{"id":936,"date":"2015-01-30T07:00:57","date_gmt":"2015-01-30T07:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/?p=936"},"modified":"2015-01-27T23:19:06","modified_gmt":"2015-01-27T23:19:06","slug":"uma-introducao-a-pregacao-e-a-teologia-biblica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pastor.adventistas.org\/pt\/uma-introducao-a-pregacao-e-a-teologia-biblica\/","title":{"rendered":"Uma Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Prega\u00e7\u00e3o e \u00e0 Teologia B\u00edblica"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><\/style><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Na associa&ccedil;&atilde;o de igrejas &agrave; qual eu perten&ccedil;o &ndash; a&nbsp;<em>Southern Baptist Convention&nbsp;<\/em>[Conven&ccedil;&atilde;o Batista do Sul] -, a batalha pela inerr&acirc;ncia da Escritura pode ter sido ganha. Entretanto, nem n&oacute;s nem outras denomina&ccedil;&otilde;es ou igrejas evang&eacute;licas que ganharam batalhas semelhantes dever&iacute;amos nos congratular t&atilde;o rapidamente. Isso porque muitas igrejas conservadoras podem abra&ccedil;ar a inerr&acirc;ncia da Escritura, mas, ainda assim, negar na pr&aacute;tica&nbsp;<em>a sufici&ecirc;ncia&nbsp;<\/em>da Palavra de Deus. N&oacute;s podemos dizer que a Escritura &eacute; a palavra inerrante de Deus, mas, ainda assim, falhar em proclam&aacute;-la seriamente de nossos p&uacute;lpitos.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Existe, na verdade, uma fome pela palavra de Deus em muitas igrejas evang&eacute;licas hoje. Algumas s&eacute;ries de serm&otilde;es fazem, em seus t&iacute;tulos, refer&ecirc;ncias a programas de TV tais como&nbsp;<em>Gilligan&rsquo;s Island<\/em>,&nbsp;<em>Bonanza<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Mary Tyler Moore<\/em>. A prega&ccedil;&atilde;o, com frequ&ecirc;ncia, foca em passos para um casamento bem-sucedido ou em como criar filhos em nossa cultura. Serm&otilde;es sobre quest&otilde;es familiares, obviamente, s&atilde;o adequados e necess&aacute;rios, mas dois problemas frequentemente aparecem. Primeiro, o que as Escrituras de fato ensinam acerca desses assuntos &eacute; frequentemente negligenciado. Quantos serm&otilde;es sobre casamento apresentam com fidelidade e urg&ecirc;ncia o que Paulo de fato ensina sobre os papeis do homem e da mulher (Ef 5.22-23)? Ou acaso n&oacute;s estamos constrangidos pelo que as Escrituras ensinam?<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Segundo, e talvez mais s&eacute;rio, tais serm&otilde;es s&atilde;o quase sempre pregados no n&iacute;vel horizontal. Eles se tornam o centro da vida semanal da congrega&ccedil;&atilde;o, e a cosmovis&atilde;o teol&oacute;gica que permeia a Palavra de Deus e prov&ecirc; o fundamento para toda a vida &eacute; simplesmente ignorada. Nossos pastores se tornam moralistas como Dear Abby, dando conselhos sobre como viver uma vida feliz semana ap&oacute;s semana.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Muitas congrega&ccedil;&otilde;es n&atilde;o percebem o que est&aacute; acontecendo porque a vida moral que tal prega&ccedil;&atilde;o promove est&aacute; de acordo, ao menos em parte, com a Escritura. Ela vai ao encontro das necessidades sentidas tanto por crentes como por incr&eacute;dulos.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Pastores tamb&eacute;m creem que devem preencher seus serm&otilde;es com hist&oacute;rias e ilustra&ccedil;&otilde;es, de modo que as anedotas enfatizem o ensino moral apresentado. Todo bom pregador usar&aacute; ilustra&ccedil;&otilde;es. Todavia, serm&otilde;es podem se tornar t&atilde;o repletos de hist&oacute;rias que acabam desprovidos de qualquer teologia.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Eu tenho ouvido evang&eacute;licos afirmarem com certa frequ&ecirc;ncia que as igrejas evang&eacute;licas est&atilde;o indo bem em teologia porque as congrega&ccedil;&otilde;es n&atilde;o est&atilde;o reclamando daquilo que lhes &eacute; ensinado. Tal coment&aacute;rio &eacute; completamente assustador. N&oacute;s, como pastores, temos a responsabilidade de proclamar &ldquo;todo o des&iacute;gnio de Deus&rdquo; (At 20.27). N&oacute;s n&atilde;o podemos p&ocirc;r a nossa confian&ccedil;a em pesquisas de opini&atilde;o congregacionais para determinar se n&oacute;s estamos cumprindo o nosso chamado. N&oacute;s devemos p&ocirc;r a nossa confian&ccedil;a naquilo que as Escrituras exigem. Pode ser que uma congrega&ccedil;&atilde;o jamais tenha sido seriamente ensinada na Palavra de Deus, de modo que os crentes n&atilde;o percebem onde n&oacute;s estamos falhando como pastores.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Paulo nos alerta que &ldquo;entre v&oacute;s penetrar&atilde;o lobos vorazes, que n&atilde;o poupar&atilde;o o rebanho&rdquo; (At 20.29). E, em outro lugar, ele afirma que &ldquo;haver&aacute; tempo em que n&atilde;o suportar&atilde;o a s&atilde; doutrina; pelo contr&aacute;rio, cercar-se-&atilde;o de mestres segundo as suas pr&oacute;prias cobi&ccedil;as, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusar&atilde;o a dar ouvidos &agrave; verdade, entregando-se &agrave;s f&aacute;bulas&rdquo; (2Tm 4.3-4). Se n&oacute;s avaliamos nossa prega&ccedil;&atilde;o pelo que as congrega&ccedil;&otilde;es desejam, n&oacute;s podemos estar dando espa&ccedil;o para as heresias. Eu n&atilde;o estou dizendo que nossas congrega&ccedil;&otilde;es s&atilde;o her&eacute;ticas, mas apenas que o teste para a fidelidade &eacute; a Palavra de Deus, e n&atilde;o a opini&atilde;o popular. O chamado dos pastores &eacute; para alimentar o rebanho com a Palavra de Deus, n&atilde;o para agradar as pessoas com o que elas desejam ouvir.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Muito frequentemente, nossas congrega&ccedil;&otilde;es s&atilde;o treinadas de modo pobre por aqueles de n&oacute;s que pregam. Considere o que acontece quando alimentamos uma congrega&ccedil;&atilde;o com uma dieta constante de prega&ccedil;&atilde;o moralista. Eles podem aprender a ser gentis, perdoadores, amorosos, bons maridos ou esposas (tudo isso &eacute; bom, obviamente!). Os seus cora&ccedil;&otilde;es podem ser aquecidos e at&eacute; edificados. Mas, &agrave; medida que o fundamento teol&oacute;gico &eacute; negligenciado, o lobo da heresia passa a espreitar cada vez mais de perto. Como? N&atilde;o que o pr&oacute;prio pastor seja um herege. Ele pode ser completamente ortodoxo e fiel em sua pr&oacute;pria teologia. No entanto, ele&nbsp;<em>presume<\/em>&nbsp;a teologia em toda a sua prega&ccedil;&atilde;o e, assim, torna-se negligente em pregar ao seu povo o enredo e a teologia da B&iacute;blia. Em uma ou duas gera&ccedil;&otilde;es, portanto, a congrega&ccedil;&atilde;o pode, desavisadamente e por ignor&acirc;ncia, chamar um pastor mais liberal. Esse novo pastor tamb&eacute;m pregar&aacute; que as pessoas devem ser boas, gentis e amorosas. Ele tamb&eacute;m enfatizar&aacute; a import&acirc;ncia de bons casamentos e relacionamentos din&acirc;micos. As pessoas nos bancos podem nem sequer discernir a diferen&ccedil;a, uma vez que a teologia parece exatamente igual &agrave; do pastor conservador que o precedeu. E, em um sentido, ela o &eacute;, pois o pastor conservador nunca proclamou ou pregou a sua teologia. O pastor conservador cria na inerr&acirc;ncia da Escritura, mas n&atilde;o em sua sufici&ecirc;ncia, pois ele deixou de proclamar tudo o que as Escrituras ensinam &agrave; sua congrega&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Nossa ignor&acirc;ncia acerca da teologia constantemente se evidencia. N&atilde;o saem da minha mente duas ocasi&otilde;es nos &uacute;ltimos dez anos (uma em um grande est&aacute;dio, por um pregador cujo nome n&atilde;o lembro) em que um pregador convidava as pessoas para virem &agrave; frente. O serm&atilde;o no est&aacute;dio pretendia ser um serm&atilde;o evangel&iacute;stico, mas eu posso honestamente dizer que o evangelho n&atilde;o foi pregado de modo algum. Nada foi dito acerca de Cristo crucificado e ressurreto, ou&nbsp;<em>por que<\/em>&nbsp;ele foi crucificado e ressurreto. Nada foi dito sobre por que a f&eacute; salva, e n&atilde;o as obras. Milhares vieram &agrave; frente e foram, sem d&uacute;vida, contados como salvos. Mas eu co&ccedil;ava minha cabe&ccedil;a e indagava o que de fato estava acontecendo. Eu orei para que ao menos alguns fossem verdadeiramente convertidos, talvez porque eles j&aacute; conhecessem o conte&uacute;do do evangelho de ouvi-lo em outras ocasi&otilde;es. O mesmo aconteceu no culto de uma igreja que eu visitava. O pregador prolongou-se em um inspirado convite para que os ouvintes &ldquo;viessem &agrave; frente&rdquo; e &ldquo;fossem salvos&rdquo;, mas ele n&atilde;o deu qualquer explica&ccedil;&atilde;o acerca do evangelho!<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Tal prega&ccedil;&atilde;o pode encher nossas igrejas de pessoas n&atilde;o convertidas, as quais s&atilde;o duplamente perigosas: elas foram asseguradas por seus pastores de que s&atilde;o convertidas e de que nunca podem perder a sua salva&ccedil;&atilde;o, mas ainda est&atilde;o perdidas. Ent&atilde;o, daquele dia em diante, essas mesmas pessoas s&atilde;o exortadas, semana ap&oacute;s semana, com o nosso novo evangelho para esses tempos p&oacute;s-modernos: sejam legais.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><strong>Descoberta &ndash; O que &eacute; Teologia B&iacute;blica<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A solu&ccedil;&atilde;o para os problemas com a prega&ccedil;&atilde;o rasa descritos na Parte 1 &eacute;, na verdade, bastante simples: os pastores precisam a prender a usar a teologia b&iacute;blica em suas prega&ccedil;&otilde;es. Contudo, tal aprendizado exige que comecemos com a pergunta: o que &eacute; teologia b&iacute;blica?<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><strong>Teologia B&iacute;blica&nbsp;<em>versus<\/em>&nbsp;Teologia Sistem&aacute;tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A teologia b&iacute;blica, em contraste com a teologia sistem&aacute;tica, foca no enredo b&iacute;blico. A teologia sistem&aacute;tica, embora seja informada pela teologia b&iacute;blica, &eacute; atemporal. Don Carson argumenta que a teologia b&iacute;blica<\/p>\n<div style=\"color: #252525; text-align: justify;\">\n<p>se coloca mais pr&oacute;xima ao texto do que a teologia sistem&aacute;tica, almeja ser genuinamente sens&iacute;vel no tocante &agrave;s distin&ccedil;&otilde;es entre cada&nbsp;<em>corpus<\/em>&nbsp;e busca conectar os diversos&nbsp;<em>corpora<\/em>usando as suas pr&oacute;prias categorias. Idealmente, portanto, a teologia b&iacute;blica permanece como uma esp&eacute;cie de ponte entre a exegese respons&aacute;vel e a teologia sistem&aacute;tica respons&aacute;vel (ainda que cada uma dessas inevitavelmente influencia as outras duas). [1]<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Em outras palavras, a teologia b&iacute;blica se limita mais intencionalmente &agrave; mensagem do texto ou&nbsp;<em>corpus<\/em>&nbsp;em considera&ccedil;&atilde;o. Ela questiona quais temas s&atilde;o mais centrais para os escritores b&iacute;blicos em seu contexto hist&oacute;rico e procura discernir a coer&ecirc;ncia entre esses temas. A teologia b&iacute;blica foca no enredo da Escritura &ndash; o desdobramento do plano de Deus na hist&oacute;ria redentiva. Como n&oacute;s consideraremos mais cuidadosamente na Parte 3, isso significa que n&oacute;s dever&iacute;amos interpretar e ent&atilde;o pregar cada texto no contexto de sua rela&ccedil;&atilde;o com todo o enredo da B&iacute;blia.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A teologia sistem&aacute;tica, por outro lado, formula quest&otilde;es ao texto que refletem as quest&otilde;es ou preocupa&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas do momento. Os sistem&aacute;ticos tamb&eacute;m podem &ndash; com um bom prop&oacute;sito &ndash; explorar temas que est&atilde;o impl&iacute;citos nos escritos b&iacute;blicos, mas que n&atilde;o recebem aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria no texto b&iacute;blico. Al&eacute;m disso, deveria ser evidente que qualquer teologia sistem&aacute;tica digna desse nome &eacute; edificada sobre a teologia b&iacute;blica.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A &ecirc;nfase distinta da teologia b&iacute;blica, tal como Brian Rosner observa, &eacute; que ela &ldquo;permite que o texto b&iacute;blico dite a pauta&rdquo;. [2] Kevin Vanhoozer articula o papel espec&iacute;fico da teologia b&iacute;blica ao dizer: &ldquo;&lsquo;teologia b&iacute;blica&rsquo; &eacute; o nome dado a uma abordagem interpretativa da B&iacute;blia a qual assume que a Palavra de Deus &eacute; textualmente mediada pelas diversas palavras, liter&aacute;ria e historicamente condicionadas, dos seres humanos&rdquo;. [3] Ou, &ldquo;para exprimir a asser&ccedil;&atilde;o de modo mais positivo, a teologia b&iacute;blica est&aacute; em harmonia com os interesses dos pr&oacute;prios textos&rdquo;. [4]<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Carson expressa bem a contribui&ccedil;&atilde;o da teologia b&iacute;blica:<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Mas, idealmente, a teologia b&iacute;blica, como seu nome implica, mesmo ao trabalhar indutivamente a partir dos diversos textos da B&iacute;blia, busca desvendar e articular a unidade de&nbsp;<em>todos<\/em>&nbsp;os textos b&iacute;blicos tomados juntos, recorrendo primariamente &agrave;s categorias daqueles pr&oacute;prios textos. Nesse sentido, ela &eacute; teologia b&iacute;blica can&ocirc;nica, teologia b&iacute;blica &ldquo;de-toda-a-B&iacute;blia&rdquo;. [5]<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A teologia b&iacute;blica pode limitar-se &agrave; teologia de G&ecirc;nesis, do Pentateuco, de Mateus, de Romanos ou at&eacute; mesmo &agrave; teologia paulina. Contudo, a teologia b&iacute;blica pode tamb&eacute;m compreender todo o c&acirc;non da Escritura, no qual o enredo das Escrituras como um todo &eacute; integrado. Com muita frequ&ecirc;ncia, pregadores expositivos limitam-se aos livros de Lev&iacute;tico, Mateus ou Apocalipse, sem considerar o lugar que eles ocupam no enredo da hist&oacute;ria redentiva. Eles isolam uma parte da Escritura da outra, e assim pregam de um modo truncado, ao inv&eacute;s de anunciarem todo o conselho de Deus. Gerhard Hasel corretamente destaca que n&oacute;s precisamos fazer teologia b&iacute;blica de um modo &ldquo;que busca fazer justi&ccedil;a a todas as dimens&otilde;es da realidade de que os textos b&iacute;blicos testificam&rdquo;. [6] Fazer tal teologia n&atilde;o &eacute; meramente uma tarefa para professores de semin&aacute;rio;&nbsp;<em>&eacute; a responsabilidade de cada pregador da Palavra<\/em>!<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Pensemos novamente sobre as diferen&ccedil;as entre teologia b&iacute;blica e sistem&aacute;tica, para o que Carson tra&ccedil;a o caminho. [7] A teologia sistem&aacute;tica considera a contribui&ccedil;&atilde;o da teologia hist&oacute;rica e, assim, se utiliza da obra de Agostinho, Tom&aacute;s de Aquino, Lutero, Calvino, Edwards e tantos outros ao formular o ensino da Escritura. A teologia sistem&aacute;tica procura anunciar a Palavra de Deus diretamente para o nosso tempo e nosso ambiente cultural. Obviamente, ent&atilde;o, qualquer bom pregador deve ser versado na sistem&aacute;tica para anunciar uma palavra profunda e poderosa aos seus contempor&acirc;neos.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A teologia b&iacute;blica &eacute; mais indutiva e fundacional. Carson corretamente afirma que a teologia b&iacute;blica &eacute; uma &ldquo;disciplina mediadora&rdquo;, ao passo que a teologia sistem&aacute;tica &eacute; uma &ldquo;disciplina culminante&rdquo;. N&oacute;s podemos afirmar, ent&atilde;o, que a teologia b&iacute;blica &eacute; intermedi&aacute;ria, funcionando como uma ponte entre o estudo hist&oacute;rico e liter&aacute;rio da Escritura e a teologia dogm&aacute;tica.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A teologia b&iacute;blica, ent&atilde;o, trabalha a partir do texto em seu contexto hist&oacute;rico. Isso n&atilde;o significa afirmar que a teologia b&iacute;blica &eacute; um empreendimento puramente neutro ou objetivo. A no&ccedil;&atilde;o de que n&oacute;s podemos separar nitidamente o que o texto significou do que ele significa [what it meant from what it means], como pretendia Krister Stendahl, &eacute; uma quimera. Scobie diz o seguinte acerca da teologia b&iacute;blica:<\/p>\n<div style=\"color: #252525; text-align: justify;\">\n<p>As suas pressuposi&ccedil;&otilde;es, baseadas em um compromisso com a f&eacute; crist&atilde;, incluem a cren&ccedil;a de que a B&iacute;blia transmite uma revela&ccedil;&atilde;o divina, que a Palavra de Deus na Escritura constitui a norma da f&eacute; crist&atilde; e da vida crist&atilde;, e que todo o variado material tanto do Antigo como do Novo Testamentos pode de algum modo ser relacionado ao plano e prop&oacute;sito do &uacute;nico Deus de toda a B&iacute;blia. Tal teologia b&iacute;blica situa-se em algum lugar entre o que a B&iacute;blia &ldquo;significou&rdquo; e o que ela &ldquo;significa&rdquo;. [8]<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Segue-se, ent&atilde;o, que a teologia b&iacute;blica n&atilde;o est&aacute; confinada apenas ao Novo Testamento ou ao Antigo Testamento, mas que ela considera ambos os Testamentos juntos como a Palavra de Deus. De fato, a teologia b&iacute;blica trabalha a partir da no&ccedil;&atilde;o de que o c&acirc;non da Escritura funciona como a sua norma e, assim, ambos os Testamentos s&atilde;o necess&aacute;rios para desvendar a teologia da Escritura.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><strong>Equilibrando o Antigo e o Novo Testamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">H&aacute; uma maravilhosa dial&eacute;tica entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento no trabalho da teologia b&iacute;blica. O Novo Testamento representa a culmina&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o iniciada no Antigo Testamento e, assim, a teologia b&iacute;blica &eacute; por defini&ccedil;&atilde;o uma teologia narrativa. Ela captura a hist&oacute;ria da obra salvadora de Deus ao longo da hist&oacute;ria. O desenrolar hist&oacute;rico do que Deus tem feito pode ser descrito como a &ldquo;hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o&rdquo; ou a &ldquo;hist&oacute;ria redentiva&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Tamb&eacute;m &eacute; proveitoso considerar as Escrituras a partir da perspectiva de promessa e cumprimento: o que &eacute; prometido no Antigo Testamento &eacute; cumprido no Novo Testamento. N&oacute;s precisamos tomar cuidado para n&atilde;o apagarmos a particularidade hist&oacute;rica da revela&ccedil;&atilde;o do Antigo Testamento, de modo a expungir o contexto hist&oacute;rico do qual ele nasceu. Por outro lado, n&oacute;s devemos reconhecer o progresso da revela&ccedil;&atilde;o do Antigo Testamento para o Novo Testamento. Tal progresso da revela&ccedil;&atilde;o reconhece a natureza preliminar do Antigo Testamento e a palavra definitiva que vem no Novo Testamento. Dizer que o Antigo Testamento &eacute; preliminar n&atilde;o elimina o seu papel crucial, pois n&oacute;s s&oacute; podemos entender o Novo Testamento quando tamb&eacute;m compreendemos o significado do Antigo Testamento, e vice-versa.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Alguns s&atilde;o hesitantes em abra&ccedil;ar a tipologia, mas tal abordagem &eacute; fundamental para a teologia b&iacute;blica, uma vez que &eacute; uma categoria empregada pelos pr&oacute;prios escritores b&iacute;blicos. O que &eacute; tipologia? Tipologias s&atilde;o as correspond&ecirc;ncias divinamente pretendidas entre eventos, pessoas e institui&ccedil;&otilde;es do Antigo Testamento e o seu cumprimento em Cristo, no Novo, [9] como quando&nbsp; Mateus se refere em seu Evangelho ao retorno de Maria, Jos&eacute; e Jesus do Egito usando a linguagem da sa&iacute;da de Israel do Egito (Mt 2.15; &Ecirc;x 4.22; Os 11.1). Obviamente, n&atilde;o apenas os autores do Novo Testamento observam essas &ldquo;correspond&ecirc;ncias divinamente pretendidas&rdquo;. Os autores do Antigo Testamento tamb&eacute;m o fazem. Por exemplo, tanto Isa&iacute;as como Os&eacute;ias predizem um novo &ecirc;xodo que ser&aacute; moldado de acordo com o primeiro &ecirc;xodo. Do mesmo modo, o Antigo Testamento fala da expectativa de um novo Davi que ser&aacute; ainda maior do que o primeiro Davi. N&oacute;s vemos no pr&oacute;prio Antigo Testamento, portanto, uma grada&ccedil;&atilde;o na tipologia, de modo que o cumprimento do tipo &eacute; sempre maior do que o pr&oacute;prio tipo. Jesus n&atilde;o &eacute; apenas um novo Davi, mas o maior Davi.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A tipologia reconhece um padr&atilde;o e um prop&oacute;sito divinos na hist&oacute;ria. Deus &eacute; o autor final da Escritura &ndash; a hist&oacute;ria &eacute; um drama divino. E Deus conhece o fim desde o come&ccedil;o, de modo que n&oacute;s, como leitores, podemos ver pren&uacute;ncios do cumprimento final no Antigo Testamento.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><strong>Dire&ccedil;&atilde;o &ndash; Como Fazer Teologia B&iacute;blica ao Pregar<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Ao pregar as Escrituras, &eacute; vital compreender onde o livro que estamos estudando se situa na linha do tempo da hist&oacute;ria redentiva. Correndo o risco de simplificar demais, fazer boa teologia b&iacute;blica ao pregar consiste em dois passos b&aacute;sicos: olhar para tr&aacute;s e, ent&atilde;o, olhar para o todo.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><strong>Olhar para Tr&aacute;s &ndash; Teologia Antecedente<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Walter Kaiser nos lembra de que n&oacute;s dever&iacute;amos considerar a teologia que antecede cada livro &agrave; medida que pregamos as Escrituras.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Por exemplo, ao pregarmos o livro de &Ecirc;xodo, n&oacute;s dificilmente interpretaremos a mensagem de &Ecirc;xodo com exatid&atilde;o se o lermos &agrave; parte de seu contexto precedente. E o contexto precedente de &Ecirc;xodo &eacute; a mensagem transmitida em G&ecirc;nesis. N&oacute;s aprendemos em G&ecirc;nesis que Deus &eacute; o criador de todas as coisas, e que ele fez os seres humanos &agrave; sua imagem, de modo que os seres humanos estenderiam o governo do Senhor por todo o mundo. Ad&atilde;o e Eva, contudo, falharam em confiar em Deus e em obedecer o mandato divino. A Cria&ccedil;&atilde;o foi seguida pela Queda, a qual introduziu morte e mis&eacute;ria no mundo. N&atilde;o obstante, o Senhor prometeu que a vit&oacute;ria final viria atrav&eacute;s da semente da mulher (Gn 3.15). Intenso conflito haveria entre a semente da mulher e a semente da serpente, mas a primeira iria prevalecer. N&oacute;s vemos no restante de G&ecirc;nesis a batalha entre a semente da mulher e a semente da serpente, e n&oacute;s aprendemos que a semente da serpente &eacute; muito poderosa: Caim mata Abel; os &iacute;mpios subjugam os justos at&eacute; que restam apenas No&eacute; e sua fam&iacute;lia; seres humanos conspiram para fazer um nome para si mesmos ao constru&iacute;rem a torre de Babel. Ainda assim, o Senhor permanece soberano. Ele julga Caim. Ele destr&oacute;i todos no dil&uacute;vio, exceto No&eacute; e sua fam&iacute;lia. E ele frustra os des&iacute;gnios dos homens em Babel.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">O Senhor faz uma alian&ccedil;a com Abra&atilde;o, Isaque e Jac&oacute;, assegurando que a vit&oacute;ria prometida em G&ecirc;nesis 3.15 viria por meio da semente deles. O Senhor lhes conceder&aacute; uma semente, uma terra e uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o universal. G&ecirc;nesis focaliza especialmente na promessa acerca da semente. Em outras palavras, Abra&atilde;o, Isaque e Jac&oacute; n&atilde;o possuem a terra da promessa, tampouco eles aben&ccedil;oam o mundo inteiro durante a sua gera&ccedil;&atilde;o. Mas G&ecirc;nesis conclui com o relato dos doze filhos que o Senhor concedeu a Jac&oacute;.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Ent&atilde;o, como essa &ldquo;teologia antecedente&rdquo; de G&ecirc;nesis &eacute; crucial para a leitura do livro de &Ecirc;xodo? Ela &eacute; fundamental, pois, quando &Ecirc;xodo come&ccedil;a com a imensa multiplica&ccedil;&atilde;o de Israel, n&oacute;s imediatamente reconhecemos que a promessa abra&acirc;mica de muitos descendentes, dada em G&ecirc;nesis, est&aacute; se cumprindo. N&atilde;o apenas isso, olhando para G&ecirc;nesis 3, n&oacute;s percebemos que Fara&oacute; &eacute; um descendente da serpente, enquanto Israel representa a semente da mulher. O esfor&ccedil;o de Fara&oacute; para matar todas as crian&ccedil;as do sexo masculino representa os des&iacute;gnios da semente da serpente, &agrave; medida que a batalha entre as sementes, preanunciada em G&ecirc;nesis, continua.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Enquanto continuamos a nos mover pelo livro e &Ecirc;xodo e o resto do Pentateuco, n&oacute;s podemos ver que a liberta&ccedil;&atilde;o de Israel do Egito e a promessa de que eles conquistar&atilde;o Cana&atilde; tamb&eacute;m represente um cumprimento da alian&ccedil;a do Senhor com Abra&atilde;o. A promessa da terra est&aacute; agora come&ccedil;ando a se cumprir. Al&eacute;m disso, Israel agora atua, em certo sentido, como um novo Ad&atilde;o em uma nova terra. Como Ad&atilde;o, eles devem viver em f&eacute; e obedi&ecirc;ncia no espa&ccedil;o que o Senhor lhes concedeu.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Se n&oacute;s tiv&eacute;ssemos que ler &Ecirc;xodo sem ser informados pela mensagem antecedente de G&ecirc;nesis, n&oacute;s n&atilde;o perceber&iacute;amos a signific&acirc;ncia da hist&oacute;ria. N&oacute;s ler&iacute;amos o texto &agrave; parte do seu contexto, e ser&iacute;amos v&iacute;timas de uma leitura arbitr&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A import&acirc;ncia da teologia antecedente &eacute; evidente ao longo do c&acirc;non, ent&atilde;o nos contentaremos aqui com outros poucos exemplos. Vejamos:<\/p>\n<ul style=\"color: #252525; text-align: justify;\">\n<li class=\"nth-child-1 nth-child-odd\">A conquista sob Josu&eacute; deve ser interpretada &agrave; luz da alian&ccedil;a com Abra&atilde;o, de modo que a posse de Cana&atilde; &eacute; entendida como o cumprimento da promessa feita a Abra&atilde;o de que ele desfrutaria da terra de Cana&atilde;.<\/li>\n<li class=\"nth-child-2 nth-child-even\">Por outro lado, o ex&iacute;lio dos reinos do norte (722 a.C.) e do sul (586 a.C.) amea&ccedil;ado pelos profetas e registrado em diversos livros representa o cumprimento das maldi&ccedil;&otilde;es da alian&ccedil;a de Lev&iacute;tico 26 e Deuteron&ocirc;mio 27-28. Se os pregadores e as congrega&ccedil;&otilde;es n&atilde;o conhecem a teologia antecedente da alian&ccedil;a mosaica e as maldi&ccedil;&otilde;es amea&ccedil;adas naquela alian&ccedil;a, eles dificilmente poder&atilde;o discernir o significado de Israel e Jud&aacute; sendo enviados para o ex&iacute;lio.<\/li>\n<li class=\"nth-child-3 nth-child-odd\">A promessa do novo Davi reflete a alian&ccedil;a previamente feita com Davi de que a sua dinastia permaneceria para sempre.<\/li>\n<li class=\"nth-child-4 nth-child-even last\">O Dia do Senhor, que &eacute; t&atilde;o proeminente nos profetas, deve ser interpretado &agrave; luz da promessa feita a Abra&atilde;o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Obviamente, o mesmo &eacute; verdade acerca do NT.<\/p>\n<ul style=\"color: #252525; text-align: justify;\">\n<li class=\"nth-child-1 nth-child-odd\">N&oacute;s dificilmente poderemos entender a import&acirc;ncia do reino de Deus nos sin&oacute;ticos se n&atilde;o conhecermos o enredo do Antigo Testamento e formos ignorantes acerca das alian&ccedil;as e promessas feitas a Israel.<\/li>\n<li class=\"nth-child-2 nth-child-even\">A signific&acirc;ncia de Jesus ser o Messias, o Filho do Homem e o Filho de Deus est&aacute; completamente arraigada na revela&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via.<\/li>\n<li class=\"nth-child-3 nth-child-odd\">O livro de Atos, como Lucas aponta em sua introdu&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma continua&ccedil;&atilde;o do que Jesus come&ccedil;ou a fazer e ensinar, e, portanto, &eacute; informada tanto pelo Antigo Testamento como pelo minist&eacute;rio, morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus.<\/li>\n<li class=\"nth-child-4 nth-child-even\">As ep&iacute;stolas tamb&eacute;m se alicer&ccedil;am na grande obra salvadora realizada por Jesus Cristo, e explicam e aplicam &agrave;s igrejas estabelecidas a mensagem salvadora e o cumprimento das promessas de Deus.<\/li>\n<li class=\"nth-child-5 nth-child-odd last\">Finalmente, Apocalipse faz sentido como o &aacute;pice da hist&oacute;ria. N&atilde;o &eacute; apenas um anexo aposto ao final para promover alguma excita&ccedil;&atilde;o sobre o tempo do fim. As muitas alus&otilde;es ao Antigo Testamento demonstram que a revela&ccedil;&atilde;o do Apocalipse &eacute; tra&ccedil;ada sobre o pano de fundo da revela&ccedil;&atilde;o do Antigo Testamento. Semelhantemente, o livro n&atilde;o faz qualquer sentido a menos que vejamos que ele se coloca como a conclus&atilde;o de tudo o que Jesus fez e ensinou.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Isso n&atilde;o significa que o enredo da reden&ccedil;&atilde;o tem a mesma centralidade em todos os livros do c&acirc;non. N&oacute;s poder&iacute;amos pensar acerca dos livros de sabedoria como Cantares de Salom&atilde;o, J&oacute;, Eclesiastes, Prov&eacute;rbios e Salmos. Contudo, mesmo nesses exemplos, os autores b&iacute;blicos pressup&otilde;em as verdades fundamentais da cria&ccedil;&atilde;o e queda de G&ecirc;nesis, assim como o papel especial de Israel como o povo da alian&ccedil;a de Deus. Algumas vezes, eles at&eacute; mesmo articulam esse papel, como quando os Salmos narram a hist&oacute;ria de Israel. Ainda assim, n&oacute;s somos lembrados da diversidade do c&acirc;non e reconhecemos que nem toda por&ccedil;&atilde;o de literatura possui a mesma fun&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A principal verdade para os pregadores aqui &eacute; que eles devem pregar de tal maneira a integrar os seus serm&otilde;es no escopo mais amplo da narrativa b&iacute;blica da hist&oacute;ria da reden&ccedil;&atilde;o. Aqueles nos bancos precisam ver a imagem mais abrangente do que Deus tem feito e como cada parte da Escritura contribui para aquela imagem. O que nos leva ao segundo passo para fazer boa teologia b&iacute;blica na prega&ccedil;&atilde;o&hellip;<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><strong>Dire&ccedil;&atilde;o &ndash; Como Fazer Teologia B&iacute;blica ao Pregar (cont.)<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><strong>Olhe para o Todo &ndash; Prega&ccedil;&atilde;o Can&ocirc;nica<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Como pregadores, n&oacute;s n&atilde;o devemos nos limitar apenas &agrave; teologia antecedente. N&oacute;s tamb&eacute;m devemos considerar o todo da Escritura, o testemunho can&ocirc;nico que agora possu&iacute;mos no minist&eacute;rio, morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus Cristo. Se n&oacute;s pregarmos apenas a teologia antecedente, n&atilde;o estaremos dividindo acuradamente a palavra de Deus; tampouco estaremos levando a mensagem do Senhor ao povo de nossos dias.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Quando pregamos nos primeiros cap&iacute;tulos de G&ecirc;nesis, portanto, n&oacute;s tamb&eacute;m devemos proclamar que a semente da mulher &eacute; Jesus Cristo, e que a queda da cria&ccedil;&atilde;o na futilidade ser&aacute; revertida por meio da obra de Jesus Cristo (Rm 8.18-25). Nossos ouvintes devem ver que a velha cria&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; a palavra final, mas que h&aacute; uma nova cria&ccedil;&atilde;o em Cristo Jesus. N&oacute;s devemos mostrar-lhes pelo livro de Apocalipse que o fim &eacute; melhor do que o come&ccedil;o, e que as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os da cria&ccedil;&atilde;o original ser&atilde;o alargadas (por assim dizer) na nova cria&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Do mesmo modo, o que n&oacute;s como pregadores diremos ao pregar em Lev&iacute;tico, se n&atilde;o pregarmos Lev&iacute;tico &agrave; luz do cumprimento havido em Jesus Cristo? Certamente n&oacute;s devemos proclamar que os sacrif&iacute;cios do AT se cumpriram na obra de Jesus Cristo na cruz.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Al&eacute;m disso, os regulamentos concernentes &agrave;s leis alimentares e &agrave; purifica&ccedil;&atilde;o devem ser interpretados canonicamente, de modo a compreendermos que o Senhor n&atilde;o nos chama para seguirmos as leis alimentares ou os regulamentos de purifica&ccedil;&atilde;o. Esses regulamentos apontam para algo maior: a santidade e a nova vida que devemos possuir como crentes (1Co 5.6-8; 1Pe 1.15-16).<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Tampouco &eacute; o caso, como o Novo Testamento claramente ensina, de que os crentes ainda estejam sob a lei Mosaica (Gl 3.15-4.7; 2Co 3.7-18). A antiga alian&ccedil;a foi planejada para estar em vigor por um per&iacute;odo determinado na hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o. Agora que o cumprimento em Cristo se manifestou, n&atilde;o estamos mais sob a alian&ccedil;a que o Senhor instituiu com Israel. Ent&atilde;o, &eacute; um erro pensar que as leis &agrave;s quais Israel estava obrigado como na&ccedil;&atilde;o deveriam servir como paradigma para os estados nacionais atualmente &ndash; como defendem os teonomistas em nossos dias. N&oacute;s devemos reconhecer, em nossa prega&ccedil;&atilde;o, a diferen&ccedil;a entre Israel como povo de Deus e a igreja de Jesus Cristo. Israel era o povo teocr&aacute;tico de Deus, representando tanto o povo da alian&ccedil;a de Deus como um ente pol&iacute;tica. Mas a igreja de Jesus Cristo n&atilde;o &eacute; um ente pol&iacute;tico com um c&oacute;digo de leis para os estados nacionais. A igreja &eacute; composta de pessoas de todo povo, l&iacute;ngua, tribo e na&ccedil;&atilde;o. Uma falha em compreender essa diferen&ccedil;a entre a antiga e a nova alian&ccedil;a devastaria nossas congrega&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Se n&oacute;s n&atilde;o entendermos as diferen&ccedil;as entre a antiga alian&ccedil;a e a nova, teremos dificuldade, por exemplo, em proclamar a conquista da terra em Josu&eacute;. Certamente, a promessa para a igreja de Jesus Cristo n&atilde;o &eacute; que n&oacute;s possuiremos a terra de Cana&atilde; algum dia! Diversamente, ao lermos o Novo Testamento, n&oacute;s aprendemos que a promessa da terra &eacute; entendida tipologicamente e tamb&eacute;m expandida para um cumprimento final no Novo Testamento. A ep&iacute;stola aos Hebreus explica que o descanso prometido sob Josu&eacute; nunca foi planejado pra ser o descanso final para o povo de Deus (Hb 3.7-4.13). Paulo explica que a promessa da terra a Abra&atilde;o n&atilde;o pode ser confinada a Cana&atilde;, mas se universaliza para incluir o mundo inteiro (Rm 4.13). Descobrimos em Hebreus que n&oacute;s, como crist&atilde;os, n&atilde;o aguardamos uma cidade terrena, mas uma cidade celestial (Hb 11.10; 14.16; 13.14), uma cidade por vir. Ou, como Jo&atilde;o coloca em Apocalipse 21-22, n&oacute;s aguardamos a Jerusal&eacute;m celestial, a qual n&atilde;o &eacute; outra coisa sen&atilde;o uma nova cria&ccedil;&atilde;o. E, outras palavras, se n&oacute;s pregarmos em Josu&eacute; e n&atilde;o enfatizarmos a nossa heran&ccedil;a em Cristo e a nova cria&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o teremos falhado miseravelmente em comunicar o enredo da Escritura na exposi&ccedil;&atilde;o do livro. Teremos truncado a sua mensagem de modo que o nosso povo falhar&aacute; em ver como toda a Escritura se cumpre em Cristo, e como todas as promessas de Deus s&atilde;o &ldquo;sim&rdquo; e &ldquo;am&eacute;m&rdquo; em Cristo Jesus (2Co 1.20).<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Se n&oacute;s pregarmos as Escrituras canonicamente, usando a teologia b&iacute;blica, ent&atilde;o proclamaremos Cristo tanto a partir do Antigo Testamento como do Novo Testamento. Devemos evitar o perigo, &eacute; claro, de fazer alegorias simplistas ou conex&otilde;es for&ccedil;adas entre os testamentos. N&oacute;s n&atilde;o cairemos em tais erros se tivermos realizado adequadamente o trabalho da teologia b&iacute;blica e seguido a hermen&ecirc;utica dos pr&oacute;prios escritores apost&oacute;licos. Os escritores apost&oacute;licos, afinal, criam que o Antigo Testamento apontava para Cristo e se cumpria nele. E eles aprenderam essa hermen&ecirc;utica do pr&oacute;prio Jesus Cristo, no momento em que ele abriu as Escrituras para Cleopas e seu amigo no caminho de Ema&uacute;s (Lc 24). Sob esse aspecto, alguns t&ecirc;m defendido que a hermen&ecirc;utica dos ap&oacute;stolos era inspirada, mas n&atilde;o deveria ser imitada hoje. [11] Tal vis&atilde;o n&atilde;o se sustenta porque sugere que o cumprimento do Antigo Testamento visto pelos ap&oacute;stolos n&atilde;o confere com o que os textos verdadeiramente significam. Se esse &eacute; o caso, as conex&otilde;es apontadas entre os testamentos s&atilde;o arbitr&aacute;rias, e os ap&oacute;stolos (e o pr&oacute;prio Cristo!) n&atilde;o servem como modelos de interpreta&ccedil;&atilde;o do Antigo Testamento hoje.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Se n&oacute;s cremos, contudo, que os ap&oacute;stolos foram leitores inspirados e s&aacute;bios do Antigo Testamento, ent&atilde;o n&oacute;s temos um padr&atilde;o para lermos todo o Antigo Testamento &agrave; luz do cumprimento realizado em Jesus Cristo. O enredo e as estruturas do Antigo Testamento todos apontam para ele e s&atilde;o aperfei&ccedil;oados nele. [12] Quando n&oacute;s lemos sobre a promessa de Abra&atilde;o no Antigo Testamento, n&oacute;s percebemos que ela se cumpriu em Cristo Jesus. As sombras dos sacrif&iacute;cios do Antigo Testamento encontram a sua subst&acirc;ncia em Cristo. Por exemplo:<\/p>\n<ul style=\"color: #252525; text-align: justify;\">\n<li class=\"nth-child-1 nth-child-odd\">Festas como a P&aacute;scoa, o Pentecostes e os Tabern&aacute;culos apontavam para Cristo como o sacrif&iacute;cio pascal, para o dom do Esp&iacute;rito e para Jesus como a Luz do mundo.<\/li>\n<li class=\"nth-child-2 nth-child-even\">Os crentes n&atilde;o est&atilde;o mais obrigados &agrave; observ&acirc;ncia do&nbsp;<em>shabbat<\/em>, pois ele tamb&eacute;m era uma das sombras da antiga alian&ccedil;a (Cl 2.16-17; cf. Rm 14.5) e pertence &agrave; alian&ccedil;a do Sinai que n&atilde;o est&aacute; mais em vigor para os crentes (Gl 3.15-4.7; 2Co 3.4-18; Hb 7.11-10.18). O&nbsp;<em>shabbat<\/em>&nbsp;aponta para o descanso que j&aacute; come&ccedil;ou para n&oacute;s em Cristo e que ser&aacute; consumado no descanso celestial do &uacute;ltimo dia (Hb 3.12-4.11).<\/li>\n<li class=\"nth-child-3 nth-child-odd\">O templo antecipa Cristo como o verdadeiro templo, enquanto a circuncis&atilde;o &eacute; consumada na circuncis&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o ancorado na cruz de Cristo e protegido pela obra do Esp&iacute;rito.<\/li>\n<li class=\"nth-child-4 nth-child-even last\">Davi, como rei de Israel e um homem segundo o cora&ccedil;&atilde;o de Deus, n&atilde;o representa o &aacute;pice do reino; Davi &eacute; um tipo de Jesus Cristo. Cristo, o superior Davi, era impec&aacute;vel. Ele &eacute; o rei messi&acirc;nico que, por meio de seu minist&eacute;rio, morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o, inaugurou as promessas que Deus fizera ao seu povo.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Se n&atilde;o pregarmos o Antigo Testamento considerando todo o c&acirc;non, n&oacute;s estaremos nos restringindo a li&ccedil;&otilde;es morais do Antigo Testamento, ou, o que &eacute; igualmente prov&aacute;vel, n&oacute;s raramente pregaremos no Antigo Testamento. Como crist&atilde;os, n&oacute;s sabemos que muito do Antigo Testamento n&atilde;o fala mais diretamente &agrave; nossa situa&ccedil;&atilde;o hoje. Por exemplo, Deus n&atilde;o prometeu nos libertar da escravid&atilde;o pol&iacute;tica como libertou Israel do Egito. A terra de Israel &eacute; politicamente vol&aacute;til nestes dias, mas os crist&atilde;os n&atilde;o creem que a sua alegria vir&aacute; pelo fato de viverem em Israel, tampouco pensam que a adora&ccedil;&atilde;o consiste em ir ao templo para oferecer sacrif&iacute;cio. Contudo, se n&atilde;o pregarmos o Antigo Testamento canonicamente, &agrave; luz da teologia b&iacute;blica, ele frequentemente ser&aacute; negligenciado na prega&ccedil;&atilde;o crist&atilde;. E, ao faz&ecirc;-lo, n&oacute;s n&atilde;o apenas nos privamos de maravilhosos tesouros da palavra de Deus, mas tamb&eacute;m falhamos em ver o car&aacute;ter profundo e multifacetado da revela&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica. N&oacute;s nos colocamos em uma posi&ccedil;&atilde;o na qual n&atilde;o lemos o Antigo Testamento do modo como Jesus e os ap&oacute;stolos faziam, e assim n&atilde;o vemos que as promessas de Deus s&atilde;o &ldquo;sim&rdquo; e &ldquo;am&eacute;m&rdquo; em Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Ler o Antigo Testamento canonicamente n&atilde;o significa que o Antigo Testamento n&atilde;o seja lido em seu contexto hist&oacute;rico-cultural. A primeira tarefa de todo int&eacute;rprete &eacute; ler o Antigo Testamento em si mesmo, discernindo o significado pretendido pelo autor b&iacute;blico ao escrev&ecirc;-lo. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al&eacute;m disso, como defendemos acima, cada livro do AT deve ser lido &agrave; luz de sua teologia antecedente, de modo que o enredo da Escritura &eacute; compreendido. Mas n&oacute;s tamb&eacute;m devemos ler toda a Escritura canonicamente, de modo que o Antigo Testamento &eacute; lido &agrave; luz da hist&oacute;ria completa &ndash; o cumprimento que veio em Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">Em resumo, n&oacute;s dever&iacute;amos sempre considerar a perspectiva do todo &ndash; do autor divino &ndash; ao fazer teologia b&iacute;blica e ao pregar a Palavra de Deus. N&oacute;s dever&iacute;amos ler as Escrituras tanto de frente para tr&aacute;s como de tr&aacute;s para frente. N&oacute;s dever&iacute;amos sempre considerar a hist&oacute;ria que est&aacute; se desenvolvendo bem como o fim da hist&oacute;ria.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><strong>Conclus&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">A nossa tarefa como pregadores &eacute; proclamar todo o conselho de Deus. N&oacute;s n&atilde;o cumpriremos o nosso chamado se, como pregadores, n&oacute;s falharmos em fazer teologia b&iacute;blica. N&oacute;s podemos receber muitos elogios de nosso povo por nossas li&ccedil;&otilde;es morais e nossas ilustra&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o estamos servindo nossas congrega&ccedil;&otilde;es fielmente se elas n&atilde;o entendem como toda a Escritura aponta para Cristo, e se elas n&atilde;o obt&ecirc;m de n&oacute;s um melhor entendimento do enredo da B&iacute;blia. Que Deus nos ajude a sermos mestres e pastores fieis, de modo que cada pessoa sob nossos cuidados seja apresentada perfeita em Cristo.<\/p>\n<hr>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">1. D. A. Carson, &ldquo;Systematic and Biblical Theology,&rdquo; em&nbsp;<em>New Dictionary of Biblical Theology<\/em>&nbsp;(eds. T. Desmond Alexander e Brian S. Rosner; Downers Grove: InterVarsity, 2000), 94. Uma outra defini&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada por Charles H. H. Scobie: &ldquo;A teologia b&iacute;blica pode ser definida como o estudo ordenado do entendimento da revela&ccedil;&atilde;o de Deus contida nas Escrituras can&ocirc;nicas do Antigo e do Novo Testamentos&rdquo; (&ldquo;The Challenge of Biblical Theology,&rdquo;&nbsp;<em>Tyndale Bulletin<\/em>&nbsp;42 [1991]: 36).<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">2. Brian S. Rosner, &ldquo;Biblical Theology,&rdquo; in&nbsp;<em>New Dictionary of Biblical Theology<\/em>, 5.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">3. Kevin J. Vanhoozer, &ldquo;Exegesis and Hermeneutics,&rdquo; in&nbsp;<em>New Dictionary of Biblical Theology<\/em>, 56.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">4. Ibid., 56.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">5. Carson, &ldquo;Systematic and Biblical Theology,&rdquo; 100.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">6. Gerhard Hasel, &ldquo;Biblical Theology: Then, Now, and Tomorrow,&rdquo;&nbsp;<em>Horizons of Biblical Theology&nbsp;<\/em>4 (1982): 66.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">7. Para a discuss&atilde;o que segue, ver Carson, &ldquo;Systematic and Biblical Theology,&rdquo; 101-02.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">8. Scobie, &ldquo;The Challenge of Biblical Theology,&rdquo; 50-51.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">9. Para uma introdu&ccedil;&atilde;o mais completa &agrave; tipologia, ver David L. Baker,&nbsp;<em>Two Testaments, One Bible&nbsp;<\/em>(IVP, 1976), cap&iacute;tulo 7.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">10. Walter Kaiser, Jr.,&nbsp;<em>Toward an Exegetical Theology: Biblical Exegesis for Preaching and Teaching<\/em>&nbsp;(Grand Rapids: Baker, 1981), 134-40.<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">11. Richard N. Longenecker,&nbsp;<em>Biblical Exegesis in the Apostolic Period&nbsp;<\/em>(2. ed.; Grand Rapids: Eerdmans, 1999).<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\">12. Sobre a import&acirc;ncia da centralidade em Cristo na nossa prega&ccedil;&atilde;o, ver Graeme Goldsworthy,&nbsp;<em>Preaching the Whole Bible as Christian Scripture: The Application of Biblical Theology to Expository Preaching&nbsp;<\/em>(Grand Rapids: Eerdmans, 2000); Sidney Greidanus,&nbsp;<em>Preaching Christ from the Old Testament: A Contemporary Hermeneutical Method&nbsp;<\/em>(Grand Rapids: Eerdmans, 1999); Edmund P. Clowney,&nbsp;<em>Preaching Christ in All of Scripture&nbsp;<\/em>(Wheaton: Crossway, 2003). [N.T.: Dentre tais obras, apenas o livro de Sidney Greidanus foi publicado em portugu&ecirc;s, pela Editora Cultura Crist&atilde;, com o t&iacute;tulo&nbsp;<em>Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento<\/em>.]<\/p>\n<p style=\"color: #252525; text-align: justify;\"><em>Este artigo foi extra&iacute;do e adaptado do&nbsp;<\/em>The Southern Baptist Journal of Theology [Jornal de Teologia Batista do Sul]<em>&nbsp;10.2 (2006) e &eacute; usado com permiss&atilde;o. Thomas Schreiner serve como pastor de prega&ccedil;&atilde;o na Clifton Baptist Church em Louisville, Kentucky. Ele &eacute; tamb&eacute;m professor de Novo Testamento no Southern Baptist Theological Seminary [Semin&aacute;rio Teol&oacute;gico Batista do Sul] e escreveu&nbsp;<\/em>Romans [Romanos]<em>&nbsp;(Baker, 1998) e&nbsp;<\/em>Paul, Apostle of God&rsquo;s Glory in Christ: A Pauline<em>&nbsp;<\/em>Theology [Paulo, o Ap&oacute;stolo da Gl&oacute;ria de Deus em Cristo: Uma Teologia Paulina]<em>(InterVarsity, 2001), entre muitos outros t&iacute;tulos.<\/em><\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na associa&ccedil;&atilde;o de igrejas &agrave; qual eu perten&ccedil;o &ndash; a&nbsp;Southern Baptist Convention&nbsp;[Conven&ccedil;&atilde;o Batista do Sul] -, a batalha pela inerr&acirc;ncia da Escritura pode ter sido ganha. Entretanto, nem n&oacute;s nem outras denomina&ccedil;&otilde;es ou igrejas evang&eacute;licas que ganharam batalhas semelhantes dever&iacute;amos nos congratular t&atilde;o rapidamente. 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