{"id":931,"date":"2015-01-28T07:00:44","date_gmt":"2015-01-28T07:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=931"},"modified":"2015-03-16T18:45:12","modified_gmt":"2015-03-16T18:45:12","slug":"o-pastor-e-a-teologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/o-pastor-e-a-teologia\/","title":{"rendered":"O Pastor e a Teologia"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><h2 style=\"text-align: justify;\">Introdu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora os termos teologia e te&oacute;logo aparecem na literatura grega n&atilde;o Crist&atilde;, eles foram aparentemente evitados intencionalmente pelos escritores b&iacute;blicos. No uso em grego, um te&oacute;logo era uma pessoa que falava dos deuses ou sobre coisas divinas1 usando discurso mitol&oacute;gico. Durante os primeiros dois s&eacute;culos, a Igreja Crist&atilde; n&atilde;o teve te&oacute;logos e ainda assim muita teologia foi formulada pela igreja. No in&iacute;cio do s&eacute;culo II A.D., o termo teologia estava sendo empregado para designar a express&atilde;o da f&eacute; crist&atilde;.2 Na Idade M&eacute;dia, te&oacute;logo descrevia uma pessoa profissionalmente dedicada ao estudo e ensino da teologia.3 Este entendimento do termo continua sendo o prevalente no mundo crist&atilde;o. Teologia crist&atilde; se tornou um disciplina acad&ecirc;mica e um te&oacute;logo um acad&ecirc;mico bem treinado. A vastid&atilde;o do campo da teologia deu origem a especializa&ccedil;&otilde;es tais como teologia b&iacute;blica, teologia hist&oacute;rica, teologia sistem&aacute;tica, teologia pastoral, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje &eacute; praticamente imposs&iacute;vel prover uma defini&ccedil;&atilde;o de teologia aceit&aacute;vel por todos. Aqui n&oacute;s podemos fornecer uma defini&ccedil;&atilde;o funcional que vai nos ajudar na discuss&atilde;o sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre o trabalho pastoral e a tarefa teol&oacute;gica. N&oacute;s sugerimos que, para os nossos prop&oacute;sitos, n&oacute;s identifiquemos teologia como o estudo da natureza e trabalho de Deus como Ele tem se auto revelado a n&oacute;s na tentativa de entender melhor o mundo e a n&oacute;s pr&oacute;prios. Neste sentido, ent&atilde;o, te&oacute;logos s&atilde;o indiv&iacute;duos que refletem no Deus que eles adoram, naquilo que Ele fez e continua fazendo por eles e na natureza de uma resposta apropriada a Ele. Portanto, cada crente se torna, em certo sentido n&atilde;o t&eacute;cnico, um te&oacute;logo.4<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Minist&eacute;rio e Teologia &ndash; insepar&aacute;veis<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como indicado acima, na igreja apost&oacute;lica, n&atilde;o havia te&oacute;logos em ambiente acad&ecirc;mico como entendemos termo hoje. O papel do entendimento da mensagem crist&atilde;, ensinando-a e proclamandoa, e desenvolvendo do seu sentido e significado estava nas m&atilde;os dos ap&oacute;stolos, pastores, e mestres da igreja. O fazer teologia estava a servi&ccedil;o da igreja com o seu minist&eacute;rio de reconcilia&ccedil;&atilde;o (cf. 2 Cor&iacute;ntios 5:17-21). De fato, perguntar naquela &eacute;poca se o pastor era ou n&atilde;o um te&oacute;logo seria inconceb&iacute;vel. A conex&atilde;o entre minist&eacute;rio e teologia e ainda mantido pelo menos no treinamento de ministros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O curr&iacute;culo ministerial cont&eacute;m, entre muitas outras coisas, dois componentes fundamentais gerais, nomeadamente m&eacute;todos e conte&uacute;do. Cursos lidando com m&eacute;todos eles t&ecirc;m a ver com a forma de realizar o trabalho do minist&eacute;rio. Eles lidam com mat&eacute;rias de administra&ccedil;&atilde;o de igreja, evangelismo, homil&eacute;tica e aconselhamento, por exemplo, e procuram habilitar os futuros ministros a funcionarem eficazmente no desempenho de suas atividades. Cursos de conte&uacute;do fornecem o conhecimento fundamental relacionado a natureza, papel e signific&acirc;ncia do minist&eacute;rio. A teologia tem um papel central na forma&ccedil;&atilde;o de pastores ao os expor aos diferentes ramos da teologia (eg., teologia b&iacute;blica, teologia sistem&aacute;tica e teologia pastoral). Este aspecto do curr&iacute;culo n&atilde;o pretende formar te&oacute;logos no sentido t&eacute;cnico do termo, mas prov&ecirc; aos futuros ministros as ferramentas b&aacute;sicas que os habilitar&aacute; a funcionar como te&oacute;logos na execu&ccedil;&atilde;o de seu minist&eacute;rio no ambiente de sua par&oacute;quia (distrito). Isto tamb&eacute;m os habilitar&aacute; a falar inteligentemente sobre mat&eacute;rias teol&oacute;gicas e para desenvolver suas habilidades teol&oacute;gicas atrav&eacute;s de mais estudos acad&ecirc;micos formais ou como um autodidata atrav&eacute;s de leituras e di&aacute;logo com te&oacute;logos treinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora tenhamos separado o m&eacute;todo da teologia, esta separa&ccedil;&atilde;o &eacute; artificial. Em outras palavras, teologia n&atilde;o pode ser separada do trabalho. Como os ministros desempenha seu trabalho pode ser determinado pela sua eclesiologia b&iacute;blica e, mais particularmente, pela sua teologia de minist&eacute;rio. Portanto, ministros sempre ir&atilde;o examinar o fundamento teol&oacute;gico e doutrinal, bem como o impacto daquilo que eles est&atilde;o planejando fazer ou realizar em seu distrito.5 O como tem de ser avaliado pelo conte&uacute;do do evangelho eles foram chamados a proclamar. Com tudo que eles fazem determinado pelo seu entendimento de Deus na Sua auto-revela&ccedil;&atilde;o em Cristo, preservada pelas Escrituras, eles procuram efetuar Sua vontade para eles e para a igreja. Isto equivale com teologia no seu mais profundo e mais din&acirc;mico sentido.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A fun&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica dos pastores<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relacionamento entre pastores e teologia n&atilde;o termina abruptamente quando eles deixam o semin&aacute;rio. A intera&ccedil;&atilde;o continua no curso de seu minist&eacute;rio, para que eles possam ter um minist&eacute;rio mais efetivo. Baseado nas observa&ccedil;&otilde;es anteriores, podemos agora explorar em mais detalhe o papel espec&iacute;fico de ministros como te&oacute;logos em seu pr&oacute;prio direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Minist&eacute;rio e Teologia: Intera&ccedil;&atilde;o missiol&oacute;gica. Enquanto as tarefas teol&oacute;gicas dentro da igreja devem ser constantemente orientadas em dire&ccedil;&atilde;o a miss&atilde;o da igreja, o mesmo se aplica ao trabalho pastoral. Minist&eacute;rio, pela sua pr&oacute;pria natureza, &eacute; orientado &agrave; miss&atilde;o. Pastores est&atilde;o em miss&atilde;o ao servirem as necessidades da congrega&ccedil;&atilde;o, bem como quando eles tentam alcan&ccedil;ar a comunidade como embaixadores de Cristo. Neste contexto, faz-se necess&aacute;rio a reafirma&ccedil;&atilde;o de que miss&atilde;o e mensagem s&atilde;o uma unidade indivis&iacute;vel e que, consequentemente, o pensamento teol&oacute;gico inclui uma parte intr&iacute;nseca da missiologia da igreja (cf. Mateus 8:18-20). A natureza do minist&eacute;rio crist&atilde;o lembra te&oacute;logos na academia que quando a teologia perde o contato com a realidade da igreja &ndash; sua miss&atilde;o e suas necessidades &ndash; ela pode ser destrutiva e at&eacute; in&uacute;til. Teologia tem de ser motivada pelo minist&eacute;rio ou n&atilde;o pode ser chamada de teologia crist&atilde;.6 Pastores realizam este tipo de teologia constantemente &ndash; uma teologia encrustada na miss&atilde;o e que, como toda verdadeira teologia, desafia a mente e integra-se dinamicamente na vida da igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas este entendimento da teologia, como insepar&aacute;vel da miss&atilde;o e mensagem, coloca s&eacute;rias demandas no pastor para um minist&eacute;rio efetivo e iguala-o com um minist&eacute;rio teologicamente bem informado. Em ordem de executar a miss&atilde;o da igreja, pastores precisar&atilde;o de uma clara compreens&atilde;o da mensagem que eles intencionam proclamar. Incerteza com respeito ao conte&uacute;do teol&oacute;gico daquilo que necessitamos proclamar e ensinar revelam-se numa falta de comprometimento pessoal e ambival&ecirc;ncia teol&oacute;gica e doutrin&aacute;ria (cf. Hebreus 2:1). O p&uacute;lpito se torna num palco da onde o p&uacute;blico &eacute; entretido e de onde o poder do evangelho de transformar vidas e mover os ouvintes para um comprometimento com Cristo, bem como a mensagem e miss&atilde;o da igreja, est&atilde;o ausentes &ndash; o que &eacute; um perigo inerente. A aus&ecirc;ncia de verdadeira teologia do p&uacute;lpito traem a miss&atilde;o e a mensagem da igreja. Pastores enquanto te&oacute;logos tem de ter um claro entendimento da mensagem e miss&atilde;o da igreja para que possam cumprir com o chamado divino para o minist&eacute;rio. No desempenho desta tarefa, eles modelar&atilde;o a verdadeira natureza da teologia para te&oacute;logos profissionais no &acirc;mbito da igreja que possam ter esquecido-se disto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Minist&eacute;rio e teologia: Uma busca comum por sentido. A tarefa teol&oacute;gica demanda do te&oacute;logo um esp&iacute;rito inquisitivo, um contante desejo de obter uma compreens&atilde;o mais profunda da mensagem de salva&ccedil;&atilde;o.7 Mas esta busca da captura do conhecimento de Deus revelado na vida, trabalho e minist&eacute;rio de Cristo n&atilde;o permanece como uma propriedade exclusiva dos te&oacute;logos. A natureza da experi&ecirc;ncia crist&atilde; inclui buscar um entendimento mais profundo do evangelho da salva&ccedil;&atilde;o. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica parece ter sido colocada por Deus no cora&ccedil;&atilde;o de cada crente, e precisa ser satisfeita e nutrida n&atilde;o apenas pela devo&ccedil;&atilde;o pessoal, mas particularmente atrav&eacute;s do minist&eacute;rio eclesial. Nesta tarefa, te&oacute;logos e pastores trabalham juntos. Com nenhum t&oacute;pico mais profundo que o trabalho retentivo de Cristo em nosso favor, cada crist&atilde;o deve explorar seu significado e poder experiencial. Paulo diz, &ldquo;e oro para que, estando arraigados e alicer&ccedil;ados em amor, voc&ecirc;s possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento&rdquo; (Ef&eacute;sios 3:17b-19a NVI). O conhecimento que paulo descreve aqui &eacute; mais que intelectual; ele atinge profundamente a lama humana e a transforma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o te&oacute;logo, ministros estudam e exploram a Palavra para expandir o seu conhecimento, clarifica-lo e aplica-lo na vida da comunidade da f&eacute;. A &uacute;nica diferen&ccedil;a poss&iacute;vel &eacute; que o te&oacute;logo profissional materializa o resultado de seus estudos na linguagem do discurso teol&oacute;gico, tornando dif&iacute;cil para os membros compreender suas conclus&otilde;es. N&atilde;o &eacute; que te&oacute;logos intencionalmente complicam o simples, mas ao inv&eacute;s disto, na busca por precis&atilde;o de express&atilde;o, a terminologia t&eacute;cnica se torna extremamente &uacute;til. Isto faz com que o papel de pastores como te&oacute;logos de particular import&acirc;ncia enquanto eles ministram para que querem compreender melhor a f&eacute; que eles t&ecirc;m como verdadeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pastores ent&atilde;o funcionam como mediadores do conhecimento teol&oacute;gico para as suas congrega&ccedil;&otilde;es. A sua familiaridade com o discurso teol&oacute;gico os habilita a filtrarem a complexidade da express&atilde;o teol&oacute;gica, em ordem de articular a mensagem na linguagem comum de seus membros. Em outras palavras, o pastor est&aacute; de p&eacute; entre o te&oacute;logo treinado e o membro de igreja n&atilde;o-treinado para encontrar caminhos para tornar as profundas verdades das escrituras intelig&iacute;veis para aqueles que eles ministram.8 Este aspecto teol&oacute;gico do minist&eacute;rio n&atilde;o apenas contribui para fazer a mensagem b&iacute;blica relevante, mas tamb&eacute;m para nutrir e desenvolver a experi&ecirc;ncia cognitiva e religiosa dos santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Minist&eacute;rio e Teologia: Um trabalho apolog&eacute;tico. A hist&oacute;ria da teologia crist&atilde; revela que uma das v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas do empreendimento teol&oacute;gico inclui a articula&ccedil;&atilde;o da f&eacute; crist&atilde; de forma relevante e persuasiva dentro da sociedade na qual a igreja procura cumprir sua miss&atilde;o. Na realiza&ccedil;&atilde;o desta importante responsabilidade, te&oacute;logos frequentemente se torna apologistas do evangelho Crist&atilde;o. A Cristandade constantemente compete com muitos outras maneiras religiosas e filos&oacute;ficas de pensar e viver que s&atilde;o essencialmente incompat&iacute;veis entre si. Demonstrar a corre&ccedil;&atilde;o , l&oacute;gica e a signific&acirc;ncia emp&iacute;rica do evangelho na vida do indiv&iacute;duo requer argumentos persuasivos e e boas habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o. Apolog&eacute;tica desempenhou um importante papel na hist&oacute;ria do cristianismo e particularmente na arena teol&oacute;gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pastores cumprem a tarefa teol&oacute;gica ao proclamarem e defenderem a f&eacute; que foi confiada a eles (cf. 1 Pedro 3:15; Tito 1:9). Com a f&eacute; crist&atilde; sob constante ataque do materialismo, evolucionismo e das for&ccedil;as seculares e anti-crist&atilde;s, evangelismo tornou-se n&atilde;o somente proclama&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a defesa do evangelho contra outras op&ccedil;&otilde;es oferecida &agrave; humanidade para satisfazer suas necessidade do divino e de auto-realiza&ccedil;&atilde;o. Ministros usam argumenta&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica ao tentarem desconstruir os paradigmas existenciais e conceituais oferecidos pela sociedade secular ou n&atilde;o-crist&atilde;, em ordem de mostrar a signific&acirc;ncia, relev&acirc;ncia e poder salv&iacute;fico do evangelho de Jesus Cristo. Esta &eacute; a apolog&eacute;tica no seu melhor. O Esp&iacute;rito pode usar esta combina&ccedil;&atilde;o de pensamento teol&oacute;gico com o esfor&ccedil;o evangel&iacute;stico para mover os cora&ccedil;&otilde;es dos ouvintes ao arrependimento e convers&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apolog&eacute;tica &eacute; tamb&eacute;m importante dentro da pr&oacute;pria igreja, enquanto os pastores buscam nutrir os seus membros (2&ordm; Tim&oacute;teo 1:13, 14). No seio do adventismo, nos confrontamos ataques de exadventistas, cujo as suas frustra&ccedil;&otilde;es religiosas pessoais os levaram a tentar meios para minar a consist&ecirc;ncia e relev&acirc;ncia da nossa mensagem para o tempo do fim. Pastores e te&oacute;logos tem a responsabilidade de proteger o rebanho dos ataques que ir&atilde;o minar sua f&eacute; e comprometimento com Jesus, Sua igreja e com a miss&atilde;o que Ele confiou ao Seu povo. A efetividade desta defesa da f&eacute; depende da habilidade dos pastores de entender as quest&otilde;es teol&oacute;gicas envolvidas e de organizar os argumentos b&iacute;blicos e teol&oacute;gicos em uma linguagem simples e efetiva. Com a nutri&ccedil;&atilde;o espiritual da congrega&ccedil;&atilde;o sendo t&atilde;o importante quanto o evangelismo p&uacute;blico, precisamos fazer o primeiro sem negligenciar o &uacute;ltimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Minist&eacute;rio e Teologia: Prepara&ccedil;&atilde;o de serm&otilde;es. Te&oacute;logos compartilham suas descobertas principalmente atrav&eacute;s do ensino e da escrita, enquanto que ministros o fazem atrav&eacute;s da proclama&ccedil;&atilde;o da Palavra. Descrever a prega&ccedil;&atilde;o como a atividade ministerial atrav&eacute;s da qual a fun&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica do pastor se torna mais vis&iacute;vel pode provavelmente ser classificada correta. A Prega&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e que ministros gastam tempo de joelhos estudados as escrituras, refletindo sobre ela, dialogando com os escritos de te&oacute;logos, enquanto fazem o trabalho exeg&eacute;tico que resultar&aacute; num serm&atilde;o b&iacute;blico s&oacute;lido. Como resultado desta prepara&ccedil;&atilde;o, o p&uacute;lpito se torna um lugar onde o ministro claramente proclama o evangelho, instrui a comunidade dos crentes, fortalece-os na f&eacute; e reafirma o comprometimento deles com Jesus atrav&eacute;s do ouvir da Palavra, capacitando-os para o servi&ccedil;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o seu treinamento ministerial, os prospectos ao minist&eacute;rio recebem uma introdu&ccedil;&atilde;o a arte da exegese, &agrave;s ferramentas\/t&eacute;cnicas necess&aacute;rias a esta tarefa e a prepara&ccedil;&atilde;o do serm&atilde;o em si. Como indicado acima, eles n&atilde;o devem sair do semin&aacute;rio sem estas ferramentas, mas ao contr&aacute;rio, eles devem continuar a usar este conhecimento, afiando o seu uso durante o seu minist&eacute;rio. Pastores t&ecirc;m a responsabilidade de compartilhar com o seus congregantes conhecimento biblicamente confi&aacute;vel e teologicamente s&oacute;lido. Sendo que todo o serm&atilde;o deve incluir conte&uacute;do centrado na B&iacute;blia, fazer uma exegese apropriada &eacute; inevit&aacute;vel. A tarefa exeg&eacute;tica requer o uso de dicion&aacute;rios b&iacute;blicos e coment&aacute;rios que podem ajudar a ganhar uma entendimento melhor do texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prepara&ccedil;&atilde;o de serm&otilde;es deveria motivar pastores a se manter teologicamente bem informados. Algu&eacute;m poderia afirmar que na prepara&ccedil;&atilde;o do serm&atilde;o uma ponte dial&oacute;gica e criada entre pastores e te&oacute;logos. No entanto, para os pastores, o &aacute;rbitro final sobre o sentido est&aacute; no pr&oacute;prio texto. Neste caso o conhecimento pessoal do pastor das escrituras e da mensagem e miss&atilde;o da igreja tem um papel fundamental na avalia&ccedil;&atilde;o dos discursos teol&oacute;gicos. Deve ser estabelecido, de forma clara e n&atilde;o amb&iacute;gua, que o que os pastores tem de proclamar n&atilde;o &eacute; a cren&ccedil;a teol&oacute;gica, mas a mensagem das escrituras (2&ordm; Tim&oacute;teo 2:15). Portanto, eles tem de desenvolver uma profunda compreens&atilde;o da palavra de Deus que os habilitar&aacute; a avaliar diferentes perspectivas teol&oacute;gicas com o objetivo de levar ao p&uacute;lpito e proclamar uma mensagem b&iacute;blica, e n&atilde;o inven&ccedil;&otilde;es humanas, opini&otilde;es e teorias. A autoridade da proclama&ccedil;&atilde;o n&atilde;o depende do renomado nome do te&oacute;logo citado no serm&atilde;o, mas na base escritur&iacute;stica da mensagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Uacute;til para pastores, t&atilde;o somente quanto estiver alicer&ccedil;ada na Escritura, a teologia busca edificar a igreja atrav&eacute;s do comprometimento total &agrave; mensagem e miss&atilde;o da igreja. O uso seletivo de material teol&oacute;gico por pastores requer deles n&atilde;o somente o conhecimento da diversidade de opini&otilde;es teol&oacute;gicas na igreja, mas particularmente uma profunda e pessoal compreens&atilde;o e dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; mensagem e miss&atilde;o da igreja. Isto tudo requer dos pastores um significativo desenvolvimento de seu conhecimento teol&oacute;gico e uma atitude cr&iacute;tica e perspicaz em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados da investiga&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ministros e Te&oacute;logos: Constante di&aacute;logo. Se n&oacute;s entendemos o papel teol&oacute;gico do pastor corretamente, tem de haver um constante di&aacute;logo entre pastores e te&oacute;logos. Isto sugere que teologia &eacute;, em larga medida, uma atividade coletiva da igreja como o corpo de Cristo. O di&aacute;logo contribuir&aacute; para lembrar aos te&oacute;logos que eles funcionam como tais, n&atilde;o aparte da igreja, mas como um componente necess&aacute;rio desta. Como j&aacute; indicado, seu trabalho deve ser motivado pela necessidade de ministrar &agrave; igreja e ao mundo como um todo. Pastores beneficiar-se-&atilde;o do constante di&aacute;logo com te&oacute;logos por serem lembrados que a mensagem que eles proclamam estejam enraizadas nos mist&eacute;rios de Deus. Eles, como os te&oacute;logos, tem de cavar fundo nas Escrituras, para que possam entender e estarem melhor preparados a proclamar o evangelho de forma significativa e persuasiva, para a igreja e para o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O reconhecimento da natureza coletiva do desenvolvimento teol&oacute;gico e a necessidade de pastores e te&oacute;logos de estarem em constante di&aacute;logo requer um constante envolvimento da administra&ccedil;&atilde;o da igreja neste discuss&atilde;o. Eles devem facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de semin&aacute;rios, cursos de desenvolvimento profissional para ministros, e tornando acess&iacute;vel a pastores materiais que contribuem para construir a teologia, mensagem e miss&atilde;o da Igreja. Quando l&iacute;deres da igreja p&otilde;em a &ecirc;nfase no trabalho evangel&iacute;stico as custas do desenvolvimento teol&oacute;gico dos pastores, a efetividade da natureza global do minist&eacute;rio eclesial torna-se enfraquecida, com o cuidado da igreja posto em risco. No entanto, quando pastores p&otilde;es a &ecirc;nfase no trabalho teol&oacute;gico e o cuidado dos membros da igreja a quase total exclus&atilde;o do trabalho evangel&iacute;stico, eles, no longo prazo, p&otilde;es em risco a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia de suas congrega&ccedil;&otilde;es. Pastores e administradores devem cooperar em afiar um minist&eacute;rio eficiente e propriamente equipado a cumprir a comiss&atilde;o evang&eacute;lica, devendo considerar isto como de grande import&acirc;ncia.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Conclus&atilde;o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teologia e minist&eacute;rio pastoral n&atilde;o s&atilde;o para serem separados; o que Deus uniu, o homem n&atilde;o deve separar. A natureza, papel e realiza&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio pastoral s&atilde;o essencialmente determinados pela teologia b&iacute;blica. Minist&eacute;rio &eacute; uma express&atilde;o do intento de Deus para Sua igreja e, consequentemente, nos identificamos isso como de natureza teol&oacute;gica; n&oacute;s compreendemos isto melhor quando refletimos no Deus que amorosamente proveu este dom a Sua igreja e na natureza deste dom. Portanto, a quest&atilde;o n&atilde;o se centra em se pastores devem funcionar como te&oacute;logos, mas em se ir&atilde;o eles ou n&atilde;o efetivamente realizar sua tarefa ou miss&atilde;o pastoral\/teol&oacute;gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pastores, particularmente, lidam com importantes quest&otilde;es teol&oacute;gicas quando eles interpretam para suas congrega&ccedil;&otilde;es a miss&atilde;o e a mensagem da igreja. Eles experimentam envolvimento direto no trabalho teol&oacute;gico quando eles defendem uma mensagem sob ataque e quando eles trabalham, em esp&iacute;rito de ora&ccedil;&atilde;o, em seus serm&otilde;es para suas congrega&ccedil;&otilde;es. Interagir com te&oacute;logos no desenvolvimento de seu conhecimento teol&oacute;gico deve ser considerado importante. No entanto, a base de sua teologia e o conte&uacute;do de sua proclama&ccedil;&atilde;o tem de estar firmemente alicer&ccedil;ados na autorevela&ccedil;&atilde;o de Deus na Escritura.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;1 &ndash; Walter Bauer et al., A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature &nbsp;(University of Chicago Press, 2001), 449; Para um estudo da hist&oacute;ria do termo teologia, consulte Frank Whaling, &ldquo;The Development of the Word &lsquo;Theology&rsquo;,&rdquo; Scottish Journal of Theology&nbsp; 34, no. 04 (February 2, 2009): 289&ndash;312.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 &ndash; David F. Wright, Sinclair B. Ferguson, and J. I. Packer, eds., &ldquo;Theology,&rdquo; New Dictionary of Theology&nbsp; (IVP Academic, February 26, 1988), 680.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 &ndash; P. K Meagher, Thomas C O&rsquo;Brien, and Consuelo Maria Aherne, &ldquo;Theologian,&rdquo; Encyclopedic dictionary of religion (Philadelphia, Pa.; Washington, D.C.: Sisters of St. Joseph of Philadelphia ; Corpus Publications, 1979), 3496; Cf. J. Daane, &ldquo;Theology,&rdquo; ed. Geoffrey W. Bromiley, International Standard Bible Encyclopedia&nbsp; (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1988), 827.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 &ndash; Este tipo de teologia tem sido chamada &ldquo;teologia pessoal&rdquo;, intendida como &ldquo;aquela a qual &eacute; feita como um membro de igreja individual que estuda a B&iacute;blia dele ou dela na tentativa de relaciona-la com as realidades da vida cotidiana [&hellip;] Isto pode facilmente tornar-se m&iacute;ope, egoc&ecirc;ntrica, e limitada na sua habilidade de relacionar a si mesmo com outros na igreja ou no mundo em geral. Willmore D. Eva, &ldquo;Embracing the Role of Pastoral Theology,&rdquo; Ministry , October 1998 Sempre que teologia &eacute; feita em isolamento da comunidade dos crentes, os perigos listados por Eva tornam-se reais e amea&ccedil;a para a igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 &ndash; Uma das &aacute;reas nas quais a teologia b&iacute;blica deve determinar as pr&aacute;ticas pastorais &eacute; o culto de adora&ccedil;&atilde;o. A Liturgia b&iacute;blica nos Antigo e no Novo Testamento &eacute; muito rica pois no seu pr&oacute;prio centro est&aacute; a pessoa de Deus. Cada ato de adora&ccedil;&atilde;o busca adora-Lo, para agradece-Lo por Suas muitas ben&ccedil;&atilde;os, e para pedir por Sua companhia e ben&ccedil;&atilde;o. Cada inova&ccedil;&atilde;o tem de ser avaliada a partir de sua perspectiva teol&oacute;gica, para determinar se ela contribui para o este fim, distraem dele, ou coloca os seres humanos ao centro. Talvez um exemplo espec&iacute;fico pode ser usado para ilustrar a import&acirc;ncia da an&aacute;lise teol&oacute;gica antes do pastor fazer e implementar certas decis&otilde;es. Quando pastores decidem que, durante o servi&ccedil;o da Santa Ceia, a Ceia do Senhor ser&aacute; realizada antes do Lava-p&eacute;s, eles est&atilde;o mostrando falta de percep&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica. A ordem dos dois ritos est&aacute; carregada de signific&acirc;ncia teol&oacute;gica. Percebendo que a ordem &eacute; a submiss&atilde;o a vontade do Salvador que estabeleceu esta ordem espec&iacute;fica. Para Ele , a Ceia precede o Lava-p&eacute;s do mesmo modo que a comunh&atilde;o da Alian&ccedil;a precede o ato retentivo de Deus em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 &ndash; Wallace M Alston Jr corretamente afirmou que, &ldquo;Teologia crist&atilde; sem motiva&ccedil;&atilde;o ministerial simplesmente n&atilde;o existe e seu &eacute; encontrado sob a forma de um impostor. A igreja, e particularmente a congrega&ccedil;&atilde;o, &eacute; o locus do minist&eacute;rio de teologia crist&atilde; e as oportunidades pastorais testam e avaliam esta realidade.&rdquo; &ldquo;The Ministry of Christian Theology,&rdquo; in Theology in the Service of the Church: Essays in Honor of Thomas W. Gillespie&nbsp; (Wm. B. Eerdmans Publishing Company, 2000), 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 &ndash; A ideia de teologia &eacute;, em um certo sentido, f&eacute;, buscando entendimento vai, em princ&iacute;pio, de volta at&eacute; Agostinho. Ele escreveu: &ldquo;T&uacute; desejas entender? Acredite &hellip; porque o entendimento e a recompensa da f&eacute;. Portanto, n&atilde;o busco entendimento em para ent&atilde;o acreditar, mas acredita para que possas entender.&rdquo; Philip Schaff, &ldquo;Tractus in Joannis 29.6,&rdquo; in Nicene and Post-Nicene Fathers: First Series, Volume VII St. Augustine: Gospel of John, First Epistle of John, Soliliques&nbsp; (Reprinted; New York: Cosimo, Inc., 2007), 184.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 &ndash; Eva perceptivamente comenta relativamente a teologia pastoral, &ldquo;Aqui uma tentativa &eacute; feita de relacionar a revela&ccedil;&atilde;o de Deus na B&iacute;blia e na vida com as suas cheias e vazantes, altos e baixos, alegrias e tristezas, do povo da congrega&ccedil;&atilde;o. Por causa de sua natureza &aacute;spera e acidentada e os quase cr&uacute;s . Devido &agrave; sua natureza &aacute;speraacidentada e as limita&ccedil;&otilde;es semi-refinadas, org&acirc;nicas, que s&atilde;o parte e parcela de faz&ecirc;-lo, esta teologia desenterra, quando realizada com todos os cuidados, algumas das formas mais puras de verdade. De v&aacute;rias maneiras, ela &eacute; o tipo de teologia feita pelos personagens e escritores da B&iacute;blia em si.&rdquo; Eva, &ldquo;Embracing the Role.&rdquo;<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu&ccedil;&atilde;o Embora os termos teologia e te&oacute;logo aparecem na literatura grega n&atilde;o Crist&atilde;, eles foram aparentemente evitados intencionalmente pelos escritores b&iacute;blicos. No uso em grego, um te&oacute;logo era uma pessoa que falava dos deuses ou sobre coisas divinas1 usando discurso mitol&oacute;gico. 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