilhassem sua rea&ccedil;&atilde;o &agrave; li&ccedil;&atilde;o, e seguiu-se uma s&eacute;rie de testemunhos individuais. A esta altura um membro da classe, uma estudante bem versada nos escritos de Ellen White, disse que havia encontrado algo &uacute;til, algo que viera em resposta a sua necessidade, nos escritos da Sr&ordf; White; mas antes que ela pudesse dizer algo mais, o professor a cortou com a observa&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Nesta classe vamos ficar com &lsquo;A B&iacute;blia e a B&iacute;blia somente!&rsquo;&rdquo; Ironicamente, at&eacute; aquele momento o testemunho direto da B&iacute;blia tinha estado totalmente ausente da classe! Ellen White, ao dirigir-se aos professores da escola sabatina em 1900, instruiu-os a gravar &ldquo;nas mentes que a nossa regra de f&eacute; &eacute; a B&iacute;blia, e a B&iacute;blia s&oacute;.&rdquo;&nbsp;105&nbsp;E no &uacute;ltimo livro que ela escreveu antes de sua morte em 1915 ela admoestou os ministros da igreja, dizendo que &ldquo;As palavras da B&iacute;blia, e a B&iacute;blia somente, deviam ser ouvidas do p&uacute;lpito.&rdquo;&nbsp;106&nbsp;Isto significava, como alguns hoje alegam, que seus escritos nunca deviam ser incorporados num serm&atilde;o? De maneira alguma. Numa &uacute;til monografia de 37 p&aacute;ginas&nbsp;107, Arthur L. White, que foi por anos secret&aacute;rio do Patrim&ocirc;nio de Ellen G. White na Associa&ccedil;&atilde;o Geral (e que era neto da profetisa), pesquisa a posi&ccedil;&atilde;o dos pioneiros de nossa denomina&ccedil;&atilde;o e cita declara&ccedil;&otilde;es publicadas que n&atilde;o se encontram prontamente dispon&iacute;veis ao inquiridor atual. Ele tamb&eacute;m examina as 13 principais declara&ccedil;&otilde;es da pena da Sr&ordf; White em que ela usou o&nbsp;<i>slogan&nbsp;<\/i>da Reforma, &ldquo;a B&iacute;blia, e a B&iacute;blia somente&rdquo;, e chega a quatro conclus&otilde;es ao resumir as evid&ecirc;ncias documentais:<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. Que em nenhuma ocasi&atilde;o esta frase foi empregada pra excluir a obriga&ccedil;&atilde;o de reagir &agrave;s vis&otilde;es como luz que Deus enviou a Seu povo.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. Que na maioria dos casos as palavras s&atilde;o empregadas no contexto de contrastar os ensinos da Palavra de Deus com a tradi&ccedil;&atilde;o ou com as teorias humanas de um falso s&aacute;bado, etc.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">3. Que em v&aacute;rios casos as palavras s&atilde;o usadas para definir nossa posi&ccedil;&atilde;o sobre as vis&otilde;es, com a explica&ccedil;&atilde;o de que seguir a B&iacute;blia implica na aceita&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es do dom de profecia como tendo autoridade sobre todos os que aceitam a Palavra de Deus, o que prev&ecirc; o aparecimento deste dom nos &uacute;ltimos dias.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">4. Que atrav&eacute;s das vis&otilde;es Deus nos tem guiado a uma compreens&atilde;o correta de Sua Palavra e tem nos ensinado, e continuar&aacute; a faz&ecirc;-lo. Ademais, precisamos sempre reconhecer nossa obriga&ccedil;&atilde;o de aceitar esta guia de Deus. Arthur White tamb&eacute;m salienta que embora as 13 principais declara&ccedil;&otilde;es da pena de Ellen White abrangem mais de meio s&eacute;culo (de 1851 a c. 1914), o teor das declara&ccedil;&otilde;es no final de sua vida n&atilde;o s&atilde;o apreciavelmente diferentes das declara&ccedil;&otilde;es mais antigas escritas sobre o assunto.&nbsp;108&nbsp;A Sr&ordf;White nunca mudou sua posi&ccedil;&atilde;o sobre este assunto.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">A par&aacute;bola de Urias Smith<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;Descartamos a B&iacute;blia ao Endossar as Vis&otilde;es?&rdquo; foi a pergunta feita por Urias Smith no editorial de um exemplar de 1863 da&nbsp;<i>Review and Herald.&nbsp;<\/i>Ele responde com um ressoante &ldquo;N&atilde;o!&rdquo; e no decurso da an&aacute;lise do assunto conta uma interessante par&aacute;bola para ilustrar sua posi&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Suponha&rdquo;, ele prop&otilde;e, &ldquo;que estejamos para iniciar uma viagem&rdquo;. Antes da partida o dono da embarca&ccedil;&atilde;o d&aacute; &agrave; tripula&ccedil;&atilde;o um &ldquo;livro de instru&ccedil;&otilde;es&rdquo;, e lhes assegura que as instru&ccedil;&otilde;es que ele cont&eacute;m s&atilde;o suficientes para toda a viagem. Se estas instru&ccedil;&otilde;es forem atendidas, a embarca&ccedil;&atilde;o chegar&aacute; com seguran&ccedil;a ao seu destino. Ent&atilde;o a tripula&ccedil;&atilde;o se lan&ccedil;a ao mar, e abre o livro para examinar seu conte&uacute;do. Descobrem que, em geral, o autor exp&ocirc;s os princ&iacute;pios b&aacute;sicos que devem governar a conduta da tripula&ccedil;&atilde;o durante a viagem, e tocou em v&aacute;rias eventualidades que poderiam surgir. Contudo, o autor salienta que a &uacute;ltima parte da viagem pode ser particularmente perigosa, pois &ldquo;os contornos da costa est&atilde;o sempre se alterando por causa da areia movedi&ccedil;a e das tempestades&rdquo;. Por causa disto, o autor combinou que um piloto se uniria &agrave; tripula&ccedil;&atilde;o para dar ajuda especial no guiar a embarca&ccedil;&atilde;o com seguran&ccedil;a ao porto final. O autor tamb&eacute;m aconselha a tripula&ccedil;&atilde;o a dar ouvidos &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es e instru&ccedil;&otilde;es do piloto &ldquo;que as circunst&acirc;ncias adjacentes ou os perigos possam exigir&rdquo;. Na &eacute;poca marcada o piloto aparece, como prometido. Mas, inexplicavelmente, quando ele oferece seus servi&ccedil;os ao capit&atilde;o e &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, alguns dos marinheiros se levantam em protesto, afirmando que o livro original de instru&ccedil;&otilde;es &eacute; suficiente para conduzi-los at&eacute; o final. &ldquo;&rsquo;Baseamo-nos nisto, e nisto somente; nada queremos de voc&ecirc;&rsquo;&rdquo;, eles declaram. Smith ent&atilde;o faz a pergunta ret&oacute;rica: &ldquo;Quem, agora, seguiu aquele livro original de instru&ccedil;&otilde;es? Os que rejeitam o piloto, ou os que o recebem, como aquele livro os instrui? Julgai.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Finalmente, antecipando a obje&ccedil;&atilde;o de alguns de seus leitores de que ele tencionava que esta par&aacute;bola obrigasse a igreja a receber Ellen White como seu &ldquo;piloto&rdquo;, o editor tenta interceptar tal reclama&ccedil;&atilde;o com este p&oacute;s-escrito: &ldquo;De forma alguma dizemos tal coisa. O que em realidade dizemos &eacute; distintamente isto: que os dons do Esp&iacute;rito nos s&atilde;o dados como piloto atrav&eacute;s destes tempos de perigo, e onde quer que seja ou em quem quer que seja que encontremos manifesta&ccedil;&otilde;es genu&iacute;nas dos mesmos, somos obrigados a respeit&aacute;-los, e n&atilde;o podemos deixar de fazer isso sem ao mesmo tempo rejeitar a Palavra de Deus, que nos instrui a receb&ecirc;-los.&rdquo;&nbsp;109&nbsp;A posi&ccedil;&atilde;o do presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Geral, George I. Butler, num artigo da&nbsp;<i>Review and Herald<\/i>, &eacute; uma resposta apolog&eacute;tica t&iacute;pica do primeiros pioneiros adventistas. &Agrave; obje&ccedil;&atilde;o de que a B&iacute;blia &eacute; suficiente porque Paulo declara que &ldquo;toda Escritura &eacute; inspirada por Deus e &uacute;til para o ensino, para a repreens&atilde;o, para a corre&ccedil;&atilde;o, para a educa&ccedil;&atilde;o na justi&ccedil;a, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra&rdquo; (II Tim&oacute;teo 3:16 e 17), a r&eacute;plica de Butler foi: &ldquo;Se toda a Escritura &eacute; proveitosa, supomos que o sejam aquelas por&ccedil;&otilde;es que ensinam a perpetuidade dos dons espirituais, e que nos dizem que eles estar&atilde;o na igreja nestes &uacute;ltimos dias, e que nos dizem como distinguir entre o falso e o genu&iacute;no. Estas provam que as vis&otilde;es sob considera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o da &iacute;ndole correta.&rdquo;&nbsp;110&nbsp;Muitos que hoje proclamam chamado protestante, &ldquo;a B&iacute;blia, e a B&iacute;blia somente&rdquo;, parece inferir uma falsa dicotomia, uma situa&ccedil;&atilde;o ou\/ou: se voc&ecirc; tem a B&iacute;blia, n&atilde;o pode ter Ellen White; se tem Ellen White, n&atilde;o pode ter a B&iacute;blia. Esta dicotomia &eacute; patentemente inv&aacute;lida. Alguns adventistas, inclusive pastores e estudiosos, dizem, por exemplo: &ldquo;N&atilde;o posso encontrar na B&iacute;blia a doutrina adventista do ju&iacute;zo investigativo&rdquo;. Essas pessoas declaram, por&eacute;m, que mesmo assim aceitam a doutrina por causa da regra hermen&ecirc;utica leg&iacute;tima que permite a um profeta posterior ampliar a compreens&atilde;o da verdade declarada por um profeta anterior.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O que estas pessoas est&atilde;o realmente dizendo, na opini&atilde;o deste escritor, &eacute;: &ldquo;Com minhas presentes pressuposi&ccedil;&otilde;es teol&oacute;gicas e meus atuais instrumentos hermen&ecirc;uticos &ndash; minhas pressuposi&ccedil;&otilde;es e minhas predile&ccedil;&otilde;es &ndash; n&atilde;o encontro essa doutrina na Escritura&rdquo;. Contudo, outros estudiosos adventistas, de qualifica&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas igualmente impec&aacute;veis, afirmam que encontram essa doutrina na Escritura &ndash; nas profecias de Daniel e Apocalipse, e nas par&aacute;bolas de Jesus da veste nupcial e da rede.<\/p>\n<h2 style=\"color: #000300; text-align: justify;\">Conclus&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">O que a igreja adventista sustenta sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre os escritos da Sr&ordf; White e a B&iacute;blia?<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">1. N&atilde;o consideramos os escritos de Ellen G. White como uma adi&ccedil;&atilde;o ao c&acirc;non sagrado da Escritura.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">2. N&atilde;o achamos que estes escritos tenham aplica&ccedil;&atilde;o universal, como a B&iacute;blia, mas que foram escritos particularmente para a igreja Adventista do S&eacute;timo Dia.<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">3. N&atilde;o consideramos os escritos da Sr&ordf; White no mesmo sentido que as Escrituras Sagradas, que t&ecirc;m posi&ccedil;&atilde;o &uacute;nica e singular como o padr&atilde;o pelo qual todos os outros escritos devem ser julgados.&nbsp;111&nbsp;Mas, tendo dito isto, precisamos dizer mais. Uma vez que cremos que a inspira&ccedil;&atilde;o &eacute; indivis&iacute;vel, e uma vez que a &uacute;nica atividade do profeta &eacute; dizer-nos o que Jesus lhe disse (&ldquo;o testemunho de Jesus &eacute; o esp&iacute;rito da profecia&rdquo;), n&atilde;o h&aacute; base, portanto, para a cren&ccedil;a nem em graus de inspira&ccedil;&atilde;o nem em graus de autoridade. Ellen White foi inspirada da mesma forma e no mesmo grau que os profetas b&iacute;blicos. E o conselho que Maria deu aos servos nas bodas em Can&aacute; quanto a Seu Filho bem poderia ser parafraseado: &ldquo;Fazei tudo o que Ele vos disser [seja por que profeta for]&rdquo; (Jo&atilde;o 2:5).<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Se, como pelo menos alguns estudiosos cr&ecirc;em, a primeira ep&iacute;stola de Paulo aos Tessalonicenses foi o primeiro livro do Novo Testamento a ser escrito, ent&atilde;o sua preocupa&ccedil;&atilde;o expressa nos vers&iacute;culos finais desta ep&iacute;stola podem ter um interessante significado para os crist&atilde;os hoje: &ldquo;N&atilde;o apagueis o Esp&iacute;rito&rdquo; (I Tessalonicenses 5:19). &ldquo;N&atilde;o sintonize numa emissora diferente da que Ele est&aacute;&rdquo;, como poder&iacute;amos dizer na linguagem de hoje. A exist&ecirc;ncia da possibilidade de fazer exatamente isto est&aacute; por tr&aacute;s da necessidade da advert&ecirc;ncia. &ldquo;N&atilde;o desprezeis profecias&rdquo; (v. 20). Estava Paulo aqui, antes de tudo, dizendo aos crist&atilde;os que a palavra de Deus para eles n&atilde;o terminou com o encerramento do c&acirc;non da Escritura? Que o dom espiritual da profecia ainda estava sendo exercido &ndash; e continuaria a ser exercido &ndash; at&eacute; o fim do tempo? Estava ele dizendo: N&atilde;o desprezem os profetas dos &uacute;ltimos dias, que ser&atilde;o igualmente inspirados e autorizados &ndash; profetas cujas mensagens tamb&eacute;m v&ecirc;m diretamente do Esp&iacute;rito Santo? Talvez. &ldquo;Julgai todas as coisas&rdquo; (verso 21). O crist&atilde;o tem a obriga&ccedil;&atilde;o de &ldquo;provar os esp&iacute;ritos&rdquo; (I Jo&atilde;o 4:1), porque embora nem todos eles sejam de Deus, tamb&eacute;m &eacute; verdade que nem todos eles s&atilde;o do diabo! &Eacute; aqui ordenado ao crist&atilde;o (pelo Esp&iacute;rito Santo atrav&eacute;s de Paulo) que examine seriamente o conte&uacute;do de supostos escritos prof&eacute;ticos. Ele precisa tamb&eacute;m examinar os frutos destes escritos, tanto na vida do suposto profeta quando na vida daqueles que seguem esse profeta. Esta tarefa deve ser empreendida com a mente aberta, disposta a receber mais verdades, uma mente que procura confirmar toda luz nova pelo que j&aacute; foi testado antes (Atos 17:11). E, havendo feito o teste, e notado os resultados, &ldquo;Retende o que &eacute; bom&rdquo; (I Tessalonicenses 5:21). Numa &eacute;poca de crise aguda, na virada do s&eacute;culo, quando l&iacute;deres da igreja adventista estavam introduzindo heresias sutis, a profetisa de Deus proclamou uma mensagem que tem surpreendente relev&acirc;ncia para n&oacute;s hoje, que vivemos em outra &eacute;poca de crise: &ldquo;O Senhor proporcionar&aacute; &agrave; Sua obra for&ccedil;a nova e vital, ao obedecerem os instrumentos humanos &agrave; ordem de sair a proclamar a verdade. &hellip; A verdade ser&aacute; criticada, escarnecida e ridicularizada; mas quanto mais de perto for examinada e testada, mais resplandecer&aacute;. &hellip;<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">&ldquo;Os princ&iacute;pios da verdade que Deus nos revelou, s&atilde;o nossos &uacute;nicos, fi&eacute;is alicerces. Eles &eacute; que fizeram de n&oacute;s o que somos. O correr do tempo n&atilde;o lhes diminuiu o valor. &Eacute; constante esfor&ccedil;o do inimigo remover essas verdades de seu engaste, colocando em seu lugar teorias esp&uacute;rias. Ele introduzir&aacute; tudo que lhe seja poss&iacute;vel, para levar a cabo seus des&iacute;gnios enganadores. O Senhor, por&eacute;m, suscitar&aacute; homens de aguda percep&ccedil;&atilde;o, que dar&atilde;o a essas verdades seu devido lugar no plano de Deus.&rdquo;&nbsp;112<\/p>\n<p style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\">Que voc&ecirc; seja um deles!<\/p>\n<hr>\n<p style=\"color: #4d4d4d;\"><b style=\"color: black;\">Refer&ecirc;ncias:<\/b><\/p>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-1\" style=\"font-weight: bold;\">1<\/span>&nbsp;Walter R. Martin,&nbsp;<i>The Truth About Seventh-day Adventism&nbsp;<\/i>(Grand Rapids, Mich.: Zondervan Publishing House, 1960).<br>\n<span id=\"nota-rodape-2\" style=\"font-weight: bold;\">2<\/span>&nbsp;Norman F. Doughty,&nbsp;<i>Another Look at Seventh-day Adventism&nbsp;<\/i>(Grand Rapids, Mich.: Baker Book House, 1962).<br>\n<span id=\"nota-rodape-3\" style=\"font-weight: bold;\">3<\/span>&nbsp;Transcri&ccedil;&atilde;o estenogr&aacute;fica da palestra &ldquo;White Lies&rdquo;, de Walter Rea, San Diego, Cali&oacute;rnia: Association of Adventist Forums (14 de fevereiro de 1981), p. 9.<br>\n<span id=\"nota-rodape-4\" style=\"font-weight: bold;\">4<\/span>&nbsp;<i>Ibid.&nbsp;<\/i>Walter Rea se recusou a conceder permiss&atilde;o para citarmos suas palavras, ipsis literis, da transcri&ccedil;&atilde;o. Suas observa&ccedil;&otilde;es, portanto, est&atilde;o parafraseadas.<br>\n<span id=\"nota-rodape-5\" style=\"font-weight: bold;\">5<\/span>&nbsp;John J. Robertson,&nbsp;<i>The White Truth&nbsp;<\/i>(Mountain View, Calif.: Pacific Press Pub. Assn., 1981).<br>\n<span id=\"nota-rodape-6\" style=\"font-weight: bold;\">6<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 79.<br>\n<strong><span id=\"nota-rodape-7\">7<\/span><\/strong>&nbsp;<i>The Journal of Adventist Education,&nbsp;<\/i>vol. 44, No. 1 (outubro-novembro de 1981), p. 18.<br>\n<span id=\"nota-rodape-8\" style=\"font-weight: bold;\">8<\/span>&nbsp;John Quincy Adams, sexto presidente dos Estados Unidos, e professor em tempo parcial de ret&oacute;rica e orat&oacute;ria (1806-1809) em Harvard. De uma s&eacute;rie de 37 palestras sobre teoria e pr&aacute;tica da ret&oacute;rica,&nbsp;<i>Lectures on Rhetoric and Oratory,&nbsp;<\/i>recentemente republicadas (New York: Russell &amp; Russell, 1962), pp. 62-67.<br>\n<span id=\"nota-rodape-9\" style=\"font-weight: bold;\">9<\/span>&nbsp;<i>Seventh-day Adventists Answer Questions on Doctrine&nbsp;<\/i>(Washington, D.C.: Review and Herald Pub. Assn., 1957), pp. 90, 91, citado daqui por diante como&nbsp;<i>Questions on Doctrine.<\/i><br>\n<span id=\"nota-rodape-10\" style=\"font-weight: bold;\">10<\/span>&nbsp;I Cr&ocirc;nicas 21:9; 29:29; II Cr&ocirc;nicas 9:29; 29:25.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-11\" style=\"font-weight: bold;\">11<\/span>&nbsp;II Cr&ocirc;nicas 9:29; I Reis 11:29; 14:7.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-12\" style=\"font-weight: bold;\">12<\/span>&nbsp;II Cr&ocirc;nicas 12:15.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-13\" style=\"font-weight: bold;\">13<\/span>&nbsp;II Cr&ocirc;nicas 9:29; 12:15; 13:22.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-14\" style=\"font-weight: bold;\">14<\/span>&nbsp;I Reis 16:1, 7; II Cr&ocirc;nicas 19:2; 20:34.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-15\" style=\"font-weight: bold;\">15<\/span>&nbsp;II Cr&ocirc;nicas 21:12.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-16\" style=\"font-weight: bold;\">16<\/span>&nbsp;Os esfor&ccedil;os dos pol&ecirc;micos modernos de dissociar os novos &ldquo;graus de revela&ccedil;&atilde;o&rdquo; da desacreditada posi&ccedil;&atilde;o dos &ldquo;graus de inspira&ccedil;&atilde;o&rdquo; nos traz instintivamente &agrave; mem&oacute;ria a observa&ccedil;&atilde;o de Shakespeare: &ldquo;O que h&aacute; num nome? Aquilo que chamamos de rosa, se designada por qualquer outro nome, teria o mesmo perfume&rdquo;. (<i>Romeu &amp; Julieta,&nbsp;<\/i>Ato II, Cena 2, Linha 43).<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-17\" style=\"font-weight: bold;\">17<\/span>&nbsp;Veja especialmente o artigo publicado em 15 de janeiro de 1884.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-18\" style=\"font-weight: bold;\">18<\/span>&nbsp;Carta 22, 1889; citada em&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas<\/i>, livro 1, p. 23.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-19\" style=\"font-weight: bold;\">19<\/span>&nbsp;Uma tradi&ccedil;&atilde;o judaica diz que Nat&atilde; e Gade escreveram I Samuel 25-31 e II Samuel. [Ver&nbsp;<i>The Seventh-day Adventist Bible Commentary&nbsp;<\/i>(Washington, D.C.: Review and Herald Pub. Assn., 1953), vol. 2, p. 447.] Contudo, a &uacute;nica fonte &eacute; uma tradi&ccedil;&atilde;o talm&uacute;dica, cuja exatid&atilde;o e autenticidade &eacute;, na melhor das hip&oacute;teses, &ldquo;problem&aacute;tica&rdquo;, segundo o ent&atilde;o diretor do Semin&aacute;rio Teol&oacute;gico Adventista da Universidade de Andrews, Gerhard F. Hasel, (entrevista, 6 de novembro de 1981). A possibilidade de a &uacute;ltima parte de I Samuel e todo o livro de II Samuel incorporarem por&ccedil;&otilde;es dos livros &ldquo;perdidos&rdquo; de Nat&atilde; e Gade &eacute; apenas uma conjectura. N&atilde;o se sabe se estes livros &ndash; e os escritos de outros profetas liter&aacute;rios n&atilde;o-can&ocirc;nicos &ndash; chegaram a sobreviver at&eacute; a &eacute;poca em que foi formado o c&acirc;non do Antigo Testamento (talvez 400 A.C.); portanto n&atilde;o sabemos se a exclus&atilde;o deles foi uma decis&atilde;o deliberada da parte do(s) compilador(es), ou se n&atilde;o houve escolha porque os livros j&aacute; estavam perdidos na Hist&oacute;ria.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-20\" style=\"font-weight: bold;\">20<\/span>&nbsp;Neufeld editou o&nbsp;<i>Seventh-day Adventist Bible Student&rsquo;s Source Book&nbsp;<\/i>e a&nbsp;<i>Seventh-day Adventist Encyclopedia&nbsp;<\/i>(vols. 9 e 10 da s&eacute;rie do&nbsp;<i>The Seventh-day Adventist Bible Commentary<\/i>), e serviu como um dos editores gerais do&nbsp;<i>The Seventh-day Adventist Bible Commentary.&nbsp;<\/i>Ao tempo de sua morte ele era um dos editores associados da&nbsp;<i>Adventist Review.<\/i><\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-21\" style=\"font-weight: bold;\">21<\/span>&nbsp;Carta de Maxine M. Neufeld, Loma Linda, Calif&oacute;rnia, s.d. (em resposta a minha carta de 19 de agosto de 1981).<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-22\" style=\"font-weight: bold;\">22<\/span>&nbsp;Manuscrito de serm&atilde;o, &ldquo;When Jesus Speaks,&rdquo; (&ldquo;Quando Jesus Fala&rdquo;), p. 10; pregado na igreja adventista de Takoma Park em 2 de fevereiro de 1980. Grifos acrescentados.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-23\" style=\"font-weight: bold;\">23<\/span>&nbsp;&ldquo;Carta Aberta da Sr&ordf; E. G.White a Todos os Que Amam a Bendita Esperan&ccedil;a&rdquo;,&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>20 de janeiro de 1903, p. 15.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-24\" style=\"font-weight: bold;\">24<\/span>&nbsp;<i>Ibid.<\/i><\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-25\" style=\"font-weight: bold;\">25<\/span>&nbsp;<i>Ibid.&nbsp;<\/i>Grifos acrescentados.<br>\n<span id=\"nota-rodape-26\" style=\"font-weight: bold;\">26<\/span>&nbsp;Denton Edward Rebok,&nbsp;<i>Crede em Seus Profetas&nbsp;<\/i>(Santo Andr&eacute;, C.P.B., 1967), cap&iacute;tulo X.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-27\" style=\"font-weight: bold;\">27<\/span>&nbsp;<i>O Grande Conflito<\/i>, p. 7.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-28\" style=\"font-weight: bold;\">28<\/span>&nbsp;Carlyle B. Haynes talvez tenha sido o principal expoente desta analogia em suas cruzadas evangel&iacute;sticas na Am&eacute;rica do Norte durante a primeira metadade do s&eacute;culo vinte.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-29\" style=\"font-weight: bold;\">29<\/span>&nbsp;Entrevista com Walt Weinstein, especialista em informa&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e curador do Museu, Bureau Nacional de Padr&otilde;es, Minist&eacute;rio do Com&eacute;rcio dos Estados Unidos, Gaithersburg, Maryland., 29 de outubro de 1981.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-30\" style=\"font-weight: bold;\">30<\/span>&nbsp;Cr&ecirc;-se que M. L. Venden (o pai) originou esta ilustra&ccedil;&atilde;o, e a popularizou durante suas cruzadas evangel&iacute;sticas na Am&eacute;rica do Norte durante a primeira metade do s&eacute;culo vinte.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-31\" style=\"font-weight: bold;\">31<\/span>&nbsp;Para uma interessante e ligeiramente controversa discuss&atilde;o de toda a quest&atilde;o, ver Ron Graybill, &ldquo;Ellen White&rsquo;s Role in Doctrinal Formation,&rdquo; (&ldquo;O Papel de Ellen White na Forma&ccedil;&atilde;o Doutrin&aacute;ria&rdquo;), na revista&nbsp;<i>Ministry,&nbsp;<\/i>outubro de 1981, pp. 7-11. Especialmente valiosas para mim s&atilde;o as duas compila&ccedil;&otilde;es de declara&ccedil;&otilde;es de Ellen white feitas por Graybill, uma enfatizando a subordina&ccedil;&atilde;o de seus escritos &agrave;s Escrituras e outra ilustrando sua reivindica&ccedil;&atilde;o ao direito de definir e interpretar as Escrituras (p. 9).<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-32\" style=\"font-weight: bold;\">32<\/span>&nbsp;&ldquo;Sarepta Myrenda (Irish) Henry,&rdquo;&nbsp;<i>Seventh-day Adventist Encyclopedia,&nbsp;<\/i>p. 581. Atribui-se &agrave; Sr&ordf; Henry a cria&ccedil;&atilde;o de um plano para o que ela chamava de &ldquo;minist&eacute;rio da mulher&rdquo;, e o fato de ser a primeira na igreja adventista a apresentar um plano organizado para treinar m&atilde;es e pais na arte e ci&ecirc;ncia da paternidade (<i>ibid.<\/i>)<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-33\" style=\"font-weight: bold;\">33<\/span>&nbsp;Originalmente publicado em&nbsp;<i>The Gospel of Health,&nbsp;<\/i>janeiro de 1898, pp. 25-28, citado em Rebok,&nbsp;<i>Crede em Seus Profetas<\/i>, p&aacute;g.140 (cap&iacute;tulo X).<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-34\" style=\"font-weight: bold;\">34<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 141.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-35\" style=\"font-weight: bold;\">35<\/span>&nbsp;<i>Ibidem.<\/i><\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-36\" style=\"font-weight: bold;\">36<\/span>&nbsp;Ellen G.White,&nbsp;<i>Testemunhos para a Igreja,&nbsp;<\/i>vol. 5, p. 665.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-37\" style=\"font-weight: bold;\">37<\/span>&nbsp;T. Housel Jemison,&nbsp;<i>A Prophet Among You&nbsp;<\/i>(Mountain View, Calif.: Pacific Press Pub. Assn., 1955), pp. 367-371.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-38\" style=\"font-weight: bold;\">38<\/span>&nbsp;<i>Testemunhos para a Igreja,&nbsp;<\/i>vol. 5, p. 665.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-39\" style=\"font-weight: bold;\">39<\/span>&nbsp;<i>Ibid.<\/i><\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-40\" style=\"font-weight: bold;\">40<\/span>&nbsp;Jemison, p. 372. Grifos acrescentados.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-41\" style=\"font-weight: bold;\">41<\/span>&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es<\/i>, p. 786.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-42\" style=\"font-weight: bold;\">42<\/span>&nbsp;<i>Ibid.<\/i><\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-43\" style=\"font-weight: bold;\">43<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 304. .<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-44\" style=\"font-weight: bold;\">44<\/span>&nbsp;<i>Primeiros Escritos<\/i>, p. 184.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-45\" style=\"font-weight: bold;\">45<\/span>&nbsp;<i>Ibid.<\/i><\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-46\" style=\"font-weight: bold;\">46<\/span>&nbsp;<i>Spiritual Gifts<\/i>, vol. 3, p. 34.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-47\" style=\"font-weight: bold;\">47<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, pp. 304, 305.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-48\" style=\"font-weight: bold;\">48<\/span>&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es,&nbsp;<\/i>p. 786.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-49\" style=\"font-weight: bold;\">49<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 304;&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es,&nbsp;<\/i>p. 786.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-50\" style=\"font-weight: bold;\">50<\/span>&nbsp;<i>O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es,&nbsp;<\/i>p. 786.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-51\" style=\"font-weight: bold;\">51<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 305.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-52\" style=\"font-weight: bold;\">52<\/span>&nbsp;<i>Primeiros Escritos,&nbsp;<\/i>p. 184.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-53\" style=\"font-weight: bold;\">53<\/span>&nbsp;<i>Ibid.; O Desejado de Todas as Na&ccedil;&otilde;es,&nbsp;<\/i>p. 786.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-54\" style=\"font-weight: bold;\">54<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 305.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-55\" style=\"font-weight: bold;\">55<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, pp. 306, 307.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-56\" style=\"font-weight: bold;\">56<\/span>&nbsp;Daniel 12:1, 2; Mateus 26:64; Apocalipse 1:7; 14:13.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-57\" style=\"font-weight: bold;\">57<\/span>&nbsp;<i>Primeiros Escritos,&nbsp;<\/i>p. 285;&nbsp;<i>O Grande Conflito,&nbsp;<\/i>p. 637.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-58\" style=\"font-weight: bold;\">58<\/span>&nbsp;LeRoy Edwin Froom,&nbsp;<i>The Prophetic Faith of Our Fathers&nbsp;<\/i>(Washington, D.C.: Review and Herald Pub. Assn., 1954), vol. 4, pp. 1021-1048.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-59\" style=\"font-weight: bold;\">59<\/span>&nbsp;&ldquo;Sabbath Conferences,&rdquo;&nbsp;<i>Seventh-day Adventist Encyclopedia,&nbsp;<\/i>p. 1255.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-60\" style=\"font-weight: bold;\">60<\/span>&nbsp;Citado em&nbsp;<i>Spiritual Gifts,&nbsp;<\/i>vol. 2, p. 93.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-61\" style=\"font-weight: bold;\">61<\/span>&nbsp;<i>Vida e Ensinos<\/i>, p. 119.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-62\" style=\"font-weight: bold;\">62<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 206.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-63\" style=\"font-weight: bold;\">63<\/span>&nbsp;<i>Vida e Ensinos<\/i>, p. 119.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-64\" style=\"font-weight: bold;\">64<\/span>&nbsp;<i>Comprehensive Index to the Writings of Ellen G. White&nbsp;<\/i>(Mountain View, Calif.: Pacific Press Pub. Assn., 1963), vol. 3, p. 3214.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-65\" style=\"font-weight: bold;\">65<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, pp. 206, 207.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-66\" style=\"font-weight: bold;\">66<\/span>&nbsp;<i>Vida e Ensinos,&nbsp;<\/i>p. 119.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-67\" style=\"font-weight: bold;\">67<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 207.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-68\" style=\"font-weight: bold;\">68<\/span>&nbsp;<i>Ibid.&nbsp;<\/i>Grifos acrescentados.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-69\" style=\"font-weight: bold;\">69<\/span>&nbsp;<i>Ibid.<\/i><\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-70\" style=\"font-weight: bold;\">70<\/span>&nbsp;<i>Vida e Ensinos,&nbsp;<\/i>p. 119.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-71\" style=\"font-weight: bold;\">71<\/span>&nbsp;Froom, pp. 1046, 1047.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-72\" style=\"font-weight: bold;\">72<\/span>&nbsp;Para uma an&aacute;lise mais detalhada passo a passo da formula&ccedil;&atilde;o das doutrinas adventistas, veja Froom, pp. 1021-1048; e Arthur L.White,&nbsp;<i>Ellen G. White: Mensageira da Igreja Remanescente<\/i>, pp. 98-109.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-73\" style=\"font-weight: bold;\">73<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 3, p. 46.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-74\" style=\"font-weight: bold;\">74<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 27. Grifos acrescentados. O uso de &ldquo;meramente&rdquo; deve alertar o leitor para o fato de que Ellen White&nbsp;<i>n&atilde;o&nbsp;<\/i>estava reivindicando que nunca tirava id&eacute;ias ou materiais dos escritos de outros,mas, sim, que o que ela escrevia estava sempre em harmonia com as mensagens que Deus lhe dava em vis&atilde;o.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-75\" style=\"font-weight: bold;\">75<\/span>&nbsp;<i>Testemunhos para a Igreja,&nbsp;<\/i>vol. 5, pp. 667, 668.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-76\" style=\"font-weight: bold;\">76<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 677.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-77\" style=\"font-weight: bold;\">77<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 678.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-78\" style=\"font-weight: bold;\">78<\/span>&nbsp;<i>Cristo em Seu Santu&aacute;rio<\/i>, p&aacute;gs. 13, 14<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-79\" style=\"font-weight: bold;\">79<\/span>&nbsp;<i>Testemunhos para a Igreja,&nbsp;<\/i>vol. 5, p. 83.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-80\" style=\"font-weight: bold;\">80<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 671.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-81\" style=\"font-weight: bold;\">81<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 27.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-82\" style=\"font-weight: bold;\">82<\/span>&nbsp;<i>Testemunhos para a igreja,&nbsp;<\/i>vol. 5, pp. 687, 688.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-83\" style=\"font-weight: bold;\">83<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 3, p. 32.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-84\" style=\"font-weight: bold;\">84<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 52.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-85\" style=\"font-weight: bold;\">85<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 38.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-86\" style=\"font-weight: bold;\">86<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 32.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-87\" style=\"font-weight: bold;\">87<\/span>&nbsp;Carta 50, 1906; citada em Graybill,&nbsp;<i>Ministry,&nbsp;<\/i>p. 9.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-88\" style=\"font-weight: bold;\">88<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 161.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-89\" style=\"font-weight: bold;\">89<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>pp. 161, 162.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-90\" style=\"font-weight: bold;\">90<\/span>&nbsp;<i>Testemunhos para a Igreja,&nbsp;<\/i>vol. 5, p. 691.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-91\" style=\"font-weight: bold;\">91<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 79.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-92\" style=\"font-weight: bold;\">92<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 675.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-93\" style=\"font-weight: bold;\">93<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>pp. 675, 676.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-94\" style=\"font-weight: bold;\">94<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 674.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-95\" style=\"font-weight: bold;\">95<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 672.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-96\" style=\"font-weight: bold;\">96<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 691.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-97\" style=\"font-weight: bold;\">97<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 66.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-98\" style=\"font-weight: bold;\">98<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 674.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-99\" style=\"font-weight: bold;\">99<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 664.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-100\" style=\"font-weight: bold;\">100<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 678.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-101\" style=\"font-weight: bold;\">101<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 680.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-102\" style=\"font-weight: bold;\">102<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 668.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-103\" style=\"font-weight: bold;\">103<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>p. 66.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-104\" style=\"font-weight: bold;\">104<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 3, p. 84.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-105\" style=\"font-weight: bold;\">105<\/span>&nbsp;<i>Conselhos sobre a Escola Sabatina<\/i>, p. 84.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-106\" style=\"font-weight: bold;\">106<\/span>&nbsp;<i>Profetas e Reis,&nbsp;<\/i>p. 626.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-107\" style=\"font-weight: bold;\">107<\/span>&nbsp;Arthur L.White, &ldquo;The Position of &lsquo;The Bible, and The Bible Only&rsquo; and the Relationship of This to the Writings of Ellen G.White&rdquo; (&ldquo;A Posi&ccedil;&atilde;o de &lsquo;A B&iacute;blia, e a B&iacute;blia somente&rsquo;e a Rela&ccedil;&atilde;o Disto para com os Escritos de Ellen G.White&rdquo;), documento n&atilde;o publicado, Ellen G.White Estate, General Conference of Seventh-day Adventists, Washington, D.C., janeiro de 1971, 37 p&aacute;ginas.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-108\" style=\"font-weight: bold;\">108<\/span>&nbsp;<i>Ibid.,&nbsp;<\/i>pp. 19, 20. O material do ap&ecirc;ndice desta monografia &eacute; especialmente &uacute;til, consistindo em parte de reimpress&otilde;es de artigos em peri&oacute;dicos escritos por J. N. Andrews, Urias Smith, e Ellen G.White.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-109\" style=\"font-weight: bold;\">109<\/span>&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>13 de janeiro de 1863; citado em Robert W. Olson,&nbsp;<i>101 Respostas a Perguntas do Dr. Ford,&nbsp;<\/i>p. 49. O editorial completo aparece como Ap&ecirc;ndice D na monografia de Arthur White.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-110\" style=\"font-weight: bold;\">110<\/span>&nbsp;<i>Review and Herald,&nbsp;<\/i>9 de junho de 1874; citado na monografia de White, p. 12.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-111\" style=\"font-weight: bold;\">111<\/span>&nbsp;<i>Questions on Doctrine,&nbsp;<\/i>p. 89.<\/div>\n<div class=\"bibliografia\" style=\"color: #4d4d4d; text-align: justify;\"><span id=\"nota-rodape-112\" style=\"font-weight: bold;\">112<\/span>&nbsp;<i>Mensagens Escolhidas,&nbsp;<\/i>livro 1, p. 201. Grifos acrescentados.<\/div>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu&ccedil;&atilde;o Talvez n&atilde;o haja assunto mais mal compreendido nas cren&ccedil;as dos adventistas do s&eacute;timo dia do que a quest&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o adequada entre os escritos de Ellen G. White e os da B&iacute;blia. Uma compara&ccedil;&atilde;o dos escritos de autores crist&atilde;os como Walter R. Martin1, Norman F. 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