8 de agosto de 2017

O Sábado no Grande Conflito

O Sábado no Grande Conflito

(pequeno resumo)

“Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras,

Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse”.

Isaías 58:13,14

O maior problema que o sábado enfrenta hoje nesse mundo pós-moderno sem sombra de dúvidas é a seguinte problemática: “Há a necessidade de haver um dia, sem ser outro, afinal o que Deus quer é minha adoração, por que não posso adora-lo em um outro dia?

Testemunho pessoal (trocar para uma história própria)

“quando eu tinha apenas 15 anos de idade me destacava muito em vôlei, um esporte que até hoje prático, nessa época meu professor de educação física me convidou para um teste de uma equipe profissional. Eu faria o que gostava, jogar vôlei e receber alguma  por isso. Contudo, o dia da entrevista seria, para minha não surpresa, o sábado, quando informei ao professor que não compareceria ele parecia confuso: “mas por que você não vai na igreja no outro dia? Afinal, porque tem que ser justamente o sábado? ”.

A temática central do Grande Conflito entre Jesus e Satanás centra-se em apenas uma palavra: ADORAÇÃO.

Assim funciona, ou eu adoro a Deus, ou adoro a Satanás, não existe neutralidade nesse conflito.

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou”.

Êxodo 20:8-11

Aqui está a temática principal de porquê o sábado é mais que um dia de adoração, guardamos o sábado porque DEUS É CRIADOR, porque por Ele tudo veio a existência e porque somos parte dessa criação. (Gn 2:1-3).

Deus é dono soberano de tudo, a terra pertence a Ele, o verdadeiro Senhor da terra é o Deus eterno.

O segundo personagem do Grande Conflito, SATANÁS.

            Curiosidade – Não existe o nome lúcifer na bíblia, e se você encontrar em sua bíblia, é uma tradução incorreta da versão de Jeronimo não podemos dizer que esse é seu verdadeiro nome. De onde surgiu isso então?

“Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!

E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do Norte. ”

Isaías 14:12,13

O termo “estrela da manhã” aqui foi traduzido por Lúcifer, mas em minha opinião, o sentido original do texto se perdeu ao ser feita semelhante tradução, simplesmente porque encontramos um problema em Apocalipse 22:16.

“Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã”.

Afinal, o termo estrela da manhã é aplicado a Jesus e ao anjo caído? Para compreendermos melhor isso, Ellen White nos diz:

“Há apenas dois grupos. Satanás opera com o seu poder enganador e errado, e mediante grandes enganos apanha todos os que se não firmam na verdade, os que tiverem desviado seus ouvidos de ouvi-la, e se têm voltado para as fábulas. Satanás mesmo não se firmou na verdade; ele é o mistério da iniqüidade. Pela sua subtileza dá ele aos seus erros destruidores da alma a aparência de verdade. Nisto está o seu poder de enganar. É por ser uma imitação da verdade que o espiritismo, o teosofismo e idênticos enganos alcançam tanto poder sobre o espírito dos homens. Nisto consiste a magistral operação de Satanás. Pretende ele ser o salvador do homem, o benfeitor da raça humana, e assim com mais presteza engoda suas vítimas atraindo-as para a perdição”. {TM 365.2}

Aqui nesse contexto temos dois seres, dois ideais, duas situações:

*Criatura querendo ser como Deus.

*Deus rebaixando-se ao nível criatura.

Como a criatura não tem essa capacidade, o máximo que consegue é imitar o Criador, imitações que tem por objetivo atrair o que já foi dito que é a palavra central do Grande Conflito: ADORAÇÃO. A sua para ser mais exato.

Um é a estrela da manhã verdadeira o outro é aquela que queria “…subir ao céu, acima das estrelas de Deus…”.

Em todas as ocasiões bíblicas onde ocorre um confronto entre Jesus e Satanás, O Redentor se apresenta com um título especial “Miguel” ou traduzido “Quem é como Deus? ”, uma afronta direta a pretensão satânica em assimilar-se a Jesus.

Em uma ocasião quando Jesus desce a dimensão terrestre Satanás o faz uma proposta muito estranha: Lucas 4:5-6 nos diz que o inimigo oferece a Jesus o mundo, mas como isso pode ser se já lemos que o mundo pertencia desde seu começo ao próprio Jesus? Por acaso o Criador o presenteou a Satanás?

Para compreendermos isso temos que voltar nossos olhos para o início de tudo: Gn 1:27-28, aqui percebemos claramente que mesmo sendo o dono, Deus deixou como mordomos aos seres humanos, e os mesmos entregaram “as chaves da casa” ao próprio Satanás, fazendo daqui o “lar” dos inimigos de Deus.

Satanás declara a si mesmo dono desse planeta, sendo que jamais o foi, ele quer ser o centro da adoração, que o mundo reconheça seu poder.

Mas a única coisa que ainda ficou nessa terra para recorda-lo dessa “mentira repetida” é o dia de Sábado, o dia do verdadeiro Criador.

Satanás então tenta apaga-lo da memória da humanidade, mas como não o consegue, faz de tudo para torna-lo um dia pesado, um dia de dor, um dia de restrições, quando Jesus chega a Terra, o sábado era exatamente isso, uma das missões de Jesus era restaura-lo a seu plano original.

Jesus não somente era nosso exemplo, era necessário vencer ao inimigo perante todo o universo e “retomar” por direito o planeta roubado.

Assim que Jesus morre na sexta feira, vencendo o pecado, ressuscita no domingo, com toda a autoridade, mas no sábado ele refaz o pacto eterno de Ezequiel 20:20.

Conclusão – retiramos três conclusões depois disso que vimos:

Se eu guardo qualquer outro dia que não seja esse memorial, estou desviando minha adoração merecida a qualquer outra coisa menos a Deus.

Se eu guardo o sábado, demonstro ao mundo e as potestades que a terra pertence a Deus e sempre o foi, o que irrita satanás pois é uma afronta direta a seu poder.

Mas quando eu conheço tudo isso e ao invés de guardar da forma devida eu faço compras, vejo televisão, jogo futebol, e faço qualquer coisa que não seja adorar, demonstro que NÂO ME IMPORTA QUEM É O CRIADOR DA TERRA.

Quer você renovar essa aliança eterna da humanidade com o verdadeiro Criador? Ore comigo…

 

Sermão produzido por Geraldo Moyses – Universidad Adventista de Bolivia